sábado, 14 de junho de 2008

Discovery completa missão que instalou laboratório japonês na ISS

O ônibus espacial Discovery e seus sete astronautas aterrissaram hoje na Flórida após uma missão de duas semanas na Estação Espacial Internacional (ISS) e a instalação bem-sucedida do laboratório japonês Kibo.

Após uma viagem de mais de nove milhões de quilômetros e 218 órbitas na Terra, o veterano comandante Mark Kelly e o piloto Ken Ham guiaram à nave em sua entrada na atmosfera, durante a qual o atrito deixa a nave em temperaturas de mais de 2.000 graus Celsius.

A descida começou quando a nave orbitava a cerca de 27.000 km/h, e foram ligados por dois minutos e 35 segundos os foguetes que diminuíram sua velocidade.

A nave e seus tripulantes entraram nas camadas superiores da atmosfera a cerca de 120 quilômetros sobre o sul do Oceano Pacífico.

O ônibus espacial seguiu para o norte através do México, América Central, Península de Iucatã e o oeste de Cuba, até descer em direção à Flórida.

O céu estava parcialmente nublado sobre a zona de aterrissagem quando o Discovery, de 92 toneladas, tocou a pista às 8h15 de Brasília no Centro Espacial Kennedy, no 15º dia da missão da nave.

A tripulação do Discovery incluiu o engenheiro de vôo Ronald Garan, que realizou as primeiras caminhadas espaciais, e os especialistas de missão Karen Nyberg e Michael Fossum.

Além disso, participaram o astronauta Akihiko Hoshide, da agência espacial japonesa, a Jaxa, e o engenheiro de vôo Garrett Reisman, que retornou à Terra após 95 dias de estadia na ISS.

Durante a aterrissagem, Reisman permaneceu em um assento especial, que o manteve em posição reclinada para aliviar os efeitos no corpo do retorno à gravidade terrestre.

A volta do Discovery marcou a 69ª aterrissagem de uma nave no Centro Espacial Kennedy e a quinta missão consecutiva que termina no sul da Flórida.

Os sete membros da tripulação da nave e os três astronautas que permaneceram na ISS se despediram na terça-feira, depois de as duas naves terem orbitado juntas, a cerca de 385 quilômetros da Terra, durante oito dias, 17 horas e 39 minutos.

Durante a missão, que incluiu três caminhadas espaciais, os astronautas Fossum e Garan instalaram a segunda parte do laboratório científico japonês Kibo, que se uniu ao laboratório Columbus, da Agência Espacial Européia (ESA), e ao Destiny, dos Estados Unidos.

No sábado passado, os astronautas Hoshide e Nyberg testaram e movimentaram pela primeira vez o braço robótico do Kibo, de dez metros de comprimento.

Essa primeira manobra do braço, que consistiu em movimentar ligeiramente duas de suas seis peças rotatórias, foi realizada com sucesso, segundo a Nasa.

A utilização plena do braço só deve acontecer após instalada a terceira e última parte do laboratório japonês, uma espécie de "alpendre" para experimentos fora da ISS e outro braço robótico menor, que serão colocados no próximo ano.

Quando o Kibo estiver totalmente montado, estarão completos 71% dos trabalhos da ISS, um projeto com a participação de 16 nações, e ficarão sete missões de construção pendentes.

A Nasa quer que a ISS esteja totalmente construída até o final de setembro de 2010, quando tem previsão de retirar sua frota de naves.

Discovery aterrissa e completa missão de 15 dias

O ônibus espacial Discovery e seus sete astronautas aterrissaram hoje na Flórida após uma missão de duas semanas na Estação Espacial Internacional (ISS) e a instalação bem-sucedida do laboratório japonês Kibo.

Após uma viagem de mais de nove milhões de quilômetros e 218 órbitas na Terra, o veterano comandante Mark Kelly e o piloto Ken Ham guiaram à nave em sua entrada na atmosfera, durante a qual o atrito deixa a nave em temperaturas de mais de 2.000 graus Celsius.

A descida começou quando a nave orbitava a cerca de 27.000 km/h, e foram ligados por dois minutos e 35 segundos os foguetes que diminuíram sua velocidade.

A nave e seus tripulantes entraram nas camadas superiores da atmosfera a cerca de 120 quilômetros sobre o sul do Oceano Pacífico.

O ônibus espacial seguiu para o norte através do México, América Central, Península de Iucatã e o oeste de Cuba, até descer em direção à Flórida.

Discovery aterrissa e completa missão de 15 dias

O ônibus espacial Discovery, com sete astronautas a bordo, pousou neste sábado no Centro Espacial Kennedy, no sul da Flórida, ao término de uma missão de 15 dias.

Durante sua excursão, que fez 218 órbitas, os astronautas instalaram na Estação Espacial Internacional (ISS) o enorme laboratório japonês Kibo.

Como previsto e com um céu pouco nublado, o Discovery tocou a pista às 12h15 (em Brasília) para um pouso sem inconvenientes.

Objeto estranho
Na sexta-feira, os astronautas do Discovery observaram um objeto flutuante se distanciando da nave.

Os técnicos da Nasa no Centro Johnson, de Houston (Texas), analisaram as fotografias tiradas pelos astronautas e concluíram que o objeto não representa risco para a segurança da nave.

O objeto, que mede entre 30 e 45 centímetros, parece ser uma de três pequenas argolas metálicas térmicas localizadas na borda frontal do timão da nave, que agora completa 200 órbitas da Terra a mais de 27 mil km/h.

Os astronautas viram o objeto depois que foram acesos os foguetes propulsores da nave, que permaneceu acoplada à ISS por oito dias, 17 horas e 39 minutos, até quarta-feira. Eles também observaram esta manhã uma pequena protuberância na cauda da nave, a qual os técnicos da missão também acham que é uma pequena peça do isolamento térmico relacionada com a argola.

Para a Nasa, não é provável que isto cause problemas para a nave, cuja irrupção na atmosfera terrestre, por atrito, eleva as temperaturas no exterior do ônibus para mais de 2.000°C.

As áreas críticas para esse atrito são a parte de baixo da nave e a borda dianteira das asas, que estão recobertas por milhares de painéis de proteção térmica.

Uma brecha neste revestimento causou, em fevereiro de 2003, a explosão da nave Columbia e a morte de seus sete astronautas quando retornavam à Terra após uma missão de 16 dias.

O ônibus espacial aterrissou no Centro Espacial Kennedy após uma missão de 15 dias na Estação Espacial Internacional
O ônibus espacial aterrissou no Centro Espacial Kennedy após uma missão de 15 dias na Estação Espacial Internacional

Ônibus espacial Discovery inicia descida à Terra

O ônibus espacial Discovery, com sete astronautas a bordo, acendeu neste sábado os foguetes que frearam sua órbita e começou a descer em direção ao Centro Espacial Kennedy, no sul da Flórida, ao fim de uma missão de 15 dias.

A nave começou a descida às 11h12 (em Brasília), quando concluía a órbita 217, e a aterrissagem está prevista para 12h15 (em Brasília).

O céu está parcialmente nublado sobre a zona de aterrissagem, mas a Nasa (agência espacial americana) indicou que não há problemas para o pouso do ônibus espacial.

Durante sua missão, os astronautas instalaram na Estação Espacial Internacional (ISS) o novo laboratório japonês Kibo.

Na sexta-feira, os astronautas do Discovery observaram um objeto flutuante se distanciando da nave.

Os técnicos da Nasa no Centro Johnson, de Houston (Texas), analisaram as fotografias tiradas pelos astronautas e concluíram que o objeto não representa risco para a segurança da nave.

O objeto, que mede entre 30 e 45 centímetros, parece ser uma de três pequenas argolas metálicas térmicas localizadas na borda frontal do timão da nave, que agora completa 200 órbitas da Terra a mais de 27 mil km/h.

Os astronautas viram o objeto depois que foram acesos os foguetes propulsores da nave, que permaneceu acoplada à ISS por oito dias, 17 horas e 39 minutos, até quarta-feira.

Eles também observaram esta manhã uma pequena protuberância na cauda da nave, a qual os técnicos da missão também acham que é uma pequena peça do isolamento térmico relacionada com a argola.

Para a Nasa, não é provável que isto cause problemas para a nave, cuja irrupção na atmosfera terrestre, por atrito, eleva as temperaturas no exterior do ônibus para mais de 2.000°C.

As áreas críticas para esse atrito são a parte de baixo da nave e a borda dianteira das asas, que estão recobertas por milhares de painéis de proteção térmica.

Uma brecha neste revestimento causou, em fevereiro de 2003, a explosão da nave Columbia e a morte de seus sete astronautas quando retornavam à Terra após uma missão de 16 dias.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Objeto não identificado era peça solta, diz Nasa

Um representante da Nasa, a agência espacial americana, disse que a descoberta de uma peça do Discovery que se soltou da nave não deverá atrasar o retorno do ônibus espacial à Terra, previsto para o sábado.

» Veja mais fotos da Discovery

Astronautas a bordo do Discovery revelaram ter encontrado algo flutuando no espaço. O objeto retangular tinha entre 30 cm e 45 cm de comprimento e foi visto perto da asa direita.

Após uma análise de fotos tiradas pelos astronautas, engenheiros da Nasa concluíram que se tratava de uma das três peças de metal usada no isolamento térmico da nave. Segundo o coronel Terry Virts Jr., que trabalha no controle da missão, a peça ajuda a proteger do calor o leme da Discovery durante a subida ao espaço.

Ele disse que a peça "não é um fator" na reentrada na atmosfera. "Temos confiança de que não haverá impacto na entrada", disse.

Ilusão de óptica
Os peritos também investigaram o que os astronautas disseram ser uma irregularidade na superfície do leme na cauda do ônibus espacial. O controle da missão disse que isso provavelmente foi uma ilusão de óptica, causada pelo ângulo de visão dos tripulantes.

Os sete tripulantes da Discovery iniciaram a atual missão no dia 31 de maio para levar à Estação Espacial Internacional (ISS) o módulo de um laboratório japonês.

O ônibus espacial já se separou da ISS e está realizando checagens de segurança antes do retorno à Terra, que pode ser adiado de acordo com as condições meteorológicas no Cabo Canaveral, na Flórida.

Astronautas acenam na preparação para o retorno à Terra, que não deverá ter atrasos, segundo a Nasa
Astronautas acenam na preparação para o retorno à Terra, que não deverá ter atrasos, segundo a Nasa

BBC Brasil

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Nasa: objeto não identificado não ameaça nave

Os astronautas da Discovery detectaram um objeto não identificado em órbita atrás do ônibus espacial, e uma saliência sobre um aerofólio de estabilização, anunciou nesta sexta-feira a Nasa. Os técnicos da agência no Centro Johnson, de Houston, Texas, analisaram as fotografias tiradas pelos astronautas e concluíram que o objeto não representa risco para a segurança da nave.

» Veja mais fotos da Discovery

O objeto, que mede entre 30 e 45 centímetros, parece ser uma de três pequenas argolas metálicas térmicas localizadas na borda frontal do timão da nave, que agora completa 200 órbitas da Terra a mais de 27 mil km/h.

