quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Telescópio detecta buraco negro gigante engolindo estrela

O buraco negro é o segundo maior já encontrado e tem massa 15 vezes maior que o Sol Foto: BBC Brasil

O buraco negro é o segundo maior já encontrado e tem massa 15 vezes maior que o Sol

O telescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), detectou em outra galáxia o buraco negro mais distante já encontrado. O corpo celeste está acompanhado por uma estrela que, em breve, será engolida pelo próprio buraco negro.

Com uma massa 15 vezes maior que a massa do Sol, este buraco negro também é o segundo maior buraco negro de massa estelar já encontrado. Ele foi encontrado em uma galáxia em formato de espiral, chamada NGC 300, a seis milhões de anos luz da Terra. "Esta é o buraco negro de massa estelar mais distante já pesado, e é o primeiro que vemos fora de nossa vizinhança galáctica, o Grupo Local (grupo de galáxias que inclui a Via-Láctea)", afirmou Paul Crowther, professor de astrofísica na Universidade de Sheffield, Grã-Bretanha, e um dos autores do estudo.

O parceiro do buraco negro é uma estrela do tipo Wolf-Rayet, que também tem uma massa cerca 20 vezes a massa do Sol. As Wolf-Rayet são estrelas que já estão perto do fim de suas vidas e expulsam a maior parte de suas camadas superiores para a região que as cerca antes de explodirem como supernovas, com seus núcleos implodindo para formar buracos negros.

Os buracos negros de massa estelar são extremamente densos, os restos do colapso de estrelas muito grandes. Estes buracos negros têm massas que chegam até a 20 vezes a massa do Sol. Até o momento, 20 destes buracos negros de massa estelar já foram encontrados.

Por outro lado, buracos negros maiores são encontrados no centro da maioria das galáxias e podem pesar entre milhões e bilhões de vezes a massa do Sol.

Dança
As informações coletadas pelo telescópio do ESO mostram que o buraco negro e a estrela Wolf-Rayet dançam um em volta do outro em períodos de 32 horas. Os astrônomos também descobriram que, enquanto eles orbitam em volta um do outro, o buraco negro está arrancando matéria da estrela. "Este é, sem dúvida, um 'casal íntimo'. Como um sistema com uma ligação tão forte foi formado ainda é um mistério", afirmou um dos colaboradores da pesquisa Robin Barnard. Outros sistemas com um buraco negro e uma estrela como companheira não são desconhecidos dos astrônomos.

Baseados nestes sistemas, os astrônomos conseguem ver uma conexão entre a massa do buraco negro e a química das galáxias. "Notamos que os maiores buracos negros tendem a ser encontrados em galáxias menores que contem menos elementos químicos pesados", afirmou Paul Crowther. "Galáxias maiores, que são mais ricas em elementos pesados, como a Via Láctea, apenas produzem buracos negros de massas menores."

Os astrônomos acreditam que uma maior concentração de elementos químicos pesados influencia como uma grande estrela evolui, aumentando a quantidade de matéria que perde, o que resulta em um buraco negro menor quando os restos da estrela finalmente entram em colapso.

Em menos de um milhão de anos será a vez da estrela Wolf-Rayet se transformar em uma supernova e, então, se transformar em um buraco negro.

"Se o sistema sobreviver a esta segunda explosão, os dois buracos negros vão se fundir, emitindo grandes quantidades de energia na forma de ondas gravitacionais", conclui Crowther. No entanto, de acordo com os astrônomos, serão necessários alguns bilhões de anos até que os dois cheguem a se fundir.

BBC Brasil
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Rússia trabalha em plataforma orbital capaz de atacar na Terra

A Rússia desenvolve o projeto de uma plataforma orbital própria para abrigar satélites militares capazes de atacar alvos na Terra e neutralizar ameaças de impacto de asteroides, informa nesta quarta-feira a corporação espacial Energuia. "Esses aparelhos cósmicos especiais poderão ser usados para a observação de territórios e do espaço aéreo, assim como para a cobertura informática em zonas de desastres naturais e conflitos locais", explicou o presidente da Energuia, Vitali Lopota, em uma conferência em Moscou.

De acordo com Lopota, os satélites seriam cruciais para localizar alvos militares e teriam capacidade de ataque e de repelir ameaças de asteroides e cometas. O diretor apontou que, de acordo com seus cálculos, esse tipo de satélite militar deverá ter 20 t e um prazo de vida útil de entre dez e 15 anos. Segundo ele, sua exploração em série poderá começar já a partir de 2017.

A futura plataforma orbital unificada será de propulsão nuclear, com reatores de potência de entre 150 e 500 quilowatts, e terá duas antenas de 20 m de diâmetro. No entanto, Lopota não determinou quais ferramentas de ataque tais satélites terão e nem como poderiam desviar eventuais asteroides que ameacem a Terra.

O diretor da agência espacial russa (Roscosmos), Anatoli Perminov, já havia anunciado em dezembro passado que a Rússia desenvolveria tecnologias para evitar o possível impacto do asteroide Apophis contra a Terra, em 2036. "Os cálculos matemáticos demonstram que neste prazo é possível criar um aparelho cósmico especial que permita evitar esta colisão", assegurou então.

O chefe da Roscosmos lembrou que o Apophis (asteroide 2004 MN4), de 270 m de diâmetro, é três vezes maior que o famoso meteorito de Tunguska, que em 1908 destruiu 2 mil hectares na Sibéria. Em sua rota em direção ao Sol, o Apophis passará em 2029 muito perto da Terra, a uma distância de 30 mil quilômetros, e ameaça atingir o planeta ao retornar, por volta de 2036.

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Europeus descobrem buraco negro em distância recorde

Astrônomos do Observatório Europeu do Hemisfério Sul (ESO) descobriram um buraco negro na galáxia NGC 300, a uma distância recorde de 6 milhões de anos luz do nosso sistema solar.

Da central da ESO, em Garching (Alemanha), um porta-voz destacou nesta quarta que o novo buraco negro tem 15 vezes a massa de nosso Sol e absorve matéria de uma estrela que o acompanha e que, em um tempo previsível, explodirá como uma supernova para se tornar também um buraco negro.

O sol que acompanha atualmente o novo buraco negro tem cerca de 20 vezes a massa de nosso Sol e está expulsando sua camada exterior para o espaço.

Os buracos negros como o descoberto pela ESO surgem após a explosão de uma supernova, estrelas gigantes que culminam em sua própria combustão e que acabam se comprimindo com uma gravidade tão elevada que chegam a absorver a luz.

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Índia lançará 1ª missão espacial tripulada em 2016

A Índia planeja lançar em 2016 sua primeira missão espacial tripulada, uma viagem de uma semana da qual participarão dois astronautas, afirmou hoje um alto funcionário da Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO, em inglês).

"Planejamos um voo humano no espaço em 2016, com dois astronautas que passarão sete dias na órbita inferior da Terra", disse o presidente da ISRO, K. Radhakrishnan, em declarações citadas pela agência indiana "Ians".

Vários cientistas espaciais e altos funcionários da agência espacial estão preparando um relatório preliminar para construir as infraestruturas e instalações necessárias para a missão, com um custo estimado de cerca de US$ 2,76 bilhões.

A Comissão de Planejamento da Índia aprovou inicialmente o projeto em fevereiro de 2009, e comprometeu recursos para os planos quinquenais de 2007-2012 e 2012-2017.

"Projetaremos e desenvolveremos o módulo espacial para a missão tripulada nos próximos quatro anos. Serão selecionados dois astronautas para o voo espacial", disse o presidente da ISRO.

A organização prevê colocar uma instalação completa de formação em Bangalore (sul da Índia) para treinar os astronautas, e construir uma terceira plataforma de lançamento em sua estação de Sriharikota, na região de Andhra.

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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Sonda da Nasa detecta asteroide próximo à Terra

A sonda "Wise", operada pela Nasa, detectou um asteroide próximo à Terra, informou hoje a agência espacial americana.

Este é o primeiro das centenas de objetos próximos ao planeta que se espera que a sonda detecte em sua missão de varrer o espaço com sensores infravermelhos.

"Não existe nenhum risco de este asteroide impactar a Terra", ressaltou a Nasa em um comunicado.

O corpo celeste, batizado com o nome de 2010 AB78, foi descoberto pela "Wise" em 12 de janeiro.

Os instrumentos da sonda observaram o asteroide durante um dia e meio, até que ele saiu de seu campo de visão.

Posteriormente, os cientistas utilizaram o telescópio de um observatório do Havaí para confirmar a descoberta, destacou a Nasa.

"Estamos encantados por achar nosso primeiro objeto próximo à Terra", disse Amy Mainzer, cientista da missão no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da agência espacial.

Mainzer explicou que há muitas sondas que buscam objetos desse tipo próximos à Terra, mas todos com luz visível.

No entanto, alguns asteroides são escuros e não refletem muito a luz solar. Mas como têm temperatura, podem ser detectados por instrumentos com sensores infravermelhos.

