quinta-feira, 24 de março de 2011

Vida na Terra e em Marte podem ter origens comuns, diz estudo

Um grupo de cientistas americanos vem desenvolvendo um instrumento para analisar a possível existência de organismos vivos com genes comuns em Marte e na Terra, informou na quarta-feira o Massachusetts Institute of Technology (MIT). A pesquisa, denominada "Busca de Genomas Extraterrestres" (SETG), é levada a cabo dentro do Departamento de Ciências Terrestres, Planetárias e Atmosféricas do MIT.

As premissas das quais o estudo parte são que o clima na Terra e em Marte eram muito similares na origem do sistema solar, que várias rochas marcianas viajaram à Terra fruto do choque de asteroides e que evidências indicam que alguns micróbios podem sobreviver os milhões de anos de distância entre os dois planetas. Além disso, segundo o MIT, a dinâmica orbital indica que é 100 vezes mais fácil viajar de Marte à Terra do que o contrário. O resto da teoria, se for comprovada, levantaria a possibilidade de os seres humanos serem descendentes de organismos marcianos.

O aparelho desenvolvido pela equipe do MIT, capitaneado pelos pesquisadores Christopher Carr e Clarisa Lui, será desenvolvido para recolher amostras do solo marciano e isolar micróbios existentes ou restos de micróbios, para depois separar o material genético e analisar as sequências genéticas. Posteriormente, estas seqüências seriam comparadas para buscar sinais de padrões quase universais entre todas as formas de vida conhecidas.

Embora reconheça que é uma pesquisa "a longo prazo", Carr indicou que, já que "poderíamos estar relacionados com a vida em Marte, pelo menos deveríamos ir e ver se existe vida relacionada com a nossa". A equipe do MIT afirmou que pode levar cerca de dois anos para desenvolver o protótipo do SETG, mas que, uma vez desenvolvido, seria factível integrá-lo como uma broca em um veículo espacial de uma futura missão que viaje à superfície de Marte para recolher estas mostras.

Desde que os dois módulos Viking da Nasa aterrissaram em Marte em 1976, nunca mais foram enviados instrumentos à superfície marciana para buscar evidências de vida. Já o astrobiólogo Christopher McKay, do Centro de Pesquisa da Nasa-Ames, na Califórnia, afirmou que "é plausível que a vida em Marte esteja relacionada com a vida na Terra e, portanto, compartilhemos genética".

EFE
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quarta-feira, 23 de março de 2011

Estrela de 100°C pode ser a mais fria já descoberta

Concepção artística mostra como seria o sistema binário onde está localizada a estrela CFBDSIR 1458+10B. Foto: ESO/Divulgação

Concepção artística mostra como seria o sistema binário onde está localizada a estrela anã marrom CFBDSIR 1458 10B

Astrônomos descobriram a partir de observações feitas com o telescópio VLT (Very Large Telescope, ou Telescópio Muito Grande, em tradução livre), que fica no Chile, o Telescópio Keck II e o Telescópio Canada-France-Hawaii (ambos no Havaí) uma estrela que pode ser a mais fria já registrada. A temperatura do astro seria de aproximadamente 100°C, o ponto de ebulição da água.

Segundo o Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), as anãs marrons são estrelas falhas - não possuem massa em quantidade suficiente para que a gravidade dê origem às reações nucleares que fazem as outras estrelas brilharem. O astro recém-descoberto, identificado como CFBDSIR 1458+10B, faz parte de um sistema binário composto por ele e outra anã marrom e que fica situado a "apenas" 75 anos-luz da Terra.

A temperatura da estrela foi medida com o espectrógrafo X-shooter, montado no VLT, que registra o espectro infravermelho da luz. "Ficamos muito entusiasmados ao descobrir que este objeto tinha uma temperatura tão baixa, mas estávamos longe de imaginar que era um sistema duplo e que possuía uma componente ainda mais fria, tornando-o assim ainda mais interessante", diz Philippe Delorme do Institut de Planétologie et d'Astrophysique de Grenoble (CNRS/Université Joseh Fourier), coautor do artigo científico que relata os resultados do estudo.

Por causa da baixa temperatura, os astrônomos esperam que a estrela tenha características diferentes de suas irmãs marrons e se comporte mais como um exoplaneta gigante - os cientistas especulam que ela poderia ter, inclusive, nuvens de águas na atmosfera. "De fato, assim que começarmos a obter, num futuro próximo, imagens de planetas gasosos gigantes em torno de estrelas semelhantes ao Sol, penso que muitos deles se parecerão com CFBDSIR 1458+10B", diz Michael Liu do Instituto de Astronomia da Universidade do Hawaii, principal autor do artigo.

Outras duas anãs marrons descobertas recentemente a partir de observações do Telescópio Espacial Spitzer "competem" com CFBDSIR 1458+10B pelo título de estrela mais fria, mas elas ainda não tiveram a temperatura exata medida.

terça-feira, 22 de março de 2011

Chávez: "capitalismo pode ter acabado com a vida em Marte"

Chávez fez ironias sobre o capitalismo ao beber um gole d'água no Dia Mundial da Água. Foto: EFE

Chávez fez ironias sobre o capitalismo ao beber um gole d'água no Dia Mundial da Água

O capitalismo pode ter sido o culpado pela falta de vida em Marte, disse nesta terça-feira o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. "Eu sempre digo, e ouço, que não seria estranho se tivesse existido uma civilização em Marte, mas talvez o capitalismo tenha chegado lá, o imperialismo chegou e acabou com o planeta", disse Chávez em discurso para marcar o Dia Mundial da Água.

Chávez, que também coloca no capitalismo a culpa por vários problemas do mundo, alertou que o abastecimento de água na Terra está acabando. "Cuidado! Aqui no planeta Terra, onde centenas de anos atrás ou menos havia grandes florestas, agora há desertos. Onde havia rios, há desertos", disse Chávez, tomando um gole d'água de um copo.

Ele acrescentou que os ataques do Ocidente sobre a Líbia tinham como motivação fontes de água e reservas de petróleo. O Conselho Nacional de Pesquisas dos EUA recomendou neste mês que a principal prioridade da Nasa deveria ser construir um robô que ajudasse a determinar se já houve vida em Marte e que revelasse o histórico climático e geológico do planeta. Esse também seria o primeiro passo num esforço para trazer de volta à Terra amostras de Marte.

Reuters
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Dilma anuncia investimentos no programa espacial brasileiro

A presidente brasileira, Dilma Rousseff, anunciou nesta terça-feira que o Governo fará investimentos para fortalecer o programa espacial do país, pois, segundo ela, o Brasil não pode renunciar meta de construir, lançar e operar satélites.

A presidente afirmou que seu Governo vai investir no programa espacial brasileiro por meio da contratação de novos profissionais para a Agência Espacial Brasileira (AEB) e para os órgãos executores desse programa. Além disso, haverá injeção de recursos.

Dilma negou que o Brasil tenha suspendido seu programa espacial após a explosão ocorrida em 2003 que destruiu parte da base espacial de Alcântara, no Maranhão, e que provocou a morte de 21 cientistas.

Segundo a governante, os novos investimentos permitirão alcançar as metas propostas. Ela ressaltou que o objetivo é ter um programa espacial autônomo, capaz de atender às demandas da sociedade brasileira e de fortalecer a soberania do país.

Para Dilma, o programa espacial é estratégico para o país, pois o Brasil necessita de satélites para vigiar o território, auxiliar na previsão do tempo e prevenir os danos causados pelos desastres naturais. Ela acrescentou que os satélites também são estratégicos para o país em áreas como defesa, comunicações e a segurança hídrica e alimentar.

Além do desenvolvimento e da operação de satélites, que o Brasil já alcançou graças a um acordo com a China, o programa espacial brasileiro prevê o desenvolvimento de um foguete próprio para transportar os satélites.

Dilma anunciou recursos para o programa um dia depois de o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, admitir a possibilidade de negociar um novo acordo de cooperação para lançar foguetes americanos a partir da base de Alcântara.

Em 2000, Brasil e EUA assinaram um acordo para permitir à Nasa (agência espacial americana) o uso da base espacial brasileira que não foi ratificado pelo Congresso devido à oposição do PT.

Na ocasião, o partido alegou que o acordo violava a soberania do Brasil por não permitir a participação de técnicos brasileiros nos lançamentos americanos.

Mercadante admitiu que, após a assinatura no sábado de um acordo de cooperação espacial entre os dois países durante a visita ao Brasil do presidente americano, Barack Obama, é possível negociar um novo tratado para compartilhar a base de Alcântara sem os mecanismos vetados no passado.

