segunda-feira, 11 de abril de 2011

Pioneiros do espaço lembram Gagarin 50 anos depois

Pioneiros de dois voos espaciais durante a Guerra Fria se reuniram nesta segunda-feira em Moscou para lembrar, 50 anos depois, a conquista do russo Yuri Gagarin, primeiro ser humano a realizar uma viagem espacial, marcando assim o maior êxito da União Soviética sobre os Estados Unidos.

Participaram do encontro um colega de Gagarin, Alexei Leonov, primeiro humano a caminhar no espaço, Thomas Stafford, comandante da primeira missão espacial conjunta entre Estados Unidos e a URSS (Apollo-Soyuz), Valentina Tereshkova, primeira mulher a viajar ao espaço, e o primeiro astronauta chinês, Yang Liwei, entre outros.

A Rússia decidiu comemorar com grande pompa o aniversário da viagem espacial de Gagarin. O voo de 108 minutos realizado no dia 12 de abril de 1961 pelo jovem astronauta de 27 anos a uma altitude variável de 175 a 380 km ainda é motivo de orgulho para os russos, duas décadas após a queda da URSS. E a morte de Gagarin em um acidente de avião, em 1968, aumentou ainda mais seu status de figura mítica.

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Febre Gagarin retorna no 50º aniversário da odisseia espacial

Uma nova onda de curiosidade para desvendar a vida e a morte do primeiro homem a pisar no espaço, Yuri Gagarin, se espalha pelo mundo as vésperas do 50º aniversário da odisseia do cosmonauta soviético.

"O importante é que temos salsichão para acompanhar aguardente", brincou Gagarin pouco antes de a nave "Vostok" ser lançada ao espaço em 12 de abril de 1961. Gagarin (1934-68) manteve uma breve conversa, que entrou para os anais da história, com o pai do programa espacial soviético, Sergei Korolev, que tentava acalmar os nervos do cosmonauta.

"Aí você têm café da manhã, almoço e jantar. Embutidos, balas e chá. Ao todo, 63 peças. Vai voltar engordar", falou à época Korolev, obsessivo para que o cosmonauta tivesse alimentos suficientes antes de retornar à Terra.

A integridade de Gagarin foi tal que até teve tempo de rir dos nervosos técnicos que o acompanharam até o interior da "Vostok" quando, devido a uma falha hermética, tiveram de retirar e colocar cada um dos 32 parafusos que selavam a escotilha. Logo em seguida, Gagarin pronunciou o famoso "Vamos lá!", após o qual deu início a volta no planeta em 108 minutos.

"Os primeiros sempre são pessoas de sorte. É preciso reconhecer que o bem-sucedido voo de Gagarin foi em grande parte uma questão de sorte", garante Anatoli Davydov, subchefe da agência espacial russa, Roscosmos. Ao comentar os documentos soviéticos recém desclassificados sobre a odisseia, Davydov garante que "podem ter ocorrido inúmeras situações desagradáveis".

"Mas não ocorreram", matizou o funcionário, quem garante que a ideia inicial era que Gagarin desse uma só volta ao redor da Terra, mas Korolev decidiu fornecer mais alimentos para o caso de complicações. Os voos experimentais realizados com animais, como a famosa cadela Laika em 1957, demonstraram que o estado vital piora dramaticamente a partir da terceira volta.

Nem todos acreditavam que o voo tivesse sucesso, que Gagarin retornasse vivo e que não perderia a razão, portanto as autoridades soviéticas prepararam de antemão três versões oficiais sobre o fato.

Outra preocupação das autoridades dizia respeito à hipótese de Gagarin aterrissar fora do território soviético, por isso a agência oficial de notícias "Tass" preparou um documento informando todas as nações sobre a viagem do cosmonauta poderia aterrissar em seu solo. O próprio Gagarin, muito consciente do risco da gravidade zero, escreveu uma carta a sua esposa, na qual dava permissão para casar-se novamente e pedia que educasse suas duas filhas "não como pequenas princesas, mas como pessoas normais".

Finalmente, "Tass" emitiu um documento com o título de "Sobre o bem-sucedido retorno do homem do primeiro voo espacial" no qual dizia que "às 10h55 no horário de Moscou a nave espacial Vostok aterrissou na região prevista da União Soviética".

"O piloto-cosmonauta major Gagarin comunicou: ''Peço que informe ao Governo que a aterrissagem transcorreu com normalidade, que estou bem e não sofri qualquer lesão", acrescentou. Outro aspecto que ainda tira o sono de muitos é a suspeita de que a morte de Gagarin em 27 de março de 1968 durante um voo de treinamento a bordo de um caça Mig na região de Vladimir, que levou alguns analistas a falar de uma conspiração.

"A causa mais provável da catástrofe foi uma brusca manobra para evitar uma sonda", assinalou nesta semana Aleksandr Stepanov, chefe dos arquivos do Kremlin. O relatório secreto de novembro de 1968 aponta que "a brusca manobra levou à entrada do avião em um estado crítico de voo e a sua queda em condições climatológicas adversas".

Os desclassificados relatórios da comissão que investigou a tragédia também indicam "a improvável causa" que o acidente ocorresse quando Gagarin tentava evitar a entrada em uma camada de nuvens. Roscosmos aproveitou o aniversário para negar que Gagarin e outros cosmonautas soviéticos tivessem visto ou mantido contato com objetos voadores não identificados (óvni) procedentes de outros planetas.

A pedido da Rússia, a Assembleia Geral da ONU declarou em 12 de abril "Dia Internacional do Voo do Homem ao Espaço", que Moscou realizará com diversos atos, incluindo uma salva de artilharia de 50 tiros de canhão a partir do Kremlin.

Em outros países do mundo, o cosmonauta será homenageado, como é o caso da estátua que será erguida na lendária praça Trafalgar de Londres, a primeira cidade que após seu histórico voo Gagarin visitou fora do espaço socialista.

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domingo, 10 de abril de 2011

Rússia inicia celebrações dos 50 anos da primeira viagem ao espaço

A Rússia já iniciou as comemorações dos 50 anos da primeira viagem ao espaço, feita por Yuri Gagarin. Foto: AP

A Rússia já iniciou as comemorações dos 50 anos da primeira viagem ao espaço, feita por Yuri Gagarin

Milhares de pessoas assistiram à decolagem de um modelo de foguete em São Petersburgo, na Rússia, durante as celebrações do aniversário de 50 anos da primeira viagem ao espaço, realizada por Yuri Gagarin. As informações são da agência AP

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No dia 12 de abril de 1961, Gagarin se tornou o primeiro humano a viajar para o espaço e com êxito. A bordo da nave Vostok 1, o russo ficou cerca de 108 minutos em órbita e proferiu a famosa frase "a Terra é azul".

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Nasa descobre misterioso mineral vindo do espaço

O nome do mineral homenageia John T. Wasson, professor da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). Foto: Nasa/Divulgação

O nome do mineral homenageia John T. Wasson, professor da Universidade da Califórnia em Los Angeles

Um grupo de pesquisadores da Nasa acaba de descobrir em um meteorito de 4,5 milhões de anos um novo e misterioso mineral, denominado Wassonite.

O mineral, cujo nome homenageia John T. Wasson, professor da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA, na sigla em inglês), e famoso por suas pesquisas com meteoritos e seus impactos, está sendo analisado por suas propriedades químicas novas e incomuns.

"O Wassonite é um mineral formado por somente dois elementos, enxofre e titânio. Contudo, possui uma estrutura de cristal original jamais observada antes na natureza", comemora o cientista espacial da Nasa, Keiko Nakamura em comunicado da agência espacial.

"Os meteoritos, e os minerais dentro deles, são janelas para a formação de nosso sistema solar", afirmou a co-pesquisadora Lindsay Keller, cientista do centro espacial Johnson da Nasa, em Houston.

"Mais segredos do universo pode ser revelados a partir dessas amostras, utilizando a nano-tecnologia do século 21", finaliza o pesquisador Nakamura.

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Novas imagens holográficas são obtidas com Plasmons

Os pesquisadores da universidade japonesa conseguiram aproveitar a forma como os raios de luz disparam as ondas de elétrons, por meio de uma máquina, .... Foto: Reprodução/Terra

Os pesquisadores da universidade japonesa conseguiram aproveitar a forma como os raios de luz disparam as ondas de elétrons, por meio de uma máquina, sobre uma superfície de metal

Grupo de pesquisadores da Universidade de Osaka, no Japão, conseguiu uma maneira nova de projetar hologramas que não mudam a cor com o movimento do observador, por meio do uso de Plasmons.

