quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Nasa: exploração espacial é vital para a humanidade

A exploração espacial é imperativa para a sobrevivência da humanidade, mas está repleta de incógnitas e apenas em seu início, afirma o diretor da Agência Espacial Americana (Nasa), Michael Griffin, em entrevista à agência AFP por ocasião das comemorações do aniversário de 50 anos da Nasa.

"Acho que a perenidade do gênero humano depende de nossa capacidade de explorar o espaço, já que, a longo prazo, as populações humanas deverão se diversificar para sobreviver", explica Griffin, que diz compartilhar da opinião do astrofísico britânico Stephen Hawking sobre essa questão.

"Fomos à Lua da mesma forma que Cristóvão Colombo se aventurou na América. Ele viajou meses para ficar algumas semanas antes de voltar para a Europa, o que implica que não podia realmente dizer que explorou o Novo Mundo. Nós apenas roçamos outros mundos, como a Lua e Marte, e levará séculos ou milênios para que o homem aprenda a conquistá-los e explorá-los", prossegue.

"É por isso que acho que devemos voltar à Lua, a próxima etapa lógica, já que se encontra a alguns dias de vôo da Terra". Mas Griffin reconhece que, como os exploradores do século XV que se lançaram a uma aventura sem ter certeza do que iam encontrar, "ignoramos se a exploração espacial pode ser usada em benefício dos humanos na Terra".

E esta incerteza, segundo ele, "necessita de um ato de fé" para empreeender a aventura espacial como na época de Colombo. O diretor da Nasa também destaca que as atuais tecnologias são incipientes. "Em termos de tecnologia espacial, estamos onde estavam os vikings com seus conhecimentos de navegação marítima no ano 1.000, quando chegaram às costas americanas, e não no nível de Colombo".

O navegador genovês, segundo Griffin, dispunha de 400 anos de tecnologias européias quando navegou para a América. "Para o espaço, temos apenas 50 anos de tecnologia", explicou o respeitado engenheiro espacial.

Retomando as conclusões da comissão de investigacão do acidente do ônibus espacial Columbia em 2003, Griffin afirma que "o fato de dar voltas em torno da Terra em órbita baixa durante décadas não constituía um objetivo aceitável da política espacial americana".

O cientista recorda que esta catástrofe levou os Estados Unidos a decidirem por objetivos espaciais mais ambiciosos, como a volta dos americanos à Lua antes de 2020 e, posteriormente, uma missão tripulada à Marte dentro do novo programa programa Constellation, com a cápsula Orion.

Michael Griffin considera que o orçamento da Nasa (17 bilhões de dólares anuais) é suficiente para desenvolver o Constellation, principalmente com a aposentadoria dos três ônibus espaciais em 2010, quando for concluído o módulo-chave da Estação Espacial Internacional (ISS).

Destaca, no entanto, que a Nasa não dispõe do orçamento destinado à Apolo nos anos 60 para ir à Lua, insistindo na necessidade, dados os custos e as limitações orçamentárias, de uma cooperação internacional incrementada e baseada no modelo da ISS, no qual participam 17 países incluindo os Estados Unidos, Rússia, Japão e os membros da União Européia.

"Acho que os Estados Unidos garantem apenas seu programa espacial, mas isso mudará com a próxima geração. Acredito que a Europa já está pronta para ir conosco à Lua e a China também poderá colaborar nesse projeto", conclui.

China lança nave que fará missão espacial histórica

A China lançou nesta quinta, às 10h (pelo horário de Brasília), a nave espacial chinesa Shenzhou VII, que realiza a terceira missão tripulada do país. A missão é histórica já que, pela primeira vez, um cosmonauta chinês fará uma caminhada espacial. O lançamento ocorreu no Centro Espacial de Jiuquan, a noroeste de Gansu.

» Vejas as fotos do lançamento
» Vídeo: China lança 3ª missão tripulada

Os três astronautas que embarcaram no foguete são Zhai Zhigang, Liu Boming e Jing Haipeng. Os três têm 42 anos, são pilotos do Exército de Libertação Popular (ELP), membros do Partido Comunista e fizeram parte da equipe de apoio da missão Shenzhou VI no ano passado, no qual dois astronautas viajaram pelo espaço durante cinco dias.

Quando o Shenzhou-VII entrar em órbita, o coronel Zhai Zhigang fará uma manobra de 40 minutos fora da nave durante a tarde de 26 ou 27 de setembro, com o objetivo de soltar um pequeno satélite que retransmitirá imagens de sua viagem ao espaço. Seu traje espacial, que custou quase 10 milhões de euros, foi confeccionado a partir de tecnologias russas.

O presidente da China, Hu Jintao, se despediu dos astronautas horas antes do lançamento, e observou as manobras do foguete a partir do centro de controle espacial chinês, segundo a agência Xinhua.

O lançamento é interpretado em Pequim como uma "nota final" ao êxito da China na recente realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, e indicará o marco de ser a primeira viagem chinesa ao espaço, no qual os astronautas realizarão uma caminhada espacial fora da nave.

A China lançou seu primeiro astronauta ao espaço em outubro de 2003, o piloto militar Yang Liwei, e realizou sua segunda missão tripulada dois anos depois, em uma viagem protagonizada por Fei Junlong e Nie Haisheng.

O país asiático se encontra ainda a décadas de distância tecnológica da Rússia e dos EUA, que iniciaram seus primeiros vôos tripulados nos anos 60.

No entanto, enquanto os programas espaciais de Moscou e Washington enfrentam dificuldadesse por motivos orçamentários, a China transformou sua conquista do espaço em um dos alvos militares prioritários.

A cápsula retornará à Terra em 28 de setembro e pousará no interior da Mongólia. O vôo faz parte do ambicioso programa espacial chinês, no qual se inclui a prospecção da Lua.

Cosmonautas chineses acenam para o público antes do lançamento de espaçonave Shenzhou VII
Cosmonautas chineses acenam para o público antes do lançamento de espaçonave Shenzhou VII

Com agências internacionais

Contagem regressiva para a missão chinesa espacial

O foguete Longa Marcha, com a cápsula Shenzhou VII e três tripulantes, Zhai Zhigang, Liu Boming e Jing Haipeng, todos pilotos da força aérea, decolará da base de Jiuquan, noroeste da China, entre às 21H07 e às 22H27 locais (10H07 e 11H27 de Brasília).

Zhai Zhigang, um coronel da Força Aérea de 42 anos, deve realizar, durante a missão de 68 horas, uma caminhada espacial de 40 minutos, transmitida por um satélite. Com isto, ele pode se transfor em herói nacional.

A saída da nave, a uma altitude de 373 km da Terra, deve acontecer na sexta-feira ou mais provavelmente no sábado, segundo a imprensa oficial.

A missão Shenzhou VII aproximará o programa espacial chinês da meta de construir um pequeno laboratório orbital e posteriormente uma estação. Com uma ambição posterior: levar um chinês à Lua.

A experiência de Zhai no deslocamento e manejo de ferramentas no espaço será fundamental para o avanço rumo aos objetivos. "Temos confiança, determinação e contamos com a capacidade necessária para executar a primeira caminhada espacial de um chinês", declarou o astronauta.

Este será o terceiro vôo tripulado chinês. A China se converteu em 2003, com a missão Shenzhou V, no primeiro país a ter colocado em órbita vôos tripulados depois da União Soviética e Estados Unidos. A Shenzhou VI, realizada dois anos depois, levou dois astronautas ao espaço.

O Terra, a maior empresa de Internet da América Latina, transmite ao vivo, nesta quinta-feira, a partir das 10h, o lançamento da nave espacial chinesa Shenzhou-VII.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Impacto do furacão "Ike" obriga Nasa a adiar missão espacial

A Nasa anunciou hoje que, devido aos danos causados pelo furacão "Ike", foi preciso adiar a missão da nave "Atlantis", que partiria em 10 de outubro em uma missão para reparar e instalar novos instrumentos no telescópio espacial "Hubble".

Por conta do adiamento, o ônibus espacial "Atlantis" vai ser lançado do Centro Espacial Kennedy às 11h19 (de Brasília) da próxima terça-feira, disse a agência espacial americana em um comunicado.

Segundo a Nasa, a medida foi tomada após as avaliações dos estragos sofridos pelo Centro Johnson de Vôos Espaciais, que teve que ser fechado durante e depois da passagem do furacão "Ike" em meados deste mês.

O anúncio do adiamento da missão do "Atlantis" foi feito quando os sete tripulantes da nave estavam no segundo dia de preparativos para a missão, que incluirá cinco caminhadas espaciais.

Terra transmite ao vivo lançamento de nave chinesa

O Terra, a maior empresa de Internet da América Latina, transmite ao vivo, nesta quinta-feira, a partir das 10h, o lançamento da nave espacial chinesa Shenzhou-VII, que realizará a terceira missão tripulada do País, em que um cosmonauta chinês entrará para a história ao fazer o primeiro "passeio espacial".

O lançamento ocorrerá às 10h05 (horário de Brasília) no Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, na província noroeste de Gansu.

Os três astronautas que embarcarão no foguete são Zhai Zhigang, Liu Boming e Jing Haipeng. Os três têm 42 anos, são pilotos do Exército de Libertação Popular (ELP), membros do Partido Comunista e fizeram parte da equipe de apoio da missão Shenzhou VI no ano passado, no qual dois astronautas viajaram pelo espaço durante cinco dias.

Quando o Shenzhou-VII entrar em órbita, o coronel do Exército Zhai Zhigang fará uma manobra de 40 minutos fora da nave durante a tarde de 26 ou 27 de setembro, com o objetivo de soltar um pequeno satélite que retransmitirá imagens de sua viagem ao espaço. Seu traje de astronauta, que custou quase 10 milhões de euros, foi confeccionado a partir de tecnologias russas.

A cápsula retornará à Terra em 28 de setembro e pousará no interior da Mongólia (norte). O vôo faz parte do ambicioso programa espacial chinês, no qual se inclui a prospecção da Lua.

Segurança
Equipes de resgate marítimo já estão preparadas para um possível salvamento no caso de a decolagem da nave falhar e os astronautas caírem em alto-mar. As equipes fizeram simulações de salvamento na foz do rio Yang Tsé (leste do país) e estão devidamente treinadas, informou o vice-ministro de Transporte chinês, Xu Zuyuan.

