quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Observatório divulga imagem de nebulosa "Pata de Gato"

Concepção artística da nebulosa NGC 6334, que os cientistas acreditam que se pareça com a pegada gigante de um gato cósmico solto pelo universo Foto: ESO/Divulgação

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O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), no Chile, divulgou a imagem de uma das nuvens de formação estelar mais ativas da Via Láctea, a galáxia da Terra: a nebulosa "Pata de Gato". A nebulosa, também conhecida pelo nome de NGC 6334, fica em uma complexa zona de gás e poeira onde nascem numerosas estrelas massivas.

A concepção artística da "Pata de Gato" foi criada a partir de imagens captadas pelo instrumento Wide Field Imager (WFI). O equipamento está instalado em um telescópio de 2,2 m no Observatório de La Silla, um dos três utilizados pelo ESO no Chile. Segundo os cientistas, a nuvem, registrada pela primeira vez em 1837 pelo astrônomo britânico John Herschel, parece a pegada gigante de um "gato cósmico" solto pelo universo.

A "Pata de Gato" está a cerca de 5,5 mil anos-luz em direção à constelação de Escorpião e cobre uma área do céu um pouco maior que a Lua cheia, com uma extensão de cerca de 50 anos-luz. Sua cor avermelhada se deve ao gás hidrogênio do resplendor de estrelas jovens e quentes que nascem em seu interior, com uma massa 10 vezes superior à do Sol.

De acordo com o ESO, a nebulosa pode conter dezenas de milhares de estrelas mergulhadas na poeira cósmica, o que dificulta o seu estudo. As nebulosas são nuvens de poeira, hidrogênio e plasma, com intensa formação de estrelas, e podem ter vários formatos e cores.

Nave Soyuz TMA-16 se acopla com sucesso ao novo módulo Poisk

A nave russa Soyuz TMA-16 foi desconectada nesta quinta do módulo Zvezda e acoplada com sucesso ao novo módulo Poisk da Estação Espacial Internacional (ISS), informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.

O cosmonauta russo Maxim Surayev acoplou manualmente a Soyuz TMA-16 ao módulo Poisk às 8h24 (hora de Brasília), ressaltou Valeri Lindin, porta-voz do CCVE, citada pela agência oficial russa Itar-Tass. A operação foi supervisada da própria nave pelo astronauta da Nasa Jeff Williams e da plataforma orbital pelo cosmonauta russo Oleg Kotov.

O acoplamento ao novo módulo Poisk deixa livre o Zvezda para o engate da nave de carga Progress M-04M, cujo lançamento está previsto para 3 de fevereiro a partir da base de Baikonur, no Cazaquistão. A mudança foi planejada para corrigir a altura da ISS com ajuda dos propulsores do módulo Zvezda, manobra prevista para o próximo dia 24.

Surayev e Williams voltarão à Terra no próximo mês de março a bordo da Soyuz TMA-16. O porto ficará livre assim para o acoplamento em abril da Soyuz TMA-18, que levará à plataforma orbital três novos tripulantes, os cosmonautas russos Aleksandr Skvortsov e Mikhail Kornienko, assim como a astronauta americana Tracy Caldwell.

Além de Surayev, Kotov e Williams, atualmente estão na ISS o astronauta da Nasa Timothy Creamer e o japonês Soichi Noguchi.

EFE
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

ESA e Nasa pedem ideias para instrumentos de missão a Marte

O veículo de exploração terá de atravessar a fina atmosfera de Marte em velocidade supersônica e a temperaturas elevadíssimas   Foto: Getty Images

Agências espaciais da missão a Marte, programada para 2016, quer a ajuda de cientistas do mundo inteiro para desenvolver os instrumentos que serão utilizados durante a viagem

A ESA, agência espacial europeia, e a Nasa, agência espacial americana, estão convidando cientistas de todo o mundo a propor instrumentos para a sua missão conjunta a Marte, batizada de ExoMars Trace Gas Orbiter. As equipes dos projetos aprovados serão as responsáveis por construir as ferramentas.

A primeira nave do projeto, a Trace Gas Orbiter, será contruída pela ESA e lançada pela NASA. Com lançamento programado para 2016, a nave irá explorar a atmosfera marciana, com especial atenção a um de seus compostos, o metano - que poderia sinalizar a presença de vida no planeta.

De acordo com a ESA, os cientistas estão particularmente interessados em descobrir por que o metano está concentrado em apenas três locais em Marte e por que ele desaparece tão rapidamente da atmosfera. Uma equipe das agências elaborou um modelo baseado em tecnologias já existentes, mas quer ajuda para transformar o projeto em realidade.

"Estamos abertos a todas as propostas de ferramentas, desde que elas nos ajudem a atingir os nossos objetivos científicos", disse Jorge Vago, cientista da ESA no projeto ExoMars, em comunicado à imprensa. Os site em que os cientistas podem apresentar suas propostas é o esamars.notlong.com.

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Nasa quer recuperar sonda e robô preso à superfície de Marte

A Nasa empreendeu novos esforços para conseguir um milagre duplo em Marte e recuperar dois de seus mais valiosos instrumentos científicos na superfície do planeta vermelho. O objetivo mais imediato é determinar se a sonda espacial Phoenix Mars Lander sobreviveu ao forte inverno marciano. O outro objetivo procura tirar o robô explorador Spirit do lugar onde ficou imobilizado. As probabilidades de êxito em ambos os casos são virtualmente nulas, reconheceram as autoridades da Nasa.

Nessa semana a nave Mars Odyssey da Nasa dirigirá seus instrumentos sobre a superfície de Marte com a esperança de detectar algum sinal de que a Phoenix tenha superado as temperaturas extremamente baixas do inverno marciano.

"Não acreditamos que a Phoenix tenha sobrevivido e também não esperamos ouvir sua transmissão. No entanto, se ainda houver algum sinal, a Odyssey vai captá-lo", disse Chad Edwards, engenheiro de telecomunicações do Programa Exploração de Marte no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa.

A Phoenix, movida à energia proporcionada por seus painéis solares, operou durante cinco meses (dois mais que o previsto) durante o verão do hemisfério norte marciano. No entanto, suas transmissões terminaram em novembro de 2008 porque seus componentes não foram capazes de sobreviver ao inverno marciano, indicou a Nasa em comunicado.

A agência espacial acrescentou que, no caso improvável de ter sobrevivido, espera-se que siga as instruções programadas em seu computador. Se os sistemas estiverem funcionando e seus painéis solares estiverem gerando energia suficiente, seria possível estabelecer comunicação. Em cada tentativa, a Phoenix usaria de maneira alternada seus dois rádios e suas duas antenas.

A Odyssey passará sobre o lugar onde pousou a Phoenix dez vezes por dia durante três dias consecutivos neste mês. Ações semelhantes também serão realizadas em fevereiro e março, disse a Nasa. "A Odyssey fará um número suficiente de tentativas para que, caso não detectemos uma transmissão, tenhamos bastante certeza de que a Phoenix morreu", indicou Edwards.

Lançada em agosto de 2007, a Phoenix iniciou a missão em Marte em maio de 2008, mês em cujo dia 25 seu braço robótico confirmou a existência de água em forma de gelo sob a superfície do planeta. A sonda também detectou neve e geada sobre o solo, assim como a interação de água em forma de gelo com a superfície. Além disso, determinou que esse solo era alcalino com sais e minerais e cuja formação exigiu a presença de água.

O outro esforço da Nasa é para recuperar o movimento do robô explorador Spirit, atolado devido à perda de duas de suas seis rodas independentes.

Em meados deste mês, os engenheiros transmitiram ordens ao Spirit para conseguir um lento movimento de uma das rodas e os resultados foram insignificantes, informou o JPL, que controla suas operações. Haverá outras tentativas, mas a possibilidade de manobras para recuperar seu movimento é cada vez mais curta devido à proximidade do inverno no hemisfério sul de Marte quando os dias ficam mais curtos e se reduz a luz solar.

O Spirit chegou a Marte junto ao seu gêmeo Opportunity em janeiro de 2004 e deveria deixar de funcionar três meses depois quando os painéis solares que lhe proporcionam energia ficassem cobertos pelo pó marciano, segundo previam os engenheiros do JPL.

No entanto, Spirit e Opportunity prolongaram amplamente seu prazo de vida e, cinco anos depois, continuavam transmitindo fotografias e dados sobre a estrutura geológica e a atmosfera do planeta vermelho.

Mas dessa vez os inconvenientes parecem ser insuperáveis, admitiram os engenheiros do JPL. "Existe a possibilidade muito real de que não possa sair do local" onde se encontra, admitiu no mês passado John Calas, diretor do projeto para Spirit e Opportunity.

O veículo ficou atolado em um lugar chamado Tróia, na Cratera Gusev. Além disso, uma tempestade de pó cobriu os painéis e reduziu a energia a ponto de deixar os sistemas trabalhando em um nível mínimo, disse o JPL.

