segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Sonda luta contra o tempo para decifrar dúvidas sobre Marte

Cientistas lutam contra o tempo para tentar decifrar algumas das principais dúvidas sobre Marte antes que o inverno rigoroso paralise as operações da sonda espacial Phoenix, que pousou no planeta vermelho em maio.

Desde o início da missão, a sonda vem fazendo descobertas cruciais para o conhecimento do planeta - a mais importante: a constatação de que existe água congelada no solo de Marte.

A sonda Phoenix sobreviveu muito além dos 90 dias previstos na região polar de Marte. Mas, com a chegada do inverno no planeta, o equipamento não será capaz de recarregar suas baterias e deixará de funcionar para sempre.

A missão tem sido avaliada como um grande sucesso para a Nasa (agência espacial americana), graças à descoberta da camada de gelo e à utilização de diversos instrumentos, incluindo um laboratório quimico, um microscópio e um forno para analisar pela primeira vez a água de Marte.

Agora, os cientistas tentam encontrar matéria orgânica antes que as baterias da sonda parem de funcionar. Isso seria fundamental para descobrir se já houve vida em Marte.

Os pesquisadores também esperam ativar um microfone na sonda para gravar os sons do planeta, também pela primeira vez.

Música
O repórter de ciência da BBC Matt McGrath foi ao quartel-general da missão, em Tucson, no Arizona (Estados Unidos), onde cientistas da Universidade do Arizona comandam a operação. McGrath conversou com o chefe da missão, o cientista Peter Smith.

"Estamos valentemente buscando matéria orgânica em Marte, esse é o principal objetivo da missão", afirmou Smith.

Mas segundo o cientista, a resposta para a questão sobre a existência de vida em Marte pode demorar.

"Você não pode dizer que não há dinossauros vivos porque pessoalmente não foi a todos os cantos da Terra verificar isso", argumenta. "Para nós, não é possível ir a Marte, explorar dois lugares e concluir que não existe vida".

"Só teremos uma resposta definitiva se eles encontrarem vida, caso contrário, você não tem como saber", acrescentou.

Smith falou também de outra meta da equipe: ouvir a "música" de Marte.

"Estamos mudando o software e fazendo ajustes que vão permitir que liguemos o microfone", afirmou o pesquisador. "Acho que vai ser um barulho interessante, pode ser música, eu não sei."

A sonda Phoenix não deve sobreviver por muito mais tempo, mas marca a chegada de uma nova geração de missões científicas que, nos próximos dez anos, vão explorar Marte com uma minúcia nunca vista.

BBC Brasil

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Contagem regressiva para lançamento da missão lunar indiana

A Organização de Pesquisa Espacial Indiana (ISRO, em inglês) iniciou nesta segunda-feira a contagem regressiva para o lançamento de sua primeira missão não tripulada à lua, informou uma fonte do projeto espacial.

"A contagem regressiva do lançamento do Chandrayaan-1 começou esta manhã às 5h22 (21h52 de Brasília do domingo) e está progredindo sem problemas", disse o vice-diretor do Centro Espacial de Satish Dhawan, M. E. S. Prasad, citado pela agência PTI.

O satélite, que pesa cerca de 525 quilos, será lançado a partir desse centro espacial situado perto da cidade de Chennai.

O lançamento está previsto para as 6h20 desta quarta-feira (22h50 da terça-feira, horário de Brasília) e será feito através de um veículo de lançamento de satélite polar. Prasad disse que já finalizaram todos os preparativos, incluindo a revisão dos sistemas.

O satélite Chandrayaan-1 tem vida útil de dois anos e orbitará a 100 quilômetros da lua, para elaborar mapas e gravar imagens da superfície lunar. A agência espacial indiana realizou vários lançamentos de satélites ultimamente, alguns de fabricação estrangeira.

Em setembro de 2007, a agência anunciou planos de construir uma "constelação" de sete satélites geoestacionários no valor de US$ 395 milhões até 2012.

A organização também anunciou seus objetivos de alcançar um volume de negócio de cerca de US$ 60 milhões através da fabricação de satélites.

O satélite, pesa cerca de 525 quilos, e  será lançado de centro espacial situado perto da cidade de Chennai
O satélite, pesa cerca de 525 quilos, e será lançado de centro espacial situado perto da cidade de Chennai

domingo, 19 de outubro de 2008

Nasa lança sonda para explorar confins do sistema solar

A Nasa lançou neste domingo a sonda Ibex, cuja missão de dois anos tem o objetivo de obter imagens e mapear os misteriosos confins do sistema solar, onde começa, a dezenas de bilhões de quilômetros da Terra, o espaço interestelar. A sonda foi lançada às 17h45 (GMT), segundo imagens difundidas ao vivo pela agência espacial.

A Ibex (Interstellar Boundary Explorer) está dotada de instrumentos que a permitirão obter imagens e estabelecer a primeira cartografia dessa vasta zona de turbulências e campos magnéticos mesclados, onde as partículas dos ventos solares quentes se chocam com as partículas interestelares de outras estrelas da Via Láctea.

"As regiões fronteiriças do espaço interestelar são essenciais porque nos protegem da maioria dos raios galácticos mais perigosos", disse David McComas, diretor científico da missão. "Sem essa zona, esses raios penetrariam na órbita terrestre tornando os vôos orbitais humanos muito mais perigosos", acrescentou.

As únicas informações das quais os cientistas dispõem sobre os confins do sistema solar foram dadas pelas sondas Voyager 1 e Voyager 2, lançadas em 1977 e ainda em operação.

A sonda Ibex será lançada a bordo de um foguete Pegasus que, por sua vez, será lançado de um tri-reator Lockheed L-1011 voando a 12.000 m sobre as Ilhas Marshall no Oceano Pacífico.

Cidade das Estrelas é 2ª casa de astronautas americanos

Garrett Reisman estava a caminho da Cidade das Estrelas, uma antiga base militar secreta da União Soviética, para um programa de treinamento que duraria semanas quando recebeu um telefonema no celular. Era Steven Lindsey, seu chefe, o diretor do programa de astronautas da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa).

» Veja fotos da base secreta russa

"Volte a Houston. Seu treinamento foi cancelado. Eles estão jogando duro", recorda Reisman, apanhado em uma disputa passageira entre a Nasa e a Roscosmos, a agência espacial da Rússia.

Mas a viagem cancelada de Reisman foi apenas um solavanco em seu caminho para o espaço; o astronauta passou três meses à bordo da Estação Espacial Internacional este ano, fez uma caminhada fora da estação e chegou a trocar piadas com o comediante Stephen Colbert por um link de vídeo ao vivo.

Todo mundo que trabalha com o programa espacial russo tem histórias semelhantes a contar, envolvendo burocracia implacável, regras bizantinas e decisões que parecem motivadas por caprichos.

E muitas dessas histórias transcorrem na Cidade das Estrelas, onde os cosmonautas russos e, agora, astronautas de todo o muno treinam para voar nas espaçonaves russas Soyuz que os transportarão à Estação Espacial Internacional, um projeto que já consumiu US$ 100 bilhões.

A Cidade das Estrelas se tornou um segundo lar para os norte-americanos que colaboram com os russos, e vai ganhar ainda mais importância. Nos cinco anos que separarão o fim do programa do ônibus espacial, que a Nasa encerrará em 2010, e a entrada em operação das novas espaçonaves norte-americanas, em 2015, só a Rússia transportará passageiros para a estação.

Aqueles que trabalham diretamente com os russos dizem que anos de colaboração resultaram em relacionamento forte e respeito mútuo. E afirmam que, não importa quais possam ser as considerações geopolíticas mais amplas relacionadas a depender da Rússia para transporte espacial nos cinco anos em que os Estados Unidos não poderão utilizar espaçonaves próprias para chegar à estação espacial, acreditam que a parceria multinacional que resultou na estação se manterá.

"Trata-se de uma notável realização política", diz Reisman. "Nós passamos por tantos governos diferentes", não só nos Estados Unidos e Rússia mas em dezenas de países que colaboraram com a construção do laboratório orbital. "E o projeto sobreviveu a tudo isso", ele diz. "Está firme, e na verdade só ganhou força com o passar do tempo, à medida que aprendíamos a trabalhar juntos".

Para compreender por que Reisman e pessoas como ele acreditam que a parceria possa continuar funcionando pelas próximos sete anos, é importante compreender o que aconteceu nos 15 anos que se passaram, quando Estados Unidos e Rússia uniram forças, primeiro levando tripulantes norte-americanos à estação espacial russa Mir e depois construindo a Estação Espacial Internacional.

E essa união de forças aconteceu bem aqui, na Cidade das Estrelas - e, de certa maneira, não registrou um início auspicioso.

Nos dias iniciais da parceria, na metade dos anos 90, depois do colapso da União Soviética e em meio às dificuldades que a Rússia estava enfrentando para se estabelecer como Estado autônomo, a escassez de suprimentos ocasionalmente queria dizer fome.

"Não havia comida alguma no estoque", conta Michael Barratt, que trabalhou com as primeiras equipes que prepararam astronautas para serviço na Mir. "Cinco noites por semana jantávamos arroz com feijão".

John McBrine, o atual diretor das operações norte-americanas na Cidade das Estrelas, perdeu 13 quilos em sua primeira passagem de serviço pelo local, entre julho e outubro de 1994.

Os primeiros dias também foram caracterizados por cautela e desconfiança, e os norte-americanos que se integram primeiro ao projeto tinham a forte impressão de que estavam sendo vigiados. Mark Bowman, um dos primeiros norte-americanos a trabalhar sob contrato na Rússia e hoje diretor assistente do programa de vôos espaciais tripulados dos Estados Unidos naquele país, se lembra da teleconferência semanal que costumava realizar com seu chefe em Houston.

"Passados 30 minutos de conversa, a linha emudecia", conta Bowman. "E isso acontecia a cada 30 minutos".

Certo dia, durante a teleconferência, Bowman alertou, aos 28 minutos, que a linha estava para cair, e disse, irritado: "Eu bem queria que esses caras do KGB comprassem fitas mais longas". "Na próxima teleconferência que realizamos", ele recorda, "juro que a linha ficou aberta por 45 minutos antes de cair". Aparentemente, afirma, os anfitriões haviam decidido gravar a conversa em fitas de 90 minutos.

A Energia, empresa fabricante de espaçonaves que fica perto do Centro de Controle de Missão, em Korolev, próximo a Moscou, não permitia que norte-americanos entrassem em suas instalações. Em lugar disso, ela alugou espaço em uma faculdade de engenharia vizinha para preparar o equipamento norte-americano que seria enviado à estação.

"O aquecimento não funcionava", conta Bowman, e o inverno de 1994/5 foi especialmente severo, com temperaturas de menos 20 graus centígrados.

Além da falta de conforto, o alto nível de sigilo do programa espacial russo incomodava ainda mais os norte-americanos. Os russos não explicaram plenamente, por exemplo, o quanto uma acoplagem manual poderia ser perigosa para a Mir e para a espaçonave de carga, em junho de 1997.