Um cosmonauta chinês entrará para a história ao fazer o primeiro
Um cosmonauta chinês entrará para a história ao fazer o primeiro "passeio espacial" na missão da nave Shenzhou-VII

Com agências internacionais

Adiado lançamento do Atlantis para missão Hubble

A Nasa adiou por quatro dias o lançamento do ônibus espacial Atlantis para o telescópio Hubble, agora programado para 14 de outubro, anunciou a Agência espacial americana nesta quarta-feira. Esse é o segundo adiamento do vôo, inicialmente previsto para 8 de outubro.

O lançamento do Atlantis (STS-125) para a última missão de manutenção e modernização do Hubble está previsto para 22h10 (23h10 de Brasília), do Centro espacial Kennedy, perto do Cabo Cañaveral, na Flórida (sudeste).

A data será oficialmente confirmada em uma entrevista coletiva em 3 de outubro. Essa mudança também causou uma alteração de quatro dias no lançamento do Endeavour rumo à Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês), agora marcado para 16 de novembro, às 19h07 (20h07 de Brasília).

Via Láctea: objeto seria elo perdido dos magnetares

Cientistas espanhóis encontraram na Via Láctea um estranho objeto que poderia ser o elo perdido dos magnetares, um grupo de estrelas de nêutrons jovens com um campo magnético muito intenso. O estudo, realizado por pesquisadores do Instituto de Astrofísica da Andaluzia, analisa o comportamento "único" do objeto encontrado, que experimentou 40 erupções detectadas na categoria visível do espectro eletromagnético.

No espectro eletromagnético deles foram detectadas 40 erupções. A atividade durou apenas três dias e pôde ser observada a partir de vários observatórios astronômicos.

O pesquisador Alberto Castro Tirado explicou que os magnetares pertencem à categoria de estrelas de nêutrons ou pulsares (com massa original maior que a do Sol e fruto da explosão de uma supernova) e alguns se diferenciam por seu campo magnético. Os magnetares têm um campo magnético cem vezes superior ao resto e dez trilhões a mais que o ímã que se prende na geladeira.

São objetos únicos, segundo Castro, com os campos magnéticos mais potentes do universo, mas inativos durante décadas, daí que poucos sejam poucos conhecidos. Além disso, uma de suas erupções pode emitir tanta energia quanto o Sol ao longo de mil anos.

A família das estrelas de nêutrons está incompleta e, até agora, foi possível demonstrar que no extremo mais energético estão os magnetares, objetos jovens que, em alguns casos, são detectados por suas intensas e efêmeras emissões em raios gama. No lado oposto, foram encontradas estrelas de nêutrons isoladas, objetos muito frágeis e velhos que emitem raios X com pouca intensidade, devendo existir milhões de magnetares mortos na galáxia.

Embora alguns cientistas já tenham apontado uma possível evolução dos magnetares para uma velhice tranqüila e débil, nunca havia sido detectado um objeto que pudesse se encaixar entre os dois estágios e provar assim esta evolução. O comportamento do objeto encontrado confundiu em um primeiro momento os pesquisadores, já que as primeiras observações pareciam indicar que se tratava de uma explosão de raios gama produzida pela morte de uma estrela de uma galáxia distante.

No entanto, depois se comprovou que o objeto não só estava perto, na Via Láctea, mas também mostrava um comportamento diferente, afirmou o cientista.

Nasa divulga imagem de nova 'mancha' solar

A agência espacial americana (Nasa) divulgou nesta quarta-feira uma imagem transmitida pela Sonda Soho, que mostra uma mancha solar. Segundo os cientistas, esta mancha surgiu devido à orientação magnética do sol, que entra em um novo ciclo, informou a agência AP.

A Solar and Heliospheric Observatory (SOHO) é uma missão não tripulada da European Space Agency (ESA) e da Nasa. Foi lançada em dezembro de 1995, com a finalidade de estudar o Sol.

A mancha surgiu devido à nova orientação magnética do sol, que entra em um novo ciclo
A mancha surgiu devido à nova orientação magnética do sol, que entra em um novo ciclo

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Turista espacial quer exploração comercial do universo

O turista espacial americano e empresário multimilionário Richard Garriott, que partirá para o espaço no dia 12 de outubro, sugeriu nesta terça-feira uma exploração maior com fins comerciais do espaço para que "astronautas privados" financiem suas viagens.

"Como empresário, estou convencido de que o espaço é um lugar onde os negócios podem ser rentáveis", declarou Garriott durante uma coletiva de imprensa no centro de treinamento de astronautas na Cidade das Estrelas, periferia de Moscou.

"A próxima tarefa, minha tarefa e dos outros empreendedores, é provar que podemos tornar rentável o espaço a fim de justificar nossa presença contínua lá", acrescentou, sem dizer de que maneira pretende rentabilizar essas atividades.

Richard Garriott, produtor e criador de games, será o primeiro a conduzir experiências durante sua missão no espaço, pela qual pagou 30 milhões de dólares, segundo o Space Adventures, a companhia americana organizadora de viagens espaciais.

Saturno: anéis são mais antigos do que se pensava

Um estudo feito por cientistas americanos sugere que os anéis de Saturno seriam mais antigos e densos do que se imaginava, informa a agência Reuters. O trabalho, que será divulgado oficialmente no Congresso Europeu de Ciência Planetária, na Alemanha, avalia que os anéis tenham surgido há bilhões de anos.

Alguns pesquisadores acreditam que os anéis sejam mais jovens do que o planeta, devido ao brilho e clareza. No entanto, o estudo indica que eles tenham no mínimo 100 milhões de anos, de acordo com cálculos recentes. Para Larry Esposito, da Universidade do Colorado, os anéis são sólidos e as estimativas anteriores estavam incorretas. "Com maior massa, eles podem ter mais idade e ainda serem brilhantes", afirmou.

Os anéis de Saturno são uma das principais características do Sistema Solar. Os outros planetas gasosos - Júpiter, Urano e Netuno - também são cercados por anéis, mas que não chamam tanto a atenção.

Uma das teorias que compõem o debate científico sobre a origem dos que rodeiam Saturno é a de que eles se formaram de restos oriundos de colisões entre as luas que orbitam o planeta. Outra hipótese defende que os anéis teriam se formado ao mesmo tempo que o planeta, originando-se dos materiais que criaram Saturno.

Utilizando um modelo de computador e informações da sonda espacial Cassini, Esposito e sua equipe simularam colisões de partículas no interior dos anéis e a maneira como são atingidos pelos meteoritos. "As observações feitas pela sonda e os cálculos teóricos permitem sim que os anéis tenham bilhões de anos", finalizou.

Turista espacial diz estar pronto para emergências

O americano Richard Garriott, que em 12 de outubro partirá rumo à Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês) a bordo de uma nave "Soyuz" na condição de sexto turista espacial, disse nesta terça-feira estar preparado para um queda de emergência em seu retorno à Terra.

"Sei em que consiste uma queda em trajetória balística e acho que não representará nenhum problema. Não é nada extraordinário, faz parte dos possíveis pousos", afirmou Garriott, que disse ter lido muito sobre o tema.

Garriott se mostrou convencido de que as probabilidades de uma queda livre em seu caso são bastante inferiores em relação aos anteriores, apesar de se dizer "preparado".

Os analistas determinaram que a explosão inoportuna de um eixo foi a causa do pouso balístico ou queda livre da "Soyuz TMA-10", em outubro de 2007, e da "Soyuz TMA-11", em abril deste ano.

O turista espacial, que teve que desembolsar US$ 30 milhões para sua viagem, classificou de justificado o alto custo e disse que trabalhou 30 anos para realizar seu sonho.

"Queria trabalhar para isso e o fiz. Do meu ponto de vista, é a melhor forma de investir meu dinheiro", ressaltou Garriott, filho do ex-astronauta americano Owen Garriott, e diretor-adjunto da agência de turismo espacial Space Adventures.

"Como empresário, considero que o cosmos é um meio no qual é preciso trabalhar e que deveria nos dar benefícios. Os empresários deveriam mostrar que ele pode ser produtivo. Eu já estou trabalhando nisso", declarou.

Segundo o cosmonauta russo Yuri Lonchakov, a tripulação número 18 na ISS realizará mais de 50 experimentos científicos russos em matéria de biotecnologia, biofísica e ecologia, e vários experimentos conjuntos entre a Rússia e a Agência Espacial Européia.

Garriott será o primeiro turista espacial a realizar experimentos científicos na plataforma orbital encomendados por organizações privadas e a fazer uma caminhada.

Robô da Nasa parte para nova missão em Marte

A Agência Espacial Americana (Nasa) vai enviar sua sonda Opportunity em uma missão de dois anos para tentar chegar a uma cratera chamada Endeavour, em Marte.

Depois de alcançar a cratera Victoria, que tem quase um quilômetro de diâmetro, terá que se mover cerca de 11 quilômetros para chegar até seu novo alvo, uma distância que vai dobrar o que a Opportunity já percorreu no planeta.

Segundo o repórter da BBC Stephen Jensen, a sonda já enviou ótimas imagens da cratera Victoria. Durante o caminho até a Endeavour, a Opportunity vai continuar estudando as pedras da superfície de Marte, mas nos meses de inverno a sonda não poderá se mover, pois não há luz do Sol suficiente para gerar energia.

A sonda já coletou informações importantes a respeito da geologia do planeta, incluindo provas de que já existiu água em Marte.

Além das expectativas
A cratera Endeavour é muito maior do que qualquer outra investigação feita pelas sondas - tem 22 quilômetros de diâmetro - e vai ampliar os tipos de rochas estudadas.

As duas sondas de exploração de Marte, Opportunity e Spirit, chegaram em 2004 em uma missão que, inicialmente, deveria durar apenas três meses. O desempenho dos dois robôs excedeu as expectativas de todos. No entanto, a Nasa admite que a nova missão da Endeavour será muito difícil.

"Podemos não chegar até lá, mas, cientificamente, é a coisa certa a fazer", disse Steve Squyres, da Universidade de Cornell, principal investigador para instrumentos científicos da Opportunity e da Spirit.

"A cratera é incrivelmente grande, comparada com tudo o que vimos antes". A equipe da missão em Marte prevê que a Opportunity possa viajar cerca de 100 metros por dia, numa jornada que deve levar dois anos.

Imagens detalhadas do satélite Mars Reconaissance Orbiter vão ajudar a escolher a melhor rota para a sonda. E um novo programa recentemente carregado na Opportunity permitirá que o robô tome suas próprias decisões sobre como contornar rochas maiores que fiquem no caminho.

