segunda-feira, 7 de março de 2011

Foguete de 'carro mais rápido' vai a testes nos EUA

Versão reduzida do foguete está em testes no deserto do Mojave, Estados Unidos. Foto: BBC Brasil

Versão reduzida do foguete está em testes no deserto do Mojave, Estados Unidos

Uma versão reduzida do foguete Falcon - que deve impulsionar o veículo Bloodhound rumo ao recorde mundial de velocidade em terra no ano que vem - já está em testes no deserto de Mojave, nos Estados Unidos.

O primeiro teste de um modelo tão potente quanto o que será usado no carro deve acontecer nos próximos meses em solo britânico. A versão reduzida do equipamento já foi acionada dez vezes. Com empuxo de 122 kN, o Falcon em tamanho normal deve se tornar o teste de um foguete com maior capacidade em solo britânico nas últimas duas décadas.

Para atingir a meta de velocidade de 1,6 mil km/h, o Bloodhound deve contar com o Falcon, uma turbina de um caça e o motor de um Fórmula 1. Nos primeiros 100 segundos iniciais, o Bloodhound deve percorrer 8 km.

BBC Brasil
BBC Brasil - BBC BRASIL.com - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da BBC BRASIL.com.

domingo, 6 de março de 2011

Discovery fecha escotilhas e despede-se da ISS

Os seis tripulantes do Discovery já se encontram na nave espacial após completarem com sucesso a manobra de fechamento das escotilhas às 16h11 do horário local (18h do horário de Brasília) com a Estação Espacial Internacional (ISS), informou neste domingo a Nasa.

As escotilhas foram abertas no dia 26 de fevereiro e permaneceram abertas durante sete dias, 23 horas e 55 minutos.

As tripulações do Discovery e da ISS desfrutaram neste domingo de poucas horas livres nas quais compartilharam uma refeição de despedida.

O comandante do Discovery, Steve Lindsey, agradeceu a hospitalidade recebida na ISS.

Por sua parte, o comandante da ISS, Scott Kelly, declarou que foi "uma missão muito bem-sucedida" e afirmou que vão "sentir saudades da tripulação e da nave espacial Discovery".

Pouco antes do fechamento das escotilhas, os controladores da missão da Terra brincaram com ambas tripulações.

"Só um conselho amistoso, antes de fecharem as escotilhas nesta noite assegurem-se que todas as coisas e todos os membros da tripulação estão no lado correto", disseram.

A agência espacial tinha previsto que a missão do Discovery voltasse a Terra na segunda-feira dia 7 de março, no entanto, com o novo programa a nave partirá amanhã às 7h da hora local (9h do horário de Brasília) da estação e voltará a terra na quarta-feira no dia 9 de março.

A Nasa informou que o dia extra da missão STS-133 é importante para terminar de desembarcar e colocar as mais de cinco toneladas de material que transportou o Discovery ao Módulo Permanente Multiuso à Estação Espacial Internacional (ISS).

A aterrissagem está prevista para às 11h58 da costa leste (13h58 do horário de Brasília) no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, Flórida.

Esta é a viagem número 39 e última do Discovery, que ao longo de sua história percorreu mais de 230 milhões de quilômetros, passou em órbita 352 dias e rodeou a Terra 5.628 vezes a uma velocidade de 28 mil km/h.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Astronautas da Discovery têm último dia de trabalho na ISS

Imagen mostra os astronautas Alvin Drew e Steve Bowen durante a segunda caminhada espacial da missão do Discovery na estação espacial. Foto: Nasa/EFE

Astronautas do Discovery estão no fim da missão

Os seis astronautas do ônibus espacial Discovery trabalharam neste domingo pela última vez na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), antes de iniciar, na segunda-feira, o seu retorno à Terra, ao término da última missão no espaço da nave americana, informou a Nasa.

"Hoje os doze membros da equipe (seis do ônibus espacial e seis da ISS) vão passar suas últimas horas juntos", durante as quais transferirão amostras científicas do congelador da ISS ao do Discovery, indicou a agência espacial americana.

"Depois, se despedirão e fecharão as escotilhas", acrescentou a Nasa em um comunicado. A missão é a última do Discovery, o mais velho dos três ônibus espaciais, que irá para um museu neste ano. Foram necessárias 155 caminhadas espaciais (973 horas e 53 minutos) de astronautas para unir e manter a Estação Espacial desde 1998. A Nasa pôs fim ao programa de voos tripulados. O Endeavour realizará sua última missão em 19 de abril, e o Atlantis em 28 de junho.

AFP
AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

Astrobiólogo diz ter encontrado evidência de vida extraterrestre

A imagem mostra um filamento fossilizado no meteorito Ivuna, da classe CI1. Foto: Journal of Cosmology/Reprodução

A imagem mostra um filamento no meteorito Ivuna, da classe CI1, objeto do estudo

O astrobiólogo da Nasa, Richard Hoover, afirmou ter encontrado evidências de vida extraterrestre em um meteorito, segundo estudo publicado neste sábado na revista científica Journal of Cosmology. De acordo com Hoover, ele teria encontrado microfósseis similares a cianobactérias existentes em uma classe extremamente rara de meteoriotos, o CI1, encontrado em áreas remotas do planeta, como Antártica, Sibéria e Alasca.

Para Hoover, o estudo pode permitir a implicação de que a vida está em todos os lugares e que a vida na Terra pode ter surgido a partir de corpos vivos em outros planetas. Segundo Rudy Schild, pertencente do centro de astrofísica Harvard-Smithsonian e editor-chefe do Journal of Cosmology, em comunicado oficial, a análise atenciosa de Hoover fornece provas definitivas de que existe vida microbial em corpos do universo, sendo que alguns destes podem inclusive proceder a origem da Terra e até mesmo do Sistema Solar. "Estas bactérias fossilizadas não são contaminantes para a Terra. São restos fossilizados de organismos vivos que existiram em corpos celestes similares aos deste meteoro, como cometas, luas e outros", destaca o artigo.

Em declarações ao canal de televisão norte-americano Fox News , Hoover afirmou que este campo de estudo não é amplamente explorado porque muitos grandes cientistas afirmaram que é impossível. A publicação ainda convidou mais de 100 especialistas e 5 mil cientistas para revisarem e opinarem sobre o artigo, devido à "controvertida polêmica que pode gerar este descobrimento", afirmou Schild.

Boeing lança veículo espacial militar X-37B sem tripulação

A americana Boeing anunciou na noite de sábado o lançamento em Cabo Canaveral de uma segunda nave espacial sem tripulação X-37B destinada à Força Aérea. "A Boeing anuncia o lançamento com sucesso do segundo veículo de teste orbital (OTV) para a unidade de intervenções rápidas da Força Aérea americana", afirma um comunicado.

"Foi um momento histórico em dezembro quando o X-37B se tornou o primeiro veículo sem tripulação a retornar do espaço e pousar sozinho, e hoje demos outro passo importante", comentou Craig Cooning, vice-presidente da Boeing Space & Intelligence Systems.

O primeiro OTV foi lançado em abril para permanecer em órbita por oito meses e pousou na base Vandenberg da Força Aérea em dezembro.

AFP
AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Astronautas iniciam testes para missão dedicada a Yuri Gagarin

As tripulações titular e reserva da próxima missão à Estação Espacial Internacional (ISS), dedicada a Yuri Gagarin no 50º aniversário da primeira viagem do homem ao espaço, começaram nesta sexta-feira os testes prévios ao voo no Centro de Treinamento de Cosmonautas localizado nos arredores de Moscou.

A tripulação principal, integrada pelos russos Andrei Borisenko e Aleksandr Samokutiayev, que não têm experiência no espaço, e o astronauta da Nasa Ronald Garan, que já conta com um voo orbital em seu currículo, fará um teste no simulador terrestre do segmento russo da ISS.

Já a equipe suplente, composta pelos russos Anton Shkaplerov e Anatoli Ivanishin e o americano Daniel Burbank, passará por uma prova na réplica da nave pilotada Soyuz TMA. No sábado, as tripulações trocarão de local de testes e, no final do dia, as equipes receberão qualificações em uma escala de um a cinco pontos.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Satélite de observação da Nasa não consegue entrar em órbita

O satélite de observação terrestre Glory, construído pela Nasa, não conseguiu entrar em órbita nesta sexta-feira devido a uma falha de sua capa protetora, que não se desprendeu após o lançamento como previsto, explicou a agência espacial americana. "A carenagem não se separou e o veículo não atingiu a velocidade suficiente (...) para alcançar a órbita", indicou um porta-voz da Nasa, acrescentando que os cientistas ainda não sabem explicar o que provocou a falha.

