quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Detectada em Saturno a maior aurora boreal do Sistema Solar

Auroras boreais de Saturno são o dobro maiores que às da Terra por serem compostas basicamente de hidrogênio, um gás muito rápido que faz com que elas ... Foto: Nasa/Divulgação

Auroras boreais de Saturno são o dobro maiores que às da Terra por serem compostas basicamente de hidrogênio, um gás muito rápido que faz com que elas alcancem distâncias maiores

A sonda espacial Cassini detectou auroras boreais na atmosfera de Saturno que, de acordo com os cientistas, seriam as maiores já observadas no Sistema Solar. Imagens captadas pela Cassini mostraram as cortinas com cerca de 1,2 mil km de largura - o dobro maiores que as registradas na Terra -, localizadas sobre o hemisfério norte do planeta.

As auroras boreais são fenômenos ópticos que brilham em regiões próximas às zonas polares dos planetas. Na Terra, o fenômeno ocorre por causa do impacto de partículas oriundas da magnetosfera - bolha magnética que rodeia um planeta - que se introduzem na atmosfera superior terrestre.

Os cientistas da California Institute of Technology, responsável pelo estudo, informaram que as auroras boreais nunca haviam sido vistas em Saturno, apesar da suspeita de que sempre estiveram lá. Além disso, as observações podem ajudar a explicar melhor como elas se formam.

A altitude das auroras boreais de Saturno possuem diferenças em relação às da Terra, pois são compostas basicamente de hidrogênio. Já as da Terra são cheias de oxigênio e nitrogênio. Como o hidrogênio é um gás muito rápido, a atmosfera e as auroras alcançam distâncias maiores do planeta. Na Terra, o fenômeno tende a atingir entre 100 e 500 km.

Com informações da Europa Press

Nave Atlantis se desacopla com sucesso da ISS

O ônibus espacial desacoplou da ISS às 7h53 de Brasília Foto: Nasa/Divulgação

O ônibus espacial desacoplou da ISS às 7h53 de Brasília

O ônibus espacial Atlantis se desacoplou nesta quarta com sucesso da Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês) e começou seu voo autônomo, informou a agência espacial russa Roscosmos, em seu site.

O desacoplamento aconteceu às 7h53 de Brasília e a aterrissagem da nave está prevista para sexta-feira às 12h44 de Brasília no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral (Flórida).

O Atlantis, com uma carga de mais de 12 toneladas, foi lançado no último dia 16 à plataforma orbital a partor da base de Cabo Canaveral, e se acoplou à ISS dois dias depois.

Os seis tripulantes do Atlantis, comandado por Charles Hobaugh, e do qual também participam o piloto Barry Wilmore e os especialistas de missão Leland Melvin, Mike Foreman, Robert Satcher e Randy Bresnik, voltarão à Terra com a especialista Nicole Stott, que ficou quase três meses na ISS.

Este é o quinto e último voo da Nasa (agência espacial americana) do ano e o penúltimo do Atlantis, antes que a instituição retire as naves, no próximo ano.

EFE
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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Nebulosa tem energia 100 mil vezes maior que Sol, diz Nasa

legenda Foto: NASA/Chandra X Ray Observatory /Divulgação

A nebulosa Caranguejo, localizada na constelação de Touro, é considerada como "ícone cósmico" para os astrônomos

A nebulosa Caranguejo (nuvem de poeira, hidrogênio e plasma), localizada na constelação de Touro, é um poderoso gerador cósmico capaz de produzir energia equivalente a 100 mil vezes a taxa do Sol - a principal estrela do Sistema Solar, segundo informações da Nasa, agência espacial americana. Uma imagem da intensa atividade registrada no interior da formação estelar, captada a partir de dados enviados pelas sondas espaciais Chandra X-ray, Hubble e Spitzer, foi divulgada no site da Nasa nesta segunda-feira.

Os cientistas explicaram que, há mil anos, a morte de uma estrela (também conhecida como supernova) criou uma gigantesca explosão que culminou com o nascimento de um objeto denso, chamado estrela de nêutrons. As partículas expelidas por este corpo cósmico possibilitaram o surgimento da nebulosa Caranguejo.

Na fotografia, os dados observados pelo observatório Chandra X-ray estão em azul, os do Hubble em amarelo e vermelho, e os do Spitzer em infravermelho. A nebulosa em questão, um dos objetos mais estudados do espaço, é considerada pelos astrônomos como um "verdadeiro ícone cósmico".

Foguete russo é lançado com satélite de comunicação europeu

O foguete russo Proton-M, com o satélite de comunicação europeu Eutelsat-W7, foi lançado nesta terça-feira com sucesso ao espaço, da base de Baikonur, no Cazaquistão, informaram fontes oficiais. "O lançamento aconteceu às 17h19 de Moscou (12h19, no horário de Brasília).

"A entrada em órbita aconteceu conforme o programado", declarou à agência russa Interfax o porta-voz do Centro Espacial Jruniche. Inicialmente, o lançamento do satélite europeu estava previsto para ontem, mas foi adiado por não ter recebido o sinal verde das autoridades cazaques.

As autoridades do Cazaquistão, país do qual a Rússia aluga a base de Baikonur, explicaram o atraso porque não tinham acordado com o centro a hora do lançamento nem os parâmetros exatos do voo do foguete. O Eutelsat-W7, com uma massa de 5,6 t e projetado para uma vida útil de 15 anos, pertence à operadora francesa de comunicação por satélite Eutelsat.


EFE
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Alerta falso de incêndio assusta astronautas da ISS

Os 12 astronautas  concedem entrevista antes da nave Atlantis se desprender da Estação Espacial Internacional Foto: AP

Alerta falso ocorreu no laboratório japonês Kibo, ligado à ISS, mas uma rápida investigação comprovou que não havia nada

Um alerta falso de incêndio no laboratório japonês Kibo, que é parte da Estação Espacial Internacional, assustou nesta terça-feira os 12 astronautas a bordo da própria ISS e da nave Atlantis. A Nasa, agência espacial americana, informou que o alarme soou às 10h (horário de Brasília) e que uma rápida investigação comprovou que, na verdade, não havia incêndio.

É a terceira vez que um alerta de incêndio soa durante a atual missão da nave Atlantis. As outras duas se originaram no novo módulo russo de pesquisa Poisk. "As operações de transferência de equipamentos e provisões a bordo do complexo podem ter agitado partículas de pó que ativaram os sensores de alarme da estação", explica a Nasa, que destacou que "as operações já retornaram à normalidade".

A ISS, um projeto de US$ 100 bilhões no qual participam 16 nações, e o Atlantis, que está acoplado a ela, orbitam a mais de 27 mil km/h a cerca de 385 km da Terra.

EFE
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Novo mapa sugere que oceano cobria 30% do planeta Marte

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos traz novos indícios de que o planeta Marte já teve um oceano. Usando um novo programa de computador, cientistas da Universidade de Northern Illinois e do Instituto Lunar e Planetário de Houston conseguiram produzir um mapa mais detalhado das redes de vales de Marte e perceberam que elas são 2,3 vezes mais extensas do que se imaginava.

Além disso, o estudo mostrou que as regiões mais densas em vales formam um cinturão em torno do planeta entre seu equador e uma faixa mais ao sul, o que é consistente com a teoria de que havia um oceano cobrindo uma grande porção do hemisfério norte de Marte.

"Todas as provas reunidas ao analisarmos essa rede de vales apontam para um clima particular no início da existência de Marte", disse Wei Luo, da Universidade de Northern Illinois. "Esse clima incluía chuvas e um oceano cobrindo cerca de 30% da superfície do planeta."

Quente e úmido
As redes de vales de Marte se assemelham aos sistemas de rios da Terra, sugerindo que o chamado "Planeta Vermelho" já foi mais quente e mais úmido do que é hoje. Mas, desde que essas redes foram descobertas por uma sonda espacial, em 1971, cientistas têm debatido se elas teriam sido criadas por erosão provocada por água na superfície - o que sugere um clima chuvoso - ou por erosão causada por águas subterrâneas - o que indicaria um clima mais frio e seco.

O novo mapeamento permitiu também aos pesquisadores verificar que há semelhanças entre a densidade das redes de vales da Terra com a de algumas regiões de Marte, o que seria um indício de erosão provocada por chuvas.

A superfície de Marte é caracterizada por planícies localizadas principalmente no hemisfério norte e por montanhas concentradas mais no sul. Segundo os cientistas, esta topografia mostra que a água se acumularia no norte.

"Um planeta com apenas um grande oceano teria um clima do tipo continental árido na maioria de suas superfícies de terra", disse Luo. Os resultados do estudo foram publicados na revista especializada Journal of Geophysical Research - Planets.

BBC Brasil
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Cern anuncia 1ª colisão de partículas no acelerador

O primeiro choque de partículas no Grande Colisor de Hádrons (LHC), o acelerador gigante do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), foi registrado na tarde desta segunda-feira.

O choque ocorre três dias após a reativação do Grande Colisor de Hádrons (LHC), que ficou 14 meses sem operar por uma série de problemas técnicos.

As primeiras colisões de partículas foram observadas durante a tarde desta segunda-feira: "É uma grande vitória por termos percorrido um longo caminho em tão pouco tempo", declarou Rolf Heuer, diretor-geral do Cern.

