segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Observatório Paranal rastreia o universo nas noites do Chile

O vento castiga e um sol intenso esquenta as estruturas metálicas erguidas no meio do Deserto do Atacama, no Chile, porém, quando chega a noite, a lua emerge no horizonte e os olhos se voltam para o céu para investigar o universo.

Esses são os olhos do Observatório de Paranal, um complexo científico que conta com uma dezena de telescópios e um Exército de astrônomos dispostos a rastrear o universo para buscar as respostas para algumas perguntas inquietantes. Este é um dos três centros que o Observatório Europeu Austral (ESO, na sigla em inglês) possui no norte do Chile, uma das regiões com um dos céus mais limpos do planeta.

Em Paranal foram revelados importantes mistérios da humanidade, embora ainda sejam muitas as incógnitas dos astrônomos do ESO, que é formado por 14 países europeus e pelo Brasil, único representante da América Latina. "As duas descobertas mais importantes encontraram a medida da massa do buraco negro que há no centro de nossa galáxia e a primeira imagem de um exoplaneta, um planeta que orbita ao redor de uma estrela diferente do nosso Sol", declara o astrônomo Christophe Dumas.

Segundo o cientista francês, os principais desafios do observatório visam a descobrir a velocidade que o universo se expande, observar a primeira galáxia para compreender melhor como se formou o universo e buscar outros exoplanetas similares à Terra que possam conter algum tipo de vida.

Situada em uma colina homônima, de 2.635 m de altitude, Paranal fica a aproximadamente 1,2 mil km ao norte de Santiago e conta com vários e importantes instrumentos para observação do universo. Entre eles, se encontra o Very Large Telescope (VLT), o instrumento óptico mais avançado do mundo, que conta com quatro telescópios fixos de 8,2 m de diâmetro e outros quatro auxiliares móveis com 1,8 m.

"O propósito da interferometria é ver detalhes em um objeto. Por exemplo, estudamos estrelas muito jovens, que têm muito pó a seu redor, e pensamos que os planetas se formam neste tipo de configuração", explicou o cientista Antoine Merand.

Paranal conta também com dois telescópios de rastreamento, o Vista e o VST, ambos usados para captar imagens amplas do Universo.O primeiro com ondas infravermelhas, e o segundo em luz visível. Com os dois modelos, os astrônomos podem usar o VLT para fazer um zoom em um ponto exato do universo. O Vista, sigla para Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy, é o maior telescópio de rastreamento do mundo dedicado a medir distâncias com ondas infravermelhas, o que permite revelar objetos que permanecem ocultos aos telescópios de luz visível.

O VST (sigla em inglês de VLT Survey Telescope) é o maior telescópio do mundo projetado exclusivamente para rastrear o céu em luz visível e fotografar amplas áreas do universo com rapidez e profundidade. Todos estes instrumentos são manuseados em uma única sala de controle, onde os astrônomos podem viajar para milhões de anos luz de distância.

"Com Paranal podemos ver a primeira concentração de luz no Universo, a mesma que formou as primeiras galáxias", reitera Christophe Dumas. "Podemos ver objetos que estão muito perto do Bing Bang, a cerca de 12 bilhões de anos, o que representa 80% da idade do Universo, já que os astrônomos acreditam que este possui 13,8 bilhões de anos", acrescenta.

Essa sala de controle também abrigará os comandantes do Telescópio Europeu Extremamente Grande (E-ELT), outro emblemático projeto da ESO que contou com um investimento de quase um bilhão de euros.

O E-ELT será instalado aproximadamente a 20 km do local, na colina Armazones, escolhida pela ESO em abril de 2010 como o cenário ideal para instalar este importante telescópio. Quando entrar em funcionamento, no início da próxima década, o E-ELT se transformará, com seu espelho primário de 39,3 m, no maior observatório da Terra para analisar o Universo na busca de vida em outros mundos.

