segunda-feira, 6 de agosto de 2012

"Moicano da Nasa" vira sensação na web após sonda pousar em Marte

Estilo moicano adotado por Bobak Ferdowsi muda a cada missão: corte fez sucesso online. Foto: Reuters

Estilo moicano adotado por Bobak Ferdowsi muda a cada missão: corte fez sucesso online
Foto: Reuters


Graças a seu corte de cabelo inusitado - e, dizem algumas internautas, à sua boa aparência -, o cientista da Nasa Bobak Ferdowsi se tornou um inesperado sucesso na web depois de participar da missão da Nasa que pousou a sonda Curiosity no solo marciano. O penteado do diretor de voo da missão Mars Curiosity consiste em um estilo moicano nas cores vermelho e azul, com estrelas do lado, à semelhança da bandeira dos Estados Unidos.

Curiosity é a mais completa sonda a explorar Marte; saiba mais

Apesar de estar ocupado comemorando o sucesso da missão espacial, Ferdowsi destinou um pouco de seu tempo para usar o Twitter em agradecimento às mensagens que recebeu. "Vocês ganharam essa, internet. Volto mais tarde, mas muito obrigado. Agora vou celebrar com meus amigos e equipe!"

Ferdowsi cortou o cabelo de maneira diferente para cada uma das fases de desenvolvimento e lançamento da sonda de US$ 2,5 bilhões que chegou a Marte. Nesta segunda-feira, ele foi alvo de diversas manifestações na internet: teve tumblrs criados em sua homenagem, recebeu diversas mensagens no Twitter (onde obteve mais de 10 mil seguidores em um dia) e até teve um meme criado em seu nome.

http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI6056054-EI12884,00-Moicano+da+Nasa+vira+sensacao+na+web+apos+sonda+pousar+em+Marte.html#tphotos

Terra

Após chegar em Marte, sonda será revisada antes de iniciar missão

Gerentes da missão e cientistas comemoram o sucesso do pouso da Curiosity na superfície do planeta vermelho. Foto: AFP

Gerentes da missão e cientistas comemoram o sucesso do pouso da Curiosity na superfície do planeta vermelho
Foto: AFP


Após sua chegada à superfície de Marte, o explorador Curiosity iniciará uma revisão de todos seus sistemas antes de começar a enviar informações e dados vindos do planeta vermelho. "Temos que ter muita paciência porque é preciso estar completamente seguro que o entorno é adequado e não há risco. Após essa revisão, o explorador passará a captar os primeiros dados", explicou à Agência Efe Felipe Gómez, um dos cientistas espanhóis envolvido no projeto.

Gómez, que se encontra no Laboratório de Propulsão da NASA em Pasadena (Califórnia, EUA), onde permanecerá por mais três meses, qualificou a aterrissagem da Curiosity com um fato "muito emocionante" e "surpreendente" pela suavidade com que o explorador pousou na cratera Gale de Marte.

"O desdobramento foi realizado passo a passo; um êxito rotundo", disse o cientista do Centro espanhol de Astrobiología (CAB). As informações recolhidas pela Curiosity serão enviadas apenas uma vez ao dia. Após essa transmissão, o explorador automaticamente já passa a processar e interpretar novas informações. As observações registradas são armazenadas sobre o computador de controle do robô e, posteriormente, sobre o satélite que mantém sua comunicação com a Terra.

Segundo Gómez, o fato de poder participar desta missão - uma das maiores já desenvolvidas - "supõe um desafio tecnológico nunca assumido anteriormente devido ao tamanho, volume e peso do explorador, assim como a quantidade de instrumentos científicos que este robô transporta".

Na superfície de Marte, o robô explorador Curiosity analisará durante os próximos dois anos a possibilidade de ter existido ou existir vida no planeta vermelho.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6054223-EI301,00-Apos+chegar+em+Marte+sonda+sera+revisada+antes+de+iniciar+missao.html#tphotos

EFE
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Obama diz que pouso de sonda em Marte é um 'triunfo sem precedentes'

A Nasa confirmou que a nave, de uma tonelada, pousou na cratera Gale após uma complexa manobra. Foto: Reuters/Nasa/Reprodução

A Nasa confirmou que a nave, de uma tonelada, pousou na cratera Gale após uma complexa manobra
Foto: Reuters/Nasa/Reprodução


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, qualificou nesta segunda-feira de "feito histórico" a chegada a Marte da sonda Curiosity, que pousou no planeta vermelho após uma viagem de 567 milhões de km.

