sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Lixo espacial alcança 'ponto crítico', advertem cientistas

A quantidade de detritos suspensos no espaço alcança um "ponto crítico", representando uma ameaça cada vez maior para satélites e astronautas, advertiram cientistas americanos em um informe publicado esta semana.

"O espaço é cada vez mais perigoso para os equipamentos espaciais e os astronautas", destacou no relatório Donald Kessler, ex-diretor da agência espacial americana (Nasa) e presidente de uma comissão encarregada de estudar o lixo espacial.

"A Nasa deve encontrar a melhor forma de atacar todos os problemas que meteoritos e escombros orbitais causam, e que implicam em riscos para as missões espaciais humanas e robóticas", destacou. A Nasa contabilizou 22 mil escombros e calcula que haja outros milhões pequenos demais para serem detectados. Entre estes restos, pelo menos 500 mil têm menos de 10 cm de diâmetro, mas podem provocar estragos quando se viaja em alta velocidade.

Os modelos informáticos revelam que a quantidade de escombros chega a um "ponto crítico, que significa que vão colidir e criar ainda mais escombros, aumentando ainda mais os riscos de danificar aparelhos espaciais", destacou o Conselho de Pesquisa Nacional, entidade independente que controla a comissão.

Os esforços para reduzir o lixo espacial sofreram um revés quando, em 2007, a China testou mísseis antissatélites contra um satélite meteorológico que explodiu em milhares de pedaços. Mais escombros foram produzidos dois anos depois, quando dois satélites se chocaram acidentalmente.

Limpar o lixo espacial não é só caro, mas também complicado pelo fato de que a legislação internacional proíbe os Estados Unidos de coletarem objetos que pertencem a outros países. "A Guerra Fria acabou, mas permanece a suscetibilidade aguda que ronda a tecnologia de satélites", explicou o vice-presidente da comissão, George Gleghorn, ex-vice-presidente e engenheiro chefe do TRW Space and Technology Group.

O relatório de 160 páginas recomenda que a Nasa requeira a ajuda do Departamento de Estado para resolver "as considerações econômicas, tecnológicas, políticas e legais" relativas à questão.

AFP
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Cratera em Marte foi um grande lago quando havia água

A Agência Espacial Europeia (ESA) publicou nesta sexta-feira várias fotografias que apresentam uma cratera nas terras altas do sul de Marte que foi o leito de um grande lago quando a água fluía pela superfície desse planeta.

A cratera de Eberswalde, captada pela sonda Mars Express, tem 65 quilômetros de diâmetro e se formou há mais de 3,7 milhões de anos pelo impacto de um asteróide, explicou a ESA em comunicado.

Embora uma parte da Eberswalde tenha sido coberta posteriormente pelo impacto de outro asteróide, criando uma segunda cratera, na área visível se conservam os restos do que durante algum tempo foi "um grande delta, sulcado por múltiplos braços fluviais". O delta tinha 115 quilômetros quadrados de superfície e era alimentado pelos rios citados.

Quando secou, grande parte dessas formações ficou oculta sob uma camada de sedimentos sobrepostos pelo vento. As estruturas analisadas - identificadas originalmente pela sonda Mars Global Surveyor da NASA - "são uma prova inequívoca de que por muito tempo, a água fluía pela superfície de Marte", informou a ESA.

Junto a Eberswalde há outra cratera, a Holden, de 140 quilômetros de diâmetro e que quando se formou projetou rochas que cobriram grande parte da primeira.

A duas pertencem aos quatros locais selecionados para a aterrissagem de uma missão da Nasa, a Mars Science Laboratory, que pousará no final deste ano.

EFE
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Descoberta de robô sugere que houve vida microbiana em Marte

A pedra foi batizada de Tisdale 2 e tem cerca de 30 cm de altura. Foto: NASA/JPL-Caltech/Divulgação

A pedra foi batizada de Tisdale 2 e tem cerca de 30 cm de altura
Foto: NASA/JPL-Caltech/Divulgação

O início da exploração no novo sítio de Marte, onde está o robô Opportunity, parece promissor, considerando-se a composição do solo e as rochas observadas, mais compatíveis com a existência de vida num passado remoto, afirmaram os cientistas da Nasa.

O Opportunity, que está em Marte há mais de 7 anos, chegou há três semanas à beira de uma cratera de 22 km batizada Endeavour. A primeira rocha que examinou é lisa, e aparentemente foi escavada por um impacto que deixou uma cratera do tamanho de uma quadra de tênis.

As observações e medidas realizadas pelos robôs americanos enviados a Marte permitem pensar que as rochas na beirada dessa cratera são de um período da história de Marte talvez mais favorável à existência de vida microbiana, segundos os cientistas.

AFP
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Volume de lixo espacial chegou a "ponto extremo", diz estudo

O volume de entulho orbitando a Terra chegou a um "ponto extremo" para colisões, o que gera mais detritos e põe em risco astronautas e satélites, segundo estudo de uma instituição norte-americana de pesquisas divulgado nesta quinta-feira.

A Nasa - agência espacial americana - precisa de um novo plano estratégico para mitigar os riscos impostos por carcaças de foguetes usados, satélites descartados e milhares de outros pedaços de lixo espacial voando ao redor do planeta a velocidades da 28.164 km/h, afirmou o Conselho de Pesquisa Nacional dos EUA (uma organização privada e sem fins lucrativos que fornece consultoria científica) no estudo.

Os detritos em órbita representam uma ameaça para os cerca de mil satélites comerciais, militares e civis na órbita do planeta - parte de uma indústria global que gerou 168 bilhões de dólares em receita no ano passado, de acordo com dados da Associação da Indústria de Satélites.

