quarta-feira, 27 de abril de 2011

Endeavour leva equipamento para desvendar lado escuro do universo

O equipamento que será lançado pela Nasa está avaliado em US$ 2 bilhões. Foto: Getty Images

O equipamento que será lançado pela Nasa está avaliado em US$ 2 bilhões

Um equipamento que deve ser lançado a bordo do ônibus espacial Endeavour na sexta-feira, nos Estados Unidos, foi projetado para fornecer aos cientistas o primeiro estudo detalhado sobre as partículas com cargas elétricas que correm pelo cosmos.

As imagens proporcionadas pelo Espectrômetro Magnético Alfa (AMS, na sigla em inglês), que foi montado no centro de pesquisa Cern, perto de Genebra, na Suíça, poderão jogar luz sobre a chamada matéria escura do universo - a matéria que até agora não foi encontrada, mas é necessária para explicar o que é observável.

Assin, O AMS poderá reformular a compreensão moderna sobre o universo, de forma muito parecida como o Telescópio Espacial Hubble desbravou novas fronteiras da astronomia, sendo responsável inclusive pela surpreendente descoberta de que a taxa de expansão do universo está acelerando.

"Os raios cósmicos com carga são uma área da ciência praticamente inexplorada", disse o físico Samuel Ting, do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Laureado com um Nobel, ele lidera a equipe de 600 pessoas que desenvolveram o AMS ao custo de US$ 2 bilhões.

Lado escuro
Estrelas, planetas, gás, poeira e outros fenômenos detectáveis são responsáveis por menos de 10% da matéria que se acredita existir. Sem a matéria escura ou algum outro fenômeno, as galáxias seriam incapazes de se manterem como são.

Embora por definição, a matéria escura não possa ser detectada diretamente, estudos mostram que a colisão de partículas escuras deve deixar pegadas reveladoras na forma de pósitrons, um tipo de partícula da matéria normal.

Reuters
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Nasa prepara grande evento para último voo do Endeavour na sexta

Curiosos acompanham os preparativos para o lançamento da última missão espacial do Endeavour. Foto: AFP

Curiosos acompanham os preparativos para o lançamento da última missão espacial do Endeavour

O último voo do Endeavour - o penúltimo de um ônibus espacial americano - coincide nesta sexta-feira com o casamento do príncipe William e Kate Middleton, e também terá uma grande celebração, organizada pela agência espacial americana (Nasa).

O presidente Barack Obama assistirá com sua família ao lançamento do Endeavour a partir do centro espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida. Será a primeira vez que um presidente americano irá a um lançamento desde Bill Clinton, que o fez em 1998.

Também haverá muito barulho com a presença da congressista Gabrielle Giffords. Em janeiro, ela foi atingida por um tiro na cabeça durante um ato político, e após meses de reabilitação poderá despedir-se de seu marido Mark Kelly, o astronauta que comandará o último voo da nave.

O voo trata-se do último realizado pelo Endeavour antes de se aposentar. Ainda neste ano será lançado o Atlantis e, com isso, o programa espacial americano, que já tem 30 anos, terá fim.

"É verdadeiramente incrível que ela possa assistir a este lançamento histórico", disse o porta-voz de Giffords, CJ Karamargin. "É algo que ela não queria perder".

O ônibus espacial mais jovem da frota original de seis aparelhos transportará à Estação Espacial Internacional (ISS) o espectômetro magnético Alpha 2 (AMS), um módulo experimental em física fundamental que será utilizado para investigar mistérios como a existência da antimatéria ou a natureza da matéria escura, invisível.

O Endeavour "nasceu da tragédia do Challenger", afirmou a Nasa, em um texto onde lembra que a explosão daquele ônibus espacial em 1986 levou o Congresso a autorizar um ano depois a construção de outra nave espacial.

O ônibus espacial foi lançado pela primeira vez ao espaço em 1991 e seu último voo, na sexta-feira às 19h47 GMT (16h47 de Brasília) para uma missão de 14 dias, será o número 25 de sua carreira. A tripulação de seis membros é formada por cinco americanos e um italiano, o astronauta Roberto Vittori, da Agência Espacial Europeia.

Quando o Endeavour regressar à Terra, se tornará o segundo ônibus espacial da frota a se aposentar. O protótipo Enterprise nunca voou ao espaço e o Columbia explodiu em 2004 quando voltava à Terra. O Discovery fez seu último lançamento em fevereiro e voltou em março, enquanto o Atlantis partirá para sua última missão em junho.

AFP
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Rússia lança nave espacial de carga à estação internacional

A nave espacial de carga russa Progress M-10M foi lançada nesta quarta-feira do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, em direção à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

A nave Progress tem 2,6 t de carga, principalmente água, alimentos, combustível e equipamentos de experimentação científica. Sua chegada à ISS está prevista para o dia 29 de abril.

Uma cápsula espacial Soyuz dedicada ao 50º aniversário do primeiro voo de um homem ao espaço, o soviético Yuri Gagarin, acoplou com sucesso no dia 7 de abril à ISS levando a bordo os russos Alexandre Samokutiaev, Andrei Borisenko e o americano Ronald Garan.

Os três homens se somaram, a bordo da ISS, à tripulação composta pelo russo Dimitri Kondratiev, a americana Catherine Coleman e o italiano Paolo Nespoli.

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terça-feira, 26 de abril de 2011

Simpósio da Nasa celebra momentos históricos da prospecção espacial

A Nasa, agência espacial americana, inaugurou nesta terça-feira um simpósio com o qual celebra os grandes momentos da prospecção espacial, como o primeiro voo espacial tripulado que o cosmonauta soviético Yuri Gagarin realizou 50 anos atrás e o início da era dos ônibus espaciais há três décadas.

O encontro foi aberto pelo professor da Universidade de Hartford (Connecticut), Michael Robinson, ganhador do prêmio do Fórum de História da Ciência em 2008 por seu livro "The Coldest Crucible: Arctic Exploration and American Culture" (O Mais Frio Cadinho: Exploração do Ártico e Cultura Americana, em tradução livre).

Robinson destacou o papel da Nasa ao longo da história como "ponto de apoio" nas pesquisas e herdeira do legado dos expedicionários dos Estados Unidos.

No entanto, a agência espacial também encontrou dificuldades no caminho para manter o equilíbrio e "algumas das missões do futuro surgiram de uma análise incompleta de outras do passado", assinalou Robinson, autor do blog científico "Time to Eat the Dog".

Ele ressaltou também a importância dos erros e das missões incompletas para se conseguir melhoras. "As primeiras expedições não são só ornamentos na história, mas evidências que provam um argumento específico: que as missões humanas no espaço merecem ser financiadas porque são parte de nossa personalidade", destacou.

O professor Alexander Geppet, da Universidade Freie de Berlim, fez uma análise do conceito de era espacial desde os anos 40, quando se desenvolveu a tecnologia que permitiria lançar os primeiros satélites na década seguinte, passando pela corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética, até a prospecção e a tecnologia atuais.

Já o professor James Spiller, do College at Brockport, da Universidade de Nova York, lembrou a ascensão em 1961 e a posterior queda dos Estados Unidos na corrida espacial e o recrudescimento do país em 1981, com o início da era dos ônibus espaciais.

Segundo ele, após o envio do soviético Gagarin ao espaço, os EUA tiveram uma sucessão de êxitos, como a chegada do homem à Lua em 1969, mas a "fronteira do espaço" perderia interesse nos anos 70.

No entanto, como assinalou Steve Dick, ex-diretor da Nasa, com a era dos ônibus espaciais - iniciada em 1981 pelo Columbia -, abriu-se uma nova etapa tecnológica que permitiu ao homem voltar a ter como objetivo maior "a prospecção do desconhecido".

"Explorar o Universo além da órbita terrestre continua sendo uma nova fronteira 50 anos depois da era espacial", assinalou Dick, que considerou que, em breve, será possível ver humanos e robôs trabalhando juntos no espaço.

De fato, a primeira tentativa já esta em andamento. O ônibus espacial Discovery levou à Estação Espacial Internacional (ISS) o androide Robonaut (R2), que ajudará os astronautas nas tarefas do dia a dia do laboratório espacial.

Para Dick "conseguir um programa equitativo de missões espaciais que combinem prospecção humana e robótica, descobertas e ciência, com recursos limitados e no meio dos turbulentos eventos na Terra", são os desafios que enfrenta agora a Nasa.

EFE
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Tripulação do Endeavour chega à Flórida para última missão

Tripulantes da última missão do Endeavour são fotografados na Flórida. Da esquerda para a direita estão Greg Chamitoff, Drew Feustel, Mark Kelly, Greg .... Foto: Reuters

Tripulantes da última missão do Endeavour são fotografados na Flórida. Da esquerda para a direita estão Greg Chamitoff, Drew Feustel, Mark Kelly, Greg H. Johnson, Mike Fincke e Roberto Vittori

A tripulação do Endeavour chegou nesta terça-feira na Flórida, nos Estados Unidos, para concluir os detalhes antes do lançamento da sexta-feira, confirmou o comandante Mark Kelly.

"É maravilhoso estar aqui, em um dia tão lindo. Minha tripulação e eu estamos preparados para fazer parte desta missão", disse Kelly pouco depois que seu jato T-38 aterrissasse na zona de lançamentos do Centro Espacial Kennedy.

"Tivemos a oportunidade de dar uma primeira olhada na nave enquanto sobrevoávamos a plataforma de lançamento e é maravilhoso ver que o Endeavour está pronto para sair outra vez", afirmou, antes de apresentar os membros da tripulação.

