quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Nasa vigia formação de grande iceberg na Antártida

Cientistas da Nasa vigiam a formação de um grande iceberg, de 880 km², produto de uma rachadura que se estende ao longo de 29 quilômetros na geleira .... Foto: Nasa/Divulgação

Cientistas da Nasa vigiam a formação de um grande iceberg, de 880 km², produto de uma rachadura que se estende ao longo de 29 quilômetros na geleira da Ilha Pine, na Antártida
Foto: Nasa/Divulgação

Cientistas da Nasa (agência espacial americana) afirmaram nesta quinta-feira no Chile que vigiam a formação de um grande iceberg, de 880 km², produto de uma rachadura que se estende ao longo de 29 quilômetros na geleira da Ilha Pine, na Antártida. A observação da enorme rachadura foi feito em voos de investigação realizados durante outubro pela equipe IceBridge, um conjunto de cientistas e técnicos da Nasa que analisam as mudanças nas camadas de gelo que cobrem a Antártida e a Groenlândia desde 2009.

"Nos voos observamos uma grande fissura que indica que um grande pedaço de gelo está prestes a partir. Trata-se de uma rachadura de 280 m de largura e de 60 m de profundidade, mais alta que a Estátua da Liberdade", declarou hoje à imprensa o chefe do projeto IceBridge, Michael Studinger, através de uma videoconferência.

O cientista ressaltou que a fissura sobre a geleira da Ilha Pine "faz parte do ciclo natural" de formação dos icebergs na área ocidental da Antártida - uma região "sensível", disse -, motivo pelo qual não acarreta risco ambiental em nível global. "A rachadura não nos preocupa, faz parte do ciclo natural. Se ocorresse de forma mais frequente poderia causar problemas ambientais", explicou Studinger.

"Sabemos pouco da formação destes icebergs porque não observamos com frequência estes fenômenos. É primeira vez que sobrevoamos uma fissura tão grande. Esperamos que isto ajude a explicar como se formam para poder predizê-las", ressaltou Studinger, cujas pesquisas se prolongarão até 2015.

O projeto IceBridge, a maior pesquisa aérea das camadas de gelo do mundo, realiza medições anuais da elevação das geleiras na Antártida e na Groenlândia. Com até seis aviões equipados com uma grande variedade de instrumentos de observação e medição, os cientistas da Nasa registram dados na estrutura das geleiras com o objetivo de determinar o impacto da mudança climática no derretimento destas extensas massas de gelo.

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China inaugura primeira caixa postal "espacial"

Os cidadãos chineses poderão enviar cartas para os astronautas de seu país através de uma caixa postal "espacial", que foi inaugurada nesta quinta-feira em Pequim, informou a agência oficial de notícias Xinhua. A caixa postal estará localizada dentro de uma nave espacial tripulada, com o código 901001, comandada pelo primeiro astronauta chinês, Yang Liwei, que viajou ao espaço em 2003.

O gerente geral do Grupo Postal Chinês (CPG, na sigla em inglês), Li Guohua, justificou a criação do endereço afirmando que o público chinês poderá escrever cartas e mandar postais com suas próprias impressões sobre os maiores eventos espaciais do país. A caixa postal será dirigida e administrada pelo CPG e operada pela Corporação Postal de Pequim.

A criação desta caixa postal também surgiu como uma forma de celebrar o sucesso da missão da nave não tripulada Shenzhou-8, que foi lançada ao espaço na última terça. A nave se acoplou na madrugada desta quinta-feira no módulo experimental espacial Tiangong-1.

O primeiro módulo experimental espacial chinês, Tiangong-1, foi lançado em órbita no dia 29 de setembro. Além de Shenzhou-8, o módulo receberá também as naves Shenzhou-9 e Shenzhou-10 nos próximos dois anos. A ideia é construir a primeira estação espacial permanente chinesa.

