quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Gigantesca erupção solar atrapalha comunicações na China

Erupção solar ocorreu na segunda-feira. Foto: Nasa/Divulgação

Erupção solar ocorreu na segunda-feira

A maior erupção solar dos últimos quatro anos, que ocorreu na segunda-feira, já foi sentida na Terra. As partículas emitidas pela estrela causaram uma tempestade geomagnética no campo magnético do nosso planeta e interromperam comunicações de rádio na China e ainda podem danificar satélites e redes de energia. As informações são do site da Fox News.

A labareda registrada no Sol é da classe X, a maior classe de erupção solar. Segundo a Nasa, a agência espacial americana, a primeira onda de radiação, viajando na velocidade da luz, demorou 8 minutos para atingir a Terra.

O fenômeno também causa a ejeção de prótons e elétrons, evento chamado de ejeção de massa coronal. Essas partículas levam mais tempo para chegar ao nosso planeta, o que significa que ainda podemos sentir seu efeito nesta quinta-feira.

Órgãos governamentais emitiram alertas para indústrias sobre os possíveis problemas causados pela erupção do Sol. "Esses alertas são enviados para companhias elétricas, aéreas, de GPS, militares, rotas marítimas, apenas para nomear algumas poucas indústrias que podem ser afetadas pelos impactos de uma labareda solar e sua associação com a ejeção de massa coronal", diz Phil Chamberlin, cientista da Nasa, ao site.

Contudo, se a erupção causa problemas à indústria e às comunicações, ela também é responsável pelo intensificação das auroras, principalmente nas próximas duas noites.

O Sol está intensificando suas atividades após anos de calmaria. Essa mudança já era prevista e faz parte de um ciclo de 11 anos. Os cientistas estimam que o pico das atividades solares, como as erupções, ocorra em 2013.

Brasil prepara 1º foguete para 2012, mas uso é incerto

Brasil prepara foguete em parceria com a Ucrânia. Foto: BBC Brasil

Brasil prepara foguete em parceria com a Ucrânia

O Brasil prepara, para 2012, um feito inédito em seu programa espacial: pela primeira vez, irá colocar no espaço, a partir do seu próprio solo, um foguete com um satélite a bordo. Trata-se do Cyclone-4, foguete de fabricação ucraniana que deve ser lançado no ano que vem da base de Alcântara (MA), em uma parceria que começou a ser orquestrada em 2003. Pelo acordo, o Brasil entra com a base, e a Ucrânia, com a tecnologia do foguete.

Um lançamento bem-sucedido pode elevar o status dos dois países no cenário espacial global. No entanto, um dos dilemas do programa é quanto ao uso que o Brasil poderá dar ao Cyclone-4. Alguns especialistas ouvidos pela BBC Brasil consideram "altamente questionável" sua viabilidade comercial.

Uma questão-chave é a capacidade limitada de carga do Cyclone-4: para a chamada órbita geoestacionária, em que o satélite fica a 36 mil km de altitude e parado em relação a um ponto na superfície da Terra, o foguete só consegue levar carga de 1,6 mil kg, o que é considerado insuficiente para muitos satélites de comunicação.

"O programa foi inicialmente proposto como uma empreitada de cunho comercial, e que deveria se sustentar com a venda dos serviços de lançamentos de satélites. Mas sua evolução não corrobora essa hipótese", disse José Nivaldo Hinckel, coordenador do departamento de mecânica espacial do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Fontes ligadas à ACS, empresa binacional criada pela parceria Brasil-Ucrânia, admitem que será necessário encontrar um "nicho de mercado" para o Cyclone-4, já que muitos satélites públicos e privados não cabem no foguete. Mas a empresa diz que já está participando de concorrências internacionais e que negocia qual satélite participará do lançamento inicial do foguete.

Vantagem geográfica
Para Carlos Ganem, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), o programa com a Ucrânia "inaugura um tempo novo" para o Brasil e permitirá que o país usufrua de sua vantagem geográfica. Como Alcântara fica próxima à Linha do Equador, lançamentos feitos ali permitem o uso eficiente do movimento de rotação da Terra, gastando 30% a menos de combustível no envio de foguetes ao espaço.

Além de serem considerados importantes pelo uso em telecomunicações, os satélites são muito usados para coletar informações sobre clima, navegação, ocupação de solo e monitoramento da região amazônica. "São essenciais para que o Brasil exerça sua autonomia", opinou Ganem, dizendo que o país ambiciona ter satélites feitos em parceria com Argentina e África do Sul que possam ser lançados em Alcântara.

Para Hinckel, do Inpe, porém, "é difícil justificar um programa espacial autônomo (como o do Cyclone) sem que o segmento de comunicações geoestacionárias seja contemplado". Fernando Catalano, professor de engenharia aeronáutica da USP de São Carlos, disse achar importante o desenvolvimento proporcionado à base de Alcântara, mas considera improvável que o lançador traga lucros de curto prazo para o Brasil ou que elimine a dependência do país para lançamentos de satélites.

Preparativos
Do lado brasileiro, a ACS diz que está preparando a parte estrutural de Alcântara para o lançamento do Cyclone-4. Já do lado da Ucrânia, 16 empresas estão contribuindo para a construção do foguete, na cidade de Dnipropetrovsk (centro-leste do país). Segundo os projetistas, essa versão do Cyclone terá alta precisão e um aumento de 30% na capacidade de carregar combustível. O artefato terá vida útil estimada de entre 15 e 20 anos.

Para Ganem, trata-se de "um lançador confiável, da escola soviética". Para Catalano, é um foguete não muito grande nem muito caro, e a família Cyclone, existente desde 1969, tem um histórico bem-sucedido (em 226 testes de lançamento, houve apenas seis falhas).

Segundo a ACS, outro ponto importante é que não haverá contato humano com o foguete na base. Isso impediria a repetição do ocorrido em 2003, quando uma explosão no VLS (Veículo Lançador de Satélites) resultou na morte de 21 técnicos em Alcântara. No entanto, Hinckel cita preocupações com o combustível propelente "altamente tóxico" que será usado no lançamento. A ACS alega que não haverá manuseio do combustível - que virá da China, via navio -, apenas de seu recipiente.

Tecnologia
Em aparente mostra da preocupação com a viabilidade comercial do projeto, telegramas diplomáticos divulgados pelo site WikiLeaks apontaram recentemente que a Ucrânia sugeriu aos Estados Unidos que lançassem seus satélites a partir de Alcântara.

Os documentos indicam que os americanos condicionaram seu interesse pela base à não transferência de tecnologia ucraniana de foguetes ao Brasil. O embaixador ucraniano em Brasília, Ihor Hrushko, disse à BBC Brasil (em entrevista prévia ao vazamento do WikiLeaks) que formalmente não há acordo para a transferência de tecnologia no Cyclone-4, mas sim expectativa de que a parceria bilateral continue "para que trabalhemos em conjunto em outros processos".

Ele disse que transferir tecnologia não é algo de um dia para o outro, "é um processo duradouro, de anos". Mas ele afirmou que o Brasil é o "sócio mais importante" da Ucrânia no continente - tanto que, em 10 de janeiro, o presidente do país, Viktor Yanukovich, telefonou à presidente Dilma Rousseff para falar sobre a expectativa de criar uma "parceria estratégica" com o Brasil a partir do foguete. Os dois presidentes esperam estar presentes no lançamento do artefato.

A ACS, por sua vez, afirmou que a expectativa de transferência de tecnologia existe, mas ressaltou que não é esse o objetivo do tratado binacional. Ainda que o intercâmbio tecnológico seja considerado importante para os especialistas consultados pela BBC Brasil, alguns destacam que a não transferência acabou estimulando o desenvolvimento de tecnologias brasileiras.

É o caso do satélite CBERS-3, que será lançado na China em outubro, com o objetivo de monitoramento ambiental e controle da Amazônia: suas câmeras foram produzidas em São Carlos (SP), com tecnologia nacional da empresa Opto.

