quarta-feira, 7 de março de 2012

Telescópio espacial registra encontro de galáxias jovens

O telescópio VST obteve imagens de um conjunto de galáxias em interação no aglomerado de Hércules. Foto: ESO/Divulgação

O telescópio VST obteve imagens de um conjunto de galáxias em interação no aglomerado de Hércules
Foto: ESO/Divulgação


O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) divulgou nesta quarta-feira imagens de um encontro de galáxias jovens no aglomerado de Hércules. O registro foi feito pelo telescópio espacial VST, instalado no Observatório do Paranal, no Chile.

Nas imagens é possível observar pares de galáxias aproximando-se umas das outras. Segundo o ESO, esse processo originará a fusão das galáxias em uma só, maior. As numerosas interações e o grande número de galáxias espirais ricas em gás que formam estrelas, fazem com que os membros do aglomerado de galáxias de Hércules se pareçam com as galáxias jovens do Universo mais longínquo. Devido a esta semelhança, os astrônomos pensam que este aglomerado é relativamente jovem.

O aglomerado de Hércules (também conhecido como Abell 2151) situa-se a cerca de 500 milhões de anos-luz de distância na constelação de Hércules. Esse aglomerado é claramente diferente de outras associações de galáxias próximas, pois além de apresentar uma forma bastante irregular, contém uma grande variedade de tipos de galáxias, em particular galáxias espirais jovens que estão formando estrelas, não se observando nenhuma galáxia elíptica gigante.

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Terra

terça-feira, 6 de março de 2012

Alinhamento raro do Sol e da Lua precedeu naufrágio do Titanic

A colisão do Titanic com um iceberg em 1912 pode ter sido consequência de um raro alinhamento do Sol e da Lua ocorrido mais de quatro meses antes, segundo um artigo publicado na edição de abril da revista Sky & Telescope. Aproveitando a renovada fascinação em torno do naufrágio do transatlântico, pela proximidade do centenário do acidente no qual morreram aproximadamente 1,5 mil pessoas, os astrônomos da Universidade Estadual do Texas Donald Olson e Russell Doescher explicaram sua hipótese sobre a abundância de icebergs na rota da embarcação.

Na noite do dia 14 de abril de 1912, o navio, que segundo a publicidade da época "nem Deus era capaz de afundar", bateu em um iceberg e naufragou. Outras embarcações que responderam aos chamados de socorro encontraram na região do Atlântico Norte uma abundância incomum de icebergs.

Junto com a proliferação de reportagens, romances e filmes que transformaram o afundamento do Titanic no "acidente do século 20", se multiplicaram por décadas as perguntas sobre a existência de um número de icebergs superior ao habitual na área. Os astrônomos partiram do trabalho do oceanógrafo Fergus J. Wood, da Califórnia, um estudioso das marés que sugeriu que uma aproximação rara da Lua à Terra, ocorrida em 4 de janeiro de 1912, pode ter contribuído para marés também mais altas do que o normal.

Olson e Doescher descobriram que nessa data também ocorreu um acontecimento pouco comum: a Lua e o Sol se alinharam de uma maneira que fez com que sua atração gravitacional se reforçasse mutuamente, formando o que é conhecido como maré de sizígia. Além disso, a proximidade da Lua foi a maior registrada em cerca de 1,4 mil anos e ocorreu dentro dos seis minutos de uma lua cheia. Já a aproximação máxima do Sol havia ocorrido no dia anterior.

"Foi a maior aproximação da Lua à Terra em mais de 1,4 mil anos e esta configuração maximizou as forças lunares que levantam as marés nos oceanos da Terra", disse Olson. Inicialmente, os pesquisadores procuraram determinar se marés mais cheias tinham aumentado os desprendimentos de icebergs na Groenlândia, que é o local de origem da maioria dos icebergs dessa região atlântica. Mas logo se deram conta que, para chegar à rota de navegação do Titanic por volta de abril, os icebergs desprendidos das geleiras da Groenlândia em janeiro deveriam ter se deslocado muito rápido e em sentido contrário às correntes.

No entanto, segundo o depoimento das tripulações dos outros navios que responderam ao chamado do Titanic, havia muitos icebergs na área, tantos que pelo resto da temporada de 1912 as rotas de navegação foram desviadas para o sul. A resposta à questão sobre a procedência de tantos icebergs na região está nos icebergs encalhados e à deriva.