Kelly liderará a missão STS-134 ao lado do piloto Gregory Johnson e os especialistas Michael Fincke, Greg Chamitoff, Andrew Feustel e o astronauta da Agência Espacial Européia, Roberto Vittori.

O comandante anunciou que os médicos autorizaram o deslocamento de sua esposa, a congressista Gabrielle Giffords, para que presencie o lançamento. "Ela está pronta para estar aqui e está muito emocionada por esta viagem".

Giffords se recupera em uma clínica de reabilitação em Houston, no Texas, depois de ter sido atingida por um disparo em 8 de janeiro durante um ato público em Tucson, no Arizona.

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EUA: sem verba, telescópio para busca por vida extraterrestre

Telescópio Allen é composto por 42 antenas e registra ondas de rádio. Foto: AP

Telescópio Allen é composto por 42 antenas e registra ondas de rádio

Em comunicado no seu site, o Instituto Seti (sigla em inglês para Busca por Inteligência Extraterrestre) anunciou a suspensão das atividades do telescópio Allen devido a corte de fundos. Segundo a organização, o corte de verbas públicas para o Observatório de Rádio Hat Creek, da Universidade da Califórnia-Berkeley, obrigou o instituto a tomar a decisão.

O corte de verbas levou à redução das atividades do observatório e à "hibernação" do telescópio Allen, que fazia parte do complexo. A decisão, segundo o instituto, foi comunicada aos doadores da instituição, no último dia 22.

A instituição diz estar trabalhando para que o telescópio volte a funcionar o quanto antes e busca possíveis parceiros - a princípio, os cientistas tentam um acerto com a Força Aérea americana. A organização diz ainda procurar mais parceiros privados para evitar os cortes de verba pública - empresas como a Sun e a HP já contribuem para as pesquisas da instituição.

O telescópio
O Allen registra ondas de rádio e é composto por 42 antenas. Foi construído após doação de US$ 23 milhões de Paul Allen, cofundador da Microsoft, em 2003, e começou as primeiras observações em 2007. O Seti estava prestes a usar o Allen para examinar pequenos sistemas planetários descobertos pelo telescópio espacial Kepler, da Nasa, que totalizariam 1.235 planetas.

Nasa convida seguidores do Twitter para lançamento do Endeavour

Nasa escolhe tuiteiros para narrar lançamento da Endeavour


A agência espacial americana (Nasa, na sigla em inglês) convidou 150 seguidores do twitter para assistir ao lançamento do ônibus espacial Endeavour, nesta sexta-feira, dia 29. Este será o último voo do Endeavour para o espaço.

Os participantes foram selecionados aleatoriamente de mais de 4 mil seguidores cadastrados, representando 43 Estados americanos, Austrália, Brasil, Canadá, Alemanha, Nova Zelândia, Porto Rico, Suíça, Venezuela e Reino Unido. Eles compartilharão a experiência com seus mais de 3,7 milhões de seguidores no Twitter.

Esta é a quarta vez que a Nasa convida seguidores do Twitter para assistir a um lançamento de um ônibus espacial.

Cientistas descobrem a mais pesada partícula de antimatéria

A antimatéria é criada na colisão de núcleos de ouro energético dentro do acelerador do partículas Nessa colisão, um simples núcleo de hélio-4 (fundo) .... Foto: Colaboração Star/Divulgação

Na colisão das partículas, um simples núcleo de hélio-4 (fundo) é acompanhado por um núcleo de anti-hélio (na frente)

Um grupo internacional de cientistas, com participação de brasileiros, detectou antipartículas de núcleos de hélio-4 num experimento realizado nos Estados Unidos. Segundo os estudiosos, trata-se da antimatéria mais pesada já produzida e medida em laboratório.

O experimento foi produzido no Colisor Relativístico de Íons Pesados (RHIC, na sigla em inglês) e os resultados foram publicados na edição de domingo da revista Nature. Para os cientistas, o estudo é fundamental para os avanços no conhecimento da física nuclear, da astrofísica e da cosmologia.

Segundo a Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp ), pelo menos 584 cientistas de 12 países participaram do estudo, entre eles os brasileiros Alexandre Suaide, Alejandro Szanto Toledo e Marcelo Munhoz - professores da Universidade de São Paulo (USP) -, Jun Takahashi, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e seus orientandos de doutorado Rafael Derradi de Souza e Geraldo Vasconcelos.

Com a participação do mesmo grupo, o experimento já havia rendido, há um ano, a primeira evidência experimental de um anti-hipernúcleo, isto é, os cientistas haviam obtido um núcleo que não faz parte da tabela periódica.

No novo experimento, segundo o cientista Alexandre Suaide, foram realizadas colisões de núcleos de átomos de ouro em velocidade próxima à da luz, em temperatura altíssima, criando uma densidade de energia semelhante à que existiu alguns microssegundos após o Big Bang. Tanto no laboratório como no início do Universo, as colisões resultam na formação de uma quantidade equivalente de matéria e antimatéria.

"Teoricamente, acreditamos que o Big Bang surgiu de uma grande concentração de energia em uma singularidade e, a partir de modelos, concluímos que esse processo deve ter produzido muita antimatéria. No entanto, quando olhamos o Universo quase não encontramos a antimatéria. O experimento poderá ajudar a entender o que aconteceu nesses instantes iniciais", disse Suaide à agência de notícias da Fapesp.

Cientistas testam missão tripulada para Marte no sul da Espanha

Rio Tinto, no sul da Espanha, é surpreendentemente similar a Marte. Foto: Getty Images

Rio Tinto, no sul da Espanha, é surpreendentemente similar a Marte

Uma região inóspita no sul da Espanha está servindo de área de testes para uma eventual missão a Marte por causa de sua semelhanças à superfície do Planeta Vermelho.

"Isso aqui é Marte na Europa", diz Gernot Groemer, do Fórum Espacial Austríaco. Olhando em volta é fácil dizer o porquê: o cenário é totalmente vermelho, exceto por algumas paisagens verdes que acabam entregando o jogo. Rio Tinto, no sul da Espanha, é uma antiga área de mineração que com sua formação geológica e química é surpreendentemente similar a Marte.

Gernot Groemer, pesquisador da Universidade de Innsbruck, da Áustria, explica: "Nós temos um mineral aqui chamado jarosita, que é exatamente idêntico ao que existe em Marte". O que faz do local um cenário ideal para se testar tecnologia que poderá um dia ser utilizada em Marte. Um dos artefatos que está sendo utilizados é um simulador de roupa espacial chamado Aouda.X.

A roupa espacial faz uso de sistemas de apoio à vida a bordo e se vale de computadores de última geração especialmente concebidos para proteger os astronautas das condições hostis de Marte. Temperaturas baixíssimas, um ambiente nocivo e um constante bombardeio de radiação mortal são apenas alguns dos horrores a que um ser humano estaria sujeito em Marte.

Amostras
Em Rio Tinto, a equipe está investigando se seria possível em uma futura missão a Marte coletar amostras sem contaminá-las de alguma forma.

"Este é um grande tema na astrobiologia. Quando nós procuramos traços de vida extinta ou de vida ainda existente em Marte, se nós encontrarmos algo, precisamos realmente nos assegurar de que essa substância é nativa e que ela não veio de 'carona' da Terra", afirma Groemer. Além dos potenciais astronautas, estão sendo testados também veículos ao longo do terreno rochoso vermelho, entres eles um protótipo chamado Eurobot.

Phillippe Schoonejans, chefe do escritório de robótica da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), conta que o modelo é um robô que conta com dois braços e visão estéreo e que ele é um "robô com características humanas, mas capaz de fazer coisas que são difíceis demais de serem feitas ou então muito perigosas ou muito chatas para serem realizadas por astronautas".

Futuro
A possibilidade de realizar uma missão tripulada a Marte ainda é cercada de dúvidas e ceticismo. Ainda que algumas agências especiais tenham expressado interesse em realizar expedições com humanos, ainda não foram feitos planos definitivos.

Cientistas dizem que é preciso começar a planejar desde já, caso tenhamos planos de ir a Marte. Scott Hovland, um cientista da ESA, afirma acreditar que "diante da tecnologia que temos hoje em dia, nós somos capazes". "Mas ainda há a necessidade de desenvolver novas tecnologias. Precisamos de métodos melhores para levar as pessoas para lá, com sistemas de propulsão mais poderosos, para encurtar a duração da viagem. Esse tipo de coisa. Mas estou certo de que ainda durante nosso tempo de vida, haverá uma boa chance de ver algo assim acontecer", afirmou Hovland.

Germet Groemer afirma que é impossível prever como vai ser a tecnologia daqui a 20 ou 30 anos. "Mas seja lá como forem os microchips, seja qual for a camada de proteção da roupa roupa espacial, estou certo de que grandes ideias e procedimentos podem ser definidos agora, e é isso que estamos fazendo neste lindo lugar. Isto é um ensaio para a maior jornada já feita por nossa civiliação".

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China prevê construção de estação espacial até 2020

O programa espacial chinês prevê construir até 2020 uma estação espacial de 60 t e três módulos, uma principal e duas nas quais serão realizadas experiências, informou nesta terça-feira o diário oficial China Daily. O módulo principal será o primeiro a ser posto em órbita, com 18,1 m de comprimento, diâmetro máximo de 4,2 m e peso de 20 a 22 t, enquanto os outros terão 14,4 m de comprimento e o mesmo peso e diâmetro que o primeiro.

O programa espacial também inclui a fabricação de uma nave de carga de cerca de 13 t de peso para transportar provisões e material de laboratório. Segundo os responsáveis do programa espacial, a população poderá sugerir nomes para a nave e a estação, assim como símbolos para adornar esta última.