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Cosmonautas perdem ferramenta no espaço

Imagem mostra objeto esquecido por cosmonautas durante operação. Foto: BBC Brasil

Imagem mostra objeto esquecido por cosmonautas durante operação

Os cosmonautas russos Dmitry Kondratyev e Oleg Skripochka fizeram uma caminhada espacial na quarta-feira para instalar novos sensores de terremotos e relâmpagos na Estação Espacial Internacional. Cercados de medidas de segurança, eles passaram praticamente seis horas trabalhando do lado de fora da estação. A operação foi bem-sucedida, embora uma ferramenta tenha sido perdida.

Durante a caminhada espacial, eles também retiraram dois painéis com amostras de diversos metais, que tinham sido instalados no exterior da estação para testar quais os mais indicados para construções espaciais.

Com a visão privilegiada do Oceano Pacífico ao fundo, a mais de 350 km da Terra, Kondratyev fotografou as instalações elétricas de outro experimento no exterior da estação. As operações dos cosmonautas foram bem-sucedidas, mas nas imagens da TV Nasa, é possível ver um objeto flutuando lentamente para o espaço sideral.

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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Sol tem maior erupção em 4 anos e pode causar danos na Terra

O Sol produziu na terça-feira sua maior erupção dos últimos quatro anos, o que indica um novo ciclo de atividade solar, após um longo período de calma, informou a Nasa, a agência espacial americana.

"O Sol produziu sua primeira explosão de categoria X - a mais elevada - em mais de quatro anos no dia 15 de fevereiro", diz o comunicado. O Observatório de Dinâmica Solar da Nasa registrou um flash de radiações ultravioletas de forte intensidade em uma região muito ativa do hemisfério sul do Sol, correspondente à mancha número 1158. O hemisfério sul do Sol era até agora menos ativo que o norte.

A erupção foi precedida por várias explosões de menor potência, das categorias M e C, nos dias anteriores. Esta forte erupção foi acompanhada pela ejeção de massa coronal, uma forte explosão magnética na coroa do Sol que lançou ao espaço plasma ionizado a cerca de 900 km/s, que deve atingir a órbita da Terra às nesta quinta-feira.

As erupções solares desta potência podem provocar graves perturbações nas telecomunicações, na Terra e no espaço, assim como nos sistemas de distribuição elétrica, advertiu a Nasa.

Em 1972, uma tormenta magnética provocada por erupção solar deixou 6 milhões de habitantes da cidade de Quebec sem energia elétrica.

AFP
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Foguete Ariane é lançado em missão à ISS

O foguete Ariane decolou nesta quarta-feira às 18H50 local (19H50 de Brasília) do Centro Espacial de Kourou (na Guiana Francesa) transportando o segundo Veículo de Transferência Automatizado europeu, o AVT Johannes Kepler, cuja missão é reabastecer a Estação Espacial Internacional (ISS).

Trata-se do lançamento número 200 efetuado por um foguete Ariane nos mais de 30 anos de serviço deste tipo de aeronaves.

Após se separar do foguete, o ATV-2 ficará em uma órbita a 260 km de altitude, deslocando-se a uma velocidade de 7,6 km/s.

Na terça-feira à noite foi suspensa uma primeira tentativa de decolagem por "uma anomalia da medida do nível da reserva de oxigênio líquido", segundo Arianespace.

O ATV-2 Johannes Kepler, sucessor do primeiro modelo, o ATV Jules Verne, é um veículo sem tripulação capaz de reabastecer a ISS com oxigênio, alimentos, combustível e material científico, além de ajudá-la a modificar sua órbita.

Leva o nome do astrônomo que há quatro séculos formulou diferentes leis fundamentais do movimento dos planetas.

ah/ma/LR


AFP

Cosmonautas russos realizam experimentos na superfície da ISS

Os cosmonautas russos Oleg Skrípochka e Dmitri Kondrátiev realizaram nesta quarta-feira com sucesso vários experimentos científicos na plataforma orbital do módulo russo "Zvezda" da Estação Espacial Internacional (ISS, da sigla em inglês), informou a Nasa (agência espacial americana).

Os cosmonautas completaram uma saída no espaço de 4 horas e 51 minutos, que começou às 11h15 do horário de Brasília, com 15 minutos de atraso, mas na qual foi possível completar todas as tarefas previstas.

Pela segunda vez em menos de um mês os cosmonautas saíram para o espaço, desta vez para instalar dois experimentos no módulo "Zvezda", um relacionado com a medição dos terremotos e outro com a detecção de raios gama.

Skrípochka e Kondrátiev recolheram amostras de materiais expostos ao espaço, como parte de uma série de experimentos na busca de melhores materiais para realizar naves de longa duração, e desmontaram uma pequena plataforma usada como apoio nas saídas anteriores.

O programa inicial da caminhada incluía o lançamento manual pelos cosmonautas do microsatélite "Kedr", mas este foi adiado para depois do mês de abril, quando completam 50 anos do voo de Yuri Gagarin, o primeiro homem que saiu ao espaço.

O aparelho, de 30 quilos, transmitirá 25 frases de saudação em 15 idiomas, fotografias da Terra e mensagens de rádio sobre o 50º aniversário da conquista de Gagarin.


EFE
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Comunicação com golfinhos poderia facilitar contato com ETs

Estudiosos acreditam que forma de interação com golfinhos pode ajudar na comunicação com extraterrestres. Foto: Getty Images

Estudiosos acreditam que forma de interação com golfinhos pode ajudar na comunicação com extraterrestres

O telescópio espacial Kepler anunciou a existência de uma grande quantidade de planetas distantes, reafirmando a possibilidade de existência de vida fora da Terra. Mas, se algum dia a humanidade confirmar essa hipótese, estaremos prontos para nos comunicar com estes seres? Pensando nisso, especialistas dos Estados Unidos tentam desenvolver tipos de comunicação com golfinhos que poderiam ajudar nesse contato. As informações são do site Wired Science.

A bióloga Denise Herzing começou a estudar o comportamento dos golfinhos nas Bahamas há mais de duas décadas. Ao longo dos anos percebeu que muitos dos animais procuram a companhia humana. "Nós pensamos, 'isso é fascinante, vamos ver se podemos ir mais longe'", disse.

Herzing criou um quadro em aberto para a comunicação, usando sons, símbolos e adereços para interagir com os golfinhos. O objetivo foi desenvolver uma linguagem comum que permitiria aos animais compreender os seres humanos para poder pedir adereços, tais como bolas ou cachecóis. A técnica da especialista é considerada uma forma bidirecional de comunicação, o que ela acredita que seria o mais apropriado com os extraterrestres.

A especialista e sua equipe desenvolveram uma brincadeira com teclados. Para cada sessão, os pesquisadores tocavam com os golfinhos por cerca de meia hora, para um total aproximadamente 40 horas ao longo de três anos. Herzing descobriu que seis golfinhos, todas jovens fêmeas, estavam interessados no jogo e sempre iam brincar quando ela se posicionava para tocar.

A pesquisa apontou que a interação com os golfinhos tinha mais sucesso quando, antes de jogar, eles nadavam juntos, em sincronia. Segundo Herzing, com o contato visual e a linguagem corporal similar, o interesse é maior. Ela afirmou ainda que essa forma de contato também pode ser usado com os extraterrestres, porque seria sinais de "boas maneiras" entre todos os seres.

O pesquisador Laurance Doyle, do Instituto SETI em Mountain View, na Califórnia, também estuda a comunicação animal como uma forma de preparação para o contato com extraterrestres. De acordo com o estudioso, para compreender os outros seres é preciso antes praticar com os animais inteligentes da Terra.

