quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Lançado para mapear o céu, satélite capta conjunto de estrelas

Satélite registra grande quantidade de estrelas na constelação Carina Foto: Nasa/UCLA/Divulgação

Satélite registra grande quantidade de estrelas na constelação Carina

A Nasa, agência espacial americana, divulgou imagem com milhares de estrelas que cobrem uma região na Constelação de Carina, perto da Via Láctea. A imagem foi captada por um sofisticado satélite lançado no dia 14 de dezembro. Segundo a Nasa, a região cobre uma área três vezes maior que o tamanho da Lua.

Com o objetivo de fotografar bilhões de objetos, incluindo asteórides potencialmente perigosos, o Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE), usará seus raios para definir a localização e o tamanho de aproximadamente 200.000 asteróides, e dará aos cientistas uma ideia mais clara de quantas rochas espaciais há nas proximidades da órbita terrestre e que perigo representam.

"Quando os encontrarmos, passaremos a informação aos responsáveis pelas políticas para decidir o que fazer para tentar evitar que estes asteróides próximos à Terra colidam com nosso planeta", indicou J. D. Harrington, da Nasa, à AFP. O WISE orbitará a 500 quilômetros acima da superfície da Terra durante 10 meses, em busca de dados e objetos de luz fraca como nuvens de poeira, estrelas anãs marrons e asteróides.

O satélite escaneará o cosmos com raios infravermelhos, cobrindo todo o céu uma vez e meia - completar uma órbita da Terra levará seis meses - e, tirará fotografias de tudo, desde asteróides próximos à Terra até galáxias longínquas com novas estrelas. "A última vez que escaneamos todo o céu com estes comprimentos de onda infravermelha em particular foi há 26 anos", indicou Edward Wright, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), principal pesquisador da missão.

"A tecnologia infravermelha percorreu um longo caminho desde então. As velhas fotografias infravermelhas eram como pinturas impressionistas. Agora teremos imagens que serão vistas como as fotografias atuais", acrescentou. Harrington explicou ainda que os antigos satélites com infravermelho tinham apenas 62 pixels por "câmera", enquanto o WISE tem uma resolução de quatro milhões de pixels, o que resultará em imagens muito mais nítidas.

Com informações da agência AFP e Nasa

Redação Terra

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Objetos misteriosos achados por satélite intrigam cientistas

O telescópio espacial americano Kepler, lançado em março de 2009 para encontrar planetas fora do nosso Sistema Solar, encontrou dois objetos misteriosos que intrigaram os cientistas da Nasa, agência espacial americana. Os astrônomos informaram que os corpos celestes são quentes demais para serem planetas e muito pequenos para serem estrelas. As informações são da agência AP.

As formações, segundo os cientistas, orbitam em torno de estrelas e têm um tamanho semelhante ao do planeta Júpiter. Bill Borucki, chefe da missão do Kepler, explicou que os objetos são milhares de graus mais quentes do que as estrelas que orbitam, o que significa que provavelmente não são planetas. "O universo continua fazendo coisas mais estranhas do que podemos imaginar", disse Jon Morse, diretor de astrofísica da Nasa.

As novas descobertas não se encaixam em nenhuma definição de objetos astronômicos conhecidos e até agora têm classificação própria. Detalhes sobre os objetos misteriosos foram apresentados nesta segunda-feira durante uma reunião da Sociedade Astronômica Americana, em Washington.

Jason Rowe, o autor da descoberta, batizou os objetos de "companheiros quentes" pelo fato de que o calor em seu interior pode atingir 14,4 mil °C - temperatura suficiente para derreter ferro.

Nasa divulga imagem de buraco negro no centro da Via Láctea

A Nasa (agência espacial norte-americana) divulgou nesta quarta-feira a imagem de um buraco negro localizado no centro da Via Láctea, conhecido como Sagitário A.

Medindo 114 anos-luz, o Sagitário A é supermassivo, ou seja, possui uma massa muito maior que a da maioria das estrelas, com cerca de 100 massas solares. Ele está localizado a cerca de 26 mil anos-luz da Terra, na constelação de Sagitário e pode ser observado desde o nosso planeta.

Segundo a Nasa, os cientistas afirmam que as regiões centrais de praticamente todas as galáxias - como é o caso da Via Láctea, onde fica a Terra - contêm um buraco negro supermassivo como este, mas com milhão de massas solares ou mais.

Ainda de acordo com os astrônomos da Nasa, este buraco negro é um "devorador" fraco. O seu combustível vem de ventos originados em estrelas jovens, localizadas à uma distância relativamente longa da Sagitário A, onde a sua influência gravitacional é fraca.

Redação Terra

Fotógrafo reúne as mais belas fotos do universo em livro

A nebulosa Rosette, ou NGC 2237, é uma nebulosa de emissão brilhante claramente associada a um aglomerado aberto de estrelas Foto: The New York Times

A nebulosa Rosette, ou NGC 2237, é uma nebulosa de emissão brilhante claramente associada a um aglomerado aberto de estrelas

No universo, sempre existe espaço para outra surpresa. Ou mais duas. Ou mais um trilhão. Um exemplo é a nebulosa da Cabeça de Bruxa ¿uma trilha alongada de gases com cor próxima ao púrpura, na constelação Eridanus. Se observamos uma imagem da nebulosa vista de lado, ela se parece realmente com uma bruxa - um queixo pontudo, um chapéu cônico, como que pronta a subir na vassoura e a oferecer uma maçã para a Branca de Neve.

Nos meus 30 anos de cobertura do ramo da astronomia, eu jamais tinha ouvido falar da nebulosa da Cabeça de Bruxa até que encontrei uma linda foto de página dupla que a mostra serpenteando em meio a um firmamento escuro mas pontuado por estrelas brilhantes, no livro "Far Out: A Space-Time Chronicle", um belíssimo guia ilustrado sobre o universo escrito pelo fotógrafo, jornalista e cineasta Michael Benson, evidentemente um veterano da observação espacial.

Na verdade "belíssimo" não faz a menor justiça aos méritos estéticos e literários do livro, publicado no final do ano passado. Vivo em Nova York, e por isso a maior parte do cosmos me é invisível, mas mesmo na época em que morei sob os céus escuros e cristalinamente límpidos dos montes Catskills - que costumam ser extremamente gélidos nessa época do ano - minha visão encontrava limites. Se você não dispuser de um Telescópio Espacial Hubble pessoal, esse livro é o melhor substituto.

Benson pesquisou e obteve imagens dos melhores observatórios mundiais, entre os quais o Hubble, para criar um guia passo a passo sobre o cosmos, começando de nossa galáxia e se expandindo para as regiões mais distantes, inicialmente pelos fantásticos aglomerados galácticos e nebulosas localizados a apenas algumas centenas de anos-luz de distância mas se estendendo também às galáxias primordiais que se apresentam como pontos vermelhos de luz pouco brilhante em meio à muralha do firmamento, a bilhões de anos-luz de distância das estrelas visíveis, e remontando praticamente ao Big Bang.

O resultado é um livro de arte digno da editora Abrams, a responsável por sua publicação. Vemos estrelas aglomeradas como se fossem grãos de areia dourados, o gás expandido em forma de delicados tentáculos azuis, ou aglutinado como nuvens densa de cor vinho, assumindo formas intricadas em meio a galáxias que exibem diversos aglomerados estelares dançando como aranhas pendentes do teto.

Benson reprocessou muitas das imagens, de maneira a que suas cores refletissem de mais perto a realidade física. Por exemplo, na versão da agência espacial americana(Nasa) para o projeto "Pilares da Criação", do Hubble, que mostra faixas de gás e poeira cósmica fervilhando até que se dissipam e revelam novas estrelas na nebulosa da Águia, os "pilares" são marrons e a radiação que os dissipa é verde. Benson transformou a imagem em uma composição em tons de vermelho, que chegam até o vinho, a cor real do hidrogênio ionizado que forma a nebulosa.

O leitor pode passar horas sentado folheando o livro sem jamais se entediar com as cortes, formas e texturas nas quais a criação cósmica se ordena, ou pode ler os eruditos ensaios que acompanham as imagens, já que a prosa de Benson tem qualidade semelhante à das imagens que a cercam, e isso é uma realização impressionante.

"Os espelhos de ampliação de nossos telescópios", ele escreve, "são feitos de materiais formados nos centros do mesmo processo de geração estelar que eles agora registram".

Um conjunto de ensaios relaciona aquilo que estava acontecendo no céu aos acontecimentos na história da Terra. A nebulosa da Cabeça de Bruxa, por exemplo, fica a cerca de 700 anos-luz de distância, o que significa que sua luz fraca, imprecisa, está viajando desde o começo do século 14 para chegar a nós. Entre outras coisas, esse período da história humana é caracterizado pela peste negra, os primeiros indícios do Renascimento na Itália e a criação da dinastia Ming na China.

