quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Energia escura causa disputa entre agências espaciais

A NGC 4258 é uma das galáxias usadas pelos astrônomos para estudar o quão rápido o universo está se expandindo graças à energia escura Foto: The New York Times

A NGC 4258 é uma das galáxias usadas pelos astrônomos para estudar o quão rápido o universo está se expandindo graças à energia escura

Uma sonda espacial que estudaria a energia escura está enfrentando dificuldades para sair do chão, devido às disputas entre três agências norte-americanas e europeias sobre os detalhes da possível missão internacional.

A ascensão e queda do projeto Joint Dark Energy Mission (JDEM), um satélite que teria por objetivo determinar com exatidão de que consiste a força repulsiva que acelera a expansão do universo, se deve em certa medida à disputa surgida este ano entre duas agências do governo norte-americano, a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) e o Departamento de Energia, e um terceiro potencial parceiro, a Agência Espacial Européia (ESA).

Além disso, os cientistas que estão desenvolvendo os projetos do JDEM não formaram uma frente unificada, devido a desacordos quanto ao melhor método de observação a ser empregado, em um momento no qual um influente painel de astrofísica está trabalhando para definir a prioridade das melhores e mais organizadas missões da próxima década.

"Temos aqui um exemplo de um satélite que explodiu antes até de ser construído", disse Bob Nichol, astrofísico da Universidade de Portsmouth, Inglaterra, que está trabalhando no conceito de design europeu.

Energia negra é a denominação dada a uma força que sobrepuja a da gravidade e força o Universo a se acelerar em ritmo permanente de expansão. O efeito foi anunciado em 1998, depois que os astrônomos se tornaram capazes de medir com precisão as distâncias que nos separam de supernovas em outras galáxias. Mas a causa continua a ser um enigma.

"Esse talvez seja o maior mistério de nossa era", disse Neil Gehrels, cientista do projeto JDEM no Centro Espacial de Voo Espacial Goddard, da Nasa, em Greenbelt, Maryland. "Ela determina o destino do universo". A depender de que potência ela venha a atingir, a energia escura poderia dissipar o universo na escuridão, dilacerá-lo em um "big rip" ou até mesmo se reverter e formar uma aliança com a gravidade e criar um "big crunch".

A missão JDEM tinha por objetivo determinar em que consiste a energia escura, e inicialmente ela demonstrou ímpeto considerável. Em 2007, recebeu um empurrãozinho político de um estudo co Conselho Nacional de Pesquisa norte-americano que definiu uma sonda de estudo da energia escura como principal prioridade de estudo entre as questões cosmológicas profundas. Depois, para criar um consenso, a Nasa e o Departamento de Energia em setembro de 2008 estabeleceram três equipes de pesquisa que vêm competindo para dar forma a uma missão que possa acomodar a todas as necessidades.

Passados dois meses, as agências assinaram um acordo que concederia à Nasa o comando da missão. O Departamento da Energia anunciou que cobriria cerca de um quarto dos custos.

Mas os custos representam um problema. As três equipes, trabalhando em separado, desenvolveram estimativas de preço superiores a US$ 1 bilhão para a missão; o projeto combinado é igualmente dispendioso, ou talvez ainda mais. A divisão de astrofísica da Nasa sempre quis algo menor e mais barato.

"Mas que volume de energia escura é possível comprar com US$ 600 milhões?", questionou Jon Morse, diretor da divisão de astrofísica da Nasa, em reunião do conselho consultivo da agência no mês passado. "Ninguém parece querer responder a essa pergunta". Por isso, a Nasa procurou a EDA, que vem estudando essa abordagem, em um projeto conhecido como "Euclid", há anos. Em janeiro, parecia que a ESA e seus recursos orçamentários participariam da missão.

Versão modesta
Mas quando a Nasa informou aos dirigentes do Departamento da Energia que europeus produziriam instrumentos científicos que o departamento havia planejado criar, eles hesitaram. O acordo entre a Nasa e o departamento dispunha que este construiria "um importante instrumento cientifico¿ para a missão. Mas em negociações que ocuparam o primeiro trimestre deste ano, foram oferecidas ao departamento apenas tarefas menores, e alguns de seus funcionários entenderam a decisão como insulto. "Não discordo que existam cientistas insatisfeitos em todas as três organizações envolvidas", diz Gehrels.

Mas não havia uma divisão de tarefas imutável, àquela altura, afirma. E aponta que poucas das missões que envolvem múltiplas agências transcorrem de forma suave. Por exemplo, o telescópio espacial de raios gama Fermi, um projeto de US$ 700 milhões para o qual a Nasa e o Departamento da Energia contribuem, passou por um difícil processo de gestação que levou mais de uma década, antes que fosse lançado, no ano passado. Em recente reunião do conselho consultivo de física, em Washington, este ano, William Brinkman, diretor do gabinete científico do Departamento da Energia, disse, sobre a missão JDEM, que "não se trata de um projeto sem controvérsias".

Funcionários e cientistas do Departamento da Energia estão tão insatisfeitos com a situação que, por alguns meses este ano, chegaram a abandonar as negociações. Alguns, do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Califórnia, propuseram em lugar dela um projeto de observação de energia escura de base terrestre, conhecido como BigBOSS. Em apresentações conduzidas em junho, a equipe afirmou que o projeto BigBOSS poderia apresentar resultados comparáveis ao JDEM mas a um custo de apenas US$ 85 milhões.

Enquanto isso, a Nasa e a ESA levavam adiante um projeto que se tornou conhecido como Pesquisa Internacional de Cosmologia da Energia escura, ou Idecs. Em abril, a parceria entre as duas organizações também caducou, porque as negociações estavam demorando demais. Na Europa, a equipe do projeto Euclid foi instruída a retomar o trabalho em seu telescópio espacial de 1,2 metro, diz Nichol, em preparação para uma triagem em fevereiro de 2010, com parte do concurso científico "Cosmic Visions", da ESA.

Do lado norte-americano, três conceitos de projeto continuam em debate. O projeto Idecs, com custo de US$ 1,6 bilhão, conta com dois tipos de detectores e usaria todos os três metros de observação em um telescópio de 1,5 metro. O projeto "Omega", de US$ 1,2 bilhão, empregaria apenas um detector e sacrificaria certas capacidades. Gehresls diz que sua equipe agora foi solicitada a estudar um terceiro conceito, com limite de custos de US$ 850 milhões, que vai requerer telescópio menor e reduzir as capacidades da sonda.

Enquanto isso, diante do impasse quanto à missão espacial, os astrônomos que operam em terra estão fazendo avanços na determinação de algumas das incertezas quanto a um parâmetro de energia escura capaz de informar se a força é uma constante ou se altera com o tempo. Um dos muitos estudos recentes, que acrescentaram mais de 100 supernovas observadas recentemente ao total existente, sugere que se trata de uma constante com precisão de 7%.

Simon White, diretor do Instituto Max Planck de Astrofísica, em Garching, Alemanha, questiona se é válido investir US$ 1 bilhão apenas para demonstrar com mais precisão que a energia escura é uma constante. "Não existe nada a procurar", disse White. "A força está bem perto de ser uma constante cosmológica, e a questão no que tange ao projeto JDEM seria apenas: ela está muito, muito próxima de uma constante cosmológica?"

Mas todos os recentes estudos que parecem indicar uma constante fazem a suposição de que ela seja constante no tempo, diz Rocky Kolb, teórico da Universidade de Chicago, no Illinois.

Para obter precisão e determinar de que maneira a energia escura variou no tempo, diz Kolb, é necessário ir ao espaço. Ambas as possibilidades -uma constante ou uma força mutável - acarretam problemas incômodos para os teóricos, que não dispõem de explicações para qualquer dos cenários.

Kolb aponta que existe um terceiro resultado possível. Diversos telescópios terrestres de micro-ondas, como o Telescópio do Polo Sul, estão acompanhando o crescimento das estruturas de aglomerados galácticos no começo do universo, sob a influência da gravidade. Caso esses resultados, que estão sendo aguardados para breve, não concordem com as medidas da história de expansão do espaço, as medidas feitas pelos métodos usados no JDEM poderiam indicar que existe algo de errado com a teoria geral da relatividade.

Mas o JDEM pode não ter a oportunidade de fazer essas comparações. A Nasa e o Departamento da Energia só vão decidir quanto a um dos projetos quando os resultados de uma pesquisa entre cientistas forem anunciados, no segundo trimestre de 2010.

The New York Times
The New York Times

Equipe ganha US$ 1 mi em competição que simula pouso na Lua

Uma equipe da Califórnia ganhou um prêmio de US$ 1 milhão ao vencer um concurso realizado pela Nasa, agência espacial americana, que simulou uma operação de pouso na Lua. A Masten Space Systems obteve uma melhor precisão na aterrissagem e venceu a competição, realizada no deserto de Mojave, enquanto a Armadillo Aerospace, de Dallas, no Texas, ficou com a segunda colocação, recebendo US$ 500 mil. As informações são do jornal britânico The Independent.