Quando uma tentativa resultou em colisão que colocou em risco a vida dos dois cosmonautas russos e do astronauta norte-americano Michael Foale, os ocupantes da decrépita estação no momento, os norte-americanos não estavam plenamente informados.

Mas os sete anos seguintes foram menos gélidos, e mais positivos. "As coisas melhoraram muito, de lá para cá", diz Bowman. O sistema russo se tornou mais aberto e o nível de conforto pessoal e as conveniências melhoraram muito.

Em lugar do sistema telefônico nada confiável do passado, Bowman pode ser localizado em qualquer parte por um serviço digital que se integra à rede da Nasa. "É como se eu estivesse no Centro Espacial Johnson", ele diz.

Os escritórios norte-americanos na Cidade das Estrelas ficam em um edifício conhecido como "Prophy", de "Prophylactorium", o ambiente profilático no qual os astronautas vivem em quarentena antes dos vôos.

Hoje ele porta o nome Hotel Apollo-Soyuz, em honra do encontro histórico entre as espaçonaves dos dois países no espaço. Ao menos esse é o nome que os norte-americanos dão ao estabelecimento: para os russos, ele é o Hotel Soyuz-Apollo.

A Nasa aluga o segundo pavimento - escritórios tediosos com painéis de madeira e iluminação fluorescente esverdeada. Aqui, tradutores interpretam o volumoso material educativo que os astronautas terão de receber - eles aprendem russos e assistem aulas ministradas nesse idioma - e assistentes administrativos organizam os furgões que transportam visitantes dos aeroportos para a Cidade das Estrelas e para Moscou.

No total, há sete funcionários civis da Nasa, nove norte-americanos trabalhando sob contrato como terceirizados e 55 russos empregados em seu país pela agência espacial dos Estados Unidos.

Um fluxo constante de astronautas, controladores de vôo, médicos, cientistas, engenheiros e dirigentes circula pelo local.

Muitos dos norte-americanos vivem em um edifício de apartamentos duplex na Cidade das Estrelas que parece ter caído do espaço diretamente em meio a essa paisagem soviética de edifícios de tijolos, cercas e barreiras. Os apartamentos foram projetados e construídos em estilo norte-americano, para que os visitantes possam, por exemplo, conectar seus laptops à parede sem precisar de adaptador para a tomada.

McBrine e seu pessoal trabalham para criar um senso de comunidade. O dia começa no bangalô de McBrine com um café coletivo para os norte-americanos, quer os permanentes, quer os transitórios.

Jantares de confraternização regulares são outro recurso para combater a sensação de isolamento. A sala de jantar de McBrine costuma estar sempre repleta de astronautas norte-americanos, funcionários da Nasa, cosmonautas russos, viajantes espaciais das agências espaciais européias e japonesa, bem como o ocasional turista espacial milionário.

Mas restam significativas diferenças culturais entre russos e norte-americanos, aqui. Por exemplo, trabalhar lado a lado com os russos, dizem os norte-americano, os ajudou a compreender a abordagem do país com relação à segurança.

Barrett disse que quando ele primeiro visitou as instalações da Cidade das Estrelas, o desnível nas calçadas o surpreendeu. Na Nasa, afirmou, "haveria grandes cartazes vermelhos alertando as pessoas para o risco". E, se alguém caísse, logo surgiria um processo. Na Rússia, conta, as pessoas simplesmente olham para onde andam.

O ponto implícito dessa prática, diz Mark Thiessen, o vice-diretor da Nasa, é que "os russos aceitam riscos¿. Os norte-americanos tentam "eliminar os riscos em lugar de minimizá-los".

A abordagem norte-americana é louvável, ele afirma, mas nem sempre prática, e os norte-americanos por isso terminam sendo mais cautelosos que os russos. "Ninguém se dispõe a dizer que aceita um risco", ele afirma.

Muita gente que escreve sobre o programa espacial russo se concentra na impressão de obsolescência que ele pode causar - os edifícios abandonados e a ferrugem nos locais de lançamento em Baikonur (Cazaquistão) e o fato de que o projeto básico das espaçonaves Soyuz não muda há 40 anos.

Mas os especialistas norte-americano sugerem que o descuido dos russos para com a perfeição cosmético e o desenvolvimento é irrelevante, e que a idade do projeto expõe uma abordagem conservadora quanto aos riscos das viagens espaciais que serviu muito bem ao país.

"Eles gastam dinheiro onde precisam", disse Phillip Cleary, ex-diretor do programa de vôo espacial tripulado da Nasa na Rússia. "Não se preocupam muito em pintar edifícios caso isso seja desnecessário".

Os norte-americanos dizem que, apesar das aparências, os russos dão tanto importância quanto eles à segurança. O resultado, dizem diversos astronautas, é que eles confiam na Soyuz, um produto tão resistente e confiável quanto um fuzil de assalto Kalashnikov.

Os norte-americanos dizem que aprenderam muito sobre como fazer com que as coisas funcionem na Rússia. Sabem que a primeira resposta a qualquer pedido costuma ser não, mas que negociações podem reverter essa decisão.

Conhecer as pessoas certas é mais importante que conhecer as regras. "Não existe acordo melhor do que um relacionamento", diz Barratt.

E nenhum deles questiona a dedicação dos colegas russos. No pior momento da crise econômica soviética, conta Barratt, "os trabalhadores foram instruídos a tirar férias", por dois meses, para que o governo não precisasse pagar seus salários. "E eles apareciam para trabalhar todos os dias", ele recorda.

Foale, que viveu na Mir e na Estação Espacial Internacional, diz que "os russos sempre viram os Estados Unidos como inimigo número um e parceiro número um". Os líderes do país "pensam em prazo muito longo", ele diz, "e os russos não são conhecidos por jogar xadrez mal".

Em sua opinião, o mais importante para garantir a cooperação futura é firmar uma estratégia de cooperação internacional no retorno à Lua, o que daria aos russos interesse na parceria e no resultado. "Temos só de indicar o contorno de uma estratégia, e creio que não haverá problema", diz. "Mas precisamos de uma estratégia".

Os trabalhadores norte-americanos na Cidade das Estrelas dizem que, em nível pessoal, a geopolítica simplesmente não importa. Thiessen disse que quando o assunto surge em conversa com os anfitriões russos, eles respondem: "Isso é política. Que os governos se preocupem com o governo. Somos engenheiros. Vamos resolver o problema prático".

Algumas estruturas da Cidade das Estrelas parecem ter caído do espaço diretamente em meio à paisagem soviética
Algumas estruturas da Cidade das Estrelas parecem ter caído do espaço diretamente em meio à paisagem soviética

Tradução: Paulo Migliacci

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Telescópio Hubble sofre novo problema, diz Nasa

Observações científicas feitas pelo telescópio espacial Hubble foram interrompidas devido à problemas surgidos enquanto o observatório era recuperado de uma falha em um computador, informou a Nasa, agência espacial americana.

Engenheiros trocaram com sucesso o sistema do Hubble para um computador de backup, na quinta-feira, e acompanhavam se os instrumentos do telescópio estavam sendo reativados automaticamente. Porém, nesta sexta-feira, a Nasa divulgou uma notícia em seu site dizendo que "a ativação dos instrumentos científicos do telescópio e a retomada das observações foram suspensas em decorrência de duas anormalidades encontradas no sistema do telescópio na quinta".

O computador defeituoso, necessário para coletar e processar dados de instrumentos científicos, levou a Nasa a atrasar uma missão espacial há tempos aguardada para prestar serviço ao telescópio. O vôo foi reagendado para fevereiro, quando uma equipe irá tentar substituir o computador com problemas.

O telescópio espacial, que está a cerca de 485 km da órbita da Terra, mudou a compreensão dos cientistas sobre a origem, evolução e conteúdo do universo e forneceu imagens sem precedentes de galáxias distantes e fenômenos celestiais.

ISS: tripulação promete show em videoconferência

A tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS) prometeu, durante uma videoconferência com o Centro de Controle de Vôos Espaciais da Rússia, fazer um show na próxima conexão com a Terra. "Na quinta-feira, soube que Gregory (o astronauta da Nasa Greg Chamitoff) toca guitarra e que há uma na estação. Na próxima conexão, cantaremos sem falta", afirmou o russo Yuri Lonchakov, citado pela agência Interfax.

Ele explicou que gosta muito de cantar e lembrou que já antecipou há algumas semanas, antes de viajar ao espaço, que tinha intenção de tocar guitarra e aprender a tocar gaita para amenizar os poucos momentos de lazer que teria com seus colegas na plataforma orbital. Já o astronauta russo Oleg Kononenko, integrante da missão número 17 da ISS, que no dia 24 voltará à Terra após seis meses no espaço, lamentou não ter conseguido realizar seu sonho de pintar, no espaço, um quadro.

Quem conseguiu desenhar no transcurso de uma experiência foi Richard Garriott, o sexto turista espacial e filho do ex-astronauta da Nasa Owen Garriott. O turista espacial, diretor-adjunto da agência de turismo espacial Space Adventures, declarou que ainda não decidiu se completará sua coleção de curiosidades cósmicas com a cápsula de descida com a qual aterrissará ao voltar à Terra junto à expedição número 17 no dia 24.

Recentemente, Garriott afirmou que gostaria de ter uma parcela de sua propriedade na Lua e lembrou que entre os objetos da coleção está um veículo lunar soviético que ainda se encontra nesse satélite natural da Terra, assim como duas cópias do primeiro Sputnik lançado pela União Soviética, em 1957.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Marte: origem de lua está próxima de ser desvendada

A origem de Fobos, a maior das duas luas de Marte, curiosamente semelhante a um asteróide, está próxima de ser desvendada pelos cientistas espaciais europeus, informa o site do jornal espanhol El Mundo. A ESA, agência espacial européia, confirmou que a lua é mais um "montante de rochas" do que um objeto sólido após uma série de aproximações da sonda espacial Mars Express.

Fobos é uma rocha espacial sem forma determinada, com dezenas de quilômetros de diâmetro. O objetivo dos cientistas agora é identificar a procedência da formação rochosa da lua.

Por meio de imagens captadas pela Mars Express, os pesquisadores puderam reconstruir um modelo em três dimensões para determinar o volume do satélite com maior precisão. Os astrônomos calcularam a massa e o volume de Fobos que permitiram fazer estimativas sobre a densidade da pequena lua. Dados preliminares indicaram que a lua possui uma densidade de 1,85 g/cm³, uma bilionésima parte da densidade terrestre e metade desse número em relação a de Marte.

Segundo os cientistas, as baixas densidades são características de um tipo de asteróide, identificado na classe D, que também contêm cavernas subterrâneas gigantes justamente por não serem sólidos. Essa classe poderia ser a origem de Fobos, já que essas rochas maiores são formadas por pequenos pedaços unidos pela gravidade.

Outra teoria bastante discutida é a de que Fobos surgiu de Marte após a colisão de um meteorito com o planeta vermelho.

Cientistas tentam descobrir as origens de Fobos, maior das duas luas de Marte, que se parece com um asteróide
Cientistas tentam descobrir as origens de Fobos, maior das duas luas de Marte, que se parece com um asteróide

Nasa conserta telescópio espacial Hubble

O telescópio espacial Hubble estava nas fases finais de recuperação nesta quinta-feira, depois da Nasa conseguir recuperar com sucesso um computador defeituoso e ressuscitar de uma hibernação orbital um outro reserva, de 18 anos de idade.

