sexta-feira, 15 de maio de 2009

Nasa divulga imagem da silhueta da Atlantis contra o Sol

A imagem foi capturada a partir do solo usando um telescópio com filtro solar
A imagem foi capturada a partir do solo usando um telescópio com filtro solar

A Agência Espacial Americana, Nasa, divulgou uma imagem da silhueta da nave Atlantis passando contra o Sol nesta terça-feira. A imagem foi capturada a partir do solo usando um telescópio com filtro solar. As informações são do jornal timesonline.

Nesta sexta-feira, a tripulação da nave Atlantis irá fazer a segunda de cinco caminhadas espaciais para reparar o Telescópio Espacial Hubble. Os astronautas concluiram nesta quinta-feira o primeira dia de trabalho para melhorar o funcionamento do telescópio, que agora já conta com uma nova e poderosa câmera para fotografar o espaço.

Após mais de sete horas de trabalho no exterior da nave, no espaço aberto, os astronautas John Grunsfeld e Andrew Feustel conseguiram substituir a velha câmera do Hubble por uma nova mais eficiente.

Eles trocaram a câmera Wide Field Planetary, de 15 anos de idade, por outra muito mais poderosa, do tamanho de um piano de parede. A Nasa deixou claro que com esse novo instrumento, o telescópio, que transmitiu imagens incríveis das profundezas do Universo, será capaz de captar fotografias maiores, mais claras e detalhadas.

Redação Terra

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Tripulação do "Atlantis" instala nova câmera no Hubble

A tripulação do ônibus espacial "Atlantis" concluiu nesta quinta-feira com sucesso o primeira dia de trabalho para melhorar o funcionamento do telescópio Hubble, que agora já conta com uma nova e poderosa câmera para fotografar o espaço.

Após mais de sete horas de trabalho no exterior da nave, no espaço aberto, os astronautas John Grunsfeld e Andrew Feustel conseguiram substituir a velha câmera do Hubble por uma nova mais eficiente.

Eles trocaram a velha câmera Wide Field Planetary, de 15 anos de idade, por outra muito mais poderosa, do tamanho de um piano de parede.

A Nasa (agencia espacial americana) deixou claro que com esse novo instrumento, o telescópio, que transmitiu à humanidade imagens incríveis das profundezas do Universo, será capaz de captar fotografias maiores e mais claras e detalhadas.

Após os trabalhos de substituição, a câmera antiga foi posta no "Atlantis", que o trará de volta à Terra, onde será exposta no Museu Espacial de Washington.

É a quinta e última vez que uma nave vai ao encontro do Hubble, situado a mais de 600 quilômetros da Terra, para consertos e manutenção.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Astronautas da Atlantis concluem 1ª saída ao espaço

astrônomo John Grunsfeld, 50 anos, e o geólogo Drew Feustel, 43, finalizaram a 1ª das cinco caminhadas previstas
astrônomo John Grunsfeld, 50 anos, e o geólogo Drew Feustel, 43, finalizaram a 1ª das cinco caminhadas previstas

Dois astronautas do ônibus espacial Atlantis efetuaram nesta quinta-feira sua primeira saída ao espaço, para modernizar o telescópio Hubble, anunciou a Nasa.

A primeira das cinco saídas espaciais previstas nesta missão durou sete horas e vinte minutos, mais do que o esperado.

O astrônomo John Grunsfeld, 50 anos, e o geólogo Drew Feustel, 43, instalaram uma nova câmera, um novo computador e um novo dispositivo que permite acoplar ao telescópio veículos espaciais.

A missão do Atlantis, que deve durar 11 dias, tem como objetivo prolongar a vida do Hubble em cinco anos, o tempo suficiente para terminar e lançar um sucessor mais moderno, o telescópio James Webb.

AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

Astronautas instalam nova câmera no telescópio Hubble

Dois astronautas do ônibus espacial Atlantis instalaram nesta quinta-feira uma nova câmera no Hubble, na primeira manutenção do telescópio espacial em sete anos. A caminhada espacial dos astronautas John Grunsfeld e Drew Feustel, prevista para ter uma duração de entre seis e sete horas, começou às 09h52 de Brasília (12h52 GMT).

"É um grande dia para o Hubble", disse Grunsfeld, um astrônomo de 50 anos que realiza sua terceira missão no telescópio. Feustel, um geólogo de 43 anos, faz sua primeira viagem espacial. "Que bom!", entusiasmou-se Feustel recém-saído do ônibus espacial. "Fantástico!", acrescentou.

A caminhada é realizada depois que a tripulação do Atlantis, de sete membros, capturou na quarta-feira o enorme telescópio - de 13,2 m de largura e 11 t - e o acoplou a uma plataforma do ônibus espacial para poder realizar os trabalhos. A Nasa prevê que a manutenção estenderá as operações do Hubble em pelo menos cinco anos, tempo suficiente para concluir e lançar seu potente sucessor, o James Webb Space Telescope.

Durante a caminhada desta quinta-feira os astronautas substituiram uma câmera (Wide Field Planetary Camera-2), que tem 16 anos, pela mais moderna Wide Field Camera-3. A nova câmera é desenhada para observar o universo de maneira mais profunda, em busca de sinais dos primeiros sistemas estelares e para estudar os planetas mais próximos.

O Cosmic Origins Spectrograph será acoplado à atual câmera no sábado. Este foi projetado para estudar a estrutura do universo e detectar a distribuição de carbono e de outros elementos químicos necessários à vida. Grunsfeld e Feustel também deverão substituir o computador científico do telescópio, que registra algumas falhas.

Contratempos
A caminhada desta quinta-feira teve seus contratempos quando dois parafusos que afixavam a Wide Field and Planetary Camera-2 foram retirados com bastante dificuldade. Isto atrasou os trabalhos em cerca de 30 minutos em relação ao programa de atividades.

Se o tempo permitir, os astronautas também instalarão um mecanismo para que futuros veículos possam capturar os telescópios, indicou a Nasa. Quando a reparação estiver completa, o Hubble terá novas baterias e giroscópios, além de um sistema elétrico renovado.

Na quarta-feira os astronautas examinaram o exterior do Hubble com a câmera do braço robótico da nave e o encontraram em bom estado, apesar de sinais de desgaste devido à radiação ultravioleta e aos impactos de fragmentos espaciais. "É uma visão incrivelmente bela", disse Grunsfeld. "Incrivelmente, o exterior do Hubble, um veterano de 19 anos no espaço, ainda está estupendo".

Os astronautas não viam ou trabalhavam no Hubble desde março de 2002. O telescópio, fruto de uma parceria entre a Nasa e a Agência Espacial Europeia (ESA), foi colocado em órbita no dia 25 de abril de 1990 pelo ônibus espacial Discovery, e desde então transmitiu mais de 750 mil imagens espetaculares dos confins do cosmos e milhões de dados, abrindo uma nova era na Astronomia.

AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

Satélites Herschel e Planck a caminho das origens do universo

KOUROU, França, 14 Mai 2009 (AFP) - O satélite Planck, que deve analisar os vestígios da luz emitida depois do Big Bang, e o observatório Herschel, que vai escrutar o berçário das estrelas e as galáxias longínquas, foram lançados com sucesso nesta quinta-feira por um foguete Ariane 5 em Kourou, na Guiana Francesa.

"A Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês) está a caminho das origens do universo", empolgou-se o diretor-geral da Agência, Jean-Jacques Dordain.

Herschel e Planck devem demorar um mês para chegar a seu destino final, a 1,5 milhão de km da Terra, na direção oposta a do Sol, destacou.

Neste ponto, onde se equilibram as forças gravitacionais exercidas pelo Sol e pela Terra, Herschel e Planck girarão em volta do Sol, exatamente na mesma velocidade que a Terra.

Esta posição permitirá a seus instrumentos ultrasensíveis, esfriados a temperaturas próximas do zero absoluto (-273,15 graus Celsius), observar o céu frio e longínquo sem serem afetados pelo calor da Terra.

Com o mesmo objetivo de explorar o universo distante, dois astronautas da nave Atlantis efetuaram nesta quinta-feira sua primeira saída em órbita para modernizar e prolongar a existência do telescópio Hubble.

Dois novos instrumentos devem permitir a este telescópio em órbita baixa a 560 km da Terra voltar até 600 a 500 milhões do Big Bang, ou seja, uma distância bem menor que a que cobrirão Herschel e Planck.

O observatório Herschel, o maior já enviado ao espaço, tentará desvendar os segredos das estrelas nascentes escondidas em um berço de gases e poeiras por meio da captação dos raios infravermelhos, imperceptíveis a olho nu.

"Vamos observar uma luz nunca vista no universo", explicou G¶ren Pilbratt, responsável pelo projeto Herschel na ESA.

Os três instrumentos (Pacs, Spire, Hifi) a bordo do Herschel utilizarão uma gama ampla de frequências, do infravermelho longínquo ao raio submilimétrico, para detectar corpos celestes frios, nuvens moleculares ou galáxias remotas cujo raio se deslocou para o infravermelho.

O Herschel deve durar no mínimo três anos, durante os quais várias equipes de astrônomos de todo o mundo dividirão entre si o tempo de observação.

A missão do Planck, fruto de uma colaboração entre a ESA e a Nasa, é estudar ínfimas variações do raio fóssil, um rastro agora frio da primeira luz emitida no universo 380.000 anos depois do Big Bang.

Em 15 meses de observação, graças ao instrumento de alta frequência HFI, capaz de registrar variações de temperatura da ordem de um milionésimo de grau, o Planck deverá observar duas vezes a totalidade da abóbada celeste e elaborar um mapa preciso deste raio difuso.

Estes dados reveladores sobre o passado do universo devem permitir conhecer melhor sua geometria, o ritmo de sua expansão, a natureza e a quantidade de matéria negra.

ah/yw/sd

AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

Foguete Ariane decola com satélites europeus de observação

Os satélites europeus de observação astronômica Planck e Herschel, destinados a investigar a origem do Universo, foram lançados nesta quinta-feira ao espaço a bordo de um foguete Ariane-5 da base de Kuru, na Guiana francesa.

A decolagem a partir da plataforma de lançamento aconteceu às 10h12 de Brasília sem nenhuma complicação, segundo a televisão francesa.

Vinte e cinco minutos depois, os satélites iniciaram seu percurso para alcançar o ponto orbital, situado a cerca de 1,5 milhão de quilômetros sobre a Terra, aonde chegarão em cerca da 60 dias.

Os dois satélites, concebidos pela ESA, têm como missão observar o Universo até limites nunca alcançados até agora, o que pode esclarecer a origem do mesmo.

Resultado de 15 anos de experimentação e de mais de 1,7 bilhão de euros (US$ 2,3 bilhões) de investimento, os dois telescópios ficarão em um ponto de equilíbrio entre a atração terrestre e solar.

Levarão um mês e meio, aproximadamente, para chegar a esse ponto, que alcançarão de forma independente. Com revolucionários instrumentos de observação, Planck e Herschel trabalham em condições de frio extremo, próximos ao zero absoluto, para evitar distorções em suas medições.