"Foi uma festa na sala de controle (...) todo mundo comemorou quando ocorreram as primeiras colisões!" - comentou Jurgen Schukraft, porta-voz da equipe.

"Os sinais (gerados pelas colisões de partículas) que vimos são magníficos", disse Andrei Golutvin, outro porta-voz do CERN. O maior acelerador de partículas do mundo, que funcionou por apenas algumas horas, em setembro de 2008, antes de apresentar um grave problema, voltou à atividade nesta sexta-feira passada.

O LHC, uma joia científica que custou 3,76 bilhões de euros e que deve permitir progressos sobre o conhecimento da matéria e a origem do universo, teve sucessivos problemas após entrar em serviço, no dia 10 de setembro de 2008.

O primeiro incidente ocorreu menos de 48 horas após a ativação do sistema, sendo seguido por um segundo defeito, no dia 19 de setembro, que afetou os ímãs encarregados de guiar as partículas pelo circuito do acelerador.

O circuito mede nada menos que 27 km e está a 100 metros sob a terra, em uma região da fronteira entre França e Suíça, passando pelo território dos dois países.

Desde setembro de 2008, o CERN realizava um longo trabalho para reparar o Acelerador de Partículas, que incluiu a instalação de novos sistemas de segurança ao longo do percurso, cuja construção envolveu mais de 7 mil físicos, durante cerca de 12 anos.

AFP
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Máquina do "Big Bang" pode causar surpresas, diz cientista

Os cientistas devem começar a reunir informações sobre as origens do universo nos próximos meses, quando o maior acelerador de partículas do mundo começar a operar com força total no ano que vem, disse um líder do projeto na segunda-feira.

Mas a velocidade máxima do aparelho, conhecido como a "máquina do Big Bang", não deve ser atingida antes de 2011, acrescentou o físico Steve Myers, dando detalhes sobre o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), situado na fronteira entre Suíça e França no Centro Europeu de Física Nuclear (Cern).

O LHC - uma experiência de quase 10 bilhões de dólares envolvendo cientistas do mundo todo - foi reinaugurado no fim de semana, depois que um acidente técnico 14 meses atrás provocou a sua paralisação nove dias após o seu início.

Myers, diretor do Cern para aceleradores, disse à Reuters Television que os feixes de partículas foram acelerados pelo túnel de 27 quilômetros na sexta-feira e que tudo correu bem.

"Todos estão confiantes porque esse foi um início formidável. Estamos fazendo medições nesta máquina que normalmente seriam feitas após um ano ou dois de operações de um acelerador", afirmou ele.

Origens da Vida
O principal objetivo do projeto é descobrir como o universo tomou forma após o Big Bang, que aconteceu 13,7 bilhões de anos atrás, ter lançado matéria em grandes velocidades e energias, que por fim tornaram-se estrelas, planetas e depois a própria vida.

Mas o que Myers chamou de "novas surpresas na Física que de fato poderíamos medir" provavelmente terão de esperar até que os feixes de partículas colidam à força máxima do LHC. "Estaremos contemplando o alcance dessa energia máxima em 2011", afirmou ele.

Experimentos num acelerador anterior no Cern provocaram colisões de partículas produzindo uma energia que ficou perto da do Big Bang. O LHC em sua força total, porém, deverá recriar as condições apenas um bilionésimo de segundo depois da explosão primordial ser captada por uma série de supercomputadores, que transmitirão os dados a cientistas de 33 países.

Entre os mistérios que os pesquisadores esperam desvendar estão o dos buracos negros do universo, sobre o que é a antimatéria e se há o bóson de Higgs.

O bóson é uma partícula que existe na teoria à qual se acredita que dê matéria à sua massa, permitindo que ela se forme. Foi primeiro concebida pelo cientista Peter Higgs, da Universidade de Edimburgo, em 1964, como parte de uma explicação sobre como o universo foi formado.

Esforços anteriores para capturá-lo no Cern e em um laboratório similar nos Estados Unidos fracassaram.

Reuters
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Astronautas iniciam últimos trabalhos fora da nave Atlantis

Os astronautas Randy Bresnik e Robert Satcher iniciaram nesta segunda-feira o terceiro e último dia de trabalho extraveicular na missão da nave Atlantis, para realizar várias tarefas de construção na Estação Espacial Internacional (ISS). A Nasa informou que a saída dos astronautas do compartimento Quest foi iniciada às 11h24 (Brasília), com um atraso em virtude de um problema com uma válvula do traje de Satcher.

Durante o trabalho extraveicular, com uma duração prevista de seis horas e meia, Satcher e Bresnik instalarão um tanque de oxigênio no exterior do módulo Quest, que será usado para reabastecer as condições atmosféricas perdidas quando os astronautas saem e entram na estação. Os astronautas farão também dois experimentos para o estudo de materiais no exterior da ISS, que orbita a cerca de 385 km da Terra e a uma velocidade de mais de 27 mil km/h.

Bresnik e Satcher também continuarão com a conexão de cabos que servirá para a recepção do módulo americano Tranquility, que chegará à ISS no próximo ano a bordo da nave Endeavour. Essa é a última missão da Nasa em 2009 à ISS e será a penúltima da nave Atlantis antes que a agência americana retire no próximo ano sua frota de ônibus espaciais, que incluem também Discovery e Endeavour.

A nave Atlantis partiu com seus seis tripulantes na segunda-feira do Centro Espacial Kennedy de Cabo Canaveral, no sul da Flórida (EUA), em uma missão de 11 dias.

EFE
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Acelerador já faz prótons circularem em sentido oposto

O Centro Europeu de Física Nuclear (Cern) revelou hoje que feixes de prótons já estão circulando em direções opostas no maior acelerador de partículas do mundo, embora ainda se trate de testes em baixa velocidade.

O Grande Colisor de Hádrons (LHC, em inglês) começou a funcionar novamente no fim da sexta-feira passada com o lançamento de feixes em uma só direção, depois de 14 meses paralisado. Durante esse tempo, foi reparado dos erros técnicos ocorridos em setembro de 2008, apenas nove dias depois de entrar em operação em meio a uma grande expectativa da comunidade científica internacional.

Espera-se que as colisões a altas velocidades, que permitirão aos cientistas obter dados jamais conseguidos sobre a criação do Universo, sejam produzidos em princípios de 2010. Fizemos medições que normalmente são feitas em aceleradores várias vezes testados", acrescentou.

O enorme acelerador, de 27 km de comprimento, está situado a 100 m de profundidade no Cantão de Genebra (Suíça), na fronteira com a França. "É o fim de 20 anos de esforços, e o princípio de outra nova e fascinante fase", afirmou hoje Fabiola Gianotti, porta-voz do Atlas, um dos quatro detectores de partículas do acelerador.

"Demos um grande passo, e foi um grande êxito. Agora começa a segunda parte da viagem", disse, por sua vez, Tejinder Virdee, porta-voz do CMS, segundo maior detector que compõe o LHC. Apesar dos dois feixes estarem circulando em sentidos opostos, por enquanto não se chocaram e não é esperado que isso aconteça a curto prazo.

"Primeiro precisamos observar como eles circulam, e devemos identificá-los com absoluta certeza para podermos manipulá-los. Queremos proteger o acelerador e nos certificarmos de que o processo é seguro", explicou Myers. "Vamos seguir passo a passo, faremos testes para comprovar que o LHC funciona perfeitamente. Faremos também as mudanças nnecessárias e, quando tivermos confiança total no acelerador, então faremos as colisões a alta velocidade", disse o diretor-geral do Cern, Rolf Heuer.

Quando o LHC funcionar em plena capacidade, será possível recriar os instantes prévios ao Big Bang, o que dará informações chaves sobre a formação do universo e confirmará ou não a teoria da física, baseada no Bóson de Higgs. A existência dessa partícula, que deve seu nome ao cientista que há 30 anos previu sua existência, é considerada indispensável para explicar por que as partículas elementares têm massa e por que as massas são tão diferentes entre elas.

Myers especificou que a ideia é fazê-las alcançar uma velocidade de 1.2 TeV (teraelétron-Volts) nas próximas semanas. Apenas em meados do ano que vem ela chegaria a 3.5 TeV. "Esperamos que a 3.5 TeV já possamos observar algo novo, mas ainda não temos certeza disso", afirmou Gianotti.

"Pode ser que a essa velocidade já possam ser abertas novas janelas para a ciência. É o que todos esperamos, mas não podemos garantir", acrescentou Heuer. O passo seguinte seria fazer testes a 7 TeV por feixe. "A natureza é mais elegante que as suposições dos humanos, vamos deixar que ela nos surpreenda", disse Gianotti.

Para a construção do LHC foram investidos 12 anos de trabalho, cerca de 4 bilhões de euros, e o esforço combinado de 7 mil cientistas.

EFE
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Astronautas do Atlantis farão terceira caminhada espacial

Astronautas do ônibus espacial americano Atlantis farão nesta segunda-feira a terceira e última caminhada espacial de sua missão, que tem como objetivo fazer a manutenção e instalar equipamentos na Estação Espacial Internacional (ISS).

Os especialistas da missão, Randy Bresnik e Robert Satcher, passaram a noite em uma câmara de descompressão. A segunda caminhada, sábado, a cargo de Bresnik e Mike Foreman, foi encurtada em 30 minutos por um falso alarme de despressurização, mas os astronautas completaram as tarefas em seis horas e oito minutos, segundo a Nasa.

