terça-feira, 15 de novembro de 2011

China dá mais um passo importante na corrida espacial

A nave espacial Shenzhou 8 completou na noite de segunda-feira com sucesso seu segundo acoplamento com o módulo Tiangong 1, outro passo importante para os planos da China em estabelecer uma base permanente no espaço, informou a agência oficial Xinhua. A nave e o módulo, que haviam orbitado juntos ao redor da Terra durante 12 dias, se separaram para se unir novamente em uma operação que durou meia hora e voltou a ser realizada sem problemas técnicos, informou o centro de controle espacial de Pequim. Em seguida, os dois aparatos voarão juntos dois dias, e depois, a oitava nave Shenzhou voltará à Terra, no próximo dia 17 de novembro.

Com este programa, a China, o terceiro país que levou um astronauta ao espaço, quer demonstrar que está equipada tecnologicamente para trabalhar em bases permanentes no espaço e participar da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

Em 2012, a nona e a décima naves da série Shenzhou também se acoplarão ao módulo e pelo menos uma delas estará tripulada, seguramente, pela primeira mulher astronauta do país asiático.

A China planeja instalar seu primeiro laboratório no espaço por volta de 2016 e dispor de uma base espacial permanente no final desta década.

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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Nasa procura nova geração de astronautas

A Nasa (agência espacial americana) quer voltar a liderar a exploração espacial e fixou como objetivos chegar a um asteroide, retornar à Lua e pisar em Marte em um prazo de 20 anos - e para tanto precisa de uma nova geração de astronautas.

O diretor da Nasa, Charles Bolden, anunciará oficialmente na terça-feira a convocação para novas vagas de astronautas para o curso de 2013 em um ato em Washington no qual estará acompanhado de cinco alunos da turma de 2009, informou a agência espacial.

Os candidatos, que terão que ser cidadãos americanos e maiores de idade, terão a oportunidade de participar dos novos programas de prospecção da Nasa que incluem missões além da órbita terrestre baixa.

A agência espacial garante que seguirá trabalhando na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), um projeto internacional do qual participam 16 países, "como um banco de provas e trampolim para o desafio que vem pela frente". Porém, os astronautas do século 21 serão também os que viajarão a bordo de Orion, o veículo polivalente que foi desenvolvido com a tecnologia necessária para levar os astronautas "além da órbita da Terra, o que marcará o início de uma nova era da exploração espacial".

Nesta nova etapa, a Nasa conta com a empresa privada que, após a aposentadoria dos ônibus espaciaos, está criando as novas naves que viajarão à ISS, "para que possamos concentrar nossa energia e recursos no envio de astronautas a um asteroide e eventualmente a Marte". Os primeiros alunos do corpo de astronautas da Nasa foram selecionados em 1959, antes do início das operações dos voos espaciais.

Das 500 solicitações que recebeu, a Nasa selecionou um primeiro grupo de sete militares: os capitães da Força Aérea L. Gordon Cooper, Virgil "Gus" Grissom e Donald "Deke" Slayton; o tenente-coronel da Infantaria da Marinha John Glenn, o tenente da Marinha Scott Carpenter e os tenentes-coronéis Walter Schirra e Alan Shepard, que entraram para a história como os "sete originais".

Os requisitos que deviam cumprir eram não medir mais de 1,70 m, devido ao limitado espaço na cápsula Mercury, ter formação em engenharia e experiência de voo. O segundo e o terceiro grupo incluíram também civis com ampla experiência em voo, mas em 1964 a Nasa mudou a ênfase da formação de piloto para a formação acadêmica, fazendo com que os currículos abrangessem professores, cientistas, médicos e engenheiros. Desde então, a Nasa selecionou mais de 20 grupos de astronautas e se prepara para recrutar o grupo da turma de 2013.

Os requisitos para os candidatos a astronautas que não sejam pilotos é uma titulação acadêmica superior de uma "instituição credenciada" em Engenharia, Biologia, Física ou Matemática, além de três anos de experiência profissional. Também será levado em conta se o candidato realizou um mestrado e conta com experiência no ensino.

Entre os requisitos físicos, é necessário ter uma estatura entre 1,57 e 1,90 m, uma pressão sanguínea que não exceda 140/90 milímetros de mercúrio e uma visão perfeita. Apesar de não haver limite de idade, segundo a experiência de convocações anteriores, os selecionados costumam ter entre 26 e 40 anos.

Após a revisão preliminar dos candidatos, que podem ser civis ou militares, começa uma semana de entrevistas pessoais e exames médicos, antes de serem admitidos no curso, o que não garante que serão astronautas. Uma vez designados os candidatos, começa o treinamento no Centro Espacial Johnson em Houston, um processo que dura dois anos nos quais têm que ser capazes de sobreviver em condições extremas na natureza, mergulhar, nadar e acostumar seu corpo a mudanças repentinas de pressão.

