quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Stephen Hawking fala em entrevista sobre seu maior erro

Prestes a completar 70 anos (em 8 de janeiro), o físico britânico Stephen Hawking concedeu uma entrevista à revista New Scientist. Entre as declarações, o britânico disse qual considera seu maior engano na carreira e diz que a coisa sobre a qual mais pensa são as mulheres: "Elas são um completo mistério".

Questionado sobre qual foi o maior erro de sua carreira, Hawking diz que foi pensar que a informação é destruída pelos buracos negros, teoria que ele defendeu por décadas. Contudo, em 2004, baseado nos trabalhos matemáticos do teórico Juan Maldacena (chamados de correspondência AdS/CFT), ele passou a defender o contrário, que a informação pode - teoricamente - sair de um buraco negro através de perturbações quânticas no horizonte de eventos (o ponto a partir do qual não se pode mais escapar da atração de um buraco negro). A mudança de visão fez Hawking perder uma de suas muitas apostas com outros teóricos, dessa vez com John Preskill, feita uma década antes.

Questionado sobre qual descoberta pode revolucionar nosso conhecimento do universo, o britânico afirma que seria a descoberta de parceiros supersimétricos para as partículas conhecidas - que pode ocorrer no Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês). A descoberta da supersimetria seria uma forte evidência da teoria-M (apoiada por Hawking), uma "teoria de tudo", buscada por físicos durante séculos (inclusive por Albert Einstein) e que uniria a gravidade com as demais forças conhecidas.

Terra

Físicos dos EUA criam máquina que oculta luz no tempo

Físicos apoiados pelo Pentágono anunciaram nesta quarta-feira que desenvolveram um sistema de "invisibilidade temporal" capaz de tornar um acontecimento indetectável durante uma ínfima fração de segundo. Este dispositivo experimental se inspirou nas pesquisas sobre a famosa "capa de invisibilidade" popularizada por Harry Potter. Mas ao invés de esconder um objeto no espaço, o esconde no tempo, segundo estudo publicado pela revista britânicaNature.

"Nossos resultados representam um passo significativo para a obtenção de uma capa espaço-temporal completa", destaca o estudo, dirigido por Moti Fridman, da Universidade Cornell de Nova York. O avanço dos físicos explora o fato de que as frequências da luz se movem a velocidades ligeiramente diferentes.

Essa capa de invisibilidade temporal começa com a difusão de um raio de luz verde por um cabo de fibra óptica. Este raio atravessa uma lente que o divide em duas frequências distintas: uma luz azul que se propaga um pouco mais rápido que o raio verde original e outra vermelha, ligeiramente mais lenta.

A minúscula diferença da velocidade entre os dois raios obtidos é aumentada pela interposição de um obstáculo transparente. É criada, assim, uma espécie de "lacuna temporal" entre os raios vermelho e azul que viajam pela fibra ótica.

Um intervalo pequeno, de apenas 50 milésimos de nanosegundos, é suficiente para intercalar uma descarga de laser de frequência diferente da luz que passa pela fibra ótica. Depois dessa descarga, os raios vermelhos e azuis sofrem um tratamento inverso: um novo obstáculo acelera o vermelho e desacelera o azul e uma lente reconstitui os dois feixes para produzir um único raio verde.

Esse feixe de laser, de 40 milésimos de nanosegundos, não faz parte do fluxo de fótons da luz reconstituída e por isso é indetectável. O experimento se assemelha a uma passagem de nível que corta uma estrada muito movimentada, comentaram Robert Boyd e Zhimi Shi, engenheiros ópticos da também nova-iorquina Universidade de Rochester.

Quando chega um trem, os carros param, o que provoca um "buraco" no fluxo de tráfego. Quando o trem passa, os veículos aceleram até alcançar os que os antecedem. Para um observador, o fluxo de circulação parece normal já que não há nenhuma prova da passagem do trem pelo cruzamento. A próxima etapa para os pesquisadores é ampliar este intervalo temporal que esconde o acontecimento, destacaram Boyd e Shi.

Mas consideram que esta invisibilidade temporal poderia ter aplicações imediatas para garantir as comunicações porque o procedimento permite fracionar os sinais ópticos e fazê-los viajar a velocidades diferentes antes de reuni-las, o que dificulta muito a interceptação de dados. A pesquisa é financiada em parte pela DARPA, uma agência do Departamento de Defesa americano dedicada a desenvolver tecnologias futuristas que podem ter usos militares.

Entre suas realizações está um sistema de transmissão de dados entre computadores criado no final dos anos 60 e considerado um predecessor da internet.

