quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Nasa não tem verba para monitorar asteroides mortais

Concepção artística mostra asteroide se desintegrando ao passar próximo a uma estrela
Concepção artística mostra asteroide se desintegrando ao passar próximo a uma estrela


A Nasa, agência espacial americana, é encarregada de monitorar a maioria dos asteroides que representam alguma ameaça para a Terra, mas não tem dinheiro para isso, anuncia um relatório da Academia Nacional de Ciências divulgado nesta quarta-feira. Embora a missão tenha sido atribuída à Nasa há quatro anos, o Congresso dos Estados Unidos nunca aprovou o financiamento para a construção dos telescópios que fariam o serviço de alerta. As informações são da agência AP.

A responsabilidade da agência é de, até 2020, localizar 90% das rochas espaciais com potencial de provocar uma catástrofe ao colidir com o planeta. No entanto, a Nasa informou que é capaz de completar apenas um terço da missão com os atuais equipamentos disponíveis.

A agência estima que cerca de 20 mil asteroides e cometas no Sistema Solar sejam ameaças potenciais por terem mais de 460 m de diâmetro. Atualmente, os cientistas sabem onde estão cerca de 6 mil desses objetos. "Rochas com um tamanho entre 460 m e 3,2 mil m de diâmetro são consideradas mortíferas e podem devastar uma região inteira", disse Lindley Johnson, gerente do departamento da Nasa que monitora objetos próximos à Terra.

No mês passado, os astrônomos foram surpreendidos quando um objeto de tamanho e origem desconhecidos se chocou contra Júpiter, tumultuando a superfície do planeta. Júpiter é atingido com mais frequência do que a Terra por causa da sua enorme gravidade, grande dimensão e localização.

A Nasa calculou que providenciar um serviço de monitoração de asteroides como a lei determina significaria gastar cerca de US$ 800 milhões até 2020, com o desenvolvimento de um telescópio em terra ou no espaço. A verba de US$ 300 milhões já ajudaria a agência a encontrar a maior parte dos asteroides com mais de 305 m de diâmetro, mas o dinheiro ainda não chegou.

Redação Terra

Brasil lança foguete de treinamento pela 2ª vez em Alcântara

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, participa nesta quinta-feira, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, do segundo lançamento do Foguete de Treinamento Básico (FTB), dentro da operação FogTrein 1. O lançamento ocorre às 10h40.

O objetivo da operação FogTrein 1 é lançar e rastrear dois foguetes FTB, além de capacitar profissionais para a operacionalização dos equipamentos do centro. O primeiro teste aconteceu segunda-feira.

Após o lançamento, o ministro vai para São Luís onde, às 13h, no Palácio dos Leões, onde assina convênio com a governadora Roseana Sarney para a recuperação da estrada por onde são transportados foguetes e equipamentos que chegam ao porto da capital.

O primeiro teste com o Foguete de Treinamento Básico (FTB), da operação FogTrein 1, foi realizado com sucesso na segunda-feira

O primeiro teste com o Foguete de Treinamento Básico (FTB), da operação FogTrein 1, foi realizado com sucesso na segunda-feira

Agência Brasil

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Chuva de meteoros atinge seu pico e encanta o mundo

Chuva de meteoros chamada Perseida é observada em um parque da Califórnia
Chuva de meteoros chamada Perseida é observada em um parque da Califórnia


A chuva de meteoros conhecida pelo nome de Perseida pode ser vista nesta quarta-feira quando o fenômeno atingiu o seu pico. Dezenas de curiosos se reuniram em várias partes do mundo para para registrar o fenômeno. A Perseida, observável com maior nitidez no Hemisfério Norte, ocorre anualmente quando a Terra atravessa o espaço onde estão os escombros deixados pelo cometa Swift-Tuttle. O cometa completa sua órbita a cada 130 anos e passou a última vez pelo planeta em 1992.

O fenômeno é visível a partir da metade de julho, mas registra a maior atividade entre os dias 8 e 14 de agosto, chegando ao pico no dia 12. Nesta época, os meteoros são mais brilhantes e alguns deles deixam trilhas luminosas de gás, cortando o céu a cerca de 60 km/h.

Segundo o jornal português Diário de Notícias, os especialistas esperam observar com seus telescópios uma média de 110 meteoros por hora. Essas estrelas-cadentes parecem se originar em um ponto específico do céu, onde se localiza a constelação de Perseus, dando o nome Perseidas, explicou um astrônomo citado pelo diário.

Existem relatos da chuva de estrelas desde o século VIII, mas somente em 1835 o belga Adolphe Quetelet identificou que se tratava de um acontecimento anual.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3919844-EI238-ABG,00.html

Redação Terra

Nasa divulga nova foto em alta resolução de cratera em Marte

Sonda Mars Reconnaissance Orbiter fotografou a cratera Victoria, de 800 m de diâmetro, em um novo ângulo
Sonda Mars Reconnaissance Orbiter fotografou a cratera Victoria, de 800 m de diâmetro, em um novo ângulo

A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta quarta-feira em seu site uma nova imagem em alta resolução da cratera Victoria, situada na pequena região plana chamada de Meridiani Planum, próxima ao equador de Marte. A fotografia foi tomada em mais de um ângulo inclinado pela sonda espacial Mars Reconnaissance Orbiter, diferente das imagens captadas anteriormente em outra missão da Nasa.

De acordo com a agência americana, a câmera estava posicionada de tal maneira que possibilitou uma observação como se o grande buraco estivesse sendo visto da janela de um avião. Os cientistas também puderam enxergar as composições geológicas presentes nas íngremes paredes da cratera.

Os especialistas analisaram ainda as diferenças sutis de cor em uma formação geológica brilhante localizada no topo de uma das paredes. Segundo a Nasa, a formação surgiu a partir de um fenômeno chamado diagénese - alterações físicas e químicas sofridas por um sedimento após sua deposição inicial.

Entre setembro de 2006 e agosto de 2008, a sonda espacial Opportunity explorou a cratera, que possui cerca de 800 m de diâmetro. Na época, a Opportunity registrou que as rugosidades do interior da cratera são dunas de areia.

Redação Terra

Alemanha propõe missão não-tripulada à Lua em 2015

A Alemanha deve tentar lançar uma missão não-tripulada à Lua até 2015, disse nesta quarta-feira uma autoridade responsável por questões aeroespaciais.

Em entrevista ao canal de televisão ZDF, o secretário de Estado do Ministério da Economia, Peter Hintze, disse que uma missão alemã à Lua poderia ser possível "dentro da próxima década, ao redor de 2015", e pediu cooperação de outros países europeus e dos Estados Unidos.

A iniciativa deve custar cerca de 1,5 bilhão de euros (2,12 bilhões de dólares) por cinco anos e poderia impulsionar a indústria a desenvolver novas tecnologias, afirmou Hintze, membro do partido conservador Democrata Cristão (CDU) da chanceler Angela Merkel.

O investimento seria "dinheiro bem gasto", disse Hintze, embora tenha acrescentado: "No momento, as finanças não estão lá."

Caberá ao próximo governo decidir sob tal projeto, disse. A Alemanha realizará eleições nacionais em 27 de setembro, e pesquisas recentes mostram que os conservadores de Merkel têm grande vantagem sobre os rivais do Social Democrata.

A Alemanha nunca enviou uma missão à Lua, embora o ex-cientista nazista Wernher von Braun tenha sido o arquiteto do foguete Saturn V que participou das missões norte-americanas.

Berlim planeja o voo 40 anos após Neil Armstrong ter sido o primeiro a pisar na Lua, em parte devido ao redescobrimento do satélite natural da Terra como objeto de pesquisa por nações envolvidas em viagens espaciais, disse Hintze.

"A Lua é o arquivo de nosso sistema solar", disse. "A Lua é algo como a estação espacial natural da Terra". A exploração espacial também oferece respostas às questões "de onde viemos, e para onde estamos indo", acrescentou.