Os candidatos selecionados como astronautas passam a ser funcionários federais e têm um compromisso com a Nasa de permanecer, pelo menos, cinco anos. No entanto, os que não são escolhidos podem fazer parte da agência em outros postos.

A versatilidade dos treinamentos foi criada para que os astronautas possam trabalhar a bordo da ISS, viajar nas naves russas Soyuz e também nas Orion. "Este é o começo de uma nova era na exploração do espaço, onde vamos construir a capacidade de enviar seres humanos ao espaço mais longe que nunca", concluiu a Nasa.

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Nave com americano e dois russos decola para a estação espacial

Três astronautas decolaram nesta segunda-feira rumo à Estação Espacial Internacional (ISS), num momento em que a Rússia tenta restaurar a confiança em seu programa espacial após o recente acidente de uma nave de carga e de alguns lançamentos malsucedidos.

A decolagem ocorreu às 4h14 (2h14, horário de Brasília) e foi a primeira desde julho, quando a Nasa encerrou seu programa de ônibus espaciais de 30 anos, anunciando um intervalo de alguns anos. Durante esse intervalo, as 16 nações que estão investindo 100 bilhões de dólares na estação espacial dependerão integralmente de membros da tripulação russos.

"A nave espacial atingiu a órbita", disse o engenheiro de voo Anton Shkaplerov em uma mensagem de rádio à central de Controle da Missão, em um subúrbio no norte de Moscou. Houve aplausos quando a tripulação deu o sinal de "positivo" para as câmeras a bordo da nave.

A missão, programada inicialmente para setembro, foi adiada por conta de temores de segurança, depois que a aeronave russa não-tripulada Progress, transportando mantimentos para os astronautas, se rompeu na atmosfera em agosto, em um dos piores erros espaciais cometidos pela Rússia em décadas.

O astronauta veterano da Nasa Daniel Burbank está fazendo sua primeira viagem a bordo da nave espacial Soyuz, que partiu da plataforma de lançamento russa em Baikonur, no Cazaquistão, enquanto os cosmonautas Shkaplerov e Anatoly Ivanishin estão fazendo sua viagem de estreia.

A tripulação rejeitou as preocupações com a segurança antes da decolagem, que deixou um rastro flamejante e laranja no céu das estepes do Cazaquistão.

"Não temos nenhum pensamento negativo. Temos fé em nosso equipamento", disse Shkaplerov antes do lançamento, segundo agências de notícias russas.

Em um relato feito ao Controle da Missão após a decolagem, ele disse que a tripulação estava "se sentindo bem". Um pequeno pássaro de pelúcia inspirado no aplicativo de celular Angry Birds, mascote que Shkaplerov recebeu de sua filha de 5 anos, flutuava acima da tripulação.

"Exceto o mau tempo em Baikonur, tudo ocorreu extremamente bem", disse Vladimir Solovyov, chefe de lançamentos para o segmento russo da estação espacial, a jornalistas no Controle da Missão.

Depois de uma viagem de dois dias a bordo da cápsula Soyuz TMA-22, a tripulação irá ancorar na estação espacial em 16 de novembro, se encontrando brevemente com o comandante Mike Fossum, da Nasa, o japonês Satoshi Furukawa e o russo Sergei Volkov.

Qualquer problema em chegar à ISS deixaria a estação espacial vazia pela primeira vez em mais de uma década depois que os três tripulantes retornarem à Terra no final do mês.

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Soyuz TMA-22 decola rumo à ISS com 3 astronautas a bordo

Nave Soyuz TMA-22 rumo à Estação Espacial Internacional, lançada do cosmódromo de Baikonur, Cazaquistão. Foto: EFE

Nave Soyuz TMA-22 rumo à Estação Espacial Internacional, lançada do cosmódromo de Baikonur, Cazaquistão
Foto: EFE

A nave russa Soyuz TMA-22, com três tripulantes a bordo, decolou nesta segunda-feira rumo à Estação Espacial Internacional (ISS). O lançamento da Soyuz TMA-22 aconteceu às 2h14 (horário de Brasília) com ajuda de um foguete Soyuz FG a partir da base de Baikonur (Cazaquistão) e foi transmitido ao vivo pelo canal de televisão russo Rossia 24.

A tripulação da nave é integrada pelos cosmonautas russos Anton Shkaplerov e Anatoli Ivanishin, além do astronauta americano Daniel Burbank. Quase nove minutos após seu lançamento, já em órbita, a nave iniciou seu voo autônomo rumo à ISS, à qual se acoplará às 3h33 (Brasília) da quarta-feira, informou o Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia à agência Interfax.

