sexta-feira, 17 de junho de 2011

Sonda Messenger captura novas imagens de Mercúrio

Com as imagens os cientistas puderam observar depósitos no fundo de crateras. Foto: Nasa/Divulgação

Com as imagens os cientistas puderam observar depósitos no fundo de crateras
Foto: Nasa/Divulgação

Após 3 meses orbitando Mercúrio, a Sonda Messenger recolheu novas fotos e informações sobre o planeta mais próximo do Sol.

Com as imagens os cientistas puderam observar depósitos no fundo de crateras, concluindo que os mesmos são grupos de buracos irregulares, com tamanhos variando entre centenas de metros a muitos quilômetros.

Percebeu-se ainda que rochas ricas em feldspato não são predominantes na superfície de Mercúrio, como acontece na Lua. As imagens também revelam que as altitudes topográficas medidas variam em mais de 9 km.

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Terra

Cientistas dizem que LHC pode levar a uma "nova física"

Os detectores gigantes de partículas Atlas e CMS, do Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), que funciona no Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN, em francês), reuniram dados suficientes para fazer os cientistas acreditarem que é possível descobrir uma "nova física".

A instituição anunciou nesta sexta-feira que os dados acumulados pelos detectores neste ano representam 1 femtobarn inverso, medida equivalente a 70 milhões de milhões de colisões e que corresponde à quantidade que os pesquisadores chamam de "luminosidade integrada".

Um femtobarn era o objetivo que o CERN tinha traçado para este ano, e o fato de que tenha sido alcançado apenas três meses depois dos primeiros feixes de prótons lançados em 2011 demonstra o bom funcionamento do LHC, informou o centro.

Os cientistas que participam deste programa trabalham de maneira intensa para apresentar resultados nas principais conferências de física dos próximos meses, a primeira delas prevista para o fim de julho em Grenoble (França), e o segundo um mês depois, em Mumbai (Índia).

Após o recolhimento destes dados, as expectativas da comunidade científica se centram agora em dilucidar a existência da partícula de Higgs (o chamado bóson de Higgs), que é o último elemento que falta no "modelo padrão da física de partículas".

Este modelo explica o comportamento e as interações das partículas fundamentais que constituem a matéria ordinária (que representaria apenas 4% de todo o Universo), "da qual somos feitos e da qual é feito o mundo que nos cerca", explicou o CERN.

Os pesquisadores do CERN também acreditam que os dados recolhidos no LHC lhes darão uma melhor compreensão da supersimetria, uma teoria que vai além do modelo padrão e que poderia explicar a misteriosa matéria negra que constitui cerca de um quarto do Universo.

"Com um femtobarn inverso temos uma verdadeira oportunidade de verificar se esta teorias são justas, de ver o início de sua confirmação através dos dados. Como o LHC funciona em uma intensidade muito mais elevada que a prevista inicialmente, os índices que indicam uma nova física podem aparecer o tempo todo nos dados", explicou o porta-voz da experiência do detector CMS, Guido Tonelli.

EFE
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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Colisão de estrela e buraco negro cria gigantesca explosão

Segundo cientistas, cerca de 10% da massa da estrela se transformou em energia irradiada, como raios X e gama. Foto: EFE

Segundo cientistas, cerca de 10% da massa da estrela se transformou em energia irradiada, como raios-X e gama. Concepção artística mostra como teria ocorrido a colisão

A colisão entre uma estrela e um enorme buraco negro provocou uma das maiores explosões espaciais jamais registradas, cujo brilho viajou por 3,8 milhões de anos luz até chegar à Terra, segundo estudo publicado nesta quinta-feira pela revista Science.

No momento da descoberta, os cientistas estudaram a origem de um feixe de raios gama observado a partir de um satélite da Nasa (a agência espacial americana) e, inicialmente, pensaram que podia se tratar de uma explosão de raios gama, mas a persistência da luminosidade e o fato de ter se reativado três vezes em apenas 48 horas, levou os pesquisadores a buscar outra hipótese.

"Era algo totalmente diferente de qualquer explosão que tivéssemos visto antes", disse em comunicado Joshua Bloom, cientista da Universidade de Berkeley e um dos principais autores do estudo. Bloom sugeriu que a causa poderia ser a queda de uma estrela do tamanho do Sol em um buraco negro 1 milhão de vezes maior, o que gerou "uma quantidade tremenda de energia ao longo de muito tempo", em um fenômeno "que ainda persiste dois meses e meio depois", acrescentou.

"Isso acontece porque o buraco negro rasga a estrela, sua massa gira em espiral e este processo libera muitíssima energia", explicou o cientista. Cerca de 10% da massa dessa estrela se transformou em energia irradiada, como raios-X e gama, que podiam ser vistos na Terra, uma vez que o feixe de luz apontava para a Via Láctea, segundo o estudo.

Ao repassar o histórico de explosões na Constelação de Draco, onde foi observado o fenômeno, os cientistas determinaram que o acontecimento foi "excepcional", já que não encontraram indícios de outras emissões de raios-X ou gama.

O mais fascinante, segundo Bloom, é que o fenômeno começou em um buraco negro em repouso, que não estava atraindo matéria. "Isto poderia acontecer em nossa própria galáxia, onde há um buraco negro que vive em quietude e que fervilha ocasionalmente, quando absorve um pouco de gás", garantiu. No entanto, Bloom ressaltou que seria uma surpresa ver outro fenômeno similar no céu "na próxima década".

A explosão é algo "nunca visto" até agora na longitude de onda dos raios gama, por isso o mais provável é que só aconteça "uma vez a cada 100 milhões de anos, em qualquer galáxia", calculou o cientista. O estudo estima que as emissões de raios gama, que começaram entre os dias 24 e 25 de março em uma galáxia não identificada a cerca de 3,8 milhões de anos luz, vão se dissipar ao longo do ano.

"Acreditamos que o fenômeno foi detectado em seu momento de maior brilho, e se realmente for uma estrela destruída por um buraco negro, podemos dizer que nunca voltará a ocorrer nessa galáxia", concluiu Bloom.

EFE
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Namira Salim será a primeira paquistanesa no espaço

Esta foto mostra Namira Salim em um salto de paraquedas no Monte Everest. Foto: EFE

Esta foto mostra Namira Salim em um salto de paraquedas no Monte Everest

Depois de saltar de paraquedas do Everest e pisar no Polo Norte e no Polo Sul, Namira Salim, de 35 anos, quer agora se tornar a primeira paquistanesa a chegar ao espaço.

Nascida em Karachi, Namira vive em Mônaco, e terá a chance de realizar seu sonho com a ajuda da empresa aeroespacial do milionário britânico Richard Branson, a Virgin Galactic, que oferece pacotes de turismo espacial por US$ 200 mil.

Os compradores do pacote embarcarão no Deserto de Mojave, nos Estados Unidos, em uma data ainda não definida de 2012, a bordo das aeronaves VirginMotherShipEve e SpaceShipTwo - e Namira é a única paquistanesa deste seleto grupo e a primeira de seu país que terá a oportunidade de ver as estrelas de perto.

"O propósito da indústria espacial particular não está apenas nas divertidas viagens no espaço", afirmou Namira. "Ao pagar preços mais altos, os fundadores estão criando a oportunidade para que pessoas comuns possam ir ao espaço de forma mais barata no futuro", defende a paquistanesa, destacando também as possibilidades científicas da aventura.