O lançamento do satélite - cuja função era medir a quantidade de aerossóis presente na atmosfera terrestre, ajudando os pesquisadores a compreender seu impacto sobre o clima - havia sido adiado para 23 de fevereiro depois de um problema técnico nos controles de solo.

AFP
AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

China constrói a maior base mundial de desenvolvimento de foguetes

A China está construindo na cidade de Tianjin, próxima a Pequim, a maior base mundial de desenvolvimento, produção e testes de foguetes para seu programa espacial. A primeira fase da construção da base estará pronta em um ano, informou nesta sexta-feira o diário oficial Global Times.

A base está localizada na região de Binhai, onde também se encontra a única unidade de montagem da Airbus fora da Europa, e contará com 22 plantas. Destas, 20 estão completas, sendo que algumas delas já estão prontas para operar, indicou o diário.

O objetivo do complexo é fazer frente à demanda de pesquisa e desenvolvimento em tecnologia espacial para os próximos 30 ou 50 anos, assinalou o subdiretor da Academia Chinesa de Tecnologia de Veículos de Lançamento, Liang Xiaohong.

Segundo Liang, ao integrar a cadeia industrial de produção, a base poderá produzir um amplo leque de foguetes de diferentes tipos e tamanhos, incluindo o novo foguete propulsor desenvolvido pela China.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Nasa prorroga retorno do ônibus espacial Discovery

A Nasa, agência espacial americana, decidiu nesta quinta-feira prolongar a última missão do ônibus espacial Discovery, para dar mais tempo aos astronautas de colocarem a carga da nave na Estação Espacial Internacional (ISS).

A agência espacial tinha previsto que o Discovery voltaria à Terra no próximo dia 7. No entanto, com o novo programa, a nave voltará à Terra no dia 9.

A agência informou que o período extra da missão STS-133 será essencial para terminar de organizar as mais de 5 toneladas de material que o Discovery transportou por meio do Módulo Permanente Multiuso "Leonardo".

Megan McArthur, responsável de comunicações da nave, informou na Terra aos comandantes Steve Lindsey e Scott Kelly sobre o prolongamento da missão.

Os astronautas estão transferindo a carga ao veículo de transferência H-II com os braços robóticos que a ISS utiliza.

A Nasa quer deixar a estação bem abastecida antes de retirar o ônibus espacial de funcionamento, após três décadas de missões tripuladas.

A aterrissagem está prevista agora para as 11h58 (horário da costa leste americana, 13h58 de Brasília), no Centro Espacial Kennedy, no Cabo Canaveral, Flórida.

Este é a 39ª e última viagem do Discovery, que ao longo de sua história percorreu mais de 230 milhões de quilômetros, passou 352 dias em órbita e rodeou a Terra 5.628 vezes a uma velocidade de 28 mil km/h.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Discovery eleva em 1,75 km órbita média da ISS

A órbita média da Estação Espacial Internacional (ISS) foi elevada nesta quinta-feira em 1,75 quilômetros com ajuda dos propulsores da nave americana Discovery, informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.

Os motores, que foram conectados às 17h03 no horário de Moscou (11h03 de Brasília), "funcionaram durante 26 minutos e, como resultado, a órbita média da ISS foi elevada em 1,75 km, para 352,8 km", detalhou um porta-voz do CCVE, citado pela agência oficial Itar-Tass.

A anterior elevação da órbita, em 0,9 km, ocorreu em 25 de fevereiro com ajuda dos propulsores do segundo cargueiro europeu da série ATV, o Johannes Kepler, acoplado à ISS um dia antes.

O Discovery foi conectado à plataforma orbital com seis tripulantes a bordo na sexta-feira e permanecerá encostado ao laboratório espacial até o próximo domingo.

A atual tripulação permanente da ISS é formada pelos cosmonautas russos Aleksandr Kaleri, Oleg Skripochka e Dmitri Kondratiev, os americanos Scott Kelly e Catherine Coleman e o italiano Paolo Nespoli.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Astronautas da nave Discovery concluem 2ª caminhada espacial

Os astronautas Steve Bowen e Al Drew concluíram nesta quarta-feira com sucesso a segunda jornada de trabalhos fora da Estação Espacial Internacional (ISS), que começou com atraso por um vazamento detectado de última hora em um dos trajes espaciais. A expedição acabou oficialmente às 19h36 de Brasília e durou seis horas e 14 minutos, durante as quais cumpriram uma série de tarefas.

Apesar de a caminhada ter começado 20 minutos depois do previsto, os dois astronautas completaram as tarefas programadas e ainda fizeram um trabalho extra, que deixaram avançado para a próxima missão do Endeavour.

A especialista Nicole Stott coordenou os trabalhos dos dois astronautas de dentro da nave e as comunicações entre os astronautas e o Centro de Controle em Houston. Esta foi a expedição espacial 155 em apoio técnico do complexo orbital, a sétima para Bowen, que usou um detalhe vermelho no traje para se diferenciar de Drew, que fez sua segunda saída.

Os dois astronautas realizaram, na segunda-feira passada, a primeira das duas expedições que a Nasa previu para esta viagem, que será a última do Discovery.

O comandante Steve Lindsey, o piloto Eric Boe e os especialistas Alvin Drew, Steve Bowen, Michael Barratt e Nicole Stott, formam a missão STS-133 do Discovery, a 39ª e última antes de ser retirado de funcionamento.

O Discovery levou até a ISS o Módulo Permanente "Leonardo", que foi carregado de peças de reposição, a plataforma Carrier 4 e o androide Robonaut 2, que dentro de algumas semanas será transferido para o laboratório Destiny.

Após uma missão de 11 dias, a nave voltará à Terra na segunda-feira, 7 de março, às 14h47 de Brasília.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Vazamento em traje de astronauta atrasa caminhada espacial

Imagen mostra os astronautas Alvin Drew e Steve Bowen durante a segunda caminhada espacial da missão do Discovery na estação espacial. Foto: Nasa/EFE

Imagen mostra os astronautas Alvin Drew e Steve Bowen durante a segunda e última caminhada espacial da missão do Discovery na estação espacial

Os astronautas Steve Bowen e Alvin Drew iniciaram nesta quarta-feira a segunda jornada de trabalhos fora da Estação Espacial Internacional (ISS, por sua sigla em inglês), que começou com um pequeno atraso devido a um vazamento detectado na última hora no traje espacial de Bowen.

A caminhada começou às 12h42 (horário de Brasília), quando os astronautas conectaram seus trajes às baterias de energia, 20 minutos mais tarde do que o previsto. O escape foi detectado durante a revisão rotineira antes de iniciar qualquer passeio espacial na cânula de hidrogênio do traje.

A Agência Espacial Americana (Nasa), que tentou até último momento manter a saída na hora prevista, assegurou que Bowen não esteve em perigo. Os astronautas Mike Barratt, do Discovery, e Paolo Nespoli, da ISS, ajudaram nos trabalhos para isolar e reparar o problema, cuja origem esteve em uma falha no anel da cânula de hidrogênio do traje, que foi substituída.

Bowen e Drew passaram a noite de terça-feira no compartimento de embarque Quest, com pressão de ar mais baixa, que ajuda a preparar seu sistema sanguíneo para prevenir problemas de descompressão. Os astronautas terão uma variedade de tarefas, incluindo a liberação no espaço de uma pequena quantidade de amoníaco que ficou na bomba do módulo estragado que movimentaram na segunda-feira passada.

A especialista Nicole Stott será a encarregada de coordenar os trabalhos desde dentro da nave e as comunicações entre os astronautas e o centro de controle em Houston. A primeira das tarefas que terão que realizar é reparar uma argola em uma viga sobre a qual se armazena um radiador.

Além disso, substituirão uma placa de adaptador de carga do módulo Columbus, instalarão um sistema de inclinação e giro em uma câmara do sistema robótico canadense Dextre e eliminarão as capas térmicas do Carrier 4.

Esta será a expedição espacial número 155 em apoio técnico ao complexo orbital, a sétima de Bowen e a sua segunda de Drew. Os dois astronautas realizaram na segunda-feira passada a primeira das duas expedições extraveiculares que a Nasa previu nesta viagem, que será a última do Discovery.

O comandante Steve Lindsey, o piloto Eric Boe e os especialistas Alvin Drew, Steve Bowen, Michael Barratt e Nicole Stott, compõem a missão STS-133 do Discovery, a número 39 e última, antes que seja retirado de funcionamento.