Isso limita a duração de vida dos satélites, que será de entre três a cinco anos no caso de Herschel, e de entre um ano e meio e dois anos e meio para Planck.

"Trata-se da aposta mais importante da ESA em astronomia espacial", afirmou à Agência Efe de Kuru o coordenador de política científica da agência europeia, Álvaro Giménez.

Cerca de 300 especialistas de 15 países deram sua contribuição para conceber e fabricar os dois telescópios espaciais mais modernos.

Herschel é o de maior espelho já enviado ao espaço, de 3,5 metros de diâmetro, o que complicou sua colocação em órbita, adiada várias vezes.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Astronautas iniciam caminhada espacial para reparar o Hubble

Dois astronautas saíram do ônibus espacial Atlantis nesta quinta-feira e flutuaram no espaço para trabalhar sobre o Telescópio Espacial Hubble, observatório no espaço há 19 anos e que transformou a compreensão que os cientistas têm do universo.

Trajando grandes roupas espaciais pressurizadas, John Grunsfeld, de 50 anos, que já viajou cinco vezes no ônibus espacial, e seu parceiro novato Andrew Feustel, de 43, saíram do Atlantis pouco antes das 10h00 (horário de Brasília) para o primeiro de cinco passeios no espaço.

Os astronautas devem consertar o telescópio e instalar novos instrumentos que permitirão ao Hubble captar imagens de objetos formados em tempos tão distantes quanto 500 anos após o nascimento do universo.

"Isto é fantástico", disse Grunsfeld, membro de duas equipes anteriores que fizeram reparos e manutenção no Hubble. "Você vai amar isto, Drew", disse ele a Feustel.

O Atlantis decolou na segunda-feira levando sete astronautas para uma missão espacial de 11 dias.

O primeiro trabalho dos astronautas será substituir a câmera digital dos anos 1990 do telescópio por um aparelho mais moderno que é sensível à luz infravermelha e ultravioleta, além dos comprimentos de onda que o olho humano é capaz de detectar.

Os detectores de infravermelho são especialmente importantes para a obtenção de imagens muito distantes, cuja luz chega à Terra em comprimentos de onda mais longos, mais vermelhos, de modo semelhante à maneira como o som de um trem se distancia quando o trem vai se distanciando.

"Esta nova câmera promete enxergar mais para trás no tempo, mais perto do Big Bang, do que jamais pudemos enxergar até hoje", disse Grunsfeld em entrevista antes da decolagem do ônibus espacial.

Olhar longamente para os objetos mais distantes detectáveis é a primeira prioridade entre as tarefas do Hubble, assim que o observatório voltar a funcionar. Os alvos mais antigos que o Hubble já viu datam de 700 milhões de anos depois do Big Bang, a explosão que criou o universo há cerca de 13,7 bilhões de anos.

Grunsfeld, que é astrônomo, tem um projeto de pesquisa pendente com a nova câmera. Ele quer utilizar seus sensores ultravioletas para estudar uma cratera na lua, na esperança de encontrar minerais que possam ser úteis para expedições lunares futuras.

Grunsfeld e Feustel também devem substituir um computador chave que processa e formata informações recolhidas pelos instrumentos científicos do Hubble, para serem transmitidas para a Terra.

O computador deixou de funcionar em setembro, poucas semanas antes de a equipe de manutenção do Hubble estar programada para voar. A Nasa adiou a missão para que seus engenheiros pudessem preparar uma máquina substituta. Durante esse período, os operadores do telescópio passaram a usar um sistema de backup.

A Nasa quer deixar o Hubble com o máximo possível de equipamentos de reserva, na esperança de mantê-lo operacional pelo menos até 2014, quando está previsto que o telescópio que o irá substituir já esteja pronto para operar.

Reuters - Reuters Limited - todos os direitos reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

ESA lança satélites para investigar origem do universo

Os satélites europeus de observação astronômica Planck e Herschel, destinados a investigar a origem do universo, foram lançados nesta quinta-feira ao espaço a bordo de um foguete Ariane-5 da base de Kuru, na Guiana francesa.

A decolagem a partir da plataforma de lançamento aconteceu às 10h12 de Brasília sem nenhuma complicação, segundo a televisão francesa. Os satélites iniciaram seu percurso para alcançar o ponto orbital, situado a cerca de 1,5 milhão de km sobre a Terra, aonde chegarão em cerca da 60 dias.

Tanto o Planck como o Herschel, construídos por Thales Alenia Sapace e a Agência Espacial Européia (ESA), descreverão órbitas elípticas e suas missões estão dentro do programa da ESA. O satélite Herschel, de 7 metros de altura e 4,3 metros de largura, receberá radiações infravermelhas de grande amplitude de onda emitidas por alguns dos objetos mais frios e distantes do Universo, onde existem estrelas e galáxias em formação.

Os dois satélites deveriam ter sido colocados em órbita em 2007, mas o lançamento acabou atrasado por dois anos.

As sondas foram lançadas a bordo do foguete Ariane-5 da base de Kuru, na Guiana francesa

As sondas foram lançadas a bordo do foguete Ariane-5 da base de Kuru, na Guiana francesa

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Atlantis poderá realizar manobra para evitar lixo orbital

A Nasa advertiu nesta quarta-feira que os astronautas do ônibus espacial Atlantis estão se preparando para uma eventual manobra a fim de evitar o lixo orbital produzido pela destruição de um satélite chinês, em 2007.

"No momento, nada indica que precisaremos fazer algo", disse Rob Navias, porta-voz da Nasa no Centro Espacial Johnson, ao citar a possibilidade.

O objeto em questão, de cerca de 10 centímetros e que é monitorado pelo Pentágono, deve passar a 3 km do Atlantis nesta quinta-feira, às 00h30 GMT.

A tripulação do Atlantis capturou hoje, com sucesso, o telescópio espacial Hubble, em uma manobra perigosa, que precede o conserto e a atualização do aparelho.

LeRoy Cain, encarregado da missão, disse que o Atlantis poderá realizar uma manobra cuidadosa, se for necessário, evitando qualquer dano ao telescópio, de 13,2 metros.

AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

ESA lança sondas para estudar origem do universo nesta 5ª

Na chegada ao espaço, Planck (esq.) e Herschel irão se separar para ocupar locais diferentes em uma mesma órbita
Na chegada ao espaço, Planck (esq.) e Herschel irão se separar para ocupar locais diferentes em uma mesma órbita

Os telescópios europeus Planck e Herschel, os dois mais potentes já construídos, partirão nesta quinta-feira rumo ao espaço a bordo de um foguete Ariane-5 com o ambicioso objetivo de explorar a origem do universo, com um conjunto de originais e potentes instrumentos de observação.

A decolagem da plataforma de lançamento está prevista para ocorrer da base de Kuru, na Guiana francesa, entre 10h12 e 11h07 (Brasília). Logo após a decolagem, os dois satélites se separarão e ocuparão locais diferentes em uma mesma órbita, a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, onde a atração desta equilibra a do Sol.

O mais potente dos foguetes Ariane levará dois telescópios que custaram 1,7 bilhão de euros, financiados por diversas agências espaciais e cujos instrumentos são batante sensíveis. O observatório Planck, que será posicionado na cabeça do foguete, analisará as radiações fósseis do Big Bang e fornecerá informação sobre a origem do universo e a respeito de suas características principais.

Entre elas, estudará a geometria geral do espaço e a densidade e a expansão do mesmo, graças a um telescópio integrado que dirige radiações em forma de microondas para instrumentos do satélite, que lhe permitirão receber imagens do espaço em alta e baixa frequência. Tanto o Planck como o Herschel, construídos pela Thales Alenia Sapace e a ESA, descreverão órbitas elípticas e suas missões estão dentro do programa da Agência Espacial Européia.

O satélite Herschel, de 7 m de altura e 4,3 m de largura, receberá radiações infravermelhas de grande amplitude de onda emitidas por alguns dos objetos mais frios e distantes do Universo, onde existem estrelas e galáxias em formação. Os dois satélites deveriam ter sido postos em órbita em 2007, mas o lançamento acabou atrasado por dois anos.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Astronautas acoplam Atlantis ao Hubble com sucesso


O ônibus espacial Atlantis foi acoplado com sucesso ao telescópio Hubble nesta quarta-feira, após uma aproximação delicada e meticulosamente executada pela tripulação, informou a Nasa, agência espacial americana.

O comandante Scott Altman posicionou o Atlantis a pouco mais de 10 m de distância do Hubble, para que a astronauta Megan McArthur, que operava o braço mecânico do ônibus espacial, pudesse então alcançar o telescópio de 13,2 m e trazê-lo para dentro da nave. "Houston, Atlantis, o Hubble está a bordo", disse Altman pelo rádio ao centro de controle americano, no Texas.

Agora, a tripulação tem cinco dias para realizar os trabalhos de manutenção do telescópio, tarefa relativamente perigosa, já que estão orbitando em uma zona onde circula uma grande quantidade de lixo espacial - cerca de 540 km acima da superfície terrestre sobre a ilha de Madagascar, na África.

Ao todo, serão cinco caminhadas espaciais, com a primeira prevista para esta quinta-feira. A missão durará 11 dias.

O diretor de vôo, Tony Ceccacci, informou nesta terça em comunicado que, em uma inspeção de dez horas feita pela tripulação após o lançamento do Atlantis, foram detectados arranhões em uma das placas térmicas que cobrem a nave, em uma área de 50 cm. No entanto, de acordo com Ceccacci, num primeiro momento, o dano encontrado "parece ser menor e não representa uma preocupação".

O Atlantis foi lançado na segunda-feira do centro espacial da Nasa em Cabo Canaveral, na Flórida, para realizar a última manutenção do lendário telescópio espacial, que em breve será substituído por um modelo mais moderno. A quarta e última manutenção no Hubble ocorreu em 2002 e deveria ser repetida dois anos depois, mas foi adiada devido ao acidente com o ônibus Columbia, em 2003.

A missão só foi feita agora porque surgiu um plano de emergência para resgatar os astronautas com um outro ônibus, caso o Atlantis sofra algum dano durante a viagem que o impeça de voltar à Terra. O ônibus está longe demais da Estação Espacial Internacional para que os tripulantes possam eventualmente se abrigar por lá.

Três dos cinco instrumentos científicos do telescópio estão quebrados, e ele está usando seu último conjunto de giroscópios para posicionamento, um computador reserva para formatar os dados transmitidos para a Terra e baterias fabricadas há 19 anos, que só fornecem metade da sua carga original.

Os operadores do telescópio também esperam ressuscitar uma câmera de infravermelho depois que o telescópio for novamente colocado em órbita.

AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

Lixo espacial ameaça missão da Atlantis de reparo do Hubble

Detritos espaciais combinados com um arranhão de 21 polegadas (aproximadamente 53 centímetros) no delicado revestimento térmico deixam os membros da tripulação do ônibus espacial Atlantis em perigo. O objetivo da missão é reparar e atualizar o Telescópio Espacial Hubble. As informações são da agência AP e foram publicadas pelo site da ABC News.