Os astronautas instalaram uma plataforma externa para carga e montaram um sistema sem fio de vídeo para transmitir imagens à ISS e à Terra.

Em uma missão programda para 2010, o espectômetro Alpha Magnetic será instalado na plataforma.

No domingo, Randy Bresnik se tornou o segundo astronauta a ser pai em plena missão espacial, depois que sua esposa deu à luz uma menina chamada Abigail Mae.

Após esta missão restarão apenas seis missões dos ônibus espaciais, que serão aposentados.

AFP
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Adiado lançamento do satélite de comunicações europeu

O lançamento satélite de comunicações europeu Eutelsat-W7, que estava previsto para hoje, foi adiado até amanhã, informaram fontes da base russo de Baikonur (Cazaquistão).

Um porta-voz dessa base disse à agência russa Interfax que o adiamento aconteceu pois as autoridades do Cazaquistão não deram o sinal verde para o lançamento.

Explicou que os casaques basearam sua decisão no fato de que não tinham sido estipulados definitivamente a hora do lançamento e os parâmetros da trajetória do foguete russo Proton-M que deve pôr em órbita o satélite europeu.

O Eutelsat-W7, com uma massa de 5,6 toneladas e projetado para uma vida útil de 15 anos, pertence à operadora francesa de comunicação por satélite Eutelsat.

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Astronauta do Atlantis é pai durante sua missão à ISS

O astronauta Randolph Bresnik, comemorou neste domingo no espaço com seus companheiros da missão Atlantis o nascimento de sua filha, após falar com sua esposa, Rebecca, pela primeira vez depois que esta deu à luz há dois dias.

A menina, que se chamará Abigail Mae, nasceu enquanto seu pai experimentava a falta de gravidade do espaço a mais de 350 quilômetros da Terra durante a segunda caminhada espacial da missão STS-129 da Atlantis à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

Após dois dias esperando o momento, finalmente esta manhã Bresnik pôde falar com sua esposa através de uma conexão entre o Controle da missão em Houston e o hospital onde Rebecca deu à luz. A menina nasceu pesando 2,7 quilogramas e mede 50 centímetros e meio. Tanto a mãe e a menina estão bem. É o segundo filho do casal - o primeiro é uma criança de origem ucraniana, adotada, que agora tem três anos e meio.

EFE
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sábado, 21 de novembro de 2009

Astronautas do "Atlantis" instalam antena para radioamadores na ISS

Os radioamadores contam a partir de hoje com uma nova antena no espaço, graças ao trabalho dos astronautas Mike Foreman e Randy Bresnik, que concluíram nesta sábado com sucesso a segunda caminhada espacial da missão STS-129 do "Atlantis" à Estação Espacial Internacional (ISS).

Esta foi uma das diferentes tarefas realizadas durante as seis horas e oito minutos que os astronautas estiveram no fora do aparelho, nas quais também instalaram um adaptador ao laboratório europeu "Columbus".

A jornada de trabalho começou às 12h31 (horário de Brasília), uma hora mais tarde que o previsto, devido ao fato de que na noite anterior, pelo segundo dia consecutivo, soou o alarme de despressurização da ISS.

Foreman e Bresnik tiveram que sair do compartimento "Quest", que prepara o sistema sanguíneo dos astronautas para prevenir problemas de descompressão, até que as equipes de controle na Terra confirmaram que se tratava de um alarme falso.

A comprovação dos sistemas durou duas horas, portanto, a Nasa (agência espacial americana) teve que reduzir em meia hora a missão no exterior do "Atlantis", o que não impediu que os astronautas concluíssem todas as tarefas que tinham na agenda do dia.

Durante a missão no exterior da nave, Foreman e Bresnik tiveram tempo para instalar uma antena sobre a viga principal para melhorar a transmissão das câmeras de vídeo que levavam sobre o capacete.

Além disso, reposicionaram um dispositivo que registra o potencial elétrico entorno da estação e instalaram um gancho para aderir carga à viga principal.

Esta foi a primeira caminhada fora de aeronave de Bresnik, enquanto que para Foreman foi a segunda nesta missão e a quinta em sua carreira, já que também participou da missão STS do "Endeavour" em 2008.

Bresnik, que saiu do "Atlantis" com um traje com detalhes vermelhos para poder ser diferenciado de Foreman, mostrou seu entusiasmo ao passar pela escotilha da nave.

"Sem contar quando vi minha esposa pela primeira vez, acho que jamais vi algo mais bonito", disse o astronauta, quando olhou a Terra a uma distância de 354 quilômetros.

Para Bresnik esta viagem é especial já que quando voltar à Terra conhecerá sua filha, nascida durante a missão.

Esta é a última missão realizada pela Nasa à ISS este ano e será a penúltima do "Atlantis", que será "aposentado" no ano que vem junto com o "Discovery" e o "Endeavour".

A missão STS-129 ainda terá saídas do "Atlantis" na segunda-feira, para a instalação de um tanque de oxigênio no compartimento de embarque "Quest", de dois experimentos para o estudo de materiais, e para continuar com a conexão de cabos para receber o módulo "Tranquility" que chegará à ISS em 2010.

A ISS, que orbita a cerca de 360 quilômetros sobre a Terra, é um projeto internacional no qual participam 16 países.

O "Atlantis" partiu com seus seis tripulantes na segunda-feira passada do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, no sul do estado americano da Flórida, para uma missão de 11 dias que terminará na sexta-feira.

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Grupo de cientistas belgas simulará expedição a Marte em deserto dos EUA

Um grupo de cientistas belgas participará de um experimento em fevereiro, no deserto de Utah, nos Estados Unidos, no qual simularão uma expedição de exploração de Marte.

A presidente da seção belga da Mars Society, Nancy Vermeulen, assegurou hoje que a suposta "tripulação" já foi selecionada por completo, segundo a agência "Belga".

A Nasa já tinha dado sua aprovação para a simulação de prospecção de Marte com uma equipe de seis cientistas belgas, de 7 a 20 de fevereiro de 2010.

A tarefa da tripulação MDRS 90 será viver durante duas semanas em um módulo totalmente isolado do mundo exterior, como viverão os astronautas que explorarem o planeta vermelho no futuro.

Durante sua estadia no módulo, a equipe, que terá pessoas de entre 17 e 52 anos, serão realizados diversos experimentos científicos.

EFE
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Experimento para recriar "Big Bang" é retomado

Com atraso de um ano, cientistas do maior acelerador de partículas do mundo reiniciaram o experimento para recriar as condições do "Big Bang", pesquisa que gerou sugestões de que por causa dele a Terra seria tragada por milhões de buracos negros.

Cientistas da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (CERN, na sigla em inglês) formaram raios de luz capazes de movimentar as partículas em ambas as direções no Grande Colisor de Hádrons, um passo que já está além de onde o experimento parou no primeiro teste, em setembro de 2008, disse o porta-voz James Gillies.

O experimento, através do qual pequenas partículas são amassadas em uma tentativa de aprender mais sobre o nascimento do universo, fracassou apenas nove dias depois de ser iniciado devido a um problema técnico que demorou mais do que o previsto para ser consertado. "Estamos mais adiantados agora do que estávamos depois de cinco dias com o experimento do ano passado", disse o diretor para Aceleradores do CERN, Steve Myers, dizendo que o ano extra permitiu aos pesquisadores atualizar os instrumentos e os softwares.

Myers acrescentou que os pesquisadores tinham aumentado a sensibilidade das proteções do aparato que custou US$ 9,82 bilhões e que está posicionado na fronteira entre França e Suíça. "Se alguma coisa acontecer, nós não teríamos o mesmo prejuízo que tivemos no ano passado", afirmou ele.

O CERN, uma organização de 55 anos que conta com 10 mil cientistas e técnicos no mundo inteiro em seus projetos de pesquisa, rejeitou qualquer sugestão de que o experimento poderia acabar com o mundo. O diretor-geral do CERN, Rolf Heuer, disse que reiniciar o experimento é um "esforço hercúleo".

"Ainda temos mais a fazer antes de o trabalho dos físicos começar, mas com esse marco importante estamos no caminho certo", afirmou. Se o progresso se mantiver nesse ritmo, os cientistas podem ser capazes de acelerar partículas no mais alto nível de energia já testado antes do próximo Natal.

Apesar disso, as colisões em alta energia, que podem esclarecer os segredos do universo, só devem ocorrer no ano que vem, disse Myers. O experimento estará completamente operante quando os raios de luz das partículas colidirem a altos níveis de energia. Isso provavelmente acontecerá em janeiro.

O próximo passo importante no experimento será o de colisões movidas a baixa energia, o que deve acontecer daqui uma semana, de acordo com o CERN.

O experimento pode ser acompanhado no site http://twitter.com/cern.

Reuters
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Tripulantes do "Atlantis" começam 2ª caminhada espacial

Os astronautas Mike Foreman e Randy Bresnik deram início neste sábado à segunda caminhada espacial de sua missão para instalar um adaptador no laboratório europeu "Columbus", na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), além de uma antena adicional para radioamadores.

Após passar a noite no compartimento "Quest", que prepara o sistema sanguíneo para prevenir problemas de descompressão com a saída do aparelho, os astronautas abriram a escotilha às 12h31 (horário de Brasília) para iniciar uma jornada de trabalho de seis horas.

