terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Astronautas terminam inspeção e preparam volta à ISS

Os seis astronautas do ônibus espacial americano Endeavour terminaram nesta terça-feira uma inspeção da coberta térmica da nave e foram dormir cedo, antes do acoplamento do ônibus com a Estação Espacial Internacional (ISS).

Segundo a agência espacial americana (Nasa), os tripulantes iniciaram seu período de descanso às 14h15 GMT (12h15 pelo horário de Brasília), e serão acordados pelo controle da missão às 22h14 GMT (22h14 de Brasília), quando o Endeavour completará sua 30ª volta em torno da Terra desde sua decolagem, no último domingo, no Centro Espacial Kennedy, localizado no sul do estado da Flórida.

Antes do descanso, o comandante George Zamka, o piloto Terry Virts e os especialistas de missão Kay Hire, Stephen Robinson, Nicholas Patrick e Robert Behnken fizeram a inspeção dos painéis térmicos que, como escamas, cobrem a parte inferior, as bordas e o "nariz" do Endeavour. Zamka, Hire e Patrick usaram o braço robótico da nave e sua extensão de "sensor orbital" como um guindaste com câmeras em seu extremo para verificar a parte da frente da nave.

EFE
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Sonda indica novos sinais de mar subterrâneo em lua de Saturno

A sonda Cassini enviou mais dados que reforçam as suspeitas de que a lua Enceladus, de Saturno, abriga um mar subterrâneo sob o solo gelado, segundo um estudo publicado na revista científica Icarus. Na última passagem pela Enceladus, a sonda detectou moléculas de água com carga negativa na atmosfera do satélite.

Esse seria um forte indício da presença de água já que, na Terra, esses íons são encontrados em lugares onde existe água em movimento, como cachoeiras ou arrebentações de ondas no mar. Não há ondas em Enceladus, mas o satélite possui uma região de grande atividade perto do seu pólo sul, onde vapor de água e partículas de gelo espirram por rachaduras na superfície e são projetados para o céu a grandes altitudes.

As novas medições, feitas com o espectrômetro Cassini Plasma Spectrometer (Caps), foram feitas quando a sonda mergulhou na névoa que cerca Enceladus em um voo rasante em 2008. A Cassini já detectou sódio na névoa - um indício dos sais dissolvidos que poderia ser encontrado em qualquer massa de água em forma líquida que tenha estado em contato com rochas nas profundezas de um corpo celeste por um longo período.

"Embora a existência de água ali não seja uma surpresa, esses íons de vida curta são evidência extra de água sob a superfície", disse Coates. "E onde há água, carbono e energia, estão presentes alguns dos ingredientes mais importantes para que haja vida", acrescentou. O Caps encontrou não apenas íons de água carregados negativamente mas também indícios de hidrocarbonetos carregados negativamente.

Anteriormente, já foram identificados hidrocarbonetos carregados positivamente em Enceladus pelo espectrômetro Ion and Neutral Mass Spectrometer (INMS). O projeto Cassini é uma colaboração entre a agência espacial americana (Nasa), a agência espacial européia (ESA) e a agência espacial italiana (ASI).

BBC Brasil
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Nasa lança nova sonda para explorar o Sol nesta 4ª feira

A Nasa, agência espacial americana, realiza os últimos ajustes para o lançamento da nova sonda espacial cuja missão será a de transmitir fotografias do Sol para desvendar seus mistérios. O Observatório Dinâmico Solar (SDO, na sigla em inglês) será lançado a bordo de um foguete Atlas V nesta quarta-feira, do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida, às 13h26 de Brasília (10h26 local e 15h26 GMT).

A missão, que deve durar cinco anos e custar US$ 848 milhões, vai permitir o fornecimento contínuo de uma massa de dados e de imagens do Sol sem precedentes, que possibilitará desvendar o seu complexo funcionamento interno e, em particular, o de seu campo magnético.

Segundo os cientistas, o Sol é a próxima fronteira para a pesquisa espacial e o SDO será especialmente útil para observar como as alterações nos níveis de radiação e energia deste astro podem afetar o Sistema Solar.

"O observatório SDO é a base das pesquisas solares da próxima década", ressalta Richard Fisher, diretor da divisão de heliofísica da Nasa. O satélite de 3,2 t, que será colocado em órbita geossincronizada a cerca de 35 mil km da Terra, deverá permitir determinar a duração do próximo ciclo do sol - que é em média de 11 anos - e saber se é possível prever quando os ventos solares violentos carregados de partículas de forte energia afetarão o nosso planeta.

Esses ventos podem perturbar o funcionamento dos satélites, dos sistemas de distribuição de energia elétrica, e podem também ser perigosos para os astronautas no espaço. "O sol afeta nossa vida quotidiana cada vez mais, já que dependemos muito de diversas tecnologias" como os sistemas de transmissões de rádio em alta frequência e o GPS para a navegação, explica Dean Pesnell, cientista do Centro de Voos Espaciais Goddard da Nasa.

"A maior parte dos efeitos provenientes do campo magnético do sol, que muda constantemente, e os instrumentos a bordo do satélite SDO foram concebidos para estudar esse campo magnético e a maneira como afeta a Terra", acrescenta. Três instrumentos vão permitir analisar e medir as atividades solares.

O telescópio Atmospheric Imaging Assembly (AIA) vai produzir imagens em alta resolução do Sol e de sua atmosfera. O Helioseismic and Magnetic Imager (HMI) é capaz de ver o interior do Sol para medir os movimentos de plasma que geram os campos magnéticos.

Já o Extreme Ultraviolet Variability Experiment (EVE) medirá a quantidade de energia emitida pelo sol em seus raios ultravioletas extremos, que são absorvidos pela atmosfera terrestre e não podem ser medidos a partir do sol. Esses instrumentos permitirão estudar as relações entre a atividade magnética interna do sol e os efeitos em sua superfície, assim como em nosso planeta, indica Madhulika Guhathakurta, diretor científico do SDO da Nasa.

"Esses avanços produzirão dados científicos que permitirão compreender melhor o funcionamento do sol e vão conduzir à elaboração de instrumentos capazes de prever seu comportamento", acrescenta Liz Citrin, do Centro de Voos Espaciais Goddard. O SDO poderá também ajudar a saber se uma longa inatividade solar corre o risco de mergulhar a Terra em um período prolongado de resfriamento.

De 1645 a 1715, a Europa e a América do Norte registraram invernos muito frios. Durante esse período, poucos registros solares foram gerados e os cientistas se perguntam se essa "pequena era glacial" poderá ser o sinal de uma relação entre uma inatividade solar prolongada e variações no clima terrestre.

Com informações da agência AFP

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ônibus espacial Endeavour parte em nova missão

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Endeavour é lançada para estação espacial

O ônibus espacial Endeavour partiu nesta segunda-feira em direção à Estação Espacial Internacional (ISS) em uma missão de 13 dias, durante a qual será instalado o Tranquility, módulo que ampliará o espaço de trabalho na plataforma. Embora o céu estivesse um pouco nublado antes do lançamento, a nave decolou normalmente, às 4h14 (7h14 de Brasília), do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

O lançamento desta segunda-feira deve ter sido o último feito durante a noite da frota de ônibus espaciais da Nasa, que deve ser aposentada após completar cinco missões neste ano. O Endeavour permanecerá dois dias em órbita da Terra. Só depois será preparado para se acoplar à ISS, a cerca de 400 quilômetros da superfície terrestre.

Além do Tranquility, os astronautas usarão parte dos 13 dias da missão para instalar uma cúpula envidraçada que permitirá aos ocupantes da estação ter uma vista panorâmica da Terra e do céu sem distorções atmosféricas.

Para a instalação da peça, serão necessárias três caminhadas espaciais, de seis horas e meia cada uma. Tanto o Tranquility, construído pela Itália, como a cúpula são uma contribuição da Agência Espacial Europeia (ESA) ao projeto da ISS.

Da atual missão do Endeavour, participam o comandante americano de origem colombiana George Zamka, o piloto estreante Terry Virts e os especialistas Nicholas Patrick, Robert Behnken, Stephen Robinson e Kathryn Hire.

Com informações das agências Efe e Reuters

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Nasa adia lançamento do ônibus espacial Endeavour

A agência espacial americana (Nasa) adiou, devido ao mau tempo, o lançamento previsto para este domingo da nave Endeavour à Estação Espacial Internacional (ISS).

O ônibus espacial faria uma missão de 13 dias para instalar um módulo que ampliará o espaço de trabalho na ISS.