Os Plasmons são oscilações de elétrons que ocorrem em nuvens de elétrons ou plasma e já eram utilizados para polarizar diferentes tons de cor nos vidros de janelas do período medieval, através de partículas de ouro dispersas no material, que rebrilhavam durante as diferentes fases da luz solar.

Os pesquisadores da universidade japonesa conseguiram aproveitar a forma como os raios de luz disparam as ondas de elétrons, por meio de uma máquina, sobre uma superfície de metal. Plasmons sempre emitem luzes coloridas, visíveis somente a poucos nanômetros da superfície do metal. A pesquisa do físico Satoshi Kawata, publicada na Science, demonstra como o grupo conseguiu projetar a luz sobre uma superfície rugosa e fazer saltarem cores incríveis na chapa.

"Um holograma convencional muda de cor, se você muda o ângulo; nosso holograma mostra a cor natural em todos os ângulos que você observar", afirmou Kawata, físico em ótica da universidade de Osaka, de acordo com o site da revista Wired.

A experiência, embora apresente imagens muito interessantes, não parece ter aplicação prática efetiva: "Ninguém está pensando em usar plasmons para fazer telas (para gadgets)," disse o pesquisador. "Eu apenas quis demonstrar que era possível fazê-lo. Mas eu espero haja interesse em usar esta tecnologia para (produzir) grandes telas em 3D", observa.

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Rússia: Gagarin, 1º homem a viajar ao espaço, recebe homenagem

O cosmonauta Yuri Gagarin, ainda célebre na Rússia, 50 anos depois de ter sido o primeiro ser humano a viajar ao espaço, foi escolhido pelo poder para encarnar o paradigma do homem soviético, especialmente por suas modestas origens camponesas.

Gagarin, morto em 1968, é um dos raros heróis nacionais cuja imagem não sofreu com a queda da União Soviética no fim de 1991, e continua sendo ainda hoje para os russos "a personalidade mais atraente do século XX", segundo pesquisas.

Suas origens populares - um pai carpinteiro e uma mãe camponesa - jogaram a favor de sua candidatura para se tornar o primeiro homem no espaço, frente a seu rival Gherman Titov, proveniente de uma família de professores e com a desvantagem de ter um nome germânico, segundo seus biógrafos.

Nascido em março de 1934 em um povoado perto de Smolensk, depois de uma infância difícil marcada pela guerra e pela ocupação nazista, Gagarin dedicou-se primeiramente a trabalhar como metalúrgico.

"Sua trajetória era semelhante à de qualquer de seus milhões de concidadãos", explicou à AFP Lev Danilkin, autor de uma monografia sobre o cosmonauta publicada nesta semana.

O jovem Gagarin, apaixonado por aviação, inscreveu-se em uma escola militar de Orenburgo (Montes Urais) e assumiu pela primeira vez o comando de um avião em 1955.

Quando em um dia de outono de 1959 uma comissão selecionava voluntários para pilotar um "tipo moderno de aeronave", sua baixa estatura - apenas 1,60 metro -, jogou a seu favor.

Vinte candidatos começaram um treinamento de um ano em um centro secreto de Moscou. Com o passar do tempo, não restaram mais de 12, e logo seis, entre eles, Gagarin. Este homem loiro, de olhos azuis e sorriso quase infantil, encarna o arquétipo do homem russo apontado como exemplo pela propaganda soviética.

Ganhou assim a simpatia de seus colegas, e em especial a de Serguei Korolev, pai da astronáutica soviética. "Gagarin não era um líder, mas era amigo de todos, e Korolev o tratou como um filho", lembra o cosmonauta Boris Volynov.

Em 1961, Gagarin é designado para efetuar o primeiro voo do homem ao espaço, fixado para 12 de abril. Nesse momento, tinha 27 anos e era casado com Valentina, uma enfermeira que acabava de dar à luz uma segunda filha.

A missão era perigosa: de 48 cães enviados ao espaço pela União Soviética, 20 tinham morrido. Mas "todos sonhavam em ir no lugar dele", disse Volynov à AFP.

"Yuri foi eleito por suas qualidades pessoais, muito próximas ao povo", e se transformou no símbolo perfeito dos êxitos da União Soviética, comentou o cosmonauta.

Recebido de forma triunfal pelo mundo inteiro, Gagarin completaria essa missão perfeitamente, demonstrando segundo as testemunhas uma simplicidade absoluta.

Durante um jantar, recebeu um sorriso da rainha da Inglaterra ao admitir que não sabia com qual garfo poderia servir-se. "Gagarin foi para os soviéticos o projeto de propaganda com mais sucesso", estimava Lev Danilkin.

Mas não apenas por isso: herói nacional com todos os privilégios, Gagarin passava horas ao telefone para conseguir um remédio, um lugar no hospital ou um tíquete para o teatro Bolshoi para seus diversos amigos, lembra Volynov.

Cinquenta anos depois de seu voo, Gagarin encarna tanto "um produto "kitch" da propaganda soviética" como os heróis românticos de uma época pesada, destaca seu biógrafo. Sonhava em ir à Lua, mas o destino tinha decidido outra coisa.

Muito apreciado pelas autoridades soviéticas, permaneceu longo tempo com a proibição de pilotar antes de obter autorização. Em 27 de março de 1968, ao pilotar um pequeno avião de treino, caiu no nordeste de Moscou em circunstâncias ainda pouco claras, e os arquivos desse acidente ainda permanecem confidenciais, classificados como "segredo de Estado".

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Em 3D, site mostra posição dos planetas em tempo real

Aproximação mostra em detalhes os anéis de Saturno. Foto: Reprodução

Site mostra os planetas do Sistema Solar em tempo real e de diferentes ângulos

O sistema solar não é mais um grande mistério para os usuários da internet. O Solar System Scope (SSS), ou Telescópio do Sistema Solar, é um site criado por quatro fãs de astronomia eslovacos que mostra o espaço em uma animação em três dimensões. No site, o usuário pode mover o sistema solar e observá-lo de diferentes ângulos somente com o movimento do mouse.

De acordo com os criadores do site, em entrevista ao Terra, eles trabalham com multimídia para "popularizar a astronomia entre as pessoas, especialmente os jovens". Outro objetivo é oferecer ilustrações de "posições celestiais em tempo real com planetas e constelações, movendo-se sobre o céu da noite".

O SSS disponibiliza aos usuários três formas de ver o Sistema Solar. A primeira delas, a visualização Heliocêntrica mostra a movimentação dos planetas em tempo real. Se a data e a hora são modificados, os movimentos dos planetas podem ser observados. Também podem ser configurados os tamanhos dos astros e as distâncias entre eles

Outra opção de visualização é a Geocêntrica, que tem as mesmas opções, mas mostra a órbita dos planetas com a Terra como foco central, e não o Sol. A última delas, a visão Panoramática, permite observar constelações a partir de lugares selecionados na Terra.

A partir da próxima semana, o SSS promete disponibilizar o "Desktop Clock", que oferecerá os cálculos dos horários de nascer e pôr do sol, horas e datas de mudança de Lua, solstícios e equinócios, períodos em que marcam o início do inverno, e da primavera e do outono, respectivamente.

A ferramenta usou cálculos da Nasa, a agência espacial americana, para posicionar precisamente todos os objetos celestiais. Segundo os desenvolvedores do site, a ideia foi fazer um modelo tão amigável que qualquer pessoa pudessem entender o movimento dos planetas e reconhecer as constelações. O site permite também que o usuário calcule a distância entre os planetas em determinado momento.

"Nós estamos apenas começando, mas queremos melhorar o caráter educacional do projeto. Queremos popularizar a astronomia, especialmente entre os jovens", afirmou Mito Sadlon, líder da equipe que administra o SSS.

Mito promete uma versão do sistema em português em breve. O site pode ser acessado pelo endereço www.solarsystemscope.com.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Nasa divulga imagem de complexo de estrelas em formação

A maravilhosa variedade de cores na imagem representa diferentes comprimentos de onda da luz infravermelha. Foto: Nasa/Divulgação

A maravilhosa variedade de cores na imagem representa diferentes comprimentos de onda da luz infravermelha

A nebulosa escura de gás e poeira Rho Ophiuchi pode parecer uma pintura abstrata, mas sua variedade de cores representa um complexo cheio de estrelas em formação - é um dos mais próximos da Terra.

A maravilhosa variedade de cores na imagem representa diferentes comprimentos de onda da luz infravermelha. A brilhante e branca nebulosa no centro da imagem brilha devido ao aquecimento gerado por estrelas próximas, resultando no que se chama "nebulosa de emissão".

O mesmo se aplica para a maior parte do gás de múltiplas tonalidades que prevalece na imagem, incluindo a feição em forma de arco azulada perto da parte inferior direito da imagem.