Para os lançamentos de 2012, a Virgin Galactic havia aceitado apenas depósitos de milionários e aventureiros espaciais, mas em fevereiro anunciou que admitiria levar também cientistas a bordo da SpaceShipTwo com fins acadêmicos. Namira Salim disse que se tornará a primeira asiática a chegar ao espaço, desconsiderando a iraniano-americana Anousheh Ansari e outras duas americanas de origem indiana.

De fato, Anousheh foi a primeira muçulmana a viajar ao espaço em 2006, o que tornaria Namira a segunda, mas esta se recusa a fazer comentários sobre o fato e se limita a se definir como paquistanesa e "cidadã global".

Além de destacar a viagem espacial em seu currículo, Namira se orgulha de ter fincado a bandeira paquistanesa no Polo Norte e no Polo Sul e também garante ter sido a primeira asiática a saltar de paraquedas do Everest. Entre tantas atividades físicas, Namira diz encontrar tempo para a poesia e trabalho beneficente.

Com poemas já publicados, em breve ela espera publicar seu primeiro livro de poesia em inglês. Namira também fundou uma ONG que estimula projetos culturais e oportunidades de trabalho para paquistaneses e, em pouco tempo, assumirá o cargo de cônsul honorária do Paquistão em Mônaco. Em março deste ano, ela recebeu das mãos do presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, o prêmio civil Tamgha-e-Imtiaz.

"Meu espírito, minha arte e minhas aventuras são universais e estão profundamente arraigados em sólidos valores espirituais e éticos", afirmou.

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quarta-feira, 15 de junho de 2011

SC: mesmo com nevoeiro, curiosos lotam mirantes para ver eclipse

Em Florianópolis, o nevoeiro não espantou os observadores. Foto: Fabrício Escandiuzzi/Especial para Terra

Em Florianópolis, o nevoeiro não espantou os curiosos

Apesar de uma névoa intensa no litoral prejudicar a visibilidade do eclipse total da lua, muita gente procurou mirantes de Florianópolis para acompanhar o fenômeno no início da noite desta quarta-feira.

O morro da Lagoa da Conceição foi um dos pontos mais procurados. Desde o final da tarde, dezenas de pessoas se aglomeraram no mirante, de onde é possível enxergar a Lagoa e parte das praias da Joaquina e Mole. O nevoeiro chegou a prejudicar boa parte do eclipse e a lua só pôde ser observada próximo das 19h, quando, na penumbra, uma pequena parte já estava visível.

Mesmo assim, quem enfrentou o frio e vento para acompanhar e fotografar o eclipse no mirante disse não ter se arrependido. "É bonito, mesmo com toda essa neblina atrapalhando", afirmou Giovanna Pascon, 35 anos, que levou os dois filhos para assistir ao fenômeno. "Eu não tinha visto a lua, meu filho que alertou que havia um 'risco' no céu".

O eclipse desta quarta-feira foi o de maior duração dos últimos 11 anos. Além dos mirantes, muitos curiosos acompanharam o evento com os telescópios e orientações de professores do observatório da Universidade Federal de Santa Catarina.

Buracos negros cresceram perto de suas galáxias desde o início

Sinais de buracos negros gigantes que engoliam gás desde a infância do universo mostrariam que estes glutões do cosmos cresceram ao mesmo tempo que suas galáxias desde o início dos tempos, segundo estudo publicado nesta quarta-feira.

"Há uma relação simbiótica entre os buracos negros e suas galáxias desde o amanhecer dos tempos", afirmou Kevin Schawinski (Universidade de Yale, Estados Unidos) que contribuiu para a pesquisa sobre os buracos negros maciços, encontrados no coração das galáxias.

Nos distantes quasares, núcleos luminosos ativos das galáxias, os astrônomos já haviam descoberto buracos negros com mais de um bilhão de massas solares, que teriam existido menos de um bilhão de anos depois do Big Bang.

Os autores do novo estudo, publicado na revista científica britânica Nature, estudaram uma amostra mais ampla de buracos negros que se supõem que estejam no centro de 200 galáxias muito distantes detectadas pelo telescópio espacial Hubble.

Estas galáxias aparentemente existiram de 700 a 950 milhões de anos depois do Big Bang. Portanto, sua luz teria viajado cerca de 13 bilhões de anos no cosmos, antes de ser captada pelo Hubble.

Como detectar buracos negros a tais distâncias no tempo e no espaço? Os gases e as poeiras se amontoam a grande velocidade antes de ser devorados por estes ogros do espaço, emitindo raios-X.

Graças ao Chandra, o telescópio de raios-X da Nasa, Kevin Schawinski, Ezequiel Treister (Universidade do Havaí) e seus colegas conseguiram detectar as menores radiações - alguns poucos fótons X de alta energia por galáxia -, que percorreram tais distâncias.

Após ter adicionado e ampliado as radiações dos buracos negros de 200 galáxias estudadas, a equipe de Treister acredita que "os buracos negros cresceram junto com as galáxias que os abrigaram ao longo de toda a história do cosmos".

Os cientistas concluíram que estes buracos negros - ocultos pela grande quantidade de gases e poeira que absorviam a maior parte das radiações, salvo os raios-X - "cresceram significativamente mais rápido" durante os primeiros tempos do que se pensava até agora.

Em um comentário, o astrônomo Alexey Vikhlinin, do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysicis, em Cambrigde (EUA), destacou que algumas perguntas chave continuam em suspenso: como foram engendrados os precursores desses buracos negros supermaciços? Que mecanismos possibilitou esta coevolução entre buracos negros e galáxias?

AFP
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Irã lança com êxito ao espaço o satélite Rassad-1, diz TV

O Irã lançou com êxito ao espaço nesta quarta-feira o satélite Rassad-1, que passou a orbitar a Terra a 260 km de distância, segundo a TV iraniana Al Alam. "O satélite foi lançado pelo foguete Safir e já foi capaz de fotografar a Terra", disse o canal de TV. Rassad é um satélite de observação, construído pela Universidade Malek Ashtar, de Teerã, que é um órgão ligado aos Guardas da Revolução - exército ideológico do regime iraniano.

O lançamento havia sido anunciado para agosto de 2010, mas foi adiado para esta quarta-feira. O Irã prevê lançar em breve outro satélite, denominado Farj (Amanhecer), um aparato de reconhecimento construído pela empresa Sa-Irã, sob o controle do Ministério da Defesa. Este satélite, de 50 kg, é abastecido por painéis solares que lhe conferem uma vida útil de 18 meses.

Segundo informações da TV, o foguete Safir é capaz de colocar um satélite de 50 kg em órbita a até 450 km de altitude. O presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad havia anunciado em fevereiro o lançamento de vários satélites até março de 2012.

O programa espacial do Irã, que lançou seu primeiro satélite em fevereiro de 2009 com o foguete Safir-2, preocupa o mundo ocidental, que teme que Teerã utilize essa tecnologia para fins militares. O Irã, no entanto, nega que o país pretenda construir armas atômicas ou mísseis capazes de levar ogivas nucleares à longa distância.

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Professores da UFSC recebem público para observar eclipse lunar

Na imagem de arquivo, eclipse total da lua na cidade de Melbourne, Austrália, em 2007. Foto: Getty Images

Na imagem de arquivo, eclipse total da lua na cidade de Melbourne, Austrália, em 2007

Professores e estudantes de Astrofísica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) abrem ao público as portas do observatório astronômico da instituição para acompanhar o eclipse total da lua na noite desta quarta-feira. Os interessados poderão observar o fenômeno nos telescópios da universidade e aprender noções básicas de astronomia com o Grupo de Astrofísica da instituição.