A nebulosa do Coração, outra nova descoberta, fica em Cassiopeia, bem ao lado da nebulosa da Alma, e a 78,5 mil anos-luz de distância de nosso planeta. As imagens que dela recebemos datam da época em que os primeiros traços de um sistema precedente à escrita surgiram na China e os primeiros vinhos foram criados na Pérsia, e do momento em que o Mar Mediterrâneo rasgou seus limites, em modo bíblico, e causou uma inundação que formou o Mar Negro.

A jornada em direção ao espaço mais distante se encerra com as imagens imprecisas de galáxias quase invisíveis, que vemos mais ou menos na época do Big Bang. Ou será que esse é o começo? Em sua epígrafe para o livro, Benson cita o poeta William Blake: "A eternidade ama as produções do tempo". Bem, o mesmo não pode ser dito sobre todos nós?

The New York Times
The New York Times

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Astrônomos: apenas 15% dos sistemas solares são como da Terra

Apenas 15% dos sistemas solares existentes no universo são similares ao que vivemos, segundo as conclusões de um grupo de astrônomos após dez anos de pesquisas. Para o astrônomo Andrew Gould, professor da Universidade de Ohio (Estados Unidos), o dado é "positivo", porque "com bilhões de estrelas, reduzir as possibilidades para 10% significa que pode haver algumas centenas de milhões de sistemas similares".

"Agora sabemos qual é nosso lugar no universo", disse o astrônomo Scott Gaudi, da mesma universidade, para quem "os sistemas solares como o nosso não são raros, mas também não são maioria". Gaudi apresentará os resultados do estudo hoje em Washington durante uma reunião da Sociedade Astronômica Americana. Com eles, os cientistas devem poder fazer uma estimativa aproximada das possibilidades de vida no resto do universo.

A pesquisa é fruto de uma cooperação em nível mundial através do programa Microlensing Follow-Up Network (MicroFUN), sediada na Universidade de Ohio, que mapeia o céu na busca de planetas que se encontram fora do sistema solar. Os astrônomos do MicroFUN utilizam o efeito de microlente gravitacional, que ocorre quando uma estrela passa diante de outra, vista desde a Terra. A estrela mais próxima amplifica a luz da mais distante, como se fosse uma lente.

Esse efeito é mais intenso se houver planetas em órbita em torno da estrela que age como lente. As conclusões alcançadas pelos astrônomos se reduzem a uma análise estatística, diz Gould. Nos últimos quatro anos, o programa MicroFUN descobriu apenas um sistema solar parecido com o nosso, com dois planetas gigantes de gás similares a Júpiter e Saturno.

"Só achamos este sistema, e deveríamos ter encontrado seis até agora se cada estrela tivesse um sistema solar como o da Terra", disse Gaudi, ao explicar que este reduzido número de descobertas só faz sentido com a existência de um pequeno número de sistemas - ao redor de 15% - como o nosso.

EFE
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Telescópio Hubble capta imagem mais profunda do universo

Na imagem, no quadro superior à esquerda, o objeto menor e um outro sob a cor vermelha representam galáxias que correspondem a uma distância entre ... Foto: AFP

Na imagem, no quadro superior à esquerda, o objeto menor e um outro sob a cor vermelha representam galáxias que correspondem a uma distância entre 12,9 bilhões e 13,1 bilhões de anos

A Nasa, agência espacial americana, e a ESA, agência espacial europeia, divulgaram nesta terça-feira a imagem mais profunda já fotografada do universo. A foto foi captada através da câmera em infravermelho do telescópio espacial Hubble. As informações são da agência AFP.

Na imagem, no quadro superior à esquerda, o objeto menor e um outro sob a cor vermelha representam galáxias que correspondem a uma distância entre 12,9 bilhões e 13,1 bilhões de anos.

Segundo as agências espaciais, galáxias com esse tempo de distância jamais haviam sido observadas. Os cientistas explicaram que elas são muito menores do que a Via Láctea - a galáxia da Terra - e possuem uma população de estrelas que pode ser enxergada nos pontos de coloração azul.

Sonda registra momento em que cometa é "engolido" pelo Sol

Imagem do cometa foi conseguida através de um equipamento que bloqueia o objeto mais brilhante, gerando um efeito de eclipse falso que destaca o ... Foto: BBC Brasil

Imagem do cometa foi conseguida através de um equipamento que bloqueia o objeto mais brilhante, gerando um efeito de "eclipse falso" que destaca o cometa da maneira como poderia ser visto a olho nu

Uma sonda da Nasa, agência espacial americana, e da ESA, agência espacial europeia, registrou o momento em que um cometa é "engolido" pelo Sol ao se aproximar do astro.

A sonda Observatório Solar e Helioscópico (Soho, na sigla em inglês), que foi lançada em 1995 para estudar desde o núcleo até a superfície do sol, além do vento solar, já registrou mais de 1,5 mil cometas. Cometas como este são conhecidos como cometas rasantes e são caracterizados por serem pequenos e por descreverem órbitas que os levam muito próximo do Sol.

Astrônomos acreditam que eles sejam fragmentos de cometas maiores que se partiram há muitos séculos. Um representante da Soho disse que a imagem do cometa foi conseguida através de um equipamento que bloqueia o objeto mais brilhante da imagem, gerando um efeito de "eclipse falso" que destaca o cometa da maneira como poderia ser visto a olho nu.

Nenhum dos cometas capturados pela Soho conseguiu "sobreviver" à sua aproximação do Sol.

BBC Brasil
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Troca de satélite pode prejudicar previsão do tempo no Brasil

O deslizamento no Morro da Carioca soterrou casas e matou moradores e turistas Foto: Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil

Mudança de satélite prejudicaria monitoramento de tempestades, como a que causou mortes em Angra dos Reis

A troca do satélite que fazia o monitoramento meteorológico do Brasil poderá fazer com o País fique "às cegas" por até três horas, o que prejudicaria previsões de curto prazo e o monitoramento de tempestades que se formam e deslocam rapidamente, como as que atingiram o Rio de Janeiro e São Paulo nesta semana. O problema é que, em caso de condições meteorológicas extremas no Hemisfério Norte - como um furacão -, o satélite GOES 12 - que substituiu o GOES 10 em dezembro - poderá ser focado nessa região, deixando o Brasil de lado por até três horas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com a reportagem, o problema pode ainda prejudicar segurança na aviação, já que diminuiria a precisão das previsões para planejamento de voos. A Agricultura também seria prejudicada, já que impossibilitaria o cálculo de chuva acumulada para determinado dia com base em imagens de satélite. Os satélites GOES (Geostationary Operational Environmental Satellite) pertencem à NOAA, a agência federal americana que monitora os oceanos e a atmosfera.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Telescópio descobre cinco planetas fora do Sistema Solar

Novos exoplanetas - na foto, com os tamanhos comparados aos da Terra (1ª, da dir. para esq.) e Júpiter (3º, da dir. para esq.) - seriam quentes para ... Foto: Nasa/Divulgação

Novos exoplanetas - na foto, com os tamanhos comparados aos da Terra (1ª, da dir. para esq.) e Júpiter (3º, da dir. para esq.) - seriam quentes para acolher uma forma de vida como concebemos na Terra

O telescópio americano Kepler, da Nasa, agência espacial americana, descobriu cinco exoplanetas - planetas que se localizam fora do Sistema Solar - todos muito quentes para acolher uma forma de vida como concebemos na Terra, anunciaram nesta segunda-feira responsáveis da missão. A sonda foi lançada em março de 2009 com o objetivo de descobrir exoplanetas.

"Estas observações permitem compreender melhor como se formam e evoluem os sistemas planetários a partir dos discos de gás e poeira cósmica para o nascimento das estrelas e de seus planetas", disse William Borucki, do centro de pesquisa Ames, da Nasa, responsável pela equipe científica do Kepler.

"Estas descobertas mostram ainda que os instrumentos funcionam bem e que o Kepler poderá cumprir com seus objetivos", destacou Borucki, por ocasião do 215º congresso da Sociedade de Astronomia americana (AAS), em Washington.

AFP
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Cientistas detectam movimentação do polo norte magnético

O polo norte magnético da Terra está avançando em direção à Rússia a quase 64 quilômetros por ano devido a mudanças magnéticas no núcleo do planeta, afirma nova pesquisa. O núcleo é profundo demais para que os cientistas detectem diretamente seu campo magnético. Mas os pesquisadores podem inferir os movimentos do campo acompanhando como o campo magnético terrestre muda na superfície e no espaço.

Agora, novos dados analisados sugerem que existe uma região de magnetismo em rápida transformação na superfície do núcleo, possivelmente sendo criada por uma misteriosa "pluma" de magnetismo proveniente do interior do núcleo.

E essa região pode estar deslocando o polo magnético de sua posição de longa data no norte do Canadá, disse Arnaud Chulliat, geofísico do Institut de Physique du Globe de Paris, na França.