Explosão cósmica em galáxia distante desconcerta Nasa

A Nasa está estudando uma surpreendente explosão cósmica no centro de uma galáxia distante e que arde há mais de uma semana, muito mais tempo do que os astrônomos já observaram, informou a agência espacial americana nesta quinta-feira.

Qualificando-a como "uma das mais desconcertantes explosões cósmicas já observadas", a Nasa disse que usou o telescópio espacial Hubble, o satélite Swift e seu observatório Chandra X-Ray para estudar o fenômeno.

Mais de uma semana depois da explosão, continuam a ser emitidas fortes radiações de una intensidade flutuante no local onde se produziu, precisou a Nasa em comunicado.

"Os astrônomos dizem que nunca haviam visto antes uma explosão tão brilhante, variável, de tão grande energia e tão duradoura. Usualmente, os raios gama marcam a destruição de uma estrela maciça e as chamas emitidas nestes eventos nunca duram mais de umas poucas horas".

No dia 4 de abril, o telescópio Hubble mostrou que a origem da explosão estava no centro de uma galáxia a 3,8 bilhões de anos-luz da Terra.

"O fato de a explosão ter acontecido no centro de uma galáxia nos diz que muito provavelmente esteja asosciada a um buraco negro maciço".

O telescópio Swift catalogou o evento como uma explosão de raios gama (GRB) 110328A.

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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Nave Soyuz 'Gagarin' chega à Estação Espacial Internacional

O lançamento foi realizado com sucesso da plataforma de Baikonur, no Cazaquistão, rumo à Estação Espacial Internacional . Foto: AFP

O lançamento da nave foi realizado com sucesso da plataforma de Baikonur, no Cazaquistão

A nave tripulada Soyuz TMA-21, que leva o nome de "Gagarin" em homenagem ao primeiro homem que viajou ao espaço, se acoplou nesta quarta-feira com sucesso à Estação Espacial Internacional (ISS), informou a Nasa.

A Soyuz TMA-21 se encaixou no módulo Poisk do segmento russo da ISS às 20h de Brasília, nove minutos antes do previsto inicialmente pelo Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.

O acoplamento da nave, tripulada pelos russos Aleksandr Samokutiáyev e Andrei Borisenko, e pelo americano Roland Garan, aconteceu manualmente, a mais de 350 km sobre a superfície terrestre.

Sua chegada à ISS, dois dias após ser lançada a partir da base de Baikonur (Cazaquistão), ocorre menos de uma semana antes do aniversário de 50 anos do primeiro voo espacial da história, o de Yuri Gagarin.

A abertura das escotilha entre a nave e a plataforma orbital ocorrerá às 2h10 (GMT) de quinta-feira, quando for comprovado o hermetismo da montagem, confirmou a Nasa.

Os três tripulantes da "Gagarin" se unirão à missão permanente da ISS, integrada pelo russo Dmitri Kondrátiev, a americana Catherine Coleman e o italiano Paolo Nespoli, que modificaram seus hábitos de sono para receber os visitantes.

Samokutiáyev se transformará no cosmonauta número 200 a entrar na ISS, por onde passaram pessoas de 15 países, segundo a agência Interfax.

Os dois cosmonautas russos, que não têm experiência no espaço, e o astronauta da Nasa, que conta com um voo orbital em seu currículo - a bordo da nave Discovery (2008) -, permanecerão na estação espacial por 164 dias e retornarão à Terra no dia 16 de setembro.

Com informações da agência EFE

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Cientistas podem ter descoberto nova força da natureza

Uma equipe internacional de cientistas deverá revelar em breve, nos Estados Unidos, a possível existência de uma nova força da natureza, uma descoberta que - caso confirmada - poderá ser a mais importante da física nos últimos 50 anos.

"Pode ser uma nova força, além das que conhecemos" hoje em dia, explicou Giovanni Punzi, um físico do laboratório Fermilab de Chicago e porta-voz da equipe internacional que conduziu a pesquisa. Segundo ele, "esta poderá ser uma nova força desconhecida", que se somaria à gravidade, ao eletromagnetismo e às forças nucleares forte e fraca.

As pesquisas são realizadas há mais de um ano no acelerador de partículas do Fermilab de Chicago, que deverá encerrar sua atividade em setembro por falta de verba. Os trabalhos foram publicados na revista americana Physical Review Letters.

"Todo mundo aguarda a descoberta de algo, porque na física tal como conhecemos ainda há peças faltando. (...) Por isso estamos tão entusiasmados", disse Giovanni Punzi. No entanto, reconheceu que essa observação "pode ser uma simples flutuação" ou irregularidade explicável pela física convencional. Mas estimou que essa possibilidade tem uma probabilidade de "duas em 1 mil".

"Tentaremos obter quantos dados for possível para confirmar estes resultados", disse o físico, descartando desde já a possibilidade de que este fenômeno seja uma manifestação do célebre bosón de Higgs, uma partícula hipotética buscada há tempos na teoria física das partículas elementares e que nunca pôde ser observada.

"A única coisa que temos certeza é que não é o bosón de Higgs", disse Giovanni Punzo, informando que a nova descoberta é um objeto pesado, com 145 vezes a massa de um próton.

"Ninguém sabe o que é", disse anteriormente ao The New York Times Christopher Hill, um físico do Fermilab que não faz parte da equipe de pesquisa. "Poderá ser a descoberta mais importante da física no último meio século", estimou.

Destacando que os resultados certamente são importantes, Nigel Lockyer, diretor do laboratório nacional canadense de física nuclear e de partículas (Triumf) estimou que é "cedo demais para saber com certeza o que observaram os pesquisadores do Fermilab".

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Marte se esfria duas vezes mais devagar que a Terra

O manto de Marte se esfria entre 30 e 40 graus a cada mil anos, duas vezes mais devagar que a Terra, revelou nesta quarta-feira o Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS) da França.

Pela primeira vez os pesquisadores franceses puderam reconstituir "com precisão" a evolução térmica do Planeta Vermelho há 4 mil anos, através do estudo da composição de rochas vulcânicas observadas pela sonda espacial da Nasa Mars Odyssey.

Os resultados, publicados pela edição digital da revista "Nature", contrastam com os do manto terrestre, cuja temperatura cai entre 70 e 100 graus cada milênio, um ritmo superior que os autores do estudo atribuem à influência das placas tectônicas, ausentes em Marte.

Os pesquisadores do CNRS, que assinam o estudo junto com colegas da Universidade Paul Sabatier de Toulouse, estudaram o silício, o ferro e o torio presentes na superfície marciana, materiais especialmente sensíveis às condições de temperatura.

Além disso, ressaltaram que a abundância destes três elementos em uma dúzia de regiões vulcânicas de Marte constitui um "fantástico registro" dos processos de fusão nas profundezas de seu manto, e evidencia o esfriamento do planeta ao longo do tempo.

A redução da temperatura no planeta representa um aumento da profundidade da litosfera, lugar onde se produz a fusão, até que chega um momento em que o magma interior não consegue atravessar a camada, pondo fim à atividade vulcânica.

Os resultados oferecem um novo enfoque para abordar questões como as razões do parada do campo magnético de Marte há quatro milênios, e as relações entre a atividade vulcânica e a composição da atmosfera no planeta.

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Nave Soyuz 'Gagarin' se acopla à estação espacial nesta 4ª

A nave russa Soyuz TMA-21 é lançada da base de Baikonur, no Cazaquistão, levando três tripulantes para missão na Estação Espacial Internacional. Foto: Carla Cioffi/Nasa/Divulgação

A nave russa Soyuz é lançada no Cazaquistão, na terça-feira

A nave tripulada Soyuz TMA-21, também chamada de "Gagarin" em homenagem ao primeiro homem que viajou ao espaço, se acoplará na noite desta quarta-feira à Estação Espacial Internacional (ISS).

O acoplamento da Soyuz TMA-21 ao módulo Poisk do segmento russo da ISS está previsto para as 20h18 do horário de Brasília de hoje, explicou o porta-voz oficial do Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia, Valeri Lindin.

Os três tripulantes da "Gagarin", os russos Aleksandr Samokutiáyev e Andrei Borisenko e o americano Roland Garan, se unirão assim aos membros da missão permanente da ISS, integrada pelo russo Dmitri Kondrátiev, a americana Catherine Coleman e o italiano Paolo Nespoli.

Lindin lembrou que Samokutiáyev se tornará no cosmonauta número 200 a entrar na ISS, segundo a agência "Interfax".

No total, 199 pessoas procedentes de 15 países estiveram na ISS: 138 americanos, 33 russos, sete canadenses, cinco japoneses, três italianos e três franceses, dois alemães e um respectivamente da África do Sul, Bélgica, Espanha, Holanda, Brasil, Suécia, Malásia e Coreia do Sul.

