quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Fim dos tempos não acontecerá em 2012, diz Nasa

O filme 2012, que estreia no próximo dia 13 de novembro, retrata o fim do mundo apontado pelo calendário maia Foto: Divulgação

O filme "2012" retrata o fim do mundo apontado pelo calendário maia

Dennis Overbye

Na semana passada, a Agência Espacial Americana (Nasa) anunciou que o mundo não ia acabar - pelo menos não em curto prazo. No ano passado, o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern), declarou a mesma coisa, o que se pode imaginar, seja uma boa notícia para aqueles dentre nós que costumam se assustar com qualquer coisa. Quando é que duas instituições científicas desse grau de competência já haviam garantido à humanidade que tudo ficaria bem?

Por outro lado, a notícia é um tanto deprimente para aqueles que estavam planejando deixar de lado os pagamentos da prestação da casa própria para gastar tudo em uma última farra. Os pronunciamentos do Cern tinham por objetivo atenuar a preocupação quanto à possibilidade de que seu novo acelerador de partículas, o Large Hadron Collider (LHC), viesse a criar um buraco negro capaz de devorar o planeta.

Já os anúncios da Nasa, feitos em forma de uma série de posts em seu site e de um vídeo postado no YouTube, eram resposta à preocupação quanto à possibilidade de que o mundo acabe em 21 de dezembro de 2012, quando um ciclo de 5.125 anos conhecido como "Contagem Longa", no calendário maia, supostamente deve chegar ao fim.

Os rumores sobre o fim do mundo atingiram o ponto de fervura esta semana com o lançamento de '2012', novo filme de Roland Emmerich, que no passado já havia infligido previsões catastróficas ao planeta, em forma de ataque alienígena e era glacial, nos longas 'Independence Day' e 'O Dia Depois de Amanhã'.

Em seu novo trabalho, um alinhamento entre o Sol e o centro da galáxia, em 21 de dezembro de 2012, faz com que o Sol enlouqueça e cause ferozes tempestades em sua superfície, que lançam ao espaço partículas subatômicas difíceis de detectar conhecidas como neutrinos. De alguma forma, os neutrinos se transmutam em outras partículas, o que resulta em aquecimento do núcleo planetário da Terra.

A crosta terrestre perde sua estrutura e começa a enfraquecer e deslizar. Los Angeles desliza para dentro do oceano; o vulcão Yellowstone entra em erupção, o que recobre a América do Norte de cinzas negras. Maremotos gigantescos varrem o Himalaia, onde os governos do planeta haviam construído secretamente uma frota de navios que permitirão a 400 mil pessoas seletas sobreviver à calamidade.

Mas essa é apenas uma das versões de apocalipse em circulação. Em outras variações, um planeta chamado Nbiru colide com a Terra, ou o campo magnético de nosso planeta se inverte. Existem centenas de livros dedicados a 2012, bem como milhões de sites, a depender de que combinação entre '2012' e 'juízo final' você digite no Google.

E tudo isso é pura bobagem, dizem os astrônomos
"A maior parte do que é alegado quanto a 2012 depende de uma imensa credulidade, de sandices pseudocientíficas, de uma completa ignorância quanto à astronomia e de um nível de paranoia digno de um filme sobre zumbis", escreveu Ed Krupp, diretor do Observatório Griffith, em Los Angeles e especialista em astronomia do passado, em artigo para a edição de novembro da revista Sky & Telescope.

Em termos pessoais, as histórias sobre o fim do mundo me apaixonam desde que comecei a consumir ficção científica, em meio a uma infância de desajuste. Apavorar o público vem sendo a principal ferramenta desse segmento desde que Orson Welles transformou "A Guerra dos Mundos" em um programa de rádio que narrava uma falsa invasão marciana a Nova Jersey, em 1938.

Mas a tendência passou dos limites, sugeriu David Morrison, astrônomo do Centro de Pesquisa Ames, da Nasa, em Moffett Field, Califórnia, o responsável pelo vídeo que a organização veiculou no YouTube e principal representante da organização quanto às profecias apocalípticas dos maias. "Fico zangado com a maneira pela qual as pessoas estão sendo manipuladas e submetidas a medos, com o objetivo único de propiciar lucros a terceiros", disse Morrison. "Não existe direito ético a assustar crianças a fim de gerar lucro".

Morrison diz que tem recebido em média 20 cartas e mensagens de e-mail diárias, algumas de lugares distantes como a Índia, enviadas por interlocutores apavorados. Em uma mensagem de e-mail, ele me enviou uma amostra que incluía um e-mail de uma mulher que imaginava se o melhor não seria se matar, bem como à sua filha e seu bebê ainda não nascido. Outra pessoa perguntava se não seria melhor sacrificar já o seu cachorro, para evitar que o animal viesse a sofrer em 2012.

Tudo isso me lembrou das cartas que recebi no ano passado sobre o suposto buraco negro do Cern, outro problema que existia mais como ficção científica do que como fato científico. No entanto, aparentemente não existe nada tão capaz de tornar a morte presente quanto os abstratos reinos da física e da astronomia. Em situações como essas, quando a Terra ou o universo estão tentando descartar a pessoa e seus entes queridos deste plano mortal, questões cósmicas claramente se tornam pessoais.

Morrison diz que não atribui a culpa por isso ao filme, e sim aos muitos outros vulgarizadores da predição maia, bem como à aparente incapacidade de muita gente para distinguir realidade de ficção "tendência bastante perceptível em diversas outras áreas de nossa vida nacional. Ele ressalva, quanto a isso que "meu doutorado é em astronomia, não psicologia".

Em uma troca de e-mails, Krupp afirmou que "estamos sempre incertos quanto ao futuro e sempre consumimos representações dele. Sempre nos deixamos atrair pelo romance do passado distante e pela escala exótica do cosmos. Quando as duas coisas se combinam, ficamos hipnotizados".

Um porta-voz da Nasa, Dwayne Brown, afirmou que a agência não comenta sobre filmes, e que isso é tarefa para críticos de cinema. Mas quando o assunto é ciência, disse Brown, "consideramos que seria prudente oferecer uma base de recursos".

Se você deseja se preocupar, afirmam os cientistas, deveria pensar sobre a mudança no clima mundial, asteróides em trajetórias imprevisíveis ou guerra nuclear. Mas caso seu interesse seja a especulação sobre passadas profecias, eis alguns fatos que Morrison e outros estudiosos acreditam você deva conhecer.

Para começar, concordam os astrônomos, não existe nada de especial em um alinhamento celeste entre o Sol e o centro da galáxia. Isso acontece a cada mês de dezembro, e as consequências físicas não vão além do consumo excessivo de perus de Natal. E, de qualquer forma, o Sol e o centro galáctico não coincidirão exatamente nem mesmo em 2012.

Se existisse outro planeta em rota de colisão com o nosso, todo mundo já o teria avistado, a essa altura. E quanto às ferozes tempestades solares, o próximo ponto máximo de atividade solar não acontecerá antes de 2013, e mesmo assim não será muito intenso, de acordo com os astrônomos.

O apocalipse geológico é uma aposta mais plausível. Já aconteceram grandes terremotos na Califórnia, e é provável que voltem a acontecer. Esses abalos poderiam destruir Los Angeles, tal como o filme mostra, e Yellowstone poderia entrar em erupção mais uma vez, e com força cataclísmica, mais cedo ou mais tarde. Os seres humanos e aquilo que constroem são de fato ocupantes temporários e frágeis do planeta. Mas, no caso em questão, "mais cedo ou mais tarde" quer dizer um prazo de centenas de anos, e haveria alertas consideráveis antes do evento.

Os maias, cuja astronomia e capacidade de medição do tempo eram avançadas o suficiente para permitir que previssem a posição do planeta Vênus 500 anos no futuro, mereciam tratamento melhor.

O tempo maia era cíclico, e especialistas como Krupp e Anthony Aveni, astrônomo e antropólogo da Universidade Colgate, dizem não haver provas de que os maias imaginassem que algo de especial aconteceria quando o hodômetro zerasse de novo em 2012, depois da Contagem Longa.

Existem referências, nas inscrições maias, a datas tanto anteriores quanto posteriores à atual Contagem Longa, eles afirmam, da mesma maneira que o seu próximo aniversário e o dia 15 de abril ficam depois do dia de Ano-Novo, no calendário do ano que vem. Por isso, é melhor manter em dia o pagamento das prestações da casa própria.

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times
The New York Times

Astrônomos estudam forma misteriosa de galáxia

A NGC4710 apresenta uma fraca, quase imperceptível, estrutura em forma de X que se desenvolve a partir do centro do corpo da galáxia Foto: Nasa/AP

A NGC4710 apresenta uma fraca, quase imperceptível, estrutura em forma de "X" que se desenvolve a partir do centro do corpo da galáxia

Ainda um mistério para astrofísicos, a evolução das formas das galáxias espirais leva os astrônomos a estudar a estrutura da galáxia NGC4710. Fora dos padrões convencionais de galáxias, a NGC4710 apresenta uma fraca, quase imperceptível, estrutura em forma de "X" que se desenvolve a partir do centro do corpo da galáxia. As informações são da agência AP.

Essa característica - que os astrônomos chamam de "protuberância em forma de amendoim" - ocorre devido aos movimentos verticais das estrelas na borda da galáxia e só é evidente quando a galáxia é vista de lado.

Este formato curioso é muitas vezes observado em galáxias espirais com pequenos corpos e grandes braços, mas é menos comum em galáxias com braços menores e 'barriga' mais proeminente, como a NGC4710.