AFP
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Sonda russa perdida pode cair na Terra na semana que vem

A sonda russa Fobos-Grunt, que ficou perdida no espaço após seu lançamento em 2011, pode cair na Terra na próxima semana. A espaçonave de 13,5 t orbita nosso planeta desde novembro, quando falhou em seguir seu caminho em direção à lua Fobos, de Marte. Agora, oficiais da agência espacial russa, a Roscosmos, afirmam que entre 20 e 30 fragmentos da sonda, com um total de 200 kg, podem cair na Terra. As informações são do site do jornal britânico The Guardian.

Entre as partes que podem cair, está uma cápsula em formato de cone que deveria retornar de Fobos. Esse equipamento conta com escudo de calor e foi projetado para resistir à reentrada mesmo sem auxílio de paraquedas.

Radares ao redor do planeta monitoram a movimentação do equipamento e, quando ele se aproximar de uma reentrada, os pesquisadores russos começarão a monitorá-lo a cada hora para poder prever onde os destroços irão cair. A dificuldade de prever o local do impacto é devido à velocidade da sonda, que dá uma volta ao redor da Terra a cada 90 minutos. Qualquer detalhe pode modificar completamente a trajetória da Fobos-Grunt.

Além do impacto, os governos da Rússia, Alemanha e Estados Unidos estão preocupados com os combustíveis usados pela sonda - dimetil hidrazina assimétrica (UDMH) e tetróxido de dinitrogênio - que podem contaminar o local onde os destroços caírem.

Apesar do alarde, as agências espaciais acreditam que há pouco risco relacionado à reentrada da Fobos-Grunt. O destroços devem ser destruídos na reentrada e os tanques de alumínio deve romper a cerca de 100 km, o que levaria o combustível poluente a queimar durante a descida.

Terra

ESO divulga uma das mais nítidas imagens da nebulosa Ômega

A nova imagem da nebulosa Ômega, obtida pelo Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul é uma das imagens mais nítidas desta nebulosa . Foto: ESO/Divulgação

A nova imagem da nebulosa Ômega, obtida pelo Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul é uma das imagens mais nítidas desta nebulosa
Foto: ESO/Divulgação


O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) divulgou a nova imagem da nebulosa Ômega, obtida pelo Very Large Telescope (VLT). Segundo o observatório astronômico, esta é uma das imagens mais nítidas desta nebulosa famosa captada a partir do solo. A imagem mostra as regiões centrais rosadas e esfumaçadas desta 'maternidade de estrelas' e revela com um detalhe extraordinário a paisagem cósmica composta por nuvens de gás, poeira e estrelas recém-nascidas.

Quer saber mais? Astronomia de A a Z

O gás colorido e a poeira escura da nebulosa Ômega servem de matéria prima na criação da próxima geração de estrelas. Nesta região particular da nebulosa, as estrelas mais jovens - em tons branco-azulados - iluminam todo o conjunto. As zonas de poeira da nebulosa, semelhantes a brumas, contrastam visivelmente com o gás brilhante. As cores vermelhas dominantes têm origem no hidrogênio, que brilha sob a influência da intensa radiação ultravioleta emitida pelas estrelas quentes jovens.

A nebulosa Ômega tem muitos nomes, que dependem de quem a observou, quando e do que julgou ter visto. Entre esses nomes inclui-se: nebulosa do Cisne, nebulosa Cabeça de Cavalo e ainda nebulosa Lagosta. Este objeto foi também catalogado como Messier 17 (M17) e NGC 6618.

A nebulosa situa-se entre 5 mil e 6 mil anos-luz de distância na direção da constelação de Sagitário. Um alvo bastante popular entre os astrônomos, este campo de poeira e gás brilhante é uma das mais jovens e mais ativas maternidades estelares na Via Láctea, onde nascem estrelas de grande massa.

A imagem foi obtida com o instrumento chamado FORS (Focal Reducer and Spectrograph) montado no telescópio Antu, um dos quatro grandes telescópios que compõem o VLT. Para além do enorme tamanho do telescópio, o fato da atmosfera se ter mantido excepcionalmente estável durante as observações, apesar da existência de algumas nuvens, contribuiu de forma decisiva para a ótima nitidez da imagem, resultando por isso numa das melhores imagens desta região da nebulosa Ômega, obtida a partir do solo.

Terra

Cristais 'impossíveis' podem ter vindo do espaço

Peças dos chamados quase-cristais, cuja formação até então desafiava os cientistas, podem ter vindo do espaço, segundo um estudo da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. Descobertos em 1982, os quase-cristais ganharam essa denominação porque rompem a simetria encontradas nos demais cristais. Sua estrutura é ordenada, mas não periódica. Eles também possuem propriedades físicas e elétricas diferentes.

Quando foi primeiramente apresentada pelo pesquisador israelense Daniel Schechtman, nos anos 1980, a formação incomum do quase-cristal foi vista com ceticismo no mundo acadêmico. Tanto que apenas no último ano Schechtman foi amplamente reconhecido, ao receber o Prêmio Nobel de Química pela descoberta.