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Vida em Marte provavelmente existia abaixo da terra, diz Nasa

A Nasa colheu dados da superfície marciana por mais de cinco anos. Foto: Nasa/Divulgação

A Nasa colheu dados da superfície marciana por mais de cinco anos
Foto: Nasa/Divulgação

Um novo estudo realizado pela Nasa sugere que se Marte já possuiu vida, ela provavelmente existia abaixo da superfície do planeta vermelho. A agência espacial americana analisou dados recolhidos ao longo dos últimos anos em mais de 350 locais de Marte e constatou que o planeta só teve água na superfície por breves períodos de tempo, mas que houve maior presença de água subterrânea.

A conclusão se deve aos padrões de formação de minerais tipicamente presentes na argila e no barro. Os rastros de água são encontrados na camada subterrânea em quase toda a extensão de Marte, mas rastros na superfície são raros. As novas descobertas devem mudar o rumo das pesquisas da Nasa no planeta vermelho. De acordo com Bethany Ehlmann, coordenadora do estudo, os cientistas se dedicarão a buscar mais material para análise no subsolo marciano.

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Terra

Voluntários encerram 'viagem a Marte' após 520 dias isolados

A foto de arquivo mostra os voluntários dentro de sua cápsula isolada. Foto: AFP

A foto de arquivo mostra os voluntários dentro de sua cápsula isolada
Foto: AFP

Seis voluntários que participaram de uma experiência inédita voltarão a ver o mundo exterior na sexta-feira, depois de um ano e meio de isolamento em uma cápsula construída em Moscou para pesquisar o efeito de uma viagem ao planeta Marte para o organismo dos seres humanos.

Os seis homens, que passaram 520 dias em uma cápsula em um estacionamento do Instituto de Moscou, abrirão às 8h (horário de Brasília) de sexta-feira a comporta do módulo que havia sido lacrada no dia 3 de junho de 2010, e serão levados para ser submetidos a uma bateria de exames médicos.

A equipe integrada apenas por homens é formada por três russos (dois médicos e um engenheiro), um astronauta chinês em treinamento e dois engenheiros enviados pela Agência Espacial Europeia (ESA), um francês e um ítalo-colombiano.

O experimento simulou um "lançamento" em junho do ano passado e o "pouso" em Marte em fevereiro. Os voluntários realizaram "caminhadas espaciais" com o traje completo em um espaço preparado com areia antes de deixar o planeta vermelho e "voar" de volta para a Terra.

"Penso que estão em um período de alta expectativa. Eu diria que os rapazes estão com muito bom humor. Sabem que realizaram algo realmente grande", disse na terça-feira Mark Belakovsky, vice-diretor do programa.

"Passar 520 dias com pessoas de diferentes grupos, diferentes nacionalidades e mentalidades não é nada fácil. Eles se comportaram de forma notável", declarou Belakovsky. O projeto chegou a ser ridicularizado, já que a experiência não saiu do solo, sem a ausência de gravidade, como em um voo real. Mas os organizadores seguiram estritamente as regras de um voo real, inclusive com os 20 minutos de atraso nas comunicações.

As agências espaciais que se associaram ao projeto Marte 500 disseram que a experiência desempenhou um papel fundamental ao provar que pessoas são capazes de enfrentar a solidão e a frustração de uma longa viagem para Marte e retornar.

"Efetivamente, a tripulação pode sobreviver ao isolamento inevitável para uma missão a Marte e retornar", disse Patric Sundblad, cientista da ESA no site da entidade. "Do ponto de vista psicológico, podemos fazê-lo", acrescentou.

Os voluntários, vestidos com uniformes azuis, passaram todo o tempo, exceto na "aterrissagem" a Marte, em um complexo hermeticamente fechado de quartos minúsculos, acompanhando ordens dos líderes do projeto e se alimentando das reservas especialmente planejadas. Nos últimos dias do experimento, os voluntários estiveram simulando a "trajetória em espiral em direção ao campo de gravidade terrestre", explicou o site oficial do experimento.

Os seis cientistas permanecerão em quarentena até o dia 8 de novembro, disse Belakovsky, já que especialistas expressaram preocupações sobre sua eventual vulnerabilidade a doenças de inverno, embora testes indiquem que se encontram em bom estado de saúde.