Os dois cosmonautas russos, que não têm experiência no espaço, e o astronauta da Nasa, que conta com um voo orbital em seu currículo - a bordo da nave Discovery (2008) -, permanecerão na estação espacial 164 dias e retornarão à Terra o próximo dia 16 de setembro.

A expedição número 27 da ISS receberá duas naves americanas (um Endeavour e um Atlantis) e três cargueiros russos Progress.

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Estátua em Londres marca os 50 anos da ida de Gagarin ao espaço

Uma estátua do cosmonauta russo Yuri Gagarin será instalada em Londres por um ano a partir de julho para marcar os 50 anos de sua viagem pioneira ao espaço.

A obra, com 3,5 metros de altura, feita de zinco e alumínio, é um presente da Agência Espacial Russa ao Conselho Britânico - entidade que representa a Grã-Bretanha culturalmente no exterior - como parte de uma série de eventos que comemoram o feito de Gagarin.

Ela ficará exposta na avenida The Mall, perto do Arco do Almirantado e de Trafalgar Square, no centro de Londres.

Gagarin entrou para a História no dia 12 de abril de 1961, quando deu a volta à Terra em 108 minutos à bordo da cápsula Vostok.

Logo depois, saiu em uma turnê mundial que incluiu a Grã-Bretanha, onde encontrou-se com o então primeiro-ministro, Harold McMillan.

Celebridade
Documentos confidenciais divulgados recentemente revelam que o governo britânico não sabia ao certo como lidar com a visita do russo.

O encontro teria sido arranjado às pressas, somente após os políticos se darem conta de que Gagarin era popular entre os britânicos.

Em entrevista à BBC, Andrea Rose, diretor de artes visuais do Conselho Britânico, disse: "Ele não era apenas o homem mais popular do mundo ao retornar do espaço para a Terra".

"Também era a única figura famosa que não era estrela de cinema nem rei ou rainha, era um ídolo de raízes populares", continuou.

Inicialmente, o Conselho Britânico havia tentado emprestar da Rússia uma escultura de Yuri Gagarin, mas a maioria das obras era grande demais para ser transportada por navio.

A única estátua com dimensões adequadas estava instalada na cidade de Lubertsy, nos arredores de Moscou, onde Gagarin estudou na adolescência.

A cidade, no entanto, não estava muito contente em embarcar o original para Londres, e cedeu moldes da estátua para que fosse feita uma réplica.

"A original foi feita em 1984 para celebrar o que teria sido o 50º aniversário de Gagarin", disse Rose.

O cosmonauta morreu em um acidente de avião aos 34 anos.

"Ela mostra Gagarin de maneira bem típica", explicou. "Ele está vestindo uma roupa espacial, sua profissão está evidente. Ele está em pé sobre um globo e a trajetória de sua órbita está em torno dele."

Exposição e Filme
A obra será inaugurada em Londres no dia 14 de julho pela filha do cosmonauta, Elena Gagarina, diretora dos Museus do Kremlin.

A cerimônia é parte de uma série de eventos culturais que marcam os 50 nos da missão Gagarin.

Entre eles, estão uma exposição sobre a vida de Gagarin e o início do programa espacial russo, na sede do Conselho Britânico.

A BBC também vai participar, exibindo o filme First Orbit (Primeira Órbita, em tradução literal), em 17 telões em diferentes pontos da Grã-Bretanha.

Filmado na Estação Espacial Internacional e incluindo material de arquivo, o filme tenta recriar o que Yuri Gagarin teria visto ao orbitar a Terra meio século atrás.

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terça-feira, 5 de abril de 2011

Após alerta, lixo espacial passa longe da Estação Internacional

Um fragmento de lixo espacial poderá chocar-se com a Estação Espacial Internacional (ISS), segundo a Nasa. Foto: Getty Images

A Nasa havia emitido alerta para a possibilidade de um fragmento de lixo espacial colidir com a Estação Internacional

O fragmento de satélite que ameaçava colidir com a Estação Espacial Internacional (ISS) nesta terça-feira passou longe do complexo espacial e seus tripulantes não precisaram se refugiar na nave Soyuz, como estava previsto, informou a Nasa.

O Controle da Missão em Houston vigiava desde o início da manhã desta terça-feira a peça de um satélite chinês destruído em 2007, que se aproximava com velocidade da ISS, calculava que ela passaria a 4,5 km da estação.

Como a trajetória do lixo espacial em algumas ocasiões é incerta, a Nasa ativou o código "vermelho" de segurança já que não tinham tempo suficiente para corrigir o rumo da ISS. O comandante Dmitri Kondratyev e os engenheiros de voo, Cady Coleman e Paolo Nespoli, tinham sido advertidos que caso continuassem nesse nível de alerta, teriam que refugiar-se na nave espacial Soyuz, na qual chegaram em dezembro passado.

"Não há tempo suficiente para redirigir o rumo da estação, como foi feito na sexta-feira passada devido a outra peça de resíduo, por isso que se a probabilidade da colisão seguir em "alerta vermelho", a equipe terá que deslocar-se à Soyuz TMA-20", indicou a Nasa em comunicado.

No entanto, duas horas antes do possível choque, a Nasa constatou que não corria perigo para a estação. O satélite chinês foi destruído em 2007 somando-se assim às mais de 19 mil peças de lixo espacial que circulam na órbita da Terra, segundo informações da Nasa.

Após o sinal verde da Nasa, a tripulação continuou com as tarefas atribuídas para o dia. Nespoli preparou o equipamento necessário para as caminhadas espaciais que a tripulação da missão STS-134 realizará quando chegar o Endeavour em maio.

Enquanto isso, o astronauta da Nasa Ron Garan e os cosmonautas russos Andrey Borisenko e Samokutyaev Alexander continuam a viagem rumo a estação a bordo da Soyuz TMA-21, que partiu na seggunda-feira às 19h18 do horário de Brasília da base de Baikonur no Cazaquistão.

O trio se acoplará ao módulo Poisk com o que a tripulação da Expedição 27 voltará a ser de seis membros, e iniciarão uma missão de quase seis meses a bordo do laboratório orbital.

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Lixo espacial ameaça colidir com Estação Espacial Internacional

Um fragmento de lixo espacial poderá chocar-se com a Estação Espacial Internacional (ISS), segundo a Nasa. Foto: Getty Images

Um fragmento de lixo espacial poderá chocar-se com a Estação Espacial Internacional (ISS), segundo a Nasa

A agência espacial americana (Nasa) anunciou nesta terça-feira o código "vermelho" de segurança, após detectar que um fragmento de lixo espacial poderá chocar-se com a Estação Espacial Internacional (ISS) e pediu a seus três tripulantes que estejam prontos para se refugiarem na nave Soyuz.

"Não há tempo suficiente para mudar o rumo da estação, como foi feito na sexta-feira passada devido a outra peça de resíduo, por isso que se a probabilidade de colisão seguir no nível 'vermelho', a equipe terá que deslocar-se à Soyuz TMA-20", informou a Nasa em comunicado.

Os três tripulantes da Expedição 27, o russo Dmitri Kondratyev, a americana Cady Coleman e o italiano Paolo Nespoli, acompanham, junto com o Controle de Missão em Houston, a trajetória dos restos que pertencem ao desaparecido satélite Fengyun 1C.

O satélite chinês foi destruído em 2007 somando-se assim às mais de 19 mil peças de lixo espacial que circulam na órbita da Terra, segundo informações da Nasa. Por enquanto, calcula-se que os restos passarão a 4,5 km da estação, mas como a trajetória do lixo espacial é muito irregular, a Nasa estabeleceu os procedimentos de segurança e os astronautas estão preparados para deslocar-se à nave que os levou em dezembro, acoplada no módulo Rassvet.

O momento de máxima aproximação está prevista para as 17h21 do horário de Brasília, mas uma hora antes a equipe começará os procedimentos de segurança. Segundo o previsto até agora, os astronautas se deslocarão à nave russa 15 minutos antes do momento de máxima aproximação e permanecerão no interior até 15 minutos depois.

No entanto, o Controle da Missão continua vigiando a trajetória do lixo espacial e se a probabilidade de impacto diminuir e o código de segurança mudar para "amarelo" ou "verde", a tripulação não terá que refugiar-se na Soyuz.

Enquanto isso, o astronauta da Nasa Ron Garan e os cosmonautas russos Andrey Borisenko e Samokutyaev Alexander continuam a viagem rumo a estação a bordo da Soyuz TMA-21, que partiu da base de Baikonur no Cazaquistão. O trio se acoplará ao módulo Poisk com o que a tripulação da Expedição 27 voltará a ser de seis membros, e iniciarão uma missão de quase seis meses a bordo do laboratório orbital.