Os astronautas viram o objeto depois que foram acesos os foguetes propulsores da nave, que permaneceu acoplada à ISS por oito dias, 17 horas e 39 minutos, até quarta-feira.

"Não se considera que isto seja um assunto crítico", disse o porta-voz da Nasa, Rob Navias. "Até agora não parece que seja motivo de preocupação para o retorno seguro dos astronautas, amanhã, ao Centro Espacial Kennedy", no sul da Flórida, acrescentou Navias.

Os astronautas também observaram esta manhã uma pequena protuberância na cauda da nave, a qual os técnicos da missão também acham que é uma pequena peça do isolamento térmico relacionada com a argola.

Em sua opinião, não é provável que isto cause problemas para a nave, cuja irrupção na atmosfera terrestre, por atrito, eleva as temperaturas no exterior do ônibus para mais de 2 mil graus Celsius.

As áreas críticas para esse atrito são a parte de baixo da nave e a borda dianteira das asas, que estão recobertas por milhares de painéis de proteção térmica.

Uma brecha nessa armadura causou, em fevereiro de 2003, a explosão da nave "Columbia" e a morte de seus sete astronautas quando retornavam à Terra após uma missão de 16 dias.

Se tudo ocorrer conforme o programa da Nasa, os sete tripulantes do "Discovery" iniciarão a preparação para deixar a órbita no sábado às 7h12 (em Brasília).

Quatro horas depois, serão acesos os foguetes que frearão o Discovery, e, atraída pela gravidade da Terra, a nave começará sua descida em direção à atmosfera. A aterrissagem está prevista para as 12h15 (em Brasília).

Imagem do aerofólio de estabilização da nave
Imagem do aerofólio de estabilização da nave

Foguete Ariane 5 lança satélites de comunicação

Um foguete Ariane 5 lançou na noite desta quinta-feira, a partir de Kourou (no departamento francês da Guiana, na América do Sul) dois satélites de telecomunicações, o civil turco Turksat 3A e o militar britânico Skynet 5C, e os colocou em órbita de transferência geoestacionária, anunciou o Arianespace.

Um Ariane 5 ECA, a versão mais potente do lançador, decolou do centro espacial guianês às 19h05 locais (22h05 GMT).

Inicialmente previsto para o dia 23 de maio, o lançamento foi adiado em uma semana para verificações complementares sobre o lançador e em seguida sofreu mais um adiamento devido a uma anomalia detectada no sistema logicial do lançador.

Lançamento chegou a ser adiado duas vezes por problemas técnicos
Lançamento chegou a ser adiado duas vezes por problemas técnicos

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Sonda solar Ulysses concluirá operações após 17 anos

A missão de prospecção solar da sonda Ulysses, uma operação conjunta da Agência Espacial Americana (Nasa) e da Agência Espacial Européia (ESA), concluirá suas operações no mês que vem, após 17 anos de atividades, informou hoje o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa.

A sonda, cujo objetivo era analisar a heliosfera, já cumpriu atividades quase quatro vezes superiores às previstas inicialmente, assinalou a agência espacial americana.

No entanto, os cientistas indicaram que porão fim a suas operações no início do mês que vem, devido a uma redução da energia produzida por seus geradores.

"A Ulysses mudou para sempre a forma como os cientistas estudam o sol e seus efeitos sobre o espaço que lhe rodeia", disse.

"O propósito central foi estudar, de todos os ângulos, a heliosfera, que é a enorme bolha criada pelos ventos solares", indicou Ed Smith, diretor do projeto da JPL.

"Durante sua longa vida, a Ulysses redefiniu nossos conhecimentos sobre a heliosfera e respondeu perguntas sobre nossa vizinhança solar", acrescentou.

Uma das principais descobertas da sonda foi a revelação de que o campo magnético que surge dos pólos solares é muito mais frágil do que se achava.

Para levar a cabo essa tarefa, os 10 instrumentos da Ulysses foram fabricados com materiais resistentes ao intenso calor e à radiação.

"Durante quase duas décadas de observações científicas, aprendemos muito mais do que esperávamos sobre nossa estrela e sobre a forma como interage com o espaço circundante", disse Richard Marsen, cientista do projeto e diretor da missão para a Agência Espacial Européia.

Nos últimos anos, e à medida que a sonda concluía sua viagem de 8,6 bilhões de quilômetros, a provisão de energia começou a decair, apesar dos esforços dos engenheiros para conservá-la mediante ordens transmitidas da Terra.

"A provisão de energia se reduziu agora a tal ponto que o combustível muito em breve se congelará nos dutos da nave", indicou a JPL.

"A tristeza que eu posso estar sentindo é pequena em comparação com o orgulho de ter trabalhado em uma missão tão magnífica. Embora suas operações terminem, as descobertas científicas da Ulysses persistirão durante muitos anos", acrescentou Nigel Angol, um dos diretores da missão.

A Ulysses partiu rumo à heliosfera a bordo do ônibus espacial Discovery, em 6 de outubro de 1990.

Casais estão ansiosos para fazer sexo no espaço

Uma empresa privada de aviação planeja lançar seu primeiro vôo turístico ao espaço no próximo ano. No evento de lançamento de duas aeronaves em janeiro, Richard Branson, dono da Virgin Galactic, afirmou que os veículos permitirão que milhares de pessoas realizem seus sonhos. O que ele não previu foram os sonhos dessas pessoas: a empresa vem sendo inundada por perguntas de casais que querem ser os primeiros a fazer sexo no espaço.

"Nós tivemos várias pessoas perguntando sobre isso. Um casal entrou em contato para saber sobre um vôo fretado para que eles pudessem ser os primeiros a ter uma relação sexual no espaço e entrar para o Guinness, o Livro dos Recordes", disse Will Whitehorn, president da empresa, de acordo com o jornal Daily Telegraph.

Cientistas, entretanto, questionam se seria possível experimentar/gostar de sexo em ambiente com gravidade zero. Os primeiros turistas espaciais vão ficar sem peso por apenas 5 minutos, e seria melhor esperar pelas primeiras missões à Marte no decorrer do século, afirma o Dr. James Logan, um especialista em medicina espacial.

Segundo Logan, o sexo na gravidade zero seria como um exercício vigoroso de agitação, meio descontrolado. "Já o sexo na gravidade de Marte pode ser bem interessante."

A relação dos primeiros cem passageiros da Virgin Intergalactic foi anunciada em dezembro de 2005. As viagens devem durar apenas duas horas e meia. A nave espacial será lançada de uma base a ser construída no Novo México, nos Estados Unidos. O autor do projeto da Space Ship Two e do foguete de lançamento White Knight Two - também apresentado na quarta-feira - é Burt Rutan.

A Virgin Galactic, que faz parte do grupo Virgin, já tem mais de 200 pessoas inscritas e US$ 30 milhões em pagamentos adiantados pelas viagens, que vão custar cerca de US$ 200 mil (equivalente a pouco menos de R$ 327 mil) por passageiro. Entre os pré-inscritos estão o físico Stephen Hawking e o designer Philippe Starck.

Richard Branson com protótipo da Virgin Galactic
Richard Branson com protótipo da Virgin Galactic

Partida de nave que busca ETs completa 25 anos

Em 13 de junho de 1983, a nave Pioneer 10 abandonou o Sistema Solar em busca de seres de outros mundos para entregar a eles uma mensagem do Homem que povoa o pequeno planeta Terra.

A nave partiu a esse encontro às cegas no dia 2 de março de 1972 montada em um foguete Atlas-Centaur de três módulos que a colocou na órbita de Júpiter a mais de 51.850 km/h, a máquina mais veloz fabricada pelo homem até então.

Além dos instrumentos com os quais transmitiu informação sobre os planetas de nosso sistema, a Pioneer 10 levava consigo uma placa de ouro que descreve o Homem, nossa aparência e a data do começo da missão.

O último contato de rádio com o Centro Glenn de Pesquisa da Nasa (agência espacial americana) que tinha o controle da missão ocorreu em 23 de janeiro de 2003.

Na ocasião, o mensageiro espacial do homem se encontrava a 12,160 bilhões de quilômetros da Terra, além do cinturão de asteróides, de Júpiter e de Plutão.

Segundo engenheiros da Nasa, as transmissões da Pioneer 10 morreram devido ao esgotamento da fonte radioisotópica de energia da nave. "Para nós, a missão terminou quando foram interrompidas as comunicações. Não sabemos nada da Pioneer 10, mas supomos que continuou sua viagem pelo cosmos na busca de seu destino final", disse um porta-voz do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, em inglês) da Nasa.

"Passou-se toda uma geração e quem tinha em mãos a missão, engenheiros e cientistas, já não estão conosco", acrescentou. Entretanto, suas façanhas científicas estão longe de ficar no esquecimento e a "Pioneer 10" continua sendo considerada uma das grandes façanhas da exploração espacial dos Estados Unidos.

Em 15 de julho de 1972, a "Pioneer 10" ingressou no cinturão de asteróides, uma zona de mais de 288 milhões de quilômetros de largura e mais de 80 milhões de quilômetros de espessura.

O cinturão é povoado por milhões e milhões de corpos que vão desde partículas de pó estelar até massas de rochas de milhares de quilômetros de diâmetro.

Desta região a nave foi para Júpiter, planeta em frente do qual cruzou em 3 de dezembro de 1973. A Pioneer 10 foi a primeira nave espacial que fez observações diretas e transmitiu imagens em primeiro plano de Júpiter. Também enviou informação sobre seus cinturões de radiação, localizou seus campos magnéticos e constatou que esse planeta é gasoso.

Após seu encontro com Júpiter e passar além da órbita de Plutão, o "ex-planeta" mais distante do Sol, a Pioneer 10 explorou os extramuros do Sistema Solar e estudou o vento do Sol e os raios cósmicos que invadem a parte da Via Láctea onde se encontra a Terra.

A nave continuou fornecendo informação sobre os extremos do Sistema Solar até que se deu oficialmente por concluída sua missão, em 31 de março de 1997.

"A Pioneer 10 foi uma pioneira no mais rígido sentido da palavra. Após deixar Marte para trás em sua viagem rumo às profundezas do espaço, entrou em lugares onde nunca tinha chegado algo construído pelo homem", disse então Colleen Hartman, diretora da Divisão de Prospecção do Sistema Solar na Nasa.

"A Pioneer 10 figura entre as missões mais históricas e mais ricas em prospecção científica empreendidas", acrescentou. Para Larry Lasher, que dirigiu o projeto, a Pioneer 10 cumpriu seus objetivos além do esperado.

"Originalmente designada como uma missão de 21 meses, a Pioneer 10 durou mais de 30 anos. Poderíamos dizer que valeu cada centavo gasto", manifestou.

Os cientistas admitem que não sabem o que aconteceu com a Pioneer 10 nos últimos anos de uma viagem virtualmente eterna. Caso não tenha acontecido nada, o mensageiro do homem no espaço interestelar deveria estar agora se deslocando em direção à estrela vermelha Aldebarã, no centro da constelação de Touro e vai demorar dois milhões de anos para chegar a seu destino final.