Buzz Aldrin: "robôs podem criar base na lua de Marte"

Edwin Eugene "Buzz" Aldrin Jr, piloto do módulo lunar Eagle da missão Apolo 11 e segundo homem a pisar na Lua, chegou terça-feira ao Brasil. Há 40 anos, em julho de 1969, Aldrin e Armstrong passaram 21 horas na superfície lunar. Buzz Aldrin, que está de passagem rápida pelo Brasil, conversou nesta terça-feira sobre a "magnífica desolação" da Lua e o futuro das explorações espaciais.

Qual a sensação que o senhor teve ao pisar na Lua? Como era a Terra vista de lá?
Da Lua, a Terra era quatro vezes o tamanho de uma lua cheia vista da Terra. Era uma joia brilhante no céu de veludo. No entanto, estava a uma grande distância, o que nos fazia pensar nos desafios da viagem de volta. Devido à radiação do Sol, nenhuma estrela era visível. Usei a frase "magnífica desolação" para descrever a superfície da Lua assim que voltei para a Terra e acho que resumi bem o que senti naquele momento.

Com isso, queria traduzir a magnificência da façanha do ser humano de chegar ao espaço, mas também revelar a Lua como a vimos, um lugar desolado que não havia mudado em centenas de milhares de anos. Passamos duas horas numa escuridão gelada, sem água ou ar. Tudo era muito seco.

Qual a importância de se ter encontrado água na Lua?
Não fiquei surpreso com o fato de terem descoberto água na Lua e não acho que isso seja tão importante quanto se pensa. Há mais de 30 anos suspeitávamos que resquícios de cometas que colidiram com a Lua estariam preservados dentro de crateras escuras do satélite, que não são expostas a raios de sol.

Certamente, sabíamos da grande possibilidade de essas crateras geladas conterem a água congelada dos cometas e, de fato, muitas missões já haviam confirmado isso. Acho que a missão recente da Nasa confirmou o que todos já sabiam. De todo o modo, a existência de água na Lua não vai fazer com que haja uma multidão querendo ir para lá. Ninguém quer morar na Lua.

Então, como o senhor vê o projeto da Nasa de estabelecer uma base permanente na Lua a partir de 2020?
Não acho que EUA e Nasa deveriam investir seus recursos levando astronautas norte-americanos de volta à Lua para estabelecerem bases lá. Por termos sido os primeiros a pisar na Lua há 40 anos, temos experiência e liderança e acho que devemos usar isso para ajudar outros países a chegarem até lá. Enquanto isso, os EUA devem investir na robótica.

Hoje, com robôs operados remotamente podemos fazer muitas das coisas que astronautas fazem, mas a um custo muito mais baixo. Hoje podemos controlar robôs com um tempo de resposta de apenas um segundo e meio. Acho ainda que devemos reservar nossos recursos para uma missão que vá além da Lua, para outros planetas, ou que permita que aterrissemos em alguns asteróides durante breve excursões.

Podemos fazer isso primeiro e eventualmente estabelecer uma base em Fobos, uma das luas de Marte. Acho que poderemos estabelecer bases robóticas em Fobos até 2022 e ocupá-la entre 2025 e 2029. Isso nos permitirá criar uma infraestrutura para astronautas em Fobos a partir de 2031, com a possibilidade de começar a habitá-la em 2035, o que permitiria excursões frequentes a Marte, uma das mais importantes fronteiras a ser explorada agora.

Qual sua expectativa e o objetivo de vir ao Brasil?
Vim a Campos (no Norte do Estado do Rio) conversar com alguns astrônomos sobre as missões Apolo e fazer uma apresentação aos estudantes sobre minha visão para o futuro da exploração espacial. Estou muito contente de poder voltar ao Brasil, mesmo que seja numa viagem curta.

Já visitei Rio, São Paulo, Brasília e Manaus, onde cheguei até a pescar no rio Amazonas e dormir num hotel sob palafitas. Naquela mesma viagem, fui até São Luís, onde visitei a plataforma de lançamento de foguetes em Alcântara. Estou muito feliz de estar de volta.

Quando prevê a publicação aqui no Brasil de seu livro de memórias recém-lançado nos EUA, "Magnífica desolação"?
Não tenho previsão ainda, mas gostaria muito de publicá-lo aqui e encorajo aqueles que queiram traduzir meu livro para o português.

As missões atuais são tão arriscadas quanto a missão Apolo? Havia mais romantismo?
Não era tão romântico assim. Antes de conseguirmos um lançamento de sucesso, perdemos de maneira trágica uma equipe de três astronautas devido a um incêndio dentro de um módulo que não conseguiu nem sair no chão.

Apesar disso, acho que as missões Apolo foram realizadas com margens de segurança significativas. As naves de hoje são máquinas enormes e é uma grande conquista conseguir levar com sucesso sete pessoas mais uma carga bastante pesada num só módulo. Infelizmente, a Nasa decidiu pela tecnologia de acoplar dois módulos juntos, um para a carga outro para os astronautas, o que acaba sendo muito mais caro.

O que o senhor acha do turismo espacial?
Acho que eleva o interesse público e a busca por informações sobre a exploração espacial. As pessoas que já participaram tiveram o privilégio de experimentar a aceleração de um foguete subindo para o espaço, enquanto se distanciavam da força da gravidade. Isso não tem preço.


JB Online
JB Online

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Nasa e Microsoft anunciam portal de pesquisas sobre Marte

A Nasa (agência espacial americana) e a Microsoft, gigante do setor de informática, anunciaram nesta terça-feira a criação de um portal sobre Marte, que ajudará os internautas a conhecer e ajudar mais nas pesquisas sobre o Planeta Vermelho.

O site, chamado "Be a Martian" ("Seja um Marciano", em inglês), permitirá que o público participe para melhorar os mapas de Marte e ajudar os cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, em inglês).

"Estamos em um momento da história em que todos querem ser exploradores", comentou Doug McCuistion, diretor do programa de exploração de Marte, no escritório da agência espacial americana em Washington.

"Com tantos dados das missões enviadas a Marte e que estão à disposição de todos, explorar o planeta virou uma tarefa conjunta de todos os seres humanos", completou.

McCuistion informou que colaborações são esperadas de todas as partes do mundo. "Isto ajudará no trabalho de um grupo de cientistas especializados", ressaltou.

O JPL deu como exemplo a criação de mapas que permitirão interpretar as mudanças na superfície marciana. "Líderes da indústria, como Nasa e Microsoft, têm uma responsabilidade social, assim como um interesse particular em impulsionar a ciência e a educação tecnológica", afirmou Walid Abu Hadba, vice de desenvolvimento de plataformas da firma.

Além de ajudar nas pesquisas, os internautas poderão participar de salas de bate-papo, sugerindo perguntas e temas de discussão. "Explorar Marte inspira pessoas de todas as idades. Estamos especialmente ansiosos para estimular os jovens a descobrirem mais sobre o planeta", afirmou Charles Elachi, diretor do JPL em Pasadena, no estado da Califórnia.

EFE
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Tripulação revisa "Atlantis" em seu 1º dia no espaço

A tripulação do ônibus espacial "Altantis" revisou hoje o aparelho um dia após seu lançamento e realizou os preparativos para o acoplamento à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), previsto para a quarta-feira.

O piloto Barry Wilmore, o comandante Charles Hobaugh e os especialistas Leland Melvin e Randy Bresnik comprovaram que o aparelho não sofreu nenhum dano ao ultrapassar a atmosfera.

Para isso, utilizaram o braço robótico e seu acessório de 15 metros de comprimento no qual têm instaladas câmeras para obter uma análise sobre a situação do "Atlantis".

Durante a inspeção, que durou cerca de cinco horas, foram tirada fotografias e foram instalados raios no final do braço que dá aos especialistas imagens em três dimensões sobre o estado do escudo térmico do ônibus espacial.

As fotografias, assim como outras tiradas em diferentes momentos da missão, servirão para que a Nasa (agência espacial americana) assegure-se de que o "Atlantis" não sofreu nenhum dano durante o lançamento que possa afetar sua volta.

Enquanto isso, os astronautas Mike Foreman e Robert Satcher, que completam a equipe da missão, realizaram, com a ajuda de Bresnik, uma prova dos dois trajes espaciais que serão usados durante a primeira das três caminhadas fora do aparelho previstas para a missão de 11 dias.

A tripulação completou os preparativos para configurar a câmera central e o anel do sistema "Orbiter" que serão utilizados durante o acoplamento de "Atlantis" à ISS.

A previsão é de que Bresnik, Foreman e Satcher realizem três caminhadas espaciais para instalar duas plataformas e deixar tudo preparado para a próxima missão, na qual será instalado o último módulo americano na ISS.

EFE
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Mistério sobre supernova Cassiopeia A é resolvido

A estrela de nêutrons pode estar no centro da supernova Cassiopeia A Foto: Nature

A estrela de nêutrons pode estar no centro da supernova Cassiopeia A

Dois astrofísicos acreditam que tenham resolvido o mistério que cercava um objeto que ocupa posição central entre os restos de uma supernova distante. Cerca de 330 anos atrás, explodiu uma grande estrela na constelação de Cassiopeia. Esta supernova - como são conhecidos corpos celestes surgidos após as explosões de estrelas - talvez tenha sido registrada por John Flamsteed, astrônomo real da Inglaterra, que observou, naquele ano, uma "estrela" que não corresponde a qualquer objeto registrado nas cartas celestes hoje conhecidas quanto àquela constelação.

Os restos da supernova, conhecida como Cassiopeia A, sempre representaram um certo mistério para os astrônomos. As supernovas normalmente deixam para trás um objeto de extrema densidade, como um buraco negro ou estrela de nêutrons. Mas ao longo de décadas de observação não foi avistado um objeto desse tipo no centro de Cassiopeia A.