O computador defeituoso, que é usado para coletar e processar dados de instrumentos científicos, fez com que a Nasa atrasasse uma missão espacial poder prestar serviço ao telescópio. A missão foi remarcada para fevereiro, quando os tripulantes tentarão substituí-lo.

O telescópio espacial, que orbita a uma distância de 485 km acima da Terra, fez com que cientistas mudassem sua compreensão quanto à origem, evolução e conteúdo do universo, e emitiu imagens inéditas de galáxias distantes e fenômenos celestiais.

Engenheiros iniciaram a delicada tarefa de passar a usar um sistema de backup para coletar e processar os dados do Hubble na quarta-feira. "Tudo está funcionando perfeitamente", disse Susan Hendrix, porta-voz da Nasa, no Goddard Space Flight Center em Greenbelt, no Estado de Maryland.

Saiba o que aconteceu com a bola de golfe jogada na Lua

O que aconteceu com a bola de golfe que um astronauta arremessou na Lua? E por que ele o fez?

Alan Shepard na verdade lançou duas bolas de golfe na Lua, durante a missão Apollo 14, em 1971, e elas continuam na Lua, disse ele em 1991 em uma entrevista ao site educacional Academy of Achievement.

Shepard estava procurando uma maneira de demonstrar o que a falta de atmosfera e a força gravitacional muito menor da Lua significariam para uma atividade comum na Terra, disse. Astronautas anteriores haviam lançado uma pequena bola de chumbo e uma pena, que caíram lentamente à superfície à mesma velocidade, mas Shepard estava à procura de algo mais vistoso.

"Porque eu jogava golfe", disse, "imaginei que se eu levasse um taco e atingisse a bola com a minha força comum, ela iria seis vezes mais longe do que minhas tacadas na Terra".

Assim, com permissão da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa), ele projetou um taco que se encaixava no cabo do aparelho que os astronautas usavam para recolher amostras de solo lunar. (O taco estendível voltou à Terra e é parte do acervo da Associação de Golfe dos Estados Unidos.)

Antes do vôo, ele praticou a tacada usando o traje de astronauta e decidiu que "se tudo corresse bem, a última coisa que eu faria antes de voltar seria lançar aquelas duas bolas".

"Era difícil usar o taco com o traje espacial", ele contou em entrevista em 1994. "Errei a primeira tacada, e a bola caiu em uma cratera a menos de 40 metros. A segunda acertei em cheio, e ela voou por 180 metros; na Terra, teria voado por menos de 30".

As duas bolas de golfe arremessadas pelo astronauta Alan Shepard na Lua, em 1971, continuam lá
As duas bolas de golfe arremessadas pelo astronauta Alan Shepard na Lua, em 1971, continuam lá

Especialistas criam ventilador sem barulho para a ISS

Os especialistas do Instituto Aeroidrodinâmico Central russo desenvolveram e testaram dois ventiladores que quase não produzem barulho para o sistema de sobrevivência da Estação Espacial Internacional (ISS), informou nesta quinta-feira a agência espacial russa Roscosmos.

O problema do forte barulho na plataforma orbital é bastante grave, por isso os astronautas têm que dormir com protetores nos ouvidos, segundo a agência oficial RIA Novosti.

Segundo um porta-voz da Roscosmos, "a criação por parte dos cientistas do instituto deste sistema de ventiladores permite, segundo calculam os pesquisadores, reduzir o nível de barulho entre 5,5 e 8 decibéis, mantendo os parâmetros aerodinâmicos pré-determinados".

"É um índice muito elevado, já que, atualmente, no mundo todo, a redução do nível de barulho entre 1,5 e 2 decibéis é considerada uma quantidade considerável", disse.

Acredita-se que o uso dos novos ventiladores de barulho reduzido melhoraria consideravelmente as condições de trabalho da tripulação da ISS.

China lançará no final de ano seu terceiro satélite meteorológico

A China lançará ao espaço no final do ano seu terceiro satélite meteorológico, o Fengyun-2-06, segundo anunciou a Administração Meteorológica da China (CMA, sigla em inglês), citada pela agência oficial de notícias Xinhua.

O Fengyun-2-06 será lançado para substituir o Fengyun-2C, em órbita desde outubro de 2004, e o objetivo é que complete um sistema de observação com o Fengyun-2D, enviado ao espaço em dezembro de 2006 e com o qual realizará trabalhos de mútuo apoio.

O CMA já adiantou no sábado passado a intenção de lançar o primeiro satélite meteorológico de segunda geração no ano 2013.

Este satélite geoestacionário faz parte de um projeto com o qual o gigante asiático pretende modernizar seu serviço de previsão meteorológica para poder prever com melhor detalhe os desastres naturais.

A China lançará um total de 22 satélites meteorológicos para o ano 2020.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Telescópio Hubble pode voltar a operar até sexta

Técnicos da Nasa, agência espacial americana, vão tentar reprogramar computadores do telescópio espacial Hubble, desativado desde 27 de setembro por um problema técnico, para que ele volte a operar por meio de seu sistema de apoio (backup) até sexta-feira.

O Hubble foi desativado por causa de uma falha técnica em um computador que trabalha na transmissão à Terra das imagens e dados científicos do telescópio. A equipe de 40 técnicos vai começar a enviar uma complexa série de sinais de computador para o Hubble para que ele passe a operar no sistema de reposição (backup) que não foi ativado desde que o telescópio foi lançado, em 1990.

Segundo os engenheiros, outros satélites conseguiram usar com sucesso componentes que não foram ativados por dez ou 15 anos. O mais recente problema no computador principal do telescópio forçou a Nasa a adiar uma missão do ônibus espacial Atlantis para manutenção do Hubble.

A quinta e última missão do tipo no Hubble não vai se realizar pelo menos até fevereiro, quando astronautas deverão instalar peças sobressalentes. O Hubble se movimenta em uma órbita a 575 km da superfície da Terra e deverá operar até 2013, quando o telescópio espacial James Webb será lançado.

BBC Brasil

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Cassini detecta ciclones gigantescos em Saturno

Gigantescos ciclones foram detectados pela sonda espacial Cassini nos pólos do planeta Saturno, conhecido pelos grandes anéis que o circundam, informaram cientistas da Nasa à agência EFE. A agência espacial americana explicou em comunicado que essas grandes tempestades têm a mesma característica dos furacões ou tufões que se formam na Terra.

As novas imagens transmitidas pela Cassini identificaram um gigantesco ciclone no pólo norte parecido com um outro ocorrido no pólo sul do segundo maior planeta do Sistema Solar. Segundo os cientistas, o movimento de rotação da tormenta atingiu 530 km/h, velocidade mais de duas vezes superior a dos furacões que assolam a região norte do continente americano ou dos tufões que castigam a Ásia.

Tufões sem oceanos
A existência dos furacões em Saturno deixou intrigados os pesquisadores do Laboratório de Propulsão a Jato (JLP, na sigla em inglês), da Nasa, porque na Terra estes fenômenos extraem sua energia das águas oceânicas quentes. Mesmo não existindo mares para impulsionar o deslocamento polar, as tempestades de Saturno são muito semelhantes às da Terra.

"São ciclones gigantescos, centenas de vezes mais poderosos que os grandes furacões registrados aqui", afirmou Kevin Baines, cientista da Cassini no JPL.

Os pesquisadores especulam que a energia que impulsiona os ciclones do planeta com anéis poderia ter sua origem em enormes tempestades elétricas que ocorrem em nuvens compostas por hidrossulfito de amônio.

A missão Cassini-Huygens, lançada em 15 de outubro de 1997, é uma parceria entre as agências espaciais americana (Nasa), européia (ESA) e italiana (ASI). A sonda chegou a Saturno em julho de 2004 após uma viagem de sete anos.

Uma das imensas formações registradas pela sonda espacial nos pólos do segundo maior planeta do Sistema Solar
Uma das imensas formações registradas pela sonda espacial nos pólos do segundo maior planeta do Sistema Solar

Descoberto o planeta mais quente do universo

Cientistas britânicos e pesquisadores do Instituto Astrofísico das Canárias, na Espanha, encontraram um planeta considerado até agora como o mais quente do universo, alcançando temperaturas de até 2.250°C. O WASP-12b é pouco mais que uma vez maior que Júpiter - o maior planeta do nosso Sistema Solar - e tem quase a metade da temperatura do Sol, que atinge cerca de 5.500°C. As informações são do Terra Chile.

Anteriormente, o registro de planeta mais quente era o do HD149026b, que possui o solo completamente escurecido sob o calor de 2.040ºC. Em artigo publicado no site científico NewScientist.com, os astrônomos explicaram que o novo planeta leva um dia para concluir uma volta em torno da sua estrela anfitriã, velocidade considerada recorde.

A rapidez com que o novo planeta orbita sua estrela chamou a atenção dos pesquisadores porque a maioria dos exoplanetas demoram três dias ou mais para completar o movimento.

Segundo os cientistas, a descoberta coloca em dúvida a teoria sobre como os planetas podem chegar perto de sua estrela anfitriã. O próximo objetivo do estudo será o de investigar a luz ultravioleta que o WASP-12b emana.

O novo planeta WASP-12b atinge temperaturas de até 2.250°C
O novo planeta WASP-12b atinge temperaturas de até 2.250°C

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Nasa tenta "despertar" telescópio orbital Hubble

A Nasa fará amanhã uma tentativa de "despertar" o telescópio orbital Hubble, fora de operação há duas semanas por erros de um computador, informaram hoje técnicos da agência espacial americana. Os problemas no Hubble obrigaram a atrasar outras missões, como o lançamento da missão de reparação do telescópio, assim como o lançamento do foguete Ares 1-X, primeiro protótipo do veículo com o qual a agência enviará astronautas ao espaço em 2015.

A Nasa havia programado o lançamento do Ares 1-X para o fim da primavera no hemisfério norte, do Centro Espacial Kennedy. O programa foi suspenso há duas semanas, porém, quando houve um problema técnico em um computador que trabalha na transmissão à Terra das imagens e dados científicos do telescópio, mantido em órbita a cerca de 480 km do planeta.

A falha obrigou o adiamento do lançamento de nave, agora programado para o fim de fevereiro. Art Whipple, diretor de programa do Hubble no Centro Goddard de Vôo Espacial, em Maryland, disse que os engenheiros enviarão amanhã comandos ao telescópio para que a operação passe a um computador de reposição - que será usado pela primeira vez desde que o telescópio chegou à sua órbita há 18 anos.

"No Espaço é muito pouco o que envelhece um componente de equipamento que nunca esteve conectado", explicou. "De fato, é um ambiente muito bom para armazenamento e conservação de componentes", acrescentou. Whipple disse que, se a operação der resultados, o Hubble poderá retomar seus trabalhos científicos na sexta-feira.

Nave Soyuz se acopla com sucesso à ISS

A nave Soyuz TMA-13 com a nova tripulação permanente da Estação Espacial Internacional (ISS) e o sexto turista espacial a bordo, se acoplou nesta terça-feira com sucesso à plataforma orbital.