O Discovery levou até a ISS o Módulo "Leonardo", que vai carregado de peças de reposição, a plataforma Carrier 4 e o androide Robonaut 2, que em algumas semanas será trasladado ao laboratório Destiny.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Estudo alerta para possibilidade de extinção em massa na Terra

A raça humana pode ter provocado a sexta onda de extinções em massa na Terra, de acordo com um estudo divulgado nesta quarta-feira pela revista Nature. Ao longo dos últimos 540 milhões de anos, cinco extinções em massa de espécies foram causadas por fenômenos naturais.

As novas ameaças, entretanto, são fruto da ação humana: a redução dos hábitats, a caça e pesca excessivas, a disseminação de germes e vírus, a introdução de espécies e as mudanças climáticas provocadas pela emissão de gases causadores do efeito estufa.

Evidências coletadas em fósseis sugerem que, nas cinco grandes extinções anteriores, 75% de todas as espécies animais simplesmente desapareceram.

Paleobiólogos da Universidade da Califórnia em Berkeley estudaram a situação da biodiversidade nos dias de hoje, utilizando como barômetro as espécies de mamíferos. Até a grande expansão da humanidade, há cerca de 500 anos, a extinção de mamíferos era muito rara: em média, apenas duas espécies pereciam a cada milhão de anos.

Nos últimos cinco séculos, entretanto, pelo menos 80 das 5.570 espécies conhecidas de mamíferos foram extintas, um claro sinal de alarme para os riscos à biodiversidade. "Parece que os níveis modernos de extinção se assemelham ao patamar registrado pelas extinções em massa, mesmo depois do nível mínimo para definir uma extinção em massa ter sido ampliado", disse o pesquisador Anthony Barnosky.

Este cenário torna-se ainda mais assustador com a quantidade de mamíferos incluídos nas categorias "risco crítico" e "ameaça" da Lista Vermelha da biodiversidade, atualizada pela União Internacional pela Preservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

Na hipótese de todas estas espécies terminarem extintas sem que a redução da biodiversidade seja combatida, "a sexta extinção em massa pode chegar dentro de pouco tempo, daqui a entre três e 22 séculos", afirmou Barnosky.

Ondas de extinção
Comparada às outras cinco grandes, esta seria a mais rápida extinção em massa já documentada. Quatro destas ondas de extinção ocorreram num lapso estimado de centenas de milhares e até milhões de anos, e foram causadas principalmente por aquecimento ou resfriamento global provocados naturalmente.

A extinção mais abrupta já estudada pela ciência aconteceu no fim do período Cretáceo, há cerca de 65 milhões de anos, quando um cometa ou asteróide caiu sobre a península de Yucatán, no atual México, provocando tempestades de fogo cujas cinzas resfriaram o planeta. Os cientistas estimam que este evento tenha sido responsável pela extinção de 76% das espécies que habitavam a terra, incluindo os dinossauros.

Incertezas
Os autores do estudo, entretanto, admitem algumas fraquezas de seu trabalho. Eles reconhecem, por exemplo, que os registros fósseis disponíveis são pouco completos, e que os mamíferos são um marco referencial imperfeito para medir a biodiversidade da Terra. Além disso, estimam que serão necessários estudos mais profundos para confirmar sua hipótese.

Por outro lado, os próprios pesquisadores indicam que suas estimativas são conservadoras, e alertam que uma extinção em grande escala teria um impacto inimaginável sobre a vida humana. "A recuperação da biodiversidade (após uma extinção em massa) não ocorrerá dentro de um período de tempo familiar às pessoas", afirma o estudo.

"A evolução de novas espécies geralmente leva pelo menos centenas de milhares de anos, e a recuperação de episódios de extinção em massa provavelmente acontece em uma escala de tempo que engloba milhões de anos".

Mesmo assim, os pesquisadores apontam que ainda é possível ter esperança. "Até agora, apenas 1 ou 2% de todas as espécies foram extintas nos grupos que conhecemos claramente, então estes números indicam que não estamos tão avançados assim na estrada para a extinção. Ainda temos muita biodiversidade para salvar", indicou Barnosky.

Mesmo assim, "é muito importante que dediquemos recursos e adotemos leis e normas para proteger as espécies, se não quisermos ser a espécie cujas atividades provocou uma extinção em massa". Até hoje, 1,9 milhão de espécies foram identificadas e documentadas pela ciência, entre 16.000 e 18.000 - a maioria, seres microscópicos - são descobertas a cada ano.

AFP
AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

Telescópio capta imagens de galáxia próxima da Via Láctea

Galáxia estaria mais próxima da Via Láctea do que se esperava. Foto: ESO/Divulgação

Galáxia estaria mais próxima da Via Láctea do que se esperava

Uma imagem divulgada nesta quarta-feira pelo Observatório Europeu do Sul (ESO) mostra detalhes de uma galáxia espiral altamente inclinada. Os astrônomos afirmaram que a orientação aponta que a distância até a galáxia foi superestimada e que ela está muito mais próxima da Via Láctea do que se esperava.

A imagem feita pelo telescópio MPG em La Silla, no Chile, mostra grandes estrelas componentes da galáxia e uma nuvem rosada de hidrogênio. Chamada de NGC 247, a galáxia faz parte da coleção associada à Galáxia do Escultor (MGC 253). Segundo os especialistas, esse é o grupo mais próximo ao conjunto que inclui a Via Láctea, mas definir um valor preciso sobre a distância ainda é difícil.

Para resolver isso, uma equipe de astrônomos examina os fatores que influenciam os marcadores de distância celestes em um estudo chamado de Araucária Project. A equipe informou que NGC 247 é mais de um milhão de anos-luz mais próxima da Via Láctea do que se pensava, trazendo a sua distância para apenas 11 milhões de anos-luz.

China terá mais missões espaciais para desenvolver tecnologias

A China realizará mais de 20 missões espaciais em 2011, com o objetivo de melhorar suas tecnologias no âmbito espacial e, entre outros fins, desenvolver seu próprio sistema de navegação por satélite, o qual começou a construir em 2000 e espera ter pronto até 2020. O primeiro passo, segundo informou nesta quarta-feira a agência oficial Xinhua, será o lançamento, na segunda metade do ano, do módulo espacial não-tripulado Tiangong I, que realizará o primeiro acoplamento espacial chinês com a nave Shenzhou VIII, para em seguida iniciar uma missão de prospecção.

Este será o primeiro projeto de 2011, ano no qual haverá mais de 20 missões espaciais para aumentar a capacidade de prospecção aeroespacial, a observação terrestre e a tecnologia da informação, matérias nas quais, segundo fontes do Executivo, "não se cumprem as demandas do povo". Além disso, a criação de um sistema de navegação por satélite efetivo é um objetivo marcado entre o 12º Plano Quinquenal (2011-2015) e o 13º (2016-2020), e que melhorará, de acordo com o Executivo, "desde os sistemas de GPS da população até a assistência em terremotos e catástrofes".

Para levar este projeto adiante serão lançados nos próximos quatro anos entre 12 e 14 satélites, que se somarão aos três Beidou ("bússola", em chinês) existentes. Mais adiante, o número chegará a 30, o alvo do planejamento para a conclusão do sistema de navegação por satélite. Além disso, o governo pretende acelerar a cooperação internacional nos programas espaciais tripulados e abrir a estação espacial chinesa, que ainda será construída, a astronautas e cientistas estrangeiros.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

terça-feira, 1 de março de 2011

Americano se torna o 200º astronauta a 'caminhar no espaço'

Astronauta Alvin Drew participou de operações de manutenção por mais de 6 horas. Foto: BBC Brasil

Astronauta Alvin Drew participou de operações de manutenção por mais de 6 horas

O astronauta americano Alvin Drew se tornou a 200ª pessoa a caminhar no espaço na última segunda-feira. Ele é um dos tripulantes da última missão do ônibus espacial Discovery.

Ao lado do veterano astronauta Stephen Bowen, Drew passou seis horas e meia do lado de fora da Estação Espacial Internacional. Os homens realizaram operações de manutenção e mudaram alguns cabos de lugar para permitir a instalação definitiva de um módulo de logística italiano, o Leonardo.

A histórica caminhada espacial durou 6,5 horas. Na operação eles também mudaram de lugar uma bomba de amônia quebrada, levando-a para outra área de armazenamento.

Os astronautas concluíram os trabalhos na caminhada espacial ao engarrafar uma amostra de vácuo em um recipiente de metal. O gesto faz parte de um projeto bem-humorado que deve levar a garrafa, autografada por diversos astronautas, de volta à Terra para uma exposição no Japão. O Discovery deve voltar ao planeta no dia 7 de março.