Na mudança mais evidente desde o "lançamento" em direção a Marte, no ano passado, o comandante da equipe, o engenheiro russo Alexeo Sityov, passou a exibir uma enorme barba, como foi visto em um vídeo divulgado pelos organizadores. "Não acredito que seja difícil para eles se adaptar à vida normal, porque os psicólogos trabalharam muito intensamente com eles. Acredito que a adaptação será fácil", disse Belakovsky. A Rússia e a ESA consideram que uma viagem tripulada a Marte pode tornar-se realidade no ano 2040.

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Conferência debate definição de tempo e pode eliminar horário GMT

Cinquenta cientistas de todo o mundo se reúnem a partir desta quinta-feira a portas fechadas, a noroeste de Londres, convocados pela prestigiosa Royal Society para debater uma nova definição de tempo, que pode fazer o horário GMT constar apenas dos livros de história.

A nova definição propõe a libertação total do tempo "solar", baseado na rotação da Terra e medido pelos astrônomos há mais de 200 anos a partir do meridiano de Greenwich. Na realidade, há 40 anos o mundo não é gerenciado pelo horário GMT, que continua sendo a hora oficial da Grã-Bretanha e ainda é utilizado amplamente no mundo como referência.

Uma conferência internacional adotou em 1972 o "Tempo Universal Coordenado" (UTC), calculado em 70 laboratórios do mundo por 400 relógios "atômicos" (batizados assim porque o segundo é definido pelo ritmo de oscilação de um átomo de césio)

O tempo atômico tem a vantagem de ser muito mais preciso, mas difere por frações de segundo do tempo definido pela rotação da Terra. Atualmente, para guardar a correlação com rotação terrestre, um "segundo intercalado" é acrescentado aproximadamente a cada ano. E agora os cientistas propõem suprimir este segundo, abandonando com isto a correlação com o horário GMT.

Sincronização de satélites
A mudança é necessária em consequência do funcionamento das redes de telecomunicações ou de navegação com a ajuda dos satélites através do GPS. "Estas redes precisam de uma sincronização do nível do nanosegundo", explica Arias. E como alguns sistemas aplicam o "salto" de um segundo e outros não, a interoperabilidade se vê comprometida.

"Começaram a ser criadas escalas de tempo paralelas. Imaginem um mundo com duas ou três definições do quilo", alerta Arias. Uma recomendação que propõe suprimir o segundo intercalado será submetida em janeiro à votação da União Internacional de Telecomunicações em Genebra. Se o texto for aprovado, o tempo atômico se afastará progressivamente do tempo solar, ao ritmo de um minuto a cada 60 a 90 anos, e de uma hora a cada 600 anos.

Diante das dúvidas, a conferência da Royal Society, a academia de ciências britânica, pode deixar aberta a possibilidade de ajustes futuros. "A conferência pode refletir outra maneira de correlacionar o tempo de rotação da Terra", sugere Arias. Uma possibilidade é adicionar uma hora a cada 600 anos. "Depois de tudo, pulamos uma hora como no horário de verão", argumenta.

Inglaterra lamenta
O tema provoca comoção na imprensa britânica. Para o jornal Sunday Times é a "perda do horário GMT, símbolo durante mais de 120 anos do papel de superpotência da Grã-Bretanha vitoriana". O Greenwich Mean Time, baseado no primeiro meridiano de Greenwich, se tornou a referência mundial do tempo em uma conferência celebrada em 1884 em Washington.

"Compreendemos que o Reino Unido tenha este sentimento de perda", declarou Elisa Felicitas Arias, diretora do Departamento de Tempo do Escritório Internacional de Pesos e Medidas, organismo com sede em Sevres, nas proximidades de Paris, responsável por definir o quilo e o metro.

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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

China conclui 1º acoplamento de 2 naves espaciais

O primeiro acoplamento espacial de duas naves espaciais chinesas, a Shenzhou 8 e a Tiangong 1, foi concluído com sucesso nesta quarta-feira durante a órbita dos dois veículos não tripulados ao redor da Terra, segundo as imagens ao vivo exibidas pela emissora estatal chinesa "CFTV".