Os quase-cristais eram produtos exclusivos dos laboratórios até serem pela primeira vez encontrados na natureza, há dois anos, nas montanhas Koryak, na Rússia. A análise do material, feita pela equipe liderada pela Universidade de Princenton, mostrou que os quase-cristais encontrados na Rússia têm em sua composição elementos que apontam uma origem extraterrestre. Segundo o estudo, publicado no Procedings of National Academy of Sciences, as pedras podem ter chegado com meteroritos à terra.

Meteorito
A descoberta em 2009 dos cristais nas montanhas russas foi feita pela equipe de geologistas do professor Luca Bindi, então na Universidade de Florença, na Italia. Ele agora faz parte do estudo liderado por Princeton.

O mineral, composto por alumínio, bronze e ferro, mostrou que os quase-cristais podem se manter estáveis sob condições naturais. Mas o processo que havia criado as estrutruas ainda era uma incógnita.

No estudo, feito em conjunto com o professor Paul Steinhardt, Bindi diz que testes adicionais trazem evidências de que os minerais encontrados na Rússia podem ter origem fora da Terra. Eles usaram a técnica de espectromia de massa, para medir as diferentes formas, chamadas de isótopos, do elemento oxigênio, também presente em partes do mineral. O padrão dos isótopos de oxigênio se mostrou distinto de qualquer outro já visto em qualquer outro encontrado no planeta. A estutura se mostrou similar, no entanto, à das encontradas em meteoritos conhecidos como Condrito carbonáceo.

As amostras também continham um tipo de dióxido de silício (também chamado silica) que apenas se forma sob alta pressão. A descoberta sugere que os quase-cristais possam ter ou se originado no manto da Terra ou se formaram sob um impacto gerado por alta velocidade, como o que ocorre quando um meteorito se choca com a superfície terrestre. "Essa evidência indica que os quase-cristais podem se formar naturalmente sob certas condições astrofísicas e permanecem estáveis em escalas de tempo cósmicas", diz o estudo.

BBC Brasil
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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Módulo Criosfera I inicia transmissão por satélite para o Brasil

Após uma semana de instalação, o módulo Criosfera I inicia a transmissão de dados meteorológicos para o Brasil - para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe. O envio de dados ainda está em fase de testes. A expectativa dos pesquisadores é que em breve o primeiro módulo científico brasileiro no interior da Antártida colete automaticamente amostras do ar polar.

As atividades dos cientistas no interior do continente gelado também seguem. De acordo com o líder da expedição, professor Jefferson Simões, a perfuração para coletar testemunhos de gelo já resultou em 40 m de material, que servirá para medir a radioatividade-beta nas amostras precipitadas desde a década de 1950. "As explosões de bombas de hidrogênio dos Estados Unidos e ex-União Soviética (até 1964), França e China (até 1978) poluíram a neve precipitada nas duas regiões polares. Assim, ao encontrar essa radioatividade podemos determinar exatamente a data de uma camada de neve que precipitou entre 1954 e 1978", explica o professor.

Outra parte da equipe segue realizando trabalhos científicos na Geleira Union. Eles ficarão divididos entre esses dois acampamentos até o final da expedição, que deve ser dia 20 de janeiro de 2012. A previsão é de que até o dia 25 de janeiro todos já tenham retornado desta missão científica, pioneira no País.

Terra

Da guerra ao homem na Lua: veja a evolução dos foguetes

Utilizados na Segunda Guerra Mundial, os foguetes foram responsáveis por levar o homem à Lua. Foto: Nasa/Divulgação

Utilizados na Segunda Guerra Mundial, os foguetes foram responsáveis por levar o homem à Lua
Foto: Nasa/Divulgação


Segundo a própria Nasa, foram os chineses os primeiros a criar os foguetes da maneira como conhecemos. Usando a pólvora, bem conhecida no país devido aos fogos de artifício, o povo oriental usou "flechas de fogo" durante a batalha de Kai-Keng, em 1232, contra os mongóis. Era basicamente um tubo aberto em uma ponta e recheado de pólvora. Desde então, a evolução desse sistema só continuou. Por um lado, pela guerra, mas, por outro, a ciência deu alguns dos maiores impulsos dos foguetes.

Veja aqui a evolução dos foguetes com uso científico e algumas das principais mudanças desde sua criação até os equipamentos utilizados nos dias de hoje.

Terra

Rocha dos primórdios do Sistema Solar é descoberta na Rússia

Uma rocha nunca antes registrada foi descoberta por pesquisadores da Península de Kamchatka, na Rússia. Segundo os cientistas, o material é um tipo de cristal cujas principais características são encontradas em meteoritos.

O grupo de estudos da Universidade de Florença, na Itália, informou que a rocha estava em um meteorito originado nos primórdios do Sistema Solar há 4,5 bilhões de anos. O estudo foi publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Jornal do Brasil
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