Desde 2004, quando chegaram a extremos opostos do planeta, os dois veículos percorreram 21 quilômetros do agreste terreno marciano, superando as temperaturas extremas do planeta que vão de 20 graus centígrados a 100 abaixo de zero.

EFE
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Cientistas conseguem dar nó em feixe de luz

Vórtices ópticos podem ser criados com hologramas que direcionam o fluxo de luz Foto: BBC Brasil

Vórtices ópticos podem ser criados com hologramas que direcionam o fluxo de luz

Uma equipe de físicos britânicos conseguiu dar vários nós em feixes de luz, em uma experiência inédita relatada em artigo na revista científica Nature Physics.

Segundo o especialistas, o feito foi possível graças à chamada "Teoria dos Nós", um ramo da matemática abstrata inspirado nos nós cotidianos, como os de cordas e sapatos. "Em um feixe, o fluxo de luz no espaço é semelhante ao das águas de um rio", explicou Mark Dennis, da Universidade de Bristol e principal autor do estudo. "Apesar de correr em uma linha reta, a luz também pode fluir em voltas e redemoinhos, formando linhas no espaço chamadas de vórtices ópticos."

"Ao longo desses vórtices, a intensidade da luz é zero. Toda a luz à nossa volta é cheia dessas linhas negras, apesar de não podermos vê-las", disse.

Laser
Vórtices ópticos podem ser criados com hologramas que direcionam o fluxo de luz. Neste estudo, a equipe desenhou hologramas usando a teoria dos nós. E com esses hologramas, conseguiram criar nós em vórtices ópticos.

Para os cientistas, a compreensão de como controlar a luz tem importantes implicações para a tecnologia a laser usada em vários campos, da medicina à indústria.

"O sofisticado desenho de hologramas necessário para a nossa experiência mostra um avançado controle óptico, o que pode sem dúvida vir a ser usado em futuros aparelhos a laser", disse Miles Padgett, da Universidade de Glasgow.

BBC Brasil
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Nasa divulga imagem de galáxia adormecida

Os cientistas descobriram que a NGC 2976 está adormecida Foto: Nasa/Divulgação

Os cientistas descobriram que a NGC 2976 está "adormecida"

Galáxias em todo o universo estão sempre agitadas com o nascimento de estrelas. Mas, pela vizinhança da Via Láctea, astrônomos encontraram uma pequena galáxia espiral - a NGC 2976 - na qual as atividades de formação estelar nas regiões periféricas estão praticamente "adormecidas". As informações são da Agência Espacial Americana (Nasa) .

Segundo os cientistas, os poucos nascimentos que ainda ocorrem estão amontoados na região interna da galáxia. A explicação é a proximidade com o grupo de grandes galáxias M81 que acelerou o nascimento de estrelas em NGC 2976. Mas o processo entrou em declínio há cerca de 500 milhões de anos, quando o centro da NGC 2976 deixou de produzir os gases necessários para a formação de novas estrelas.

Como a concentração de gás se resume ao centro da galáxia, o local de formações estelares está agora limitada a cerca de 5 mil anos-luz em torno do núcleo da NGC 2976.

Texto original sobre Newton e a maçã está na internet

O manuscrito que relatou originalmente a história de como o cientista britânico Isaac Newton teve inspiração para suas teorias físicas a partir da queda de uma maçã será exposto nesta segunmda-feira pela primeira vez nos arquivos da Royal Society de Londres.

Os detalhes do "eureka" de Newton (1643-1727), quando formulou sua famosa teoria da gravidade, fazem parte de uma biografia do cientista, escrita por William Stukeley em 1752.

Até agora o manuscrito tinha permanecido escondido nos fundos da Royal Society, que comemora em 2010 seu 350º aniversário e quer marcar a data com a publicação do manuscrito através do site royalsociety.org/turning-the-pagesM.

Martin Rees, presidente da organização científica - que também foi presidida por Newton -, explicou que "a biografia de Stukeley é um instrumento precioso para os historiadores de ciência" e assegurou que a internet "permite a qualquer pessoa ver o documento como se o tivesse em suas mãos".

Segundo explico Rees, o biógrafo Stukeley era amigo de Newton e foi testemunha de suas as reflexões em torno da teoria da gravidade quando ambos estavam sentados sob a sombra das macieiras que o cientista tinha no jardim de sua casa.

Em seu livro A vida de sir Isaac Newton, Stukeley escreveu: "me disse que esteve nesta mesma situação quando a noção da gravidade lhe passou pela cabeça. Foi algo ocasionado pela queda de uma maçã enquanto estava sentado em atitude contemplativa. 'Por que essa maçã sempre desce perpendicularmente até o solo?', perguntou a si mesmo".

Newton foi o primeiro cientista que demonstrou que as leis naturais que governam o movimento na Terra e as que governam o movimento dos corpos celestes são as mesmas.

É considerado o maior cientista de todos os tempos, e sua obra é tida como a culminação da revolução científica que aconteceu no século XVIII.

EFE
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Asteroide muda de forma ao ser aquecido por Sol, diz estudo

O cinturão de asteroides principal é uma baderna rochosa cósmica, repleto de pequenos corpos cujo tamanho e forma se originam de colisões ao longo de bilhões de anos. Mas o impacto não é a única coisa que pode afetar a aparência de um asteroide, pois se uma rocha for pequena o suficiente, a luz também pode afetá-la.

Cientistas estudando imagens de um asteroide do cinturão principal chamado 2867 Steins, com 4,8 km de diâmetro, afirmam que seu formato distintivo - uma forma cônica que se parece com um diamante lapidado como brilhante - se deve provavelmente a um fenômeno chamado efeito Yarkovsky-O¿Keefe-Radzievskii-Paddack.

O termo (felizmente abreviado para YORP) se refere à mudança na taxa de rotação de um corpo pequeno quando sua superfície irregular emite fótons térmicos depois de aquecido pela luz do sol. Esses fótons produzem uma quantidade muito pequena de torque, que pode desacelerar ou acelerar a rotação.

Horst Uwe Keller, do Instituto Max Planck para Pesquisa no Sistema Solar, na Alemanha, e seus colegas, examinaram imagens tiradas pela missão Rosetta, da Agência Espacial Europeia, ao passar próximo ao asteroide em 2008.

Em um artigo na Science, eles afirmam que o 2867 Steins é provavelmente uma pilha de escombros de asteroides - uma aglomeração de partes e pedaços, não uma rocha única. Eles sugerem que, em algum momento na história do asteroide, o efeito Yorp aumentou sua rotação, fazendo com que boa parte de seu material deslizasse em direção ao equador e criasse um formato de diamante.

Tradução: Amy Traduções

The New York Times
The New York Times

Nasa encontra cocaína no hangar do ônibus espacial Discovery

O ônibus espacial Discovery transporta os astronautas para realizar reparos na ISS  Foto: EFE

O ônibus espacial Discovery tem nova missão em março

A Agência Espacial Americana (Nasa) encontrou cocaína no edifício que abriga o ônibus espacial Discovery, no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida, informa nesta sexta-feira a versão online do jornal português Público.

Em um comunicado, a Nasa informa que já começou uma investigação para descobrir o que aconteceu e adianta que a descoberta não teve qualquer impacto na preparação do lançamento do ônibus espacial, programada para março.

"Este é um incidente raro e isolado. Estou triste por ter acontecido, mas não podemos nos desviar do imenso trabalho que está sendo feito, diariamente, por uma equipe dedicada", disse Bob Cabana, diretor do Centro Espacial Kennedy.

De acordo com a Nasa, até agora, não há pistas sobre técnicos que pudessem estar trabalhando sob o efeito de drogas. Foram realizados testes nas 200 pessoas que se encontravam no local quando a cocaína foi descoberta.

Eclipse anular do Sol mais longo do milênio é visto na sexta

A Lua passa entre o Sol e a Terra, durante eclipse anular do Sol Foto: Reuters

A Lua passa entre o Sol e a Terra, durante eclipse anular do Sol

O mais longo eclipse anular do Sol do terceiro milênio foi observado nesta sexta-feira da África Central à China, segundo a agência AFP. O Instituto de Mecânica Celeste de Paris e a Nasa informam que este fenômeno não se repetirá com a mesma duração (11 minutos e 8 segundos) antes de 23 de dezembro de 3043.

O eclipse anular do Sol é um tipo especial de eclipse parcial. Durante um eclipse anular a Lua passa em frente ao Sol, mas acaba por não tapar completamente o astro. O Sol estando mais próximo da Terra em janeiro e a Lua, atualmente muito longe, não conseguirá cobri-lo totalmente; um anel do disco solar ficará visível quando a Lua se intercalará entre a Terra e o Sol.