Atualmente, a plataforma orbital conta com três tripulantes: o americano Michael Fossum, o russo Sergei Volkov e o japonês Satosi Furukawa.

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domingo, 13 de novembro de 2011

Após série de fracassos, Rússia lança 1º voo tripulado ao espaço

A Rússia lançará nesta segunda-feira uma nova Soyuz com três astronautas até a Estação Espacial Internacional (ISS), em uma missão com a qual espera refazer-se de uma série de fracassos sem precedentes em seu programa espacial.

O foguete Soyuz sairá com três astronautas até a ISS. Será a primeira tentativa desde agosto, quando um foguete similar não conseguiu lançar o cargueiro Progress com destino a Estação Espacial Internacional. Os três homens, dois russos e um americano, vão decolar na segunda-feira às 04h14 GMT de Baikonur, no Cazaquistão, a bordo de uma nave Soyuz-TMA acoplada ao foguete Soyuz-FG.

O americano Dan Burbank e os russos Anton Shkaplerov e Anatoli Ivanishin devem se juntar ao americano Mike Fossum, o japonês Satoshi Furukawa e o russo Serguei Volkov na ISS. Em agosto, um cargueiro Progress que deveria ir para ISS caiu na Sibéria depois de uma falha no lançamento do foguete Soyuz. Isso prejudicou a imagem do foguete, depois de 1.800 lançamentos bem sucedidos, e foi a pior falha da indústria espacial russa nos últimos anos.

Depois do acidente, ficou impossível enviar astronautas para a ISS, já que os Estados Unidos abandonaram seu último foguete espacial. O acidente suspendeu até novembro o envio da nova tripulação da ISS, inicialmente prevista para setembro, para realizar verificações técnicas nos foguetes.

Em seguida, um foguete Soyuz decolou da Guiana Francesa e, pela primeira vez na história, conseguiu colocar em órbita no dia 21 de outubro os dois primeiros satélites operacionais Galileo, o sistema de navegação europeu que compete com o GPS americano. A Rússia sofreu um novo contratempo, quando a sonda Fobos-Grunt, lançada na noite da terça-feira passada rumo a uma lua de Marte, não tomou a trajetória correta e caiu na órbita terrestre.

Segundo uma fonte do setor espacial, citada no sábado pela agência Interfax, os esforços para recuperar o controle da sonda fracassaram, podendo ser considerada perdida. Apesar do problema, responsáveis do setor espacial russo disseram ter confiança no êxito do lançamento de segunda-feira.

De acordo com a agência de notícias ITAR-TASS, um responsável do setor aeronáutico afirmou que todas as medidas serão tomadas para socorrer a tripulação caso os astronautas tenham que voltar à Terra na nave espacial. Existem aviões e helicópteros preparados para intervir caso a nave caia no Cazaquistão, Sibéria ou no Extremo Oriente russo. Também está previsto um barco de resgate no mar do Japão, segundo a mesma fonte.

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sábado, 12 de novembro de 2011

Estação interplanetária Fobos-Grunt é considerada perdida

A estação interplanetária Fobos-Grunt foi considerada definitivamente desaparecida neste sábado, após não apresentar mais sinais de estar em operação. "Todas as tentativas de receber a informação e iniciar o sistema de controle de bordo fracassaram. A estação pode ser considerada perdida", disse uma fonte não identificada da agência espacial russa Roscosmos à agênciaInterfax.

Mesmo com a afirmação, a Roscosmos não deve dar uma explicação oficial até dentro de dois ou três dias. Lançada na última terça-feira em Baikonur (Cazaquistão), a Fobos-Grunt deveria seguir para Marte, mas por uma falha ainda não esclarecida se manteve na órbita terrestre. Seu lançamento devia marcar o início de uma missão de 34 meses que incluía o voo à lua marciana Fobos, a aterrissagem em sua superfície e o retorno à Terra com uma cápsula com 200 g de mostras do solo do satélite.

Com um custo de US$ 170 milhões, o projeto tinha como objetivo estudar a matéria inicial do sistema solar e ajudar a explicar a origem de Fobos e Deimos, as luas marcianas, assim como dos demais satélites naturais no sistema solar.

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Cientistas chineses querem estudar Marte de maneira independente

A comunidade científica chinesa se mostrou disposta a estudar Marte de maneira independente após a decepção causada pelo fracasso do lançamento da sonda interplanetária russa Phobos-Grunt, na qual a China colaborava com o minisatélite Yinghuo-1. Esta ideia, segundo informou neste sábado o jornal oficialChina Daily, retoma o projeto criado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia chinês em 2007 para conseguir a tecnologia necessária para uma missão no Planeta Vermelho.