A abertura do observatório não é restrita a datas especiais. Todas as quartas-feiras, professores integrantes do departamento de Física recebem a comunidade graças ao projeto De Olho no Céu de Floripa. Mesmo em noites sem fenômenos especiais como o eclipse, os visitantes podem contemplar planetas, satélites, cometas, estrelas binárias e múltiplas, aglomerados de estrelas, nebulosas e até galáxias vizinhas. Além do céu noturno, o observatório também oferece atividades diárias entre 9h e 11h para observação do sol. As entradas são gratuitas.

Cinzas de vulcão podem mudar cor da Lua em eclipse desta 4ª

Diferentemente de eclipses solares, os lunares são seguros de serem observados a olho nu. Foto: AFP

Diferentemente de eclipses solares, os lunares são seguros de serem observados a olho nu

Nesta quarta-feira, a maior parte das pessoas no planeta poderá assistir a um eclipse lunar diferente dos demais, devido às erupções vulcânicas no Chile. O fenômeno começa no fim da tarde, por volta das 16h20, e se estende até às 23h.

No Brasil, o eclipse, já em sua totalidade, se tornará visível a partir das 17h20, que é o horário em que a Lua nasce. A Terra cobrirá totalmente a Lua por quase duas horas.

De acordo com a agência espacial americana (Nasa), um eclipse lunar ocorre quando a Terra fica alinhada entre o Sol e a Lua, bloqueando os raios de Sol e produzindo uma sombra diferente na Lua. O satélite natural da Terra muda de cor ao se mover ao longo da sombra terrestre, indo da cor laranja à cor vermelho escuro.

Esse fenômeno ocorre, pois, indiretamente, os raios de Sol ainda conseguem passar pela atmosfera terrestre e produzir um brilho na Lua. A atmosfera filtra as luzes de cor azul, deixando somente as cores laranja e vermelho - que pode se tornar vermelho escuro devido a uma recente erupção vulcânica, segundo os cientistas. A geógrafa Edna Maria Esteves, coordenadora do Planetário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), explica que o novo tom de cor ocorre porque "a atmosfera difunde mais a luz e as cinzas interferem no brilho, na luz que atravessa a atmosfera".

Diferentemente de eclipses solares, os lunares são seguros de serem observados a olho nu, sem a necessidade de óculos especiais ou qualquer equipamento.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Estudos preveem que o Sol ficará calmo por longo período

O sol deve experimentar um prolongado período de calma, segundo três estudos publicados nesta terça-feira e baseados em várias observações que levam a uma mesma conclusão. Astrônomos têm notado especialmente uma diminuição das manchas solares - indicadores de atividade magnética - e uma lentidão da atividade perto dos polos, sinais de que o Sol se dirige a um período prolongado de calma, segundo cientistas do Observatório Solar Nacional (NSO, na sigla em inglês) dos Estados Unidos e do Laboratório de Pesquisas da Força Aérea.

Enquanto o ciclo atual do Sol - ciclo 24, iniciado em 2008 - começa a acelerar sua atividade para um máximo que se mede em quantidade de manchas, pesquisas sobre a atividade interna do astro, sua superfície visível e sua coroa, que corresponde à alta atmosfera, levam a crer que o próximo ciclo poderia ser extremamente calmo ou até mesmo não acontecer.

"Isto é muito incomum e inesperado", afirmou Frank Hill, diretor adjunto do NSO, ao comentar os resultados dos estudos, e principal autor de um deles. "O fato de que três observações totalmente distintas do Sol apontem na mesma direção é uma indicação sólida de que o ciclo das manchas solares poderia se encaminhar para uma hibernação", acrescentou.

O resultado dos estudos foi revelado na conferência anual da divisão de física solar da Sociedade de Astronomia americana, reunida esta semana na Universidade de Novo México em Las Cruces. O número de manchas solares e outras manifestações do Sol aumentam e diminuem a cada 11 anos, aproximadamente, um período que corresponde à metade do tempo ao fim do qual se invertem os pólos magnéticos, um fenômeno que ocorre na Terra a cada 250 mil anos, em média.

A primeira questão que vem à tona é saber se esta lentidão da atividade solar pressagia um segundo "Mínimo de Maunder", um período de 70 anos, de 1645 a 1715, sem nenhuma mancha solar, destacam os cientistas.

AFP
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Astronauta da ESA fotografa paisagens terrestres do espaço

Paolo Nespoli fotografou desertos, rios, oceanos, vulcões e ilhas em todo o mundo. Foto: ESA/BBC Brasil

Paolo Nespoli fotografou desertos, rios, oceanos, vulcões e ilhas em todo o mundo

O astronauta italiano Paolo Nespoli fotografou paisagens terrestres enquanto orbitava o planeta dentro da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Durante uma missão de 159 dias, que terminou no último mês de maio, Nespoli fotografou desertos, rios, oceanos, vulcões e ilhas em todo o mundo.

Internautas puderam acompanhar a trajetória do astronauta pelas fotos, que eram colocadas em seu site. Os visitantes tentavam identificar o local que onde a imagem foi feita com base nas coordenadas da Estação Espacial.

O astronauta ficou famoso internacionalmente ao fotografar um veículo espacial europeu de abastecimento no momento em que ele deixava a Estação. No site da Agência Espacial Europeia, Paolo Nespoli diz que tem a fotografia como hobby desde criança.

"Durante minha vida, a fotografia me levou a lugares incomuns e me fez viver experiências inesperadas", diz o astronauta.

A Estação Espacial Internacional está sendo montada pela agência espacial americana (Nasa), em cooperação com agências de diversos países, em órbita baixa, próxima à Terra. Por causa da proximidade com a Terra, a Estação pode ser vista a olho nu.

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domingo, 12 de junho de 2011

Falta de domínio tecnológico atrasa novos satélites brasileiros

O Brasil ainda não lançou o satélite de observação Amazônia 1, previsto inicialmente para abril de 2010, por falta de domínio tecnológico. De acordo com Marco Antônio Chamon, coordenador de Gestão Tecnológica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), "a adaptação da indústria nacional aos padrões espaciais foi mais demorada do que se imaginava inicialmente. As indústrias penaram para aprender como fazer". O satélite, de 550 kg, é totalmente brasileiro, feito sem parceria, e está em construção utilizando principalmente componentes criados por 15 empresas nacionais.

"Tem uma curva de aprendizagem que não se consegue acelerar mais do que a um certo ritmo, independentemente da quantidade de pessoas ou do dinheiro que se coloque. Aprender a fazer tecnologia é mais complicado", explicou Chamon ao ressaltar que o projeto do satélite também tem como objetivo desenvolver tecnologia local.

Segundo ele, a dificuldade principal está nos componentes eletrônicos. "Em toda a parte de mecânica já temos maior segurança." Algumas peças produzidas não resistem às câmaras que simulam a variação de temperatura, vácuo e de impacto. "Às vezes, quebra. Volta para a bancada, daí se refaz e estuda. É um problema de aprendizado."