A sonda não terá que lidar com os problemas de movimentação já enfrentados pela Spirit, que teve um defeito em uma das rodas e agora se move apenas de marcha à ré.

BBC Brasil

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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Tripulantes da "Atlantis" iniciam preparativos para missão

Os tripulantes da "Atlantis" iniciaram nesta segunda-feira os preparativos para a próxima missão, que tem como objetivo consertar e melhorar o telescópio espacial Hubble.

Na primeira etapa dessa preparação, o comandante Scott Altman e o piloto Gregory Johnson fizeram manobras simuladas de descida, enquanto os especialistas Michael Good, Megan McArthur, John Grunsfeld, Michael Massimino e Andrew Feustel se familiarizavam com o equipamento e os trajes que deverão utilizar durante a missão.

A "Atlantis" partirá em 10 de outubro às 1h43 (em Brasília) na quinta e última missão de serviço ao observatório espacial posto em órbita terrestre pela "Discovery" em 1990.

Um porta-voz da Nasa, a agência espacial americana, disse que na terça-feira os tripulantes farão testes de fuga de emergência na plataforma 39A, onde a nave está instalada.

Acrescentou que os novos instrumentos e equipamentos que a "Atlantis" levará ao Hubble já estão prontos para serem instalados no compartimento de carga da nave.

Cosmonautas da ISS tocarão violão e assistirão filmes

Os integrantes da próxima expedição à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) anteciparam nesta segunda que em seu tempo livre na plataforma pensam em tocar violão e gaita, ler, assistir filmes e jogos de futebol americano e se dedicar à fotografia.

Durante sua estadia de seis meses na ISS, o engenheiro russo Yuri Lonchakov tem intenção de tocar violão e gaita durante os poucos momentos de lazer que os cosmonautas terão na plataforma orbital.

"Felizmente, na ISS há um violão e (...) o tocarei em meu aniversário (14 de março) e cantaremos todos juntos", disse em entrevista à agência de notícias oficial russa "Itar-Tass".

Lonchakov, grande amante da música russa, levará uma coleção de canções e espera, além disso, que seus amigos lhe enviem pela internet as últimas novidades musicais.

"Agora estou aprendendo a tocar gaita, por isso terei com que me entreter", confessou o cosmonauta.

Lonchakov também tem a intenção de ler e "fazer imagens da superfície da Terra, dos mares, dos oceanos e da poluição das águas".

O segundo membro da tripulação, o astronauta americano Mike Fink, passará a maior parte de seu tempo livre lendo romances de ficção-científica e assistindo a jogos de futebol americano.

"Para relaxar, gosto de ler. Durante minha última expedição (em 2004, como integrante da missão número 9), li 40 livros". No entanto, como é "fisicamente impossível" levar semelhante quantidade de obras à ISS, Fink terá que se conformar com livros eletrônicos.

"Sou fanático por futebol americano. Em minha cidade natal (Pittsburg, na Pensilvânia) temos nossa própria equipe e meus amigos gravarão as partidas e as enviarão à ISS. Verei futebol americano no espaço. Será genial", acrescentou.

Ele afirmou, além disso, que sua segunda filha aprenderá a andar enquanto ele estiver no espaço e, por essa razã, lhe enviarão uma gravação com esse "momento tão importante".

Já o turista espacial Richard Garriott, filho do ex-astronauta americano Owen Garriott, levará à plataforma orbital várias jóias desenhadas por sua mãe.

Garriott disse que entre seus objetos pessoais, que não devem superar os dois quilos, levará "várias jóias, desenhos e pequenos recipientes de cerâmica".

"Meu negócio são os jogos de computador. Meu pai é técnico e minha mãe, artista, e no espaço queria unir simbolicamente todas as profissões de minha família", ressaltou.

Ele lembrou que há 35 anos seu pai "fotografou várias partes da superfície da Terra" e ele quer "captar imagens dos mesmos lugares, pois ver a evolução do planeta uma geração depois tem um grande valor científico".

Lonchakov, Fink e Garriott partirão rumo ao espaço à bordo da nave russa Soyuz TMA-13 no dia 12 de outubro.

sábado, 20 de setembro de 2008

Imagem mostra violenta colisão entre planetas

Pesquisadores americanos apresentaram ontem uma imagem mostrando como seria uma violenta colisão planetária entre astros do sistema binário na constelação de Áries. As informações são da agência Reuters.

Na imagem, podem ser vistas as massas de pó flutuando ao redor de dois planetas parecidos com a Terra. A poeira, resultante do choque, carregaria os destroços dos planetas que desapareceriam em meio à onda de energia produzida pela colisão.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Missão inédita para reparar Hubble tem nave reserva

O ônibus espacial Endeavour estará preparado para uma possível substituição caso o Atlantis sofra danos irreparáveis durante a missão que fará em outubro para reparar e modernizar o telescópio espacial Hubble, informa a Nasa, a agência espacial americana. O Endeavour já chegou à plataforma de lançamento, no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida, onde ficará de sobreaviso.

No caso de necessidade durante a missão, o Endeavour estará pronto para ser enviado ao espaço e socorrer os sete tripulantes da Atlantis. Depois do desastre da Columbia, todas as missões espaciais tripuladas norte-americanas contam com planos de resgate espacial.

Segundo a Nasa, a missão marcará a primeira vez que um ônibus espacial irá atuar como nave de salvamento. O objetivo é transportar novos componentes e conduzir extensos reparos espaciais de alguns instrumentos quebrados que estão integrados ao Hubble, estendendo a vida útil entre cinco e dez anos. O lançamento da Atlantis está marcado para o dia 10 de outubro, mas poderá ser adiado devido a problemas de carga.

"Caso consigamos de fato reparar os dois instrumentos quebrados (uma câmera e um espectrógrafo), estaremos na posição de dispor de cinco instrumentos plenamente funcionais pela primeira vez desde que o Hubble foi lançado", 18 anos atrás, disse Edward Weiller, diretor da divisão de ciência da Nasa. "Teremos o melhor Hubble de todos os tempos, não resta dúvida a respeito", disse Weiler a repórteres durante uma conversa em 8 de setembro no Centro de Vôo Espacial Goddard, da Nasa, em Greenbelt, Maryland.

Reparos no Hubble
Lançado em 1990, o Hubble não recebe manutenção desde 2002 e hoje orbita a cerca de 560 km acima da Terra. Ele foi construído com alças de apoio para mãos e barras de retenção para os pés, o que permite que astronautas trabalhem nele, no espaço.

Mesmo assim, as missões anteriores de reparos e de modernização envolveram apenas a instalação de novos componentes e a remoção de outros. O plano irá reparar a câmera defeituosa e o espectrógrafo, que deixou de funcionar em 2004.

Os espectrógrafos medem os comprimentos de onda e a cor da luz proveniente de objetos, revelando informações essenciais tais como a composição química de corpos celestes e dos gases que os cercam.

O elaborado trabalho de reparo do aparelho vai exigir que o astronauta Mike Massimino remova 111 parafusos, usando uma ferramenta especialmente criada para a atividade. Entre os instrumentos adicionais que ao astronautas instalarão no Hubble estão:

- Um novo espectrógrafo, mais sensível às faixas de onda do extremo ultavioleta, o que permitiria que o Hubble vasculhe de maneira mais profunda a estrutura em larga escala do universo.
- Novos giroscópios e baterias que manterão o satélite abastecido de energia e posicionado de maneira correta.
- Um mecanismo para que um foguete se acople ao Hubble e o conduza em segurança na direção da Terra, quando o telescópio enfim vier a ser desativado.

Explosão misteriosa reforçou brilho de estrela

As estrelas estão equipadas de camadas como as múltiplas peles de uma cebola, e essas camadas se destacam delas em explosões ferozes antes do golpe final, e mortífero - uma supernova -, que as transforma em buracos negros, de acordo com uma nova teoria sobre a morte de estrelas. Essas explosões repetitivas são poderosas demais para que a causa sejam os ventos estelares, como se acreditava anteriormente, de modo que devem provir de uma nova espécie de explosão originada no interior da estrela, dizem os astrônomos.

A teoria foi proposta recentemente em um estudo comandado por Nathan Smith, astrônomo da Universidade da Califórnia em Berkeley.

Usando telescópios de base terrestre, Smith decidiu observar de mais perto a Nebulosa de Homunculus, formada por material ejetado durante a explosão da Eta Carinae, a mais luminosa estrela da Via Láctea, que se localizava naquele quadrante espacial e explodiu em 1843. A explosão causou um ganho súbito e misterioso de brilho na estrela.

Na nebulosa, Smith localizou novos fachos de gás de velocidade mais alta - rápida demais para que seja possível propor os ventos estelares como explicação.

"Ainda não sabemos qual é o mecanismo que daria início à explosão, para começar", disse Smith, "mas ao menos agora sabemos que aconteceu uma explosão que temos de explicar". O novo estudo foi publicado pela revista Nature.

O dobro da potência
Os pesquisadores já haviam observado explosões não fatais em outras estrelas em estágio avançado de sua existência. Ocasionalmente conhecidas como "supernovas impostoras", suas explosões são ainda menos compreendidas que as das supernovas.

Usando dois telescópios no Observatório Inter-Americano de Cerro Tololo e do Observatório Internacional Gemini, no Chile, Smith observou uma vez mais a Nebulosa de Homunculus e outra casca de material ejetado, cuja idade é estimada em cerca de mil anos.

A maior parte do material ejetado pelas duas detonações está se deslocando a velocidades baixíssimas, da ordem de 2,4 milhões de quilômetros por hora (ou 1.040 quilômetros por segundo). Mas os filamentos de gás que Smith acaba de descobrir estão se movendo muito mais rápido, e começam a se aproximar do material ejetado na explosão de mil anos atrás. A descoberta potencialmente duplica a potência da erupção da Eta Carinae.

Sem novidade?
Douglas Currie, astrofísico da Universidade de Maryland em College Park, reportou alguns jatos de gás de alta velocidade em Homunculus já em 2002, mas diz que a velocidade informada pelo novo estudo é significativamente maior - possivelmente o dobro - do que havia sido constatado anteriormente.

Ele não concorda em que a teoria de Smith represente inovação, porque outros pesquisadores já haviam desconfiado de causas diferentes do vento estelar para o movimento em alta velocidade de gases.