Durante a prova, os foguetes robóticos tinham que subir mais de 49 m, ficar no ar por pelo menos 180 s, se deslocar para um bloco rochoso onde ocorria o desembarque e depois retornar ao ponto de partida. O perfil do voo simula como é a descida da órbita lunar, a aterrissagem na Lua e a decolagem para retornar à órbita do satélite da Terra.

A Nasa investe até US$ 2 milhões em prêmios no Northrop Grumman Lunar Lander Challenge como forma de incentivar o desenvolvimento tecnológico espacial.

Protótipo da Masten Space Systems, da Califórnia, que obteve a melhor precisão na aterrissagem do concurso Northrop Grumman Lunar Lander Challenge Foto: Masten Space Systems/Reprodução

Protótipo da Masten Space Systems, da Califórnia, que obteve a melhor precisão na aterrissagem do concurso Northrop Grumman Lunar Lander Challenge

Extinção em massa não foi causada por cometa, diz pesquisa

O impacto de um cometa não deu início a uma frente fria que durou 1.300 anos e extinguiu a maior parte da vida na América do Norte, cerca de 12,9 mil anos atrás. Ainda que ninguém conteste a ocorrência desse período de frio intenso, conhecido como "Dryas recente", mais e mais pesquisadores vêm encontrando dificuldades para confirmar um avaliação conduzida em 2007, segundo a qual uma colisão teria deflagrado a mudança.

O estudo anterior afirma que a queda na temperatura, e mais incêndios causados pelo suposto impacto, extinguiram os tigres de dentes de sabre, mastodontes e outros animais gigantescos, e podem ter causado o declínio de uma civilização anterior conhecida como "cultura Clóvis".

A pesquisa de 2007 combinava artefatos arqueológicos e grãos magnéticos extraterrestres encontrados em amostras de solo recolhidas de uma fina camada de sedimento encontrada em toda a América do Norte. A equipe responsável pela pesquisa, liderada por Richard Firestone, químico nuclear do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, também descobriu o que ele define como traços de carvão e pedaços microscópicos de carbono, de intensos incêndios causados pela colisão.

No entanto, novas pesquisas cujos resultados foram apresentados em uma reunião da Sociedade Geológica da América, esta semana, em Portland, Oregon, contestam todas essas constatações.

Terras úmidas e minimeteoritos
Nicholas Pinter, geólogo da Universidade do Sul de Illinois, argumentou que as camadas negras descritas como carvão pela pesquisa de 2007 não constituem efetivamente carvão. Em lugar disso, são uma forma muito antiga e escura de terra formada em terras úmidas do passado, afirmou Pinter.

"É uma interpretação equivocada daquilo que essas camadas representam", ele disse. Da mesma forma, as pequenas quantidades de carbono "não estão unicamente associadas a incêndios de alta intensidade", ele disse. Quanto aos grãos magnéticos, eles podem bem ter vindo do espaço exterior. Mas é provável que os grãos provenham das cerca de 30 mil toneladas de minúsculos meteoritos que caem na Terra a cada ano.

Ele encontrou grãos semelhantes em concentrações iguais ou ainda maiores em diversas outras camadas, datadas de períodos diferentes.

Evolução de estilo
Vance Holliday, arqueólogo da Universidade do Arizona, acrescentou que não existe sinal de que a extinção da cultura Clóvis esteja relacionada a uma colisão de cometa com a Terra. Por volta da época em que surgiu a frente fria, o estilo das pontas de pedra usadas nas lanças dessa cultura mudou, e segundo Firestone e seus colegas isso representaria indicação de que os povos da cultura Clovis teriam declinado devido ao impacto do cometa.

Mas Holliday disse que isso reflete uma evolução normal de preferências. Ele comparou os desenhos das pontas de lança à aparição - e desaparição -de rabos-de-peixe nos automóveis clássicos. "Não sabemos ao certo o que o estilo representa em termos de registro arqueológico", ele afirmou. O gosto "vai e vem, e não sabemos por quê". Mas "um impacto extraterrestre representa uma solução desnecessária para um problema arqueológico que nem mesmo existe".

Firestone defende suas constatações
O proponente original da teoria sobre o cometa, Richard Firestone, defende sua tese. Ainda que ninguém seja capaz de provar que a cultura Clóvis tenha desaparecido naquela época, ou como, o número total de pontas de lança identificadas cai muito depois do período em questão, ele afirmou em mensagem de e-mail.

Da mesma forma, outras pesquisas demonstraram um hiato de mais de uma centena de anos entre os traços finais da cultura Clóvis identificados na América do Norte e os traços iniciais da cultura que a sucedeu na região, a cultura Folsom, apontou Firestone.

Quanto a outros indícios, a camada deixada pelo impacto do cometa é muito fina, ele declarou à revista australiana ¿Cosmos¿, e é fácil ignorá-la sem querer caso as amostras tenham sofrido diluição por terra proveniente de camadas adjacentes.

Pinter, da Universidade do Sul do Illinois, também está errado sobre o carvão e sobre os fragmentos de carbono, ele acrescentou. Essas substâncias não estão dispersas da mesma maneira que a terra, e só podem ser localizadas em uma banda estreita de sedimentos.

Além disso, os grãos magnéticos não têm a mesma composição dos que costumam ser encontrados nos pequenos meteoritos típicos, ele disse.

Tradução: Paulo Migliacci ME

Imagem de satélite dos Grandes Lagos, nos Estados Unidos, atingidos por uma frente fria que durou 1.300 anos Foto: National Geographic

Imagem de satélite dos Grandes Lagos, nos Estados Unidos, atingidos por uma frente fria que durou 1.300 anos

National Geographic
National Geographic

Cientistas criam novo modelo do universo com supercomputador

Pesquisadores do Laboratório Nacional de Los Alamos (LANL), Estados Unidos, criaram um modelo espacial com uma das maiores simulações da distribuição de matéria no universo, usando o Roadrunner, o supercomputador mais rápido do mundo.

Em nota à imprensa, o cientista Salman Habib, do Laboratório Nuclear e Física de Partículas, Astrofísica e Cosmologia afirmou que o modelo de universo criado pelo Roadrunner fornecerá uma descrição mais completa e mais precisa do universo observável, auxiliando na elaboração de futuros experimentos e na interpretação das pesquisas já em curso.

"Para fazer este tipo de estudo em tempo razoável é imprescindível o uso de uma máquina que funcione em escala 'peta', pelo menos", disse Habib.

O Roadrunner, produzido pelo laboratório em parceria com a IBM e a Nasa, foi o primeiro computador a quebrar a barreira do petaflop (um petaflop equivale a um quatrilhão de operações por segundo). Para se ter uma idéia da grandeza do projeto, a unidade básica do modelo é uma partícula com uma massa de cerca de um bilhão de sóis (uma galáxia possui a massa de cerca de um trilhão de sóis), e, ao todo, possui 64 bilhões ou mais dessas partículas.

O modelo ajudará ainda a entender a dinâmica e a distribuição da "matéria escura" e da "energia escura", responsável por 74% da massa total de energia do universo, de acordo com o modelo padrão da cosmologia.

O novo modelo do universo baseia-se em um algoritmo hierarquizado de rede/partícula que melhor corresponde aos aspectos físicos da simulação oferecidos pela arquitetura híbrida do Roadrunner.

A equipe de pesquisadores escreveu um código totalmente novo que explora de forma agressiva a arquitetura do supercomputador e faz pleno uso dos aceleradores computacionais 8i PowerXCell. Eles também criaram uma análise dedicada e um software de visualização para lidar com a enorme base de dados da simulação.

"Estou confiante de que o banco de dados final criado pelo Roadrunner será um componente essencial para o estudo do universo desconhecido nos próximos anos", aposta Habib.

O Roadrunner foi produzido nos EUA com a parceria da IBM e da Nasa

O Roadrunner foi produzido nos EUA com a parceria da IBM e da Nasa

Geek

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Cientistas do ESO registram "esqueleto cósmico" do universo

Uma gigantesca concentração de galáxias, que se localiza a sete bilhões de anos-luz da Terra, foi descoberta por uma equipe de pesquisadores do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês). As galáxias estão interligadas através de filamentos, com milhões de anos-luz de extensão, criando gigantescas estruturas que assemelham a formação a uma espécie de "esqueleto cósmico", segundo os astrônomos.

O achado foi possível graças à combinação de dados dos telescópios VLT, no deserto do Atacama (Chile), e do Subaru, no Observatório Mauna Kea (Japão).

De acordo com os cientistas, as galáxias estão encaixadas umas com as outras enquanto imensas agrupações cósmicas se formam em suas intersecções, alimentando-se de matéria escura. As dezenas de grupos de galáxias que rodeiam o cúmulo principal, cada uma delas é dez vezes mais maciça do que a Via Láctea, onde se encontra nosso planeta, e algumas até mil vezes mais.