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Lua de Saturno sofre violenta tempestade tropical

Imagem da Nasa mostra os anéis de Saturno; fortes tempestades foram registradas no lugar onde menos se esperava de Titã, a maior lua do planeta
Imagem da Nasa mostra os anéis de Saturno; fortes tempestades foram registradas no lugar onde menos se esperava de Titã, a maior lua do planeta


Nuvens carregadas e fortes tempestades foram registradas em abril de 2008 sobre Titã, a maior lua de Saturno, no lugar onde menos se esperava, ou seja, na zona tropical, segundo estudo divulgado pela revista científica britânica Nature.

Esta surpreendente tempestade tropical, que provocou o nascimento de outras formações nebulosas a milhares de quilômetros, pode, segundo pesquisadores, explicar a presença de canais de rios secos, descobertos em 2005 pela sonda Huygens. Em Titã, o metano líquido tem provavelmente um papel equivalente ao da água na Terra.

"A primeira nuvem, vista perto dos trópicos, tem um efeito quase parecido com uma exploração da atmosfera. No espaço de alguns dias um gigantesco sistema nebuloso cobriu o pólo sul e nuvens esporádicas se tornaram visíveis", explicou Mike Brown, professor de astronomia planetária, em um comunicado do Instituto Californiano de tecnologia (Caltech).

"Estas ocorrências meteorológicas dramáticas globais sobre Titã são raras e duram somente algumas semanas", indicou Henry Roe (Lowell Observatory) em outro comunicado.

Emily Schaller, da Universidade do Arizona (Tucson, EUA), então estudante do Caltech, observou Titã durante mais de dois anos sem praticamente ver nuvens, utilizando um telescópio infravermelho da Nasa (IRTF) no Havaí. "O período durante o qual eu reunia dados para minha tese, infelizmente correspondeu a um período essencialmente sem nuvens", contou a ex-estudante.

Mas quando ela foi entregar seu trabalho de conclusão de curso, em 13 de abril de 2008, as observações no infravermelho revelaram um importante aumento da formação nebulosa em Titã.

A equipe de astrônomos então utilizou um telescópio de oito metros, Gemini North, também situado no Havaí para obter imagens de evolução na atmosfera de Titã.

"É como se observássemos uma gigantesca tempestade sobre a África do Sul por alguns dias e que, qualquer dia mais tarde, viesse a formar nuvens sobre a Antártica e a Indonésia", acrescentou Emily Schaller.

"Estas observações mostram", resumiu seu colega Roe, "que os canais e camadas de rios no deserto tropical de Titã podem ser explicados por precipitações frequentes, mas muito fortes".

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Site manda SMS a planeta mais próximo fora do Sistema Solar

Um site australiano está dando às mensagens de texto um toque intergaláctico, permitindo que os usuários enviem recados curtos ao espaço.

A partir desta quarta-feira até 24 de agosto, pessoas interessadas em uma experiência fora deste mundo podem visitar a página www.HelloFromEarth.net para publicar mensagens de até 160 caracteres que serão transmitidas ao Gliese 581d, planeta mais próximo fora do Sistema Solar, que provavelmente deve ter condições de abrigar vida.

O tempo de entrega previsto, contudo, é de quase 20 anos e não há garantias de uma resposta, alerta o site.

"É como uma 'mensagem em uma garrafa' enviada para as estrelas. O interessante não é apenas se há alguém ouvindo, mas o que o público dirá à vida inteligente de outro planeta", afirmou o porta-voz do projeto, o jornalista brasileiro Wilson da Silva.

"O Hello From Earth é nosso modo de mostrar que a ciência pode tornar o impossível possível. Nós estivemos na Lua e agora podemos falar com as estrelas", acrescentou.

As mensagens, que serão transmitidas do Canberra Deep Space Communication Complex, com cooperação próxima da agência espacial norte-americana NASA, são parte da Semana Nacional de Ciência da Austrália, que celebra as realizações científicas do país.

O ministro da Ciência da Austrália, Kim Carr, enviou a primeira mensagem para inaugurar o projeto.

"Olá da Austrália, no planeta que chamamos de Terra. Essas mensagens expressam os sonhos do nosso povo para o futuro. Nós queremos compartilhar estes sonhos com vocês", disse o ministro na mensagem.

"Quando criança, eu, como muitos australianos, olhava as estrelas e me perguntava o que havia lá fora. Agora a ciência me permitiu enviar uma mensagem pessoal que pode responder essa questão", afirmou Carr.

Reuters

Imagens de satélite mostram estragos causados por tufão

Fotos de satélite divulgadas ontem em Taiwan mostraram os estragos causados pelo tufão Morakot no país. Uma combinação de duas imagens - obtidas em 8 de dezembro de 2008 e 11 de agosto de 2009 - indicam a diferença do leito do rio Tamali, que corta o condado de Taitung, após as chuvas torrenciais que atingiram a região.

Segundo informações do Centro de Pesquisas Espaciais da Universidade Central de Taiwan, um afluente do Tamali teve seu leito expandido em cerca de 800 m após subir mais de 10 m do seu nível original. Perto da região fotografa pelo satélite fica a cidade de Jinfeng, uma das mais atingidas pelo tufão, segundo a agência Reuters.

Resgate
Hoje, o exército de Taiwan, em uma operação especial com mais de 20 helicópteros, resgatou 350 pessoas de aldeias que ficaram incomunicáveis após a passagem do tufão no distrito de Pingtung. As aldeias atingidas são Jiamu, Dawu, Ali e Yila, na comarca de Wutai, e Dewun, na região de Sandimen, segundo comunicado do governo.

Todas ficaram isoladas pelos danos em pontes e estradas que as uniam ao resto de Taiwan, devido às inundações e deslizamentos de terras provocados pelo tufão. A região de Wutai tem população total de 600 pessoas e mais da metade já foi resgatada por helicópteros, disse o governo local. No entanto, o mau tempo ainda atrapalha as operações de resgate.

Imagens de satélite mostram a mudança do leito do rio Tamali perto da cidade de Jinfeng, em Taiwan

Imagens de satélite mostram a mudança do leito do rio Tamali perto da cidade de Jinfeng, em Taiwan

Redação Terra

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Nasa dá passos para iniciar voos comerciais ao espaço

A Nasa, agência espacial americana, intensificou nesta terça-feira os contatos com representantes do setor privado para dar os primeiros passos na criação de um serviço comercial para levar passageiros ao espaço.

A agência espacial vai se reunir na quinta-feira com empresários que poderiam se associar ao serviço, que usará US$ 50 milhões concedidos pelo Governo americano.

Fontes da Nasa indicaram que esperam receber propostas para o projeto em até 45 dias.

Entre as empresas que mostraram interesse estão Airborne Systems, SpaceX, Boeing, Tether Applications, entre outras.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Telescópio Spitzer capta violenta colisão entre planetas

Concepção artística mostra corpo celeste com tamanho da Lua se chocando com um planeta semelhante a Mercúrio
Concepção artística mostra corpo celeste com tamanho da Lua se chocando com um planeta semelhante a Mercúrio


A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta segunda-feira em seu site uma concepção artística que mostra uma possível colisão em alta velocidade entre dois planetas ao redor de uma jovem estrela. O impacto, segundo evidências captadas pelo telescópio espacial Spitzer, envolveu dois corpos rochosos - um deles tão grande quanto a Lua e outro do tamanho de Mercúrio - e teria ocorrido nos últimos mil anos ou mais.

Os astrônomos informaram que a gigantesca colisão destruiu o corpo celeste de menor tamanho, espalhando enormes quantidades de rocha e expelindo camadas de lava quente pelo espaço. Os detectores infravermelhos do Spitzer captaram sinais das rochas vaporizadas e de fragmentos recongelados de lava, chamados de tectitas (tipo de mineral de vidro natural que se forma no espaço).

"O choque deve ter sido enorme e incrivelmente em alta velocidade para a rocha ter se vaporizado e derretido", disse o cientista Carey M. Lisse, da Universidade Johns Hopkins e principal autor do estudo, descrito na edição de agosto da revista Astrophysical Journal. Conforme o pesquisador, a colisão foi similar à que causou a formação da Lua há 4 bilhões de anos, quando um corpo do tamanho de Marte se chocou contra a Terra.

Para se ter uma ideia da força da colisão, os astrônomos explicaram que os dois planetas estariam viajando a uma velocidade de pelo menos 10 km/s antes de se baterem.