Cosmonautas russos fazem a segunda caminhada em 'Marte'

O astronauta russo Oleg Skripochka faz foto do colega Dmitry Kondratyev em uma caminhada simulada na superfície de Marte. Foto: Reuters

O cosmonauta russo Oleg Skripochka faz foto do colega Dmitry Kondratyev durante caminhada simulada na superfície de Marte

Dois dos seis tripulantes da Estação Espacial Internacional (ISS), os russos Oleg Skripochka e Dmitri Kondratiev, começaram nesta quarta-feira a segunda caminhada fictícia sobre o planeta Marte, informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.

Os cosmonautas, mantidos há oito meses em uma réplica de uma nave espacial perto de Moscou, na Rússia, saíram ao "espaço" por meio da escotilha do módulo russo Pirs, que foi aberta com atraso de 15 minutos com relação ao horário previsto (11h15 de Brasília), disse um porta-voz do CCVE, citado pelas agências russas.

Durante a caminhada, que deve durar 6 horas e 3 minutos, Skripochka e Kondratiev devem montar e conectar várias equipes científicas do módulo russo Zvezda.

Outra tarefa que será completada pelos dois cosmonautas é retirar da superfície do módulo Zaria um contêiner com mostras de materiais e desmontar uma pequena plataforma usada de apoio nas anteriores saídas.

O programa inicial da caminhada incluía o lançamento manual pelos cosmonautas do microsatélite Kedr, mas este foi adiado para abril, mês quando se comemora 50 anos do voo de Yuri Gagarin, o primeiro homem que voou ao espaço.

O aparelho, de 30 quilos, transmitirá 25 frases de saudação em 15 idiomas, fotografias da Terra e mensagens de rádio sobre o 50º aniversário da façanha de Gagarin.

"Seu lançamento será mais oportuno uma vez que se cumpra o cinquentenário do voo de Yuri Gagarin", disse à agência "Interfax" Sergey Samburov, responsável pela experiência, que negou que o adiamento obedeça a outros motivos.

A caminhada espacial de Skripochka e Kondratiev é supervisada a partir do interior da nave pelos outros quatro tripulantes da plataforma: o russo Aleksandr Kaleri, os americanos Catherine Coleman e Scott Kelly e o italiano Paolo Nespoli.

EFE
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Vídeos mostram suposto óvni em Israel e geram polêmica na internet

Dois vídeos de um suposto objeto voador não identificado (óvni) suspenso sobre a Esplanada das Mesquitas de Jerusalém causaram indignação na internet, com milhões de acessos e um polêmico debate sobre a chegada de extraterrestres à Terra Santa.

As imagens mostram quando uma bola de luz branca desce lentamente sobre a Esplanada das Mesquitas (terceiro lugar mais sagrado para o Islã), sobrevoa por cerca de dez segundos a dourada Cúpula da Rocha e volta a subir ao espaço em grande velocidade. "Entregamos os dois vídeos a um laboratório e não queremos nos pronunciar sobre a veracidade do material até que tenhamos os resultados", disse à Agência Efe o porta-voz de uma associação israelense de pesquisa de óvnis.

Ele ressaltou que "as imagens foram feitas de diferentes pontos da cidade por duas pessoas desconhecidas e que não têm qualquer relação". A suposta aparição do óvni ocorreu na madrugada de 28 de janeiro.

Os vídeos foram disponibilizados pouco depois no "YouTube" e geraram diversas reações. Enquanto alguns os tacharam de falsos, outros disseram que são a prova de que há vida fora da Terra. Alguns estudiosos de fenômenos sobrenaturais garantiram que chegou a existir, inclusive, um "contato", já que seres desconhecidos teriam enviado um "raio comunicador" com uma mensagem cifrada aos terráqueos.

"Recebemos muitas ligações. O fato gerou muito nervosismo, alguns têm medo, outros estão eufóricos. Três pessoas confirmaram que também avistaram o óvni, embora não o tenham filmado", garantiu o especialista. O primeiro vídeo, de pouco mais de dois minutos, foi gravado de Armon Hanatziv (ao sul de Jerusalém) por Elyigal Gedaliyovich, um fotógrafo israelense de 42 anos que passeava com um amigo para registrar imagens de um projeto no qual está trabalhando. Quando foi surpreendido pelas luzes do óvni, se apressou para ligar a câmera e registrar o que via, declarou ao jornal "Yedioth Ahronoth".

Sua voz de surpresa ao comentar com seu amigo sobre o que via também aparece na gravação. Ele dizia: "Que é essa luz? Está proibido voar ali. Será que é um helicóptero militar?", disse, enquanto o outro respondeu que parecia "uma bola de luz" e que o objeto estava "descendo".

Gedaliyovich, quem afirma já ter visto óvnis no passado, embora não os tenha conseguido registrar, diz que está "claro que existem óvnis, mas em Israel ninguém presta atenção". O segundo vídeo foi gravado por turistas americanos com um telefone celular mais perto da Esplanada das Mesquitas e nele é possível ouvir suas vozes, que identificaram o objeto como uma nave com seres de outro mundo.

O porta-voz da associação de pesquisa de óvnis declarou que "se as imagens não são reais a verdade é que a falsificação é perfeita e, se são verdadeiras, então se trata de um fato muito importante pelo lugar exato onde ocorreu", apesar de ainda não se saber o que isso poderia significar.

A estes vídeos seguiram outros, vários que tentam demonstrar a manipulação das imagens dos dois primeiros, mostrando, por exemplo, a exagerada intensidade do brilho e a falta de reflexos. Outras gravações, divulgadas mais tarde para tentar corroborar a suposta visita extraterrestre, foram tachadas de "claramente falsas" por boa parte dos internautas.

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Sonda dá "rasante" de 181 km em cometa

Imagem divulgada no dia 14 foi feista a uma distância de cerca de 2.462 km do cometa. Foto: Nasa/Divulgação

Imagem divulgada no dia 14 foi feita a uma distância de cerca de 2.462 km do cometa

Uma nave espacial da Nasa começou nesta terça-feira, dia 15, a enviar para a Terra as primeiras fotos de seu voo sobre um cometa, com o objetivo de estudar como mudou a superfície desse astro depois de ter quase tocado o Sol em 2005.

A Nasa publicou em seu site as primeiras imagens das 72 previstas para sua missão Stardust-NExT. A nave passou na noite de segunda-feira a apenas 181 km do cometa Tempel 1 e tirou fotografias durante sua passagem.

Os astrônomos estão ansiosos para ver como a passagem ao redor do Sol afetou a Tempel 1. O astro tem em torno de 6 km de largura e viaja em uma órbita que o leva muito perto do Sol, como Marte, e muito longe, como Júpiter. O cometa foi visto pela primeira vez em 2005 pela missão da Nasa chamada Deep Impact, quando se dirigia para o Sol. Naquele momento, foi encontrada evidência de gelo na superfície do astro. As imagens do rasante ainda não foram divulgadas pela Nasa

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Japão planeja enviar robô humanoide à Estação Espacial Internacional

Japão planeja enviar um robô humanoide à Estação Espacial Internacional (ISS) capaz de comunicar-se com os astronautas, receber informação do centro de controle e até enviar mensagens por meio da rede social "Twitter".

Um porta-voz da Agência de Prospecção Aeroespacial do Japão (Jaxa) indicou nesta terça-feira à Agência Efe que o projeto levará cerca de um ano, durante o qual serão examinados detalhes técnicos como o tamanho do androide, que poderia ter altura inferior a meio metro.

O objetivo é criar um robô capaz de comunicar-se com os astronautas e combater os problemas de isolamento, uma função que no futuro poderia ser aplicada com robôs utilizados no cuidado de idosos, disse o porta-voz.

Embora Jaxa não tenha detalhado a possível data de envio à ISS, a edição digital do jornal "Nikkei" indica nesta terça que poderia ser a partir do ano de 2013.

Assinala que o robô poderá medir o nível de estresse dos habitantes da ISS com base em suas expressões faciais e tom de pele, além de receber instruções do centro de controle enquanto os astronautas dormem e comunicá-las quando acordem.