Antigo planeta Plutão agora é um "plutóide"

Depois de ser rebaixado em 2006 da condição de planeta, Plutão recebeu um prêmio de consolação - passou a ser chamado de "plutóide", a exemplo de outros planetas-anões.

O termo foi definido numa reunião em Oslo (Noruega) do comitê-executivo da União Astronômica Internacional, que tem entre suas atribuições a de batizar corpos celestes recém-descobertos.

Os plutóides serão definidos como corpos que orbitam o Sol além de Netuno. Precisam ter forma esférica e não podem ter varrido outros corpos menores de suas órbitas.

Até agora, dois corpos se encaixam nessa definição: Plutão e Eris, um planeta-anão cuja descoberta levou ao rebaixamento do antigo nono planeta. Os cientistas desconfiam que existam outros plutóides no Sistema Solar.

Outro planeta-anão, Ceres, não se encaixa na definição, porque fica aquém de Netuno (no cinturão de asteróides existente entre Marte e Júpiter).

Plutão e uma de suas luas, em imagem feita pelo Hubble
Plutão e uma de suas luas, em imagem feita pelo Hubble

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Nasa coloca em órbita observatório de raios gama

A Nasa colocou hoje em órbita terrestre o satélite Glast com a missão de estudar os misteriosos raios gama que circulam no universo, informou a agência espacial americana.

A nave partiu às 13h25 (em Brasília) desde o Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral (Flórida) montada em um foguete Delta II.

"A Glast está funcionando de forma autônoma com seus painéis solares e em uma órbita circular a 460 quilômetros da superfície lista para vigiar o universo e as misteriosas explosões de raios gama", indicou a Nasa.

"A Glast é um poderoso observatório espacial que explorará ambientes extremos no universo e buscará novas leis da física, a origem dos raios cósmicos e os ingredientes da misteriosa matéria escura", assinalou o comunicado.

O satélite também explicará a forma como os buracos negros aceleram o deslocamento de materiais a quase a velocidade da luz e ajudará a tirar a dúvida sobre as explosões que se conhecem como sendo de raios gama.

Segundo cientistas da agência espacial, o Glast é o primeiro observatório de raios gama com capacidade de observar um universo em transformação e seus extremos de energia.

A missão de Glast é realizada com a colaboração do Departamento de Energia e de instituições acadêmicas, assim como de Espanha, França, Alemanha, Itália, Japão e Suécia.

"Phoenix" começa a analisar solo de Marte

A sonda "Phoenix" da Nasa (agência espacial americana) iniciou seus trabalhos de análise do solo de Marte, informou hoje o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, em inglês) da Nasa.

"Temos um forno cheio" de material no laboratório com o qual conta a nave, que pousou em maio em uma zona próxima ao pólo norte do planeta, assinalou Bill Boynton, cientista da Universidade de Tucson, Arizona.

"Foram necessários 10 segundos para encher totalmente o forno", acrescentou Boynton, que dirige as operações do Analisador Termal e de Gases (Tega, em inglês) da nave.

O braço robótico da nave recolheu esse material e o lançou sobre o forno número 4 na sexta-feira passada, 12 dias depois que pousou no planeta em uma missão de três meses para analisar o gelo e buscar materiais orgânicos.

A análise do material de Marte havia sido dificultada devido a sua estranha consistência, que impedia passar pela peneira do laboratório.

"Há algo muito estranho neste material de um lugar de Marte que não conhecíamos", indicou Peter, o cientista principal da missão da "Phoenix".

"Estamos interessados em determinar que tipo de substância química e atividade mineral fizeram com que as partículas aderissem", acrescentou o cientista da Universidade do Arizona.

Segundo um comunicado do JPL, atualmente os cientistas se preparam para ordenar que, amanhã, a "Phoenix" colete mais material de Marte para ser analisado pelo microscópio óptico da nave.

A "Phoenix" também continuará captando imagens em alta resolução do panorama que a cerca, disse o JPL.

África não é vista do espaço à noite por "falta de luz"

O astronauta costa-riquenho Franklin Chang, o primeiro latino-americano da Nasa, a agência espacial americana, disse que não é possível avistar a África do espaço durante à noite porque o continente não tem luz, diferentemente dos territórios americano e europeu, que são totalmente iluminados.

"Não é que não haja gente na África, um continente habitado por mais de um bilhão de pessoas; é que não têm luz", disse Chang durante um debate público do qual participou na Casa de América de Madri junto ao astronauta espanhol Pedro Duque.

Duque, o primeiro astronauta de origem espanhol, e Chang, o primeiro astronauta latino-americano que mais vezes viajou ao espaço, responderam a diversas perguntas sobre suas respectivas experiências. Segundo Chang, a luz "revela" desde o espaço as grandes áreas iluminadas artificialmente, como os Estados Unidos, país que "já não tem escura como antes a faixa do rio Mississipi".

O astronauta costa-riquenho acrescentou que também está completamente iluminado o contorno da Índia, o território de Taiwan e "toda a Europa", enquanto as zonas mais escuras correspondem aos desertos do Saara, o de Gobi - entre o norte da China e o sul da Mongólia - e o de Atacama, no Chile.

Lugar em viagem espacial é vendido por R$ 8,2 mi

O co-fundador do Google, Sergey Brin, pagou US$ 5 milhões, cerca de R$ 8,2 milhões, pela reserva de uma vaga para viajar futuramente como turista espacial, informou hoje a companhia Space Adventures, que organiza estas viagens ao cosmos.

Tenho grande confiança "na exploração e no desenvolvimento comercial do espaço e espero ir ao espaço", assegurou Brin. A Space Adventures anunciou a criação do chamado Círculo de Exploradores de Missão Orbital, que permitirá reservar uma vaga em uma futura viagem espacial àquelas pessoas que o desejarem e tenham o dinheiro para isso.

"Para chefes-executivos com sucesso, executivos, investidores e empresários que queiram ir ao espaço e investir em uma vaga em uma futura missão espacial, este é um excelente mecanismo para conservar a opção para uma aventura que pode se realizar uma vez na vida", declarou o presidente e CEO do Space Adventures, Eric Anderson.

Esta companhia explicou que quem desejar seguir os passos de Brin e reservar um vôo espacial só é preciso depositar US$ 5 milhões, o que lhes garantirá uma vaga em uma futura missão.

CORREÇÃO: Nasa lança telescópio espacial Glast

Ao contrário do que foi publicado anteriormente pelo Terra na notícia Nasa lança telescópio espacial Glast, no dia 11 de junho, às 13h16, o nome do telescópio Glast vem do inglês Gamma-Ray Large Area Space Telescopede, e não Gamma-Tay Large Area Space Telescope. A informação foi corrigida no mesmo dia, às 14h29.

Nasa lança telescópio espacial Glast

A Nasa lançou o telescópio espacial Glast, a partir da base da Força Aérea dos Estados Unidos em Cabo Cañaveral, Flórida (sudeste), segundo imagens transmitidas ao vivo pela agência espacial americanae. O custo total da missão Glast, incluindo o lançamento, é de US$ 690 milhões.

» Fotos: telescópio espacial é lançado

O Glast (do inglês Gamma-Ray Large Area Space Telescope, ou grande telescópio espacial dos raios gama), também buscará indícios que expliquem os mecanismos de aceleração nos pulsares, os vestígios de supernovas, assim como os núcleos ativos das galáxias.

Esse telescópio também pode ajudar a esclarecer o mistério da matéria escura que forma cerca de 25% do Universo contra apenas 5% para a matéria visível. Os 70% restantes são representados pela energia do vazio, que explica a aceleração da expansão do Universo, contrabalançando a força da gravidade.

Telescópio pode esclarecer mistério da matéria escura do Universo
Telescópio pode esclarecer mistério da matéria escura do Universo

Discovery se separa da Estação Espacial Internacional

O ônibus espacial Discovery se desacoplou hoje da Estação Espacial Internacional (ISS) quando sobrevoava a Terra no leste da Austrália, após uma missão que levou ao complexo orbital o laboratório japonês Kibo.

O piloto Ken Ham estava nos controles quando a nave se separou da ISS às 8h42 de Brasília, e se afastou cerca de 120 metros para iniciar uma pirueta de 360 graus, durante a qual os astronautas na estação tirarão fotografias de alta resolução do lado de fora do Discovery.

A nave, que completava sua órbita 168 a uma velocidade de mais de 27.000 km/h a 380 quilômetros da Terra, começará a se distanciar mais da ISS às 10h25 de Brasília, para iniciar seu retorno ao Centro Espacial Kennedy, onde a aterrissagem está programada para sábado.

Os sete membros da tripulação da nave e os três inquilinos da estação Alfa se despediram nesta terça-feira, e imediatamente fecharam as escotilhas de suas naves.

Pouco antes tinham transferido algumas equipes e pelo menos um dos trajes espaciais ao Discovery. Além disso, revisaram alguns instrumentos e equipamentos que precisavam para o desacoplamento.

Durante a missão de 14 dias, que incluiu três caminhadas espaciais, os astronautas Mike Fossum e Ron Garan instalaram a segunda parte do laboratório científico japonês Kibo, que se uniu ao laboratório Columbus, da Agência Espacial Européia (ESA), e ao Destiny, dos Estados Unidos.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Nasa anuncia envio de sonda à atmosfera do Sol

A Nasa (agência espacial americana) informou hoje que foram iniciados os preparativos para o envio de uma sonda à atmosfera do Sol.

Um comunicado emitido pela agência destaca que a sonda "Solar Probe" será fabricada com um material resistente ao calor e que seu objetivo será estudar os ventos solares e o campo magnético do Sol.

"Vamos visitar uma estrela viva pela primeira vez. Trata-se de uma região não explorada do sistema solar e as chances de descobertas são muitas", disse Lika Guhathakurta, cientista que faz parte do projeto da Nasa.

O lançamento da sonda deve acontecer em 2015. A expectativa dos astrofísicos é que, até o fim da missão, sete anos depois, sejam elucidados todos os mistérios relativos aos ventos e ao campo magnético do Sol.

Segundo Guhathakurta, a missão ainda está sendo planejada, razão pela qual ainda há "muito o que fazer".

A sonda será construída pelo Laboratório John Hopkins de Ciências Aplicadas, que já tem experiência em sondas similares.

O mesmo centro construiu a sonda "Messenger", que no início do ano se aproximou do planeta Mercúrio.

Muitos dos materiais resistentes ao calor utilizados na "Messenger" também serão utilizados na sonda "Solar Probe", informou a Nasa.

Quando a sonda alcançar o ponto mais próximo do Sol dentro de sua rota, seu escudo térmico resistirá a temperaturas superiores a 1.400 graus centígrados e a um bombardeio de radiação jamais enfrentado por uma nave espacial, acrescentou a agência.

Discovery inicia preparativos para voltar à Terra

Os tripulantes do ônibus espacial Discovery e os ocupantes da Estação Espacial Internacional (ISS) se despediram hoje e ocuparam posições para preparar o desacoplamento amanhã, e o retorno à Terra, no sábado.