Neste momento, o asteroide encontra-se a cerca de 158 milhões de quilômetros da Terra. Calcula-se que seu diâmetro seja de aproximadamente um quilômetro e que gire em torno ao sol em uma órbita elíptica.

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Nasa desiste de mover sonda danificada em Marte

A Nasa (agência especial americana) afirmou, nesta terça-feira, que desistiu de tentar libertar a sonda Spirit do banco de areia onde se encontra atolada desde maio em Marte. "A Spirit encontrou o pior pesadelo de um golfista, o campo de areia que, não importa quantas tacadas faça, não consegue se safar", disse Doug McCuistion, diretor do programa de exploração de Marte da Nasa.

A sonda, que chegou ao planeta há seis anos, permanecerá agora como uma estação científica fixa. "A Spirit continuará a contribuir para a ciência", disse McCuistion. Uma das vantagens de a sonda permanecer imóvel é medir as oscilações do solo, o que indicaria se Marte possui um núcleo sólido ou líquido, informação importante para determinar a história magnética do planeta.

Núcleo
Duas das seis rodas da sonda enguiçaram, comprometendo suas chances de sair do banco de areia. Agora a Nasa pretende mover a sonda o máximo possível para aumentar a quantidade de Sol captada por seus painéis antes do próximo inverno, em meados do próximo ano.

Os cientistas dizem acreditar que a sonda entrará em um estado semelhante ao de hibernação por volta de abril, saindo deste estado em abril ou setembro de 2011.

A Spirit foi uma das duas sondas da Nasa que pousaram em Marte em janeiro de 2004. A segunda, Opportunity, continua a percorrer a superfície do planeta. A Nasa já gastou mais de US$ 900 milhões em seu programa de Marte e cerca de US$ US$ 20 milhões são gastos anualmente.

Os dados gerados pelas sondas já geraram cerca de 100 estudos acadêmicos.

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Sonda da Nasa detecta asteroide nos arredores da Terra

O 2010 AB78, descoberto em 12 de dezembro passado, tem 1 km de diâmetro, mas não representa nenhum risco de colisão com o planeta Foto: Nasa/Divulgação

O 2010 AB78 (ponto vermelho na parte superior da imagem) tem 1 km de diâmetro, mas não apresenta nenhum risco de colisão com o planeta

O telescópio espacial Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE), lançado em dezembro de 2009, detectou o primeiro asteroide de centenas que a Nasa, agência espacial americana, espera encontrar nos arredores da Terra nos próximos anos. A Nasa informou que o recém-batizado 2010 AB78, descoberto em 12 de dezembro passado, não apresenta nenhum risco de colisão com o planeta.

Atualmente, o objeto de aproximadamente 1 km de diâmetro está a cerca de 158 milhões de km da Terra. Segundo a Nasa, o asteroide tem a órbita elíptica e chega perto do Sol como a Terra, mas por causa de sua trajetória inclinada, não deve se aproximar por muitos séculos. Apesar de não causar riscos, os cientistas continuarão monitorando a rocha espacial.

Centenas de asteroides e cometas passam relativamente próximos à Terra anualmente - alguns com tamanho reduzido ingressam na órbita terrestre, mas acabam se desintegrando ao atingir a atmosfera. Em casos raros de impacto com um objeto de maior proporção, o dano na superfície da Terra pode ser catastrófico. A teoria mais aceita diz que um asteroide com cerca de 10 km de largura mergulhou no planeta há 65 milhões de anos, matando todos os dinossauros e provocando um cataclisma mundial.

A sonda Wise, responsável por fazer o mapeamento fotográfico do cosmos, foi colocada em órbita por um foguete Delta II, a uma distância de 525 km da Terra.

ESA anuncia lançamento de outro cargueiro à Estação Espacial

A Agência Espacial Europeia (ESA) anunciou nesta terça-feira, em Moscou, que o segundo cargueiro da série ATV partirá rumo à Estação Espacial Internacional (ISS) em novembro deste ano. "Devemos lançar em novembro de 2010, como parte da cooperação com a Rússia, o segundo cargueiro europeu 'ATV' com destino à ISS", assinalou René Pischel, representante da ESA na capital russa.

O primeiro veículo espacial europeu, o Julio Verne, foi lançado em 9 de março de 2008 da base de Kuru, na Guiana francesa, e se acoplou à plataforma orbital em 3 de abril, onde permaneceu por cinco meses. Pischel disse que, como parte dessa colaboração, em meados de 2010 está previsto que comece o simulacro de um voo a Marte, no qual seis voluntários, dois deles europeus, permanecerão em um módulo isolados do mundo durante quase um ano e meio. O período é praticamente o tempo da viagem de ida e volta ao planeta.

"Esperamos que o projeto 'Marte-500' comece em meados deste ano no Instituto de Problemas Biomédicos da Rússia. Dois de nossos voluntários europeus participarão do experimento, que durará 520 dias", lembrou. Para este ano está previsto, além disso, o lançamento de um foguete portador russo Soyuz-ST da base de Kuru, como indicou o representante da ESA, segundo a agência de notícias RIA Novosti.

"Todos os países da Agência Espacial Europeia saem beneficiados da cooperação com a Rússia. Além disso, pensamos que dentro de alguns meses tomaremos uma decisão junto com Rússia e Estados Unidos sobre o prolongamento do uso da ISS até 2020", explicou.

EFE
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Primeira década foi mais a quente da história, diz Nasa

A primeira década deste século foi a mais quente da história, de acordo com novos números de temperatura da superfície do planeta divulgados pela Nasa. A agência espacial americana também constatou que 2009 foi o segundo ano mais quente desde 1880, quando medições de temperatura passaram a ser feitas.

O ano mais quente foi 2005. O maior aumento na temperatura média ocorreu na região do Ártico, como se observa no quadro ao lado.

O Instituto Goddard de Estudos Espaciais (GISS, na sigla em inglês), da Nasa, comparou as temperaturas médias dos períodos entre 1951-1980 e 2000-2009. Para isso, utilizou três fontes em seus cálculos: registros de temperatura de mais de mil estações meteorológicas espalhadas pelo mundo; medições da temperatura da superfície da água feitas por satélites; e aferições de temperatura feitas na Antártica.

Os números obtidos nestas três fontes de informação foram processados por um computador do instituto. Segundo os cientistas, uma combinação de fatores tem provocado o aquecimento global. O aumento das emissões de CO2 e outros gases de efeito estufa é um deles.

Mas há outros fenômenos que contribuem para este quadro, como mudanças na radiação solar e oscilações na temperatura do oceanos, provocadas pela dinâmica das correntes marítimas e pelos fenômenos El Niño e La Niña. "Há uma variabilidade substancial a cada ano na temperatura global, causada pelo ciclo El Niño-La Niña. Porém, quando calculamos a média de temperatura durante cinco ou dez anos para minimizar essa variabilidade, descobrimos que todo um conjunto de fatores contribui para explicar as mudanças climáticas", comenta James E. Hansen, diretor do GISS, um dos maiores climatologistas do mundo.

Os dados da Nasa mostram uma tendência de temperatura crescente de aproximadamente 0,2°C por década durante os últimos 30 anos. "Esse é o número importante para manter em mente", diz Gavin Schmidt, climatologista do Instituto Goddard.

A Nasa apurou ainda que 2009 empata com 2006 na posição de quinto ano mais quente já registrado, baseado em medidas retiradas na terra e no mar. A análise, conduzida pelo GISS em Nova York, também mostra que no Hemisfério Sul, 2009 foi o ano mais quente desde 1880.

E embora 2008 tenha sido o ano mais fresco da década ¿ devido ao forte resfriamento do Oceano Pacífico tropical ¿ 2009 viu um retorno a temperaturas globais próximas dos números recordes. O ano passado foi apenas uma fração de um grau mais frio do que em 2005, o ano mais quente registrado, e preso ao agrupamento de outros anos ¿ 1998, 2002, 2003, 2006 e 2007 ¿ como o segundo ano mais quente.

Formuladores das políticas propostas Conferência do Clima no mês passado concordaram com o objetivo de manter o aumento das temperaturas globais médias 2°C, para evitar os piores efeitos do aquecimento global. Os dados da Nasa fornecem novas evidências para a discussão científica do aquecimento global e para a tomada de decisões pelas nações.

JB Online
JB Online

Telescópio chileno divulga foto de complexo estelar

Foi divulgada nesta terça-feira, 26 de janeiro, uma nota fotografia da nebulosa "Pata de gato" (NGC 6334), localizada a 5,5 mil anos-luz da terra, na direção da constelação de escorpião. Na imagem, a nuvem de gás compreende uma área de aproximadamente 50 anos luz. As informações são do European Southern Observatory (ESO).

Esta nebulosa, que vem sendo muito estudada por astrônomos, é uma região de vasta e intensa formação estelar. Ela esconde estrelas de coloração azul, as quais possuem uma massa quase 10 vezes maior que a do nosso sol e nasceram há alguns poucos milhões de anos. Além destas, há muitas estrelas jovens, que, imersas na "poeira", são de difícil observação.