A estrela observada pelo Spitzer é a de nome HD 172555, que teria 12 milhões de anos e está localizada a cerca de 100 anos-luz da Terra, ao sul da constelação Peacock (Pavão). Em comparação com a idade da estrela, os cientistas lembraram que o Sistema Solar tem 4,5 bilhões de anos.

Redação Terra

Nasa divulga imagem do maior meteorito descoberto em Marte

A rocha tem cerca de 60 cm de comprimento por 30 cm de largura
A rocha tem cerca de 60 cm de comprimento por 30 cm de largura


A Agência Espacial Americana, Nasa, divulgou nesta terça-feira imagem do maior meteorito descoberto no planeta Marte. A rocha, batizada de "Block Island", tem cerca de 60 cm de comprimento por 30 cm de largura, e é composta principalmente por ferro e níquel, segundo as análises realizadas pela sonda Opportunity.

De acordo com informações do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, em inglês) da Nasa, o meteorito caiu sobre a superfície de Marte há milhões de anos. "Este é o maior meteorito encontrado até agora em Marte", disse o JPL. Em 2004, a sonda tinha tropeçado com outro meteorito, mas este tinha um tamanho muito menor.

A sonda e o veículo Spirit desceram em Marte em janeiro de 2003. Os cientistas do JPL tinham previsto que os dois funcionariam durante 90 dias. No entanto, ambos se mantiveram ativos apesar do desgaste de seus sistemas.

Com informações de Agências Internacionais

Redação Terra

LHC será reativado no Natal, mas pode não atingir resultados

O acelerador de partículas Large Hadron Collider (LHC) deve produzir seus primeiros dados antes do Natal, promovendo colisões de prótons a energias altas o suficiente para começar a estender as fronteiras da física de partículas. Mas o maior acelerador mundial de partículas só estará operando com metade da energia para a qual foi originalmente projetado, e pode não atingir sua potência de pico antes de 2011 - se é que virá a atingi-la.

O novo cronograma foi anunciado pelo Centro de Pesquisa Nuclear Euyropeu (CERN), o laboratório europeu de física de partículas, perto de Genebra, Suíça, em 6 de agosto, O LHC custou US$ 6 bilhões e está fora de operação há um ano, depois de um acidente em 19 de setembro de 2008, apenas nove dias depois que os primeiros feixes de partículas circularam pela instalação, com grande alarde mundial.

Quando uma conexão defeituosa entre dois dos ímãs supercondutores usados para acelerar partículas se queimou, um arco de corrente elétrica de 8,7 amperes foi disparado em um imenso curto-circuito. A corrente perfurou o tubo que transporta hélio líquido e circunda o cabo supercondutor, despejando fuligem e causando uma detonação de hélio fervente que danificou um total de 53 ímãs.

Durante os reparos, no trimestre passado, um novo conjunto de problemas relacionado a conexões defeituosas de ímãs foi descoberto. Ainda que os dirigentes do CERN acreditem que agora os problemas estão sob controle, vão proceder com cautela no que tange a elevar a energia utilizada.

Na metade de novembro, prótons serão injetados no anel acelerados de 26 quilômetros, a baixas energias, para demonstrar que dois feixes de partículas podem percorrê-lo em direções opostas. Cerca de quatro semanas mais tarde, os feixes serão acelerados a cerca de 3,5 teraeletronvolts, o que equivale a cerca de metade da energia planejada para os feixes do LHC. A colisão de feixes vai gerar chuveiros de partículas exóticas, e os cientistas começarão a recolher os dados de que necessitam para calibrar os instrumentos.

¿Poderíamos ter um presente de Natal para os pesquisadores, se tivermos sorte¿, diz Steve Myers, diretor do departamento de aceleração de partículas do CERN. Caso as colisões iniciais corram bem, ele afirma, os engenheiros elevarão as energias a entre quatro e cinco teraeletronvolts, em algum momento de 2010.

Os feixes em seguida serão desligados por cinco ou seis meses, a partir de outubro ou novembro de 2010, para novos reparos e a instalação de novas válvulas de segurança para a liberação de hélio, antes de uma tentativa de operar com energias mais altas, em 2011.

Os teóricos dizem que colisões no LHC com energia da ordem de sete teraeletronvolts devem começar a revelar partículas até agora não encontradas, se bem que talvez demore mais que o projetado acumular provas de sua existência.

O modelo padrão da física de partículas, que descreve o zoológico de partículas subatômicas e as forças que as controlam, deixa de funcionar a energias superiores a um teraeletronvolts. Experiências com energia mais elevada podem revelar novas partículas como as previstas por um dos mais populares sucessores ao modelo padrão, conhecido como "superssimetria".

Também poderiam ser localizadas partículas de uma forma hipotética de matéria escura que supostamente responde por um quarto da massa do universo. Por fim, um dos alvos mais cobiçados é o bóson de Higgs, a única partícula prevista pelo modelo padrão e ainda não identificada. O fugaz bóson é um marcador para o chamado mecanismo de Higgs, que pode explicar de que maneira as partículas adquirem massa.

Más soldas
O acidente de 2008 foi causado por uma solda defeituosa em uma seção de cabo supercondutor que conectava dois ímãs. Os meses subseqüentes de inspeções em todo o LHC identificaram apenas outras quatro soldas defeituosas nesse tipo de conexão - mas também revelaram um problema muito mais amplo.

Os cabos supercondutores ficam cercados por cabos de cobre que funcionam como "válvulas de segurança" para conduzir qualquer sobrecarga repentina. Os cabos de cobre só atuam caso os cabos supercondutores se aqueçam e percam sua capacidade de conduzir eletricidade sem resistência.

Testes nas últimas semanas revelaram 80 más soldas entre seções de cabos de cobra, mas nem todas as 10 mil soldas entre cabos de cobre existentes no LHC foram inspecionadas. Esse elemento de incerteza significa que o CERN deve elevar a energia operacional da máquina de maneira cautelosa a fim de evitar novos incidentes.

O custo dos reparos foi de US$ 3,7 milhões, até o momento. Myers reconhece que existe um problema de controle de qualidade nas soldas, e que o sistema de detecção de picos de corrente e para mitigar a liberação catastrófica de hélio pode ser melhorado. "São em geral as coisas simples que causam problemas", diz.

Peter Limon, físico do Laboratório Nacional do Acelerador Fermi, em Batavia, Illinois, diz que esses problemas iniciais são "típicos". Limon relembra que diversos problemas resultaram em que o Tevatron, do Fermilab ¿no momento o mais potente acelerador de partículas do mundo- precisasse de alguns anos para atingir sua maior energia, de 1,8 teraeletronvolts.

Já que o LHC precisará recolher dados por um ou dois anos antes que uma descoberta definitiva sobre o bóson de Higgs possa ser realizada, o Tevatron ainda tem uma chance de vencer a corrida. Físicos do Tevatron planejam divulgar os dados mais recentes sobre sua busca do bóson de Higgs em 18 de agosto, na conferência Lepton-Photon, em Hamburgo, Alemanha. Gordon Kane, físico teórico da Universidade do Michigan em Ann Arbor, diz que os físicos estão frustrados com os atrasos no LHC, mas acrescenta que um ano a mais de espera não é demais, no que tange à partícula de Higgs, cuja existência teórica foi proposta em 1964. "Estarei lá quando ela for descoberta", disse Kane, 72. "Não importa quanto demore".

O acelerador de partículas só estará operando com metade da energia para a qual foi projetado, e pode não atingir sua potência de pico antes de 2011

O acelerador de partículas só estará operando com metade da energia para a qual foi projetado, e pode não atingir sua potência de pico antes de 2011

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Júpiter brilhará no céu em aproximação com a Terra na 6ª

O planeta Júpiter, o maior do Sistema Solar, se transformará no próximo dia 14 de agosto (sexta-feira) em um dos objetos mais brilhantes do céu, quando sua órbita alcançar a maior aproximação com a Terra. De acordo com o jornal espanhol El País, o planeta é formado em sua maioria por gás (hidrogênio e hélio), uma composição semelhante à do Sol.

Além disso, entre todos os planetas do Sistema Solar, Júpiter é o de rotação mais rápida. Este corpo celeste tem como principal característica a Grande Mancha Vermelha, uma tormenta maior que o diâmetro da Terra, que se move em sentido contrário aos pontos do relógio e que provoca ventos de mais de 400 km/h.