De acordo com a agência Reuters, o eclipse - que teve seu efeito anular por 11 minutos e 8 segundos - começou às 5:14 GMT (3:14h pelo horário de Brasília) na África Central, teve seu ápice às 7:00 GMT (5:00 h pelo horário de Brasília) e terminou completamente em 10:07 GMT (ou 8h pelo horário de Brasília). De acordo a agência também, as Maldivas foram o melhor lugar para ver o fenômeno.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Eclipse anular do Sol será visível na África e Ásia nesta 6ª

Um eclipse anular do Sol, o mais longo do terceiro milênio, que não se repetirá com a mesma duração (11 minutos e 8 segundos) antes de 23 de dezembro de 3043, será visível nesta sexta-feira da África Central à China, segundo o Instituto de Mecânica Celeste de Paris e a Nasa.

O eclipse anular do Sol é um tipo especial de eclipse parcial. Durante um eclipse anular a Lua passa em frente ao Sol, mas acaba por não tapar completamente o astro. O Sol estando mais próximo da Terra em janeiro e a Lua, atualmente muito longe, não conseguirá cobri-lo totalmente; um anel do disco solar ficará visível quando a Lua se intercalará entre a Terra e o Sol.

O disco lunar cobrirá, no entanto, bem o centro do Sol nesta sexta-feira, mas sem conseguir escondê-lo totalmente. No dia 17 de janeiro, à 1h40 GMT, a Lua deve atingir o ponto de sua órbita mais afastado (apogeu) a 406.435 km da Terra, precisa o Instituto de Mecânica Celeste e de Cálculo das Efemérides (IMCCE) em seu site. Seu diâmetro aparente será, então, menor.

O eclipse anular será visível nesta sexta-feira a partir de 5h14 GMT no oeste da República Centro-Africana e no sudoeste do Chade, segundo a Nasa. A sombra da Lua atravessará em seguida a República Democrática do Congo, Uganda, Quênia e a Somália antes de atingir o Oceano Índico.

AFP
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Cosmonautas terminam com sucesso caminhada na estação espacial

Os dois cosmonautas russos da Estação Espacial Internacional (ISS), Maxim Suráyev e Oleg Kotov, terminaram hoje uma caminhada que durou quase seis horas, informou o Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia.

Os cosmonautas abriram as escotilhas do módulo de engate "Pirs" às 8h05 (Brasília) e voltaram à plataforma orbital às 13h31, segundo o porta-voz do centro, Valeri Lindin, citado por agências de notícias russas.

"Todos os trabalhos que estavam planejados na caminhada foram realizados com sucesso", afirmou o porta-voz.

O objetivo da caminhada era estender cabos de comunicação entre o módulo de serviço "Zvezda" e o pequeno módulo científico "Poisk", assim como instalar no mesmo alguns equipamentos e antenas do sistema radiotécnico "Kurs".

Isso permitirá que Suráyev desenganche do módulo "Zvezda" a nave "Soyuz TMA-16" e a acople pela primeira vez ao "Poisk", recém-chegado à ISS. Após isso, será possível corrigir a altura da estação com ajuda dos propulsores dessa nave.

Suráyev e Kotov também desmontaram para devolver à Terra um contêiner com microorganismos que permaneceu instalado no exterior do módulo "Pirs" e exposto aos efeitos da radiação solar por mais de 30 meses.

Além dos dois cosmonautas russos, a atual missão permanente na ISS conta com dois astronautas americanos, Jeff Williams e Timothy J. Creamer, e um japonês, Soichi Noguchi.

EFE
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Cosmonautas russos iniciam caminhada na estação espacial

Os dois cosmonautas russos da Estação Espacial Internacional (ISS), Maxim Surayev e Oleg Kotov, iniciaram hoje uma caminhada que durará quase seis horas, informou o Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia.

Os cosmonautas abriram os alçapões do módulo de acoplagem Pirs às 8h05 de Brasília e devem voltar à plataforma orbital às 13h31 de Brasília, disse às agências russas o porta-voz do Centro, Valery Lyndin.

O objetivo da caminhada é instalar cabos de comunicação entre o módulo de serviço Zvezda e o pequeno módulo científico Poisk, assim como instalar no mesmo alguns equipamentos e antenas do sistema radiotécnico Kurs para operações de acoplagem de naves.

Isso permitirá a Surayev que no próximo dia 21 desenganche do módulo Zvezda a nave Soyuz TMA-16 e a acople pela primeira vez ao Poisk, recém-chegado à ISS, após o qual será possível corrigir a altura da estação com ajuda dos propulsores dessa nave.

Surayev e Kotov deverão também desmontar para levar de volta à Terra um contêiner com microorganismos que permaneceu instalado no exterior do módulo Pirs e exposto aos efeitos da radiação solar durante mais de 30 meses.

Além dos dois cosmonautas russos, a atual missão permanente na ISS é integrada por dois astronautas americanos, Jeff Williams e Timothy Creamer, e pelo japonês Soichi Noguchi.

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Objeto não identificado passa perto da Terra

Um objeto espacial não identificado passou ontem de raspão pela Terra. O corpo celeste, com diâmetro entre 10 e 15 metros, voou a 150 mil quilômetros de distância da Terra - um terço da distância até a Lua. Segundo a Nasa, acredita-se que o objeto seja um asteroide minúsculo.

Batizado de 2010 AL 30, o asteroide estaria orbitando em volta do Sol, o que torna pouco provável que seja lixo espacial. Até o fim da semana, um corpo celeste maior passará a aproximadamente 1 milhão de quilômetros da Terra.

O Dia
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Nasa fotografa objeto em cinturão gelado pela primeira vez

Uma imagem divulgada pela Nasa, agência espacial americana, identificou um objeto brilhante de 3,2 mil m de diâmetro que jamais tinha sido observado nos arredores do Cinturão de Kuiper, uma área do Sistema Solar que fica entre a órbita de Netuno e o Sol. O objeto, algum tipo de anel gigante de detritos congelados remanescentes de alguma formação planetária, foi captado pela câmera do telescópio espacial Hubble.

Segundo os astrônomos, o corpo cósmico está a aproximadamente 6,7 bilhões de km da Terra e sua luz intensa alcança uma extensão 50 vezes maior que o seu diâmetro. Observações recentes feitas pelo Hubble mostram que um grande número de detritos congelados cercam o Cinturão de Kuiper e são chamados de KBOs (Kuiper belt object, na sigla em inglês).

Os KBOs são rochas congeladas compostas por metano, amônia e água, e seus tamanhos podem variar entre 100 e mil km.

Objeto espacial não identificado passará próximo à Terra

Um objeto espacial com diâmetro entre 10 e 15 m, não identificado, deve passar perto da Terra nas próximas horas. O misterioso objeto, descoberto há apenas dois dias, deve passar a 150 mil km de distância da Terra - um terço da distância entre a Terra e a Lua - e não deve se chocar contra o planeta.

Segundo um porta-voz da Nasa, a agência espacial americana, acredita-se que o objeto seja um asteroide minúsculo. Ele estaria orbitando em volta do Sol, o que torna pouco provável que seja um pedaço de lixo espacial. Astrônomos batizaram o objeto como Asteroide 2010 AL 30.

Ele deverá chegar ao ponto mais próximo do planeta por volta das 17h24, hora de Brasília. Ao fim desta semana, outro asteroide maior deverá passar "perto" da Terra, mas desta vez a uma distância mais segura, de aproximadamente 1 milhão de km.

BBC Brasil
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Sonda fotografa "árvores" em paisagem desértica de Marte

As árvores registradas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter são, na verdade, trilhas desalojadas de areia que formam um sombreado sobre o solo ... Foto: Daily Mail/Reprodução

As "árvores" registradas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter são, na verdade, trilhas desalojadas de areia que formam um sombreado sobre o solo avermelhado

À primeira vista, a paisagem do deserto montanhoso de Marte parece apresentar dezenas de ilhas compostas por "árvores" sobre o solo avermelhado do planeta. Essas "árvores" são, na verdade, trilhas desalojadas de areia que formam um sombreado sobre a superfície do deserto marciano que foram registradas em imagens captadas por uma sonda da Nasa, agência espacial americana. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

Segundo os cientistas, essas trilhas, compostas por dunas de pó, riachos de gelo e afloramentos escurecidos, se estendem por 62 milhões de km no solo do planeta vermelho. Durante o inverno, uma camada de gelo com dióxido de carbono cobre as dunas, mas depois evapora, criando o material escuro que risca a superfície.