À 1h36 local de quinta-feira (15h36 de quarta-feira de Brasília), a Shenzhou 8 (que em mandarim significa barco divino), lançada nesta terça-feira, se acoplou ao módulo Tiangong 1 (palácio celestial), em órbita desde 29 de setembro, quando ambas sobrevoavam o território da China.

A operação foi acompanhada por especialistas do programa espacial e políticos, que a presenciaram do Centro de Controle Aeroespacial de Pequim.

Controlada a partir da Terra com ajuda de diversos centros de observação aeroespacial chineses (e um situado no Paquistão), a ação durou cerca de meia hora. Nela, a nave Shenzhou se aproximou do módulo, entrou em contato com ele e, em seguida, o atraiu para perto. Por fim, desdobrou um sistema de ganchos e completou o acoplamento.

Boa parte da cúpula do Partido Comunista Chinês, incluindo o primeiro-ministro Wen Jiabao, observou a complexa operação no centro espacial - com exceção do presidente Hu Jintao, que se encontra na França para a Cúpula do Grupo dos 20 (G20, bloco das principais nações ricas e emergentes).

As duas naves permanecerão unidas orbitando ao redor do planeta durante 12 dias e se separarão no próximo dia 14, quando voltarão a realizar um segundo acoplamento experimental, este mais curto (dois dias), antes que a Shenzhou retorne à Terra.

O evento foi comemorado pelas autoridades de Pequim como um grande passo nos planos do regime de criar uma futura estação espacial permanente da China. O país considera este projeto uma prioridade, assim como a exploração da Lua, e espera iniciá-lo por volta de 2020.

Com este programa, a China, terceiro país a levar um astronauta ao espaço, quer demonstrar que possui tecnologia suficiente para trabalhar em bases permanentes no espaço, diante das objeções de alguns países - como os Estados Unidos - a que Pequim participe da Estação Espacial Internacional (ISS).

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Cargueiro russo Progress M-13M se acopla com sucesso à Estação Espacial

O cargueiro russo Progress M-13M, carregado com mais de 2,5 toneladas de mantimentos, se acoplou nesta quarta-feira com sucesso à Estação Espacial Internacional (ISS), informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.

Transmitida ao vivo pela TV russa, a manobra de acoplamento ocorreu conforme previsto.

A chegada do cargueiro era imprescindível para a ISS e seus três tripulantes, já que a plataforma não era abastecida desde junho.

Em agosto, um cargueiro Progress que viajava à ISS explodiu.

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terça-feira, 1 de novembro de 2011

China lança nave espacial não tripulada Shenzhou 8

Nave espacial não tripulada Shenzhou-8 é lançada no Centro de Lançamento Espacial de Jiuquan. Foto: EFE

Nave espacial não tripulada Shenzhou-8 é lançada no Centro de Lançamento Espacial de Jiuquan
Foto: EFE

A China lançou com sucesso nesta terça-feira uma nave espacial sem tripulantes que tentará executar um acoplamento com um módulo de teste em órbita, o que constitui uma nova etapa do programa que pretende estabelecer uma estação espacial permanente até 2020, anunciou a agência oficial Xinhua.

A nave Shenzhou VIII, que servirá de módulo de treinamento, foi lançada nesta terça-feira às 5h58 (19h58 de Brasília, segunda-feira) da base de Jiuquan (noroeste), no deserto de Gobi.

O Shenzhou VIII se acoplará a Tiangong-1, um módulo de teste lançado em 29 de setembro, a uma altitude de 343 km, uma operação considerada crucial na conquista do espaço. Em 2012, a China executará outros acoplamentos com duas naves, Shenzhou IX e Shenzhou X, uma delas tripulada. Duas mulheres treinam para esta missão e devem ser as primeiras chinesas astronautas.

A China, como aconteceu com seu primeiro voo espacial tripulado, recupera o atraso tecnológico em relação a Estados Unidos e Rússia com a reprodução de experiências executadas por estes países nos anos 60.

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