"Algo do tamanho de uma ervilha poderia fazer um buraco na nave espacial", afirmou o ex-astronauta Jeffrey Hoffman no programa Good Morning America. "Eles geralmente podem monitorar pedaços de detritos menores que duas polegadas. Mas alguns objetos são demasiado pequenos para monitorar, mas suficientemente grandes para causar danos".

Perigos desta missão
Em uma região com milhares de pedaços de lixo espacial viajando ao redor da Terra em quase 20 mil mph (milha por hora), os membros da tripulação têm cerca de uma semana para munir o telescópio com as novas baterias, giroscópios e câmaras, e sair com segurança.

Em um espaço com mais peças de satélites e de foguetes do que nunca, o Atlantis poderia colidir com um dos pedaços de lixo voadores.

O Hubble está a cerca de 350 milhas (cerca de 563 km) acima da Terra e sua órbita está cheia de obstáculos, em uma espécie de depósito de lixo espacial. O lugar é mais sujo do que a maioria dos locais onde as naves costumam voar, com objetos acelerando a cinco milhas por segundo.

"Detritos espaciais são uma ameaça a qualquer operação. Partículas tão pequenas quanto uma fração de uma polegada podem desativar ou perturbar a exploração espacial", disse o cientista especializado em detritos orbitais, Nicholas Johnson.

"Temos um ambiente arriscado quando voamos a esta altitude", afirmou o chefe de segurança da Nasa, Bryan O'Connor, para a agência AP. No entanto, ele afirma que este é um risco com o qual a Nasa pode lidar.

Mas não são apenas os detritos que representam perigo para a Atlantis e sua tripulação. Outro é o arranhão de 21 polegadas que atravessa quatro das delicadas chapas da camada térmica da nave, que ocorreu exatamente 106 segundos após o lançamento na segunda-feira.

O arranhão causa preocupação porque as telhas protegem a nave e tripulação de temperaturas superiores a 3 mil graus Fahreinheit (cerca de 1648 graus Celsius) na reentrada. Felizmente, o arranhão não é profundo.

"O dano parece ser muito raso e não é uma área muito grande", disse o gerente de integração de lançamentos da Nasa, LeRoy Cain. "As informações são preliminares, mas acreditamos que provavelmente não haverá uma inspeção com esse foco, o que é uma boa notícia para nós."

Mesmo antes de dano ser descoberto, a Nasa preparou a nave Endeavour para socorrer os astronautas, caso seja necessário. Nada do que foi apurado até agora exigiria um resgate.

E, pelo menos para um dos astronautas, o risco envolvido vale a pena. "Penso nas grandes fotos da Hubble é algo pelo qual eu acho que vale a pena arriscar a minha vida. É algo muito maior do que todos nós", afirmou o comandante Scott Altman em uma entrevista no ano de 2008.

Plano da missão para a Hubble
Hoje, a tripulação vai chegar ao telescópio e a nave vai agarrar-se a ela. Os astronautas farão caminhadas espaciais para realizar os reparos e upgrades ao longo da próxima semana. O trabalho começa nesta quinta-feira.

Na terça-feira a tripulação verificou o exterior da nave para avaliar os danos causados pelos destroços durante o lançamento, encontrando quatro cortes que inicialmente pareciam menores.

A prática se tornou norma desde que a nave Columbia foi atingida por um objeto durante o lançamento, em 2003 e mais tarde desintegrou-se durante a reentrada. Mas o maior perigo em qualquer vôo está em colidir com lixo espacial ou com as minúsculas rochas espaciais em alta velocidade durante a órbita, e não durante o lançamento.

"Muitas pessoas têm tentado bolar sistemas de limpeza do espaço", disse Hoffman. "A melhor coisa que podemos fazer é evitar a criação de detritos."

Redação Terra

Atlantis se prepara para acoplamento com Hubble

Telescópio espacial Hubble visto de dentro da Atlantis
Telescópio espacial Hubble visto de dentro da Atlantis

A tripulação do ônibus espacial Atlantis se prepara para a aproximação com o telescópio espacial Hubble nesta quarta-feira. Segundo as últimas informações da Nasa, agência espacial americana, a nave estaria a pouco mais de 60 m do Hubble, realizando os últimos ajustes antes do acoplamento, previsto para ocorrer às 13h54 (horário de Brasília).

O encontro acontecerá cerca de 540 km acima da superfície terrestre sobre a ilha de Madagascar, na África. Nesta missão, que durará 11 dias, a tripulação deve realizar cinco jornadas de trabalhos extraveiculares - a começar nesta quinta-feira - para reparar ou melhorar o funcionamento do telescópio.

O diretor de vôo, Tony Ceccacci, informou nesta terça em comunicado que, em uma inspeção de dez horas feita pela tripulação após o lançamento do Atlantis, foram detectados arranhões em uma das placas térmicas que cobrem a nave, em uma área de 50 cm. No entanto, de acordo com Ceccacci, num primeiro momento, o dano encontrado "parece ser menor e não representa uma preocupação".

Com informações da agência EFE

Redação Terra

terça-feira, 12 de maio de 2009

Nasa detecta danos leves na cobertura térmica da "Atlantis"

A nave "Atlantis", que partiu na segunda-feira de Cabo Canaveral em uma missão para reparar o telescópio Hubble, sofreu danos aparentemente leves em sua cobertura térmica durante a decolagem, informou hoje a Nasa, a agência espacial americana.

O diretor de voo, Tony Ceccacci, informou hoje em comunicado que, em uma inspeção de dez horas feita pela tripulação da "Atlantis", foram detectados arranhões em uma das placas térmicas que cobrem a nave, em uma área de 50 centímetros.

Ceccacci afirmou que, a primeira vista, o dano encontrado "parece ser menor e não representa uma preocupação", mas os especialistas precisarão ver os arranhões para verificar se a cobertura térmica da nave "está em bom estado".

A "Atlantis" segue viajando em direção ao telescópio Hubble, onde deve chegar nesta quarta, à 13h54 (de Brasília).

Nesta missão, que durará 11 dias, a tripulação deve realizar cinco jornadas de trabalhos extraveiculares para reparar ou melhorar o funcionamento do telescópio.

O Hubble, colocado em órbita em 1990 durante uma viagem da nave "Discovery", já completou mais de 97 mil órbitas em torno da Terra, e transmitiu imagens únicas do universo antes invisíveis aos telescópios terrestres.

Ao contrário dos acoplamentos com a ISS - um projeto de US$ 100 bilhões no qual participam 16 nações -, os astronautas do "Atlantis" não estarão encostados em uma base de operações, mas a nave será seu único refúgio em caso de problemas.

Isso significa que se a "Atlantis" sofrer um problema durante o lançamento ou quando os astronautas estiverem realizando sua missão no Hubble, não poderão se refugiar na Estação Espacial, que orbita a cerca de 350 quilômetros da Terra.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Cargueiro russo se acopla à ISS após 5 dias de testes de vôo

A nave russa "Progress M-02M", que transporta duas toneladas e meia de carga, se acoplou nesta terça-feira sem problemas à Estação Espacial Internacional (ISS), informou o Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia (CCVE).

"Todos os sistemas da nave funcionaram com normalidade. O acoplamento ocorreu em regime automático", disse um porta-voz do CCVE à agência Interfax.

A carga inclui o novo traje espacial Orlan-MK, além de reservas de combustível, água e oxigênio, comida, frutas e verduras frescas, equipamento médico e científico e presentes para os tripulantes.

Atualmente, está presente na estação orbital a expedição número 19, integrada pelo russo Gennady Padalka, assim como por seu colega da Nasa (agência espacial americana) Michael Barratt e o astronauta japonês Koichi Wakata.

A "Progress M-02M", lançada no dia 7 da base de Baikonur, levou cinco dias para chegar à plataforma orbital, em vez dos habituais dois, porque, durante o trajeto, foi realizada uma série de testes de voo e provas dos sistemas da nave.

Esta é a segunda nave da nova série de cargueiros, que se diferencia dos anteriores principalmente por seus sistemas de comando digitais.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Robô Spirit está atolado em Marte, afirma Nasa

O pequeno robô Spirit, que explora Marte há cinco anos junto com seu gêmeo Opportunity, está atolado há várias semanas na areia do planeta vermelho, sem que os cientistas da Nasa consigam retirá-lo.

"É um problema grave", destacou John Callas, diretor do programa dos robôs Spirit e Opportunity no Jet Propulsion Laboratory da Nasa, em Pasadena (Califórnia, oeste).

"O Spirit se encontra em uma situação muito difícil. Procedemos com método e precaução, mas poderemos levar semanas para conseguir movimentá-lo novamente", acrescentou, citado por um comunicado da agência espacial norte-americana.

De qualquer forma, "aproveitamos para aprender mais, graças aos instrumentos científicos do robô, sobre as propriedades físicas do solo marciano que nos causa todos estes problemas", ressaltou Callas.

O Spirit chegou ao planeta vermelho no dia 4 de janeiro de 2004 para uma missão inicial prevista para apenas três meses, e foi seguido três semanas mais tarde por seu gêmeo Opportunity.

Os robôs permitiram a obtenção indicações valiosas sobre traços de água na superfície de Marte que talvez tenham permitido em algum momento a existência de formas de vida, graças a centenas de milhares de imagens de uma precisão sem precedentes.

AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

Nasa prepara missão de resgate caso Atlantis tenha problemas

Seria a missão de salvamento mais audaciosa da história da exploração espacial. A Nasa, que na segunda-feira lançou o ônibus espacial Atlantis numa missão de manutenção do telescópio Hubble, preparou um plano B: o lançamento de um segundo ônibus espacial, que já está pronto para decolar em caso de catástrofe, para salvar os astronautas.

Se a missão de reparos e manutenção do Hubble tiver problemas graves, os astronautas não terão como contar com a segurança da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), que está a 350 km da Terra - quase metade da distância entre o planeta e o Hubble, que está a 563 km. Por isso, a Nasa planeja lançar um segundo ônibus espacial, o Endeavour, para realizar um resgate.

O Endeavour já está posicionado em uma plataforma de lançamento no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida, pronto para ser lançado com quatro astronautas em apenas três dias em caso de emergência.

Segundo a Nasa, a tripulação do Atlantis poderia sobreviver por apenas 25 dias se o ônibus espacial ficar à deriva, antes que o oxigênio da nave se esgote.

Durante dois dias, a 600 km de distância da Terra, os astronautas do Atlantis teriam que fazer uma arriscada caminhada espacial até a Endeavour, que os traria de volta para a Terra.

Este cenário, apesar de assustador e aparentemente desesperado, foi minuciosamente estudado detalhe por detalhe pela agência espacial americana.

"A segurança vem primeiro", disse o porta-voz da Nasa, William Jeffs, no Centro Espacial Johnson de Houston, Texas.