Para a consultora legislativa da área de ciência e tecnologia da Câmara dos Deputados, Elizabeth Veloso, a indústria espacial nacional tem dificuldade de se desenvolver por ¿falta de continuidade¿ do Programa Espacial Brasileiro. "Não há fluxo de compra", afirmou, acrescentando que não "há prioridade", "faltam recursos" e 'não há compromisso com o atendimento de metas".

Em sua opinião, o mau desempenho do programa deixa o País "a mercê das grandes potências" e "totalmente dependente" para monitorar por satélite a ocupação de terras e o desmatamento florestal, vigiar fronteiras, prestar serviços de previsão do tempo e prevenção de catástrofes (como enxurradas e grandes estiagens), descobrir riquezas mineiras e atender às demandas de telecomunicações, como a ampliação da banda larga.

Para o empresário Célio Costa Vaz, diretor da Orbital Engenharia Ltda., o programa espacial "encontra-se em espiral descendente", conforme escreveu em artigo publicado na última semana na internet, na página da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE). "As empresas brasileiras dificilmente conseguem sobreviver apenas como fornecedoras do programa espacial e encontram dificuldades para se qualificar e competir no mercado internacional", acrescenta.

A Orbital acabou de entregar para o Inpe o modelo de voo do gerador solar para o satélite Cbers 3, que o Brasil desenvolve com a China e pretende lançar em setembro de 2012 - interrompendo um "apagão" de satélites próprios desde abril do ano passado, quando terminou a vida útil do Cbers 2b. Conforme o empresário, a indústria espacial brasileira sofre com a falta de "encomendas tecnológicas" e "maior volume e regularidade nas contratações realizadas para os projetos operacionais".

Além do Amazônia 1, há atrasos também e indefinições no cronograma do satélite do Programa Internacional de Medidas de Precipitação (em parceria com os Estados Unidos), do Satélite de Sensoriamento Remoto com o Imageador Radar (Mapsar, parceria com a Alemanha) e do Satélite Lattes (para experiências científicas).

Futuro de satélites brasileiros depende de orçamento

Em julho, o governo federal deverá estabelecer metas que pretende atingir e valores a serem gastos com o desenvolvimento e a aquisição de satélites no período de 2012 a 2016. Até o fim de agosto, a proposta será encaminhada ao Congresso Nacional, no projeto de lei do Plano Plurianual (PPA) que o governo está elaborando, informou Lúcia Falcón, secretária de Planejamento e Investimentos Estratégicos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Por enquanto, a expectativa é que o Brasil consiga lançar nos próximos anos o satélite nacional Amazônia 1 (previsto para 2013) e os dois satélites com a China, Cbers 3 e 4 (previstos para 2012 e 2014, respectivamente). O gasto com o desenvolvimento e lançamento dos três satélites é em torno de US$ 200 milhões e, segundo Marco Antônio Chamon, coordenador de gestão tecnológica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), há recursos já empenhados para o desenvolvimento da tecnologia.

"A questão orçamentária para esses satélites é menos complicada", garante o coordenador. De acordo com ele, há orçamento definido no governo. "Todos os pedaços desses satélites já estão contratados na indústria", assegurou, ao afirmar que a intenção é evitar, no futuro, "que não aconteça o que está ocorrendo agora: esse período sem nenhum satélite sob o nosso controle no espaço".

A continuidade dos projetos segue em aberto, no entanto. Conforme Chamon, em perspectiva estão os lançamentos, com peças suplementares, dos satélites em desenvolvimento e o envio à órbita espacial dos satélites Amazônia 1b e o Cbers 4b, assim como aconteceu com o satélite Cbers 2b.

Esses projetos e outros já anunciados (inclusive parcerias com os Estados Unidos e a Alemanha) vão depender de orçamento. De acordo com o Caderno de Altos Estudos elaborado pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados, o gasto orçamentário é insuficiente e irregular.

Segundo avaliação publicada do consultor legislativo Roberto de Medeiros Filho, o gasto brasileiro com satélites (abaixo dos US$ 150 milhões) é cerca de 10% do que fazem a China, Rússia e Índia, os outros países emergentes do Brics, que inclui agora a África do Sul.

"Por que, além das irregularidades, são baixos os recursos quando comparados com os demais países que detêm o domínio tecnológico das atividades espaciais? Não estaria o país desprovido de uma estratégia nacional que devidamente considerasse seus programas e projetos estratégicos, de forma a protegê-los?" questionou o consultor. Apesar do futuro incerto e do atual "apagão" de satélites próprios, o País continua contando com imagens de satélite para observação da Terra, como ocorre com o monitoramento do desmatamento. George Porto Ferreira, responsável pela área no Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), assegurou que a situação do monitoramento "é tranquila" e "não há temor" de que faltem imagens para a "defesa do meio ambiente".

O instituto utiliza as imagens obtidas pelo Inpe, que mantém cooperação com Estados Unidos, Europa e Índia, para fazer o monitoramento em tempo real do desmatamento e avaliações consolidadas periódicas do desflorestamento. "O Inpe é um grande parceiro", defendeu. A Agência Brasil tentou ouvir a Agência Espacial Brasileira sobre o orçamento atual e futuro para o desenvolvimento de satélites, mas a direção da autarquia, ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, não retornou os pedidos de informação.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Satélite criado com participação do Brasil é lançado ao espaço

Brasil e Argentina participaram da criação do satélite. Foto: AP

Brasil e Argentina participaram da criação do satélite

O satélite Aquarius foi lançado pela agência espacial americana (Nasa, na sigla em inglês) ao espaço junto com o foguete Delta II nesta sexta-feira, na base da força aérea de Vandenberg, na Califórnia, nos Estados Unidos.

Brasil e Argentina participaram da criação do satélite, que tem a missão de observar os níveis de sal na superfície dos oceanos, e como as mudanças de salinidade podem estar relacionados ao clima futuro.

O instrumento científico - criado em cooperação pelo Brasil, Argentina, Canadá, Itália e França - será colocado em órbita com o objetivo de traçar o mapa da totalidade de sal do oceano aberto a partir de seu posicionamento a 657 km sobre a Terra, produzindo estimativas mensais que mostrarão como os níveis de sal oceânico influenciam nas temperaturas.

Com informações da agência AFP.

Lançamento da Soyuz TMA-22 é antecipado para 22 de setembro

A Roscosmos, a agência espacial russa, anunciou nesta sexta-feira que o lançamento da nave tripulada russa Soyuz TMA-22 com destino à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) foi antecipado de 30 para 22 de setembro. "O lançamento da próxima Soyuz está previsto para 22 de setembro. Será um pouco antes do que tínhamos planejado inicialmente", disse o chefe do programa de voos tripulados da Roscosmos, Alexei Krasnov, citado pela agência Interfax.

Krasnov explicou que a decisão de antecipar o lançamento da Soyuz TMA-22 foi adotada para garantir o cumprimento do programa de lançamentos da base de Baikonur. A nave transportará à ISS os cosmonautas russos Anton Shkaplerov e Anatoli Ivanishin e o americano Daniel Burbank.

EFE
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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Nave russa Soyuz com 3 tripulantes se acopla com sucesso à ISS

A nave russa Soyuz TMA-02M, com três tripulantes a bordo, se acoplou nesta quinta-feira com sucesso à Estação Espacial Internacional (ISS) informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.

A manobra, realizada automaticamente, foi concluída às 1h18 hora de Moscou (18h18 do horário de Brasília de quinta-feira), três minutos antes do previsto, declarou um porta-voz do CCVE citado pelas agências russas.