Para Bresnik será a primeira saída espacial, enquanto que para Foreman será a segunda nesta missão e a quinta em sua carreira, já que também participou da missão STS do ônibus espacial "Endeavour" em 2008.

Foreman vestiu um traje espacial com detalhes vermelhos para poder ser diferenciado de Bresnik e o especialista de missão Robert Satcher ficou encarregado de coordenar as atividades e as comunicações entre os astronautas e o centro de controle em Houston.

Foreman e Bresnik também instalarão outra antena sobre a viga principal para melhorar a transmissão das câmaras de vídeo que os astronautas levam sobre o capacete.

Além disso, reposicionarão um dispositivo que registra o potencial elétrico entorno da estação e instalarão um gancho para aderir carga à viga principal.

EFE
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Nasa adia 2ª caminhada espacial da missão do "Atlantis"

A Nasa (agência espacial americana) decidiu adiar em uma hora a segunda caminhada espacial da missão do "Atlantis" prevista para hoje, devido a um falso alarme de despressurização durante a noite na Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês), informou a entidade.

A caminhada espacial estava para 11h18 de Brasília, mas os especialistas de missão Mike Foreman e Randy Bresnik sairão às 12h38 de Brasília.

A ISS voltou a registrar um falso alarme de despressurização que começou no novo módulo de investigação "Poisk" durante a noite.

O sistema automático da estação fechou automaticamente os sistemas de ventilação, o que provocou outros dois falsos alarmes dos detectores de fumaça do laboratório europeu "Columbus" e do compartimento de entrada de ar "Quest", onde estavam Foreman e Bresnik.

Apesar de que começarão mais tarde, os astronautas completarão todas as tarefas que tinham no plano inicial durante as seis horas que durará a caminhada, meia hora a menos que o previsto.

No entanto, não ficará tempo extra para antecipar o trabalho diante da chegada do módulo americano "Tranquility" em fevereiro de 2010, a bordo do ônibus espacial "Endeavour".

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Superacelerador volta a operar e deve ter ponto alto em 2010

Imagem de 2007 mostra o Grande Colisor de Hádrons (LHC, em inglês), um superacelerador de partículas  Foto: AP

Imagem de 2007 mostra o Grande Colisor de Hádrons (LHC, em inglês), um superacelerador de partículas

O Grande Colisor de Hádrons (LHC, em inglês), o superacelerador de partículas desenvolvido pela Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern), está novamente operacional, e a expectativa é que, em questão de semanas, sejam superados novos períodos-chave para chegar ao ponto alto do experimento, no início de 2010.

Quando isso acontecer, espera-se que o LHC produza centenas de milhões de choques frontais de partículas a uma velocidade próxima à da luz, um momento crucial no qual a ciência fará uma viagem rumo ao desconhecido.

No entanto, para chegar a essa fase decisiva, os cientistas que trabalham no acelerador ainda terão que superar vários desafios nas próximas semanas e, principalmente, garantir que não aconteçam mais problemas técnicos, como o que há 14 meses causou uma grave avaria, apenas nove dias após o início do experimento.

Sobre isso, o diretor dos aceleradores do CERN, Steve Myers, se mostrou confiante ao afirmar que "o LHC é uma máquina muito melhor de entender do que era há um ano" e que, desde então, sua equipe "aprendeu dessa experiência e desenvolveu a tecnologia que nos permite seguir adiante".

Esta grande invenção, considerada uma façanha da ciência, custou cerca de 4 bilhões de euros e sua construção significará 12 anos de trabalho e a colaboração de 7 mil cientistas.

Espera-se que o primeiro teste bem-sucedido da sexta-feira à noite signifique um ponto de partida, desta vez sem interrupções, até o ponto alto do experimento.

Assim, o primeiro passo consistiu no lançamento de um feixe de prótons no sentido horário e que deu uma volta completa pelo túnel do acelerador, de 27 quilômetros de comprimento e situado a 100 metros de profundidade sob a fronteira entre Suíça e França.

Embora satisfeito, porque é um marco que mostra que se está no caminho certo, o diretor-geral do Cern, Rolf Heuer, reconheceu que "ainda resta um trecho a percorrer antes que a física comece".

A retomada do funcionamento do LHC aconteceu em meados do ano e, desde então, foi avançando gradualmente. A primeira coisa foi chegar à temperatura de -271 graus Celsius, necessária para que o acelerador esteja operacional, o que foi conseguido em 8 de outubro.

No dia 23 daquele mês, foram inseridas as partículas, mas estas não circularam, e, em 7 de novembro, foram colocadas em movimento por trechos.

Em dentro de uma semana, aproximadamente, deve acontecer o próximo passo fundamental: colisões a baixa velocidade de feixes de prótons que circularão em direções opostas, um teste que trará dados que permitirão aos cientistas calibrar seus trabalhos posteriores.

Esse momento será muito significativo, já que, até agora, todas as informações registradas pelos detectores provêm de raios cósmicos, explicou o Cern.

A análise da informação e os ajustes necessários continuarão durante mais algumas semanas, até chegar o momento de utilizar uma alta energia e se preparar, assim, para colisões a 7 TeV (teraelétron-Volts) - 3,5 TeV por feixe - no próximo ano.

Quando o LHC funcionar a pleno rendimento, serão recriados os instantes posteriores ao Big Bang, o que dará informações-chave sobre a formação do universo e confirmará ou rebaterá a teoria padrão da física, baseada no bosón de Higgs.

A existência dessa partícula, que deve seu nome ao cientista que há 30 anos previu sua realidade, é considerada indispensável para explicar por que as partículas elementares têm massa e por que as massas são tão diferentes entre elas.

EFE
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Acelerador de partículas volta a funcionar após 14 meses

O maior acelerador de partículas do mundo, que funcionou por apenas algumas horas, em setembro de 2008, antes de apresentar um grave problema, voltou a funcionar nesta sexta-feira, após 14 meses de paralisação, informou o Centro Europeu de Investigação Nuclear (Cern).

"Os primeiros testes de injeção de partículas de prótons começaram às 16h local (13h Brasília)", disse James Gillies, porta-voz do Cern. Estas injeções duraram uma "fração de segundo" para permitir que as partículas "deem meia volta, e até uma volta" no circuito do Grande Colisor de Hádrons (LHC), destacou Gillies.

"Se tudo ocorrer bem, às 7h (4h) trataremos de fazer circular um feixe de partículas durante vários minutos", disse o porta-voz. Segundo Gillies, uma garrafa de champanhe já está pronta para a comemoração.

O LHC, uma jóia científica que custou 3,76 bilhões de euros e que deve permitir progressos sobre o conhecimento da matéria e a origem do universo, teve sucessivos problemas após entrar em serviço, no dia 10 de setembro de 2008. O primeiro incidente ocorreu menos de 48 horas após a ativação do sistema, sendo seguido por um segundo defeito, no dia 19 de setembro, que afetou os ímãs encarregados de guiar as partículas pelo circuito do acelerador.

O circuito mede nada menos que 27 km e está a 100 m sob a terra, em uma região da fronteira entre França e Suíça, passando pelo território dos dois países. Desde setembro de 2008, o Cern realiza um longo trabalho para reparar o Acelerador de Partículas, que incluiu a instalação de novos sistemas de segurança ao longo do percurso, cuja construção envolveu mais de 7 mil físicos, durante cerca de 12 anos.

AFP
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Alarme de despressurização soa por acidente e assusta "Atlantis"

A tripulação do ônibus espacial "Atlantis" e da Estação Espacial Internacional (ISS) levaram um susto nesta quinta-feira quando, sem motivo, o alarme de despressurização foi acionado, como informou hoje a Nasa.

Segundo a agência espacial americana, os astronautas acordaram subitamente com o som do alerta de uma possível falha no sistema de pressurização. O centro de controle de Houston, porém, rapidamente confirmou se tratar de um alarme falso.

"A tripulação não esteve em perigo em nenhum momento e foram fechados os ventiladores como medida de precaução", afirmou o controle da Nasa.

O fechamento dos ventiladores levantou o pó que fez acionar ao mesmo tempo o alarme de incêndios no laboratório europeu "Columbus".

Segundo explicou a Nasa, o sistema foi reiniciado e depois que o controle comprovou ser um falso alarme, os astronautas voltaram a dormir. As equipes em Houston ainda estão investigando as causas do falso alerta.

EFE
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Irã anuncia que lançará um novo satélite ao espaço em 2011

O Irã anunciou hoje que porá em órbita em 2011 um novo satélite de pesquisa por seus próprios meios, ao não conseguir, aparentemente, ajuda de outros estados, informou hoje o ministro de Comunicações e Informação Tecnológica, Reza Taqipour.

Em declarações divulgadas pela agência de notícias local "Fars", o responsável explicou que o satélite, que se denominará Mesbah 2, duplica o volume do Omid, que Teerã pôs em orbita no mês de fevereiro.

"Desenvolvemos nossa capacidade para lançar satélites... O Mesbah 2 está atualmente sendo construído e esperamos poder colocá-lo em órbita de forma bem-sucedida em 2011", explicou.

Segundo a televisão estatal iraniana, o novo satélite pesará 63,5 quilos, será equipado para recolher informação de diversas partes do planeta e seu projeto foi iniciado há 32 anos, embora tivesse ficado suspenso até 1996.