Em 1991, o Observatório de Raios-X Chandra por fim identificou um objeto compacto na área. No entanto, aquilo que foi avistado "não correspondia ao que os astrônomos imaginavam quanto à aparência de uma estrela de nêutrons", disse Craig Heinke, astrofísico da Universidade de Alberta, no Canadá.

As estrelas de nêutrons costumam apresentar fortes campos magnéticos, em rotação, que geram a impressão de que elas pulsam, mas o objeto identificado no centro de Cassiopeia A queima em ritmo constante. Além disso, a energia no espectro de raios-X que ele emite não se enquadra aos padrões esperados pelos astrônomos.

Agora, Heinke e seu colega Wynn Ho, da Universidade de Southampton, no Reino Unido, acreditam ter uma explicação para o misterioso objeto. Eles propõem a interpretação de que Cassiopeia A contenha uma estrela de nêutrons, e que essa estrela esteja envolta em uma atmosfera de carbono.

A presença de uma atmosfera como essa faria com que os restos da estrela morta parecessem emitir um brilho azul profundo nas faixas de ondas da luz visível, o que explicaria as energias incomuns captadas pelos cientistas na banda de raio-X. O trabalho dos cientistas sairá esta semana pela Nature.

Heinke diz que a aparência incomum de Cassiopeia A pode se dever à juventude da estrela. Com o tempo, afirma, a estrela pode acumular hidrogênio e hélio e desenvolver uma rotação perceptível. Isso a tornaria mais parecida com outras estrelas de nêutrons conhecidas, e mais antigas.

"Acredito que seja uma interpretação interessante", disse Harvey Tananbaum, diretor do Centro de Raios-X Chandra, no Centro Harvard Smithsonian de Astrofísica, em Cambridge, Massachusetts.

Tanambaum afirma que o seu estudo não oferece provas irrefutáveis de que uma estrela de nêutrons envolta por uma atmosfera de carbono esteja posicionada no centro de Cassiopeia A, e observação posteriores poderão oferecer indicações melhores quanto à natureza do objeto. Mas, acrescenta ele, o estudo que redigiu "talvez seja a melhor explicação disponível".

Nature
Nature

"Vermes espaciais" partem para ISS a bordo de nave Atlantis

Vermes da espécie  Caenorhabditis elegans  ajudarão os cientistas a investigar os efeitos da gravidade zero nos músculos do corpo Foto: Universidade de Nottingham/Divulgação

Vermes da espécie Caenorhabditis elegans ajudarão os cientistas a investigar os efeitos da gravidade zero nos músculos do corpo

Vermes enviados pela Universidade de Nottingham, no Reino Unido, são a nova companhia dos astronautas instalados na Estação Espacial Internacional (ISS), segundo informações divulgadas nesta terça-feira pelo jornal britânico Telegraph. Os seres vivos foram lançados a bordo do ônibus espacial Atlantis nesta segunda e podem ajudar os cientistas a investigar os efeitos da gravidade zero nos músculos do corpo humano e as razões que provocam a atrofia muscular no espaço.

A diminuição dos tecidos do corpo é uma das principais preocupações das agências espaciais com a saúde dos astronautas. A espécie Caenorhabditis elegans foi a escolhida por sofrer perda muscular em condições parecidas com a dos seres humanos.

Os cerca de quatro mil exemplares do Caenorhabditis elegans permanecerão por pelo menos duas semanas no laboratório japonês Kibo, a bordo da Estação Espacial.

O ônibus espacial Atlantis, com seis tripulantes a bordo, partiu nesta segunda-feira, de Cabo Canaveral, na Flórida (Estados Unidos), rumo a uma das missões finais para equipar a ISS, de modo que ela continue em órbita por muito mais tempo depois de a frota atual de naves da Nasa ser aposentada.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Nasa tenta recuperar robô "Spirit" atolado em Marte

A Nasa (a agência espacial americana) retomou hoje as tentativas para recuperar o robô "Spirit" que a agência espacial americana enviou ao planeta vermelho em 2004 e ficou atolado na areia desde abril passado.

Nos últimos meses, os responsáveis pela missão têm tentado buscar uma solução para retirar o robô do local onde ficou preso, conhecido como "Tróia".

Os cientistas fizeram experimentos na Terra com uma réplica do robô à qual submeteram as condições similares no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, ma sigla em inglês) da agência espacial, mas reconheceram que não será fácil.

"Será um processo longo e a probabilidade de fracasso é alta" disse o diretor do programa de prospecção de Marte da agência espacial, Doug McCuistion.

As rodas do "Spirit" estão afundadas na terra desde 23 de abril e ficaram presas em uma camada de areia.

Além disso, o "Spirit" tem as rodas dianteiras da parte direita bloqueadas desde 2006 devido a uma falha elétrica.

Na semana passada, a Nasa anunciou que dará ordem a partir da Terra para que o robô vá girando as rodas até conseguir recuperar o movimento de marcha à ré. Uma tarefa que poderá levar semanas.

"A mobilidade em Marte é difícil e qualquer que seja o resultado da operação de resgate do "Spirit" aumentará nosso conhecimento sobre como analisar o terreno e melhorar os robôs que serão enviados a Marte no futuro", acrescentou McCuistion.

O "Spirit" foi colocado em Marte em janeiro de 2004 junto com outro robô gêmeo, o "Opportunity", que foi deslocado para uma região oposta do planeta vermelho.

Inicialmente, os pesquisadores deram três meses de vida ativa.

Apesar de terem sofrido com o desgaste dos materiais e registrado problemas de funcionamento, ambos os veículos continuaram percorrendo Marte e transmitindo milhares de fotografias e informações sobre sua geologia e atmosfera.

Além de ter confirmado que em algum momento de sua história Marte abrigou água em forma líquida, os veículos exploradores de seis rodas já percorreram mais de 20 quilômetros da superfície do planeta.

Enquanto a Nasa redobra os esforços para salvar o "Spirit", o "Opportunity" segue em direção a uma grande cratera chamada "Endeavor".

EFE
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Atlantis é lançada para última missão do ano na ISS

A nave Atlantis é lançada no Centro Espacial Kennedy Foto: Nasa/Divulgação

A Atlantis, com seis tripulantes a bordo, partiu com sucesso rumo a uma das missões finais para equipar a ISS antes da aposentadoria dos ônibus espaciais

O ônibus espacial Atlantis, com seis tripulantes a bordo, partiu com sucesso nesta segunda-feira rumo a uma das missões finais para equipar a Estação Espacial Internacional (ISS) de modo que ela continue em órbita por muito mais tempo depois de os ônibus espaciais serem aposentados. O lançamento ocorreu às 17h26 (no horário de Brasília), dois minutos antes do horário previsto inicialmente, do Centro Espacial Kennedy, na Flórida (Estados Unidos).

A missão STS-129, comandada por Charles Hobaugh, é formada pelos astronautas Mike Foreman, Leland Melvin, Robert Satcher, Randy Bresnik e o piloto Barry Wilmore. É a primeira viagem ao espaço destes três últimos.

Bresnik, Foreman e Satcher devem fazer três caminhadas espaciais para instalar duas plataformas e deixar tudo pronto para a próxima missão, durante a qual o último módulo dos EUA na ISS será instalado. Os astronautas da atual missão do Atlantis conviverão com os seis tripulantes da ISS, que há meses enfrentam um problema com o sistema que processa a urina para transformá-la em água potável.

A Nasa não conseguiu resolver este problema que, segundo um porta-voz da agência espacial, Kelly Humphries, obrigará os astronautas a utilizar bolsas plásticas para depositar a urina. No entanto, Humphries esclareceu que a estação espacial tem água suficiente para mais seis meses. Ao final da missão, os seis tripulantes voltarão à Terra junto com a astronauta Nicole Scott, engenheira de voo na ISS.

A Nasa pretende encerrar no próximo ano o programa de ônibus espaciais, lançado há 30 anos, em função de preocupações de longa data com a segurança e os custos ligados à manutenção e os voos do Atlantis e dos outros dois ônibus espaciais, Discovery e Endeavour.

O programa de ônibus espaciais custa à Nasa cerca de US$ 5 bilhões por ano e já provocou a morte de 14 astronautas. A primeira tripulação de sete astronautas morreu em acidente ocorrido durante o lançamento de um ônibus em 1986, e a segunda morreu durante tentativa de aterrissagem em 2003, devido a uma falha no escudo anticalor do aparelho.

A Nasa vem trabalhando para substituir os ônibus espaciais por uma espaçonave capsular, parcialmente reutilizável, chamada Orion, para levar tripulantes à Lua e outros destinos no Sistema Solar, além da Estação Espacial, que orbita a Terra a 360 km de altitude.

No projeto de US$ 100 bilhões, que reúne 16 países e está em construção há mais de uma década, a estação está prevista para ficar pronta em 2010. Após a missão do Atlantis, faltarão outras cinco missões para concluir a construção e o equipamento da base espacial.

O Atlantis está carregado com cerca de 13.610 kg de equipamentos. É um volume grande demais para ser transportado pelas naves de carga russas, europeias e japonesas que vão manter a estação abastecida de alimentos, combustível e outros suprimentos depois de os ônibus espaciais saírem de linha.

Com informações das agências EFE e Reuters

Redação Terra

Nasa realiza últimos preparativos para lançamento da Atlantis

A nave espacial Atlantis está pronta para o lançamento, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida Foto: Nasa/Divulgação

Técnicos preparam nave espacial Atlantis para o lançamento, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida

Técnicos da agência espacial americana (Nasa) realizaram com sucesso o abastecimento do tanque externo do ônibus espacial Atlantis. Em uma operação que durou oito horas, o tanque de 14 andares de altura foi carregado com cerca de 535 mil litros de hidrogênio e oxigênio líquidos que alimentarão os motores propulsores do ônibus durante o lançamento. As informações são da Nasa.