Em comunicado, a Nasa informa que, de acordo com as condições climáticas, a tentativa poderá ser repetida já amanhã, às 7h14 (Brasília).

EFE
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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Nasa convida internautas a questionar astronautas pelo Twitter

Depois de permitir aos astronautas enviar mensagens diretamente à rede social Twitter do espaço, a Nasa convida agora os internautas a fazer perguntas à tripulação do Endevour, que decola no domingo para a Estação Espacial Internacional (ISS), através do microblog.

A agência espacial americana informou que o astronauta Mike Massimino, no Controle da Missão em Houston, Texas, transmitirá as perguntas enviadas nos próximos dias à tripulação do ônibus espacial Endeavor.

As respostas serão conhecidas durante uma sessão de vídeo aovivo, de 20 minutos, que será transmitida pela internet e pelo canal de TV da Nasa a partir das 8h24 GMT (6h24 de Brasília) do dia 11 de fevereiro.

As perguntas devem ser enviadas para a conta de Mike Massimino no Twitter: @astro_Mike

O lançamento do Endeavour está previsto para domingo. Outros dois astronautas da missão, o americano Timothy "TJ" Creamer, engenheiro de voo das Nasa (@Astro_TJ), e o japonês Soichi Noguchi (@Astro_Soichi), já enviam mensagens ao Twitter regularmente.

AFP
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Plutão muda de cor e seu hemisfério norte é mais brilhante

As últimas imagens de Plutão transmitidas pelo telescópio Hubble mostram que o planeta anão muda de cor, de intensidade luminosa, e que sua camada de gelo de azoto flutua, segundo as observações apresentadas, que permitem melhor compreender este astro celeste.

As imagens tomadas pelo Hubble indicam que Plutão, que perdeu seu estatuto de planeta do sistema solar em 2006 devido a seu pequeno tamanho, está 20% mais vermelho, comparado às últimas décadas.

Além disso, seu hemisfério norte é muito mais brilhante. Estas mudanças são, provavelmente, consequência do derretimento do gelo do polo norte, exposto ao sol e ao retorno da glaciação no polo sul mais sombrio, enquanto Plutão realiza seu próximo ciclo sazonal que dura 248 anos.

As análises das diferentes imagens indicam que uma mudança drástica de cor se produziu entre 2000 e 2002.

As imagens do Hubble confirmam que Plutão não é uma bola de gelo e rochas, mas um mundo em movimento que passa por mudanças atmosféricas importantes.

As variações sazonais são explicadas por sua órbita elíptica de 248 anos em torno do sol mais do que pelas variações em torno de seu eixo de rotação que tornam as estações assimétrica. É assim que uma estação pode durar 120 anos em Plutão.

Observações feitas a partir de vários telescópios em terra, em 1988 e 2002, mostram que a atmosfera de Plutão dobrou de volume durante este período devido ao aquecimento do hemisfério norte que fez fundir o gelo de azoto.

AFP
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Nasa divulga imagem inédita de pequena galáxia com cauda

A fotografia da Pequena Nuvem de Magalhães mostra o corpo principal da galáxia (à esq.), com uma cauda que se estende para a direita Foto: Nasa/Divulgação

A fotografia da Pequena Nuvem de Magalhães mostra o corpo principal da galáxia (à esq.), com uma cauda que se estende para a direita (região avermelhada)

A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta sexta-feira uma imagem da galáxia Pequena Nuvem de Magalhães, a 200 mil anos-luz da Terra, de uma forma nunca antes observada, pois identifica estrelas e poeira em seu interior. A fotografia, captada pela câmera do telescópio espacial Spitzer, mostra o corpo principal da galáxia (à esq.), com uma cauda que se estende para a direita.

Segundo a agência, o corpo da Pequena Nuvem de Magalhães é composto por duas estrelas velhas (cor azul) e estrelas jovens que iluminam a escuridão do espaço com poeira cósmica (verde e vermelho). Enquanto o lado esquerdo da pequena galáxia é formado por estrelas jovens, a cauda é repleta de gás, poeira e também estrelas recém formadas.

A partir dos dados registrados pelo Spitzer, os astrônomos confirmaram que a região da cauda foi recentemente arrancada do corpo principal da galáxia. Dois dos grupos da cauda, ainda incorporados às nuvens onde nasceram, podem ser vistos nos pontos vermelhos da imagem.

Estas observações estão sendo usadas pelos cientistas para estudar o ciclo de vida da poeira cósmica em toda a galáxia: a partir da formação em atmosferas estelares, ao reservatório contendo o atual meio interestelar e ao pó consumido na formação de novas estrelas. Atualmente, a poeira interestelar é pesada, medindo a intensidade e a cor da emissão de comprimentos de onda infravermelhos longos. A Pequena Nuvem de Magalhães, e sua companheira, a Grande Nuvem de Magalhães, são duas galáxias onde este tipo de pesquisa é possível.

Imagem divulgada pela Nasa mostra mudança de cor em Plutão

legenda Foto: Divulgação

Plutão é um planeta dinâmico, que passa por mudanças atmosféricas dramáticas

A superfície do planeta anão Plutão fica mais vermelha de acordo com suas mudanças da estação, afirmam cientistas da Nasa. De acordo com as fotografias mais detalhadas já tiradas pelo telescópio espacial Hubble, o planeta ficou 20% mais vermelho do que costumava ser, no período entre os anos 2000 e 2002.

Segundo a Nasa, isso se deve a mudanças no gelo da superfície de Plutão, no momento em que o planeta iniciava uma nova translação em volta do sol - que dura 248 anos, bem mais longa que da Terra, que dura um ano.

As novas imagens mostrariam nitrogênio congelado brilhando no norte do planeta, e escurecendo no sul. "Essas mudanças, provavelmente, são consequência do gelo derretendo na superfície no polo iluminado pelo sol (norte), e congelando novamente no polo oposto", declarou o Instituto de Ciência Telescópica Espacial da Nasa.

As fotos do Hubble confirmam que Plutão é um planeta dinâmico, que passa por mudanças atmosféricas dramáticas, e não apenas uma bola de gelo e rocha, afirma a Nasa.

Essas mudanças são causadas não apenas pela órbita elíptica do planeta em torno do sol, como também pela inclinação de seu eixo. Na Terra, as mudanças de estação são causadas pela inclinação do planeta em relação ao sol. Em Plutão as estações são assimétricas por conta de sua órbita elíptica.

Mas alguns astrônomos se mostraram surpresos com o fenômeno. "É uma surpresa ver essas mudanças tão grandes ocorrendo tão rapidamente", disse Marc Buie, do Southwest Research Institute, dos Estados Unidos. "Isso não tem precedentes".

Em 2006, astrônomos rebaixaram a classificação de Plutão, que deixou de ser um planeta para se tornar um planeta anão. O planeta mais distante em nosso sistema solar, e consideravelmente menor do que os outros planetas, Plutão, com diâmetro de cerca de 2.390 quilômetros, é menor do que muitas luas.

Mas aparentemente, a cor não representa uma mudança na temperatura do planeta anão: apesar da vermelhidão, a temperatura média da superfície continua extremamente gelada, de 233º Celsius negativos.

BBC Brasil
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Nave de carga russa se acopla com sucesso à ISS

A nave de carga russa Progress M-04M se acoplou com sucesso à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.

"O procedimento aconteceu em regime automático", explicou à agência "Interfax" o porta-voz do CCVE, Valeri Lindin, que destacou que, pela primeira vez na história da ISS, há quatro naves russas enganchadas à plataforma ao mesmo tempo: as Soyuz TMA-16 e TMA 17 e as Progress M-03M e M-04.

Lindin explicou que a abertura da escotilha entre a nave recém chegada e a ISS acontecerá por volta das 6h de Brasília, assim que for concluído o processo de equiparação de pressões entre os dois.

A nave de carga, que foi lançada na quarta-feira passada da base de Baikonur (Cazaquistão), levou à plataforma espacial 1,1 tonelada de combustível, 49 quilos de oxigênio, 363 quilos de água, 133 quilos de alimentos e 98 quilos de equipamentos médicos, roupas e artigos de higiene.

Atualmente, a tripulação da ISS é integrada pelos russos Maxim Surayev e Oleg Kotov, os americanos Jeff Williams e Timothy Creamer, e o japonês Soichi Noguchi.

EFE
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Galáxias viveram período de colisões há 6 bilhões de anos

Assim como nossa Via Láctea, cerca de três quartos das galáxias são de forma espiral Foto: Getty Images

Assim como nossa Via Láctea, cerca de três quartos das galáxias são de forma espiral

As galáxias viveram um período de turbulência há seis bilhões de anos, com numerosas colisões dando nascimento a outras, de formas estranhas, segundo estudo publicado nesta quinta-feira.