A foto foi feita pela câmera HiRISE do telescópio espacial Mars Reconnaissance Orbiter, que circula pelo planeta desde 2006. A sonda foi lançada com a missão de buscar evidências de que a água permaneceu sobre a superfície marciana por um período de tempo suficiente para criar condições para a vida.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Cientistas americanos descobrem segundo menor exoplaneta

Astrônomos americanos detectaram o segundo menor exoplaneta conhecido até o momento, com uma massa de apenas quatro vezes a da Terra. "Esta é uma descoberta notável porque mostra que encontramos planetas fora de nosso sistema solar cada vez menores", disse o astrônomo Andrew Howard, da Universidade da Califórnia em Berkeley, ao revelar o novo exoplaneta no último dia da 215ª conferência da American Astronomical Society, na quinta-feira.

Este planeta longíquo, batizado de HD156668b, fica em um sistema estelar a 80 anos luz da Terra, na constelação de Hércules. Gravita ao redor de seu astro em quatro dias. O exoplaneta mais conhecido até hoje, chamado Gliese 581, tem duas vezes a massa terrestre. Foi detectado em abril de 2009 por um astrônomo suíço e fica a 20,5 anos luz da Terra. Mas fica em órbita muito perto de seu astro, ou seja, fora da zona habitável, com temperatura elevada.

No início da semana, a equipe científica do novo telescópio espacial americano Kepler, lançado em março de 2009 em busca de planetas similares à Terra fora do sistema solar, anunciou na conferência a descoberta de cinco novos exoplanetas, todos de grandes dimensões e muito quentes, com temperaturas de 1.200 a 1.648 graus centígrados.

Mas a comunidade astronômica manifestou confiança de que com o novo telescópio, e com o Corot lançado previamente pelos europeus, exoplanetas do tamanho da Terra sejam descobertos.

AFP
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Colombiano comandará voo da Nasa no último ano de missões

O astronauta de origem colombiana George Zamka comandará o ônibus espacial Endeavour em uma das últimas viagens deste veículo de transporte à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), que este ano deixará de receber naves da Nasa.

Segundo o cronograma da a agência espacial americana, a próxima missão do Endeavour decolará de Cabo Canaveral, no centro da Flórida, na madrugada (hora local) de 7 de fevereiro.

Este lançamento não só será o último que a Nasa fará com o céu escuro pelos próximos anos, como também vai ser o primeiro dos cinco últimos que serão realizados até o fim de setembro, quando o programa que a agência iniciou há 36 anos será suspenso até a construção de uma nova geração de espaçonaves.

A missão que Zamka integrará vai durar 13 dias, segundo um comunicado da Nasa. O colombiano e mais cinco astronautas levarão à ISS o módulo de conexão Tranquility, assim como uma cúpula de janelas que será usada como um centro de pesquisas robóticas.

Para Zamka, ex-combatente da Guerra do Golfo (1991) e condecorado coronel e piloto da Força Aérea dos Estados Unidos, a viagem que ele fará ao espaço em fevereiro será a segunda que ele comandará, já que em 2007 ele pilotou o Discovery na missão STS-120.

Filho de imigrantes colombianos e nascido em Nova Jersey, Zamka também viveu em Nova York, cidade na qual começou a se interessar pelo mundo à sua volta, conforme revelou na entrevista que fez para a missão de três anos atrás.

Segundo o astronauta, seu fascínio pelo espaço surgiu quando tinha entre 12 e 14 anos, enquanto brincava com amigos criando foguetes de brinquedo que depois eram lançados no ar.

"Provavelmente, a coisa mais relevante relacionada ao que eu sou (astronauta) é a lembrança de que ia com meus amigos para uma cidade vizinha chamada Ardsley e comprávamos peças de foguetes, que depois lançávamos de um rio... Suponho que, para mim, isso era exploração, parte de um espírito aventureiro", lembrou Zamka na citada entrevista.

Aos 14 anos, ele se mudou com sua mãe, Sofía; seu pai, Comrad, e seu irmão, também Comrad, para a Colômbia. "Foi uma experiência um pouco difícil, porque isso não foi como se mudar para um lugar dentro dos Estados Unidos para viver entre americanos. (...) E embora soubesse um pouco de espanhol, tive que aprender rápido para poder me adaptar, ter amigos e me encaixar", declarou o astronauta.

Segundo Zamka, sua experiência na Colômbia, onde frequentou uma escola bilíngüe, foi bastante útil e o ajudou muito profissionalmente. "Um dia, enquanto tinha aulas de espanhol, pensei: 'Meu Deus, que bom que posso entender o espanhol'", disse. "Isso nunca aconteceria se não tivesse vivido na Colômbia. Isso me permitiu apreciar o aprendizado de outros idiomas e culturas. E obviamente também me ajudou aqui (na Nasa), já que estamos construindo a Estação Espacial Internacional", concluiu o astronauta.

O colombiano chegará na próxima semana à Flórida, onde treinará mais uma vez os passos finais de sua missão como comandante da Endeavour.

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Matemáticos buscam novas respostas para erro de Aristóteles

Aristóteles equivocadamente acreditava que tetraedros regulares idênticos agrupados perfeitamente, como cubos idênticos, não deixavam espaços entre ... Foto: The New York Times

Aristóteles equivocadamente acreditava que tetraedros regulares idênticos agrupados perfeitamente, como cubos idênticos, não deixavam espaços entre eles, preenchendo 100% do espaço disponível

Há mais de 2,3 mil anos, Aristóteles errou. Agora, no ano passado, um turbilhão de atividades acadêmicas está de repente se aproximando de uma resposta para um problema similar à pergunta de quantas pessoas cabem em um fusca da Volkswagen ou em uma cabine telefônica. Com a diferença de que, nesse caso, os matemáticos não têm pensado no agrupamento de pessoas, mas de sólidos geométricos conhecidos como tetraedros.

"É extraordinária a quantidade de artigos escritos sobre isso no ano passado", disse Henry Cohn, matemático da Microsoft Research New England. O tetraedro é um objeto simples de quatro lados, cada um, um triângulo. Para o problema do agrupamento, pesquisadores estão observando os chamados tetraedros regulares, cujos lados são idênticos a um triângulo equilátero. Jogadores de Dungeons & Dragons reconhecem esse formato triangular de pirâmide em um dado usado no jogo.

Aristóteles equivocadamente acreditava que tetraedros regulares idênticos agrupados perfeitamente, como cubos idênticos, não deixavam espaços entre eles, preenchendo 100% do espaço disponível. Mas não é o que acontece, e 1,8 mil anos se passaram para que alguém apontasse que ele estava errado. Mesmo depois disso, o agrupamento de tetraedros atraiu pouco interesse. Mais séculos se passaram.

Um enigma similar sobre qual a melhor forma de agrupar esferas idênticas possui uma história mais célebre. Aqui, a resposta era óbvia. Elas devem ser empilhadas como laranjas no supermercado (com uma densidade de agrupamento de 74%), e foi isso que Johannes Kepler conjecturou em 1611. Mas provar o óbvio levou quase quatro séculos, até Thomas C. Hales, um matemático da Universidade de Pittsburgh, conseguir esse feito em 1998 com a ajuda de um computador.

Com os tetraedros, o melhor arranjo de agrupamento não é óbvio, e depois de ter sido constatado que os tetraedros não se agrupavam perfeitamente, ficou a impressão de que eles não se agrupavam bem de maneira alguma. Em 2006, dois pesquisadores da Universidade de Princeton, Salvatore Torquato, um químico, e John H. Conway, um matemático, relataram que a melhor forma de agrupamento encontrada por eles preenchia menos de 72% do espaço - um agrupamento mais espaçado do que o das esferas.

Isso contestava a conjectura matemática de que, entre os chamados objetos convexos (sem cavidades, buracos ou orifícios), as esferas teriam o agrupamento ideal mais espaçado.

O artigo de Princeton levou Paul M. Chaikin, professor de física da Universidade de Nova York, a comprar centenas de dados tetraedros e pedir a um aluno do ensino médio que enchesse aquários de peixes e outros recipientes com eles. "Imediatamente, percebemos que conseguíamos um agrupamento maior do que 72%", disse Chaikin, que havia trabalhado anteriormente com Torquato no agrupamento de esferas achatadas, ou elipsóides. (Descobriu-se que as esferas achatadas têm um agrupamento mais denso do que as esferas regulares.)

O artigo de Princeton também levou Jeffrey C. Lagarias, professor de matemática da Universidade de Michigan, a pedir que Elizabeth Chen, uma de suas alunas de mestrado, estudasse o agrupamento de tetraedros. Chen se recorda do que Lagarias lhe disse: "Você precisa superá-los. Se você superá-los, será muito bom para você."

Chen examinou centenas de arranjos ao longo das semanas subsequentes, e, ela disse, "vários deles se destacaram pela alta densidade." Seu melhor arranjo facilmente superou o de Conway e Torquato, com uma densidade de agrupamento de quase 78%, superior ao das esferas.

"Na verdade, nem meu orientador acreditou em mim¿, Chen se lembra. Depois de produzir modelos físicos dos tetraedros e demonstrar os padrões de agrupamento, ela convenceu Lagarias de que seus agrupamentos eram tão densos quanto ela havia afirmado e finalmente publicou sua descoberta há um ano.