No início da tarde, a equipe de inspeção final realiza os últimos procedimentos para o lançamento do ônibus espacial e procura por sinais de resíduos ou acúmulo de gelo na nave enquanto a tripulação se prepara para a missão.

O lançamento da Atlantis está programado para 17h28 de Brasília e as condições meteorológicas são favoráveis em torno do Centro Espacial Kennedy, no sul da Flórida. A nave e seis astronautas partirão para uma missão de 11 dias na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

No domingo, foram armazenadas as bagagens pessoais dos astronautas junto com um assento adicional que acomodará o retorno à Terra de Nicole Scott, que permaneceu como engenheira de voo na ISS.

Missão de ônibus espacial vai estender vida da ISS

A nave espacial Atlantis é posicionada na rampa de lançamento 39ª do Centro Espacial Kennedy, na Flórida Foto: AFP

A nave espacial Atlantis é posicionada na rampa de lançamento 39ª do Centro Espacial Kennedy, na Flórida

O ônibus espacial Atlantis deve ser lançado nesta segunda-feira em uma das missões finais para equipar a Estação Espacial Internacional, de modo que a estação possa continuar em órbita muito tempo depois de os ônibus espaciais serem aposentados.

A decolagem do Atlantis e de seus seis tripulantes na última missão do ano do ônibus espacial está prevista para as 17h28 (horário de Brasília) do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Os serviços meteorológicos preveem 70 por cento de chances de que as condições do tempo estejam favoráveis para o lançamento.

A Nasa pretende encerrar no próximo ano o programa de ônibus espaciais, lançado há 30 anos, em função de preocupações de longa data com a segurança e os custos ligados à manutenção e os voos do Atlantis e dos outros dois ônibus espaciais, Discovery e Endeavour.

O programa de ônibus espaciais custa à Nasa cerca de 5 bilhões de dólares por ano e já provocou a morte de 14 astronautas. A primeira tripulação de sete astronautas morreu em acidente ocorrido durante o lançamento de um ônibus em 1986, e a segunda morreu durante tentativa de aterrissagem em 2003, devido a uma falha no escudo anticalor do aparelho.

A agência espacial norte-americana vem trabalhando para substituir os ônibus espaciais por uma espaçonave capsular, parcialmente reutilizável, chamada Orion, para levar tripulantes para a Lua e outros destinos no sistema solar, além de para a estação espacial, que orbita a Terra a 360 quilômetros de altitude.

Projeto de 100 bilhões de dólares que reúne 16 países e está em construção há mais de uma década, a estação está prevista para ficar pronta em 2010. Após a missão do Atlantis, faltarão outras cinco missões para concluir a construção e o equipamento da estação.

O Atlantis está carregado com cerca de 13.610 quilos de equipamentos. É um volume grande demais para ser transportado pelas naves de carga russas, europeias e japonesas que vão manter a estação abastecida de alimentos, combustível e outros suprimentos depois de os ônibus espaciais serem aposentados.

Reuters
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Nasa prepara nave Atlantis para lançamento nesta segunda

A nave espacial Atlatis é preparada na rampa de lançamento 39A, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida Foto: Reuters

A nave espacial Atlatis é preparada na rampa de lançamento 39A, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida

A agência espacial americana (Nasa) deverá completar na manhã desta segunda-feira os preparativos para o lançamento da nave Atlantis, programado para 17h28 de Brasília. A nave e seis astronautas partirão para uma missão de 11 dias na Estação Espacial Internacional (ISS, na silga em inglês).

As condições meteorológicas são favoráveis em torno do Centro Espacial Kennedy, no sul da Flórida. Às 7h começa o abastecimento dos dois compartimentos no tanque exterior, de 14 andares de altura, com oxigênio e hidrogênio líquidos, os combustíveis do motor propulsor que levará a Atlantis em sua 31ª missão.

Ontem à tarde, foram armazenadas as bagagens pessoais dos astronautas junto com um assento adicional que acomodará o retorno à Terra de Nicole Scott, que permaneceu como engenheira de voo na ISS.

EFE
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domingo, 15 de novembro de 2009

Ônibus Atlantis está pronto para última missão do ano

A Nasa informou neste domingo que está tudo pronto para o lançamento, em menos de 24 horas, do ônibus espacial Atlantis em direção à Estação Espacial Internacional (ISS), na quinta e última missão do ano.

"A contagem regressiva avança sem problemas e no momento estamos nos horários previstos", informou Steve Payne, diretor de testes da Nasa, em entrevista coletiva no Centro Espacial Kennedy, de onde o Atlantis deve partir às 14h28 local (17h28 de Brasília).

As previsões meteorológicas, geralmente o maior fator de incerteza para um lançamento, são muito positivas, com 90% de possibilidade, segundo Kathy Winters, principal especialista em meteorologia de Cabo Canaveral, na Flórida.

O abastecimento do tanque de combustível externo, com cerca de dois milhões de litros de hidrogênio líquido, começará por volta das 5h (8h de Brasília).

Esta missão (STS-129), de 11 dias, será a quinta e última de um ônibus espacial e entregará a maior quantidade possível de peças de reposição para a ISS, antes do fim dos voos com este tipo de aeronave.

A tripulação, de seis astronautas, é comandada por Charlie Hobaugh, um coronel dos fuzileiros.

AFP
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Água na Lua amplia horizontes do homem, dizem especialistas

Nasa acha o equivalente a 12 baldes de água na Lua

O anúncio da existência de água congelada em uma cratera da Lua feito pela Nasa, agência espacial americana, nesta sexta-feira, entusiasmou astrônomos e especialistas no tema. De acordo com os pesquisadores, a descoberta, realizada após o impacto da sonda espacial LCROSS (Lunar Crater Observation and Sensing Satellite, em inglês) em 9 de outubro, pode abrir um novo capítulo na história lunar, além de ampliar os horizontes de sobrevivência para os seres humanos.

"Há muito tempo, outros pensadores - até mesmo os que não tinham nada a ver com astronomia - já diziam que, um dia, a Terra ia se desgastar, assim como nosso organismo envelhece e morre, e teríamos que encontrar outros lugares no espaço", comentou Ivandel Lourenço, responsável pelo Laboratório de Astronomia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Segundo ele, com toda tecnologia existente atualmente, a possibilidade de se construir uma base na Lua está cada vez mais próxima de acontecer. "Antigamente, o objetivo era encontrar ETs, mas isso deixou de ser prioridade. A comunidade científica está mais preocupada em descobrir zonas habitáveis que tenham água", analisou. "A LCROSS é a evidência de que a preocupação da humanidade é de expandir a exploração humana no Sistema Solar", concluiu Lourenço.

A Lua é uma testemunha preciosa da história e dos segredos do nosso Sistema Solar desde o seu nascimento, há 4,5 bilhões de anos, bem como uma importante reserva de recursos naturais, como oxigênio, hidrogênio, silício e hélio. "Ela tem um grande potencial de informações científicas para serem descobertas que se relaciona diretamente com o nosso entendimento da história da Terra e de outros planetas", resume o geologista Harrison Schmitt.

O único satélite natural da Terra, situado a 384.402 km de distância, continua sendo misterioso apesar das seis missões americanas que tocaram o solo lunar, realizadas no âmbito do programa Apollo, entre 1968 e 1972.

"Em nenhuma outra parte podemos contemplar com tanta clareza a época em que a Terra e os outros planetas do nosso sistema solar se formaram", destacou em um estudo recente a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. "O interior da Lua conservou intacta a história das primeiras etapas da evolução planetária e sua superfície sem ar também dá um testemunho contínuo da história terrestre e da ação solar", acrescentou.

"Somente voltando à Lua poderemos fazer novas explorações científicas e sanar as lacunas em nossa compreensão do sistema solar", concluiu a Academia, que recomenda a volta das missões tripuladas à Lua. Além das informações preciosas que contém sobre nossa origem, a Lua apresenta em sua superfície, na camada de poeira denominada regolito, com vários metros de espessura e produzida pelo impacto de meteoritos, oxigênio de fácil extração. Também há hidrogênio em quantidade menor.

O oxigênio e o hidrogênio podem ser utilizados para fabricar combustível para motores de foguetes, o que poderia reduzir consideravelmente os custos da exploração espacial, permitindo lançar naves além da atmosfera terrestre. O regolito lunar também contém silício, que pode ser utilizado para fabricar painéis solares. Várias empresas estudam a possibilidade de produzi-los na Lua com o propósito de fornecer eletricidade às colônias que se estabeleceriam ali no futuro.

O solo lunar também tem importantes reservas de hélio-3, um isótopo não-radioativo de hélio muito raro na Terra e buscado na fusão nuclear. A Lua conteria um milhão de t de hélio-3, quando apenas 25 t seriam suficientes para satisfazer as necessidades dos Estados Unidos e da União Européia.

LCROSS e LRO
Antes da colisão, a LCROSS lançou com sucesso um foguete sobre a cratera Cabeus A, que se encontra na região do pólo sul, na face oculta da Lua. O primeiro impacto do foguete vazio provocou uma coluna de poeira que subiu sobre o alto da cratera e foi seguido minutos depois pela sonda, que recolheu informação da esteira antes de cair.

A sonda espacial partiu da Terra em junho passado, a bordo de um foguete Atlas V, junto à sonda LRO (Lunar Reconaissance Orbiter). Os dois artefatos integram a primeira missão do programa Constellation, que prevê a volta do homem à Lua a partir de 2020.