Ao todo, estima-se que a "Pata de gato" contenha muitas dezenas de milhares de estrelas, segundo o ESO.

A foto foi tirada no observatório La Silla, no Chile, pelo Wide Field Imager, um instrumento do telescópio local, combinando imagens obtidas por filtros azul, verde e vermelho. Também foi empregado um filtro criado para permitir que a luz liberada pelo hidrogênio seja captada.

A nebulosa foi observada pela primeira vez pelo astrônomo inglês John Herschel, em 1837, na África do Sul.

Estrelas da Pata de gato ocupam área de aproximadamente 50 anos luz Foto: Divulgação
Nubolosa abriga dezenas de milhares de estrelas numa área de 50 anos luz

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Telescópio descobre "cama de estrelas" do universo primitivo

Pequena galáxia, situada perto do agrupamento de galáxias Abell 2218, é menor que a Via Láctea, mas forma 100 vezes mais estrelas do que a galáxia que ... Foto: Insu/Terra Chile/Reprodução

Pequena galáxia, situada perto do agrupamento de galáxias Abell 2218, é menor que a Via Láctea, mas forma 100 vezes mais estrelas do que a galáxia que abriga a Terra e o Sistema Solar

Um telescópio espacial descobriu uma pequena galáxia coberta de poeira cósmica, que é o lar de milhares de estrelas do universo primitivo, quando este tinha somente 1,5 milhões de anos, informou nesta segunda-feira o Instituto Nacional das Ciências do Universo da França (Insu), do Centro Nacional de Investigação Científica. Entre as principais galáxias que produzem estrelas massivas, esta é a menor e a mais distante já conhecida, disse o instituto em comunicado.

Situada perto do agrupamento de galáxias chamado Abell 2218, a nova galáxia tem o tamanho menor que o da Via Láctea, mas ainda assim, forma 100 vezes mais estrelas do que a galáxia que abriga a Terra e o Sistema Solar. Ela foi descoberta pelos astrônomos Jean-Paul Kneib e Kirsten Kraiberg Knudsen com a ajuda de uma lente gravitacional, também chamada de telescópio cósmico.

Este tipo de corpo cósmico pode ser observado quando a luz procedente dos objetos distantes e brilhantes se curva em torno de uma galáxia massiva, deformando o espaço-tempo e desviando a luz de outras galáxias distantes. Neste sentido, o telescópio cósmico permitiu aos cientistas provar a existência do pequeno "objeto empoeirado".

"Sabemos muito pouco deste tipo de galáxia, sobretudo, quando tentamos remontar a idade do universo", comentou Knudsen. Kneib admitiu que a descoberta é "bastante excepcional" porque "põe em questão conclusões tiradas das observações que sugerem que as estrelas nascem no peito das galáxias massivas".

Chance de encontrar ETs é maior do que nunca, diz astrônomo

As chances de se descobrir vida fora da Terra são maiores do que nunca, segundo afirma Martin Rees, o principal astrônomo britânico e presidente da Royal Society, a academia de ciências da Grã-Bretanha. A Royal Society organiza a partir desta segunda-feira em Londres uma conferência com pesquisadores de várias partes do mundo para discutir as perspectivas de se encontrar formas de vida extraterrestres.

Segundo Rees, que em 1995 foi agraciado com o título de Astrônomo Real, uma descoberta como essa poderia representar um momento de mudança para a humanidade, alterando nossa visão de nós mesmos e de nosso lugar no cosmos.

Cientistas de todo mundo vêm analisando sinais do espaço em busca de emissões de ondas sonoras feitas por seres inteligentes fora da Terra, mas tudo o que conseguiram captar até hoje foi estática.

Avanços
Para Rees, porém, o avanço tecnológico torna maior do que nunca a possibilidade de que essa busca se mostre frutífera. "A tecnologia avançou tanto que pela primeira vez nós podemos realmente ter a esperança realista de detectar planetas não maiores do que a Terra orbitando outras estrelas", diz Rees.

"Poderemos saber se eles têm continentes e oceanos, descobrir que tipo de atmosfera têm. Apesar de ser um longo passo para sermos capaz de descobrir sobre qualquer forma de vida nesses planetas, é um progresso tremendo ser capaz de ter algum tipo de imagem de outro planeta, semelhante à Terra, orbitando outra estrela", observa.

Segundo ele, o envio ao espaço de telescópios capazes de detectar planetas semelhantes à Terra no entorno de estrelas distantes agora torna possível concentrar mais os esforços de busca. "Se encontrássemos vida, mesmo a forma mais simples de vida, em outros lugares, isso seria claramente uma das maiores descobertas do século 21", diz Rees.

"Desconfio que pode haver vida e inteligência lá fora em formas que não podemos imaginar. E poderia, claro, haver formas de inteligência aquém da capacidade humana, mais avançada do que somos avançados em relação a um chimpanzé", afirma.

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domingo, 24 de janeiro de 2010

Experimento do MIT abre possível nova via para fusão nuclear

Um experimento que reproduziu em laboratório as características dos campos magnéticos da Terra e de outros planetas pode abrir caminho para o desenvolvimento de novos processos de fusão nuclear, segundo um estudo publicado neste domingo pela revista Nature Physics.

Os pesquisadores do Instituto Tecnológico de Massachussets (MIT) e da Universidade de Columbiam, em Nova York, utilizaram um ímã de meia tonelada, mantido em "levitação" por meio de outro ímã, para conseguir controlar o gás ionizado - mais conhecido como plasma.

O plasma, quarto estado da matéria (os outros são sólido, líquido e gasoso), está em toda parte no universo: em estrelas, nos ventos solares, na ionsfera, em raios. É constituído por partículas carregadas eletricamente: íons e elétrons.

No "Levitated Dipole Experiment" (LDX, algo como "Experimento Dipolo Levitante"), realizado no MIT, o ímã supracondutor, resfriado a -269°C com hélio líquido, controlou os movimentos de um plasma aquecido a 10 milhões de graus, que estava em um compartimento adjacente.

A turbulência gerada "deu lugar a uma concentração mais densa de plasma - uma etapa crucial para fazer com que os átomos se fundam - ao invés de aumentar sua dispersão, como ocorre normalmente", explicou o MIT em um comunicado.

Observado durante a interação de plasmas com os campos magnéticos da Terra ou de Júpiter, este tipo de concentração sob efeito de um campo magnético "jamais havia sido recriado em laboratório", afirmou o MIT.

Este enfoque "pode dar origem a uma via alternativa para a fusão" nuclear, destacou Jay Kesner, do MIT, um dos coordenadores do projeto LDX junto com Michael Mauel, da Universidade de Columbia.

Fonte de resíduos radioativos, a fissão nuclear nas centrais utilizadas atualmente consiste em partir os núcleos dos átomos. Por outro lado, se passarem por um processo de fusão, é possível conseguir uma fonte de energia limpa.

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ISS eleva órbita para acoplamento do "Endeavour"

A Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês) elevou hoje sua órbita em cinco quilômetros para o acoplamento do ônibus espacial americano "Endeavour", informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.

"A correção da órbita da ISS se desenvolveu com sucesso", disse um porta-voz do CCVE às agências russas.

A manobra, que durou 150 segundos e aconteceu de maneira automática, elevou a órbita da ISS até 343 quilômetros, com a ajuda dos motores do módulo russo "Zvezda".

O objetivo da correção da órbita é que a acoplagem da nave de carga russa "Progress M-04M" e do "Endeavour", que serão lançados em 3 e 7 de fevereiro, respectivamente, aconteça nas condições mais vantajosas possíveis.

Essa manobra não precisou da participação dos tripulantes da ISS, que tiveram hoje o dia livre.

A última correção da órbita havia acontecido em novembro do ano passado, com ajuda dos motores do "Atlantis".

A plataforma orbital perde entre 100 e 150 metros de altura a cada dia, devido à gravitação terrestre, à atividade solar e a outros fatores.

EFE
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Nasa fotografa aglomerado de galáxias com duas caudas

  Foto: AFP

Concepção artística do aglomerado de galáxias Abell 3627, observada pela sonda espacial Chandra X-ray e o pelo telescópio Sul Astrophysical Research (Soar)

A Nasa, agência espacial americana, utilizou as lentes da sonda espacial Chandra X-ray e do telescópio Sul Astrophysical Research (Soar), no Chile, para fotografar um grande aglomerado de galáxias, conhecido pelo nome de Abell 3627. Os aglomerados, considerados como umas das maiores estruturas do universo, são compostos por inúmeras galáxias que interagem gravitacionalmente umas com as outras.

Na concepção artística divulgada nesta sexta-feira pela Nasa, os dados da Chandra X-ray podem ser vistos em azul e as emissões de luz óptica e de hidrogênio, captadas pelo telescópio Soar, em amarelo e vermelho, respectivamente. À frente da cauda mais brilhante do aglomerado, com uma extensão de 260 mil anos-luz, está a galáxia ESO 137-001. Já o aparecimento da outra cauda, menos brilhante, foi considerada uma surpresa para os cientistas.