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ESA confirma que ozônio atingiu nível mínimo histórico

Imagem divulgada pela ESA mostra o campo ártico em 6 de março de 2011, quando começou a queda na camada de ozônio. Foto: Karlsruher Institut für Technologie (KIT)/Divulgação

Imagem divulgada pela ESA mostra o campo ártico em 6 de março de 2011, quando começou a queda na camada de ozônio

A Agência Espacial Europeia (ESA) confirmou nesta terça-feira que o nível da camada de ozônio no Polo Norte atingiu seu nível mínimo histórico, como antecipou ontem o Centro Nacional de Pesquisas Científicas francês (CNRS) na segunda.

O satélite Envisat da ESA registrou um mínimo histórico no nível de ozônio sobre o setor Euro-Atlântico do hemisfério norte durante o mês de março, disse a agência, com sede em Paris.

Ontem, o CNRS havia anunciado uma diminuição de 40% da camada em uma "zona extensa", fenômeno nunca antes observado, justificando-o por "um inverno estratosférico muito frio e persistente".

Segundo a ESA, esta situação é a consequência da presença de ventos fortes na região, que provocaram temperaturas muito baixas.

Em contato com os clorofluorcarbonos (CFC), essas massas de ar provocaram uma deterioração do ozônio.

"As moléculas de ozônio continuarão a ser destruídas nas próximas décadas, sobretudo durante os invernos árticos especialmente frios", disse a ESA.

A camada de ozônio protege a atmosfera terrestre a cerca de 25 km de altura e filtra a radiação solar, eliminando grande parte dos raios ultravioleta.

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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Cosmonautas partem para missão na Estação Espacial

O lançamento foi realizado com sucesso da plataforma de Baikonur, no Cazaquistão, rumo à Estação Espacial Internacional . Foto: AFP

O lançamento foi realizado com sucesso da plataforma de Baikonur, no Cazaquistão, rumo à Estação Espacial Internacional

Dois cosmonautas russos e um astronauta americano decolaram nesta segunda-feira (terça-feira do horário local) do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, rumo à Estação Espacial Internacional (ISS), segundo imagens da TV local. A missão tem como objetivo lembrar a primeira viagem espacial tripulada realizada por Yuri Gagarin há quase 50 anos.

Os dois russos e o americano partiram em uma nave Soyuz do cosmódromo de Baikonur, mesma localidade de onde Gagarin deixou a Terra para sua missão histórica em 12 de abril de 1961.

O lançamento deixou um raio de luz no céu limpo e estrelado do campo cazaque. "O lançamento ocorreu normalmente", informou a missão de controle à tripulação, que acenou e fez sinal de positivo com os dedos para a câmera, em imagens enviadas da cápsula para a Terra. A cápsula Soyuz entrou com sucesso na órbita terrestre e deve acoplar-se à ISS às 20h18 do horário de Brasília na quarta-feira, depois de uma viagem de dois dias.

Os cosmonautas Alexander Samokutyaev e Andrei Borisenko estão em sua primeira viagem espacial, enquanto o astronauta americano Ronald Garan está em sua segunda missão, tendo viajado com a nave Discovery em 2008.

A missão foi alvo de preocupações depois que problemas técnicos forçaram um adiamento da data de lançamento programada inicialmente para 30 de março. Em um sinal da importância da missão, a segurança aérea foi garantida por oito aviões e 12 helicópteros que sobrevoam os territórios da Rússia e do Cazaquistão, informou a agência de aviação federal Rosaviatsia em um comunicado.

A emissora estatal russa disse que a tripulação estava reproduzindo em gravações as famosas conversas por rádio entre Gagarin e o designer espacial Sergei Korolyov, que estava em terra, meio século atrás. A missão de 108 minutos de Gagarin - que terminou com ele descendo de paraquedas em uma área rural no centro da Rússia - ocorreu no ápice da Guerra Fria, mas atualmente as viagens espaciais são realizadas em uma parceria entre os ex-inimigos.

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Nasa adia lançamento da nave Endeavour para 29 de abril

O Endeavour já está na plataforma de lançamento do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Foto: Nasa/Divulgação

O Endeavour já está na plataforma de lançamento do Centro Espacial Kennedy, na Flórida

A Nasa anunciou nesta segunda-feira que adiou o lançamento da nave espacial Endeavour em 10 dias, marcado agora para o dia 29 de abril. Segundo a agência espacial americana, o atraso foi motivado por um conflito de calendário com a nave russa Progress, que será lançada no dia 27 e chegará à Estação Espacial Internacional (ISS) dois dias mais tarde.

"Após os debates entre os membros da Estação Espacial Internacional no domingo, a Nasa fixou o lançamento da missão STS-134 da nave espacial Endeavour para a sexta-feira, 29 de abril", informou a Nasa em comunicado. A partida deve acontecer às 16h47 do horário de Brasília.

No entanto esta não é a data definitiva. Os operários da Nasa realizarão uma revisão do plano de voo no dia 19 de abril para avaliar a preparação do equipamento para o lançamento. O Endeavour já se encontra na plataforma de lançamento 39A do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, para submeter-se às revisões técnicas pertinentes antes do que será seu último voo.

Durante a missão de 14 dias, o Endeavour entregará o Espectrômetro Alfa Magnético (AMS) e peças de reposição incluindo duas antenas de comunicações de banda-S, um tanque de gás de alta pressão, o sistema robótico canadense Dextre e escudos para proteger a nave de micrometeoritos.

O astronauta Mark Kelly comandará missão, o piloto Greg Johnson, os especialistas de missão, Mike Fincke, Drew Feustel, Greg Chamitoff e o italiano Roberto Vittori, completam a tripulação.

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sexta-feira, 1 de abril de 2011

ESA divulga imagens de vulcões de Marte; confira

Na imagem, os vizinhos Ceraunius Tholus (esq.) e Uranius Tholus (dir.)    . Foto: Divulgação

Na imagem, os vizinhos Ceraunius Tholus (esq.) e Uranius Tholus (dir.)

A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) divulgou nesta sexta-feira imagens dos vulcões Ceraunius Tholus e Uranius Tholus de Marte capturados pela sonda Mars Express.

Ceraunius e Uranius estão localizados na região de Tharsis e medem 5,5 km e 4,5 km de altura. Seus diâmetros são de 130 e 62 km, respectivamente.

Junto aos vulcões podem ser observados vales formados pelas erupções, dos quais o mais amplo alcança 3,5 km de diâmetro e 300 metros de profundidade.

Os cientistas da ESA geraram tais imagens a partir dos dados recolhidos pela sonda em três órbitas diferentes ao redor do planeta vermelho entre novembro de 2004 e junho de 2006, assinalou essa agência em comunicado.

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quinta-feira, 31 de março de 2011

Cientistas descobrem que Saturno tem um anel enrugado

As imagens de Saturno, tiradas em 2009 pelo objeto espacial "Cassini", permitiram ver que um dos anéis do planeta está enrugado, ou seja, tem uma ondulação provocada, provavelmente, pelo impacto de uma nuvem de objetos, segundo um artigo publicado pela revista Science.

Uma equipe de pesquisadores liderada por Matthew Hedman, do Departamento de Astronomia da Universidade Cornell, em Ithaca (Nova York), estudou as imagens captadas pela nave espacial em um período próximo ao equinócio do planeta dos anéis.

Em agosto de 2009, explica o artigo, o Sol iluminou os anéis de Saturno e a luz evidenciou uma "ruga" que se estende por todo o anel C, o mais interior dos três anéis maiores em torno do planeta.

"Esta ruga tem uma amplitude de 2 a 20 m e sua longitude de onda é de 30 a 80 km", diz o estudo. "As tendências do comprimento de onda da ruga indicam que esta estrutura, da mesma forma que outra ruga identificada anteriormente no anel D, resulta de uma regressão nodal diferencial dentro de um anel".

Os cientistas, que antecipam a hipótese de que isso ocorreu devido ao impacto, não visto da Terra, de um cometa, indicam que os anéis de um planeta podem funcionar como um gigantesco disco de longa duração que "grava" os efeitos de cada cometa que passa por perto.

O estudo do sutil padrão espiral que esses cometas deixam em sua passagem permite que os cientistas "voltem a ouvir" a história de impactos muitos anos e décadas depois.

Mark Showalter, do grupo Busca por Inteligência Extraterrestre (SETI, na sigla em inglês), e seus colaboradores já tinham analisado os anéis de Júpiter, observados em 1996 e 2000, pelo objeto espacial "Galileu", e em 2008 pelo "Horizon", e tinham notado ondulações inusitadas.

Ambas as equipes mediram as propriedades dessas ondulações e as compararam com cálculos da possível evolução de tais estruturas, com o qual chegaram à conclusão de que as "rugas" nos anéis de Saturno e Júpiter foram causadas por cometas.

