sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Qualidade das fotos da Curiosity em Marte é questionada

Imagem é um dos primeiros registros da sonda após chegar em Marte. Foto: Reuters

Imagem é um dos primeiros registros da sonda após chegar em Marte
Foto: Reuters


Assim que a sonda Curiosity da Nasa pousou em Marte, na última segunda-feira, imediatamente começou a enviar fotos do planeta vermelho à Terra. Porém, para o preço de US$ 2,5 bilhões, as imagens tem menos qualidade do que o esperado - uma resolução máxima de 2 megapixels, menos que a qualidade das fotos de um iPhone -, reportou o jornal britânico Daily Mail.

Cientistas responderam às criticas explicando que existem duas razões para a qualidade das imagens não ser de 8 megapixels, como as de um iPhone. O processo de desenvolvimento do jipe e limitações na transmissão de dados interplanetários é um deles, de acordo com o gerente de projeto de câmera Mike Ravine, do Sistema de Ciência Epacial Malin (MSSS, na sigla em inglês). Segundo ele, técnicos estão trabalhando nas câmeras do robô desde 2004, e as especificações foram de uma memória de oito gigabytes, o que pode soar como bastante, mas na verdade não é muito considerando que a missão da sonda terá dois anos de duração.

A outra justificativa é que uma câmera de dois megapixels produzirá imagens que são pequenas o bastante para permitir que milhares de fotos sejam armazenadas na memória. Além disso, o design da câmera foi proposto há oito anos, quando o suporte de memória não era tão grande como os de atualmente.

A Curiosity envia os dados para dois satélites que estão orbitando em Marte, para só depois enviar as informações para a Terra. A velocidade do processo é lenta. De acordo com um especialista, a chave para missões futuras será a invenção da internet intergaláctica.

Terra

Novas descobertas da 'partícula de Deus' surpreendem físicos

Uma análise preliminar de dados coletados no maior acelerador de partículas do mundo, o LHC, indicou que o bóson de Higgs, ou partícula de Deus, que seria responsável por dar massa a tudo o que existe, não está se portando como o previsto, a julgar pela teoria que previu sua existência, o Modelo Padrão. Se confirmado, o "mal comportamento" da partícula seria a deixa para uma nova era da física. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

A existência do bóson explicaria porque o Sol pode produzir energia e criaturas humanas podem existir. Oscar Éboli, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), liderou o estudo e afirma que com os novos resultados, outras descobertas podem estar próximas. "Se de fato for confirmado que o Higgs está decaindo mais que o esperado em dois fótons, isso pode significar que novas partículas podem estar dentro do alcance de descoberta do LHC", disse.

Terra

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Nave da Nasa explode durante testes nos Estados Unidos

Nave é destruída pelo fogo no Centro Espacial Kennedy. Foto: Reuters

Nave é destruída pelo fogo no Centro Espacial Kennedy
Foto: Reuters


A nave experimental do Projeto Morfeu, que está sendo desenvolvida pela Nasa com vistas a futuras missões além da órbita terrestre, caiu e explodiu nesta quinta-feira no Centro Espacial Kennedy, na região central da Flórida.

A Nasa disse que o veículo, a ser usado para pousos em outros corpos celestes, decolou com sucesso durante um voo-teste, mas "então experimentou uma falha de componente físico, o que o impediu de manter um voo estável".

Ninguém ficou ferido no incidente, ocorrido após quase um ano de testes no Centro Espacial Johnson, no Texas. Imagens de TV da Nasa mostraram a cápsula espacial quase totalmente dominada pelas chamas. A agência espacial americana disse que seus engenheiros estão examinando dados que determinem a exata causa do acidente.

"Falhas como essas já são previstas antes do teste, e são parte do processo de desenvolvimento de qualquer equipamento complexo para voos espaciais", disse a Nasa.

O veículo deveria passar três meses sendo submetido a testes cada vez mais rigorosos em um espaço na parte norte do centro espacial, simulando as condições da superfície lunar.

Reuters
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Medvedev anuncia devassa em indústria espacial após lançamentos fracassados

O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, anunciou nesta sexta-feira que fará uma devassa na indústria espacial após uma nova série de fracassos como a colocação em órbita de um satélite russo e outro indonésio.