BBC Brasil
BBC Brasil - BBC BRASIL.com - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da BBC BRASIL.com.

Discovery acopla módulo de 12,8 t na estação espacial

Cápsula foi acoplada à estação espacial em operação realizada pela tripulação do Discovery. Foto: ESA/Divulgação

Cápsula foi acoplada à estação espacial em operação realizada pela tripulação do Discovery

O módulo de logística multifuncional Leonardo, levado pelo ônibus espacial Discovery, foi acoplado de forma permanente à Estação Espacial Internacional (ISS), anunciou a Nasa em um comunicado nesta terça-feira.

Pesando 12,8 t, o módulo foi retirado do compartimento de carga do Discovery com a ajuda do braço mecânico da ISS, com mais de 17 m de comprimento, para ser delicadamente colocado e preso sob o segmento Unity, primeiro módulo americano da estação orbital. A operação durou aproximadamente 90 minutos.

O braço mecânico Canadarm2, contribuição do Canadá, foi manipulado pelos especialistas da tripulação do Discovery, Mike Baratt e Nicole Stott.

A Nasa anunciou na segunda-feira que a missão do Discovery na ISS havia sido prorrogada em um dia, como já tinha sido considerado. A prorrogação de 24 horas do acoplamento da ISS teve como objetivo, sobretudo, concluir o conserto do módulo Leonardo, a fim de oferecer um volume suplementar de reserva pressurizado.

A missão do Discovery, o mais antigo dos ônibus espaciais que restam da frota, terá 12 dias de duração ao invés de 11, oito dos quais acoplados à ISS.

AFP
AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

Nasa marca para 4 de março o lançamento do satélite Glory

A Nasa marcou para sexta-feira (4), o lançamento do satélite de observação terrestre Glory, depois de tê-lo adiado duas vezes devido a problemas técnicos.

O lançamento está marcado para às 7h09 de Brasília, da base da Força Aérea de Vandenberg (Califórnia).

Os dados recolhidos pelo Glory permitirão aos cientistas compreender os efeitos do Sol e das partículas atmosféricas chamadas de aerossóis sobre o clima na Terra.

js/cn


AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

Meteoritos podem ter trazido condições de vida para a Terra

Um meteorito encontrado na Antártida fortalece o argumento de que a vida na Terra pode ter sido trazida do espaço, dizem cientistas. Análises químicas do meteorito mostraram que o material é rico em hidrocarbonetos e amônia, um componente químico formado por nitrogênio e hidrogênio, encontrado em proteínas e no DNA que forma a base da vida tal e qual conhecemos.

Os pesquisadores acreditam que esses elementos podem ter sido trazidos para a Terra através de meteoritos que caíram sobre a Terra no passado, povoando o planeta com os ingredientes que faltavam para a criação da vida. As conclusões se baseiam em uma análise de pouco menos de 4 gramas de pó extraído do meteorito Grave Nunataks 95229, batizado em referência ao local onde foi descoberto na Antártida em 1995.

Detalhes do estudo conduzido por uma equipe das universidades do Estado do Arizona e da Califórnia, em Santa Cruz, foram publicados na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

"O estudo mostra que há asteróides no espaço que, ao se fragmentar em meteoritos, podem ter caído sobre a Terra com uma mistura de componentes com propriedades atrativas, incluindo uma grande quantidade de amônia", disse a coordenadora da pesquisa, Sandra Pizzarello, da Universidade do Arizona. Segundo ela, meteoritos podem ter fornecido à Terra uma quantidade suficiente de nitrogênio para fazer emergir a vida em seu estado primitivo.

Criação da vida
Estudos realizados com o meteorito Murchison, que atingiu a Austrália em 1969, mostraram que aquela rocha também é rica em componentes orgânicos. Mas Pizzarello diz que o meteorito Murchison é "complexo demais" e contém moléculas de hidrocarbonetos mais propensas a serem encontradas em um período mais tardio da história da vida.

A teoria de que as "sementes" da vida na Terra foram trazidas por cometas ou asteróides resulta, em parte, da tese de que nosso planeta, em seu período formativo, não contivesse o estoque necessário de moléculas simples para ativar os processos que deram início à vida primitiva. Tais processos poderiam ter ocorrido no chamado "cinturão de asteróides" entre Marte e Júpiter, longe do calor e da pressão de planetas em formação.

Colisões entre os asteróides dentro deste cinturão teriam produzido os meteoros que viajaram pelo sistema solar e, ocasionalmente, terminaram carregando seu material para a Terra.

Elementos
A especialista em meteoros Caroline Smith, do Museu de História Natural de Londres, concorda que um importante elemento no novo estudo é a detecção de nitrogênio. Mas ela questiona se a quantidade encontrada no meteorito da Antártida se repete em outras ocasiões. "Um dos problemas em relação à biologia primitiva na Terra tem a ver com a necessidade de nitrogênio em abundância para deslanchar todos esses processos pré-biológicos", ela explica.

"O nitrogênio está presente na amônia. Mas há uma série de evidências que apontam que a amônia não existia em abundância no início da Terra. Então de onde veio?" O fator específico que levou ao nascimento da vida na Terra permanece um mistério. Uma das hipóteses aventadas pela professora Pizzarello é que materiais provenientes de meteoritos tenham interagido com ambientes como vulcões e piscinas formadas pelas marés oceânicas.

Mas ela ressalvou que todas as hipóteses ainda estão no campo da especulação. "Encontramos esses materiais extraterrestres em meteoritos que contêm o que precisamos (para chegar a uma explicação) mas, quando chegamos em questões como 'como e 'por que', ninguém sabe", afirma. "O único que podemos dizer é que sim, parece que ambientes extraterrestres podem ter trazido o material."

BBC Brasil
BBC Brasil - BBC BRASIL.com - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da BBC BRASIL.com.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Astronautas concluem com sucesso 1ª caminhada da missão

Os astronautas Steve Bowen e Al Drew concluíram nesta segunda-feira com sucesso a primeira das duas saídas previstas durante a missão STS-133 do Discovery, na qual realizaram trabalhos de manutenção na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

A primeira operação começou às 12h46 do horário de Brasília, quase meia hora antes do previsto, e durou 6 horas e 34 minutos, nas quais foram cumpridas todas as tarefas, informou a Nasa.

"Ótimo trabalho", disse o Centro de Controle de Houston aos astronautas quando voltaram ao compartimento de embarque Quest, onde devem ficar para se adaptarem aos níveis de nitrogênio de seus corpos e evitarem problemas de descompressão.

Esta foi a 154ª expedição espacial em apoio técnico do complexo orbital e no total foram dedicadas 967 horas e 39 minutos aos trabalhos de montagem e manutenção. Durante o passeio espacial, os astronautas transferiram um módulo com uma peça de bombeamento a uma plataforma de armazenamento externa.

Bowen, que usava um distintivo vermelho em seu traje espacial para se diferenciar de Drew, liderou a caminhada em que também foi instalado um cabo de prolongamento elétrico do módulo Unity ao Tranquility. Além disso, colocaram uma câmera na cunha do segmento 1 da estrutura central da estação espacial, que permitirá gravar as operações da nave Endeavour, cujo lançamento está programado para 19 de abril.

Nicole Stott e Michael Barratt, membros da tripulação do Discovery, supervisionaram as tarefas de seus companheiros de dentro, junto ao comandante da Expedição 26 da ISS, Scott Kelly. Antes de retornar, os astronautas introduziram em um cilindro metálico um pouco de ar do espaço a vácuo, que trarão outra vez à Terra quando concluir a expedição em 7 de março.

Esta foi a sexta saída de Bowen, que realizou três passeios espaciais na missão STS-136 em novembro de 2008 e duas na STS-132 em maio de 2010, completando 34 horas e 30 minutos fora da nave.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Astronautas do Discovery concluem com sucesso 1ª caminhada da missão

Os astronautas Steve Bowen e Al Drew concluíram nesta segunda-feira com sucesso a primeira das duas saídas previstas durante a missão STS-133 do Discovery, na qual realizaram trabalhos de manutenção na Estação Espacial Internacional.

A primeira operação começou às 12h46 do horário de Brasília, quase meia hora antes do previsto e durou 6 horas e 34 minutos, nas quais cumpriram todas as tarefas, informou a Nasa.