O Irã assegurou dias atrás que o satélite seria posto em órbita em colaboração com uma empresa italiana, informação que depois foi negada de Roma.

EFE
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Acelerador do Cern será testado neste fim de semana

O acelerador de partículas do Laboratório Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN) terá um novo teste neste final de semana, após 14 meses de consertos em consequência de um grave defeito poucos dias depois de entrar em funcionamento há 14 meses.

Conforme o porta-voz do Cern, James Gillies, os cientistas injetarão entre sábado e domingo um feixe de prótons no acelerador para fazer com que o mesmo dê uma volta completa no túnel de 27 quilômetros de comprimento, situado a 100 metros de profundidade sob a fronteira suíço-francesa.

A circulação de partículas no gigantesco equipamento começará em um primeiro momento em baixa energia, com 450 GeV (gigaeletrons volts), e quando os cientistas injetarem feixes em direções opostas se produzirão, a essa velocidade, as primeiras colisões.

A partir então, o experimento consistirá em ir aumentando progressivamente a potência da circulação dos prótons, até chegar ao momento mais esperado e temido por alguns: as primeiras colisões de partículas a velocidade próxima a da luz, o que calculam que poderia ocorrer em janeiro.

Nesse momento, serão recriados os instantes posteriores ao Big Bang, o que dará informações chaves sobre a formação do universo e confirmará ou não a teoria da física, baseada no Bóson de Higgs.

A existência dessa partícula, que deve seu nome ao cientista que há 30 anos previu sua existência, se considera indispensável para explicar por que as partículas elementares têm massa e por que as massas são tão diferentes entre elas.

Mas nem todo mundo apóia a experiência. Um grupo contrário ao experimento apresentou hoje u ma denúncia ao Conselho de Direitos Humanos sobre o "perigo" que a população está exposta com esse teste.

Alegam que com as colisões de alta energia, a matéria estará em um estado jamais observado antes, por isso que reiteraram o temor pelo surgimento de um buraco negro capaz de aspirar tudo o que estiver ao redor, provocando assim o fim do mundo.

O acelerador do Cern teve um custo de 4 bilhões de euros e sua construção ocorreu ao longo de 12 anos, e contou com a colaboração de 7 mil cientistas.

EFE
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Dedo da mão direita de Galileu é exibido na Itália

Um dos dedos da mão direita do famoso cientista italiano Galileu Galilei, que viveu entre 1564 e 1642, foi exibido nesta sexta-feira em Florença, na Itália. O membro foi retirado do cadáver do célebre astrônomo em 1737 quando estava sendo transportado para o túmulo monumental na Basílica de Santa Croce. As informações são da agência AFP.

Segundo a agência francesa, uma exposição sobre Galileu marcará a reabertura do Instituto e Museu de História da Ciência de Firenze. Nela, outras três relíquias do pesquisador serão exibidas pela primeira vez ao público - outros dois dedos e um dente, considerado perdido por mais de um século e reencontrado recentemente por um colecionador.

Galileu, nascido em 15 de fevereiro de 1564, em Florença, foi o responsável por melhorar significativamente o telescópio refrator, além de fazer importantes descobertas como as manchas solares, as montanhas da Lua, as fases de Vênus, os quatro grandes satélites de Júpiter, os anéis de Saturno e aglomerações de estrelas da Via Láctea.

Mesmo pioneiro em observações astronômicas, o pesquisador não teve uma vida fácil. Foi condenado por heresia pelo Tribunal da Inquisição, da Igreja Católica, por aderir à teoria do heliocentrismo, proposta por Copérnico. Ele também acreditava que o Sol era o centro do universo e não a Terra. Morreu em 8 de janeiro de 1642 e foi enterrado na Basílica de Santa Croce.

Redação Terra

Astronauta da Atlantis será pai em meio à missão espacial

O astronauta da nave Atlantis Randy Bresnik pode ser perdoado se não estiver conseguindo se concentrar no trabalho: sua esposa está dando a luz a uma menina nesta sexta-feira. "Ele certamente gostaria de estar lá para o nascimento da sua filha", disse o piloto da nave Barry Wilmore durante uma entrevista durante a jornada na sexta-feira. "Ele está aqui e a sua esposa, Rebecca, está lá e ele vai tentar fazer o melhor na situação".

Wilmore, Bresnik e outros quatro astronautas da NASA partiram na segunda-feira para uma missão de 11 dias na Estação Espacial Internacional. Bresnik e seus colegas ficaram o dia transferindo cargas e se preparando para outra missão no sábado. Wilmore disse que Bresnik está fazendo um bom trabalho e mantendo contato com o parto de sua esposa na Terra. "Ele está animado com isso", afirmou Wilmore. "Nós também estamos. É uma coisa maravilhosa para dividir com ele nessa situação".

Em entrevista antes da partida para a ABC News, Bresnik disse que a gravidez de sua esposa foi uma grande surpresa, já que o casal achava que ela não poderia ter filhos.

Eles adotaram um garoto ucraniano no ano passado. Três meses depois, Rebecca Bresnik soube que estava grávida.

Reuters
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Termina primeira saída orbital de astronautas do Atlantis

Dois astronautas do ônibus espacial Atlantis concluíram nesta quinta-feira a primeira das três saídas ao espaço programadas para a missão de 11 dias da nave americana, acoplada à Estação Espacial Internacional (ISS) desde a véspera, anunciou a Nasa.

Mike Foreman e Robert Satcher voltaram à câmara de descompressão da ISS às 21H01 GMT, após uma permanência de 6 horas e 37 minutos no espaço, sete minutos a mais que o previsto.

Ambos instalaram uma peça de reposição em uma antena da ISS e elementos para fixar tubos de amoníaco, usados no sistema de ar-condicionado.

Os astronautas também lubrificaram o mecanismo que serve para pegar peças e objetos do "Mobile Base System", uma plataforma externa móvel de trabalho da ISS.

Finalmente, os dois mecânicos do espaço lubrificaram a articulação da mão do braço-mecânico do laboratório japonês Kibo.

O Atlantis foi lançado na segunda-feira passada da Flórida com seis tripulantes a bordo, para uma missão de 11 dias que levou cerca de 12 toneladas de equipamentos à ISS.

AFP
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Desenvolvido raio paralisante como o de Jornada nas Estrelas

Os nematoides, organismos microscópicos e translúcidos, podem ser paralisados quando expostos aos raios ultravioleta Foto: TGDaily/Geek/Divulgação

Os nematoides, organismos microscópicos e translúcidos, podem ser paralisados quando expostos aos raios ultravioleta

Pesquisadores do Canadá desenvolveram uma maneira de paralisar nematoides, organismos microscópicos e translúcidos, quando colocados sob feixes de luz ultravioleta. A exposição à luz normal permite que os seres voltem a ter movimento - conceito semelhante aos efeitos dos phasers, uma arma paralisante da série televisiva 'Jornada nas Estrelas' ('Star Trek', em inglês).

Segundo o site TGDaily, a estrutura molecular dos organismos pode ser controlada pela luz. Os animais permanecem paralisados, mesmo depois que a luz ultravioleta é desligada. Mas, sendo um sistema reversível, quando expostos à luz normal, os organismos "despertam" e voltam a se movimentar. É a primeira vez que a técnica de comutação por luz é usada em um ser vivo.

O relatório dos cientistas descreve o desenvolvimento bem sucedido de uma espécie de interruptor constituído basicamente por dithienylethene, um composto orgânico sensível à luz. Os nematoides, vermes do tamanho da cabeça de um prego, foram então alimentados com dithienylethene. Quando expostos à luz ultravioleta, ficaram azuis e paralisados. Quando sob luz visível, o dithienylethene se tornou incolor novamente, dando fim à paralisia.

Alguns indivíduos morreram no processo, enquanto muitos outros continuaram indefinidamente no ciclo paralisia-movimento. Ainda não há um consenso dos pesquisadores sobre as causas reais da paralisação, mas o estudo demonstra que a comutação por luz pode ter aplicações medicinais, terapias fotodinâmicas, luta contra as drogas ou para fins de pesquisas.

O estudo completo por ser adquirido por US$ 30 em uma licença de 48 horas de acesso, por meio do endereço eletrônico bit.ly/2TKzbb.

Geek
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Meteoro ilumina céu em Estado do oeste dos EUA

Câmeras de segurança na parte externa do observatório Milford, na Universidade de Utah, registraram momento em que o meteoro passou Foto: BBC Brasil

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Um meteoro iluminou partes do céu no Estado americano de Utah, no oeste dos Estados Unidos na última quarta-feira. As imagens foram capturadas por câmeras de segurança do lado de fora do observatório Milford, da Universidade de Utah, e mostram o momento em que o meteoro passou.

"O meteoro entrou na atmosfera da Terra e estava provavelmente a 160 km do solo," disse Seth Jarvis, diretor do Clark Planetarium em Salt Lake City, capital de Utah.

"É quase certo que ele tenha se despedaçado antes de atingir o solo." Cientistas usarão as imagens para estimar o tamanho e a trajetória do meteoro.