Com dados do telescópio espacial Hubble, François Hammer (Observatório de Paris) e sua equipe compararam a forma de 116 galáxias de nosso universo próximo, com a de 148 outras mais afastadas, cuja luz leva bilhões de anos para chegar até nós.

Assim como nossa Via Láctea, cerca de três quartos das galáxias são de forma espiral, com outras ditas "elípticas" e apenas 10% possuem uma forma estranha.

Há bilhões de anos, mais da metade das galáxias possuíam uma forma estranha, escapando a classificações habituais, devido a colisões. "Hoje estamos num universo no qual os objetos estão em equilíbrio, a gravidade explica bem todos os movimentos, conseguimos descrevê-los bem", graças a uma classificação proposta em 1926 pelo astrônomo Edwin Hubble, explica François Hammer.

No passado, as galáxias "tinham formas absolutamente caóticas", anormais, porque "o que se via eram objetos em colisão", precisou. Após o violento encontro entre estes gigantes do cosmo, foram necessários "dois a três bilhões de anos" para que a nova galáxia resultante de sua fusão encontrasse uma forma de equilíbrio.

"Anteriormente, acreditava-se que esta época de fortes colisões entre galáxias havia acontecido bem antes", isto é, há mais de 8 bilhões de anos, sublinha o astrônomo.

Os resultados publicados por sua equipe na revista científica Astronomy and Astrophysics estão, diz ele, em concordância com um cenário "hierárquico" da formação do universo.

Segundo este cenário, "começa-se por objetos menores, talvez até de galáxias e, na medida em que se reencontram, formam as maiores", resume Hammer. Às galáxias caóticas do passado sucedem-se as grandes galáxias espirais, como a Via Láctea.

Nossa galáxia é um "caso muito particular", precisa ele, porque a última colisão que diz respeito a ela remontaria a dez ou onze bilhões de anos, enquanto que nossa vizinha Andrômeda guarda traços de numerosas colisões num passado mais recente. Andrômeda, que se aproxima da Via Láctea a uma velocidade de 120 km/s, deverá entrar em rota de colisão em cerca de 4 bilhões de anos.

AFP
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Nasa desvenda mistério da estrela que 'desaparecia' no céu

Nesta concepção artística, a estrela Epsilon Aurigae emerge entre o um disco de poeira do objeto que a acompanha Foto: Nasa/Reprodução

Nesta concepção artística, a estrela Epsilon Aurigae emerge entre o disco de poeira do objeto que a acompanha

Astrônomos da Agência Espacial Americana (Nasa) encontraram a solução para um dos enigmas seculares da astronomia: a estela que desaparece a cada 27 anos. Usando o Telescópio Espacial Spitzer, eles descobriram que a nuvem de poeira que gira em torno do objeto que acompanha a estrela é a responsável por este "eclipse". As informações são da Nasa.

A brilhante estrela Epsilon Aurigae é acompanhada por um pequeno objeto cercado por um denso disco de poeira que, a cada 27 anos, a encobre por um período de dois anos.

A descoberta aconteceu graças à visão infravermelha do Spitzer que revelou o verdadeiro tamanho do disco de poeira e da estrela que antes se acreditava ser supergigante. Em vez disso, a Epsilon Aurigae é uma estrela brilhante com muito menos massa do que se imaginava.

Vídeo inédito de amador mostra explosão da nave Challenger

Sequencia mostra explosão da nave Challenger em 15 de fevereiro de 1986 Foto: AFP

Sequência da Nasa mostra explosão do ônibus espacial Challenger em 28 de janeiro de 1986

Um vídeo amador jamais visto, que mostra em ângulo inédito a explosão do ônibus espacial Challenger, com sete tripulantes a bordo, veio à tona duas décadas depois da tragédia nos Estados Unidos. As imagens foram captadas pelo aposentado Jack Moss em Winter Garden, a poucos quilômetros do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na manhã do dia 28 de janeiro de 1986. As informações são do jornal britânico The Guardian.

No vídeo de quase quatro minutos, Jack Moss acompanhava ao lado da família o lançamento do Challenger, que se desintegrou no céu apenas 73 segundos após o lançamento. Depois da explosão, é possível ouvir o aposentado especulando sobre o que teria acontecido, já que uma cortina de fumaça havia se formado no céu.

A fita foi esquecida no porão da casa da família Moss e Jack somente voltou a falar sobre ela quando conheceu Marc Wessels, diretor do Arquivo de Exploração Espacial, que arquiva registros espaciais para fins educacionais no país, durante uma reunião de sua igreja. O aposentado prometeu doá-la ao amigo quando morresse. Em dezembro do ano passado, Jack Moss não resistiu a um câncer.

A explosão do ônibus espacial Challenger ocorreu por causa de um defeito nos tanques de combustível. Todos os sete tripulantes morreram: Mike Smith, Dick Scobee, Ron McNair, Ellison Onizuka, Christa McAuliffe (professora e primeira civil a participar de um voo espacial), Greg Jarvis e Judith Resnik.

O desastre paralisou o programa espacial americano durante meses e uma uma extensa investigação foi realizada no processo de controle de qualidade da fabricação das peças. A nave foi a segunda a ser construída depois do ônibus espacial Columbia - que também explodiu com sete tripulantes em 2003, quando reingressava à atmosfera terrestre. A Challenger fez sua missão inaugural em 4 de abril de 1983.

Site francês permite buscar dados sobre partículas radioativas

Um site da Autoridade de Segurança Nuclear (ASN) permite ao internauta conhecer a radioatividade presente no departamento da França, informou hoje o jornal Libération. Pelo portal, é possível buscar dados sobre partículas radioativas no ar, água, plantas e animais.

Segundo o diretor-geral da ASN, Jean-Christophe Niel, o www.mesure-radioactivite.fr/public foi criado com o objetivo de "recuperar a confiança do público" danificada pela gestão da comunicação após o acidente de Chernobyl.

A base de dados inclui 200 mil medidas e aumenta em 15 mil novos acessos ao site, composto pelos laboratórios reunidos pelo Instituto de Radioproteção e Segurança Nuclear (IRSN).

Inaugurada na terça-feira, a página será atualizada uma vez por mês e deseja abordar o tema da energia nuclear ao público de maneira pedagógica com gráficos e explicações sobre o que é a radioatividade.

EFE

Nova técnica permite examinar atmosfera de planetas distantes

Reprodução de um exoplaneta gasoso que gira em torno de uma estrela fora do Sistema Solar Foto: Getty Images

Reprodução de um exoplaneta gasoso que gira em torno de uma estrela fora do Sistema Solar

A busca por planetas de outros sistemas solares onde possa existir vida deve ser facilitada por uma nova técnica que permite a utilização de pequenos telescópios em terra, segundo o estudo publicado nesta quinta-feira pela revista científica britânica Nature.

Cerca de 430 planetas que giram em torno de estrelas que não o Sol foram descobertos desde 1995, mas a maioria é de gigantes gasosos como Júpiter e não planetas rochosos como a Terra. Até agora, para analisar a composição química da atmosfera destes corpos celestes chamados exoplanetas, assim como buscar moléculas que mostraram presença de vida, era necessários telescópios espaciais ou grandes telescópios em terra.

Mark Swain, da Nasa, e seus coelgas americanos, britânicos e alemães utilizaram em 2007 um telescópio terrestre de 3 metros, com base no Havaí, para analisar a pequena radiação infravermelho emitida pelo exoplaneta JD 189733b, um gigante gasoso situado a 63 anos-luz da Terra. Inclusive puderam observá-lo em longitudes de onda não acessíveis para telescópios espaciais.

Graças a uma técnica que permite evitar as turbulências da atmosfera terrestre, que podem interferir na imagem dos telescópios, os cientistas descobriram a presença de metano na atmosfrea deste exoplaneta. O exoplaneta JD 189733b, tal como se vê da Terra, passa às vezes diante de sua estrela ou se eclipsa atrás dela. Os astrônomos comparam seu espectro luminoso antes e depois de cada eclipse.

"Com a nova técnica de calibração, podemos distinguir as variações da luz devido ao eclipse do planeta, variações devidas as turbulências atmosféricas e aos próprios detectores", explicou um dos autores Jeroen Bouwman, do Instituto Max Planck para Astronomia (Alemanha), em um comunicado.