Os sete membros da tripulação do Discovery e os três integrantes da estação Alfa se despediram às 16h57 (em Brasília) e imediatamente fecharam as escotilhas de suas naves, informou a Nasa, a agência espacial americana.

Pouco antes, transferiram alguns equipamentos e pelo menos um dos trajes espaciais ao Discovery. Além disso, revisaram certos instrumentos que necessitarão, amanhã, quando será realizado o desacoplamento, disse a Nasa.

A separação das naves a quase 400 km da Terra está prevista para as 8h42 (em Brasília), no que representa o início da viagem de volta à Terra que terminará no sábado com o pouso, às 12h15 (em Brasília), no Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

Durante a missão de 14 dias, que incluiu três caminhadas espaciais, os astronautas Mike Fossum e Ron Garan instalaram a segunda parte do laboratório científico japonês Kibo, o qual se uniu ao Columbus da Agência Espacial Européia (ESA) e ao Destiny dos Estados Unidos.

Telescópio explorará fontes mais poderosas do Universo

O telescópio Glast, que deve ser lançado pela Nasa nesta quarta-feira, permitirá abrir uma nova janela sobre o Universo, explorando suas fontes de energia mais poderosas, os raios gama, cujas gigantescas explosões iluminam, regularmente, o Cosmo.

» Veja mais fotos do Glast

O Glast (do inglês Gamma-Tay Large Area Space Telescope, ou grande telescópio espacial dos raios gama), também buscará indícios que expliquem os mecanismos de aceleração nos pulsares, os vestígios de supernovas, assim como os núcleos ativos das galáxias.

Esse telescópio também pode ajudar a esclarecer o mistério da matéria escura que forma cerca de 25% do Universo contra apenas 5% para a matéria visível. Os 70% restantes são representados pela energia do vazio, que explica a aceleração da expansão do Universo, contrabalançando a força da gravidade.

A missão Glast "vai levantar um véu sobre o Universo de maneira nova e grandiosa", resumiu Steven Ritz, astrofísico da Nasa e responsável científico pelo projeto, na entrevista coletiva de apresentação, realizada na segunda-feira.

"Uma grande parte da comunidade científica espera, ansiosamente, pelo lançamento desse telescópio", acrescentou. "O Universo aparece muito diferente de fora do estreito leque de cores do espectro luminoso, através do qual nós vemos apenas com nossos olhos", comentou David Thompson, responsável científico adjunto da missão Glast.

"O Glast nos dará uma visão espetacular através dos raios gama", continuou. Os raios gama são a forma de luz dotada da mais forte energia no espectro eletromagnético e não podem ser vistos a olho nu.

No espaço, uma visão pelos raios gama faz aparecer a Via Láctea, nossa galáxia, sob uma forma muito brilhante, e mostra o céu mudando constantemente com os objetos, cuja intensidade luminosa varia em diferentes escalas do tempo, explicou o astrofísico.

Graças a seus potentes instrumentos, o Glast será capaz de detectar milhares de fontes de raios gama desde seu primeiro ano em funcionamento.

O satélite será dotado de um dispositivo experimental herdado de detectores de partículas dos grandes aceleradores, e sua carga útil principal, o telescópio LAT (Large Area Telescope), oferecerá performances bem superiores em relação às da missão precedente - o telescópio Egret, a bordo do Compton Gamma-Ray Observatory, lançado pela Nasa, em 1991.

Comparativamente, o ganho em sensibilidade do Glast é de tal ordem que poderá fazer, em alguns dias, observações que levariam quatro anos no caso do Egret.

O primeiro ano da missão será dedicado à cartografia completa da abóbada celeste, com uma sensilidade sem precedentes, que deve permitir descobrir de 5 mil a 10 mil fontes de raios gama.

O satélite Glast também levará a bordo um detector de jatos de raios gama, o "Glast Burst Monitor" (GBM). O Glast é resultado de uma colaboração internacional. Além dos Estados Unidos, que financiam o projeto em quase 90%, Alemanha, França, Itália, Japão e Suécia também participam dele. Sua duração prevista é de cinco anos, com uma provável ampliação para dez anos.

O lançamento do Glast, por um foguete Delta II, está previsto para acontecer da base do Exército do Ar do Cabo Canaveral, na Flórida (sudeste), nesta quarta-feira, às 11h45 (12h45 de Brasília). A janela de lançamento tornará a ser fechada às 13h40 (14h40 de Brasília). O custo total da missão Glast, incluindo o lançamento, é de US$ 690 milhões.

O Glast irá explorar os raios gama, uma das fontes de energia mais poderosas do Universo
O Glast irá explorar os raios gama, uma das fontes de energia mais poderosas do Universo

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Astronauta aciona novo braço-robô da ISS

O astronauta Akihiko Hoshide, tripulante do ônibus espacial Discovery, acionou hoje o novo braço-robô da Estação Espacial Internacional, fabricado pelo Japão.

O guindaste de 10 metros de comprimento integra o laboratório Kibo, montado no Japão e instalado na Estação (ISS, na siga em inglês) durante a atual missão do Discovery.

No próximo ano, a Nasa pretende instalar nesse módulo uma plataforma externa com telescópios e aparelhos para a realização de experiências científicas. O braço-robô será usado para operar equipamentos, economizando tempo e poupando os astronautas das arriscadas e dispendiosas saídas ao espaço.

"Bom trabalho", afirmou a Hoshide o centro de controle da missão em terras japonesas quando o astronauta acionou o braço pela primeira vez com um painel de controle existente no Kibo.

Câmeras de TV colocadas dentro da ISS mostraram o braço totalmente distendido enquanto o entreposto viajava a 336 quilômetros acima da Terra.

A tripulação do Discovery aproxima-se de concluir os nove dias de permanência na ISS. As escotilhas que separam o ônibus da estação devem ser fechadas na terça-feira. O Discovery partiria no dia seguinte.

As duas semanas de missão do ônibus espacial devem terminar no sábado, com um pouso no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Enquanto Hoshide testava o novo braço-robô japonês, seus colegas de tripulação, Michael Fossum e Ronald Garan, arrumavam as coisas depois de terem ido três vezes ao lado externo da ISS e começavam a recolocar seus equipamentos de volta no ônibus espacial.

Além de instalar e preparar o Kibo, o maior laboratório da estação, Fossum e Garan trabalharam no sistema de refrigeração da ISS e inspecionaram duas juntas rotatórias gigantescas nas quais ficam acoplados os painéis solares responsáveis por prover energia para a estação.

Uma junta estava suja com pedacinhos de metal, enquanto a outra apresentava uma fina camada de um material ainda desconhecido. Na última saída ao espaço, no domingo, Fossum usou um pedaço de fita adesiva para recolher amostras desse material a fim de que seja analisado por engenheiros na Terra.

Kibo está instalado em sua nova casa, a ISS
Kibo está instalado em sua nova casa, a ISS

domingo, 8 de junho de 2008

Astronautas concluem último passeio fora da ISS

Com uma vista "impressionante" da Terra como cenário de fundo os astronautas Mike Fossum e Ron Garan completaram hoje sua terceira e última caminhada fora da Estação Espacial Internacional (ISS) realizando trabalhos de manutenção e retoques adicionais no laboratório japonês Kibo.

Como parte da missão do ônibus espacial Discovery, a caminhada tinha três objetivos fundamentais: a substituição de um tanque de nitrogênio vital para o funcionamento do sistema de ar condicionado da ISS, a finalização da instalação do Kibo e o reparo de uma câmera.

Durante esta missão também foi retirada uma cobertura térmica do braço robótico do Kibo. A caminhada de mais de seis horas começou sem problemas, a 337 quilômetros de distância da Terra e às 11h (em Brasília), meia hora antes do programado pela Nasa, e concluiu às 17h28 (em Brasília).

Os astronautas permanecerão na ISS por mais dois dias e realizarão os preparativos para retornar à Terra na próxima quarta. Fossum e Garan, dois dos sete astronautas do Discovery, aproveitaram para admirar a beleza do planeta azul.

"É muito diferente quando o planeta está lá embaixo. É incrível e belo", declarou Garan enquanto substituía o tanque de nitrogênio e, através de uma câmera, pôde ver a Terra enquanto a ISS e o "Discovery" faziam seu percurso sobre o Peru.

"Sim é, é uma vista impressionante, não?", perguntou a ele Fossum, enquanto o piloto Kenneth Ham lhes felicitava de dentro da ISS pelo trabalho realizado.

Esta jornada de trabalho teve tanto sucesso que sobrou tempo para Fossum limpar uma junta rotatória de uma asa dos painéis solares no lado esquerdo da estação internacional na qual foi detectada um pouco de pó.

Os engenheiros da Nasa prevêem analisar o "lixo" recolhido por Fossum para tentar determinar a causa de uma junta rotatória similar, no lado direito da ISS, ter ficado obstruída com lascas de metal.

A junta rotatória do lado esquerdo funciona com normalidade e a idéia é impedir que tenha problemas similares aos sofridos pelo lado direito. Um dos momentos mais memoráveis para Fossum foi precisamente quando teve que substituir o tanque de nitrogênio, do tamanho de uma geladeira e de aproximadamente 253 kg.

Carregando o tanque vazio, Fossum, na ponta de um enorme braço robótico e a 24 metros de distância do complexo em órbita, teve que dar um vertiginoso giro de um lado para o outro para recolher o novo tanque.

No sábado, os astronautas Akihiko Hoshide e Karen Nyberg testaram e movimentaram pela primeira vez o braço robótico do Kibo, de dez metros de comprimento e que foi conectado à ISS no início desta semana.

Este primeiro movimento do braço, que consistiu em mover duas de suas seis peças rotatórias, foi realizado com sucesso, informa a Nasa. Não está previsto o uso pleno do braço enquanto não for instalada a terceira e última parte do laboratório japonês, uma espécie de galpão para experiências no exterior da ISS e outro braço robótico menor, que serão colocados no próximo ano.

Quando Kibo estiver totalmente encaixado terá se completado 71% dos trabalhos da ISS e restarão sete missões de construção pendentes. A Nasa quer que a estação internacional esteja totalmente construída até o final de setembro de 2010, quando prevê aposentar sua atual frota de naves.

Astronautas finalizaram instalação do Kibo
Astronautas finalizaram instalação do Kibo

Discovery: astronautas fazem último passeio espacial

Os astronautas do ônibus espacial Discovery foram ao lado de fora da Estação Espacial Internacional para trabalhar em seu sistema de refrigeração e para finalizar a instalação do novo laboratório japonês de pesquisas, o Kibo.

O trabalho de manutenção foi preventivo - o ar condicionado da estação está funcionando bem, mas a Nasa quer assegurar que ele continue assim. Com a diminuição dos vôos de ônibus espaciais, a agência espacial norte-americana está tentando fazer com que a estação espacial fique pronta para operar sem os serviços levados por suas aeronaves.

A Nasa irá aposentar sua envelhecida frota de ônibus espaciais em dois anos depois de mais nove viagens à estação de US$ 100 bilhões e mais uma viagem para atualizar o telescópio espacial Hubble.