» Veja mais fotos da ISS

A nave se acoplou às 12h26 hora de Moscou (5h26 de Brasília) em regime automático e aproximadamente em uma hora e meia os astronautas abrirão a escotilha e passarão ao laboratório orbital, informou o Centro de Controle de Vôos Espaciais russo.

Os novos tripulantes da ISS são o russo Yuri Lonchakov, o americano Michael Fincke e o turista espacial Richard Garriott, que voltará à Terra no dia 24 de outubro.

O acoplamento foi exibido em um telão na sala do Centro de Controle de Vôos Espaciais (CCVE) da Rússia, e assistido, entre outros, pelos pais de Garriott e do cosmonauta russo Serguei Volkov, informou a agência Interfax.

A manobra também foi seguida por Anatoli Permínov, diretor da agência espacial russa Roscosmos, e Vitali Lopota, presidente do consórcio Energuia, fabricante das naves Soyuz.

Após igualar a pressão entre o cargueiro e a ISS e comprovar o estado hermético das comportas, a tripulação abrirá a escotilha da nave e da plataforma orbital para entrar na estação.

O turista espacial Richard Garriott (esq.) observa as instalações da estação espacial
O turista espacial Richard Garriott (esq.) observa as instalações da estação espacial

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

ISS: tripulantes resolvem defeitos e esperam Soyuz

A tripulação russo-americana da Estação Espacial Internacional (ISS) conseguiu consertar o vaso sanitário principal e agora se preparam para receber a nave Soyuz TMA-13, informou um porta-voz da indústria espacial russa.

» Turista paga milhões por viagem

A fonte confirmou a informação da Nasa, agência espacial americana, sobre uma imperfeição no vaso sanitário, que fica no módulo russo "Zvezda", mas assegurou que os cosmonautas russos Serguei Volkov e Oleg Kononenko e o astronauta americano Greg Chamitoff já consertaram a falha.

Segundo a fonte, a tripulação precisou utilizar o vaso sanitário de reserva, situado na nave Soyuz TMA-12, acoplada à ISS como uma espécie de salva-vidas e na qual em breve voltará à Terra parte da tripulação atual, segundo a agência de notícias Interfax.

Essa foi segunda falha do vaso sanitário principal da estação depois do registrado em maio passado, que acabou sendo reparado pelos astronautas da nave Discovery, que foram na época à ISS. A nave Soyuz TMA-13, lançada no domingo passado com o cosmonauta russo Yuri Lonchakov, o astronauta americano Michael Fincke e o turista espacial Richard Garriott, deve se acoplar à ISS amanhã às 5h33 (Brasília).

Está previsto que a nave aterrisse em 24 de outubro nas estepes do Cazaquistão às 0h36 (Brasília).

domingo, 12 de outubro de 2008

Nave Soyuz parte rumo à ISS com turista a bordo

A Rússia lançou neste domingo ao espaço a nave Soyuz TMA-13 com três tripulantes a bordo, os integrantes da 18ª expedição à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), assim como o sexto turista espacial a viajar para a plataforma orbital.

» Fotos: Soyuz é lançada no Cazaquistão

O lançamento aconteceu com a ajuda de um foguete portador Soyuz FG a partir da base cazaque de Baikonur e estava previsto que a nave se separasse do foguete às 11h10 de Moscou (4h10 de Brasília), informaram as agências russas.

Cerca de dez minutos mais tarde, a nave se separou com sucesso do foguete e a tripulação, integrada pelo cosmonauta russo Yuri Lonchakov, o astronauta americano Michael Fincke e o turista espacial Richard Garriott "se encontra bem", ressaltou um porta-voz da base, citado pela agência oficial russa RIA Novosti.

Garriott permanecerá dez dias na plataforma orbital e voltará à Terra no próximo dia 24 junto à tripulação que deixa o local, integrada pelos cosmonautas russos Serguei Volkov e Oleg Kononenko, a bordo da Soyuz TMA-12.

A espaçonave Soyuz é lançada no Cosmódromo de Baikonour
A espaçonave Soyuz é lançada no Cosmódromo de Baikonour

sábado, 11 de outubro de 2008

Turista espacial quer comprar terreno na Lua

Richard Garriott, o turista espacial que partirá amanhã a bordo de uma nave Soyuz rumo à Estação Espacial Internacional (ISS), afirmou neste sábado que gostaria de ter um terreno na Lua.

"Sou a única pessoa na Terra que já conta com uma propriedade privada na Lua e quero que me pertença uma parte da Lua", declarou em coletiva de imprensa na base de Baikonur, no Cazaquistão, onde acontecerá o lançamento da nave.

Ele lembrou que há algum tempo comprou um veículo lunar soviético, que ainda está na Lua e que agora é de sua propriedade.

Segundo acordos internacionais, nenhum país tem direito a reivindicar território além das fronteiras da Terra, mas ele, como pessoa física, pode fazê-lo, ressaltou o turista, citado por agência de notícias russas.

O turista espacial assinalou que entre sua coleção de raridades cósmicas existem também duas cópias do primeiro satélite artificial terrestre lançado pela União Soviética.

O lançamento do foguete portador Soyuz-FG, que porá em órbita a nave Soyuz TMA-13, com o cosmonauta russo Yuri Lonchakov, o astronauta americano Michael Fincke e o sexto turista espacial a bordo, está previsto para as 4h01 (horário de Brasília) de amanhã.

Garriott voltará à Terra em 24 de outubro junto a alguns tripulantes da ISS na nave Soyuz TMA-12, atracada atualmente na plataforma orbital.

Foguete colocará nave Soyuz em órbita amanhã

O foguete Soyuz-FG, que colocará em órbita a nave "Soyuz TMA-13", com três tripulantes a bordo rumo à Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês), foi instalado na rampa de lançamento da base de Baikonur, no Cazaquistão. O lançamento do foguete com a nave russa está previsto para às 11h01 de Moscou (4h01 de Brasília) deste domingo.

» Veja mais fotos da Soyuz

A "Soyuz TMA-13" transportará para a plataforma orbital a missão número 18, integrada pelo cosmonauta russo Yuri Lonchakov e o americano Michael Fincke, assim como pelo sexto turista espacial, o milionário Richard Garriott, filho do ex-astronauta Owen Garriott.

O turista espacial, diretor-adjunto da agência de turismo espacial Space Adventures, desembolsou cerca de US$ 30 milhões para sua viagem de 12 dias ao espaço, nove deles a bordo da ISS.

Garriott voltará à Terra em 24 de outubro junto com a tripulação da ISS na nave "Soyuz TMA-12".

A plataforma orbital elevou no último dia 3 sua altura em 1,25km para o acoplamento da nave russa. A manobra foi realizada em regime automático por ordem do computador da ISS, mediante a ignição durante cinco minutos dos propulsores do cargueiro Progress-65, acoplado à estação.

A operação - que inicialmente devia ocorrer em 1º de outubro, mas foi adiada por causa da ameaça de uma colisão com lixo espacial - situou a plataforma orbital a uma altura de 353 quilômetros da superfície terrestre.

 foguete Soyuz-FG  colocará em órbita a nave
foguete Soyuz-FG colocará em órbita a nave "Soyuz TMA-13"

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Nasa: astronautas viajarão como turistas em naves russas

A Cidade das Estrelas costumava ser um não-lugar, uma base militar secreta a nordeste de Moscou que não aparecia em mapas. A União Soviética treinava aqui os seus astronautas para lutar no maior campo de batalha da guerra fria: o espaço.

No entanto, atualmente a Cidade das Estrelas serve como centro da arduamente conquistada parceria entre Estados Unidos e Rússia, e nela treinam os astronautas para voar à bordo da espaçonave Soyuz. E dentro de dois anos, a Cidade das Estrelas vai ser o único lugar a mandar astronautas de qualquer nação para a Estação Espacial Internacional.

O hiato está chegando: de 2010, quando a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) encerrar o programa de ônibus espaciais, a 2015, quando a nova geração de espaçonaves americanas deve ficar pronta, a Nasa antecipa que não terá capacidade de levar seres humanos ao espaço e vai depender da Rússia para o transporte de pessoal à a estação espacial de US$ 100 bilhões, comprando assentos nos vôos do programa Soyuz como se fosse um turista.

Com o aniversário de 50 anos da Nasa este mês, o plano da administração Bush de aposentar as três naves espaciais da nação e trabalhar em um retorno à Lua impulsionou o programa espacial dos EUA em direção a controvérsias na política nacional e na geopolítica.

Os senadores John McCain e Barack Obama denunciaram o hiato e promoveram seu compromisso para com o programa espacial durante viagens à Flórida, onde milhares de trabalhadores perderão seus empregos quando o programa do ônibus espacial acabar. O antagonismo entre os Estados Unidos e a Rússia sobre o conflito na Geórgia e outros temas está tornando nebuloso o futuro da parceria de 15 anos entre os dois países na exploração do espaço, e bem quando a Nasa vai depender da Rússia como nunca.

O administrador da Nasa, Michael Griffin, chamou a situação de "extrema e sem precedentes". Em uma mensagem de e-mail que mandou para seus principais conselheiros em agosto, Griffin escreveu que "os eventos se desenvolveram de uma forma tal que torna claro como foi imprudente da parte dos EUA adotar uma política de dependência deliberada quanto a outra potência".

Griffin está preocupado a ponto de ordenar que seus funcionários estudassem manter em operação as naves antigas depois de 2010. Ele fez isso, declarou o administrador em uma entrevista no mês passado, "cerca de cinco minutos depois que os russos invadiram a Geórgia, porque eu estava prevendo que isso ia acontecer".

Mas alertou que qualquer extensão no tempo de uso seria custosa e poderia atrasar ainda mais o retorno da Nasa à Lua, e ameaçar o papel dos EUA como a principal potência espacial.

No mês passado, a China fez o terceiro lançamento bem sucedido da sua espaçonave Shenzhou VII e a primeira caminhada no espaço de um de seus astronautas. O governo chinês disse que espera estabelecer uma estação espacial e eventualmente enviar uma missão à Lua. Os EUA pretendem retornar à Lua pelo menos até 2020; alguns analistas acreditam que a China pode chegar lá antes.

A interrupção no controle americano sobre o acesso ao espaço incomoda bastante algumas pessoas em Washington, dentre eles o senador Bill Nelson da Flórida, um dos principais defensores do programa espacial. Em uma entrevista, Nelson disse que foi "imperdoável" o programa espacial do país ter se colocado em uma posição de dependência em relação a um parceiro tão politicamente volátil. "Nós temos um primeiro ministro russo que acha que é um czar", ele disse sobre Vladimir Putin, se referindo à ação militar russa na Geórgia.

Os Estados Unidos tiveram períodos em que seus astronautas não podiam voar ao espaço: do final do programa Apollo em 1975 até o começo dos vôos do ônibus espacial, em 1981, e depois da perda das espaçonaves Challenger em 1986 e Columbia em 2003. Mas o intervalo que se aproxima pode ser o maior de todos se o desenvolvimento dos novos foguetes da Nasa for significativamente retardado.