Enquanto isso, Sharon C. Glotzer, professora de engenharia química, também da Universidade de Michigan, estava interessada em descobrir se os tetraedros podiam se agrupar como cristais líquidos. "Nos envolvemos nisso porque estávamos tentando desenvolver novos materiais com propriedades ópticas interessantes para a Força Aérea", ela disse.

Glotzer e seus colegas criaram um programa de computador que simulava o agrupamento dos tetraedros e seu arranjo sob compressão. Em vez de cristais líquidos, eles descobriram estruturas complexas de quasicristais, com padrões quase, mas não exatamente, repetidos. "Essa foi a coisa mais surpreendente e maluca", Glotzer disse.

Examinando os quasicristais, eles conseguiram encontrar uma estrutura periódica que representou outro salto na densidade de agrupamento: superior a 85%. No mês passado, quando essa descoberta ficou pronta para publicação na revista Nature, um grupo da Universidade Cornell, usando um método de pesquisa diferente, encontrou outro agrupamento com densidade similar.

Mas enquanto a estrutura de Glotzer era surpreendentemente complexa ¿ um padrão de repetição formado por 82 tetraedros ¿, o cristal da Cornell era surpreendentemente simples, com apenas quatro elementos. Também é surpreendente para os pesquisadores o fato dos tetraedros nas simulações de Glotzer tenderem a estruturas complexas de quasicristais quando o melhor agrupamento é na verdade uma estrutura muito mais simples.

"Isso faz parte da surpresa em relação a isso", disse Cohn, da Microsoft Research. "Cada um desses agrupamentos parece muito diferente." Alguns dias antes do Natal, Torquato e Yang Jiao, aluno de mestrado, relataram que haviam ajustado a estrutura da Cornell, aumentando ligeiramente a densidade de agrupamento para 85,55%.

"Ficaria chocado se esse agrupamento atual fosse o mais denso", Torquato disse em entrevista na semana passada. "Ele é apenas o mais denso por enquanto."

Torquato não precisa ficar chocado. Na segunda-feira, Chen, aluna de mestrado da Universidade de Michigan, divulgou um novo avanço, que descreve uma família de agrupamentos que incluem as últimas estruturas de Cornell e Princeton. Mas ele também inclui um melhor agrupamento. O cálculo foi verificado por simulações do grupo de Glotzer. O novo recorde mundial de densidade de agrupamento de tetraedros: 85,63%.

Tradução: Amy Traduções

The New York Times
The New York Times

UE quer lançar sistema de navegação por satélite em 2014

Os europeus preveem colocar em andamento seu sistema de navegação por satélite Galileu, destinado a competir com o americano GPS, no início de 2014, informou nesta quinta-feira a Comissão Europeia ao anunciar a licitação para construção de vários de seus componentes.

"Agora podemos prever os prazos de provisão de serviço com mais precisão", assinalou a Comissão, detalhando que os primeiros aplicativos disponíveis serão, por exemplo, destinados à busca e resgate, enquanto que o serviço comercial para o grande público entrará num período de teste durante 2014.

O Executivo comunitário explicou que entregou ao alemão OHB System um primeiro pedido de 14 satélites, ao francês Arianespace o lançamento de cinco naves russas Soyuz e ao franco-italiano ThalesAleniaSpace um pacote de serviços industriais.

Este anúncio cobre quase três das seis licitações abertas para a construção e colocação em andamento do Galileu num total avaliado inicialmente em 2,1 bilhões de euros.

O sistema Galileu, cujo funcionamento estava, a princípio, previsto para 2013, promete uma precisão de localização de um metro. Para que o Galileu funcione e possa competir plenamente com o GPS Europa, é preciso lançar no total 30 satélites. O primeiro lançamento está programado para outubro de 2012, indicou a Comissão Europeia, o que supõe um atraso de mais de dois anos em relação ao programa inicial.

AFP
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Explosão no espaço pode ameaçar vida na Terra

A estrela T Pyxidis parece destinada a explodir com força para se transformar em uma supernova Foto: BBC Brasil

A estrela T Pyxidis parece destinada a explodir com força para se transformar em uma supernova

Cientistas identificaram uma estrela a 3.260 anos luz da Terra que pode se transformar em uma supernova e, nesse caso, ameaçar a camada de ozônio do planeta tornando-o inabitável. Os astrônomos americanos que identificaram a "bomba relógio" a partir de imagens do telescópio Hubble anunciaram a descoberta na reunião da Sociedade Americana Astronômica (AAS, na sigla em inglês), nesta semana, em Washington DC.

De acordo com o astrônomo Edward Sion, da Villanova University, na Filadélfia, a estrela T Pyxidis parece destinada a explodir com força para se transformar em uma supernova - corpos celestes que surgem depois de explosões de estrelas com mais de 10 massas solares.

A esta distância, dizem os astrônomos, a explosão poderia destruir a camada de ozônio da Terra, deixando o planeta vulnerável a radiações. A estrela já apresentou explosões menores no passado, em intervalos constantes de aproximadamente 20 anos, em 1890, 1902, 1920, 1944 e 1967. Mas a estrela não apresenta explosões há 44 anos, e os astrônomos não sabem a explicação.

Um novo estudo usando informações do satélite International Ultraviolet Explorer mostrou que a T Pyxidis está muito mais próxima da Terra do que se imaginava e que se trata, na verdade, de um sistema com duas estrelas em que uma delas atua como sol, e a outra, menor e mais densa, como anã branca.

A anã branca está ganhando massa com o gás vindo da estrela vizinha. Se sua massa ultrapassar 1,4 vezes a massa do sol - o chamado Limite de Chandresekhar - ela está destinada a sofrer uma poderosa explosão termonuclear que a destruiria e que poderia afetar também a Terra.

O evento, chamado supernova Tipo Ia, liberaria 10 milhões de vezes mais energia do que a explosão de uma nova (quando estrelas comuns chegam ao fim de sua vida útil), que dá origem às anãs brancas. As explosões que originam novas são muito mais comuns no universo do que as que originam as supernovas.

Segundo os astrônomos responsáveis pelo estudo, as imagens do Hubble mostram que a T Pyxidis parece destinada a virar uma supernova. Mas apesar do risco, os astrônomos afirmam que não motivo para pânico, já que a estrela só deve chegar ao limite de Chandresekhar - provocando a massiva explosão - em 10 milhões de anos.

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Lançado para mapear o céu, satélite capta conjunto de estrelas

Satélite registra grande quantidade de estrelas na constelação Carina Foto: Nasa/UCLA/Divulgação

Satélite registra grande quantidade de estrelas na constelação Carina

A Nasa, agência espacial americana, divulgou imagem com milhares de estrelas que cobrem uma região na Constelação de Carina, perto da Via Láctea. A imagem foi captada por um sofisticado satélite lançado no dia 14 de dezembro. Segundo a Nasa, a região cobre uma área três vezes maior que o tamanho da Lua.

Com o objetivo de fotografar bilhões de objetos, incluindo asteórides potencialmente perigosos, o Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE), usará seus raios para definir a localização e o tamanho de aproximadamente 200.000 asteróides, e dará aos cientistas uma ideia mais clara de quantas rochas espaciais há nas proximidades da órbita terrestre e que perigo representam.

"Quando os encontrarmos, passaremos a informação aos responsáveis pelas políticas para decidir o que fazer para tentar evitar que estes asteróides próximos à Terra colidam com nosso planeta", indicou J. D. Harrington, da Nasa, à AFP. O WISE orbitará a 500 quilômetros acima da superfície da Terra durante 10 meses, em busca de dados e objetos de luz fraca como nuvens de poeira, estrelas anãs marrons e asteróides.

O satélite escaneará o cosmos com raios infravermelhos, cobrindo todo o céu uma vez e meia - completar uma órbita da Terra levará seis meses - e, tirará fotografias de tudo, desde asteróides próximos à Terra até galáxias longínquas com novas estrelas. "A última vez que escaneamos todo o céu com estes comprimentos de onda infravermelha em particular foi há 26 anos", indicou Edward Wright, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), principal pesquisador da missão.

"A tecnologia infravermelha percorreu um longo caminho desde então. As velhas fotografias infravermelhas eram como pinturas impressionistas. Agora teremos imagens que serão vistas como as fotografias atuais", acrescentou. Harrington explicou ainda que os antigos satélites com infravermelho tinham apenas 62 pixels por "câmera", enquanto o WISE tem uma resolução de quatro milhões de pixels, o que resultará em imagens muito mais nítidas.

Com informações da agência AFP e Nasa

Redação Terra

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Objetos misteriosos achados por satélite intrigam cientistas

O telescópio espacial americano Kepler, lançado em março de 2009 para encontrar planetas fora do nosso Sistema Solar, encontrou dois objetos misteriosos que intrigaram os cientistas da Nasa, agência espacial americana. Os astrônomos informaram que os corpos celestes são quentes demais para serem planetas e muito pequenos para serem estrelas. As informações são da agência AP.