O projeto está sendo desenvolvido pela Jaxa em colaboração com a Universidade de Tóquio e a empresa japonesa Dentsu.

O envio à ISS do robô espacial japonês seguirá um projeto similar da Nasa, que em fevereiro deve enviar o androide Robonaut (R2) à estação, para ajudar nos trabalhos de manutenção.

Desenvolvido pela Nasa e empresa General Motors, Robonaut se transformará no primeiro androide em viajar ao espaço e, como o que prepara Japão, terá inclusive sua própria conta no Twitter para narrar sua aventura espacial.

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Nasa espera garantir ambições, apesar de cortes no orçamento

O presidente americano, Barack Obama, incorporou a Nasa em seu plano de corte de gastos ao propor nesta segunda-feira, em seu projeto de orçamento, congelar por cinco anos o pacote destinado à agência espacial, que espera, apesar disso, preservar suas ambições.

O montante total requerido para a Nasa chega a US$ 18,7 bilhões de dólares para o exercício de 2012, que começa em 1º de outubro de 2011, e deverá prorrogar-se anualmente até 2016. A proposta apresentada por Obama ao Congresso representa um retrocesso de 1,6% em relação ao orçamento da Nasa de 2011, que ainda não foi adotado.

"Este orçamento reflete o conjunto da realidade orçamentária enfrentada pelo governo americano, ao saber que não há muito dinheiro em caixa", comentou John Logsdon, ex-diretor do instituto de política espacial em Washington e assessor externo do governo de Obama.

"E a Nasa paga sua cota do congelamento orçamentário geral", completou. "Este congelamento não deverá, no entanto, comprometer os objetivos da agência, mas certamente desacelerará seu calendário", considerou este especialista, ao afirmar que o orçamento "coloca em evidência que a Nasa espera cumprir com o previsto".

A Nasa dá grande prioridade ao funcionamento da Estação Espacial Internacional (ISS, da sigla em inglês), cujo uso foi estendido para até 2020, disse Logsdon. A agência espacial pretende dedicar fundos substanciais (US$ 850 milhões) para ajudar o setor privado a criar naves e cápsulas espaciais capazes de transportar - de forma mais econômica - para a ISS tanto tripulantes como material de carga.

Isso permitiria não depender exclusivamente dos Soyuz russos para enviar os astronautas americanos à estação internacional depois que duas naves forem aposentadas este ano. Os Estados Unidos financiaram grande parte da ISS, com em torno de US$ 100 bilhões.

No entanto, de acordo com Logsdon, "a Nasa baseia seu projeto de orçamento em montantes hipotéticos os quais espera que sejam citados no orçamento atual de 2011, que ainda deve ser aprovado" no Congresso. E os republicanos, que são maioria na Câmara dos Representantes, ameaçam cortar severamente os gastos federais, começando pelo orçamento de 2011. Sob pressão dos legisladores da esfera de influência ultraconservadora do Tea Party, pedem uma redução de US$ 100 bilhões em gastos.

"Se os republicanos impuserem sua vontade, todos os programas da Nasa estarão em perigo", advertiu, pedindo anonimato, um alto funcionário da agência. "Investimos em empresas americanas, para que elas desenvolvam naves e cápsulas para ir à ISS, e os republicanos aparentemente preferem pagar aos russos US$ 50 milhões por assento em um Soyuz para transportar nossos astronautas à estação", ironizou.

AFP
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Integrantes de voo simulado a Marte realizam 1ª caminhada

Os integrantes do voo simulado a Marte, russo Aleksandr Smoleyevsky e ítalo-colombiano Diego Urbina realizaram nesta segunda-feira a primeira das três caminhadas na "superfície" de Marte, na qual aterrissaram no sábado na maior simulação internacional de um voo ao planeta vermelho.

"Durante séculos, os europeus estudaram a Terra guiados por pessoas como Cristóvão Colombo e Fernão Magalhães. Agora, observando a paisagem do planeta vermelho, posso entender o apaixonante que será vê-lo através dos olhos do primeiro homem que chegar a Marte", declarou Urbina.

Cumprimentou a "todos os cientistas do amanhã" e desejou "um caminho cheio de sucessos", segundo informaram as agências.

"Dedicamos a saída ao simulador da superfície marciana dos membros da tripulação internacional da (experiência) ''Marte-500'' ao 50º aniversário do primeiro voo do homem ao espaço, protagonizado pelo (cosmonauta soviético) Yuri Gagarin (12 de abril de 1961)", disse Smoleyevsky por sua parte.

Os dois "marsonautas" iniciaram sua caminhada com a colocação das bandeiras dos organizadores do projeto: Rússia, a Agência Espacial Europeia e China.

Durante sua saída, se toparam com alguns problemas técnicos: a transmissão começou minutos depois que os "marsonautas" pisassem pela primeira vez a superfície virtual marciana e seu discurso se viu afetado por interferências.

"A primeira caminhada pela superfície de Marte durou 50 minutos menos do que o previsto. A próxima simulação de caminhada, no qual participarão o russo Aleksandr Smolyevsky e o chinês Wang Yue, está programado para 18 de fevereiro", indicou um porta-voz do Instituto de Problemas Biomédicos (IPBM) da Academia de Ciências da Rússia.

A experiência, que começou em 3 de junho de 2010, servirá para estudar a compatibilidade psicológica e a tolerância dos membros de uma tripulação durante um voo interplanetário.

Os participantes compartilharão durante um ano e pouco mais de cinco meses os 550 metros cúbicos que somam os quatro módulos cilíndricos que formam o simulador.

Permanecerão isolados do mundo exatamente o tempo que leva o voo de ida e volta a Marte, 490 dias, mais outros 30 de estadia simulada no Planeta Vermelho.

A Agência Espacial Europeia (ESA) e a russa Roscosmos lançaram em 2004 este ambicioso projeto, ao que uniu-se posteriormente a China e no qual também colaboram países como os Estados Unidos e a Espanha.

Em novembro de 2007 foi realizada a primeira experiência preparatória no qual seis voluntários russos permaneceram isolados do exterior durante duas semanas.

Em julho do ano passado, ocorreu o primeiro voo simulado ao Planeta Vermelho de 105 dias.

EFE
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Astronautas 'caminham' em Marte após 8 meses de voos simulados

Imagens exibidas pelo centro de controle de voos espaciais de Korolev, em Moscou, mostra o passeio simulado dos astronautas em Marte. Foto: AFP

Imagens exibidas pelo Centro de Controle de Voos Espaciais de Korolev, na Rússia, mostra o passeio simulado dos astronautas em Marte

Dois dos seis astronautas russos, europeus e chineses mantidos há oito meses em uma réplica de uma nave espacial perto de Moscou, na Rússia, fizeram uma caminhada fictícia sobre o planeta Marte nesta segunda-feira, em uma operação simulada que deve durar um ano e meio.

O "passeio" por Marte do russo Alexander Smolevski e do italiano Diego Urbina, previsto para durar 92 minutos, começou às 13h (8h de Brasília). Os dois caminharam por um local que tinha o chão coberto de areia, com pedras colocadas perto das paredes, segundo imagens exibidas pelo Centro de Controle de Voos Espaciais de Korolev, perto de Moscou. Depois de fincar as bandeiras russa, chinesa e europeia, os dois astronautas recolheram amostras do solo.

A experiência Marte 500 começou em 3 de junho do ano passado no Instituto de Problemas Médico-Biológicos (IBMP), em Moscou, onde os seis voluntários, de 26 a 38 anos, vivem isolados do resto do mundo em condições muito próximas às de um voo para Marte. Durante cerca de um mês, eles simularão as atividades científicas e a vida de uma tripulação em Marte dentro de um módulo concebido para representar a superfície marciana.