EFE
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segunda-feira, 21 de março de 2011

Nasa testa na Antártida traje espacial para viagem a Marte

Traje espacial é testado na Antártida. Foto: Reuters

Traje espacial é testado na Antártida

Uma equipe da Nasa - a agência espacial americana - testou um traje espacial em uma região de condições ambientais extremas, em uma base da Argentina na Antártida que tem características semelhantes a algumas das encontradas em Marte, para um possível uso numa visita ao planeta vermelho.

O traje espacial NDX-1, projetado pelo engenheiro aeroespacial argentino Pablo De León, suportou temperaturas glaciais e ventos de mais de 75 km/h enquanto pesquisadores testavam técnicas de coleta de amostras em Marte.

"Esta foi a primeira vez que levamos os trajes para um meio tão extreme, isolado, de um modo que se algo desse errado não pudéssemos simplesmente ir até a 'loja' e comprar material para os reparos", afirmou recentemente De León, depois de retornar da expedição de uma semana de duração.

O protótipo do traje, no valor de US$ 100 mil e criado com recursos da Nasa, é feito de mais de 350 materiais, incluindo fibras de carbono e fibras sintéticas de aramida Kevlar para reduzir seu peso sem perder resistência.

Durante a missão "Marte em Marambio", que leva o nome da base da força aérea argentina, uma equipe de cientistas da Nasa realizou caminhadas espaciais simuladas, operou equipamentos e coletou amostras enquanto usava a roupa.

O próprio De León vestiu o traje pressurizado, que, segundo ele, é propenso a fazer com que qualquer um se sinta claustrofóbico. Os pesquisadores escolheram Marambio porque, em comparação com outras bases na Antártida, ela tem acesso mais fácil à camada de "permafrost" - o subsolo que permanece congelado a maior parte do ano.

De León, que dirige o laboratório de trajes espaciais na Universidade de Dakota do Sul, nos EUA, disse que a Antártida é ideal para coleta de amostras, por ser um dos lugares menos contaminados da Terra e também por permitir algumas observações sobre o impacto no traje.

"Marte é uma mistura de muitos ambientes diferentes: desertos e temperaturas e ventos como na Antártida", afirmou De León. "Por isso, nós tentamos pegar porções de diferentes lugares e tentar ver se nosso sistema pode suportar os rigores de Marte se formos para lá."

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse no ano passado que até meados dos anos 2030 seria possível enviar astronautas para a órbita de Marte e trazê-los de volta à Terra com segurança. A etapa seguinte seria a aterrissagem em Marte.

Mas uma missão tripulada ao planeta mais parecido com a Terra no sistema solar pode estar ainda mais distante, já que a Nasa está tendo de apertar seu orçamento.

Reuters
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vc repórter: foguete criado por brasileiro será lançado em abril

O lançamento do foguete VES (Veículo de Experimentos e Sondagem), criado pelo brasileiro Vagner Brito, o "Coyote", e apresentado durante a Campus Party de 2011, será realizado no dia 10 de abril, após mudança da data inicial. Será o primeiro foguete lançado por Coyote.

O foguete será usado para experimentos de microgravidade, baixa temperatura e queda abrupta de pressão atmosférica. Tem 3,16 m de altura, 15 cm de diâmetro e pesa 70 kg. "Sua velocidade máxima é de 1.350 km/h", afirma.

Anteriormente, o lançamento estava marcado para o mês de fevereiro, mas Coyote conta que o atraso da licença que torna possível a realização do voo foi o motivo que o levou ao postergamento. "Para alguém lançar um foguete como este, é necessária uma licença da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e do Decea (Departamento de controle do Espaço Aéreo)", explica Coyote, 50 anos, produtor de foguetes.

Esta licença é regulamentada pela Lei Complementar RBHA 101 (Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica), que trata da operação de balões cativos, foguetes não-tripulados e balões livres não tripulados no Brasil.

O lançamento em abril é considerado um teste, e chegará a uma "altura moderada, abaixo do que pode alcançar", segundo Coyote. "O objetivo também é fazer com que o foguete seja usado para experiências em faculdades de engenharia, como o ITA, e em cursos sobre o espaço e aviação", diz Coyote.

Ele foi convidado pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espacial para participar do programa de microgravidade, que ainda não tem data de abertura. "O programa abre em determinados momentos do ano, e o de 2011 ainda não foi divulgado. Mas, quando abrir, está certo que participarei", afirma.

O foguete tem lançamento previsto para o dia 10 de abril. Foto: Vagner Coyote/vc repórter
O foguete tem lançamento previsto para o dia 10 de abril

O internauta Vagner Coyote, de São Caetano do Sul (SP), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

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sábado, 19 de março de 2011

Curiosos acompanham fenômeno da "super lua" em praias de SC

O fenômeno raro, chamado de lua perigeu, acontece a cada 18 anos . Foto: Fabrício Escandiuzzi/Especial para Terra

O fenômeno raro, chamado de "lua perigeu", acontece a cada 18 anos

Fabrício Escandiuzzi
Direto de Florianópolis

A "super lua" registrada na noite deste sábado levou muita gente às praias de Florianópolis. O fenômeno raro, chamado de "lua perigeu", acontece a cada 18 anos e atraiu a curiosidade de dezenas de pessoas. Neste sábado, a lua se encontra em seu perigeu, que é o ponto de sua órbita mais próximo da Terra: 356.577 km de distância. Pelo fato da lua estar cheia, o efeito da aproximação acabou ampliado.

Desde 1993 o fenômeno não era observado e, quem acompanhou nas praias, pôde ver uma lua cerca de 30% mais brilhante do do que o normal. Na praia do Campeche, na região sul da cidade, muita gente aguardava a aparição da lua desde as 18h. A presença da "super lua" movimentou a praia mesmo durante à noite. Muitos curiosos levaram cadeiras de praia e cangas para garantir um bom lugar e acompanhar o espetáculo, que só deve se repetir ano de 2029.

"Já é lindo ver a lua cheia nascer em dias normais. Hoje ela parece maior e mais amarela", disse a professora Carla Santana, 34 anos. "Ainda bem que o tempo colaborou e as nuvens não esconderam essa maravilha da gente".

Especial para Terra

Colaboraram com esta notícia os internautas Sandro Rib, de Campinas (SP), e Cybele C. Barbosa, de Belo Horizonte (MG), que participaram do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

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sexta-feira, 18 de março de 2011

Após 18 anos, "Super Lua Cheia" acontece neste sábado

A Lua vai chegar ao ponto mais próximo da Terra. Foto: Nasa/Divulgação

A Lua vai chegar ao ponto mais próximo da Terra

Se você tiver a impressão que a Lua está um pouco maior e mais brilhante neste fim de semana, existe uma razão para isso. A Lua Cheia deste sábado será uma super "lua perigeu" - a maior em quase 20 anos. Este fenômeno é bem mais raro do que a famosa Lua Azul, que acontece uma vez a cada dois anos e meio. As informações são da CNN.

"A última Lua Cheia tão grande e tão perto da Terra ocorreu em março de 1993", disse Geoff Chester, do Observatório Naval dos EUA, em Washington. "Eu diria que ela vale uma olhada."

Segundo o pesquisador, no perigeu a Lua fica cerca de 50 mil km mais perto da Terra do que quando está no ponto mais distante de sua órbita, também conhecido como apogeu. "Luas perigeu são cerca de 30% mais brilhantes e podem parecer 14% maiores do que as Luas que ocorrem no lado do apogeu da órbita lunar," diz o site da Nasa.

A Lua Cheia vai nascer no leste ao pôr do sol e deve parecer especialmente grande quando estiver próxima ao horizonte por causa do que é conhecido como "ilusão da lua".

Mesmo que se tenha sensação de poder tocar o satélite, a Lua do sábado ainda estará a uma distância saudável - cerca de 356,577 km de distância.

A influência do satélite natural poderá ser sentido essencialmente nas marés, no entanto, os efeitos sobre a Terra são menores, e de acordo com estudos mais detalhados, a combinação da Lua estar em sua maior aproximação da Terra em sua configuração "lua cheia", não deve afetar o equilíbrio interno da energia do planeta.

Nave da Nasa entra na órbita de Mercúrio

A sonda Messenger entrou na órbita de Mercúrio nesta sexta-feira, para circundar o planeta durante um ano terrestre, como parte de um estudo sem precedentes, informou a Nasa.

A Messenger, que começou sua viagem há mais de seis anos, entrou na órbita de Mercúrio às 02H00 GMT (23H00 Brasília de quinta), após uma manobra de 14 minutos que lhe permitiu reduzir a velocidade e fixar a trajetória, transformando-a na primeira nave espacial a orbitar o planeta mais próximo ao Sol.