Os escombros que resultaram dessas colisões inclinaram levemente os anéis de ambos os planetas, segundo os cientistas cujos cálculos indicam que as rugas no anel de Saturno provavelmente datam da colisão com um cometa em 1983, e as do anel de Júpiter ocorreram depois do impacto de um cometa em 1994.

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Dados de satélite formam mapa preciso da gravidade na Terra

Geoide é o modelo usado para representar o campo gravitacional do planeta. Foto: Esa/Divulgação

Geoide é o modelo usado para representar o campo gravitacional do planeta

A agência espacial europeia (ESA) informou nesta quinta-feira que conseguiu mapear a gravidade da Terra "com uma precisão inigualável" por meio de dados colhidos pelo satélite Goce, que está em órbita há dois anos. O novo modelo foi apresentado em um workshop para jornalistas e cientistas em Munique, na Alemanha.

Os cientistas utilizaram o modelo de geoide para explicar o campo gravitacional da Terra, que é achatada nos pólos. De acordo com a agência espacial, para compreender um geoide basta imaginar a Terra coberta por água, sem marés e correntes.

O Goce possuiu um aparelho chamado gradiômetro que serve para medir mudanças sensíveis na gravidade da Terra. Os dados são renovados a cada dos meses o que, segundo os responsáveis pelo trabalho, colabora para garantir a eficiência do mapa criado para compreender a gravidade.

Com os dados do satélite, a ESO pretende proporcionar à comunidade científica informações sobre os oceanos e o clima, melhorando a compreensão da estrutura interna da Terra. Segundo a agência espacial, uma das contribuições dos dados de gravidade do satélite é no conhecimento mais profundo das causas dos terremotos, como o que assolou recentemente o Japão.

Por ser um fenômeno causado pelo movimento das placas tectônicas, os terremotos não podem ser observados diretamente do espaço, mas sua influência nos dados de gravidade são transmitidas ao satélite, podendo ser usados para compreender as catástrofes naturais e as maneiras de evitá-las.

Terremoto no Japão pode ter modificado a forma dos oceanos

O terremoto de 9 graus na escala Richter que atingiu o Japão em 11 de março pode ter modificado a forma dos oceanos devido a sua forte intensidade. A informação é dos especialistas em observação da Terra reunidos na Universidade Politécnica de Munique (sul da Alemanha) para apresentar os primeiros resultados do satélite europeu Gozo (acrônimo em inglês de Explorador da Circulação Oceânica e da Gravidade).

Roland Pail, especialista da Universidade Politécnica de Munique, deu por certo que o terremoto do Japão influiu na forma do geoide, já que foi "um movimento em massa". Pail explicou que por sorte o satélite passou pela zona do terremoto um dia depois da catástrofe e por isso os dados e as imagens registrados mostrarão com segurança uma modificação a respeito da informação anterior.

O geoide, que é a forma como teria um oceano imaginário que cobrisse todo o planeta sem levar em conta correntes ou marés, é uma superfície de referência fundamental para medir com precisão a circulação oceânica, as mudanças do nível do mar e a dinâmica do gelo.

O satélite, que foi lançado em 17 de março de 2009 a partir da base russo de Plesetk e é o primeiro de uma série de satélites de prospecção da Terra, completou sua missão de cartografar o campo gravitacional do planeta com uma precisão sem precedentes.

Além disso, os resultados obtidos pelo satélite permitirão entender melhor a importância climática do oceano. Os cientistas descobriram também com o Gozo que as correntes do Atlântico Norte têm uma importância crucial em regular o clima da Terra e que as correntes da superfície dos oceanos podem dispersar a poluição para grandes distâncias.

Terremoto e tsunami devastam Japão
Na sexta-feira, 11 de março de 2011, o Japão foi devastado por um terremoto de 9 graus, o maior da história do país. O tremor gerou um tsunami, arrasando inúmeras cidades e províncias da costa nordeste nipônica. Além dos danos imediatos, o país e o mundo convivem com o temor de um desastre nuclear nos reatores de Fukushima. Embora a situação vá se estabilizando, o desfecho e as consequências permanecem incertas.

Juntos, o terremoto e o tsunami já deixaram mais de 11,4 mil mortos e dezenas de milhares de desaparecidos. Os prejuízos materiais devem passar dos US$ 200 bilhões. Em meio a constantes réplicas do terremoto e cortes de energia, o Japão trabalha para garantir a segurança dos sobreviventes, evacuar áreas de risco e, aos poucos, iniciar a reconstrução do país.

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Repórter é o 1º a visitar nave espacial da Virgin nos EUA

O objetivo da nave espacial é levar milhares de pessoas ao espaço. Foto: BBC Brasil

O objetivo da nave espacial é levar milhares de pessoas ao espaço

O repórter da BBC Richard Scott visitou a nave espacial da Virgin no deserto de Mojave, na Califórnia, Estados Unidos. Scott foi o primeiro jornalista a entrar na espaçonave, ainda em construção dentro do hangar da empresa.

O repórter mostrou onde pilotos e seis passageiros ficarão sentados, dos lados da nave. Os passageiros poderão olhar através das grandes janelas, de onde verão o céu passar do azul para o púrpura e, então, para a escuridão do espaço.

O barulho do foguete e o som que vem do lado de fora, da atmosfera, vão gradualmente desaparecer. Quando vier o silêncio e a escuridão, eles saberão que já estão no espaço.

Virgin espera fazer primeira viagem ao espaço dentro de alguns anos. A partir daí, os passageiros terão cinco minutos para flutuar pela cabine. E, sem gravidade, a 112 km acima da Terra, os passageiros poderão olhar livremente pelas janelas.

A viagem tem duas partes: primeiro um avião carregará a nave a uma altura de mais de 15 mil m, e, então a soltará no ar. A espaçonave vai acionar seus foguetes e, em menos de um minuto, vai acelerar a mais de 4 mil km/h.

Pete Siebold, um dos pilotos de teste da espaçonave afirmou que "o grande desafio é antecipar o que pode dar errado, pois este é um avião único".

A Virgin, por sua vez, diz que as viagens ao espaço terão uma emissão de carbono por passageiro mais baixa do que uma viagem transatlântica. Mesmo assim, ainda é muita energia usada em uma viagem tão curta. Matt Stinemetze, de uma das empresas que está construindo a nave, conta que o objetivo é levar milhares de pessoas ao espaço nos primeiros anos.

Nos últimos 50 anos, entre 400 e 500 pessoas foram ao espaço. No entanto, o preço da viagem não é para qualquer um: cada passagem custará quase R$ 330 mil. Apesar do preço, mais de 400 pessoas já compraram um ticket para o espaço.

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quarta-feira, 30 de março de 2011

Reconstruído, planetário de Moscou se prepara para a inauguração

"Proletária, proletário, vá e veja o planetário", escrevia há pouco mais de 80 anos o poeta soviético Vladimir Maiakovski, ao convidar os moscovitas para esse templo da astronomia, que se prepara para iniciar uma nova vida.

Após permanecer fechado durante 16 anos, o agora reconstruído planetário de Moscou se prepara para sua inauguração, que acontecerá em 12 de junho e que será, sem dúvida, um acontecimento na vida da capital russa.

Operários, decoradores e especialistas em informática e em iluminação dão os últimos retoques às novas instalações do planetário, cuja reconstrução custou mais de US$ 100 milhões.

O histórico edifício construtivista de cúpula acentuada abriu pela primeira vez suas portas ao público em 23 de setembro de 1929, para surpreender uma população que vivia as penúrias que seguiram a guerra civil no país.

As chamadas de Maiakovski nem eram necessárias: as filas que os soviéticos faziam para apreciar as profundezas do universo eram comparáveis com as que se formavam perante o mausoléu de Lenin, o líder da revolução bolchevique.

Entre 1960 e 1975 aspirantes a cosmonautas assistiam à conferências de astronavegação no planetário moscovita.

"O caminho a Baikonur começou aqui", afirmou o cosmonauta soviético Alexei Leonov, o primeiro homem a realizar uma "caminhada espacial", em uma conferência realizada no planetário.

A corrida pela conquista do espaço deu nova vida ao planetário, que na década de 1970 chegou a receber anualmente mais de um milhão de visitantes.

Para ampliar o histórico edifício e dotá-lo de três andares, os engenheiros elevaram em seis metros o antigo primeiro andar sobre o qual fica a cúpula, de uma superfície interior de mil metros quadrados e sobre o qual um projetor de última geração mostrará imagens de alta resolução.

A reconstrução do planetário permitiu aumentar sua superfície em quase seis vezes, até os 17 mil metros quadrados.