Os seis voluntários (três engenheiros, um médico, um cirurgião e um físico) realizam "todas as tarefas como se fosse uma missão real", disse Jennifer Ngo-Ahn, diretora do projeto Marte 500. A IBMP e a Agência Especial Europeia, que realizam esta experiência em parceria, querem estudar os efeitos nos seres humanos do isolamento e da falta de luz natural e de ar fresco, assim como a restrição de contato humano que devem sofrer os astronautas que um dia viajarão a Marte - embora não haja nenhuma expedição deste tipo prevista antes de 20 ou 30 anos.

Em caso de problemas de saúde, os astronautas poderão realizar exames no módulo médico, que permite isolar um tripulante doente. Se um dos voluntários se vir obrigado a abandonar a missão, a experiência continuaria como se o tripulante tivesse falecido.

AFP
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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Voluntários de voo a Marte 'pousam' no Planeta Vermelho

O ítalo-colombiano Diego Urbina, o russo Aleksandr Smolevsky e o chinês Wang Yue, voluntários que participam de um voo espacial simulado a Marte, pousaram neste sábado na superfície reconstituída do Planeta Vermelho.

Os três fizeram a viagem simulada a bordo de uma pequena cápsula espacial e chegaram à superfície marciana reconstituída por cientistas russos em um simulador do Instituto de Problemas Biomédicos de Moscou.

Os aspirantes a astronautas entraram no módulo de aterrissagem, fecharam a escotilha, se separaram da plataforma orbital e levaram uma hora para chegar ao planeta recriado, onde permanecerão durante 30 dias na que é considerada a maior simulação de voo ao Planeta Vermelho, informam as agências russas.

Nos próximos dois dias, os voluntários irão estudar a superfície marciana com a ajuda de um robô, o que inclui a busca de fontes de água.

A Agência Espacial Europeia (ESA) e a russa Roscosmos lançaram esse projeto 2004, contando posteriormente com apoio e financiamento da China.

EFE
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Nasa apresenta berçário de novas estrelas

A Nasa divulgou imagem de uma nebulosa de emissão, onde as estrelas se formam. Foto: Nasa/Divulgação

A Nasa divulgou imagem de uma nebulosa de emissão, onde as estrelas se formam

A agência espacial Americana (Nasa) divulgou nesta sexta-feira a imagem da nebulosa LBN 114,55 +00.22, visualizada pela sonda WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer). Batizada em homenagem ao astrônomo que publicou um catálogo de nebulosas em 1965, LBN significa "Lynds Bright nébula" e os números referem-se às coordenadas na Via Láctea, servindo como uma espécie de endereço na galáxia.

Os astrônomos classificaram a nebulosa como de emissão, por ser responsável por emitir luz. Segundo a Nasa, as nebulosas de emissão são berçários de estrelas, ou seja, lugares onde elas se formam. As cores usadas na imagem representam determinados comprimentos de onda da luz infravermelha. Azul e turqueza marcam a luz emitida em comprimentos de onda predominantemente de estrelas. Verde e vermelho representam a luz emitida principalmente pela poeira.

As nebulosas são enormes nuvens de poeira e gás que ocupam o espaço entre as estrelas. Algumas recebem nomes correspondentes a sua aparência, como a nebulosa Rosa. Nesta terça-feira, a agência espacial apresentou outra nebulosa, chamada de América do Norte devido à incrível semelhança com o continente em luz visível.

Em réplica de nave, 6 astronautas simulam chegada a Marte

Imagem mostra a visão dos voluntários em roupa usada para simulação do voo a marte. Foto: ESA/Divulgação

Imagem mostra a visão dos voluntários em roupa usada para simulação do voo a Marte

Seis astronautas simularão na próxima segunda-feira uma chegada ao planeta Marte, a bordo de uma réplica da nave espacial onde passaram os últimos oito meses fechados com o objetivo de treinar para uma jornada científica de verdade. A experiência Marte 500 começou em 3 de junho do ano passado no Instituto de Problemas Médico-Biológicos (IBMP), em Moscou, na Rússia, onde os seis voluntários, de 26 a 38 anos, vivem isolados do resto do mundo em condições muito próximas às de um voo para Marte.

Eles foram separados em dois grupos quando a nave-simulador, integrada por cinco módulos, "chegou" à órbita de Marte em 2 de fevereiro. Em seguida, três homens se deslocaram para o módulo de aterrissagem que deve pousar no planeta vermelho, enquanto os outros permaneceram no módulo principal, de 20 m de comprimento e 3,60 m de largura.

A "chegada a Marte", prevista para a próxima segunda-feira às 8h de Brasília, será transmitida em uma tela no Centro Russo de Controle de Voos Espaciais (TSOUP), em um subúrbio da capital russa. Especialistas e jornalistas foram convidados para acompanhar o evento.

epois de 250 dias de viagem, tempo necessário para chegar a Marte, o ítalo-colombiano Diego Urbina, o russo Alexander Smolevski e o chinês Wang Yue farão sua primeira saída em dupla para o planeta vermelho, seguida de outros dois passeios nos dias 18 e 22 de fevereiro.

Durante cerca de um mês, eles simularão as atividades científicas e a vida de uma tripulação em Marte dentro de um módulo concebido para representar a superfície marciana. Depois, se encontrarão com os outros três tripulantes: o francês Romain Charles e os russos Sujrob Kamolov e Alexei Sitev.

Os seis voluntários (três engenheiros, um médico, um cirurgião e um físico) realizam "todas as tarefas como se fosse uma missão real", disse Jennifer Ngo-Ahn, diretora do projeto Marte 500. Até o momento, a missão ocorre sem problemas, "mas durante uma verdadeira viagem será preciso enfrentar outros desafios, como por exemplo a gravidade e os problemas de radiação", afirmou.

A IBMP e a Agência Especial Europeia, que realizam esta experiência em parceria, querem estudar os efeitos nos seres humanos do isolamento e da falta de luz natural e de ar fresco, assim como a restrição de contato humano que devem sofrer os astronautas que um dia viajarão a Marte - embora não haja nenhuma expedição deste tipo prevista antes de 20 ou 30 anos.

Em caso de problemas de saúde, os astronautas poderão realizar exames no módulo médico, que permite isolar um tripulante doente. Se um dos voluntários se vir obrigado a abandonar a missão, a experiência continuaria como se o tripulante tivesse falecido. O retorno à Terra está previsto para o fim de novembro, depois de uma viagem de aproximadamente 240 dias.

AFP
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Divulgada imagem de nebulosa parecida com a América do Norte

Nova imagem divulgada pela Nasa mostra mais evidente a semelhança da nebulosa com a América do Norte. Foto: Nasa/Divulgação

Nova imagem divulgada pela Nasa mostra mais evidente a semelhança da nebulosa com a América do Norte. A foto mostra silhuetas parecidas com o México e com a parte da costa leste dos Estados Unidos

A agência espacial Americana (Nasa) divulgou nesta sexta-feira, dia 11, uma nova imagem da nebulosa da América do Norte, nomeada assim devido à incrível semelhança com o continente em luz visível, representado pela coloração azul.

Os raios infravermelhos, mostrados em vermelho e verde, podem penetrar profundamente na poeira estelar, revelando estrelas e nuvens de poeira escondidas. Apenas as mais densas nuvens de poeira permanecem opacas, como as da imagem representadas na "área do Golfo do México". A imagem em questão mostra o México e parte da costa leste dos Estados Unidos.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Nasa inspeciona Discovery após acidente

A Nasa (agência espacial americana) informou nesta quarta-feira que inspeciona detalhadamente o ônibus espacial Discovery depois de um funcionário deixar cair por acidente uma ferramenta metálica durante os trabalhos de reparação da nave.

O acidente aconteceu na terça-feira à noite, quando os técnicos que trabalham nos consertos do Discovery mexiam no duto de ventilação de hidrogênio do tanque de combustível externo.

Os funcionários estavam na parte superior do ônibus espacial, em uma passarela, quando uma das ferramentas, conhecida como calibrador, se desfez em várias partes e caiu.

A porta-voz da Nasa Andrea Thompson indicou ao site "SPACE.com" que ninguém ficou ferido e que os especialistas passaram a noite verificando possíveis danos no Discover.