Apesar de os impactos do hiato serem conhecidos desde que Griffin começou a administrar a agência em 2005, o Comandante Scott. Kelly, da Marinha, um astronauta que entrou em órbita duas vezes, alertou em abril que a idéia dos Estados Unidos não poderem mandar seres humanos para o espaço em seus próprios foguetes seria um choque. "Uma grande parte do público americano vai se surpreender", ele disse, complementando que muitas pessoas vão gritar "quem deixou que isso acontecesse?".

A administração Bush optou por abrir mão do acesso da nação ao espaço por cinco anos e se dedicar a uma nova fase nas viagens espaciais. A administração decidiu aposentar os ônibus espaciais e, em janeiro de 2004, anunciou uma guinada "na visão da exploração do espaço".

Segundo o plano, a Nasa iria parar de usar a sua frota de naves velhas e perigosas e criar um novo programa de lançamentos, o Constellation, construído com foguetes Ares e cápsulas Orion que foram desenvolvidas para permitir que os astronautas retornassem à Lua e até explorassem Marte e asteróides próximos da Terra.

Para passar de um programa a outro sem inflar o orçamento anual da Nasa, de US$ 17 bilhões, a administração resolveu diminuir o ritmo de missões do programa do ônibus espacial e conferir prioridade ao Constellation. A decisão sempre foi retratada como difícil, mas nos últimos meses as críticas vêm pipocando. Os candidatos presidenciais republicano e democrata, por exemplo, prometeram que manteriam a presença norte-americano no espaço.

"Como presidente, agirei para garantir que os nossos astronautas continuarão a explorar o espaço, e não apenas pegando carona em vôos de terceiros", declarou McCain alguns meses atrás. Obama criticou o que ele define como "mau planejamento e verbas inadequadas" que resultaram nessa situação.

Ambos os candidatos dizem que a Nasa deveria estudar a possibilidade de manter o programa do ônibus espacial em operação, com pelo menos uma missão adicional, e tentar acelerar o desenvolvimento do Constellation com recursos adicionais.

Mas se surgir dinheiro novo, ele chegará tarde demais para reduzir de maneira considerável o tempo de desenvolvimento do novo aparelho. "Os problemas se tornaram insolúveis, a essa altura", diz Griffin.

A crescente frustração que ele sente ficou clara em sua mensagem de e-mail a assessores da agência, em 18 de agosto, instruindo-os a estudar a possibilidade de missões adicionais.

"Em um mundo racional, teríamos sido autorizados a escolher a data de retirada do ônibus espacial com base na disponibilidade do Ares/Orion", ele escreveu. Mas no governo, "aposentar o ônibus espacial é uma jihad, e não uma decisão de engenharia e gestão de programas".

Depois que o jornal Orlando Sentinel reproduziu a mensagem, Griffin divulgou um comunicado no qual informava que a mensagem "não informava sobre o contexto de minhas declarações, e nem deixava claro meu apoio às políticas do governo".

Naquele momento, um projeto de lei vital para os planos da Nasa para cobrir o período em que não disporá de espaçonaves - permissão do Congresso para a aquisição de vagas em vôos do programa Soyuz depois de 2011- chegou a um impasse devido ao furor causado pelas ações russas na Geórgia. O problema foi resolvido no mês passado, quando o Congresso discretamente aprovou as verbas, mas as questões mais amplas continuam irresolvidas. E as preocupações de Griffin não se limitam a questões políticas envolvendo Washington e Moscou. Ele vem alertando repetidamente quanto ao rápido avanço do programa espacial chinês.

Em depoimento ao Senado no ano passado, Griffin afirmou que era provável que "a China coloque pessoas na Lua antes que consigamos retornar para lá".

A perspectiva causa preocupações ao deputado Tom Feeney, republicano da Flórida. Um de seus colegas no Congresso sugeriu recentemente que a nova base lunar deveria receber o nome do astronauta Neil Armstrong, o primeiro homem a pousar na Lua. Feeney se lembra de ter respondido: "Mas o que o leva a imaginar que os chineses permitirão que demos o nome de um dos nossos astronautas à base deles?"

A crescente tensão com a Rússia complica uma longa aliança espacial internacional que ajudou a reduzir as tensões na era da guerra fria, especialmente entre o pessoal que servia nas linhas de frente.

William Shepherd, primeiro comandante da estação espacial e antigo integrante dos comandos da marinha dos Estados Unidos, conhecidos como SEAL, se lembra de quando ele e seu colega russo de tripulação, Yuri Gritzenko, completaram suas órbitas iniciais da Terra; os dois veteranos da guerra fria gostavam de apontar para as bases nas quais, em anos precedentes, haviam treinado e esperado em prontidão pelo início das possíveis hostilidades.

"Percebi naquele momento que já não éramos norte-americanos ou russos", disse Shepherd. "Havia alguma coisa naquela experiência que transcendia as velhas dimensões".

A parceria surgiu nos anos 90, quando a União Soviética e sua economia entraram em colapso e o conhecimento russo sobre colocar pessoas - ou bombas para atacar lugares distantes - em órbita estava em risco de cair em mãos de países hostis. Ao pagar para ajudar a manter o programa espacial russo, a argumentação proposta afirmava, os Estados Unidos estavam limitando a proliferação de armas.

Pela metade dos anos 90, norte-americanos começaram a servir na estação espacial russa Mir, enquanto Estados Unidos e Rússia planejavam a nova Estação Espacial Internacional.

Os dois iniciais eram caracterizados pela cautela mútua. Mark Bowman, um prestador de serviço aos russos naqueles primeiros anos e hoje de volta a Moscou como representante da Nasa, conta que Korolev, onde fica o controle de missão para os vôos russos, era "uma cidade fechada", quando ele a visitou pela primeira vez em 1993. "Estrangeiros não entravam", conta.

Hoje, dezenas de trabalhadores da Nasa vivem permanentemente na Rússia e outras dezenas visitam o país para treinamento, lançamentos e poucos. "Eu arriscaria dizer que as pessoas que trabalham na Nasa conhecem a Rússia melhor do que o pessoal de qualquer outro ramo do governo", diz Kelly, o astronauta.

Susan Eisenhower, especialista nas relações entre Rússia e Estados Unidos e nos programas espaciais de ambos, disse que os russos provaram, quando da perda do Columbia, que eram capazes de honrar seu lado do acordo, ao continuar transportando norte-americanos à estação espacial. "Quando não nos restava escolha devido aos problemas com os ônibus espaciais, os russos poderiam ter nos chantageado em um momento de tragédia mas não o fizeram", ela diz.

Vitaly Davidov, diretor assistente da Roscosmos, a agência espacial russa, disse em entrevista no controle de missão que a Rússia honraria seu compromisso de transportar as tripulações da estação espacial. Isso não significa que as coisas serão fáceis.

Os Estados Unidos e a Rússia estão em disputa sobre muitas questões comerciais e políticas. Mas Michael Krepon, um dos fundadores do Centro Henry L. Stimson, uma instituto de pesquisa política, disse que embora o monopólio espacial russo crie riscos, "existe uma etiqueta já muito antiga. Ninguém quer interferir com a segurança dos seres humanos que estão em missões espaciais".

"Não creio que as coisas devam ficar muito feias, caso a indisponibilidade de espaçonaves norte-americanos persistir", disse Krepon. "Mas os custos serão elevados".

Atualmente a Cidade das Estrelas serve como centro da parceria entre Estados Unidos e Rússia
Atualmente a Cidade das Estrelas serve como centro da parceria entre Estados Unidos e Rússia

Tradução: Paulo Migliacci

Foguete Soyuz será lançado neste domingo

O foguete Soyuz TMA-13 foi transportado nesta sexta-feira para a plataforma de lançamento em Baikonur, Cazaquistão. O foguete será lançado neste domingo pela Estação Espacial Internacional (ISS). Informou a agência AFP

A missão contará com a presença de um "turista espacial", o programador de videogames Richard Garriott, que vai estar a bordo da nave a caminho da Estação Espacial Internacional juntamente com um astronauta americano e um russo.

Garriott, filho de um astronauta da Nasa aposentado, vai passar dez dias no espaço e será o primeiro a conduzir experiências durante uma missão.

Segundo o Space Adventures, a companhia americana organizadora de viagens espaciais, o "turista" pagou cerca de 30 milhões de dólares pela viagem.

O foguete Soyuz TMA-13 foi transportado para a plataforma de lançamento em Baikonur, Cazaquistão
O foguete Soyuz TMA-13 foi transportado para a plataforma de lançamento em Baikonur, Cazaquistão

Com informações de Agências Internacionais

EUA, Europa e Rússia lançarão missões a Júpiter

Os Estados Unidos, a Europa e a Rússia se preparam para explorar o planeta Júpiter entre 2018 e 2020, informou o vice-diretor da Academia de Ciências russa, Oleg Korabliov, citado pela agência de notícias Interfax.

"A mais global e excitante idéia de um vôo até Júpiter está tomando forma", disse Korabliov, acrescentando que três expedições independentes serão enviadas ao planeta.

A agência espacial européia enviará a Júpiter duas naves espaciais para estudos - uma das quais ficará a uma distância "segura" do planeta - a Nasa colocará um satélite em órbita por cerca de dois meses utilizando os métodos de pesquisa tradicionais, enquanto a Rússia pretende aterrissar no planeta em 2018.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Turista espacial americano se prepara para missão

O turista espacial americano e empresário multimilionário Richard Garriott, que partirá para o espaço no dia 12 de outubro rumo à Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês) a bordo de uma nave "Soyuz", participou nesta quarta-feira de uma sessão de treinamento no Cosmódromo de Baikonur, Cazaquistão.

Richard Garriott, produtor e criador de games, será o primeiro a conduzir experiências durante sua missão no espaço, pela qual pagou cerca de 30 milhões de dólares, segundo o Space Adventures, a companhia americana organizadora de viagens espaciais.

O americano Richard Garriott  está realizando uma série de treinamentos
O americano Richard Garriott está realizando uma série de treinamentos

Com informações de Agências Internacionais

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Messenger transmite fotos inéditas de Mercúrio

A nave especial americana Messenger transmitiu centenas de fotos de Mercúrio na terça-feira, depois de encerrar a segunda visita ao planeta mais próximo ao sol. As imagens devem mostrar aos cientistas paisagens do planeta nunca antes vistas. As informações são da CNN.

» Veja mais fotos de Mercúrio

A Messenger, lançada em 2004, chegou a apenas 200 km de distância sobre o equador de Mercúrio ontem, no que foi o segundo dos três sobrevôos previstos antes que a nave entre na órbita de Mercúrio, por volta de 2011. A sonda já havia sobrevoado o planeta em 14 de janeiro e ainda voltará em setembro de 2009.

Em 1974 e 1975, outra nave americana, a Mariner 10, voou próximo a Mercúrio, mas o foco da Messenger é parte a do planeta que não foi vista antes.

Fotos tiradas durante a primeira passagem da nave, em janeiro, mostraram que as erupções vulcânicas produziram muitas das planícies de Mercúrio.