Em Busca do Norte
O norte magnético, que é o lugar para onde as agulhas das bússolas realmente apontam, está próximo, mas não exatamente no mesmo lugar do Polo Norte geográfico. Neste momento, o norte magnético está próximo à ilha canadense Ellesmere.

Por séculos, navegadores usam o norte magnético para se orientar quando estão distantes de pontos de referência reconhecíveis. Embora os sistemas de posicionamento global tenham em grande parte substituído essas técnicas tradicionais, muitos ainda consideram as bússolas úteis para se orientar sob a água ou no subterrâneo, onde não há sinal dos satélites de GPS.

O polo norte magnético se deslocou muito pouco desde a época em que os cientistas o localizaram pela primeira vez em 1831. Depois, em 1904, o polo começou a avançar rumo ao nordeste num ritmo constante de 15 km por ano.

Em 1989, ele acelerou novamente, e em 2007 cientistas confirmaram que o polo está agora galopando em direção à Sibéria a um ritmo de 55 a 60 km por ano. Um deslocamento rápido do polo magnético significa que mapas do campo magnético devem ser atualizados com mais frequência para que usuários de bússola façam os ajustes cruciais do norte magnético para o verdadeiro Norte.

O Polo Itinerante
Geólogos acreditam que a Terra tem um campo magnético porque o núcleo é formado por um centro de ferro sólido cercado por metal líquido em rápida rotação. Isso cria um "dínamo" que comanda nosso campo magnético. Os cientistas suspeitam há muito tempo que, como o núcleo fundido está em constante movimento, mudanças em seu magnetismo podem estar afetando a localização na superfície do norte magnético.

Embora a nova pesquisa pareça sustentar essa ideia, Chulliat não pode afirmar que o polo norte vai um dia mudar para a Rússia. "É muito difícil prever", disse Chulliat.

Além disso, ninguém sabe quando e onde outra mudança no núcleo poderá se manifestar, fazendo o norte magnético se mover rumo a uma nova direção. Chulliat apresentou seu trabalho em um encontro da União Geofísica Americana, em São Francisco.

Na imagem artística, as linhas azuis mostram o campo magnético norte da terra e do pólo norte magnético    Foto: National Geographic
Na imagem artística, as linhas azuis mostram o campo magnético norte da terra e do polo norte magnético

Tradução: Amy Traduções

National Geographic
National Geographic

sábado, 2 de janeiro de 2010

Robô explorador Spirit completa seis anos em Marte

O robô "Spirit" da Nasa inicia amanhã seu sétimo ano de investigação em Marte, junto com o outro robô "Opportunity", e seguem surpreendendo os cientistas.

"Spirit" desceu na cratera Gusev do planeta vermelho em 3 de janeiro de 2004 e o outro robô explorador "Opportunity" pousou no outro lado de Marte, nas planícies de Meridiani Planum, em 25 de janeiro.

Pelos cálculos dos cientistas, os equipamentos deveriam funcionar por três meses. "Spirit" e "Opportunity" seguem funcionando passados 3,2 anos marcianos (um ano marciano equivale a 687 dias na Terra).

Durante o período, indicou hoje a Nasa, "Spirit" encontrou provas de um ambiente com vapor e turbulências no passado de Marte, muito diferente da área úmida e ácida documentada por "Opportunity", que andou mais de 17 quilômetros e enviou mais de 132 mil imagens de sua região de expedições.

Em maio passado, "Spirit" chegou a uma região arenosa onde suas rodas atolaram e os técnicos da Nasa temem que o robô não possa posicionar-se de modo que seus painéis que transformam a luz solar em energia acumulem carga suficiente para que o explorador sobreviva outro inverno marciano.

A roda da frente do "Spirit" deixou de funcionar em 2006 e a roda direita atolou há um mês. Mas, para surpresa dos técnicos, a roda da frente voltou a funcionar, embora de maneira intermitente.

As tentativas de movimentar o "Spirit" com quatro ou cinco rodas que seguem funcionando não deram muito resultado para retirar o aparelho da área arenosa e, na realidade, o robô afundou um pouco mais no solo.

"Spirit" está no hemisfério sul de Marte, onde agora é outono e a cada dia é menor a incidência de luz solar, energia que alimenta os painéis do robô.

EFE
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Caverna vertical descoberta na Lua poderia abrigar futura base

A caverna vertical tem 65 metros de diâmetro e 80-88 metros de profundidade  Foto: Gizmodo

A caverna vertical tem 65 metros de diâmetro e 80-88 metros de profundidade

Os cientistas japoneses descobriram "uma tubulação de lava" na Lua, uma estrutura cilíndrica de 80 metros de profundidade, que poderia servir de alojamento para futuros colonos humanos, informou hoje a União Geofísica Americana (AGU, na sigla em inglês).

A revista da instituição, Geophysical Research Letters, publicou o estudo coordenado por Junichi Haruyama, da agência espacial japonesa Jaxa, baseado em dados enviados pela cápsula Selene que orbita à Lua.

"Descobrimos um buraco vertical na Lua", assinalou a equipe internacional de astronautas liderada por Haruyama. "As tubulações de lava na Lua são lugares potencialmente importantes para uma futura base lunar, seja pela prospecção e pelo desenvolvimento, ou como um posto de escala para a prospecção além da Lua".

Os cientistas acreditam que o buraco é resultado de um colapso de lava ocorrido há bilhões de anos, quando a Lua era um lugar mais quente e com atividade vulcânica. Os cientistas calculam que a Lua tem mais de 4 bilhões de anos de idade.

As descobertas recentes de água e gelo na Lua indicam que os astronautas poderiam viajar ao satélite da Terra e permanecer ali por períodos mais prolongados.

Mas a montagem de uma base requer uma proteção contra a radiação e os meteoritos que chegam à superfície lunar que está desprovida de proteção atmosférica.

"Já que as tubulações de lava estão protegidas do difícil ambiente na superfície lunar, estes buracos poderiam ser utilizados como bases", acrescentou o artigo.

Com informações da agência EFE e Gizmodo

Coluna de fumaça da lua Enceladus é metade gelo, diz pesquisa

Pesquisadores elevaram sua estimativa quanto à proporção de gelo presente na coluna de fumaça lançada pela lua Enceladus, em Saturno. Até 50% da coluna de fumaça lançada pelos gêiseres de Enceladus pode consistir de gelo, revelou um pesquisador durante a recente reunião da União Geofísica Americana em San Francisco, Califórnia.

Anteriormente, os cientistas acreditavam que de 10% a 20% da coluna de fumaça consistiam de gelo, apenas, e que o restante consistia de vapor de água. Alguns pesquisadores acreditam que o estudo, comandado por Andrew Ingersoll, cientista planetário do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, sustenta a ideia de que as colunas de fumaça são causadas por um lago subterrâneo que ferve e lança material ao espaço, em lugar de serem causadas por processos mais frios, como a sublimação.

Ingersoll baseou sua estimativa em uma série de fotos de Enceladus obtidas em 2006 pela espaçonave de exploração Cassini. O momento "era muito especial", ele diz, porque dois eventos importantes estavam acontecendo simultaneamente: Enceladus estava perfeitamente iluminada pelo Sol, o que permitia que as partículas de gelo presentes na coluna de fumaça fossem facilmente observadas; e, ao mesmo tempo, a Cassini estava à sombra de Saturno. "Isso nos permitiu realizar observações na direção do Sol sem que seu brilho ofuscasse os instrumentos", disse Ingersoll.

As fotos mostravam Enceladus em diferentes pontos de sua órbita e em três faixas de onda ¿ultravioleta, luz visível e infravermelho. Em combinação, as imagens permitiram que a equipe de Ingersoll determinasse o tamanho das partículas de gelo nas colunas de fumaça, bem como seu índice de concentração.

Alimentando as colunas de fumaça
A equipe então calculou com que velocidade as partículas de gelo teriam de ser disparadas pelos gêiseres da lua para que contivessem o volume de gelo visto nas fotos. Eles constataram que Enceladus deve estar emitindo cerca de 200 quilos de gelo por segundo, um volume quase idêntico ao de vapor de água determinado por outros processos de medição.

A relação de um para um entre gelo e vapor de água representa uma restrição importante para a forma de operação dos gêiseres, disse Ingersoll. Em estudo aceito para publicação pela revista Icarus, ele examinou um cenário sob o qual os gêiseres são alimentados por um vapor nevoento que se sublima do gelo em câmaras subterrâneas. Mas isso não enquadra aos dados, ele diz. "Teríamos 1% de gelo e 99% de vapor de água, se fosse esse o método", afirma.

Uma maneira de obter mais gelo, diz Ingersoll, seria que as câmaras dos gêiseres contivessem água. Quando uma rachadura se abre, a água fica exposta ao vácuo do espaço e começa a ferver, ele diz. Mas boa parte do vapor se congela imediatamente, "e assim temos uma fração considerável de sólidos" na coluna de fumaça.

A presença de água em forma líquida é muito intrigante para aqueles que esperam que um dia seja possível encontrar vida em Enceladus. Mas nem todo mundo acredita que seja necessária água para criar as colunas de fumaça dos gêiseres.