EFE
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Imagem mostra estranho colorido de nebulosa

O incomum da IC 443 é que a sua forma de concha tem duas metades que têm raios, estruturas e emissões diferentes. Foto: Nasa/Divulgação

O incomum da IC 443 é que a sua forma de concha tem duas metades que têm raios, estruturas e emissões diferentes

A agência espacial americana (Nasa) divulgou nesta terça-feira, dia 8, a imagem do estranho colorido de uma nebulosa, remanescente da supernova IC 443. Também conhecida como a Nebulosa Jellyfish, a IC 443 é particularmente interessante porque fornece um olhar sobre como as explosões estelares interagem com seu meio.

As estrelas têm um ciclo de vida - elas nascem, amadurecem e eventualmente morre. A maneira em que as estrelas morrem depende de sua massa. Estrelas com massa semelhante ao Sol normalmente se tornam nebulosas planetárias no final de suas vidas, enquanto as estrelas com muitas vezes a massa do Sol explodem como supernovas. A IC 443 é remanescente de uma estrela que se tornou supernova entre 5 mil e 10 mil anos atrás. A explosão da supernova enviou ondas de choque que viajaram pelo espaço, varrendo e aquecendo o gás e poeira em torno do meio interestelar, criando o remanescente de supernova.

O que é incomum na IC 443 é que a sua forma de concha tem duas metades que têm raios, estruturas e emissões diferentes. As diferenças de cor vistas na imagem representam diferentes comprimentos de onda de emissão de infravermelho. As diferenças na cor são também o resultado de diferentes energias das ondas de choque atingindo o meio interestelar.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Vídeo registra aurora boreal no céu da Noruega

Cinegrafista norueguês conseguiu flagrar uma aurora boreal no céu do país. Foto: BBC Brasil

Cinegrafista norueguês conseguiu flagrar uma aurora boreal no céu do país

O cinegrafista Eirik Evjen registrou uma aurora boreal, no céu da Noruega. Fotógrafo deixou a câmera fixa ao longo de oito horas. Ele deixou sua câmera fixa no topo de uma montanha e registrou o céu da cidade de Lofoten, no norte do país, ao longo de oito horas.

O fotógrafo diz ter ficado impressionado com as imagens que conseguiu capturar. A aurora boreal é causada pelos ventos solares que carregam um fluxo contínuo de partículas elétricas liberadas pelas explosões que ocorrem na superfície do Sol.

Quando estas partículas atingem os campos magnéticos da Terra algumas ficam retidas provocando a luminosidade intensa pela liberação de energia ocorrida com a colisão destas partículas com as moléculas e átomos presentes na atmosfera.

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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Nasa divulga imagens em 3D do Sol

A nova visão do Sol pode revelar conexões que não eram examinadas com tanta atenção pelos cientistas. Foto: Nasa/Divulgação

A nova visão do Sol pode revelar conexões que não eram examinadas com tanta atenção pelos cientistas

A Nasa, a agência espacial americana, divulgou no domingo as primeiras imagens em 3D do Sol, feitas por dois satélites lançados em 2006. Os dois satélites fazem parte do projeto Observatório de Relações Terrestres-Solares (Stereo, na sigla em inglês) e, desde seu lançamento, seguem trajetórias diferentes. Um deles à frente da Terra em sua trajetória, o outro mais atrás.

No domingo, a Nasa informou que os dois satélites finalmente alcançaram posições em lados opostos do Sol, o que deixou o astro exatamente entre eles. Os dois satélites agora transmitem imagens da frente e da parte de trás do Sol.

"Pela primeira vez podemos observar a atividade solar em toda a sua glória 3D", afirmou Angelos Vourtidas, integrante da equipe científica do projeto Stereo no Laboratório de Pesquisa Naval em Washington.

"Este é um grande momento na física solar. Stereo revelou o Sol como ele realmente é - uma esfera de plasma quente entrelaçada de forma intrincada por campos magnéticos", acrescentou Vourtidas. A Nasa divulgou um filme mostrando as imagens durante o Super Bowl - a final do campeonato de futebol americano - no domingo.

Detalhe
Cada uma das duas sondas do projeto Stereo fotografa metade do Sol e transmite as imagens para a Terra. Os pesquisadores combinam as duas imagens para criar uma esfera.

No entanto, as imagens transmitidas pelos satélites não são apenas fotos comuns. Os telescópios do projeto Stereo estão sintonizados para captar quatro comprimentos de onda de radiação ultravioleta extrema, selecionados para rastrear aspectos importantes da atividade solar como erupções, tsunamis e filamentos magnéticos.

"Com dados como estes, podemos voar em volta do Sol e ver o que está acontecendo além do horizonte, sem sair de nossas mesas", disse a astrofísica do programa Stereo Lika Guhathakurta. "Espero grandes avanços na física teórica solar e previsão do tempo no espaço."

O projeto Stereo já está sendo usado para melhorar estas "previsões do tempo espaciais" fornecidas a empresas aéreas, companhias de energia elétrica, operadores de satélites e outros clientes.

Mas, os benefícios destas previsões não são limitados à Terra. "Com este belo modelo global podemos rastrear tempestades solares que se encaminhem para outros planetas também. Isto é importante para missões da Nasa para Mercúrio, Marte, asteroides...", acrescentou Guhathakurta.

Conexões
A nova visão do Sol pode revelar conexões que não eram examinadas com tanta atenção pelos cientistas. Por exemplo: pesquisadores já suspeitavam que a atividade solar podia ser "global", com erupções em lados opostos do Sol sendo desencadeadas e se alimentando uma da outra.

Agora, eles poderão estudar este fenômeno. Para o professor Richard Harrison, do Laboratório Rutherford Appleton, na Grã-Bretanha, um dos cientistas que participa do projeto, uma visão de todo o Sol será a chave para compreender o que gera os processos complexos na estrela.

"Você realmente vê estas regiões separadas por grandes distâncias na atmosfera solar, que são conectadas magneticamente, mostrando atividade ao mesmo tempo ou causando atividade em outro lugar", explicou o cientista à BBC.

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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Dunas de Marte se movimentam, diz estudo

As dunas de areia da zona norte de Marte, que até agora estavam congeladas, apresentam movimentos bruscos e gradativos, segundo revelaram as imagens da sonda de reconhecimento da Nasa (agência espacial americana) publicadas nesta quinta-feira pela revista Science.

Os cientistas tinham considerado que as dunas, formadas no passado quando os ventos na superfície do planeta eram mais fortes que na atualidade, eram praticamente estáticas. No entanto, as mudanças detectadas pela câmera de alta resolução da sonda Mars Reconnaisance Orbiter (MRO) sugerem que se trata de um das paisagens mais ativas de Marte.

Os pesquisadores da Universidade de Tucson (Arizona), responsáveis pela análise das imagens da câmera da sonda, estudaram as fotografias tiradas em um período de dois anos marcianos, equivalentes a quatro anos da Terra. "A quantidade e a magnitude das mudanças foram realmente surpreendentes", assinalou Candice Hansen, diretora do Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona.

O estudo apontou que o movimento estacional de dióxido de carbono, que no inverno se congela e na primavera volta a estar em estado gasoso, junto com rajadas de vento maiores do que se pensava, são os dois responsáveis pelo fenômeno. "Este fluxo de gás desestabiliza as dunas de Marte, causando avalanches de areia e a criação de novos nichos, barrancos e rampas de areia", explicou. "O nível de erosão em só um ano de Marte foi realmente surpreendente. Em alguns lugares se desprenderam centenas de metros cúbicos de areia como em um desmoronamento", disse.

A análise também descobriu que as "cicatrizes" das avalanches de areia podem ser apagadas parcialmente em apenas um ano marciano, que equivale a 687 dias na Terra. A sonda espacial MRO foi enviada ao Planeta Vermelho no dia 12 de agosto de 2005 e entrou na órbita marciana em 10 de março de 2006.