"Este é um triunfo da tecnologia sem precedentes", acrescenta o comunicado presidencial, para quem esta missão prova que inclusive as coisas mais difíceis não resistem ao engenho humano.

A Nasa confirmou que a nave, de uma tonelada, pousou na cratera Gale após uma complexa manobra durante o qual se denominou "sete minutos de terror" desde sua entrada na atmosfera marciana.

"Estou inteiro e a salvo na superfície de Marte", diz uma mensagem no blog da Nasa, que deu lugar a uma comemoração com aplausos e abraços entre o pessoal de sala de controle do Laboratório de Propulsão em Pasadena, Califórnia.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6053771-EI301,00-Obama+diz+que+pouso+de+sonda+em+Marte+e+um+triunfo+sem+precedentes.html#tphotos

EFE
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Sonda de US$ 2,5 bilhões pousa com segurança em Marte

Funcionários da Nasa comemoram chegada da sonda em Marte. Foto: Nasa/Reprodução

Funcionários da Nasa comemoram chegada da sonda em Marte
Foto: Nasa/Reprodução


A Nasa, a agência espacial americana, confirmou na madrugada desta segunda-feira o pouso da sonda Curiosity no solo marciano. O projeto levou cerca de 10 anos para ser concluído e custou US$ 2,5 bilhões de dólares. Somente a viagem ao planeta durou mais de oito meses.

O pouso não foi nada simples, já que boa parte do processo ocorreu em velocidade hipersônica (cinco vezes a do som) e passou por uma sequência que incluiu manobras, paraquedas, foguetes e até um guindaste na última fase tudo automaticamente, já que um sinal de Marte até a Terra (e vice-versa) demora 14 minutos.

Assim que entrar na atmosfera de Marte, a nave envia um sinal à Terra, ou seja, quando os cientistas da Nasa receberam o aviso, a sonda já tinha chegado ao solo havia sete minutos. Mas tudo foi monitorado em detalhes pelos equipamentos a bordo da nave e esses dados vão ajudar em futuras missões.

Busca por vida
A Curiosity é a maior e mais bem equipada sonda em Marte. São 10 instrumentos científicos que deixam o robô 10 vezes mais pesado e com o dobro do comprimento que a Spirit e a Opportunity, lançadas em 2003.

Ao contrário das "irmãs" mais velhas, a Curiosity é capaz de colher (após pulverizar, triturar e/ou "explodir" com um laser) amostras de solo e rocha e analisá-las em um "laboratório" interno - ou com suas muitas câmeras e espectrômetros (equipamento que analisa o espectro eletromagnético).

Segundo o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês), da Nasa, o robô é capaz de passar por obstáculos de até 65 cm de altura e percorrer até 200 m por dia no terreno marciano. Um gerador radioativo, alimentado por plutônio-238, vai produzir energia suficiente para um ano marciano (687 dias da Terra), tempo previsto para a missão.

O local onde a sonda vai pousar não foi escolhido ao acaso. A cratera Gale seria um dos locais potencias para a existência de vida em Marte. Contudo, a sonda não foi projetada para determinar se existe - ou existiu - vida no planeta, já que não carrega instrumentos para registrar processos biológicos nem registrar imagens microscópicas. A ideia é preparar o terreno para futuras missões com esses objetivos e até para uma possível missão tripulada.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6047945-EI301,00-Sonda+de+US+bilhoes+pousa+com+seguranca+em+Marte.html#tphotos

Terra

domingo, 5 de agosto de 2012

Sonda Curiosity segue normalmente seu trajeto para pousar em Marte

A sonda Curiosity continua "em perfeitas condições", navegando a 3.600 metros por segundo em direção a Marte, onde chegará após uma complexa manobra de aterrissagem e um percurso de 566 milhões de quilômetros.