EFE
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sábado, 3 de dezembro de 2011

EUA: astrônomos descobrem 18 planetas fora do Sistema Solar

Uma equipe de astrônomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia(Caltech), nos EUA, descobriu 18 planetas fora do Sistema Solar, de acordo com informações da assessoria de imprensa da universidade publicadas na sexta-feira.

Conforme o professor de astronomia e responsável pela pesquisa, John Johnson, é a maior descoberta feita de uma só vez de planetas maiores que o sol fora do sistema solar. A descoberta foi publicada na edição de dezembro da revista The Astrophysical Journal.

Os cientistas utilizaram o Observatório Keck, do Havaí, para encontrar os planetas e confirmaram os dados com pesquisadores dos observatórios de McDonald, no Texas, e Fairborn, no Arizona. Para encontrar os planetas eles pesquisaram cerca de 300 estrelas e concluíram que a massa dos 18 é semelhante à de Júpiter.

Com a descoberta, o número de planetas que orbitam ao redor de estrelas semelhantes ao sol aumentou em 50% e, segundo os astrônomos, é reforçada a ideia de que planetas podem ser gerados a partir de partículas de poeira e gás ao redor de estrelas. De acordo com essa teoria, partículas minúsculas começam a se aglutinar como uma bola de neve e se transformam em um planeta. Quanto maior a massa da estrela, maior o tamanho do planeta.

Terra

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Eclipse total da lua poderá ser visto em 10 de dezembro na Europa e nos EUA

Um eclipse total da lua poderá ser visto no próximo dia 10 de dezembro desde a zona oeste dos Estados Unidos até a Europa Oriental, informou nesta sexta-feira a Nasa (agência espacial americana).

Quem quiser acompanhar o fenômeno terá que estar pronto antes do amanhecer, já que o eclipse começará por volta das 04h45 da manhã no horário do Pacífico (10h45 de Brasília).

Quase duas horas mais tarde a Lua ficará totalmente coberta por uma luz avermelhada, um efeito que não voltará a acontecer até 2014 e que será visível do lado do Pacífico dos EUA, através do Oceano Pacífico e Ásia, e no leste da Europa.

O eclipse total da lua acontece quando o sol, a Terra e a própria lua se alinham.

O avermelhamento da lua terá diferentes ciclos ao longo do fenômeno; "penumbra" é a primeira etapa, quando a Lua começa a se ocultar após uma leve sombra produzida pela Terra.

O segundo ciclo se chama "umbra" e corresponde ao momento em que já não há iluminação direta do Sol Depois começa a fase da "totalidade", quando a Lua está completamente coberta pela sombra da Terra e adquire uma cor vermelha intensa.

EFE
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Brasileiros buscam compreender melhor as explosões solares

Um grupo brasileiro de cientistas liderou a instalação de um sistema de dois radiotelescópios polarimétricos solares na Argentina, na última semana, que pode ajudar a compreender melhor as explosões solares. Os instrumentos são os únicos no mundo a operar em frequências entre 20 e 200 gigahertz, preenchendo uma grande lacuna que impedia o estudo de vários aspectos relacionados a este fenômeno. As informações são da Agência Fapesp.

Os instrumentos serão operados no âmbito de um convênio que envolve, há 11 anos, cientistas do Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie (Craam) e do observatório do Complexo Astronômico El Leoncito (Casleo), localizado em San Juan, na Argentina - onde os radioteslescópios foram instalados, alinhados e já começaram a operar.

"São os únicos radiotelescópios do gênero existentes em operação no mundo. Suas medições complementarão espectros de explosões solares observadas em frequências mais elevadas feitas no Casleo - entre 200 e 400 gigahertz - e em frequências mais baixas do que 20 gigahertz, obtidas em instrumentos instalados nos Estados Unidos", disse Pierre Kaufmann, do Craam à Agência Fapesp.