Com informações da agência AFP

Nasa começa contagem regressiva para lançamento da Atlantis

A Nasa iniciou nesta sexta-feira a contagem regressiva para o lançamento da nave espacial Atlantis que, com seis astronautas a bordo, deve iniciar na segunda-feira uma missão de 11 dias. A contagem regressiva começou às 18h no horário local (16h de Brasília) de hoje e o lançamento está programado para as 19h28 local (17h28h de Brasília) de segunda-feira.

Os diretores da missão, em entrevista coletiva no Centro Espacial Kennedy, no sul da Flórida, revelaram que a nave, os tripulantes e a carga que será levada à Estação Espacial Internacional (ISS), estão prontos para a missão. O diretor de Provas da Nasa, Charlie Blackwell-Thompson, informou que todos os trabalhos foram concluídos conforme o cronograma para a 31ª missão do Atlantis, que levará um tripulante e outras equipes à estação que orbita a 385 km da Terra.

O diretor de Carga da missão, Scott Higginbotham, disse que o processamento da carga foi difícil e uma "corrida contra o relógio" para sua equipe, "mas hoje todos estamos sorridentes porque alcançamos o objetivo e sobrevivemos". A meteorologista da Nasa, Kathy Winters, informou que a previsão é propícia para o dia do lançamento para a carga dos combustíveis no tanque exterior do Atlantis.

"A esta hora há só 10% de probabilidade de as condições meteorológicas interfirirem no lançamento de segunda-feira", disse Winters.

EFE
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Nível de água descoberto na Lua enche 12 baldes, diz Nasa

Nasa acha o equivalente a 12 baldes de água na Lua

A Nasa, agência espacial americana, confirmou nesta sexta-feira a existência de água congelada em uma cratera da Lua após a análise dos dados enviados pela sonda espacial LCROSS (Lunar Crater Observation and Sensing Satellite, em inglês), que se chocou com o satélite terrestre no último dia 9 de outubro. Segundo a agência, a quantidade do recurso natural encontrado no buraco, com profundidade de cerca de 20 m, é equivalente a 12 baldes de água.

Em comunicado, a agência espacial informou que a descoberta abre um novo capítulo na história que compreende a Lua. "Estamos descobrindo os mistérios do nosso vizinho mais próximo e, por consequência, do Sistema Solar", afirmou Michael Wargo, cientista-chefe da missão, na sede da Nasa, em Washington. "A lua abriga muitos segredos e a LCROSS acrescentou um novo ingrediente para nossa compreensão", disse.

Antes da colisão, a LCROSS lançou com sucesso um foguete sobre a cratera Cabeus A, que se encontra na região do pólo sul, na face oculta da Lua. O primeiro impacto do foguete vazio provocou uma coluna de poeira que subiu sobre o alto da cratera e foi seguido minutos depois pela sonda, que recolheu informação da esteira antes de cair.

Um porta-voz da Nasa explicou nesta sexta que "provavelmente a água está congelada e misturada a outras substâncias". "A água só foi vista após o impacto, o que indica que ela não estava disponível na superfície", disse. No entanto, o porta-voz afirmou que "ainda não é possível determinar que tipo de água é essa".

Segundo ele, o foco agora é em estudar as informações obtidas para atingir novas descobertas. "Agora temos que dar um passo para trás e pensar no que mais pode haver lá. A Lua é viva", acrescentou.

Os cientistas têm investigado há tempos a origem de quantidades significativas de hidrogênio que foram detectadas nos pólos lunares. De acordo com a agência, os dados coletados pela LCROSS podem indicar ainda uma quantidade de água maior do que se suspeitava anteriormente.

Se a água realmente se formou ou permaneceu em depósitos em bilhões de anos, isto seria a chave para os especialistas entenderem a história e a evolução do Sistema Solar. Além disso, a água e outros compostos são recursos potenciais que poderiam sustentar o sonho humano de fixar uma base no solo lunar futuramente.

A sonda espacial partiu da Terra em junho passado, a bordo de um foguete Atlas V, junto à sonda LRO (Lunar Reconaissance Orbiter). Os dois artefatos integram a primeira missão do programa Constellation, que prevê a volta do homem à Lua a partir de 2020.

Sonda espacial Rosetta sobrevoa a Terra de olho em cometa

Concepção artística da sonda Rosetta, que passará perto da Terra nesta sexta para ganhar impulso e se aproximar de um cometa em 2014 Foto: AFP

Concepção artística mostra a sonda espacial europeia Rosetta

A sonda europeia Rosetta sobrevoou a Terra nesta sexta-feira, utilizando a gravidade do planeta para ganhar velocidade e ir mais longe no espaço, ao encontro de um cometa em 2014. Às 7h45 GMT (5h45 de Brasília), Rosetta passou pelo ponto de seu trajeto mais próximo da Terra, segundo o centro de operações da Agência Espacial Europeia (ESA) em Darmstadt (Alemanha).

A sonda sobrevoou o Oceano Índico ao sul da ilha indonésia de Java a 2,5 mil km de altitude e com uma velocidade de 48 mil km/h. Lançada em 2 de março de 2004, Rosetta, que percorreu quase 4,5 bilhões de km em várias voltas ao redor do Sol, já havia utilizado em outras três ocasiões a ajuda gravitacional de um planeta para modificar sua velocidade e trajetória.

Em março de 2005 e novembro de 2007 se aproximara da Terra e em fevereiro de 2007 sobrevoou Marte. A sonda passou sobre a Terra a uma velocidade de 13,3 km/s, ou seja, 47,8 mil km/h. A ajuda da gravidade tinha o objetivo de aumetar a velocidade da nave em 3,5 km/s (12.960 km/h) para que seguisse a viagem em torno do Sol.

Em maio de 2014, pouco mais de 10 anos depois do lançamento, Rosetta deve se encontrar com seu objetivo final, o cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko, sobre o qual lançará um módulo científico que analisará a composição da rocha em busca de pistas sobre o passado do sistema solar.

ah/fp

AFP
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Astronautas do "Atlantis" chegam à Flórida para lançamento

Os seis astronautas do ônibus espacial "Atlantis" chegaram hoje ao Centro Espacial Kennedy, no sul da Flórida, para iniciar os preparativos para o lançamento programado para a próxima segunda-feira, que dará início a uma missão de 11 dias.

Segundo o comandante da missão, Charles O. Hobaugh, com os trabalhos que agora se iniciam terminam "quase nove meses de preparação".

"Nos transformamos em uma equipe. Aprofundamos nossa instrução e desenvolvemos todos os nossos requisitos individuais para a conquista dos objetivos dessa missão", afirmou.

Pouco depois de chegarem ao centro de lançamento, os astronautas se dirigiram ao alojamento de tripulantes no Edifício de Operações e Inspeções Kennedy.

A contagem regressiva oficial começa nesta sexta-feira às 16h (Brasília) e o lançamento está programado para as 17h28 de segunda-feira.

Os técnicos da Nasa completaram hoje seus trabalhos de preparação dos sistemas de propulsão da nave "Atlantis".

A nave e seus seis astronautas empreenderão uma missão de 11 dias para o transporte de carga à Estação Espacial Internacional (ISS), que orbita a cerca de 385 quilômetros da Terra.

EFE
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Próxima à Terra, sonda espacial Rosetta fotografa atmosfera

Imagem feita hoje pela câmera Osiris mostra a Terra de uma distância de 633 mil km Foto: AFP

Imagem feita hoje pela câmera Osiris mostra a Terra de uma distância de 633 mil km

A ESA, agência espacial europeia, divulgou nesta quinta-feira uma imagem da Terra captada pela sonda espacial Rosetta a apenas 633 mil km de distância. O telescópio se aproximou da Terra nesta sexta-feira com o objetivo de ganhar impulso e velocidade para realizar o encontro com um cometa em 2014.

Durante 24 horas, a Rosetta captará uma série de imagens da atmosfera terrestre por meio do seu sistema de vídeo, chamado Osiris, enquanto completa uma rotação completa ao redor do planeta azul. Na imagem, o Pólo Sul pode ser visto na parte inferior (ao Sul), assim como o contorno da Antártida está visível sob as nuvens que se formam também no Sul. Os pontos brilhantes em destaque são resultado do forte reflexo do gelo litorâneo.

Os cientistas da ESA (ESA) se entusiasmaram com a perspectiva de ver de perto a Rosetta, lançada ao espaço em 2004. A sonda espacial fará uma viagem de 10 anos e 7,1 bilhões de km que deve levá-la a um encontro com um dos cometas que percorrem o sistema solar.

Segundo as previsões, Rosetta deve se encontrar com o cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko em maio de 2014, antes de lançar um pequeno laboratório, do tamanho de um frigorífico, batizado Philae, que vai se ancorar à superfície da rocha em busca de pistas sobre o passado do Sistema Solar. Depois, ela seguirá o cometa durante dois anos, estudando o mesmo na viagem ao redor do Sol.

Mas para isto, a sonda precisa primeiro ganhar velocidade e a gravidade da Terra, utilizada como um estilingue, é a chave. Às 7H46 GMT (5H46 de Brasília) de sexta-feira, era o prazo para Rosetta estar no ponto de seu percurso mais próximo do planeta. Neste momento, o aparelho deve sobrevoar o Oceano Índico a 2.480 km de altitude ao sul da ilha indonésia de Java.

A velocidade da nave é de 13,3 km por segundo, ou seja, 47.800 km/h, segundo a agência espacial. Com o "empurrão" da Terra, esse número deve subir para 3,5 km/s (12.960 km/h).

Novo módulo russo para experiências científicas chega à ISS

A nave de carga Progress-M, que contém o módulo de equipamentos para experiências científicas Poisk (MIM-2) chegou nesta quinta-feira à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia. O acoplamento da nave, lançada ao espaço na última terça-feira, aconteceu às 13h41 (horário de Brasília) em regime automático, apesar dos tripulantes da estação terem supervisionado a manobra para realizar o engate de forma manual em caso de algum imprevisto.