"A matéria não está distribuída de forma uniforme no universo. Em nossa 'vizinhança cósmica', as estrelas formam galáxias e as galáxias formam as agrupações", explicou Masayuki Tanaka, responsável pelo estudo. "A teoria mais aceita é que a matéria também pode se acumular nas chamadas 'redes cósmicas'", afirmou.

Os cientistas tentam agora determinar como nascem estas agrupações. Apesar de grandes estruturas deste tipo terem sido observadas perto da Terra, ainda não existiam provas sólidas de sua existência em regiões distantes.

Conforme o ESO, a descoberta permitirá aos investigadores aprofundar o conhecimento da rede de galáxias no universo. Para esclarecer este "esqueleto cósmico", o grupo de astrônomos mediu a distância que separa a Terra de 150 galáxias, obtendo uma reconstrução tridimensional da estrutura.

O estudo foi publicado no Astronomy & Astrophysics Journal. Em nosso entorno cósmico, as estrelas se formam nas galáxias e estas, por sua vez, formam grupos e cúmulos de galáxias em forma de filamentos. O último filamento localizado está a cerca de 6,7 bilhões de anos-luz de distância da Terra e se estende por pelo menos 60 milhões de anos-luz.

A estrutura recém descoberta provavelmente se estende além do campo investigado pela equipe. Por isso, já foram planejadas novas observações para obter uma medida definitiva de seu tamanho, diz um comunicado do ESO.

Com informações do ESO, da EFE e do jornal espanhol El Mundo

As galáxias no interior do esqueleto cósmico aparecem em vermelho; os pontos azuis são galáxias que estão na frente ou atrás da estrutura Foto: Divulgação
As galáxias no interior do "esqueleto cósmico" aparecem em vermelho; os pontos azuis são galáxias que estão na frente ou atrás da estrutura

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Empresa diz que hotel espacial começará a funcionar em 2012

A empresa que pretende abrir o primeiro hotel no espaço diz que seus planos estão correndo dentro do prazo e que deve receber seus primeiros hóspedes pagantes em 2012, apesar de críticos terem questionado o investimento e o prazo de concretização do projeto de bilhões de dólares.

Os arquitetos, sediados em Barcelona, do hotel The Galactic Suite Space Resort dizem que os hóspedes pagarão 3 milhões de euros (US$ 4,4 milhões) para uma estadia de três noites no hotel. O preço vai incluir um curso de treinamento de oito semanas numa ilha tropical.

Durante sua estadia, os hóspedes verão o sol nascer 15 vezes por dia e percorrerão uma volta ao mundo a cada 80 minutos. Usarão roupas de velcro para que possam arrastar-se por seus quartos grudando-se às paredes.

O executivo-chefe do Galactic Suite, Xavier Claramunt, ex-engenheiro aeroespacial, disse que o projeto colocará sua empresa na dianteira de uma indústria nascente que tem um futuro enorme pela frente. Para ele, as viagens espaciais se tornarão comuns no futuro. "É muito normal pensar que nossos filhos, possivelmente dentro de 15 anos, poderão passar um fim de semana no espaço", disse.

Uma indústria de turismo espacial está começando a tomar forma com a construção, no Novo México, do Spaceport America, a primeira instalação no mundo construída especificamente para clientes comerciais que vão viajar ao espaço e para passageiros pagantes.

A empresa de viagens comerciais espaciais do magnata britânico Richard Branson, Virgin Galactic, vai usar a instalação para impelir turistas no espaço suborbital, ao custo de US$ 200 mil por passeio.

Criada em 2007, a empresa Galactic Suite Ltd. espera iniciar seu projeto com uma única cápsula em órbita a 450 km acima da Terra, viajando a 30 mil km/h, com a capacidade de abrigar quatro passageiros e dois pilotos astronautas.

Os passageiros levarão um dia e meio para chegar à cápsula, que Claramunt comparou a um retiro nas montanhas, mas sem funcionários para receber os hóspedes. "Quando os passageiros chegarem ao foguete, vão passar três dias com ele, foguete e cápsula. Com isso criamos no turista a confiança de que não terá sido abandonado. Após três dias o passageiro retorna ao foguete de transporte e volta à terra", disse ele.

Mais de 200 pessoas já expressaram interesse em viajar para o hotel espacial, e pelo menos 43 pessoas já fizeram reservas. Os números são semelhantes no caso da Virgin Galactic, com 300 pessoas que já pagaram ou se comprometeram a fazer a viagem, mas, diferentemente de Branson, a Galactic Suite diz que usará foguetes russos para transportar seus hóspedes até o espaço, partindo de um porto espacial a ser construído em uma ilha do Caribe.

Críticos questionam o projeto, dizendo que o prazo fixado para sua conclusão não é razoável e indagando de onde virá o dinheiro para financiá-lo. Claramunt disse que um bilionário anônimo, entusiasta espacial, teria dado US$ 3 bilhões para financiar o projeto.

Reuters
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Rússia lança satélites europeus de estudo do clima

A Rússia lançou com sucesso um foguete Rokot com dois satélites europeos, SMOS e Proba-2, que terão como objetivo proporcionar dados sobre o aquecimento do planeta e outras mudanças climáticas, anunciou a agência russa RIA Novosti.

O lançamento aconteceu na base militar de Plesetsk.

p> O SMOS deve recolher sinais de rádio emitidos pelas águas e que permitirão determinar as mudanças produzidas no ciclo das águas pelo aquecimento do planeta e outras mudanças climáticas.

O SMOS fornecerá dados sobre a umidade do solo e medirá a salinidade dos oceanos.

O Proba-2 vai testar alguns equipamentos espaciais em condições reais de voo espacial.

AFP
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Nasa confirma lançamento da nave "Atlantis" para novembro

A Nasa (agência espacial americana) confirmou hoje 16 de novembro como data para o lançamento da nave "Atlantis" em uma missão de abastecimento à Estação Espacial Internacional (ISS).

A partida do ônibus espacial em uma missão de 11 dias será às 17h28 (Brasília) a partir do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral (Flórida).

O anúncio foi feito após uma reunião de engenheiros e técnicos da Nasa em que ficou determinado que todos os sistemas e equipamentos já estão prontos para a missão.

O ônibus "Atlantis" terá como objetivo instalar equipamentos na parte exterior da estação e, dentro da missão, estão incluídas três caminhadas para a colocação de duas plataformas na viga central do complexo.

As plataformas serão utilizadas para o armazenamento de peças que servirão às operações da ISS depois da retirada da frota de naves dos EUA, no final de 2010.

Em seu retorno, a nave "Atlantis" trará a bordo a astronauta Nicole Stott, que esteve na estação espacial nos últimos dois meses.

EFE
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Foguete Ariane-5 coloca dois satélites de televisão em órbita

Um foguete Ariane-5 colocou dois satélites de televisão em órbita depois de decolar da Guiana Francesa nesta quinta-feira, disseram autoridades espaciais.

O foguete decolou do centro de lançamento da Agência Espacial Europeia em Kourou às 17h (18h em Brasília).

Vinte e sete minutos depois, o foguete liberou o satélite NSS-12 da operadora de telecomunicações sediada em Luxemburgo SES Global.

O NSS-12 vai fornecer televisão e telecomunicações para a Europa, África, Oriente Médio, Ásia e Austrália. Foi construído nos EUA pela Space Systems/Loral.

Cinco minutos depois do primeiro lançamento, o Thor-6 da operadora norueguesa Telenor se separou do foguete.

O Thor vai transmitir imagens de televisão para a Escandinávia e para o leste da Europa.

O Thor foi construído pela fábrica de satélites franco-italiana Thales Alenia Space.

Reuters
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Nasa divulga imagem com mapeamento da energia do universo

Mapa mostra detecção de raios gama do universo extremo feita pelo satélite espacial Glast Foto: Nasa/DOE/Fermi LAT Collaboration/Divulgação

Mapa mostra detecção de raios gama do universo extremo feita pelo satélite espacial Glast

A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta quarta-feira um mapa do universo distante construído a partir de um ano de observações de raios gama realizadas pelo satélite Glast (também conhecido como Fermi), que explora a energia que compõe o espaço. O mapa mostra a taxa na qual o observatório detecta os raios gama com energia acima dos 300 milhões de elétrons-volts - que equivalem a 120 milhões de vezes a energia da luz visível - em diferentes direções do céu.

Segundo a Nasa, durante seu primeiro ano de operações, o telescópio mapeou o céu distante com resolução sem precedentes e alta sensibilidade. O Glast identificou mais de mil fontes de raios gama, ajudando os cientistas a compreender melhor a estrutura de espaço e de tempo do universo.

As medições feitas pelo satélite levaram a Nasa a continuar acreditando nas previsões de Albert Einstein em que a radiação eletromagnética viaja no vácuo com a mesma velocidade. Por enquanto, a agência descartou a criação de novas teorias para o espaço-tempo.