"Eu diria que se trata de uma nova e forte prova que demonstra que a explosão em questão foi de um tipo diferente", ele afirmou.

Mas Smith, o líder do projeto, disse que as velocidades descritas anteriores ficavam no limite extremo do que poderia ser produzido pelos ventos estelares, e que as novas velocidades, ainda que apenas ligeiramente mais rápidas, engendram novas questões.

Ele disse que os resultados "podem alterar nossa interpretação quanto ao acontecido no evento de 1843, e o que isso acarreta para nossa compreensão das estrelas mais maciças".

"Isso significa essencialmente, que ainda não compreendemos plenamente o que acontece no interior profundo das estrelas maciças pouco antes de sua extinção", ele afirmou.

Tradução: Paulo Migliacci

Marte: análise de imagens prova longa existência de água

O planeta Marte abrigou água durante bilhões de anos, mais do que se achava, mostra a análise de imagens transmitidas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter da Nasa.

Catherine Weitz, cientista do Instituto de Ciências Planetárias, afirma em um relatório divulgado nesta sexta-feira pela revista Geophysical Research Letters que essas imagens evidenciam processos permanentes de precipitação e fluxos de água. Acrescenta que ocorreram durante a "era hesperiana", entre 3 bilhões e 3 bilhões e 700 milhões de anos, principalmente nas planícies que rodeiam o Valle Marineris, um enorme "canyon" que se estende por quase uma quarta parte do planeta em torno de sua linha equatorial.

Até agora muitos estudos afirmavam que os deslizamentos causados pelas precipitações pluviais terminaram no primeiro bilhão de anos do planeta.

No entanto, após estudar as imagens dos depósitos de sedimentos nas planícies, a equipe científica liderada por Catherine determinou que houve água nas regiões equatoriais durante um tempo muito mais prolongado.

A existência de água em Marte foi confirmada há três anos pelos veículos exploradores da Nasa, "Spirit" e "Opportunity".

A análise dos tons na cor dos sedimentos começou com as aproximações ao planeta da sonda "Mariner" durante a década de 1970.

Mas, as câmaras da "Mars Reconnaissance Orbiter" são muito mais potentes, proporcionam imagens de primeiro plano e captam com grande resolução objetos de até um metro de diâmetro.

Catherine disse que o estudo das imagens revelou que os tons na cor dos sedimentos nas planícies é muito diferente ao dos de Valles Marineris.

"Há muitas variações no brilho, na cor e na erosão que não vemos dentro de Valles Marineris", disse.

"Isto sugere que os processos que criaram os depósitos fora de Valles Marineris foram diferentes aos do interior", acrescentou.

A equipe de cientistas também descobriu que alguns vales do planeta provavelmente foram criados pelo fluxo de água em duas áreas de sedimentos de cor mais clara, perto de Valles Marineris, diz o relatório.

"Estes tons mais claros nas planícies estão vinculados a uma atividade fluvial que não ocorreu em pequenos setores ou durante períodos breves, mas em uma escala muito maior e durante um lapso muito prolongado", disse Catherine.

Divulgada imagem de cânions de Marte

A E.U. Geological Survey divulgou nesta quinta-feira imagens que mostram a superfície de Marte como um belo mosaico. Nela, os Valles Marineris estão projetados em perspectiva, produzindo uma imagem semelhante à que pode ser vista a partir de uma nave espacial há 2.500 km de distância do planeta vermelho. As informações são da agência AFP.

Os Valles Marineris, que aparecem no centro da imagem, são um sistema de cânions com 2 mil km de comprimento e 8 km de profundidade. Eles estão localizados sobre o equador de Marte e se estendem por quase um quarto da circunferência do planeta.

Do centro dos cânions partem vários canais fluviais que aparecem na cor azul. E as manchas vermelhas escuras à esquerda da imagem são os três vulcões Tharsis com cerca de 25 km cada um.

A imagem mostra os Valles Marineris como podem ser vistos desde uma nave espacial há 2.500 km de distância do planeta vermelho
A imagem mostra os Valles Marineris como podem ser vistos desde uma nave espacial há 2.500 km de distância do planeta vermelho

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Nave de carga russa se acopla à Estação Espacial

A nave de carga russa Progress M-65, lançada em 11 de setembro do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, acoplou-se nesta quarta-feira à Estação Espacial Internacional (ISS), informou a agência de notícias russa Interfax. O acoplamento aconteceu de maneira automática, acrescentou a agência.

Os astronautas a bordo da ISS devem abrir a câmara da Progress, na quinta-feira, completou a Interfax.

Inicialmente, o acoplamento da Progress M-65 estava previsto para 13 de setembro, mas foi adiado por vários dias por causa do furacão Ike, que provocou a evacuação do pessoal do centro da Nasa, a agência espacial americana, em Houston, responsável pelo controle de vários sistemas de vôo e pelo funcionamento da ISS.

A nave transporta 2,5 t de carga, principalmente combustível, água, oxigênio, comida, equipamentos científicos e um novo escafandro para a equipe da ISS, além dos russos Serguei Volkov e Oleg Kononenko e o americano Greg Chamitoff.

Hubble flagra alinhamento de galáxias

A Nasa divulgou ontem uma fotografia de um raro alinhamento entre duas galáxias espirais. A imagem foi capturada pela lente do Telescópio Espacial Hubble. As informações são da agência AFP.

Na foto, a silhueta da borda exterior da galáxia em primeiro plano pode ser percebida na frente da grande galáxia que se abre ao fundo.

Dos telescópios da Terra, não é possível distinguir as duas galáxias na imagem pois elas parecem uma só. Mas a poderosa lente do Hubble mostra com perfeição as fronteiras entre as galáxias catalogadas como 2MASX J00482185-2507365.

A imagem foi capturada em 19 de setembro de 2006.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

China anuncia nomes dos astronautas de próxima missão

A China anunciou nesta terça os nomes dos três astronautas que embarcarão na terceira missão espacial tripulada do país, cujo lançamento está previsto para o dia 25 de setembro, segundo informou a imprensa estatal.

Zhai Zhigang, Liu Boming e Jing Haipeng serão os três homens a bordo do foguete Shenzhou VII.

Os três astronautas têm 42 anos, são pilotos do Exército de Libertação Popular (ELP), membros do Partido Comunista e fizeram parte da equipe de apoio da missão Shenzhou VI no ano passado, no qual dois astronautas viajaram pelo espaço durante cinco dias.

Zhai nasceu na província noroeste de Heilongjiang, se incorporou ao Exército em 1985 e acumula mil horas de vôo.

A tripulação está ocupada com os últimos preparativos e todos se encontram em boas condições físicas e mentais, segundo a rede de televisão chinesa CFTV.

O primeiro passeio de um astronauta chinês no espaço será transmitido ao vivo por um pequeno satélite equipado com câmeras instaladas na nave.

A China deu início a seu programa espacial tripulado em 1999 e em 2003 pôs seu primeiro astronauta, Yang Liwei, em órbita a bordo do Shenzhou V. Dois anos mais tarde, Fei Junlong e Nie Haisheng voaram durante cinco dias no Shenzhou VI.

Se as condições climáticas forem adequadas, o lançamento será no próximo dia 25 deste mês às 9h (22h de Brasília), do centro de lançamento de satélites Jiuquan, situado na província noroeste de Gansu.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Nasa anuncia nova missão não tripulada para estudar atmosfera de Marte

A Nasa enviará uma missão robótica a Marte para recolher informação sobre a atmosfera do planeta, anunciou hoje a agência espacial americana.

A missão não tripulada, que se chamará "Maven" (Atmosfera de Marte e Evolução Volátil, em inglês), também fará um estudo da história atmosférica e da habitabilidade do planeta, disse a Nasa em comunicado.

Segundo Doug McCuistion, diretor do Programa de Prospecção de Marte, a missão que partirá no final de 2013 "proporcionará as primeiras medições diretas com o objetivo de responder a dúvidas científicas chave sobre a evolução do planeta".

A "Maven" chegará a Marte no segundo semestre de 2014 e usará seu sistema de propulsão para ingressar em uma órbita elíptica que oscilará entre os 150 quilômetros aos quase seis mil quilômetros do planeta.

A nave contará com oito instrumentos científicos e também será utilizada como enlace nas comunicações de outras missões robóticas que estejam na superfície do planeta, disse o comunicado.

Em seu passado remoto, a atmosfera marciana, muito mais densa que a atual, apoiou a existência de água em forma líquida na superfície e "Maven" fará medições sobre a perda desta, que oferecerão algumas pistas sobre a evolução do planeta, afirmou.

Segundo McCuistion, o virtual desaparecimento da atmosfera foi há muito tempo um mistério que os cientistas não puderam resolver e "''Maven'' nos ajudará a elucidá-lo".

O desenho da nave se baseará nos das sondas "Mars Reconnaissance Orbiter" e "Mars Odyssey", que estão operando em uma órbita em torno do planeta, disse a Nasa.

Fotografado planeta em estrela semelhante ao Sol

Cientistas obtiveram as primeiras imagens de um planeta extra-solar que orbita uma estrela muito parecida com o Sol. Quase todos os cerca de 300 planetas já descobertos fora do nosso Sistema Solar foram localizados por meios indiretos - como a oscilação gravitacional que eles exercem ao passar diante de suas estrelas.

Até que na segunda-feira a Universidade de Toronto anunciasse que seus cientistas usaram o telescópio Gemini North, em Mauna Kea (Havaí, EUA) para capturar imagens diretas do planeta, que tem o tamanho aproximado de Júpiter, mas cerca de oito vezes mais massa. Ele é também muito mais quente que Júpiter.

Esse planeta e sua provável estrela ficam na nossa galáxia, a Via Láctea, a cerca de 500 anos-luz da Terra, segundo os cientistas.

"Sempre foi uma meta tirar uma foto de um planeta em torno de outra estrela. O desafio, claro, é que os planetas são muito, muito mais pálidos que as estrelas", disse por telefone Ray Jayawardhana, um dos cientistas envolvidos.

De todos os planetas extra-solares conhecidos, este é o que orbita mais longe da sua estrela. Ele fica quase 11 vezes mais longe da sua estrela do que Netuno - o planeta mais "periférico" do nosso sistema. Agora, os cientistas estão trabalhando para confirmar se o planeta de fato orbita a estrela que parece orbitar, mas esse estudo ainda pode levar dois anos.