A Soyuz TMA-02M, que levou à ISS o cosmonauta russo Sergei Volkov, o astronauta japonês Satoshi Furukawa e o americano Michael Fossum, se enganchou ao porto de do módulo "Rassvet", que faz parte do segmento russo da plataforma orbital.

A abertura das escotilhas está prevista para as 22h30 do horário de Brasília de quinta-feira.

Os recém-chegados se unirão aos atuais membros da missão permanente na ISS: os russos Andrei Borisenko e Aleksandr Samokutiayev e o americano Ronald Garan.

Segundo adiantou o representante oficial do CCVE, Valeri Lindin, a expedição dos novos tripulantes da plataforma internacional terá uma duração de 161 dias.

Nesse período receberão na órbita a nave americana Atlantis e três cargueiros russos Progress e realizarão três caminhadas espaciais, dois segundo o programa russo e uma segundo o da Nasa.

EFE
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No limite do Sistema Solar, sondas acham bolhas magnéticas

Sondas Voyager são os objetos feitos pelo homem mais distantes da Terra. Foto: Nasa/Divulgação

Sondas estão a cerca de 160 bilhões de km da Terra

Os confins do Sistema Solar têm uma zona de turbulência repleta de bolhas magnéticas, indicam observações realizadas pelas sondas americanas Voyager. Os pesquisadores utilizaram um novo modelo computacional para analisar os dados transmitidos pelas sondas e determinaram que o campo magnético solar mede aproximadamente 160 milhões de km de diâmetro.

As "bolhas" magnéticas se formam quando as linhas curvas do campo magnético se reorganizam, explicaram os astrônomos no jornal Astrofísico de 9 de junho. O novo modelo mostra que as linhas se quebraram para formar "bolhas" desconectadas do campo magnético do Sol.

"Este campo magnético se estende até os confins do Sistema Solar", explicou Merav Opher, astrônomo da Universidade de Boston e um dos autores do estudo. As sondas Voyager se encontram a cerca de 160 bilhões de km da Terra.


AFP
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Nave Soyuz acopla na Estação Espacial com 3 astronautas

MOSCOU, Rússia, 10 Jun 2011 (AFP) -Um módulo da nave Soyuz acoplou com êxito nesta sexta-feira (horário local) na Estação Espacial Internacional (ISS), levando a bordo um russo, um americano e um japonês, anunciou o Centro de Controle de Voos (Tsoup).

"O módulo Soyuz TMA-O2M acoplou na ISS de forma automática" às 01h20 de Moscou na sexta-feira (18h20 de Brasília na quinta-feira), informou Valeri Lyndine, porta-voz do Tsoup, localizado nos subúrbios da capital russa.

Serguei Volkov, da agência espacial russa, o americano Mike Fossum da Nasa, e Satoshi Furukawa, da agência espacial japonesa Jaxa, decolaram na terça-feira do cosmódromo de Baikonur, nas etapas de Kazzaquistão, na Ásia central.

bfi/eg/lb

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Sonda que explora origens do Sistema Solar é desligada até 2014

A Rosetta está programada para despertar novamente no dia 20 de janeiro de 2014. Foto: ESA/Divulgação

A Rosetta está programada para despertar novamente no dia 20 de janeiro de 2014

A sonda espacial Rosetta, que está programada para entrar na órbita de um cometa em 2014, foi colocada em modo de hibernação nesta semana. A Rosetta está em uma missão que pode ajudar a revelar as origens do Sistema Solar.

O centro de controle na cidade de Darmstadt, na Alemanha, enviou sinais para que todos os aparelhos a bordo da nave sejam desligados ¿ com exceção de sistemas de aquecimento e uma espécie de "despertador". Nenhum sinal será emitido pela sonda nos próximos dois anos e meio.

A Rosetta está programada para despertar novamente no dia 20 de janeiro de 2014. Se tudo funcionar como o planejado, a nave estará a poucos meses de seu encontro com o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, na proximidade do planeta Júpiter. A sonda vai então entrar na órbita do cometa - que é uma massa de gelo e poeira de quatro quilômetros de largura. O objetivo é observar a formação da cauda do cometa, na medida em que ele se aproxima do Sol.

Além disso, uma sonda menor vai aterrissar no corpo celeste. Acredita-se que os cometas possuem elementos que não sofreram mudanças desde a formação do Sistema Solar há 4,6 bilhões de anos. Os dados podem ajudar a explicar como o espaço evolui ao longo do tempo e até como a vida chegou ao planeta Terra - que sofreu uma chuva de cometas há 2,2 bilhões de ano.

Adormecida
"A nave pode estar adormecida agora, mas a equipe terá bastante trabalho para preparar o encontro com o cometa", disse Gerhard Schwehm, diretor de ciência planetária da Agência Espacial Europeia.

"Eu imagino que estarei um pouco nervoso no dia 20 de janeiro de 2014, e talvez eu não durma na noite anterior, mas eu também estarei bastante feliz", ele disse à BBC. Os instrumentos científicos a bordo da sonda já haviam sido desligados nos últimos meses. O centro de controle manobrou a Rosetta para que os seus painéis solares fiquem apontados para o Sol e para que a nave não dependa mais dos seus propulsores para manter uma rota estável.

O sinal definitivo que determina a hibernação foi enviado às 9h58 no horário de Brasília de quarta-feira. A mensagem deve ter demorado 30 minutos para chegar a Rosetta, devido à grande distância. Uma hora depois, as estações de recepção de sinais na Austrália obtiveram confirmação de que os aparelhos foram desligados.

Nos 31 meses de hibernação, a Rosetta voará em um arco que vai de 660 milhões de km de distância do Sol a 790 milhões de km. A sonda já é a nave com painéis solares que voou mais longe da Terra. Ela foi lançada em 2004 e entrou em órbita de diferentes planetas para ganhar velocidade suficiente para colocá-la na rota do cometa. A sonda já gerou informações inéditas ao passar perto de dois asteróides - as rochas Steins, em 2008, e o Lutetia, em 2010.


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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Explosões cósmicas apontam para nova classe de supernova

Astrônomos anunciaram, nesta quarta-feira, que seis flashes ultrabrilhantes detectados no espaço foram de antigas estrelas que explodiram, formando uma nova classe de supernova. "Temos uma nova classe de objetos que não podem ser explicados por qualquer um dos modelos que vimos antes", disse Robert Quimby, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), que realizou a sondagem sobre as estranhas explosões.

A maioria das supernovas ocorre quando uma estrela de grande massa fica sem combustível, seu núcleo entra em colapso e explode, deixando para trás uma estrela de nêutrons ou um buraco negro. Também há um tipo mais raro no qual os fluxos de massa de uma estrela em processo de envelhecimento, chamada estrela vermelha, para uma "anã-branca", o núcleo quente e denso de uma estrela antiga, que eventualmente colapsa em si mesma e, então, explode. Mas as recém descobertas seis supernovas observadas por Quimby e sua equipe não têm nenhuma das assinaturas químicas destas supernovas conhecidas.

A nova supernova
Em estudo publicado na revista científica Nature, a equipe disse que as supernovas recém-descobertas são extremamente quentes, com temperaturas que chegam a 20 mil °C e sua onda explosiva viaja pelo espaço a uma velocidade de 10 mil km/s. Além disso, elas levam muito tempo para desaparecer - cerca de 50 dias - contra alguns dias ou algumas semanas no caso de supernovas "comuns", cujo brilho é produzido pelo decaimento radioativo. O que causa seu brilho, no entanto, permanece sem resposta.