Desde o desastre de 2003, quando o ônibus espacial Columbia se desintegrou ao entrar na atmosfera terrestre, provocando a morte de seus sete tripulantes, a agência tem trabalhado com particular atenção em planos de elaborados resgates.

Desde então, porém, todos os vôos de ônibus espaciais tiveram como destino a ISS, um local relativamente seguro, onde, caso estejam com problemas, os astronautas podem podem permanecer até a chegada de uma nave que os leve de volta para casa.

A ambiciosa viagem até o Hubble é muito mais arriscada do que uma até a ISS, devido ao risco de que o ônibus espacial seja atingido por meteoritos ou dejetos espaciais, já que o telescópio está mais perto dos gigantescos campos de lixo espacial do que a estação.

A Nasa estima que o risco de o Atlantis sofrer danos catastróficos atingido por dejetos que orbitam perto do Hubble é de um em 229.

Esta é a primeira vez em que um ônibus espacial é preparado para operar em caso de emergência.

AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Atlantis é lançada rumo à missão de conserto do Hubble


O ônibus espacial Atlantis partiu com sucesso nesta segunda-feira rumo à missão de conserto do telescópio espacial Hubble. O lançamento ocorreu por volta das 15h01 (horário de Brasília) do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida.

A missão que, de acordo com a Nasa, agência espacial americana, não está isenta de perigos, tem o objetivo de equipar o Hubble, em cinco caminhadas espaciais, com novas baterias, giroscópios e câmeras durante os 11 dias de viagem. Desde a catástrofe do Columbia em 2003, o famoso telescópio não é atendido pela Nasa. Em 2004, uma missão prevista para repará-lo foi cancelada.

As missões de manutenção do Hubble são muito diferentes das que as naves espaciais fazem para a construção da Estação Espacial Internacional (ISS). Ao contrário dos acoplamentos com a ISS, os astronautas não estarão amparados em nenhuma base de operações e a nave será seu único refúgio no caso de problemas.

Isso significa que, se a Atlantis sofrer algum problema durante a missão no Hubble, eles não poderão se refugiar na Estação Espacial. Se ficar encalhada no Hubble, os astronautas poderiam se refugiar na nave durante 25 dias, antes de acabar o oxigênio.

Tripulação
A tripulação do Atlantis é composta por sete astronautas: o comandante Scott Altman, capitão aposentado da Marinha de Guerra americana que já participou de três missões espaciais, o piloto Gregory Johnson e os especialistas Michael Good, John Grunsfeld, Andrew Feustel, Megan McArth e Mike Massimino.

Hubble
O telescópio espacial Hubble foi colocado em órbita a 730 km da Terra, no dia 27 de abril de 1990, em uma missão da nave Discovery. Desde então orbitou o planeta mais de 97 mil vezes, propiciando a mais de quatro mil astrônomos imagens de estrelas e galáxias distantes, que são invisíveis de dentro da atmosfera terrestre.

Com informações das agência AP e EFE

Redação Terra

Atlantis: astronautas se dirigem à plataforma de lançamento

Da esq. para dir., Michael Good, Andrew Feustel, John Grunsfeld, Megan McArthur, o plioto Gregory Johnson e o comandante Scott Altman
Da esq. para dir., Michael Good, Andrew Feustel, John Grunsfeld, Megan McArthur, o plioto Gregory Johnson e o comandante Scott Altman

Os sete astronautas do ônibus espacial Atlantis já se dirigiram à plataforma do Centro Espacial Kennedy, no sul da Flórida, onde subirão a bordo da nave para o lançamento da missão que irá consertar o telescópio espacial Hubble. As previsões meteorológicas da Nasa são favoráveis ao lançamento, previsto para as 15h01 (Brasília).

O objetivo dos astronautas será o de equipar o Hubble, em cinco caminhadas espaciais, com novas baterias, giroscópios e câmeras durante a viagem de 11 dias. A missão será comandada pelo capitão aposentado da Marinha de Guerra americana, Scott Altman, que já participou de três missões espaciais, acompanhado pelo piloto Gregory Johnson, e os especialistas de missão Michael Good, John Grunsfeld, Andrew Feustel, Megan McArth e Mike Massimino.

O telescópio espacial foi colocado em órbita a 730 km da Terra no dia 27 de abril de 1990 em uma missão da nave Discovery, e desde então orbitou o planeta mais de 97 mil vezes, propiciando a mais de quatro mil astrônomos imagens de estrelas e galáxias distantes, que são invisíveis de dentro da atmosfera terrestre.

Com informações da AP e EFE

Redação Terra

Telescópio Hubble fotografa nebulosa com "olho"

A foto da nebulosa Kohoutek 4-55 divulgada nesta segunda-feira foi tirada pela câmera planetária WFPC2
A foto da nebulosa Kohoutek 4-55 divulgada nesta segunda-feira foi tirada pela câmera planetária WFPC2

A Nasa divulgou a foto de uma nebulosa com um "olho", uma das últimas imagens capturadas por uma câmera do telescópio Hubble que está sendo desativada em uma missão que começa nesta segunda-feira.

A nova missão da Nasa, que será levada ao espaço em um ônibus espacial Atlantis, tem o objetivo de aumentar a potência do telescópio, colocado em órbita em 1990, e prolongar o seu funcionamento pelo menos até 2014.

A foto da nébula Kohoutek 4-55 divulgada nesta segunda-feira foi tirada pela câmera planetária grande angular número dois (WFPC2) no dia 4 de maio. A câmera será desativada e substituída pela nova câmera grande angular número três (WFC3), que poderá fazer imagens mais nítidas com uma gama maior de cores.

"A WFC2 (...) vai poder tirar (fotos) em um espectro muito amplo de comprimentos de onda, de infravermelho a ultravioleta", disse o astronauta John Grunsfeld. O equipamento permitirá aos astrônomos realizar novos estudos da chamada matéria escura do espaço (matéria que não emite luz e cuja existência é inferida pela sua influência gravitacional na matéria luminosa) e a buscar galáxias mais remotas que estavam fora da visão do Hubble até agora.

Sete astronautas participam da missão de onze dias, que deverá incluir cinco caminhadas pelo espaço. O ônibus espacial, com lançamento marcado nesta segunda-feira em Cabo Canaveral, na Flórida, deverá se aproximar do Hubble, agarrar o telescópio com seu braço robótico e trazê-lo para uma plataforma de onde os astronautas poderão trabalhar.

Os demais reparos incluem a substituição de giroscópios, baterias e uma unidade que armazena e transmite dados para a Terra. "Nossa carga de trabalho será muito grande", disse Grunsfeld. "Não vai haver tempo para dar uma respirada e olhar em volta."

"Depois que o trabalho no Hubble estiver terminado, a Atlantis vai fazer com que o telescópio atinja uma altitude maior para garantir que ele aguente o puxão da gravidade da Terra pelo restante de sua vida útil."

A Nasa planeja lançar por volta de 2014 o telescópio James Webb, para suceder ao Hubble. Seu principal objetivo será buscar as primeiras galáxias e objetos luminosos formados depois do Big Bang e determinar como as galáxias evoluíram de sua formação até agora.

BBC Brasil - BBC BRASIL.com - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da BBC BRASIL.com.

Atlantis parte em missão rumo ao Hubble nesta segunda

A nave Atlantis e seus sete tripulantes devem partir nesta segunda-feira rumo ao telescópio espacial Hubble, em uma missão não isenta de perigos, com o objetivo de melhorar o funcionamento deste importante instrumento.

As previsões meteorológicas da Nasa são favoráveis ao lançamento, faltando algumas horas para a partida do Atlantis, que está prevista para as 15h01 (Brasília) do Centro Espacial Kennedy, no sul da Flórida. A missão terá uma duração de 11 dias, nos quais os astronautas devem dotar o Hubble, em cinco caminhadas espaciais, de novas baterias, giroscópios, e câmaras, entre outro equipamento.

O telescópio espacial Hubble foi colocado em órbita a 730 km da Terra no dia 27 de abril de 1990 em uma missão da nave Discovery, e desde então orbitou o planeta mais de 97 mil vezes e propiciou a mais de quatro mil astrônomos imagens de estrelas e galáxias distantes, que são invisíveis de dentro da atmosfera terrestre.

Mas nos últimos sete anos, a Nasa deixou o Hubble desatendido, em parte pela catástrofe do Columbia em 2003. A missão que havia prevista para um ano depois, em 2004, foi cancelada. As missões de melhora do Hubble são muito diferentes das que as naves espaciais fazem para a construção da Estação Espacial Internacional (ISS).

Ao contrário dos acoplamentos com a ISS, os astronautas da Atlantis não estarão amparados em nenhuma base de operações, mas a nave será seu único refúgio em caso de problemas. Isso significa que, se a Atlantis sofrer um problema durante o lançamento ou quando estiverem realizando sua missão no Hubble, eles não poderão se refugiar na Estação Espacial. Se ficar encalhada no Hubble, os astronautas poderiam se refugiar na nave durante 25 dias, antes de ficar sem ar.

Além disso, existe uma possibilidade entre 229, uma proporção muito alta para este tipo de viagem, de que uma peça de lixo espacial ou um micrometeorito provoque uma catástrofe na Atlantis. O Hubble orbita a apenas 350 milhas de distância da zona onde circula o lixo espacial. Por todas estas circunstâncias, a Nasa preparou um plano de resgate em caso ocorra o pior. Durante os 11 dias desta missão, a nave Endeavour permanecerá na rampa do Centro Espacial Kennedy, pronta para um lançamento se ocorrer uma emergência que requeira a recuperação dos tripulantes da Atlantis.

Ao término da missão no Hubble, e quando se prepararem para o retorno à Terra, os tripulantes da Atlantis deverão fazer uma inspeção cuidadosa das coberturas térmicas na barriga da nave, usando as câmaras montadas no braço robótico. Enquanto a Atlantis permanecer junto ao Hubble, os astronautas, alojados no extremo do braço robótico da nave, instalarão dois instrumentos novos, repararão dois que não funcionam e farão as substituições de componentes que manterão o telescópio em operações pelo menos até 2014.

A missão é comandada pelo capitão aposentado da Marinha de Guerra dos Estados Unidos, Scott Altman, que já participou de três missões de nave; acompanhado pelo piloto Gregory Johnson, e os especialistas de missão Michael Good, John Grunsfeld, Andrew Feustel, Megan McArth e Mike Massimino.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

domingo, 10 de maio de 2009

Atlantis parte em missão de modernização do Hubble nesta 2ª

A Nasa lançará nesta segunda-feira o ônibus espacial Atlantis até o Hubble, o telescópio espacial que revolucionou a astronomia, para uma missão complexa e de alto risco, que busca multiplicar a potência do instrumento e prolongar seu funcionamento por pelo menos mais cinco anos.