A Nasa informou que a missão, que custou US$ 2,5 bilhões e que tem como objetivo determinar se já existiu vida em Marte, está se desenvolvendo segundo o programado.

Se tudo correr bem, a Curiosity chegará ao solo marciano na madrugada desta segunda-feira, às 2h31 (de Brasília), quando o planeta vermelho estiver a 248 milhões de quilômetros da Terra.

O chefe da operação de Entrada, Descenso e Aterrissagem (EDL, por sigla em inglês) da missão, Adam Steltzner, disse em entrevista coletiva que a equipe no centro de operações de Pasadena, Califórnia, "está racionalmente confiante, emocionalmente excitada e pronta" para a complexa operação de pouso.

"Os controladores decidiram nesta manhã não utilizar uma manobra de correção de voo", explicou o mais recente boletim informativo da missão.

A Curiosity já começou a acelerar sua descida à medida que se aproxima da órbita de Marte, onde alcançará a velocidade de 21.200 km/h.

Uma vez que entrar na atmosfera de Marte, cem vezes menos densa do que a Terra, começará os chamados "sete minutos de terror", que são a complexa operação de aterrissagem em Marte.

O atrito atmosférico não é suficiente para frear a queda, por isso, na altura de 11 mil metros da superfície marciana, será aberto um paraquedas supersônico de 16 metros de diâmetro, o maior já construído pela Nasa.

A Curiosity, lançada em 26 de novembro de 2011 e que terá uma missão de dois anos em Marte, foi criada para investigar se Marte é ou já foi capaz de abrigar formas de vida.

Quando entrar na atmosfera de Marte, a sonda passará em 420 segundos por uma metamorfose: deixará sua forma cônica, quando estiver a uma temperatura de 900 graus, para chegar ao solo como algo parecido com uma aranha mecânica, que pousará na cratera Gale.

A atmosfera de Marte, composta principalmente por dióxido de carbono, com presença de nitrogênio e carbono, é cem vezes menos densa que a da Terra, que é uma mistura de nitrogênio, oxigênio e outros gases.

O paraquedas que auxiliará a aterrissagem pesa 45 quilos e suportará uma força de 29.500 quilos. O aparato diminuirá a velocidade da queda para cerca de 320 km/h.

Outras sondas enviadas a Marte desceram na superfície do planeta rodeadas de grandes globos que amorteceram o impacto, mas o tamanho e peso da Curiosity requerem um método diferente de aterrissagem.

Quando a cápsula estiver a oito quilômetros do solo, será aberto o escudo térmico, uma espécie de frigideira ao contrário, que deixará exposta a barriga da sonda, onde câmeras registrarão imagens de alta resolução. Além disso, um radar ajudará na navegação até o ponto escolhido para a aterrissagem.

Os oito foguetes instalados nas bordas do aparato seguirão freando a aproximação, e quando ele estiver a 20 metros do solo, será aberta a grade que sustenta a sonda propriamente dita, que se desprenderá por meio de um guindaste.

Doze segundos antes do contato, a Curiosity abrirá suas seis rodas, instaladas nas extremidades de seis patas, e descansará em Marte.

EFE
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Nasa quer registrar cada detalhe de chegada hipersônica a Marte

Imagem mostra a cratera Gale, local onde a sonda deve pousar. Foto: ESA/Divulgação

Imagem mostra a cratera Gale, local onde a sonda deve pousar
Foto: ESA/Divulgação


O pouso da sonda Curiosity em Marte, previsto para ocorrer na próxima madruga, é uma manobra ousada da Nasa. Com uma massa 10 vezes maior e o dobro do tamanho das "irmãs" Spirit e Opportunity, a chegada do equipamento em solo marciano é um desafio para os engenheiros da agência espacial americana. Mas, por outro lado, eles querem registrar cada detalhe do processo e usar isso para aprimorar as próximas missões - até as tripuladas.

Entenda como será o pouso e como sonda vai ajudar na procura de vida em Marte

São 14 sensores presos ao escudo de calor, que deve proteger o robô durante os sete minutos de descida. Sete sensores vão medir a temperatura do escudo durante o processo, enquanto os demais vão medir mudanças na pressão atmosférica. Os dados serão gravados e enviados para a Terra.