A 338 km acima da Terra, os astronautas Michael Fossum e Ronald Garan flutuaram na parte de fora da cabine da estação, no terceiro e último passeio no espaço da missão de manutenção e instalação do ônibus espacial Discovery.

O trabalho principal foi substituir um tanque de nitrogênio de 249 kg usado para pressurizar o sistema de refrigeração movido a amônia.

Em cima do braço robótico de 18 m da estação, Garan deveria remover o antigo tanque e então ir até o topo da estação espacial para pegar o novo tanque de uma plataforma de armazenamento.

"Será um passeio divertido para ele, pois o braço estará completamente estendido", disse Karen Nyberg, que irá operar a máquina de dentro do laboratório Destiny da estação, em uma entrevista anterior à saída. "Ele estará claramente no topo do mundo naquele ponto".

Enquanto isso, Fossum iria dar uma olhada nos eixos dos painéis solares da estação. Uma das juntas está suja com raspas de metal e os engenheiros estão determinando a melhor maneira de limpá-la e prevenir mais estragos.

Astronautas fizeram a última caminhada espacial da missão do Discovery
Astronautas fizeram a última caminhada espacial da missão do Discovery

sábado, 7 de junho de 2008

Astronautas testam braço robótico do laboratório japonês "Kibo"

Os astronautas Akihiko Hoshide e Karen Nyberg testaram e movimentaram hoje pela primeira vez o braço robótico do laboratório espacial japonês "Kibo", acoplado à Estação Espacial Internacional (ISS) no início desta semana.

Enquanto isto, a Nasa informou hoje que os astronautas Mike Fossum e Ron Garan conduziram os preparativos para a terceira e última caminhada espacial da atual missão do ônibus espacial "Discovery", que será realizada amanhã.

"O primeiro movimento do braço foi realizado com sucesso", disse a Nasa, que afirmou que esta fase inicial consistia em mexer um pouco com ele.

É aguardado que a mobilidade plena do braço, de dez metros de comprimento, ocorra quando a nave abandonar a ISS na semana que vem.

Também não está previsto que se faça pleno uso do mesmo enquanto não for instalada a terceira parte do laboratório japonês.

Durante o teste realizado hoje, tanto Hoshide como Nyberg testataram a capacidade de flexibilidade do braço.

O "Kibo", que tem o tamanho de um ônibus, se uniu à atual missão da nave ao se conectar com o módulo "Columbus" da Agência Espacial Européia, instalado em fevereiro deste ano.

Antes da chegada do "Columbus", e agora do "Kibo", a ISS contava com componentes russos e americanos, além de um complexo sistema robótico construído pela Agência Espacial do Canadá.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Fotos do Universo mostram galáxias e 'piruetas' solares

A agência de fotografias britânica Science Photo Library expõe, a partir deste sábado, em Liverpool, imagens do espaço capturadas por alguns dos melhores astrofotógrafos do mundo.

A exposição Da Terra ao Universo marca as primeiras comemorações pelo Ano Internacional da Astronomia, no ano que vem.

Capturadas por observatórios de diversos países e satélites da Nasa, as fotos revelam cores e formas fascinantes de nebulosas, de galáxias e suas estrelas, do Sol e suas "piruetas" formadas a partir de gases expelidos a milhões de graus centígrados.

De acordo com a diretora de marketing da Science Photo Library, Maria Atoney, o objetivo da mostra é aproximar a ciência do público.

"A exposição permite que se admire a beleza e a complexidade do Universo", disse ela. "Além disso, nossas mentes são desafiadas a entender o tamanho gigantesco desses objetos, as imensas distâncias envolvidas e a pequeneza do homem diante disso tudo."

A exposição fica em cartaz no Albert Dock, em Liverpool, até o dia 29 de junho.

Imagem capturada por um observatório Chile exibe a Nebulosa Cabeça de Cavalo. Nebulosas são acumulações de gases e poeira cósmica em liberdade no espaço
Imagem capturada por um observatório Chile exibe a Nebulosa Cabeça de Cavalo. Nebulosas são acumulações de gases e poeira cósmica em liberdade no espaço

BBC Brasil

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quinta-feira, 5 de junho de 2008

Astronautas instalam câmeras em laboratório japonês

Os astronautas do ônibus espacial Discovery Mike Fossum e Ron Garan instalaram hoje duas câmeras de vídeo no laboratório japonês Kibo, que foi levado por eles para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), em órbita a cerca de 350 quilômetros da Terra.

A jornada de trabalho extraveicular começou às 12h04 (de Brasília), quando a ISS e o Discovery se movimentavam acoplados a cerca de 27 mil km/h sobre Barcelona, na Espanha.

Segundo a Nasa (agência espacial americana), o tempo de duração desta caminhada, a segunda das três que foram programadas para a atual missão da nave americana - da qual participam sete astronautas -, deverá ser de sete horas.

Esta é a 111ª jornada de trabalhos fora da ISS, onde estão instalados outros três astronautas. Além disso, é a quinta caminhada de Fossum e a terceira de Garan.

Uma hora depois de terem saído do compartimento Quest, Fossum e Garan começaram a instalação de duas câmeras nas laterais do laboratório japonês.

"O módulo de trabalhos científico Kibo agora tem olhos", disse o comentarista da Nasa Rob Navias, quando a tarefa, que durou uma hora e 22 minutos, foi concluída.

A atividade seguinte na ordem do dia de Fossum e Garan era a remoção de uma série de coberturas térmicas que envolviam os dez metros de comprimento do braço robótico do Kibo.

O trabalho é delicado porque as coberturas não são muito flexíveis e, ao movimentá-las, é preciso ter cuidado com as articulações do braço do laboratório.

"É como lutar com uma nuvem", disse Fossum enquanto ele e Garan trabalhavam tirando, dobrando e guardando as seis coberturas sobre as juntas do Kibo e uma sétima localizada na extremidade do braço robótico.

Na terça-feira, em sua primeira caminhada espacial na atual missão, Fossum e Garan instalaram o laboratório "Kibo" ("Esperança") na estrutura da ISS.

O Kibo, com quase 12 m de comprimento, é maior que os laboratórios americano e europeu acoplados à plataforma. O módulo japonês também tem um par de braços robóticos, o maior dos que já chegaram à órbita no bagageiro do Discovery.

Depois de uma inspeção do mecanismo de ligação no lado esquerdo do módulo "Harmony" e da abertura da cobertura de uma janela, Fossum e Garan removeram as proteções das superfícies em que o "Kibo" foi acoplado.

Fossum, além disso, desligou os cabos de calefação e retirou os mecanismos de fechamento das cortinas na janela dianteira do laboratório japonês.

Os astronautas também limparam uma junta rotatória de uma das asas de painéis solares que tinha se danificado, e recolheram o braço robótico da nave que tinha ficado na ISS desde uma missão do "Endeavour", em março.

A Nasa deixou o braço robótico na ISS para que houvesse espaço suficiente no bagageiro do Discovery para o transporte do módulo pressurizado japonês Kibo.

Durante os trabalhos finais dessa jornada, os dois astronautas foram para o painel solar no lado direito da ISS, onde, desde o fim de 2007, uma junta rotatória vinha registrando vibrações e um aumento no consumo de energia.

Garan fez a substituição de algumas peças da junta, enquanto Fossum inspecionou uma área potencialmente danificada no mesmo local e testou diferentes técnicas de limpeza na superfície do mecanismo.

Os astronautas da ISS também tiveram ontem uma missão diferente, porém, igualmente importante: reparar o único vaso sanitário da ISS, que há semanas estava com problemas.

O mau funcionamento do vaso sanitário, que fica na parte russa da ISS, era uma dor de cabeça para os ocupantes da plataforma e para os técnicos da Nasa, que não conseguiam resolver o problema.

A peça necessária para o reparo foi levada pela tripulação do Discovery, que partiu no último domingo em uma missão de 14 dias. Segundo a Nasa, o dispositivo de resíduos sólidos funcionava bem, mas o coletor de urina dava problemas. Com isso, os astronautas precisavam utilizar água extra que era armazenada para o consumo dos astronautas.

Astronautas iniciam segunda caminhada fora da ISS

Os astronautas Mike Fossum e Ron Garan saíram hoje da Estação Espacial Internacional (ISS) para a segunda dos três dias de trabalhos exteriores, que incluem a instalação do laboratório japonês Kibo na estrutura orbital.

A excursão começou com uma antecipação de 30 minutos sobre a hora programada, às 13h04 de Brasília, quando a ISS e o ônibus espacial Discovery acoplados orbitavam a 340 km sobre Barcelona, e terminará cerca de sete horas depois.

Os dois astronautas instalarão duas câmeras sobre o laboratório Kibo da agência espacial japonesa, e prepararão o laboratório para receber a seção menor do módulo.

Esta é a 111ª jornada de trabalhos de astronautas fora da ISS enquanto a estação orbita a Terra a mais de 27 mil km/h, além de ser a quinta excursão para Fossum e a segunda para Garan.

Para a tarefa final do dia de hoje Garan se aproximará de Fossum sobre a viga esquerda para retirar uma câmera de TV no exterior da ISS que teve falhas no fornecimento de eletricidade.

Os astronautas levarão a câmera dentro da ISS onde terá sua fonte de energia substituída, e voltarão a instalá-la no terceiro dia de trabalhos exteriores programada para domingo.

Astronauta Ron Garan Jr. instala uma câmera de TV no lado de fora do módulo Kibo
Astronauta Ron Garan Jr. instala uma câmera de TV no lado de fora do módulo Kibo

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Phoenix recolhe material que pode ser gelo ou sal

A sonda Phoenix recolheu em Marte uma segunda amostra de material que poderia conter sal ou gelo, informaram engenheiros da Universidade do Arizona.

A Phoenix pousou no domingo passado sobre uma região próxima ao pólo norte do planeta, com o objetivo de estudar o gelo que se encontra sob sua superfície e buscar elementos orgânicos.

As amostras foram recolhidas pelo braço robótico da sonda, que funcionou sem problemas, segundo os cientistas. De acordo com a pesquisadora Carol Stokes, o material corresponde a uma camada branca, que é visível da sonda.

"Estivemos discutindo sobre do que se tratava. Se era gelo, sal ou algum material muito mais estranho", disse Peter Smith, pesquisador da missão da Phoenix, que deve durar três meses. Segundo os cientistas da Nasa, a concentração de sal pode ser um indicador da existência de condições de umidade em Marte, no passado.

Nasa adia lançamento de telescópio espacial Glast

O lançamento do telescópio espacial Glast, da base militar de Cabo Canaveral, na Flórida, foi adiado mais uma vez, para domingo, 8 de junho, anunciou um porta-voz da Nasa.

Rob Gutro explicou que a decisão se deve a um problema técnico, sem divulgar mais detalhes. A agência espacial americana havia informado na segunda-feira passada que o lançamento aconteceria no sábado, 7, já que a equipe envolvida na operação precisava de mais tempo para solucionar problemas de engenharia de maneira satisfatória.