BBC Brasil
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Rússia procura fornecedores para simulação de voo a Marte

A Rússia procura fornecedores de alimentos, utensílios e roupas para os seis participantes de uma simulação de um voo a Marte, que a partir do primeiro semestre de 2010, permanecerão isolados do mundo em um módulo durante 520 dias. "Estamos buscando parceiros para fornecer alimentos para o café da manhã (mingaus e diversos tipos de cereais e produtos lácteos em pó)", afirmou um porta-voz do Instituto de Problemas Biomédicos (IPBM) da Academia de Ciências da Rússia, à agência "RIA Novosti".

Além disso, são necessárias empresas que forneçam diversos tipos de queijos, patês de carne e fígado, sobremesas de frutas, produtos de confeitaria e uma série de alimentos desidratados e em conserva para as refeições, guarnições, assim como bebidas, também desidratadas, acrescentou. Segundo o porta-voz, os alimentos dos participantes da simulação do voo ao "planeta vermelho" devem incluir uma grande variedade de produtos com datas de validade superiores a dois anos, devido ao tempo de duração do experimento.

"Devem ser produtos e alimentos prontos para o consumo, já que no simulador a comida só poderá ser preparada no micro-ondas ou acrescentando água quente ou fria aos produtos desidratados", detalhou. Além disso, a tripulação precisará de outros artigos como roupas esportivas e sapatos, roupas de camas, pratos, guardanapos, toalhas de papel e outros artigos de higiene pessoal.

Em 14 de julho, foi concluída a simulação de voo a Marte de 105 dias, considerada a ante-sala do projeto principal, o Marte-500. A experiência de 105 dias foi dividida em três partes: o voo da nave na órbita terrestre, o voo a Marte e a estadia em órbita marciana. A simulação foi idealizada para testar a compatibilidade psicológica e a tolerância dos integrantes da tripulação, e permitir aos cientistas estudar o dia a dia, e os efeitos do isolamento de longa duração.

Durante o projeto principal, os seis voluntários permanecerão no simulador por 520 dias. Este é o tempo real de uma viagem de ida e volta a Marte, mais uma estadia de 30 dias na superfície marciana.

EFE
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Teoria da relatividade resultou de dificuldade de aprendizagem

As noções clássicas de espaço e de tempo, intocáveis ao longo dos séculos, baseavam-se em conceitos de tempo e comprimento absolutos, isto é, o movimento não influenciava o tempo nem o comprimento linear dos objetos. A teoria da relatividade de Einstein surge como um novo estudo do espaço e do tempo, substituindo as noções ditas clássicas.

A criação da Relatividade
Durante sua permanência em Berna, Suiça, Einstein conheceu Michele Angelo Besso, engenheiro italiano, casado com Ana, cujo irmão, Paul Winteler, esposa mais tarde, Maja, irmã de Einstein. Além destas relações familiares, foi o trabalho conjunto de ambos, no Departamento de Patentes, que possibilitou a concretização de uma longa e profunda amizade, fácil de se comprovar pela correspondência que mantiveram no período de 1903 a 1955, e recentemente, publicada pela editora Hermann de Paris, em 1972.

Michele Besso, com quem Einstein gostava de trocar idéias, possuia profundos conhecimentos enciclopédicos em filosofia, sociologia, matemática e física. Segundo Einstein, Besso constituia o melhor banco de ensaio para as idéias novas em toda a Europa. Aliás, quando Einstein lhe expôs as suas idéias sobre a teoria da relatividade, Besso logo compreendeu a sua importância científica procurando atrair a atenção de Einstein para inúmeros outros pontos novos. Algumas dessas sugestões foram utilizadas, no desenvolvimento desta teoria, como consta nos primeiros artigos que Eintein publicou sobre a relatividade.

Numa das célebres reuniões de grupo de Berna, sugestivamente conhecido por Academia Olímpia, a irmã de Besso certa vez interrogou Einstein: "Porque Michele (Besso) não fez nenhuma descoberta importante em matemática?" Sorrindo, Einstein respondeu: "Isto é um bom sinal. Michele é um humanista, um espírito universal, muito interessado em diversos assuntos para se tornar um monomaníaco. Só os monomaníacos conseguem aquilo que denominamos de resultados."

Besso que se encontrava próximo, forçou uma explicação mais minuciosa, ao que juntou Eintein: "Persisto em acreditar que você poderia ter provocado o surgimento de idéias de grande valor, no domínio científico, se tivesse se tornado bastante monomaníaco. Uma borboleta não é uma toupeira mas nenhuma borboleta deve se lamentar."

Outra vez comentando sobre o aspecto revolucionário das suas teorias teria afirmado Eintein: "O que se aprende antes dos dezoito anos, acredita-se proveniente da experiência. Tudo o que aprendemos, mais tarde, tem muito de teoria e expeculações."

Na realidade, em suas conversas com James Flanck, vamos encontrar as próprias explicações de como havia chegado a sua tão original concepção de tempo e espaço: "Pergunto, às vezes, como se fez que fui o único a desenvolver a teoria da relatividade?" Segundo afirmava Eintein, a razão e que todo adulto normal não se preocupa com os problemas propostos pela conceituação de espaço e tempo. Tudo o que precisamos saber além sobre este assunto imaginamos já do nosso conhecimento desde a infância. "Para mim, dizia Einstein, ao contrário, como me desenvolvi muito lentamente, somente comecei a propor tais questões sobre o espaço e o tempo, quando já havia crescido. Em consequência, pude penetrar mais profundamente no interior do problema, o que uma criança de desenvolvimento normal não teria feito".

Esta surpreendente declaração contém uma valiosa crítica como um todo. Uma criança que se desenvolve normalmente, no processo educativo, assimila e ou aceita, como natural, um determinado número de conceitos e interpretações relativos ao que denominamos de realidade. Tal evolução educativa os tornam conformistas e submissos - o que os priva da possibilidade de questionar sobre os pressupostos, em geral implícitos, e sobre os quais se baseiam os conhecimentos a serem transmitidos.

Pode-se afirmar que o processo mental de inúmeras crianças e adolescentes repete, em determinado sentido, o desenvolvimento do pensamento humano em seu conjunto. Assim, as idéias sobre a realidade física uma vez aceitas são, imediatamente, substituídas por outros interesses mais específicos.

Depois destas considerações, é mais fácil deduzir como foi importante a monomania de Eintein, aliada a sua capacidade de olhar sempre o mundo sobre pontos de vista diferentes e novos. Aliás, estes parecem os grandes segredos dos pensadores e artistas que, não possuindo jamais uma firme convicção dos problemas fundamentais do mundo, os consideram ainda insolíveis.

Foi a dificuldade de aprendizagem (segundo afirmam na infância, deve ter tido muita dificuldade em aprender a falar) que permitiu que Eintein desenvolvesse a sua faculdade em adotar atitudes críticas, com relação aos problemas quase sempre aceitos como resolvidos.

Fonte: Colégio Web

Astronautas do Atlantis começam 1ª caminhada espacial

O astronauta Robert Satcher começa a caminhada espacial Foto: Reuters

O astronauta Robert Satcher deu início à primeira caminhada espacial da missão

Os astronautas Mike Foreman e Robert Satcher, tripulantes do ônibus espacial Atlantis, saíram nesta quinta-feira ao espaço para instalar novas peças na Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês).

Foreman e Satcher abriram a escotilha às 12h24 de Brasília e, durante as seis horas e meia da caminhada, segundo a previsão, terão que colocar uma antena sobre a viga principal da estação e um suporte para os dutos de amoníaco de um de seus módulos.

"Isso é maravilhoso!", disse Satcher, ao sair para o espaço exterior. Para Satcher, é a primeira caminhada espacial, enquanto, para Foreman, que participou da missão STS-123 do "Endeavour" em março de 2008, é a quarta. A primeira tarefa na qual estão trabalhando é revisar o braço robótico da estação.

Os astronautas também colocarão um conjunto de cabos para o futuro acoplamento do laboratório Destiny. Também substituirão parte do módulo Unity e instalarão um duto que precisarão para fornecer amoníaco ao Destiny, que deve chegar à estação no próximo ano. Foreman e Satcher fazem parte dos seis membros da tripulação do Atlantis que partiu em 16 de novembro do Centro Espacial Kennedy da Nasa (agência espacial americana), no sul da Flórida.

A missão liderada pelo comandante Charles Hobaugh transportou até o complexo científico 12,371 mil kg de provisões e vários experimentos. O resto da tripulação é formado pelos especialistas Randy Bresnik, Leland Melvin e o piloto Barry Wilmore.

Bresnik ficará coordenando de dentro da nave as operações de seus colegas, enquanto o comandante da ISS, Frank De Winne, e o engenheiro de voo Jeff Williams continuam trabalhando nas conexões dos sistemas de eletricidade e refrigeração do módulo Tranquility. A Nasa deve realizar outras duas caminhadas espaciais para completar a instalação de duas plataformas externas e deixar tudo pronto para a implantação do último módulo americano da ISS.

No sábado, Foreman e Bresnik realizarão a segunda caminhada e, na próxima segunda-feira, Satcher voltará a sair, desta vez com Bresnik, que também tem primeira experiência espacial. A ISS, que orbita cerca de 360 km sobre a Terra, é um projeto internacional com a participação de 16 países que inclui membros da Agência Espacial Europeia, Rússia e Japão.

Este é o quinto e último voo da Nasa do ano e será o penúltimo que do "Atlantis" antes que a agência espacial retire suas naves, por isso quer enviar material suficiente para que a estação tenha autonomia. Entre as peças transportadas pelo ônibus espacial, há dois giroscópios, dois infladores, dois tanques de nitrogênio e de amoníaco, e uma peça para o braço robótico do orbitador.