"A estrela é muito típica. É como o Sol, só que mais nova. Mas o planeta é bem raro. Está entre os que mais têm massa entre os planetas extra-solares já encontrados. E também está muito distante da sua estrela", acrescentou Jayawardhana.

Até agora, os únicos objetos semelhantes a planetas vistos diretamente fora do Sistema Solar estavam flutuando livremente, e não orbitando estrelas, ou então orbitavam anãs-marrons, estrelas "defeituosas" que não atingiram a massa necessária para desencadear a fusão nuclear típica das estrelas normais.

Os cientistas dizem ter se beneficiado de uma tecnologia que reduz distorções da turbulência na atmosfera terrestre. Jayawardhana afirmou que os cientistas encontraram evidências de água e monóxido de carbono na atmosfera do planeta. Mas o lugar não parece apto a ter vida, já que provavelmente é do tipo gigante gasoso, além de jovem demais.

A estrela em questão é uma recém-nascida, com seus cerca de 5 milhões de anos de idade. O Sol tem 4,5 bilhões de anos.

A estrela semelhante ao Sol, no centro, e o planeta extra-solar, no alto, à esquerda
A estrela semelhante ao Sol, no centro, e o planeta extra-solar, no alto, à esquerda

Nasa: reparos deixarão o Hubble ainda mais poderoso

A quinta e última viagem de uma tripulação de ônibus especial norte-americana com o objetivo de reparar e modernizar o Telescópio Espacial Hubble vai tornar o histórico telescópio ainda mais poderoso, anunciaram dirigentes da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa).

Uma missão do ônibus espacial marcada para a metade de outubro vai transportar novos componentes e conduzir extensos reparos espaciais - em um procedimento inédito - de alguns instrumentos quebrados que estão integrados ao observatório espacial orbital.

Com a aposentadoria da frota de ônibus espaciais da Nasa, a viagem será quase certamente a última oportunidade para que astronautas alterem e melhorem o telescópio que ajudou cientistas a determinar a idade do universo - 137 bilhões de anos - e popularizou imagens do espaço profundo.

"Caso consigamos de fato reparar os dois instrumentos quebrados (uma câmera e um espectrógrafo), estaremos na posição de dispor de cinco instrumentos plenamente funcionais pela primeira vez desde que o Hubble foi lançado", 18 anos atrás, disse Edward Weiller, diretor da divisão de ciência da Nasa. "Teremos o melhor Hubble de todos os tempos, não resta dúvida a respeito", disse Weiler a repórteres durante uma conversa em 8 de setembro no Centro de Vôo Espacial Goddard, da Nasa, em Greenbelt, Maryland.

A missão tem por meta estender a vida do telescópio espacial em cinco anos. Mas Weiler disse que os reparos talvez consigam mantê-lo em funcionamento por até uma década adicional.

Reparos no Hubble
Lançado em 1990, o Hubble foi construído com alças de apoio para mãos e barras de retenção para os pés, o que permite que astronautas trabalhem nele, no espaço. Mesmo assim, as missões anteriores de reparos e de modernização envolveram apenas a instalação de novos componentes e a remoção de outros.

O plano de reparar a câmera e o espectrógrafo defeituosos durante as caminhadas espaciais da missão do mês que vem é inédito para a Nasa, de acordo com dirigentes da organização.

Os instrumentos "não foram projetados de maneira a facilitar reparos... da maneira que pretendemos fazer", disse John Grunsfeld, um astronauta do programa do ônibus espacial da Nasa que já visitou o Hubble duas vezes, entre as cinco missões espaciais de que participou.

Em entrevista coletiva no dia 9 de setembro, ele brincou dizendo aos jornalistas que "eles vão me mandar de volta ao espaço porque esqueci uma ferramenta essencial dentro do telescópio e só eu sei como encontrá-la".

111 parafusos
Depois que o ônibus espacial, o Atlantis, se encontrar em órbita com o telescópio espacial, em outubro, o astronauta Mike Massimino substituirá o revestimento de um painel eletrônico em um espectrógrafo do Hubble que deixou de funcionar em 2004.

Espectrógrafos medem os comprimentos de onda e a cor da luz proveniente de objetos, revelando informações essenciais tais como a composição química de corpos celestes e dos gases que os cercam.

O elaborado trabalho de reparo do aparelho vai exigir que Massimino remova 111 parafusos, usando uma ferramenta especialmente criada para esse trabalho.

Entre os instrumentos adicionais que ao astronautas da Nasa instalarão no Telescópio Espacial Hubble durante a missão de reparos e modernização estão:

- Um novo espectrógrafo, mais sensível às faixas de onda do extremo ultavioleta, o que permitiria que o Hubble vasculhe de maneira mais profunda a estrutura em larga escala do universo.
- Novos giroscópios e baterias que manterão o satélite abastecido de energia e posicionado de maneira correta.
- Um mecanismo para que um foguete se acople ao Hubble e o conduza em segurança na direção da Terra, quando o telescópio enfim vier a ser desativado.

Segurança em primeiro lugar
O Hubble, que hoje orbita a cerca de 560 km acima da Terra, não recebe manutenção desde 2002. Preocupações de segurança causadas pela destruição do ônibus espacial Columbia, em 2003, retardaram a realização dessa missão final de reparos, que havia sido marcada inicialmente para 2004 e posteriormente adiada para 2006.

Durante a missão marcada para outubro, um segundo ônibus espacial - o Endeavor - estará pronto para lançamento em caso de necessidade, e poderá ser enviado ao espaço para socorrer os sete tripulantes da Atlantis em caso de problemas.

Depois do desastre da Columbia, todas as missões espaciais tripuladas norte-americanas contam com planos de resgate espacial em caso de necessidade.

As missões posteriores ao desastre do Columbia que o programa do ônibus espacial realizou até o momento se destinavam todas à Estação Espacial Internacional, que é considerada como um refúgio seguro para os astronautas caso algum problema impeça o retorno de sua espaçonave à Terra.

Mas a estação espacial fica longe demais do Hubble para que possa ser utilizada para fins de resgate, o que torna necessário manter preparado para lançamento o segundo ônibus espacial.

Tradução: Paulo Migliacci

Foguete russo chega à base de lançamento no Cazaquistão

O foguete russo Proton-M, que carrega o satélite canadense de comunicação Nimiq 4, foi transportado nesta segunda-feira para a base de lançamento na cidade de Baikonur, no Cazaquistão. O lançamento está previsto para acontecer no dia 18 de setembro, próxima quinta-feira. As informações são da agência AFP.

O Proton-M levará o satélite até a órbita geoestacionária onde será posto em funcionamento.

O Cosmódromo de Baikonur é uma das bases de lançamento de foguetes mais antiga do mundo. Inaugurado na década de 1950, ele é utilizado pela Rússia mediante pagamento de um aluguel anual de 115 milhões de dólares.

O foguete russo Proton-M carrega o satélite canadense de comunicação Nimiq 4
O foguete russo Proton-M carrega o satélite canadense de comunicação Nimiq 4

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Rússia ampliará orçamento espacial em US$ 1,7 bi

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, anunciou que o programa espacial russo receberá um financiamento adicional de 45 bilhões de rublos (aproximadamente US$ 1,75 bilhão). "Tenho sobre minha mesa para assinar o documento relativo ao financiamento adicional do programa espacial russo por um montante de 45 bilhões de rublos", declarou Putin depois de se reunir com o vice-primeiro-ministro Serguei Ivanov.

Durante a reunião, Ivanov disse que os meios adicionais serão destinados, "em primeiro lugar, ao projeto de uma nova base russa no leste do país, na região de Amur", aponta o serviço de imprensa do Governo russo.

"O segundo ponto é o cumprimento de todos os programas de vôo que a Rússia realiza no que concerne à cooperação internacional e de todos os nossos compromissos com a Estação Espacial Internacional (ISS) e a criação de novos segmentos" na plataforma orbital, comentou Ivanov. O terceiro aspecto se refere à fabricação de dispositivos espaciais destinados à pesquisa científica e ao exame por controle remoto a partir da Terra.

Trata-se "de uma série de dispositivos espaciais destinados a aumentar o rendimento de nossa economia, da meteorologia, da previsão do tempo e, é claro, das pesquisas científicas", ressaltou. Lembrou, além disso, que o programa russo Cosmos é "inteiramente civil".

Putin assinou uma disposição do Governo para o aumento em 67 bilhões de rublos (cerca de US$ 2,6 bilhões) do orçamento destinado ao sistema global russo de posicionamento e navegação Glonass, análogo ao GPS americano e ao Galileu europeu. Ivanov afirmou que este financiamento adicional será destinado especialmente à ampliação do número de artefatos cósmicos.

"Este ano seis novos aparelhos Glonass serão colocados em órbita, por isso, seu número já será de 22. E até 2012 temos intenção de que o sistema Glonass não só cubra a Federação da Rússia, mas todo o globo terrestre", declarou.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

ISS: furacão Ike adia acoplamento de nave russa

O acoplamento da nave russa não tripulada Progress à Estação Espacial Internacional (ISS), que estava programado para amanhã, foi adiado até a próxima quarta-feira devido ao furacão Ike, informou hoje a Nasa, a agência espacial americana.

Um comunicado da Nasa explicou que a medida foi tomada após ser ordenado o fechamento das instalações do Centro Espacial Johnson em Houston (Texas), diante da proximidade da tempestade. A maior parte das operações da ISS, que está em uma órbita a quase 400 km da Terra, é controlada a partir do Centro Espacial Johnson.

Esse controle foi transferido para as instalações da Nasa perto de Austin (Texas) e Huntsville (Alabama), com o acordo das autoridades espaciais russas, disse o comunicado. A Nasa acrescentou que os controles russos da missão transmitirão ordens às equipes da Progress para que a nave se instale em uma órbita segura.

China prepara o lançamento do "Shenzhou-VII"

O programa espacial da China, terceiro país que levou astronautas ao espaço, prepara os últimos detalhes para o lançamento de sua terceira nave, o "Shenzhou-VII", com três tripulantes que realizarão o primeiro "passeio espacial" de um cosmonauta chinês.

Equipes de resgate marítimo - estabelecidas no caso de a decolagem da nave falhar e os astronautas caírem em alto-mar - fizeram ontem, uma simulação de salvamento na foz do rio Yang Tsé (leste do país), informou a agência oficial Xinhua.

Estas equipes "já estão preparados para o lançamento", destacou o vice-ministro de Transporte chinês, Xu Zuyuan, que participou da simulação.