Segundo a Nasa, a Messenger tem o objetivo de se tornar a primeira nave espacial a entrar na órbita do planeta. Se isso acontecer, ela deve ajudar os cientistas a compreender a composição da superfície de Mercúrio recolhendo informações sobre o meio ambiente e a geoquímica do planeta.

A nave especial americana Messenger transmitiu fotos inéditas de Mercúrio
A nave especial americana Messenger transmitiu fotos inéditas de Mercúrio

Com agências.

Índia lançará missão lunar em 22 de outubro

A primeira missão lunar da Índia, Chandrayaan-1, provavelmente será lançada nas primeiras horas de 22 de outubro do Centro Espacial Satish Dhawan, a 90 quilômetros de Chennai, sul da Índia, informou segunda-feira a Agência de Notícias Indo-Asiática.

"A data da tentativa do lançamento é 22 de outubro, embora a janela esteja aberta até 26 de outubro. Dependendo do tempo, planejamos lançar a espaçonave lunar por volta das 6h30", disse S. Satish, diretor da Organização de Pesquisa Espacial da Índia (OPEI), citado pela agência.

A espaçonave de 1.380 quilos, construída no centro de satélite da OPEI, pela área de tecnologia de informação, será levada à órbita lunar por um Veículo de Lançamento de Satélite Polar (PSLV-C11) especialmente desenhado, de 320 toneladas de peso, com seis impulsores presos com cintos que pesam 12 toneladas cada um.

"A espaçonave orbitará a lua a uma altitude de 100 quilômetros para fazer um mapa topográfico e dos recursos minerais do chão lunar", acrescentou.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Asteróide atingirá a Terra às 23h46 desta segunda

Um pequeno asteróide descoberto por um observatório no Arizona, Estados Unidos, atingirá a atmosfera da Terra às 23h46 desta segunda-feira sem oferecer qualquer tipo de risco para os seres humanos, informa a agência AP. Cientistas da Universidade de Harvard informaram que o asteróide, com cerca de 1 m e 5 m de diâmetro, penetrará a atmosfera no norte do Sudão, vindo de oeste para o leste. Segundo a Nasa, é a primeira vez que um fenômeno como este ocorre.

Segundo os astrônomos, o impacto será em uma parte muito alta do céu, provocado uma bola de fogo que será visível no norte da África. Em razão da distância, o asteróide se desintegrará muito tempo antes de tocar o chão.

Donald Yeomans, da Nasa, a agência espacial americana, afirmou que "é a primeira vez que fomos capazes de prever a entrada de um objeto desses na Terra, o que vai ser um espetáculo para o mundo".

Timothy Spahr, diretor do Minor Planet Center, de Harvard, acredita que a previsão do asteróide é positiva, pois os astrônomos estarão em alerta para uma próxima eventualidade. "Se fosse algo maior, e estivesse vindo bater direto no solo, seríamos capazes de fazer as pessoas saírem do seu caminho", destacou.

Sonda fotografa Mercúrio a apenas 200 km de altura

Uma sonda espacial do tamanho de um carro, da Nasa, agência espacial americana, enquadrou hoje a superfície de Mercúrio, visualizando detalhes inéditos do solo rochoso do planeta mais quente e "central" do nosso Sistema Solar, segundo cientistas. A Messenger chegou a apenas 200 km de altura sobre o equador de Mercúrio, segundo Ralph McNutt, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, participante do projeto.

As imagens iniciais enviadas à Terra mostram penhascos recém-descobertos, mas a maior parte dos dados só deve chegar na terça-feira. Por telefone, McNutt explicou que a sonda está cobrindo "cerca de 30% do planeta que nunca foram vistos por uma nave espacial antes" e que "até onde podemos dizer, tudo foi executado exatamente como deveria ser".

Este é o segundo de três sobrevôos previstos antes que a Messenger entre na órbita de Mercúrio, por volta de 2011. A sonda já havia sobrevoado o planeta em 14 de janeiro e ainda voltará em setembro de 2009. McNutt disse que uma combinação dos dados coletados em janeiro com as novas informações deve dar aos cientistas uma boa idéia sobre a topografia do planeta. Na passagem anterior, a sonda tirou cerca de 1,2 mil fotos.

Em janeiro, a sonda indicou que a atividade vulcânica teve um papel importante na formação da superfície de Mercúrio, e que com o tempo o planeta está encolhendo mais do que se imaginava. As únicas visitas anteriores da Nasa ao primeiro planeta depois do Sol foram feitas em 1974 e 75 pela sonda Mariner, que em três sobrevôos mapeou cerca de 45% da superfície do planeta. Em janeiro, a Messenger havia mapeado outros 20%.

O novo sobrevôo, a uma velocidade de 23,8 mil km/h, abrange uma área equivalente à da América do Sul. De acordo com McNutt, restarão agora apenas 5% da superfície de Mercúrio por mapear. A superfície é uma mistura de planícies e crateras provocadas pela queda de rochas espaciais, há muito tempo. Há também longos e escarpados penhascos, como o que foi visto na segunda-feira.

Messenger, que significa "mensageiro", é também a sigla em inglês para "Superfície, Ambiente Espacial, Geoquímica e Abrangência de Mercúrio". A sonda foi lançada em 2004.

Com o "rebaixamento" de Plutão à categoria dos planetas-anões, Mercúrio passou a ser considerado o menor planeta do Sistema Solar, com cerca de um terço do tamanho da Terra e apenas um pouco maior do que a nossa Lua.

Também na segunda-feira, a Nasa anunciou que vai lançar em 19 de outubro no atol de Kwajalein, no Pacífico, uma sonda que vai estudar a periferia do Sistema Solar.

A Messenger captou detalhes inéditos do solo, ficando a apenas 200 km de altura sobre o equador de Mercúrio
A Messenger captou detalhes inéditos do solo, ficando a apenas 200 km de altura sobre o equador de Mercúrio

Satélite começa a girar ao redor da cápsula da Shenzhou VII

Cientistas chineses mudaram, domingo, com sucesso, a órbita do satélite de monitoramento BX-1 para que este começasse a girar em torno da cápsula orbital da Shenzhou VII em uma trajetória elíptica com perigeu de 4 quilômetros e apogeu de 8 quilômetros.

Esta foi a primeira vez que a China conseguiu este tipo de manobra espacial, disseram fontes oficiais.

O satélite de monitoramento começou a girar ao redor do módulo orbital da Shenzhou VII às 18h14 de domingo, sob estreito monitoramento do Centro de Controle Aeroespacial de Beijing.

O BX-1 viajou a bordo da Shenzhou VII para o espaço em 25 de setembro e foi lançado dois dias depois. Desde 30 de setembro, o centro de controle mudou a órbita do BX-1 seis vezes para aproximá-lo gradualmente do veículo espacial e finalmente conseguiu fazer com que o satélite começasse a girar em volta do módulo orbitral da nave espacial.

Nos últimos dias, o satélite de monitoramento enviou à Terra mais de mil imagens da nave espacial a partir de diferentes ângulos. Todas as imagens são claras e completas, disse um funcionário do programa espacial chinês.

domingo, 5 de outubro de 2008

Temperaturas nas principais cidades européias

Temperaturas e condições climáticas nas seguintes capitais e cidades européias.

CIDADE MAX MIN CONDIÇÕES Amsterdã 13 7 chuvoso Atenas 22 17 claro Berlim 14 8 variável Bratislava 15 7 claro Bruxelas 14 5 chuvoso Copenhague 10 7 chuvada Estocolmo 10 3 chuvoso Genebra 14 4 claro Lisboa 23 13 claro Londres 16 6 chuvoso Madri 21 8 claro Moscou 16 10 claro Oslo 9 3 chuvoso Paris 15 10 chuvas esparsas Praga 16 4 nublado Roma 19 6 claro Varsóvia 12 5 nublado Viena 18 8 claro Zurique 14 2 claro.

sábado, 4 de outubro de 2008

Órbita da ISS é corrigida para acoplamento de nave

A posição da Estação Espacial Internacional (ISS) foi elevada em 1,25 km neste sábado, com vistas ao acoplamento da nave russa Soyuz TMA-13, que dentro de dez dias levará à plataforma sua próxima tripulação e um turista espacial.

A correção na órbita foi feita automaticamente, por um computador da própria ISS, mediante o acionamento, durante cinco minutos, dos propulsores do cargueiro Progress-65, atualmente acoplado à estação, informou o Centro de Controle de Vôos Espaciais da Rússia (CCVE).

A manobra, que estava prevista para quinta-feira, mas foi adiada por dois dias devido à ameaça de uma colisão com lixos espaciais, situou a plataforma orbital a uma altura de 353 quilômetros em relação à superfície terrestre.

De modo geral, a ISS gira ao redor da Terra a entre 330 e 360 km de altitude. Mas, a cada dia, a plataforma perde entre 100 e 150 m de altura, devido à gravitação terrestre, à atividade solar e a outros fatores.

O objetivo da operação de hoje foi colocar a estação em uma órbita que garanta ótimas condições para o acoplamento da Soyuz TMA-13, cujo lançamento está previsto para 12 de outubro, na base cazaque de Baikonur.

A Soyuz TMA-13 levará ao espaço a próxima tripulação da ISS, integrada pelo russo Yuri Lonchakov e o americano Michael Fincke, e também um turista espacial, o milionário americano Richard Garriott.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Nasa: ciclo solar vive fase mais calma em décadas

Imagens divulgadas ontem pela Nasa identificam que o ciclo solar, mesmo estando no período de atividade mínima, vive a sua fase mais calma em décadas, informaram cientistas da agência espacial americana ao The New York Times. Segundo os pesquisadores, em 200 dias neste ano, as manchas solares não foram encontradas durante as observações.

» Veja imagem ampliada do ciclo solar

Com fotografias tiradas pelas câmeras da sonda espacial Soho (em inglês, Solar and Heliospheric Observatory), os astrônomos compararam os diferentes momentos do ciclo solar em 2001 até o final do mês de setembro desse ano.

Em uma das imagens de 7 anos atrás, o Sol vivia o momento máximo do ciclo solar, onde eram claramente visíveis diversas manchas e erupções solares, além de fortes tempestades geomagnéticas. Na última observação, em 27 de setembro desse ano, constatou-se o início do período menos intenso dessas atividades.

De acordo com os especialistas, o que chamou a atenção foi a total inatividade desses elementos em pouco tempo. A atividade solar aumenta e diminui em períodos de cerca de onze anos. O ciclo solar número 23 teve o seu máximo de intensidade entre os anos 2000 e 2002 quando passou por uma fase de fortes tempestades.

As manchas solares são regiões com temperatura mais baixa que as outras e com intensa atividade magnética. Consistem em uma área central escura, chamada "umbra", rodeada por uma penumbra mais clara. Apenas uma mancha pode medir cerca de 12 mil km - quase tão grande quanto o diâmetro da Terra. Um grupo maior delas atingiria a incrível marca de 120 mil km de extensão.

Durante as maiores atividades do astro, o freqüente surgimento de tempestades magnéticas podem danificar satélites no espaço e também interferir em transmissões de rádio até mesmo na Terra.