EFE
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"Caçador de asteroides" da Nasa será lançado em dezembro

Telescópio Wise mapeará espaço em infravermelho para identificar asteroides ou meteoros que podem trazer riscos à Terra Foto: Nasa/Divulgação

Telescópio Wise mapeará espaço em infravermelho para identificar asteroides ou meteoros que podem trazer riscos à Terra

O telescópio espacial Wise (Wide-Field Infrared Survey Explorer, em inglês), conhecido como "caçador de asteroides" da Nasa, agência espacial americana, está pronto para investigar o espaço com seus equipamentos em infravermelho. O objetivo do Wise é mapear regiões próximas e distantes da Terra para descobrir objetos celestes ocultos em observações, como asteroides e meteoros, que podem trazer riscos à humanidade.

A Nasa espera lançar o telescópio no dia 9 de dezembro na plataforma da base aérea de Vandenberg, na Califórnia, Estados Unidos. "Encontraremos milhares de corpos cósmicos que jamais havíamos visto", alertou Edward Wright, principal pesquisador da missão na Universidade da Califórnia.

De acordo com a agência espacial, o Wise dará a volta na Terra sobre os pólos e explorará todo o céu uma vez e meia a cada nove meses. Sua tecnologia obterá informações em infravermelho superiores às das últimas medições, além de possuir sensibilidade centenas de milhares de vezes maior que os equipamentos anteriores.

Todos os dados registrados pelo Wise e os objetos celestes que forem descobertos servirão de ponto de partida para que os telescópios espaciais Hubble e Spitzer, da Nasa, Herschel, da ESA, agência espacial europeia, e Sofia e James Webb - que a Nasa lançará futuramente - aprofundem as pesquisas.

Com informações do jornal espanhol ABC

Redação Terra

Cientistas derrubam seis mitos sobre o fim do mundo

legenda Foto: AFP

O filme "2012" retrata o fim do mundo apontado pelo calendário maia

O fim do mundo está próximo - 21 de dezembro de 2012, para ser mais exato - segundo teorias baseadas na suposta antiga previsão maia e divulgadas pela máquina de marketing por trás do filme "2012". Mas será que a humanidade poderia realmente encontrar o seu fim em 2012, afogada em enchentes apocalípticas, atingida por um planeta secreto, tostada por um sol raivoso, ou lançada à deriva por continentes acelerados?

E será que a antiga civilização maia - cujo império teve seu apogeu entre 250 e 900 d.C. onde hoje é o México e a América Central - realmente previu o fim do mundo em 2012? Pelo menos um aspecto desse alarde sobre o fim do mundo em 2012, para algumas pessoas, é muito real: o medo.

O site da Nasa "Pergunte a um astrobiólogo", por exemplo, recebeu milhares de perguntas sobre a previsão do fim do mundo em 2012: algumas perturbadoras, segundo David Morrison, cientista sênior do Instituto de Astrobiologia da Nasa.

"Muitos dos (que enviaram as perguntas) estão genuinamente assustados", Morrison disse. "Houve dois adolescentes que estavam pensando em se matar, porque não queriam estar por aqui quando o mundo acabasse", ele disse. "Duas mulheres nas últimas duas semanas disseram que estavam pensando em matar seus filhos e elas mesmas para não terem que sofrer com o fim do mundo."

Felizmente, com a ajuda de cientistas como Morrison, a maioria dos cataclismos previstos para 2012 é facilmente explicada.

Mito 1 sobre 2012
Previsão maia do fim do mundo em 2012
O calendário maia não termina em 2012, como alguns afirmaram, e esse povo antigo nunca considerou tal ano como o tempo do fim do mundo, dizem arqueólogos. Mas 21 de dezembro de 2012, (um dia a mais ou a menos) foi, todavia, importante para os maias.

"É a época em que o maior ciclo do calendário maia - 1.872.000 dias ou 5.125,37 anos - acaba e um novo ciclo começa", disse Anthony Aveni, especialista em povo maia e arqueoastrônomo da Universidade Colgate em Hamilton, Nova York.

Os maias registravam o tempo em uma escala que poucas culturas consideraram. Durante o apogeu do império, os maias inventaram a Grande Contagem - um comprido calendário circular que "transplantava as raízes da cultura maia desde a criação do mundo em si", Aveni disse.

Durante o solstício de inverno de 2012, encerra-se a era atual do calendário da Grande Contagem, que começava no que os maias viam como o último período da criação do mundo: 11 de agosto de 3114 a.C. Os maias escreveram essa data, que precedeu sua civilização em milhares de anos, como o Dia Zero, ou 13.0.0.0.0.

Em dezembro de 2012, a longa era termina e o complicado calendário cíclico volta ao Dia Zero, iniciando outro grande ciclo.

"A ideia é que o tempo se renova, que o mundo se renova novamente - muitas vezes após um período de estresse - da mesma forma que renovamos o tempo no dia de Ano Novo ou mesmo na segunda-feira de manhã", disse Aveni, autor de "The End of Time: The Maya Mystery of 2012."

Mito 2 sobre 2012
Continentes em ruptura vão destruir a civilização
Em algumas profecias do fim do mundo em 2012, a Terra se torna uma armadilha mortal ao passar por um "deslocamento de pólos".

A crosta e o manto do planeta irão de repente se deslocar, girando em torno do núcleo externo de ferro líquido da Terra como a casca de uma laranja gira em torno de sua suculenta fruta.

"2012", o filme, imagina um deslocamento polar previsto pelos maias, desencadeado por uma força gravitacional extrema sobre o planeta, graças a um raro ¿alinhamento galáctico" - e por uma radiação solar massiva que desestabiliza o centro da Terra ao aquecê-lo.

A ruptura de oceanos e continentes despeja cidades no mar, arrasta palmeiras para os pólos e gera terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas e outros desastres.

Os cientistas descartam cenários tão drásticos, mas alguns pesquisadores têm especulado que um deslocamento mais sutil poderia ocorrer, por exemplo, se a distribuição de massa sobre ou dentro do planeta mudasse radicalmente, devido a, digamos, o derretimento das calotas polares.

O geólogo da Universidade de Princeton Adam Maloof, que estudou extensivamente os deslocamentos polares, disse que a evidência magnética nas rochas confirma que os continentes passaram por um rearranjo drástico, mas o processo levou milhões de anos - lento o bastante para a humanidade não sentir o movimento.

Mito 3 sobre 2012
Alinhamento galáctico revela perdição
Alguns observadores do céu acreditam que 2012 irá se encerrar com um "alinhamento galáctico", que ocorrerá pela primeira vez em 26.000 anos.

Nesse cenário, o trajeto do sol pelo céu pareceria cruzar o que, da Terra, é visto como o ponto médio da nossa galáxia, a Via Láctea, que em boas condições de observação aparece como uma faixa de neblina no céu noturno.

Alguns temem que esse alinhamento de alguma forma exponha a Terra a poderosas e desconhecidas forças galácticas que irão precipitar o seu fim - talvez através de um "deslocamento polar" ou movimento do supermassivo buraco negro do coração da nossa galáxia.

Outros veem o suposto evento sob uma luz positiva, como o prenúncio do despertar de uma nova era na consciência humana. Morrison, da Nasa, tem uma visão diferente. "Não existe nenhum 'alinhamento galáctico' em 2012", ele disse, "ou pelo menos nada fora do comum."

Ele explicou que um tipo de "alinhamento" ocorre durante todos os solstícios de inverno, quando o sol, visto da Terra, aparece no céu próximo do que parece ser o ponto médio da Via Láctea.

Astrólogos podem se entusiasmar com alinhamentos, Morrison disse. "Mas a realidade é que os alinhamentos não são de interesse para a ciência. Eles não significam nada", ele disse. Eles não modificam a força gravitacional, a radiação solar, as órbitas planetárias, ou qualquer coisa que tenha impacto na vida da Terra.

Mas a especulação sobre alinhamentos não é surpreendente, ele afirma. "Fenômenos astronômicos comuns são imbuídos de um senso de ameaça por pessoas que já acreditam que o mundo vai acabar."

Em relação aos alinhamentos galácticos, David Stuart, especialista em povo maia da Universidade do Texas, escreve em seu blog que "nenhum texto ou arte dos antigos maias faz referência a qualquer coisa do tipo."

Mesmo assim, a data final do atual ciclo da Longa Contagem - o solstício de inverno de 2012 - pode ser evidência da habilidade astronômica dos maias, disse Aveni, o arqueoastrônomo. "Não descarto a probabilidade de que a astronomia desempenhou um papel" na escolha de 2012 como o término do ciclo, ele disse.

Astrônomos maias construíram observatórios e, através da observação dos céus noturnos e usando a matemática, aprenderam a prever com precisão eclipses e outros fenômenos celestiais. Aveni observa que a data de início do atual ciclo foi provavelmente associada a uma passagem do zênite solar, quando o sol cruza diretamente sobre nossas cabeças, e sua data de término cairá no solstício de dezembro, talvez intencionalmente.

Essas escolhas, ele disse, podem indicar que o calendário maia está ligado aos ciclos sazonais de agricultura, centrais para a sobrevivência dos povos antigos.