"Ótimo trabalho", disse o Centro de Controle de Houston aos astronautas quando voltaram ao compartimento de embarque Quest, onde devem ficar para se adaptarem aos níveis de nitrogênio de seus corpos e evitarem problemas de descompressão.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Cientista é considerado culpado de desviar dinheiro da Nasa

Um cientista e ex-professor da Universidade da Flórida foi considerado culpado por um júri federal por desviar, junto à esposa, mais de US$ 3 milhões da Nasa (agência espacial americana) e de outros organismos federais, informou nesta segunda-feira uma fonte judicial. Samin Anghaie, de 61 anos e origem iraniana, e sua mulher, Sousan, de 56, foram considerados culpados por um tribunal de Gainesville (norte da Flórida) de 28 e 26 acusações de fraude, respectivamente, e de conspiração, após três semanas de julgamento.

O casal foi acusado em 2009 de "obter fundos" ilegalmente da Nasa após uma inspeção nos escritórios do professor de engenharia nuclear por agentes do FBI (polícia federal). A investigação concluiu que o cientista e sua mulher eram suspeitos de preparar "fraudulentas" faturas mediante as quais obtiveram milhares de dólares. A investigação centrou-se na companhia New Era Technology Inc (Netech), criada em 1988 como uma empresa de pesquisa de alta tecnologia.

Sousan era a presidente da companhia que, desde 1999, obteve 13 contratos federais por US$ 3,4 milhões, dos quais 2,5 milhões procediam da Nasa. Segundo agentes do FBI, grande parte do dinheiro da companhia foi desviada para contas pessoais para comprar veículos e propriedades.
EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Astronautas do Discovery iniciam operações fora da nave

Os astronautas Steve Bowen e Al Drew iniciaram nesta segunda-feira o primeiro dos dois dias de operações fora da nave previstas durante a missão STS-133 do Discovery, na qual realizarão trabalhos de manutenção na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

A primeira sessão exterior começou às 12h46 do horário de Brasília, quase meia hora antes do previsto, e terá duração de seis horas e meia.

Bowen liderará o passeio espacial, que será transmitido pela Nasa (agência espacial americana) em seu site, e usará um distintivo vermelho em seu traje para se diferenciar de Drew.

Durante a operação os astronautas terão várias missões. A primeira será instalar um cabo de prolongamento elétrico do módulo ''Unity'' ao ''Tranquility''.

De dentro da ISS, as tarefas serão supervisionadas por Nicole Stott, Michael Barratt e o comandante da Expedição 26 da ISS, Scott Kelly.

Os astronautas acamparam na noite do domingo no compartimento de embarque Quest para adaptar os níveis de nitrogênio de seu corpo e evitar problemas de descompressão.

Nesta missão, Bowen substitui Tim Kopra, que sofreu um acidente de bicicleta no dia 15 de janeiro que o impediu de estar nas condições físicas requeridas por uma missão como esta.

Esta é a sexta saída de Bowen, que realizou três passeios espaciais na missão STS-136 em novembro de 2008 e dois na STS-132, em maio de 2010, que completam 34 horas e 30 minutos fora da nave.

No entanto, será a primeira aventura fora da estação espacial para Drew, que participou da missão STS-118 e tem 3.500 horas de voo em mais de 30 tipos de aeronaves.

A missão STS-133 do Discovery tem outra saída prevista, que também será realizada por Bowen e Drew, na próxima quarta-feira às 12h18 de Brasília.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Nasa captura tocha incandescente em grande erupção solar

As imagens da Nasa mostra a imensa erupção solar do dia 24 de fevereiro. Foto: Nasa/BBC Brasil

A imagem da Nasa mostra a imensa erupção solar do dia 24 de fevereiro

Imagens feitas pela Agência Espacial Americana (Nasa) mostram uma imensa erupção solar que ocorreu no dia 24 de fevereiro. O observatório dinâmico solar capturou o momento em que a tempestade produziu esta gigantesca tocha de plasma incandescente, um fenômeno conhecido como proeminência solar.

A erupção completa durou cerca de uma hora e meia e foi classificada como de intensidade média. Recentemente, o sol entrou numa fase de maior atividade, com uma série de tempestades solares que começou há cerca de uma semana - depois de anos de baixa atividade.

Esta última eruoção não aconteceu na direção da Terra e por isso não deve causar dificuldades de comunicação para satélites e outros sistemas eletrônicos. As tempestades solares costumam atingir picos a cada 11 anos.

BBC Brasil
BBC Brasil - BBC BRASIL.com - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da BBC BRASIL.com.

Astronautas do Discovery estão preparados para caminhada espacial

Os astronautas Steve Bowen e Al Drew realizarão nesta segnunda-feira a primeira das duas caminhadas previstas na missão STS-133 do Discovery, na qual devem fazer trabalhos de manutenção e instalar uma nova câmara. Bowen e Drew são os dois especialistas de missão selecionados para realizar as duas saídas extraveiculares previstas nesta missão. No total passarão 13 horas fora da Estação Espacial Internacional (ISS).

A Nasa informou que a operação desta segunda deve durar seis horas e meia, durante as quais terão que transferir um módulo com uma peça de bombeamento a uma plataforma de armazenamento externa. Além disso, terão que instalar uma câmara na cunha de boreste do segmento 1 da estrutura da estação espacial e recuperar um curioso experimento chamado "Mensagem em uma garrafa" da Agência de Prospecção Espacial Japonesa.

Os astronautas abrirão e recolherão uma mostra do "espaço" em um cilindro metálico que foi assinado por outros astronautas que viajaram ao espaço e que trarão outra vez à Terra a modo de lembrança para pôr à disposição do público.

O objetivo do programa é criar um ponto de conexão único entre o espaço e a Terra, assim como a humanidade presente e futura.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Discovery se acopla com sucesso à Estação Espacial Internacional

Frame da TV da Nasa mostra o ônibus espacial Discovery em sua última viagem à Estação Espacial Internacional. Foto: AP

Frame da TV da Nasa mostra o ônibus espacial Discovery em sua última viagem à Estação Espacial Internacional

O Discovery atracou neste sábado na Estação Espacial Internacional (ISS), em sua derradeira missão, informou a agência espacial americana (Nasa). A manobra ocorreu às 19h14 GMT (16h14 Brasília), dois minutos após o previsto, segundo a TV da Nasa, que transmitiu a operação ao vivo.

A comunicação entre a ISS e o Discovery será aberta às 21h18 GMT (18h18), precisou a Nasa. O ônibus espacial leva peças de reposição e elementos para a instalação de um novo módulo da ISS.

A última missão do Discovery é integrada pelo comandante Steven Lindsey, pelo piloto Eric Boe e pelos astronautas Alvin Drew, Michael Barratt, Steve Bowen e Nicole Stott.

O Discovery também carrega o Robonauta 2, criado de forma conjunta pela Nasa e General Motors e que se tornará um residente permanente da ISS.

Quando concluir este voo histórico, o Discovery será o primeiro ônibus espacial a ser aposentado do programa espacial americano. Ele voltará à Terra no dia 7 de março, e se tornará a nave que terá feito mais voos na história da navegação espacial.

AFP
AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

Rússia lança satélite crucial para seu sistema de navegação

A Rússia lançou com êxito neste sábado um satélite que será crucial para seu sistema de navegação Glonass, depois de ter fracassado em dezembro no lançamento anterior, o que levou o Kremlin a destituir dois altos responsáveis do setor espacial.

O satélite Glonass-K foi colocado em órbita quatro horas depois de ter sido lançado com o foguete Soyuz-2 da base espacial de Plessetsk, no norte da Rússia, segundo comunidado da agência espacial. "Estabelecemos e mantemos uma comunicação estável com o aparelho", disse um porta-voz da agência espacial, citado pela agência Interfax.

AFP
AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Discovery é lançado com sucesso para última missão espacial

Discovery é lançado com sucesso rumo à ISS em missão final


O ônibus espacial Discovery foi lançando nesta quinta-feira com sucesso, às 18h50 (de Brasília), a partir do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida (EUA), para sua última missão espacial, após quase 27 anos do primeiro voo, em 1984.

Em sua última missão, chamada de STS-133 e que levará 11 dias, a nave tem a função de levar seis tripulantes para a troca de importantes peças na Estação Espacial Internacional (ISS) - também vão a bordo o módulo de carga multifuncional "Leonardo" e o androide "Robonaut".

Quando concluir este voo histórico, o Discovery será o primeiro ônibus espacial a ser aposentado do programa espacial americano.

O Discovery, que levou quatro anos para ser construído, colecionou recordes ao longo dos anos, como o maior número de voos no espaço - 39 missões, já contabilizando a derradeira.

O lançamento havia sido agendado iniciamente para novembro de 2010, mas foi adiado primeiro por um escape de hidrogênio, depois por uma falha elétrica e, mais tarde, por fendas que foram detectadas no tanque de combustível externo, que apareceram pouco antes da decolagem.