Os pesquisadores do projeto estão ansiosos. Dizem que mal podem esperar para receber os dados. "Nós nunca tivemos a chance de coletar material de alta qualidade de uma espaçonave entrando na atmosfera de outro planeta", diz Jim Pittman, líder da pesquisa sobre a chegada da Curiosity em Marte. As informações sobre o complicado pouso serão usadas para melhorar as futuras idas ao planeta vermelho.

Os engenheiros da agência esperam as informações de como o escudo de calor vai se comportar na atmosfera marciana, já que ela chegará em velocidade hipersônica (cinco vezes a do som). No futuro, isso permitirá a chegada de equipamentos ainda maiores e, possivelmente, uma missão tripulada.

O sistema que vai registrar os detalhes da chegada da sonda custou US$ 28 milhões, valor pequeno se comparado ao total do projeto: cerca de US$ 2,5 bilhões.

Ontem, a Nasa informou que uma tempestade de poeira que atingiu o hemisfério sul de Marte na madrugada de sábado e que poderia complicar a missão já estava se dissipando. "Marte está cooperando e oferecendo um bom clima para a aterrissagem. A tempestade de poeira está transformando em apenas uma inofensiva nuvem de poeira", explicou em entrevista coletiva Ashwin Vasavada, um dos cientistas da agência espacial americana.

Terra

sábado, 4 de agosto de 2012

Curiosity se aproxima de Marte e Nasa prevê bom tempo para aterrissagem

A sonda Curiosity continua se aproximando de Marte, onde deve chegar às 5h31 (GMT) desta segunda-feira, quando os cientistas acreditam que o clima esteja bom para que o aparelho possa pousar no planeta vermelho, informou neste sábado a Nasa.

Os cientistas explicaram que a tempestade de poeira que atingiu o hemisfério sul de Marte na madrugada passada já estava se dissipando.

"Marte está cooperando e oferecendo um bom clima para a aterrissagem. A tempestade de poeira está transformando em apenas uma inofensiva nuvem de poeira", explicou em entrevista coletiva Ashwin Vasavada, um dos cientistas da Nasa que trabalha na missão.

A Curiosity deve tocar a superfície do planeta vermelho quando Marte se encontrar a cerca de 248 milhões de quilômetros da Terra, pondo fim a uma viagem de mais de 565 milhões de quilômetros.

Atualmente, a sonda viaja a uma velocidade de 12.800 quilômetros por hora, e quando atingir a órbita do planeta, deverá chegar a 21.200 km/h.

Quando entrar na atmosfera de Marte, cem vezes menos densa que a da Terra, começará uma complicada missão de aterrissagem, conhecida como os "sete minutos de terror".

O atrito atmosférica sozinho não é suficiente para frear a velocidade da queda, por isso a cerca de 11 quilômetros da superfície será ativado um paraquedas de 16 metros de diâmetro, o maior já feito pela Nasa.

Nesse momento, o paraquedas, que pesa 45 quilos, diminuirá a velocidade da queda para 320 quilômetros por hora.

A Curiosity, lançada em 26 de novembro de 2011, terá uma missão de dois anos em Marte e seu objetivo é descobrir se o planeta já foi capaz de abrigar formas de vida. EFE

afs/dk

EFE
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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Supertempestade solar pode matar milhões, alerta relatório

Sol está em temporada com muitas tempestades. Foto: Nasa/Divulgação

Sol está em temporada com muitas tempestades
Foto: Nasa/Divulgação


Uma gigantesca liberação de partículas geomagnéticas vindas do Sol poderia destruir mais de 300 dos 2.100 transformadores de alta voltagem que são a espinha dorsal da rede elétrica dos EUA, segundo a Academia Nacional de Ciências americana. Cientistas estimam que, no pior cenário, milhões de pessoas poderiam acabar mortas.

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O Sol está em um período de atividade intensa, conhecido como "máximo solar", que deve atingir seu auge em 2013. Por isso, há um ímpeto por parte de um grupo de agências federais para buscar maneiras de preparar os EUA para uma grande tempestade solar nesse ano.