Esta é a quinta e última visita de manutenção, reparo e modernização do primeiro telescópio espacial, colocado em órbita em 1990. "Se conseguirmos, o Hubble será mais potente e mais forte do que nunca e funcionará pelo menos até 2014", explicou a imprensa Ed Weiler, diretor de missões científicas da Nasa.

O Hubble ficará assim plenamente operacional enquanto espera a chegada, em 2013, de seu sucessor, o James Webb Space Telescope, capaz de remontar até o "Big Bang" que marcou o nascimento do universo há 13,7 bilhões de anos. O lançamento do Atlantis, com sete astronautas a bordo, está previsto para as 14h01 local (16h01 no horário de Brasília) no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Cañaveral, Flórida, para uma missão de onze dias.

A Nasa dispõe de apenas três dias para lançar o ônibus, já que, entre 13 e 22 de maio, a decolagem é impossível porque choca com o calendário da Força Aérea.

AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

Cientistas usam Atacama para simular viagens tripuladas a Marte

Cientistas da Nasa (agência espacial americana) analisam potenciais cenários e realizam os primeiros testes no deserto chileno do Atacama para, no futuro, fazer possíveis viagens tripuladas a outros planetas como Marte, informa hoje o diário "El Mercurio".

O ambiente seco, a alta radiação ultravioleta e os ventos associados a violentas tempestades que podem degradar e decompor materiais orgânicos se assemelham à superfície marciana, segundo os cientistas que se encontram na região considerada a mais árida do planeta.

São oito cientistas da Nasa e universidades associadas, liderados pelo biólogo Judson Wynne, que averiguam de modo permanente oito cavernas abertas em sal, gesso e sedimentos localizadas na Reserva Nacional de Los Flamencos, cerca de 1.600 quilômetros a nordeste de Santiago.

Para os especialistas, que com sensores medem a temperatura, pressão e umidade das cavernas, esses locais formam um laboratório natural, com cenários comparáveis aos que haveria na superfície marciana.

O projeto "Programa de detecção de cavernas Terra-Marte, expedição ao Deserto do Atacama" é dividido em várias fases, de 2008 a 2010. A equipe de Wynne chegou à zona em 2008.

Os habitantes da localidade próxima de San Pedro do Atacama descrevem como "impactos de meteoritos" as cavernas localizadas na Cordilheira do Sal.

Guillermo Chong, líder de uma equipe de geólogos da Universidad Católica do Norte que apoia os trabalhos dos americanos, explica que se procura definir como serão feitas as missões e os instrumentos adequados para detectar cavernas em Marte e estudar indícios de vida.

Segundo ele, isso permitirá determinar se é factível instalar um assentamento permanente em Marte.

Em uma primeira fase se usariam as cavernas como refúgios para depois instalar abrigos que suportem as condições meteorológicas extremas da superfície, afirmou Chong.

Na segunda fase, em desenvolvimento, se verificam diferenças térmicas nas cavernas, entrada e zonas interiores, onde seria mais estável, para contrastá-las com o exterior e a presença de água no subsolo.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Sóis podem "despir" planetas gigantes gasosos

O COROT-7b, descoberto em fevereiro, orbita um sol localizado a cerca de 457 anos-luz da Terra
O COROT-7b, descoberto em fevereiro, orbita um sol localizado a cerca de 457 anos-luz da Terra


Um planeta rochoso de grande porte recentemente descoberto e definido como uma "super-Terra" talvez seja o núcleo despido de um gigante gasoso que orbitava o seu sol a uma distância curta demais, afirmam cientistas.

O COROT-7b, descoberto em fevereiro, orbita um sol localizado a cerca de 457 anos-luz da Terra. Com massa cinco a oito vezes maior que a terrestre, esse mundo distante é um dos menores planetas que foram identificados até agora fora do Sistema Solar. À primeira vista, o COROT-7b poderia parecer um planeta rochoso e assemelhado à Terra, posicionado em órbita próxima à estrela de seu sistema.

Mas novos modelos de computação demonstram que esse planeta de um sistema distante, ou exoplaneta, no passado pode ter sido um gigante gasoso com tamanho semelhante ao de Netuno, cuja atmosfera tenha sido lentamente expelida para o espaço devido ao efeito da radiação de seu sol.

O responsável pelo estudo, Helmut Lammer, do Instituto de Pesquisa Espacial da Academia Austríaca de Ciências, e seus colegas queriam determinar de que maneira o vento solar e o clima espacial podem influenciar planetas muito próximos aos seus astros.

De acordo com o seu modelo, um gigante gasoso de tamanho semelhante ao de Júpiter poderia ter sua atmosfera inteiramente arrancada caso percorra órbita em distância inferior a 2% de uma Unidade Astronômica (UA) com relação a um sol semelhante ao do Sistema Solar. Uma UA equivale a 150 milhões de quilômetros, a distância que separa a Terra do Sol.

Planetas gasosos menores do que Júpiter, a exemplo de Netuno ou Urano, podem ser reduzidos a núcleos rochosos caso suas órbitas fiquem a menos de 5% de uma UA com relação ao sol, anunciou a equipe de Lammer durante a Semana Européia de Ciência Espacial e Astronomia, uma conferência realizada em abril na Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido.

Quando os gigantes gasosos sofrem essa perda extrema de massa, disse Lammer, eles terminam por se assemelhar a cometas de dimensões planetárias, porque a radiação de seus sóis faz com que as atmosferas em fuga se distendam na forma de longas e tênues caudas.

Lentamente despidos
Os gigantes gasosos com órbitas próximas às de suas estrelas sofrem maior risco de perda de atmosfera quando as estrelas são jovens e ativas, prevê o modelo. O COROT-7b orbita sua estrela, um sol vermelho-alaranjado semelhante ao terrestre, a uma distância de apenas pouco mais de 1% de uma UA.

Por enquanto, os astrônomos não estão certos quanto à forma original do COROT-7b. O planeta pode ter sido um mundo terrestre ou gigante gasoso no passado. O novo modelo significa simplesmente que os cientistas não podem descartar a possibilidade de que o planeta tenha sido um mundo gasoso um dia, diz Lammer. Caso fosse um planeta semelhante a Netuno, o COROT-7b teria perdido sua atmosfera em um período de cerca de 500 milhões de anos, aponta o pesquisador.

Os cientistas especulam há muito sobre a perda extrema de massa em gigantes gasosos, disse Jean Schneider, astrofísico do Observatório de Paris, na França, que não participou do estudo. O novo estudo é o primeiro a modelar esse fenômeno de maneira detalhada, ele afirma. Uma maneira de testar a teoria de Lammer, segundo Schneider, seria medir em que velocidade ocorre a perda de gás em gigantes gasosos de órbita próxima aos seus sóis já conhecidos, e comparar esse ritmo de perda ao previsto pelo novo modelo.

Tradução: Paulo Migliacci ME

National Geographic

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Com formas inéditas, cratera de Mercúrio intriga cientistas

Chamada de bacia Rembrandt, a cratera surpreende mais por suas características geológicas internas do que pelo seu tamanho - seu diâmetro é igual à ...
Chamada de bacia Rembrandt, a cratera surpreende mais por suas características geológicas internas do que pelo seu tamanho - seu diâmetro é igual à distância entre Boston e Washington


Em outubro, num segundo vôo próximo ao planeta Mercúrio, a sonda espacial Messenger da NASA transmitiu 1,2 mil fotos, revelando 30% da superfície do planeta nunca antes vistos de perto. Entre as imagens estava a segunda maior cratera de Mercúrio, tão ampla quanto a distância entre Boston e Washington.

Chamada de bacia Rembrandt - por convenção, crateras de Mercúrio são batizadas com nomes de pintores, escritores, compositores e outros artistas criativos -, a cratera surpreende mais por suas características geológicas internas do que pelo seu tamanho, disseram cientistas planetários na semana passada.

Boa parte do terreno dentro da Rembrandt permanece imaculada desde a época do impacto, há 3,9 bilhões de anos, quase no fim do período de "bombardeio pesado" no nascente sistema solar. A bacia é jovem se comparada às mais antigas crateras formadas por impacto gigante do sistema solar.

"Na maioria das grandes bacias de impacto em Mercúrio, na Lua e nos outros planetas do sistema, o terreno está completamente enterrado pelo fluxo de erupções vulcânicas posteriores à formação da bacia", explicou Thomas R. Watters, cientista sênior do Centro para Estudos Terrestres e Planetários da Instituição Smithsonian, durante uma coletiva de imprensa da NASA na semana passada.

Os cientistas também divulgaram suas descobertas em artigos publicados na edição atual do periódico Science.

Na região central de Rembrandt, onde a lava chegou a fluir, o terreno se deformou em elevações e falhas que irradiam para fora - "diferente de qualquer padrão visto em outras bacias de impacto no sistema solar", disse Watters.

As elevações se formam quando a crosta planetária é comprimida, e as falhas quando a crosta é separada. Portanto, cientistas vão precisar criar uma explicação de como a crosta dentro da bacia Rembrandt foi tanto pressionada quanto afastada para formar elevações e falhas tão próximas.

Outra característica marcante é uma linha de precipício de 997,7 km que corta a cratera Rembrandt. A superfície de Mercúrio rachou à medida que seu interior esfriou e encolheu, e essa falha - talvez a mais longa dessas rachaduras - mostra que Mercúrio ainda estava encolhendo na época do impacto.

Mais globalmente, as imagens da Messenger indicam que planícies regulares, provavelmente lava endurecida, cobrem até 40% da superfície - em comparação, a lua da Terra tem 20%.

"Isso indica que o vulcanismo foi um processo realmente importante em Mercúrio", disse Brett Denevi, pesquisadora pós-doutoranda da Universidade Estadual do Arizona. "O que é bem excitante, porque antes dos vôos da Messenger sobre Mercúrio, só um ano e meio atrás, não tínhamos sequer certeza se havia vulcanismo em Mercúrio.

Ela disse que a comparação de diferentes terrenos sugere que, embora Mercúrio seja similar à Lua em aparência, seu histórico geológico parece ter sido mais semelhante ao de Marte.

Em um dos artigos, os cientistas relatam que detectaram magnésio pela primeira vez na tênue atmosfera de Mercúrio por meio de um instrumento da Messenger que coleta amostras de seu entorno. Como grande parte do "ar" de Mercúrio consiste de moléculas deslocadas da superfície, essa descoberta ajuda a confirmar a presença de magnésio na crosta, o que não é uma surpresa.

"O que é surpreendente é a distribuição do magnésio", disse William McClintock, do Laboratório para Física Atmosférica e Espacial da Universidade do Colorado, um co-investigador da missão.

Hidrogênio, hélio, sódio, cálcio e potássio já haviam sido detectados anteriormente. Cálcio e magnésio são similares quimicamente, e esperava-se que a distribuição dos dois elementos fosse semelhante. Ao invés disso, o cálcio se concentra próximo ao equador, enquanto a distribuição de magnésio é mais uniforme.

A Messenger vai fazer outro vôo sobre Mercúrio no dia 29 de setembro, antes de entrar na órbita do planeta em março de 2011.