A nave fará uma órbita de 12 horas sobre Mercúrio, a uma altitude mínima de 200 quilômetros", indicou a agência espacial americana.

Na órbita de Mercúrio, a Messenger está a 46,14 milhões de quilômetros do Sol e a 155,06 milhões de quilômetros da Terra. A sonda, lançada em agosto de 2004, viajou sob "uma série de condições extremas" até chegar a Mercúrio.

AFP
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quinta-feira, 17 de março de 2011

Nave da Nasa entra na órbita de Mercúrio nesta quinta-feira

A Messenger estará a 46,14 milhões de km do Sol quando chegar à orbita de Mercúrio. Foto: Nasa/Divulgación

A Messenger estará a 46,14 milhões de km do Sol quando chegar à orbita de Mercúrio

Uma nave da agência espacial americana (Nasa, na sigla em inglês) está a ponto de entrar na órbita de Mercúrio nesta quinta-feira, para circundar o planeta durante um ano terrestre, como parte de um estudo sem precedentes. A sonda Messenger começou sua viagem há mais de 6 anos, quando foi lançada com destino ao Sistema Solar interno. Durante o percurso, sobrevoou a Terra, Vênus e Mercúrio.

Quando a Messenger acender seu maior propulsor às 00h45 GMT desta quinta-feira (21h45 de Brasília), uma manobra de 14 min lhe permitirá reduzir a velocidade e fixar a trajetória ao redor de Mercúrio, transformando-a na primeira nave espacial a orbitar o planeta mais próximo ao Sol, disse a Nasa. "A inserção colocará a nave em uma órbita de 12 h sobre Mercúrio, a uma altura mínima de 200 km", indicou a agência espacial americana.

Quando chegar à órbita de Mercúrio, a Messenger estará a 46,14 milhões de km do Sol e 155,06 milhões de km da Terra. "A equipe da Messenger está pronta e ansiosa para que comecem as operações orbitais", disse Sean Solomon, principal investigador do instituto Carnegie de Washington.

AFP
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Irã lança cápsula em foguete e planeja enviar homem ao espaço

Irã lançou anunciou nesta quinta-feira que lançou na terça um protótipo de foguete capaz de carregar satélites com o objetivo de testar um equipamento destinado a transportar seres vivos ao espaço, anunciou a agência estatal de notícias "Irna".

Segundo a fonte, o teste tem como objetivo comprovar o funcionamento do motor, a plataforma de lançamento, a cápsula e os sistemas eletrônicos, incluindo o envio de dados e imagens da órbita situada a 120 quilômetros.

A cápsula do foguete, batizado Kavoshgar-4, foi projetada para abrigar em seu interior seres vivos, e em particular macacos como experiência prévia a uma possível missão espacial humana, acrescentou.

Nos últimos anos, o Irã avançou em seu programa espacial e conseguiu pôr em órbita vários satélites de comunicação, e inclusive enviou ratos ao espaço.

O avanço espacial iraniano preocupa a comunidade internacional pela possibilidade que esta tecnologia possa ser também utilizada para fins bélicos, já que é similar a do lançamento de mísseis.

Grande parte da comunidade internacional, liderada pelos Estados Unidos, acusa o Irã de ocultar, sob seu programa nuclear civil, outro de natureza clandestina e aplicações bélicas cujo objetivo seria a aquisição de armas atômicas, alegação que Teerã refuta.

Washington qualificou de "ato provocativo" o lançamento em fevereiro de 2010 do foguete Kavoshgar-3.

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Nave Soyuz partirá rumo à ISS no dia 4 de abril após solucionar falha técnica

A Soyuz TMA-21 com três tripulantes a bordo, cujo lançamento estava previsto para o dia 30 foi adiado na segunda-feira passada por problemas técnicos na nave e partirá rumo à Estação Espacial Internacional (ISS) no dia 4 de abril, confirmou nesta quinta-feira o Centro de Treinamento de Astronautas russo.

"O lançamento da nave Soyuz TMA-21 está prevista para o dia 5 de abril (noite do dia 4 de abril no Brasil)", assinalou Irina Rogova, porta-voz do centro.

Rogova acrescentou que "as tripulações (principal e suplente) partirão no dia 21 de março às 10h do horário local (4h do horário de Brasília) em direção a Baikonur do aeroporto de Chkalovsk (na região de Moscou) em dois aviões separados".

"O primeiro treino dos cosmonautas na nave já na base será realizado no dia 22 de março", indicou.

Previamente, uma fonte de Baikonur informou à agência "Interfax" que na manhã desta quinta-feira os preparativos para o lançamento foram retomados.

De acordo com o comunicado da agência espacial russa, "Roscosmos", "a falha (em um dos sistemas da Soyuz que motivou o adiamento) foi detectado durante os testes prévios ao lançamento da nave", no Cazaquistão, de onde deveria partir o aparelho.

O contratempo não afetou à data de volta à Terra dos cosmonautas russos Aleksandr Kaleri e Oleg Skrípochka e o astronauta da Nasa Scott Kelly, que aterrissaram na véspera a várias dezenas de quilômetros ao norte da cidade cazaque de Arkalyk.

Enquanto isso, o russo Dmitri Kondrátiev, a americana Catherine Coleman e o italiano Paolo Nespoli permanecem na plataforma orbital à espera da chegada da Soyuz TMA-21, batizada "Yuri Gagarin" em honra ao cosmonauta soviético que protagonizou há 50 anos o primeiro voo do homem ao espaço.

A próxima missão na ISS, integrada pelos russos Andrei Borisenko e Aleksandr Samokutiáyev, que não têm experiência no espaço, e o astronauta da Nasa Ronald Garan, que já conta com um voo orbital em seu currículo, se prolongará durante 171 dias.

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quarta-feira, 16 de março de 2011

Cientistas garantem que Robonaut 2 não substituirá astronautas

Apelidado de R2, o Robonaut 2, que é considerado o robô humanoide mais hábil já construído, foi enviado à Estação Espacial Internacional (ISS) enquanto seu irmão gêmeo cativou nesta quarta-feira o público mostrando suas habilidades, projetadas para auxiliar os astronautas.

"O robô foi projetado para ajudar os astronautas, antes, durante e depois de suas atividades", disse o engenheiro da Nasa Ron Diftler durante a apresentação do robô no Museu do Ar e do Espaço da Instituição Smithsonian, em Washington.

R2 está fazendo uma viagem pelo país com a equipe de cientistas da Nasa e engenheiros da empresa General Motors (GM) que trabalharam em conjunto no projeto.

"Queremos que o robô ajude a fazer trabalhos de manutenção e consertos para que a tripulação tenha mais tempo para outras tarefas científicas mais importantes", assegurou Diftler, da divisão de sistemas de robótica da Nasa.

O simpático robô cativou o público com suas habilidades, ao agarrar uma broca, levantar pesos e acender e apagar os interruptores de luz de um painel como os da ISS, sem esquecer de abrir e fechar posteriormente a tampa de segurança.

Seu aspecto humanoide e a paciência que demonstrou quando Diftler tentou enganar-lhe levantando os protetores, que o androide voltou a colocar em seu lugar, ganhou o aplauso das crianças e turistas que visitaram o Robonaut.

"O bom é que não se queixa, poderia estar uma hora fazendo isto e não reclamaria. É o empregado que todo chefe quereria ter", brincou Diftler.

Perante a temida pergunta sobre se chegará um momento em que estes robôs possam substituir os astronautas no espaço, o engenheiro foi claro: "Nosso objetivo é sempre criar dispositivos para ajudar a tripulação, nosso objetivo é seguir tendo astronautas fora no espaço", assegurou.

O robô, construído com fibra de carbono niquelado e alumínio, pesa 136 quilos e mede aproximadamente um metro da cintura à cabeça, e 60 centímetros de ombro a ombro. Por enquanto, carece de extremidades inferiores.

O R2 conta com braços extensíveis, mãos com mobilidade rotatória e seus cinco dedos têm capacidade para agarrar 2,5 quilos cada um, que como mostraram os engenheiros se podem programar para operar com distinta pressão.

A cabeça com formato de capacete abriga seu equipamento de visão, enquanto o tronco do corpo humano posiciona os 38 processadores de PC.

Por enquanto, seu irmão gêmeo, que chegou à ISS a bordo do Discovery, foi desempacotado na noite passada para ajudar em trabalhos técnicos e de manutenção como a limpeza dos filtros dos aparelhos.