Especialistas dos EUA estimam em até 7% o risco de uma grande tempestade em 2013. Pode parecer pouco, mas os efeitos seriam tão amplos - semelhantes à colisão com um grande meteorito - que o fato tem atraído a atenção das autoridades.

Apagões isolados podem causar caos, como ocorreu em julho, na Índia, quando mais de 600 milhões de pessoas ficaram sem energia durante várias horas em dois dias consecutivos. Já um blecaute de longa duração, como o que poderia acontecer no caso de uma enorme tempestade solar, teria efeitos mais profundos e custosos.

Há discordâncias sobre o custo, mas especialistas do governo dos EUA e da iniciativa privada admitem que se trata de um problema complexo, que exige uma solução coordenada. Um relatório da Academia Nacional de Ciências estimou que cerca de 365 transformadores de alta voltagem no território continental dos EUA poderiam sofrer falhas ou danos permanentes, que exigiriam a substituição do equipamento.

A troca poderia levar mais de um ano, e o custo dos danos no primeiro ano após a tempestade poderia chegar a US$ 2 trilhões, disse o relatório. As áreas mais vulneráveis ficam no terço leste dos EUA, do meio-oeste à costa atlântica, e no noroeste do país.

A rede elétrica nacional foi construída ao longo de décadas para transportar a eletricidade ao preço mais baixo entre os locais de geração e consumo. Uma grande tempestade solar tem a capacidade de derrubar a rede, segundo o relatório dos cientistas.

De acordo com estimativas do relatório, mais de 130 milhões de pessoas nos EUA poderiam ser afetadas. Andres disse que no pior cenário a cifra de mortos poderia chegar a milhões.

Outros países também sentiriam o impacto se uma supertempestade solar atingisse seu sistema de energia, mas o dos EUA é tão amplo e interconectado que qualquer grande impacto teria resultados catastróficos no país.

Reuters
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Nasa investe US$ 1,1 bilhão em empresas para voos espaciais

A Nasa anunciou nesta sexta-feira que dará às empresas Boeing, SpaceX e Sierra Nevada Corp. um total de US$ 1,1 bilhão para o desenvolvimento espacial no setor privado pelos próximos 21 meses.

Os fundos têm como objetivo conseguir que nos próximos cinco anos se retomem as missões tripuladas com a bandeira americana, após encerrar o programa de ônibus espaciais e depender na atualidade das naves russas para enviar astronautas à Estação Espacial Internacional (ISS).

A gigante aeronáutica Boeing receberá US$ 460 milhões, enquanto a SpaceX, dirigida por Elon Musk, co-fundador da Paypal e da Tesla Motors, terá US$ 440 milhões.

No caso da Sierra Nevada Corp., terá acesso a US$ 212,5 milhões.

As três companhias deverão planejar e desenvolver um meio de transporte de astronautas à estação espacial para 2017, enquanto as primeiras provas operativas deverão se completar em maio de 2014, data limite para os fundos divulgados hoje.

O objetivo é que "não fiquemos na situação em que estamos hoje", disse em entrevista coletiva o administrador da Nasa, Charles Bolden, em referência à necessidade de recorrer à nave russa Soyuz para viajar à ISS a um preço que beira os US$ 63 milhões por assento.

Cada uma das três companhias trabalha há muito tempo em novos programas espaciais comerciais e recebeu apoio de fundos da Nasa anteriormente, embora este anúncio inicie a terceira fase no plano de contar finalmente com um substituto para as naves espaciais.

A Boeing trabalha atualmente no CST-100, uma cápsula capaz de transportar sete pessoas, similar ao projeto Dragon da SpaceX, que em maio fez história ao ser a primeira nave comercial que se acoplou à ISS - nessa ocasião, sem tripulação.