"Não sei a razão da perda dos satélites, seja o bloco de propulsão, falhas mecânicas ou a tradicional negligência, ou tudo junto (...), mas agora não podemos continuar assim", afirmou Medvedev, citado pelas agências russas.

"Devido aos reiterados erros do programa espacial russo, perdemos prestígio e bilhões de rublos", acrescentou Medvedev.

"Eu gostaria de realizar na próxima semana uma reunião sobre este assunto. O vice-primeiro-ministro e as correspondentes estruturas vão prepará-la. Eles devem apresentar propostas sobre quem castigar e daí o que fazer depois", assinalou.

Nesta semana a Rússia não conseguiu pôr em órbita os satélites russo Express-MD2 e indonésio Telekom-3 por causa de uma falha no bloco acelerador do foguete portador russo Briz-M, que já tinha falhado em outras ocasiões.

Fontes da indústria espacial russa avaliam em 6 bilhões de rublos (quase US$ 200 milhões) as perdas ocasionadas pelo fracasso da missão.

A agência espacial russa, Roscosmos, e toda a indústria espacial nacional estão no olho do furacão devido aos contínuos erros, justamente quando a Rússia foi em 2011 a líder em lançamentos com 32 contra 19 chineses e 18 americanos.

Segundo o diretor da revista "Notícias de Cosmonáutica", Igor Lisov entre a queda da URSS e 2007 o programa espacial russo "teve um financiamento estatal abaixo do mínimo de subsistência" e que o recente aumento do investimento só será notado na qualidade do trabalho dentro de cinco anos.

Além disso, acrescenta-se "o envelhecimento dos especialistas, obsolescência das equipes, a interrupção da produção de alguns componentes e materiais, e do trabalho em certos campos da cosmonáutica".

Devido aos baixos salários, a grande maioria dos especialistas da indústria espacial russa tem mais de 60 anos ou menos de 30, o que põe em sério perigo o futuro do setor. EFE

io/ma

EFE
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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Curiosity começa a mandar fotos em alta resolução de Marte

A borda da cratera Gale pode ser vista em uma das primeiras imagens de alta resolução enviadas pela sonda. Foto: Nasa/Divulgação

A borda da cratera Gale pode ser vista em uma das primeiras imagens de alta resolução enviadas pela sonda
Foto: Nasa/Divulgação


As primeiras imagens em alta resolução feitas pela sonda Curiosity da superfície de Marte foram publicadas nesta quarta-feira pela agência espacial americana Nasa. A Curiosity também fez fotos panorâmicas da planície sobre a qual pousou no Planeta Vermelho. A missão da sonda é investigar se existe ou já existiu vida em Marte.

Uma das fotografias, em preto e branco, mostra uma planície salpicada de pequenas rochas. Em frente, surge uma cordilheira de suaves colinas que marca os limites da cratera Gale, que será um dos destinos da sonda movida a energia nuclear.

A Nasa explicou que a imagem mostra duas depressões que "provavelmente foram escavadas pela onda expansiva dos propulsores da fase de descida do Curiosity". Outra imagem em alta resolução recebida e publicada nesta quarta-feira mostra a sombra do mastro e a "cabeça" da Curiosity sobre a superfície de Marte, assim como uma panorâmica de 360°, na qual se vê o Monte Sharp, na beira da cratera Gale, onde a sonda fará experimentos geológicos.

O centro de controle da Nasa recebe a informação primeiro em baixa resolução e pouco a pouco vai atualizando os detalhes das imagens. As primeiras imagens que transmitiu logo após aterrissar foram em preto e branco e em baixa resolução, tiradas com pequenas câmeras instaladas na sonda para detectar possíveis danos em suas rodas.

