sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Medidos efeitos da Teoria da Relatividade em pequenas alturas

O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia do Estados Unidos (NIST) conseguiu demonstrar que a teoria mais famosa de Albert Einsten é mensurável mesmo a pequenas alturas, e que o tempo passa mais rápido para corpos a alguma distância do chão do que para corpos encostados no solo.

A curtas palavras, a Teoria da Relatividade afirma que o tempo passa mais depressa em maiores elevações em decorrência da diminuição da força gravitacional. É um efeito muito pequeno, da ordem de bilhonésimos de segundo, mas existe, explica o site TG Daily.

A grande sacada dos cientistas do NIST foi conseguir medir esta diferença. Eles utilizaram dois relógios atômicos que utilizam vibrações de um único íon de alumínio entre dois níveis de energia para calcular o tempo.

Os cientistas mediram a diferença de tempo decorrido entre dois relógios atômicos de alumínio separados por cerca de 33 cm (um pé) de altura. O artigo foi publicado ontem na revista Science, mas a diferença de tempo é irrelevante para a escala humana, cerca de 90 partes por bilhão de segundo em um período de 79 anos, conta o site Science Daily. Em termos práticos, isso quer dizer que a cabeça de uma pessoa, a quase dois me tros do chão, envelhece mais depressa que seus pés.

Além disso, a Relatividade de Einstein ainda foi comprovada em outros aspectos, como na passagem mais lenta do tempo a maiores velocidades. O experimento mediu o chamado "Paradoxo dos Gêmeos" também por meio dos relógios atômicos. O paradoxo afirma que se dois gêmeos estiverem viajando em foguetes, o que estiver voando a uma velocidade maior voltará mais novo.

A equipe acredita que os experimentos podem um dia ser úteis para a geodésia, ciência que estuda as variações do campo gravitacional terrestre, com aplicações em geofísica, hidrologia e testes de física experimental no espaço.

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Luz na escuridão: astrônomos descobrem novo fenômeno cósmico

Novo fenômeno foi descoberto por equipe de astrônomos analisando dados do Telescópio Spitzer. Foto: Nasa/Divulgação

Novo fenômeno foi descoberto por equipe de astrônomos analisando dados do Telescópio Spitzer

Astrônomos descobriram um novo fenômeno cósmico, batizado de "coreshine", que revela novas informações sobre como estrelas e planetas surgem. Os astrônomos descobriram que os negros núcleos de nascimento de estrelas emitem luz em certos comprimentos de onda de infravermelho.

As imagens mostram uma escura massa de gás e poeira, um núcleo no qual nascem estrelas e planetas, mas que emitem luz em comprimentos menores do infravermelho. A análise desse fenômeno revela informações sobre a idade e consistência dos novos surgimentos. Os astrônomos divulgaram que encontraram diversas ocorrências desse fenômeno em lugares escuros do espaço.

A imagem à direita mostra o núcleo negro visto por longas luzes infravermelhas. Já a imagem central o mostra visto por meio de ondas infravermelhas curtas. Nesta imagem, as luzes do núcleo brilham mais porque estão refletindo luzes de estrelas novas. Esta luz é o novo fenômeno. A imagem à esquerda é a soma de ambas.

"Nuvens negras na Via Láctea, longe da Terra, são lugares enormes nos quais nascem estrelas. Mas elas são 'tímidas' e se escondem em camadas de poeira que nos impedem de ver o que ocorre dentro", disse Laurent Pagani, membro do Observatório de Paris e do Centro Nacional de Pesquisas Científicas francês. "Encontramos um jeito de observá-los. Eles são como fantasmas, os vemos mas também vemos através deles", completou.

Em 2009, a equipe de Pagani observou um caso deste fenômeno. Ficaram surpresos ao ver brilhos de estrela saindo de um núcleo negro na forma de luz infravermelha que o Spitzer podia observar. Agora, foram analisados 110 núcleos, dos quais metade possuía o novo fenômeno cósmico.

Também fazem parte da equipe Aurore Bacmann, do Laboratório de Astrofísica de Grenoble, na França, e Jürgen Steinacker, Amelia Stutz e Thomas Henning, do Instituto Max-Planck de astronomia, na Alemanha. Steinacker é também membro do Observatório de Paris e Stutz é membro da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

Falha impede que nave tripulada "Soyuz" desengate de estação espacial

Uma falha técnica impediu nesta sexta-feira que a nave "Soyuz TMA-18" se soltasse da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) e, consequentemente, o retorno à Terra de seus três tripulantes, no primeiro incidente desta natureza desde o começo da exploração da plataforma orbital.

"O desengate da ISS estava previsto para as 5h35, hora de Moscou (22h35 pelo horário de Brasília). No entanto, a revisão prévia detectou erros nos sistemas automáticos", disse à agência "Interfax" um porta-voz do Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.

Após a descoberta das falhas, os especialistas do CCVE estudaram a possibilidade de efetuar uma segunda tentativa um pouco mais tarde, mas acabaram decidindo adiar a operação de desprendimento para a manhã de sábado.

Uma vez tomada a decisão, os cosmonautas russos Aleksandr Skvortsov e Mikhail Kornienko e a astronauta da Nasa Tracy Caldwell-Dyson, que eram esperados pelas equipes de resgate nos estepes do Cazaquistão, retornaram à plataforma orbital.

Segundo a agência espacial russa, Roscosmos, a manobra de separação da nave tripulada foi abortada por um falso alarme sobre falha na vedação da nave "Soyuz".

"Realizamos todas as revisões necessárias, que confirmam que a vedação da nave é total, o que atualmente é o mais importante", disse o diretor da Roscosmos, Anatoli Permínov, em entrevista coletiva transmitida pelo canal de notícias "Rossía-24".

O diretor explicou que os resultados preliminares da análise técnica mostram que o computador central de bordo recebeu um sinal errado de falta de vedação, uma vez que foram fechadas as escotilhas da "Soyuz" e do porto de engate da ISS.

Permínov acrescentou que, apesar de as revisões mostrarem que tudo está em ordem, foi tomada a decisão de realizar o desengate no sábado, para ter certeza absoluta.

"Não devemos ter pressa, o mais importante é garantir a segurança da tripulação", ressaltou.

Um porta-voz do CCVE indicou que o cosmonauta russo Fiodor Yurchikhin, que junto com os americanos Doug Wheelock e Shannon Walker permanecerá na ISS mesmo com o retorno de seus companheiros à Terra, viu que faltava "um elemento fixador em um dos braceletes do porto de engate".

Segundo um especialista citado em condições de anonimato pela agência oficial "RIA Novosti", Yurchikhin achou uma roda de engrenagem de dois centímetros com vários dentes rotos na capa protetora do nó de acoplamento, o que pode ter causado o falso alarme sobre a falta de vedação.

"Embora seja a primeira vez que ocorre algo assim na ISS, não há nenhum motivo para preocupação", disse um porta-voz do CCVE, que assegurou que existe quase 100% de segurança que amanhã a "Soyuz TMA-18" realizará o retorno à Terra.

No CCVE, no entanto, não está descartada a possibilidade de o desacoplamento da nave, previsto para ocorrer entre 2h20 e 2h30 (horário de Brasília) de amanhã, ter de ser feito manualmente.

A "Soyuz TMA-18" está enganchada ao novo módulo russo NIM-2, cujo porto de acoplamento nunca foi utilizado.

O porta-voz do CCVE insistiu que os técnicos de terra e os cosmonautas têm tempo suficiente para resolver o problema, e acrescentou: "Na Estação há reservas de oxigênio, água e alimentos mais que suficientes".

Este é o segundo incidente em menos de três meses com uma nave russa que se acopla ou desengancha da ISS: em 4 de julho, fracassou a manobra de engate da nave de carga "Progress M-06M" devido a falhas em seus sistemas automáticos de aproximação e encaixe.

EFE
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Sonda Cassini captura novas imagens da aurora de Saturno

Imagem colorida artificialmente mostra o brilho das auroras de Saturno  . Foto: NASA/JPL/University of Arizona/University of Leicester/Divulgação

Imagem colorida artificialmente mostra o brilho das auroras de Saturno

Novas imagens artificialmente coloridas da aurora brilhante de Saturno, feitas ao longo de dois dias, estão ajudando os cientistas a entenderem o que causa alguns dos shows de luzes mais impressionante do Sistema Solar. As imagens são parte de um novo estudo que, pela primeira vez, extrai informações sobre as características da aurora de Saturno tomadas a bordo da nave Cassini da NASA. Os resultados preliminares serão apresentados pelo cientista Tom Stallard, nesta sexta-feira, 24, no Congresso Europeu de Ciência Planetária, em Roma.

Nas imagens, o fenômeno da aurora varia significativamente ao longo de um dia de Saturno, que dura em torno de 10 horas e 47 minutos. Ao meio-dia e à meia-noite, a aurora pode ser vista iluminada por várias horas, sugerindo que o clareamento é conectado com o ângulo do Sol. Outra característica pode ser vista com a rotação do planeta, quando a aurora reaparece na mesma hora e no mesmo local, no segundo dia, sugerindo que ela está diretamente controlada pela orientação do campo magnético de Saturno.