Sierra Nevada está fazendo testes preliminares para pôr em operação o Dream Chaser, um planador espacial parecido com uma versão reduzida da antiga nave. EFE

jmr/tr

EFE
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Sonda Mars Express vai auxiliar chegada da Curiosity a Marte

A sonda espacial europeia Mars Express, um dos três orbitadores de Marte, vai prestar assistência à Nasa durante a delicada chegada ao planeta vermelho do robô americano Curiosity, prevista para a segunda-feira, explicou nesta sexta-feira Michel Denis, encarregado das operações de voo. A sonda da Agência Espacial Europeia (ESA) orientará suas antenas para a trajetória da nave espacial Mars Science Laboratory (MSL), que transporta a Curiosity.

A Mars Express poderá, assim, seguir a MSL durante 20 minutos antes desta entrar na atmosfera marciana e atravessá-la "praticamente até que toque o solo marciano" disse Michel Denis, em entrevista à AFP. A Mars Express gravará um sinal de rádio indicando como transcorre a "aterrissagem", completando assim os dados coletados pelos dois orbitadores americanos de Marte: Mars Odyssey e Mars Reconnaissance Orbiter (MRO).

Assim que a Curiosity pousar, o sinal captado pela Mars Express será enviado à Terra. Se tudo sair bem, as informações registradas pela Mars Express permitirão aos cientistas aprofundar seus conhecimentos sobre a atmosfera do planeta vermelho.

Se a operação de alto risco fracassar, os dados registrados permitirão analisar as causas e melhorar a preparação de futuras missões. Em qualquer caso, a fase crítica de sete minutos de descida, após a entrada na atmosfera da MSL, terminará antes que os sinais que indicam a entrada da nave na atmosfera cheguem à Terra.

De fato são necessários quase 14 minutos para que um sinal proveniente de Marte chegue à Terra. Assim, quando o suspense estiver no auge para os encarregados da Nasa em Pasadena, Califórnia, "os marcianos já saberão o final do filme", brincou Michel Denis. A rede de antenas de solo da ESA estará também pronta para proporcionar "funções de emergência" em caso de avaria da rede de acompanhamento no espaço da Nasa, reportou a agência em um comunicado.

Finalmente, uma vez que a Curiosity estiver na superfície de Marte, a Mars Express servirá como uma opção adicional, em caso de avaria ou de insuficiência dos orbitadores americanos, tornando-se assim um "serviço de assistência europeia", acrescentou o comunicado.

Da mesma forma, no final de 2003, quando o Beagle 2, pequeno robô lançado pela sonda europeia Mars Express, perdeu contato antes de tocar o solo marciano, os orbitadores ao redor de Marte tinham dado apoio à ESA. Para Michel Denis, este esforço conjunto demonstra que "temos ao redor de Marte a primeira rede interplanetária e interagências".

A "velha" sonda Mars Express, em funcionamento desde 2004, "é um dos pontos de enlace entre a Terra e os elementos que aterrissaram ou vão aterrissar em Marte", destacou Denis.

Concebida para durar um ano marciano ou dois anos terrestres, a Mars Express está "ainda em bom estado", disse Michel Denis, que espera que funcione até 2018 ou 2020, tempo necessário para que outra missão europeia chegue a Marte.

AFP
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Astrônomos acreditam ter descoberto forma de supernova

Os cientistas acreditam que explosões acontecem em três dimensões. Foto: Observatório Astronômico Nacional do Japão /Divulgação

Os cientistas acreditam que explosões acontecem em três dimensões
Foto: Observatório Astronômico Nacional do Japão /Divulgação


Uma equipe de astrônomos japoneses acredita ter descoberto a forma de uma supernova, explosão que ocorre quando a vida de uma estrela massiva chega ao fim. O grupo afirma que as estrelas explodem em três dimensões, contrariando a teoria difundida de explosão bipolar. As observações foram feitas pela Câmera e Espectrógrafo Óptico de Objetos Fracos do Subaru, telescópio do Observatório Astronômico Nacional do Japão no Havaí. As informações são do Daily Mail.

Ciência de A a Z: você sabe a diferença entre nova, supernova e hipernova?

A supernova ocorre quando estrelas de massa superior a oito massas solares terminam suas vidas com uma explosão brilhante. A explosão resultante e a ejeção massiva de elementos enriquece a composição química do universo, e acredita-se que possam "espalhar ingredientes" para a existência de vida. No entanto, os pesquisadores sabem pouco sobre como essas explosões ocorrem.