As galáxias que compõem estes grandes conjuntos são mantidas em interação devido ao gás quente que as envolve. Segundo os cientistas, as caudas do Abell 3627 podem ter se formado a partir do gás é emanado pela ESO 137-001.

Nasa divulga imagem inédita de dunas em cratera de Marte

Imagem captada pela Mars Reconnaissance Orbiter mostra as dunas lineares devido a mudanças na direção do vento Foto: Nasa/Divulgação

Imagem captada pela Mars Reconnaissance Orbiter mostra as dunas lineares devido a mudanças na direção do vento

A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta quinta-feira a imagem de dunas que se formaram dentro de uma cratera em Marte. A fotografia foi captada pela câmera High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE) da sonda espacial Mars Reconnaissance Orbiter em 28 de dezembro de 2009.

A cratera em questão fica em uma extensa região chamada de Noachis Terra, próxima à área conhecida como Bacia de Impacto Hellas, no hemisfério sul do planeta vermelho.

A Nasa informou que as dunas da imagem são lineares, provavelmente, devido a mudanças na direção do vento. Em alguns lugares, cada uma delas é muito semelhante às dunas adjacentes, incluindo uma faixa avermelhada (cor de poeira) na face voltada para nordeste. Grandes rochas angulosas também podem ser vistas pelo chão entre as dunas.

Nasa: 2009 foi ano mais quente registrado no Hemisfério Sul

O ano de 2009 foi para o Hemisfério Sul o mais quente da história, segundo dados da agência espacial Nasa. Globalmente, o ano passado perdeu em temperatura apenas para 2005, considerado o ano mais quente desde que se tem registros do tipo no planeta.

Os dados da Nasa mostram que a temperatura no parte Sul do planeta foi, no ano passado, 0,4º C superior à temperatura mais antiga de que dispõem os cientistas. A partir dessa referência, em 2005 a temperatura global foi cerca de 0,7º C mais alta.

A agência informa ainda que a década passada (2000 a 2009) foi a mais quente desde 1880, quando foram desenvolvidos os primeiros equipamentos capazes de medir temperatura com precisão.

O diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa (GISS, na sigla em inglês), James Hansen, explicou entretanto que o dado mais relevante é a tendência de alta nas temperaturas ao longo das décadas.

"Há uma substancial variação ano a ano da temperatura global que é causada pelo ciclo tropical El Niño-La Niña. Quando medimos a temperatura média ao longo de cinco ou dez anos para minimizar essa variação, descobrimos que o aquecimento global continua inabalável", disse.

Aquecimento global
Os dados apontam para uma clara tendência de aquecimento no planeta. Desde 1880, a temperatura subiu 0,8º C no mundo. Somente nas últimas três décadas, a alta foi de 0,2 graus.

Os cientistas do GISS acreditam que o aumento da temperatura global é causada pela presença de gases causadores do efeito estufa, como gás carbônico, na atmosfera terrestre.

Mas o instituto enfatiza que variações na radiação solar, oscilações na temperatura do mar dos trópicos e fenômenos como El Niño e La Niña também afetam sensivelmente a temperatura da Terra.

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Observatório divulga imagem de nebulosa "Pata de Gato"

Concepção artística da nebulosa NGC 6334, que os cientistas acreditam que se pareça com a pegada gigante de um gato cósmico solto pelo universo Foto: ESO/Divulgação

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O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), no Chile, divulgou a imagem de uma das nuvens de formação estelar mais ativas da Via Láctea, a galáxia da Terra: a nebulosa "Pata de Gato". A nebulosa, também conhecida pelo nome de NGC 6334, fica em uma complexa zona de gás e poeira onde nascem numerosas estrelas massivas.

A concepção artística da "Pata de Gato" foi criada a partir de imagens captadas pelo instrumento Wide Field Imager (WFI). O equipamento está instalado em um telescópio de 2,2 m no Observatório de La Silla, um dos três utilizados pelo ESO no Chile. Segundo os cientistas, a nuvem, registrada pela primeira vez em 1837 pelo astrônomo britânico John Herschel, parece a pegada gigante de um "gato cósmico" solto pelo universo.

A "Pata de Gato" está a cerca de 5,5 mil anos-luz em direção à constelação de Escorpião e cobre uma área do céu um pouco maior que a Lua cheia, com uma extensão de cerca de 50 anos-luz. Sua cor avermelhada se deve ao gás hidrogênio do resplendor de estrelas jovens e quentes que nascem em seu interior, com uma massa 10 vezes superior à do Sol.

De acordo com o ESO, a nebulosa pode conter dezenas de milhares de estrelas mergulhadas na poeira cósmica, o que dificulta o seu estudo. As nebulosas são nuvens de poeira, hidrogênio e plasma, com intensa formação de estrelas, e podem ter vários formatos e cores.

Nave Soyuz TMA-16 se acopla com sucesso ao novo módulo Poisk

A nave russa Soyuz TMA-16 foi desconectada nesta quinta do módulo Zvezda e acoplada com sucesso ao novo módulo Poisk da Estação Espacial Internacional (ISS), informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.

O cosmonauta russo Maxim Surayev acoplou manualmente a Soyuz TMA-16 ao módulo Poisk às 8h24 (hora de Brasília), ressaltou Valeri Lindin, porta-voz do CCVE, citada pela agência oficial russa Itar-Tass. A operação foi supervisada da própria nave pelo astronauta da Nasa Jeff Williams e da plataforma orbital pelo cosmonauta russo Oleg Kotov.

O acoplamento ao novo módulo Poisk deixa livre o Zvezda para o engate da nave de carga Progress M-04M, cujo lançamento está previsto para 3 de fevereiro a partir da base de Baikonur, no Cazaquistão. A mudança foi planejada para corrigir a altura da ISS com ajuda dos propulsores do módulo Zvezda, manobra prevista para o próximo dia 24.

Surayev e Williams voltarão à Terra no próximo mês de março a bordo da Soyuz TMA-16. O porto ficará livre assim para o acoplamento em abril da Soyuz TMA-18, que levará à plataforma orbital três novos tripulantes, os cosmonautas russos Aleksandr Skvortsov e Mikhail Kornienko, assim como a astronauta americana Tracy Caldwell.

Além de Surayev, Kotov e Williams, atualmente estão na ISS o astronauta da Nasa Timothy Creamer e o japonês Soichi Noguchi.

EFE
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

ESA e Nasa pedem ideias para instrumentos de missão a Marte

O veículo de exploração terá de atravessar a fina atmosfera de Marte em velocidade supersônica e a temperaturas elevadíssimas   Foto: Getty Images

Agências espaciais da missão a Marte, programada para 2016, quer a ajuda de cientistas do mundo inteiro para desenvolver os instrumentos que serão utilizados durante a viagem

A ESA, agência espacial europeia, e a Nasa, agência espacial americana, estão convidando cientistas de todo o mundo a propor instrumentos para a sua missão conjunta a Marte, batizada de ExoMars Trace Gas Orbiter. As equipes dos projetos aprovados serão as responsáveis por construir as ferramentas.

A primeira nave do projeto, a Trace Gas Orbiter, será contruída pela ESA e lançada pela NASA. Com lançamento programado para 2016, a nave irá explorar a atmosfera marciana, com especial atenção a um de seus compostos, o metano - que poderia sinalizar a presença de vida no planeta.

De acordo com a ESA, os cientistas estão particularmente interessados em descobrir por que o metano está concentrado em apenas três locais em Marte e por que ele desaparece tão rapidamente da atmosfera. Uma equipe das agências elaborou um modelo baseado em tecnologias já existentes, mas quer ajuda para transformar o projeto em realidade.

"Estamos abertos a todas as propostas de ferramentas, desde que elas nos ajudem a atingir os nossos objetivos científicos", disse Jorge Vago, cientista da ESA no projeto ExoMars, em comunicado à imprensa. Os site em que os cientistas podem apresentar suas propostas é o esamars.notlong.com.

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Nasa quer recuperar sonda e robô preso à superfície de Marte

A Nasa empreendeu novos esforços para conseguir um milagre duplo em Marte e recuperar dois de seus mais valiosos instrumentos científicos na superfície do planeta vermelho. O objetivo mais imediato é determinar se a sonda espacial Phoenix Mars Lander sobreviveu ao forte inverno marciano. O outro objetivo procura tirar o robô explorador Spirit do lugar onde ficou imobilizado. As probabilidades de êxito em ambos os casos são virtualmente nulas, reconheceram as autoridades da Nasa.

Nessa semana a nave Mars Odyssey da Nasa dirigirá seus instrumentos sobre a superfície de Marte com a esperança de detectar algum sinal de que a Phoenix tenha superado as temperaturas extremamente baixas do inverno marciano.

"Não acreditamos que a Phoenix tenha sobrevivido e também não esperamos ouvir sua transmissão. No entanto, se ainda houver algum sinal, a Odyssey vai captá-lo", disse Chad Edwards, engenheiro de telecomunicações do Programa Exploração de Marte no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa.