O lançamento da "Shenzhou VII" será feito a partir da base espacial de Jiuquan, na província nordeste de Gansu em um dia ainda não fixado entre 25 e 30 de setembro, dependendo das condições meteorológicas destes dias.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Poderosa explosão estelar é perceptível a olho nu

O satélite Swift, da Nasa, captou em março uma poderosa emanação de raios gama provenientes da explosão de uma estrela, cuja excepcional intensidade luminosa foi perceptível a olho nu, informou a agência americana.

Essa observação do Swift deu aos astronautas as imagens mais detalhadas, até hoje, de um evento cósmico dessa natureza. O fenômeno também foi capturado por outros satélites e telescópios na Terra.

Swift detectou a explosão da estrela a 7,5 bilhões de anos-luz, na constelação de Bouvier, às 6h13 GMT (3h13 de Brasília), de 19 de março. A emanação de raios gama esteve quase diretamente orientada para a Terra.

"Swift é conhecido por detectar explosões excepcionalmente potentes de raios gama e, com essa explosão, realmente capturamos uma grande quantidade", confirmou o astrônomo e principal cientista da missão, Neil Gehrels, do Centro de Vôos Espaciais Goddard, da Nasa, em Maryland (leste dos EUA).

Uma explosão dessa intensidade na direção da Terra é um evento raro, que acontece aproximadamente uma vez a cada década, disseram os astrônomos, que o nomearam GRB 080319B. Em um estudo que aparecerá na última edição da revista britânica Nature, nesta quinta-feira, a astrônoma Judith Racusin, da Universidade da Pensilvânia (leste), e uma equipe de 92 pesquisadores descrevem todas as observações do Swift iniciadas 30 minutos antes da explosão da estrela e durante os meses seguintes, para analisar seus efeitos.

Os cientistas concluíram que a extraordinária luminosidade resultou de uma emanação de materiais estelares projetados diretamente para a Terra, quase na velocidade da luz.

Imagem artística da European Southern Observatory (ESO) mostra a exepcional emanação de raios gama com a maior intensidade luminosa já vista
Imagem artística da European Southern Observatory (ESO) mostra a exepcional emanação de raios gama com a maior intensidade luminosa já vista

Turista espacial faz treinamento para viagem à ISS

O americano Richard Garriott, próximo turista espacial, está realizando uma série de treinamentos no centro espacial Star City, perto de Moscou, na Rússia, antes da viagem que fará ao espaço no próximo mês de outubro, informa a agência Reuters. Em parceria com o Centro Educacional de Ciência Espacial Challenger, Garriott terá a missão de retomar atividades educacionais na passagem pela Estação Espacial Internacional (ISS).

» Veja mais fotos do turista

A missão espacial da qual Richard participará, na nave espacial Soyuz TMA-13, estarão também o astronauta americano Michael Fincke e o cosmonauta russo Yury Lonchakov.

Em órbita, Garriot terá uma série de atividades de ensino programadas para interagir com estudantes espalhados por todo o mundo, como entrevistas e conferências ao vivo. Os alunos poderão aprender importantes conceitos da física e o que ocorre na microgravidade do ambiente espacial.

Além disso, sua passagem será registrada em webcasts, podcasts, blogs e vídeos, que estarão disponíveis no Youtube.

Fora o trabalho educacional, Garriott também levará ao espaço um material que está reunindo para uma cápsula do tempo, com mostras de DNA, textos com a história das maiores conquistas da humanidade e mensagens pessoais. O objetivo é, segundo o americano, possibilitar que "a raça humana seja ressuscitada com o DNA, no caso pouco provável de a Terra e a humanidade serem destruídas".

Soyuz
A expedição número 18, integrada pelo cosmonauta russo Yuri Lonchakov e pelo americano Michael Fink, partirá para o espaço do cosmódoromo de Baikonur, no Cazaquistão, no dia 12 de outubro. O astronauta americano Richard Garriott é o membro da tripulação número 15.

A expedição, que permanecerá seis meses na plataforma orbital, realizará uma caminhada para instalar um novo equipamento científico na superfície da ISS.

O americano Richard Garriott retomará atividades educacionais na viagem ao espaço, marcada para outubro
O americano Richard Garriott retomará atividades educacionais na viagem ao espaço, marcada para outubro

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Divulgadas imagens do satélite que estudará a Terra

A Agência Espacial Européia (ESA) divulgou nesta terça-feira imagens do projeto do satélite GOCE, que irá investigar o campo gravitacional da Terra e mapear sua forma com resolução e precisão sem precedentes. A missão é considerada a mais sofisticada já realizada em pesquisas sobre o nosso planeta. As informações são do site da ESA.

Os dados resultantes da investigação do GOCE, poderão fornecer um mapa de alta resolução da superfície do planeta e de suas de anomalias gravitacionais. Segundo especialistas, este tipo de mapa não só irá melhorar muito o conhecimento sobre a estrutura interna da Terra, mas também será utilizado como referência para uma melhor compreensão à respeito da circulação dos oceanos, incluindo alterações do nível do mar, do clima e das calotas polares.

O lançamento, que estava previsto para acontecer no dia 10 de setembro, será adiado devido a problemas verificados em um dos subsistemas de navegação. Segundo informações da ESA, será necessário substituir a unidade defeituosa.

O lançamento foi remarcado para o dia 5 de outubro na mesma base, Plesetsk, no norte de Rússia. De acordo com a Agência, o satélite e a sua missão não serão prejudicados pelo atraso no lançamento.

O satélite GOCE tem como missão investigar o campo gravitacional da Terra e mapear sua forma com resolução e precisão sem precedentes
O satélite GOCE tem como missão investigar o campo gravitacional da Terra e mapear sua forma com resolução e precisão sem precedentes

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Lixo se torna o maior perigo para astronautas em missão no "Hubble"

Os restos de satélites e de outros materiais que orbitam em torno da Terra serão o principal perigo para os astronautas que realizarão no mês que vem tarefas de reparação e serviço do telescópio espacial "Hubble", revelou hoje a Nasa, a agência espacial americana.

"Esse é nosso maior perigo", disse John Shannon, diretor do programa de naves, em entrevista coletiva do Centro Espacial Johnson, da Nasa, em Houston (Texas).

Segundo Shannon, as possibilidades matemáticas de que um desses pedaços de material em órbita atinja algum dos astronautas são de 1 em 185.

Quando se trata de tarefas realizadas ao redor da Estação Espacial Internacional (ISS), essas possibilidades são de 1 em 300, acrescentou.

A órbita do "Hubble" está a aproximadamente 560 quilômetros da Terra onde é maior a quantidade de materiais de outras naves ou de foguetes. A órbita da ISS é inferior a 400 quilômetros.

As tarefas de reparação e serviço do "Hubble" serão realizadas em uma missão de 11 dias que feita pelo "Atlantis" no próximo mês.

A nave, que foi instalada na plataforma de lançamento no fim de semana passado, partirá no dia 10 de outubro em direção ao observatório espacial.

Astrônoma da Nasa conta segredos do Hubble e de planetas

Heidi Hammel, 48, astrônoma planetária formada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), tem duas missões profissionais. A primeira é aprender tudo que puder sobre Netuno e Urano, dois gigantes gelados. A segunda é comunicar os conhecimentos sobre o espaço aos cidadãos comuns.

Em 1994, quando o cometa Shoemaker-Levy 9 colidiu contra Júpiter, Hammel era a líder da equipe que analisou as fotos do evento obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble. Também servia como representante da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa), explicando o aspecto científico do caso a audiências televisivas em todo o mundo. Conversamos em sua casa, em Ridgefield, Connecticut, e mais tarde pelo telefone. Eis uma versão editada das conversações.

A Nasa está preparando uma missão que reparará o Hubble pela última vez. Depois, caso ele deixe de funcionar, será abandonado sem manutenção para morrer no espaço. Isso a incomoda?
Olha, por mais que eu ame o Hubble, é hora de construir novas ferramentas para observar as coisas.

Estou trabalhando com a equipe de planejamento do próximo grande telescópio espacial norte-americano, o James Webb, que deve ser lançado em 2013. O Webb conseguirá registrar imagens de regiões do universo que são simplesmente inacessíveis ao Hubble.

Ele será maior e poderá captar porções do espectro que o Hubble não enxerga. Com o Webb, temos o potencial de responder a perguntas sobre as origens de mais ou menos tudo no universo.

Por que é preciso escolher entre Hubble e Webb? Por que os astrônomos não podem ter os dois?
Não há dinheiro suficiente para tudo. O Hubble já durou muito mais do que a maioria das pessoas esperava. Não pretendíamos que ele durasse para sempre.

Vamos falar sobre a sua ciência. A senhora vê astrônomos como detetives ou como repórteres investigativos?
Creio que todo cientista é uma espécie de detetive. Ficamos felizes ao descobrir alguma coisa que não se enquadra às nossas expectativas.

Meu trabalho muitas vezes envolve analisar imagens de planetas obtidas pelo Hubble ou por telescópios instalados em Terra, como o Keck, no Havaí.

Se vejo algo que não se enquadra àquilo que já sabemos, a primeira coisa que experimento tento é tentar descobrir o que existe de errado com os dados. Se você o faz e a observação continuar a parecer errada, é aí que as coisas começam a ficar interessantes.

A senhora pode me contar um exemplo disso em suas pesquisas?
Em 1989, quando a Voyager 2 passou por Netuno, vimos pela primeira vez um grande ponto escuro no hemisfério sul do planeta. Eu recorri a um telescópio terrestre para observação em tempo real, e o ponto escuro não estava visível. Eu só conseguia ver três nuvens brilhantes no local em que ele deveria estar.

Depois, em 1993, observei Netuno de novo e os pontos brilhantes estavam todos nos hemisfério norte. Um ano mais tarde, o Hubble obteve imagens de Netuno, e nelas o ponto escuro do sul tinha claramente desaparecido. Não voltou ainda. Não sabemos o motivo.

Mas descobrimos algo importante: que Netuno era capaz de mudar dramaticamente em cinco anos.

Sua especialidade é Netuno e Urano, que muitos consideram como os planetas mais chatos do Sistema Solar. Por que escolher astros com tão pouco carisma?
Não são chatos. Mudam muito. Mas não podemos dizer que sejam os humoristas do sistema. Ninguém os respeita muito. São conhecidos como "gigantes gelados". Mas são ótimos para um pesquisador, porque ficam nos limites externos do sistema e são menos estudados que os planetas mais próximos. Por isso, sempre que faço uma observação, o que estou registrando é completamente novo.