O módulo ampliará a capacidade da ISS para receber outras naves, pois conta com um porto de acoplamento próprio, além de uma escotilha para as missões dos astronautas fora dos aparelhos. A nave Progress, que também leva à ISS 850 kg de carga útil, entre equipamentos, alimentos e água, será desligada da ISS dentro de duas semanas.

Já o Poisk, que será utilizado como um laboratório científico, será o quarto módulo do segmento russo da ISS a servir como porto de engate, depois do Zaria, integrado à estação em 1998, o Zvezda (2000) e o Pirs (2001). Valeri Lindin, porta-voz do CCVE, disse que a Rússia retoma assim a construção de seu segmento na ISS, após um intervalo de oito anos, motivado pela catástrofe com o ônibus espacial americano "Columbia", em 2003, pela conseguinte suspensão dos voos das naves por mais de dois anos e pela falta de financiamento para o programa espacial russo no início da década.

Lindin antecipou que um módulo gêmeo do Poisk, o MIM-1, também russo, será enviado à ISS em uma nave americana em maio, e em 2011 será enviado outro laboratório espacial, o MLM polivalente. A construção do segmento russo deve terminar com a integração em 2014 e 2015 de outros dois módulos científicos, além de geradores de energia, que permitirão à Rússia alimentar seus laboratórios por conta própria.

Segundo o programa inicial, a construção da ISS deveria terminar em 2010, para que ela fosse utilizada até 2015, mas as agências espaciais dos países participantes estudam atualmente a possibilidade de ampliar sua operabilidade em mais cinco ou dez anos.

EFE
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Para cientista do Vaticano, pode existir vida extraterreste

"Extraterrestres poderiam existir, mas não há fortes evidências de que de fato existam", ponderou o principal astrônomo do Vaticano, o padre Gabriel Funes, por ocasião do fim de uma conferência sobre vida extraterrena. O evento, organizado pela Pontifícia Academia de Ciências Sociais do Vaticano, reuniu atraiu cientistas, químicos, astrônomos, biólogos e clérigos de todo o mundo durante os dias 6 e 11 de novembro para discutir as origens e a evolução da vida.

Funes considera válida para a Igreja Católica a pesquisa sobre as chances de vida alienígena. "Embora a astrobiologia seja um campo ainda novo e em desenvolvimento, questões concernentes às origens da vida e da presença de seres vivo fora da Terra são legítimas e merecem consideração. Faz sentido buscar por formas de vida que existam além da Terra, mas, até o momento, não há prova de que tais existam", considerou.

A conclusão da conferência é de que há, "plausivelmente", milhões de planetas habitáveis somente na Via Láctea, que é apenas uma entre as bilhões de galáxias estimadas no nosso universo.

Esta não é a primeira fez em que Funes, também diretor do Observatório do Vaticano, conjetura sobre a chance de vida extraterrestre. Em 2008, o padre concedeu uma entrevista ao jornal oficial do vaticano, o Osservatore Romano.

A entrevista foi entitulada "Os aliens são meus irmãos". Nela, Funes avaliou: "Isso (a chance de vida extraterrena) não entra em conflito com nossa fé, pois não pode-se delimitar a criativide criadora de Deus", acrescentando que os alienígenas talvez não precisassem ser "salvos" para entrar no Paraíso, especialmente se fossem "mais evoluídos" que humanos.

O fato de o Vaticano discutir a possibilidade de vida extraterrestre é considerado por muitos como uma forte mudança na sua posição em relação à ciência e à própria religão. Há cerca de quatro séculos, por exemplo, o astrônomo Galileu Galilei foi preso, acusado de heresia, ao propor que a Terra não se localizava no centro do universo. Também no início da idade moderna, o filósofo Giordano Bruno foi queimado por especular, justamente, que outros mundos poderiam ser habitados.

Com informações do Mail Online.

Sonda chega à Terra para ganhar impulso e encontrar com cometa

Concepção artística da sonda Rosetta, que passará perto da Terra nesta sexta para ganhar impulso e se aproximar de um cometa em 2014 Foto: AFP

Concepção artística da sonda Rosetta, que passará perto da Terra nesta sexta para ganhar impulso e se aproximar de um cometa em 2014

A sonda espacial europeia Rosetta, um projeto de um bilhão de euros (US$ 1,5 bilhão), passará perto da Terra nesta sexta-feira e, nessa passagem ganhará impulso e velocidade para realizar o encontro com um cometa no espaço remoto em 2014. Os cientistas da ESA, agência espacial europeia, se entusiasmam com a perspectiva de ver de perto Rosetta, lançada ao espaço em 2004.

A sonda espacial faz uma viagem de 10 anos e 7,1 bilhões de km que deve levá-la a um encontro com um dos cometas que percorrem o sistema solar. Segundo as previsões, Rosetta deve se encontrar com o cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko em maio de 2014, antes de lançar um pequeno laboratório, do tamanho de um frigorífico, batizado Philae, que vai se ancorar à superfície da rocha em busca de pistas sobre o passado do Sistema Solar.

Depois, Rosetta seguirá o cometa durante dois anos, estudando o mesmo na viagem ao redor do Sol. Mas para isto, a sonda precisa primeiro ganhar velocidade e a gravidade da Terra, utilizada como um estilingue, é a chave.

Às 7h46 GMT (5H46 de Brasília) de sexta-feira, a Rosetta se encontrará no ponto de seu percurso mais próximo do planeta. O aparelho sobrevoará o Oceano Índico a 2.480 km de altitude ao sul da ilha indonésia de Java. Passará sobre a Terra a uma velocidade de 13,3 km por segundo, ou seja, 47,8 mil km/h, segundo a agência espacial. A ajuda da gravidade aumentará a velocidade da nave em 3,5 km/s (12.960 km/h).

A sonda dirigirá seu sistema de vídeo, Osiris, para a Lua em busca de água. Outros instrumentos vão escanear a atmosfera terrestre e a magnetosfera em busca de auroras, a espetacular colisão entre o campo magnético de nosso planeta e as partículas procedentes do Sol. Antes de se aproximar em 2014 do cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko, a sonda passará perto de outro asteróide, o 21 Lutetia, em julho de 2010.

Os astrônomos acreditam que conhecer mais os cometas, formados por destroços que datam de quando nasceu o Sistema Solar, ajudará a compreender a formação dos planetas e o início da vida na Terra.

AFP
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Sonda da Nasa mostra detalhes da superfície de Marte

A imagem mostra a diversidade das formas e texturas na superfície do planeta Foto: BBC Brasil

A imagem mostra a diversidade das formas e texturas na superfície do planeta

Imagens recentes da sonda da Nasa (agência espacial americana) que percorre a órbita de Marte para análises, o Mars Reconnaissance Orbiter (MRO, na sigla em inglês, ou satélite de reconhecimento de Marte, em tradução livre), mostram detalhes da superfície do planeta.

As imagens feitas em agosto mostram a diversidade das formas e texturas na superfície do planeta. As fotos foram capturadas por uma câmera da imagens de alta resolução da Universidade do Arizona.

A câmera captou as imagens enquanto a sonda orbitava as regiões sul e leste de Marte. As imagens mostram grandes dunas, vestígios de minerais, sulfatos nos quais o ferro está presente, além de outros minerais.

O Mars Reconnaissance Orbiter está estudando Marte com uma série de instrumentos avançados desde 2006. A sonda já enviou mais informações a respeito do planeta do que todas as sondas prévias da Nasa juntas, de acordo com a agência.

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Astrônomos buscam a "teoria de tudo" em raio intergaláctico

Por enquanto, duas teorias dominam o mundo da física. A relatividade geral explica o movimento de objetos grandes como os como planetas e galáxias, ... Foto: Nature

Por enquanto, duas teorias dominam o mundo da física. A relatividade geral explica o movimento de objetos grandes como os como planetas e galáxias, enquanto a mecânica quântica explica o comportamento de coisas muito pequenas

Astrônomos usaram uma rajada de luz de alta energia de uma galáxia distante para testar o tecido do espaço e do tempo. O trabalho é o melhor teste até agora entre tentativas de criar uma "teoria de tudo". Por enquanto, duas teorias separadas dominam o mundo da física. A relatividade geral explica a gravidade e o movimento de objetos grandes como planetas, estrelas e galáxias, enquanto a mecânica quântica explica o comportamento de coisas muito pequenas como átomos.

As duas teorias funcionam bem para explicar seus mundos respectivos, mas não se integram matematicamente. O problema não pode ser mais fundamental: ambas entendem o espaço e o tempo de forma muito diferente, segundo Giovanni Amelino-Camelia, físico teórico da Universidade de Roma La Sapienza, Itália. "O estudo da estrutura do espaço-tempo numa forma que faz sentido na gravidade quântica começou."

A diferença é semelhante a aquela entre um oceano e uma praia. A relatividade geral vê o espaço-tempo como um fluido vasto e contínuo, enquanto a mecânica quântica sugere que o mesmo é granuloso como a areia. Algumas versões quânticas da gravidade sugerem que os "grãos" de espaço-tempo, caso existam, seriam pequenos a ponto de quase desaparecerem, medindo cerca de 10-35 metros. Isso tornaria sua detecção quase impossível com instrumentos na Terra.

Mas partículas de luz de alta energia, conhecidas como raios γ, seriam capazes de mostrar a diferença. Os raios γ são fótons poderosos que, supõe-se, surgiram de eventos astronômicos extremos, como colisões de estrelas de nêutrons. Altas energias correspondem a comprimentos curtos de onda, e alguns raios γ são tão curtos em comprimento de onda que poderiam distinguir entre o espaço-tempo arenoso ou fluido.