A Phoenix, movida à energia proporcionada por seus painéis solares, operou durante cinco meses (dois mais que o previsto) durante o verão do hemisfério norte marciano. No entanto, suas transmissões terminaram em novembro de 2008 porque seus componentes não foram capazes de sobreviver ao inverno marciano, indicou a Nasa em comunicado.

A agência espacial acrescentou que, no caso improvável de ter sobrevivido, espera-se que siga as instruções programadas em seu computador. Se os sistemas estiverem funcionando e seus painéis solares estiverem gerando energia suficiente, seria possível estabelecer comunicação. Em cada tentativa, a Phoenix usaria de maneira alternada seus dois rádios e suas duas antenas.

A Odyssey passará sobre o lugar onde pousou a Phoenix dez vezes por dia durante três dias consecutivos neste mês. Ações semelhantes também serão realizadas em fevereiro e março, disse a Nasa. "A Odyssey fará um número suficiente de tentativas para que, caso não detectemos uma transmissão, tenhamos bastante certeza de que a Phoenix morreu", indicou Edwards.

Lançada em agosto de 2007, a Phoenix iniciou a missão em Marte em maio de 2008, mês em cujo dia 25 seu braço robótico confirmou a existência de água em forma de gelo sob a superfície do planeta. A sonda também detectou neve e geada sobre o solo, assim como a interação de água em forma de gelo com a superfície. Além disso, determinou que esse solo era alcalino com sais e minerais e cuja formação exigiu a presença de água.

O outro esforço da Nasa é para recuperar o movimento do robô explorador Spirit, atolado devido à perda de duas de suas seis rodas independentes.

Em meados deste mês, os engenheiros transmitiram ordens ao Spirit para conseguir um lento movimento de uma das rodas e os resultados foram insignificantes, informou o JPL, que controla suas operações. Haverá outras tentativas, mas a possibilidade de manobras para recuperar seu movimento é cada vez mais curta devido à proximidade do inverno no hemisfério sul de Marte quando os dias ficam mais curtos e se reduz a luz solar.

O Spirit chegou a Marte junto ao seu gêmeo Opportunity em janeiro de 2004 e deveria deixar de funcionar três meses depois quando os painéis solares que lhe proporcionam energia ficassem cobertos pelo pó marciano, segundo previam os engenheiros do JPL.

No entanto, Spirit e Opportunity prolongaram amplamente seu prazo de vida e, cinco anos depois, continuavam transmitindo fotografias e dados sobre a estrutura geológica e a atmosfera do planeta vermelho.

Mas dessa vez os inconvenientes parecem ser insuperáveis, admitiram os engenheiros do JPL. "Existe a possibilidade muito real de que não possa sair do local" onde se encontra, admitiu no mês passado John Calas, diretor do projeto para Spirit e Opportunity.

O veículo ficou atolado em um lugar chamado Tróia, na Cratera Gusev. Além disso, uma tempestade de pó cobriu os painéis e reduziu a energia a ponto de deixar os sistemas trabalhando em um nível mínimo, disse o JPL.

Desde 2004, quando chegaram a extremos opostos do planeta, os dois veículos percorreram 21 quilômetros do agreste terreno marciano, superando as temperaturas extremas do planeta que vão de 20 graus centígrados a 100 abaixo de zero.

EFE
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Cientistas conseguem dar nó em feixe de luz

Vórtices ópticos podem ser criados com hologramas que direcionam o fluxo de luz Foto: BBC Brasil

Vórtices ópticos podem ser criados com hologramas que direcionam o fluxo de luz

Uma equipe de físicos britânicos conseguiu dar vários nós em feixes de luz, em uma experiência inédita relatada em artigo na revista científica Nature Physics.

Segundo o especialistas, o feito foi possível graças à chamada "Teoria dos Nós", um ramo da matemática abstrata inspirado nos nós cotidianos, como os de cordas e sapatos. "Em um feixe, o fluxo de luz no espaço é semelhante ao das águas de um rio", explicou Mark Dennis, da Universidade de Bristol e principal autor do estudo. "Apesar de correr em uma linha reta, a luz também pode fluir em voltas e redemoinhos, formando linhas no espaço chamadas de vórtices ópticos."

"Ao longo desses vórtices, a intensidade da luz é zero. Toda a luz à nossa volta é cheia dessas linhas negras, apesar de não podermos vê-las", disse.

Laser
Vórtices ópticos podem ser criados com hologramas que direcionam o fluxo de luz. Neste estudo, a equipe desenhou hologramas usando a teoria dos nós. E com esses hologramas, conseguiram criar nós em vórtices ópticos.

Para os cientistas, a compreensão de como controlar a luz tem importantes implicações para a tecnologia a laser usada em vários campos, da medicina à indústria.

"O sofisticado desenho de hologramas necessário para a nossa experiência mostra um avançado controle óptico, o que pode sem dúvida vir a ser usado em futuros aparelhos a laser", disse Miles Padgett, da Universidade de Glasgow.

BBC Brasil
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Nasa divulga imagem de galáxia adormecida

Os cientistas descobriram que a NGC 2976 está adormecida Foto: Nasa/Divulgação

Os cientistas descobriram que a NGC 2976 está "adormecida"

Galáxias em todo o universo estão sempre agitadas com o nascimento de estrelas. Mas, pela vizinhança da Via Láctea, astrônomos encontraram uma pequena galáxia espiral - a NGC 2976 - na qual as atividades de formação estelar nas regiões periféricas estão praticamente "adormecidas". As informações são da Agência Espacial Americana (Nasa) .

Segundo os cientistas, os poucos nascimentos que ainda ocorrem estão amontoados na região interna da galáxia. A explicação é a proximidade com o grupo de grandes galáxias M81 que acelerou o nascimento de estrelas em NGC 2976. Mas o processo entrou em declínio há cerca de 500 milhões de anos, quando o centro da NGC 2976 deixou de produzir os gases necessários para a formação de novas estrelas.

Como a concentração de gás se resume ao centro da galáxia, o local de formações estelares está agora limitada a cerca de 5 mil anos-luz em torno do núcleo da NGC 2976.

Texto original sobre Newton e a maçã está na internet

O manuscrito que relatou originalmente a história de como o cientista britânico Isaac Newton teve inspiração para suas teorias físicas a partir da queda de uma maçã será exposto nesta segunmda-feira pela primeira vez nos arquivos da Royal Society de Londres.

Os detalhes do "eureka" de Newton (1643-1727), quando formulou sua famosa teoria da gravidade, fazem parte de uma biografia do cientista, escrita por William Stukeley em 1752.

Até agora o manuscrito tinha permanecido escondido nos fundos da Royal Society, que comemora em 2010 seu 350º aniversário e quer marcar a data com a publicação do manuscrito através do site royalsociety.org/turning-the-pagesM.

Martin Rees, presidente da organização científica - que também foi presidida por Newton -, explicou que "a biografia de Stukeley é um instrumento precioso para os historiadores de ciência" e assegurou que a internet "permite a qualquer pessoa ver o documento como se o tivesse em suas mãos".

Segundo explico Rees, o biógrafo Stukeley era amigo de Newton e foi testemunha de suas as reflexões em torno da teoria da gravidade quando ambos estavam sentados sob a sombra das macieiras que o cientista tinha no jardim de sua casa.

Em seu livro A vida de sir Isaac Newton, Stukeley escreveu: "me disse que esteve nesta mesma situação quando a noção da gravidade lhe passou pela cabeça. Foi algo ocasionado pela queda de uma maçã enquanto estava sentado em atitude contemplativa. 'Por que essa maçã sempre desce perpendicularmente até o solo?', perguntou a si mesmo".

Newton foi o primeiro cientista que demonstrou que as leis naturais que governam o movimento na Terra e as que governam o movimento dos corpos celestes são as mesmas.

É considerado o maior cientista de todos os tempos, e sua obra é tida como a culminação da revolução científica que aconteceu no século XVIII.

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Asteroide muda de forma ao ser aquecido por Sol, diz estudo

O cinturão de asteroides principal é uma baderna rochosa cósmica, repleto de pequenos corpos cujo tamanho e forma se originam de colisões ao longo de bilhões de anos. Mas o impacto não é a única coisa que pode afetar a aparência de um asteroide, pois se uma rocha for pequena o suficiente, a luz também pode afetá-la.

Cientistas estudando imagens de um asteroide do cinturão principal chamado 2867 Steins, com 4,8 km de diâmetro, afirmam que seu formato distintivo - uma forma cônica que se parece com um diamante lapidado como brilhante - se deve provavelmente a um fenômeno chamado efeito Yarkovsky-O¿Keefe-Radzievskii-Paddack.

O termo (felizmente abreviado para YORP) se refere à mudança na taxa de rotação de um corpo pequeno quando sua superfície irregular emite fótons térmicos depois de aquecido pela luz do sol. Esses fótons produzem uma quantidade muito pequena de torque, que pode desacelerar ou acelerar a rotação.