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Com 3 tripulantes a bordo, Soyuz aterrissa no Cazaquistão

A cápsula espacial russa Soyuz aterrissou nesta quarta-feira no norte do Cazaquistão, depois de uma missão de 159 dias a bordo da Estação Espacial .... Foto: EFE

A cápsula espacial russa Soyuz aterrissou nesta quarta-feira no norte do Cazaquistão, depois de uma missão de 159 dias a bordo da Estação Espacial Internacional

A cápsula da nave Soyuz TMA-M, com os russos Aleksandr Kareli e Oleg Skrípochka e o americano Scott Kelly a bordo, aterrissou nesta quarta-feira sem contratempos nas estepes do Cazaquistão, informou o Centro do Controle de Voos (CCVE) da Rússia.

A Soyuz TMA-M aterrissou, como estava previsto, várias dezenas de quilômetros ao norte da cidade cazaque de Arkalyk. "Segundo o boletim do comandante da nave, o estado de saúde dos tripulantes é bom", foi a mensagem anunciada pelos alto-falantes do CCVE, segundo a agência russa Interfax.

Os tripulantes da nave retornaram à Terra após uma missão de 159 dias a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). A aterrissagem da TMA-M, o primeiro exemplar desta nova nave russa, era aguardada com expectativa pelos especialistas, pois seus sistemas de comando são digitais, ao contrário das Soyuz anteriores.

Durante sua missão na ISS, Kareli, Skrípochka e Kelly participaram da recepção da nave Discovery, de duas naves de carga russas Progress, da nave de carga europeia ATV e da japonesa HTV-2. Além disso, os dois cosmonautas russos participaram de três caminhadas espaciais.

Com o retorno da Soyuz TMA-M à Terra, a tripulação da ISS ficou reduzida temporariamente a três membros: o russo Dmitri Kondrátiev, o italiano Paolo Nespoli e a americana Catherine Coleman. A previsão era que já nos primeiros dias de abril outros três membros se somassem à tripulação da ISS, mas o lançamento da Soyuz TMA-21, que devia levá-los à plataforma no dia 30 de março, foi adiado de maneira indefinida por problemas técnicos na nave.

Integram esta missão os russos Andrei Borisenko e Aleksandr Samokutiáyev, que não têm experiência no espaço, e o astronauta da Nasa Ronald Garan.

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terça-feira, 15 de março de 2011

Exposição mostra contribuição do Brasil na pesquisa espacial

Os Salões Negro e Chapelaria do Congresso Nacional receberão em Brasília uma exposição sobre a história do Programa Espacial Brasileiro. A mostra será exposta entre os dias 15 de julho e 15 de setembro de 2011.

Segundo informações do site da Câmara dos Deputados o evento é resultado de um estudo realizado pelo Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica, em 2010, sobre a Política Espacial Brasileira, cujos resultados, que incluem duas propostas legislativas, foram consolidados em publicação de mesmo nome, lançada no dia 30 de novembro, na Câmara.

O objetivo da mostra é apresentar à sociedade o mistério do Espaço e suas implicações para a vida moderna: mudanças climáticas, segurança de fronteiras, defesa, tempo, satélites, foguetes, lançadores, planetas, galáxias, e muitos outros exemplos que possam traduzir a importância de se consolidar um programa espacial para o País.

Outro benefício proposto pela exposição é conscientizar a sociedade para a importância do setor, assim como atrair o imaginário dos jovens e crianças, que num tempo próximo poderão ser pesquisadores ou tomadores de decisão da área.

Geek
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Androide se torna membro da Estação Espacial Internacional

O androide Robonaut, R2, será desempacotado nesta noite de terça-feira para fazer parte da tripulação permanente da Estação Espacial Internacional (ISS), anunciou o próprio robô na sua conta do Twitter.

"Estou esperando para ser desempacotado às 10h10. Meus sensores têm um formigamento de emoção!", tuitou o androide.

Os responsáveis pela operação, segundo indicou o robô em outra mensagem no Twitter, serão os especialistas da missão o americano Cady Coleman e o italiano Paolo Nespoli, da Agência Espacial Europeia.

R2 chegou à Estação Espacial Internacional (ISS) a bordo da nave Discovery, que antes de ser retirado de funcionamento pela Nasa, transportou peças de reposição, o Módulo Permanente Multiuso "Leonardo" e uma plataforma externa para armazenar carga.

O androide, que despertou grande interesse, se incorporará à tripulação para ajudar em trabalhos técnicos e de manutenção como a limpeza dos filtros dos equipamentos.

R2 é o primeiro robô humanoide em uma viagem ao espaço e servirá como teste aos cientistas para analisar como se desempenha sem gravidade, que preveem delegar mais funções pouco a pouco.

Por enquanto, será instalado em umas semanas no laboratório Destiny e como bom exemplo das novas tecnologias manterá seus seguidores informando sobre o complexo espacial através do Twitter.

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Vídeo explica o que acontece em uma explosão nuclear

Imagem aérea mostra a usina de Fukushima, onde já ocorreram três explosões. Foto: GeoEye/BBC Brasil

Imagem aérea mostra a usina de Fukushima, onde já ocorreram três explosões

As autoridades japonesas estão trabalhando para tentar evitar novos incidentes explosões na usina de Fukushima, que já sofreu explosões em três de seus reatores.

» Veja o vídeo aqui

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que está monitorando a situação, diz que o sistema de proteção dos reatores até agora resistiu aos impactos, e que isso tem contido o vazamento de material radioativo. O repórter da BBC David Shukman explica o que acontece dentro dos reatores de Fukushima e como são as tentativas de evitar um vazamento.

Dentro dos reatores, os bastões de combustível nuclear passam pelo processo de fissão, em que os átomos se separam e liberam energia. Injeta-se água, que circula ao redor do reator, formando vapor e fazendo funcionar geradores de eletricidade. Mas se faltar água no reator, os bastões de combustíveis podem se superaquecer e derreter. O combustível nuclear pode vazar para o fundo do container - mas, a menos que haja uma falha, o fundo de aço é feito para resistir.

O cientista chefe do governo britânico, John Beddington, disse que o superaquecimento pode gerar explosões que resultariam na emissão de material radioativo. Mas por pouco tempo (cerca de uma hora e meia) e curto alcance (500 metros), disse o cientista. Especialistas não creem que o desastre em Fukushima possa se converter em um 'novo Chenobyl', em referência ao desastre nuclear de 1986. Na ocasião, a explosão lançou uma fumaça de material radioativo por centenas de quilômetros.

BBC Brasil
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segunda-feira, 14 de março de 2011

Nasa criará site que destacará contribuição das mulheres à ciência

A Nasa (agência espacial americana) anunciou nesta segunda-feira que lançará um site dedicado à contribuição das mulheres à ciência e à pesquisa espacial.

O site será apresentado oficialmente na próxima quarta-feira, 16 de março, no quartel-general da Nasa em Washington com a participação da astronauta Tracy Caldwell-Dyson.

Tracy, quem voltou à Terra recentemente após uma missão de seis meses a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), participará de um encontro com estudantes.

No ato também estarão a subdiretora da Nasa, Lori Garver e a assessora política da Casa Branca Valerie Jarrett.

EFE
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Estudo: 'devorador' de estrelas criou bolhas de raios gama

Imagem feita por telescópio da Nasa mostra bolhas de raio gama na Via Láctea. Foto: Nasa/Divulgação

Imagem feita por telescópio da Nasa mostra bolhas de raio gama na Via Láctea

Uma equipe de astrônomos analisou as imagens feitas por um telescópio da agência espacial americana (Nasa) em novembro de 2010 e anunciou que gigantes bolhas de raios gama na Via Láctea são formadas pela erupção do buraco negro no centro da nossa galáxia. As informação foram divulgadas nesta segunda-feira pelo site Physics World.

Um modelo criado pelo pesquisador Cheng KS, da Universidade de Hong Kong, e descrito na revista Astrophysical Journal Letters aponta que o buraco negro "devora" as estrelas, liberando grande quantidade de energia. Segundo o modelo de Cheng, apenas 50% da massa das estrelas são "engolidas" pelo buraco, a outra metade é liberada para o espaço em grandes explosões.

Nessas explosões, o plasma quente é lançado para fora com grande quantidade de energia, aumentando a temperatura e provocando a criação das bolhas. Cheng estima que a energia liberada seja até 100 vezes maior do que a criada por uma explosão de supernova (explosão que ocorre no final da vida de estrelas de grande massa).

"Estimamos ter uma mapa teórico da distribuição dos raios gama no buraco negro da galáxia nos próximos seis a nove meses", disse o pesquisador ao anunciar as primeiras descobertas sobre as estruturas misteriosas.