Mito 4 sobre 2012
O Planeta X está em rota de colisão com a Terra
Alguns dizem que ele está por aí: um misterioso planeta X, também conhecido como Nibiru, em rota de colisão com a Terra - ou pelo menos a caminho de uma passagem de raspão destruidora.

Dizem que uma colisão direta iria destruir a Terra. Mesmo uma passagem de raspão, alguns temem, poderia gerar uma chuva de asteróides de impacto mortal, arremessados em nossa direção pelo turbilhão gravitacional do planeta.

Será que esse planeta desconhecido realmente poderia estar vindo em nossa direção em 2012, mesmo passando de raspão? Bem, não. "Não há objeto nenhum por aí", disse Morrison, o astrobiólogo da Nasa. "Essa provavelmente é a coisa mais clara a se dizer."

As origens dessa teoria na verdade antecedem o amplo interesse em 2012. Popularizado em parte por uma mulher que alega receber mensagens de extraterrestres, o fim do mundo relacionado a Nibiru foi originalmente previsto para 2003.

"Se houvesse um planeta ou uma anã marrom ou qualquer objeto que fosse estar no interior do sistema solar daqui a três anos, os astrônomos o teriam estudado na última década e ele seria visível a olho nu hoje." "Não há nada."

Mito 5 sobre 2012
Tempestades solares irão devastar a Terra
Em alguns cenários de desastre para 2012, nosso próprio sol é o inimigo. Nossa amigável estrela vizinha, segundo rumores, irá produzir erupções letais de labaredas solares, que aumentarão o calor sobre os terráqueos.

A atividade solar cresce e diminui segundo aproximadamente ciclos de 11 anos. Grandes labaredas podem de fato danificar as comunicações e outros sistemas da Terra, mas os cientistas não têm indicações de que o sol, pelo menos no curto prazo, irá lançar tempestades fortes o suficiente para fritar o planeta.

"Ao que parece, o sol não está seguindo a programação mesmo", afirmou Morrison, o astrônomo da Nasa. "Esperamos que esse ciclo provavelmente não seja concluído em 2012, mas um ou dois anos depois."

Mito 6 sobre 2012
Os maias tinham previsões claras para 2012
Se os maias não esperavam o fim do mundo em 2012, o que exatamente eles previram para esse ano? Muitos estudiosos que se aprofundaram na evidência dispersa em monumentos maias dizem que o império não deixou um registro claro prevendo que qualquer coisa específica aconteceria em 2012.

Os maias retrataram de fato um desagradável - embora não datado - cenário do fim do mundo, descrito na página final de um texto de aproximadamente 1100, conhecido como Códice de Dresden. O documento descreve um mundo destruído pela enchente, um cenário imaginado em muitas culturas e provavelmente vivenciado, em uma escala menos apocalíptica, por povos antigos. Aveni, o arqueoastrônomo, disse que o cenário não deve ser interpretado literalmente - mas como uma lição sobre o comportamento humano.

Ele associa os ciclos ao nosso próprio período de Ano Novo, quando a conclusão de uma era é acompanhada por atividades frenéticas e estresse, seguidas de um período de renascimento, quando muitas pessoas fazem uma reflexão e resolvem começar a viver de uma maneira melhor. Na verdade, Aveni diz, os maias não eram muito chegados a previsões.

"Toda a escala de registro do tempo é muito direcionada ao passado, não ao futuro", ele disse. "O que é lido nesses monumentos da Longa Contagem são eventos que ligavam os governantes maias a ancestrais e ao divino."

"Quanto mais você planta suas raízes no passado do tempo profundo, melhor você pode argumentar que é legítimo", Aveni disse. "E acho que é por isso que esses governantes maias usavam o tempo da Longa Contagem". "Não se trata de uma previsão fixa sobre o que vai acontecer."

Tradução: Amy Traduções

National Geographic
National Geographic

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Segundo homem a pisar na Lua não sonhava em ser astronauta

Buzz Aldrin participou ao lado do astronauta brasileiro Marcos Pontes de visita às novas instalações da empresa Lego, em São Caetano do Sul (SP) Foto: Reinaldo Marques/Terra

Buzz Aldrin participou ao lado do astronauta brasileiro Marcos Pontes de visita às novas instalações da empresa Lego, em São Caetano do Sul (SP)

É comum garotos sonharem em ser bombeiros, médicos ou policiais. No entanto, o sonho mais difícil de se concluir é o de se tornar um astronauta. O americano Buzz Aldrin, segundo homem a pisar na Lua na histórica viagem de 20 de julho de 1969, tinha perspectivas mais modestas quando criança. Aos 79 anos, Buzz disse nesta quarta-feira durante visita às novas instalações da empresa Lego, em São Caetano do Sul, no Grande ABC (SP), que sonhava mesmo em se tornar piloto das Forças Armadas americanas.

"Nem existia essa perspectiva no meu tempo de criança. Lembro que tinha alguma vontade de ser piloto de avião, que era o máximo que se podia fazer naquele momento", disse. Buzz conta que voou pela primeira vez aos 21 anos e participou de uma missão mais importante para seu país durante a Guerra da Coreia, travada entre junho de 1950 e julho de 1953.

Ser astronauta foi se tornar um sonho para ele já depois de ter se formado em Engenharia e iniciado seu doutorado. "O presidente (John F.) Kennedy desafiou o nosso país a por um homem na Lua, trazê-lo de volta, e eu fui um desses homens", contou antes de ser cortado pelos aplausos.

Por sua vez, Marcos Pontes, o único brasileiro a ser tripulante em uma viagem espacial, afirmou que prometeu ao irmão que seria astronauta. "Quando vi as imagens do homem chegando à Lua ainda era garoto e não acreditei. Mas meu irmão, que era mais velho e ligado nessas coisas, disse que era verdade. Aí falei assim para ele: Se eles estão na Lua, um dia vou estar lá também", disse Pontes, que, no entanto, ainda não pisou em território lunar.

Aldrin voltou a dizer nesta manhã que o governo americano deve fazer investidas mais incisivas e tentar viagens tripuladas com maior frequência. Para ele, o objetivo deve ser a conquista do "planeta vermelho". "Com a nova direção da Nasa, agência espacial americana, o presidente Obama (Barack Obama) e as minhas ideias pensamos não só em voltar para lá (Lua) como, gradativamente, explorar o espaço e chegar a Marte", conta Edwin Eugene Aldrin Júnior, que carrega preso à sua gravata um broche do único satélite da Terra e do primeiro caça que pilotou na vida.

Perguntado sobre como é ter um personagem de desenho animado inspirado nele (Buzz Lightyear, o brinquedo-astronauta da animação 'Toy Story'), o companheiro de Neil Armstrong na missão Apolo 11 não nega a satisfação. "Ele estabeleceu uma bela ligação minha com as crianças e gosto disso. Também me ajudou ter feito um rap com o Snoop Dogg", conta o astronauta, que chegou a gravar um vídeo em que "ensinava truques" ao personagem homônimo da Disney para uma viagem da Nasa.

Questionado se é melhor pisar na Lua ou viver entre os terrestres, o velho astronauta não teve dúvidas para responder. "Só posso dizer que depois de andar na Lua é ótimo estar de volta à Terra", completou.

Redação Terra

Ônibus espacial Atlantis completa acoplamento à ISS

O comandante Charlie Hobaugh e o piloto Barry Wilmore lideraram a manobra de acoplamento da nave Foto: Reuters

O comandante Charlie Hobaugh e o piloto Barry Wilmore lideraram a manobra de acoplamento da nave

A tripulação do ônibus espacial Atlantis completou nesta quarta-feira com sucesso as manobras de acoplamento à Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês), aonde chegaram com 12,371 mil kg de provisões.

O comandante Charlie Hobaugh e o piloto Barry Wilmore, que iniciaram as manobras às 12h05 de Brasília, aproximaram o ônibus espacial em modo manual no último trecho, para alinhar os sistemas de acoplamento, e concluíram a operação com sucesso às 14h51 de Brasília, dois minutos antes do previsto.

As duas naves espaciais voavam a 354 km da Terra sobre a Austrália no momento em que se acoplaram. "Vamos invadir sua festa" disse o comandante Hobaugh por rádio à tripulação da Estação Espacial quando o Atlantis estava se aproximando. "Queremos vê-los", respondeu Jeff Williams, astronauta da ISS.

Após uma série de operações de controle, que devem durar ao redor de duas horas, as escotilhas entre os dois veículos se abrirão e as duas tripulações iniciarão as operações conjuntas. Em seguida, a engenheira Nicole Stott, que ficou três meses na estação espacial, se unirá à tripulação do Atlantis, com quem voltará para a Terra em 27 de novembro.

A tripulação da missão STS-129, que ficará em órbita por 11 dias, é completada por Leland Melvin, Randy Bresnik, Mike Foreman e Robert Satcher. A ISS, que orbita a cerca de 360 km da Terra, é um projeto internacional com a participação de 16 países, entre eles o Brasil. Este é o quinto e último voo da Nasa em 2009 e o penúltimo do Atlantis antes de a agência espacial americana suspender as atividades de seus ônibus espaciais, o que acontecerá no ano que vem.

As naves restantes, Discovery e Endeavour, serão substituídas em 2015 pelas Orion, desenhadas também para viajar à Lua e ampliar o alcance das viagens espaciais.

EFE
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