Horst Uwe Keller, do Instituto Max Planck para Pesquisa no Sistema Solar, na Alemanha, e seus colegas, examinaram imagens tiradas pela missão Rosetta, da Agência Espacial Europeia, ao passar próximo ao asteroide em 2008.

Em um artigo na Science, eles afirmam que o 2867 Steins é provavelmente uma pilha de escombros de asteroides - uma aglomeração de partes e pedaços, não uma rocha única. Eles sugerem que, em algum momento na história do asteroide, o efeito Yorp aumentou sua rotação, fazendo com que boa parte de seu material deslizasse em direção ao equador e criasse um formato de diamante.

Tradução: Amy Traduções

The New York Times
The New York Times

Nasa encontra cocaína no hangar do ônibus espacial Discovery

O ônibus espacial Discovery transporta os astronautas para realizar reparos na ISS  Foto: EFE

O ônibus espacial Discovery tem nova missão em março

A Agência Espacial Americana (Nasa) encontrou cocaína no edifício que abriga o ônibus espacial Discovery, no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida, informa nesta sexta-feira a versão online do jornal português Público.

Em um comunicado, a Nasa informa que já começou uma investigação para descobrir o que aconteceu e adianta que a descoberta não teve qualquer impacto na preparação do lançamento do ônibus espacial, programada para março.

"Este é um incidente raro e isolado. Estou triste por ter acontecido, mas não podemos nos desviar do imenso trabalho que está sendo feito, diariamente, por uma equipe dedicada", disse Bob Cabana, diretor do Centro Espacial Kennedy.

De acordo com a Nasa, até agora, não há pistas sobre técnicos que pudessem estar trabalhando sob o efeito de drogas. Foram realizados testes nas 200 pessoas que se encontravam no local quando a cocaína foi descoberta.

Eclipse anular do Sol mais longo do milênio é visto na sexta

A Lua passa entre o Sol e a Terra, durante eclipse anular do Sol Foto: Reuters

A Lua passa entre o Sol e a Terra, durante eclipse anular do Sol

O mais longo eclipse anular do Sol do terceiro milênio foi observado nesta sexta-feira da África Central à China, segundo a agência AFP. O Instituto de Mecânica Celeste de Paris e a Nasa informam que este fenômeno não se repetirá com a mesma duração (11 minutos e 8 segundos) antes de 23 de dezembro de 3043.

O eclipse anular do Sol é um tipo especial de eclipse parcial. Durante um eclipse anular a Lua passa em frente ao Sol, mas acaba por não tapar completamente o astro. O Sol estando mais próximo da Terra em janeiro e a Lua, atualmente muito longe, não conseguirá cobri-lo totalmente; um anel do disco solar ficará visível quando a Lua se intercalará entre a Terra e o Sol.

De acordo com a agência Reuters, o eclipse - que teve seu efeito anular por 11 minutos e 8 segundos - começou às 5:14 GMT (3:14h pelo horário de Brasília) na África Central, teve seu ápice às 7:00 GMT (5:00 h pelo horário de Brasília) e terminou completamente em 10:07 GMT (ou 8h pelo horário de Brasília). De acordo a agência também, as Maldivas foram o melhor lugar para ver o fenômeno.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Eclipse anular do Sol será visível na África e Ásia nesta 6ª

Um eclipse anular do Sol, o mais longo do terceiro milênio, que não se repetirá com a mesma duração (11 minutos e 8 segundos) antes de 23 de dezembro de 3043, será visível nesta sexta-feira da África Central à China, segundo o Instituto de Mecânica Celeste de Paris e a Nasa.

O eclipse anular do Sol é um tipo especial de eclipse parcial. Durante um eclipse anular a Lua passa em frente ao Sol, mas acaba por não tapar completamente o astro. O Sol estando mais próximo da Terra em janeiro e a Lua, atualmente muito longe, não conseguirá cobri-lo totalmente; um anel do disco solar ficará visível quando a Lua se intercalará entre a Terra e o Sol.

O disco lunar cobrirá, no entanto, bem o centro do Sol nesta sexta-feira, mas sem conseguir escondê-lo totalmente. No dia 17 de janeiro, à 1h40 GMT, a Lua deve atingir o ponto de sua órbita mais afastado (apogeu) a 406.435 km da Terra, precisa o Instituto de Mecânica Celeste e de Cálculo das Efemérides (IMCCE) em seu site. Seu diâmetro aparente será, então, menor.

O eclipse anular será visível nesta sexta-feira a partir de 5h14 GMT no oeste da República Centro-Africana e no sudoeste do Chade, segundo a Nasa. A sombra da Lua atravessará em seguida a República Democrática do Congo, Uganda, Quênia e a Somália antes de atingir o Oceano Índico.

AFP
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Cosmonautas terminam com sucesso caminhada na estação espacial

Os dois cosmonautas russos da Estação Espacial Internacional (ISS), Maxim Suráyev e Oleg Kotov, terminaram hoje uma caminhada que durou quase seis horas, informou o Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia.

Os cosmonautas abriram as escotilhas do módulo de engate "Pirs" às 8h05 (Brasília) e voltaram à plataforma orbital às 13h31, segundo o porta-voz do centro, Valeri Lindin, citado por agências de notícias russas.

"Todos os trabalhos que estavam planejados na caminhada foram realizados com sucesso", afirmou o porta-voz.

O objetivo da caminhada era estender cabos de comunicação entre o módulo de serviço "Zvezda" e o pequeno módulo científico "Poisk", assim como instalar no mesmo alguns equipamentos e antenas do sistema radiotécnico "Kurs".

Isso permitirá que Suráyev desenganche do módulo "Zvezda" a nave "Soyuz TMA-16" e a acople pela primeira vez ao "Poisk", recém-chegado à ISS. Após isso, será possível corrigir a altura da estação com ajuda dos propulsores dessa nave.

Suráyev e Kotov também desmontaram para devolver à Terra um contêiner com microorganismos que permaneceu instalado no exterior do módulo "Pirs" e exposto aos efeitos da radiação solar por mais de 30 meses.

Além dos dois cosmonautas russos, a atual missão permanente na ISS conta com dois astronautas americanos, Jeff Williams e Timothy J. Creamer, e um japonês, Soichi Noguchi.

EFE
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Cosmonautas russos iniciam caminhada na estação espacial

Os dois cosmonautas russos da Estação Espacial Internacional (ISS), Maxim Surayev e Oleg Kotov, iniciaram hoje uma caminhada que durará quase seis horas, informou o Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia.

Os cosmonautas abriram os alçapões do módulo de acoplagem Pirs às 8h05 de Brasília e devem voltar à plataforma orbital às 13h31 de Brasília, disse às agências russas o porta-voz do Centro, Valery Lyndin.

O objetivo da caminhada é instalar cabos de comunicação entre o módulo de serviço Zvezda e o pequeno módulo científico Poisk, assim como instalar no mesmo alguns equipamentos e antenas do sistema radiotécnico Kurs para operações de acoplagem de naves.

Isso permitirá a Surayev que no próximo dia 21 desenganche do módulo Zvezda a nave Soyuz TMA-16 e a acople pela primeira vez ao Poisk, recém-chegado à ISS, após o qual será possível corrigir a altura da estação com ajuda dos propulsores dessa nave.

Surayev e Kotov deverão também desmontar para levar de volta à Terra um contêiner com microorganismos que permaneceu instalado no exterior do módulo Pirs e exposto aos efeitos da radiação solar durante mais de 30 meses.

Além dos dois cosmonautas russos, a atual missão permanente na ISS é integrada por dois astronautas americanos, Jeff Williams e Timothy Creamer, e pelo japonês Soichi Noguchi.

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Objeto não identificado passa perto da Terra

Um objeto espacial não identificado passou ontem de raspão pela Terra. O corpo celeste, com diâmetro entre 10 e 15 metros, voou a 150 mil quilômetros de distância da Terra - um terço da distância até a Lua. Segundo a Nasa, acredita-se que o objeto seja um asteroide minúsculo.

Batizado de 2010 AL 30, o asteroide estaria orbitando em volta do Sol, o que torna pouco provável que seja lixo espacial. Até o fim da semana, um corpo celeste maior passará a aproximadamente 1 milhão de quilômetros da Terra.

O Dia
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Nasa fotografa objeto em cinturão gelado pela primeira vez

Uma imagem divulgada pela Nasa, agência espacial americana, identificou um objeto brilhante de 3,2 mil m de diâmetro que jamais tinha sido observado nos arredores do Cinturão de Kuiper, uma área do Sistema Solar que fica entre a órbita de Netuno e o Sol. O objeto, algum tipo de anel gigante de detritos congelados remanescentes de alguma formação planetária, foi captado pela câmera do telescópio espacial Hubble.