O Glast foi lançado em 11 de Junho de 2008 em uma missão para estudar fenômenos astrofísicos e cosmológicos nos núcleos das galáxias, pulsares, matéria escura, além de outras fontes de alta energia.

Arianespace lançará 2 satélites para TV ao vivo

O consórcio espacial europeu Arianespace lançará nesta quinta-feira os satélites de telecomunicações NSS-12 e Thor-6, que oferecerão serviços de televisão ao vivo na Europa, Oriente Médio, África, Ásia e Austrália.

Os dois satélites, que serão colocados em órbita por um foguete Ariane-5 de mais de 50 m de altura a partir da base de Kuru, na Guiana francesa, terão uma vida útil mínima de 15 anos. O NSS-12 pertence ao operador Ses World Skies, uma filial do grupo Euronext.

O satélite estará equipado com 48 receptores de banda Ku e 40 de banda C, para oferecer televisão ao vivo na Europa, Oriente Médio, África, Ásia e Austrália. O outro satélite do Ariane-5, o Thor-6, é de propriedade da Telenor Satellite Broadcasting, filial do operador norueguês Telenor.

Com a missão de oferecer também serviços de televisão ao vivo nos países nórdicos e na Europa Central, o Thor-6 levará a bordo 36 receptores de banda Ku.

EFE
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Rússia desenvolverá naves espaciais movidas a energia nuclear

A Roscosmos, agência espacial russa, anunciou nesta quarta que planeja desenvolver naves espaciais movidas a energia nuclear a fim de manter a liderança na conquista do espaço.

"O projeto ajudará a impulsionar a indústria astronáutica nacional e a tecnologia espacial a um nível completamente novo, ultrapassando as descobertas de outros países", afirmou Anatoli Perminov, chefe da Roscosmos, segundo a agência Interfax.

Perminov explicou que as novas naves tripuladas permitirão pôr em prática ambiciosos programas espaciais, agora considerados inalcançáveis, como a prospecção da Lua e de Marte.

O desenho do novo foguete equipado com reatores de geração de energia atômica ficará pronto em 2012, previu Perminov, ao estimar em US$ 580 milhões o investimento necessário para o financiamento do projeto durante os próximos nove anos.

"É um projeto único", ressaltou Perminov, explicando que os reatores utilizados serão muito mais potentes do que os dos satélites soviéticos, que tinham autonomia de um ano.

Especialistas russos em cosmonáutica sustentam que a prospecção de Marte e a instalação de uma base permanente na Lua não será possível para a indústria espacial russa até que esta desenvolva um novo sistema de propulsão e de fornecimento de energia. O presidente russo, Dmitri Medvedev, disse hoje que "o projeto é muito sério" e pediu para que o Governo "encontre fundos" para financiá-lo.

A partir do momento em que os Estados Unidos aposentarem sua última nave espacial, o que está previsto para 2010, as naves russas Soyuz serão as únicas nas quais será possível viajar para a Estação Espacial Internacional.

Em princípio, a Nasa, agência espacial americana, deve concluir o desenvolvimento de sua nova nave para o final da próxima década.

EFE
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Detectada estrela mais distante e antiga do universo

Reconstrução artística da explosão gerada pela estrela gigante; ela morreu há 13 milhões de anos, mas seu último raio de luz chegou à Terra há seis ... Foto: Divulgação/Nasa/EFE

Reconstrução artística da explosão gerada pela estrela gigante; ela morreu há 13 milhões de anos, mas seu último raio de luz chegou à Terra há seis meses

Um grupo internacional de cientistas detectou a estrela mais distante e antiga encontrada até agora, confirmando que os corpos celestes já existiam quando o universo era apenas um jovem de 600 milhões de anos. Esta estrela supermassiva, centenas de vezes maior que o Sol, explodiu há 13 milhões de anos, gerando uma imensa radiação cujo último raio de luz chegou à Terra apenas seis meses atrás. As informações são da agência EFE.

A descoberta mostra que estrelas maciças começaram a se formar somente 630 milhões de anos depois do Big Bang - o instante do nascimento do Universo há 13,7 bilhões de anos. Uma forte emissão de raios gamas, o fenômeno mais violento e luminoso do universo, gerado por uma estrela ao final de sua vida, foi detectado pelo satélite americano Swift, da Nasa (agência espacial americana) e por telescópios terrestres, em abril passado.

Os responsáveis pela descoberta são os astrofísicos Javier Gorosabel e Alberto Castro-Tirado, do Instituto de Astrofísica de Andalucía, do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC, na sigla em espanhol), e Alberto Fernández Soto, do Instituto de Física da Cantabria. A equipe publicou um estudo na revista científica britânica Nature com as conclusões da observação espacial.

Outras duas equipes de astrônomos, dirigidas respectivamente por Nial Tanvir (Universidade de Leicester, Reino Unido) e Ruben Salvaterra (Instituto Nacional de Astromia, Itália) conseguiram medir a defasagem do espectro do violeta ao vermelho para calcular a extensão das ondas de raios luminosos.

Essa forte defasagem, que os astrônomos designam pelo termo em inglês "redshift", alcançou 8,2 nessa emissão gama (chamada "GRB 090423"), um recorde jamais registrado até então. O "redshift" foi se incrementando em função da viagem dos fótons antes de alcançar a Terra, uma vez que enquanto a luz se deslocava no espaço-tempo, a expansão do universo prosseguia.

Essa emissão de raios gama "aconteceu quando o universo era nove vezes menor que agora", explica o astrônomo Bing Zhang, da Universidade de Nevada, nos Estados Unidos. Até agora, o objeto astronômico mais velho detectado era uma galáxia com um "redshift" de 6,96, isto é, originada 150 milhões de anos depois que a emissão de raios gama começasse sua longa viagem para marcar um novo recorde.

Com informações do jornal espanhol El Mundo e da agência AFP

Nasa realiza teste "bem-sucedido" de protótipo de foguete

A Nasa (agência espacial americana) qualificou nesta quarta-feira como bem-sucedida a prova do protótipo do foguete Ares I, que alcançou uma altura de 45,6 metros em seis minutos de teste, com um custo de US$ 445 milhões.

O lançamento de Ares I-X, com quase 100 metros de comprimento, foi realizado às 13h30 (horário de Brasília) da rampa 39B do Centro Espacial Kennedy, no sul da Flórida, e subiu rumo à direção leste até que alcançou uma velocidade 4,6 vezes maior que a do som.

Dois minutos depois do lançamento e quando o aparelho estava a quase 42 mil metros sobre a superfície do mar, o tanque de combustível sólido se separou, acionou seus paraquedas e desceu no Oceano Atlântico, a 240 quilômetros a leste da Flórida, onde será recuperado por navios americanos para inspeção.

O segundo segmento do protótipo - que no foguete real também estará carregado de combustível - e uma seção que simulou a cabine na qual viajarão astronautas continuaram em trajetória parabólica até 45 mil metros de altura, mas não serão recuperados após sua queda perto de uma região a cerca de 250 quilômetros a leste da Flórida, também no mar.

"Este foi um passo enorme rumo às metas de prospecção da Nasa", disse o diretor de sistemas de missão da agência, Douglas Cooke. "A prova do Ares I-X proporciona à Nasa uma grande quantidade de dados que serão usados para melhorar o desenho e a segurança da próxima geração de veículos espaciais americanos, que poderão levar os seres humanos novamente além das órbitas baixas da Terra", disse Cooke.

O Ares I, que é o segundo foguete mais alto fabricado pelos Estados Unidos desde o Saturn V, que levaram as cápsulas tripuladas do programa Apolo na exploração da Lua há quatro décadas, é crucial para os planos de prospecção da Nasa.

A agência retirará de serviço em 2010 o restante de sua frota de naves espaciais que estiveram à frente das missões orbitais nas últimas décadas, e a Nasa retornará ao sistema de lançamento de cápsulas com foguetes descartáveis.

A princípio, o Ares I colocará em órbita as cápsulas "Orion" em missões de órbita baixa da Terra e visitas à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), um complexo de mais de US$ 100 bilhões no qual participam 16 nações.

O Ares I também faz parte dos planos da Nasa para retomar a prospecção humana na Lua para o ano 2020.

A prova do protótipo Ares I-X foi efetuada com um dia de atraso, já que a Nasa precisava de boas condições de visibilidade para que os técnicos fotografassem e filmassem todos os detalhes do lançamento e trajetória do foguete. Durante dois dias as condições meteorológicas foram instáveis.

O lançamento foi adiado seis vezes no primeiro dia, e outras cinco no segundo, até que os meteorologistas encontraram um período propício, de alta visibilidade e de baixos ventos.

A presença de nuvens altas também era causa de preocupação da Nasa, já que quando um foguete atravessa esse tipo de formação pode causar um fenômeno no qual a eletricidade estática pode danificar os instrumentos a bordo.