Susan Kieffer, cientista planetária da Universidade do Illinois em Urbana-Champaign, por exemplo, redigiu um estudo segundo o qual a pluma continha apenas 10 a 20% de gelo. No entanto, ela não é adversária das constatações de Ingersoll. "Eles tiveram acesso a muitos dados novos", disse.

Mas Kieffer ainda não está pronta a reconhecer que a descoberta de Ingersoll requeira a presença de água. Em lugar disso, diz, ela prefere um modelo próprio que envolve alimentação de gêiseres pela descompressão explosiva de materiais conhecidos como clatratos, quando rachaduras na crosta os expõem ao vácuo.

Clatratos expostos
Os clatratos são gaiolas de dimensões moleculares de um composto que pode conter diversas outras moléculas. Os clatratos que alimentam as colunas de fumaça de Enceladus, assim, poderiam aprisionar numerosos outros gases que compõem cerca de 10% da coluna de fumaça.

"Os clatratos são cestas de lixo para acumular gases", diz Kieffer. Quanto um clatrato se decompõe, ela argumenta, não libera apenas vapor de água, mas também partículas de gelo, em volume suficiente para justificar os cálculos de Ingersoll sobre as colunas de fumaça. "Nosso modelo permite produzir muito gelo", ela diz.

Assim, das três principais teorias sobre a formação dos gêiseres de Enceladus ¿sublimação em câmaras crias e nevoentas; água líquida (que poderia sustentar vida) arremessada ao vácuo pela fervura; e clatratos explosivos-, apenas a primeira parece estar descartada pela descoberta de Ingersoll.

O debate continua, animado como sempre
"Creio que seja seguro estimar que ainda restem anos de debate sobre o assunto", diz Carolyn Porco, diretora da equipe de imagem do projeto Cassini. Kieffer concorda. "O argumento não vai desaparecer como resultado de uma apresentação", ela afirma. "Pode ser que persista até que nova espaçonave visite a região, ou até que surjam observações mais definitivas".

Tradução: Paulo Migliacci ME

Nature
Nature

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Denver se prepara para relação pacífica com extraterrestres

Oh, os complexos protocolos do contato interplanetário. O que deveriam fazer os seres humanos quando alienígenas do espaço exterior aparecerem em seus bairros?

É um assunto quanto ao qual Denver pode ganhar clara vantagem sobre cidades rivais menos preparadas, se a maioria dos eleitores responder sim a um referendo sobre a criação de uma Comissão Extraterrestre, na eleição do ano que vem.

O departamento de registro municipal anunciou em carta divulgada na terça-feira que os proponentes da Comissão Extraterrestre haviam conseguido assinaturas suficientes em uma petição e que por isso a iniciativa seria levado a referendo durante as eleições primárias estaduais que serão realizadas em 10 de agosto.

A comissão, que seria financiada por doações e por verbas institucionais do setor privado, teria uma tarefa de dimensões verdadeiramente cósmicas, de acordo com a petição: "Garantir a saúde, a segurança, e a conscientização cultural dos residentes e visitantes de Denver e, no futuro, facilitar a mais harmoniosa, pacífica, mutuamente respeitosa e benéfica coexistência possível entre seres inteligentes extraterrestres e os seres humanos".

A petição precisava de assinaturas equivalentes a 5% do total de eleitores que compareceram às urnas na mais recente eleição municipal de Denver, em 2007, ou 3.974 assinaturas, mas seus proponentes conquistaram 4.211, anunciou Stephanie Malley, a diretora do registro municipal em sua carta ao líder da iniciativa, Jeffrey Peckman, 55, munícipe de Denver.

Peckman declarou em entrevista que nunca teve contato pessoal com alienígenas ¿embora tenha visto uma misteriosa bola de luz verde no céu por sobre Denver, na noite em que Michael Jackson morreu. Mas disse que estava convencido de que existiam indícios suficientes quanto a contatos desse tipo para que uma organização formal seja criada a fim de obter mais informações. Os membros da comissão, disse ele, precisariam ter certos conhecimentos especializados, "ou conhecimentos sobre civilizações extraterrestres".

A votação quanto à comissão não terá custo substancial para a prefeitura de Denver, disse o diretor do serviço eleitoral do município, Michael Scarpello, porque a cidade de qualquer forma precisa cobrir o custo das primárias que serão realizadas no mesmo dia.

Em 2003, Peckman introduziu outro projeto para referendo em Denver, uma proposta de criação de infraestrutura para a redução do estresse social. A proposta obteve o apoio de 32% do eleitorado no referendo, ele afirmou.

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times
The New York Times

Astrônomos encontram galáxias mais distantes do universo

Astrônomos dos Estados Unidos conseguiram vislumbrar galáxias que surgiram apenas 500 milhões de anos depois do Big Bang, mais de 13 bilhões de anos atrás. Em, agosto, o Telescópio Espacial Hubble, da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa), obteve a imagem mais profunda do universo conseguida até o momento, em uma banda do espectro próxima ao infravermelho.

O telescópio espacial americano estava utilizando seu mais novo conjunto de olhos, a Wide Field Camera 3 (WFC3), instalada por astronautas em uma missão de manutenção realizada em maio.

Na banda do espectro próxima ao infravermelho, os astrônomos são capazes de detectar galáxias tão distantes, e se afastando com tamanha rapidez, que sua luz se distende mais do que a luz visível, e com isso se torna mais avermelhada. Quanto mais distante um objeto, maior o desvio da luz para o vermelho, conhecido como "redshift.

Nos últimos meses, pesquisadores vêm avaliando os novos dados obtidos pelo telescópio - mostrando uma porção do céu equivalente a cerca de 8% do diâmetro da Lua cheia, observada por 173 mil segundos ao longo de quatro dias-, em busca de galáxias antigas que possam ajudar a aprofundar a compreensão dos cientistas sobre o desenvolvimento do universo. A recordista atual em termos de distância confirmada é uma galáxia avistada em forma de pulso de raios gama, descoberta em abril, com um índice de redshift da ordem de 8,2 pontos.

Agora, o astrônomo Garth Illingworth, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, e seus colegas encontraram indícios provisórios da existência de três galáxias com desvio ao vermelho da ordem de 10 pontos. Isso indicaria que elas já existiam quanto o universo tinha entre 3% e 4% de sua idade atual, e estariam entre os mais antigos objetos já avistados pelo homem. As descobertas foram postas no site da arXiv.org.

"Ainda que não se trate de algo realmente inesperado, localizar galáxias de tempos tão distantes é muito animador", disse Illingworth, que também ajudou a criar um conjunto de imagens e dados baseado nas observações do Hubble e disponível para o público. "Não existe uma prova conclusiva ainda, mas estamos confiantes em que seja isso que estamos de fato observando".

Mais velhas que tudo
A descoberta pela equipe de galáxias com redshift da ordem de 10 pontos não é a primeira. Por exemplo, Rogier Windhorst, da Universidade Estadual do Arizona, em Tempe, e seus colegas reportaram ter identificado 20 galáxias com redshift próximo aos 10 pontos, no mesmo conjunto de dados, ainda que elas não incluam qualquer das três observadas por Illingworth. Windhorst e seus colegas postaram os dados sobre suas observações no site arXiv.org em outubro.

As diversas equipes discordam sobre como exatamente definir essas galáxias distantes, e o que constitui uma detecção definitiva. Illingworth argumenta que os padrões adotados pelo grupo de Windhorst não são suficientemente rigorosos, e que algumas das galáxias detectadas pela outra equipe estavam próximas de galáxias brilhantes e de grande porte, o que poderia ter contaminado os resultados.

"Isso pode ter confundido o software que eles utilizaram e os levado a identificar uma série de objetos que na verdade não eram verdadeiras galáxias com redshift acentuado", ele afirma. Illingworth também aponta que a presença de 20 galáxias com redshift da ordem de 10 pontos em uma região tão pequena do espaço indicaria um índice de formação de estrelas superior ao que vem sendo previsto já há algum tempo.

"Os resultados da observação não batem com aquilo que esperávamos, tanto em termos teóricos quanto em termos lógicos", ele afirmou. Windhorst reconhece que seu grupo "pode ter obtido resultados excessivos", mas acrescenta que o grupo de Illingworth foi "conservador em excesso". Ainda assim, Windhorst apontou que duas das galáxias identificadas pelo pessoal de Illingworth não satisfaziam os critérios de sua equipe para definir um redshift elevado, e que a terceira não havia sido detectada depois do processamento dos dados.

"É bom avaliar as coisas de maneira conservadora, mas não creio que eles tenham conduzido uma redução de dados com a qualidade que poderiam ter atingido", afirmou Windhorst.

Que se faça a luz
Mas a equipe de Illingworth "parece ter realizado um trabalho mais cuidadoso que a de Windhorst", disse o astrônomo Richard Ellis, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena. Em 2007, ele reportou galáxias candidatas a apresentar redshift da ordem dos oito a 10 pontos, usando o telescópio Keck, no Havaí.