Júpiter apresenta ainda uma série de anéis menos complexos que os de Saturno (invisíveis da Terra) e 63 luas - entre elas destacam-se Calisto, Europa, Ganímedes e Io.

Terra Chile

Nasa quer propostas para desenvolver "táxis" espaciais

A Nasa, agência espacial norte-americana, pretende usar US$ 50 milhões do programa federal de estímulo econômico para fomentar o desenvolvimento de um serviço comercial de transporte de passageiros para o espaço, disseram membros da agência nesta segunda-feira.

Aspirantes a operadores espaciais terão 45 dias para enviar propostas para uma concorrência. Os vencedores do programa Commercial Crew Development devem ser anunciados antes do fim de setembro. Os Estados Unidos vão aposentar a frota de ônibus espaciais no ano que vem, após mais sete missões que terão o objetivo de completar a construção da Estação Espacial Internacional, que custou US$ 100 bilhões e orbita a Terra a cerca de 360 km de altura.

Depois disso, os Estados Unidos planejam pagar para a Rússia pelo transporte de astronautas para a estação, que envolve 16 países. A Nasa está gastando US$ 500 milhões para ajudar duas empresas norte-americanas, a Space Exploration Technologies - conhecida como SpaceX - e a Orbital Sciences Corp, para desenvolver foguetes e cápsulas para transportar carga para a estação.

O contrato da SpaceX inclui uma opção para adaptar a nave de carga Dragon para o transporte de passageiros. A empresa disse que precisa de US$ 300 milhões, dos quais a maior parte seria usada para desenvolver uma saída de emergência para a tripulação. "É um pouco decepcionante que (o novo programa) seja só de US$ 50 milhões", reclamou o fundador e presidente-executivo da SpaceX, Elon Musk. "Cinquenta milhões é o que custa um assento na Soyuz (da Rússia)".

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ESA divulga imagens de incêndios nas Ilhas Canárias

A imagem permite distinguir uma fileira de fumaça que adentra no Oceano Atlântico  Foto: EFE
A imagem permite distinguir uma fileira de fumaça que adentra no Oceano Atlântico


A Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou nesta segunda-feira imagens de satélite das Ilhas Canárias (Espanha) "em chamas", nas quais é possível observar "uma grande nuvem de fumaça" provocada pelos dois incêndios florestais que afetaram La Palma no final de julho e início de agosto.

As imagens, capturadas pelo satélite Envisat, permitem distinguir uma extensa fileira de fumaça que adentra no Oceano Atlântico a partir de La Palma, em direção oeste.

Os incêndios, que começaram em 31 de julho, devastaram cerca de 3 mil hectares e destruíram aproximadamente 50 casas. Durante três dias, cerca de 500 pessoas e 11 meios aéreos participaram dos trabalhos para combater o incêndio, que levou à evacuação de 4 mil moradores dos municípios de Mazo e Fuencaliente.

Os dois incêndios foram controlados na semana passada, em parte, graças à redução das temperaturas, à mudança da intensidade do vento e a algumas chuvas registradas na região.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

sábado, 8 de agosto de 2009

Conheça os cinco fatos mais curiosos sobre asteroides

Concepção artística mostra um asteroide passando próximo a uma estrela
Concepção artística mostra um asteroide passando próximo a uma estrela


Centenas de asteroides - pequenos corpos cósmicos que percorrem o espaço - dos mais variados tamanhos podem estar passando nos arredores da Terra neste momento. Outras dezenas podem estar atingindo a atmosfera em alta velocidade e se desfragmentando em pequenos pedaços que não trazem risco aos organismos vivos terrestres. E se um dia estivermos na rota de colisão de uma rocha espacial com centenas de quilômetros de diâmetro?

Pensando nisso, o especialista Don Yeomans, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, agência espacial americana, e uma equipe de pesquisadores, criaram o site AsteroidWatch com o objetivo de evitar que asteroides perigosos entrem na rota da Terra. Conheça os cinco fatos mais curiosos sobre asteroides, escolhidos por Don Yeomans e divulgados no site científico Live Science:

5 - Asteroide-lua
Em 1993, a sonda espacial Galileu detectou o asteroide Ida, residente no Cinturão de Asteroides entre Marte e Júpiter. Imagens captadas pelo telescópio identificaram que o grande asteroide, com cerca de 60 km de comprimento, tinha uma pequena lua acompanhando-o. Ela foi batizada de Dactyl e tinha apenas 1 km de comprimento.

Desde a descoberta de Dactyl, mais de 150 "asteroides-luas" foram descobertos, muitos deles em rochas espaciais próximas à Terra. Alguns objetos espaciais possuem até duas luas em seu redor. Estudos dizem que fragmentos gerados em colisões entre rochas espaciais podem formar este tipo de "companhia".

4 - Asteroide ou lixo espacial?
Após o início das missões Apollo 8, 9, 10, 11 e 12 rumo à Lua no final dos anos 1960, as etapas de lançamento dos foguetes que foram sendo deixadas de lado durante o percurso foram entrando na órbita entre a Terra e o Sol.

O lixo espacial pode ser confundido com asteroides naturais próximos ao planeta azul. Por isso, a importância de serem catalogados os restos dos equipamentos dessas antigas missões para que não hajam surpresas.

3 - Asteroides atrás da porta
As vezes, a Lua não é a única vizinha mais próxima da Terra no Sistema Solar. Várias vezes por ano, alguns asteroides entram em órbitas próximas à Terra, ultrapassando a distância de 384 mil km que o satélite tem em relação ao planeta.

2 - Ataque de asteroides
Todos os dias a Terra é atingida por mais de 100 t de objetos oriundos de cometas e asteroides. No entanto, grande parte deles é muito pequena. Estes objetos colidem com a Terra em alta velocidade, pegando fogo ao atingirem a atmosfera e se desfragmentando em pedaços minúsculos que não põem em risco os organismos vivos terrestres.

Pelo menos uma vez por dia rochas do tamanho de uma bola de basquete invadem a atmosfera e pegam fogo. Anualmente, alguns corpos cósmicos do tamanho de pequenos carros também ingressam no planeta. Estes fragmentos maiores queimam na atmosfera como bolas de fogo e são chamados de meteoros. Raramente, as rochas espaciais atingem a superfície terrestre intactas - neste caso, são chamadas de meteoritos.

1 - Obrigado aos asteroides
Depois que o sistema solar se formou cerca de 4,6 bilhões de anos atrás, cometas e asteróides provavelmente carregados de carbono, água e outros materiais essenciais para constituir vida se chocaram com a então jovem Terra. Uma vez formados os organismos vivos, outras colisões ocorridas mais tarde - como o impacto do asteroide que matou os dinossauros há 65 milhões de anos - alteraram o processo de evolução.

Este cenário criou um ambiente onde somente as espécies adaptáveis, como os mamíferos, pudessem evoluir ainda mais. Os seres humanos, posicionados no topo da cadeia alimentar animal, devem sua existência a estas rochas espaciais.

Redação Terra

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Máquina que recria o Big Bang será religada com menos energia

O gigantesco acelerador de partículas construído para investigar as origens do universo será religado em novembro, com menos energia, disse na quinta-feira a entidade responsável pela pesquisa quinta-feira. A máquina havia quebrado dias depois da sua inauguração, no ano passado.

O anúncio da nova data representa mais um adiamento, já que a Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (conhecida pela sigla Cern) havia anteriormente previsto a reativação para o outono boreal.

O chamado Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) é a maior e mais complexa máquina já construída, a um custo superior a 10 bilhões de francos suíços (9,4 bilhões de dólares). Inaugurada em setembro de 2008, apresentou um superaquecimento e teve de ser desligada nove dias depois. Suas experiências servem para recriar as condições que existiam logo depois do "Big Bang", explosão primordial que, segundo os cientistas, deu origem ao universo.

Em nota, o Cern disse que pretende religar a máquina com 3,5 teraelétron-volts (TeV) por feixe - uma energia menor que da primeira vez - "porque isso permite aos operadores ganharem experiência no funcionamento da máquina de forma segura, ao mesmo tempo em que abre uma nova região de descobertas para as experiências".