Cientistas têm teorizado que as explosões aconteceriam de uma das duas formas: ou seriam explosões bipolares causada por rotação, ou explosões granulosas em três dimensões, impulsionadas por convecção. As últimas pesquisas apontam a teoria tridimensional estaria correta.

"Embora pareça fácil ver a forma de uma supernova simplesmente tirando uma foto dela, observá-la é uma tarefa desafiadora. Como a maioria das supernovas acontecem em galáxias a milhões, ou centena de milhões de anos-luz de distância, elas ficam parecidas com um ponto, ainda que elas se expandam em uma velocidade de 10 mil km/s", explicou a equipe.

A equipe japonesa usou um método especial de detecção para revelar a forma da supernova. Os astrônomos mediram a chamada "polarização", que fornece informações sobre a direção da vibração de ondas eletromagnéticas de vários tipos de explosões. Eles, então, realizaram simulações numéricas para emissões, baseados no que se sabe sobre supernovas, descobrindo padrões diferentes de polarização para explosões bipolares e granulosas.

Os astrônomos detectaram a polarização dos dois tipos de supernova, o que indicou que as supernovas não são, normalmente, redondas. Eles também descobriram que cada uma tem vários ângulos de polarização, o que consiste com a teoria das explosões em 3D.

Terra

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Índia prepara lançamento de sonda para orbitar Marte

A Índia quer lançar ainda este ano uma sonda orbital a Marte para estudar o clima e a geologia do planeta, segundo a Organização de Pesquisa Espacial Indiana (Isro, na sigla em inglês). A estimativa é que o valor do projeto fique entre US$ 70 milhões e US$ 90 milhões. Em 1963, a Índia decidiu avançar as pesquisas especiais para reduzir a dependência em relação a outros países.

Além disso, um voo tripulado é planejado para 2016. O diretor da organização, Deviprasad Karnik, disse que uma série de estudos está em curso sobre essas missões. Há ainda outro projeto de foguete que será lançado pela organização na região de Sriharikota, em Andhra Pradesh, no Sul da Índia.

Em 2007, a Índia ingressou no mercado internacional e conseguiu pôr um satélite em órbita. Em 2010, o programa espacial indiano sofreu, pois um lançador de foguetes explodiu depois de ter sido desviado do seu plano de voo inicial e caiu no Golfo de Bengala.

Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa.

Agência Brasil

EUA: estudo prevê mais demanda por voos espaciais comerciais

Voos espaciais suborbitais devem movimentar entre 600 milhões e 1,6 bilhão de dólares em sua primeira década de operações, segundo estudo encomendado pelos governos dos EUA e da Flórida, e divulgado na quarta-feira. O turismo responde por 80% da demanda pelos voos suborbitais, que atingem cerca de 100 quilômetros acima da superfície do planeta antes de mergulharem de volta na atmosfera.

Veja a seguir os protótipos que podem servir de base para táxis no futuro

O emocionante passeio permite que os passageiros experimentem alguns segundos de flutuação na microgravidade, e que vejam a Terra contraposta à escuridão do espaço. A Virgin Galactic, subsidiária do Virgin Group, do empresário Richard Branson, é uma das seis empresas que estão desenvolvendo naves suborbitais reutilizáveis, segundo a análise feita pelo Tauri Group, da Virgínia.

Os preços atualmente variam de 95 mil dólares (um voo na nave Lynx, de dois lugares, que está sendo desenvolvida pela XCOR Aerospace) a 200 mil (na nave SpaceShipTwo, de seis lugares, que está sendo testada pela Virgin Galactic). A Virgin Galactic espera iniciar a operação comercial da nave em 2014, mas já recebeu 70 milhões de dólares pelas reservas feitas por 536 interessados, disse o presidente-executivo George Whitesides em uma audiência parlamentar na quarta-feira.

O Tauri Group acredita que haja outros 7.500 ricos na fila de espera. "Nossa análise estima que cerca de 8 mil indivíduos com patrimônio líquido elevado espalhados pelo globo estejam suficientemente interessados e tenham padrões de consumo com possibilidades de resultar na aquisição de um voo suborbital - um terço deles dos Estados Unidos", disse o relatório.