Uma teoria é que a fonte seja uma estrela "pulsante", uma estrela muito grande que libera cápsulas de gás livre de hidrogênio. Quando a estrela explode como uma supernova, a explosão aquece as cápsulas a temperaturas incandescentes e isto causa sua luminosidade. "Estas supernovas são muito interessantes porque são 10 vezes mais brilhantes do que outras e nos permitem investigar mais profundamente o espaço e o tempo de volta aos primeiros 10% de idade do universo", explicou a astrônoma francesa Françoise Combes, em um comentário.

Descobertas anteriores
A pesquisa começou em 2005, quando Quimby localizou uma supernova, chamada SN 2005ap, que era 100 bilhões de vezes mais brilhante do que o Sol e revelou-se duas vezes mais brilhante do que a recordista anterior. Na mesma época, o telescópio espacial Hubble descobriu uma supernova, também com um espectro químico incomum, chamada SCP 06F6.

Isto levou à formação de uma equipe especial para vasculhar os céus em busca de "transientes", como são chamados os flashes efêmeros, combinando a potência óptica de telescópios robustos instalados em Califórnia, Havaí e Ilhas Canárias. Quatro novos objetos foram adicionados à rede da supernova, todos com a assinatura incomum de falta de hidrogênio. Todos foram encontrados em galáxias pequenas, compostas por alguns poucos bilhões de estrelas, conhecidas como galáxias anãs.

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ESO divulga as primeiras imagens de novo telescópio

A primeira imagem realizada pelo VST mostram a região de formação de estrelas Messier 17. Foto: ESO/Divulgação

As primeiras imagens realizadas pelo VST mostram a região de formação de estrelas Messier 17

O VST, novo telescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), começou a operar nesta quarta-feira no deserto do Atacama, no Chile. O instrumento é o maior telescópio do mundo para a observação do céu no espectro de luz visível ao olho humano, informou o ESO em um comunicado.

A lente de 2,60 m de diâmetro está associada a uma enorme objetiva com uma resolução de 268 megapixels que lhe permite mapear profunda e rapidamente grandes áreas do céu.

As primeiras imagens realizadas pelo VST mostram a região de formação de estrelas Messier 17, também chamada de Nebulosa de Ômega ou Nebulosa do Cisne.

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Soyuz parte em direção à Estação Espacial Internacional

O jato de propulsão deixou um rastro no céu noturno quando a nave decolou da base Baikonur. Foto: AFP

O jato de propulsão deixou um rastro no céu noturno quando a nave decolou da base Baikonur

A nave espacial Soyuz partiu em direção à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) nesta quarta-feira (no horário local) com um astronauta russo, um norte-americano e um japonês a bordo.

A nave russa vai levar o cosmonauta Sergei Volkov, o japonês Satoshi Furukawa e o astronauta da Nasa Michael Fossum à estação em órbita depois de uma viagem de dois dias a partir das estepes do Cazaquistão. O jato de propulsão deixou um rastro no céu noturno quando a Soyuz TMA-02M decolou da base Baikonur às 2h12 da madrugada (17h12 de Brasília).

Autoridades no Centro Russo de Controle de Missões, localizado perto de Moscou, parabenizaram a tripulação pelo rádio quando a nave entrou em órbita, minutos depois do lançamento. "Estamos nos sentido bem", disse Volkov à Terra conforme a nave subia. Além da equipe em roupas espaciais brancas, era possível ver o pequeno porco de brinquedo dado pelo filho de Volkov, chamado Nyusha, que virou mascote. "Tudo está em ordem a bordo".

Fossum, um veterano de dois voos espaciais, de 53 anos, acenou para a câmera. Furukawa, de 47 anos, entrou em órbita pela primeira vez, enquanto Volkov, de 38, segue os passos do seu pai Alexander, que passou mais de um ano no espaço sob a bandeira da União Soviética. O trio vai passar seis meses na estação, período que vai incluir o acoplamento do ônibus espacial dos EUA Atlantis, que vai ser lançado no dia 8 de julho pela Nasa (a agência espacial americana) em sua última missão antes que a frota seja aposentada.

Volkov, Furukawa e Fossum serão recepcionados na chegada, marcada para quinta-feira, pelo astronauta da Nasa Ron Garan e pelos russos Andrey Borisenko e Alexander Samokutyayev, que estão na estação desde o mês de abril.

Reuters
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terça-feira, 7 de junho de 2011

Nasa publica primeiras fotos de ônibus espacial acoplado à ISS

Foto tirada por astronauta é a primeira imagem de um ônibus espacial acoplado à Estação Espacial Internacional. Foto: AFP

Foto tirada por astronauta é a primeira imagem de um ônibus espacial acoplado à Estação Espacial Internacional

A Nasa publicou nesta terça-feira, pela primeira vez, fotos do ônibus espacial Endeavour acoplado à Estação Espacial Internacional (ISS).

As fotos foram tiradas por astronautas a bordo de uma cápsula espacial russa, em maio passado, informou a agência espacial americana. As imagens do ônibus espacial Endeavour foram captadas pelo astronauta italiano Paolo Nespoli, quando este partia da ISS, em 23 de maio, a bordo da cápsula Soyuz.

"Esta é a primeira foto de um ônibus espacial acoplado à Estação Espacial Internacional", destacou a Nasa. "Uma vez que sua nave se encontrava à cerca de 180 m da estação, o centro de controle de Moscou pediu que a cápsula efetuasse uma rotação de 130 graus", revelou a agência espacial. "Este deslocamento permitiu que Nespoli tirasse uma foto digital e fizesse um vídeo de alta definição do ônibus espacial Endeavour acoplado à estação".

As fotos e o vídeo podem ser vistos na página da Nasa na Internet: www.nasa.gov.

Nespoli, o russo Dmitri Kondratiev e a americana Cady Coleman aterrissaram no Cazaquistão em maio, após passar 159 dias no espaço. O Endeavour permaneceu acoplado à ISS durante 11 dias, quando realizou sua última missão, no final de maio.

O programa do ônibus espacial está preparando seu lançamento final, do Atlantis, previsto para 8 de julho, antes de seu encerramento definitivo, ao final de três décadas de voos espaciais tripulados e exploração do espaço.

Depois disso, o programa espacial americano dependerá exclusivamente de foguetes russos para fazer o revezamento dos tripulantes da ISS. Novos foguetes americanos devem estar construídos a partir de 2015.

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Maior tempestade solar em 5 anos pode afetar satélites

Uma tempestade solar incomum, localizada por um observatório espacial da Nasa, poderá perturbar a atividade dos satélites, assim como das comunicações e das redes elétricas na Terra esta quarta-feira, alertaram autoridades.

Desde 2006 não se via uma tempestade solar desta magnitude, segundo a meteorologia nacional americana (NWS). "O Sol sofreu em 7 de junho uma tempestade de força mediana (M-2), com emissão de massa coronal (CME) visualmente espetacular", noticiou o observatório dinâmico solar da agência espacial americana, em um comunicado.

O centro de previsões espaciais da NWS descreveu o fenômeno como "espetacular" e "suscetível de provocar uma tempestade geomagnética de pequena a moderada, em 8 de junho, a partir das 18h GMT, aproximadamente".