Os três andares que, além do planetário, abrigam dois museus, um deles interativo, cafeterias e uma praça astronômica, com o maior relógio solar vertical da Europa, estão unidos por um espaço aberto onde se encontra instalado um pêndulo de Foucault.

Sua corda, de 16 metros, está fixada no topo de uma pirâmide situada no teto do edifício, e o pêndulo, de 50 quilos, oscila sobre um círculo de seis metros de diâmetro e mostra como a Terra viaja sobre seu eixo.

O museu do planetário guarda várias peças históricas, entre elas o enorme globo terrestre que ficava no escritório de Lavrenti Beria, o chefe do temível NKVD, o Ministério do Interior durante a época da ditadura de Joseph Stalin.

Segundo a gerência do planetário, suas renovadas instalações estão calculadas para receber mais de um milhão e meio de visitantes por ano e espera-se que 80% deles sejam crianças.

O preço da entrada oscilará entre 350 e 500 rublos (US$ 12 e US$ 17, respectivamente) e haverá um amplo sistema de descontos.

"Não há na Rússia um centro de divulgação científica mais bem dotado tecnicamente que nosso planetário", diz à Agência Efe Oxana Máltseva, diretora artística do local.

Inicialmente, a ideia era inaugurar o planetário em 12 de abril, o mesmo dia em que se completam 50 anos da façanha de Yuri Gagarin, o primeiro homem a viajar pelo espaço, mas os organizadores acabaram optando por esperar que todos os trabalhos se concluam para receber o público em plena forma.

"Pretendemos resgatar a tradição de círculos de astronomia, que começaram a operar no planetário em 1934 e formou uma galáxia inteira de importantes cientistas, engenheiros, físicos e astrônomos", diz Oxana.

Muitos deles, acrescenta, "amaram e chegaram à cosmonáutica graças ao planetário".

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terça-feira, 29 de março de 2011

Nasa divulga 1ª imagem da sonda Messenger na órbita de Mercúrio

A agência espacial americana divulgou a primeira imagem feita pela sonda Messenger do planeta mais próximo do Sol. Foto: Nasa/Divulgação

A agência espacial americana divulgou a primeira imagem feita pela sonda Messenger do planeta mais próximo do Sol

A agência espacial americana (Nasa) divulgou nesta terça-feira uma imagem feita pela sonda Messenger após entrar na órbita de Mercúrio, o menor planeta do Sistema Solar e também o mais próximo do Sol. "Esta é a primeira imagem obtida a partir de uma nave espacial em órbita em torno do planeta", explicaram os cientistas em um comunicado.

A primeira fotografia mostra uma paisagem cinzenta, coberta por crateras. Segundo a Nasa, outras 363 imagens foram feitas pela sonda Messenger durante seis horas de observação em torno do planeta. Os coordenadores da missão disseram que a nave fez uma pausa em seu trabalho de reconhecimento fotográfico apenas o tempo suficiente para transmitir as novas imagens à Terra.

Enviada ao espaço em 2004, a sonda Messenger entrou na órbita de Mercúrio no dia 17 de março de 2011 e deve permanecer na missão por pelo menos um ano. A fase principal terá início no dia 4 de abril, quando a sonda vai começar o mapeamento de toda a superfície de Mercúrio, um processo que deve resultar em cerca de 75 mil imagens.

Os cientistas acreditam que, ao conhecer Mercúrio mais detalhadamente, será possível compreender melhor como a Terra e os outros planetas do Sistema Solar se formaram.

Satélites da Nasa detectam impacto da seca sobre a Amazônia

Um estudo patrocinado pela agência espacial americana (Nasa) apontou a redução na área verde da Floresta Amazônica, provocada pela seca recorde de 2010. Segundo os estudiosos, os níveis de verde da vegetação - que servem para medir a sua saúde - diminuiram em uma área mais de três vezes superior ao tamanho do estado americano do Texas e não voltaram ao normal após o fim da seca em outubro de 2010.

A sensibilidade à seca de florestas tropicais é um assunto de intenso estudo. Os cientistas estão preocupados porque uma mudança climática com temperaturas mais quentes pode provocar a substituição de algumas florestas por vegetações de savana ou cerrado lenhoso, acelerando assim o aquecimento global.

O estudo foi elaborado por uma equipe internacional de cientistas que usam os dados de satélites da Nasa há mais de dez anos. Os mapas mostram que a seca de 2010 reduziu o verde em aproximadamente 965 mil milhas quadradas de vegetação na Amazônia, mais de quatro vezes a área afetada pela última grande seca, em 2005.

A severidade da seca de 2010 foi vista também nos registos dos níveis de água nos rios de toda a bacia amazônica. Eles começaram a cair em agosto de 2010, atingindo níveis recordes de baixa no final de outubro. "O ano passado foi o mais seco já registrado com base em 109 anos de medições no Rio Negro, no porto de Manaus", disse Marcos Costa, co-autor do estudo, da Universidade Federal de Viçosa, no Brasil.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Auditoria revela vulnerabilidade de servidores da Nasa

Neste último voo do ônibus espacial Discovery, os tripulantes da STS-133 terão a importante missão de repor peças na Estação Espacial Internacional. Foto: Nasa/Divulgação

Agência espacial americana revelou que servidores que controlam aeronaves são vulneráveis a ataques de hackers

O inspetor geral da Nasa alertou nesta segunda-feira que os servidores usados pela agência espacial americana para controlar suas aeronaves são vulneráveis a ataques virtuais.

"Descobrimos que os servidores dos computadores da Nasa usados nas missões apresentam vulnerabilidades de alto risco exploráveis na internet", explicou o inspetor geral Paul Martin, em uma auditoria da rede de segurança da agência.

"Especificamente, seis servidores ligados a computadores que controlam as naves espaciais e contêm dados críticos possuem vulnerabilidades que permitiriam a um hacker assumir o controle deles ou torná-los inutilizáveis", afirmou. Martin indicou que um hacker que conseguisse penetrar na rede da Nasa poderia utilizar computadores para explorar outras fraquezas e "prejudicar ou mesmo bloquear as operações da Nasa".

A auditoria mostrou que os computadores da agência estavam ligados a servidores que "revelavam senhas, códigos e informações de usuários a potenciais invasores". "Estes dados são sensíveis e dão aos invasores ainda mais caminhos para conseguir acesso não autorizado às redes da Nasa", alerta o texto.

AFP
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Número de participantes da Hora do Planeta bate recorde no Brasil

O portão de Brandemburgo, em Berlim, pouco antes de ter as luzes apagadas. A campanha Hora do Planeta tenta chamar a atenção para as mudanças do .... Foto: AP

Berlim foi uma das capitais mundiais que participou da Hora do Planeta

Milhares de pessoas em 123 cidades brasileiras participaram da Hora do Planeta, no sábado, 26 de março. A presença de 20 capitais em conjunto com mais de 1.900 empresas e organizações resultou em um recorde de público desde que o evento foi iniciado no Brasil, há três anos.

A mobilização para deixar o país às escuras teve início às 20h30, horário de Brasília. Capitais como Campo Grande, Vitória, Salvador e São Paulo apagaram as luzes de diversos ícones das cidades em um gesto que chamou atenção para os desafios impostos pelas mudanças climáticas.

No Rio de Janeiro, cidade sede do evento brasileiro de 2011, cerca de 3,5 mil pessoas sambaram nos Arcos da Lapa, ao som das baterias das escolas de samba Mangueira, Portela, União da Ilha e Grande Rio.

A abertura da Hora do Planeta foi realizada pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, pelo prefeito Eduardo Paes e pelo secretário estadual do Meio Ambiente, Carlos Mic, que, juntos, desligaram as luzes de ícones como o Cristo Redentor, a orla de Copacabana, o Arpoador, o Pão de Açúcar e os Arcos da Lapa.

Com a cidade no escuro, foi a vez de os cidadãos realizarem um minuto de silêncio em homenagem às vítimas das enchentes no Brasil no início do ano, que afetaram severamente o estado do Rio de Janeiro, e aos recentes terremotos e tsunami no Japão.

Em Brasília, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e o superintendente de Conservação do WWF-Brasil, Cláudio Maretti, se reuniram no Museu da República para desligar um grande interruptor que simbolizou o apagar de luzes da cidade. Locais como a Esplanada dos Ministérios, o Palácio do Buriti e o Memorial JK também ficaram apagados.

A participação de três cidades do Acre (Xapuri, Santa Rosa do Purus e Sena Madureira) também chamou atenção dos realizadores do evento, mas foi a capital Rio Branco que concentrou grande parte das atividades. Um delas foi a "bicicleata" que partiu da sede do Governo Estadual e chegou na Ponte JK - ambos os pontos estavam apagados. A mobilização também lembrou o nome do ambientalista Chico Mendes e contou com a presença da filha dele, Elenira Mendes.