Imagem de 2001, à esquerda, mostra as manchas solares no período de alta intensidade; a foto de setembro desse ano, à direita, confirma o momento calmo do ciclo solar
Imagem de 2001, à esquerda, mostra as manchas solares no período de alta intensidade; a foto de setembro desse ano, à direita, confirma o momento calmo do ciclo solar

Colisão espacial transformou planetas em poeira

Uma nuvem de poeira que cerca uma estrela que está a uma distância de aproximadamente 300 anos-luz da Terra pode representar os únicos restos perceptíveis de uma colisão de dois planetas rochosos, de acordo com pesquisadores.

Os planetas podem ter apresentado tamanho, idade e distância com relação ao seu sol semelhantes aos da Terra. Os dois corpos celestes orbitavam em torno de uma estrela dita binária, ou seja, um par de sóis sincronizados em uma rotação muito próxima, conhecida como BD +20 307.

Até agora, nenhuma outra estrela binária a distância tão curta de nosso planeta havia apresentado quaisquer indícios de possuir planetas.

Usando telescópios ópticos e de raios-X a fim de estimar o volume e a temperatura da nuvem de poeira que cerca a estrela BD +20 307, pesquisadores concluíram que ela deve ter sido gerada pela colisão violenta de dois corpos celestes de dimensões planetárias. Planetas como esses teriam sido locais extremamente favoráveis para a possível evolução de vida extraterrestre, afirmam os especialistas.

"Eles eram certamente antigos o suficiente para que biologia completa tivesse se desenvolvido em ambos", disse Benjamin Zuckerman, astrônomo da Universidade da Califórnia em Los Angeles e diretor científico do estudo. Habitados ou não, os dois planetas teriam sido obliterados quando da colisão espacial. A nuvem de poeira resultante do choque se dispersará dentro de alguns milhares de anos, e não restará qualquer traço duradouro de nenhum dos planetas, disse Zuckerman.

O estudo, disponível no momento pelo arquivo acadêmico online da Universidade Cornell, em www.arXiv.org, será publicado em dezembro pela revista Astrophysical Journal.

Do pó ao pó
Nosso sistema solar também contém volume significativo de poeira, produzida pelas colisões entre asteróides e arrastadados para o interior do sistema por cometas em suas viagens espaciais. Em um estudo realizado em 2005, Zuckerman e seus colegas estimaram que o sistema solar da estrela BD +20 307 contivesse um milhão de vezes mais poeira que o Sistema Solar.

"Naquela altura, nós acreditávamos que o sistema BD +20 307 contasse com uma estrela única, e que tivesse idade de apenas algumas centenas de milhões de anos", disse Zuckerman. Por isso, os pesquisadores interpretaram a maciça nuvem de poeira avistada no sistema como indicador de que ele estava atravessando os estágios iniciais do processo de formação de planetas.

Mas a interpretação quanto aos dados observados mudou no começo desde ano, quando Alycia Weinberger, astrônoma da Carnegie Institution, de Washington, descobriu que o sistema BD +20 307 na verdade conta com duas estrelas em uma. O par de estrelas de tamanho semelhante ao do nosso Sol traça órbitas mútuas em distância muito mais curta do que a que separa o planeta Mercúrio, o primeiro de nosso sistema, do Sol.

Dados subseqüentes sobre a concentração de metal e de lítio na nuvem de poeira, obtidos por Zuckerman e seus colegas em observações, sugerem que o sistema BD +20 307 pode ter alguns bilhões de anos de idade. Em contraste, a nuvem de poeira só poderia persistir por um máximo de algumas dezenas de milhares de anos, e por isso deve ter origem bastante recente, na opinião dos autores do estudo.

Scott Kenyon, astrônomo da Universidade Harvard que não participou do estudo, concorda em que, dada a idade recentemente estimada para a estrela, "parece bastante improvável que a poeira observada no sistema seja parte de um processo formação de planetas". Kenyon afirma que embora o volume de poeira localizado não sirva como prova definitiva de que um impacto planetário ocorreu, sugere que "uma colisão muito incomum" tenha acontecido.

"Trata-se de uma nuvem poeira muito maior do que aquela que teria sido produzida pela colisão entre dois asteróides de porte modesto", ele declarou.

Órbitas perturbadas
Na imensidão do espaço, a probabilidade de uma colisão entre dois planetas maduros que percorram órbitas bem estabelecidas parecem bastante remotas. Mas mesmo em nosso sistema solar, as órbitas planetárias podem se ver sujeitas a influências externas.

"Existe uma probabilidade razoável de que a órbita de Mercúrio não seja completamente estável", disse Zuckerman. "É possível que, devido a perturbações gravitacionais em outros planetas ao longo de um período de tempo prolongado, Mercúrio venha a ser desviado de sua órbita atual... Caso isso aconteça, existe a possibilidade de um choque com outro planeta".

"Nosso palpite, no momento, é o de que algo semelhante pode ter acontecido com o sistema BD +20 307", ele afirmou.

Uma pequena alteração na dança giratória que os dois sóis do sistema realizam em estreita parceria poderia ter retirado um dos planetas do percurso orbital que este pode ter percorrido por um bilhão de anos ou mais. Outra causa poderia ser uma estrela-anã não identificada, que seria uma espécie de companheira das duas estrelas centrais e seguiria uma longa órbita em torno delas, escreveram os autores do estudo.

"Essa seria uma maneira óbvia de desestabilizar as órbitas dos planetas do sistema", disse Zuckerman. "Caso exista uma terceira estrela vagueando pelo sistema em algum lugar, a probabilidade se torna muito grande".

Tradução: Paulo Migliacci

Raios de luz dão pistas sobre explosão de supernovas

A poeira cósmica gerada nas explosões de supernovas produzem os raios de luz logo nos primeiros momentos do impacto que provoca a morte das estrelas. Com o telescópio espacial Spitzer, os cientistas da Nasa, a agência espacial americana obtiveram maiores informações sobre os instantes em que a luz se propaga, observando a Cassiopéia A, uma brilhante nebulosa da constelação de Cassiopéia. As informações são do Science Daily.

De acordo com os cientistas Eli Dwek, da Nasa, e Richard Arendt, da Universidade de Maryland, os ecos de luz são alimentados pela radiação gerada no impacto. No caso da Cassiopéia A, o impacto teria acontecido há 11 mil anos. Dwek explicou que "o brilho visto agora é apenas o dos primeiros momentos da explosão".

Alguns pesquisadores descobriram pontos quentes nos resquícios cósmicos perto da supernova Cassiopéia A, reconhecendo a importância deles na relação com os raios de luz da explosão inicial.

Com os dados do Spitzer, Dwek e Arendt puderam obter resultados mais precisos por meio da análise do pó espacial. Nestes restos, foram detectadas quantidades de silicato e temperaturas entre -137°C e -87°C que, apesar de serem muito frias na Terra, também são muito quentes, quando comparadas com as da típica poeira interestelar.

Segundo os cientistas, os únicos fatores que poderiam tornar a poeira cósmica muito quente é a radiação ultravioleta e os raios-X, pouco antes da morte da estrela. A luz inicial produzida pela supernova foi cem mil vezes mais brilhante que o Sol, durando apenas um ou dois dias.

Imagem do telescópio espacial Spitzer mostra a supernova Cassiopeia A
Imagem do telescópio espacial Spitzer mostra a supernova Cassiopeia A

Ervas medicinais raras a bordo da Shenzhou VII serão estudadas

Várias ervas medicinais raras a bordo da terceira nave espacial tripulada chinesa, Shenzhou VII, foram enviadas a um laboratório de nanobiotecnologia chinês para estudo.

As ervas serão usadas para produzir nanomedicinas para tratar tumores cancerígenos, disse o professor Zhang Yangde, do Laboratório de Nanobiotecnologia da Universidade do Centro-Sul da China, na província de Hunan, sul da China.

Nanomateriais anti-tumor podem ser obtidos de extratos dessas ervas medicinais, disse Zhang, acrescentando que pesquisadores esperam que o ambiente de microgravidade no Espaço Exterior possa ter provocado mutação genética nessas ervas, o que possibilitaria crescimento e reprodução mais rápidos das plantas.

Além dessas ervas, outras amostras a bordo da nave espacial incluíram sementes de 25 plantas em extinção e amostras vivas de alguns animais e plantas aquáticas.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Rússia adia elevação da órbita da ISS

A Rússia adiou por dois dias uma manobra de elevação da órbita da Estação Espacial Internacional (ISS) para evitar sua colisão com lixo espacial.

O Centro de Controle de Vôos Espaciais (CCVE) da Rússia informou que a manobra, que devia ser realizada nesta quinta às 8h33 (horário de Brasília), foi adiada para o próximo sábado.

Durante a manobra está prevista a ativação por quatro minutos e meio dos propulsores do cargueiro espacial russo Progress M-65, acoplado à ISS, para elevar a altura da estação em 1,25km e situá-la a 353km da superfície terrestre.

Habitualmente, a altura de órbita média da ISS, tripulada agora pelos russos Serguei Volkov e Oleg Kononenko e pelo americano Greg Chamitoff, oscila entre 360km e 330km de altitude.

A plataforma perde entre 100m e 150m de altura a cada dia por causa da gravitação terrestre, da atividade solar e de outros fatores.

O objetivo da operação é colocar a estação em uma órbita que garanta condições ótimas para o engate da nave russa Soyuz TMA-13, cujo lançamento está previsto para o próximo dia 12, a partir da base de Baikonur, no Cazaquistão.

A Soyuz TMA-13 levará para o espaço a próxima tripulação permanente da ISS, integrada pelo russo Yuri Lonchakov e pelo americano Michael Fincke, além do sexto turista espacial, o milionário americano Richard Garriott.

Garriott, filho do ex-astronauta americano Owen Garriott e diretor-adjunto da agência de turismo espacial Space Adventures, desembolsou aproximadamente US$ 30 milhões para sua viagem de 12 dias pelo espaço, nove deles a bordo da ISS.

O turista espacial voltará à Terra no próximo dia 24 junto com a tripulação da ISS na nave Soyuz TMA-12, presa atualmente à plataforma orbital em qualidade de mecanismo salva-vidas para qualquer situação de emergência.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Messenger fará 2º sobrevôo em Mercúrio na 2ª feira

A sonda espacial Messenger se aproximará pela segunda vez neste ano da superfície do planeta Mercúrio, informa a Nasa, a agência espacial americana. No dia 6 de outubro, a nave sobrevoará o solo a uma distância de aproximadamente 200 km, ganhando uma assistência gravitacional que lhe ajudará a se aproximar cada vez mais do planeta.

Com a manobra, a Messenger poderá manter o rumo para sobrevoar Mercúrio uma última vez, no próximo ano, antes de se tornar a primeira nave a orbitar o planeta mais próximo do Sol. O feito deve acontecer somente em 2011.

Na nova aproximação, a câmera de alta definição da sonda tirará mais de 1,2 mil fotos de 30% da superfície de Mercúrio, uma região que jamais havia sido vista por uma nave. Em janeiro, a Messenger observou apenas 20% do solo, além de fazer medições do campo magnético, exosfera, cauda de sódio, coloração e composição da superfície, e o campo gravitacional.