A lacuna na faixa de frequências de 20 a 200 gigahertz não apenas tem limitado os estudos sobre determinados parâmetros das explosões solares, como tem trazido grandes complicações para a interpretação dos resultados obtidos nos instrumentos existentes. "Trata-se de uma faixa muito crítica sobre a qual a comunidade científica não dispõe de informações. Os novos instrumentos deverão trazer informações cruciais para a interpretação das explosões solares", disse.

Os radiotelescópios terão a função de estudar mecanismos de conversão e produção de energia por trás das explosões solares. "Embora atualmente seja possível assistir com riqueza de detalhes às espetaculares ejeções de massa das explosões solares, o fenômeno físico que dá origem a todas essas manifestações é desconhecido", explicou.

Além da relevância científica, o estudo do mecanismo energético das explosões solares, segundo Kaufmann, é importante também por causa de seus subprodutos que têm impacto no planeta Terra, alterando o chamado "clima espacial". "Embora não tenhamos detalhes sobre a física das explosões solares, é certo que esses fenômenos têm forte impacto no clima terrestre. Essas explosões liberam imensas quantidades de energia, interagindo com o espaço interplanetário e com a Terra", disse.

Terra

Fotos indicam que pode haver grande quantidade de água em Marte

Segundo agência, registros indicam presença de água subterrânea em Marte. Foto: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum)/Divulgação

Segundo agência, registros indicam presença de água subterrânea em Marte
Foto: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum)/Divulgação


A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) informou nesta sexta-feira que imagens feitas nesta semana por sua sonda Mars da cordilheira Phlegra Montes apontam para a existência de grandes quantidades de água sob a superfície de Marte, que poderiam abastecer as futuras missões tripuladas a esse planeta.

De acordo com a ESA, as imagens permitem observar de perto a cadeia montanhosa e constatar que praticamente todas as suas montanhas estão rodeadas por "leques de detritos em formas de lobo", que morfologicamente são muito similares aos acúmulos de detritos que cobrem as geleiras na Terra.

"Este fato sugere que talvez existam geleiras enterradas sob a superfície de Marte nesta região", apontou a agência em seu site. A ESA insistiu que as observações por radar provam que a presença de tais leques de detritos - estruturas arredondadas que aparecem com frequência em torno de planaltos e montanhas da região - está quase sempre relacionada com a existência de água em estado sólido sob a superfície, "às vezes a apenas 20 m de profundidade".

Segundo a organização, "as crateras de impacto nos arredores de Phlegra apresentam marcas que indicam uma recente atividade glacial na região". As teorias apontam que as cristas desse sistema montanhoso se formaram quando as crateras mais antigas se encheram de neve e, com o passar do tempo, foram se solidificando.

Além disso, a ESA explicou que estas geleiras se originaram em épocas distintas ao longo das últimas centenas de milhões de anos, quando o eixo polar de Marte era muito diferente do atual e, consequentemente, também o eram as condições meteorológicas na região.

"Todos estes indícios sugerem que poderia haver grandes quantidades de água oculta sob a superfície de Marte na região de Phlegra" e, "se assim for, essas grandes reservas poderiam abastecer os futuros astronautas que explorem o planeta vermelho", concluiu.

EFE
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Norah Jones participa de propaganda sobre importância da Nasa

A cantora americana Norah Jones participou de um vídeo da Nasa (agência espacial americana) ao lado do astronauta Piers Sellers, no qual ressalta os benefícios e aplicações que têm na Terra os avanços conseguidos na expansão espacial.

Com um jazz ao fundo e imagens da Terra e de algumas das missões mais inovadoras da Nasa, a cantora, pianista e compositora destaca alguns dos avanços conseguidos pela agência espacial aplicados à vida cotidiana. "A Nasa investe muito tempo observando o Universo mas também emprega muito tempo pesquisando aqui na Terra", comenta.

Sellers, veterano de três missões espaciais, ressalta algumas aplicações, como uma tecnologia criada para que os astronautas possam encher seus tanques de oxigênio que também é utilizada para gerar energia limpa em nosso planeta.