À medida que os icebergs desprendidos da Groenlândia se movimentam para o sul, muitos ficam encalhados nas águas menos profundas do litoral de Terra Nova e Labrador, no Canadá. Normalmente, os icebergs ficam ali e não conseguem se movimentar até que derretam o suficiente para voltar a flutuar, ou até que uma maré alta os libere.

Assim, os astrônomos do Texas levantaram a hipótese de as marés mais elevadas do que o normal de janeiro de 1912 terem desencalhado estes icebergs, que se deslocaram rumo ao sul pelas correntes oceânicas e em direção às rotas de navegação.

EFE
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segunda-feira, 5 de março de 2012

Sedimentos no México sustentam teoria de impacto extraterrestre

Uma equipe internacional de cientistas identificou no lago Cuitzeo, no centro do México, materiais inusitados em um sedimento que sustentam a teoria de um impacto extraterrestre há cerca de 12,9 mil anos, indica um artigo publicado nesta segunda-feira pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

A equipe, liderada por Isabel Israde Alcantara, da Universidade Michoacana, no México, afirma que a camada de sedimento lacustre negro é rica em carvão e contém nanodiamantes e microesferas que datam do início do período denominado Dryas recente. Esta foi uma breve fase de 1,3 mil anos de esfriamento climático ao final do período pleistoceno. Os materiais encontrados em uma amostra de 27 m de comprimento obtida do solo mexicano são interpretados como resultado de um "impacto extraterrestre".

Além de Isabel, fizeram parte da equipe Gabriela Domínguez Vázquez, da Universidade Michoacana, do México, e cientistas da Universidade Nacional de Taiwan, das universidades americanas da Califórnia, Oregon e Harvard, e do Instituto para Ciência de Materiais de Tsukuba, do Japão.

O lago de Cuitzeo, que cobre de 300 a 400 km quadrados e tem uma profundidade média de 27 m, localiza-se entre os estados de Guanajuato e Michoacán de Ocampo e ocupa o segundo lugar em extensão no México. Os cientistas extraíram a amostra com o objetivo de obter um registro do clima da antiguidade além do período interglacial.

"Nossa atenção logo focou em uma camada anômala, de uns 10 cm de espessura e 2,8 m de profundidade, que data de aproximadamente 12,9 mil anos atrás e coincide com várias mudanças ambientais e bióticas anômalas, reconhecidas independentemente em outras sequências de amostras lacustres regionais", destaca a nota. Essas mudanças, obtidas em conjunto, produziram a camada mais notória de delimitação dos sedimentos ao final do período quaternário. A camada, explicaram os cientistas, contém uma acumulação diversa e abundante de materiais que se relacionam com um impacto e, além dos nanodiamantes e esferas de carbono, há esferas magnéticas.

No artigo, os pesquisadores trabalharam com diversas hipóteses que pudessem explicar essas observações e chegaram à conclusão de que a presença de tais materiais "não podem ser explicadas por qualquer mecanismo terrestre". Entre as hipóteses analisadas, figuram a "chuva cósmica" - queda de meteoritos sobre a Terra -, a origem vulcânica desses sedimentos, a produção humana e até a identificação errônea dos materiais encontrados.

Cada uma dessas hipóteses é discutida detalhadamente no artigo, que chega à conclusão de que "o impacto cósmico é a única hipótese viável". "Embora a origem desses sedimentos continue sendo tema de especulação, há atualmente um só acontecimento conhecido, um impacto cósmico, que pode explicar a acumulação diversa e amplamente distribuída desses materiais", complementam os autores.

EFE
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Intensa erupção solar envia partículas na direção da Terra

Imagem divulgada nesta segunda-feira pela Nasa mostra no canto superior esquerdo uma região em intensa erupção. Foto: Nasa/Divulgação

Imagem divulgada nesta segunda-feira pela Nasa mostra no canto superior esquerdo uma região em intensa erupção
Foto: Nasa/Divulgação


Uma forte erupção na superfície do Sol, somada com a temporada de tempestades, enviou ondas de plasma e partículas que alcançarão a Terra, conforme informou nesta segunda-feira o Centro de Prognósticos Climatológicos Espaciais (SWPC). O SWPC, operado pelo Serviço Meteorológico Nacional dos Estados Unidos, indicou que o clarão foi de classe X1.1, o que significa que se trata de uma das mais poderosas das erupções solares. O fenômeno aconteceu à 1h13 desta segunda-feira.