Na terça-feira foi recebida a primeira imagem colorida da área na qual se encontra a Curiosity, tirada com outra câmera, a Mars Hand Lens Imager (MAHLI), embora essa fotografia de tons ocres e alaranjados esteja prejudicada pelo pó levantado durante a aterrissagem. A câmara MAHLI deve desprender em breve seu protetor contra o pó e começará a enviar novas e mais detalhadas imagens de Marte.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6063546-EI301,00-Curiosity+comeca+a+mandar+fotos+em+alta+resolucao+de+Marte.html#tphotos

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Primeiro homem na Lua passa por cirurgia de emergência

Astronauta passou por cirurgia no coração. Foto: AP

Astronauta passou por cirurgia no coração
Foto: AP


O astronauta Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua, passou por uma cirurgia de emergência na segunda-feira. O americano de 82 anos foi a um hospital para fazer exames, mas os médicos descobriram que quatro artérias coronárias estavam entupidas e tiveram que operá-lo. As informações são do site da TV NBC.

Armstrong vive em Cincinnati, onde fica o hospital no qual fez os exames e foi operado. Segundo a TV, Gene Cerman (que esteve na Lua na Apollo 17) conversou com Carol Armstrong (mulher de Neil) e ela afirmou que ele se recupera bem após o procedimento.

O astronauta tem uma vida recatada. Sua última aparição pública foi no Congresso, em novembro do ano passado, quando defendeu a Nasa - a agência espacial americana - dos cortes no orçamento e recebeu uma medalha dos parlamentares.

O chefe da Nasa, Charles Bolden, disse em nota que a agência deseja uma rápida melhora da cirurgia. "Toda a família Nasa está com a família Armstrong em nossas mentes e preces", diz Bolden.

Buzz Aldrin, o segundo homem em solo lunar - também na Apollo 11 - disse pelo Twitter que deseja uma rápida melhora. "Nós combinamos de estarmos no aniversário de 50 anos da Apollo, em 2019", disse Aldrin no seu perfil.

Terra

'Jeitinho brasileiro me ajudou', diz executivo de missão da Nasa

Brasileiro participa da missão que levou a sonda Curiosity a Marte. Foto: Ramon De Paula/Arquivo Pessoal/BBC Brasil

Brasileiro participa da missão que levou a sonda Curiosity a Marte
Foto: Ramon De Paula/Arquivo Pessoal/BBC Brasil


Natural de Guaratinguetá, no interior de São Paulo, e trabalhando na Nasa há quase três décadas, Ramon de Paula, 59 anos, é um dos três brasileiros envolvidos na missão da agência espacial americana que levou o jipe-robô Curiosity a Marte nesta semana.

Vivendo nos Estados Unidos desde os 17 anos, o engenheiro é um dos executivos nas missões de Marte no quartel-general da Nasa em Washington. Como um dos chefes desses programas, tem entre suas principais atribuições resolver problemas técnicos e burocráticos.

Ele comemorou o sucesso da missão Mars Science Laboratory quando o jipe-robô Curiosity tocou o solo do "planeta vermelho" na última segunda-feira. "Foi um alívio, um momento muito, muito emocional", diz De Paula, em entrevista à BBC Brasil.

"Tivemos algumas questões nas últimas três semanas, mas não poderíamos mais adiar a descida", acrescenta. "Foi uma sensação de dever cumprido, de ter ultrapassado dificuldades e momentos de muita pressão. Foram US$ 2,5 bilhões, a missão para Marte mais cara até hoje."

O brasileiro celebrou ao lado de mais de mil cientistas, engenheiros e técnicos envolvidos na missão, e disse que o momento de alegria fez valer a pena todo o esforço dos últimos anos. Além dele, mais dois brasileiros integram a missão: Jaqueline Lyra e Nilton Rennó.

"O 'marco' histórico dessa missão só vai ser conhecido daqui a cerca de dois anos, quando os dados científicos começarem a chegar", afirma o engenheiro. "Mas hoje a chegada do Curiosity a Marte já representa um passo tecnológico muito importante para a humanidade."

Para ele, que gerencia projetos que envolvem mais de 500 pessoas, o "jeitinho brasileiro" foi decisivo em sua carreira. "Ser brasileiro definitivamente me ajudou", afirma. "Minha função é achar solução para todos os problemas relacionados às missões, e tudo que aprendi no Brasil, aliado à nossa cultura foram fatores decisivos."