Os outros dois ônibus espaciais da frota americana, Atlantis e Endeavour, farão seu último voo também ainda neste ano. A viagem de aposentadoria do Endeavour está prevista para 19 de abril. Além disso, a Nasa decidiu realizar uma viagem extra do Atlantis (que já tinha sido retirado) programada para 28 de junho.

Cargueiro europeu se acopla com sucesso à Estação Espacial

O cargueiro europeu ATV-2 "Johannes Kepler" se acoplou nesta quinta-feira com sucesso à Estação Espacial Internacional (ISS), à qual abastecerá com o combustível que servirá para elevá-la a 40 km de sua posição atual.

A delicada manobra foi concluída com 10 minutos de atraso, às 12h59 (de Brasília), após a última fase automatizada que permitiu ao cargueiro prender-se ao módulo russo Zvezda, após percorrer 4 milhões de quilômetros desde o lançamento do Centro Espacial Europeu de Kuru, na Guiana francesa, no último dia 16 de fevereiro.

A comemoração dos engenheiros da Agência Espacial Europeia (ESA) que supervisionaram a operação a partir do centro de controle de Toulouse, no sul da França, ocorreu quando "Johannes Kepler" terminou de percorrer os últimos e cruciais 11 metros e acoplou à ISS, que orbita a uma velocidade de 28 mil km/h.

O ATV, a segunda nave europeia de abastecimento não tripulada que chega a ISS, terá um laboratório orbital de 7,5 t de provisões, das quais 4,5 t serão de combustível.

A sensação de "missão cumprida" entre os responsáveis só foi sentida 15 minutos após o acoplamento, quando foi concluído o conjunto de manobras posteriores, que teve celebrações e champanhe.

Ao fim da missão, o diretor-geral da ESA, Jean-Jacques Dordain, garantiu à imprensa que a montagem "parece fácil, mas quando se conhece o que há por trás, as centenas de engenheiros, as milhares de horas de trabalho, isso é surpreendente".

"É o primeiro de uma série. Agora vamos lançar um por ano", disse o ex-astronauta, pois o ATV-2 representa o passo do protótipo ("Jules Verne", lançado em 2008) ao cargueiro recorrente, o primeiro dos quatro que viajarão à ISS.

O cargueiro, cujo custo econômico é de 430 milhões de euros permanecerá acoplado por quatro meses ao módulo russo Zvezda e se transformará em uma estadia a mais da ISS. Transcorrido o período, a nave voltará carregada de resíduos da estação rumo à atmosfera terrestre, onde a maior parte de sua massa se desintegrará de forma controlada.

Os destroços que não forem destruídos com o impacto cairão em um cemitério espacial situado em uma áreas desabitada do Pacífico.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

ESO: pesquisadores detectam possível formação planetária

Concepção artística do disco em torno da jovem estrela T Cha. Foto: ESO/Divulgação

Concepção artística do disco em torno da jovem estrela T Cha

Estudos realizados por pesquisadores internacionais, utilizando o Very Large Telescope (VLT) da ESO, na Região de Antofagasta, no Chile, revelaram um disco em torno de uma estrela jovem que, segundo os cientistas, pode significar as fases iniciais da formação de um sistema planetário. Pela primeira vez foi detectado um "companheiro" menor que pode ser o causador de um grande espaço vazio encontrado no disco. De acordo com os cientistas, indícios sugerem que o objeto não é uma estrela normal. Observações futuras poderão determinar se é uma estrela anã rodeada de poeira ou, mais excitante ainda, um planeta recém-formado.

Segundo a ESO, os planetas formam-se a partir de discos de matéria em torno de estrelas jovens, mas a transição para sistema planetário é rápida, o que faz com que poucos objetos sejam observados durante essa fase. Um destes objetos é a T Chamaeleontis (T Cha), uma estrela de baixa luminosidade situada na pequena constelação de Camaleão que, embora comparável ao Sol, se encontra ainda no início da sua vida. Até agora nunca foram encontrados planetas em transição nestes discos, embora já tenham sido vistos planetas em discos mais maduros.

"Estudos anteriores mostraram que a estrela é excelente para estudar a formação de sistemas planetários," diz Johan Olofsson, autor principal de um dos dois artigos científicos que descrevem este novo trabalho, publicados na revista Astronomy & Astrophysics.. "Mas esta estrela encontra-se muito distante de nós e por isso necessitamos de toda a capacidade do telescópio para podermos observar os detalhes."

Numa primeira fase os astrônomos descobriram que uma parte do material do disco formou um anel de poeira fino a apenas 20 milhões de km da estrela. No entanto, encontrar uma companheira de fraca luminosidade tão perto de uma estrela brilhante é um desafio. Depois de uma análise, a equipe encontrou a prova de um objeto situado no interior do disco de poeira. Esta é a primeira detecção de um objeto menor do que uma estrela no interior de um espaço vazio de um disco de poeira.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Nasa afirma que Discovery está pronta para partir

Os técnicos da Nasa (agência espacial americana) asseguraram nesta quarta-feira que a nave Discovery está pronta para partir na quinta-feira para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), que será sua última missão, antes de a Nasa a retirar de funcionamento.

"Tudo está encaminhado. Seguimos perfeitamente o calendário e estamos prontos para o lançamento amanhã", disse o diretor da equipe de gestão da missão, Mike Moses, em entrevista coletiva.

A Nasa iniciou a contagem regressiva e tudo aponta para que, finalmente, após, oito adiamentos, a Discovery parta para cumprir uma missão de 11 dias na qual levará o módulo de carga multifuncional Leonardo e o androide Robonaut.

"Temos muitíssima vontade de conferir que esta missão, que está reprelta de atividades, terá sucesso e tudo irá pelo bom caminho", declarou Moses, acompanhado pelo diretor de lançamentos, Mike Leinbach, pelo diretor da missão STS-133, Scott Higginbotham, e pela porta-voz do serviço meteorológico da Nasa, Kathy Winters.

O lançamento, inicialmente previsto para 1º de novembro do ano passado, foi adiado primeiro por um escape de hidrogênio, depois por uma falha elétrica e, mais tarde, por fendas que foram detectadas no tanque de combustível externo que obrigou a adiá-lo para 2011.

O adiamento do lançamento da Discovery obrigou a atrasar também o último voo do Endeavour, previsto agora para 19 de abril. Além disso, a Nasa decidiu realizar uma viagem extra do Atlantis (que já tinha sido retirado) programado para 28 de junho.

O lançamento da Discovery está previsto para quinta-feira, às 18h50 (horário de Brasília), do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Os técnicos iniciarão o enchimento do tanque externo às 9h25 (horário de Brasília) e o lançamento poderá ser acompanhado pela internet.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Nasa dá sinal verde para último lançamento do Discovery

Estados Unidos - 21h -  Astronautas chegam ao Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral. A espaçonave Discovery está programada para partir na .... Foto: AP

Tripulacao chega ao Cabo Canaveral, na Flórida (EUA), para o último lançamento do ônibus espacial Discovery, nesta quinta-feira

A Nasa deu sinal verde nesta quarta-feira para o lançamento, nesta quinta, do ônibus espacial Discovery, que realizará sua última missão, após 27 anos de viagens.

"Tudo está em marcha e perfeitamente bem na contagem regressiva", disse o diretor da equipe de gestão da missão, Mike Moses. "Temos muita vontade de ter uma missão bem-sucedida e cheia de ação e tudo vai por um bom caminho."

Quando concluir este voo histórico, o Discovery será o primeiro ônibus espacial a ser aposentado do programa espacial americano, o que deixará um grande vazio nas missões dos EUA.

O lançamento do Discovery para a Estação Espacial Internacional (ISS) foi fixado iniciamente para novembro de 2010, mas algumas fissuras encontradas no tanque de combustível externo que apareceram pouco antes da decolagem forçaram o adiamento da missão até agora.

O diretor do lançamento do ônibus espacial, Mike Leinbach, disse que as equipes que estão trabalhando no Discovery não tiveram "nenhum problema" desta vez e que a contagem regressiva evolui para um lançamento às 16h50 (18h50 de Brasília) de quinta-feira a partir de Cabo Canaveral, na Flórida (sudeste dos EUA).

"Parece que o Discovery voará desta vez", disse Leinbach.

O abastecimento do combustível externo do ônibus espacial começará na quinta-feira pela manhã.

A Nasa calcula que o dia estará ensolarado e que haverá apenas 20% de chances de que o clima atrapalhe o lançamento.

Os outros dois ônibus espaciais da frota americana, Atlantis e Endeavour, farão seu último voo também neste ano.