"As auroras de Saturno são muito complexas e nós estamos apenas começando a compreender todos os fatores envolvidos", diz Stallard. "Este estudo irá proporcionar uma visão mais ampla da grande variedade de características da aurora, e nos permitirá compreender melhor o que controla essas mudanças em sua aparência", acrescenta.

As auroras ocorrem de forma semelhante às luzes do norte e do sul da Terra. Partículas do vento solar são canalizadas pelo campo magnético de Saturno para os pólos do planeta, onde eles interagem com partículas eletricamente carregadas na atmosfera superior e emitem luz. Em Saturno, no entanto, as características da aurora também podem ter relação com ondas eletromagnéticas geradas quando as luas do planeta se movem através do plasma que ocupa a magnetosfera de Saturno.

Redação Terra

Rússia informa adiamento de retorno da nave Soyuz à Terra

Cazaquistão - 4h23  - Astronauta dos EUA Tracy Caldwell Dyson (à direita) aguarda notícias sobre a aterrissagem da nave Soyuz TMA-18 no Aeroporto .... Foto: EFE

Astronauta dos EUA Tracy Caldwell Dyson (à direita) aguarda a chegada de notícias sobre a aterrissagem da nave Soyuz TMA-18 no Aeroporto Zhezkazgan. O retorno à Terra da nave espacial tripulada Soyuz TMA-18 foi adiada pelo menos até amanhã

O retorno da nave tripulada Soyuz TMA-18 à Terra foi adiado pelo menos até este sábado, após o fracasso nesta sexta-feira da operação de desenganche da Estação Espacial Internacional (ISS), informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.

"O desenganche da ISS estava previsto para as 5h35 pelo horário de Moscou (22h35 de Brasília). No entanto, a revisão prévia detectou erros nos sistemas automáticos", disse à agência Interfax um porta-voz do CCVE.

A bordo da Soyuz deviam retornar à Terra os cosmonautas russos Aleksandr Skvortsov e Mikhail Kornienko e a astronauta da Nasa Tracy Caldwell-Dyson.

Segundo a agência espacial russa, Roscosmos, a manobra de separação da nave tripulada foi abortada por um falso alarme sobre a vedação da Soyuz.

"Realizamos todas as revisões necessárias, que confirmam que o hermetismo da nave é total, o que é atualmente o que mais importa", disse o diretor da Roscosmos, Anatoli Perminov, em entrevista coletiva transmitida pelo canal de notícias Russia 24.

Perminov explicou que os resultados preliminares da análise técnica mostram que o computador central de bordo recebeu um sinal errado de falta de hermetismo quando foram fechadas as escotilhas da Soyuz e do ponto de engate da ISS.

O diretor acrescentou que, apesar das revisões mostrarem que tudo está em ordem, para ter a certeza absoluta que não há problemas, foi tomada a decisão preliminar de adiar o desenganche para este sábado.

"Não devemos ter pressa, o mais importante é garantir a segurança da tripulação", afirmou. Este é o segundo incidente em menos de três meses com uma nave russa que se acopla ou desengancha da ISS. Em 4 de julho fracassou a manobra de acoplamento da nave de carga Progress M-06M, devido a erros de seus sistemas automáticos de aproximação e engate.

EFE
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Vênus e Terra têm mecanismo igual de produção de relâmpagos

Concepção artística mostra como seriam os relâmpagos que ocorrem em Vênus, similares aos da Terra. Foto: ESA/Divulgação

Concepção artística mostra como seriam os relâmpagos que ocorrem em Vênus, similares aos da Terra

Equipe de cientistas de diversas universidades descobriu que, mesmo com grandes diferenças entre suas atmosferas, Terra e Vênus possuem similares mecanismos de produção de relâmpagos. A pesquisa foi apresentada esta semana no Congresso Europeu de Ciência Planetária, segundo informações do site Science Daily.

Os cientistas declararam que esperam, com a descoberta, tornar possível entender a química, as dinâmicas e a evolução das atmosferas dos dois planetas. Os graus de descarga elétrica, a intensidade e a distribuição espacial são os principais pontos comparáveis.

Estudos anteriores indicavam que ondas magnéticas e ópticas de Vênus poderiam ser produzidas por relâmpagos. A possibilidade foi confirmada por telescópios que capturaram imagens de relâmpagos no planeta.

Quando nuvens se formam, tanto na Terra como em Vênus, a energia que o Sol deposita no ar pode ser solta como uma poderosa descarga elétrica. Quando as partículas das nuvens colidem, a carga elétrica é transferida de grandes partículas para pequenas. A separação das cargas causa os relâmpagos.

O estudo apontou que a força dos relâmpagos também são similares. Foram analisados relâmpagos em Vênus por 3,5 anos terrestres. Comparando as ondas eletromagnéticas produzidas pelos dois planetas, foram encontrados fortes sinais magnéticos em Vênus, que fazem a produção ser comparável à da Terra.

Astronauta japonês recomenda comunicação e rotina a mineiros

O astronauta japonês Soichi Noguchi, que passou seis meses no espaço, sabe muito bem o que são longas temporadas de reclusão e, em entrevista à agência EFE, recomenda que os 33 mineiros presos no Chile mantenham a comunicação e uma estrita rotina para superar a situação.

Noguchi lembra como foram difíceis os primeiros dias na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), quando ficou encerrado entre paredes cuja distância não passava de 4 m umas das outras, embora reconheça que a situação dos chilenos - presos na mina San José desde 5 de agosto - é especialmente complicada.

O engenheiro de voo japonês mostra sua solidariedade aos mineradores, aos quais chamou de "heróis" em seu perfil no Twitter, popularizado quando começou a enviar mensagens e fotos direto do espaço.

Como se fosse uma simples viagem de trabalho, Noguchi relembra seu dia-a-dia enquanto esteve recluso em pequenos compartimentos impermeáveis e ressalta que o mais importante em situações de isolamento é "manter a comunicação com a família e estabelecer uma rotina e um ritmo de vida".

"O apoio psicológico é muito importante, é preciso fazer com que os mineradores saibam que estamos com eles e ter uma boa comunicação", opina o astronauta da Agência de Prospecção Aeroespacial do Japão (Jaxa, na sigla em inglês).

Para Noguchi, as primeiras semanas na ISS foram duras, "mas quando a pessoa estabelece seu espaço e os ciclos de sono, comida e trabalho, fica muito mais fácil".

"Quando você consegue manter uma rotina, o tempo passa mais rápido. No final até pensei que poderia passar outros seis meses lá", relata o engenheiro, que compartilhou a Estação Espacial com outros cinco tripulantes durante 163 dias.

Os astronautas da ISS são submetidos a treinamentos físicos e psicológicos para suportar as extremas condições de confinamento, que para Noguchi começaram no dia 21 de dezembro de 2009 a bordo da Soyuz, nave russa apelidada de "lata de sardinhas", na base de Baikonur.

Especialistas da Nasa têm assessorado as autoridades chilenas a melhorar as condições dos mineradores para que possam superar a reclusão a 700 metros de profundidade.

Noguchi lembra que quando se está a 350 quilômetros da crosta terrestre a vida tem muito mais atrativos, sobretudo desde que a Agência Espacial Europeia (ESA, em inglês) instalou a chamada "cúpula", uma janela que possibilita uma vista panorâmica da passagem sobre a Terra a mais de 28 mil km/h.

A instalação de internet na ISS em janeiro deste ano foi outro avanço que fez a vida no espaço ficar mais fácil e permitiu que Noguchi se transformasse no cronista espacial mais famoso da rede, com cerca de 300 mil seguidores no Twitter.

As fotos e comentários postados na rede social despertaram grande expectativa, já que eram atualizadas quase diariamente e mostravam a Terra de uma perspectiva invejável.

"Muita gente inclusive não sabia que há uma estação espacial orbitando e astronautas vivendo ali em cima. As fotos tinham uma boa resposta das pessoas e isso foi uma grande motivação para que eu continuasse", lembra Noguchi ao ressaltar as vantagens de divulgação do Twitter se comparado a sites institucionais.

Do espaço, o astronauta mostrou alguns dos lugares mais belos da Terra, como o japonês Monte Fuji e a ponte Golden Gate de San Francisco (Califórnia), embora também tenha tido tempo para solidarizar-se, através de fotos, com lugares afetados por tragédias, como o Haiti após o terremoto deste ano.

A tripulação da ISS foi testemunha especial daquela catástrofe: "Após o terremoto, a cidade de Porto Príncipe ficou branca por conta das ruínas e se via claramente que estava devastada. O Twitter foi uma maneira muito efetiva de dizer 'Nossos pensamentos estão com vocês'".

No entanto, o astronauta sustenta que a coisa mais espetacular que viu do espaço foram as auroras austrais que se formam no Polo Sul e que define como "algo estranho, quase um organismo vivo".

A aurora austral foi uma experiência da qual quase 200 mil internautas foram testemunhas, e foi descrita com fotos e palavras tão evocadoras como as de uma de suas mensagens do espaço mais lidas: "Aurora, a lua e meu lar longe de casa".