Wang Wenbao, diretor do departamento encarregado do programa espacial, assinalou que a participação do público na escolha do nome "reforçará a sensação nacional de coesão e orgulho".

Segundo o porta-voz do programa, Wang Zhaoyao, o desenvolvimento da tecnologia necessária para garantir missões de pelo menos 20 dias no espaço e para o transporte de provisões é um dos objetivos principais para os próximos cinco anos, dentro do Plano Quinquenal 2011-2015 do gigante asiático.

EFE
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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Nasa: tecnologia espacial ajudará países em desenvolvimento

A Nasa - a agência espacial americana - e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) assinaram um acordo nesta segunda-feira para ampliar a aliança bilateral e ajudar os países em desenvolvimento a enfrentar desafios como segurança alimentar, fontes de energia e mudança climática.

O memorando, que terá cinco anos de duração, formaliza a colaboração em curso para utilizar os dados fornecidos pela agência espacial americana, com o objetivo de minimizar os riscos de catástrofes naturais e facilitar a resposta humanitária nos países em desenvolvimento.

O acordo também prevê a aplicação conjunta de tecnologias geoespaciais para resolver os problemas que dificultam o desenvolvimento desses países. "As tecnologias utilizadas nas missões da Nasa melhoraram muito a vida na Terra", afirma em comunicado o diretor da agência espacial, Charles Bolden.

"Quando exploramos o espaço, também exploramos soluções para os problemas de saúde, nutrição e segurança, que são desafios nos países em desenvolvimento", assinala a nota. "Junto com a USAID, conseguiremos um desenvolvimento inclusive mais sustentável para os problemas aqui na Terra, resolvendo problemas para toda a comunidade internacional", acrescenta.

Já segundo o diretor da Usaid, Rajiv Shah, o uso de dados sobre as ciências da Terra e as novas tecnologias serão um avanço para a agência de desenvolvimento. "Mediante nossa associação com a Nasa, podemos aplicar a última tecnologia para oferecer dados importantes às populações dos países em desenvolvimento em áreas como saúde, segurança alimentar e água", destacou.

Shah ressaltou que este é "um excelente exemplo de nossos esforços para utilizar o poder da ciência e da tecnologia com o objetivo de abordar o desenvolvimento dos desafios atuais". Desde 2003, a Nasa e a USAID trabalham conjuntamente por meio do programa Servir, que permite aos países em desenvolvimento utilizar os dados que a Nasa obtém da Terra para enfrentar problemas agrícolas, melhorar a resposta a desastres naturais e as previsões climáticas.

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domingo, 24 de abril de 2011

Congressista baleada pode assistir ao lançamento do Endeavour

A congressista Gabrielle Giffords, que foi gravemente ferida em um tiroteio em janeiro, tem permissão médica para assistir ao último lançamento da nave Endeavour que seu marido, Mark Kelly, comanda, informou a rede de televisão "ABC".

Gabrielle está internada no Hospital Hermann Memorial em Houston (Texas), após ser atingida por disparos na cabeça durante um tiroteio em Tucson (Arizona), no qual morreram seis pessoas e 13 ficaram feridas, incluindo a democrata.

Dong Kim, o neurocirurgião que supervisiona a reabilitação da política americana, reiterou em artigo que publicou neste domingo no jornal "The Arizona Republic" que se sente à vontade com a ideia de Gabrielle viajar à Flórida para assistir ao lançamento do Endeavour, mas até agora não anunciou a autorização formal.

A "ABC" assegura ter confirmado que a congressista recebeu permissão dos médicos para assistir ao vivo na sexta-feira ao lançamento da nave, que também contará com a presença do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

"The Arizona Republic" relatou hoje em seu artigo a dura batalha de Gabrielle para voltar a realizar tarefas normais como falar e caminhar.

A congressista fala quase sempre com monossílabos e frases curtas como "te amo", "ótimo" e "Saia", relata a publicação.

O jornal afirma que a política anseia sair do centro de reabilitação e repete frequentemente que sente falta de Tucson, a cidade do Arizona na qual se criou e onde desenvolveu a maior parte de sua carreira política.

"Sinto saudades de Tucson", diz com frequência a congressista, que fica frustrada quando não consegue elaborar frases longas, embora quando encontra as palavras que procura fala de forma clara e em um ritmo normal.

Os médicos que supervisionam sua reabilitação a situam entre os 5 % dos pacientes que melhor evoluem após sofrer esse tipo de traumatismo, informou "The Arizona Republic".

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Detectam núcleo de antimatéria mais pesado observado até agora

O núcleo da antimatéria mais pesado observado até o momento, uma partícula antialfa, foi detectada pelo Colisor Relativístico de Íons Pesados (RHIC, na sigla em inglês) do Laboratório Nacional de Brookhaven, nos Estados Unidos.

Cientistas do acelerador descrevem no último número da revista "Nature" na internet a detecção de partículas antialfa, ou seja, núcleos de hélio-4 de antimatéria.

A descoberta servirá como ponto de referência para eventuais observações futuras de partículas antialfa no cosmos.

As partículas alfa, descritas pela primeira vez em 1900 pelo físico Ernest Rutherford, são núcleos de hélio-4 (4He), formados por dois prótons e dois nêutrons, sem uma envoltura de elétrons, por isso que sua carga elétrica é positiva.

Como a cada uma das partículas da natureza, corresponde uma antipartícula que possui a mesma massa, mas de diferente carga elétrica.

A antipartícula alfa detectada no acelerador de Brookhaven, formada por dois antiprótons e dois antinêutrons, não foi observada até agora no cosmos.

O grupo de cientistas liderados o professor da universidade de Yale (EUA) Aihong Tang trabalha no acelerador de núcleos pesados a altas energias para produzir e estudar a antimatéria.

Os pesquisadores que participaram da experiência "STAR" detectaram partículas alfa em rendimentos que são consistentes com os prognósticos da termodinâmica e os modelos de produção coalescente de novos núcleos atômicos.

A partir dessas observações, os cientistas determinaram a velocidade da reação nuclear em partículas antialfa, o que poderia dar pistas sobre o ritmo de produção de outros núcleos de antimatéria ainda mais pesados.

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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Estudo: buraco na camada de ozônio agrava seca na Austrália

O buraco na camada de ozônio da Antártida é parcialmente responsável pelas secas que vêm ocorrendo na Austrália, de acordo com um estudo divulgado na publicação científica Science.

Os cientistas liderados por uma equipe da universidade de Columbia, nos Estados Unidos, concluíram que o buraco causou mudanças nos padrões de vento e chuvas em todo o hemisfério sul. "Em termos de média, o buraco na camada de ozônio causa cerca de 10% de mudança climática, mas na Austrália, é de cerca de 35%", disse Sarah Kang, uma das responsáveis pelo estudo.

Os cientistas concluíram que outros fatores também têm influência, como a emissão dos gases que causam o efeito estufa e os ciclos naturais do clima, como os que causaram secas no passado.

Mecanismos
"O estudo ilustra o papel importante que mecanismos diferentes das mudanças climáticas têm para o impacto que vemos o clima ter", diz uma das maiores autoridades britânicas em clima, Myles Allen. "É importante diferenciá-los em vez de assumir que qualquer impacto que vemos é causado por gases do efeito estufa."

As secas australianas levaram ao fechamento de várias fazendas e a um maior investimento em outras tecnologias como as de dessalinização da água do mar.

O buraco na camada de ozônio é causado por reações químicas na estratosfera, a camada superior da atmosfera, provocadas por substâncias como os clorofluorcarbonos (CFC), cujo uso em produtos industrializados foi restringido pelo Protocolo de Montreal, que entrou em vigor em 1989. Apesar do tratado, o efeito dessas substâncias ainda deve se fazer sentir na atmosfera por décadas. Acredita-se que o buraco sobre a Antártida esteja recuperado até 2060. O ozônio bloqueia raios ultravioletas do Sol, que podem causar câncer de pele e outras doenças.

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Especialista: cosmonautas russos nunca fizeram sexo no espaço

Os cosmonautas russos e soviéticos jamais fizeram sexo no espaço, declarou nesta sexta-feira um especialista russo, citado pela agência Interfax, poucos dias depois das comemorações do 50º aniversário do primeiro voo habitado ao cosmos.

"Não há informação oficial nem oficiosa acerca de relações sexuais ou experimentos sexuais no espaço", declarou Valeri Bogomolov, diretor adjunto do Instituto de Pesquisas médico-biológicas no espaço. "Com toda a segurança, ao menos na exploração espacial russa ou soviética, isso jamais ocorreu", declarou.

Há vários anos circulam rumores sobre a existência de experimentos secretos russos e americanos em torno das relações sexuais na ausência de gravidade, mas Moscou e Washington sempre negaram esses trabalhos. "No que diz respeito à exploração espacial americana, não tenho informações para desmenti-lo categoricamente. Em todo caso, não há nenhuma informação oficial. Há rumores anedóticos que não devemos acreditar", declarou Bogomolov.

AFP
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Cargueiro russo desacopla da Estação Espacial Internacional

O cargueiro russo Progress M-09M desintegrou-se nesta sexta-feira da Estação Espacial Internacional (ISS) para retirar seus resíduos e participar de uma experiência antes de afundar no Pacífico, informou o Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia (CCVE).

"A nave desintegrou-se do módulo russo Pirs. Nos próximos quatro dias, participará, a pedido dos cientistas, do experimento geofísico 'Radar-Progress'", disse um porta-voz do CCVE. Segundo as agências russas, o cargueiro servirá como objeto de estudo para o radar situado na cidade siberiana de Irkutsk, que utilizará pela terceira vez um Progress para um experimento.