Segundo os astrônomos, o corpo cósmico está a aproximadamente 6,7 bilhões de km da Terra e sua luz intensa alcança uma extensão 50 vezes maior que o seu diâmetro. Observações recentes feitas pelo Hubble mostram que um grande número de detritos congelados cercam o Cinturão de Kuiper e são chamados de KBOs (Kuiper belt object, na sigla em inglês).

Os KBOs são rochas congeladas compostas por metano, amônia e água, e seus tamanhos podem variar entre 100 e mil km.

Objeto espacial não identificado passará próximo à Terra

Um objeto espacial com diâmetro entre 10 e 15 m, não identificado, deve passar perto da Terra nas próximas horas. O misterioso objeto, descoberto há apenas dois dias, deve passar a 150 mil km de distância da Terra - um terço da distância entre a Terra e a Lua - e não deve se chocar contra o planeta.

Segundo um porta-voz da Nasa, a agência espacial americana, acredita-se que o objeto seja um asteroide minúsculo. Ele estaria orbitando em volta do Sol, o que torna pouco provável que seja um pedaço de lixo espacial. Astrônomos batizaram o objeto como Asteroide 2010 AL 30.

Ele deverá chegar ao ponto mais próximo do planeta por volta das 17h24, hora de Brasília. Ao fim desta semana, outro asteroide maior deverá passar "perto" da Terra, mas desta vez a uma distância mais segura, de aproximadamente 1 milhão de km.

BBC Brasil
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Sonda fotografa "árvores" em paisagem desértica de Marte

As árvores registradas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter são, na verdade, trilhas desalojadas de areia que formam um sombreado sobre o solo ... Foto: Daily Mail/Reprodução

As "árvores" registradas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter são, na verdade, trilhas desalojadas de areia que formam um sombreado sobre o solo avermelhado

À primeira vista, a paisagem do deserto montanhoso de Marte parece apresentar dezenas de ilhas compostas por "árvores" sobre o solo avermelhado do planeta. Essas "árvores" são, na verdade, trilhas desalojadas de areia que formam um sombreado sobre a superfície do deserto marciano que foram registradas em imagens captadas por uma sonda da Nasa, agência espacial americana. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

Segundo os cientistas, essas trilhas, compostas por dunas de pó, riachos de gelo e afloramentos escurecidos, se estendem por 62 milhões de km no solo do planeta vermelho. Durante o inverno, uma camada de gelo com dióxido de carbono cobre as dunas, mas depois evapora, criando o material escuro que risca a superfície.

A foto foi feita pela câmera HiRISE do telescópio espacial Mars Reconnaissance Orbiter, que circula pelo planeta desde 2006. A sonda foi lançada com a missão de buscar evidências de que a água permaneceu sobre a superfície marciana por um período de tempo suficiente para criar condições para a vida.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Cientistas americanos descobrem segundo menor exoplaneta

Astrônomos americanos detectaram o segundo menor exoplaneta conhecido até o momento, com uma massa de apenas quatro vezes a da Terra. "Esta é uma descoberta notável porque mostra que encontramos planetas fora de nosso sistema solar cada vez menores", disse o astrônomo Andrew Howard, da Universidade da Califórnia em Berkeley, ao revelar o novo exoplaneta no último dia da 215ª conferência da American Astronomical Society, na quinta-feira.

Este planeta longíquo, batizado de HD156668b, fica em um sistema estelar a 80 anos luz da Terra, na constelação de Hércules. Gravita ao redor de seu astro em quatro dias. O exoplaneta mais conhecido até hoje, chamado Gliese 581, tem duas vezes a massa terrestre. Foi detectado em abril de 2009 por um astrônomo suíço e fica a 20,5 anos luz da Terra. Mas fica em órbita muito perto de seu astro, ou seja, fora da zona habitável, com temperatura elevada.

No início da semana, a equipe científica do novo telescópio espacial americano Kepler, lançado em março de 2009 em busca de planetas similares à Terra fora do sistema solar, anunciou na conferência a descoberta de cinco novos exoplanetas, todos de grandes dimensões e muito quentes, com temperaturas de 1.200 a 1.648 graus centígrados.

Mas a comunidade astronômica manifestou confiança de que com o novo telescópio, e com o Corot lançado previamente pelos europeus, exoplanetas do tamanho da Terra sejam descobertos.

AFP
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Colombiano comandará voo da Nasa no último ano de missões

O astronauta de origem colombiana George Zamka comandará o ônibus espacial Endeavour em uma das últimas viagens deste veículo de transporte à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), que este ano deixará de receber naves da Nasa.

Segundo o cronograma da a agência espacial americana, a próxima missão do Endeavour decolará de Cabo Canaveral, no centro da Flórida, na madrugada (hora local) de 7 de fevereiro.

Este lançamento não só será o último que a Nasa fará com o céu escuro pelos próximos anos, como também vai ser o primeiro dos cinco últimos que serão realizados até o fim de setembro, quando o programa que a agência iniciou há 36 anos será suspenso até a construção de uma nova geração de espaçonaves.

A missão que Zamka integrará vai durar 13 dias, segundo um comunicado da Nasa. O colombiano e mais cinco astronautas levarão à ISS o módulo de conexão Tranquility, assim como uma cúpula de janelas que será usada como um centro de pesquisas robóticas.

Para Zamka, ex-combatente da Guerra do Golfo (1991) e condecorado coronel e piloto da Força Aérea dos Estados Unidos, a viagem que ele fará ao espaço em fevereiro será a segunda que ele comandará, já que em 2007 ele pilotou o Discovery na missão STS-120.

Filho de imigrantes colombianos e nascido em Nova Jersey, Zamka também viveu em Nova York, cidade na qual começou a se interessar pelo mundo à sua volta, conforme revelou na entrevista que fez para a missão de três anos atrás.

Segundo o astronauta, seu fascínio pelo espaço surgiu quando tinha entre 12 e 14 anos, enquanto brincava com amigos criando foguetes de brinquedo que depois eram lançados no ar.

"Provavelmente, a coisa mais relevante relacionada ao que eu sou (astronauta) é a lembrança de que ia com meus amigos para uma cidade vizinha chamada Ardsley e comprávamos peças de foguetes, que depois lançávamos de um rio... Suponho que, para mim, isso era exploração, parte de um espírito aventureiro", lembrou Zamka na citada entrevista.

Aos 14 anos, ele se mudou com sua mãe, Sofía; seu pai, Comrad, e seu irmão, também Comrad, para a Colômbia. "Foi uma experiência um pouco difícil, porque isso não foi como se mudar para um lugar dentro dos Estados Unidos para viver entre americanos. (...) E embora soubesse um pouco de espanhol, tive que aprender rápido para poder me adaptar, ter amigos e me encaixar", declarou o astronauta.

Segundo Zamka, sua experiência na Colômbia, onde frequentou uma escola bilíngüe, foi bastante útil e o ajudou muito profissionalmente. "Um dia, enquanto tinha aulas de espanhol, pensei: 'Meu Deus, que bom que posso entender o espanhol'", disse. "Isso nunca aconteceria se não tivesse vivido na Colômbia. Isso me permitiu apreciar o aprendizado de outros idiomas e culturas. E obviamente também me ajudou aqui (na Nasa), já que estamos construindo a Estação Espacial Internacional", concluiu o astronauta.

O colombiano chegará na próxima semana à Flórida, onde treinará mais uma vez os passos finais de sua missão como comandante da Endeavour.

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Matemáticos buscam novas respostas para erro de Aristóteles

Aristóteles equivocadamente acreditava que tetraedros regulares idênticos agrupados perfeitamente, como cubos idênticos, não deixavam espaços entre ... Foto: The New York Times

Aristóteles equivocadamente acreditava que tetraedros regulares idênticos agrupados perfeitamente, como cubos idênticos, não deixavam espaços entre eles, preenchendo 100% do espaço disponível

Há mais de 2,3 mil anos, Aristóteles errou. Agora, no ano passado, um turbilhão de atividades acadêmicas está de repente se aproximando de uma resposta para um problema similar à pergunta de quantas pessoas cabem em um fusca da Volkswagen ou em uma cabine telefônica. Com a diferença de que, nesse caso, os matemáticos não têm pensado no agrupamento de pessoas, mas de sólidos geométricos conhecidos como tetraedros.

"É extraordinária a quantidade de artigos escritos sobre isso no ano passado", disse Henry Cohn, matemático da Microsoft Research New England. O tetraedro é um objeto simples de quatro lados, cada um, um triângulo. Para o problema do agrupamento, pesquisadores estão observando os chamados tetraedros regulares, cujos lados são idênticos a um triângulo equilátero. Jogadores de Dungeons & Dragons reconhecem esse formato triangular de pirâmide em um dado usado no jogo.

Aristóteles equivocadamente acreditava que tetraedros regulares idênticos agrupados perfeitamente, como cubos idênticos, não deixavam espaços entre eles, preenchendo 100% do espaço disponível. Mas não é o que acontece, e 1,8 mil anos se passaram para que alguém apontasse que ele estava errado. Mesmo depois disso, o agrupamento de tetraedros atraiu pouco interesse. Mais séculos se passaram.