A energia ficará nesse nível "até que uma amostra significativa de dados tenha sido coletada e que a equipe de operações tenha ganho experiência na operação da máquina", declarou o Cern. "Portanto, com o benefício dessa experiência, a energia será elevada na direção dos 5 TeV por feixe."

O Grande Colisor contém um túnel circular de 27 quilômetros que corre subterraneamente nos arredores de Genebra. Rolf Heuer, diretor-geral do Cern, se empenhou em tranquilizar a população de que não haverá inconvenientes.

"O LHC é uma máquina muito melhor compreendida hoje do que há um ano", disse ele. "Podemos olhar para frente com confiança e animação de que haverá uma boa operação durante o inverno (boreal) e no ano que vem."

Os experimentos têm de acontecer apenas um pouco acima da temperatura de 0 absoluto (-273,15C), para recriar as condições que supostamente existiam no princípio do universo, 13,7 bilhões de anos atrás.

(Reportagem de Laura MacInnis)

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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Telescópio Kepler envia imagens "estupendas" de planeta

O telescópio espacial Kepler enviou imagens em alta definição de um planeta que está a 1.000 anos luz de distância, cinco meses depois de ter sido lançado no espaço com a missão de encontrar planetas semelhantes à Terra, informou a Nasa nesta quinta-feira.

O telescópio, que ainda está em fase de ajustes e foi enviado em março para vasculhar a galáxia em busca de planetas semelhantes à Terra, transmitiu imagens de alta definição de um planeta batizado de HAT-P-7-B.

Graças às imagens, "é a primeira vez que alguém vê luz deste planeta", a 1.000 anos luz da Terra, disse William Borucki, principal pesquisador da missão Kepler e co-autor de um relatório que será publicado na sexta-feira pela revista Science.

E, se os cientistas ficaram entusiasmados com a luz ótica do HAT-P-7-B captada pelo Kepler - e que o astrofísico do Instituto Carnegie Alan Boss disse ser "de fato deslumbrante" -, estavam ainda mais animados pelo fato do telescópio estar funcionando tão bem.

"A verdadeira manchete é o trabalho do Kepler", afirmou Boss, já que o telescópio "tem capacidade para detectar o trânsito de um planeta do tamanho da Terra passando em frente a uma estrela parecida com o Sol e produzindo uma sombra muito fraca".

"Agora sabemos que o Kepler pode" contabilizar quantos planetas orbitam em sistemas parecidos ao do Sol na região da Via Láctea, indicou Boss.

A um custo de 600 milhões de dólares, o Kepler é a primeira missão da agência espacial americana que procura por planetas semelhantes à Terra em sistemas parecidos com o nosso Sistema Solar.

Com o Kepler, os cientistas esperam poder responder se há "montes de planetas como a Terra em nossa galáxia ou se estamos sozinhos".

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Telescópio pode enxergar outras Terras, dizem cientistas

O telescópio orbital Kepler conseguiu observar um planeta do tamanho de Júpiter ao redor de uma outra estrela - sinal de que ele pode enxergar planetas do tamanho da Terra, se eles existirem, afirmaram cientistas nesta quinta-feira.

O planeta, chamado HAT-P-7b, está entre os aproximadamente 300 planetas conhecidos como extrassolares, informou a equipe liderada pela Nasa, agência espacial dos Estados Unidos. A medição da órbita do corpo celeste pelo Kepler mostra que o telescópio é capaz de ver planetas menores, afirmaram na revista Science.

"O Kepler está operando no nível exigido para a detecção de planetas do tamanho da Terra", disse a equipe liderada por William Borucki, do centro de pesquisa da Nasa em Moffett Field, na Califórnia.

O Kepler foi lançado em março com o objetivo específico de encontrar planetas do tamanho da Terra que possam abrigar seres vivos fora do sistema solar. Ele orbita o Sol por trás da Terra, e em teoria é capaz de enxergar objetos que observatórios na superfície da Terra ou mesmo o telescópio orbital Hubble não podem.

Ele usa o método padrão de busca: os cientistas procuram uma diminuição suave na luz de uma estrela, provocada pela passagem de um planeta na frente do astro. A equipe de Borucki trabalha sobre dados observados pelo Kepler em mais de 50 mil estrelas.

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Programa de TV diz ter captado imagem de Ovni

 Uma linha prateada passou do canto esquerdo inferior da tela ao canto direito superior no momento em que o apresentador lia as manchetes Foto: BBC Brasil
Uma linha prateada passou do canto esquerdo inferior da tela ao canto direito superior no momento em que o apresentador lia as manchetes


Um objeto voador não identificado (Ovni) foi visto na webcam do programa Breakfast News do canal regional Look North da BBC na terça-feira.

Uma linha prateada passou do canto esquerdo da parte de baixo da tela ao canto direito da parte de cima no momento em que o apresentador Colin Briggs lia as manchetes.

A BBC Look North agora está pedindo aos telespectadores para que eles digam o que eles acham que a webcam mostrou.

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Primeira sonda chinesa para Marte será lançada da Rússia

A primeira sonda chinesa que será enviada ao planeta Marte foi transportada para a Rússia, onde será lançada em outubro, informou nesta quinta o jornal Notícias de Pequim.

O Yinghuo-1, um pequeno satélite de 110 kg, será lançado com a sonda russa Phobos Explorer por um foguete Zenit. Dez meses depois do lançamento, a sonda chinesa entrará em órbita de Marte com a missão de obter fotos de sua superfície e principalmente compreender o que aconteceu com a água que havia no Planeta Vermelho.

A China é o terceiro país, depois dos Estados Unidos e Rússia, que enviou um homem ao espaço, em 2003. Atualmente, o país trabalha na construção de um módulo orbital, o primeiro passo para a criação de uma estação espacial.

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Cientistas investigam comportamento do metano em Marte

Uma equipe de cientistas franceses que elaborou um modelo sobre o comportamento do metano em Marte concluiu que este é muito difícil de decifrar, embora haja indícios de que o gás poderia ser produzido e destruído mais rapidamente do que na Terra.

Os professores Franck Lefèvre e François Forget, da Universidade Pierre et Marie Curie, de Paris, utilizaram um modelo informático do clima marciano, ao qual aplicaram as observações feitas previamente por uma equipe do centro Goddard de Astrobiologia da Nasa, a agência espacial americana.

Em janeiro, cientistas americanos confirmaram na revista "Science" a existência de metano na atmosfera de Marte, o que, afirmaram, é prova de que esse planeta se mantém ativo, biológica ou geologicamente.

Os espectrômetros dos telescópios da Nasa no Havaí detectaram em 2003 sobre a superfície do planeta pelo menos três rastros desse gás, que constitui uma chave da vida como se conhece na Terra.

Eles observaram que "a atmosfera de Marte destrói rapidamente o metano de diversas formas", do que se deduz que também deve haver um processo de emissão, segundo explicou Michael Mumma, do Centro de Voos Espaciais da Nasa, em Maryland.

No estudo publicado hoje, os especialistas franceses constatam a dificuldade de identificar o comportamento do gás no planeta vermelho usando a atual física ou química atmosférica que se aplica aos processos terrestres.

O metano tem o ciclo vital fotoquímico de vários séculos, e, por isso, espera-se que tenha uma distribuição uniforme no planeta.

As observações sobre Marte disseram que o gás apresenta variações espaciais e temporárias - conforme a época do ano.

"Acontece algo mais, algo que rebaixa o ciclo vital do metano por um fator de 600. Se as medições estiverem corretas, estamos perdendo algo importante", disse hoje Lefèvre, em declarações recolhidas pela emissora pública britânica "BBC".

Se estas variações se confirmarem, significaria que o gás se destrói muito rapidamente, o que sugeriria que existe no planeta um ambiente muito difícil para a sobrevivência de organismos orgânicos.

Os cientistas desconhecem se o metano de Marte é o produto de processos biológicos ou geológicos, como a atividade vulcânica.

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Tempestade atrasa deslocamento de ônibus espacial Discovery

Tempestade com raios atrasa transporte de ônibus espacial
Tempestade com raios atrasa transporte de ônibus espacial


A Agência Espacial Americana, Nasa, divulgou imagem de uma tempestade com trovões e raios que atrasou o deslocamento do ônibus espacial Discovery para a plataforma de lançamento no Kennedy Space Center, em Cabo Canaveral, Estado da Flórida, nos Estados Unidos, na terça-feira.