Se o espaço-tempo for granuloso, então, raios γ de comprimento de onda mais curto podem se chocar com os grãos, que talvez os façam viajar um pouco mais lentos do que raios γ de comprimento de onda mais longos. "O que você precisa realmente é de uma corrida", afirma Amelino-Camelia.

Corrida Espacial
O estudo, publicado online em 28 de outubro na Nature, relata que um satélite de raios γ em órbita detectou essa corrida em ação. Em 10 de maio deste ano, o Telescópio Espacial de Raios Gama Fermi detectou uma rajada de raios γ vinda de uma galáxia a uma distância de cerca de dois bilhões de parsecs, ou sete bilhões de anos-luz, da Terra. A rajada durou vários segundos, com os raios γ de comprimento de onda mais curtos chegando em torno de 0,829 segundo depois dos primeiros raios terem sido detectados.

Isso é um atraso, mas não o suficiente para sustentar as teorias quânticas mais simples, de acordo com Jonathan Granot, um membro da equipe do telescópio Fermi na Universidade de Hertfordshire, em Hatfield, Reino Unido. Em outras palavras, por enquanto, o espaço-tempo parece ser liso em vez de arenoso.

Granot afirma que está um pouco desapontado pela corrida apenas ter confirmado as teorias existentes. "Se pudéssemos detectar claramente um efeito desse tipo, isso valeria um Prêmio Nobel", afirma. Mas, acrescenta, qualquer teste de ideias avançadas sobre gravidade quântica é "extremamente proveitoso". A física fundamental está "se desprendendo muito das observações", acrescenta. "O mero fato de poder restringir de forma significativa alguns (...) modelos é muito bom."

O resultado não significa que os melhores esforços para unir a gravidade à mecânica quântica estejam errados. Ainda existem muitas versões da gravidade quântica que não mudariam a velocidade da luz da rajada recente, de acordo com Lee Smolin, físico teórico do Instituto Perimeter, em Waterloo, Ontário, no Canadá.

No entanto, ele afirma que o artigo "é o melhor teste até agora de uma hipótese geral sobre espaço-tempo quântico". Medições futuras nos próximos anos podem orientar teóricos enquanto tentam unir a gravidade à mecânica quântica. "O estudo da estrutura do espaço-tempo de uma forma significativa na gravidade quântica começou", afirma Amelino-Camelia.

Tradução: Amy Traduções

Nature
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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Nasa inicia cruzada contra profetas do apocalipse

O mundo não vai terminar no dia 21 de dezembro de 2012, garantiu nesta segunda-feira a Nasa, agência espacial americana, em uma curiosa campanha para dissipar os temores provocados pelos profetas do apocalipse na internet e pelo filme "2012", que será lançado em breve por Hollywood. O filme, dirigido por Roland Emmerich, com estreia prevista para o próximo final de semana, relata o fim da humanidade no solstício do inverno boreal de 2012, exatamente no dia 21 de dezembro, após uma série de catástrofes naturais.

A data estaria ligada a um alinhamento dos planetas do sistema solar, algo de mau presságio, segundo a crença popular. Segundo vários profetas do apocalipse, o fim do mundo chegará quando um obscuro planeta, chamado de Nibiru e supostamente descoberto pelos sumérios, colidir com a Terra. Alguns sites acusam a Nasa de ocultar a verdade, mas a agência espacial qualifica estas histórias de "engodo da internet".

"Não há qualquer evidência para estas afirmações", destaca a Nasa em seu site. Se esta possibilidade de colisão fosse real, os astrônomos teriam detectado este objeto "ao menos durante a última década, e agora seria visível a olho nu. Obviamente, não existe".

"Nenhum cientista sério do mundo conhece alguma ameaça para 2012", insiste a Nasa, recordando que a Terra existe há mais de 4 bilhões de anos. Um colisão com nosso planeta foi prevista inicialmente por alguns profetas para 2003, mas a data foi adiada para 21 de dezembro de 2012, que corresponde ao fim de um ciclo do calendário Maia.

A agência destacou que as colisões catastróficas da Terra com corpos celestes são muito raras, e que a última ocorreu há 65 milhões de anos.

AFP
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Rússia retoma construção de segmento na ISS com novo módulo

A Rússia lançou nesta terça-feira um novo módulo científico para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), com o qual retomará a construção do segmento russo na plataforma orbital após uma pausa de oito anos. O foguete Soyuz-U, que levou a nave de carga Progress-M ao espaço com o módulo Poisk (MIM-2), foi lançado às 12h22 (horário de Brasília) da base de Baikonur, no Cazaquistão, informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.

A nave com o módulo deve se acoplar à ISS às 13h43 (horário de Brasília) de quinta-feira em regime automático, mas os tripulantes da estação supervisionarão a manobra para realizar o engate manual caso haja algum imprevisto, segundo a agência Interfax. O módulo, que contém equipamentos para experimentos científicos, também ampliará a capacidade da ISS para receber outras naves, pois conta com um porto de acoplamento próprio, além de uma escotilha para as missões dos astronautas fora dos aparelhos.

A nave Progress, que também leva à ISS 850 kg de carga útil, entre equipamentos, alimentos e água, será desligada da ISS dentro de duas semanas. Já o Poisk, que será utilizado como um laboratório científico, será o quarto módulo do segmento russo da ISS a servir como porto de engate.

Valeri Lindin, porta-voz do CCVE, disse que a Rússia retoma assim a construção de seu segmento na ISS, após um intervalo de oito anos, motivado pela catástrofe com o ônibus espacial americano Columbia, em 2003, pela conseguinte suspensão dos voos das naves por mais de dois anos; e pela falta de financiamento para o programa espacial russo no início da década.

Lindin antecipou que um módulo gêmeo do Poisk, o MIM-1, também russo, será enviado à ISS em uma nave americana em maio, e em 2011 será enviado outro laboratório espacial, o MLM polivalente. A construção do segmento russo deve terminar com a integração em 2014 e 2015 de outros dois módulos científicos, além de geradores de energia, que permitirão à Rússia alimentar seus laboratórios por conta própria.

Segundo o programa inicial, a construção da ISS deveria terminar em 2010, para ser utilizada até 2015, mas as agências espaciais dos países participantes estudam atualmente a possibilidade de ampliar sua operabilidade em mais cinco ou dez anos.

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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Sonda Mars envia imagens de erosão causada pela água em Marte

A imagem mostra a área entre Kasei Valles e Fossae Sacra, com uma cratera de 35 km  Foto: ESA/Divulgação

A imagem mostra a área entre Kasei Valles e Fossae Sacra, com uma cratera de 35 km

A agência espacial europeia (ESA) divulgou imagens do relevo de Marte obtidas pela sonda Mars Express. As imagens mostram fotos panorâmicas do terreno caótico da região de Kasei Valles e Sacra Fossae. Segundo os especialistas, as rachaduras foram causadas por água.

As imagens são de uma região localizada 12 graus ao norte do Equador e apresentam uma resolução da superfície de 21 metros por pixel. Elas cobrem uma área de 21.375 km quadrados.

A parte superior da imagem mostra a margem oriental de Kasei Valles com o planalto de Lunae Planum, além da Sacra Fossae. Kasei Valles é um dos maiores canais de Marte, com um comprimento de cerca de 3 mil km, que compreendem desde a bacia Chryse Planitia, ao norte, até a Echus Chasma, ao sul. Sacra Fossae é um sistema de falhas que se estende por 1 mil km com centenas de metros de profundidade. Fica entre Kasei Valles sul e oeste de Lunae Planum.

A imagem mostra uma cratera de 35 km de diâmetro ao norte. A borda sudoeste do anel está muito desgastada pela erosão, causada principalmente pelas correntes de água. A fonte de origem desta água foi localizada em Ecgus Rabble, que fica 850 km ao sudoeste.

O fundo da cratera e a parte noroeste da região mostrada na foto é plano e foi formado por fluxos de lava basáltica e sedimentos originários da região vulcânica de Tharsis. A parte inferior da imagem mostra claramente a planície com numerosas crateras e a que apresenta rachaduras.

É provável que toda a região esteja passando por atividades tectônicas, bem como uma 'sub-erosão', um processo no qual as rochas do subsolo são dissolvidas pela água causando um colapso parcial e rachaduras na superfície. Várias dessas zonas de fratura são visíveis a oeste.

sábado, 7 de novembro de 2009

Conheça as 10 previsões catastróficas mais interessantes

O filme 2012, que estreia no próximo dia 13 de novembro, retrata o fim do mundo apontado pelo calendário maia Foto: Divulgação

O filme "2012", que estreia no próximo dia 13 de novembro, retrata o fim do mundo apontado pelo calendário maia

O filme "2012", que estreia nos cinemas no próximo dia 13 de novembro, traz à tona novamente a discussão sobre o fim do mundo. Durante séculos, as pessoas se acostumaram a conviver com perspectivas catastróficas tratadas desde o calendário maia até previsões de profetas mais atuais. No entanto, estes cenários apocalípticos partilham algo em comum: eles nunca ocorrem. Por causa disso, o site científico Live Science resolveu escolher as 10 premonições mais interessantes que nunca aconteceram.

Galinha profeta de Leeds, 1806
A história tem inúmeros exemplos de pessoas que proclamam o retorno iminente de Jesus Cristo, mas nenhuma mensagem é mais estranha do que a da galinha de um inglês na cidade de Leeds, em 1806. O que contam é que a "galinha profeta" começou a botar ovos com a frase "Cristo está chegando". As notícias deste milagre se espalharam e muitas pessoas se convenceram de que o juízo final estava à mão. Até que alguém descobriu que tudo não se passava de uma farsa.