Esta tempestade "contém uma quantidade importante de prótons de alta energia, superior a 100 megaelétron-volts (MeV), algo que não ocorria desde dezembro de 2006, segundo o comunicado. A tempestade geomagnética poderia provocar perturbações nas redes elétricas, especialmente nos satélites GPS, e obrigar os aviões a modificar seu itinerário ao sobrevoar as regiões polares, explicou um porta-voz.

AFP
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Nave Soyuz recebe bênção de padre russo antes do lançamento

A nave foi benzida no Cazaquistão antes do lançamento, previsto para esta quarta-feira. Foto: AFP

Soyuz é abençoada por padre ortodoxo russo no Cazaquistão

A nave Soyuz recebeu a benção de um padre russo ortodoxo nesta terça-feira, antes de seu lançamento, no Cazaquistão. A nave levará mais três membros da Expedição 28 para uma missão na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

A tripulação será composta pelo astronauta americano Michel Fossum, pelo cosmonauta russo Sergey Volkov e pelo astronauta japonês Satoshi Furukawa. O lançamento está previsto para esta quarta-feira.

A Soyuz se acoplará ao módulo Rassvet no dia 9 de junho e se juntará ao resto dos integrantes da missão, que já estão na ISS. O comandante da missão é o astronauta russo Andrey Borisenko.

domingo, 5 de junho de 2011

Cientistas europeus obtêm átomos de antimatéria por longo período

O Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern) anunciou neste domingo em Genebra que cientistas do grupo conseguiram pela primeira vez obter átomos de antimatéria durante mais de 16 minutos, um tempo suficiente para começar a estudar suas propriedades em detalhe.

"Conseguimos manter os átomos de anti-hidrogênio durante mil segundos. Isso é suficiente para poder começar a estudá-los, mesmo com a pequena quantidade deles que conseguimos captar até agora", disse o porta-voz do chamado experimento Alpha, Jeffrey Hangst, vinculado ao Cern.

O objetivo de produzir átomos de antimatéria é estudar por que a natureza se formou pela matéria, enquanto, durante o Big Bang - fenômeno que deu início ao universo -, a matéria e a antimatéria existiam em quantidades iguais.

A antimatéria, uma espécie de "espelho" da matéria, representa uma das grandes incógnitas do universo. Atualmente, ela parece ter desaparecido, e um dos desafios dos cientistas é conseguir entender o que ocorreu há 14 bilhões de anos, no momento da criação do universo. A matéria e a antimatéria são idênticas, mas com cargas elétricas opostas, e se aniquilam quando entram em contato.

Segundo o Cern informou, os cientistas conseguiram estudar cerca de 300 antiátomos obtidos. A pesquisa permitirá comparar com precisão o átomo de anti-hidrogênio com o de hidrogênio e verificar as diferenças entre eles.

Além disso, os antiátomos produzidos poderão fornecer novos dados para medir a influência da gravidade na antimatéria. Outra das consequências de capturar antiátomos durante um período longo de tempo é que o experimento Alpha poderá realizar com precisão as medidas necessárias para estudar simetrias, que na física descrevem como se desenvolvem os processos sob certas transformações.

Tudo isso permitirá que, no final do ano, se possa começar a fazer medições na antimatéria capturada, "de modo que se poderá, pela primeira vez, olhar dentro da estrutura do anti-hidrogênio, que é o elemento número 1 da tabela antiperiódica", explicou Hangst.

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sábado, 4 de junho de 2011

Cientistas acreditam que acelerador de prótons desvendará chaves do Universo

A pesquisa desenvolvida pelo laboratório europeu de partículas CERN sobre o acelerador de prótons poderia desvendar alguns mistérios sobre a formação do Universo, segundo consideram os cientistas que participam do estudo.

Cerca de cem físicos examinam na cidade espanhola de Santiago de Compostela (noroeste), os progressos do grande colisor de hádrons (LHC, sigla em inglês), durante congresso internacional Löw-x 2011 Meeting 2011.

O LHC, que produz centenas de milhões de choques frontais de partículas a uma velocidade próxima à da luz para analisar sua reação, poderia aumentar nos próximos meses a energia e luminosidade para finalmente alcançar o pleno rendimento do experimento e assim poder examinar depois os dados.

Especialistas consultados pela Agência Efe afirmaram que uma vez que o LHC, alcançar sua total capacidade no choque entre prótons, terá resultados sobre a existência da partícula de Higgs no modelo padrão da física de partículas e a busca da partícula extra simétrica.

O doutor Alan Martin, da Universidade de Durkam (Reino Unido), indicou que o LHC "está funcionando excepcionalmente bem", inclusive "melhor do que o esperado" para um experimento deste tipo, mas ressaltou que os cientistas tentam ver como ordenar a informação que gerarão essas explosões.

"O mais simples que podemos encontrar é o Bosón de Higgs mas, se não o encontrarmos, será ainda mais interessante porque então poderíamos descobrir algo novo", indicou à Agência Efe.

Matin assinalou que "outra busca dos teóricos é a partícula supersimétrica ou extra partícula", considerada como "a última simetria da natureza", e mais difícil de achar.

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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Vermes são encontrados em profundidade inédita na crosta da Terra

Esses vermes parecem capazes de sobreviver com níveis muito baixos de oxigênio. Foto: cortesia Universidade de Ghent /BBC Brasil

Esses vermes parecem capazes de sobreviver com níveis muito baixos de oxigênio

Pesquisadores encontraram vermes em profundidades na Terra onde antes se acreditava que nenhum animal poderia sobreviver. Descobertas em minas na África do Sul, as espécies de lombrigas podem sobreviver nas águas com temperaturas a até 48 graus e que se infiltram em fissuras localizadas a 1,3 km abaixo da crosta da Terra.

A descoberta surpreendeu os cientistas que, até agora, acreditavam que somente as bactérias unicelulares eram capaz de sobreviver nessas profundidades. Em um artigo publicado na última edição da revista Nature, a equipe de pesquisadores diz que os vermes descobertos são os organismos multicelulares conhecidos que vivem na maior profundidade na Terra.

Os pesquisadores descobriram duas espécies de verme. Um deles é uma espécie nova, que os cientistas batizaram de Halicephalobus mephisto, em homenagem ao personagem de Fausto, de Goethe. O outro é um verme já conhecido anteriormente, com o nome de aquatilis Plectus. Até hoje, apenas organismos unicelulares, como bactérias e fungos, haviam sido encontrados a quilômetros abaixo da crosta da Terra. Acredita-se que a falta de oxigênio impede que outros seres vivos vivam nesses locais.

Surpresa
O mundo subterrâneo é apenas acessível a pesquisadores em um poucos lugares no mundo onde a extração de minérios requer perfurações para atingir profundidades de mais de 3 km. Aproveitando-se de dois lugares assim - as minas de ouro Beatrix e Driefontein, na África do Sul - a equipe internacional de pesquisadores colocou filtros sobre respiradouros pelos quais passam milhares de litros de água.

Normalmente essas amostras apenas contêm bactérias, por issso os pesquisadores ficaram surpresos ao encontrar os vermes. "Tremi quando vi eles se mexendo", disse o microbiologista Tullis Onstott, da Universidade de Princeton, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. "Eles se parecem com pequenos redemoinhos negros", acrescentou.