LHC volta a colidir partículas quase à velocidade da luz

Cientistas do Centro Europeu para Pesquisas Nucleares (Cern) anunciaram nesta segunda-feira a realização no fim de semana das primeiras colisões de partículas praticamente à velocidade da luz em 2011, retomando as investigações sobre a origem do cosmos no Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês).

"Ele começou bem, com feixes estáveis. Estamos até mesmo um pouco adiantados depois da pausa de inverno", disse o porta-voz James Gillies à Reuters.

O físico Oliver Buchmueller, um dos pesquisadores à frente do projeto de US$ 10 bilhões, afirmou que a prioridade máxima em 2011 e 2012 seria encontrar evidências sobre a super-simetria, as dimensões extras, a matéria escura, a produção de buraco negro e o misterioso bóson de Higgs.

Esses conceitos e ideias estão nas novas fronteiras da pesquisa científica, à medida que avançam para um domínio que antes era ficção científica, dando um novo impulso à cosmologia e às teorias que indagam se o universo é único ou apenas um entre muitos.

Cosmólogos, como o britânico Steven Hawking e o físico e matemático norte-americano Brian Greene, esperam que o LHC forneça ao menos fortes sinais de que houve outro universo antes do Big Bang ou de que existam outros em paralelo ao nosso.

O Cern - centro de pesquisas de 21 países situado perto de Genebra na fronteira entre a Suíça e a França - deu início ao que chama de "Nova Física" com o LHC em 31 de março do ano passado, um projeto que poderá entrar pela década que vem.

Após 8 meses de operações intensas, as atividades do LHC foram interrompidas no dia 6 de dezembro para manutenção do equipamento. No túnel subterrâneo de 27 km, partículas minúsculas são colididas criando bilhões de mini-explosões como o Big Bang de 13,7 bilhões de anos atrás, que teria levado à formação do universo que conhecemos hoje e tudo o que existe nele.

Essas explosões são monitoradas e analisadas por quatro equipes de pesquisa do Cern e por cientistas de todo o mundo que buscam por novas informações sobre o período da criação.

Reuters
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Funcionário da Nasa morre ao cair de plataforma de lançamento

Um funcionário terceirizado da Nasa morreu nesta segunda-feira ao cair de uma plataforma de lançamento de onde o ônibus espacial Endeavour deve decolar no próximo mês, informou a agência espacial americana.

"Um trabalhador da United Space Alliance caiu da plataforma. Os paramédicos da Nasa agiram rapidamente, mas não puderam revivê-lo", afirmou a porta-voz Candrea Thomas.

"O incidente está sendo investigado", completou.

A Nasa não deu detalhes sobre o funcionário e suspendeu por hoje as operacões na plataforma do Centro Espacial Kennedy, situada perto de Cabo Cañeveral (Flórida).

A agência prevê lançar o Endeavour em 19 de abril. Será o segundo ônibus espacial - depois do Discovery - a fazer seu voo final para a Estação Espacial Internacional antes de ser aposentado.

AFP
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Terremoto pode ter movido o Japão 4 m para o leste

13 de março - Sobreviventes tentam retomar a vida dois dias após o terremoto que destruiu boa parte da cidade de Tagajo. Foto: AFP

Sobreviventes tentam retomar a vida dois dias após o terremoto que destruiu boa parte da cidade de Tagajo

A costa do Japão pode ter se movido cerca de 4 m para leste após o terremoto de magnitude 8,9 que atingiu o país na última sexta-feira, afirmaram especialistas.

Dados da rede japanesa Geonet - recolhidos de cerca de 1,2 mil estações de monitoramento por satélite - sugerem que houve um deslocamento em grande escala após o terremoto.

Roger Musson, da agência geológica britânica (BGS, na sigla em inglês), disse á BBC que o movimento ocorrido após o terremoto era "compatível com o que acontece quando há um terremoto deste porte".

O terremoto provavelmente mudou o equilíbrio do planeta, movendo a terra em relação a seu eixo em cerca de 16.5 cm. O tremor também aumentou a velocidade da rotação da Terra, diminuindo a duração dos dias em cerca de 1.8 milionésimos de segundo.

BBC Brasil
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Falha adia lançamento de nave que levaria astronautas à ISS

O lançamento da cápsula Soyuz TMA-21, que estava previsto para o próximo dia 30, rumo à Estação Espacial Internacional (ISS), foi adiado nesta segunda-feira devido a problemas técnicos na nave, informou a agência espacial russa Roscosmos.

Segundo o comunicado oficial, "a falha (em um dos sistemas da Soyuz) foi detectada durante os testes prévios ao lançamento da nave no centro técnico da base de Baikonur", no Cazaquistão.

"Devido à necessidade de análise adicionais para esclarecer as causas deste problema, foi tomada a decisão de adiar o lançamento da para uma data posterior", acrescenta a nota.

A Soyuz levará três astronautas - o americano Ronald Garan e os russos Andrei Borisenko e Alexander Samokutyayev - à ISS. Por outro lado, a Roscosmos informou que o retorno à Terra dos cosmonautas russos Aleksandr Kaleri e Oleg Skripochka e do americano Scott Kelly em outra cápsula Soyuz não apresenta alterações e acontecerá nesta quarta-feira, segundo o planejado.

EFE
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sexta-feira, 11 de março de 2011

Sonda da Nasa vai orbitar o planeta Mercúrio pela primeira vez

Uma concepção artística da Nasa mostra a sonda Messenger na órbita de Mercúrio. Foto: Nasa/Divulgação

Criação artística da Nasa mostra a sonda Messenger na órbita de Mercúrio

Após mais de 12 viagens pelo interior do sistema solar, a sonda espacial Messenger vai orbitar o planeta Mercúrio pela primeira vez a partir do dia 17 de março. A meta é que a sonda permaneça na órbita do planeta por pelo menos um ano.

Segundo a Nasa, com a missão o planeta poderá ser visualizado com maior clareza. Os cientistas acreditam que, ao conhecer Mercúrio mais detalhadamente, será possível compreender melhor como a Terra e os outros planetas do Sistema Solar se formaram.

Como as temperaturas em Mercúrio, o menor planeta do Sistema Solar e também o mais próximo do Sol, chegam a 400ºC, um dos maiores desafios para a Nasa foi construir um isolamento térmico capaz de evitar que a sonda derreta ao chegar a seu destino.

Galáxia recebe nome de vilão do filme 'O Senhor dos Anéis'

Imagem feita por telescópio da Nasa mostra a galáxia que recebeu o apelido de 'Olho de Sauron'. Foto: Nasa/Divulgação

Imagem feita por telescópio da Nasa mostra a galáxia que recebeu o apelido de 'Olho de Sauron'

Uma imagem divulgada na noite de quinta-feira pela Nasa mostra a região central da galáxia espiral NGC 4151, que recebeu o apelido de "Olho de Sauron" pelos astrônomos por causa de sua semelhança com o olhar do vilão do filme O Senhor dos Anéis.

O que parece ser a pupila - em azul - é o centro da galáxia, composto por hidrogênio ionizado. A parte vermelha mostra nuvens formadas por hidrogênio neutro e os pontos amarelos representam as regiões onde ocorreu recente formação estelar.

A galáxia fica a cerca de 43 milhões de anos-luz de distância da Terra e apresenta um buraco negro em grande atividade. Devido a sua proximidade, a NGC 4151 oferece uma das melhores chances para o estudo sobre a interação mantida entre os buracos negros e os gases que o rodeiam.

Endeavour chega à plataforma de lançamento para última missão

O ônibus espacial Endeavour foi transportado para a plataforma de lançamento 39 A, em Cabo Canaveral, na Flórida, de onde será lançado ao espaço em sua última missão no dia 19 de abril. A operação de transporte foi concluída no início da manhã desta sexta-feira e atraiu muitos fotógrafos e curiosos ao Centro Espacial Kennedy.

O comandante da última missão do Endeavour será o astronauta Mark Kelly, marido da congressista americana Gabrielle Giffords, que ainda se recupera de um tiro que levou na cabeça, durante uma tentativa de assassinato em janeiro. A tripulação será composta por seis astronautas, que terão a missão de instalar novos equipamentos na Estação Espacial Internacional.

Na quarta-feira, o Discovery fez seu pouso final no Centro Espacial Kennedy, concluindo uma carreira de 27 anos. A Agência Espacial Americana (Nasa) ainda planeja para junho a última missão do Atlantis, encerrando o programa de ônibus espaciais. O plano da Nasa é fazer com que os astronautas americanos sejam transportados até a Estação Espacial Internacional pela da nave Soyuz, da Rússia, possivelmente até a metade da atual década. Depois, a agência espacial deve começar a usar os serviços de companhias privadas nas suas viagens para o espaço.