EFE
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Três cosmonautas da ISS se preparam para voltar à Terra

Três cosmonautas da Estação Espacial Internacional (ISS) começaram hoje os preparativos para retornar amanhã à Terra a bordo da nave russa Soyuz TMA-18.

"A tripulação transferirá hoje as equipes de experimentação à nave e nesta tarde está prevista a mudança de comando, que será assumido pelo americano Douglas Wheelock", afirmou um porta-voz do Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) russo à agência "RIA Novosti".

Está previsto que a Soyuz TMA-18, com o comandante russo Alexander Skvortsov, seu compatriota Mikhail Kornienko e a americana Tracy Caldwell, toquem a Terra amanhã à 1h53 (de Brasília) ao sudeste da cidade cazaque de Dzhezkazgan.

Na ISS seguirá trabalhando a tripulação integrada pelo russo Fyodor Yurchikhin e os americanos Douglas Wheelock e Shannon Walker.

O lançamento da primeira nave russa tripulada e equipada com sistemas de controle digital, a Soyuz TMA-01M, está previsto para o próximo 8 de outubro a partir da base cazaque de Baikonur.

Nela viajarão o americano Scott Kelly e os russos Alexander Kaleri e Oleg Skripochka, que se unirão à tripulação da ISS.

EFE
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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Grande Colisor: observados vínculos inéditos de partículas

Cientistas que trabalham no maior acelerador de partículas do mundo afirmaram esta terça-feira a descoberta de um fenômeno nunca antes observado em sua busca por elucidar os maiores segredos do universo. Depois de quase seis meses de exploração do Grande Colisor de Hádrons (LHC), as experiências começam a revelar "sinais de fenômenos potencialmente novos e interessantes", anunciou o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), em seu site na internet.

Trata-se, particularmente, do fato de que "certas partículas são intimamente ligadas, de uma maneira que nunca foi observada nas colisões de prótons", continuou. "O novo fenômeno apareceu em nossas análises em meados de julho", disse o físico Guido Tonelli, durante apresentação a colegas cientistas do CERN dos primeiros resultados produzidos pelas colisões de prótons a uma potência de 7 TeV.

Tonelli alertou que os resultados precisam ser confirmados, mas assegurou que os cientistas da equipe que trabalham no detector não conseguiram descartar a existência do novo vínculo. "Precisamos de mais dados para analisar completamente o que acontece e dar os primeiros passos para uma nova física, um novo mundo que o LHC, esperamos, vai nos permitir descobrir", disse.

Com 27 km, o acelerador de partículas é uma estrutura circular construída a 100 m de profundidade na fronteira franco-suíça, ao custo de US$ 5,2 bilhões. Com ele, cientistas tentam recriar condições próximas às que produziram o Big Bang, que deu origem ao Universo.

AFP
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China anuncia lançamento de novo satélite de detecção

A China lançará o satélite de detecção a distância "Yaogan XI" do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, na província de Gansu, noroeste do país, informou nesta terça-feira a agência oficial de notícias Xinhua.

Em agosto, o país asiático colocou em órbita o satélite de detecção remota "Yaogan X", do Centro de Taiyuan, na província de Shanxi (norte).

Estes satélites são usados para realizar experimentos científicos, estudar os recursos da terra, ver o rendimento de cultivos, prevenir e reduzir os desastres naturais. O "Yaogan IX" também foi lançado do centro espacial de Taiyuan, em março.

EFE
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Canadá transmitirá auroras boreais pela internet

As auroras boreais serão transmitidas "ao vivo" por um site lançado nessa segunda-feira pela Agência Espacial Canadense (CSA, sigla em inglês).

"Esperamos que a dança de luzes celestiais os incite a descobrir os segredos do céu, da terra e da ciência, com base nas interações entre a Terra e nossa própria estrela, o Sol", disse o presidente da CSA, Steve MacLean.

Além de enviar todas as noites imagens de auroras boreais, o objetivo do site www.asc-csa.gc.ca/auroramax é explicar como se formam as "luzes celestiais", os melhores pontos de observação e como fotografá-las, explicou MacLean.

As auroras boreais se formam nos polos, quando os ventos solares atingem a atmosfera terrestre. No Canadá, este fenômeno se produz entre agosto e maio.

AFP
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China planeja pisar na Lua pela primeira vez em 2025

A China espera pisar pela primeira vez a Lua em 2025, assim como enviar sondas de prospecção a Marte em 2013 e a Vênus em 2015 e fretar seu primeiro módulo espacial sem tripulação, o "Tiangong-1", no próximo ano, informou nesta segunda-feira o jornal Global Times.

Além disso, o satélite de prospecção lunar chinês, o "Chang'e-2", será lançado antes do final do ano, anunciou Wu Weiren, o engenheiro chefe do Programa Chinês de Prospecção Lunar.

Trata-se de um projeto de prospecção robótica e missões tripuladas à lua dirigido pela Administração Espacial Nacional Chinesa. Além disso, este satélite realizará um teste de aterrissagem em vistas da preparação do lançamento do "Chang'e-3", previsto para 2013.

"Chang E", o nome com o qual são batizados os satélites artificiais, se refere a uma tradição chinesa segundo a qual uma deusa com esse nome habita na Lua desde tempos imemoráveis.

O cientista Ouyang Ziyuan, membro deste projeto de satélites lunares, disse ao Global Times que se está planejando estabelecer uma estação espacial de satélites para 2020, baseada na tecnologia aeroespacial e o sucesso das futuras missões tripuladas.

O primeiro módulo espacial sem tripulação, o "Tiangong-1" (que em mandarim significa "Palácio Celestial"), será lançado no próximo ano e nele se acoplarão outros lançamentos previstos no futuro, dentro do bem-sucedido programa "Shenzhou", que em 2008 conseguiu realizar o primeiro passeio espacial com um astronauta chinês.

EFE
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Empresa planeja nave que vai ao espaço com custo 14 vezes menor

Segundo empresa, espaçonave poderá levar até 24 passageiros ao espaço. Foto: Divulgação

Segundo empresa, espaçonave poderá levar até 24 passageiros ao espaço

Cientistas britânicos afirmam estar criando uma espaçonave que poderá decolar de um aeroporto comum e chegar ao espaço. Segundo os pesquisadores, a Skylon deverá entrar em operação em 10 anos e seus voos custarão muito menos que os dos foguetes atuais. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail.

A Skylon deverá ter cerca de 82 m, com capacidade para 24 passageiros e custará em torno de R$ 1,8 bilhão. Criada por engenheiros da empresa Reaction Engines, a aeronave não tem motores convencionais externos, mas dois motores internos que sugam oxigênio e hidrogênio da atmosfera e os queimam em direção à Terra. Segundo o projeto, ela pode atingir cinco vezes a velocidade do som (340,29 m/s).

O projeto ainda prevê que cada viagem da Skylon levando passageiros ao espaço custará R$ 18 milhões, muito menos que os R$ 260 milhões que custa a viagem de alguns foguetes (os ônibus espaciais da Nasa chegam a gastar R$ 858 milhões).

Orçamento forçará Cern a fechar aceleradores em 2012

O centro europeu de pesquisa de física de partículas (Cern, na sigla em inglês), anunciou na sexta-feira cortes de orçamento que forçarão a instituição a fechar temporariamente seus aceleradores em 2012. Apesar disso, o centro divulgou que a "a máquina do Big Bang", sua principal unidade, passará, em geral, ilesa pelos cortes.

Ao anunciar o orçamento mais enxuto, que envolve corte de 135 milhões de francos suíços (US$ 133,4 milhões) em prazo de cinco anos, até 2015, das verbas recebidas dos governos, o CERN informou que seu programa de estudos da origem do cosmos continuará como planejado.

A organização anunciou que a expansão na intensidade dos feixes do Grande Colisor de Hádrons (LHC) seria adiada por um ano, e aconteceria em 2016 em lugar de 2015, o que significa que os cientistas terão de esperar mais pelas experiências que recolherão dados em velocidades mais altas.

Um acelerador de partículas é uma máquina que impulsiona feixes de partículas subatômicas em alta velocidade e em direções opostas. Os físicos usam essas máquinas para criar colisões de alta energia que permitem o estudo das propriedades dos elementos básicos de construção da matéria.

O Cern opera uma rede de aceleradores, entre os quais o LHC, o maior do mundo, inaugurado dois anos atrás, a fim de testar previsões sobre física de alta energia.

O Cern havia anunciado anteriormente que o LHC não operaria em 2012 "por motivos puramente técnicos". Informou agora que todos os seus outros aceleradores também serão fechados em 2012, para permitir concentração de recursos nas pesquisas mais críticas.

"Todo o complexo de aceleradores do Cern agora se unirá ao LHC em uma paralisação de um ano", informou a organização em comunicado. "A direção do Cern considera que esse seja um bom resultado para o laboratório, dado o ambiente econômico atual."

Cientistas e técnicos realizaram um protesto diante do principal edifício do Cern, na fronteira entre França e Suíça, perto de Genebra, no mês passado, contra a possibilidade de cortes de orçamento.