A expectativa é de que a onda de plasma e partículas solares alcance a Terra em dois ou três dias. As erupções solares interferem no campo magnético da Terra e as ondas, que obrigaram a mudar a rota de alguns aviões comerciais que sobrevoavam os pólos, continuarão se intensificando, segundo os especialistas.

O Sol passa por ciclos regulares de atividade, que a cada 11 anos aproximadamente se intensificam e provocam tempestades que às vezes deformam e inclusive atravessam o campo magnético da Terra. Os especialistas indicaram que a atual temporada de tempestades é a mais intensa registrada desde setembro de 2005 e que estas provocam efeitos especiais únicos como as auroras boreais, além de interferir nas comunicações.

Além disso, as redes de transmissão de eletricidade, as comunicações via rádio e os sistemas de satélites são afetados, mas a Nasa afirmou que os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) não correm perigo.

Em janeiro, os cientistas detectaram duas erupções no período de quatro dias seguidos por ondas com bilhões de toneladas de plasma viajando a cerca de 8 milhões de km/h. A onda causada pelo segundo dos dois clarões alcançou a Terra cerca de 34 horas depois da erupção, em vez dos dois ou mais dias que habitualmente esse deslocamento demora.

EFE
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domingo, 4 de março de 2012

Programa espacial brasileiro evolui com lançamentos de satélites

Se durante a Guerra Fria a corrida espacial envolvia apenas os Estados Unidos e a antiga União Soviética, atualmente esse quadro apresenta mudanças. "Naturalmente, as grandes potências estão recebendo concorrência de outros países, mesmo que atualmente o mercado aeroespacial seja basicamente dominado por Rússia, Estados Unidos e Europa. Assim, países como Ucrânia, Índia e China estão entrando nessa disputa também", afirma o professor de engenharia mecânica da Universidade de Brasília (UnB) Carlos Alberto Gurgel Veras.

Dentro desse aumento de importância dos países emergentes no mercado aeroespacial, qual o papel do Brasil? "O País está entrando no mercado em um nicho, lançando satélites comerciais em órbitas mais baixas, mas com a vantagem de ter a melhor posição geográfica para a atividade. Nós podemos lançar sete satélites por ano, no máximo, e não temos condições de fazer o lançamento de satélites muito grandes", detalha Veras.

Para entender o avanço da participação do Brasil na área é preciso voltar às origens da Agência Espacial Brasileira (AEB), fundada em 1994, durante o governo Itamar Franco, para substituir a Comissão Brasileira de Atividades Espaciais (COBAE), com caráter militar, criada na década de 1970. Com o fim da Guerra Fria e da bipolaridade entre Estados Unidos e União Soviética, muda o contexto mundial e surge a necessidade do País ter um órgão de instância civil para lidar com a cooperação internacional na área espacial, que até então era responsabilidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entidade focada principalmente na área de pesquisas.

Inicialmente, a AEB era vinculada diretamente à Presidência da República, mas, a partir do governo Fernando Henrique Cardoso, passou a fazer parte do Ministério da Ciência e Tecnologia, enfrentando dificuldades para coordenar, com cerca de 50 pessoas, o projeto espacial de um país com pouca experiência na área. "A agência enfrentou vários problemas para exercer a tarefa de executar a política espacial brasileira, pois precisava de gente especializada, o que conseguiu pouco no início, fator determinante para que não tivesse muita força durante vários anos. Com a crise no governo FHC, as verbas diminuíram, e só depois, por volta de 2004, a situação começou a melhorar, com mais verba do que antes", relata José Monserrat Filho, chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB.

Atualmente, após projetos de parceria com potências e empresas estrangeiras nas décadas de 70, 80 e 90, com um projeto de cooperação com a China - iniciado em 1988, interrompido durante o governo Collor e retomado na gestão seguinte - o País tem planos de aumentar suas atividades espaciais. Dentro dessa diretriz, estão fora de cogitação interesses militares e tentativas de explorar o espaço ou mandar o primeiro brasileiro à Lua.