Terremoto do Japão pode ter deslocado eixo da Terra

Mapa mostra localização do epicentro do terremoto de 8,9 graus que atingiu o Japão nesta sexta-feira. Foto: Reuters

Mapa mostra localização do epicentro do terremoto de 8,9 graus que atingiu o Japão nesta sexta-feira

O devastador terremoto de 8,9 graus de magnitude na escala Richter que abalou nesta sexta-feira o Japão pode ter deslocado em quase 10 centímetros o eixo de rotação da Terra, segundo um estudo preliminar do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) da Itália.

O INGV, que desde 1999 estuda os diversos fenômenos sísmicos registrados na Itália, como o devastador terremoto da região dos Abruzos de 6 de abril de 2009, explica em uma nota que o impacto do terremoto do Japão sobre o eixo da Terra pode ser o segundo maior de que se tem notícia.

"O impacto deste fato sobre o eixo de rotação foi muito maior que o do grande terremoto de Sumatra de 2004 e provavelmente é o segundo maior, atrás apenas do terremoto do Chile de 1960", diz o comunicado.

Entre 200 e 300 pessoas morreram na província japonesa de Miyagi (leste) por causa do tsunami provocado pelo terremoto do Japão, mas ainda há 349 desaparecidos em todo o território japonês. Teme-se que o número de mortos aumente, já que há edifícios destruídos em várias regiões.

EFE
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quarta-feira, 9 de março de 2011

Ônibus espacial Discovery pousa na Flórida

Discovery volta à Terra após última missão


A nave Discovery, a mais antiga de três ônibus espaciais americanos, completou, nesta quarta-feira, sua última viagem ao espaço, retornando à Terra com seis astronautas a bordo, segundo imagens transmitidas ao vivo pela Nasa. Põe também fim a uma longa carreira no espaço.

A nave aterrissou na pista do Centro Espacial Kennedy às 16h57 (13h57 de Brasília) a uma velocidade de 360 km/h sob um céu azul e depois de vertiginosa descida de 65 minutos. "Esta nossa legenda esteve 365 dias no espaço", informou o Centro de Controle da Nasa em Houston, no Texas. Acrescentou que, com suas 39 missões, o ônibus espacial Discovery percorreu quase 149 milhões de milhas (241 milhões de km).

Este é o começo do fim de 30 anos de programa espacial de voos tripulados dos Estados Unidos que encerrará assim que a Nasa enviar ao espaço a nave Endeavour no dia 19 de abril, e a Atlantis, em 28 de junho. A nave Discovery - que irá para um museu após 27 anos de trabalho - desacoplou-se da Estação Espacial Internacional (ISS) na segunda-feira, ao término de uma missão bem-sucedida de 13 dias destinada a instalar um novo módulo de armazenamento e um robô humanoide.

"Esta foi uma das melhores missões da Discovery e também uma das de menor dificuldade", destacou LeRoy Cain, um dos responsáveis pelo programa, em uma coletiva de imprensa em Houston, Texas, sede do centro de controle da Nasa. Em seu último dia no espaço, a tripulação foi acordada com a apresentação ao vivo do cantor e guitarrista Todd Park Mohr junto a três membros da banda de rock "Big Head Todd and the Monsters", que interpretaram "Blue Sky".

A música "Blue Sky" foi escrita pelo "Big Head Todd and the Monsters" em homenagem à retomada dos voos dos ônibus espaciais, em 2005, após o acidente do Columbia em 1º de fevereiro de 2003, no qual sete astronautas morreram. Discovery foi a primeira nave espacial a voar após o desastre. Durante a missão, o presidente Barack Obama falou aos seis astronautas e seus seis companheiros de tripulação que já estavam a bordo da ISS que se sentia orgulhoso de sua cooperação no espaço.

AFP
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Discovery se prepara para retornar à Terra nesta quarta

O ônibus especial Discovery é visto por uma escotilha da Estação Espacial Internacional. Foto: Reuters

O ônibus espacial Discovery é visto por uma escotilha da Estação Espacial Internacional

O Discovery, o mais antigo dos três ônibus espaciais americanos, se prepara para retornar à Terra com seis astronautas nesta quarta-feira, pondo fim a uma longa carreira espacial.

Segundo informações da AFP, A Nasa trabalha com duas opções para a volta do ônibus espacial à Flórida: uma aterrissagem na pista do Centro Espacial Kennedy, perto de Cabo Cañaveral, às 16h57 GMT (13h57 de Brasília), e outra prevista para 18h44 GMT (15h44 de Brasília). As previsões meteorológicas para quarta-feira são favoráveis, afirmou Candrea Thomas, porta-voz do Centro Espacial Kennedy.

O Discovery - que neste ano terminará em um museu após 27 anos de trabalho - se desacoplou da Estação Espacial Internacional (ISS) na segunda-feira, ao término de uma missão bem-sucedida de 13 dias destinada a instalar um novo módulo de armazenamento e um robô humanóide.

"Esta foi uma das melhores missões do Discovery e também uma das de menor dificuldade", destacou LeRoy Cain, um dos responsáveis do programa, em uma coletiva de imprensa em Houston, Texas, sede do centro de controle da Nasa.

Em seu último dia no espaço, a tripulação foi acordada com a apresentação ao vivo do cantor e guitarrista Todd Park Mohr junto a três membros da banda de rock "Big Head Todd and the Monsters", que cantaram "Blue Sky". A música "Blue Sky" foi escrita pelo "Big Head Todd and the Monsters" em homenagem à retomada dos voos dos ônibus espaciais, em 2005, após o acidente do Columbia em 1 de fevereiro de 2003, no qual sete astronautas morreram. O Discovery foi o primeiro ônibus espacial a voar após o desastre.

Durante a missão, o presidente Barack Obama falou aos seis astronautas e seus seis companheiros de tripulação que já estavam a bordo da ISS que se sentia orgulhoso de sua cooperação no espaço. A Nasa deve enviar ao espaço o ônibus espacial Endeavour no dia 19 de abril e o Atlantis em 28 de junho, pondo fim a 30 anos do programa espacial de voos tripulados dos Estados Unidos.

Galáxias distantes podem implicar revisão de teorias

Os conjuntos de galáxias que se reúnem por meio da gravidade ao longo do tempo, em teoria não existiriam durante a primeira formação do universo. Foto: ESO/Divulgação

Os conjuntos de galáxias que se reúnem por meio da gravidade ao longo do tempo, em teoria não existiriam durante a primeira formação do universo

Astrofísicos descobriram grupos de galáxias distantes que parecem "jovens", apesar de serem "maduras", o que pode obrigar uma revisão das teorias do início do universo, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira pela American Association for the Advancement of Sciences (AAAS, na sigla em inglês).

"Medimos a distância até os grupos de galáxias mais distantes jamais encontrados", afirmou Raphael Gobat, que liderou a pesquisa do Observatório Europeu do Sul. "O surpreendente é que muitas delas não se parecem às usuais galáxias com estrelas em formação observadas no princípio do universo", explicou Gobat.

Os astrofísicos realizaram estas medições a partir do Very Large Telescope (VLT) do Observatório de La Silla, no Chile, e do telescópio Subaru, no Havaí. Os conjuntos de galáxias que se reúnem por meio da gravidade ao longo do tempo em teoria não existiriam durante a primeira formação do universo.

No entanto, os resultados mostraram que as estruturas localizadas estão do mesmo modo como eram quando o universo tinha apenas três bilhões de anos, ou seja, menos de um quarto de sua idade atual. Estes conjuntos de galáxias não são compostos por estrelas em formação, como se supunha, mas por estrelas de mais de um bilhão de anos, unidas por uma nuvem de gás quente.

Portanto, a conclusão da equipe de astrofísicos é que "os conjuntos de galáxias já existiam quando o universo era muito mais novo". "Se futuras observações encontrarem muitas mais, nosso entendimento dos primeiros períodos do universo deverá ser revisto", afirmou Gobat.

EFE
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Turismo espacial pode significar grande salto para pesquisas

Na imagem, o avião espacial Virgin Galactic durante um vôo experimental. Foto: The New York Times

Na imagem, o avião espacial Virgin Galactic durante um vôo experimental

Se tudo correr como planejado, dentro de alguns anos turistas estarão voando para o espaço a bordo de um avião espacial Virgin Galactic - pagando US$ 200 mil por cerca de 4 minutos de microgravidade - antes de voltar e pousar numa pista de aterrissagem no Novo México.

No assento ao lado pode estar um cientista que trabalha num experimento de pesquisa. A ciência, talvez mais que o turismo, pode se transformar num grande negócio para a Virgin e outras empresas que estão buscando oferecer viagens curtas acima de 62 milhas de altitude que marcam a entrada oficial no espaço interplanetário, quem sabe até diariamente.