"Meu mantra aqui é: sempre tem um jeito de resolver o problema. Nem todas as culturas têm essa flexibilidade diante de desafios", acrescenta. De Paula conta que precisa tomar decisões a todo momento. "São avaliações de risco, aspectos políticos, técnicos, financeiros e científicos das missões. Temos de responder ao Congresso americano e à Casa Branca, por exemplo, pois são eles que decidem nosso orçamento."

Missão tripulada
O cientista brasileiro destaca que, de todas as missões, incluindo sondas e robôs, que já foram enviadas a Marte, esta é a mais sofisticada. Trata-se da terceira vez vez que a Nasa envia equipamentos capazes de coletar, analisar e enviar resultados de amostras de rochas e materiais encontrados em solo marciano, porém o Curiosity é o mais avançado.

"O objetivo é procurar vestígios da vida, moléculas orgânicas, para determinar a habitabilidade do planeta. Marte foi um dia muito parecido com a Terra e hoje é muito diferente", diz o engenheiro. De Paula afirma ainda que o desafio da Nasa é enviar uma nave tripulada a Marte até 2030, para que um homem possa dar uma volta completa em torno do planeta e retornar à Terra.

Questionado sobre a possibilidade de vida fora da Terra, o brasileiro diz que "provavelmente não estamos sozinhos". "Seria muita arrogância pensar que, num universo tão imenso, só aqui existe vida, mas até hoje não sabemos", diz. "Mas vamos ver o que a ciência nos mostra."

Brasil
De Paula nasceu em Guaratinguetá e mudou-se aos sete anos para Pirassununga, também no interior de São Paulo. De lá foi para Washington, aos 17 anos, quando o pai foi selecionado para integrar a Comissão da Aeronáutica Brasileira na capital americana.

Dois anos depois, a família retornou ao Brasil, mas ele ficou e, após terminar o colegial, formou-se nos Estados Unidos. Em 1985, ingressou na agência espacial americana.

Casado desde 1974 e pai de dois filhos, só volta ao Brasil "para visitar", mas mantém uma relação muito forte com sua terra natal, expressa até ao elogiar o programa espacial brasileiro.

"É muito importante o que o Brasil tem feito no setor espacial mundial", avalia o engenheiro da Nasa. "Definitivamente o Brasil tem a capacidade de avançar seu programa espacial. Afinal, nós brasileiros damos um jeitinho para tudo."

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Cientista da Nasa: mudança climática é pior do que se pensava

O cientista da Nasa, James Hansen, diz que a mudança climática é pior do que se pensava. Foto: AP

O cientista da Nasa, James Hansen, diz que a mudança climática é pior do que se pensava
Foto: AP


O diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa, James Hansen, considerado um dos cientistas que mais tem alertado ao longo dos anos sobre os impactos das mudanças climática, disse nesta semana que o problema é maior do que se pensava.

"Minhas projeções sobre o aumento da temperatura global demonstraram ser verdadeiras. Mas falhei em prever a rapidez (das mudanças)", disse Hansen em um artigo publicado no jornal americano The Washington Post.

No texto "A mudança climática está aqui e é pior do que pensávamos", o cientista diz que, quando testemunhou diante do Senado americano, no verão de 1988, traçou "um panorama obscuro sobre as consequências do aumento contínuo da temperatura impulsionado pelo uso de combustíveis fósseis".

"Tenho uma confissão a fazer", disse, no artigo. "Fui muito otimista." O novo estudo teve sua publicação pela revista da Academia de Ciências dos EUA (Proceedings of the National Academy of Sciences) antecipada após o artigo de Hansen no jornal.

"Verões extremos"
Segundo Hansen, os verões de calor extremo registrados recentemente em diversos pontos do planeta provavelmente são resultado do aquecimento global.

Entre os episódios atribuídos à mudança climática, ele cita a seca do ano passado nos Estados americanos do Texas e de Oklahoma, as temperaturas extremas registradas em Moscou em 2010 e a onda de calor que atingiu a França em 2003.

As variações climáticas naturais podem ser muito amplas e a relação entre fenômenos extremos e aquecimento global é tema de intensa controvérsia.

No entanto, Hansen afirma que as recentes ondas de calor estão vinculadas à mudança climática e que a nova análise estatística realizada por ele e outros cientistas da Nasa mostra claramente esse vínculo.