De acordo com Jiao Weixin, cientista da Universidade de Pequim, o fracasso da missão russa "foi uma autêntica decepção", mas este fato "pode acelerar os esforços do país para desenvolver sua capacidade de pesquisa independente".

Para conseguir seu objetivo, a China deverá desenvolver um sistema efetivo de controle remoto assim como fabricar foguetes mais potentes que possam cobrir a distância entre a Terra e Marte, entre 55 milhões e 350 milhões de quilômetros, de acordo com suas órbitas.

O fracasso da sonda russa levou a comunidade científica chinesa a pedir ao Executivo que agilize os processos de aceitação dos projetos apresentados já que, segundo o plano atual, a tecnologia necessária demorará ainda cinco anos para ser desenvolvida.

O interesse dos cientistas de todo o mundo por Marte não é novo e já em 1971 a União Soviética posou um aparelho, o Mars-3, no solo deste planeta. Na atual corrida pela "conquista" de Marte, além de Rússia e Estados Unidos, a China aparece com força após desenvolver sua indústria e tecnologia espacial de maneira notável nos últimos anos.

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Estudo: asteroide pode ser fragmento de matéria original da Terra

Imagem do asteroide Lutetia capturada pela sonda espacial Rosetta . Foto: ESA/Divulgação

Imagem do asteroide Lutetia capturada pela sonda espacial Rosetta
Foto: ESA/Divulgação
Novas observações do Observatório Europeu do Sul (ESO) indicam que o asteroide Lutetia é um fragmento que restou da matéria original que formou os planetas Terra, Vênus e Mercúrio. Os astrônomos combinaram dados da sonda espacial Rosetta com outros de telescópios e descobriram que as propriedades do asteroide são muito similares às de um tipo raro de meteoritos encontrados na Terra e que se pensa terem sido formados nas regiões interiores do Sistema Solar.

Uma equipe de astrônomos de universidades francesas e norte-americanas estudou detalhadamente o asteroide incomum Lutetia com o intuito de determinar a sua composição. Foram combinados dados oriundos da câmara OSIRIS situada a bordo da sonda espacial Rosetta, da Agência Espacial Europeia (ESA), do New Technology Telescope (NTT), do ESO, e do Infrared Telescope Facility e Spitzer Space Telescope, ambos da Nasa, a agência espacial americana. Com todos estes dados foi possível obter o espectro mais completo já construído para um asteroide.

O espectro foi seguidamente comparado com o de meteoritos encontrados na Terra e que têm sido estudados extensivamente em laboratório. Apenas um tipo de meteorito - condritos enstatite, também conhecidos como condritos do tipo E - apresenta propriedades semelhantes a Lutetia em todos os comprimentos de onda estudados.

Os condritos enstatite são conhecidos por conterem material que data dos primórdios do Sistema Solar. Pensa-se que se tenham formado perto do jovem Sol e que tenham constituído o principal material de construção dos planetas rochosos, em particular Terra, Vênus, e Mercúrio. Lutetia parece ter tido origem, não no cinturão de asteroides onde hoje se encontra, mas muito mais próximo do Sol.

Os astrônomos estimaram que dos corpos situados na região onde a Terra se formou apenas menos de 2% chegaram ao cinturão principal de asteroides. A maioria dos corpos desapareceu depois de alguns milhões de anos, incorporados nos jovens planetas em formação. No entanto, alguns dos maiores, com diâmetros de cerca de 100 km ou mais, foram lançados para órbitas mais seguras, mais distantes do Sol.

O asteroide
Lutetia, que tem uma dimensão de cerca de 100 km, pode ter sido ejetado para fora das regiões interiores do Sistema Solar caso tivesse passado próximo de um dos planetas rochosos, capazes de alterar drasticamente a sua órbita. Um encontro com o jovem Júpiter durante a sua migração para a atual órbita, pode justificar igualmente a grande variação de órbita de Lutetia.

Estudos anteriores das propriedades de cor e superfície deste asteroide mostraram que Lutetia é um membro do cinturão de asteroides bastante incomum e misterioso. Rastreios anteriores mostraram que objetos deste tipo são muito raros, representando menos de 1% da população de asteroides do cinturão principal. Os novos resultados explicam porque é que Lutetia é diferente - é um sobrevivente muito raro do material original que formou os planetas rochosos.

"Lutetia parece ser um dos maiores, e dos poucos, restos de tal material no cinturão de asteroides. Por esta razão, asteroides como ele são alvos ideais para missões futuras de recolha de amostras. Deste modo poderíamos estudar detalhadamente a origem dos planetas rochosos, incluindo a Terra", conclui Pierre Vernazza, autor principal do artigo científico que descreve este resultado.