Ellis acrescentou que a equipe de Illingworth "se esforça muito para justificar as galáxias candidatas", embora ele considere que a detecção dos objetos com alto redshift por apenas um filtro da câmera requeira cautela, já que muitas alegações semelhantes, entre as quais as suas, foram revisadas posteriormente por outros estudiosos, com resultados contraditórios.

"O histórico de alegações sobre a descoberta de galáxias com redshift de 10 pontos é falho, mas ainda assim interessante", ele diz. "Em última análise, ainda temos de descobrir como confirmá-las. Será uma empreitada muito difícil, como provou o trabalho com outras galáxias candidatas já provou".

O Telescópio Espacial Hubble obteve a imagem mais profunda do universo conseguida até o momento Foto: Nature

O Telescópio Espacial Hubble obteve a imagem mais profunda do universo conseguida até o momento

Tradução: Paulo Migliacci ME

Nature
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Estação Espacial Internacional vai comemorar três vezes o Ano Novo

Os cinco tripulantes da Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês) receberão três vezes o Ano Novo: segundo a hora de Moscou, de Houston (Texas, EUA) e de Tóquio, informaram hoje fontes de Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.

"A ISS dá uma volta ao redor da Terra aproximadamente em uma hora e meia. Deste modo, a Estação cruza 16 vezes a fronteira entre o Ano Novo e o Velho. Os cosmonautas poderiam celebrar o Ano Novo o mesmo número de vezes", disse um porta-voz do CCVE, citado pela agência "Interfax".

Acrescentou que, obviamente, os tripulantes da ISS não passarão o dia todo comemorando o Ano Novo, mas haverá três celebrações, uma por cada país representado na tripulação atual da plataforma.

A atual missão permanente na ISS é integrada por dois astronautas russos, Maxim Surayev e Oleg Kotov, dois americanos, Jeff Williams e Timothy J. Creamer, e um japonês, Soichi Noguchi.

EFE
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Fenômeno chamado de Lua Azul ocorrerá na véspera de Ano-Novo

A véspera do Ano-Novo, 31 de dezembro de 2009, reserva grandes e belas surpresas. Nessa noite, ocorrerá um fenômeno chamado de Lua Azul. Segundo definição popular, uma Lua Azul é a segunda Lua Cheia em um mesmo mês. A frequência de acontecimento é de 1 vez a cada 2 ou 3 anos. As informações são do The Huffington Post.

No entanto, de acordo com os cientistas, o nome não está relacionado com a cor do corpo celeste. A Lua Cheia ocorreu em 2 de dezembro e aparecerá novamente a tempo de contagem regressiva do Ano-Novo, na quinta-feira.

O fenômeno será visível nos Estados Unidos, Canadá, Europa, América do Sul e África. O hemisfério oriental poderá comemorar a virada do ano com um eclipse lunar parcial. O eclipse não será visível nas Américas.

O fenômeno é raro e não acontece todos os anos. A última vez ocorreu dia 31 de maio de 2007. Luas New Year's Eve azuis são ainda mais raras, ocorrendo a cada 19 anos. A última vez foi em 1990, o próximo será em 2028. O fato ocorre devido ao ciclo lunar de 29.5 dias, o que torna perfeitamente possível que em um mesmo mês sua fase se apresente cheia por duas vezes.

Fevereiro é o único mês impossível de se ter a Lua Azul, mesmo em anos bissextos. Inclusive é possível um ano não ter Lua Cheia no mês de fevereiro, nesses anos, acontece uma Lua Cheia no final de janeiro e a outra no início de março, ou seja, 2 Luas Azuis no mesmo ano, em janeiro e março. Isto ocorre em média a cada 35 anos.

Segundo o astrônomo da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, Greg Laughlin, as Luas azuis não têm nenhum significado astronômico.

O nome surgiu de uma interpretação errada da revista Sky & Telescope, em 1946. Naquele ano, o astrônomo James Hugh Pruett usou a expressão - até então utilizada apenas pelo "Almanaque do Fazendeiro do Maine" para designar a terceira Lua cheia de uma estação do ano - para dar o nome ao fenômeno.

De acordo com os cientistas, o nome não está relacionado com a cor do corpo celeste Foto: Nasa/Divulgação

De acordo com os cientistas, o nome não está relacionado com a cor do corpo celeste

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Sonda Cassini capta imagem de lua de Saturno

A agência espacial americana, Nasa, divulgou nesta terça-feira uma imagem de Saturno captada no dia 4 de novembro pela sonda Cassini. Na foto, aparece reproduzida a imagem da lua Rhea, captada pela câmera a uma distância de cerca de 808 mil milhas do planeta.

Rhea, com 949 km de diâmetro, orbita além dos anéis à direita da imagem. A lua Tétis não aparece na foto, mas sua sombra pode ser vista refletida sobre o o planeta, à esquerda da imagem. A reprodução mostra um ponto de vista do lado norte iluminado dos anéis.

A captação foi feita com filtros espectrais combinados em vermelho, verde e azul para criar uma visão de uma cor natural.

  Foto: Nasa/Divulgação
A imagem foi captada a uma distância aproximada de 808 mil milhas de Saturno

Cientistas: experimento pode ter encontrado matéria escura

Um experimento enterrado nas profundezas das florestas de Minnesota observou dois eventos que podem ser a primeira detecção direta da matéria escura. A descoberta é tentadora - ainda é possível que partículas convencionais tenham causado o sinal, mas, se confirmada, ela marcará o fim de uma busca de décadas por essas partículas misteriosas.

Os dados do experimento CDMSII (acrônimo em inglês para segunda busca criogênica de matéria escura) também sugerem que a matéria escura deve aparecer nas colisões do Grande Colisor de Hádrons (LHC), o mais poderoso acelerador de partículas no mundo em operação no CERN, o laboratório europeu de física de partículas próximo a Genebra, Suíça.

Observações do astrônomo suíço Fritz Zwicky nos anos 1930 deram as primeiras pistas da existência da matéria escura. Desde então, estudos da estrutura do Universo e da rotação de galáxias confirmaram que deve haver uma forma invisível de matéria formando o cosmos. Essa matéria escura deve corresponder a até 85% de toda matéria no Universo, embora sua identidade seja desconhecida.

Os dois eventos, observados pelo CDMSII em 2007, são assinaturas da forma mais provável de matéria escura, conhecida como partículas massivas de interação fraca (WIMPs, no acrônimo em inglês). Cada partícula pode ser tão massiva quanto um átomo inteiro, mas se revelar apenas raramente na interação com a matéria convencional.

As possíveis WIMPs foram detectadas nos cristais de germânio e silício do experimento, que são esfriados a temperaturas próximas do zero absoluto (-273,15º C). Quando uma WIMP se choca com um desses cristais, isso deve provocar vibrações que aumentam sutilmente a temperatura do detector e também criar uma pequena carga na superfície do cristal. A comparação do tamanho e do tempo dos dois sinais pode ajudar a determinar se eles foram ou não causados por WIMPs.

Uma pista interessante
Os cientistas do CDMSII não estão comentando sobre os resultados até que eles sejam revisados por colegas independentes. Mas em uma série de pronunciamentos nos próximos dias nos EUA e na Europa, os cientistas devem anunciar que seus candidatos a WIMP têm uma massa de 3.060 giga elétron-volts, cerca de 3.060 vezes a de um único próton. A partir de sua análise, eles acreditam que haja uma chance de 75% de que ambos os eventos sejam WIMPs e uma de 25% de que os dois sejam falso-positivos causados por radiação desgarrada.

Três chances em quatro não são o bastante para declarar uma detecção definitiva das esquivas WIMPs, afirma Timothy Sumner, físico do Imperial College London, que lidera um experimento de WIMP rival conhecido como Zeplin-III.

"Estatisticamente, não é convincente", diz ele. A grande pergunta é se o experimento considerou adequadamente a radiação de fundo. Apesar de envolto por tijolos de chumbo e localizado a 750 metros no subsolo da Mina de Soudan, ainda há uma chance de que alguns nêutrons tenham encontrado um caminho até os cristais e imitado os sinais de WIMP. O choque de elétrons desgarrados ou raios gama na superfície do detector também pode criar falso-positivos. É extremamente difícil e crucial conseguir entender e registrar esses ruídos de fundo para confirmar qualquer detecção, afirma Sumner.

Observar dois eventos é um resultado tentador e frustrante para o CDMSII. Se o detector tivesse encontrado cinco WIMPs, os físicos poderiam declarar com confiança uma descoberta, enquanto que se nenhum sinal tivesse sido observado, isso teria restringido ainda mais a possível massa das partículas. ¿O melhor que podemos chamar isso é de pista¿, afirma John Ellis, físico teórico do CERN. "Uma pista interessante."