Tradução: Amy Traduções

The New York Times

Estrela de nêutrons é 10 bilhões de vezes mais forte que aço

Cientistas acreditam que apenas os buracos negros são mais densos que o interior das estrelas de nêutrons
Cientistas acreditam que apenas os buracos negros são mais densos que o interior das estrelas de nêutrons

Cientistas da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, registraram a incrível densidade e força molecular de uma estrela de nêutrons - objeto astronômico formado pelo resto do colapso gravitacional de uma estrela durante uma supernova. Segundo eles, a crosta ao redor do astro seria dez bilhões de vezes mais forte que o aço ou qualquer outro metal encontrado na Terra.

Somente os buracos negros são mais densos que as estrelas de nêutrons. Estimativas apontam que uma colher de chá do material retirado do seu interior pode pesar cerca de 100 milhões de toneladas.

De acordo com os pesquisadores, o principal objetivo da pesquisa foi avaliar os riscos de como a atração gravitacional intensa destes corpos poderia provocar ondulações no espaço-tempo. Os cientistas também sugeriram que o estudo poderia levar a uma nova compreensão sobre tremores estelares ou gigantes erupções de uma magnetar (estrela de nêutrons com intenso campo magnético).

Com informações do Science Daily

Gizmodo

Atlantis empreende ousada missão para modernizar Hubble

A Nasa lançará na próxima segunda-feira o ônibus espacial Atlantis até o Hubble, o telescópio espacial que revolucionou a astronomia, para uma missão complexa e de alto risco, que busca multiplicar a potência do instrumento e prolongar seu funcionamento por pelo menos mais cinco anos.

Esta é a quinta e última visita de manutenção, reparo e modernização do primeiro telescópio espacial colocado em órbita em 1990. "Se conseguirmos o Hubble será mais potente e mais forte do que nunca e funcionará pelo menos até 2014", explicou a imprensa Ed Weiler, diretor de missões científicas da Nasa.

Hubble ficará assim plenamente operacional enquanto espera a chegada, em 2013, de seu sucessor, o James Webb Space Telescope, capaz de remontar até o "Big Bang" que marcou o nascimento do universo há 13,7 bilhões de anos.

O lançamento do Atlantis, com sete astronautas a bordo, está previsto para as 14h01 local (18h01 GMT) no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Cañaveral, Flórida, para uma missão de onze dias. A Nasa dispõe de apenas três dias para lançar o ônibus, já que, entre 13 e 22 de maio, a decolagem é impossível porque choca com o calendário da Força Aérea.

AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

Cientistas estudam danos da poeira lunar nas naves

Uma nova análise conduzida com base em cópias preservadas por um cientista de dados perdidos pela Nasa permitirá determinar de que maneira a grudenta e abrasiva poeira lunar pode afetar futuras missões espaciais de longa duração ao satélite.

O autor do novo estudo, Brian O'Brien, era o diretor de pesquisa encarregado dos detectores de poeira que foram deixados na Lua pelas duas primeiras missões tripuladas ao satélite terrestre, a Apollo 11 e a Apollo 12. O'Brien era professor de ciência do espaço na Universidade Rice, em Houston, Texas.

Poeira lunar altamente abrasiva era movimentada por ação dos foguetes dos módulos lunares do programa Apollo, quando estes decolavam da superfície do satélite. As labaredas dos foguetes chegavam a chamuscar equipamentos posicionados a mais de 100 metros de distância do local de pouso.

"No futuro, estamos planejando construir um posto avançado na Lua, e estaremos retornando ao mesmo lugar muitas vezes", diz Philip Metzger, cientista no Centro de Vôo Espacial Kennedy, da Agência Espacial Americana (Nasa), na Flórida. "Por isso, precisaremos proteger a nossa base contra danos". Metzger e seus colegas estavam tentando modelar a interação entre os gases de escape de um foguete e a superfície lunar.

Em 2006, O'Brien foi informado por um amigo de que a Nasa havia perdido as fitas que continham os dados originais sobre suas experiências com detectores de poeira. "Por isso, decidi telefonar a Dave Williams (o curador científico da organização)", conta o pesquisador, que confirma a história.

O'Brien, que hoje trabalha como consultor ambiental independente em Perth, no Estado da Austrália Ocidental, saiu em busca de suas cópias pessoais das fitas magnéticas de sete trilhas que a Nasa lhe havia enviado depois que o programa Apollo foi encerrado.

Já que o leitor de fitas de sete trilhas da Nasa quebrou alguns anos atrás, O'Brien está trabalhando com a SpectrumData, uma empresa australiana sediada em Perth, para extrair os dados gravados nas fitas. Felizmente, ele havia imprimido cerca de 100 páginas de dados ao receber as fitas originalmente, de modo que foi capaz de executar uma análise preliminar dos resultados. As conclusões a que O'Brien chegou com seu estudo serão publicadas pela revista Geophysical Research Letters.

Exaurindo as possibilidades
Os dados de O'Brien sobre a poeira lunar são um acréscimo que se provará útil, afirmou Metzger. O primeiro detector de poeira lunar foi posicionado a 17 metros do local de decolagem do módulo lunar da Apollo 11, mas o segundo estava a mais de 100 metros de distância da posição de que a Apollo 12 decolou.

O'Brien analisou a energia produzida pelos três painéis solares dos detectores de poeira durante e imediatamente depois que os módulos lunares de ambas as missões deixaram a superfície da Lua. As ignições dos foguetes parecem ter levado poeira a se empilhar sobre alguns dos painéis solares, mas não sobre todos eles, o que sugere que a terra da Lua não é arremessada ao ar de maneira simétrica pela ignição de um motor-foguete. "Isso oferece aos cientistas da Nasa dados sólidos e contínuos obtidos a duas distâncias diferentes, algo com que eles não contavam anteriormente", afirmou O'Brien.

Metzger afirmou que um estudo recente dos destroços da sonda lunar não tripulada Surveyor 3, que colidiu com a superfície do satélite perto local de pouso da Apollo 12, havia demonstrado marcas semelhantes no solo. Tendo em vista essa descoberta recente, Metzger afirma, "faz sentido que Brian tenha obtido resultados tão dramaticamente diferentes nas células solares".

Ainda que a gravidade lunar tenha levado toda a poeira a cair dos painéis solares, não está claro porque alguns dos painéis terminaram limpos mais rápido. O'Brien sugere em que seu estudo que a poeira lunar talvez se torne mais aderente durante o dia do satélite, que dura 710 horas, porque a luz do sol removeria elétrons e criaria eletricidade estática. Ele acredita que isso talvez explique por que a célula solar que recebe menos luz solar direta apresenta o tempo mais rápido de queda da poeira lunar quando o sol se põe.

Os astronautas das missões Apollo chegaram e partiram durante as manhãs lunares, que são relativamente frias e oferecem sombras que ajudam na navegação. Missões futuras permanecerão no satélite ao longo de suas horas diurnas, e podem necessitar do desenvolvimento de métodos que permitam conviver com poeira mais aderente, caso a análise de O'Brien se prove correta.

"Os trajes dos astronautas, que estão armazenados há mais de 40 anos, continuam pretos de fuligem", diz Mihaly Horanyi, físico da Universidade do Colorado em Boulder. Mas nem todo mundo concorda com a interpretação proposta por O'Brien para os dados obtidos pelos sensores de poeira, ele acrescenta. "Creio que os dados apresentados em seu estudo serão recebidos de maneira positiva, mas os argumentos teóricos que ele expõe precisam ser mais refinados", disse o físico.

Cápsula de dados
Os curadores do Centro Nacional de Dados de Ciência Espacial, parte do Centro de Vôo Espacial Goddard da Nasa, em Greenbelt, Maryland, começaram a procurar por conjuntos de dados órfãos sobre as missões do programa Apollo não muito depois que foram anunciados os projetos para uma nova série de missões espaciais, cerca de três anos atrás, diz David Williams, o curador científico com quem O'Brien fez contato em 2006. Normalmente, o centro cuidado de transferências rotineiras de dados entre pesquisadores conectados à Nasa, ele afirmou.

"Nos dias do programa Apollo, não existia um acordo sistemático como o que mantemos atualmente", disse Williams, e ainda que muitos dos pesquisadores ofereçam acesso aberto aos seus dados, outros jamais o fizeram, e a Nasa não tinha normas formais que os forçassem a fazê-lo. Os dados relacionados a experiências realizadas nas missões finais do programa têm menor probabilidade de terem sido transmitidos à organização, ele diz, "especialmente porque o projeto Apollo foi encerrado com muita rapidez".

O serviço comandado por Williams continua a receber caixas de fitas de cientistas envolvidos com experiências no programa Apollo, por exemplo, dados sobre experiências relacionadas a fluxo de calor recentemente localizadas no Observatório Astronômico Lamont-Doherty, na Universidade Colúmbia, em Nova York.

Os formatos de dados podem variar amplamente e muitas vezes chegam com pouca explicação, ele acrescenta, e pode ser "um pouco parecido com trabalho de detetive" encontrar pessoas que sejam capazes de ajudar em sua interpretação. "É claro que queremos realizar essas tarefas antes que todo mundo se aposente, ou pior", diz Williams.

Assim que os dados são lidos - processo que envolve o envio de fitas a uma empresa canadense, desde que o leitor da Nasa quebrou-, Williams e seus colegas os acrescentam a um banco de dados de acesso aberto. "Creio que muita gente aprecie a oportunidade de estudar os dados brutos a fim de poder extrair suas próprias conclusões", afirma.

O'Brien espera que os futuros planejadores de missões aprendam tanto com seus dados quanto uma lição mais ampla sobre armazenagem dedados. "O trabalho científico era difícil no projeto Apollo", diz, "porque ainda estava em modo de exploração. Espero que a segunda geração tenha ciência e engenharia mais integradas".

Análise permitirá determinar de que maneira a poeira lunar pode afetar missões espaciais

Análise permitirá determinar de que maneira a poeira lunar pode afetar missões espaciais

Tradução: Paulo Migliacci

Nature

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Obama ordena revisão dos planos da Nasa de ir à Lua

O governo Obama determinou uma revisão de alto escalão do programa de vôos espaciais tripulados dos EUA, que vinha focando na volta de astronautas à Lua até 2020, disseram autoridades na quinta-feira. Norm Augustin, ex-executivo-chefe da Lockheed Martin, irá dirigir a comissão encarregada de avaliar os progressos da Nasa na criação de um sistema de transporte que substitua os ônibus espaciais, a serem aposentados em 2010.

"Claramente, se estivermos no caminho errado, devemos mudar, mas se vocês estão me perguntando se eu acho que estamos no caminho errado, a resposta é não", disse Chris Scolese, administrador interino da Nasa, numa entrevista coletiva na qual anunciou o orçamento da agência para o ano fiscal que começa em 1º de outubro, num valor de US$ 18,7 bilhões.