As formações, segundo os cientistas, orbitam em torno de estrelas e têm um tamanho semelhante ao do planeta Júpiter. Bill Borucki, chefe da missão do Kepler, explicou que os objetos são milhares de graus mais quentes do que as estrelas que orbitam, o que significa que provavelmente não são planetas. "O universo continua fazendo coisas mais estranhas do que podemos imaginar", disse Jon Morse, diretor de astrofísica da Nasa.

As novas descobertas não se encaixam em nenhuma definição de objetos astronômicos conhecidos e até agora têm classificação própria. Detalhes sobre os objetos misteriosos foram apresentados nesta segunda-feira durante uma reunião da Sociedade Astronômica Americana, em Washington.

Jason Rowe, o autor da descoberta, batizou os objetos de "companheiros quentes" pelo fato de que o calor em seu interior pode atingir 14,4 mil °C - temperatura suficiente para derreter ferro.

Nasa divulga imagem de buraco negro no centro da Via Láctea

A Nasa (agência espacial norte-americana) divulgou nesta quarta-feira a imagem de um buraco negro localizado no centro da Via Láctea, conhecido como Sagitário A.

Medindo 114 anos-luz, o Sagitário A é supermassivo, ou seja, possui uma massa muito maior que a da maioria das estrelas, com cerca de 100 massas solares. Ele está localizado a cerca de 26 mil anos-luz da Terra, na constelação de Sagitário e pode ser observado desde o nosso planeta.

Segundo a Nasa, os cientistas afirmam que as regiões centrais de praticamente todas as galáxias - como é o caso da Via Láctea, onde fica a Terra - contêm um buraco negro supermassivo como este, mas com milhão de massas solares ou mais.

Ainda de acordo com os astrônomos da Nasa, este buraco negro é um "devorador" fraco. O seu combustível vem de ventos originados em estrelas jovens, localizadas à uma distância relativamente longa da Sagitário A, onde a sua influência gravitacional é fraca.

Redação Terra

Fotógrafo reúne as mais belas fotos do universo em livro

A nebulosa Rosette, ou NGC 2237, é uma nebulosa de emissão brilhante claramente associada a um aglomerado aberto de estrelas Foto: The New York Times

A nebulosa Rosette, ou NGC 2237, é uma nebulosa de emissão brilhante claramente associada a um aglomerado aberto de estrelas

No universo, sempre existe espaço para outra surpresa. Ou mais duas. Ou mais um trilhão. Um exemplo é a nebulosa da Cabeça de Bruxa ¿uma trilha alongada de gases com cor próxima ao púrpura, na constelação Eridanus. Se observamos uma imagem da nebulosa vista de lado, ela se parece realmente com uma bruxa - um queixo pontudo, um chapéu cônico, como que pronta a subir na vassoura e a oferecer uma maçã para a Branca de Neve.

Nos meus 30 anos de cobertura do ramo da astronomia, eu jamais tinha ouvido falar da nebulosa da Cabeça de Bruxa até que encontrei uma linda foto de página dupla que a mostra serpenteando em meio a um firmamento escuro mas pontuado por estrelas brilhantes, no livro "Far Out: A Space-Time Chronicle", um belíssimo guia ilustrado sobre o universo escrito pelo fotógrafo, jornalista e cineasta Michael Benson, evidentemente um veterano da observação espacial.

Na verdade "belíssimo" não faz a menor justiça aos méritos estéticos e literários do livro, publicado no final do ano passado. Vivo em Nova York, e por isso a maior parte do cosmos me é invisível, mas mesmo na época em que morei sob os céus escuros e cristalinamente límpidos dos montes Catskills - que costumam ser extremamente gélidos nessa época do ano - minha visão encontrava limites. Se você não dispuser de um Telescópio Espacial Hubble pessoal, esse livro é o melhor substituto.

Benson pesquisou e obteve imagens dos melhores observatórios mundiais, entre os quais o Hubble, para criar um guia passo a passo sobre o cosmos, começando de nossa galáxia e se expandindo para as regiões mais distantes, inicialmente pelos fantásticos aglomerados galácticos e nebulosas localizados a apenas algumas centenas de anos-luz de distância mas se estendendo também às galáxias primordiais que se apresentam como pontos vermelhos de luz pouco brilhante em meio à muralha do firmamento, a bilhões de anos-luz de distância das estrelas visíveis, e remontando praticamente ao Big Bang.

O resultado é um livro de arte digno da editora Abrams, a responsável por sua publicação. Vemos estrelas aglomeradas como se fossem grãos de areia dourados, o gás expandido em forma de delicados tentáculos azuis, ou aglutinado como nuvens densa de cor vinho, assumindo formas intricadas em meio a galáxias que exibem diversos aglomerados estelares dançando como aranhas pendentes do teto.

Benson reprocessou muitas das imagens, de maneira a que suas cores refletissem de mais perto a realidade física. Por exemplo, na versão da agência espacial americana(Nasa) para o projeto "Pilares da Criação", do Hubble, que mostra faixas de gás e poeira cósmica fervilhando até que se dissipam e revelam novas estrelas na nebulosa da Águia, os "pilares" são marrons e a radiação que os dissipa é verde. Benson transformou a imagem em uma composição em tons de vermelho, que chegam até o vinho, a cor real do hidrogênio ionizado que forma a nebulosa.

O leitor pode passar horas sentado folheando o livro sem jamais se entediar com as cortes, formas e texturas nas quais a criação cósmica se ordena, ou pode ler os eruditos ensaios que acompanham as imagens, já que a prosa de Benson tem qualidade semelhante à das imagens que a cercam, e isso é uma realização impressionante.

"Os espelhos de ampliação de nossos telescópios", ele escreve, "são feitos de materiais formados nos centros do mesmo processo de geração estelar que eles agora registram".

Um conjunto de ensaios relaciona aquilo que estava acontecendo no céu aos acontecimentos na história da Terra. A nebulosa da Cabeça de Bruxa, por exemplo, fica a cerca de 700 anos-luz de distância, o que significa que sua luz fraca, imprecisa, está viajando desde o começo do século 14 para chegar a nós. Entre outras coisas, esse período da história humana é caracterizado pela peste negra, os primeiros indícios do Renascimento na Itália e a criação da dinastia Ming na China.

A nebulosa do Coração, outra nova descoberta, fica em Cassiopeia, bem ao lado da nebulosa da Alma, e a 78,5 mil anos-luz de distância de nosso planeta. As imagens que dela recebemos datam da época em que os primeiros traços de um sistema precedente à escrita surgiram na China e os primeiros vinhos foram criados na Pérsia, e do momento em que o Mar Mediterrâneo rasgou seus limites, em modo bíblico, e causou uma inundação que formou o Mar Negro.

A jornada em direção ao espaço mais distante se encerra com as imagens imprecisas de galáxias quase invisíveis, que vemos mais ou menos na época do Big Bang. Ou será que esse é o começo? Em sua epígrafe para o livro, Benson cita o poeta William Blake: "A eternidade ama as produções do tempo". Bem, o mesmo não pode ser dito sobre todos nós?

The New York Times
The New York Times

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Astrônomos: apenas 15% dos sistemas solares são como da Terra

Apenas 15% dos sistemas solares existentes no universo são similares ao que vivemos, segundo as conclusões de um grupo de astrônomos após dez anos de pesquisas. Para o astrônomo Andrew Gould, professor da Universidade de Ohio (Estados Unidos), o dado é "positivo", porque "com bilhões de estrelas, reduzir as possibilidades para 10% significa que pode haver algumas centenas de milhões de sistemas similares".

"Agora sabemos qual é nosso lugar no universo", disse o astrônomo Scott Gaudi, da mesma universidade, para quem "os sistemas solares como o nosso não são raros, mas também não são maioria". Gaudi apresentará os resultados do estudo hoje em Washington durante uma reunião da Sociedade Astronômica Americana. Com eles, os cientistas devem poder fazer uma estimativa aproximada das possibilidades de vida no resto do universo.

A pesquisa é fruto de uma cooperação em nível mundial através do programa Microlensing Follow-Up Network (MicroFUN), sediada na Universidade de Ohio, que mapeia o céu na busca de planetas que se encontram fora do sistema solar. Os astrônomos do MicroFUN utilizam o efeito de microlente gravitacional, que ocorre quando uma estrela passa diante de outra, vista desde a Terra. A estrela mais próxima amplifica a luz da mais distante, como se fosse uma lente.

Esse efeito é mais intenso se houver planetas em órbita em torno da estrela que age como lente. As conclusões alcançadas pelos astrônomos se reduzem a uma análise estatística, diz Gould. Nos últimos quatro anos, o programa MicroFUN descobriu apenas um sistema solar parecido com o nosso, com dois planetas gigantes de gás similares a Júpiter e Saturno.