Depois do teste bem-sucedido, a Nasa ainda aguardará as decisões do Congresso e do Governo do presidente Barack Obama sobre o futuro da prospecção americana no espaço.

Alguns críticos da agência sustentam que a Nasa deveria dar por terminado todo o programa "Ares" e buscar foguetes propulsores no setor privado.

EFE
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Nasa lança com sucesso foguete experimental Ares 1-X

Veja lançamento do foguete Ares 1-X

A Nasa, agência espacial americana, lançou com sucesso o protótipo do foguete experimental Ares 1-X às 13h30 (hora de Brasília) do Centro Espacial Kennedy, no sul da Flórida, Estados Unidos. O foguete é crucial para os planos de prospecção espacial da Nasa porque substituirá os ônibus espaciais que serão retirados de serviço no próximo ano.

O voo de apenas dois minutos e meio permitirá aos cientistas ter uma primeira ideia sobre a estabilidade e a segurança do lançador. Apenas o primeiro módulo do Ares 1-X (X significa experimental), derivado dos dois foguetes de apoio, será testado; o segundo módulo e a carga útil são réplicas que cairão no oceano Atlântico após o lançamento.

Os dados que interessam à Nasa serão coletados por mais de 700 captores espalhados por todo o Ares 1-X, que tem 99,6 m de altura. Serão necessários meses de análises para chegar a uma conclusão concreta.

Com informações da agência AFP e EFE

Nasa se prepara para 2ª tentativa de lançamento do Ares 1-X

Veja como foi construído o foguete Ares 1-X

A Nasa, agência espacial americana, completou a remoção do andaime rotatório em torno do protótipo de foguete Ares 1-X, que ficou pronto para uma segunda tentativa de lançamento em um teste de dois minutos que custará mais de US$ 435 milhões.

Os meteorologistas da Nasa previram que haverá apenas 40% de probabilidades de condições favoráveis ao lançamento, que foi marcado para as 11h08 de Brasília, no Centro Espacial Kennedy, no sul da Flórida.

O período favorável para o lançamento do Ares 1-X se estende até as 14h de Brasília. Os técnicos revisaram todos os sistemas do protótipo de foguete, após uma noite de tempestades na região que incluiu pelo menos 154 raios em um raio de cerca de oito quilômetros da rampa 39B de Cabo Canaveral.

O foguete Ares é crucial para os planos de prospecção espacial da Nasa e substituirá as naves que serão retiradas de serviço no próximo ano. A principal preocupação - e causa das demoras e adiamento do lançamento ontem - continua sendo as condições meteorológicas. Esta manhã, havia sobre o Centro Espacial Kennedy muitas nuvens.

As normas da Nasa proíbem os lançamentos de foguetes nessas condições, já que a passagem do foguete através do manto de nuvens pode causar a criação de eletricidade estática, o que pode danificar os instrumentos do míssil.

EFE
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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Asteroide explode sobre a Indonésia, diz Nasa

Um asteroide de 5 a 10 m de diâmetro explodiu na atmosfera sobre o território da Indonésia com uma potência de 50 quilotons, três vezes maior que a da bomba atômica lançada sobre Hiroshima, informou nesta terça-feira a Nasa, agência espacial americana).

O asteroide impactou a atmosfera com uma velocidade de 65 mil km/h e a uma altura de 15 a 20 km. A explosão, que aconteceu no dia 8 de outubro, causou pânico na população da região indonésia de Bone, em Sulawesi do Sul, acrescentou a Nasa. "A geolocalização por infrassom não é suficientemente precisa para determinar se o corpo explodiu sobre água ou terra, mas foi relativamente perto do litoral", segundo a agência.

A imprensa indonésia informou no dia 8 de outubro sobre "um poderoso estampido perto das 11h locais", e outros relatórios posteriores sugeriram que poderia se tratar de um meteorito. Os meios de comunicação locais identificaram com mais detalhe o meteoro ígneo brilhante, acompanhado por uma explosão e uma nuvem de pó, e "finalmente apareceu no YouTube um vídeo que mostra uma grande nuvem que corresponde a um corpo brilhante", continuou o relatório da Nasa.

Posteriormente, todas as estações de infrassom do Sistema Internacional de Vigilância (IMS, na sigla em inglês), que fazem parte do Tratado para a Proibição Completa dos Testes Nucleares, examinaram a informação científica disponível. Onze estações mostraram "sinais prováveis de uma poderosa explosão perto da latitude 4,5 sul, 120 leste, com uma hora de origem aproximadamente às 1h (no horário de Brasília) de 8 de outubro".

A Nasa apontou que era notável que muitas estações do IMS, incluindo cinco que estão a mais de 10 mil km do local e uma a quase 18 mil km, tenham detectado o fenômeno. Estas observações "indicam que a fonte da explosão foi de uma energia total muito alta", acrescentou. Os especialistas calcularam depois que a potência da explosão foi de cerca de 50 quilotons, ou seja, três vezes maior que a energia liberada pela bomba atômica lançada sobre Hiroshima (Japão), em 1945.

EFE
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Nasa adia lançamento do foguete Ares 1-X para quarta

Veja como foi construído o foguete Ares 1-X

A Nasa (agência espacial americana) adiou para quarta-feira o lançamento do protótipo de foguete Ares 1-X, devido a problemas técnicos menores e a condições meteorológicas pouco favoráveis. Antes do cancelamento de hoje, a Nasa teve que adiar várias vezes o lançamento a partir do Centro Espacial Kennedy, que serviria como um teste de um futuro propulsor de naves.

O período propício para o lançamento começou às 10h de Brasília e, quase três horas e meia depois, os técnicos e diretores de missão decidiram deixar a operação para amanhã, quando deve haver melhores condições meteorológicas.

O foguete, de 100 metros de altura e pronto para um teste que custará US$ 445 milhões, consiste em dois segmentos, um real e com combustível sólido e outro oco para configurar o tamanho e peso do Ares I real, no qual a Nasa coloca suas esperanças para o transporte de astronautas em baixas órbitas depois da era das naves.

O adiamento de hoje foi devido, em parte, às condições meteorológicas em transformação na área da Flórida onde fica o centro Kennedy, com ventos fortes e nuvens altas. A passagem de um foguete deste tipo através das nuvens pode causar transtornos elétricos que prejudicam os instrumentos a bordo.

Também houve dificuldades para rasgar a cobertura plástica no teto do foguete, o propulsor mais longo do mundo, apesar dos repetidos puxões com uma corda que, finalmente, arrebentou. A princípio, o lançamento de amanhã acontecerá a partir das 10h de Brasília.

EFE
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Lançamento do foguete Ares 1-X é atrasado por mau tempo

O primeiro lançamento nesta terça-feira do protótipo do foguete experimental americano 1-X foi atrasado 29 minutos devido ao mau tempo, anunciou a Nasa. As previsões meteorológicas anunciavam 40% de possibilidades de que as condições meteorológicas eram boas.

O lançamento do foguete, de 99,6 metros de altura, estava previsto para as 12h00 GMT da plataforma 39B do Centro Espacial Kennedy, perto de Cabo Canaveral (Flórida, sudeste).

Apenas o primeiro módulo do Ares 1-X (X significa experimental), derivado dos dois foguetes de apoio do ônibus espacial, será testado; o segundo módulo e a carga útil são réplicas que cairão no oceano Atlântico após o lançamento.

O voo de apenas dois minutos e meio permitirá aos cientistas ter uma primeira ideia sobre a estabilidade e a segurança do lançador. Os dados que interessam à agência serão coletados por mais de 700 captores espalhados por todo o Ares 1-X. Serão necessários meses de análises para chegar a uma conclusão concreta.

AFP
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Nasa se prepara para teste do foguete Ares 1 nesta terça

Veja como foi construído o foguete Ares 1-X

A Nasa fará o primeiro voo de teste do foguete Ares 1, que até 2015 será usado para levar ao espaço a cápsula Orion, sucessora do ônibus espacial, num momento de incertezas sobre que rumo tomará o programa espacial tripulado americano. O lançamento do foguete, de 99,6 metros de altura, está previsto para terça-feira às 12h00 GMT da plataforma 39B do Centro Espacial Kennedy, perto de Cabo Canaveral (Flórida, sudeste).

Apenas o primeiro módulo do Ares 1-X (X significa experimental), derivado dos dois foguetes de apoio do ônibus espacial, será testado; o segundo módulo e a carga útil são réplicas que cairão no oceano Atlântico após o lançamento.

O voo de apenas dois minutos e meio permitirá aos cientistas ter uma primeira ideia sobre a estabilidade e a segurança do lançador. Os dados que interessam à agência serão coletados por mais de 700 captores espalhados por todo o Ares 1-X. Serão necessários meses de análises para chegar a uma conclusão concreta.

"O lançador está em perfeito estado, não há nenhum problema técnico", indicou na sexta-feira Bob Ess, coordenador do programa Ares 1-X, explicando que as equipes da Nasa trabalham há três anos neste projeto. A meteorologia, no entanto, pode comprometer o teste de terça-feira, provocando um adiamento.