Com ajuda do radar, os cientistas poderão estudar as características, o tamanho e a densidade do plasma que surge como consequência do funcionamento dos propulsores do aparelho. Em 26 de abril, os propulsores do Progress M-09M serão desligados e começarão a descer. Depois disso, o cargueiro será introduzido em águas do oceano Pacífico, a cerca de 3 mil km da Nova Zelândia.

Essa é uma área livre de navegação marítima, onde habitualmente os cargueiros russos são submersos. O Progress M-09M foi lançado em 27 de janeiro a partir da base de Baikonur com 3 toneladas de oxigênio, águas, alimentos, combustível e presentes para os tripulantes da ISS.

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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Atmosfera de Marte teria sido mais densa e contido água, revela estudo

Cientistas americanos descobriram que a atmosfera de Marte pode ter sido mais densa do que é atualmente e contido água em estado líquido, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira na revista "Science".

O estudo revela que a atmosfera do planeta vermelho já foi muito mais densa no passado.

Os fragmentos de gelo seco (dióxido de carbono congelado) encontrados na região do polo sul de Marte evidenciaram esse fato.

Os pesquisadores, liderados pelo professor Roger J. Phillips, analisaram as medições do radar do orbitador de reconhecimento da Nasa (Mars Reconnaissance Orbiter) para calcular a profundidade e a densidade dos depósitos de gelo seco.

Estudos prévios tinham sugerido que o polo sul de Marte estava quase completamente formado por água e que o gelo seco só cobria a camada superior.

No entanto, suas medições revelam que poderia haver grandes quantidades de dióxido de carbono atmosférico em pedaços de gelo seco.

Estas novas descobertas apontam para a evidência de que o polo sul abriga 30 vezes mais gelo seco do que se pensava anteriormente.

Os resultados se somam a uma série de estudos realizados recentemente que sugerem que no passado Marte teve uma atmosfera mais densa, cheia de dióxido de carbono e água.

Estes depósitos de gelo seco podem ser cruciais para ajudar os cientistas a entenderem a evolução da atmosfera de Marte.

Os autores do estudo revelam que durante os períodos de alta inclinação polar, a maioria do dióxido de carbono congelado poderia ter derretido e ter sido liberada para a atmosfera.

Quando o eixo de Marte se inclina, seus pólos recebem luz solar suficiente para descongelar qualquer gelo.

O dióxido de carbono liberado teria tornado a atmosfera mais densa, devido à formação de frequentes e intensas tempestades de pó, e teria permitido que a água líquida permanecesse sem ferver em mais regiões da superfície marciana, apontam os pesquisadores.

O Mars Reconnaissance Orbiter gira em torno do planeta vermelho como complemento do trabalho realizado pelos robôs Spirit e Opportunity.

Ele foi lançado em 12 de agosto de 2005 com o objetivo de estudar a distribuição de água e minerais em Marte, assim como suas características geológicas.

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Papa vai se conectar com a Estação Espacial Internacional

Recentemente, a Nasa emitiu alerta para a possibilidade de um lixo espacial se chocar com a Estação Espacial Internacional. Foto: Getty Images

A Estação Espacial Internacional vai receber dois astronautas italianos na última missão do ônibus espacial Endeavour

O Papa Bento XVI vai se conectar via satélite, no próximo dia 4 de maio, com tripulantes, entre eles dois astronautas italianos, da Estação Espacial Internacional (ISS). A informação foi confirmada nesta quinta-feira pelo jornal do Vaticano, L''Osservatore Romano.

Pela primeira vez a estação espacial contará com austronautas italianos: o coronel Roberto Vittori, que recebeu uma medalha de prata concedida pelo Papa, e o engenheiro Paolo Nespoli.

Eles estarão a bordo do último do Endeavour e penúltimo de um ônibus espacial. O último será o do Atlantis, programado para o final de junho.

O Endeavour será lançado na sexta-feira, 29 de abril, às 16h47 do horário de Brasília, do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida. A missão na ISS terá duração de 14 dias .

A ligação do Papa está prevista para as 12h30, hora de Brasília.

AFP
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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Hubble celebra 21 anos com foto de galáxia em forma de rosas

Para celebrar os 21 anos do telescópio espacial Hubble, astrônomos da agência espacial americana (Nasa, na sigla em inglês) resolveram apontar o próprio telescópio para um grupo fotogênico de galáxias interativas chamado Arp 273, localizado na constelação de Andrômeda.

A maior das galáxias em espiral, conhecida com UGC 1810, tem um disco que se parece com o formato de uma rosa, formado pela atração gravitacional da galáxia logo abaixo, a UGC 1813. A imagem divulgada hoje foi tirada em 17 de dezembro de 2010, com três filtros separados que permitem um alcance maior de comprimentos de onda que cobrem o ultravioleta, o azul e porções de vermelho.

O Hubble foi lançado ao espaço em 24 de abril de 1990, a bordo da missão STS-31 da Discovery. "Por 21 anos, o Hublle tem mudado profundamente nossa visão acerca do universo, permitindo-nos olhar profundamente o passado para abrimos nossos olhos e percebermos tudo de majestoso e maravilhoso que nos rodeia", disse Charles Bolden, administrador da Nasa.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Nasa seleciona empresas para desenvolver naves comerciais

A agência espacial americana (Nasa, na sigla em inglês) concedeu mais de US$ 269 milhões a quatro empresas que competem para construir espaçonaves comerciais para levar astronautas à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). As informações são da agência Reuters.

O programa visa o desenvolvimento de uma alternativa comercial para o voo de astronautas para a ISS, após a Nasa anunciar o cancelamento das missões espaciais neste ano.

Além de receber fundos do governo, a agência espacial americana espera que as companhias invistam seus próprios recursos no programa. O acordo abrange 14 meses de trabalho.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Nasa seleciona 4 empresas para desenvolver transporte espacial

A Nasa, agência espacial americana, anunciou nesta segunda-feira acordos com quatro empresas que receberão entre US$ 22 milhões e US$ 92 milhões para desenvolver o transporte espacial e elaborar os veículos de lançamento e as naves espaciais do futuro.

As empresas selecionadas foram: Blue Origin (que receberá US$ 22 milhões); Sierra Nevada Corporation (US$ 80 milhões); Space Exploration Technologies Corp. (SpaceX - US$ 75 milhões); e Boeing (US$ 92,3 milhões).

O objetivo é acelerar a disponibilidade dos veículos comerciais de transporte de tripulação e reduzir a lacuna existente na capacidade americana dos voos espaciais tripulados, indicou a agência espacial.

A Nasa pretende aposentar neste ano os dois últimos ônibus espaciais da frota de cinco que durante 30 anos enviou cargas e tripulantes à Estação Espacial Internacional (ISS) - financiada por 16 países.

O problema é que ainda não há um meio de transporte espacial substituto aos ônibus espaciais. Até que as futuras naves sejam elaboradas, a ISS será abastecida pelas naves russas Soyuz e Progress.

"Nos comprometemos a transportar com segurança os astronautas americanos em uma nave de fabricação americana e pôr fim à atribuição deste trabalho a Governos estrangeiros", disse o diretor da Nasa, Charles Bolden.

Ele afirmou em comunicado, divulgado após o anúncio, que esses acordos permitirão à agência espacial concentrar seus recursos na exploração do espaço.

A nova política espacial do Governo americano assumiu a meta de enviar a primeira nave tripulada a um asteroide em 2015 e a Marte em 2030.

"Estamos muito contentes com este anúncio hoje e esperamos ver em breve uma missão de voo comercial ao espaço", assinalou em entrevista coletiva Phil McAlister, diretor interino do departamento de desenvolvimento de voos espaciais comerciais do escritório da Nasa em Washington.

Ed Mango, diretor do programa de tripulação comercial da Nasa no Centro Espacial Kennedy na Flórida, destacou que este "é um grande passo para o avanço do programa espacial americano".

"O próximo veículo de bandeira americana que levar nossos astronautas ao espaço será um fornecedor comercial dos Estados Unidos", ressaltou Mango.

EFE
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Analgésicos perdem potência no espaço, diz pesquisa

Estudo aponta que analgésicos perdem eficiência no espaço. Foto: Getty Images

Perda de eficiência dos analgésicos no espaço é um problema para as missões dos astronautas

Um estudo patrocinado pela agência espacial americana (Nasa) aponta que os analgésicos não tem o efeito esperado para aliviar a dor no espaço. Os resultados da pesquisa representam um problema para os astronautas em voos mais longos ao espaço, como uma viagem à Marte, por exemplo. As informações são do site NewScientist.

Para investigar como a viagem espacial pode afetar a potência dos analgésicos, cientistas do Wyle Engineering Group enviaram quatro kits médicos contendo 35 medicamentos comumente usados pelos astronautas ao espaço e armazenaram quatro kits idênticos em um ambiente controlado na Terra. Os remédios enviados ao espaço retornaram um por vez num intervalo de 28 meses.

No final do estudo, menos de um terço dos medicamentos mantidos no espaço atenderam aos níveis mínimos de ingredientes ativos. Quando mais tempo permaneceram no espaço, pior foi a eficácia dos remédios.