As contribuições governamentais reduzidas fazem parte dos esforços dos governos europeus para reduzirem os gastos não essenciais, depois da crise financeira mundial. Os cientistas afirmam que cortes nos orçamentos de pesquisa reduzirão a inovação e a criação de empregos, prejudicando a recuperação econômica no longo prazo.

Reuters
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Urano pode ter batido em Saturno e Júpiter

Urano pode ter batido "para frente e para trás" entre Júpiter e Saturno antes de se fixar em sua atual localização, sugerem cientistas. As informações são do site NewScientist.

Simulações em laboratório foram realizadas no Observatório Côte d'Azur, na França, por equipe liderada pelo cientista Alessandro Morbidelli, para entender como cada planeta acabou localizado em suas atuais regiões do espaço. A movimentação de Urano lembra um jogo de pinball.

Simulações anteriores mostraram que Júpiter e Saturno também se moveram de sua órbita inicial após contato com objetos espaciais. O movimento de Urano pode ter acabado apenas há 100 mil anos.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Exoplaneta sem metano desafia cientistas da Nasa

Exoplaneta GJ 436b não possui metano em sua composição, desafiando o que imaginavam os cientistas. Foto: Nasa/Divulgação

Exoplaneta GJ 436b não possui metano em sua composição, desafiando o que imaginavam os cientistas

A falta de metano na composição do GJ 436b, um exoplaneta localizado a 36 anos-luz da constelação de Leão, desafia a teoria de cientistas sobre exoplanetas, já que é composto apenas de hidrogênio, carbono e oxigênio. Os astrônomos estudam o planeta por meio do Telescópio Espacial Splitzer, da Nasa, agência espacial americana.

Exoplanetas são aqueles que se localizam fora do Sistema Solar, portanto, extrassolares. Os primeiros exoplanetas foram descobertos apenas na década de 1990. De acordo com os cientistas, para seguir uma lógica, o GJ 436b deveria ter uma grande quantidade de metano e pouco monóxido de carbono. Mas as observações do Spitzer, que captou a luz do planeta em seis comprimentos de infravermelho, mostram justamente o contrário.

A Nasa disse em seu site que o estudo sobre o GJ 436b demonstra que é necessário pesquisar mais sobre a diversidade dos exoplanetas. O metano está presente na Terra e também em todos os planetas gigantes do nosso sistema solar.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Meteorito indica segredo sobre nascimento do Sistema Solar

A explosão de estrelas de grande massa no final de sua vida enriquece o meio interestelar com elementos químicos criados por reações nucleares em seu centro ou em sua explosão derradeira (supernova). Graças a estes vestígios de elementos descobertos em meteoritos, mas não na Terra, os cientistas descobriram há 40 anos que uma estrela explodiu, provavelmente, há 4,5 bilhão de anos, provavelmente dando origem ao Sol, lembraram a Universidade de Chicago e o Museu de História Natural em comunicados.

Mas o excesso de um determinado tipo de cromo (isótopo) em alguns meteoritos continua sem explicação. Após ter analisado quase 1,5 mil grãos do meteorito de Orgueil, Remusat e Dauphas encontraram uma nanopartícula muito rica no cromo-54. A abundância deste isótopo demonstra que este grão de matéria existia antes da formação do Sistema Solar, segundo os pesquisadores, cujos resultados foram publicados, na sexta-feira, na revista científica americana The Astrophysical Journal.

Uma vez disseminadas pela supernova na nuvem de gás e de poeira que deu origem ao Sistema Solar, as finas partículas se juntaram em função de seu tamanho, durante o processo de formação do Sol, dos planetas e dos meteoritos. Isto explica o excesso de cromo-54 no meteorito de Orgueil, mas não na Terra.

Para analisar as nanopartículas de menos de 0,1 mícron de diâmetro, isto é, mil vezes mais finas que um fio de cabelo, os pesquisadores usaram uma nanosonda iônica (NanoSIMS 50L), instalada no Instituto Tecnológico da Califórnia. Os grãos também foram estudados em microscópio eletrônico na Universidade de Lille (norte da França). Novas análises ajudarão a determinar que tipo de supernova permitiu a formação dos grãos ricos em cromo-54.

AFP
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Fotógrafo faz ensaio em "base de Star Wars" no Ártico

O fotógrafo registra belíssimas fotos de uma base de pesquisa científica no Ártico. Foto: Gizmodo

Fotógrafo registrou fotos de base de pesquisa científica no Ártico

Estas não são imagens de Guerra nas Estrelas: O Império Contra-Ataca, apesar de parecerem muito com a Echo Base da Aliança Rebelde, com canhão de íons incluso. Elas não estão na superfície gelada do planeta Hoth, no entanto - estão bem mais perto, no Ártico.

Clique aqui para ler a notícia completa e ver mais fotos no Gizmodo.

Gizmodo
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domingo, 12 de setembro de 2010

Nave russa se acopla à Estação Espacial Internacional

A nave de carga russa Progress se acoplou neste domingo à Estação Espacial Internacional (ISS) com 2,5 toneladas de material e suprimentos, anunciou o centro de controle de voos espaciais em Moscou.

"A nave Progress M-07M se acoplou às 15H58 de Moscou (11H58 GMT) (...) em modo automático", indicou um porta-voz do centro, citado pela agência russa de notícias Itar-Tass.

A nave levou para a ISS alimentos, água, combustível e material científico, incluindo fungos e bactérias que serão usados em experimentos.

A ISS está em órbita a 350 km da Terra, e é ocupada atualmente por seis astronautas, três russos e três americanos.

AFP
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sábado, 11 de setembro de 2010

Japão lança foguete com satélite de localização geográfica

O Japão lançou o foguete H-2A, levando ao espaço um satélite destinado a complementar um sistema GPS que opera no país, na Austrália e em parte da .... Foto: Reuters

O Japão lançou o foguete H-2A, levando ao espaço um satélite destinado a complementar um sistema GPS que opera no país, na Austrália e em parte da Ásia

O foguete japonês H-2A foi lançado neste sábado de uma base no Japão, levando ao espaço um satélite destinado a complementar o sistema GPS para os serviços de localização geográfica que operam no país, segundo imagens transmitidas ao vivo pela Agência de Exploração Espacial japonesa (Jaxa).

A Jaxa e o grupo industrial Mitsubishi Heavy Industries (MHI) operaram o lançamento neste sábado às 20H17 (11H17 GMT), como previsto. Passados vários minutos do lançamento, "o voo seguia normalmente", comentou a agência.

O foguete H-2A, que transporta o satélite "Michibiki", saiu da base de Tanegashima (sul). Uma vez posicionado, o satélite emitirá sinais para o sistema GPS. Estas informações serão recebidas no Japão, na Austrália e em parte da Ásia.

AFP
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Aeronáutica recebe orientações para agir em casos de ovnis

Objetos voadores não identificados (ovnis) aparecem com frequência nos céus brasileiros, e, por isso, desde o mês passado a Força Aérea regulamentou a forma como seus integrantes devem agir caso que avistem ou tenham notícias sobre um deles.

Assim, o Governo "reconhece que há relatórios sobre alguns objetos voadores não identificados que sobrevoam o espaço aéreo, embora desconheça a procedência" disse à agência Efe o presidente do Centro de Ufologia Brasileiro, Milton Frank.

Desde agosto, quando avistarem ou receberem notícias de um ovni, os militares deverão registrá-lo nos livros do Comando da Aeronáutica, que por sua vez vai elaborar um documento que será remetido ao Arquivo Nacional, segundo publicou o Diário Oficial.

Frank explicou que a função da Força Aérea é defender o espaço aéreo brasileiro, e por isso há relatórios sobre ovnis.

O ufólogo e advogado Ubirajara Rodrigues disse à agência Efe que, com o passar dos anos, aumentou o número de ocasiões em que pequenos supostos discos voadores foram avistados, "abrangendo pessoas de todos os níveis socioculturais e econômicos", embora assinala que, ao analisar as declarações, "só um pequeno número de casos ainda permanece sem explicação".

Os dois ufólogos afirmaram que "ainda não há uma estatística bem elaborada", com uma metodologia apropriada, que possa demonstrar uma variação quantitativa nos registros de supostos ovnis no país.

O Brasil não tem registros oficiais sobre aparições de naves supostamente vindas de outros lugares do universo, mas se sabe que durante a ditadura militar (1964-1985) os serviços de inteligência do Estado averiguaram supostos casos em que pessoas disseram ter avistado ovnis.

Um dos casos mais famosos é o do "ET de Varginha", como ficou conhecido o aparente acidente de um objeto voador não identificado e a posterior captura de seus tripulantes, no dia 20 de janeiro de 1996, na cidade do sul mineiro.

O caso entrou para a literatura da ufologia com o nome de "Roswell brasileiro", em alusão ao incidente ocorrido em julho de 1947, no estado do Novo México (Estados Unidos), onde supostamente caiu uma nave extraterrestre.

Segundo alguns moradores da cidade mineira, que tem aproximadamente 120 mil habitantes e um simpático ''extraterrestre'' como símbolo, os ''homens do espaço'' foram capturados pelo Exército, que os conduziu a uma instalação militar e, depois de levá-los a dois hospitais, os entregaram a um instituto de pesquisa científica sob o mais estrito segredo.