"Em 1988, o Brasil fez um acordo de assessoramento remoto com a China, e, desde então, lançamos três satélites - em 1999, 2003 e 2007. O próximo, CBERS 3, deve ser lançado em 2012 e, em 2014, será lançado o CBERS 4. A nossa grande missão é aumentar consideravelmente a atividade espacial brasileira: enquanto cinco satélites foram lançados em 19 anos, nós queremos lançar quatro em quatro anos. Missões à Lua, por exemplo, não são nossa prioridade, e o programa espacial brasileiro na era civil não tem fins militares, tampouco temos programas tripulados. A atividade espacial tem de atender às necessidades do País, melhorando o desempenho da indústria e a vida das pessoas. Se no passado, o poder militar foi indispensável para um país se tornar uma grande potência, hoje isso provavelmente não é mais verdade", conta Monserrat Filho.

Gurgel Veras afirma que, apesar de não ter interesses de realizar viagens à Lua, o País tem recursos para criar o seu próprio satélite e crescer dentro do quadro espacial mundial. "O Brasil quer se colocar entre as dez maiores potências da área, e, para isso, é necessário ter um programa espacial, pois todas as demais têm, mudando a imagem que ainda passamos de país agrícola e atrasado nesse quesito", analisa.

Diferentemente do Brasil, a China segue firme em seu objetivo de mandar um homem à Lua entre 2020 e 2030. Mas, depois de tantas expedições que já mostraram tudo o que se poderia saber sobre o solo lunar, qual a necessidade real de uma viagem tripulada ao satélite? "Os chineses querem ir à Lua simplesmente para mandar uma mensagem política e econômica ao mundo de que só eles e os Estados Unidos foram lá, e que eles são tão bons quanto os americanos. É muito mais para se posicionar como uma liderança mundial, é pura propaganda; e como não falta dinheiro a eles, a China vai mesmo mandar um homem para a Lua", declara o professor de Engenharia Mecânica da UnB.

Outras potências da área, como os russos, apesar de poderem, não têm interesse em tripular uma viagem à Lua. "Eles não se interessam por isso. Se quisessem, já teriam conseguido também. Com um pouco de tempo, eles poderiam mandar uma nave para o espaço e depois mandar suprimento para lá, mas não é algo que lhes parece importante", afirma Veras.

Além dos interesses ambiciosos dos ricos países emergentes, o professor aponta outras interessadas em crescer dentro do setor aeroespacial. "Novas empresas americanas, criadas por bilionários da internet, como o cofundador da Space X Elon Musk, estão entrando com tudo no mercado, fazendo contato com a Nasa (a agência espacial americana) e produzindo foguetes poderosos", assegura.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra

sexta-feira, 2 de março de 2012

Sonda Cassini detecta oxigênio em lua de Saturno

A sonda espacial Cassini detectou oxigênio em uma baixa concentração em Dione, uma das luas de Saturno, o que indica que o planeta teria uma tênue atmosfera, embora muito menos densa que a da Terra.

"A sonda Cassini encontrou pela primeira vez íons de oxigênio molecular na gelada lua de Saturno de Dione", anuncia um comunicado emitido nesta sexta-feira pela equipe encarregada da missão.

No entanto, os íons de oxigênio estão muito dispersos - um por cada 11 centímetros cúbicos -, o que faz esta concentração equivalente à da atmosfera da Terra a uma altura de 480 quilômetros.

"Agora sabemos que Dione, da mesma forma que os anéis de Saturno e sua lua Rhea, é uma fonte de moléculas de oxigênio", indicou Robert Tokar, um membro da missão Cassini no Laboratório Nacional de Los Álamos (EUA).

Em sua opinião, esta descoberta confirma que o oxigênio é comum no sistema de luas de Saturno e que pode surgir em processos que não implicam formas de vida.

O oxigênio, elemento básico para a vida na Terra - onde sua concentração na atmosfera chega a cerca de 21% -, poderia se originar nas luas de Saturno devido a fótons solares ou partículas de energia que impactam contra a superfície de água gelada do satélite.

Os cientistas não pensavam que Dione, devido a seu pequeno tamanho, pudesse abrigar uma atmosfera. A nova descoberta faz deste pequeno satélite um objeto de estudo muito mais interessante.

A sonda Cassini, lançada em 1997, é uma missão que conta com a participação da Nasa, da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Agência Espacial Italiana, cujo objetivo é estudar as mudanças climáticas em Saturno e em suas luas.