A revisão, a ser concluída até agosto, irá examinar o programa de foguetes Ares e a cápsula Orion, que está sendo projetada para o transporte de astronautas até a Estação Espacial Internacional (ISS) e a superfície lunar. Entre as principais empresas envolvidas no projeto estão Boeing, Alliant Techsystems e Pratt & Whitney, que desenvolvem o foguete Ares, e a Lockheed Martin, que desenvolve a nave Orion.

Os ônibus espaciais ainda farão mais oito voos para a montagem de peças na Estação Espacial e a manutenção do telescópio orbital Hubble - este com lançamento marcado para segunda-feira. A solicitação orçamentária de US$ 3,2 bilhões para as operações dos ônibus espaciais inclui verbas para um voo adicional destinado a instalar e operar na Estação o chamado Espectrômetro Magnético Alfa, um experimento com física de partículas.

Scolese disse que a comissão de revisão também avaliará a prorrogação do apoio da Nasa à Estação para além de 2016, e a possível iniciativa lunar.

Reuters - Reuters Limited - todos os direitos reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

Rússia lança cargueiro com suprimentos para ISS

A Rússia lançou nesta quarta-feira a nave Progress M-02M com 2,5 t de carga a bordo para os tripulantes da Estação Espacial Internacional (ISS).

O Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia (CCVE) informou que o cargueiro, lançado às 15h37 (de Brasília) da base de Baikonur, voará cinco dias, em vez dos frequentes dois, rumo à plataforma orbital, à qual se acoplará no dia 12.

A carga inclui o novo traje espacial Orlan-MK, além de reservas de combustível, água e oxigênio, comida, frutas e verduras frescas, equipamento médico e científico e presentes para os tripulantes.

Atualmente, está presente na estação orbital a expedição número 19, integrada pelo russo Gennady Padalka, assim como por seu colega da Nasa (agência espacial americana) Michael Barratt e o astronauta japonês Koichi Wakata.

A Progress M-02M é a segunda nave da nova série de cargueiros, que se diferencia dos anteriores principalmente por seus sistemas de comando digitais.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Veja as cinco descobertas mais incríveis do Hubble

Girando em torno da Terra a 28.163 quilômetros por hora, o Telescópio Espacial Hubble capturou algumas das mais detalhadas imagens de objetos em ...
Girando em torno da Terra a 28.163 quilômetros por hora, o Telescópio Espacial Hubble capturou algumas das mais detalhadas imagens de objetos em atividade no espaço

Girando em torno da Terra à velocidade de 28.163 km/h, o Telescópio Espacial Hubble capturou algumas das mais detalhadas imagens de objetos e atividades espaciais já registradas. Mas o que o Hubble faz envolve muito mais do que a obtenção de belas imagens. Utilizando os dados por ele obtidos, os pesquisadores conseguiram realizar saltos gigantescos no que tange a desvendar os mistérios do universo.

Para celebrar o 19° aniversário do telescópio espacial, que aconteceu em abril, a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) dos Estados Unidos divulgou sua lista das 12 maiores descobertas científicas que foram tornadas possíveis pelas fotos que o Hubble obteve. Conheça as cinco primeiras da lista.

A primeira prova direta da existência de matéria escura
Entre as fotos, está a que mostra o chamado Bullet Cluster, ou aglomerado galáctico Bullet.

Combinada a dados obtidos por dois outros telescópios, a vista que o Hubble oferece desse aglomerado galáctico demonstra o que acontece quando dois grandes grupos de galáxias se envolvem em uma colisão. A imagem foi definida em 2006 como a primeira prova direta da existência da chamada matéria escura, uma substância ainda não identificada que, acreditam os cientistas, responda pela maior parte da massa total do universo.

"Pérolas cósmicas" localizadas em torno de uma supernova
Ainda que a supernova 1987A tenha sido observada inicialmente pouco mais de duas décadas atrás, o Hubble é o único observatório espacial em atividade que consegue distinguir cada uma das "pérolas" na incomum "gargantilha" dessa estrela morta, como esta foto obtida em dezembro de 2006 revela.

O material de cor rosa localizado na porção média do anel representa destroços que ficaram da explosão da imensa estrela. Os astrônomos acreditam que o anel seja uma camada externa de matéria que a estrela expeliu cerca de 20 mil anos antes de se sua explosão final. A onda de choque da explosão está agora aquecendo certas porções daquele anel, o que cria as "pérolas" brilhantes. Os dois objetos brilhantes do lado de fora do anel são estrelas próximas.

Adivinhando a idade do universo
Com uma imagem que se assemelha à de um festival de vagalumes, essa foto que o Hubble obteve em 2002 mostra estrelas brancas anãs e ajudou os astrônomos a calcular a idade do universo com uma precisão até então sem precedentes.

Estrelas brancas anãs são os núcleos densos que ficam para trás quando estrelas assemelhadas ao Sol de nosso sistema morrem. Ao medir a luminosidade de algumas das mais antigas estrelas anãs brancas conhecidas, foi possível calcular que esses sóis extintos têm entre 12 bilhões e 13 bilhões de anos de idade.

Desde então, os astrônomos combinaram esses dados com estimativas sobre a idade do universo baseadas nos modelos teóricos quanto à expansão universal, bem como a mensurações mais recentes da radiação difusa liberada pouco depois do Big Bang.

Os cientistas agora afirmam com confiança que o universo tem 13,7 bilhões de anos de idade, com margem de erro de apenas algumas centenas de milhares de anos para menos ou para mais.

Júpiter leva uma surra
Duas imagens obtidas pelo Hubble e montadas como uma composição mostram um "trem" formado por porções do cometa P/Shoemaker-Levy 9 tomando Júpiter por alvo em maio de 1994 - um mês antes que 20 pedaços do cometa em extinção se chocassem contra o hemisfério sul do gigante gasoso.

O planeta sobreviveu ao ataque sem sofrer danos graves, ainda que cada uma das colisões gerasse energia semelhante à que seria liberada caso todas as bombas atômicas existentes na Terra explodissem ao mesmo tempo.

Plutão conquista alguns amigos
Em 2005, o Hubble divisou os contornos indistintos de duas luas em órbita de Plutão, o que elevou a três o número de parceiros orbitais do ex-planeta. Anteriormente, a única lua conhecida de Plutão era Caronte - o grande corpo celeste visto ao lado de Plutão na imagem acima-, descoberta em 1978.

As duas novas luas, que receberam os nomes de Nix e Hidra, são cerca de cinco mil vezes menos visíveis que Plutão. Feliz ou infelizmente, o Hubble também teve um papel a desempenhar na demoção de Plutão ao seu status atual de planeta anão.

Imagens obtidas pelo Hubble ajudaram os astrônomos a compreender que um dos vizinhos de Plutão, Eris, na verdade é um corpo celeste de proporções maiores que as do ex-planeta, o que despertou um debate vívido quanto ao que define um planeta.

Tradução: Paulo Migliacci

Tripulação da próxima missão para a ISS é confirmada

A tripulação principal da próxima expedição à Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês) foi confirmada após dois dias de testes, anunciou nesta quinta-feira a comissão encarregada de avaliar os astronautas.

Com isso, no próximo dia 27, às 7h35 de Brasília, partirão da base de Baikonur, no Cazaquistão, o cosmonauta russo Roman Romanenko, seu colega canadense Robert Thirsk e o astronauta da Agência Espacial Europeia (ESA, em inglês) Frank de Winne, informou a agência oficial RIA Novosti.

A tripulação reserva é formada pelo russo Dmitri Kondratiev, seu colega da Nasa (agência espacial americana) Chris Hadfield e o astronauta holandês André Kuipers. Durante dois dias, as tripulações principal e reserva tiveram que demonstrar suas habilidades nos simuladores terrestres da ISS e da nave Soyuz TMA.

A missão terá duração de 180 dias, durante os quais os astronautas receberão na ISS três naves de carga Progress, realizarão duas caminhadas espaciais e desencaixarão e voltarão a acoplar a Soyuz TMA-14 de um módulo a outro da plataforma orbital.

Além disso, deverão acoplar e separar o cargueiro japonês HTV-1, além de conduzir um amplo programa de experimentos científicos. A Soyuz TMA-15 transportará à ISS o primeiro grupo de astronautas que não substituirá, mas sim se somará à atual tripulação.

Atualmente, a plataforma orbital hospeda o russo Gennady Padalka, que continuará como comandante da missão, seu colega da Nasa Michael Barratt e o astronauta japonês Koichi Wakata. Às 15h37 de hoje, horário de Brasília, será lançada a partir da base de Baikonur a nave de carga Progress M-02M com 2,5 toneladas de carga a bordo, à qual deve se acoplar à ISS no próximo dia 12.

A carga inclui a nova roupa espacial Orlan-MK, além de comida, equipamento médico e científico. A Progress M-02M é a segunda nave de carga da nova série do gênero, e se diferencia das anteriores principalmente por seus sistemas de comando digitais.

Já a Progress M-66, que permanecia acoplada à ISS desde 13 de fevereiro, foi separada da estação ontem e funcionará durante duas semanas como laboratório antes de ser derrubada no próximo dia 18 no oceano Pacífico.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Missão de ônibus espacial será despedida do Hubble

A Agência Espacial Americana (Nasa) vai tentar de novo realizar uma última missão do ônibus espacial ao Telescópio Espacial Hubble, depois de diversos adiamentos.

Em 11 de maio, se tudo continuar bem, uma tripulação liderada por Scott Altman será lançada no ônibus espacial Atlantis para uma missão de manutenção e reparos de 11 dias de duração, definida como uma das mais complicadas já empreendidas. Será a última das viagens em uma série que permitiu ao veterano telescópio espacial manter sua posição como uma das jóias da astronomia.

Caso o Atlantis enfrente problemas, um segundo ônibus espacial, o Endeavor, estará pronto para lançamento em prazo de uma semana, para resgatar a tripulação de sete astronautas.

A tripulação de Altman está equipada com 116 novas ferramentas construídas especialmente para a viagem, e a nave transportará uma grande carga de peças sobressalentes e novos instrumentos que vão requerer cinco caminhadas espaciais para instalação. Caso todos os projetos obtenham sucesso, o telescópio terá sua maior potência.

Os astronautas não retornarão a ele. O ônibus espacial deve ser aposentado em 2010, mas o Hubble deve continuar capaz de enviar seus cartões postais do espaço até 2014, prazo longo o suficiente para que funcione por algum tempo em companhia de seu sucessor, o Telescópio Espacial James Webb.

Os astrônomos esperam poder operar de maneira irrestrita nesses cinco anos finais, que David Leckrone, o diretor científico do Hubble, define como ¿grande final da sinfonia Hubble¿.

¿A missão é uma espécie de marco para nós, não só no programa mas em todo o país¿, disse LeRoy Cain, diretor assistente dos ônibus espaciais da Nasa, em recente entrevista coletiva em Houston. ¿É só porque dispomos de um veículo capaz de partir e retornar que somos capazes de realizar essa missão final, que permitirá nosso crescimento como comunidade científica e como nação exploradora do espaço¿.