O GLAST - Gamma-ray Large Area Space Telescope, (Telescópio de Raios Gama de Ampla Superfície) - será lançado por um foguete Delta II. O telescópio espacial permitirá jogar luz sobre os numerosos mistérios envolvendo as fontes conhecidas de raios gama no universo.

Astronautas abrem comporta do laboratório japonês

A tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS) abriu nesta quarta-feira a comporta do laboratório japonês Kibo, inaugurando assim o maior módulo do complexo orbital, segundo imagens da TV da Nasa.

"Este é um grande momento para os japoneses", disse o astronauta Akihiko Hoshide ao abrir a comporta, diante do olhar dos demais tripulantes. "O módulo Kibo está aberto", declarou em seguida.

Astronauta russo conserta banheiro da ISS

O cosmonauta-encanador Oleg Kononenko encarregou-se nesta quarta-feira da difícil missão de consertar o banheiro da Estação Espacial Internacional (ISS) e o fez, aparentemente, com sucesso, de acordo com a Reuters.

"O banheiro, ao que parece, foi consertado e já está pronto para ser usado novamente", afirmou Rob Navias, da Nasa, depois das duas horas e meia de trabalho de Kononenko.

O cosmonauta, principal engenheiro de vôo da estação, substituiu uma bomba usada para filtrar a urina. O banheiro de fabricação russa vinha funcionando de forma precária nos últimos dez dias, requerendo descargas manuais e demoradas entre quatro a cinco vezes por dia.

Banheiro integra módulo russo da ISS
Banheiro integra módulo russo da ISS

Astronautas da ISS tentam consertar privada

Astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) aguardam pelo resultado do conserto da única privada da Estação, que havia parado de funcionar há duas semanas. O problema, no equipamento utilizado para a urina, fez com que os três astronautas que vivem na nave, um americano e dois russos, dessem descargas manuais com mais água que o normal várias vezes ao dia.

Segundo a agência AP, o ônibus espacial Discovery levou à ISS uma nova bomba d´água, para testar a privada, assim como o mais novo cômodo da estação, o laboratório japonês Kibo.

A tarefa de instalar a bomba d´água e mangueiras de 35 pound foi delegada a Oleg Kononenko, nesta quarta-feira pela manhã. calucla-se que o trabalho dure duas horas.

"Nós vamos ver pela tarde se vai funcionar ou se precisaremos encontrar outra solução", disse Emily Nelson, membro da diretoria da ISS.

Além de consertar a privada, as equipes do ônibus espaxcial e da ISS devem fazer conexões de energia, dados, ar e água no recém-instalado Kibo. O astronauta japonês Akihiko Hoshide instalou o laboratório de 37-foot na terça-feira. O módulo será ligado pela primeira vez nesta quarta-feira.

ISS pode ser evacuada se não funcionar conserto do banheiro
ISS pode ser evacuada se não funcionar conserto do banheiro

terça-feira, 3 de junho de 2008

Astronautas do Discovery concluem primeiros trabalhos

Os astronautas Mike Fossum e Ron Garan retornaram hoje à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), depois de concluírem a primeira de três caminhadas espaciais para instalar o laboratório japonês "Kibo" (que significa "esperança") na plataforma.

O passeio terminou às 20h01 (de Brasília), quando Fossum e Garan entraram na cabine de descompressão antes de retornarem à estação "Alfa".

"O ''Kibo'' já está em seu lugar. Seu acoplamento à estrutura foi concluído com sucesso", disse o controle da missão no Centro Espacial Johnson, em Houston (Texas), quando a ISS cruzava os céus de Madagascar.

"Foi um prazer trabalhar com vocês hoje. Parabéns. Temos uma nova ''esperança'' na estação espacial", acrescentou o controle, referindo-se à tradução do nome do laboratório japonês.

A excursão começou às 12h23 (Brasília), quando a ISS e o ônibus espacial "Discovery", acoplados desde ontem, sobrevoavam o sudeste da Ásia, e deve terminar sete horas mais tarde.

A saída teve que ser atrasada em cerca 50 minutos porque os dois astronautas, que descansavam no compartimento de despressurização, escutaram um chiado no sistema de comunicações do capacete do traje espacial de Fossum e decidiram substituí-lo.

O porta-voz da Nasa Rob Navias disse que a mudança não gerou problemas às tarefas, mas resultou em um atraso no começo da excursão.

"Temos pela frente um belo dia e uma jornada excitante para a instalação do ''Kibo''", disse o astronauta japonês Akihiko Hoshide, que ajudará a movimentar o laboratório de seu país com o braço robótico da ISS.

O "Kibo", com quase 12 metros de comprimento, é maior que os laboratórios americano e europeu instalados na estação, um projeto de US$ 100 bilhões que tem participação de 16 nações.

O laboratório japonês também possui um par de braços robóticos, o maior que já chegou ao Discovery.

Fossum, que tem em seu currículo outras três jornadas de trabalhos extraveiculares, e Garan, que realiza sua primeira, vão instalar o laboratório "Kibo" à estrutura da ISS, que está em órbita a cerca de 380 quilômetros da Terra.

Depois da inspeção do mecanismo de sujeição no lado esquerdo do módulo italiano Harmony e da abertura da cobertura de uma janela, Fossum e Garan trabalharam juntos para remover as proteções onde o "Kibo" foi atracado.

Fossum, além disso, desligou os cabos de calefação e tirará os mecanismos de fechamento das cortinas na janela dianteira do laboratório japonês.

Também foi limpa uma junta rotatória de uma ala de painéis solares que emperrou, e será recuperado o braço robótico da nave que estava na ISS desde a missão da nave "Endeavour", em março.

A Nasa deixou o braço robótico na ISS para que houvesse espaço suficiente no bagageiro do "Discovery" para o transporte do módulo pressurizado Japonês "Kibo".

Antes de concluíram os trabalhos, Garan e Fossum foram para o painel solar no lado direito da ISS, onde a junta rotatória começou a mostrar vibrações e um aumento no consumo de energia desde o final de 2007.

Garan fez a substituição de algumas peças da junta, enquanto Fossum inspecionou uma área potencialmente danificada no mesmo local e testou diferentes técnicas de limpeza na superfície da peça.

Enquanto Fossum e Garan trabalhavam fora do "Discovery" e da ISS, os especialistas da missão Karen Nyberg e Akihiko Hoshide usaram o braço robótico da estação para instalar o módulo japonês de forma definitiva.

Os dois astronautas, que flutuaram sujeitos às estruturas orbitais, puseram à prova as novas luvas espaciais que incluem remendos de uma tela resistente nos dedos polegar e indicador, em uma tentativa de diminuir o nível de desgaste apresentados nas luvas anteriores.

Nasa: Via Láctea possui apenas dois braços espirais

A Via Láctea, galáxia que abriga o planeta Terra, possui dois braços espirais e não quatro, como achavam até agora os astrônomos, segundo identificam as imagens captadas pelo telescópio espacial Spitzer, da Nasa, a agência espacial americana.

Até então, era impossível confirmar a teoria dos quatro braços espirais devido à posição da Terra. No entanto, o Spitzer proporcionou uma nova base para reconsiderar toda a estrutura da Via Láctea, segundo Robert Benjamin, astrônomo da Universidade de Wisconsin, durante uma entrevista à imprensa, em Saint Louis, Missouri.

"Agora prosseguiremos corrigindo nosso quadro (galático) da mesma forma como os primeiros exploradores que navegavam pelo mundo corrigiam seus mapas", afirmou em um relatório apresentado para a Sociedade Astronômica dos Estados Unidos.

Desde 1950, os astrônomos contavam com modelos baseados em observações dos gases cósmicos da galáxia, que sugeriam uma estrutura em espiral com quatro braços, formados pelas estrelas, chamadas Norma, Scutum-Centaurus, Sagitário e Perseu.

Graças ao Spitzer, os astrônomos conseguiram obter um quadro muito mais amplo da galáxia, com o registro de 110 milhões de estrelas. De acordo com Benjamin, um software desenvolvido por ele permitiu a contagem das estrelas e medição da densidade estelar.

Quando o grupo decidiu observar o Scutum-Centauro, constatou-se um aumento no número de estrelas, como já se esperava. Já entre Sagitario e Norma, não houve essa elevação. Perseo fica no extremo oposto da galáxia e não pôde ser visto nas imagens do Spitzer.

"Esse descobrimento confirmou que a Via Láctea não tem dois braços, Scutum-Centauro e Perseo, que têm enormes densidades com estrelas jovens e brilhantes, assim como estrelas velhas", destacou o astrônomo. Segundo ele, "agora poderemos unir estes braços, estabelecendo sua estrutura, posição e tamanho pela primeira vez.

Nova descoberta põe em cheque a teoria dos quatro braços espirais em que os astrônomos acreditavam
Nova descoberta põe em cheque a teoria dos quatro braços espirais em que os astrônomos acreditavam

Astronautas do "Discovery" iniciam primeiros trabalhos fora da ISS

Os astronautas Mike Fossum e Ron Garan saíram hoje da Estação Espacial Internacional (ISS) para a primeira das três jornadas de trabalhos exteriores destinadas a instalar o laboratório japonês "Kibo" na estrutura orbital.

A excursão começou às 12h23 (Brasília), quando a ISS e o ônibus espacial "Discovery", acoplados desde ontem, sobrevoavam o sudeste da Ásia, e deve terminar sete horas mais tarde.

A saída teve que ser atrasada em cerca 50 minutos porque os dois astronautas, que descansavam no compartimento de despressurização, escutaram um chiado no sistema de comunicações do capacete do traje espacial de Fossum e decidiram substituí-lo.

O porta-voz da Nasa Rob Navias disse que a mudança não gerou problemas às tarefas, mas resultou em um atraso no começo da excursão.

"Temos pela frente um belo dia e uma jornada excitante para a instalação do ''Kibo''", disse o astronauta japonês Akihiko Hoshide, que ajudará a movimentar o laboratório de seu país com o braço robótico da ISS.

O "Kibo", com quase 12 metros de comprimento, é maior que os laboratórios americano e europeu instalados na estação, um projeto de US$ 100 bilhões que tem participação de 16 nações.

O laboratório japonês também possui um par de braços robóticos, o maior que já chegou ao Discovery.

Fossum, que tem em seu currículo outras três jornadas de trabalhos extraveiculares, e Garan, que realiza sua primeira, vão instalar o laboratório "Kibo" à estrutura da ISS, que está em órbita a cerca de 380 quilômetros da Terra.

Depois da inspeção do mecanismo de sujeição no lado esquerdo do módulo italiano Harmony e da abertura da cobertura de uma janela, Fossum e Garan trabalharão juntos para remover as proteções onde será atracado o "Kibo".

Fossum, além disso, desligará os cabos de calefação e tirará os mecanismos de fechamento das cortinas na janela dianteira do laboratório japonês.

Também será limpa uma junta rotatória de um asa de painéis solares que se atolou, e será recuperado o braço robótico da nave que estava na ISS desde a missão da nave Endeavour, em março.

A Nasa deixou o braço robótico na ISS para que houvesse espaço suficiente na adega do "Discovery" para o transporte do módulo pressurizado Japonês "Kibo".