A caça continua
A possível detecção no CDMSII é a mais recente de uma série de observações de possíveis matérias escuras. Em agosto de 2008, um experimento por satélite de liderança italiana conhecido como PAMELA observou um excesso de antielétrons (pósitrons) que podem ter surgido da aniquilação de partículas de matéria escura.

E em outubro, um satélite da NASA conhecido como Telescópio Especial de Raios Gama Fermi avistou uma névoa de luz de alta energia no centro de nossa Galáxia que também pode ser uma assinatura de matéria escura. Um experimento italiano conhecido como DAMA alegou ter visto matéria escura antes, mas muitos físicos são céticos em relação às descobertas do grupo. Os novos resultados são consistentes com as observações do PAMELA e do Fermi, mas tornam a validade dos resultados do DAMA menos prováveis. Os resultados do CDMSII vão agora estimular os físicos do LHC a verificar a observação.

"O LHC veria isso muito facilmente e com relativa rapidez", diz Ellis, acrescentando que o colisor pode potencialmente gerar um sinal detectável de WIMP até o final do próximo ano. A confirmação de WIMPs nas energias sugeridas pelo CDMSII também forneceria suporte para a supersimetria, uma teoria popular que simultaneamente explicaria a matéria escura e unificaria diversas forças fundamentais.

Mas os cientistas talvez não precisem esperar até lá para saber se o CDMSII está correto. Experimentos como o Zeplin-III estão agora coletando dados e podem dar apoio à observação do CDMSII em questão de meses. "Uma possível confirmação pode ocorrer muito rapidamente", diz Sumner.

Tradução: Amy Traduções

Nature
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Rússia lança satélite americano de telecomunicações

A Rússia lançou nesta terça-feira um satélite americano de telecomunicações a partir do Cazaquistão, informaram duas agências de notícias oficiais.

"O lançamento aconteceu de acordo com as previsões e o satélite alcançará sua órbita às 12H32 locais (7H32 de Brasília)", afirmou uma fonte da agência espacial russa Roskosmos, citado pela RIA Novosti.

O satélite DirectTV-12 deve fornecer acesso a internet e a operadoras de TV fechada a clientes americanos.

AFP
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Copérnico será enterrado novamente 400 anos após sua morte

O astrônomo polonês Nicolau Copérnico será enterrado novamente na catedral de Frombork em cerimônia solene no dia 22 de maio de 2010, mais de 400 anos após sua morte, informa a edição de hoje do jornal "Gazeta Wyborcza".

Segundo a diocese de Ermland, no nordeste da Polônia, os ossos do cientista (1473-1543), exumados há quatro anos, serão sepultados sob o altar do templo.

A expectativa é de que as obras de construção do sepulcro, que pesará duas toneladas, comecem em janeiro.

Os restos mortais do astrônomo foram achados em 2005 por arqueólogos poloneses durante escavações nos arredores da catedral de Frombork.

Três anos depois, exames de DNA determinaram que esses restos pertenciam ao astrônomo Copérnico foi o criador da teoria heliocêntrica, segundo a qual o Sol é o centro do Sistema Solar, contrariando a ideia predominante em sua época de que a Terra era quem desempenhava esse papel.

EFE
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Satélite da Nasa capta atividade vulcânica nas Filipinas

A agência espacial americana, Nasa, divulgou uma imagem de atividades vulcânicas do vulcão Mayon, nas Filipinas. A foto, de 15 de dezembro, foi obtida pelo Advanced Land Imager (ALI), equipamento que compõe o satélite Earth Observing-1, da Nasa.

Milhares de pessoas que vivem na zona de perigo do vulcão foram forçadas a fugir para abrigos de emergência em meados de dezembro de 2009. Pequenos terremotos, lavas incandescentes e cinzas sugeriram que uma grande erupção estava a caminho. Na noite de 14 de dezembro, o observatório local elevou o nível de alerta para 3, que significa "magma está perto da cratera e erupção explosiva e perigosa é iminente."

A atividade do vulcão é acompanhada de perto pelos vulcanólogos desde julho, quando o Mayon aumentou sua atividade, após quase três anos em inatividade. A pior das 45 erupções conhecidas do vulcão foi em 1814, quando causou a morte de cerca de 1,2 mil pessoas e soterrou a cidade de Cagsawa, batizada de "Pompeia filipina".

Na imagem, em cor natural do Mayon, uma pequena nuvem de cinzas e vapor está soprando para o oeste do cume Foto: Nasa/Divulgação

Na imagem, em cor natural do Mayon, uma pequena nuvem de cinzas e vapor está soprando para o oeste do cume

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Brasil presidirá Comitê de Satélites de Observação da Terra

Representado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Brasil presidirá em 2010 o Comitê de Satélites de Observação da Terra (Ceos, na sigla em inglês), que reúne 28 agências espaciais e 20 organizações nacionais e internacionais. Estabelecido em 1984, o Ceos é responsável pela coordenação global de programas espaciais civis e pelo intercâmbio de dados de satélites de observação da Terra em benefício da sociedade.

No encerramento da 23ª Reunião Plenária do Ceos, realizada em Phuket, na Tailândia, o diretor do Inpe, Gilberto Câmara, foi anunciado oficialmente como novo presidente do comitê para 2010. O Ceos e outras 51 organizações, além da Comissão Europeia, fazem parte do Grupo de Observações da Terra (GEO, na sigal em inglês), um painel intergovernamental implantado por uma série de cúpulas em nível ministerial, envolvendo 75 países.

O objetivo do GEO é estabelecer, nos próximos dez anos, um Sistema Global de Sistemas de Observação da Terra (Geoss), cuja finalidade é conceber um futuro no qual as decisões e ações em prol da humanidade serão subsidiadas por informações e observações da Terra de forma coordenada, compreensível e sustentável.

Segundo o Inpe, a presidência do Ceos reforça o reconhecimento mundial do Brasil como líder na disseminação do uso de dados de satélites, por ter sido o primeiro a adotar uma política de acesso livre, com o Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS, na sigla em inglês), em 2004.

O intercâmbio de dados de satélites proporcionado pelo Ceos une esforços e permite, segundo o Inpe, a obtenção de mais informações para o estudo do desmatamento, previsão de desastres naturais, conservação da biodiversidade, entre outras aplicações importantes no atual cenário de mudanças climáticas.

Com informações da agência Fapesp

JB Online
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Brasil participa de buscas por planetas fora do Sistema Solar

A Agência Espacial Francesa (Cnes) anunciou esta semana, durante a comemoração dos três primeiros anos em órbita do satélite franco-europeu-brasileiro CoRoT (Convection, Rotation and planetary Transits), a decisão de prosseguir com a missão por mais três anos. O projeto do satélite CoRoT é uma parceria internacional de laboratórios franceses e de mais seis países europeus, além do Brasil.

O principal objetivo do projeto é buscar exoplanetas (planetas que não fazem partem do Sistema Solar). A busca é principalmente por planetas pequenos rochosos, parecidos com a Terra, locais onde as superfícies sólidas ou líquidas poderiam oferecer condições para o surgimento de vida.

"É importante ressaltar que planetas maiores, como Júpiter e Saturno, no caso do Sistema Solar, têm sua camada mais externa composta por gases", explica o professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, Eduardo Janot, presidente do comitê CoRoT-Brasil.

Alcântara
Outra função do CoRoT é o estudo de oscilações estelares através das variações de emissão de luz das estrelas, os estelemotos, algo como terremotos que ocorrem nas estrelas. Esses fenômenos permitem analisar a propagação dessas vibrações até o interior das estrelas, o que ajuda a entender o comportamento destes corpos celestes e até mesmo fazer algumas analogias com o comportamento do Sol.

Além da Agência Espacial Francesa, participam laboratórios científicos da Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Holanda e Itália, na Europa. No Brasil, os principais centros de pesquisas astronômicas nacionais participam do projeto.

Para França, foram enviados cinco pesquisadores brasileiros que auxiliaram no desenvolvimento de um software de tratamento dos dados enviados pelo satélite. Outra participação brasileira é com o Centro Espacial de Lançamentos de Alcântara, no Maranhão, que abriga umas das três bases terrestres para as quais o satélite envia os dados coletados. "Com a entrada da Base de Alcântara no projeto, houve um aumento de 80 para 120 mil estrelas observadas", aponta Janot.

Lançado em dezembro de 2006, a missão do satélite deveria durar três anos, mas os resultados foram tão positivos que os coordenadores do projeto dos diversos países participantes decidiram dar continuidade aos trabalhos do CoRoT.

Dentre as principais descobertas do satélite nos último três anos estão uma dezena de exoplanetas, além centenas de outros astros que necessitam de observações do solo para que possam ser enquadrados como exoplanetas. O principal destaque nesta área vai para o CoRoT 7-b, o primeiro planeta rochoso descoberto fora do Sistema Solar com massa e densidade próximas a da Terra.