De acordo com os pesquisadores, a causa da perda de eficiência dos medicamentos no espaço pode ser a substituição de sua embalagem original, pois nas missões as drogas são colocadas em pacotes compactados. Aliado a isso, os estudiosos apontam como fator responsável pela degradação dos medicamentos, o alto nível de radiação ionizante no espaço.

domingo, 17 de abril de 2011

Apesar de 'buraco' no Ártico, camada de ozônio está sob controle

Dados divulgados recentemente apontam a diminuição na camada de ozônio no Ártico. Foto: Getty Images

Dados divulgados recentemente apontam a diminuição na camada de ozônio no Ártico

A recente notícia de que a camada de ozônio na região do Ártico chegou a seu nível histórico mais baixo deixou cientistas surpresos, já que normalmente é a Antártida que sofre mais com o chamado "buraco" da ozonosfera. Apesar do alerta mundial com a notícia, o diretor associado do Centro de Pesquisas Meteorológicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Hilton Silveira Pinto, afirma que a variabilidade da camada de ozônio é muito baixa no seu total e, por estar presente no mundo inteiro, não há motivo para alarde.

"O medo do povo é que esse buraco vá abrindo cada vez mais, porque a camada de ozônio estaria sendo destruída, o que não é verdade. E não é porque o buraco é maior ou menor em uma região que isso vai interferir na incidência de radiação em outras partes", explica Pinto.

Um estudo lançado no início deste mês pelo Centro Nacional de Pesquisas Científicas francês (CNRS) mostrou que, no final de março, a redução da camada que protege a Terra dos raios ultravioleta foi de 40% no Polo Norte. O motivo desta degradação seria "um inverno estratosférico muito frio e persistente", que conduziu a uma grande e prolongada destruição de ozônio até a primavera do hemisfério norte.

"A camada de ozônio não é estável. Ela é instável, ou seja, quando aparece o sol, que tem radiação ultravioleta, ela se forma para barrar isso. Então, à noite, o ozônio praticamente inexiste, porque não há sol", explica Pinto. "Normalmente, no Polo Sul, na Antártida, é que você vê a formação do que as pessoas chamam de 'buraco'. Mas isso sempre existiu e sempre vai existir. E também o tamanho da superfície total desse 'buraco' varia de acordo com o tempo, quando você tem mais ou menos sol", diz o especialista.

"O interessante é que, como a Terra gira, ela forma um vórtex. Quando a gente abre um ralo de pia, a gente vê a água girando. Imagine isso na atmosfera, só que em escala muito maior. Esse tipo de vórtex que ela faz também contribui com o buraco de ozônio", afirma o professor da Unicamp.

Silveira Pinto explica que, na década de 1980, a presença de clorofluorcarbonos (CFC) em sprays e refrigeradores foi apontada como uma das grandes causadoras do "buraco" na camada de ozônio. Conforme ele, o CFC substituía um átomo de carbono na atmosfera. "Desta forma, ele fazia com que o oxigênio se transformasse não mais em ozônio, mas num composto com cloro. E supostamente isso iria consumir o ozônio, haveria uma diminuição pela formação de um derivado. Mas isso foi suspenso e CFCs não são mais fabricados, de forma que não existe esse perigo de diminuição da camada de ozônio. Hoje em dia ela é considerada totalmente estável", afirma o especialista.

A assinatura do Protocolo de Montréal, que entrou em vigor em 1º de janeiro de 1989, firmou o compromisso de diversos países na substituição das substâncias que estariam reagindo com o ozônio na parte superior da estratosfera. Devido à grande adesão mundial, o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, chegou a comentar que o termo seria possivelmente o mais bem sucedido acordo internacional de todos os tempos.

"Por todas estas razões, não existe, comprovadamente, perigo de que um 'buraco' na camada de ozônio venha a causar problemas sérios, pelo menos nos próximos anos", completou o professor da Unicamp.

Importância da camada de ozônio
A ozonosfera é uma camada de gases atmosféricos que fica concentrada entre 16 e 30 km de altitude, formada principalmente por ozônio e que possui 20 km de espessura. Conforme explicação do professor, as moléculas ozônio se formam quando três átomos de oxigênio se agrupam, formando uma camada fundamental para a vida na Terra, à medida que controla a incidência de radiação ultravioleta na superfície do planeta.

"Basicamente, na atmosfera, ela é o filtro que deixa passar um certo tipo de ultravioleta. Temos 3 tipos: A, B e C. E ela permite a entrada daqueles que não são prejudiciais. O ultravioleta A, por exemplo, é importante para o ser vivo. Já o C, ela bloqueia totalmente. O tipo B é bloqueado parcialmente pela camada de ozônio, e é ele que causa câncer de pele e problemas nas vistas das pessoas. Por isso, é fundamental que o ultravioleta B seja bloqueado", diz o professor.

Ele lembra, no entanto, que enquanto alguns locais têm pouco ozônio, outros tem quantidades em excesso. Em 12 de abril, o Departamento de Monitoramento de Qualidade Ambiental de Tulsa, nos Estados Unidos, lançou um alerta avisando que os níveis de concentração de ozônio na região poderiam ser prejudiciais a grupos sensíveis, como idosos, bebês e pessoas que sofrem de asma.

"O ozônio pode ser benéfico, e inclusive é utilizado naqueles filtros para purificar água. Até certo nível, ele é anti-bactericida. Mas passou de um certo nível, ele passa a ser danoso. No entanto, isso é circunstancial e temporário. Na superfície da Terra, o ozônio é formado e destruído em sequência. Por exemplo, se você tiver uma tempestade, cada raio que cai forma ozônio, então isso aumenta os níveis. Veículos andando em locais urbanos também fazem aumentar o teor de ozônio. Mas como ele é instável, ele se transforma em oxigênio logo em seguida", diz o professor da Unicamp.

sábado, 16 de abril de 2011

Lixo espacial ameaça satélites e não tem solução imediata

Recentemente, a Nasa emitiu alerta para a possibilidade de um lixo espacial se chocar com a Estação Espacial Internacional. Foto: Getty Images

Recentemente, a Nasa emitiu alerta para a possibilidade de um lixo espacial se chocar com a Estação Espacial Internacional

Recentemente, a agência espacial americana (Nasa) anunciou um código "vermelho" de segurança pelo risco de fragmentos de lixo espacial chocarem-se com a Estação Espacial Internacional (ISS) - pediu que os três tripulantes da estação estivessem prontos para se refugiar na nave Soyuz. O choque acabou não acontecendo, mas reacendeu uma questão complicada e, aparentemente, sem solução.

O número de objetos soltos no espaço e considerados "lixo" cresce sem parar a cada ano e preocupa as agências espaciais pelos problemas que pode causar às missões e ao funcionamento dos sistemas de telecomunicações. Enquanto hoje existem cerca de 900 satélites ativos orbitando a Terra, outros 19 mil objetos maiores do que 10 cm são considerados lixo espacial.

Estes materiais são suficientemente grandes para serem catalogados pelas agências espaciais e monitorados, permitindo que satélites possam desviar suas rotas em caso de perigo de colisão. Mas o que preocupa mesmo os cientistas são os objetos menores, que não podem ser evitados.

"A situação não é nada confortável. Existe uma listagem de objetos visíveis, fora os milhões de objetos maiores que 1 mm de diâmetro. É uma quantidade significativa de material abandonado pelo homem orbitando o nosso planeta sem utilidade alguma", diz o físico do Laboratório de Astronomia da Pontífica Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Marcelo Emilio Bruckmann.

"Existe toda sorte de objetos: satélites desativados, estágios de foguetes lançadores, ferramentas utilizadas em missões ou até mesmo objetos pertencentes aos próprios astronautas", diz Bruckmann. "Depois do lançamento do Sputink, em 1957, o espaço não foi mais o mesmo. O detrito mais antigo que se tem registro é um satélite lançado em 1958 e desativado 6 anos depois, ou seja, temos lixo espacial com idade de 53 anos", completa.

Segundo o físico, a possibilidade de uma pessoa ser atingida por um pedaço de satélite existe, mas é insignificante. "A probabilidade da queda de um detrito no solo é de um terço em relação à superfície total do planeta Terra. Temos que levar em consideração a chance de a queda ocorrer numa área remota e não podemos esquecer a proteção de nossa atmosfera: o detrito provavelmente irá se fragmentar na reentrada, podendo, inclusive, 'evaporar'".

Telecomunicações
Para Bruckmann, o maior problema encontra-se num possível dano gerado por um detrito espacial num satélite em funcionamento. "Apesar dos reduzidos tamanhos, não podemos esquecer que esses fragmentos orbitam em altíssimas velocidades. Imagine as consequências ocasionadas com a falha de um satélite de comunicação? Como ficaria nossa internet, ou até mesmo o celular?", questiona o físico.

Ele lembra que problemas em missões espaciais já foram evitados a partir do desvio de trajetória como decorrência da presença de detritos, "mas com o acúmulo de lixo espacial, essas manobras seriam cada vez mais necessárias, dificultando a operacionalidade das missões", diz.

Mas então, o que fazer? Muitas organizações já sugeriram formas de minimizar os detritos, como reduzir o número de objetos que são deliberadamente deixados no espaço, como tampas de lentes, ou até mesmo retirando satélites que não estão mais em uso, colocando-os nas chamadas "órbitas-cemitério". Esta última solução não seria eficaz, segundo o físico do Laboratório de Astronomia da PUCRS .

"Nesse tipo de solução, recaímos no critério custo/benefício. A mesma missão que seria responsável pela colocação do detrito numa órbita não comercial poderia proporcionar uma solução mais definitiva", opina o especialista.

Ele diz que uma ampla discussão sobre os objetivos dos programas espaciais e sobre a responsabilidade direta dos objetos colocados em órbita ajudariam a reduzir os resíduos.