Se isso tudo parece familiar, é porque a história não é novidade. A Nasa já passou por tudo isso antes. No final do ano passado, Altman e sua tripulação estavam a duas semanas do lançamento quando um roteador quebrou e desativou todos os instrumentos do Hubble. Os engenheiros do telescópio perceberam que seria possível reativá-lo usando um circuito de apoio, mas isso deixaria o Hubble sem qualquer reserva e novo acidente resultaria em colapso total.

Decidindo que não fazia sentido gastar milhões de dólares e enviar sete astronautas ao espaço para deixar o telescópio em posição tão vulnerável, a Nasa adiou a missão até que os engenheiros do Centro de Vôo Espacial Goddard pudessem preparar um novo roteador.

Os astrônomos e astronautas já estavam esperando há muito tempo. Em 2004, depois do desastre que destruiu o ônibus espacial Colúmbia, com a morte de sete astronautas, Sean O¿Keefe, então administrador da Nasa, cancelou a missão final de manutenção do Hubble, definindo-a como arriscada demais. Caso algo acontecesse ao frágil revestimento térmico da espaçonave durante o lançamento, não haveria onde os astronautas se protegerem enquanto aguardavam por um resgate.

Depois que Michael Griffin se tornou administrador da agência, em 2006, e os ônibus espaciais retomaram suas missões, ele reinseriu a missão de manutenção do Hubble no cronograma da agência. E como foi essa montanha-russa política? "Eu não era grisalho antes", diz Leckrone.

Em lugar da estação espacial como refúgio, Altman e sua tripulação terão o Endeavour, que deve realizar uma missão à estação em junho, como forma de escape. Em caso de necessidade de resgate, a tripulação de Chris Ferguson poderia ser lançada "como necessário".

Os astronautas se transfeririam entre os ônibus espaciais por meio de linhas de contato, em dois dias de caminhadas espaciais e uso alternado de trajes espaciais. O Atlantis está sendo lançado com quatro trajes espaciais a bordo, nenhum dos quais serve para Altman, que usa tamanho extragrande. O Endeavour teria de transportar um traje que servisse a ele.

Altman, ex-capitão na marinha, fará sua quarta missão espacial. O piloto do Atlantis, Gregory Johnson, também egresso da marinha, estará em sua primeira missão.

Os especialistas da tripulação também são veteranos ¿o astrônomo John Grunsfeld, em sua terceira missão de reparo ao Hubble; e Mike Massimino, engenheiro mecânico em sua segunda visita ao telescópio espacial. A eles se somam os novatos Michael Good, um coronel da força aérea; Megan McArthur, oceanógrafa; e Andrew Feustel, geólogo.

Altman, Grunsfeld e Massimino participaram juntos da missão anterior de manutenção do Hubble, a STS-109, em março de 2002. Na nova missão, Grunsfeld e Feustel trabalharão juntos na primeira, terceira e quinta caminhadas espaciais, enquanto Massimino e Good farão a segunda e a quarta.

McArthur será a operadora do braço robotizado do ônibus espacial. Ela será a primeira a fazer contato com o telescópio quando ele for enfim avistado do ônibus espacial, no terceiro dia da missão, e depois de agarrá-lo, como declarou em entrevista coletiva na semana passada, será a última a ter contato com ele quando a espaçonave partir.

Sete anos sem manutenção custaram caro ao Hubble
Apenas dois dos instrumentos científicos que ele porta estão funcionamento plenamente: a câmera planetária grande angular número dois, instalada 16 anos atrás, e os sensores de orientação fina, que medem as posições das estrelas.

A principal câmera do Hubble, a câmera panorâmica avançada, perdeu dois de seus três canais devido a um defeito mecânico em 2006; o espectrógrafo STIS quebrou em 2005; a câmera infravermelha NICMOS está inativa desde o final do ano passado, quando foi desativada em preparação para a missão de manutenção que seria lançada e não voltou a funcionar, provavelmente porque está obstruída por cristais de gelo.

Além de substituir baterias, giroscópios e o roteador de dados, os astronautas instalarão dois novos instrumentos: a câmera grande angular dois será substituída pelo modelo três, e o espectrógrafo de origens cósmicas substituirá as lentes corretivas Costar instaladas por astronautas em 1993 a fim de corrigir os problemas de visão originais do Hubble.

A Nasa vai tentar realizar uma última missão do ônibus espacial ao Hubble

A Nasa vai tentar realizar uma última missão do ônibus espacial ao Hubble

Tradução: Paulo Migliacci

The New York Times

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Nave russa deixa ISS e vira palco de experimento geofísico

O cargueiro "Progress M-66" se desacoplou hoje da Estação Espacial Internacional (ISS) para remover resíduos e servir como laboratório antes de ser destruído no Pacífico, informou o Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia (CCVE).

"Durante as próximas duas semanas, a nave permanecerá na órbita da Terra e servirá como laboratório para o experimento geofísico 'Plasma-Progress'", informou um porta-voz do Centro à agência Interfax.

No decorrer desse voo autônomo do cargueiro, os cientistas estudarão com a ajuda de um radar especial situado na cidade siberiana de Irkutsk as características, tamanho e densidade do plasma que surge em decorrência do funcionamento dos propulsores do aparelho.

No dia 18, a nave abandonará a órbita provisória e, após ser queimada na atmosfera, os restos serão submersos no chamado "cemitério de naves espaciais" no Pacífico, um setor livre de navegação marítima a três mil quilômetros da Nova Zelândia.

A nave será substituída na ISS pelo cargueiro "Progress M-02M", que será lançado na quinta-feira e que demorará cinco dias, em vez dos frequentes dois, para chegar à Estação, informou o CCVE.

Um porta-voz do centro disse que o tempo de voo foi ampliado porque a "'Progress M-02M' é a segunda nave da nova série" e, "durante a viagem, serão realizados testes de voo e dos sistemas" do cargueiro.

A "Progress M-66" e a "Progress M-02M" se diferenciam pelos sistemas de comando digitais.

As inovações permitem aumentar velocidade de manobra e reduzir o peso do equipamento, e, por isso, os novos modelos podem transportar até 80 quilos a mais de carga.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Astrônomos: "rios de estrelas" tornariam galáxias regulares

A galáxia NGC 2441 fica na constelação Ursa Maior, a 46 milhões de anos-luz da Terra
A galáxia NGC 2441 fica na constelação Ursa Maior, a 46 milhões de anos-luz da Terra

Pesquisadores descobriram que espécies de "rios de estrelas jovens" possuem uma tendência a se dispersar de seus berçários quentes e densos, criando novas e maiores distribuições de estrelas em áreas relativamente calmas, segundo informações da agência AFP.

As observações foram possíveis depois que os cientistas analisaram a galáxia NGC 2441, localizada a 46 milhões de anos-luz da Terra, na constelação Ursa Maior. Uma imagem da galáxia foi divulgada nesta segunda-feira pela Nasa, agência espacial americana. A fotografia foi captada pela câmera do telescópio espacial Spitzer.

A NGC 2441 trouxe novas pistas aos pesquisadores na busca para resolver um dos enigmas da astronomia: a razão para as galáxias possuírem estrelas espalhadas de forma mais ou menos regular em toda sua extensão.

AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Novo planeta poderia abrigar vida, afirma astrônomo

O Gliese 581d teria condições propícias à presença de água em forma líquida e vida
O Gliese 581d teria condições propícias à presença de água em forma líquida e vida


Talvez um visitante não se viesse a se sentir exatamente em casa. Mas o planeta conhecido como Gliese 581d tem muito mais em comum com a Terra do que os astrônomos imaginavam inicialmente. Novas medições sobre a órbita do planeta o colocam firmemente em uma região na qual as condições seriam propícias à presença de água em forma líquida e assim de vida tal qual a conhecemos, afirmou o astrônomo Michel Mayor, da Universidade de Genebra, Suíça, em anúncio recente.

"O planeta está na zona habitável (que sustenta vida), e pode ser que exista um oceano em sua superfície", disse Mayor durante a Semana Européia de Astronomia e Ciência Espacial, uma conferência realizada na Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido. Descoberto em 2007, o Gliese 581d teve sua posição inicialmente calculada como distante demais de sua estrela - o que o tornaria frio demais - para sustentar um oceano.

Mas Mayor e seus colegas agora acreditam ter descoberto um quarto planeta orbitando o Sol do sistema solar Gliese 581 - e se trata do mais leve dos exoplanetas até agora identificados. O astro, conhecido como Gliese 581e, tem massa duas vezes maior que a da Terra e é o mais próximo do Sol, completando uma órbita em 3,15 dias.

"Isso reduz o fator de massa (do exoplaneta mais leve conhecido) a menos da metade. O exoplaneta mais leve entre os anteriormente identificados tinha massa cinco vezes superior à da Terra", afirmou Andrew Collier Cameron, astrônomo da Universidade de St. Andrews, no Reino Unido, que não participou da descoberta.

Vizinho próximo
O Gliese 581 é um sol anão vermelho que integra a constelação da Libra, e fica a cerca de 20,5 anos-luz da Terra. "Em termos astronômicos, é um dos nossos vizinhos mais próximos, o 87° na ordem de distância com relação ao Sistema Solar", afirmou Carole Haswell, astrônoma da Universidade Aberta de Milton Keynes, no Reino Unido.

Porque os planetas que orbitam Gliese 581 estão distantes demais para permitir observação direta, Mayor e seus colegas avistaram o Gliese 581d originalmente ao identificar pequenas oscilações no movimento da estrela do sistema, utilizando o telescópio do Observatório Meridional Europeu (ESO), em La Silla, Chile. Com massa equivalente a sete vezes a da Terra, o Gliese 581d não deve ser feito exclusivamente de rochas, acredita a equipe de pesquisadores que o identificou.

"A essa altura só podemos especular, mas é possível que o planeta tenha um núcleo rochoso encapsulado em uma camada de gelo, com um oceano em forma líquida na superfície e uma atmosfera", afirmou Mayor. Enquanto isso, o muito menor e mais leve Gliese 581e "provavelmente não parece muito diferente da Terra, se excetuarmos a temperatura provavelmente muito alta, já que ele se localiza bem perto do sol do sistema", disse Andrew Norton, outro astrônomo da Universidade Aberta.

"É muito animador que um candidato tão promissor entre os planetas assemelhados à Terra tenha sido descoberto a distância tão curta de nós; isso significa que a probabilidade de que muitos mais planetas semelhantes existam será maior quando estendermos o alcance de nossas buscas". E quanto mais planetas semelhantes à Terra existirem, maior a chance de descobrir que um deles abriga vida.

"Creio que seja apenas questão de tempo", disse Norton. "Se de fato existir vida em qualquer outro lugar do universo, então dentro de 10 a 15 anos espero que seja possível perceber seus primeiros sinais, por meio de sinais espectroscópicos dos exoplanetas".

Tradução: Paulo Migliacci

The New York Times