Os millerites, 23 de abril de 1843
Um fazendeiro da Nova Inglaterra chamado William Miller, após ter feito durante vários anos um estudo muito cuidadoso de sua Bíblia, concluiu que o tempo escolhido por Deus para destruir o mundo poderia ser adivinhado a partir de uma interpretação estritamente literal da escritura.

Ele explicou para quem quisesse ouvir que o planeta chegaria ao seu fim em algum momento entre 21 de março de 1843 e 21 de março de 1844. O fazendeiro pregou e espalhou a notícia o suficiente para que milhares de seguidores - conhecidos como Millerites - decidissem que a data efetiva seria em 23 de abril de 1843.

Muitas pessoas venderam ou deram seus bens, admitindo que eles não seriam mais necessários, mas quando chegou o esperado 23 de abril, e Jesus Cristo não veio, o grupo finalmente se dissolveu - com alguns integrantes formando o que hoje são os adventistas do Sétimo Dia.

Mórmon e o Armageddon, 1891
Joseph Smith, fundador da Igreja Mórmon, convocou uma reunião de líderes de sua igreja em fevereiro de 1835 para contar que tinha falado com Deus recentemente e, que durante a conversa, tinha ouvido que Jesus Cristo retornaria nos próximos 56 anos. Nesta data, o fim do mundo seria iniciado imediatamente.

Cometa Halley, 1910
Em 1881, um astrônomo descobriu por meio da análise espectral que as caudas dos cometas eram compostas por um gás mortal chamado cianogênio, conhecido também como cianeto. Esta foi apenas uma notícia de interesse passageiro até que alguém alertou que a Terra poderia passar pela cauda do cometa Halley em 1910.

Será que todos no planeta seriam atingidos por um gás tóxico mortal? A especulação foi reproduzida nas primeiras páginas do jornal americano The New York Times e outros periódicos, gerando um pânico em massa no próprio país e no exterior. No entanto, os cientistas conseguiram explicar que não havia nada a temer.

Pat Robertson, 1982
Em maio de 1980, um televangelista e fundador da Coalização Cristã, Pat Robertson, assustou e alarmou a população - ao contrário de Mateus 24:36 ("Ninguém sabe que dia ou hora, nem os anjos no céu") - ao informar em seu programa de TV que ele sabia que o mundo ia acabar. "Eu garanto que até o final de 1982 o mundo terá o juízo final", disse Robertson.

Heaven's Gate, 1997
Quando o cometa Hale-Bopp surgiu em 1997, surgiram rumores de que uma nave alienígena estaria seguindo o cometa - encoberto, é claro, pela NASA e pela comunidade astronômica. Embora a alegação tenha sido refutada por astrônomos - e poderia ser refutada por qualquer pessoa com um bom telescópio - os rumores foram espalhados por um reconhecido programada de rádio.

A partir de então, uma seita que cultuava a ufologia em San Diego, chamada Heaven's Gate, concluiu que o mundo iria acabar em breve. O mundo realmente teve um fim, mas apenas para os 39 membros do grupo, que se suicidaram em 26 de março de 1997.

Nostradamus, agosto de 1999
As escritas ofuscadas e metafóricas de Michel de Nostrdame têm intrigado as pessoas por mais de 400 anos. Seus textos, cuja precisão depende muito de interpretações flexíveis, foram traduzidas e retraduzidas em dezenas de versões diferentes. Um dos mais famosos dizia: "No ano de 1999, sétimo mês, do céu virá um grande rei do terror".

Bug do Milênio, 1º de janeiro de 2000
No início do século passado, muita gente ficou preocupada que os computadores poderiam causar o fim da Terra. O problema, referido pela primeira vez no início dos anos 1970, era de que muitos computadores não seriam capazes de diferenciar as datas entre 2000 e 1900.

Ninguém estava realmente certo sobre o que aconteceria, mas muitos acreditaram que um holocausto nuclear pudesse destruir o planeta. Nada disso ocorreu e o novo milênio começou com apenas algumas falhas.

Gelo e o fim do mundo, 5 de maio de 2000
No caso do Bug do Milênio não vir efetivamente, uma catástrofe global foi assegurada por Richard Noone, autor do livro "5/5/2000 Ice: the Ultimate Disaster" ("5/5/2000 Gelo: A Catástrofe final", na tradução do inglês). Segundo Noone, a massa de gelo da Antártida ficaria com 3 km de espessura em 5 de maio de 2000 - data em que os planetas seriam alinhados no céu, de algum modo, resultando no degelo global.

Pastor da Igreja de Deus, 2008
Segundo o pastor da Igreja de Deus, Ronald Weinland, o fim dos tempos está sobre nós - mais uma vez. Em seu livro "2008: God's Final Witness" ("2008: O testemunho final de Deus", na sigla em inglês), ele afirma que centenas de milhões de pessoas vão morrer e, até o final de 2006, "haverá um prazo máximo de dois anos para o restante do mundo mergulhar no pior momento de toda a história humana". No outono de 2008, os Estados Unidos não seria mais uma potência mundial e deixaria de existir como nação independente.

Fim do mundo na telinha do cinema
"Presságio" -
A história começa ainda na década de 1950, com um simples exercício de escola. As crianças devem fazer desenhos sobre como imaginam que será a vida no futuro. Estes seriam guardados em uma espécie de cápsula do tempo, para serem abertos 50 anos mais tarde, em uma comemoração do tal colégio. Ao contrário de seus colegas de classe, a jovem Lucinda Embry (Lara Robinson) preenche sua folha com números aparentemente desconexos. O fato de a menina ouvir vozes e ficar praticamente em transe enquanto anota os números já anuncia que nada de bom sairá do papel.

Cinco décadas depois, quem encontra o trabalho de Lucinda é Caleb (Chandler Canterbury), filho de John (Nicolas Cage). Com um toque de sorte e oportuno conhecimento matemático, o astrofísico John desvenda o enigma: cada trecho de número remete à data, local e número de mortos das maiores tragédias enfrentadas pela humanidade nos últimos 50 anos (terremotos, enchentes, incêndios, ataques terroristas, guerras etc).

Como há algumas desgraças que ainda não ocorreram, John tentará impedi-las, especialmente a última, cujos números estão incompletos. Para a tarefa, ele contará com a ajuda da filha de Lucinda, Diana Wayland (papel de Rose Byrne). Enquanto John busca respostas, Caleb e Abby (Lara Robinson), filha de Diana, começam a ouvir vozes, ter visões e ser perseguidos por homens estranhos e assustadores. Misteriosos, eles parecem ser os responsáveis por tudo o que se vê na tela.

"Apocalypto"
O filme não fala sobre o fim do mundo, mas conta a história da queda de uma das civilizações mais importantes da América Central pré-colombiana: os maias. O calendário maia, que aponta para o fim do mundo no dia 12 de dezembro de 2012, ainda assusta as pessoas até hoje. A civilização encerra a contagem do dia e das noites nesta data porque depois dela não haverá mais dias para contar.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Sujeira quase atrasa início do acelerador de partículas

O acelerador de partículas do Laboratório Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN) começará a trabalhar em meados deste mês, como estava previsto, apesar de um pequeno incidente causado nesta semana por um pedaço de pão que caiu sobre seu transformador elétrico.

Uma porta-voz do CERN informou hoje à Agência Efe que, na terça-feira passada, "um pedaço de pão, que achamos que era levado por um pássaro, caiu sobre o transformador elétrico do acelerador".

Isso provocou um curto-circuito no equipamento, que fica na superfície - ao contrário do acelerador em si, que está situado em um túnel circular de 27 quilômetros sob a fronteira entre França e Suíça -, causando o aquecimento de dois de seus setores.

Além disso, o incidente provocou uma interrupção do sistema de resfriamento do acelerador de partículas, acrescentou a porta-voz, a qual destacou que os dois setores afetados já foram resfriados até sua temperatura operacional.

Segundo porta-vozes do CERN, o incidente não alterou os planos para iniciar novamente, por volta de meados de novembro, o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), o maior acelerador de partículas já construído.

O LHC ficou mais de um ano parado devido a uma grave avaria ocorrida dez dias depois de começar seus trabalhos em setembro de 2008. Após o vazamento do incidente do pedaço de pão, o CERN quis minimizar o ocorrido e lidou com a situação com bom humor.

Em um curto comunicado emitido hoje sobre o assunto, intitulado "Incidente Pão-Pássaro no LHC", o CERN explica que "o pássaro saiu ileso, embora tenha perdido seu pão".

EFE
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Nave Messenger transmite imagens da superfície de Mercúrio

A agência espacial americana, Nasa, divulgou imagens da superfície de Mercúrio feitas pela nave espacial Messenger em sua mais recente passagem pelo planeta. Segundo a agência, esta região parece ter experimentado um elevado nível de atividade vulcânica.

A imagem, de cores aprimoradas, foi criada com uma técnica que realça variações sutis de cores vista nos 11 filtros de câmera da nave. Segundo a agência, as imagens mostram, pela primeira vez, uma visão quase completa da superfície do planeta.

De acordo com os cientistas, na imagem, a área amarela (parte superior) mostra forte atividade vulcânica explosiva. No centro, a bacia de 29 km de diâmetro tem um interior liso que pode ser o resultado de vulcanismo efusivo. Planícies suaves, que podem ser resultados de episódios anteriores de atividade vulcânica, cobrem grande parte da área.

Segundo um comunicado da instituição, a nave passou menos de 142 milhas acima da superfície rochosa do planeta, que lhe permita entrar em órbita em 2011. A Messenger tem o objetivo de se tornar a primeira nave espacial a entrar na órbita do planeta. Se isso acontecer, ela deve ajudar os cientistas a compreender a composição da superfície de Mercúrio recolhendo informações sobre o meio ambiente e a geoquímica do planeta.