Rodrigues, que participou do estudo do incidente, explicou que os ufólogos costumam gravar em vídeo uma entrevista com as testemunhas quando tentam fazer uma investigação no terreno, mas para o acontecimento de Varginha, não há "testemunhos gravados que possam servir como prova científica" que mostrem "os aspectos extraordinários do caso".

Frank lembrou ainda a chamada "Operação Prato", com a qual a Força Aérea tentou determinar, entre o fim de 1977 e o início de 1978, a veracidade de várias denúncias que falavam de ovnis que sobrevoavam os estados do Maranhão e Pará, que nunca foram comprovadas.

Habitantes dos dois estados fizeram na época relatos de "luzes misteriosas causadoras de mortes e alucinações" entre pessoas que tiveram algum tipo de contato com esses fenômenos.

Além disso, no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, os ufólogos dizem que há uma "porta aberta ao espaço" onde discos voadores podem ser vistos com mais frequência, embora não exista nenhum registro oficial de contatos com seres de outro planeta.

EFE
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Teologia é desnecessária, diz físico sobre a criação do universo

O físico mundialmente conhecido Stephen Hawking, que, em seu novo livro The Grand Design, defende a controversa ideia de que Deus não criou o universo, afirmou que teologia é desnecessária. "Deus deve existir, mas a ciência pode explicar o universo sem a necessidade de um criador", disse Hawking no programa de entrevistas Larry King Live, da CNN, na sexta-feira.

Hawking, 68 anos, que sofre de um tipo de esclerose há 45 anos e, por isso, fala apenas com a ajuda de sintetizador de voz computadorizado, diz em seu livro que, dada a existência da gravidade, o universo pode e vai se criar espontaneamente. "Criação espontânea é a razão pela qual o universo e a humanidade existem", escreveu no livro. Perguntado sobre o porquê da reação das pessoas às ideias divulgadas na obra, ele afirmou: "A ciência tem cada vez mais respondido questões que eram antes do campo da religião. A explicação científica é completa. A teologia é desnecessária". A ideia central do livro de Hawking é a Teoria-M, segundo a qual vários universos foram criados a partir do nada sem a necessidade de intervenção divina.

Voluntários de voo simulado a Marte completam 100 dias de isolamento

Os seis voluntários do voo simulado a Marte completaram nesta sexta-feira os primeiros cem dias de isolamento do mundo exterior, de um total de 520.

"Mais de três meses depois do início do experimento, os participantes se sentem bem. Seus estados físico e psicológico são bons. Não há queixas nem dos integrantes nem dos médicos, que os observam e que não detectaram nenhum problema", destacou Evgueni Diomin, diretor técnico do projeto.

Além disso, Diomin disse que nenhum dos "marsonautas" demonstrou vontade de abandonar o projeto, e acrescentou que lhes falta tempo para analisar essa possibilidade, já que contam com um programa de trabalho muito amplo.

"O programa inclui um total de 105 experimentos. Todos eles estão em andamento, uns sendo realizados com maior intensidade que outros", disse.

Segundo os cálculos, a nave espacial se encontraria agora na trajetória de voo a Marte a 20 milhões de quilômetros da Terra e a 190 milhões de quilômetros do Planeta Vermelho.

A fim de compensar a eventual perda de massa muscular em decorrência das condições de voo, os participantes do experimento aumentaram sua atividade física e utilizam com maior assiduidade a esteira, a bicicleta ergométrica e outros equipamentos.

"Obviamente também são levados em conta os testes relacionados com a observação de seu estado de saúde, dos processos metabólicos no organismo", assinalou o diretor do projeto "Marte-500" à agência "Interfax".

Respondendo à pergunta sobre se o Instituto de Problemas Biomédicos da Academia de Ciências da Rússia, organizador do experimento e em cujas instalações se realiza a simulação, ia comemorar os 100 dias do projeto, Diomin disse que a data a comemorar é outra.

"Acho que do ponto de vista das celebrações, a tripulação leva em conta outra data, os 105 dias. Para eles, essa é uma data mais significativa, já que com ela batem a marca anterior (de isolamento em um voo simulado a Marte)", indicou.

A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) e a russa Roscosmos lançaram em 2004 este ambicioso projeto, ao qual a China se filiou posteriormente e que conta com a colaboração de países como Estados Unidos e Espanha.

Em novembro de 2007 foi realizado o primeiro experimento preparatório, no qual seis voluntários russos permaneceram isolados durante duas semanas. Já em julho do ano passado ocorreu uma simulação de voo de 105 dias ao Planeta Vermelho.

No dia 3 de junho deste ano, começou a reclusão de 520 dias dos seis voluntários que integram esta nova fase do experimento, que servirá para estudar a compatibilidade psicológica e a tolerância dos membros de uma tripulação durante um voo interplanetário.

Seus participantes - os russos Sujrob Kamolov, Alexei Sitev e Alexandr Smolenski, o ítalo-colombiano Diego Urbina, o francês Romain Charles e o chinês Wang Yue - compartilharão durante um ano e pouco mais de cinco meses os 550 metros cúbicos dos quatro módulos cilíndricos que formam o simulador.

O tempo de isolamento é referente aos 490 dias de duração da viagem de ida e volta a Marte, além de outros 30 que representam a estadia no planeta.

Na fase "marciana" do experimento, será empregado um simulador da superfície do Planeta Vermelho, de 1.200 metros cúbicos, para o qual os participantes do experimento sairão com seus escafandros.

Segundo as normas do experimento, qualquer participante pode abandonar o isolamento voluntário sem a necessidade de explicar os motivos.

Se isso acontecer, será considerado que o "marsonauta" faleceu durante o voo.

EFE
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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Nasa divulga nova imagem de erupção solar

Nasa divulgou imagem de erupção solar que foi ejetada de sua órbita mas não se dirigiu a nenhum planeta . Foto: AP

Nasa divulgou imagem de erupção solar que foi ejetada de sua órbita mas não se dirigiu a nenhum planeta

A Nasa, Agência Espacial Americana, divulgou imagem em que mostra uma grande erupção solar, na região chamada de 1105. A área é conhecida por registrar ativamente este tipo de evento.

Segundo informações da AP, a erupção também ejetou grande quantidade de matéria no espaço. Ainda de acordo com a agência, a erupção, além de ir em direção contrária à Terra, não se dirigiu a nenhum planeta.

Gregos registraram cometa Halley há 2478 anos, diz estudo

Evento no século V a.C. pode ser o mais antigo registro de visão do cometa Halley, segundo informações do site da revista NewScientist. De acordo com documentos da antiguidade, um meteorito caiu no norte da Grécia em algum momento entre os anos de 466 e 468 a.C. Tais documentos descrevem que havia um cometa no céu no momento em que o meteorito caiu.

Este cometa seria o Halley, que é visível da Terra a cada 75 anos. O tempo registrado nos documentos corresponde exatamente ao tempo esperado para uma passagem do Halley. O filósofo Daniel Graham e o astrônomo Eric Hintz, ambos da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, compararam as descrições do cometa realizadas pelos gregos com o caminho que o Halley deve ter realizado à época.

Os documentos traziam a informação que o cometa foi visível por 75 dias, acompanhado por ventos e estrelas cadentes. Os pesquisadores descobriram que o cometa provavelmente foi visível por no máximo 82 dias, entre 4 de junho e 25 de agosto de 466 a.C., portanto, as informações coincidem. Neste período, a Terra estava se movendo abaixo da cauda do cometa, portanto realmente poderia haver estrelas cadentes.

Segundo Graham, em declaração ao NewScientist, nada disso prova realmente que era o cometa Halley, porém cometas desse tamanho são raros. Anteriormente, o registro mais antigo de visão do cometa era de astrônomos chineses 240 anos antes de Cristo. Os pesquisadores dizem que este pode ser um momento crucial na história da astronomia.

Superfície de Marte teve contato com água líquida, diz estudo

Novos dados proporcionados pela sonda Phoenix Lander sugerem que água líquida interagiu com a superfície marciana ao longo da história do planeta, informou a Nasa nesta quinta-feira. A Phoenix também proporcionou novas evidências de que houve atividade vulcânica no Planeta Vermelho em tempos geológicos considerados "recentes", há vários milhões de anos.

Embora o robô, que chegou a Marte em 25 de maio de 2008, já tenha deixado de funcionar, a Nasa segue analisando os dados recolhidos durante seus dois anos de missão.

Estas descobertas recentes se baseiam nos dados sobre o dióxido de carbono, que constitui cerca de 95% da atmosfera marciana. "O dióxido de carbono atmosférico é como um produto químico espião", assinalou em comunicado Paul Niles, cientista do Centro Espacial Johnson, em Houston.

"Cada parte do dióxido se infiltra na superfície de Marte e pode indicar onde e quando houve presença de água", explicou. As medições foram realizadas por um instrumento especial da Phoenix para analisar o gás.

O Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa declarou "morto" no último dia 25 de maio o laboratório Phoenix, que encontrou evidências de água em Marte, por não conseguir superar o inverno no "planeta vermelho".