A missão, que prevê três caminhadas espaciais, irá levar equipamentos científicos, incluindo um novo sistema de purificação de ar, tanques de amônia para refrigeração do sistema da estação espacial (ISS).

O Discovery será lançado no dia 25 de agosto numa missão que deve durar 13 dias. Os sete astronautas que irão participar da viagem estão em fase de preparação no complexo de lançamento da Nasa

Redação Terra

Galáxias distantes colocam em discussão evolução do Cosmos

Galáxias situadas a mais de 10 bilhões de anos-luz da Terra, extremamente densas e compactas, colocam em questão o modelo de evolução do Universo, segundo estudo publicado nesta quarta-feira pela revista Nature. Este modelo determina que as galáxias maiores nasceram da fusão de estrelas de tamanhos menores ou da absorção de pequenas galáxias por galáxias gigantes.

Esta teoria foi questionada pela descoberta de uma galáxia considerada descendente das grandes galáxias elípticas relativamente próximas, e que, apesar de pequena, é também maciça e, portanto, muito densa. Esta descoberta surpreendeu os astrônomos porque leva a pensar que as galáxias cresceram em tamanho sem absorver estrelas.

"É como descobrir, de repente, que o Londinium romain tinha a mesma população que a Grande Londres atual", comentou o astrofísico Karl Glazebrook. Os autores do estudo, três cientistas das Universidades de Yale, Princeton (Estados Unidos) e Leiden (Holanda), observaram durante 29 horas esta curiosa galáxia batizada 1255-0, graças ao espectógrafo GNIRS trabalhando próximo ao infravermelho do telescópio Gemini South.

Devido à defasagem em relação ao vermelho de seu espectro luminoso, eles calcularam que ela estava afastada da Terra 10,7 bilhões de anos-luz, ou seja, sua luz que vemos hoje foi emitida quando o universo tinha apenas 3 bilhões de anos. Apesar de seu sinal muito fraco, eles consideram também medir a velocidade média da rotação das estrelas em torno do centro da galáxia. Como esta velocidade é muita elevada, eles deduziram que ela era quatro vezes mais compacta que a Via Láctea ( nossa galáxia, que é uma galáxia espiral), mas seis vezes menor.

Como a das outras galáxias, a evolução das galáxias elípticas deve obedecer a regras, mas elas ainda precisam ser descobertas, segundo Glazebrook, que previu que algumas galáxias parecidas com a 1255-0 vão ser descobertas nos próximos anos, permitindo talvez a elaboração de um novo modelo.

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Fracasso de LHC gera deserção de físicos para máquina rival

O Grande Colisor de Hádrons (LHC) - construído nas cercanias de Genebra - está cheio de conexões elétricas defeituosas
O Grande Colisor de Hádrons (LHC) - construído nas cercanias de Genebra - está cheio de conexões elétricas defeituosas


A maior e mais dispendiosa máquina já construída no mundo para o estudo da física está eivada de conexões elétricas defeituosas. Além disso, alguns físicos estão desertando do projeto europeu, ao menos temporariamente, para trabalhar em uma máquina rival, mas de menor porte, do lado oposto do oceano.

Muitos dos ímãs cujos objetivos seriam propelir partículas subatômicas de alta energia por um circuito subterrâneo de 27 km de extensão perderam misteriosamente sua capacidade de operar com altas energias. Depois de 15 anos, US$ 9 bilhões em investimentos e uma cerimônia de acionamento cheia de ostentação no ano passado, o Large Hadron Collider (LHC) - gigantesco acelerador de partículas europeu construído nas cercanias de Genebra - ainda não promoveu qualquer colisão entre partículas.

Mas deve fazê-lo em breve. Deve? Esta semana, os cientistas e engenheiros do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN) vão anunciar quando e como planejam que sua máquina recomece a operar, no começo do ano que vem. O momento será de festa.

Mas os cientistas afirmam que pode demorar anos para que o colisor seja capaz de operar em plena força, se é que esse objetivo poderá ser atingido. E os problemas encontrados estenderão o prazo necessário a atingir os principais objetivos do colisor, tais como o de produzir a partícula conhecida como bóson de Higgs, que é considerada como responsável por dotar as demais partículas de massa, ou o de identificar a matéria escura que, de acordo com as teorias astronômicas, responde por até 25% do cosmos.

O déficit de energia no grande aparelho também poderia limitar a capacidade do colisor para permitir o teste de ideias ainda mais exóticas, tais como a existência de outras dimensões além das três espaciais e da quarta, o tempo, que caracterizam a vida. "O fato é que provavelmente vai demorar um pouco para que possamos conseguir os resultados que realmente desejamos", disse Lisa Randall, física da Universidade Harvard que é uma das principais proponentes da teoria das dimensões adicionais.

O colisor foi concebido com o objetivo de acelerar prótons a energias da ordem de sete trilhões de elétron-volts e forçá-los a colidir, na busca de partículas e forças que reinaram antes do primeiro trilionésimo de segundo de tempo do universo, mas é possível que, em seu primeiro ano de operação, a máquina funcione com apenas quatro trilhões de elétron-volts. Aperfeiçoamentos que elevariam essa velocidade talvez só possam ser realizadas um ou dois anos mais tarde.

Físicos dos dois lados do Atlântico se declaram confiantes em que a grande máquina europeia terminará por produzir resultados científicos sem precedentes - um dia -, e que não demorará a se equiparar a um equipamento rival construído nos Estados Unidos, ainda que funcionando com energia inferior à projetada.

Todos os grandes aceleradores de partículas passam por problemas iniciais. "São como os problemas pelos quais um bebê passa", disse Peter Limon, físico do Laboratório Nacional do Acelerador Fermi, em Batavia, Illinois, que ajudou a construir o colisor europeu.

Mas alguns físicos admitem certa impaciência. "Esperei por 15 anos, diz Nima Arkani-Hamed, um dos principais teóricos de partículas no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Princeton. "Quero ver o colisor em funcionamento, rápido. Não podemos tolerar mais um desastre. De agora em diante, ele precisa funcionar sem tropeços".

Os atrasos incomodam mais aos físicos jovens, que podem precisar de dados que só o aparelho poderia obter para concluir uma tese ou uma cátedra. Os problemas no novo acelerador atenuaram a figa de cérebros dos Estados Unidos para a Europa, nesse ramo do conhecimento, porque alguns físicos decidiram trabalhar no Fermilab, onde o Tevatron, o rival norte-americano do LHC, está operando há cerca de uma década.

Os colisores ganham seu ímpeto devido à equivalência entre massa e energia apontada por Einstein - ambas expressas em elétron-volts. O colisor do Cern foi projetado para investigar o que acontece a energias e distâncias nas quais a atual teoria dominante, conhecida como Modelo Padrão, começa a falhar e fornecer respostas absurdas. O projeto recebeu aprovação em 1994, depois que o SuperColisor Supercondutor, que teria comprimento de 86 km e produziria 20 milhões de elétron-volts, foi cancelado pelo Congresso dos Estados Unidos.

As energias prodigiosas com as quais o colisor funciona são, de certa forma, seus piores inimigos. Em plena força, a energia armazenada em seus ímãs supercondutores equivaleria à de um Airbus A380 voando a 720 km/h, e o feixe de prótons gerado poderia perfurar 30 metros de cobre sólido.

A fim de carregar corrente suficiente, os ímãs do colisor são refrigerados por hélio líquido até uma temperatura 1,9°C superior ao zero absoluto, o ponto em que os cabos de nióbio e titânio que os equipam perdem toda a resistência elétrica e se tornam supercondutores. Qualquer perturbação, no entanto, tais como problemas nas soldas em uma junta entre duas seções, podem causar resistência e aquecer o cabo, fazendo com que ele perca sua supercondutividade.

Foi o que aconteceu em 19 de setembro, quando a junção entre dois ímãs se vaporizou em um chuveiro de fagulhas, fuligem e hélio liberado. Os técnicos dedicaram a maior parte do seu tempo, desde o acidente, a limpar e inspecionar os milhares de junções no colisor. Cerca de cinco mil delas terão de ser refeitas, declarou Steve Myers, diretor da divisão do acelerador no Cern, em entrevista.