Para as tarefas finais desta jornada Garan e Fossum vão para o painel solar em boreste (lado direito) da ISS, onde a junta rotatória começou a mostrar vibrações e um aumento no consumo de energia desde o final de 2007.

Garan fará a substituição de algumas peças da junta, enquanto Fossum inspecionará uma área potencialmente danificada no mesmo local e provará diferentes técnicas de limpeza na superfície dessa junta rotatória.

Enquanto Fossum e Garan trabalham fora do "Discovery" e da ISS, os especialistas da missão Karen Nyberg e Akihiko Hoshide usarão o braço robótico da estação para instalar o módulo japonês de forma definitiva.

Os dois astronautas, que flutuam sujeitos às estruturas orbitais, põem a toda prova as novas luvas espaciais que incluem remendos de uma tela resistente nos dedos polegar e indicador, em uma tentativa de diminuir o nível de desgaste apresentados nas luvas anteriores.

Astronautas fazem 1º passeio fora da ISS

Dois astronautas saíram da Estação Espacial Internacional (ISS), na terça-feira, para recuperar uma haste de inspeção necessária para investigar a eventual presença de danos no ônibus espacial Discovery. Eles também preparam um novo laboratório de pesquisa do Japão para ser instalado no entreposto orbital.

Depois de passar a noite na câmera de descompressão da ISS a fim de preparar seus corpos para a ida ao espaço, o veterano Michael Fossum e seu parceiro Ronald Garan flutuaram para fora por volta das 11h30 (13h30 em Brasília) enquanto a estação trafegava a uma velocidade de 338 quilômetros por hora, passando por cima do sudeste da Ásia.

Os dois atrasaram cerca de uma hora devido a um problema no equipamento de comunicação. "OK, garotos, chegou a hora do rock and roll", afirmou o astronauta Ken Ham, da Discovery, quando Fossum e Garan finalmente ficaram prontos para dar início à saída, que deve durar seis horas e meia.

A principal meta da missão da Discovery, iniciada no sábado ao partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, é entregar o laboratório japonês Kibo, de 1 bilhão de dólares e principal resultado dos 20 anos de esforços do Japão para figurar como peça permanente da exploração e pesquisa do espaço.

"Esse será um dia realmente importante para o Japão", afirmou a diretora de vôo da ISS, Emily Nelson. Com 11 m de comprimento e pouco mais de 4,4 metros de largura, o Kibo, que significa "esperança", é tão grande que a Discovery não conseguiu acomodar em seu compartimento de carga a sua haste de inspeção - um equipamento que dobra a extensão do braço-robô da ISS, com 15 metros de comprimento, a fim de que, com câmeras e sensores, consiga inspecionar as asas e o nariz do ônibus espacial em busca de eventuais danos.

A haste consta das atualizações de segurança adotadas pela Nasa (agência espacial dos EUA) depois do acidente fatal com o Columbia, em 2003, provocado pelo impacto com destroços que danificaram o revestimento daquela espaçonave.

A tripulação anterior a visitar a ISS deixou a haste para trás, abrigada junto a uma parte da estrutura externa do estação. Agora a haste será recuperada pelos ocupantes da Discovery antes de regressarem para a Terra.

Fossum e Garan pretendem retirar os painéis de proteção do laser e da câmera da haste e desconectar os cabos a fim de que o equipamento possa ser recolocado no ônibus para uma inspeção posterior. O Discovery deve permanecer 14 dias em órbita.

Ainda na terça-feira, os astronautas Akihiko Hoshide e Karen Nyberg, que trabalham de dentro da ISS, usarão o braço-robô para tirar o laboratório Kibo, de 16 toneladas, de dentro do compartimento de carga do Discovery e ligá-lo ao módulo Harmony, que serve de nó de conexão para várias peças da estação.

Astronautas saíram da ISS para consertar antena
Astronautas saíram da ISS para consertar antena

Astronautas iniciam jornada de trabalho fora da ISS

Os astronautas Mike Fossum e Ronald Garan saíram hoje da Estação Espacial Internacional (ISS) para o primeiro de três dias de trabalhos no exterior que incluem a instalação do enorme laboratório japonês "Kibo" na estrutura orbital.

A excursão começou às 13h23 (em Brasília), quando a ISS e o ônibus espacial "Discovery" acoplados desde segunda sobrevoavam o Sudeste Asiático, e terminará em sete horas.

A saída demorou 50 minutos em relação ao horário previsto porque os dois astronautas, que tinham passado seu descanso no compartimento de despressurização, escutaram um chiado no sistema de comunicações do traje espacial de Fossum e decidiram substituí-lo.

EFE

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ISS pode ser evacuada por problema nos banheiros

Um dano nos banheiros da Estação Espacial Internacional (ISS) virou um sério problema para os técnicos e pode, inclusive, antecipar o regresso dos astronautas à Terra, afirmou hoje um funcionário russo das missões espaciais, Vladimir Soloviev. No entanto, ele disse que essa decisão ainda está longe de ser tomada, pois o sistema foi reparado parcialmente.

"Temos um problema com o sistema de drenagem. É um incidente sério. Nestas circunstâncias, inclusive, podemos proceder a uma evacuação de emergência da tripulação", alertou ele.

Há uma semana os dois astronautas russos e um americano, moradores permanentes da ISS, sofrem as conseqüências no sistema de evacuação dos banheiros.

O ônibus espacial americano Discovery se acoplou nesta segunda-feira à Estação Espacial Internacional para instalar o segundo e maior módulo do laboratório japonês Kibo e levar uma bomba indispensável para o conserto do banheiro com problemas.

A nave, que leva sete astronautas, seis americanos e um japonês, deixou a Terra no sábado e se uniu à estação orbital após uma delicada aproximação, realizada 338 km acima do Pacífico Sul, mostrou a televisão da Nasa.

Durante as manobras de aproximação, o comandante de Mark Kelly realizou uma delicada manobra para que os astronautas da ISS tirassem fotos do escudo térmico do ônibus espacial, em busca de eventuais danos provocados por pequenos pedaços de espuma isolante do tanque externo de combustível, que se soltaram durante o lançamento.

No sábado, a Nasa minimizou as conseqüências desse incidente, mas o tema sempre gera preocupação. Em fevereiro de 2003, o impacto de uma pedaço de espuma isolante provocou a desintegração do Columbia e a morte dos sete membros de sua tripulação em seu retorno à Terra.

Nesse vôo de 14 dias, estão previstas três saídas ao espaço, em dupla, com duração de seis horas e meia cada uma. A primeira, com Mike Fossum e Ron Garan, está programada para terça-feira.

Essas saídas serão dedicadas, basicamente, para a instalação do principal módulo do laboratório japonês Kibo, que se somará a uma primeira parte trasladada em março pela nave Endeavour.

Com Kibo, que significa esperança em japonês, o Japão se torna membro pleno da ISS, junto com Estados Unidos, Rússia e Europa. O país asiático dedicou 2,8 bilhões de dólares a esse programa.

O novo módulo é um grande cilindro de 11,2 m de comprimento por 4,4 m de diâmetro, com uma massa vazia de 15,9 t. Tem sistema próprio de manipulação por telecomando, com um braço articulado que também servirá para tarefas de manutenção na estação.

Além desse módulo, os astronautas do Discovery devem inspecionar o mecanismo de rotação danificado de uma das antenas solares da ISS e substituir um tanque de nitrogênio para o sistema de climatização da estação.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Ônibus espacial Discovery se acopla à ISS

O ônibus espacial americano Discovery se acoplou hoje à Estação Espacial Internacional (ISS), onde seus tripulantes instalarão a segunda parte do laboratório japonês Kibo (Esperança, em japonês).

O Discovery atracou na plataforma orbital às 15h03 (Brasília), nove minutos mais tarde que o previsto, informou o Centro de Controle de Vôos Espaciais (CCVE) da Rússia, citado pela agência de notícias oficial russa Itar-Tass.

A bem-sucedida manobra de acoplamento foi efetuada manualmente pelo comandante da nave, o americano Mark Kelly. Antes da acoplagem, a nave fez um giro de 360 graus, quando os astronautas da ISS tiraram fotografias de alta resolução da cobertura térmica do Discovery para detectar possíveis danos ocorridos durante o lançamento.

A manobra, que se prolongou por oito minutos, tornou-se rotina nas missões espaciais desde o desastre em fevereiro de 2003 do "Columbia", que explodiu quando retornava à atmosfera.

Na ocasião, um dano na cobertura térmica do Colúmbia permitiu a entrada de gases tórridos, resultando na morte dos sete tripulantes da nave. Os astronautas do "Discovery", seis americanos e o japonês Akihiko Hoshide, entrarão na ISS por volta de 17h (Brasília), após as devidas inspeções de segurança.

O laboratório japonês Kibo, que se somará ao módulo Columbus da Agência Espacial Européia, tem 11 m de comprimento, pesa 14,5 t e tem duas janelas, um braço robótico e seu próprio compartimento de pressurização.

O Kibo conta com 23 plataformas para pesquisas sobre medicina espacial, biologia, observações da Terra, produção de materiais, biotecnologia e comunicações.

O Discovery também leva para a ISS um acessório para bombear a água do vaso sanitário da estação, que está quebrado há uma semana.

Durante esse tempo, os três ocupantes da estação tiveram que bombear a água manualmente várias vezes ao dia.

A Nasa acredita que o acessório, que foi enviado de Moscou para a Flórida, permita que o banheiro volte a funcionar normalmente. A missão do Discovery inclui três dias de trabalhos extraveiculares para instalar a segunda parte do Kibo, trabalhar no sistema de refrigeração da plataforma e fazer reparos em vários dos painéis solares da estação.

As tarefas serão realizadas sob o comando do astronauta Mike Fossum e do especialista Ron Garan. Além de Fossum, Garam e Hoshide, os outros tripulantes da missão são os astronautas Greg Chamitoff, Ken Ham, Karen Nyberg e o comandante Mark Kelly, que realiza sua terceira missão à ISS.

Chamitoff deve permanecer na estação espacial durante seis meses, substituindo Garrett Reisman, que voltará à Terra abordo da nave. Quando o laboratório Kibo estiver totalmente montado, 71% dos trabalhos da ISS estarão completos. Feito isso, restarão sete missões de construção na estação espacial.

A Nasa quer que a ISS esteja totalmente acabada até setembro de 2010, quando pretende retirar sua frota de naves. Segundo os planos da Nasa, o abastecimento e a troca de tripulações do complexo em órbita serão realizados pelas cápsulas russas Soyuz até sua substituição pelas novas naves americanas do programa Constellation a partir de 2015.

Discovery leva laboratório japonês Kibo
Discovery leva laboratório japonês Kibo

Sonda Phoenix começa a explorar território marciano

A sonda americana Phoenix, que pousou no ártico de Marte no dia 25 de maio, começou no sábado a explorar o solo do planeta vermelho para retirar amostras e pode ter detectado gelo, informou a Nasa.

Ao tocar o solo de Marte, o braço articulado da Phoenix deixou na região marciana "King of Hearts" um rastro que lembra uma pegada, o que valeu o apelido de "Yeti", acrescentou a agência espacial americana em comunicado.