Um enigma similar sobre qual a melhor forma de agrupar esferas idênticas possui uma história mais célebre. Aqui, a resposta era óbvia. Elas devem ser empilhadas como laranjas no supermercado (com uma densidade de agrupamento de 74%), e foi isso que Johannes Kepler conjecturou em 1611. Mas provar o óbvio levou quase quatro séculos, até Thomas C. Hales, um matemático da Universidade de Pittsburgh, conseguir esse feito em 1998 com a ajuda de um computador.

Com os tetraedros, o melhor arranjo de agrupamento não é óbvio, e depois de ter sido constatado que os tetraedros não se agrupavam perfeitamente, ficou a impressão de que eles não se agrupavam bem de maneira alguma. Em 2006, dois pesquisadores da Universidade de Princeton, Salvatore Torquato, um químico, e John H. Conway, um matemático, relataram que a melhor forma de agrupamento encontrada por eles preenchia menos de 72% do espaço - um agrupamento mais espaçado do que o das esferas.

Isso contestava a conjectura matemática de que, entre os chamados objetos convexos (sem cavidades, buracos ou orifícios), as esferas teriam o agrupamento ideal mais espaçado.

O artigo de Princeton levou Paul M. Chaikin, professor de física da Universidade de Nova York, a comprar centenas de dados tetraedros e pedir a um aluno do ensino médio que enchesse aquários de peixes e outros recipientes com eles. "Imediatamente, percebemos que conseguíamos um agrupamento maior do que 72%", disse Chaikin, que havia trabalhado anteriormente com Torquato no agrupamento de esferas achatadas, ou elipsóides. (Descobriu-se que as esferas achatadas têm um agrupamento mais denso do que as esferas regulares.)

O artigo de Princeton também levou Jeffrey C. Lagarias, professor de matemática da Universidade de Michigan, a pedir que Elizabeth Chen, uma de suas alunas de mestrado, estudasse o agrupamento de tetraedros. Chen se recorda do que Lagarias lhe disse: "Você precisa superá-los. Se você superá-los, será muito bom para você."

Chen examinou centenas de arranjos ao longo das semanas subsequentes, e, ela disse, "vários deles se destacaram pela alta densidade." Seu melhor arranjo facilmente superou o de Conway e Torquato, com uma densidade de agrupamento de quase 78%, superior ao das esferas.

"Na verdade, nem meu orientador acreditou em mim¿, Chen se lembra. Depois de produzir modelos físicos dos tetraedros e demonstrar os padrões de agrupamento, ela convenceu Lagarias de que seus agrupamentos eram tão densos quanto ela havia afirmado e finalmente publicou sua descoberta há um ano.

Enquanto isso, Sharon C. Glotzer, professora de engenharia química, também da Universidade de Michigan, estava interessada em descobrir se os tetraedros podiam se agrupar como cristais líquidos. "Nos envolvemos nisso porque estávamos tentando desenvolver novos materiais com propriedades ópticas interessantes para a Força Aérea", ela disse.

Glotzer e seus colegas criaram um programa de computador que simulava o agrupamento dos tetraedros e seu arranjo sob compressão. Em vez de cristais líquidos, eles descobriram estruturas complexas de quasicristais, com padrões quase, mas não exatamente, repetidos. "Essa foi a coisa mais surpreendente e maluca", Glotzer disse.

Examinando os quasicristais, eles conseguiram encontrar uma estrutura periódica que representou outro salto na densidade de agrupamento: superior a 85%. No mês passado, quando essa descoberta ficou pronta para publicação na revista Nature, um grupo da Universidade Cornell, usando um método de pesquisa diferente, encontrou outro agrupamento com densidade similar.

Mas enquanto a estrutura de Glotzer era surpreendentemente complexa ¿ um padrão de repetição formado por 82 tetraedros ¿, o cristal da Cornell era surpreendentemente simples, com apenas quatro elementos. Também é surpreendente para os pesquisadores o fato dos tetraedros nas simulações de Glotzer tenderem a estruturas complexas de quasicristais quando o melhor agrupamento é na verdade uma estrutura muito mais simples.

"Isso faz parte da surpresa em relação a isso", disse Cohn, da Microsoft Research. "Cada um desses agrupamentos parece muito diferente." Alguns dias antes do Natal, Torquato e Yang Jiao, aluno de mestrado, relataram que haviam ajustado a estrutura da Cornell, aumentando ligeiramente a densidade de agrupamento para 85,55%.

"Ficaria chocado se esse agrupamento atual fosse o mais denso", Torquato disse em entrevista na semana passada. "Ele é apenas o mais denso por enquanto."

Torquato não precisa ficar chocado. Na segunda-feira, Chen, aluna de mestrado da Universidade de Michigan, divulgou um novo avanço, que descreve uma família de agrupamentos que incluem as últimas estruturas de Cornell e Princeton. Mas ele também inclui um melhor agrupamento. O cálculo foi verificado por simulações do grupo de Glotzer. O novo recorde mundial de densidade de agrupamento de tetraedros: 85,63%.

Tradução: Amy Traduções

The New York Times
The New York Times

UE quer lançar sistema de navegação por satélite em 2014

Os europeus preveem colocar em andamento seu sistema de navegação por satélite Galileu, destinado a competir com o americano GPS, no início de 2014, informou nesta quinta-feira a Comissão Europeia ao anunciar a licitação para construção de vários de seus componentes.

"Agora podemos prever os prazos de provisão de serviço com mais precisão", assinalou a Comissão, detalhando que os primeiros aplicativos disponíveis serão, por exemplo, destinados à busca e resgate, enquanto que o serviço comercial para o grande público entrará num período de teste durante 2014.

O Executivo comunitário explicou que entregou ao alemão OHB System um primeiro pedido de 14 satélites, ao francês Arianespace o lançamento de cinco naves russas Soyuz e ao franco-italiano ThalesAleniaSpace um pacote de serviços industriais.

Este anúncio cobre quase três das seis licitações abertas para a construção e colocação em andamento do Galileu num total avaliado inicialmente em 2,1 bilhões de euros.

O sistema Galileu, cujo funcionamento estava, a princípio, previsto para 2013, promete uma precisão de localização de um metro. Para que o Galileu funcione e possa competir plenamente com o GPS Europa, é preciso lançar no total 30 satélites. O primeiro lançamento está programado para outubro de 2012, indicou a Comissão Europeia, o que supõe um atraso de mais de dois anos em relação ao programa inicial.

AFP
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Explosão no espaço pode ameaçar vida na Terra

A estrela T Pyxidis parece destinada a explodir com força para se transformar em uma supernova Foto: BBC Brasil

A estrela T Pyxidis parece destinada a explodir com força para se transformar em uma supernova

Cientistas identificaram uma estrela a 3.260 anos luz da Terra que pode se transformar em uma supernova e, nesse caso, ameaçar a camada de ozônio do planeta tornando-o inabitável. Os astrônomos americanos que identificaram a "bomba relógio" a partir de imagens do telescópio Hubble anunciaram a descoberta na reunião da Sociedade Americana Astronômica (AAS, na sigla em inglês), nesta semana, em Washington DC.

De acordo com o astrônomo Edward Sion, da Villanova University, na Filadélfia, a estrela T Pyxidis parece destinada a explodir com força para se transformar em uma supernova - corpos celestes que surgem depois de explosões de estrelas com mais de 10 massas solares.

A esta distância, dizem os astrônomos, a explosão poderia destruir a camada de ozônio da Terra, deixando o planeta vulnerável a radiações. A estrela já apresentou explosões menores no passado, em intervalos constantes de aproximadamente 20 anos, em 1890, 1902, 1920, 1944 e 1967. Mas a estrela não apresenta explosões há 44 anos, e os astrônomos não sabem a explicação.

Um novo estudo usando informações do satélite International Ultraviolet Explorer mostrou que a T Pyxidis está muito mais próxima da Terra do que se imaginava e que se trata, na verdade, de um sistema com duas estrelas em que uma delas atua como sol, e a outra, menor e mais densa, como anã branca.

A anã branca está ganhando massa com o gás vindo da estrela vizinha. Se sua massa ultrapassar 1,4 vezes a massa do sol - o chamado Limite de Chandresekhar - ela está destinada a sofrer uma poderosa explosão termonuclear que a destruiria e que poderia afetar também a Terra.

O evento, chamado supernova Tipo Ia, liberaria 10 milhões de vezes mais energia do que a explosão de uma nova (quando estrelas comuns chegam ao fim de sua vida útil), que dá origem às anãs brancas. As explosões que originam novas são muito mais comuns no universo do que as que originam as supernovas.

Segundo os astrônomos responsáveis pelo estudo, as imagens do Hubble mostram que a T Pyxidis parece destinada a virar uma supernova. Mas apesar do risco, os astrônomos afirmam que não motivo para pânico, já que a estrela só deve chegar ao limite de Chandresekhar - provocando a massiva explosão - em 10 milhões de anos.

BBC Brasil
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