Dentro sismologia estelar ¿ aquela que analisa, entre outros fenômenos, os estelemotos ¿, o satélite descobriu novos tipos de variações de luz, muitas delas até então desconhecidas pela astronomia. "A descoberta dessas novas variações abre espaço para novas perspectivas no conhecimento estelar e na física das estrelas", diz Janot.

Com a continuação do Projeto CoRoT, algumas pesquisas devem ser aprofundadas. Uma delas é o enfoque nos estudos destes pequenos planetas rochosos, planetas os quais podem abrigar alguma forma de vida. Outro enfoque da pesquisa com exoplanetas será a busca pelas chamadas ¿Super Terras quentes¿, planetas com uma massa um pouco maior do que a Terra e mais próximos de suas estrelas.

Com informações da agência USP

JB Online
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Tripulação da Estação Espacial incorpora espírito natalino

Membros da tripulação da ISS usam gorros de Papai Noel em comemoração ao Natal Foto: Nasa/Divulgação

Membros da tripulação da ISS usam gorros de Papai Noel em comemoração ao Natal

A tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS) também incorporou o espírito natalino. Com gorros de Papai Noel, de duendes e até uma árvore de Natal, eles participaram de uma videoconferência com suas bases na Rússia, Japão e Estados Unidos de dentro do Módulo de Serviço Zvezda, na seção russa da ISS.

Os astronautas que ocupam atualmente as instalações da plataforma orbital são os americanos Jeffrey Williams, comandante de turno, e T.J. Creamer, os russos Maxim Suraev e Oleg Kotov, comandante da Soyuz, e o japonês Soichi Noguchi. A ISS orbita a Terra 16 vezes por dia a cerca de 400 km de altitude em uma velocidade de 28 mil km/h e é capaz de monitorar 90% da superfície do planeta.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Nave espacial russa Soyuz chega à ISS

A nave espacial russa Soyuz chegou nesta quarta-feira à Estação Espacial Internacional (ISS), levando três astronautas - japonês, americano e russo- a bordo, informou o centro russo de controle de voos espaciais (TSUP).

"Tudo ocorreu como o previsto, de forma automática", às 01h48 de Moscou (20hH48 Brasília), assinalou um responsável do centro, citado pela agência Interfax.

O foguete havia decolado na segunda-feira do cosmódromo de Baikonur (Kazaquistão), às 03h52 local (19h52 domingo), no primeiro lançamento tripulado noturno e no inverno.

A tripulação é formada pelo russo Oleg Kotov, o americano Timothy Creamer e o japonês Soichi Noguchi. Sua missão é prosseguir com os trabalhos de alta tecnologia a bordo da ISS.

Os três permanecerão na ISS durante seis meses, realizando cerca de 40 experiências científicas, além de participar da montagem do novo módulo espacial russo.

O trio substituirá a atual tripulação, composta pelo belga Frank De Winne, o canadense Robert Thirsk e o russo Roman Romanenko.

AFP
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Veja melhores fotos da superfície terrestre tiradas do espaço

O Parque Nacional do Jaú, na Amazônia, terceiro maior parque do mundo em floresta tropical, foi fotografado pelo Landsat 7 Foto: Nasa/Divulgação

O Parque Nacional do Jaú, na Amazônia, terceiro maior parque do mundo em floresta tropical, foi fotografado pelo Landsat 7

O programa Landsat da Nasa, agência espacial americana, desde 1972 enche os olhos dos cientistas ao monitorar e mapear as feições da superfície da Terra a partir do espaço. Confira algumas das imagens que mais impressionaram os astrônomos captadas com perspectivas originais e cores vivas.

O primeiro satélite do projeto foi lançado em 1972 e o mais recente, batizado de Landat 7, partiu em direção ao espaço em 15 de abril de 1999. O Landsat 7 orbita a 705 km da Terra e é capaz de fotografar uma área de 185 km de extensão com resolução de 30 m.

Confirmação de água na Lua foi grande sucesso da Nasa em 2009

A confirmação de que há água na Lua e de que o satélite não é absolutamente árido como se pensava foi uma das conquistas mais importantes em 2009 para a Nasa, agência espacial americana. Outro de seus grandes avanços foi a missão que chegou pela última vez para reparar e melhorar as operações do telescópio espacial Hubble, assim como a incansável exploração de Marte com suas sondas e seus veículos Spirit e Opportunity.

A Nasa também incluiu entre os acontecimentos de destaque do ano a confirmação de que há metano em Marte junto com os estudos sobre a redução das camadas de gelo nos pólos terrestres. No dia 9 de outubro, a Nasa abriu um novo capítulo na ciência, quando a sonda LCROSS (Lunar Crater Observation and Sensing Satellite) revelou que o impacto de um de seus foguetes na cratera Cabeus, perto do polo sul da Lua, confirmou a presença de água no satélite natural da Terra.

O impacto criado pela etapa superior do foguete Centauro, da LCROSS, revelou uma superfície de material antes congelado proveniente da cratera que se transformou em vapor como resultado da colisão. Esse material, que não tinha recebido a luz do sol durante bilhões de anos, foi detectado pelos instrumentos da sonda e pelos telescópios espaciais e terrestres.

Os estudos confirmaram todas as suspeitas: o hidrogênio detectado nos polos só podia ser originado pela existência de água. "As evidências de vapor de água nessa superfície criada pelo impacto da 'Centauro' são múltiplos. A concentração e distribuição de água e outras substâncias requer um maior estudo, mas podemos assegurar que há água em Cabeus", afirmou Anthony Colaprete, cientista do Centro Ames de Pesquisas da Nasa.

Mas não foi só a descoberta de água que provocou a alegria dos cientistas, que afirmaram que as análises revelam que há outros materiais que poderiam ser úteis para futuras explorações tripuladas a outros planetas utilizando a Lua como plataforma. "A compreensão total dos dados transmitidos pelos instrumentos da LCROSS demorará um tempo tanta é sua riqueza", afirmou Colaprete.

"Além da água em Cabeus há outras substâncias misteriosas. As regiões permanentemente sombrias da Lua são armadilhas gélidas que recolheram e conservaram material durante bilhões de anos", acrescentou o cientista. A Nasa, concentrada em terminar a construção da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), dedicou em setembro uma missão do ônibus espacial "Atlantis" para reparar e atualizar os instrumentos do observatório espacial Hubble.

Durante cinco caminhadas espaciais, os tripulantes da nave fizeram manutenção no telescópio e se despediram pela última vez dele com a esperança de que continue abrindo novas portas do universo nos próximos anos. O telescópio, que não voltará a receber outra missão de serviço, funcionará durante os próximos anos até que finalmente seja atraído pela gravidade terrestre e se desintegre em seu choque com a atmosfera.

Desde que começou a funcionar, em 1993, o Hubble captou imagens de corpos e fenômenos nunca observados, como estrelas rodeadas por pó cósmico que poderiam se transformar em sistemas planetários, imagens de galáxias em colisão, além de ter constatado a existência de buracos negros no centro das constelações. Além disso, determinou que o universo nasceu do Big Bang há 13,7 bilhões de anos e que as formações planetárias são similares no universo.

Segundo uma lista divulgada em seu site, outros eventos importantes deste ano para a Nasa foram o desenvolvimento de foguetes experimentais para os futuros veículos espaciais e o aumento da cooperação espacial na comunidade global.

EFE
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Cientistas russos podem enviar macaco em missão a Marte

O primeiro ser vivo a chegar em Marte pode ser um macaco, e não um ser humano. A Rússia, primeiro país a colocar primatas em órbita em 1983, está estudando a possibilidade de preparar macacos em simulações com o objetivo de enviá-los ao planeta vermelho - uma decisão que pode provocar polêmica com organizações que defendem os animais. As informações foram noticiadas nesta terça-feira pelo jornal britânico The Telegraph.

"Temos planos para retornar ao espaço", disse Zurab Mikvabia, diretor do Instituto de Patologia Experimental e Terapia na Geórgia, que forneceu os animais para o programa de 1980. Segundo ele, o instituto já está em negociações preliminares com a Academia Cosmonáutica da Rússia para dar início aos testes. No início, conforme Mikvabia, "o objetivo era enviar pessoas quando foi construído o Marte-500 (projeto em que 6 voluntários ficaram confinados em uma cápsula por 120 dias para simular uma viagem ao planeta vermelho)".

"Dada a duração do voo até Marte e os raios cósmicos para os quais ainda não temos proteção adequada durante uma viagem tão longa, as discussões se direcionaram para o envio de um macaco, em vez de uma pessoa", disse o diretor. A estimativa de viagem proposta pela ESA, agência espacial europeia, é de 520 dias, cerca de um ano e meio. Durante o percurso, o animal seria acompanhado, cuidado e alimentado por um robô.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Nave Soyuz decola com três astronautas rumo à ISS

Três astronautas, um japonês, um russo e um americano, decolaram nesta segunda-feira (hora local) do centro espacial russo de Baikonur, situado na estepe do Casaquistão, rumo à Estação Espacial Internacional (ISS).