EFE
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Nasa: roubo de laptop com códigos da ISS não afeta operações

A Nasa, a agência espacial americana, afirmou nesta sexta-feira que, apesar do roubo de um laptop com códigos de controle da Estação Espacial Internacional (ISS), as operações do posto orbital não correm perigo. O inspetor geral da Nasa, Paul Martin, tinha informado nesta semana, em discurso ao Congresso americano, sobre a perda ou roubo, entre 2009 e 2011, de pelo menos 48 aparelhos portáteis - telefones celulares e computadores - que continham informações delicadas.

Em 2011, o sumiço de um computador resultou na perda de algoritmos usados para o comando e controle da Estação Espacial Internacional, explicou Martin. No entanto, em comunicado divulgado nesta sexta-feira, a porta-voz da Nasa, Lauren Worley, indica que a agência "leva muito a sério o assunto de segurança de sua tecnologia informática, e em nenhum momento as operações da ISS estiveram ameaçadas por uma intromissão nos dados".

"A Nasa obteve progressos significativos na proteção dos sistemas de tecnologia informática da agência e busca agora aplicar as recomendações feitas pelo inspetor geral nesta área", acrescenta.

Alguns dos roubos sofridos nesse período resultaram na perda de informações delicadas que incluem "propriedade intelectual de terceiras partes, submetida a controle de exportações e informações pessoais identificáveis". Além disso, segundo Martin, os computadores desaparecidos continham números do sistema de previdência social e dados sobre os programas Constellation e Orion da Nasa.

O número real de aparelhos roubados pode ser ainda mais alto porque a agência depende que seus funcionários informem sobre os desaparecimentos. Durante 2011, segundo Martin, a Nasa foi alvo de pelo menos 47 ameaças avançadas persistentes em seus sistemas informáticos. Em 13 desses casos, os hackers conseguiram entrar nos computadores da agência.

Em 2010 e 2011, foram registrados 5.408 incidentes relacionados à segurança cibernética, responsáveis por invasões não autorizadas e pela instalação de programas destrutivos nos sistemas da agência. Esses ataques custaram à Nasa cerca de US$ 7 milhões.

Os incidentes incluem tanto invasões de indivíduos que só buscam provar sua habilidade de burlar os códigos de segurança da agência como atividades criminosas na busca de dinheiro e as intervenções patrocinadas pelos serviços de espionagem de outros países. Em um dos casos, hackers vinculados com endereços eletrônicos na China conseguiram acessar sistemas informáticos e contas delicadas no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa e "tiveram o controle completo dessas redes". Entre outras coisas, esse nível de acesso poderia ter permitido aos invasores modificar, copiar ou apagar arquivos delicados.

EFE
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Nasa faz homenagem ao astronauta do 1º voo orbital americano

A Nasa, agência espacial americana, promove nesta sexta-feira, no Centro de Pesquisa Glenn, em Cleveland (EUA), um evento para comemorar o 50º aniversário do primeiro voo orbital, realizado por John Glenn. Mais de 800 ingressos foram distribuídos para o público em geral.

A façanha americana ocorreu no dia 20 de fevereiro de 1962. Em sua décima primeira tentativa, o astronauta John Glenn decolava do Cabo Canaveral a bordo de um foguete Atlas. Glenn deu três voltas na Terra em um pouco menos de cinco horas. Mais de 30 anos depois, em 1º de março de 1999, o Centro de Pesquisa Lewis foi rebatizado oficialmente de Centro de Pesquisa da Nasa John H. Glenn, em reconhecimento às contribuições de Glenn ao espaço, à ciência e ao Estado de Ohio.

A programação em tributo ao feito de Glenn conta com a presença do administrador da Nasa Charles Bolden e do diretor Ramon "Ray" Lugo. Além disso, o presidente da universidade, Ronald Berkman, participará das boas-vindas e o piloto do ônibus espacial STS-95, Steve Lindsey, irá homenagear o astronauta. O programa culminará com uma palestra do convidado de honra, o próprio John Glenn.

O dia de celebração terá ainda performances musicais e exibição de um vídeo sobre John Glenn. "Esta é uma grande oportunidade para a nossa comunidade se unir e comemorar as realizações de John Glenn", disse Lugo. "Estamos muito felizes em combinar a celebração do 50º aniversário do voo orbital com o aniversário da renomeação do centro. A inspiração que John Glenn dá a milhões de pessoas, juntamente com o espírito pioneiro que vive nos corações de todos os que trabalham no centro, continuará a manter a nossa nação no caminho da exploração e descoberta", destacou.

Terra