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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Amadores registram colisões de cometas em Júpiter

Amadores registraram momento em que cometas atingiram o planeta gigante. Foto: Reuters

Amadores registraram momento em que cometas atingiram o planeta gigante

A Nasa - a agência espacial americana - divulgou nesta quinta-feira duas imagens registradas por astrônomos amadores de cometas atingindo o planeta Júpiter. As imagens foram registradas em junho e agosto e mostram bolas de fogo criadas pela colisão dos objetos no gigantesco planeta gasoso. As informações são da agência AP.

Segundo a agência, a imagem da esquerda foi registrada por Anthony Wesley, morador de Broken Hill, na Austrália, em 3 de junho. Ele utilizou um telescópio de 37 cm. A bola de fogo aparece na direita do planeta como um pequeno ponto.

O segundo registro foi feito por Masayuki Tachikawa, de Kumamoto, no Japão, em 20 de agosto. A colisão aparece na região superior direita, próxima ao centro de Júpiter.

ESO divulga imagem de galáxia semelhante à Via Láctea

Na imagem, a espetacular NGC 300, uma galáxia espiral semelhante à Via Láctea, situada no Grupo de Galáxias do Escultor. Foto: Eso/Divulgação

Na imagem, a espetacular NGC 300, uma galáxia espiral semelhante à Via Láctea, situada no Grupo de Galáxias do Escultor

O Observatório Europeu do Sul (ESO) divulgou uma nova imagem da espetacular NGC 300, uma galáxia espiral semelhante à Via Láctea, situada no Grupo de Galáxias do Escultor. Obtida com o instrumento Wide Field Imager (WFI), no Observatório de La Silla, no Chile, esta imagem, adquirida num total de tempo de exposição de 50 horas, revela a estrutura da galáxia em grande detalhe. A NGC 300 situa-se a cerca de seis milhões de anos-luz de distância.

Descoberta pelo astrônomo escocês James Dunlop no início do século XIX, a NGC 300 é uma das galáxias espirais mais próximas e proeminentes do céu austral. É suficientemente brilhante para puder ser observada com binóculos. Situa-se na discreta constelação do Escultor, constelação essa que tem poucas estrelas brilhantes, mas que abriga uma coleção de galáxias próximas que formam o Grupo do Escultor.

Outros membros deste grupo têm sido observados por telescópios do ESO, são as NGC 55, NGC 253 e NGC 7793. A maior parte das galáxias apresenta sempre alguma peculiaridade, mas a NGC 300 parece ser completamente normal, o que a torna o exemplo ideal para os astrônomos estudarem a estrutura e o conteúdo de galáxias espirais como a nossa.

O objetivo principal desta campanha observacional era obter um censo bastante completo das estrelas nesta galáxia, contando tanto o número, como as variedades de estrelas e determinando regiões ou apenas estrelas individuais que necessitem de investigação mais focalizada e aprofundada. Mas tal coleção, extremamente rica em dados, irá certamente ter muitos outros usos nos próximos anos.

Ao observar a galáxia através de filtros que isolam especificamente a radiação emitida por hidrogênio e oxigênio, as inúmeras regiões de formação estelar ao longo dos braços em espiral da NGC 300 podem ser observadas na imagem com extrema nitidez, apresentando-se como nuvens vermelhas e cor-de-rosa. Com o seu enorme campo de visão, correspondente ao tamanho da Lua Cheia, o WFI é a ferramenta ideal para os astrônomos estudarem extensos objetos.

A NGC 300 abriga também muitos fenômenos astronômicos interessantes que têm sido estudados com os telescópios do ESO. Os astrônomos descobriram recentemente nesta galáxia o buraco negro mais distante e de maior massa encontrado até hoje, num sistema binário tendo como companheira uma estrela Wolf-Rayet quente e brilhante.

A NGC 300 e outra galáxia, NGC 55, encontram-se em rotação lenta na direção e em torno uma da outra, na primeira fase do longo processo de fusão. A melhor estimativa atual da distância à NGC 300 foi igualmente determinada por astrônomos que utilizaram, entre outros, o Very Large Telescope do ESO, no Observatório do Paranal.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

vc repórter: público escolhe música para acordar astronautas

A Nasa está convidando o público a escolher as canções que acordarão os astronautas que farão parte da missão STS-133. A agência espacial americana disponibilizou em seu site 40 opções de músicas tocadas em missões anteriores para que os internautas votem. Entre elas estão Beautiful Day, do U2; Enter Sandman, do Metallica; Fly Away, do Lenny Kravitz; Fly Me to the Moon, do Frank Sinatra e Here Comes the Sun, dos Beatles.

As duas canções com o maior número de votos serão anunciadas durante a missão, que tem lançamento previsto para 1º de novembro. As datas e horários em que as vencedoras serão tocadas não foram definidas, mas devem ser anunciadas quando o lançamento estiver se aproximando.

Até janeiro de 2011, a Nasa também recebe canções criadas pelo público para que sejam tocadas na missão STS-134. As músicas serão avaliadas por uma equipe da agência espacial e, em fevereiro, serão disponibilizadas no site para votação.

O internauta Hemerson Brandão, de Bragança Paulista (SP), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

vc repórter
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Mau tempo adia lançamento de cargueiro Progress à ISS

O lançamento do cargueiro russo Progress M-07M, previsto para esta quarta-feira à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), foi adiado para sexta-feira devido às más condições do tempo, informaram fontes da base de Baikonur (Cazaquistão).

"Na região de Baikonur atualmente há ventos fortes", disse uma fonte de Baikonur à agência russa agência Interfax. Acrescentou que a decisão de adiar o lançamento da nave, previsto para as 8h11 (de Brasília), foi tomada pela comissão estatal nesta manhã, após receber os relatórios dos meteorologistas.

A Progress M-07M levará 2,5 toneladas de cargas vitais à ISS, atualmente tripulada pelos cosmonautas russos e astronautas americanos.

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Rússia coloca 3 novos satélites em órbita

A Rússia colocou em órbita nesta quarta-feira, com ajuda de um foguete "Rokot" dois satélites militares da série "Cosmos" e um de telecomunicações, o "Gonets-M", informou o Ministério da Defesa do país.

"Após serem colocados em órbita, os satélites de uso militar receberam os números de ordem ''Cosmos-2467'' e ''Cosmos-2468''", informou à agência "Interfax" Alexei Zolotujin, porta-voz do ministério.

O "Gonets-M", com massa de 270 quilos, fará parte do sistema de telecomunicações de mesmo nome, criado para transmissão e recolha de informação entre seus assinantes.

"Assim que os satélites iniciaram seu voo autônomo, o controle deles foi assumido por seus administradores", disse Zolotujin.

O lançamento do foguete que colocou os três artefatos em órbita foi efetuado a partir da base de Plesetsk, na parte norte da Rússia europeia.

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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Estudo reavalia indícios e diz que pode haver vida em Marte

Estudo reavalia indícios de sonda e afirma que pode haver vida em Marte . Foto: BBC Brasil

A sonda Phoenix Mars Lander registrou a presença da substância química perclorato, que contém cloro, na região "ártica" do planeta

Cientistas mexicanos fizeram um estudo que contesta conclusões sobre a falta de vida em Marte tiradas com base em coletas feitas no planeta por uma sonda da Nasa em 1976.

A noção de que o planeta vermelho seria estéril tinha sido reforçada após a missão da sonda Viking, que coletou e examinou amostras do solo de Marte, sem encontrar evidências da existência de moléculas ricas em carbono ou de vida no planeta.

Mas os cientistas da Universidade Nacional Autônoma do México, da Cidade do México, afirmam que as substâncias que poderiam comprovar a chance de que poderia haver vida no planeta tinham sido destruídas no local da coleta quando a sonda pousou no planeta.

Reavaliação
Os cientistas resolveram reavaliar a questão sobre presença de moléculas orgânicas ricas em carbono em Marte após o envio de outra sonda ao planeta, em 2008. A sonda Phoenix Mars Lander registrou a presença da substância química perclorato, que contém cloro, na região "ártica" do planeta.

Por causa dessa descoberta, os cientistas resolveram fazer uma experiência para reproduzir as condições do pouso da sonda Viking em Marte com o conhecimento de que haveria perclorato no solo. A equipe de cientistas foi ao deserto de Atacama, no Chile, onde as circunstâncias seriam similares às de Marte.

Após adicionar perclorato ao solo e aquecê-lo, os cientistas descobriram que os gases produzidos eram dióxido de carbono e traços de clorometano e diclorometano - os mesmos gases liberados por reações químicas após as sondas Viking terem aquecido o solo de Marte mais de três décadas atrás.

Eles também descobriram que as reações químicas destruíram todos os componentes orgânicos no solo. "Nossos resultados indicam que não apenas (substâncias) orgânicas, mas também perclorato, podem ter estado presentes no solo nos dois locais onde as (sondas) Viking pousaram", diz o autor principal do estudo, Rafael Navarro-González.