A nave decolou no horário previsto, 03h52 local (19h52 de Brasília), do centro de Baikonur.

A tripulação é composta pelo russo Oleg Kotov, o americano Timothy Creamer e o japonês Soichi Noguchi. Sua missão é continuar com os trabalhos de alta tecnologia a bordo da ISS.

Eles vão substituir o belga Frank De Winne, o canadense Robert Thirsk e o russo Roman Romanenko, que voltaram à Terra no último dia primeiro, depois de seis meses a bordo da ISS, cuja capacidade foi duplicada no final de maio para poder receber seis astronautas.

AFP
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sábado, 19 de dezembro de 2009

Rússia aprova nova tripulação da ISS

Uma comissão estatal russa aprovou hoje a composição da nova tripulação que no domingo irá para a Estação Espacial Internacional (ISS) na nave "Soyuz TMA-17".

A tripulação, como se esperava, será integrada pelo cosmonauta russo Oleg Kotov e os astronautas Timothy Creamer (EUA) e Soichi Noguchi (Japão), informou a agência oficial de notícias russa "RIA Novosti".

A nave "Soyuz TMA-17" será lançada da base de Baikonur (Cazaquistão) às 19h52 (Brasília) de amanhã e se acoplará à plataforma orbital às 20h58 de terça-feira.

Os astronautas, que formam a expedição permanente número 23 da ISS, trabalharão durante seis meses na plataforma orbital, onde se juntarão à tripulação atual, formada pelo russo Maxim Suráyev e o americano Jeff Williams.

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Acelerador de partículas bate novo recorde

O experimento do "Big Bang" na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern) bateu novos recordes de colisão de partículas esta semana, e agora ficará fechado por dois meses a fim de se preparar para uma atividade com energia ainda maior, informou o centro de pesquisa na sexta-feira.

As atividades do Grande Colisor de Hádrons (LHC) são parte de uma experiência para recriar as condições existentes imediatamente após o Big Bang, que deu origem ao universo, a fim de compreender a natureza da matéria.

"Este primeiro período de atividade serviu a seu propósito: testando todos os sistemas do LHC, proporcionando dados de calibragem para os experimentos e mostrando o que precisa ser feito para preparar a máquina para um período sustentado de atividade sob uma energia maior", disse o diretor-geral do Cern, Rolf Heuer."Não podíamos ter pedido um jeito melhor de encerrar 2009", acrescentou num comunicado.

Os cientistas do Cern provocaram a colisão de feixes a 2,36 trilhões de elétrons-volt (TeV), um novo recorde, coroando as operações do acelerador de partículas mais potente do mundo, desde que foi reativado em novembro.

Um TeV é aproximadamente a energia usada por uma mosca num vôo, mas, quando concentrada numa única partícula subatômica, se torna muito mais potente.

O Cern havia estabelecido o recorde anterior em 30 de novembro, após circular os primeiros feixes em 23 de novembro ao redor do seu túnel de 27 quilômetros sob a fronteira entre a França e a Suíça, perto de Genebra. Isso derrubou o recorde de 1,96 TeV para uma colisão, estabelecido por um colisor do Fermi National Accelerator Laboratory, nos Estados Unidos.

Reuters
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Cientistas acham cratera submarina que pode ser de meteorito

Cientistas portugueses encontraram uma depressão no fundo do Oceano Atlântico, ao sul das ilhas de Açores, que dizem poder se tratar de uma formação resultante do impacto de um meteorito. A depressão tem um formato circular, com seis quilômetros de diâmetro e uma ampla cúpula e, devido ao seu formato, foi chamada de "Ovo Frito". Os cientistas calculam que a colisão ocorreu em algum momento nos últimos 17 milhões de anos.

"Para termos certeza, precisamos coletar amostras e fazer um perfil das camadas de sedimento para determinar se as formações são resultantes de um impacto", afirmou o cientista Frederico Dias, do grupo de pesquisa Estrutura de Missão Para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC).

"Precisamos também verificar todos os sinais que são consistentes com um impacto de alta velocidade, como vidro gerado no derretimento e, claro, escombros; e os chamados cones estilhaçados (rochas que sofreram choque)", acrescentou o pesquisador em entrevista à BBC.

Os cientistas também encontraram outra formação semelhante, porém menor, a oeste da primeira formação. Dias apresentou a descoberta do suposto impacto na Reunião de Outono da União Geofísica Americana em San Francisco, Estados Unidos, a maior reunião anual de cientistas especializados em geofísica.

Picos centrais
A cratera, identificado pela primeira vez durante uma análise para mapeamento da plataforma continental portuguesa, em 2008, está a uma profundidade de dois quilômetros abaixo do nível do mar, a cerca de 150 quilômetros do arquipélago de Açores.

A cúpula no centro da cratera - que seria a "gema" do Ovo Frito - tem cerca de três quilômetros de diâmetro e cerca de 300 m de altura. Ela é cercada por uma vala em anel que fica de cerca 110 m abaixo do solo ao redor da cratera.

Os cientistas portugueses já descartaram a possibilidade de a formação ter origem vulcânica, pois eles não encontraram vestígio de fluxo de lava dentro da estrutura ou em seus arredores. A segunda cratera encontrada pelos cientistas fica a oeste da primeira formação, entre três e quatro quilômetros de distância, e é bem menor.

"Fica bem ao lado. Se o ''Ovo Frito'' é uma cratera, esta (formação) também pode ser uma", afirmou Frederico Dias. A equipe de cientistas portugueses já tem uma terceira expedição à região marcada para o começo de 2010 e, nesta viagem, vão usar um veículo operado por controle remoto para tentar recolher amostras do fundo do mar para análise.

A apresentação dos detalhes a respeito da formação perto de Açores na reunião em San Francisco dividiu os cientistas participantes a respeito da teoria do impacto de um meteorito, de acordo com Dias. "Mesmo se não for uma cratera formada por um impacto, ainda assim é uma formação interessante", afirmou o cientista português.

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Adiado lançamento de satélite europeu na Guiana Francesa

O lançamento do satélite militar Helios 2B, previsto inicialmente para o último dia 9 e depois para hoje, foi novamente adiado e, se possível, acontecerá amanhã na base espacial de Kuru, na Guiana Francesa.

O consórcio espacial europeu Arianespace confirmou o adiamento da missão, sem dar mais detalhes, apenas informando que a contagem regressiva foi paralisada minutos antes do momento do lançamento, previsto para 13h26 (14h26, Brasília).

"Buscaremos fazer uma nova tentativa amanhã", anunciou o presidente de Arianespace, Jean-Yves Le Gall. O primeiro adiamento foi por problemas técnicos detectados no foguete Ariane 5, que deverá pôr em órbita o novo satélite de observação militar.

Uma vez posto em órbita, o Helios 2B poderá observar qualquer ponto da Terra sincronizado com o Sol para garantir a mesma iluminação nas fotografias tiradas sobre um mesmo ponto e evitar assim a possível distorção de imagens.

As Forças Armadas poderão utilizar depois essas imagens para preparar missões e estudar possíveis ameaças, assim como para elaborar mapas de zonas pouco conhecidas, especialmente de países em conflito, ou para se preparar para catástrofes meteorológicas.

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Astrônomos alemães descobrem mar na lua Titã de Saturno

Astrônomos alemães descobriram na lua Titã, que orbita em torno do planeta Saturno, um gigantesco mar, superior ao Cáspio, considerado o maior mar interno da Terra. Nesta quinta-feira, o Centro Alemão Aeroespacial (DLR) anunciou que o mar de Titã, descoberto por membros do instituto de estudos planetários de Berlim do DLR, tem uma superfície de até 400 mil quilômetros quadrados.

Batizado como "Krake Mare", o mar descoberto no satélite de Saturno não é composto de água, mas de metano líquido ou de outro tipo de hidrocarboneto. O mar está no polo norte de Titã e sua descoberta foi possível pelas imagens obtidas com a sonda americana Cassini do satélite de Saturno. Um espectômetro de mapeamento visual e infravermelho (VIMS, na sigla em inglês) permitiu ver um brilho, similar ao reflexo do sol sobre o mar.

A novidade astronômica será apresentada amanhã na convenção anual da União Americana de Geofísica (AGU, na sigla em inglês) em San Francisco, ocorreu um ano após a descoberta de um mar de etano líquido no polo sul de Titã.

Com um diâmetro de 5,150 mil quilômetros, Titã é o segundo maior satélite de nosso sistema solar - depois de Ganimedes, que orbita em torno de Júpiter - e o único que conta com uma densa atmosfera.

Por causa de sua atmosfera carregada de nitrogênio, Titã é um satélite considerado interessante, já que se parece com o antigo estado da Terra.

Os cientistas alemães entendem que na natureza só pode brilhar assim uma superfície líquida.

O nome do mar, "Krake Mare", tem origem em um monstro marinho das sagas nórdicas, um polvo ou lula gigante que atacava os navios e devorava os marinheiros.

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