Os resultados obtidos com telescópios relativamente pequenos em terra são excitantes, segundo o Swain. "Isso significa que, com telescópios maiores em terra, utilizando essa técnica, será possível estudar a atmosfera de planetas similares na Terra", explicou Mark Swain.

AFP
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

"Máquina do Big Bang" pode revelar partícula misteriosa

Cientistas que operam o acelerador de partículas da Organização Europeia de Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em inglês) podem resolver o mistério sobre o que dá massa à matéria, durante uma atividade de quase dois anos ininterruptos que irá até o fim de 2011, disse um porta-voz nesta quarta-feira.

James Gillies informou à Reuters que a partícula chamada bóson de Higgs pode aparecer durante a experiência na chamada "máquina do Big Bang", maior e mais caro equipamento científico do mundo, que será religado neste mês. "Se ele estiver lá, teremos uma chance razoável de vê-lo", disse Gillies, referindo-se à partícula subatômica que o físico escocês Peter Higgs previu há três décadas que poderia explicar como a matéria se juntou para criar o universo e tudo que o compõe.

Gillies disse que a operação do Grande Colisor de Hádrons (LHC), que pertence à Cern e está instalada sob a fronteira franco-suíça, perto de Genebra, irá produzir uma enorme quantidade de informações. Se o bóson de Higgs não aparecer, não quer dizer que ele não exista. Após a primeira fase de operação estendida e um ano de paralisação para preparativos, o LHC voltará a ser ligado novamente com sua energia máxima.

"Pode ser que precisemos dessa intensidade para capturá-lo", acrescentou Gillies. O LHC foi ligado inicialmente em setembro de 2008, mas teve de parar por causa de uma violenta explosão dentro do túnel circular subterrâneo de 27 km. O foco do equipamento é a colisão de partículas que se deslocam em sentidos contrários com grande energia.

Bilhões de colisões, cada uma criando as condições que existiam numa fração de segundo depois do "Big Bang", quando o universo começou, há 13,7 bilhões de anos, irão produzir dados que cerca de 10 mil cientistas na Cern e em todo o mundo irão registrar e analisar. A matéria emitida pela explosão primordial do universo acabou dando origem aos planetas, às estrelas e à vida na Terra - mas a teoria de Higgs diz que isso só seria possível se algo como o bóson reunisse a matéria, dando-lhe massa.

O LHC funcionou por cerca de dois meses no fim do ano passado, realizando colisões de feixes de partículas com uma energia de até 2,36 tera-elétron volts (TeV), a maior já alcançada. A próxima atividade prolongada, sem uma pausa no inverno, foi decidida em uma reunião de físicos, engenheiros e administradores do Cern em Chamonix, na França, na semana passada. Gillies disse que a energia da colisão será elevada gradualmente até 7 TeV.

No fim do ano que vem, o colisor deve ser novamente desativado por até 12 meses para que engenheiros preparem o túnel e a enorme quantidade de equipamentos do local para colisões de até 14 TeV na próxima atividade, provavelmente a partir de 2013.

Reuters
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Nasa lançará nova sonda para desvendar mistérios do Sol

O Observatório Dinâmico Solar (SDO, na sigla em inglês) tem o objetivo de fotografar o Sol e analisar seus componentes Foto: Nasa/Divulgação

Concepção artística do Observatório Dinâmico Solar (SDO, na sigla em inglês), que tem o objetivo de fotografar o Sol e analisar seus componentes

A Nasa, agência espacial americana, anunciou nesta quarta-feira que, na próxima semana, lançará um observatório cujo objetivo central será transmitir fotografias do Sol para desvendar seus mistérios. O novo Observatório Dinâmico Solar (SDO, na sigla em inglês) partirá acoplado a um foguete Atlas V do Centro Espacial Kennedy, na Flórida (Estados Unidos), às 15h30 GMT da próxima terça-feira, informou a agência espacial.

"Seus telescópios estudarão as manchas e as tempestades solares com maior qualidade de pixels e cores que nenhum outro observatório já obeteve na história da física solar", comunicou a Nasa. "Assim descobriremos os segredos ocultos do Sol através de uma corrente prodigiosa de imagens", acrescentou.

De acordo com Liz Citrin, do Centro Goddard de Voos Espaciais da Nasa, as imagens do observatório ajudarão a compreender a dinâmica do Sol, além de prognosticar seu comportamento por meio dos instrumentos da sonda. O observatório analisará ainda os campos magnéticos do Sol e as mudanças de energia dos ventos solares, as partículas energéticas e as variações de radiação.

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Atividade solar pode interferir nas comunicações na Terra

Esta foto mostra um aumento significativo das chamadas labaredas solares e de regiões de poderosos campos magnéticos conhecidos como pontos solares  Foto: BBC Brasil

Esta foto mostra um aumento significativo das chamadas labaredas solares e de regiões de poderosos campos magnéticos conhecidos como pontos solares

A atividade na superfície do Sol vem se intensificando e poderá provocar interferências nas redes de comunicação da Terra nos próximos dois anos, segundo adverte um grupo de cientistas em antecipação ao lançamento de um novo observatório solar da Nasa, a agência espacial americana.

Novas fotos feitas por telescópios espaciais mostram um aumento significativo das chamadas labaredas solares e de regiões de poderosos campos magnéticos conhecidos como pontos solares após um período com a mais baixa atividade solar em quase um século.

A atividade solar intensa pode prejudicar o campo de proteção magnética da Terra, provocando sérios problemas nos sistemas de comunicação e até mesmo nos sistemas de distribuição de energia elétrica.

Segundo os cientistas, o pico da atividade solar poderá ocorrer em meados de 2012, elevando o risco de problemas com transmissões de televisão e redes de internet e o risco de apagões durante os Jogos Olímpicos de Londres.

'Maluco'
"Nos últimos três anos, a superfície do Sol havia se acalmado bastante por um tempo. A cada 11 anos as labaredas reaparecem, e de repente vemos a retomada dessa atividade", afirma a astrônoma Heather Couper, ex-presidente da Associação Britânica de Astronomia.

"O Sol é uma grande massa magnética, e se há qualquer interrupção nos campos magnéticos, o Sol fica meio maluco, então temos essas incríveis explosões e labaredas e coisas que provocam fenômenos como as auroras boreais", explica Couper.

"Quando o Sol tem uma labareda, isso pode realmente afetar as conexões elétricas no nosso planeta. Isso já provocou até mesmo no passado a interrupção dos negócios nas bolsas de valores de Tóquio e no Canadá", diz a astrônoma.

Sem explicações
Apesar de os cientistas conhecerem bem as consequências do aumento da atividade solar, eles ainda não têm muitas explicações para a origem do fenômeno, muito menos condições de prever sua ocorrência.

Os pesquisadores esperam que o lançamento do Observatório de Dinâmica Solar da Nasa, nesta semana, os ajude a coletar dados que os ajudem a dar avisos antecipados da ocorrência de labaredas solares e de tormentas magnéticas.

Segundo eles, as consequências podem ser minimizadas com o desligamento de circuitos eletrônicos sensíveis antes das tormentas magnéticas, reduzindo o risco de danos a satélites de transmissão. A sonda da Nasa, que deverá ser lançada no sábado, ficará na órbita da Terra por cinco anos para investigar as causas da atividade solar intensa.

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Nasa capta imagem de possível colisão de asteroides

Segundo a Agência Espacial Americana, o misterioso rastro cósmico sugere que houve uma colisão frontal de um asteróide Foto: AP

O misterioso rastro cósmico sugere que houve uma colisão frontal de um asteróide

O telescópio espacial Hubble, da Nasa (agência espacial americana), fotografou uma imagem em forma de "X" com uma espécie de cauda, que os astrônomos acreditam que tenha sido criada pela colisão de dois asteroides.

O objeto, chamado P/2010 A2, foi descoberto no chamado cinturão de asteroides que fica entre Marte e Júpiter. Os pesquisadores já imaginavam que o fenômeno fosse comum nessa região do espaço, mas jamais viram isso acontecer.

O P/2010 A2 estaria a uma distância de 144 milhões de quilômetros da Terra quando foi fotografado pelo Hubble, em janeiro. Segundo a Nasa, colisões de asteroides liberam muita energia, com um impacto que ocorre a uma velocidade que é cinco vezes maior do que a de uma bala de fuzil.

Os astrônomos dizem que a órbita do P/2010 A2 pode indicar que ele pertence a um grupo de asteroides que seriam fragmentos resultantes de uma colisão ocorrida há mais de 100 milhões de anos. Um fragmento daquele fenômeno pode ter atingido a Terra há 65 milhões de anos, levando à extinção em massa de dinossauros.