Estamos reescrevendo os manuais sobre Urano. As observações recentes contrariam hipóteses do passado. Pensávamos na atmosfera de Urano como morta, mas ela não está morta.

Ainda que não seja um dos seus planetas, a senhora tem acompanhado as notícias recentes sobre Marte?
Sim. São muito animadoras. A terra é boa. Existe gelo. Pode haver lugares em que o gelo seja mais acessível. Significa que não existem motivos físicos que nos impeçam de colonizá-lo, se o destino da humanidade assim requerer.

Por fim somos capazes de detectar do que Marte é feito.

Tento acompanhar as descobertas em Marte porque, em certo nível, o Sistema Solar é uno. Coisas que acontecem em uma parte dele são relevantes para as demais. A química da superfície de Marte permite que conheçamos a química de outras partes do Sistema Solar.

Estamos nos aproximando de descobrir possível vida fora do Sistema Solar?
A questão se tornou divertida agora que estamos descobrindo planetas em órbita de outras estrelas. Meu computador tem um programa que computa quantos novos planetas foram localizados fora do Sistema Solar. O total já ultrapassa 300. A maioria deles foram localizados nos últimos anos, e o ritmo de descoberta vem se acelerando.

Temos de avançar passo a passo. O primeiro passo é encontrar um planeta com tamanho semelhante ao da Terra, à distância correta de sua estrela para que água tenha existido em forma líquida por período suficiente para permitir vida na forma como a conhecemos.

A próxima questão seria determinar como podemos dizer se existe vida presente, se o planeta estiver distante demais para que o possamos fotografar. Teremos de estudar a química atmosférica e procurar sinais de que ela foi modificada presença de vida. Essa seria a pista.

Como a senhora desenvolveu seu talento para explicar ciência a leigos?
Meu tio Larry foi meu modelo de teste. Quando eu era estudante, ia para casa nos feriados e, nos intervalos do jogo de futebol americano ele me perguntava em que eu estava trabalhando. Sabia que só dispunha de 30 segundos para explicar àquele cara que trabalhava em uma fábrica de caminhões o que eu fazia.

Ele queria só o quadro geral. E eu respondia rapidamente que usava grandes telescópios para localizar planetas e descobrir do que eles são feitos. Todo cientista deveria ser capaz disso.

A senhora faz astronomia trabalhando de casa. Como consegue?
Basta ter computadores e uma rede rápida. Eu tenho um computador conectado à Internet e outro isolado. Um é para análise de dados e outro para e-mails.

Como a senhora impede que seus três filhos atrapalhem seu trabalho?
Eles e meu marido tiveram de aprender que, quando fecho a porta, fica fechada. E eu tive de aprender a priorizar. É preciso organizar o tempo e antecipar os problemas inevitáveis que as crianças encontram.

Se uma proposta precisa chegar à Nasa na sexta, melhor completá-la na quarta, porque quinta alguém pode aparecer com febre ou piolhos.

domingo, 7 de setembro de 2008

China se prepara para seu 3º vôo espacial tripulado

Três astronautas chineses serão levados ao espaço no final deste mês, na terceira missão tripulada do país, que inclui um passeio espacial.

Segundo publica neste domingo o jornal oficial China Daily, a nave Shenzhou-7 será lançada entre os dias 25 e 30 de setembro, do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, na província noroeste de Gansu.

Em outubro de 2003, a China se transformou no terceiro país do mundo, após os EUA e a extinta União Soviética, a enviar um cosmonauta ao espaço, façanha que repetiu dois anos depois com um vôo tripulado por dois astronautas.

"Os principais sistemas envolvidos no lançamento estão agora em sua fase final de preparação. Os testes essenciais para a nave, o foguete propulsor II-F, os trajes para o passeio no espaço e o satélite que acompanha o vôo também foram finalizados", disse um porta-voz do centro.

Acrescentou que a tripulação, que está em "boa" condição física e mental, fez testes nos quais mostrou controlar "com destreza" o sistema.

Quando o Shenzhou-7 entrar em órbita, um dos três "taikonautas" - termo para se referir aos cosmonautas chineses, já que "taikong" significa espaço em mandarim - fará um passeio espacial, segundo tinha explicado Zhao Changxi, um dos cientistas responsáveis pelo projeto.

O vôo, que estava previsto a princípio para outubro, faz parte do ambicioso programa espacial chinês, no qual se inclui a prospecção da Lua.

sábado, 6 de setembro de 2008

Asteróide Steins é cinza e tem cadeias de crateras

As primeiras imagens transmitidas pela sonda européia Rosetta mostram que o asteróide Steins é de cor cinza e tem cadeias de até sete crateras seguidas.

A Agência Espacial Européia (ESA) apresentou hoje, em entrevista coletiva, as primeiras imagens do asteróide Steins, pelo qual a sonda Rosetta passou na sexta-feira a uma distância mínima de 800 quilômetros, em sua viagem em direção ao cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.

No centro de controle de operações da ESA em Darmstadt (oeste da Alemanha), o diretor de Ciência e Prospecção Robótica da ESA, David Southwood, disse que "é um grande passo para chegar à superfície do cometa" e destacou as exigências técnicas desta missão a 360 milhões de quilômetros.

O encontro com o Steins - asteróide 2867 - à distância mínima aconteceu às 15h58 de Brasília de ontem, disse o diretor de operações da sonda Rosetta, Andrea Accomazzo.

A nave parou de se comunicar com a Terra naquele momento e o primeiro sinal chegou às 17h14 de Brasília.

A Rosetta enviou à Terra os primeiros dados e imagens recopilados na noite de 5 para 6 de setembro.

Em 2 de março de 2004, a ESA lançou a sonda Rosetta ao espaço a partir da base européia em Kuru (Guiana Francesa), para acompanhar pela primeira vez na história o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko em sua órbita e encontrar-se com ele em novembro de 2014.

Para se comunicar com a sonda e receber seus dados, a ESA utilizou nesta manobra as antenas de espaço distante de New Norcia (Austrália), a de Cebreros (Espanha) e a de Goldstone, da Nasa, na Califórnia. Esta última não funcionou durante pouco mais de duas horas, mas a ESA conseguiu receber os dados através da antena em território espanhol.

Rita Schulz, cientista do projeto Rosetta, disse que, "investigando os corpos do Sistema Solar, é possível elucidar os diferentes estágios de sua formação e evolução".

Os corpos menores, como o asteróide Steins, são interessantes para os cientistas porque não foram alterados por processos térmicos.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Módulo europeu Julio Verne se desprende da ISS

O Veículo de Transferência Automatizado (ATV, na sigla em inglês) europeu Julio Verne se desprendeu hoje da Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês), ao término de uma missão de abastecimento e prestação de serviços.

"O desacoplamento foi realizado com êxito" às 18h29 (Brasília), disse um porta-voz do Centro Espacial Johnson, da Nasa, em Houston, no estado americano do Texas.

O módulo europeu se manterá em órbita ao longo das três próximas semanas, durante as quais será realizada uma série de experimentos científicos programados pela Agência Espacial Européia (ESA).

Concluído esse período, em 29 de setembro, Julio Verne abandonará sua órbita para ser atraído pela gravidade terrestre até desintegrar-se em um choque com a atmosfera.

O porta-voz revelou que espera que os restos do ATV, que tem cerca de 10 metros de comprimento por três metros de largura e pesa 20 toneladas, cairão sobre uma área isolada no oceano Pacífico.

O módulo Julio Verne, não tripulado, se acoplou há cinco meses à ISS após partir rumo à estação internacional em 9 de março último a partir de um centro de lançamentos da ESA na Guiana francesa.

Tempestades tropicais obrigam Nasa a adiar missões

As tempestades que castigaram o sul da Flórida (Estados Unidos) fez hoje com que as autoridades da Nasa fossem obrigadas a adiar em dois dias o lançamento da nave Atlantis em uma missão em direção ao telescópio espacial Hubble.

Um comunicado da agência espacial afirmou que o lançamento, que estava previsto para 8 de outubro, será realizado no dia 10 desse mesmo mês. Essa missão de onze dias tem como objetivo efetuar uma série de consertos e operações de manutenção no Hubble.

O comunicado acrescentou que também foi decidido que o lançamento da nave Endeavour em uma missão à Estação Espacial Internacional (ISS) também seria adiado. Sua partida está prevista para 12 de novembro.

O anúncio foi feito 24 horas depois que o Atlantis fosse instalado na plataforma de lançamento no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Kennedy. Nos últimos dias, a zona central da península onde se encontra o centro espacial foi castigado pela tempestade tropical Fay, enquanto Hanna ameaça a costa leste americana.

O anúncio também coincidiu com a aproximação do furacão Ike, mas fontes da Nasa disseram que não acham que os preparativos de "Atlantis" serão alterados.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Nasa começa preparativos para lançar Atlantis

A nave Atlantis foi transferida hoje para a plataforma de lançamento do Centro Kennedy na Flórida, apesar da ameaça de três tempestades tropicais, a fim de iniciar os preparativos para sua próxima missão, prevista para 8 de outubro.

Nesse dia, segundo a Nasa, a Atlantis iniciará uma nova aventura espacial de 11 dias com a missão de renovar as instalações do telescópio espacial Hubble, que foi colocado em órbita pela nave Discovery a quase 500 km da superfície terrestre há 18 anos.

Desde então, girou mais de 97 mil vezes em torno do planeta e proporcionou uma visão das estrelas que até então não tinha sido possível devido à distorção atmosférica da Terra. Esses avanços obtidos pelo Hubble serão potencializados quando a Atlantis, com uma tripulação de sete astronautas, consertar e melhorar a maior parte de seus equipamentos durante as cinco caminhadas espaciais programadas.

Com estes trabalhos de renovação, a Nasa prevê que o observatório estará pronto para, pelo menos, outros cinco anos a mais de pesquisas. Os astronautas instalarão uma nova câmera de fotografias panorâmicas (WFC3), que transmitirá imagens com alta definição e em toda variedade de cores, e um novo espectrógrafo mais potente, para determinar as mudanças que a luz sofre ao atravessar os gases de galáxias distantes.

Resta aguardar as mudanças do tempo e o avanço da tempestade tropical Hanna e do furacão Ike, que ameaçam a costa da Flórida. A princípio, a Nasa mantém seus planos de lançamento, embora já o tivesse suspendido duas vezes por causa da tempestade Fay e do furacão Gustav.