"Só achamos este sistema, e deveríamos ter encontrado seis até agora se cada estrela tivesse um sistema solar como o da Terra", disse Gaudi, ao explicar que este reduzido número de descobertas só faz sentido com a existência de um pequeno número de sistemas - ao redor de 15% - como o nosso.

EFE
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Telescópio Hubble capta imagem mais profunda do universo

Na imagem, no quadro superior à esquerda, o objeto menor e um outro sob a cor vermelha representam galáxias que correspondem a uma distância entre ... Foto: AFP

Na imagem, no quadro superior à esquerda, o objeto menor e um outro sob a cor vermelha representam galáxias que correspondem a uma distância entre 12,9 bilhões e 13,1 bilhões de anos

A Nasa, agência espacial americana, e a ESA, agência espacial europeia, divulgaram nesta terça-feira a imagem mais profunda já fotografada do universo. A foto foi captada através da câmera em infravermelho do telescópio espacial Hubble. As informações são da agência AFP.

Na imagem, no quadro superior à esquerda, o objeto menor e um outro sob a cor vermelha representam galáxias que correspondem a uma distância entre 12,9 bilhões e 13,1 bilhões de anos.

Segundo as agências espaciais, galáxias com esse tempo de distância jamais haviam sido observadas. Os cientistas explicaram que elas são muito menores do que a Via Láctea - a galáxia da Terra - e possuem uma população de estrelas que pode ser enxergada nos pontos de coloração azul.

Sonda registra momento em que cometa é "engolido" pelo Sol

Imagem do cometa foi conseguida através de um equipamento que bloqueia o objeto mais brilhante, gerando um efeito de eclipse falso que destaca o ... Foto: BBC Brasil

Imagem do cometa foi conseguida através de um equipamento que bloqueia o objeto mais brilhante, gerando um efeito de "eclipse falso" que destaca o cometa da maneira como poderia ser visto a olho nu

Uma sonda da Nasa, agência espacial americana, e da ESA, agência espacial europeia, registrou o momento em que um cometa é "engolido" pelo Sol ao se aproximar do astro.

A sonda Observatório Solar e Helioscópico (Soho, na sigla em inglês), que foi lançada em 1995 para estudar desde o núcleo até a superfície do sol, além do vento solar, já registrou mais de 1,5 mil cometas. Cometas como este são conhecidos como cometas rasantes e são caracterizados por serem pequenos e por descreverem órbitas que os levam muito próximo do Sol.

Astrônomos acreditam que eles sejam fragmentos de cometas maiores que se partiram há muitos séculos. Um representante da Soho disse que a imagem do cometa foi conseguida através de um equipamento que bloqueia o objeto mais brilhante da imagem, gerando um efeito de "eclipse falso" que destaca o cometa da maneira como poderia ser visto a olho nu.

Nenhum dos cometas capturados pela Soho conseguiu "sobreviver" à sua aproximação do Sol.

BBC Brasil
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Troca de satélite pode prejudicar previsão do tempo no Brasil

O deslizamento no Morro da Carioca soterrou casas e matou moradores e turistas Foto: Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil

Mudança de satélite prejudicaria monitoramento de tempestades, como a que causou mortes em Angra dos Reis

A troca do satélite que fazia o monitoramento meteorológico do Brasil poderá fazer com o País fique "às cegas" por até três horas, o que prejudicaria previsões de curto prazo e o monitoramento de tempestades que se formam e deslocam rapidamente, como as que atingiram o Rio de Janeiro e São Paulo nesta semana. O problema é que, em caso de condições meteorológicas extremas no Hemisfério Norte - como um furacão -, o satélite GOES 12 - que substituiu o GOES 10 em dezembro - poderá ser focado nessa região, deixando o Brasil de lado por até três horas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com a reportagem, o problema pode ainda prejudicar segurança na aviação, já que diminuiria a precisão das previsões para planejamento de voos. A Agricultura também seria prejudicada, já que impossibilitaria o cálculo de chuva acumulada para determinado dia com base em imagens de satélite. Os satélites GOES (Geostationary Operational Environmental Satellite) pertencem à NOAA, a agência federal americana que monitora os oceanos e a atmosfera.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Telescópio descobre cinco planetas fora do Sistema Solar

Novos exoplanetas - na foto, com os tamanhos comparados aos da Terra (1ª, da dir. para esq.) e Júpiter (3º, da dir. para esq.) - seriam quentes para ... Foto: Nasa/Divulgação

Novos exoplanetas - na foto, com os tamanhos comparados aos da Terra (1ª, da dir. para esq.) e Júpiter (3º, da dir. para esq.) - seriam quentes para acolher uma forma de vida como concebemos na Terra

O telescópio americano Kepler, da Nasa, agência espacial americana, descobriu cinco exoplanetas - planetas que se localizam fora do Sistema Solar - todos muito quentes para acolher uma forma de vida como concebemos na Terra, anunciaram nesta segunda-feira responsáveis da missão. A sonda foi lançada em março de 2009 com o objetivo de descobrir exoplanetas.

"Estas observações permitem compreender melhor como se formam e evoluem os sistemas planetários a partir dos discos de gás e poeira cósmica para o nascimento das estrelas e de seus planetas", disse William Borucki, do centro de pesquisa Ames, da Nasa, responsável pela equipe científica do Kepler.

"Estas descobertas mostram ainda que os instrumentos funcionam bem e que o Kepler poderá cumprir com seus objetivos", destacou Borucki, por ocasião do 215º congresso da Sociedade de Astronomia americana (AAS), em Washington.

AFP
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Cientistas detectam movimentação do polo norte magnético

O polo norte magnético da Terra está avançando em direção à Rússia a quase 64 quilômetros por ano devido a mudanças magnéticas no núcleo do planeta, afirma nova pesquisa. O núcleo é profundo demais para que os cientistas detectem diretamente seu campo magnético. Mas os pesquisadores podem inferir os movimentos do campo acompanhando como o campo magnético terrestre muda na superfície e no espaço.

Agora, novos dados analisados sugerem que existe uma região de magnetismo em rápida transformação na superfície do núcleo, possivelmente sendo criada por uma misteriosa "pluma" de magnetismo proveniente do interior do núcleo.

E essa região pode estar deslocando o polo magnético de sua posição de longa data no norte do Canadá, disse Arnaud Chulliat, geofísico do Institut de Physique du Globe de Paris, na França.

Em Busca do Norte
O norte magnético, que é o lugar para onde as agulhas das bússolas realmente apontam, está próximo, mas não exatamente no mesmo lugar do Polo Norte geográfico. Neste momento, o norte magnético está próximo à ilha canadense Ellesmere.

Por séculos, navegadores usam o norte magnético para se orientar quando estão distantes de pontos de referência reconhecíveis. Embora os sistemas de posicionamento global tenham em grande parte substituído essas técnicas tradicionais, muitos ainda consideram as bússolas úteis para se orientar sob a água ou no subterrâneo, onde não há sinal dos satélites de GPS.

O polo norte magnético se deslocou muito pouco desde a época em que os cientistas o localizaram pela primeira vez em 1831. Depois, em 1904, o polo começou a avançar rumo ao nordeste num ritmo constante de 15 km por ano.

Em 1989, ele acelerou novamente, e em 2007 cientistas confirmaram que o polo está agora galopando em direção à Sibéria a um ritmo de 55 a 60 km por ano. Um deslocamento rápido do polo magnético significa que mapas do campo magnético devem ser atualizados com mais frequência para que usuários de bússola façam os ajustes cruciais do norte magnético para o verdadeiro Norte.

O Polo Itinerante
Geólogos acreditam que a Terra tem um campo magnético porque o núcleo é formado por um centro de ferro sólido cercado por metal líquido em rápida rotação. Isso cria um "dínamo" que comanda nosso campo magnético. Os cientistas suspeitam há muito tempo que, como o núcleo fundido está em constante movimento, mudanças em seu magnetismo podem estar afetando a localização na superfície do norte magnético.

Embora a nova pesquisa pareça sustentar essa ideia, Chulliat não pode afirmar que o polo norte vai um dia mudar para a Rússia. "É muito difícil prever", disse Chulliat.

Além disso, ninguém sabe quando e onde outra mudança no núcleo poderá se manifestar, fazendo o norte magnético se mover rumo a uma nova direção. Chulliat apresentou seu trabalho em um encontro da União Geofísica Americana, em São Francisco.