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Nave de carga russa Progress parte rumo à ISS

Uma nave de carga russa Progress M-04M decolou nesta quarta-feira do cosmódromo russo de Baikonur, no Cazaquistão, com destino à Estação Espacial Internacional (ISS), anunciou o Centro de Controle de Voos Espaciais (TSOUP).

O lançamento aconteceu às 3h45 GMT (1h45 de Brasília). Nove minutos depois, a nave se separou do lançador para iniciar um voo autônomo. O acoplamento à ISS está previsto para 5 de fevereiro.

A nave russa transporta para a ISS 2,7 toneladas de carga: combustível, equipamentos médicos, alimentos, roupas e água, um grande pacote con chocolate e caramelos, além de DVDs com os filmes russos mais recentes para os tripulantes da estação espacial.

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Irã confirma lançamento "com sucesso" de seu terceiro foguete

O Irã lançou nesta quarta "com sucesso" seu terceiro foguete de fabricação nacional, que recebeu o nome de Kavoshgar-3, e anunciou que vai iniciar três novos projetos para a construção de satélites de telecomunicações, informou a televisão estatal.

O foguete, que tem uma cápsula experimental que permite enviar um ser vivo ao espaço, foi lançado nesta quarta-feira de um lugar não revelado do país, acrescentou a rede de televisão. "O lançamento do Kavosghar-3 representa o início de uma nova fase do programa aeroespacial iraniano", afirmou um comunicado divulgado pela televisão, que lembrou que o modelo anterior do mesmo foguete foi enviado ao espaço em outubro de 2008.

Minutos após a notícia, o presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, inaugurou três novos projetos para a construção de satélites de telecomunicações, batizados "Tolou", "Navid" e "Mesbah 2".

Ao lado do ministro da Defesa, Ahmad Vahidi, o líder iraniano revelou, além disso, a maquete da "primeira plataforma de lançamento de satélites construída integralmente pelo Irã", chamada "Simorg".

O "Mesbah 2" é um satélite de telecomunicações que fica na órbita inferior e que, segundo a televisão estatal, pode girar entre 600 e 2 mil quilômetros ao redor da Terra e foi desenhado para dar uma volta ao planeta a cada duas horas.

A televisão destacou que o "Mesbah 2" está ainda em construção e ainda não foi fixada data para seu lançamento. Os novos projetos são divulgados um ano após o anúncio iraniano do envio ao espaço de seu primeiro satélite de investigação Omid (Esperança, em persa), que orbitou durante vários meses no ano passado a cerca de 250 quilômetros de altura.

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Asteroides "batidos" podem ter relação com morte de dinossauro

Astrônomos localizaram um objeto semelhante a um cometa que pode ter sido criado pela colisão de dois asteroides, possivelmente "irmãos" da rocha desgarrada que é suspeita de ter matado os dinossauros há milhões de anos.

O objeto, batizado de P/2010 A2, descrevia uma órbita a 144 milhões de quilômetros da Terra, no cinturão de asteroides que existe entre Marte e Júpiter, quando foi visto na semana passada pelo Telescópio Espacial Hubble.

"A verdade é que ainda estamos lutando para entender o que isso significa", disse Reuters o cientista David Jewitt, da Universidade da Califórnia, Los Angeles, nesta terça-feira à Reuters. "É muito provavelmente o resultado de uma colisão recente entre dois asteroides."

Segundo ele, seria a primeira vez que uma colisão desse tipo é flagrada.

O objeto parece um cometa, mas seu núcleo está separado da cauda, que "tem uma aparência muito estranha, como nunca vimos antes", segundo Jewitt.

O estudo desse objeto - e a busca por outros semelhantes - pode melhorar a compreensão científica sobre como os asteroides se quebram, uma informação que pode ser útil para evitar uma eventual colisão de um asteroide contra a Terra.

"O que queremos entender é como os asteroides batem uns nos outros e se destroem", disse Jewitt.

Os cientistas acreditam que um asteroide ou cometa gigante atingiu a Terra cerca de 65 milhões de anos atrás, e que isso pode ter criado nuvens de poeira ou produtos químicos que bloquearam a luz solar ou geraram incêndios de magnitude global, o que por sua vez pode ter ligação com a extinção dos dinossauros.

Cálculos mostram que a órbita do P/2010 A2 está relacionada ao grupo de asteroides da chamada família Flora, a mesma que produziu o asteroide que atingiu a Terra.

A Nasa (agência espacial dos EUA) está catalogando pelo menos 90% dos estimados mil objetos que se aproximam da Terra e que têm diâmetro superior a um quilômetro. O orçamento da agência para o ano fiscal que começa em outubro prevê um aumento anual de 16 milhões de dólares para ampliar essa tarefa.

Reuters
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Nasa escolhe 5 empresas para projeto de voo espacial comercial

A Nasa concedeu nesta terça-feira US$ 50 milhões de dólares para cinco empresas privadas no primeiro passo para implementar o projeto do presidente Barack Obama de transformar o transporte espacial em uma atividade comercial. O administrador da agência espacial dos Estados Unidos, Charles Bolden, rejeitou as críticas de alguns parlamentares que acham que a proposta de Obama vai tirar do país o seu papel proeminente na exploração espacial.

"Não estamos abandonando o voo espacial humano", assegurou Bolden a jornalistas. "Estamos provavelmente em um novo rumo, mas o voo espacial humano está no nosso DNA." A proposta orçamentária de Obama para 2011, divulgada na segunda-feira, suspende o programa Constellation, lançado no governo de George W. Bush com o objetivo de levar pessoas de volta ao espaço. Por outro lado, o governo prevê gastos de US$ 6 bilhões ao longo de cinco anos para desenvolver o transporte espacial comercial.

O Poder Executivo imagina que, com essa estratégia, irá criar milhares de empregos e reduzir custos da Nasa. Alguns parlamentares prometeram lutar para salvar o custoso, mas simbólico, programa lunar. O senador republicano Richard Shelby, do subcomitê orçamentário que trata das verbas da Nasa, disse que o plano de Obama representa a "caminhada da morte" para os voos espaciais tripulados.

Bolden disse que equipes da Nasa estão desenvolvendo um novo plano para a exploração espacial, tendo a Lua, Marte e asteroides como possíveis destinos, mas ainda sem prazos. "Acho que vamos chegar lá, talvez mais rápido do que iríamos antes", disse Bolden, referindo-se à parceria com a iniciativa privada.

"Estamos deixando o modelo do passado, em que o governo financiava todas as atividades espaciais humanas", afirmou Bolden. "Isso representa a entrada da mentalidade empreendedora em um campo que está destinado a um rápido crescimento e a novos empregos."

Foram selecionadas para o programa as empresas Sierra Nevada, de Louisville, Colorado (com uma verba de US$ 20 milhões); a Boeing, de Houston (US$ 18 milhões); a United Launch Alliance, de Centennial, Colorado (6,7 milhões); a Blue Origin, de Kent, Estado de Washington (US$ 3,7 milhões); e a Paragon Space Development, de Tucson (US$ 1,4 milhão).

Além disso, a Nasa já tem contratos com as empresas Space Exploration Technologies e Orbital Sciences Corp para levar cargas até a Estação Espacial Internacional. A Space X e outras firmas também estão desenvolvendo naves que possam colocar passageiros em órbita.

Reuters
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Futuro da Nasa não poderia ser mais empolgante, diz diretor

O diretor da agência espacial americana, Charles Bolden fala em coletiva nesta terça-feira Foto: Lígia Hougland/Especial para Terra

O diretor da agência espacial americana, Charles Bolden, fala em coletiva nesta terça-feira

O diretor da agência espacial americana, Charles Bolden, disse, em Washington, nesta terça-feira, que a nova proposta de orçamento para a Nasa, divulgada ontem por Barack Obama, possibilita um "futuro que não poderia ser mais empolgante". O novo orçamento oferece à Nasa US$ 6 bilhões ao longo dos próximos cinco anos que devem ser usados para pesquisa e desenvolvimento de tecnologia.

A proposta do presidente americano determina que os programas de transporte espacial sejam transferidos a companhias privadas. "Isso assegura que sistemas comerciais possam transportar humanos de modo seguro e confiável à órbita baixa da Terra, com o respaldo da experiência e do conhecimento técnico da Nasa", disse Bolden.

A nova estratégia possibilitará que, no futuro próximo, existam diversos provedores de transporte espacial à disposição. "Com transporte espacial mais barato e seguro, mais pessoas poderão viver as experiências transformadoras que tive a sorte de ter", disse o general Bolden, que foi astronauta e participou de quatro missões em ônibus espacial.