Uma passagem de US$ 200 mil é de preço proibitivo, exceto para alguns abastados, mas em comparação aos milhões de dólares que agências do governo como a NASA normalmente gastam para levar experimentos para o espaço, "é revolucionário", disse S. Alan Stern, vice-presidente associado da divisão de ciências espaciais e engenharia do Southwest Research Institute, em Boulder, Colorado.

Ele é um animado entusiasta das possibilidades científicas do que hoje é conhecido em círculos aeroespaciais como viagem suborbitária. Tão importante quanto o baixo custo, os cientistas poderão levar seus experimentos ao espaço mais rapidamente e com maior frequência, disse Stern."Realmente estamos à beira de algo transformador", acrescentou.

O instituto de Stern anunciou recentemente que tinha assinado um contrato e pago o depósito para enviar dois de seus cientistas na SpaceShipTwo da Virgin. O Southwest também tem intencao de comprar mais seis assentos - um total de US$ 1,6 milhão em passagens.

Isso se segue a um anúncio realizado nos últimos dias de que o Southwest está comprando seis assentos de outra empresa suborbitária, a XCOR Aerospace, de Mojave, Califórnia, que vem cobrando US$ 95 mil para um assento para turistas. O avião espacial Lynx, da XCOR, transporta apenas duas pessoas - o piloto e o passageiro pagante.

"Geramos três cargas pagas", disse Stern. "Estamos comprando passagens, antes que haja um programa governamental para fornecedores suborbitários, para que nosso próprio pessoal voe com esses experimentos".

Um dos experimentos do Southwest observará como se comportam solo e rochas como aquelas que cobrem os asteróides. Outro embarcará um telescópio ultravioleta que voou no ônibus espacial Discovery em 1997. O terceiro é um equipamento biomédico para medir batimentos cardíacos, pressão arterial e outros parâmetros físicos do cientista durante o voo.

Ainda não foi estabelecido quando os experimentos chegarão ao espaço. Nenhuma empresa anunciou ainda quando voos comerciais serão iniciados, mas a SpaceShipTwo poderia voar uma ou duas vezes por dia, e a Lynx foi projetada para até quatro voos diários.´P> A Virgin já realizou testes de voo planado sem energia para a SpaceShipTwo, com capacidade para seis passageiros, no Spaceport America, no Novo México, e logo iniciará testes com energia. A XCOR pode começar a executar testes para a Lynx ainda este ano.

Duas outras empresas ¿ a Blue Origin, criada por Jeff Bezos, fundador do Amazon.com, e a Armadillo Aerospace - também estão desenvolvendo espaçonaves para turistas. Outra empresa, a Masten Space Systems Inc., está desenvolvendo um veículo suborbitário que transportará apenas cargas pagas, não passageiros.

Mesmo se apenas algumas dessas empresas tiverem sucesso, a perspectiva é que, em alguns anos, centenas de voos suborbitários possam decolar todos os anos. Stern previu que, embora um único voo oferecesse apenas alguns minutos de microgravidade, o tempo cumulativo dos experimentos suborbitários poderia rapidamente ultrapassar o da Estação Aérea Espacial, que está em órbita há mais de uma década.

A NASA voará cargas científicas automatizadas em foguetes Masten e Armadillo este ano, e a agência oferecerá mais oportunidades para os pesquisadores nos próximos anos, embora não tenha se oferecido para comprar assentos para que as pessoas acompanhem seus experimentos.Para os cientistas, isso poderia finalmente dar-lhes pronto acesso ao espaço.

"É quase impossível levar pesquisas para a estação espacial no momento", disse Mark Shelhamer, professor da Johns Hopkins University que gostaria de estudar o equilíbrio e outras capacidades sensoriais motoras das pessoas antes e depois de voos suborbitários.

Na Terra, a gravidade é a força dominante, e muitos processos comuns - a forma como a água ferve, por exemplo, e como o fogo queima - se comportam de forma bastante diferente sem ela. Porém, muitas das teorias que descrevem como a física funcionaria em microgravidade ainda não foram detalhadamente testadas.

Os cientistas atualmente possuem poucas opções para investigar a ausência de gravidade. Eles podem deixar cair o experimento de uma torre alta, o que oferece alguns segundos de gravidade zero antes de se espatifar no chão.

Eles podem enviar o experimento num avião que voa uma trajetória arqueada conhecida como parábola, que oferece até meio minuto de aparente ausência de gravidade. Ou podem levar algo até a Estação Aérea Espacial, onde a força da gravidade está sempre ausente.

Os voos suborbitários oferecerão uma oportunidade que se enquadra entre os voos parabólicos de avião e a estação espacial. Os novos veículos comerciais são basicamente projéteis propulsados por foguetes que fazem um arco para cima e depois caem, sem jamais chegar perto da velocidade de 17.500 milhas por hora necessária para alcançar a órbita.

No topo do arco, os passageiros flutuam por alguns minutos. Os voos suborbitários também permitirão que cientistas atmosféricos explorem em detalhes a atmosfera intermediária da Terra, que se estende de 48,38km a 80,46km acima da superfície e não pode ser facilmente observada a partir da Terra ou satélites. Biólogos também esperam estudar como as pessoas, que dependem da gravidade para saber o que é embaixo e o que é em cima, respondem aos rápidos giros de gravidade durante um voo suborbitário.

Refletindo o interesse na comunidade científica, mais de 300 pessoas estão inscritas para participar de uma conferência esta semana na University of Central Florida, em Orlando, organizada por Stern, para discutir a pesquisa suborbitária. Segundo ele, os pesquisadores "votam com os pés quando vão a esses encontros".

Na conferência, as empresas de voos suborbitários trarão atualizações sobre seu progresso, e os cientistas discutiram os tipos de pesquisa possíveis. O Southwest Research Institute é o primeiro cliente pagante científico da Virgin, que já tem depósitos de mais de 400 supostos turistas espaciais.

George Whitesides, diretor executivo, disse que os avanços científicos e tecnológicos podem se tornar um grande mercado. "Achamos que muitas novas aplicações e estudos florescerão com esse tipo de acesso - um acesso que não existe hoje".

Whitesides afirmou que os experimentos científicos geralmente voariam separadamente dos turistas, embora pesquisadores com experimentos biológicos discretos possam embarcar num voo turístico. "É claro, não vamos misturar as duas categorias no mesmo voo se acharmos que uma teria impacto negativo sobre a outra", disse ele.

Nem todos os experimentos exigem que o cientista seja passageiro. A Blue Origin, por exemplo, selecionou três cargas pagantes científicas que irão embarcar em voos-teste não-tripulados de seu veículo New Shepard. Um dos cientistas da Blue Origin é Joshua Colwell, professor de física da University of Central Florida, que deseja entender como grãos de poeira no começo do sistema solar se uniram através de colisões de alta velocidade e se transformaram em planetesimais de cinco milhas de largura, que então se uniram para formar planetas.

Em 1995, Colwell se registrou junto à NASA para embarcar seu experimento no ônibus espacial, e chegou a voá-lo duas vezes, em 1998 e 2001, mas ele não conseguiu enviar pesquisas de acompanhamento desde então.

Para os experimentos de Colwell, que exigem apenas alguns minutos de gravidade zero, os voos suborbitários poderiam funcionar tão bem quanto voos mais caros em ônibus espaciais. E ele espera ser capaz de voá-los muitas vezes por ano, em vez de apenas uma vez em alguns anos. A Blue Origin não revelou quando os voos de teste podem ocorrer.

Um dos pesquisadores da Blue Origin, Steven Collicott, da Purdue University, observa como a tensão superficial - a força que faz com que gotas de chuva se transformem em continhas sobre folhas - empurra líquidos no espaço. Sem a gravidade, esses chamados efeitos capilares são as forças dominantes em líquidos.

Collicott, que já colaborou em experimentos na estação espacial, disse que os voos suborbitários seriam um complemento à estação, não uma substituição. "Acho que, inicialmente, trata-se de duas oportunidades amplamente diferentes, de fato", afirmou. Na estação, "a capacidade de executar um experimento por horas e horas é absoluta. Nesses novos foguetes suborbitários, podemos ter três minutos, mas é muito mais barato. É bem mais rápido".

Ele disse que seu experimento da Blue Origin, financiado pela National Science Foundation, custa US$ 20 mil. Ele também tem alguns experimentos menores construídos por estudantes de graduação por menos de US$ 1 mil.