Mas o céu não é responsável pela única incerteza que ronda o Ares 1 e o programa Constellation, lançado em 2004 pelo então presidente George W. Bush após a catástrofe do ônibus espacial Columbia em 2003. A comissão de especialistas criada pelo presidente americano, Barack Obama, pouco depois de sua posse, enviou na última quinta-feira seu relatório final à Casa Branca, que deve agora decidir se dará continuidade ao programa.

Um resumo das principais conclusões e das cinco grandes opções propostas pela comissão já haviam sido divulgadas em agosto e debatidas no Congresso.

A principal constatação é que o orçamento dedicado à Nasa para o Constellation não é suficiente. A comissão estima que a agência espacial precisa de pelo menos mais três bilhões de dólares por ano para realizar missões tripuladas além da órbita terrestre, onde se concentrou nos últimos 30 anos com a construção da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

O projeto Constellation prevê o retorno dos americanos à Lua em 2020 e missões tripuladas para Marte. Para isso, está prevista a construção da cápsula Orion, o foguete Ares 1 para levá-la e um lançador mais potente, o Ares 5, para colocar em órbita equipamentos pesados destinados a missões na Lua, como um aterrissador lunar.

Os membros da comissão sugerem ainda um cenário alternativo, chamado de "flexible path" (caminho flexível, numa tradução livre) que, ao invés de chegar ao solo lunar, propõe voos tripulados até asteróides e sobrevoos próximos à Lua e Marte que não precisem de aterrissagens complicadas.

AFP
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Cratera de meteorito na Letônia é armação, confirmam geólogos

Segundo os geólogos, a suposta queda de um meteorito foi uma armação protagonizada por um grupo que desejava atrair turistas com o fato Foto: AFP

Segundo os geólogos, a suposta queda de um meteorito foi uma armação protagonizada por um grupo que desejava atrair turistas com o fato

Geólogos da Letônia confirmaram nesta segunda-feira que a suposta queda de um meteorito ontem à noite em um fazenda foi uma armação protagonizada por um grupo que desejava atrair turistas com o fato. "Nos limites da cratera, é possível ver rastros de pás e que recentemente ervas daninhas foram arrancadas. Esta é a versão oficial a que chegamos", assegurou Girts Stinkulis, chefe do departamento de geologia da Faculdade de Geografia da Universidade da Letônia, à agência Baltic News Service (BNS).

O especialista acrescentou que "as dimensões da cratera não correspondem com as que costumam deixar os meteoritos". "O diâmetro e a profundidade são muito maiores", disse o geólogo, que acrescentou que sua opinião é unânime entre os experientes em meteoritos. Stinkulis opinou que o objeto incandescente que aparece nas imagens e fotografias reproduzidas pela imprensa pode ser pó de alumínio.

Quanto aos protagonistas, o professor universitário cogitou "que possivelmente tivessem a intenção de criar um escândalo ou outra coisa parecida". Com relação ao episódio, a ministra do Interior da Letônia, Linda Murnietse, afirmou à agência oficial russa Itar-Tass que os responsáveis pela piada de mau gosto devem ser castigados e terão de pagar uma grande multa.

"Se ficar provado que foi uma brincadeira terá que pagar e muito, já que por causa do incidente polícia, equipes de salvamentos e cientistas foram mobilizados, além de outras estruturas e da utilização de equipamentos muito caros", assinalou. A agência oficial russa RIA Novosti e diversos canais de televisão informaram nesta segunda-feira sobre a suposta queda meteorito ontem à noite no norte da Letônia, próximo da fronteira com a Estônia.

O meteorito teria caído em uma fazenda nos arredores da localidade de Mazsalaca e gerado uma cratera de 20 m de diâmetro. As autoridades locais, que no primeiro momento não puderam afirmar se de fato era um meteorito ou um fragmento de um satélite artificial, isolaram o local.

O russo Vladimir Svetsov, cientista do Instituto de Dinâmica de Geosferas da Academia de Ciência da Rússia, explicou hoje que os meteoritos de rocha em regra não chegam à superfície da Terra, normalmente se dissipam antes da chegada à atmosfera. Ele destacou que os meteoritos de um 1 m de diâmetro colidem com a Terra uma vez ao ano.

Svetsov detalhou que cerca de 10% do total dos meteoritos são de ferro e lembrou que há dez anos um corpo desse tipo caiu na república russa de Baskortostán, junto à localidade de Sterlimatak, e deixou uma cratera de dez metros de diâmetro.

EFE
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Nasa se prepara para voo de teste de foguete Ares 1

A Nasa fará o primeiro voo de teste de seu novo lançador de foguetes Ares 1, que até 2015 será usado para levar ao espaço a cápsula Orion, sucessora do ônibus espacial, num momento de incertezas sobre que rumo tomará o programa espacial tripulado americano. O lançamento do foguete, de 99,6 metros de altura, está previsto para terça-feira às 12h00 GMT da plataforma 39B do Centro Espacial Kennedy, perto de Cabo Canaveral (Flórida, sudeste).

Apenas o primeiro módulo do Ares 1-X (X significa experimental), derivado dos dois foguetes de apoio do ônibus espacial, será testado; o segundo módulo e a carga útil são réplicas que cairão no oceano Atlântico após o lançamento.

voo de apenas dois minutos e meio permitirá aos cientistas ter uma primeira ideia sobre a estabilidade e a segurança do lançador. Os dados que interessam à agência serão coletados por mais de 700 captores espalhados por todo o Ares 1-X. Serão necessários meses de análises para chegar a uma conclusão concreta.

"O lançador está em perfeito estado, não há nenhum problema técnico", indicou na sexta-feira Bob Ess, coordenador do programa Ares 1-X, explicando que as equipes da Nasa trabalham há três anos neste projeto. A meteorologia, no entanto, pode comprometer o teste de terça-feira, provocando um adiamento.

Mas o céu não é responsável pela única incerteza que ronda o Ares 1 e o programa Constellation, lançado em 2004 pelo então presidente George W. Bush após a catástrofe do ônibus espacial Columbia em 2003. A comissão de especialistas criada pelo presidente americano, Barack Obama, pouco depois de sua posse, enviou na última quinta-feira seu relatório final à Casa Branca, que deve agora decidir se dará continuidade ao programa.

Um resumo das principais conclusões e das cinco grandes opções propostas pela comissão já haviam sido divulgadas em agosto e debatidas no Congresso.

A principal constatação é que o orçamento dedicado à Nasa para o Constellation não é suficiente. A comissão estima que a agência espacial precisa de pelo menos mais três bilhões de dólares por ano para realizar missões tripuladas além da órbita terrestre, onde se concentrou nos últimos 30 anos com a construção da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

O projeto Constellation prevê o retorno dos americanos à Lua em 2020 e missões tripuladas para Marte. Para isso, está prevista a construção da cápsula Orion, o foguete Ares 1 para levá-la e um lançador mais potente, o Ares 5, para colocar em órbita equipamentos pesados destinados a missões na Lua, como um aterrissador lunar.

Os membros da comissão sugerem ainda um cenário alternativo, chamado de "flexible path" (caminho flexível, numa tradução livre) que, ao invés de chegar ao solo lunar, propõe voos tripulados até asteróides e sobrevoos próximos à Lua e Marte que não precisem de aterrissagens complicadas.

AFP
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Redemoinhos de poeira "tatuam" superfície vermelha de Marte

Os redemoinhos escurecem o solo por onde passam, criando desenhos de vários formatos que contrastam com a poeira vermelha do planeta Foto: Nasa, Hirise, MRO, LPL (U. Arizona)/Divulgação

Os redemoinhos escurecem o solo por onde passam, criando "desenhos" de vários formatos que contrastam com a poeira vermelha do planeta

A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta segunda-feira a imagem de um curioso fenômeno que ocorre na superfície de Marte: os redemoinhos de poeira, também conhecidos como diabos de poeira (dust devil, em inglês). Estes ventos em espiral formados pela convecção do ar em dias quentes escurecem o solo por onde passam, criando "desenhos" de vários formatos que contrastam com a poeira vermelha do planeta.

Segundo a Nasa, o fenômeno não é uma exclusividade de Marte e redemoinhos semelhantes também acontecem em áreas secas e desérticas da Terra. Normalmente, os diabos de poeira duram apenas alguns minutos e se tornam visíveis quando escurecem o terreno, deixando a areia abaixo do solo mais intacta.

A foto foi captada pelas câmeras em alta resolução da sonda espacial Mars Reconnaissance Orbiter.