A agência espacial acredita que os novos parceiros comerciais contam com a capacidade técnica necessária para construir e operar um táxi para tripulação espacial que poderá estar em operação já em 2016.

A Nasa pretende empregar os recursos concedidos pelo governo para desenvolver, entre outras, tecnologias que viabilizem locais de abastecimento de combustível em órbita e veículos mais leves para lançamento.

O diretor da Nasa garante que os EUA ainda continuarão a ser a nação líder em exploração espacial, apesar do corte nos fundos para enviar astronautas ao espaço. "A exploração espacial está no nosso DNA", disse ele.

Bolden também afirma que a China tem interesse em uma parceria com os EUA em missões espaciais. "Ainda somos a nação com a qual todos querem explorar o espaço", falou. "O presidente Obama ofereceu recursos suficientes para desenvolvermos tecnologias e, assim, chegaremos a Marte mais rápido", falou o diretor da agência.

No entanto, Bolden admite que a nova orientação da administração da Nasa - de não enviar mais homens à Lua - foi um choque para os astronautas que trabalhavam em programas de transporte de humanos ao espaço. "Foi como receber a notícia de uma morte na família. Eles precisam de tempo para se recuperarem", disse Bolden.

A proposta de Barack Obama para o orçamento da Nasa ainda precisa ser aprovada pelo Congresso americano.

Nasa divulga imagem mais nítida do centro da Via Láctea

A imagem inédita da Via Láctea foi captada pela câmera em infravermelho do telescópio espacial Hubble em conjunto com a sonda Spitzer Foto: Nasa/Divulgação

A imagem inédita da Via Láctea foi captada pela câmera em infravermelho do telescópio espacial Hubble em conjunto com a sonda Spitzer

A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta terça-feira uma nova fotografia do centro da Via Láctea, a galáxia onde está localizada a Terra. A imagem, captada pela câmera em infravermelho do telescópio espacial Hubble em conjunto com a sonda Spitzer, é a mais nítida já feita do núcleo galáctico.

Segundo a Nasa, a foto registra também uma nova população de estrelas massivas e novas estruturas complexas de gás quente ionizado que circulam pelo local, distante a 300 anos-luz da Terra. Para os cientistas, a nova observação pode ser útil para explicar como as estrelas maciças se formam e influenciam o violento núcleo de outras galáxias.

A Nasa informou que a foto é o resultado de um mosaico com 2.304 captações de luz obtidas entre 22 de fevereiro e 5 de junho de 2008.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Museu de História Natural de Paris exibe meteorito de 1,3 kg

A rocha espacial, batizada de Paris, pesa 1,3 kg e estima-se que tenha cerca de 4,5 bilhões de anos Foto: AFP

A rocha espacial, batizada de "Paris", pesa 1,3 kg e estima-se que tenha cerca de 4,5 bilhões de anos

Um meteorito de 1,3 kg e com idade estimada em 4,5 bilhões foi exibido nesta sexta-feira pelo Museu de História Natural de Paris, na França, segundo informações divulgadas pela agência AFP. A rocha espacial, batizada de "Paris", foi recentemente adquirida pela instituição.

Em 2001, quando um colecionador comprou o objeto durante um leilão, a origem da pedra ainda era incerta. "Paris" foi analisada por pesquisadores da Universidade de Nantes que finalmente confirmaram que tratava-se de um meteorito que havia atravessado a atmosfera terrestre.

Os meteoritos assim são chamados quando fragmentos de asteróides, cometas ou restos de planetas desintegrados, alcançam a superfície da Terra. Eles podem varirar de tamanho, medindo poucos centímetros ou quilômetros de diâmetro.

Com informações do jornal L'Express

Orçamento de Obama exclui planos da Nasa de voltar à Lua

O orçamento proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, dá à Nasa um incremento de US$ 6 bilhões em 5 anos, mas aborta as tentativas de retornar à Lua e transfere o transporte espacial para as companhias comerciais.

O orçamento da agência espacial cresceria para US$ 19 bilhões em 2011 de acordo com o orçamento proposto, divulgado nesta segunda-feira, colocando ênfase na ciência e menos gastos com exploração espacial. Ele "acrescenta US$ 6 bilhões ao orçamento da Nasa ao longo de cinco anos e mobiliza a inventividade americana para permitir que embarquemos num ambicioso programa do século XXI de exploração humana do espaço", lê-se na proposta de orçamento.

No entanto, o plano põe fim ao programa Constellation, "que planejava usar uma abordagem similar ao do programa Apollo para levar astronautas de volta à Lua 50 anos depois do triunfo daquele programa." O orçamento ressalta que um painel independente descobriu que o programa da Lua estava atrasado em anos.

Em vez disso, estamos lançando um esforço totalmente novo que investe a inventividade americana para o desenvolvimento de tecnologias mais capazes e inovadoras para a exploração espacial do futuro", lê-se. O novo orçamento, que está sujeito a mudanças no Congresso, também amplia as operações da Estação Espacial Internacional para além da data planejada para a sua desativação, em 2016, sugerindo possíveis acréscimos como habitats espaciais infláveis.

A proposta de Obama concede mais operações espaciais ao setor comercial, dizendo que isso criará milhares de empregos novos e manterá os custos baixos. A Nasa já gastou US$ 9 bilhões no Constellation e provavelmente ficará devendo outros milhões ao cancelar os contratos existentes. Os principais fornecedores do programa de foguete Ares incluem a ATK Launch Systems, Pratt & Whitney Rocketdyne e a Boeing Co.

Reuters
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EUA: orçamento para 2011 deve engavetar planos de voltar à Lua

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, irá divulgar hoje sua proposta de orçamento para 2011. O plano, cujo principal objetivo será cortar gastos públicos e gerar empregos, deve engavetar o projeto americano de voltar à Lua até 2020.

O novo orçamento de Obama deve custar aos cofres públicos americanos US$ 3,8 trilhões (R$ 7,1 trilhões). Para atingir seu grande desafio de reduzir o déficit público do país, que chegou à marca recorde de US$ 1,4 trilhão (R$ 2,6 trilhões), o plano deve cortar US$ 250 bilhões (R$ 468,5 bilhões) de gastos previstos anteriormente. Ao mesmo tempo, ele terá de estimular a geração de vagas de trabalho já que a taxa de desemprego no país chegou a 10%.

Uma das vítimas da nova proposta deve ser o plano da Nasa, agência espacial americana, de voltar à Lua até 2020. O projeto Constellation, que inclui a produção de dois novos foguetes espaciais, Ares-1 e Ares-5, e uma nova nave tripulada chamada Orion, foi lançado pelo ex-presidente George W. Bush em 2004.

Pelas novas diretrizes a serem propostas por Obama, a Nasa deverá usar seus recursos para incentivar empresas privadas a desenvolverem mais projetos de levarem humanos à órbita terrestre.

"Em um momento em que a criação de empregos é a principal prioridade da nossa nação, um programa de tripulação comercial vai criar mais empregos por dólar, porque gerará milhões em investimento privado e utilizará o potencial dos sistemas que atentem tanto ao governo quanto à iniciativa privada", analisou Bretton Alexander, presidente da Federação de Vôos Espaciais Comerciais dos Estados Unidos.

Na semana passada, em discurso ao Congresso americano, Obama qualificou a geração de emprego como sua prioridade número um. "As pessoas estão sem trabalho. Elas estão sofrendo. Elas precisam de nossa ajuda. E eu quero um projeto para gerar empregos na minha mesa sem demora (...) Empregos devem ser nosso foco número um em 2010", declarou.

Com esse objetivo de reduzir o desemprego, além de alterar o foco da Nasa, o presidente deve estimular gastos em tecnologias verdes, cujo objetivo é preservar o meio ambiente, e aumentar os recursos destinados aos setores de educação e defesa. O projeto de orçamento de Obama, que começa a valer em outubro deste ano, precisa ainda ser aprovado pelo Congresso americano.

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sábado, 30 de janeiro de 2010

Objetos da Apolo 11 deixados na Lua são declarados patrimônio da Califórnia

Uma comissão que analisa o patrimônio histórico do estado americano da Califórnia declarou hoje que uma centena de objetos abandonados na Lua pelos astronautas da nave Apolo 11 são bens do estado, informou em seu site o jornal "Los Angeles Times".

A decisão foi tomada em uma sessão do Califórnia State Historical Resources Commission, organismo que cuida do tesouro estadual, como parte de um projeto para proteger o valor cultural dos artefatos deixados por Neil Armstrong e Eugene "Buzz" Aldrin sobre a superfície lunar na primeira viagem do homem ao satélite.