Os cientistas da Nasa analisaram a temperatura média no verão desde 1951 e mostraram que em décadas recentes aumentou a probabilidade do que definem como verões "quentes", "muito quentes", e "extremamente quentes".

Os verões "extremamente quentes", dizem, se tornaram mais frequentes. Desde 2006, cerca de 10% da superfície em terra (não sobre o mar) no hemisfério norte tem registrado essas temperaturas extremas a cada verão.

Hansen disse que é necessário que o público entenda o significado do aquecimento global devido à ação humana.

"É pouco provável que as ações para reduzir as emissões de gases alcancem os resultados necessários enquanto o público não reconhecer que a mudança climática causada pela ação humana está ocorrendo", disse.

"E perceber que haverá consequências inaceitáveis se não forem tomadas ações eficazes para desacelerar este processo."

Reações
De acordo com o analista de meio ambiente da BBC, Richard Black, o estudo de Hansen foi recebido com reações diversas pela comunidade científica. Andrew Weaver, da Universidade Victoria, no Canadá, disse que o estudo é um trabalho "excelente", que requer uma pergunta diferente da feita por Hansen e seus colegas.

"Perguntar se isso se deve à mudança climática é equivocado", disse Weaver. "O que podemos perguntar é o quão provável é que isso pudesse ocorrer na ausência do aquecimento global. É tão extraordinariamente improvável que a causa tem que ser o aquecimento global."

Mules Allen, professor da Universidade de Oxford, disse que o estudo concorda em linhas gerais com análises prévias, mas observa que a interpretação vai "além do que muitos cientistas aceitariam sem problemas".

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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Nasa divulga foto aérea de onde robô Curiosity pousou em Marte

Curiosity 11, sonda, Marte, pouso, vista, Nasa. Foto: Nasa/Divulgação

Curiosity 11, sonda, Marte, pouso, vista, Nasa
Foto: Nasa/Divulgação


Trinta e seis horas depois do pouso marciano do robô Curiosity, a Nasa divulgou na última terça-feira uma imagem aérea do local onde o veículo não tripulado de exploração planetária tocou o solo, descrevendo-a como "cena do crime". A chegada ao planeta vermelho, em 6 de agosto, do Laboratório Científico de Marte (MSL, na sigla em inglês), apelidado Curiosity, foi a manobra mais complexa feita até agora para colocar um veículo robótico na superfície do planeta mais próximo da Terra.

A viagem exigiu um escudo protetor de calor, um paraquedas supersônico e uma grua espacial movida por um foguete espacial. O processo, conhecido como EDL (sigla em inglês para entrada na atmosfera, descida e aterrissagem), foi denominado "Sete minutos de terror" pela Nasa, mas transcorreu sem problemas, em uma operação que o presidente americano, Barack Obama, qualificou de "façanha sem precedentes da tecnologia".

Para esta manobra, um escudo de calor protegeu o Curiosity durante sua entrada na atmosfera marciana, enquanto um paraquedas foi utilizado para reduzir a velocidade, e a nave espacial perdeu a carcaça traseira. Uma espécie de mochila acionada pelo foguete permitiu a descida do veículo robótico de quase uma tonelada antes que cordas de nylon o colocassem suavemente em solo marciano. A grua espacial foi projetada para se preparar e cair em algum lugar ao norte de Marte. A última foto em preto e branco divulgada foi tirada a 300 km de distância do MSL pela sonda Orbitador de Reconhecimento de Marte (MRO, na sigla em inglês), um dos satélites artificiais do planeta vermelho enviados para observação.

A foto mostra o MSL com a agora desaparecida grua espacial 650 metros a noroeste. O paraquedas e o escudo posterior da nave espacial, que se separaram antes de o Curiosity pousar, caíram 615 metros a sudoeste do Curiosity. O escudo protetor de calor parece ter ficado 1,2 metros a sudeste do veículo-robô. "Esta é como uma foto da cena do crime", disse Sarah Milkovich, principal pesquisadora da câmara HiRISE do orbitador MRO. "Esperamos que as próximas imagens sejam ainda melhores, com mais detalhes", disse, acrescentando que as áreas escuras da foto mostram a poeira levantada quando o veículo pousou.