Na imagem artística, as linhas azuis mostram o campo magnético norte da terra e do pólo norte magnético    Foto: National Geographic
Na imagem artística, as linhas azuis mostram o campo magnético norte da terra e do polo norte magnético

Tradução: Amy Traduções

National Geographic
National Geographic

sábado, 2 de janeiro de 2010

Robô explorador Spirit completa seis anos em Marte

O robô "Spirit" da Nasa inicia amanhã seu sétimo ano de investigação em Marte, junto com o outro robô "Opportunity", e seguem surpreendendo os cientistas.

"Spirit" desceu na cratera Gusev do planeta vermelho em 3 de janeiro de 2004 e o outro robô explorador "Opportunity" pousou no outro lado de Marte, nas planícies de Meridiani Planum, em 25 de janeiro.

Pelos cálculos dos cientistas, os equipamentos deveriam funcionar por três meses. "Spirit" e "Opportunity" seguem funcionando passados 3,2 anos marcianos (um ano marciano equivale a 687 dias na Terra).

Durante o período, indicou hoje a Nasa, "Spirit" encontrou provas de um ambiente com vapor e turbulências no passado de Marte, muito diferente da área úmida e ácida documentada por "Opportunity", que andou mais de 17 quilômetros e enviou mais de 132 mil imagens de sua região de expedições.

Em maio passado, "Spirit" chegou a uma região arenosa onde suas rodas atolaram e os técnicos da Nasa temem que o robô não possa posicionar-se de modo que seus painéis que transformam a luz solar em energia acumulem carga suficiente para que o explorador sobreviva outro inverno marciano.

A roda da frente do "Spirit" deixou de funcionar em 2006 e a roda direita atolou há um mês. Mas, para surpresa dos técnicos, a roda da frente voltou a funcionar, embora de maneira intermitente.

As tentativas de movimentar o "Spirit" com quatro ou cinco rodas que seguem funcionando não deram muito resultado para retirar o aparelho da área arenosa e, na realidade, o robô afundou um pouco mais no solo.

"Spirit" está no hemisfério sul de Marte, onde agora é outono e a cada dia é menor a incidência de luz solar, energia que alimenta os painéis do robô.

EFE
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Caverna vertical descoberta na Lua poderia abrigar futura base

A caverna vertical tem 65 metros de diâmetro e 80-88 metros de profundidade  Foto: Gizmodo

A caverna vertical tem 65 metros de diâmetro e 80-88 metros de profundidade

Os cientistas japoneses descobriram "uma tubulação de lava" na Lua, uma estrutura cilíndrica de 80 metros de profundidade, que poderia servir de alojamento para futuros colonos humanos, informou hoje a União Geofísica Americana (AGU, na sigla em inglês).

A revista da instituição, Geophysical Research Letters, publicou o estudo coordenado por Junichi Haruyama, da agência espacial japonesa Jaxa, baseado em dados enviados pela cápsula Selene que orbita à Lua.

"Descobrimos um buraco vertical na Lua", assinalou a equipe internacional de astronautas liderada por Haruyama. "As tubulações de lava na Lua são lugares potencialmente importantes para uma futura base lunar, seja pela prospecção e pelo desenvolvimento, ou como um posto de escala para a prospecção além da Lua".

Os cientistas acreditam que o buraco é resultado de um colapso de lava ocorrido há bilhões de anos, quando a Lua era um lugar mais quente e com atividade vulcânica. Os cientistas calculam que a Lua tem mais de 4 bilhões de anos de idade.

As descobertas recentes de água e gelo na Lua indicam que os astronautas poderiam viajar ao satélite da Terra e permanecer ali por períodos mais prolongados.

Mas a montagem de uma base requer uma proteção contra a radiação e os meteoritos que chegam à superfície lunar que está desprovida de proteção atmosférica.

"Já que as tubulações de lava estão protegidas do difícil ambiente na superfície lunar, estes buracos poderiam ser utilizados como bases", acrescentou o artigo.

Com informações da agência EFE e Gizmodo

Coluna de fumaça da lua Enceladus é metade gelo, diz pesquisa

Pesquisadores elevaram sua estimativa quanto à proporção de gelo presente na coluna de fumaça lançada pela lua Enceladus, em Saturno. Até 50% da coluna de fumaça lançada pelos gêiseres de Enceladus pode consistir de gelo, revelou um pesquisador durante a recente reunião da União Geofísica Americana em San Francisco, Califórnia.

Anteriormente, os cientistas acreditavam que de 10% a 20% da coluna de fumaça consistiam de gelo, apenas, e que o restante consistia de vapor de água. Alguns pesquisadores acreditam que o estudo, comandado por Andrew Ingersoll, cientista planetário do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, sustenta a ideia de que as colunas de fumaça são causadas por um lago subterrâneo que ferve e lança material ao espaço, em lugar de serem causadas por processos mais frios, como a sublimação.

Ingersoll baseou sua estimativa em uma série de fotos de Enceladus obtidas em 2006 pela espaçonave de exploração Cassini. O momento "era muito especial", ele diz, porque dois eventos importantes estavam acontecendo simultaneamente: Enceladus estava perfeitamente iluminada pelo Sol, o que permitia que as partículas de gelo presentes na coluna de fumaça fossem facilmente observadas; e, ao mesmo tempo, a Cassini estava à sombra de Saturno. "Isso nos permitiu realizar observações na direção do Sol sem que seu brilho ofuscasse os instrumentos", disse Ingersoll.

As fotos mostravam Enceladus em diferentes pontos de sua órbita e em três faixas de onda ¿ultravioleta, luz visível e infravermelho. Em combinação, as imagens permitiram que a equipe de Ingersoll determinasse o tamanho das partículas de gelo nas colunas de fumaça, bem como seu índice de concentração.

Alimentando as colunas de fumaça
A equipe então calculou com que velocidade as partículas de gelo teriam de ser disparadas pelos gêiseres da lua para que contivessem o volume de gelo visto nas fotos. Eles constataram que Enceladus deve estar emitindo cerca de 200 quilos de gelo por segundo, um volume quase idêntico ao de vapor de água determinado por outros processos de medição.

A relação de um para um entre gelo e vapor de água representa uma restrição importante para a forma de operação dos gêiseres, disse Ingersoll. Em estudo aceito para publicação pela revista Icarus, ele examinou um cenário sob o qual os gêiseres são alimentados por um vapor nevoento que se sublima do gelo em câmaras subterrâneas. Mas isso não enquadra aos dados, ele diz. "Teríamos 1% de gelo e 99% de vapor de água, se fosse esse o método", afirma.

Uma maneira de obter mais gelo, diz Ingersoll, seria que as câmaras dos gêiseres contivessem água. Quando uma rachadura se abre, a água fica exposta ao vácuo do espaço e começa a ferver, ele diz. Mas boa parte do vapor se congela imediatamente, "e assim temos uma fração considerável de sólidos" na coluna de fumaça.

A presença de água em forma líquida é muito intrigante para aqueles que esperam que um dia seja possível encontrar vida em Enceladus. Mas nem todo mundo acredita que seja necessária água para criar as colunas de fumaça dos gêiseres.

Susan Kieffer, cientista planetária da Universidade do Illinois em Urbana-Champaign, por exemplo, redigiu um estudo segundo o qual a pluma continha apenas 10 a 20% de gelo. No entanto, ela não é adversária das constatações de Ingersoll. "Eles tiveram acesso a muitos dados novos", disse.

Mas Kieffer ainda não está pronta a reconhecer que a descoberta de Ingersoll requeira a presença de água. Em lugar disso, diz, ela prefere um modelo próprio que envolve alimentação de gêiseres pela descompressão explosiva de materiais conhecidos como clatratos, quando rachaduras na crosta os expõem ao vácuo.

Clatratos expostos
Os clatratos são gaiolas de dimensões moleculares de um composto que pode conter diversas outras moléculas. Os clatratos que alimentam as colunas de fumaça de Enceladus, assim, poderiam aprisionar numerosos outros gases que compõem cerca de 10% da coluna de fumaça.

"Os clatratos são cestas de lixo para acumular gases", diz Kieffer. Quanto um clatrato se decompõe, ela argumenta, não libera apenas vapor de água, mas também partículas de gelo, em volume suficiente para justificar os cálculos de Ingersoll sobre as colunas de fumaça. "Nosso modelo permite produzir muito gelo", ela diz.

Assim, das três principais teorias sobre a formação dos gêiseres de Enceladus ¿sublimação em câmaras crias e nevoentas; água líquida (que poderia sustentar vida) arremessada ao vácuo pela fervura; e clatratos explosivos-, apenas a primeira parece estar descartada pela descoberta de Ingersoll.

O debate continua, animado como sempre
"Creio que seja seguro estimar que ainda restem anos de debate sobre o assunto", diz Carolyn Porco, diretora da equipe de imagem do projeto Cassini. Kieffer concorda. "O argumento não vai desaparecer como resultado de uma apresentação", ela afirma. "Pode ser que persista até que nova espaçonave visite a região, ou até que surjam observações mais definitivas".

Tradução: Paulo Migliacci ME

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