"Estimamos que cerca de 40% da população interessada e com patrimônio líquido elevado, ou 3.600 indivíduos, irão voar dentro da previsão de dez anos." O estudo incluiu entrevistas com 200 pessoas donas de uma patrimônio líquido superior a 5 milhões de dólares. Os consultores calcularam que esse setor, ainda incipiente, poderá movimentar 600 milhões de dólares na sua primeira década, com base nas atuais condições do mercado e no interesse despertado.

Mas esse mercado pode até triplicar caso haja mais esforços de marketing, e se o interesse dos consumidores crescer a partir dos primeiros voos bem sucedidos, disse o estudo. "Um maior potencial pode ser realizado por meio de reduções de preços e de feitos imprevisíveis, como grandes descobertas de pesquisas, a identificação de novas aplicações comerciais, a emergência de um valor global de marca e novos usos governamentais (especialmente militares) para os veículos suborbitais reutilizáveis", disse o estudo.

Reuters
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Nave de carga russa Progress se acopla com sucesso à ISS

A nave de carga russa Progress M-16M se acoplou com sucesso nesta quinta-feira à Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês), aonde levou carga vital para seus seis ocupantes, segundo informaram as agências russas.

A Progress se enganchou ao módulo russo Pirs da plataforma orbital às 21h18 de Brasília, seis minutos antes do horário previsto e menos de seis horas após ter sido lançada da base cazaque de Baikonur.

Segundo a agência espacial russa, a Roscosmos, se trata de um prazo recorde na história do programa espacial russo de abastecimento à ISS.

Os ocupantes da estação abrirão a escotilha do cargueiro dentro de quatro horas, quando a pressão atmosférica tiver se normalizado, para então começar a descarregar a nave.

O cargueiro leva 2,6 toneladas de água, oxigênio, alimentos, componentes do combustível usado para manter a altura de órbita da plataforma, equipamentos para experimentos científicos e remédios.

Atualmente, a ISS abriga a expedição 32, integrada pelos cosmonautas russos Gennady Padalka, Yuri Malenchenko e Sergei Revin, os astronautas da Nasa Sunita Williams e Joe Acaba e o japonês Akihiko Hoshide.

Uma de suas principais missões será o programa "Huracán", no qual serão testados novos sistemas de previsão e prevenção de catástrofes naturais, além da redução e eliminação de suas sequelas. EFE

io/pa

EFE
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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

ESO divulga imagem mais detalhada já feita de galáxia

A supernova SN2007Y, mesmo muito longe de seu brilho máximo, pode ser vista na parte inferior. Foto: ESO/Divulgação

A supernova SN2007Y, mesmo muito longe de seu brilho máximo, pode ser vista na parte inferior
Foto: ESO/Divulgação


O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) divulgou nesta quarta-feira a imagem mais detalhada já obtida da galáxia NGC 1187. No registro pode-se ver pelo menos seis braços proeminentes cheios de gás e poeira. As regiões azuis indicam a presença de jovens estrelas da mesma cor.

A NGC 1187 fica a 60 milhões de anos-luz. Nela foram vistas duas supernovas nos últimos 30 anos, a última em 2007. A região central é mais amarelada devido à presença de estrelas velhas, gás e poeira. No centro, ao invés de um bojo redondo, vemos uma estrutura em forma de barra que atua como um mecanismo que encaminha o gás dos braços para o coração da galáxia e aumenta a formação estelar nesse local. Ainda é possível ver, fora da NGC 1187, outras galáxias mais tênues e distantes.

A supernova SN2007Y foi descoberta no ano em que lhe dá nome pelo astrônomo amador Berto Monard, na África do Sul. Após a descoberta, se estudou detalhadamente e se monitorou a explosão estelar durante um ano com a utilização de diversos telescópios. A imagem divulgada hoje é um mosaico feito a partir de algumas dessas observações. A supernova, muito depois de seu brilho máximo, ainda pode ser vista, na parte inferior.

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