A terra de Padre Cícero, Juazeiro do Norte, no Ceará, também participou da celebração pelo planeta e apagou suas luzes por uma hora. Durante o período de escuridão a população aproveitou para observar estrelas, nebulosas, Saturno e seus anéis, em três telescópios oferecidos pela estação astronômica PieGise.

Hora do Planeta no mundo
Em todos os sete continentes cerca de 134 países e territórios participaram da Hora do Planeta, mas o número não é preciso. De acordo com o cofundador e diretor executivo do evento, Andy Ridley, "a lista de participantes oficiais sempre fica aquém do nível real de participação".

"Depois do evento, a gente sempre descobre que ele foi realizado em países que nunca nos contataram, em lugares que nunca ouvimos falar", completou.

A edição de 2011 da Hora do Planeta teve início nas ilhas Fiji e na Nova Zelândia, e terminou 24 horas mais tarde nas Ilhas Cook. A estimativa é que o número de participantes tenha ultrapassado o marco de cem milhões de pessoas.

EcoDesenvolvimento
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sábado, 26 de março de 2011

Monumentos de 98 cidades do Brasil ficam 1 hora apagados

Em São Paulo, o Monumento às Bandeiras fica às escuras. Foto: Levi Bianco/Futura Press

Em São Paulo, o Monumento às Bandeiras fica às escuras

Os principais monumentos e atrações turísticas de 98 cidades brasileiras, entre elas o Cristo Redentor e a barragem da hidroelétrica de Itaipu, permaneceram neste sábado às escuras por uma hora em uma demonstração do apoio do Brasil à luta contra a mudança climática.

»Veja fotos ampliada da Hora do Planeta pelo mundo

As cidades brasileiras, entre as quais 15 capitais regionais e cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, apagaram as luzes que iluminam seus principais monumentos durante a chamada Hora do Planeta, a mobilização mundial da organização ambientalista WWF contra o aquecimento global.

Além de milhares de brasileiros que apagaram as luzes de suas casas às 20h30, durante uma hora também ficaram às escuras monumentos e pontos turísticos como a praia de Copacabana, o Jardim Botânico de Curitiba, a estátua de Iracema de Fortaleza e o estádio Pacaembu de São Paulo.

Em Brasília, a sede do Congresso também apagou as luzes, bem como o Palácio do Buriti e Anexo, o Memorial JK, o Teatro Nacional, a Catedral, o Museu do Índio, o Complexo Cultural da República e a Ponte JK.

A adesão das cidades brasileiras à iniciativa mundial este sábado foi muito superior à do ano passado, quando 72 cidades apagaram suas luzes e Rio de Janeiro deixou pela primeira vez às escuras o enorme Cristo Redentor.

A grande novidade este ano foi o espetáculo musical oferecido pela Prefeitura do Rio de Janeiro nos Arcos da Lapa, onde a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o prefeito Eduardo Paes apagaram simbolicamente as luzes de toda a cidade.

O espetáculo começou com a apresentação de artistas como Tony Garrido, mas, às 20h30, quando os próprios Arcos ficaram na penumbra, o evento foi animado pelas baterias de quatro das principais escolas de samba que desfilam no Carnaval do Rio de Janeiro.

Entre as instituições que aderiram formalmente à "Hora do Planeta" este ano figura a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, que recomendou a seus 2,4 mil associados a divulgar notícias sobre a iniciativa.

A Hora do Planeta 2011, que pretendeu envolver mais de um bilhão de pessoas e mobilizar 3,8 mil cidades do mundo, teve atos hoje em pelo menos 131 países e em 26 megacidades.

As outras capitais brasileiras que apagaram as luzes de seus principais monumentos foram Aracaju, Campo Grande, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Natal, Palmas, Porto Alegre, Recife, Rio Branco, Teresina e Vitória.

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WWF lança jogo para família durante a Hora do Planeta

Para tornar a Hora do Planeta mais divertida, a WWF, organizadora da ação, lançou um jogo especial para a ocasião. A proposta é reunir a família, convidar os amigos e juntar a criançada para brincar com um jogo interativo e descontraído. Batizado de "Coisas Para Fazer na Hora do Planeta", o jogo é bastante simples. Basta a pessoa fazer o download do tabuleiro e do dado, imprimir, montar e jogar.

O evento, que será realizado em todo o mundo neste sábado, 26 de março, das 20h30 às 21h30, pretende apagar as luzes de casas, lojas, escritórios e até monumentos públicos como forma de alerta a população para os problemas do aquecimento global.

As regras também são claras: o jogador da vez arremessa o dado e avança o número de casas que saiu no dado. Ao longo do jogo, várias brincadeiras engraçadas e educativas são sugeridas. Quem não quiser pagar a prenda, deve recuar seis casas. Ganha quem chegar primeiro ao final.

EcoDesenvolvimento
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Monumentos britânicos ficarão às escuras na Hora do Planeta

Vários edifícios emblemáticos do Reino Unido ficarão às escuras a partir das 20h30 deste sábado para participar da Hora do Planeta, campanha internacional para que políticos tomem medidas para combater a mudança climática. Entre os monumentos estão o relógio Big Ben, o Parlamento, a BT Tower, a National Gallery, o castelo de Edimburgo, o edifício de Stormont, o Centro do Milênio em Londres e as luzes do Piccadilly.

Para mostrar sua solidariedade com o evento, vários ciclistas farão um percurso ao redor do Royal Albert Hall, em Londres. Esta é uma iniciativa da ONG World Wide Fund (WWF) à qual se uniram 130 países.

No caso da Escócia, cerca de 100 edifícios conhecidos ficarão às escuras nesta noite. O diretor da WWF Escócia, Richard Dixon, disse neste sábado que os escoceses estão fazendo um grande esforço para se unir à Hora do Planeta. "Com o apoio de cidades, municípios, edifícios emblemáticos, escolas e outras organizações, não haverá nenhuma dúvida de que é importante para a Escócia enfrentar a mudança climática", declarou Dixon.

"A Hora do Planeta da WWF tem uma possibilidade única de unir as pessoas no mundo todo" sobre o problema da mudança climática, ressaltou ele. "Dá ao povo a oportunidade de se divertir, organizar seus próprios eventos e, ao mesmo tempo, fazer parte de uma poderosa mensagem global aos líderes do mundo sobre a preocupação que todos compartilhamos sobre a mudança climática".

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China apaga Muralha e arranha-céus por Hora do Planeta

A capital chinesa apagou neste sábado, durante uma hora, as luzes do trecho mais conhecido da Muralha da China, o de Badaling, e Xangai fez o mesmo com seus arranha-céus mais emblemáticos, como exemplo do compromisso do país com a "Hora do Planeta", iniciativa da ONG World Wide Fund (WWF) para promover a economia energética.

O edifício mais alto da capital chinesa (a torre 3 do Centro Internacional de Negócios), os estádios olímpicos de Pequim 2008, o Teatro Nacional, a Praça do Povo de Xangai e o icônico "skyline" de Victoria Harbour, em Hong Kong, também sumiram na escuridão entre 20h30 e 21h30 do horário local, como fizeram ou farão neste sábado mais de 130 países.

É o terceiro ano em que a China participa desta iniciativa, que começou em 2007, e nesta ocasião as mais de 80 cidades do gigante asiático que participaram dobraram os registros de 2010, ano no qual 33 localidades chinesas apagaram as luzes de seus principais monumentos.

A WWF quer ir "além da hora", como diz seu slogan de 2011, e pediu a todos, indivíduos, empresas e cidades, que façam uma promessa de contribuir de alguma forma com a melhora do meio ambiente.

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Hora do Planeta: mais de 300 imóveis ficam às escuras nos EUA

Mais de 300 edifícios e monumentos emblemáticos dos Estados Unidos ficarão neste sábado às escuras durante 60 minutos para se unir à Hora do Planeta, uma iniciativa ecologista à qual se juntarão neste ano 131 países.

Entre os lugares mais emblemáticos que serão apagados se encontram Empire State e Times Square, em Nova York; National Cathedral, de Washington (Distrito de Columbia), e a Willis Tower, de Chicago.

A iniciativa é da organização WWF, cuja porta-voz nos EUA, Mónica Echevarría, disse esperar que o compromisso dos participantes com o meio ambiente "dure mais de uma hora e se prolongue pelo ano todo". Entre as organizações americanas que fazem campanha pelo blecaute se destaca o grupo Girl Scouts of America, que apagará a luz de todos os centros de reunião que possui pelo país.

A rede de supermercados Whole Foods e a Coca-Cola são duas das grandes empresas americanas que também anunciaram participação na Hora do Planeta.

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