Se o tempo permitir, está previsto que a nave Endeavour se una à Atlantis na plataforma do complexo da Flórida no dia 19 de setembro.

Asteróide pode ajudar a entender história do Sistema Solar

Astrônomos canadenses, franceses e americanos descobriram um asteróide curioso e cuja surpreendente órbita poderá ajudar na explicação a respeito da origem dos cometas e do Sistema Solar, anunciou nesta quinta-feira o Conselho Nacional de Pesquisas do Canadá (CNRC).

Esse asteróide, batizado 2008 KV42, segue uma órbita inversa em torno do Sol.

"Essa órbita bizarra sugere que o 2008 KV42 pode ter sido atraído para o nosso sistema solar a partir da Nuvem de Oort", indicou o CNRC em um comunicado.

"Os cometas podem ser provenientes da Nuvem de Oort, embora essa descoberta possa finalmente nos indicar como (eles) passam pela nuvem para se tornar objetos parecidos com o cometa Halley", acrescentou o organismo ressaltando que o asteróide poderá ser um "elo possível entre a Nuvem de Oort interna e os cometas do mesmo tipo que o Halley".

A Nuvem de Oort é uma esfera teórica que cerca o sistema solar em uma grande distância e conteria bilhões de cometas.

A descoberta do 2008 KV42, primeiro objeto conhecido dessa região a ter uma órbita retrógrada (em sentido inverso), poderá trazer novos elementos ao estudo da História do Sistema Solar.

"Diversas teorias da formação dos confins do Sistema Solar sugeriram a existência desses objetos, mas é muito difícil observá-los", frisou J.J. Kavelaars, do CNRC.

A descoberta foi feita com a ajuda do telescópio Canadá-França-Havaí, no Havaí, e foi acompanhada de observações de confirmação no Arizona e no Chile.

Sonda Rosetta passará perto de asteróide nesta sexta

A sonda européia Rosetta passará muito perto na noite de sexta-feira do asteróide 2867 Steins, localizado entre as órbitas de Marte e Júpiter, percurso que pode melhorar os conhecimentos sobre a formação dos planetas de nosso Sistema Solar.

Lançada há quatro anos, Rosetta passará a 800 km e a uma velocidade relativa de 8,6km/s, de Steins, às 18h58 GMT, segundo a Agência Espacial Européia (Esa). A sonda e o asteróide serão nesse momento iluminados pelo Sol.

Isso dará aos cientistas muitas informações sobre a composição do asteróide que mede 4,6 km de cumprimento e gira em torno de si mesmo em pouco mais de seis horas, a uma órbita distante 353 milhões de quilômetros do sol.

Uma hora e meia depois de sua passagem mais próxima ao asteróide, os primeiros sinais de rádio de Rosetta chegarão à Terra. Os cientistas farão uma primeira apresentação dos dados levantados sábado no Centro Europeu de Operações Espaciais (ESOC) em Darmstadt (Alemanha).

"É um asteróide do tipo E, formado por silicatos (sais de ácido silícico), com uma superfície sombria, que nunca foi observado por um aparelho espacial", declarou Gerhard Schwehm, diretor da missão Rosetta na Esa.

Especialistas na observação de asteróide como ameaças potenciais para a Terra também analisarão os dados recolhidos por Rosetta, destacou Schwehm.

"Sempre é interessante ver suas diferentes composições, suas formas e seus tamanhos. Ao observá-los de perto e comparar os dados com aqueles recolhidos na Terra, pode saber se seu sistema de medida e de classificação é eficaz", disse Schewhm.

"Estamos preparados e estamos indo num bom caminho", comemorou semana passada Rita Schulz, cientista do projeto Rosetta.

A sonda passará perto de um outro asteróide em junho de 2010, Lutetia, antes de encontrar em 2014 o cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko, distante da Terra de 675 milhões de quilômetros. Ela se movimentará alinhada com ela, transmitindo imagens detalhadas, e ela enviará um robô do tamanho de um refrigerador à sua superfície para realizar uma análise química.

Os astrônomos acreditam que o conhecimento dos cometas, formados de estilhaços da época do nascimento do sistema solar, ajudará a compreender melhor a formação dos planetas e do início da vida na Terra.

Quando atingir seu alvo, Rosetta terá percorrido aproximadamente 6,5 bilhões de quilômetros, segundo a Esa.

Rosetta sobrevoou a Terra duas vezes, e Marte uma vez, para obter a aceleração necessária para seu périplo. Os cientistas prevêem que Rosetta vai sobrevoar pela terceira e última vez a Terra em novembro de 2009.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Nasa procura um novo Carl Seagan e vida no espaço

A agência espacial dos EUA criou na quarta-feira a Bolsa Carl Sagan de Pós-Doutorado em Exploração Exoplanetária. O nome homenageia o falecido astrônomo que popularizou a ciência por meio de seus livros e programas de TV.

Os bolsistas vão procurar vida em planetas fora do Sistema Solar, os chamados exoplanetas, dos quais mais de 300 foram descobertos desde 1994.

Muitos desses planetas, girando em torno de estrelas distantes, são gigantes gasosos e gelados, supostamente incapazes de abrigarem vida. O desafio é encontrar planetas como a Terra orbitando estrelas parecidas com o Sol.

A procura será auxiliada pela missão Kepler, da Nasa, a ser lançada no ano que vem com a meta de vasculhar 100 mil estrelas em busca de planetas menores.

Além disso, a agência quer atrair jovens cientistas que compartilhem do deslumbramento de Sagan com o cosmo e que como ele se dediquem, agora com tecnologias e telescópios mais avançados, a responder se estamos mesmo sozinhos.

"Muitos sentem que é só questão de tempo até encontrarmos planetas como a Terra, em órbitas como a da Terra, em torno de estrelas como o Sol, e que tais planetas poderiam ser capazes de sustentar a vida", disse Jon Morse, diretor da divisão de Astrofísica da Nasa, em entrevista coletiva.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

ISS pode ter tripulação duas ou três vezes maior

A Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês) está preparada para acolher uma tripulação duas ou três vezes maior que a atual, afirmou hoje o chefe do programa de vôo do segmento russo da plataforma orbital, Vladimir Soloviov.

"Já podemos garantir condições de vida e trabalho para entre 6 e 10 pessoas na ISS", disse Soloviov, que lembrou que atualmente a tripulação é integrada por três cosmonautas, segundo a agência Interfax. Soloviov disse que os sistemas da plataforma orbital são capazes de garantir a composição adequada de gás, ou seja, eliminar a tempo o dióxido de carbono e abastecer com oxigênio uma tripulação maior.

Além disso, lembrou que a partir de outubro, a ISS contará com um segundo banheiro, construído pelo consórcio espacial russo Energuia, e que será transportado ao espaço pela nave americana Endeavour. Em maio, a tripulação da ISS conseguiu consertar o vaso sanitário da plataforma orbital, que não pôde ser utilizado durante uma semana. No período, os tripulantes utilizaram o vaso reserva, que se encontrava na nave russa Soyuz TMA-12.

Para 2009, está prevista a ampliação da tripulação de seus três membros para seis, razão pela qual este segundo vaso sanitário será enviado. Por outro lado, não está previsto que a próxima expedição vá ao espaço para consertar a Soyuz TMA-12. No entanto, Soloviov ressaltou que, caso necessário, será realizada uma caminhada, da mesma forma que a atual tripulação fez após detectar falhas na nave.

A expedição número 18, integrada pelo cosmonauta russo Yuri Lonchakov e pelo americano Michael Fink, partirá para o espaço do cosmódoromo de Baikonur, no Cazaquistão, no dia 12 de outubro, acompanhada pelo astronauta americano Richard Garriott, membro da tripulação número 15.

A expedição, que permanecerá seis meses na plataforma orbital, realizará uma caminhada para instalar um novo equipamento científico na superfície da ISS.

Sonda abre trincheiras para analisar solo de Marte

Uma imagem divulgada pela Nasa, agência espacial americana, mostra como os equipamentos da sonda especial Phoenix efetuam a análise química da superfície terrestre de Marte. A fotografia foi captada no último 24 de agosto, no 88º dia da missão.

Durante as escavações, o braço robótico abre buracos no solo, parecidos com trincheiras, que formam montes de terra ao redor, com cerca de 10 cm de altura. Em seguida, o material é analisado, fornecendo as informações sobre as substâncias presentes. Os buracos são batizados com nomes como "Caterpillar", "Dodo" e "Stone Soup".

A Phoenix, que completou a primeira etapa da missão de 90 dias, vai prosseguir as atividades de exploração do planeta vermelho por pelo menos mais um mês, segundo informou a Nasa.

A prorrogação deve ir até o dia 30 de setembro devido a energia suficiente e boa capacidade experimental mantidas pela sonda. Há cerca de três meses no pólo norte do planeta, a Phoenix aproveita o período do verão marciano, quando existe luz solar para alimentar o equipamento o dia inteiro. Porém, no último dia 25 de agosto, o Sol se pôs pela primeira vez, anunciando a chegada do outono de Marte, onde ocorrerão períodos crescentes de escuridão.

Segundo Peter Smith, o principal cientista da missão, "o trabalho saiu melhor do que se imaginava, mas ainda não estamos aprendendo com Marte sobre seus segredos". "Estamos trabalhando no sentido de compreender as propriedades e a história do gelo nas planícies do norte. Enquanto o Sol se põe no horizonte, ainda temos como continuar as observações e experiências", explicou o especialista.

Além disso, os cientistas ainda aguardam para ver uma mudança gradual nas condições climáticas marcianas nas próximas semanas. A Phoenix já confirmou a presença de gelo e substâncias como magnésio, sódio, potássio, cloro e perclorato no solo marciano.

Perclorato
No início de agosto, amostras de solo marciano analisadas pelos instrumentos da Phoenix identificaram a provável presença de perclorato, uma substância corrosiva que poderia excluir a possibilidade da existência de alguma forma de vida.

Porém, o principal cientista da missão, Peter Smith, explicou que a descoberta, que ainda deve ser confirmada por outras análises, não compromete em nada o caráter habitável do Planeta Vermelho.

A sonda Phoenix foi lançada em 4 de agosto de 2007, com o objetivo de pesquisar a zona do pólo norte do planeta vermelho, onde aterrissou com sucesso em 25 de maio de 2008.