Esses vermes parecem capazes de sobreviver com níveis muito baixos de oxigênio - menos de 1% dos níveis encontrados na maioria dos oceanos, segundo Onstott. A água em que os vermes foram encontrados tem entre 3 mil e 10 mil anos, por isso é pouco provável que os pesquisadores tenham levado os vermes com eles nas minas.

Água de chuva
Os cientistas, por enquanto, acreditam que os animais vieram originalmente da superfície, mas foram levados para baixo da terra nas rachaduras na crosta terrestre pela água da chuva há milhares de anos.

Segundo Gaeten Borgonie, da Universidade de Ghent, na Bélgica, e membro da equipe de pesquisadores, os animais descobertos parecem os pequenos vermes que vivem em frutas podres e na superfície do solo e provavelmente descendem desses organismos. Os vermes na superfície são capazes de enfrentar grandes extremos de temperatura e podem sobreviver ao congelamento e descongelamento e à desidratação e reidratação.

Borgonie acredita que os vermes já têm alguns dos "atributos necessários" para sobreviver a essas grandes profundidades e por isso ele disse não ter ficado tão surpreso pelo fato de que o animal encontrado a profundidade tão grande ter sido um verme. Os autores do estudo disseram esperar encontrar outros animais multicelulares a grandes profundidades na crosta terrestre e já se preparam para novas buscas.

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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Organismos multicelulares são descobertos a 3 km de profundidade

Uma equipe de cientistas detectou pela primeira vez, em uma mina da África do Sul, organismos multicelulares nas camadas mais profundas da biosfera terrestre. O estudo, publicado no último número da revista Nature, apresenta uma nova perspectiva a respeito da biodiversidade sob a superfície do planeta.

Abaixo da crosta terrestre, a biosfera alcança profundidades de até 3 km, e abriga uma ampla variedade de organismos unicelulares. Até agora, no entanto, os cientistas pensavam que os organismos multicelulares não sobreviveriam nesse ambiente devido às altas temperaturas, à falta de oxigênio e ao espaço limitado.

No entanto, a equipe do geólogo da universidade de Princeton (EUA) Tullis Onstott detectou diversos vermes nemátodos, incluindo uma espécie desconhecida (batizada de "Halicephalobus mephisto"), entre 0,9 e 3,6 km abaixo da superfície terrestre, em uma rachadura formada pela água no interior de uma mina.

Essas criaturas, que medem cerca de 0,5 mm, suportam altas temperaturas, se reproduzem de maneira assexuada e se alimentam preferencialmente de bactérias. Os testes com carbono-14 indicam que a rachadura na qual os nemátodos foram encontrados se formou há entre 3 mil e 12 mil anos.

Os resultados da pesquisa indicam que os ecossistemas localizados sob a superfície terrestre são mais complexos do que se acreditava até agora e podem causar grandes implicações na busca de vida em outros planetas.


EFE
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Observatório identifica galáxia parecida com a Via Láctea

A grande diferença entre a Via Láctea e a NGC 6744 é o tamanho. Foto: ESO/Divulgação

A grande diferença entre a Via Láctea e a NGC 6744 é o tamanho

O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) divulgou nesta quarta-feira a imagem de uma galáxia parecida com a Via Láctea. Os astrônomos utilizaram o telescópio MPG (de 2,2 m) para localizar a NGC 6744, que fica cerca de 30 milhões de anos-luz de distância na Constelação Pavão.

A galáxia possui uma forma com braços espirais em torno de um denso e alongado núcleo e um disco de poeira. A grande diferença entre a Via Láctea e a NGC 6744 é o tamanho. Enquanto a primeira tem 100 mil anos-luz de diâmetro, a outra tem quase duas vezes este tamanho.

A NGC 6744 é uma das maiores galáxias espirais próximas da Via Láctea e possui um brilho de cerca de 60 sóis - sendo que pode ser identificada com um pequeno telescópio. A imagem foi obtida através de quatro filtros diferentes que mostraram as luzes azul, amarela-esverdeada, vermelha e o brilho do gás hidrogênio.

Ônibus espacial Endeavour faz último pouso na Flórida

O ônibus espacial Endeavour pousou em sua base na Flórida na madrugada desta quarta-feira, finalizando uma missão de 16 dias que levou um novo experimento científico à Estação Espacial Internacional, no penúltimo voo da história de um ônibus espaciais da Nasa.

Percorrendo o céu noturno, a aeronave e seus seis tripulantes circundaram o Centro Espacial Kennedy para reduzir a velocidade e desencadearam um par de explosões sônicas em agradecimento às boas-vindas recebidas.

O comandante Scott Kelly, veterano de quatro viagens ao espaço, pousou o ônibus espacial de 100 toneladas suavemente às 2h35 (3h35 no horário de Brasília), completando a 25a e última missão do Endeavour.

"Seu pouso encerra um legado vibrante para este veículo magnífico que será lembrado por muito tempo. Bem-vinda ao lar, Endeavour", disse o astronauta Barry Wilmore a Kelly pelo rádio no Controle de Missões da Nasa em Houston.

"É uma nave realmente incrível", Kelly respondeu. "É triste vê-la pousar pela última vez, mas ela de fato tem um grande legado."

O Endeavour somou 198 milhões de quilômetros em 25 voos espaciais. Agora será preparada para se exposta no Califórnia Science Center, em Los Angeles.

A atenção da Nasa se volta agora para a nave-irmã Atlantis, que foi conduzida à plataforma de lançamento enquanto a Endeavour rumava para a Terra.

A Atlantis está programada para decolar no dia 8 de julho para a última missão dos ônibus espaciais da Nasa, em uma viagem de reabastecimento da estação espacial.

Reuters
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Endeavour aterrissa com sucesso ao fim de sua última missão

A nave Endeavour aterrissou nesta quarta-feira sem percalços no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, ao término de sua última missão à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) antes de ser retirada de circulação. Após a chegada da Endeavour, que estreou em 1992, haverá apenas mais uma missão antes do fim da era das naves. A última missão de uma nave espacial americana está programada para 8 de julho, quando a Atlantis seguirá com sua carga de equipamentos e provisões à ISS.

A estação, que tem uma tripulação permanente a 385 quilômetros da Terra, é um programa internacional de US$ 100 bilhões do qual participam 16 nações.

Com a missão desta quarta-feira, a Endeavour somou 299 dias de operações com 12 visitas à ISS e o transporte de 173 astronautas. Nesta última missão, a tripulação foi formada pelo comandante Mark Kelly, o piloto Gregory Johnson, e os especialistas de missão Michael Fincke, Greg Chamitoff, Andrew Feustel, e o astronauta Roberto Vittori, da Agência Espacial Europeia.

EFE
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Nave Endeavour inicia retorno definitivo à Terra

A nave Endeavour ligou nesta quarta-feira seus motores para diminuir sua velocidade, abandonar a órbita a 350 km de altura e retornar definitivamente à Terra, após 16 dias de missão na Estação Espacial Internacional. Os motores foram ligados às 2h29 de Brasília, quando a nave se encontrava em sua órbita número 248 ao redor da Terra.

Quando a nave entrar na atmosfera, a cerca de 120 km de altura, o atrito fará com que fique envolvida em temperatura de cerca de 1 mil graus Celsius, e a tripulação ficará incomunicável por 30 minutos.

A previsão é que a nave aterrisse no Centro Espacial Kennedy, no sul da Flórida, quase uma hora depois, às 3h32 de Brasília.

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