A explosão das junções desviou a atenção dos engenheiros do mistério quanto ao desempenho insuficiente dos ímãs. Antes que os ímãs supercondutores sejam instalados, os engenheiros "treinam" cada um deles, elevando gradualmente a corrente elétrica que recebem até determinar o ponto em que falham. Dessa maneira, os ímãs se acostumam gradualmente a correntes cada vez maiores.

Todos os ímãs do colisor foram treinados a aceitar energias superiores a sete trilhões de elétron-volts antes de serem instalados, diz Myers, mas quando os engenheiros tentaram conduzir um dos oito setores do anel a uma energia mais alta, no ano passado, alguns dos ímãs falharam inesperadamente.

Em troca de e-mails, Lucio Rossi, diretor do departamento de ímãs do Cern, disse que 49 dos ímãs haviam perdido seu treinamento, nos setores testados, e que era impossível estimar quantos mais, em todo o colisor, estavam defeituosos. Ele disse que os ímãs em questão estavam todos de acordo com as especificações e que o problema talvez derive do fato de que tenham ficado por um ano expostos aos elementos antes que pudessem ser instalados.

Retreinar os ímãs é dispendioso e demorado, dizem os especialistas, e talvez não valha a pena esperar o tempo que seria requerido para elevar seu desempenho à meta de energia original. "Parece que poderemos chegar a 6,5 com alguma facilidade", disse Myers, mas sete trilhões de elétron-volts requereriam "muito treinamento".

Muitos físicos afirmam que, para eles, seria perfeitamente satisfatório que o colisor jamais ultrapassasse os cinco milhões de elétron-volts. Caso fosse esse o caso, diz Joe Lykken, teórico do Fermilab que faz parte de uma das equipes do colisor do CERN, "não seria o final do mundo. Não estou nada pessimista".

Para o futuro imediato, porém, os físicos não devem chegar nem perto desse nível de energia. Myers afirma que, em sua opinião, as junções no momento são capazes de suportar quatro trilhões de elétron-volts. "Poderíamos estar conduzindo trabalhos de Física no final de novembro", ele disse, em julho, antes que novos vazamentos nos tubos de vácuo tivessem forçado um adiamento de mais algumas semanas na retomada das operações do aparelho.

"Não é a energia para a qual a máquina foi projetada, mas ainda assim seria quatro vezes mais energia do que o Tevatron é capaz de propiciar", ele afirmou. Pauline Gagnon, física da Universidade de Indiana que trabalha no CERN, disse que aceitaria alegremente energia dessa ordem. "é o público que paga por isso", ela afirmou mensagem de e-mail, "e precisamos começar a produzir".

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3908115-EI238-ABG,00.html

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times

Nasa fotografa principais cidades da Terra à noite

São Paulo foi fotografada à noite pelas lentes da Estação Espacial Internacional (ISS)
São Paulo foi fotografada à noite pelas lentes da Estação Espacial Internacional (ISS)

Anos de trabalho e aperfeiçoamento técnico possibilitaram que astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) registrassem impressionantes imagens de algumas das principais cidades da Terra à noite.

As fotos foram registradas entre 2007 e 2008, e, segundo a Nasa, mostram como "as luzes das cidades apresentam uma prova espetacular da nossa existência, nossa distribuição e nossa habilidade para mudar o ambiente em que vivemos".

No início do projeto, os astronautas encontraram dificuldades para obter fotografias nítidas, já que as lentes precisam de um grande tempo de exposição, mas a ISS se move rapidamente. Eles então desenvolveram um tripé colocado sobre uma plataforma que pode ser movida lentamente, compensando a rotação da Terra e o deslocamento da Estação, e possibilitando fazer imagens mais definidas.

As fotos das cidades foram tiradas de uma distância entre 350 e 400 km da Terra.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3907847-EI238-ABG,00.html

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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Astrônomos debatem no Rio avanços nos estudos espaciais

Mais de dois mil astrônomos de 80 países começaram hoje os debates da 27ª Assembleia da União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês), que acontece até o próximo dia 14 no Rio de Janeiro.

A reunião deste ano deve ser menos polêmica do que a de três anos atrás, a última da IAU, quando Plutão passou a ser considerado como um "planeta anão" do sistema solar.

A Assembleia foi aberta pela presidente da IUA, Catherine Cesarky, em um ato no qual o Governo federal esteve representado pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende.

Rezende destacou o impulso que o Governo deu nos últimos anos para levar a tecnologia e a ciência do país "a seu nível mais alto".

Neste sentido, o ministro lembrou que em 1976 só havia 15 doutores em astronomia no país, um número que é de 215 atualmente.

No momento mais descontraído do evento de abertura da Assembleia da IAU, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, pediu que os astrônomos perguntassem às estrelas se a cidade do Rio seria escolhida em 2 de outubro como a sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

Fundada em 1919, a União Astronômica Internacional reúne mais de dez mil astrônomos de todo o mundo e é a principal autoridade científica neste campo.

A cada três anos, a entidade celebra sua Assembleia Geral. Em 2012, a reunião será em Pequim.

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vc repórter: tenda de astronomia é montada no centro do Rio

Fica até o próximo sábado, 8/8, a tenda montada pelo Mast (Museu de Astronomia e Ciências Afins) na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro. Na exposição Astronomia na Cinelândia: o público é a estrela, um planetário inflável e telescópios estão à disposição de quem passar pelo local a partir desta terça-feira.

Como as visitas podem ser feitas durante o dia, o principal astro disponível para observação é o Sol. A ideia do projeto é levar ao grande público conceitos básicos e contemporâneos da ciência, que tem 2009 como um ano comemorativo em todo o mundo.

Explicações sobre o céu, os movimentos celestes e os planetas do Sistema Solar serão dadas durante os cinco dias em minipalestras. Os horários de visitação são de 8h30 a 17h30, até a sexta-feira, e de 10h a 18h no sábado. Também haverá simulação de uma noite estrelada e dicas para entender as ligações entre a mitologia grega e os astros.

O artista italiano Leonardo da Vinci tem uma parte da exposição dedicada a seus projetos mecânicos. Algumas de suas criações foram transformadas em maquetes pelo modelista Roberto Guatelli e incluídas no Astronomia na Cinelândia.

O evento faz parte da programação da 27ª Reunião da União Internacional dos Astrônomos (IAU), que ocorre até o dia 14 na capital fluminense.

O internauta José Carlos Pereira de Carvalho, do Rio de Janeiro (RJ), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

Exposição Astronomia na Cinelândia: o público é a estrela fica até sábado na cidade

Exposição Astronomia na Cinelândia: o público é a estrela fica até sábado na cidade

vc repórter

Observatório Nacional vai monitorar ameaça de asteroides

O Observatório Nacional, órgão vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, colocará em funcionamento até o final deste ano, em Pernambuco, o programa Impacton para monitoramento de asteroides e cometas.

Segundo o astrofísico Carlos Henrique Veiga, do Obervatório Nacional, o programa se destina a detectar a presença de asteroides perigosos, que possam se chocar contra a Terra.

"Existem muitos asteroides que são potencialmente perigosos para a Terra. Eles vivem atravessando a órbita da Terra e, de repente, um deles pode se chocar."

No Hemisfério Sul, ao contrário do que já ocorreu no Hemisfério Norte, nunca foram feitas buscas por asteroides, de acordo com o pesquisador. Para suprir a falta de conhecimento e de mapeamento desses asteroides, o centro de observação vai instalar o telescópio Impacton, vindo da Alemanha, em Itacuruba, no Sertão do Moxotó (PE), em parceria com a França, Itália e Estados Unidos. A região foi escolhida por ter o clima seco, com ausência quase total de chuva, e localização na latitude sul.

Veiga salientou a importância desse conjunto de países para o sistema de alerta que está sendo montado. "Tem que ter um pool de países porque, na hora em que a gente detecta um asteroide desses entrando, a gente tem um sistema que vai alertar o mundo inteiro".

Os dados são repassados imediatamente para todos os hemisférios, identificando o local exato onde o objeto irá se chocar.