Armstrong e Aldrin pousaram o módulo "Eagle" em 20 de julho de 1969 em uma zona conhecida como Mar da Tranquilidade, e antes de retornar deixaram uma série de objetos.

Embora os tratados internacionais impeçam que os países proclamem sua soberania no espaço, a legislação não faz referência a objetos deixados pelo homem em seus deslocamentos fora da órbita terrestre.

A iniciativa da comissão segue os passos de uma campanha iniciada por vários cientistas para conseguir que a Unesco proclame patrimônio da Humanidade a zona onde o Apolo 11 pousou na lua.

Entre a centena de objetos reivindicados pela comissão californiana estão botas de astronautas, equipamentos de sobrevivência, ferramentas, câmeras, antenas, pequenos contêineres vazios, bolsas de comida vazias e restos de produtos usados para iluminar a área.

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Nasa lembra os mártires da prospecção espacial

As bandeiras dos Estados Unidos balançaram hoje a meio mastro em todas as sedes da Nasa (agência espacial americana), que homenageou os mártires ao completar nesta semana o 43º aniversário do incêndio da morte de três astronautas da Apolo 1 e o 24º do desastre da nave Challenger.

Incluída também na celebração o sétimo aniversário da tragédia da nave Columbia, que em 1º de fevereiro de 2003 se desintegrou ao retornar de uma, até então, bem-sucedida missão científica.

As tragédias do Challenger e do Columbia mataram 14 tripulantes.

Na Apolo 1 mais três pessoas morreram.

O Dia da Lembrança para a Nasa foi liderado pelo diretor da agência espacial americana, Charles Bolden, que depositou hoje uma coroa de flores no túmulo dos astronautas no cemitério de Arlington, a poucos quilômetros da capital.

Bolden agradeceu o sacrifício dos que morreram no esforço espacial dos Estados Unidos e lembrou que essa sempre será uma empresa difícil e perigosa.

Ao mesmo tempo, reiterou o compromisso da agência de transformar a segurança de todos os que trabalham para a Nasa em sua máxima prioridade.

"O legado dos que perdemos é o nosso pensamento permanente e a inspiração de gerações de novos exploradores do espaço", assinalou.

"A cada dia e com cada desafio que superamos, a cada descoberta que fazemos, homenageamos estes notáveis homens e mulheres", acrescentou.

A tragédia do Apolo 1 ocorreu em 27 de janeiro de 1967 quando os tripulantes Gus Grissom, Edward White e Roger Chaffee morreram em um incêndio no módulo de comando durante um teste em Cabo Canaveral (Flórida).

Apesar desse desastre, o programa continuou para levar à Lua em 16 de julho de 1969 na nave a Apolo 11 os astronautas Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins.

A nave Challenger se desintegrou em uma fria manhã de 28 de janeiro de 1986, um minuto após seu lançamento a partir do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral.

Entre os sete tripulantes que morreram estava Christa McAuliffe, a primeira professora da era espacial que ganhou o direito de integrar a missão em um concurso realizado pela Nasa.

Uma tragédia com um número similar de vítimas voltou a ocorrer na agência espacial em 1º de fevereiro de 2003, quando a nave Columbia explodiu após o choque molecular com a atmosfera depois de uma missão científica de 16 dias.

Em meio dos atos de lembrança, a Nasa continuou hoje os preparativos para a primeira missão deste ano.

Em 7 de fevereiro, o ônibus espacial Endeavour partirá em uma missão de 13 dias à Estação Espacial Internacional (ISS) para continuar a construção do orbitador.

EFE
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Endeavour levará último grande componente da ISS

O ônibus Endeavour partirá em direção ao espaço, na próxima semana, levando o último grande componente para completar a construção da Estação Espacial Internacional (ISS), além de um "jardim de inverno" de alta tecnologia, informaram nesta sexta-feira funcionários da Nasa.

"O objetivo principal desta missão é entregar o módulo, também chamado Tranquility, e a cúpula à Estação Espacial Iternacional", explicou Kwatsi Alibaruho, responsável pela missão. A Nasa autorizou nesta semana o lançamento do ônibus espacial no domingo, 7 de fevereiro, às 9H39 GMT a partir do Centro Espacial Kennedy, próximo a Cabo Cañaveral (Flórida, sudeste).

A cúpula, o jardim de inverno, será o "elemento principal" do módulo, explicou Robert Dempsey, diretor de voo da ISS. Com a instalação do componente Tranquility, os astronautas terão completado 90% da ISS, acrescentou. A Estação Internacional é projeto do qual participam 16 países, a um custo de 100 bilhões de dólares, financiado na maior parte pelos Estados Unidos.

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Cientistas dos EUA avançam para a fusão nuclear controlada

Cientistas americanos ultrapassaram uma etapa considerada crucial para a fusão nuclear controlada - processo atômico que poderia resultar em fonte inesgotável de energia limpa e resolver problemas relacionados a combustíveis fósseis e à emissão de gases de efeito estufa. Os pesquisadores conseguiram produzir um nível de energia sem precedentes e romper a barreira do megajoule, informou a Administração Nacional de Segurança Nuclear dos Estados Unidos.

"Romper essa barreira nos aproxima da ignição por fusão", disse o administrador do organismo, Thomas D'agostino, em comunicado. Os cientistas americanos conseguiram produzir um megajoule com a concentração simultânea de 192 raios laser a uma temperatura de 111 milhões de graus Celsius num tubo do tamanho de um apontador cheio com deutério e trítio, dois isótopos do hidrogênio.

A fusão nuclear é o motor do sol e das estrelas e sua produção artificial forneceria uma alternativa ilimitada e de geração limpa para substituir o recurso a minguadas reservas de combustíveis fósseis. No entanto, até agora, a fusão controlada representa um desafio tecnológico para os cientistas, devido às altíssimas pressões e temperaturas envolvidas.

No experimento, a energia do laser foi convertida em raios X, comprimindo o combustível até chegar a níveis de temperatura e pressão milhares de milhões de vezes superiores às da atmosfera terrestre, segundo o comunicado. O processo leva à fusão dos núcleos do hidrogênio, que liberam energia precursora da fusão nuclear.

A temperatura produzida pelo dispositivo durante os poucos milionésimos de segundo de duração do experimento, foi equivalente a 500 vezes a energia consumida pelos Estados Unidos nesse mesmo tempo. A energia nuclear pode ser liberada de duas formas: com a fissão nuclear - que já é produzida de forma controlada e surge da divisão de núcleos atômicos de elementos radiativos e pesados como o urânio - e com a fusão nuclear, que em troca une (daí o nome de fusão) os núcleos de hidrogênio para formar hélio, os dois elementos mais leves.

Há 20 anos, os químicos Stanley Pons e Martin Fleischmann causaram sensação ao anunciar que haviam conseguido produzir uma fusão a frio, algo muito esperado por cientistas em sua busca por fontes de energia limpas e econômicas. Mas o anúncio espetacular perdeu força depois que várias equipes de investigação científica fracassaram ao tentar reproduzir a experiência.

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Conheça as preocupações dos físicos na 'era do LHC'

Algumas dezenas de cientistas se reuniram por dois dias em Los Angeles, nos Estados Unidos, a fim de conversar sobre seus mais alucinados sonhos e esperanças para o universo. Ou pelo menos era essa a ideia.

"Quero determinar as questões que serão respondidas ao longo das próximas nove décadas", disse Maria Spiropolu na véspera da conferência, conhecida como "Cúpula da Física de Universo". A esperança dela era que o encontro, promovido com o apoio de Joseph Lykken, do Laboratório Nacional Fermi de Aceleração de Partículas, e de Gordon Kane, da Universidade do Michigan, replicasse o sucesso de um discurso do matemático David Hilbert, que em 1900 estabeleceu uma agenda com as 23 questões matemáticas que precisavam ser resolvidas no século XX.

Spiropolu é professora do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), e cientista sênior no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern), nas cercanias de Genebra.

No mês que vem o Large Hadron Collider (LHC), o mais poderoso acelerador de partículas já construído, começará a promover colisões entre prótons e a gerar faíscas do fogo primevo, em um esforço para recriar as condições que predominaram no universo no primeiro trilionésimo de segundo de sua criação.

Os físicos estão especulando há 30 anos quanto ao que verão quando isso acontecer. E agora a hora de desembrulhar os presentes de Natal se aproxima.