Cratera na Letônia pode ser uma brincadeira, diz cientista

A cratera de 20 m de diâmetro teria sido aberta com a queda de um meteorito Foto: AFP

A cratera de 20 m de diâmetro teria sido aberta com a queda de um meteorito

Cientistas que investigam a grande cratera que teria sido formada pela queda de um meteorito no norte da Letônia, afirmam que é provável que ela tenha sido criada por mãos humanas e que "não passe de uma brincadeira". Após relatos de que um objeto teria caído na noite de domingo em um pasto na região de Mazsalaca, especialistas correram para o local para estudar o fenômeno. As informações são da agência AP.

Peritos afirmam que seria bastante incomum que um grande meteorito tivesse de fato atingido a Terra. Segundo os pesquisadores, o planeta é bombardeado constantemente com milhares de objetos do espaço, mas a maioria queima na atmosfera e não chegam à superfície.

O cientista Uldis Nulle, especialista em Geologia do Centro de Meteorologia do país, diz que sua primeira impressão depois de observar o local na noite de domingo foi que a cratera de vinte metros de largura e nove metros de profundidade havia sido causada por um meteorito. Segundo o cientista, ainda havia fumaça saindo do buraco quando ele chegou.

No entanto, o pesquisador Dainis Ozols, que examinou o buraco à luz do dia na segunda-feira, disse que parecia ser uma brincadeira. Ozols disse que acredita que alguém cavou o buraco e tentou fazer com que ele parecesse uma cratera de meteorito criando uma fogueira na parte inferior dele.

Os pesquisadores são unânimes em afirmar que apenas os resultados das análises das amostras de material retiradas do local poderão resolver a questão.

Incidente
Na noite de domingo, o corpo de bombeiros da cidade recebeu uma ligação na qual uma pessoa afirmava ser testemunha ocular da queda do suposto meteorito. Uma unidade militar foi enviada ao local e constatou que os níveis de radiação eram normais. Não houve feridos.

Cratera de 20 m na Letônia pode ter sido feita por meteorito

Uma cratera de 20 m de diâmetro e dez de profundidade foi aberta com a queda de um meteorito na Letônia Foto: AFP

Uma cratera de 20 m de diâmetro e dez de profundidade foi aberta com a queda de um meteorito na Letônia

A agência oficial de notícias russa RIA Novosti afirmou nesta segunda-feira que um meteorito caiu na noite deste domingo no norte da Letônia, abrindo uma cratera de 20 m de diâmetro e dez de profundidade. Segundo informações das autoridades locais, o meteorito caiu em uma fazenda no arredores da localidade de Mazsalaca, junto à fronteira com a Estônia. Ninguém ficou ferido.

As autoridades locais, que inicialmente não sabiam se a cratera havia sido aberta por um meteorito ou pelo pedaço de um satélite artificial, isolaram o lugar em que o corpo celeste caiu.

"O mais provável é que se trate de um meteorito de ferro com um um diâmetro de aproximadamente um metro e uma massa de várias toneladas", disse à RIA Novosti Vladimir Svetsov, do Instituto de Dinâmica de Geosferas da Academia de Ciências da Rússia.

O cientista explicou que os meteoritos de rocha não chegam à superfície da Terra, já que se desintegram no contato com a atmosfera. "Se o corpo celeste (que caiu na Letônia) fosse um satélite (artificial), este teria que ser de extrema solidez. Do contrário, teria se destruído no ar", acrescentou o especialista. Svetsov destacou que meteoritos de um metro de diâmetro colidem com a Terra uma vez ao ano.

EFE
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Nasa: foguete Ares 1-X está pronto para lançamento

O foguete Ares 1-X está pronto para seu primeiro voo de teste, na próxima terça-feira, a partir do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Cañaveral (Flórida), informaram nesta sexta os responsáveis da missão.

Ares 1-X deve levar ao espaço a Orion, a cápsula que substituirá o ônibus espacial no transporte dos astronautas americanos a partir de 2015-2017, como parte do programa Constellation.

O Constellation, que prevê a volta dos americanos à Lua até 2020, antes de missões tripuladas para Marte, é objeto de uma reavaliação por parte de uma comissão de especialistas, nomeada pelo presidente Barack Obama, que na véspera manifestou dúvidas sobre o futuro do programa.

"O propulsor está em perfeito estado, não há qualquer problema técnico", disse Bob Ess, diretor do programa Ares 1-X, durante entrevista coletiva, na qual destacou que as equipes da Nasa trabalham há três anos no projeto.

"Estaremos prontos para voar na terça", disse Ed Mango, diretor do lançamento, previsto para as 12h GMT (10h Brasília).

AFP
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Michael Green substituirá Hawking em cadeira de matemática

O físico britânico Michael Green, um dos arquitetos da teoria das cordas, será o substituto do cientista Stephen Hawking como titular da chamada cadeira lucasiana de matemática da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, um dos postos acadêmicos mais prestigiados do mundo.

Hawking, que tem uma enfermidade neurodegenerativa, deixou o cargo que havia ocupado desde 1980 no último dia 30 de setemebro, para passar a ser diretor de investigação no centro educativo.

Green, que será o 18º professor lucasiano em 1º de novembro, é um dos pioneiros da teoria das cordas na física, um esquema teórico que explica as partículas e forças fundamentais da natureza como vibrações de cordas finas. O acadêmico ocupa também na mesma universidade a cadeira John Humphrey Plummer de física teórica.

Com informações do jornal espanhol El Mundo e da BBC

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Ex-cientista da Nasa é julgado por tentativa de espionagem

Um ex-cientista da Nasa (agência espacial americana) e do Departamento de Defesa compareceu hoje diante do tribunal federal de Washington para ser julgado por acusações de tentativa de espionagem a favor de Israel, informaram fontes judiciais.

Stewart David Nozette, que contava com uma autorização de segurança do mais alto nível no Governo, foi detido na segunda-feira no estado de Maryland quando negociava serviços de espionagem para Israel.

As acusações, que poderiam resultar em uma condenação a prisão perpétua caso seja declarado culpado, não envolvem Israel, disseram as fontes.

Segundo documentos judiciais, Nozette é um formado em Ciências Planetárias pelo Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), trabalhou no Laboratório Nacional Lawrence Livermore do Departamento de Energia e no Centro de Voos Espaciais Goddard, da Nasa.

De 1989 a 2006 contou com uma autorização de segurança de alto nível e acesso frequente a informações e documentos ligados à segurança nacional, afirmou o FBI.

Segundo as acusações, no dia 2 de setembro, Nozette foi contatado por telefone por um indivíduo que disse ser agente da Inteligência israelense. O cientista aceitou reunir-se com ele no mesmo dia e, durante o encontro, apontou sua disposição a realizar seviões de espionagem para Israel.

Também pediu um passaporte israelense e prometeu proporcionar informação regularmente, além de dados sobre armas nucleares, naves ou satélites militares, revelou o FBI.

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Estudo: novo exoplaneta pode ajudar Nasa a descobrir vida

Concepção artística mostra o HD 209458b, um exoplaneta composto por moléculas de dióxido de carbono, metano e vapor d'água Foto: Nasa/Divulgação

Concepção artística mostra o HD 209458b, um exoplaneta composto por moléculas de dióxido de carbono, metano e vapor d'água

Cientistas detectaram a presença de um exoplaneta gasoso quente na constelação de Pégaso, a 150 anos-luz da Terra, que teria uma química de base com condições para existir vida, segundo informações divulgadas pela Nasa, agência espacial americana, nesta terça-feira. Análises realizadas pelos observatórios espaciais Hubble e Spitzer registraram que o HD 209458b, maior que Júpiter, possui moléculas de dióxido de carbono, metano e vapor d'água em sua superfície.

A análise da composição química do HD 209458b e de um outro exoplaneta gigante, chamado HD 189733b - que também possui as mesmas moléculas do primeiro -, poderia aumentar a capacidade da Nasa de encontrar planetas que teriam condições de abrigar vida.

O HD 209458b orbita uma estrela semelhante ao Sol e demora cerca de 3,5 dias para dar uma volta ao redor dela. Os exoplanetas são chamados assim por serem planetas extra-solares e pertencerem a um sistema planetário distinto do qual a Terra faz parte.

No entanto, a agência espacial informou que nenhum dos planetas estudados é habitável, mas eles são compostos pelas mesmas moléculas que, se descobertas em um planeta rochoso futuramente, poderiam indicar a presença de vida.

Agências espaciais e Google querem proteger florestas

Agências espaciais e o Google estão colaborando com um projeto internacional de monitoramento via satélite das florestas a fim de combater o aquecimento global, afirmou José Achache, diretor do Grupo de Observação da Terra (GEO). Os desmatamentos, do Brasil à Indonésia, são responsabilizados pela emissão de cerca de um quinto de todos os gases do efeito estufa oriundos da atividade humana - as plantas absorvem carbono enquanto crescem e o liberam quando são queimadas ou apodrecem.

"A única forma de medir as florestas com eficiência é do espaço", disse Achache, do GEO, que reúne governos, agências espaciais como a Nasa e outros numa nova parceria para medir as florestas. O sistema terá como objetivo fazer avaliações anuais dos estoques de carbono das florestas, em comparação com o atual ciclo de cinco anos.