O telescópio vai identificar asteroides novos, que apresentem algum potencial de se chocar com a Terra. Caso isso ocorra, o astrofísico esclareceu que a saída será a retirada das pessoas do local, "porque a gente não tem arma nuclear suficiente para destruir um grande asteroide de 20 quilômetros de diâmetro. Então, a gente calcula onde ele vai bater e tira todo mundo dali".

Os dados serão enviados pelo Impacton via internet aos pesquisadores do Observatório Nacional no Rio de Janeiro. O telescópio já está em Recife e até o fim do ano estará em funcionamento.

Agência Brasil

Busca de vida em outro planeta será a grande pesquisa mundial

A Assembleia Geral da União Astronômica Internacional (IAU), realizada a cada três anos, será aberta oficialmente hoje (4) no Rio de Janeiro. Para o astrofísico Carlos Henrique Veiga, do Observatório Nacional, a procura de vida fora do sistema solar e a presença de água serão a grande pesquisa nos próximos dez anos.

"A grande pesquisa será a busca por planetas como a Terra em outras estrelas. Acho que a grande discussão vai ser em torno de água fora do sistema solar, ou mesmo dentro do sistema solar", disse Veiga. O observatório é uma das entidades coordenadoras do simpósio Impacto da Variabilidade Estelar e Solar na Terra e Planetas, que ocorre até o próximo dia 7 como parte do encontro da IAU.

Carlos Veiga destacou que a assembleia é importante pelas consequências e conceitos que pode gerar. Na última edição do evento, realizada em Praga, na República Tcheca, por exemplo, foi decidido que Plutão seria excluído da família dos grandes planetas e passaria a integrar um grupo de menor porte.

A pesquisa em busca de vida e água em outros planetas tem especial interesse para a Terra no momento em que ela sofre os efeitos do aquecimento global. "A gente está percebendo que o planeta está esgotando suas fontes de sobrevivência. A água não vai durar muito. O ar é altamente poluído. E tudo isso pode acabar em uma catástrofe daqui a 200, 300 anos".

A idéia, disse Veiga, é programar para que se possa enviar pessoas a outro lugar em que existam condições de vida, como satélites numa lua de Saturno. Esse é um dos principais assuntos que serão tratados na IAU por cerca de 2 mil representantes de todo o mundo. No Observatório Nacional, 80% dos pesquisadores do Departamento de Astronomia estão envolvidos com a meta de encontrar água em outros sistemas solares.

Coordenador da Divisão de Atividades Educacionais do observatório, Carlos Henrique Veiga explicou que um dos objetivos é atrair a juventude brasileira para as ciências exatas, de modo que ela comece a pensar nesses problemas.

"Passar o conhecimento para eles, informar o que está acontecendo de uma forma correta e precisa, de maneira que esses estudantes novos sejam atraídos para todas as áreas do conhecimento científico, de modo que a gente possa pensar cada vez mais sobre a questão da sobrevivência do ser humano em outro planeta, em outra estrela. Esse é um pensamento para daqui a 100, 200 anos. Mas, se a gente não começar a pensar agora, vai ser muito tarde", afirmou.

A Assembléia Geral da IAU será realizada no Centro de Convenções Sul América, na Cidade Nova.

Agência Brasil

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Atmosfera terrestre é fotografada por tripulação do Endeavour

Foto mostra atmosfera terrestre (azul claro e escuro) no exato momento em que era colorida pela luz do Sol (alaranjado)
Foto mostra atmosfera terrestre (azul claro e escuro) no exato momento em que era colorida pela luz do Sol (alaranjado)


A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta segunda-feira uma imagem em cores da atmosfera terrestre no exato momento em que era colorida pela luz do Sol. A foto foi captada pela tripulação do ônibus espacial Endeavour no último dia 29 de julho - um dia antes do retorno à Terra após missão de 16 dias na Estação Espacial Internacional (ISS).

A fotografia registra as camadas de gases que protegem os organismos vivos da Terra, impedindo que o oxigênio escape e diminuindo a força dos raios ultravioleta emitidos pelo Sol. A atmosfera é composta pela troposfera, estratosfera, mesosfera, ionosfera e exosfera.

Redação Terra

Sonda Opportunity fotografa possível meteorito em Marte

Opportunity fotografou uma estranha forma de rocha preta que pode ser um meteorito
Opportunity fotografou uma estranha forma de rocha preta que pode ser um meteorito


A sonda espacial Opportunity, que explora a superfície de Marte desde 2004, fotografou recentemente uma rocha que os cientistas da Nasa, agência espacial americana, acreditam que possa ser um meteorito. O objeto, batizado de "Block Island", mede cerca de 60 cm de diâmetro e foi visto pelo veículo espacial quando este se locomovia para a direção oposta.

Para estudá-la de perto, a Opportunity andou 250 m para se aproximar da rocha e captar imagens em 18 de julho. Testes com partículas do objeto serão feitos pelo espectômetro de raios X da sonda para avaliar sua composição e confirmar se realmente se trata de um meteorito.

Redação Terra

domingo, 2 de agosto de 2009

Chineses não podem ir ao espaço sem permissão da mulher

Astronautas interessados em participar da próxima missão espacial da China, em 2010, terão que se enquadrar em uma lista de 100 regras, entre elas não ter mau hálito ou nariz escorrendo. A lista também exclui aqueles com odores corporais, cáries e cicatrizes, que poderão "reabrir" no espaço.

Outra regra importante é o consentimento da mulher. Se ela não gostar da ideia de que o marido aspirante a astronauta vá para o espaço, ele terá que permanecer na Terra.

Shi Bing Bing, médico de um hospital da Força Aérea chinesa em Nanjing, disse que as novas determinações vão ajudar a China a mandar "os melhores entre os melhores" para o espaço. "Esses astronautas são vistos como super-seres humanos", afirmou.

"Agradável"
O hospital já realizou uma primeira bateria de testes com candidatos para descartar aqueles que não cumprirem com as 100 regras. Outros três testes devem ajudar a escolher o pequeno grupo de "taikonautas".

Mas o médico já avisa qualquer aspirante com histórico de doenças graves nas últimas três gerações da família será barrado. Também estão vetados aqueles com alergia a medicamentos ou micose.

Para serem selecionados, os candidatos devem mostrar uma "aparência agradável e adaptável". A China levou seu primeiro homem ao espaço em 2003. O país espera poder construir sua própria estação espacial na órbita terrestre.

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sábado, 1 de agosto de 2009

Mancha brilhante em Vênus intriga astrônomos

Astrônomos estão intrigados por uma estranha mancha brilhante que apareceu nas nuvens em torno do planeta Vênus.

O ponto foi notado pela primeira vez em 19 de julho por um astrônomo amador americano, e sua existência foi em seguida confirmada pela sonda Venus Express, da Agência Espacial Europeia (AEE).

Dados coletados pela sonda sugerem que a mancha apareceu pelo menos quatro dias antes de ter sido percebida na Terra.

Desde então, ela começou a se expandir, com os ventos ajudando-a a se espalhar pela densa atmosfera de Vênus.

Vulcão
Os cientistas ainda não sabem o que pode ter provocado a mancha, mas consideram a possibilidade da erupção de um vulcão.

Astrônomos acreditam que a maior parte do planeta é coberta de material resultado de atividade vulcânica no passado. Apesar de não existirem provas concretas dessas atividades no presente, os cientistas acreditam que elas ainda ocorrem.

Mas, segundo eles, para penetrar na atmosfera de Vênus, formada principalmente por gás carbônico, a erupção teria que ter sido extremamente forte.

Outra hipótese analisada pelos especialistas é a de que a mancha brilhante seja formada por partículas do Sol que estão interagindo com a atmosfera de Vênus.

Ou ainda, segundo os cientistas, ela pode ter sido provocada por material brilhante levado pela turbulência atmosférica a se concentrar em uma área específica.

Esta não é a primeira vez que se nota áreas brilhantes em Vênus, mas esta mancha é incomum porque se concentra em uma região relativamente pequena.

Astrônomos recentemente estudaram uma "cicatriz" em Júpiter, que eles acreditam ter sido provocada pelo impacto de um cometa ou asteroide.

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