Cedo para comemorar
Apesar de animados pela descoberta, os pesquisadores afirmam que é muito cedo para concluir que tenha existido vida em Marte. "Isso nada diz em relação à questão da existência ou não de vida em Marte, mas pode fazer uma grande diferença em como procuramos evidências para responder a essa pergunta", diz Chris McKay, do Ames Research Center da Nasa, na Califórnia.

McKay explicou que substâncias orgânicas podem vir de fontes biológicas ou não biológicas - muitos meteoritos que caíram na Terra possuem matéria orgânica. O perclorato, um íon de cloro e oxigênio, pode ter estado presente em Marte por bilhões de anos e ter se manifestado apenas quando aquecido, destruindo todas as substâncias orgânicas presentes no solo.

Quando cientistas examinaram originalmente as informações das sondas Viking, eles interpretaram os compostos orgânicos que continham cloro como contaminantes dos fluidos de limpeza levados na nave. Ainda não está claro se as moléculas orgânicas são naturais de Marte ou se chegaram ao planeta por meio de meteoritos.

Descobrir isto é um dos objetivos das próximas missões para Marte. A Nasa planeja dar início em 2011 à sua missão Mars Science Laboratory (MSL), com o veículo espacial Curiosity projetado para procurar material orgânico no planeta.

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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Suposta queda de meteorito é investigada na Colômbia

Autoridades colombianas investigam, nesta segunda-feira, a possibilidade de que um meteorito tenha caído no departamento (estado) de Santander (noroeste), depois que moradores denunciaram, no domingo, terem visto uma bola de fogo e ouvido uma forte explosão.

O governador de Santander, Horario Serpa, disse que ele mesmo ouviu a explosão. "Algo aconteceu. Não temos clareza. Há muitas conjecturas. Eu mesmo escutei o impacto, uma explosão muito forte", declarou Serpa ao jornal El Tiempo de Bogotá.

Testemunhos de moradores de pelo menos cinco cidades de Santader dão conta de que por volta das 15h10 locais (17h10 de Brasília) se observou nos céus uma "bola de fogo" que, em trajetória descendente, se dirigia para uma zona do chamado Cânion do Chicamocha, onde a explosão foi ouvida com mais força.

O comandante da Polícia de Santander, coronel Marco Aurelio Pedroza, por sua vez, informou que várias comissões foram enviadas à região onde se presume que teria caído o objeto para tentar estabelecer do que se trata. Pedroza advertiu aos moradores da região que se abstenham de manipular elementos estranhos que se encontrem em suas propriedades.

Em Bogotá, o ministério do Interior descartou que um acidente aéreo, um atentado terrorista ou uma situação militar tenham provocado a explosão em Santander.

AFP
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Nasa anuncia plano de enviar sonda para a atmosfera do Sol

A Nasa (agência espacial americana) anunciou o plano de lançar uma nave não-tripulada para tentar chegar mais perto do que nunca do Sol. Cientistas esperam lançar a sonda Solar Probe Plus (SPP), com o objetivo de alcançar a camada mais externa da atmosfera do astro, antes de 2018.

Antes de ser destruída por temperaturas acima dos 1.400°C, a nave terá que obter informações valiosas sobre o Sol. O custo do projeto da sonda solar deve ficar em torno de US$ 180 milhões (cerca de R$ 306 milhões).

Para suportar as temperaturas e a radiação, os instrumentos serão protegidos por um enorme escudo anticalor, feito de um composto de carbono, que ainda precisa ser construído.

O Sol é um dos poucos lugares para os quais o homem ainda não enviou naves espaciais. "Tentar entender como o sol influencia a Terra é algo um tanto importante hoje em dia", disse Richard Harrison, físico solar do laboratório britânico Rutherford Appleton.

"A única coisa que nós nunca fizemos é realmente ir lá. Você imagina uma nave espacial voando até Marte ou Vênus, mas com o Sol, é um pouco diferente. Mas nós somos capazes de enviar uma nave perto do Sol e este é o plano para a próxima geração da navegação espacial", afirmou.

Lika Guhathakurta, cientista do programa Solar Probe Plus na sede na Nasa, em Washington (EUA), disse que, "pela primeira vez, nós seremos capazes de tocar, sentir o gosto e cheirar o nosso Sol".

A nave será equipada com vários instrumentos, entre eles um detector de partículas do vento solar, uma câmera 3D e um dispositivo para medir o campo magnético.

A camada mais externa da atmosfera do Sol é chamada de "coroa" e é muitas centenas de vezes mais quente que a fotosfera, ou a superfície visível da estrela.

Harrison afirma que, para muitas pessoas, pode parecer estranho que o Sol realmente tenha uma atmosfera. Mas ele tem, segundo ele explica; "É este plasma de milhões de graus, feito de partículas carregadas, presas em circuitos magnéticos, algo como supercampos magnéticos".

Um dos objetivos da missão SPP é entender a natureza do "vento solar", a massa de partículas carregadas que se propaga para longe do Sol e em direção do espaço.

"Os experimentos selecionados para o Solar Probe Plus são especificamente projetados para resolver duas questões-chave da física solar: por que a camada mais externa da atmosfera do Sol é tão mais quente que a sua superfície visível, e o que impulsiona o vento solar, que afeta a Terra e o nosso Sistema Solar", diz Dick Fisher, diretor da Divisão de Heliofísica da Nasa, em Washington.

"Nós temos confrontado estas questões por décadas e esta missão deve finalmente nos trazer as respostas". O SPP não é o único projeto em andamento para se chegar próximo ao Sol. Tanto a Nasa quanto a Agência Espacial Europeia estão trabalhando em outra missão chamada Solar Orbiter, um satélite que também pode chegar à estrela até o fim desta década.

No entanto, o professor Harrison diz que o SPP tem objetivos bem mais ambiciosos. "A sonda solar vai literalmente atravessar uma parte da atmosfera do Sol, e isso nunca foi feito antes", afirma.

"O verdadeiro desafio será tirar as medidas - você não quer somente medir os efeitos que você levou à atmosfera por meio da nave espacial. É um pouco como se você estivesse conduzindo um barco por um rio e medindo algo sobre a superfície - você não quer medir as ondulações causadas pelo barco. É um verdadeiro desafio, mas é algo factível", diz.

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sábado, 4 de setembro de 2010

Nasa lançará missão para estudar o Sol mais de perto

A Nasa anunciou que está desenvolvendo uma sonda para estudar o Sol mais de perto, que será lançada em 2018 graças a cinco projetos científicos que foram selecionados recentemente.

O satélite, do tamanho de um automóvel e chamado "Solar Probe Plus", será enviado para a atmosfera do Sol, a aproximadamente 6,4 milhões de quilômetros da superfície do astro, e será lançado "até 2018", segundo um comunicado da Nasa.

"As experiências selecionadas para o Solar Probe Plus responderão a duas perguntas-chave da física solar: por que a atmosfera do Sol é mais quente do que a sua superfície visível, e o que empurra o vento solar que atinge a Terra e o sistema solar", indicou Dick Fisher, diretor do Departamento de Heliofísica da Nasa, citado em um comunicado.

Para poder se aproximar do Sol, a sonda terá um escudo protetor elaborado com um novo material composto de carbono resistente a temperaturas de mais de 1.400°C, assim como a fortes radiações, segundo o comunicado.

A Nasa lançou em 2009 uma seleção de projetos de pesquisadores especializados no Sol. Cinco projetos foram escolhidos. Entre as missões científicas que serão realizadas, estão a medição de algumas partículas do Sol (prótons, elétrons), a captação de imagens 3D por um telescópio e a medição dos campos magnéticos.

"Este projeto permite ao gênio humano ir até onde nenhuma aeronave espacial chegou", explicou Lika Guhathakurta, uma das responsáveis pelo programa Solar Probe Plus, também citada no comunicado. "Pela primeira vez vamos poder tocar, provar e sentir nosso Sol", disse.

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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Nasa planeja visita ao Sol com sonda que suporta 1398°C

A Nasa - a agência espacial americana - divulgou projeto no qual enviará uma espaçonave à atmosfera solar, a cerca de 6,4 milhões de km de sua superfície. A missão foi nomeada Solar Probe Plus e deve ser iniciada em 2018. Em nota em seu site, a Nasa afirma que pretende descobrir os mistérios do Sol.

Embora a espaçonave fique relativamente longe da superfície solar, ela terá cobertura composta por carbono e será resistente à radiação intensa e temperaturas acima dos 1398°C.

"As experiências selecionadas para a Solar Probe Plus foram desenvolvidas para responder a duas perguntas sobre física solar: por que a atmosfera externa solar é muito mais quente que sua superfície visível e o que propulsiona seu vento, que afeta não só a Terra, mas todo o Sistema Solar?", contou Dick Fisher, diretor da Divisão de Heliofísica da NASA, em Washington.

"Estamos lutando com essas questões por décadas, e essa missão poderá finalmente fornecer essas respostas", comemora Fisher.

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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Spitzer: asteroides são mais variados do que se pensava

Segundo estudo de observações do telescópio, elementos e cores dos asteroides são muito variados. Foto: Divulgação

Segundo estudo de observações do telescópio, elementos e cores dos asteroides são muito variados

Observações do telescópio Spitzer, da Nasa - a agência espacial americana -, indicam que a diversidade na composição e cores de asteroides é maior do que se pensava. Foram observados 100 asteróides próximos à Terra e o estudo encontrou desde asteroides escuros até outros muito claros e luminosos.