AFP
AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

Voluntários da simulação de voo a Marte "deixam" planeta vermelho

Os voluntários da simulação de voo a Marte abandonaram nesta quarta-feira a "superfície" do planeta vermelho, primeira etapa da "viagem" de volta à Terra, informou o Instituto de Problemas Biomédicos (IPBM) da Academia de Ciências da Rússia em Moscou, onde está sendo realizado o experimento.

O russo Aleksandr Smoléyevski, o ítalo-colombiano Diego Urbina e o chinês Wang Yue, após permanecerem vários dias na simulação da superfície marciana, onde efetuaram três caminhadas, entraram a bordo do "módulo" rumo à "nave" interplanetária, à qual se acoplará na quinta-feira.

No entanto, deverão passar uma quarentena de três dias antes de poder abrir a escotilha e sair para o interior do laboratório que simula a nave.

Ali serão recebidos pelos outros três participantes do experimento "Marte-500", os russos Alexei Sitev e Sujrob Kamólov e o francês Romain Charles, que permaneceram na "órbita marciana", à qual ingressaram no dia 1 de fevereiro.

O experimento, que começou no dia 3 de junho de 2010, serve para estudar a compatibilidade psicológica e a tolerância dos membros de uma tripulação durante um voo no espaço.

Seus participantes compartilharão durante um total de um ano e cinco meses os 550 metros cúbicos que somam os quatro módulos cilíndricos que conformam o simulador, situado no recinto do IPBM.

Permanecerão isolados do mundo exatamente o tempo que leva o voo de ida e volta a Marte, 490 dias, mais outros 30 de estadia simulada no planeta vermelho.

O retorno dos cosmonautas à Terra está previsto para o dia 5 de novembro deste ano.

A Agência Espacial Europeia (ESA) e a russa Roscosmos lançaram em 2004 o projeto, ao que uniu-se posteriormente China e no qual também colaboram países como os Estados Unidos e Espanha.

Em novembro de 2007 se realizou o primeiro experimento preparatório no qual seis voluntários russos permaneceram isolados no exterior durante duas semanas, enquanto em julho do ano passado aconteceu uma simulação de voo ao planeta vermelho de 105 dias.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Sonda da Nasa se aproxima da órbita de Mercúrio

Sonda fez imagens nítidas de Mercúrio, o menor planeta do sistema solar. Foto: Nasa/BBC Brasil

Sonda fez imagens nítidas de Mercúrio, o menor planeta do sistema solar

Nas próximas semanas, a sonda Messenger, enviada ao espaço pela Nasa em 2004, deve entrar na órbita de Mercúrio, o menor planeta do Sistema Solar e também o mais próximo do Sol. Como as temperaturas em Mercúrio chegam a 400ºC, um dos maiores desafios para a Nasa foi construir um isolamento térmico capaz de evitar que a sonda derreta ao chegar a seu destino.

"Fizemos uma espécie de sombrinha extremamente fina, como um biscoito. Ela mantém a temperatura exterior a mais de 315ºC, enquanto atrás da barreira, onde estão os equipamentos, ela fica por volta de 20ºC", afirmou à BBC o engenheiro Eric Finnegan, da universidade Johns Hopkins.

O centro de controle, em Washington, está enviando os últimos comandos para reduzir a velocidade da nave. Qualquer erro nesta fase pode levar a sonda a se despedaçar na superfície de Mercúrio ou a se perder no espaço.

O próximo passo vai ser a ignição dos retrofoguetes para a entrada em órbita. Só então a sonda começará a observar Mercúrio de perto - embora já tenha enviado à Terra fotos nítidas da superfície do planeta.

Cientistas acreditam que, ao conhecer Mercúrio mais a fundo, será possível compreender melhor como a Terra e os outros planetas do sistema solar se formaram.

BBC Brasil
BBC Brasil - BBC BRASIL.com - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da BBC BRASIL.com.

Voluntários concluem com sucesso simulação de caminhada em Marte

Dois voluntários da simulação de voo a Marte realizaram nesta terça-feira com sucesso a terceira e última caminhada sobre a "superfície" do planeta vermelho, apesar de que um deles tenha sofrido uma lesão, conforme registrou o relatório.

Às 6h59 do horário de Brasília, o cosmonauta russo Alexandr Smoléyevski e o ítalo-colombiano Diego Urbina abriram as escotilhas da cápsula e saíram ao módulo que simula a superfície do quarto planeta do sistema solar, informou a agência oficial "Itar-Tass".

Logo após pisar no "solo marciano", recriado nas instalações do Instituto de Problemas Biomédicos (IPBM) da Academia de Ciências da Rússia em Moscou, a dupla cumprimentou em russo e inglês os habitantes da Terra e começaram com as tarefas previstas.

Smoléyevski e Urbina, que já realizaram juntos a primeira caminhada no último dia 14, tiveram que desprender dois pedaços de rocha com ajuda de uma picadeira e uma broca, entre outras tarefas.

No entanto, de volta ao módulo que simula a cápsula, o ítalo-colombiano tropeçou em uma pedra, caiu de costas e sofreu uma lesão.

Seu companheiro acudiu o colega imediatamente, ajudou-o a se levantar e a recolher a bolsa com as mostras de rocha e lhe acompanhou ao simulador da cápsula.

Ali esperaram pelo terceiro voluntário que pisou na "superfície" marciana, o chinês Wang Yue, que participou junto de Smoléyevski na caminhada anterior, realizada na sexta-feira passada.

Da mesma forma que nas duas saídas anteriores, nesta caminhada, que durou cerca de 45 minutos, os voluntários vestiram escafandros russos "Orlan-M" especialmente modificados para o experimento.

O trio retornará na quarta-feira à "órbita marciana" a bordo do módulo, que 24 horas mais tarde se acoplará de novo à "nave espacial".

No entanto, eles deverão passar por uma quarentena de três dias antes de poderem abrir as escotilhas e terem acesso ao interior do laboratório que simula a nave.

No laboratório serão recebidos pelos outros três participantes do experimento "Marte-500", os russos Alexéi Sitev e Sujrob Kamólov e o francês Romain Charles, que permaneceram na "órbita marciana", à qual ingressaram no dia 1 de fevereiro.

O experimento, que começou no dia 3 de junho de 2010, serve para estudar a compatibilidade psicológica e a tolerância dos membros de uma tripulação durante um voo no espaço.

Seus participantes compartilharão durante um total de quase um ano e meio os 550 metros cúbicos que somam os quatro módulos cilíndricos que compõem o simulador, situado em IPBM.

Os cosmonautas permanecerão isolados do mundo exatamente pelo tempo que leva o voo de ida e volta a Marte, 490 dias, mais outros 30 de estadia simulada no Planeta Vermelho.

A Agência Espacial Europeia (ESA) e a russa Roscosmos lançaram em 2004 o ambicioso projeto, ao que uniu-se posteriormente China e no qual também colaboram países como os Estados Unidos e Espanha.

Em novembro de 2007 foi realizado um primeiro experimento preparatório no qual seis voluntários russos permaneceram isolados do exterior durante duas semanas, enquanto em julho do ano passado organizaram uma simulação de voo ao planeta vermelho de 105 dias.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Acelerador LHC retoma busca de mistérios do Universo

O Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), acelerador de partículas do Cern, está se preparando para retomar as colisões de partículas em plena velocidade, no mês que vem, com o objetivo de resolver mistérios fundamentais do Universo, afirmaram cientistas e engenheiros do centro de pesquisa nesta segunda-feira.

Eles reportaram que a gigantesca máquina subterrânea estava em ótimas condições depois de 10 semanas de paralisação e que os feixes de partículas que voltaram a circular por ela no final de semana seriam acelerados até sua velocidade máxima no final do dia.

"Tudo está indo muito bem. O progresso vem sendo extremamente rápido desde que voltamos a acionar o LHC na noite do sábado", disse Mike Lamont, diretor de operações na sala de controle do LHC, perto de Genebra.

O LHC foi fechado em 6 de dezembro para verificações técnicas de seu aparato imensamente complexo, depois de oito meses de operações. "Esperamos acelerar os feixes até sua velocidade máxima dentro de algumas horas", disse Lamont, em referência à maior energia obtida até o momento pela máquina - 3,5 tera elétron-volts, ou TeV -, desde que entrou em operação em 31 de março do ano passado.

"Nossas equipes de analistas estão se preparando para trabalhar com os dados de 'nova física' que começarão a fluir de novo assim que as colisões forem retomadas, dentro de cerca de três semanas", disse Oliver Buchmüller, líder de equipe do detector CMS do LHC, um dos quatro grandes experimentos do acelerador de partículas.