De acordo com Sean Solomon, principal pesquisador da missão, a região que será observada pela primeira vez tem uma área maior que a América do Sul. "A única previsão segura que podemos fazer agora é de que teremos novos descobrimentos", afirmou.

Após a primeira visita, os cientistas concluíram que Mercúrio se parece muito menos com a Lua do que se havia previsto inicialmente, já que ele possui características próprias e únicas. Segundo eles, a enigmática magnetosfera do planeta parece ser bem diferente do que a Mariner 10 havia descoberto na primeira viagem, quase 34 anos atrás. Naquela data, a Nasa havia sobrevoado apenas um hemisfério de Mercúrio.

Na segunda aproximação deste ano, a Messenger observará pela 1ª vez uma região de Mercúrio maior que a América do Sul
Na segunda aproximação deste ano, a Messenger observará pela 1ª vez uma região de Mercúrio maior que a América do Sul

Com agências internacionais

Nasa comemora 50 anos de atividades espaciais

A Nasa, a agência espacial americana, completa nesta quarta-feira 50 anos de atividades. Sua criação aconteceu durante a Guerra Fria e tinha o objetivo de ajudar os Estados Unidos a enfrentar o poderio espacial da União Soviética. Em 1º de outubro de 1958, sua fundação foi uma resposta direta ao lançamento do Sputnik, primeiro satélite artificial soviético, em 4 outubro de 1957.

Se o Sputnik foi o bip-bip-bip que o mundo inteiro ouviu, o som que caracterizou o lançamento do satélite Explorer 1 foi o suspiro coletivo de alívio do público americano, na madrugada de 31 de outubro de 1958. Neste momento, o país havia respondido com sucesso ao desafio soviético, dando início à corrida espacial.

O acontecimento desatou em uma grande competição entre as superpotências para ver quem tinha mais superioridade tecnológica, que poderia acarretar também em uma soberania do sistema político do vencedor. "A corrida para a Lua era mais do que a exploração espacial ou um ato de orgulho nacional, pois era vista como um verdadeiro teste à validade da nossa democracia e do próprio conceito de liberdade", lembra Michael Griffin, diretor da Nasa.

Desde que a missão Apolo 11 chegou à Lua, em 20 de julho de 1969 (21 de julho em horário GMT), com o astronauta americano Neil Armstrong sendo o primeiro homem a pisar na superfície do satélite da Terra, os EUA chegaram ao topo da corrida espacial.

De lá para cá, não houve concorrentes ao poderio americano. Porém, o surgimento de potências emergentes, como a China, fez com que a luz de alerta se acendesse nos EUA. Ironicamente, a Nasa comemora meio século de trabalho no momento em que a China obtém o feito de ter o primeiro astronauta do país a realizar uma caminhada espacial, no último sábado.

Se juntando à Rússia e aos EUA no seleto grupo de países com alta tecnologia exploratória espacial, a China quer ainda mais. E preparam-se para lançar sua primeira missão tripulada à Lua em 2012, além de levar seus astronautas ao satélite em 2017, antes do retorno previsto dos americanos.

Com a possibilidade de uma nova competição espacial acirrada, agora os americanos querem preservar a sua supremacia para fazer frente às novas ambições de um competidor em crescimento. A previsão inicial da Nasa era de retornar à Lua com astronautas em 2020. No entanto, o prazo poderia ser antecipado. Cientistas ligados à estatal acreditam que uma aterrissagem dos chineses antes do retorno dos EUA poderá ser considerado um retrocesso frente ao mundo, ou até mesmo, uma derrota.

Conheça algumas datas importantes da conquista espacial:
- 1926: O cientista americano Robert Goddard lança o primeiro foguete de combustível líquido com capacidade de chegar ao espaço.

- 4 de outubro de 1957: a União Soviética lança o Sputnik 1, primeiro satélite artificial.

- 3 de novembro de 1957: a União Soviética coloca em órbita a cadela Laika, primeiro ser vivo a ser mandado para o espaço, a bordo da Sputnik 2, que não estava preparada para voltar à Terra. Laika morre na incineração da nave ao reentrar na atmosfera.

- 31 de janeiro de 1958: os Estados Unidos lançam seu primeiro satélite, o Explorer 1.

- 1º de outubro de 1958: criada a Nasa, agência espacial americana.

- 2 de janeiro de 1959: o satélite soviético Luna 1 sai do campo de atração terrestre rumo à Lua.

- 7 de outubro de 1959: o satélite soviético Luna 3 transmite as primeiras imagens já vistas pela humanidade da face oculta da Lua.

- 12 de abril de 1961: o soviético Yuri Gagarin, a bordo da nave Vostok 1, se torna o primeiro ser humano a entrar em órbita, durante um vôo de 1 hora e 48 minutos, no qual dá uma volta ao redor da Terra.

- 5 de maio de 1961. Alan Shepard é o primeiro americano no espaço, depois de um vôo suborbital de 15 minutos.

- 27 de agosto de 1962: os Estados Unidos lançam a primeira sonda espacial para Vênus. Em novembro, a União Soviética lança sua primeira nave robô rumo a Marte.

- 16 de junho de 1963: a soviética Valentina Terechkova torna-se a primeira mulher no espaço.

- 18 de março de 1965: o soviético Alexis Leonov se torna o primeiro homem a sair da nave e fazer uma caminhada espacial.

- 15 de dezembro de 1965: primeiro acoplamento no espaço entre duas naves americanas Gemini. Os Estados Unidos começam a superar a União Soviética.

- 27 de janeiro de 1967: um incêndio durante um teste de lançamento da Apolo 1 causa a morte de seus três astronautas: Virgil Grissom, Roger Chaffee e Ed White. O incêndio ocorre durante teste em terra, realizado em Cabo Canaveral.

- 23 de abril de 1967: queda da Soyuz-1; o soviético Vladimir Komarov é o primeiro cosmonauta a morrer voltando do espaço.

- 20 de julho de 1969 (21 de julho em horário GMT): o módulo Águia da missão Apolo 11 pousa na Lua, com os americanos Neil Armstrong e Edwin Aldrin; Michael Collins permanece na órbita lunar no comando da nave principal. Armstrong é o primeiro homem a pisar na Lua. "Um pequeno passo para o homem, um enorme passo para a humanidade" são suas primeiras palavras.

- 11-15 de abril de 1970: a Apolo 13 não consegue chegar à Lua por causa de incidentes técnicos. A nave volta à Terra com seus três tripulantes sãos e salvos após quatro dias de angústia.

- 19 de abril de 1971: lançamento da Saliut 1, a primeira estação orbital soviética.

- 29 de junho de 1971: os três ocupantes da Soyuz-11 - Georgui Dobrovolsky, Vladimir Volkov e Viktor Patsaiev - morrem devido à queda de pressão de seu módulo de aterrissagem.

- 14 de dezembro de 1972: o módulo lunar Challenger decola da superfície lunar na última missão tripulada no satélite da Terra.

- 5 de abril de 1973: a Nasa lança a sonda Pioneer 10, a primeira que atravessará o cinturão de asteróides e observará os planetas externos. Trinta anos depois suas transmissões são captadas ao dobro da distância de Plutão, fora do sistema solar e a caminho da constelação de Orion.

- 14 de maio de 1973: é posta em órbita a estação orbital americana Skylab.

- 31 de maio de 1975: criada a Agência Espacial Européia (ESA).

- julho de 1975: uma nave americana Apolo e outra russa Soyuz se encontram no espaço.

- 24 de dezembro de 1979: lançamento do foguete Ariane, que se torna o primeiro foguete espacial europeu.

- 12 de abril de 1981: os Estados Unidos lançam seu primeiro ônibus espacial, Columbia.

- 28 de janeiro de 1986: sete astronautas morrem na explosão do ônibus espacial americano Challenger, pouco mais de um minuto depois do lançamento. Os vôos ficam suspensos até 1988.

- 19 de fevereiro de 1986: lançamento da estação espacial soviética de terceira geração MIR. A estação funcionou até março de 2001.

- 25 de abril de 1990: o telescópio espacial Hubble é posto em órbita.

- 2 de novembro de 2000: dois russos e um americano se tornam os primeiros tripulantes da estação espacial internacional ISS.

- 1º de fevereiro de 2003: o ônibus espacial Columbia explode durante a reentrada sobre o estado do Texas. Os sete tripulantes a bordo (seis americanos e um israelense) morrem.

- 27 de setembro de 2003: um foguete europeu Ariane lança a sonda Smart-1, que chegaria à Lua 13 meses depois no primeiro vôo interplanetário bem sucedido usando a revolucionária propulsão iônica.

- 16 de outubro de 2003: a China se torna o terceiro país a fazer um vôo espacial tripulado, com o "taikonauta" (astronauta em chinês) Yang Liwei em sua nave Shenzu V.

- 3 de janeiro de 2004: a sonda americana Spirit, que contém um robô explorador, pousa com sucesso no planeta Marte.

- 14 de janeiro de 2005: a sonda européia Huygens pousa em Titã, lua de Saturno localizado a 1,5 bilhão de quilômetros da Terra.

- 4 de julho de 2005: um projétil enviado pela sonda americana Impacto Profundo (Deep Impact) colide com o cometa Tempel 1, a 133 milhões de quilômetros da Terra.

- 19 de setembro 2005: a Nasa revela seus planos de enviar uma missão tripulada para a Lua em 2018.

- 21 setembro 2006: missão do foguete americano Atlantis para continuar com a construção da ISS, interrompida desde 2002.

- 19 de janeiro de 2006: a Nasa envia a sonda New Horizons a Plutão, o último planeta inexplorado.

- 14 setembro 2007: Japão lança um foguete com uma sonda de observação para a Lua.

- 25 de maio de 2008: A sonda americana Phoenix pousa no polo norte de Marte.

Neil Armstrong (dir.), o primeiro homem a pisar na Lua, participa de comemoração dos 50 anos da Nasa, realizada em 24 de setembro
Neil Armstrong (dir.), o primeiro homem a pisar na Lua, participa de comemoração dos 50 anos da Nasa, realizada em 24 de setembro

Com agências internacionais

Cápsula de reentrada da Shenzhou VII será estudada

O módulo de reentrada da espaçonave chinesa Shenzhou VII chegou a Beijing terça-feira à tarde, dois dias depois de sua aterrissagem sem contratempos na Região Autônoma da Mongólia Interior, no norte do país.

A cápsula chegou de trem à estação ferroviária de Changping de Beijing por volta das 15h30 (hora local) e será entregue porsteriormente à Academia de Tecnologia Espacial da China, onde foi fabricada, para revisões e estudos futuros.

Um exame preliminar da cápsula indica que a parte exterior se mantém em boas condições. Os especialistas da academia abrirão a cápsula nesta quarta-feira e realizarão mais exames sobre a mesma e o pára-quedas que ajudou na aterrissagem segura.

A amostra de teste de lubrificante sólido recolhida pelo primeiro astronauta chinês a realizar atividade extra-veicular, Zhai Zhigang, na tarde do domingo, no exterior do módulo orbital durante sua caminhada espacial de 20 minutos de duração, será entregue à Academia de Ciências da China para um estudo posterior.