Organizada em forma de "duelos" sobre visões de mundo, mesas redondas e sessões definidas como "diatribes e polêmicas", a conferência foi descrita como um evento no qual os físicos poderiam discutir de forma irrestrita aquilo que está por acontecer, evitando as ideias convencionais e "explorando a ousadia, mesmo que sob o risco de estarem errados", de acordo com as instruções que a Dra. Spiridopolu distribuiu por e-mail aos convidados. "Queremos saber aquilo que os incomoda e aquilo que os inspira", ela acrescentou.

Para reforçar ainda mais o clima de informalidade, os participantes foram hospedados em um hotel Hyatt de Hollywood que no passado era conhecido como ¿casa da baderna¿, por conta das confusões aprontadas pelos astros de rock que lá se hospedavam.

O eclético elenco de participantes incluía Larry Page, co-fundador do Google, que estava distribuindo os novos celulares de sua empresa como presente aos amigos; Elon Musk, criador do serviço de pagamentos online PayPal e hoje empresário no setor de carros elétricos, que sediou os eventos do primeiro dia na fábrica de sua SpaceX, que está construindo foguetes que transportarão carga e, possivelmente, astronautas para a Estação Espacial Internacional; e o cineasta Jesse Dylan, autor de um documentário sobre o novo acelerador de partículas.

Em uma das tardes do encontro, o ilusionista David Blaine foi ao refeitório da SpaceX para mostrar alguns truques de cartas aos físicos. O grupo de participantes provou que funciona tão bem na área da preocupação quanto na dos sonhos. "Estamos confusos", explicou Lykken, "e o mais provável é que continuemos confusos ainda por muito tempo".

O primeiro palestrante do dia foi Lisa Randall, física teórica da Universidade Harvard que começou com uma citação de Galileu no sentido de que a Física havia evoluído mais pelo trabalho em pequenos problemas do que pela conversa sobre os maiores - uma das questões de que ela trata em seu novo sobre ciência e o acelerador de partículas.

E por isso Randall enfatizou os desafios que a disciplina terá de superar. Os físicos têm fortes expectativas e defendem teorias elegantes sobre aquilo que vão encontrar, ela disse, mas, assim que começam a observar os detalhes dessas teorias, "elas deixam de ser tão bonitas".

Por exemplo, uma das grandes esperanças é de que surja alguma explicação para o fato de que a gravidade represente uma força tão fraca, se comparada às demais forças primordiais da natureza. Como é que um simples ímã de geladeira consegue manter sua posição contra a atração gravitacional exercida por toda a Terra?

Uma solução bastante popular envolve uma hipótese sobre um suposto traço da natureza conhecido como "superssimetria", que faria com que certas discrepâncias matemáticas nos cálculos se cancelassem mutuamente, bem como produziria uma pletora de partículas até o momento não descobertas - conhecidas coletivas como "wimps", uma abreviatura da expressão em inglês para partículas dotadas de massa e com interação fraca- e, presumivelmente, uma grande safra de prêmios Nobel.

Caso proceda o que os físicos definem como "o milagre das wimps", a superssimetria poderia também explicar a misteriosa matéria escura, que segundo os astrônomos compõem 25% do universo. Mas não existe qualquer partícula de superssimetria que atenda a todas essas necessidades sozinha, apontou Randall, sem que seja preciso alterar de alguma maneira os parâmetros.

Além disso, acrescentou a estudiosa, é preocupante que os efeitos superssimétricos não se tenham demonstrado como pequenos desvios com relação às previsões da Física atual, conhecidas como Modelo Padrão. "Muita coisa não acontece", disse Randall. "Seria de esperar que tivéssemos encontrado pistas, a essa altura, mas não foi o que aconteceu".

O momento é de entusiasmo, ela concluiu, mas as respostas que os físicos procuram podem não surgir tão rápido ou com tanta simplicidade quanto muitos prefeririam. Eles devem se preparar para surpresas e problemas. "Não consigo evitar", disse Randall. "Gosto de me preocupar".

Depois de Randall veio a palestra de Kane, que se define como otimista e tentou provocar a plateia ao alegar que a Física estava a ponto de "contemplar a porção submersa do iceberg". O LHC em breve provará a superssimetria, ele afirmou, e isso permitirá que os físicos encontrem explicações sobre praticamente tudo que existe no mundo físico, ou pelo menos na Física de partículas. Mas ele e outros palestrantes foram criticados por não mostrarem ousadia suficiente nas discussões em mesa redonda que se seguiram.

Michael Turner, da Universidade de Chicago, perguntou onde estavam as grandes ideias, onde estava a paixão? Aliás, ele também perguntou onde estava o universo. O grande avanço descrito por Kane como iminente não inclui explicação para a chamada energia escura, que parece estar acelerando a expansão do universo. Kane resmungou que as soluções propostas para a energia escura não afetavam a Física de partículas.

Outras preocupações foram mencionadas. Lawrence Krauss, cosmologista da Universidade Estadual do Arizona, disse que a maioria das teorias seriam negadas. "Temos a ideia de que elas estão certas porque continuamos falando a respeito delas", disse. Não só a maioria das teorias é incorreta, disse ele, como a maioria dos dados também o são, e estão sujeitos a fortes incertezas iniciais. A história recente da Física, ele afirmou, está repleta de descobertas promissoras que desapareceram porque não foi possível repeti-las. E assim prosseguiu a discussão.

Maurizio Pierini, um jovem físico do Cern, apontou que os testes da nova Física haviam sido concebidos primordialmente para descobrir a superssimetria. "Mas e se não houver superssimetria?", ele questionou. Outra suposição automática entre os físicos - a de que a matéria escura é uma simples partícula, em lugar de todo um espectro de comportamento obscuros - pode não ser verdade, foram informados os participantes. "Será que a natureza realmente ama a simplicidade?", perguntou Aaron Pierce, da Caltech.

Neal Weiner, da Universidade de Nova York, que sugeriu a existência de forças, e não só partículas, no lado escuro, disse que até recentemente as ideias sobre a matéria escura eram propelidas por conceitos de teoria das partículas, e não por dados.

"Aprenderemos em última análise que talvez a coisa pouco tenha a ver conosco", disse Weiner. "Quem sabe o que encontraremos do lado escuro?" Em terminado momento, Mark Wise, físico teórico da Caltech, se sentiu compelido a lembrar aos colegas que o momento não é deprimente para a Física, e mencionou o LHC e outras novas experiências, realizadas no espaço e na Terra. "Não devemos chamar nossa era de deprimente", disse.

Randall imediatamente interferiu. "Concordo em que o momento é bom", disse. "Faremos progresso pensando sobre os pequenos problemas". No segundo dia, a discussão prosseguiu em um auditório da Caltech, e terminou com a exibição do filme de Dylan e com uma palestra histórica de Lyn Evans, o cientista do Cern que supervisionou a construção do LHC ao longo de 15 anos de altos e baixos, entre os quais uma desastrosa explosão logo que o complexo começou a funcionar, em 2008.

Evans parecia relaxado, e disse que "é uma bela máquina. Agora devemos permitir que a aventura da descoberta comece".

Spiropolu disse que já havia começado. Seu detector, afirmou, havia registrado 50 mil colisões de prótons durante os testes do LHC em dezembro, recapitulando boa parte da Física de partículas do século 20. Agora estamos no século 21, afirmou Spiropulu, "e tudo aquilo que discutimos nos últimos dias será necessário imediatamente".

O Large Hadron Collider (LHC) é o mais poderoso acelerador de partículas já construído Foto: The New York Times

O Large Hadron Collider (LHC) é o mais poderoso acelerador de partículas já construído

Tradução: Amy Traduções

The New York Times
The New York Times

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Estranho objeto é fotografado por amador no céu da Noruega

Especialistas acreditam que o objeto pode ser o resultado de uma aurora boral refletida em um satélite espacial Foto: Daily Mail/Reprodução

Especialistas acreditam que o objeto pode ser o resultado de uma aurora boral refletida em um satélite espacial

Um estranho objeto com formato semelhante ao de uma água-viva foi fotografado na semana passada sobre o céu da cidade de Andenesm, na Noruega. Especialistas informaram que o objeto pode ser o resultado de uma aurora boral refletida em um satélite espacial. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

Os cientistas ainda estão tentando identificar o fenômeno, mas acreditam que seja o primeiro caso conhecido de reflexão das Luzes do Norte em um satélite. A imagem foi captada pelo fotógrafo amador Per-Arne Milkalsen que, há 25 anos, observa os céus da região.

As auroras boreais são causadas pela interação do vento solar com o campo magnético da Terra e, por isso, prevalecem nos pólos magnéticos do planeta, onde as forças são maiores.