"Nova física"
"Nova física", o lema do LHC, se refere ao conhecimento que conduzirá as pesquisas para além do "modelo padrão" de como o universo funciona, surgido do trabalho de Albert Einstein e de sua Teoria da Relatividade Especial, publicada em 1905.

"Este ano nos concentraremos em superssimetria, dimensões adicionais, a criação de buracos negros e o bóson de Higgs. Antecipamos que pela metade do ano já teremos os primeiros resultados", disse Buchmüller.

A superssimetria, ou SUSY, é uma teoria que admite a existência de duplicatas não detectadas das partículas elementares, e caso confirmada explicaria o mistério da matéria escura, que supostamente responde por cerca de um quarto do universo conhecido.

Reuters
Reuters - Reuters Limited - todos os direitos reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Tripulantes do Discovery chegam ao Centro Espacial Kennedy

Os seis astronautas que farão parte da missão STS-133 do Discovery chegaram neste domingo ao Centro Espacial Kennedy da Nasa, em Cabo Canaveral, na Flórida, nos Estados Unidos, para dar início aos preparativos do lançamento da nave na próxima quinta-feira.

O comandante Steve Lindsey, o piloto Eric Boe e os especialistas Alvin Drew, Michael Barratt, Nicole Stott e Steve Bowen chegaram ao centro espacial de onde partirão em direção à Estação Espacial Internacional em uma missão de 11 dias. "Estamos prontos para viajar", garnatiu Stott.

Os astronautas chegaram à Flórida em aviões supersônicos da Nasa a partir das instalações de treinamento do Centro Espacial Johnson Space, em Houston. Nos próximos dias, os seis astronautas serão submetidos a reconhecimentos e revisarão os últimos detalhes da missão, enquanto fazem exercícios de última hora.

A contagem regressiva para o lançamento começará na segunda-feira às 15h no horário local da costa leste (18h de Brasília) e o lançamento, se não houver nenhum contratempo e as condições climatológicas permitirem, está previsto para o dia 24 de fevereiro às 16h50 no horário local (19h50 de Brasília).

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Núcleo da Terra gira mais devagar do que se pensava até agora

Um grupo de geofísicos descobriu que o núcleo da Terra gira mais devagar do que acreditava-se previamente, afetando o campo magnético, indica um artigo publicado neste domingo na revista "Nature Geoscience".

O estudo desenvolvido pelo Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Cambridge detalha que o núcleo do planeta se move mais lentamente do que o grau anual do que se pensava, a velocidade de rotação é inferior a um grau a cada 1 milhão de anos.

O núcleo interno da Terra cresce mais devagar na medida em que o fluído externo vai se solidificando sobre a superfície do núcleo externo, afirma a pesquisa de Lauren Waszek, e a diferença na velocidade hemisférica leste-oeste deste processo fica congelada na estrutura do núcleo interno.

"Descobrimos que a velocidade de rotação provém da evolução da estrutura hemisférica, e assim demonstramos que os hemisférios e a rotação são compatíveis", explica Waszek.

Até agora, assinalou a geofísico da Universidade de Cambridge, este era um importante problema para a geofísica, "porque as rápidas velocidades de rotação eram incompatíveis com os hemisférios observados no núcleo interno, não permitiam tempo suficiente para que as diferenças congelassem a estrutura".

Para obter estes resultados, os cientistas utilizaram ondas sísmicas que cruzaram o núcleo interno, 5,2 mil quilômetros abaixo da superfície da Terra, e as compararam com o tempo de viagem das ondas refletidas na superfície do núcleo.

Posteriormente, observaram as diferenças na rotação dos hemisférios leste e oeste e comprovaram que giram de maneira consistente em direção a leste e para dentro, por isso que a estrutura mais profunda é a mais velha.

A descoberta é importante porque o calor produzido durante a solidificação e o crescimento do núcleo interno dirige a convecção do fluído nas camadas externas do núcleo.

Os fluxos de calor são os que encontram os campos magnéticos, que protegem à superfície terrestre da radiação solar, e sem os quais não haveria vida na Terra.

Waszek disse que os resultados "apresentam uma perspectiva adicional para compreender a evolução do nosso campo magnético".

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Nave Discovery deve decolcar no dia 24 de fevereiro

A nave Discovery partirá para a Estação Espacial Internacional (ISS) no dia 24 de fevereiro, como estava previsto, anunciou nesta sexta-feira a Nasa.

Os diretores da missão da Nasa se reuniram nesta sexta-feira no Centro Espacial Kennedy, na Flórida (EUA), para discutir o protocolo de revisão de preparação de Voo.

Após uma longa sessão, decidiram que o lançamento do Discovery seria mantido em 24 de fevereiro às 16h50 da costa leste americana (18h50 de Brasília), informou a agência espacial através da rede social Twitter.

O Discovery já se encontra na plataforma de lançamento 39A.

Os técnicos revisaram toda a nave após nove atrasos no calendário, primeiro por um vazamento de hidrogênio, depois por uma falha elétrica, e posteriormente pelo descobrimento de fendas no tanque de combustível externo.

Este vazamento deu muita dor de cabeça aos engenheiros, que no início não encontravam a origem das fendas e tiveram que mudar o lacre do conduto de ventilação de hidrogênio do tanque de combustível externo.

Em sua última jornada de trabalho, os operários desinstalaram o braço de acesso ao tanque externo de combustível da nave e espera-se que na noite desta sexta-feira coloquem a porta de acesso a popa.

Por sua parte, os seis membros da tripulação revisaram os dados de voo no Centro Espacial Johnson, em Houston, e devem se deslocar no domingo ao centro Kennedy para iniciar os últimos preparativos antes do lançamento.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Estrelas recém-nascidas ganham vida em imagem do Hubble

A NGC 2841 tem atualmente uma taxa de formação de estrelas relativamente baixa comparada a outras espirais. Foto: Nasa/Divulgação

A NGC 2841 tem atualmente uma taxa de formação de estrelas relativamente baixa comparada a outras espirais

A agência espacial americana (Nasa) divulgou nesta sexta-feira, dia 18, a imagem de uma galáxia em espiral com um grande disco de estrelas e poeira. Tirada pelo telescópio Hubble, a foto mostra uma marca brilhante de luz estelar no centro da galáxia NGC 2841.

Em pouco número estão as nebulosas de emissão rosada, que indicam o nascimento de novas estrelas. A NGC 2841 tem atualmente uma taxa de formação de estrelas relativamente baixa comparada a outras espirais. A galáxia fica a 46 milhões de anos-luz de distância, na constelação de Ursa Maior.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Hibernação humana seria solução para longa viagem espacial

Hibernar pode ser uma solução para que o corpo humano resista a uma viagem espacial de longa distância, uma opção sugerida por um grupo de cientistas que analisou o processo de hibernação dos ursos negros do Alasca.

Cientistas da Universidade do Alasca descobriram que os ursos negros reduzem levemente sua temperatura corporal durante esse período, mas sua atividade metabólica fica muito abaixo dos níveis de outros animais que também hibernam.

Segundo seus autores, esta descoberta, que foi apresentada nesta quinta-feira na reunião anual da Associação Americana para o Avanço das Ciências (AAAS) foi inesperada, já que os processos químicos e biológicos de um organismo se desaceleram normalmente em 50% por cada 10°C de redução da temperatura corporal.

No entanto, segundo o estudo, que foi publicado nesta semana na revista Science, a temperatura corporal destes ursos diminuiu só cinco ou seis graus e seu metabolismo se desacelerou em 75% em comparação com sua atividade normal.

Durante o período de hibernação, os ursos passam de cinco a sete meses sem comer, beber, urinar ou defecar. Neste período, esses animais respiram apenas uma ou duas vezes por minuto e seu coração se desacelera entre as respirações.

Além disso, os cientistas descobriram que a atividade metabólica dos ursos continuou em níveis mais baixos várias semanas após o fim da hibernação.

Esta descoberta levou os pesquisadores a pensar que isso poderia ser útil para os humanos no futuro e eles constataram que a aplicação dos mecanismos de supressão metabólica em situações de emergência poderia salvar vidas.

"Uma rápida redução da atividade metabólica das vítimas de um derrame cerebral ou de um ataque cardíaco poderia deixar o paciente em um estado estável e protegido, o que daria aos médicos mais tempo para tratá-lo", disse um dos pesquisadores.

A descoberta também poderia ser útil para uma longa viagem espacial, pois, se o corpo humano pudesse alcançar este tipo de hibernação, a viagem a um planeta distante ou a um asteroide poderia ser mais suportável para os astronautas.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.