"Podemos pensar da seguinte forma: se o objeto foi colocado ele pode ser retirado. Entretanto, esbarramos no custo operacional de tal manobra. Algumas propostas já foram colocadas em prática, mas há muito que limpar", diz.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Estudo da ESA liga formação de estrelas a explosões sônicas

O comprimento de cada filamento indica que eles poderiam ser resultado de explosões sônicas interestelares. Foto: ESA/Divulgação

O comprimento de cada filamento indica que eles poderiam ser resultado de explosões sônicas interestelares

Um estudo divulgado nesta sexta-feira pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) revelou que nuvens interestelares contêm emaranhados de filamentos de gás. Os pesquisadores também sugerem que estes filamentos podem ser causados pelo rompimento da barreira do som quando as estrelas explodem. Ou seja, o estudo propõe que a formação de novas estrelas está ligada a explosões sônicas.

Foi observado que cada filamento é aproximadamente da mesma largura, indicando que eles poderiam ser resultado de explosões sônicas interestelares ao longo de nossa galáxia. "Esta é uma grande surpresa", disse Doris Arzoumanian, uma das autoras do estudo.

Comparando as observações com modelos de computador, os astrônomos concluíram que os filamentos são provavelmente formados quando uma onda de choque se dissipa nas nuvens interestelares. Tais ondas de choque são supersônicas e resultantes da grande quantidade de energia injetada no espaço interestelar pela explosão de estrelas.

A explosão de estrelas forma nebulosas, e, a partir das nebulosas - que são formadas por gases e poeira -, são formadas novas estrelas e novos planetas.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Observatório divulga imagem "ardente" de nebulosa

A nebulosa NGC 3582 faz parte uma região formadora de estrelas da Via Láctea, chamada RCW 57. Foto: ESO/Divulgação

A nebulosa NGC 3582 faz parte uma região formadora de estrelas da Via Láctea, chamada RCW 57

O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) divulgou nesta quarta-feira uma imagem que mostra a nebulosa NGC 3582 com laços de gás semelhantes a proeminências solares. Acredita-se que os laços de gás tenham sido lançados por estrelas moribundas. Porém, novas estrelas estão nascendo neste berçário estelar. Estas, por sua vez, emitem intensa radiação ultravioleta que faz o gás brilhar na nebulosa, produzindo a vista ¿ardente¿ mostra na imagem.

A nebulosa NGC 3582 faz parte uma região formadora de estrelas da Via Láctea, chamada RCW 57. Ela situa-se perto do centro da Via Láctea, na Constelação de Carina, conhecida como "a Quilha". Algumas estrelas formadas nesta região são muito mais pesadas que o Sol. Estas grandes estrelas emitem energia a taxas prodigiosas e têm uma vida muito curta, que findam em explosões de supernovas.

A imagem divulgada foi feita com múltiplos filtros. Dados obtidos com filtro vermelho são mostrado em verde e vermelho e dados obtidos com um filtro que isola o brilho vermelho característico do hidrogênio são mostrados também em vermelho.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Cápsula espacial da época de Gagarin é leiloada por US$ 2,8 mi

A última nave soviética lançada ao espaço pouco antes do cosmonauta Yuri Gagarin se transformar no primeiro homem a realizar uma viagem espacial foi vendida nesta terça-feira por US$ 2.882.500 em um leilão organizado pela casa Sotheby''s em Nova York.

A cápsula Vostok 3KA-2, idêntica à utilizada por Gagarin há exatos 50 anos, foi enviada ao espaço três semanas antes do cosmonauta entrar para a História. O objeto estava avaliado entre US$ 2 milhões e US$ 10 milhões.

A nave esférica partiu no dia 25 de março de 1961, com um boneco de formato humano e um cachorro chamado Zvezdochka (Estrelinha) a bordo. Ficou em órbita por 115 minutos antes de voltar à Terra.

Gagarin se tornou o primeiro ser humano no espaço no dia 12 de abril de 1961, quando deu uma volta pela Terra a bordo da Vostok 3KA-3, batizada depois como Vostok 1.

EFE
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ONU celebra cinquentenário da expedição de Yuri Gagarin ao espaço

A ONU homenageou nesta terça-feira a façanha do cosmonauta soviético Yuri Gagarin, que há exatos 50 anos se transformou no primeiro homem a viajar ao espaço, com a celebração do Dia Internacional dos Voos Espaciais Tripulados.

"O voo de Yuri Gagarin é uma inspiração que encarna a busca da excelência, uma inspiração que motiva as chamas da paixão em perseguir um sonho, especialmente entre os mais jovens", disse nesta terça-feira a astrofísica Mazlan Othman, diretora-geral do Escritório das Nações Unidas sobre Espaço Exterior (Unoosa).

Othman destacou assim o valor da proeza de Gagarin em sua mensagem por ocasião da celebração do 50º aniversário da primeira viagem tripulada ao espaço e da primeira edição do Dia Internacional dos Voos Espaciais Tripulados, criado na semana passada pelas Nações Unidas.

Os membros da Assembleia Geral aprovaram no último 7 uma resolução apresentada pela Rússia que adota o dia 12 de abril para comemorar a data em que um ser humano foi ao espaço pela primeira vez.

A ONU uniu-se assim às celebrações em diversas partes do mundo para comemorar o dia 12 de abril de 1961, quando Yuri Gagarin realizou o primeiro voo espacial tripulado, a bordo da nave Vostok 1, que deu uma volta completa à Terra a 315 quilômetros de altura, em 108 minutos.

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Cápsula espacial da época de Gagarin é leiloada por US$ 2,8 mi

A cápsula Vostok levou Yuri Gagarin ao espaço em abril de 1961. Foto: AFP

A cápsula Vostok levou Yuri Gagarin ao espaço em abril de 1961

Uma cápsula espacial soviética da época da primeira viagem realizada por um ser humano, Yuri Gagarin há 50 anos, foi leiloada nesta terça-feira por US$ 2,8 milhões pela Casa Sotheby's em Nova York, nos Estados Unidos.

A nave esférica Vostok 3KA-2 é semelhante à que foi usada por Gagarin e seu valor foi estimado entre US$ 2 e US$ 10 milhões. De pequenas dimensões, saiu ao espaço no dia 25 de março de 1961 com um boneco de forma humana e um cachorro chamado Zvezdochka (Estrelinha).

A cápsula completou uma órbita e regressou sem problemas à Terra, de paraquedas. O voo foi o último teste, antes da façanha histórica de Gagarin.

Celebrações dos 50 anos do homem no espaço
Vários cosmonautas legendários, entre eles um veterano da missão americana Apolo e a primeira mulher a viajar ao espaço, foram recebidos nesta terça-feira pelo presidente russo no Kremlin, junto com a viúva de Gagarin, para celebrar o 50º aniversário do primeiro voo espacial.

Em 12 de abril de 1961 Yuri Gagarin decolou do cosmódromo de Baikonur (Cazaquistão) a bordo de um foguete Vostok depois de pronunciar um "Vamos!" que entrou para a história. Seu voo ao redor da Terra durou 108 minutos.

Este primeiro voo espacial de um ser humano "foi um acontecimento absolutamente revolucionário, extremamente simbólico. Foi um imenso êxito do setor espacial soviético, e uma passagem entre o 'antes' e o 'depois'", disse o presidente russo Dmitri Medvedev em uma entrevista ao canal chinês CCTV.

Durante a cerimônia transmitida ao vivo pelo canal de informação russo Vesti, o presidente russo confessou que, quando menino, "imaginava-se mais como astronauta do que como presidente" da Rússia. A viúva de Yuri Gagarin, Valentina, estava na primeira fila. As duas filhas do casal, Galina e Elena, também estavam presentes. Elena foi nomeada há alguns anos por Vladimir Putin diretora dos museus do Kremlin.

Cerca de 500 atos foram organizados em 72 países do mundo para celebrar este aniversário, segundo o portal http://yurisnight.net. O grupo americano Google elegeu o voo de Gagarin como logotipo do dia.

AFP
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Nasa anuncia museus que exibirão ônibus espaciais

Trinta anos após o primeiro voo do programa de ônibus espaciais americano, a Nasa anunciou nesta terça-feira o local onde as naves aposentadas ficarão expostas ao público.

O Discovery, o mais antigo ônibus espacial da frota, será exibido no Steven F. Udvar Hazy Center, uma ala do Museu Aeroespacial do Smithsonian Institution, na Virgínia, informou o chefe da NASA, Charles Bolden.

O Atlantis, que tem seu voo final marcado para junho, antes do programa espacial americano encerrar esse capítulo de sua história, ficará no Centro Espacial Kennedy.

O Endeavour, que realiza seu último voo em abril, terá como lar o California Science Center, em Los Angeles.

Já o protótipo Enterprise, que nunca chegou a voar, ficará em Nova York, onde será exibido no porta-aviões ancorado em Manhattan, no Museu Espacial do USS Intrepid.

"Cada ônibus tem histórias para serem contadas, histórias para serem compartilhadas", afirmou Bolden.

A questão sobre onde o ônibus seriam exibidos provocou uma série de especulações, enquanto especialistas antecipavam um aumento no tráfego de turistas ávidos para olhar de perto as naves.

O Enterprise, que nunca levou astronautas em órbita, está atualmente em exibição no Centro Udvar Hazy.

A Nasa também planeja uma cerimônia para homenagear o Columbia, que se tornou o primeiro ônibus espacial a voar no espaço, em 12 de abril de 1981. O voo de dois dias foi realizado para testar a capacidade do ônibus de levar astronautas - neste caso, dois americanos - em órbita e voltar com segurança.

O ônibus espacial Columbia se desintegrou em seu retorno à Terra em 2003, matando os sete astronautas a bordo.