Operado no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa, o MRO conta com uma antena de 3 m de diâmetro com a capacidade de transmitir 6 megabits por segundo, assim como câmeras de alta definição com capacidade suficiente para captar com clareza objetos do tamanho de uma escrivaninha. Em 2008 foi finalizada a primeira fase de prospecção científica que continuou depois as pesquisas da superfície e da atmosfera do planeta.

Além do descobrimento de grandes massas de água nas latitudes médias do planeta, o MRO determinou que a água esculpiu a superfície de Marte há milhões de anos e determinou que em sua superfície existiram diversos ambientes hidrográficos, alguns ácidos e outros alcalinos.

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Nasa descobre 6 planetas que orbitam estrela similar ao Sol

Gráfico divulgado pela nasa mostra Kepler-11, uma estrela semelhante ao Sol em torno do qual orbitam seis planetas  . Foto: AP

Gráfico divulgado pela nasa mostra Kepler-11, uma estrela semelhante ao Sol em torno do qual orbitam seis planetas

A Nasa anunciou nesta quarta-feira o descobrimento, graças aos dados do telescópio espacial Kepler, de seis pequenos planetas que orbitam ao redor de uma estrela semelhante ao Sol. Os planetas são formados por uma mistura de rochas e gases, possivelmente incluindo água. O sistema planetário está distante 2 mil anos-luz da Terra.

Os planetas orbitam dentro de um sistema que foi batizado como Kepler-11, e que chamou a atenção dos cientistas por estar composto por um elevado número de planetas, de pequenas dimensões e muito próximos uns dos outros. Todos os planetas que orbitam a estrela são maiores que a Terra, com os maiores podendo ser comparados a Urano e Netuno.

A descoberta é importante porque poucas são as estrelas conhecidas que têm mais de um planeta circulando ao seu redor, e Kepler-11 é a primeira descoberta a ter mais de três. "Nós sabemos que sistemas como este não são comuns. Há certamente muito menos do que 1% de estrelas que têm sistemas como o Kepler-11. Mas se é um em mil, um em cada 10 mil ou um em 1 milhão, não sabemos, porque nós só descobrimos um deles", disse Jack Lissauer, cientista da Nasa.

Os cinco planetas mais interiores do novo sistema planetário são mais próximos de Kepler-11 do que qualquer planeta do sistema solar é do Sol. Os cinco primeiros têm órbitas que variam entre 10 e 47 dias, com massas de 2,3 a 13,5 vezes maiores que a Terra, enquanto o mais afastado completa sua órbita em 118 dias, mas ainda não teve a massa definida.

Na coletiva de imprensa convocada pela Nasa para divulgar os resultados da missão, os cientistas afirmaram que os candidatos precisam ainda de acompanhamento para verificar se são planetas reais. "Temos 99% de certeza de que são planetas, mas ainda assim são apenas candidatos", afirmou Lissauer.

Sobre a possibilidade de encontrar vida nesse planeta, a professora de astronomia da Universidade Yale, Debra Fischer disse que ainda é preciso "paciência e um monte de dinheiro". "Este é o primeiro passo: perceber a frequência desses objetos. É um passo importante, o primeiro, mas outros passos precisam ser tomados", disse.

O telescópio Kepler
Lançado em março de 2009, o Kepler está medindo a luz de 100 mil estrelas nas constelações Cisne e Lira. A esperança é encontrar planetas com tamanho e composição semelhantes às da Terra, dentro da chamada zona habitável - quente o suficiente para que exista água líquida, mas não quente demais para abrigar vida.

Desde o início da missão Kepler, foram descobertos 68 candidatos a planetas do tamanho da Terra e 288 maiores que o nosso planeta. Outros 662 planetas descobertos têm o tamanho de Netuno, 165 são comparáveis a Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar. Outros 19 são maiores que qualquer planeta do nosso sistema.

Com os dados do Kepler, astrônomos da Universidade da Califórnia de Santa Cruz (UCSC) analisaram a dinâmica orbital deste sistema planetário, cujos resultados aparecerão publicados na edição de fevereiro da revista científica Nature.

Para determinar o tamanho e as massas dos planetas, a equipe analisou as medições realizadas pelo observatório Kepler da Nasa, que captou a luminosidade em transformação da estrela por volta da qual os planetas giram quando passam em frente a ela.

O fotômetro sensível do telescópio capta este momento em que se interrompe o brilho da estrela. Com as imagens, os cientistas podem conhecer o tamanho e a massa de cada planeta medindo seu raio. "Isso não só é um sistema planetário surpreendente, mas também valida um novo e poderoso método para medir as massas dos planetas", assinalou Daniel Fabrycky da UCSC, que dirigiu a análise da dinâmica orbital junto a Jack Lissauer, cientista da Nasa.

Com informações da agência EFE.

Nasa divulga imagem da maior câmara de vácuo do mundo

As portas da câmara de testes tem 15 m x 15 m e são seladas duplamente para sustentar o ambiente de vácuo. Foto: Nasa/Divulgação

As portas da câmara de testes tem 15 m x 15 m e são seladas duplamente para sustentar o ambiente de vácuo

A agência espacial americana (Nasa, na sigla em inglês) divulgou nesta terça-feira, 2 de fevereiro, uma imagem da maior câmara de vácuo do mundo, que fica em um centro de pesquisa espacial da agência, localizado na Estação Plum Brook, em Ohio, nos Estados Unidos. Ela tem mais de 30 m de diâmetro e torres de 37 m de altura.

O imenso tamanho e a habilidade de simular o vácuo espacial faz a câmara se tornar ideal para testar veículos espaciais. As portas da câmara de testes tem 15 m x 15 m e são seladas duplamente para sustentar o ambiente de vácuo.

Nasa anuncia entrevista sobre novas descobertas na busca de planetas

O conhecimento sobre os planetas do Sistema Solar aumentará substancialmente nesta quarta-feira, quando a Nasa (agência espacial americana) divulgar as últimas descobertas do telescópio Kepler.

O telescópio, que pesa pouco mais de uma tonelada e orbita ao redor do Sol a cada 372 dias, foi lançado em 2009 com o objetivo de identificar planetas além do Sistema Solar, sempre com a esperança de encontrar algum com condições de vida.

Desde que os cientistas localizaram o primeiro planeta fora do nosso sistema solar em 1992, confirmaram também a presença de outros 500.

Os primeiros dados enviados pelo Kepler revelaram, por exemplo, que os planetas menores que Júpiter, o maior do sistema solar, são mais comuns que os planetas gigantes.

Geoff Marcy, um astrônomo da Universidade da Califórnia em Berkeley e que participa do projeto Kepler, disse que em 2020 provavelmente já terão identificado cerca de 20 mil ''exoplanetas''.

"O Kepler é tão bom que é difícil competir com ele", disse Marcy no site "Space.com", acrescentando que "o Kepler encontrará milhares de planetas".

Espera-se que em sua entrevista coletiva marcada para esta quarta-feira (às 16h horário de Brasília), a Nasa divulgue detalhes sobre novos planetas identificados, ou ainda sistemas de planetas que tenham um tamanho parecido ao da Terra e orbitem uma estrela comparável com o Sol.

EFE
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Imagem mostra galáxia de disco puro

Foto mostra a galáxia NGC3621, na constelação de Hydra. Foto: Joseph DePasquale/ESO/Divulgação

Imagem de Joe DePasquale como parte do concurso Tesouros Escondidos 2010, do Observatório Europeu do Sul, foi a quinta classificada na competição

A galáxia brilhante NGC 3621, capturada por um telescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) em La Silla, no Chile, parece ser um exemplar perfeito de uma espiral clássica. Porém, por não possuir bojo central, é descrita como uma galáxia de disco puro.