Este primeiro contato com o solo de Marte "nos permite utilizar o braço articulado com precisão. Temos as condições corretas para a coleta das mostras e sua transferência", disse David Spencer, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena (Califórnia).

Imagens feitas pela câmera instalada no braço robótico permitem pensar que pode existir gelo debaixo da sonda Phoenix. "O que vemos nestas imagens corresponde a idéia, talvez, de gelo e suspeitamos que tornaremos a vê-lo na zona de escavação", destacou o comunicado.

O braço mecânico da Phoenix tem quatro articulações que permitem movimentos laterais e verticais, além da possibilidade de escavar o solo e retirar amostras.

Esta é a primeira etapa de uma série de experimentos, que tem por objetivo retirar porções do solo marciano que serão estudadas na Terra. Esta exploração sem precedentes pode permitir descobrir indícios de vida primitiva passada no planeta.

Ovnis: fenômenos não provam visitas de ETs, diz governo inglês

Tinham forma de charuto, disco, caixão ou não passavam de borrões reluzentes. Flutuavam de modo ameaçador, viajavam em velocidades impossíveis e desapareciam nas trevas do desconhecido ou, em certo caso, dentro de um arbusto na Cornualha. Alguns poucos deles transportavam formas de vida humanóides, ou assim parecia. Outros se materializaram por conta do fato de que as pessoas que os avistaram talvez tenham bebido algumas doses a mais, como no caso de um grupo de luzes avistadas se movendo no céu pelos fregueses de um pub em Kent.

O que quer que fossem esses fenômenos reportados ao Ministério da Defesa britânico ao longo dos anos e revelados este mês, quase certamente não eram veículos aéreos extraterrestres pilotos por seres alienígenas. "O governo disse a verdade o tempo todo", declarou David Clarke, professor de jornalismo na Universidade Sheffield Hallam que nas horas vagas pesquisa sobre os Objetos Voadores não Identificados (ovnis). "Há muita coisa estranha no céu, e algumas delas não temos como explicar ¿ mas não existe uma sombra de prova de que alienígenas nos tenham visitado alguma vez".

O que, francamente, chega a deprimir um pouco ¿ mais ou menos como as explicações prosaicas do governo para as décadas de meticuloso registro de relatórios sobre a presença de ovnis. "Nós só verificamos essas informações sob a perspectiva de garantir que o nosso espaço aéreo militar não tenha sido penetrado, e praticamente nunca acontecem penetrações em nosso espaço aéreo", disse uma porta-voz do Ministério da Defesa.

A porta-voz, que solicitou que seu nome não fosse divulgado em respeito a regras governamentais, disse que o ministério havia começado a divulgar os arquivos em público porque a Lei de Liberdade de Informação que está em vigor no Reino Unido havia levado a grande número de pedidos de dados sobre os supostos ovnis.

Os arquivos referentes ao período 1978-2002 estão sendo divulgados este mês. Alguns dos arquivos mais antigos já estavam abertos ao público, e os restantes serão divulgados nos próximos anos. Disponíveis via Internet no site ufos.nationalarchives.gov.uk, eles cobrem centenas de episódios. Boa parte do material consiste de formulários de uma página que oferecem detalhes como a dimensão do suposto aparelho e o que ele aparentava estar fazendo, se alguma coisa.

Uma cidadã descreve seu choque e espanto diante de um pequeno "objeto em forma Vulcan" flutuando no céu. Outra testemunha conta que foi acordada pela luz brilhante que emanava de um ovni "do tamanho de uma base de garrafa de leite".

E, da Cornualha, um motorista de 28 anos informa sobre uma luz amarela que "oscilava e se agitava" por sobre uma estrada, uma imagem que traz à mente o modo de deslocamento da fada Sininho, em "Peter Pan". "A luz mudou de cor, para um tom de púrpura, antes de desaparecer em um arbusto", informa o relatório.

Os arquivos incluem recortes aleatórios de jornais, com artigos que definitivamente não são notáveis pelo rigor jornalístico. Uma reportagem publicada em1986 pelo Daily Mirror informava que a luz de "um objeto vermelho incandescente" havia invadido o posto de pilotagem de um jato da Real Força Aérea que transportava o príncipe Charles, enervando seriamente o piloto. O jornal comenta que "o príncipe Philip vem acompanhando atentamente as notícias sobre os ovnis já há 36 anos".

Existem muitas cartas longas repletas de perguntas sérias. "Quando um disco voador não é um disco voador?", pondera um dos missivistas. "E a nave-mãe é obra do homem ou veio de um planeta distante?" Alguns entusiastas dos ovnis dizem acreditar que o governo britânico não tenha divulgado todos os arquivos, e que continua a esconder a verdade sobre uma imensa operação de acobertamento destinada a iludir o público do país.

Mas Joe MacGonagle, que se descreve como pesquisador de ovnis em Londres, disse que na verdade os documentos, em lugar de ocultar alguma coisa, simplesmente revelam que o governo não havia investigado as informações corretamente, para começar.

"Muita gente imaginava que houvesse esse imenso projeto sobre ovnis, com muita gente trabalhando nisso, quando na verdade era só um funcionário público que cuidava do assunto, e dedicava talvez 25% de seu tempo a arquivar informações", ele disse.

As autoridades nem sempre encararam como brincadeira as denúncias sobre ovnis. Nos anos 50, o governo criou um comitê secreto, o Grupo de Trabalho sobre Discos Voadores, para investigar as denúncias sobre ovnis. A conclusão foi a de que as supostas aparições eram ilusões de ótica, fenômenos climáticos, aviões vistos de ângulos estranhos, ou coisas semelhantes, e essa vem sendo a posição do governo desde então.

Em 1919, a Câmara dos Lordes debateu a questão, a pedido do conde de Clancarty, que acreditava que o homem descendesse de alienígenas que chegaram à superfície vindos do núcleo da Terra por meio de túneis especiais, ou que tivessem chegado ao planeta em espaçonaves 65 mil anos atrás. Ele não era o único nobre a acreditar nesse tipo de teoria.

Mas nenhum dos relatos aristocráticos era tão detalhado quanto o de um soldado reformado de 78 anos, morador de Aldershot. Ele contou que estava pescando em 1983 e foi abordado por dois seres de um metro de altura, vestidos em uniformes verdes e com grandes capacetes. Eles o conduziram à nave em que vieram e, depois de refletir sobre se deveriam ou não submetê-lo a experiências científicas, disseram que podia partir, porque era velho e frágil demais para servir aos seus propósitos de pesquisas.

O homem não fez perguntas, por medo de ofender, e voltou à pescaria. Seu chá tinha esfriado. "Ele relutou em contar a história à família", afirma o relatório. "E disse que sabia que sua mulher não o deixaria mais pescar, se o fizesse".

Desenho foi criado por homem de 78 anos, que diz ter entrado no disco e conversado com ETs
Desenho foi criado por homem de 78 anos, que diz ter entrado no disco e conversado com ETs

domingo, 1 de junho de 2008

Astronautas realizam inspeção no Discovery

Os astronautas do Discovery completaram uma inspeção da coberta térmica do ônibus espacial e se preparam para a acoplagem com a Estação Espacial Internacional (ISS) amanhã.

O Discovery, que leva um novo laboratório japonês e um suplente para a tripulação da ISS, deverá chegar à instalação orbital às 14h54 de segunda (em Brasília).

A inspeção só cobriu uma área da superfície da nave protegida com painéis térmicos já que, nesta oportunidade, o Discovery não leva um guindaste que permita uma revisão mais detalhada com raios laser.

A razão disto é que o módulo japonês Kibo é tão grande que o Discovery, lançado ontem do Centro Espacial Kennedy (sul da Flórida), não teve espaço para levar o instrumento de pesquisa.

Para a inspeção de hoje os sete tripulantes usaram uma câmera que fica na ponta do braço robótico da nave, de cerca de 15 metros de comprimento.

"Isto nos deu uma boa idéia da situação em que nos encontramos antes do acoplamento com a ISS", declarou o piloto Ken Ham. Antes que o ônibus espacial atraque na ISS, a nave realizará uma volta de 360 graus durante a qual os habitantes da estação orbital tirarão fotos de alta resolução da cobertura térmica do Discovery para detectar possíveis danos ocorridos durante o lançamento.

Esta manobra se tornou rotineira nas missões de ônibus espaciais após o desastre do Colúmbia em fevereiro de 2003, quando a nave explodiu matando seus sete tripulantes por causa de uma rachadura em sua cobertura térmica.

Ônibus espacial Discovery chega à estação espacial

O ônibus espacial Discovery aproximou-se da Estação Espacial Internacional para deixar um novo tripulante na estação e entregar um laboratório de pesquisas japonês e um kit para reparar o banheiro da estação, que apresenta problemas.

A nave espacial estava prevista para chegar à estação pouco antes das 14h na segunda-feira. O ônibus espacial, levando sete astronautas a bordo, partiu do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, no sábado, para uma missão de 14 dias.

A nave perdeu cerca de cinco pedaços de espuma isolante de seu tanque de combustível durante a decolagem - o mesmo problema que desencadeou a perda do ônibus espacial Columbia, em 2003, no qual morreram sete astronautas.

Os detritos perdidos durante o lançamento do Discovery estão sendo analisados, mas o gerente chefe de operações espaciais da Nasa disse a jornalistas que não há motivos para preocupação.

A Nasa gastou mais de US$ 1 bilhão e dois anos para adaptar o tanque de combustível de modo a minimizar os fragmentos que se desprendem, e acrescentou um conjunto de ferramentas de inspeção para verificar se ocorreram danos após a decolagem.

Devido ao desenho do ônibus espacial, a Nasa disse que nunca conseguirá resolver o problema dos fragmentos por completo, mas prevê que os pedaços de espuma que se descolarem serão pequenos demais e se separarão tarde demais durante a ascensão do ônibus para causarem danos reais.

À medida que o ônibus ascende, há menos atmosfera para carregar detritos e menos energia para estes causarem impacto à nave. Pelo fato de o laboratório japonês carregado no compartimento de cargas do Discovery ser tão grande, o ônibus espacial partiu sem uma ferramenta de inspeção empregada rotineiramente desde o Columbia para vasculhar os ônibus espaciais para verificar possíveis danos.

O último ônibus a visitar a estação espacial deixou sua ferramenta ali para ser usada pela tripulação do Discovery, que a levará de volta à Terra.

No domingo os astronautas do Discovery iniciaram uma inspeção limitada das asas e do cone frontal da nave, usando uma câmera presa ao final do braço robótico do ônibus, de 15 metros de comprimento.

O braço tem comprimento suficiente apenas para os tripulantes fazerem imagens das superfícies superiores das partes frontais das asas. A ferramenta de inspeção acrescenta outros 15 metros de espaço para manobra. Uma inspeção mais completa está prevista para mais tarde na missão.

O astronauta japonês Akihiko Hoshide carrega um equipamento na nave espacial Discovery
O astronauta japonês Akihiko Hoshide carrega um equipamento na nave espacial Discovery