Esses devem embarcar em voos da Masten e da Armadillo. "É um ótimo acréscimo às instalações disponíveis para pesquisa hoje", disse Collicott.

The New York Times
The New York Times

terça-feira, 8 de março de 2011

Polos derretem mais rápido do que se previa, afirma Nasa

As camadas de gelo da Groenlândia e da Antártida estão perdendo massa a um ritmo mais acelerado que os prognósticos feitos até agora, o que repercutirá na alta do nível dos oceanos, segundo um estudo divulgado nesta terça-feira pela Nasa, a agência espacial americana.

Os resultados do estudo sugerem que as camadas de gelo estão derretendo mais rápido que as geleiras das montanhas e serão o principal fator de contribuição para uma alta global do nível dos oceanos, muito antes do previsto.

Como exemplo, em 2006 os polos perderam uma massa combinada de 475 gigatoneladas (1 gigatonelada é igual a 1 bilhão de toneladas) ao ano em média, uma quantidade suficiente para elevar o nível global do mar em uma média de 1,3 mm ao ano frente as 402 gigatoneladas que as geleiras da montanha perdem em média.

A Nasa analisou dados de seus satélites entre 1992 e 2009 e descobriu que a cada ano durante o curso do estudo as camadas de gelo dos polos perderam uma média combinada de 36,3 gigatoneladas a mais que no ano anterior.

"Que as camadas de gelo serão a principal causa do aumento do nível do mar no futuro não é surpreendente, já que possuem uma massa de gelo muito maior que as geleiras da montanha", assinalou o autor do estudo, Eric Rignot, da Universidade da Califórnia.

"O surpreendente é que esta maior contribuição das camadas de gelo já está ocorrendo", advertiu o cientista, que realizou a pesquisa com a colaboração do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa.

As medições realizadas indicam que se "as tendências atuais continuarem é provável que o aumento do nível do mar seja significativamente maior que os níveis projetados pelo Grupo Intergovernamental de Analistas sobre a Mudança Climática em 2007", acrescentou.

EFE
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segunda-feira, 7 de março de 2011

Cientistas: Nasa deveria priorizar missão não tripulada a Marte

A Nasa - a agência espacial americana - deveria concentrar seus esforços na próxima década em uma missão de exploração a Marte com ajuda de um "rover", um veículo de superfície que se alimenta de energia solar, em vez de realizar voos tripulados ao espaço, segundo um relatório divulgado nesta terça-feira. A recomendação vem de um painel de cientistas e foi publicada em um informe do Conselho Nacional de Pesquisadores dos Estados Unidos.

Este relatório, solicitado pela Nasa, convoca a agência espacial americana a lançar com destino a diferentes planetas missões "que poderiam fornecer um fluxo constante de novas descobertas importantes sobre o Sistema Solar", entre 2013 e 2022.

A Nasa está sob fogo cruzado dos legisladores, que examinam seu projeto de orçamento 2012, e do público, que exige que encontre uma nova maneira de lançar voos tripulados, quando seu programa de ônibus espaciais está no fim, após três décadas.

"A comissão se preocupa com a possibilidade, como foi visto em um passado recente, de que os programas de voos tripulados canibalizem os programas espaciais de exploração científica", diz o informe, que pede orçamentos separados para as missões científicas e os voos tripulados.

"A exploração humana pode proporcionar ocasiões interessantes para o avanço da Ciência, mas a Ciência não é sua primeira motivação", acrescentou a comissão de especialistas.

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Cientistas contestam descoberta de bactérias extraterrestres

O estudo afirma que, durante uma análise da estrutura dos meteoritos, foram encontradas evidências de organismos similares às cianobactérias. Foto: BBC Brasil

O trabalho, feito por um astrobiólogo da Nasa, será revisado pela comunidade científica

Um artigo controverso assinado pelo astrobiólogo da Nasa Richard Hoover, que diz ter descoberto evidências de bactérias extraterrestres fossilizadas em três meteoritos que atingiram a terra, está sendo contestado por especialistas da comunidade científica. Divulgado na última sexta-feira na publicação científica americana Journal of Cosmology, o estudo afirma que, durante uma análise da estrutura dos meteoritos, foram encontradas evidências de organismos similares às cianobactérias.

No entanto, a composição destes organismos seria diferente das bactérias terrestres. Segundo Hover, isto seria uma das provas de que eles não se infiltraram no meteorito na Terra, mas vieram do espaço. O Journal of Cosmology recebeu duras críticas da comunidade científica, que alegam que a publicação não tem credibilidade - ela é independente e dá livre acesso aos artigos na internet - e que a pesquisa de Hoover não reuniu as evidências necessárias para comprovar suas afirmações.

Convite a cientistas
As alegações do cientista são baseadas na investigação microscópica da estrutura interna do grupo de meteoritos do tipo Condritos Carbonáceos C1, que continha materiais supostamente originários do início do nosso sistema solar.

Dentro dos meteoritos, ele teria encontrado fibras que diz terem semelhanças com cianobactérias terrestres. Mas, segundo o cientista, o tamanho, a estrutura e a composição química dos filamentos encontrados no meteoro não são consistentes com o que existe na Terra.

Ele também descartou a possibilidade de que as estruturas sejam resultado da contaminação local depois que os meteoritos caíram no planeta, dizendo que a quantidade mínima de nitrogênio encontrada neles mostra que são fósseis realmente antigos.

Em um comunicado, o astrofísico da Universidade de Harvard Rudolph Schild, editor do Journal of Cosmology, disse ter convidado cem especialistas para comentar o estudo polêmico.

"Por causa da natureza controversa de sua descoberta (de Richard Hoover), convidamos cem especialistas que enviaram um convite geral a mais de 5 mil cientistas para revisarem o estudo e apresentarem suas análises críticas."

Segundo Schild, os comentários devem ser enviados até esta segunda-feira e serão publicados até o dia 10 de março. O astrofísico disse ainda que o estudo é "profundamente importante" e que nenhum outro trabalho na história da ciência terá sido submetido a uma análise tão completa.

Panspermia
Se as conclusões do trabalho de Hoover forem consideradas corretas, elas seriam uma forte sugestão de que a vida não é exclusividade da Terra e pode ter tido origem em outros lugares do universo. Há décadas o conceito de panspermia - de que a vida não é exclusividade da Terra e teria chegado ao planeta por meio de, por exemplo, um meteorito - é defendido por alguns dos cientistas ligados ao Journal of Cosmology.

O repórter de ciência da BBC Neil Bowdler diz que as afirmações de Hoover ainda devem ser bastante discutidas. "Se Hoover estiver certo, ele terá provado que a vida não é exclusividade da Terra. Mas isso é uma grande incerteza. É a primeira vez que tais afirmações foram feitas. "Os cientistas ainda debatem as sugestões feitas por uma pesquisa em 1996, de que um meteorito continha evidências de bactérias fossilizadas de Marte", diz Bowdler.

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Discovery despede-se para sempre da ISS

A nave Discovery soltou as amarras nesta segunda-feira, pela última vez, da Estação Espacial Internacional (ISS) após uma missão de oito dias e 16 horas, e começou a se preparar para seu retorno definitivo à Terra, informou a agência espacial americana.

A Nasa indicou que a nave, com seis tripulantes a bordo, se separou da ISS às 8h do horário de Brasília, quando ambas se encontravam a 355 quilômetros de altura ao nordeste de Nova Guiné.

O comandante da ISS, Scott Kelly, tangeu o sino anunciando a partida da nave e em mensagem no Twitter disse: "O Discovery foi uma embarcação grandiosa que apoiou a ISS mais que qualquer outra nave".

"Vento em popa e mar sereno para a nave", acrescentou.

O piloto Eric Boe iniciou então uma volta ao redor da ISS durante a qual os tripulantes do ônibus espacial registraram imagens da estação internacional em sua nova configuração, que inclui um módulo permanente e uma pista externa que o Discovery levou até o complexo orbital.

A nave, que iniciou em agosto de 1984 um serviço que incluiu 39 missões, passará por uma inspeção que vai determinar se há danos na sua "armadura".

Uma vez terminada satisfatoriamente essa inspeção, a nave se afastará da ISS ainda mais e tomará o rumo de seu retorno ao Centro Espacial Kennedy, no sul da Flórida. Sua chegada está prevista para quarta-feira às 13h58 do horário de Brasília.

A agência espacial tinha previsto que a missão do Discovery voltasse à Terra nesta segunda-feira, no entanto, com o novo programa a nave voltará dois dias depois.

Ao longo de sua história o Discovery percorreu mais de 230 milhões de quilômetros, passou em órbita por 352 dias e orbitou a Terra 5.628 vezes a uma velocidade de 28 mil km/h.

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