O estudo colabora com os cientistas no entendimento de objetos que rondam a Terra em geral. "Os asteróides estão nos ensinado de que local do universo eles vieram", disse David Trilling, autor do artigo sobre a pesquisa e professor na Universidade do Norte do Arizona, nos Estados Unidos, em declaração divulgada pela Nasa.

O estudo começou em 2009 e há o plano de se analisar mais 600 asteroides em 2011. Há, atualmente, por volta de 7 mil asteroides próximos à Terra.

Telescópio descobre estrela "fabricando" água

Estrelas morrendo só podem ser observadas por causa das radiações infravermelhas que penetram nas densas camadas de poeira. Foto: ESA/Divulgação

Estrelas morrendo só podem ser observadas por causa das radiações infravermelhas que penetram nas densas camadas de poeira

O telescópio Herschel, da Agência Espacial Européia (ESA, na sigla em inglês), captou imagem da estrela IRC+10216 "fabricando" água enquanto morria. De acordo com a agência, as luzes ultravioletas, então, seriam a chave para produção de água no espaço, já que o vapor que envolvia a estrela estava muito quente para surgir de outra maneira.

Os cientistas vêm pesquisando este caso desde 2001. A IRC+10216 é milhares de vezes maior que o Sol. Caso substituísse o Sol em nossa galáxia, alcançaria a órbita de Marte. Ela é cercada por uma densa camada de poeira em que apenas radiação infravermelha pode penetrar. Assim, a radiação e utilizada na observação de regiões de formação de estrelas, centro de galáxias e sistemas planetários. Utilizando este método, o telescópio pôde captar a imagem da "fabricação" de água.

O observatório utilizou-se de dois instrumentos para captação da foto: PACS e SPIRE. O azul na foto representa a imagem do PACS 160, o verde representa a do SPIRE 250 e o vermelho é a imagem do SPIRE 350.

Potássio é encontrado na atmosfera de planeta distante

Astrônomos da Universidade da Flórida, Estados Unidos, encontraram Potássio na atmosfera do planeta gigante HD 80606b, distante 190 milhões de anos-luz da Terra. Os astrônomos estavam analisando luzes que passam pela atmosfera do planeta quando realizaram a descoberta, segundo o site Science Daily.

Knicole Colón, estudante de doutorado em Astronomia da universidade e participante do estudo, disse que "é incrível que os métodos de observação de luz utilizados funcionem em planetas de tamanho comparável a Júpiter" ao Science Daily. O próximo objetivo é utilizar os mesmos métodos em planetas menores e descobrir os componentes de cada atmosfera.

Outra equipe de astrônomos, da Universidade de Exeter, Inglaterra, anteriormente havia utilizado a observação de luzes para encontrar potássio na atmosfera do planeta XO-2b, distante 485 milhões de anos-luz da Terra. Tanto o XO-2b como o HD 80606 são conhecidos como gigantes de gás e têm temperaturas extremamente altas comparativamente à Terra.

A técnica de observação mede a luz absorvida por átomos e moléculas da atmosfera de cada planeta, segundo informações de Eric Ford ao Science Daily. Ford é astrônomo e consultor de Colón na Universidade da Flórida, e foi um dos líderes da observação.

Stephen Hawking: Deus não tem mais lugar na criação do universo

O cientista britânico Stephen Hawking afirma, em seu novo livro, que "Deus não tem mais lugar nas teorias sobre criação do universo, devido a uma série de avanços no campo da física", segundo trechos da obra publicados nesta quinta.

Demonstrando uma posição mais dura em relação à religião do que a assumida nas páginas do best-seller internacional "Uma Breve História do Tempo", de 1988, Hawking diz que o Big Bang foi simplesmente uma consequência da lei da gravidade.

"Por haver uma lei como a gravidade, o universo pode e irá criar a ele mesmo do nada. A criação espontânea é a razão pela qual algo existe ao invés de não existir nada, é a razão pela qual o universo existe, pela qual nós existimos", escreve o célebre cientista em "The Grand Design", que será publicado em série no jornal The Times. "Não é necessário que evoquemos Deus para iluminar as coisas e criar o universo", acrescenta.

Hawking se tornou mundialmente famoso com suas pesquisas, livros e documentários, apesar de sofrer desde os 21 anos de idade de uma doença motora degenerativa que o deixou dependente de uma cadeira de rodas e de um sintetizador de voz. Em "Uma Breve História do Tempo", Hawking sugeria que a ideia de Deus ou de um ser divino não é necessariamente incompatível com a compreensão científica do universo.

Em seu mais recente trabalho, no entanto, Hawking cita a descoberta, feita em 1992, de um planeta que orbita uma estrela fora do Sistema Solar, como um marco contra a crença de Isaac Newton de que o universo não poderia ter surgido do caos.

"Isso torna as coincidências de nossas condições planetárias - o único sol, a feliz combinação da distância entre o Sol e a Terra e a massa solar - bem menos importantes, e bem menos convincentes, como evidência de que a Terra foi cuidadosamente projetada apenas para agradar aos seres humanos", afirma Hawking.

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Índia quer construir um dos maiores telescópios solares do mundo

A Índia planeja construir um dos maiores telescópios solares do mundo, que servirá como ferramenta para o estudo da estrutura microscópica do sol, informou nesta quinta-feira uma fonte oficial.

A região de Ladakh, na Caxemira indiana, receberá o novo telescópio, de dois metros de diâmetro, cujo custo está estimado em 1,5 bilhões de rúpias (cerca de US$ 32 milhões), de acordo com a fonte, citada pela agência "Ians".

"O telescópio solar ajudará a estudar a estrutura microscópica do sol e obter observações específicas", afirmou o diretor do Instituto Indiano de Astrofísica (IIA), Siraj Hassan.

O centro anunciou sua intenção de financiar o projeto do chamado "Grande Telescópio Solar Nacional", além de participar de seu projeto construção e instalação.

"Quanto maior é o diâmetro e a superfície disponível para absorver a luz solar, mais raios podem ser captados por segundo, o que permite aos investigadores que acumulem informação com maior clareza e obtenham resultados precisos", explicou Hassan.

O local do telescópio, na localidade de Merak, perto de um lago, reúne as condições necessárias de longas horas de sol e boa visibilidade.

EFE
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Rússia põe 3 satélites de sistema de posicionamento em órbita

Cazaquistão - 5h35  - Um foguete Proton-M, carregando três satélites de navegação russos Glonass-M, foi lançado da base de Baikonur nesta quinta-feira. Foto: AFP

Um foguete Proton-M, carregando três satélites de navegação russos Glonass-M, foi lançado da base de Baikonur nesta quinta-feira

A Rússia colocou em órbita, com ajuda de um foguete "Proton-M", três satélites que se incorporarão a seu sistema de posicionamento global Glonass, informaram nesta quinta-feira agências russas.

O foguete foi lançado às 21h54 de quarta-feira (horário de Brasília) da base de Baikonur (Cazaquistão), e dez minutos depois o bloco acelerador DM-2Q, com os três satélites, se separou do foguete e começou seu voo autônomo.

Um porta-voz das Forças Espaciais da Rússia, responsáveis pelo lançamento, informou à agência Interfax que os satélites ficarão sob controle do Centro de Testes e Comando Titov.

Até este procedimento, o sistema Glonass, análogo ao GPS americano, contava com uma frota de 23 satélites.

EFE
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Imagem de galáxia que expele "superventos" é divulgada

NGC 4666 é uma galáxia que apresenta formação estelar intensa e um super-vento de gás. Foto: ESO/Divulgação

NGC 4666 é uma galáxia que apresenta formação estelar intensa e um "super-vento" de gás

A galáxia NGC 4666 teve imagem divulgada nesta quarta-feira pelo ESO (Observatório Espacial Europeu do Sul). O telescópio MPG/ESO, localizado no Observatório de La Silla, no Chile, captou a foto. A NGC 4666 tem formação estelar intensa e seus gases formam "superventos".

Esta imagem será utilizada para estudo de outros objetos detectados anteriormente em observações de raios-X. Não é a primeira vez que esta galáxia foi visualizada: o telescópio da ESA XMM-Newton já havia captado imagens dela anteriormente.

Localiza-se a aproximadamente 80 milhões de anos-luz da Terra. Sua forte formação de estrelas, acredita-se, é causada por interações gravitacionais entre ela e suas galáxias vizinhas. Incluídas nestas está a NGC 4668, que pode ser vista no canto esquerdo inferior da imagem.

Já os "superventos" são causados por combinações de explosões de supernovas e ventos ocasionados por estrelas de grande massa. Essas combinações lançam jatos de gás da galáxia para o espaço. Os "superventos" são de grande dimensão, se originam na região central da galáxia e estendem-se por milhares de anos-luz. Seus gases são quentes, o que causa a emissão de radiação em raios-X e rádio, o que impede sua observação em fotos.