A NGC 3621 é uma galáxia espiral situada a cerca de 22 milhões de anos-luz de distância na constelação da Hidra. É relativamente brilhante e pode ser observada com um telescópio de tamanho médio. A galáxia tem a forma de uma panqueca achatada, o que indica que ainda não interagiu de forma direta com outra galáxia, sofrendo por exemplo uma colisão galáctica, o que teria criado um pequeno bojo em seu centro.

A maioria dos astrônomos pensa que as galáxias crescem por fusão com outras galáxias, num processo chamado formação hierárquica de galáxias. Com o tempo este processo cria bojos grandes no centro das espirais. Investigações recentes sugeriram, no entanto, que galáxias espirais sem bojo, ou de disco puro, como a NGC 3621, são na realidade bastante comuns.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Nasa comemora 40 anos do lançamento da Apollo 14 à Lua

O comandante da missão, Alan Shepard, foi o primeiro astronauta a jogar golfe na superfície lunar. Foto: Nasa/Divulgação

O comandante da missão, Alan Shepard, foi o primeiro astronauta a jogar golfe na superfície lunar

A Nasa (agência espacial americana) comemora o 40º aniversário do lançamento da Apollo 14 à Lua, ocorrido em 31 de janeiro de 1971.

A missão deixou para a história a imagem do primeiro astronauta a jogar golfe na superfície lunar. Quem protagonizou o episódio foi o comandante da missão, Alan Shepard, que entre a seleção de artigos pessoais que a Nasa permite que seus astronautas levem ao espaço, escolheu levar bolas de golfe.

Para surpresa de todo o mundo, ao terminar a segunda caminhada lunar da missão, Shepard fez dois lançamentos com um taco improvisado composto por uma das ferramentas utilizadas para recolher amostras geológicas. A primeira bolinha caiu em uma cratera próxima, e a segunda, segundo o próprio Shepard, "viajou milhas e milhas".

Em 1961, Alan Shepard se tornou o primeiro astronauta a chegar ao espaço. Oito anos depois, já sob o programa Apolo, a Nasa levou à Lua Neil Armstrong, o primeiro homem que pisou na superfície do satélite natural da Terra.

EFE
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Dados de satélite sobre gelos polares estão disponíveis

Os cientistas, Jason Box, Richard Bates e Alun Hubbard, que estão trabalhando em parceria com o Greenpeace, montaram um transmissor na geleira de .... Foto: Reuters

Satélite pode detectar as mudanças nas calotas polares que cobrem a Groenlândia

Cientistas podem, a partir desta terça-feira, consultar os dados do satélite Cryosat 2, que permite determinar com precisão as variações da espessura dos gelos polares - indicador importante do aquecimento climático, anunciou a Agência Espacial Europeia (ESA).

"A partir desta data, a comunidade científica internacional terá acesso livre e fácil a todas as medições efetuadas", informou a agência. O satélite Cryosat 2 foi lançado em abril de 2010, cinco anos depois da perda do satélite CryoSat original, cujo lançamento fracassou em 2005, causando para os cientistas "uma longa espera de informações sobre a espessura dos gelos", recordou a ESA.

Graças a seu radar altimétrico, o Cryosat 2 pode medir com precisão de poucos centímetros a espessura dos gelos flutuantes nos oceanos polares e detectar as mudanças nas calotas polares que cobrem a Groenlândia e a Antártica, em particular o local onde se desprendem os icebergs.

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Simulação de voo a Marte entra na órbita do planeta

Imagem mostra a visão dos voluntários em roupa usada para simulação do voo a marte. Foto: ESA/Divulgação

Imagem mostra a visão dos voluntários em roupa usada para simulação do voo a marte

A nave espacial com seis voluntários do voo simulado a Marte já está na órbita do planeta vermelho e em menos de duas semanas pousará na superfície simulada, informou nesta terça-feira um porta-voz do Instituto de Problemas Biomédicos (IPBM) da Academia de Ciências da Rússia.

"Ao despertarem nesta manhã, os participantes da experiência viram uma representação de Marte em seus monitores imitando os guichês (de uma nave espacial). Isso quer dizer que já entraram na órbita marciana", precisou o IPBM à agência Interfax.

O projeto Mars500 tem duração prevista de 520 dias, tempo que levaria uma viagem de ida e volta a Marte. Os seis voluntários estão isolados há oito meses simulando a viagem.

Em poucos dias, os voluntários passarão a desempenhar o papel de engenheiros e cientistas para realizar os trabalhos de carga e descarga, porque deverão esvaziar o módulo que simula a cápsula até este momento que funcionava como armazém.

Antes de 12 de fevereiro, data prevista para chegada à superfície marciana, os voluntários experimentarão em seu organismo vários aspectos da falta de gravidade que serão reproduzidos de forma artificial. Dormirão de noite de cabeça para baixo para simular o estado de falta de gravidade e temperatura de 12ºC negativos.

Durante a estadia no simulador da superfície de Marte, os voluntários realizarão três caminhadas. A Agência Espacial Europeia (ESA) e a russa Roscosmos lançaram em 2004 este ambicioso projeto, ao qual uniu-se posteriormente a China e no qual também colaboram países como os Estados Unidos e Espanha.

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CORREÇÃO: Estudantes filmam Terra da estratosfera

Diferentemente do que foi publicado anteriormente na notícia Estudantes filmam Terra da estratosfera , no dia 1º de fevereiro de 2011, às 9h37, o equipamento estava a uma altitude de 37 km, e não de 3,7 mil metros, como informou a BBC Brasil. A informação foi corrigida no mesmo dia, às 11h32.

Discovery volta à plataforma de lançamento nos EUA

Neste último voo do ônibus espacial Discovery, os tripulantes da STS-133 terão a importante missão de repor peças na Estação Espacial Internacional. Foto: Nasa/Divulgação

Neste último voo do ônibus espacial Discovery, os tripulantes da STS-133 terão a importante missão de repor peças na Estação Espacial Internacional

A agência espacial americana (Nasa) informou que o ônibus espacial Discovery retornou nesta terça-feira, dia 1º de fevereiro, à plataforma de lançamento 39A, no Centro Espacial Kennedy, nos Estados Unidos. A operação durou cerca de sete horas, segundo a Nasa.

Neste último voo do ônibus espacial Discovery, após o anúncio de encerramento do programa de ônibus espaciais da Nasa, os tripulantes da STS-133 terão a importante missão de repor peças na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), junto com o Express Logistics Carrier-4.

Steve Bowen substitui Tim Kopra, que se sofreu um acidente de bicicleta em 15 de janeiro, impedindo Kopra de participar do lançamento. O último voo de Bowen foi com a Atlantis, em maio de 2010, como parte da tripulação da STS-132. Nesta missão, Bowen será o primeiro astronauta a voar em missões consecutivas.

Estudantes filmam Terra da estratosfera

Os universitários usaram um balão de hélio para enviar a caixa de isopor com duas pequenas câmeras e um aparelho de GPS a uma altitude de cerca de 3,7 .... Foto: Cortesia de Alex Baker e Chris Rose/BBC Brasil

Os universitários usaram um balão de hélio para enviar a caixa de isopor com duas pequenas câmeras e um aparelho de GPS a uma altitude de cerca de 37 km

Dois universitários britânicos gravaram do alto da estratosfera um vídeo da Terra com um equipamento feito em casa ao custo de 350 libras, o equivalente a pouco menos R$ 1 mil.

Alex Baker e Chris Rose, estudantes de PhD da Universidade de Sheffield, usaram um balão de hélio para enviar a caixa de isopor com duas pequenas câmeras e um aparelho de GPS (localizador via satélite) a uma altitude de cerca de 37 km.

Por causa das baixas temperaturas que a caixa teria que enfrentar, ela foi isolada com fita e eles incluíram uma pequena almofada de aquecimento.

Eles calculam que o balão tenha estourado a 37 km de altitude, abrindo o paraquedas que permitiu a volta do equipamento intacto à Terra. O experimento foi lançado no condado de Derbyshire e caiu três horas depois cerca de 160 km a sudeste de lá.

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