O outro membro original da frota de cinco naves, o ônibus espacial Challenger, explodiu 73 segundos após a decolagem, em 1986. Todos os sete astronautas morreram, incluindo Christa McAuliffe, que seria a primeira professora a viajar ao espaço.

AFP
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Estudo: galáxias teriam se formado "pouco depois" do Big Bang

Galáxias no centro da imagem deram embasamento ao estudo. As galáxias ao redor funcionam como uma espécie de lupa. Foto: Nasa/ESA/Hubble/AFP

Galáxias no centro da imagem deram embasamento ao estudo. As galáxias ao redor funcionam como uma espécie de "lupa"

Uma equipe de astrônomos anunciou nesta terça-feira que o resultado de um novo estudo os leva a acreditar que as primeiras galáxias foram formadas apenas 200 milhões de anos depois do Big Bang, o que desafia o conhecimento atual sobre como o Universo evoluiu em seus primeiros tempos.

As evidências coletadas para este estudo vieram de uma galáxia remota, cujo brilho enfraquecido revelou a presença de estrelas muito antigas. "Descobrimos uma galáxia distante que começou a formar estrelas apenas 200 milhões de anos depois do Big Bang", indicou Johan Richar, principal autor do trabalho, astrofísico do Observatório de Lyon, no sul da França.

"Isso desafia as teorias sobre quão cedo as galáxias se formaram e evoluíram nos primeiros anos do Universo. Pode até ajudar a resolver o mistério de como a névoa de hidrogênio que se espalhava por todo o Universo no começo foi dissipada", explicou.

A mais antiga galáxia detectada e confirmada até hoje pelos cientistas foi criada há cerca de 480 milhões de anos após o Big Bang. Sob todos os aspectos, esta nova descoberta parece representar um recorde.

Entretanto, ainda não se pode afirmar isto, porque a descoberta foi feita indiretamente, e não por observação direta, disse Richar. A equipe do astrofísico utilizou uma técnica chamada de lente gravitacional, o que significa que a luz da galáxia foi observada pelos telescópios orbitais Hubble e Spitzer depois de ter sido amplificada pelo empuxo gravitacional de uma segunda galáxia - que, por arte do acaso, está situada em uma linha reta em relação à Terra.

Sem esta amplificação gravitacional, a luz desta galáxia distante, extremamente fraca, seria indetectável. Utilizando o telescópio de espectroscopia nuclear Keck II, situado no Havaí, para analisar a luz, os astrônomos descobriram que o espectro vermelho da galáxia - característica que denuncia sua idade - indicava 6.027.

Traduzindo para termos leigos, isto significa que a luz observada hoje pelos cientistas na Terra foi emitida quando o Universo tinha 950 milhões de anos. A título de comparação, a mais antiga galáxia descoberta até hoje, em janeiro deste ano, apresentava um espectro vermelho de 10.3.

Entretanto, escondidos na montanha de dados infravermelhos coletados pelo Spitzer estavam sinais de que muitas estrelas da galáxia eram surpreendentemente antigas, e seu brilho, relativamente fraco.

"Isso nos mostrou que a galáxia era composta de estrelas com quase 750 milhões de anos de idade - indicando a época de sua formação em aproximadamente 200 milhões de anos depois do Big Bang, muito mais cedo do que imaginávamos", ressaltou Eiichi Egami, da Universidade do Arizona.

De acordo com a teoria do Big Bang, o Universo se originou de uma explosão há cerca de 13,7 bilhões de anos, e então começou a se expandir.

Depois que o recém-nascido cosmos esfriou um pouco, elétrons e prótons se uniram para formar o hidrogênio, o mais primitivo dos elementos químicos, e, durante centenas de milhões de anos, este gás preencheu o Universo.

Como esta névoa de hidrogênio finalmente se dissipou é um dos maiores mistérios da Astronomia. Uma das hipóteses é que a radiação emitida pelas galáxias tenha ionizado o gás. Mas isto seria impossível, já que certamente não havia galáxias suficientes para que isto acontecesse.

A resposta, na verdade, pode ser simples, segundo Jean-Paul Kneib, astrofísico do Centro Nacional Francês para a Pesquisa Científica (CNRS), em Marselha.

"Parece provável ter havido, de fato, mais galáxias nos primórdios do Universo do que estimávamos - o problema é que muitas galáxias estão velhas e fracas, como esta que acabamos de descobrir", explicou o cientista em uma nota à imprensa.

"Se este exército invisível de galáxias velhas e de luz fraca realmente existe, elas podem ter providenciado a radiação necessária que tornou o Universo penetrável à luz ultravioleta", concluiu.

AFP
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Rússia diz que exploração do espaço continuará a ser prioridade

A exploração do espaço continua sendo uma prioridade para a Rússia, afirmou nesta terça-feira o presidente Dmitry Medvedev.

A afirmação foi feita no dia em que o país celebra o 50º aniversário do primeiro voo do homem ao espaço, feito pelo cosmonauta russo Yuri Gagarin. "Fomos os primeiros no espaço, conseguimos enormes feitos, não queremos perder nossa vantagem", disse ele.

O aniversário foi marcado por cerimônias e por uma salva de 50 tiros de canhão em Moscou. Desde o voo de Gagarin, em 1961, mais de 500 homens e mulheres seguiram seus passos. Em um link de vídeo com a tripulação da Estação Espacial Internacional, Medvedev disse que a Rússia continuaria a dedicar recursos para a exploração do espaço.

Horas antes, Medvedev disse que o vôo de Gagarin ao espaço foi um episódio "revolucionário" que mudou o mundo. Antes de Gagarin, não se sabia ao certo se um ser humano poderia suportar as condições no espaço. Alguns acreditavam que a ausência de gravidade pudesse induzir à loucura, entre outros mitos.

Mas quando Gagarin retornou, o mundo viu que o cosmos não devia ser temido, e sim explorado. No dia 12 de abril de 1961, com o grito de "Lá vamos nós!",Gagarin embarcou em uma viagem que durou 108 minutos.

Os EUA responderam 10 meses depois, quando John Glenn fez o primeiro voo em torno da Terra.

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Medvedev cumprimenta tripulantes da ISS em cinquentenário do voo de Gagarin

O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, cumprimentou nesta terça-feira os tripulantes da Estação Espacial Internacional (ISS) devido ao cinquentenário do voo do cosmonauta soviético Yuri Gagarin, e garantiu que a humanidade continuará seu investimento na conquista do espaço.

"Estou convencido que a cosmonáutica tem um enorme futuro. A humanidade investiu e investirá seus recursos no seu desenvolvimento", disse o chefe do Kremlin, citado pelas agência russas.

Medvedev visitou o Centro de Controle de Espaciais da Rússia, situado nos arredores de Moscou, para comunicar-se com a tripulação da ISS no dia que a Rússia comemora os 50 anos da conquista de Gagarin.

"Alguma vez fomos os primeiros a chegar ao espaço. Temos uma enorme quantidade de conquistas, e não queríamos perder essa vantagem", assinalou.

Ao mesmo tempo, o presidente russo ressaltou que Moscou compreende que hoje a conquista do espaço é "tarefa comum e uma manifestação da solidariedade internacional".

O comandante da tripulação da ISS, o russo Dmitri Kondrátiev, informou a Medvedev que comemorarão o cinquentenário do voo de Gagarin com um "jantar tradicional".

"Aqui temos algumas possibilidades do ponto de vista culinário; temos frutas frescas e algumas provisões reservadas para pôr na mesa festiva", disse o cosmonauta russo.

Além de Kondrátiev, a tripulação da ISS é integrada pelos também russos Aleksandr Samokutiáyev e Andrei Borisenko, os americanos Roland Garan e Catherine Coleman e o italiano Paolo Nespoli.

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De Gagarin a turismo espacial; veja 50 anos do homem no espaço

Dia 12 de abril de 1961. Um piloto soviético de 27 anos parte para a missão mais importante de sua vida. Yuri Gagarin não sabia se voltaria vivo da experiência, mas em nenhum momento perdeu a calma e a esperança. Após um voo de uma hora e 48 minutos, o jovem cosmonauta entra para a história da humanidade como o primeiro homem a viajar ao espaço. Veja essa história em textos, fotos e vídeos.

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Essa missão de ousadia e coragem impulsionou a disputa espacial entre a União Soviética e os Estados Unidos e abriu caminho para muitas outras vitórias. O homem viu que era possível conquistar o espaço. Ele percebeu que poderia chegar à Lua, construir uma "moradia" para astronautas no cosmos e até fazer turismo espacial.

Rússia celebra 50 anos de voo espacial tripulado de Gagarin

Vídeo lembra primeiro voo espacial que ocorreu há 50 anos

A Rússia está celebrando nesta terça-feira os 50 anos do primeiro voo espacial tripulado por um ser humano, realizado pelo cosmonauta soviético Yuri Gagarin, em 12 de abril de 1961. Para marcar a data da primeira órbita completa em torno da Terra realizada serão realizadas diversas cerimônias em todo a Rússia.

No Kremlin, haverá uma salva de 50 tiros. O presidente russo, Dmitry Medvedev, disse que o cosmonauta participou de um evento "revolucionário" que mudou o mundo. Desde a missão epsacial de Gagarin, outros 500 homens e mulheres seguiram os seus passos.

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O voo de 108 minutos de Gagarin lançou o mundo na era de missões espaciais tripuladas e foi um grande golpe de publicidade para a União Soviética, que já havia lançado anteriormente o primeiro satélite artificial, o Sputnik, em 1957.