A dupla demonstra como a tecnologia aumenta a produção e o uso de deste tipo de energia, a eficiência do combustível e a redução das emissões de carbono e contribui para o estudo e a compreensão da mudança climática.

O responsável executivo do programa de transferência tecnológica da Nasa, Daniel Lockney, disse em comunicado que a agência espacial americana "proporciona oportunidades à indústria e aos inovadores para levar tecnologias desenvolvidas para o espaço aos consumidores de todo o mundo".

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

RN: Operação Brasil-Alemanha lança foguete amanhã

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte, lança amanhã, às 20 horas (horário de Brasília), o foguete VS-30. Foto: CLBI/Divulgação

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte, lança amanhã, às 20 horas (horário de Brasília), o foguete VS-30
Foto: CLBI/Divulgação


O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte, lança na sexta-feira, às 20 horas (horário de Brasília), o foguete VS-30. O exercício marca os 40 anos do acordo de cooperação tecnológica internacional entre o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e o Centro Espacial da Alemanha (DLR). No último dia 25, o CLBI realizou com sucesso o treinamento para o lançamento deste veículo, lançando o veículo ORION.

O foguete VS-30 será lançado com uma carga útil científica portando dois experimentos: um do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e outro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O VS-30 é um veículo mono-estágio que utiliza propelente sólido, tendo, no voo, 7,1 m de comprimento (dos quais 3,1 m de carga útil) e uma massa total da ordem de 1,5 mil kg.

Os experimentos
O experimento científico do INPE consiste em uma Sonda de Langmuir, que fará medidas do perfil da densidade de elétrons a partir do perfil da corrente recolhida por um sensor de aço inox, montado na ponta da coifa do foguete. A sonda medirá a temperatura cinética dos elétrons e coletará dados da função de distribuição de sua energia.

Já o experimento da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, um GPS desenvolvido em cooperação com o Instituto de Aeronáutica e Espaço, tem como função básica informar com precisão a posição e a velocidade do foguete (neste caso) ou de um satélite no espaço. A principal inovação é a incorporação de certas características, principalmente de software, que não estão presentes em receptores disponíveis comercialmente - como a capacidade de funcionar em elevadas altitudes e em altas velocidades sem perder o sincronismo com o sinal recebido da constelação de satélites. Atualmente, os receptores GPS utilizados na área espacial no País são importados.

Terra

Órbita da Estação Espacial Internacional é elevada em 1,8 km

A altura média da órbita da Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês) foi elevada em 1,8 km, informou nesta quinta-feira o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia. A operação foi realizada com os propulsores de correção do módulo de serviço Zvezda, que faz parte do segmento russo da plataforma, contou porta-voz do CCVE à Agência Interfax.

A fonte informou que os propulsores do Zvezda foram ligados às 21h11 (de Brasília) da quarta-feira e permaneceram em funcionamento durante 63 segundos. Esse impulso deu à ISS uma aceleração de 1 m/s e elevou em 1,8 km a altura média de sua órbita, até 392,2 km.

A correção de órbita da plataforma espacial é um procedimento de rotina, já que essa perde entre 100 m e 150 m de altura a cada dia devido à gravitação terrestre, a atividade solar e outros fatores. Uma expedição formada por três tripulantes está atualmente a bordo da ISS: os astronautas russos Anton Shkaplerov e Anatoli Ivanishin e o americano Daniel Burbank.

EFE
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China lança satélite para realizar experimentos científicos

A China lançou com sucesso na quarta-feira o satélite Yaogan 13, a partir de uma plataforma na província de Shanxi. Segundo a imprensa estatal chinesa, o satélite, que foi colocado no espaço pelo foguete Long March 2C, vai conduzir experimentos científicos, monitorar lavouras e ajudar na prevenção de desastres naturais.

O Long March 2C foi produzido pela Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China, a principal estatal do país no setor. Esta é a missão de número 152 com foguetes da série Long March.

BBC Brasil
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