O Google, que fornece imagens de satélite por meio do site Google Earth, contribuiria em um projeto relacionado, disse Achache numa entrevista por telefone desde Londres. Os detalhes do envolvimento da empresa serão divulgados em novembro.

Um pacto climático patrocinado pela Organização das Nações Unidas (ONU), reunindo 190 países e a ser selado em Copenhague em dezembro, provavelmente aprovará um plano para diminuir o desmatamento em países tropicais. Ele poderá incluir o estabelecimento de um preço para o carbono estocado nas árvores como parte de um mercado novo.

"Os investidores vão querer algum tipo de garantia de que, quando estão colocando dinheiro em florestas, elas permanecerão ali em boas condições", afirmou Achache. A Nasa, dos Estados Unidos, a Agência Espacial Europeia (ESA) e as agências espaciais nacionais do Brasil, do Japão, da Alemanha, da Itália e da Índia estão entre as que participarão do mapeamento de florestas.

Os custos serão baixos, afirmou Achache, pois os dados de satélite já são coletados para outras finalidades. O GEO inclui entre seus membros 80 governos e organizações da ONU. Sete países funcionariam como projetos piloto em 2009-2010 - Brasil, Austrália, Camarões, Guiana, Indonésia, México e Tanzânia -, com base em imagens de satélite feitas nos últimos meses.

As imagens de satélite fornecidas pela norte-americana Landsat remontam a 1972 - permitindo que o mundo trabalhe com as taxas de desmatamento comparando as imagens com fotos das florestas atuais. É possível que 1990 seja usado como ano-base, como faz o Protocolo de Kyoto para os cortes das emissões industriais.

Pelo projeto dos satélites, uma primeira fase deveria mostrar o quanto cada país tem de florestas. Uma segunda fase seria verificar a quantidade de carbono armazenada em cada tipo de floresta. Stephen Briggs, diretor da unidade de Ciência, Aplicações e Tecnologias Futuras na Observação da Terra, da ESA, disse que imagens de radar das florestas são capazes de medir o carbono acima do solo, pois as microondas são dispersadas ao passar pela vegetação.

"Precisamos de alguma forma de mecanismo válido e garantido", afirmou ele. A avaliação dos estoques de carbono a partir do espaço precisa ser ajustada com medições feitas no terreno. David Singh, diretor da Conservação Internacional na Guiana, disse que os créditos florestais poderiam ajudar o país sul-americano.

"Até agora temos baixas taxas de desmatamento. Mas há uma estrada em construção unindo o norte do Brasil à costa da Guiana. Isso tem a possibilidade de abrir a região", afirmou ele.


Reuters
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Novo observatório espacial estudará formação das galáxias

Esta imagem artística mostra o telescópio espacial James Webb que será lançado em 2014. Ele será equipado com o Near-Infrared Spectrograph NIRSpec, ... Foto: AFP

Esta imagem artística mostra o telescópio espacial James Webb que será lançado em 2014. Ele será equipado com o Near-Infrared Spectrograph NIRSpec, que é capaz de observar o nascimento de estrelas

Um instrumento europeu capaz de observar o nascimento das estrelas e de remontar o espaço-tempo até a formação das primeiras galáxias será entregue à Nasa para equipar o futuro telescópio espacial James Webb, cujo lançamento está previsto para 2014.

Um exemplar do espectômetro NIRSpec, idêntico ao que será mandado ao espaço, foi recebido pela agência espacial americana na semana passada nas instalações da EADS-Astrium em Ottobrunn, subúrbio de Munique. Para desenvolvê-lo, foram cinco anos de um trabalho de alta precisão no qual participaram 25 empresas terceirizadas.

Uma vez a bordo do Telescópio Espacial James Webb (JWST) e colocado em órbita no ponto de Lagrange, a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, onde as condições de observação são ideais, o NIRSpec poderá estudar até 100 galáxias simultaneamente no infravermelho próximo, entre 0,6 e 5 microns (milésimos de milímetros).

Neste espectro luminoso, será possível retroceder muito mais longe no espaço-tempo que o observatório Herschel, captando a luz extremamente tênue, emitida há mais de 13 bilhões de anos, que chega até nós a partir de galáxias situadas nos confins do universo visível.

"Estas longitudes de onda são mais curtas que as do instrumento de Herschel", lançado em maio deste ano, explicou Burkhard Fladt, diretor de desenvolvimento dos instrumentos em Astrium. "Quanto mais curtas as longitudes de onda, mais sensíveis são os instrumentos ópticos às imprecisões", acrescentou Fladt. O espectro do NIRSpec precisou ser polido com extrema precisão, e seu revestimento protetor foi objeto de grande atenção.

Para conseguir detectar variações muito pequenas de temperatura, o instrumento será resfriado a -238° centígrados. A armação do NIRSpec foi construída com cerâmicas especiais, que Astrium já havia testado a temperaturas menos frias com o Herschel, e são "necessárias para que o instrumento seja insensível às mudanças de temperatura", indicou Evert Dudok, presidente do departamento de Satélites da empresa.

O NIRSpec, cuja construção foi confiada à Agência Espacial Europeia (ESA), é um dos instrumentos mais importantes do JWST junto com o Mid-Infrared Instrument (MIRI), fruto de uma colaboração entre europeus e americanos.

As outras duas equipes do JWST, cujo escudo solar terá o tamanho de uma quadra de tênis, são uma câmara infravermelha de fabricação americana e um sensor canadense que permitirá ao telescópio se orientar com enorme precisão.

A montagem do JWST, cujo espelho primário medirá 6,5 metros de diâmetro (como comparação, o espelho primário do telescópio espacial Hubble mede 2,4 metros), é um verdadeiro desafio, destacou Phil Sabelhaus, coordenador do projeto para a Nasa. "Nós montamos o telescópio a temperatura ambiente. Depois temos que resfriar 4 mil quilos a -238°C, o que levará aproximadamente um mês. Se você encontrar um defeito no isolamento térmico, por exemplo, será preciso aquecer à temperatura ambiente, fazer o conserto e então resfriar tudo de novo", relatou o cientista.

Sabelhaus ressaltou também a dificuldade de testar na Terra instrumentos ópticos ultraprecisos. Neste grau de precisão, qualquer vibração dentro de um edifício, por infinitesimal que seja, pode perturbar o sinal e deve ser previamente medida e isolada.

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Nasa prepara lançamento de foguete Ares 1-X de olho na Lua

Protótipo Ares 1-X será o teste para o Ares 1, que transportará os astronautas para o espaço, substituindo os ônibus espaciais Foto: AP

Protótipo Ares 1-X será o teste para o Ares 1, que transportará os astronautas para o espaço, substituindo os ônibus espaciais

A Nasa, agência espacial americana, deu início nesta terça-feira aos preparativos para o lançamento do Ares 1-X, um foguete de testes que vai substituir os já desgastados ônibus espaciais. Segundo a Nasa, os cientistas irão analisar as condições de performance e capacidade estrutural do foguete, com o objetivo de levar os astronautas ao espaço - possivelmente para a Lua ou Marte. As informações são do jornal britânico Times.

O foguete, com 100 m de altura, é a primeira nave espacial do gênero desenvolvida pela agência espacial americana nos últimos 30 anos. O lançamento do Ares 1-X está programado, de acordo com a Nasa, para o próximo dia 27 de outubro. O foguete, que terá o funcionamento analisado por sensores durante a subida, deve alcançar 40 km de altura em um voo de dois minutos antes de cair no Oceano Atlântico.

O teste com o Ares 1-X possibilitará o desenvolvimento de sua versão final, o Ares 1, que deverá transportar a cápsula Orion, sucessora dos ônibus espaciais a partir de 2015.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4052102-EI238,00-Nasa+prepara+lancamento+de+foguete+Ares+X+de+olho+na+Lua.html#tphotos

Nasa adia lançamento do ônibus espacial Atlantis

A decisão de adiar para 16 de novembro o lançamento do Atlantis busca otimizar as capacidades da Nasa Foto: AFP

A decisão de adiar para 16 de novembro o lançamento do Atlantis busca otimizar as capacidades da Nasa

A Nasa adiou em quatro dias, para 16 de novembro, o lançamento do ônibus espacial Atlantis com seis astronautas a bordo rumo à Estação Espacial Internacional (ISS). A data ainda será confirmada oficialmente pelos coordenadores da missão em uma reunião nesta terça-feira para avaliar os preparativos.

A decisão de adiar para 16 de novembro o lançamento do Atlantis busca otimizar as capacidades da Nasa para lançar a nave e realizar o primeiro voo experimental do foguete Ares 1-X até o fim do ano, segundo um comunicado da agência. O primeiro lançamento do Ares 1-X, foguete que deverá transportar a cápsula Orion, sucessora do ônibus espacial a partir de 2015, está programado para 27 de outubro.

AFP
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