"Eu era um jovem piloto na Alemanha. Eu pilotava um F-102 em Rammstein, na Alemanha. Naquele ano, estávamos mais concentrados em construir o Muro de Berlim do que em promover a corrida especial", recorda o americano Charles Duke, que pisou na Lua durante a missão da Apollo 16, em 1972.

"Quando ele voou, minha primeira impressão foi - bem, eles passaram à nossa frente novamente", afirma o astronauta. Sergei Khrushchev, filho de Nikita Khrushchev, que era o premiê soviético na época, disse à BBC: "Nós estávamos muito orgulhosos, mas nós não compreendemos o quão importante era. Era mais um vôo, mais uma conquista."

Mas ele conta que seu pai estava plenamente consciente do significado e promoveu uma celebração na Praça Vermelha após o retorno de Gagarin a Moscou.

"Quando vimos a resposta dos moscovitas, com todo mundo nas ruas, nos topos dos edifícios e nas janelas, eu compararia essa celebração à do Dia da Vitória, de 9 de Maio (o final da Segunda Guerra Mundial para a União Soviética)", conta Sergei Khrushchev.

Durante o período da Guerra Fria, tais "primeiras vezes" eram usadas pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas para afirmar superioridade tecnológica e ideológica.

Missões tripuladas
Mas os responsáveis pelos programas espaciais americano e soviético tinham ambições mais elevadas, que envolviam enviar seres humanos em viagens pelo Sistema Solar. Antes de lançar missões tripuladas por humanos, eles experimentaram enviando animais para o espaço.

A despeito de falhas notórias, os testes bem sucedidos indicaram que humanos eram capazes de sobreviver aos contratempos de uma viagem espacial. Yuri Gagarin foi um dos 20 cosmonautas selecionados para o programa espacial soviético, em 1960. Os candidatos foram submetidos a um regime de treinamento severo, que envolvia longos períodos em câmaras de isolamento.

A lista de 20 aspirantes foi finalmente reduzida para dois: Gagarin e o piloto de teste German Titov. Alguns acreditam que a origem humilde de Gagarin contribuiu para que ele fosse o escolhido. Enquanto Titov teve uma criação de classe média, Gagarin era filho de operários. Os líderes soviéticos podem ter encarado isso como uma demonstração de que, sob o comunismo, até mesmo os representantes de famílias mais humildes poderiam ser bem-sucedidos.

Mas outros defendem que o desempenho do cosmonauta durante o processo de seleção foi um fator muito mais importante.

Dianteira
No início de 1961, o astronauta americano Alan Shepard vinha treinando para um vôo sub-orbital em um foguete Mercury-Redstone, previsto para decolar em maio daquele ano. Os soviéticos não estavam cientes da data do lançamento, mas Sergei Korolev, o cientista-chefe do programa espacial soviético, temia que os Estados Unidos saíssem na frente e pressionou para que o lançamento se desse o quanto antes.

Na manhã de 12 de abril de 1961, Gagarin, de 27 anos, aguardava para ser lançado ao espaço do alto de uma plataforma de 30 metros na região de Tyuratam, no Cazaquistão, hoje conhecida como o Cosmódromo de Baikonur.

Quando o foguete decolou, às 9h07 do horário local, Gagarin teria dito "Poyekhali" ou "lá vamos nós". Com 1,57 m de altura, Gagarin estava em melhores condições do que muitos para tolerar o aperto de sua cápsula espacial.

Ele se alimentava apertando tubos contendo alimentos líquidos e mantinha os controladores de sua missão a par de seu paradeiro por meio de um rádio de alta frequência e de uma chave de telégrafo.

Controle
O cosmonauta não tinha, no entanto, qualquer controle sobre a sua nave espacial. "Ninguém sabia que efeito a gravidade zero teria sobre os astronautas quando eles estavam lá em cima. Eles estavam preocupados com o risco de que ele pudesse ficar desorientado e inválido, uma vez exposto à ausência de gravidade", lembra Reginald Turnill, repórter de temas aerospaciais da BBC entre 1958 e 1975.

"Foi decidido desde o início que ele não teria o controle da nave espacial, que o controle seria feito a partir da base", conta o repórter da BBC.

Mas havia preocupação com o que aconteceria se o controle a partir da base fosse perdido. Mas Gagarin recebeu um envelope selado contendo códigos que permitiram que ele assumisse o controle da nave espacial com o auxílio de um computador rudimentar que havia a bordo.

Só mais tarde veio à tona o fato de que a missão por pouco não foi um desastre. Cabos que ligavam a cápsula da nave espacial ao módulo de serviço não conseguiram se separar antes do reingresso de Gagarin na órbita terrestre.

Por isso, a cápsula de Gagarin acabou sobrecarregada por um módulo extra ao reingressar na atmosfera da Tera. As temperaturas dentro da cápsula se tornaram perigosamente elevadas, e Gagarin por pouco não perdeu a consciência, após a cabine ter girado violentamente.

"Eu estava dentro de uma nuvem de fogo, me dirigindo para a Terra", o cosmonauta depois recordou. Foram precisos dez minutos para que os cabos finalmente se soltassem e que o módulo de descida, contendo o passageiro, se libertasse.

Gagarin saltou de pára-quedas antes de sua cápsula atingir o solo, pousando perto do rio Volga.

Glória
Em seu retorno, o outrora desconhecido piloto foi transformado em uma celebridade mundial. Monumentos foram erguidos em sua homenagem, ruas foram batizadas com o seu nome em diversas cidades soviéticas. Gzhatsk, a cidade em que ele passou boa parte de sua infância, foi até mesmo rebatizada como Gagarin.

Nikita Khrushchev abraçou o cosmonauta assim que ele saltou do avião que o trouxe a Moscou. Pouco depois, o líder soviético o compararia a Cristóvão Colombo e lhe concederia o status de herói da União Soviética.

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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Documento do FBI cita oficialmente captura de óvnis em Roswell

O FBI publicou nesta segunda-feira um documento que aparentemente prova a captura de óvnis no famoso caso de Roswell, no Novo México. Segundo o documento, na data de 29 de março de 1950, um investigador da força aérea norte-americana relata o encontro de três discos voadores, que seriam ovais e com uma protuberância no centro (bem como nos filmes de ficção científica que tratam do assunto), com cerca de 15 m de diâmetro.

O documento, enviado pelo agente especial Guy Hottel à diretoria do FBI, está disponível na internet junto a milhares de outros documentos no novo sistema de pesquisa da agência chamado "The Vault". O nome do investigador que teria descoberto os discos voadores e do agente a quem ele relatou o ocorrido foram rasurados no documento disponibilizado online.

Ainda de acordo com o documento, o investigador teria encontrado em cada um dos discos voadores três corpos semelhantes aos de um humano, mas com baixa estatura. Os "seres" mediam cerca de 90 cm e vestiam roupas metálicas ultrafinas, segundo o que foi relatado.

Hottel informou que o investigador disse acreditar que os discos voadores foram encontrados no Novo México "pelo fato de o governo americano possuir um radar muito poderoso na área e acreditar-se que os radares poderiam interferir no controle mecânico dos discos voadores". Veja o documento em http://vault.fbi.gov/UFO/UFO%20Part%208%20of%2016/view (página 34).

A cidade de Roswell se tornou muito famosa depois de relatos de que um disco voador teria caído no deserto, perto de uma base militar, perto do dia 2 de julho de 1947.

Segundo diversas teorias, os corpos do alienígenas teriam passado por autópsia do exército americano, que teria encoberto o incidente.

Astronauta faz, do espaço, dueto com Ian Anderson

A astronauta Cady Coleman, fã de flauta, e o músico Ian Anderson, fundador da banda Jethro Tull, realizaram o primeiro dueto virtual espaço-Terra, informou nesta segunda-feira a Nasa - a agência espacial americana. Entre os poucos objetos pessoais que os astronautas podem levar à Estação Espacial Internacional (ISS), Cady optou por várias flautas, que permitiram a experiência musical. O dueto faz parte da homenagem aos 50 anos da primeira viagem espacial tripulada.

A peça escolhida foi "Bourree", uma das canções que o músico escocês e seu grupo tocaram durante a turnê que fizeram pelos Estados Unidos em 1969, o mesmo ano em que Neil Armstrong e Buzz Aldrin pisaram na Lua. A astronauta gravou sua parte da peça na semana passada, enquanto Anderson fez o mesmo no fim de semana passado enquanto estava em turnê em Perm (Rússia).

As duas partes foram editadas e o resultado está disponível em um vídeo publicado no site da Nasa. Cady e Anderson comemoraram assim o 50º aniversário do primeiro lançamento de um ser humano ao espaço, que transformou o cosmonauta soviético Yuri Gagarin em um mito quando, em 12 de abril de 1961, orbitou a Terra.

"Devemos lembrar que os cosmonautas, cientistas e astronautas de hoje seguem sendo os heróis que eram há 50 anos", disse Anderson, que agradeceu a oportunidade de participar deste dueto. Coleman é uma grande fã de Anderson e para sua missão de seis meses a bordo da Estação Espacial Internacional levou sua flauta transversal, um flautim e uma flauta irlandesa do grupo musical Chieftains.

"É muito diferente tocar aqui (no espaço)", assegurou Coleman. Outros astronautas também levaram flautas ao espaço, como Ellen Ochoa, que participou da missão STS-56 em 1993 e tocou uma peça musical durante um encontro com estudantes na Terra.

John Herrington, que foi o primeiro astronauta nativo americano, também levou uma flauta de madeira em 2002 durante a missão STS-113, que foi feita à mão por um membro do Conselho Intertribal de Nativos Americanos do Centro Espacial Kennedy.

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