Colisões
O primeiro choque espacial ocorreu em 2009, quando um satélite de telecomunicações da Iridium e um satélite russo não-operacional colidiram 789 km acima da Sibéria, gerando milhares de novos detritos em órbita. A colisão aconteceu após a destruição, em 2007, por parte da China, de um de seus satélites climáticos fora de uso como parte de um teste amplamente criticado de mísseis anti-satélite.

Nível extremo
O volume de detritos em órbita monitorados pela Rede de Vigilância Espacial saltou de 9.949 objetos catalogados em dezembro de 2006 para 16.094 em julho de 2011. Quase 20% dos objetos são provenientes da destruição do satélite chinês Fengyun 1-C, afirmou o Conselho de Pesquisa Nacional.

Alguns modelos computacionais mostram que a quantidade de lixo em órbita "chegou a um nível extremo, com detritos suficientes em órbita para causar colisões contínuas e criar ainda mais destroços, o que aumenta o risco de falha de viagens espaciais", disse o conselho em um comunicado divulgado nesta quinta-feira, como parte de seu relatório de 182 páginas.

Além de mais de 30 descobertas, o painel fez recomendações para a Nasa sobre como mitigar e aprimorar a situação do lixo espacial, o que incluiria a colaboração com o Departamento de Estado para desenvolver o sistema regulatório sobre a remoção de lixo espacial. Atualmente, por exemplo, acordos internacionais proíbem países de remover ou coletar objetos espaciais de outros países.

Reuters
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Fotógrafo australiano registra o rastro das estrelas no céu

Rastro das estrelas é registrado na Austrália. Foto: Lincoln Harrison/Caters /BBC Brasil

Rastro das estrelas é registrado na Austrália
Foto: Lincoln Harrison/Caters /BBC Brasil

O australiano Lincoln Harrison fotografou o rastro que as estrelas deixam no céu durante a rotação da Terra. Cada imagem precisou de um período de 13 a 15 horas de exposição para ser capturada.

Ele acampou nas margens do lago Eppalock, no Estado de Victoria, no sudoeste do país, para fotografar. Harrison, que tem 36 anos, diz que frequentemente permanece desde o nascer até o pôr do sol em um mesmo lugar para conseguir uma foto.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5325086-EI301,00-Fotografo+australiano+registra+o+rastro+das+estrelas+no+ceu.html#tphotos

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Estagiária de 18 anos descobre novos asteróides no Reino Unido

Hannah Blyth fazia um estágio de astronomia de apenas um mês em uma universidade britânica . Foto: BBC Brasil

Hannah Blyth fazia um estágio de astronomia de apenas um mês em uma universidade britânica
Foto: BBC Brasil

Uma estudante de 18 anos que fazia um estágio de astronomia de apenas um mês em uma universidade britânica descobriu dois novos asteróides e espera que um deles receba seu nome. Hannah Blyth usou telescópios controlados remotamente na Austrália e no Havaí para fazer as observações e disse ter ficado "maravilhada" com a descoberta. "É uma honra que haja uma pedra no espaço que pode um dia ter o meu nome. Eu fiquei eufórica quando percebi o que estava vendo. É inacreditável."

Estágio de verão
Blyth, que está terminando o ensino médio, estava fazendo um estágio de verão no projeto do telescópio Faulkes, baseado na Universidade de Glamorgan, no País de Gales. Ela recebeu a tarefa de estudar o espaço entre Marte e Júpiter e tirar fotografias com o telescópio, uma tarefa que não é fácil, segundo os especialistas.

"São pedras do tamanho de prédios que estão a milhões de quilômetros de distância. Os asteróides são cinza escuro contra um fundo negro, então é extremamente difícil encontrá-los", disse o diretor de Astronomia da universidade. Quando viram as imagens da estudante, os astrônomos do projeto Nick Howes, Giovanni Sostero e Ernesto Guido perceberam que os asteróides nunca haviam sido vistos antes.

"A descoberta mostra mais uma vez que astrônomos amadores e até estudantes em idade escolar podem fazer uma enorme contribuição para a ciência", disse o especialista em asteróides Nick Howes. Agora, as descobertas têm de ser confirmadas por cientistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

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Europa dará nome a satélites com concurso de desenhos infantis

Os satélites que entrarem em órbita dentro do programa espacial Galileu receberão o nome das crianças europeias que ganharem um concurso de desenho. Serão feitas várias semifinais até que haja um vencedor em cada país membro da União Europeia (UE), como já aconteceu na Bélgica e na Bulgária, de onde surgiram os novos satélites "Thijs" e "Natalia".

A Comissão Europeia divulgou o concurso para os demais 25 países do bloco, que serão encarregados de nomear os satélites que entrarão em órbita até 2019. A iniciativa, dirigida a crianças de entre 9 e 11 anos de idade, pretende "estimular a criatividade e fazer com que se apaixonem pelo espaço e por suas oportunidades", afirmou em comunicado o comissário europeu de Indústria, Antonio Tajani.

O prazo para apresentar desenhos vai de 1 a 15 de novembro. Poderá se inscrever qualquer criança que more na UE e que tenha nascido entre 2000 e 2002, quando começou o programa Galileu. O desenho terá que estar relacionado com o espaço ou com a aeronáutica e deverá ser enviado à organização através do site da Comissão Europeia. Um júri de cada país selecionará o melhor desenho e o ganhador poderá dar seu nome a um satélite europeu.

Em 2012 será realizado o primeiro dos 30 lançamentos de satélites, que serão batizados com o nome das crianças em seus respectivos idiomas, seguindo a ordem alfabética de seus países. O programa Galileu é o primeiro grande projeto da UE na área de navegação por satélite para pôr em órbita em nível mundial um sistema capaz de competir com o líder GPS.

EFE
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