A equipe do EDL revisou as últimas fotos e disse que "a distribuição (dos restos da descida) parece a esperada", informou o diretor da missão, Mike Watkins. Os restos da descida provavelmente ficarão em Marte. Não há planos de recuperá-los e retorná-los à Terra. A Nasa continua fazendo testes com os diferentes instrumentos do Curiosity, cujo objetivo é procurar vestígios da existência de vida em Marte, que no passado foi mais úmido do que agora. Até hoje a maioria dos controles se saiu bem e o veículo parece estar em boas condições para iniciar sua tarefa.

Nesta quarta-feira, a Nasa planeja erguer à distância o mastro do Curiosity pela primeira vez. Espera-se que mais imagens, inclusive algumas de cor e alta resolução, cheguem nos próximos dias. Mas o veículo não começará a se deslocar por Marte até dentro de várias semanas e poderia demorar um ano antes de alcançar o Monte Sharp, um de seus alvos específicos. Joy Crisp, outra cientista do MSL, disse que a última análise mostra que o veículo está a 6,5 km da base da montanha, mas é provável que se escolha uma rota mais sinuosa que aumente esta distância. O MSL é um veículo de propulsão nuclear desenhado para uma missão robótica de dois anos em Marte, embora os cientistas esperassem que o laboratório móvel estivesse operacional o dobro do previsto quando foi projetado.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6059743-EI301,00-Nasa+divulga+foto+aerea+de+onde+robo+Curiosity+pousou+em+Marte.html#tphotos

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Curiosity: Nasa divulga primeiro vídeo colorido de Marte

Veja primeiro vídeo com imagens coloridas de Marte


A Nasa publicou nesta terça-feira o primeiro vídeo com imagens coloridas do pouso da sonda Curiosity em Marte. As imagens mostram os dois minutos e meio finais de descida do veículo ao planeta vermelho, quando o escudo térmico que protegia o jipe foi liberado.

O vídeo, feito em stop motion, técnica de animação fotográfica que une quado a quadro, juntou 297 imagens do pouso da Curiosity em Marte na última segunda-feira. No total, a nave fez mais de 1,5 mil imagens somente na aterrissagem. O robô registra tudo em alta resolução. Na superfície marciana, o robô explorador Curiosity analisará durante os próximos dois anos a possibilidade de ter existido ou existir vida no planeta.

Busca por vida
A Curiosity é a maior e mais bem equipada sonda em Marte. São 10 instrumentos científicos que deixam o robô 10 vezes mais pesado e com o dobro do comprimento que a Spirit e a Opportunity, lançadas em 2003.

Ao contrário das "irmãs" mais velhas, a Curiosity é capaz de colher (após pulverizar, triturar e/ou "explodir" com um laser) amostras de solo e rocha e analisá-las em um "laboratório" interno - ou com suas muitas câmeras e espectrômetros (equipamento que analisa o espectro eletromagnético).

Segundo o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês), da Nasa, o robô é capaz de passar por obstáculos de até 65 cm de altura e percorrer até 200 m por dia no terreno marciano. Um gerador radioativo, alimentado por plutônio-238, vai produzir energia suficiente para um ano marciano (687 dias da Terra), tempo previsto para a missão.

O local onde a sonda vai pousar não foi escolhido ao acaso. A cratera Gale seria um dos locais potencias para a existência de vida em Marte. Contudo, a sonda não foi projetada para determinar se existe - ou existiu - vida no planeta, já que não carrega instrumentos para registrar processos biológicos nem registrar imagens microscópicas. A ideia é preparar o terreno para futuras missões com esses objetivos e até para uma possível missão tripulada.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6058723-EI301,00-Curiosity+Nasa+divulga+primeiro+video+colorido+de+Marte.html#tphotos

Terra

Bomba nuclear, como em 'Armageddon', não nos salvaria de asteroide

Asteroides já causaram destruição na Terra em eras anteriores. Foto: Nasa/JPL/Caltech/Divulgação

Asteroides já causaram destruição na Terra em eras anteriores
Foto: Nasa/JPL/Caltech/Divulgação


No filme Armageddon o personagem interpretado por Bruce Willis usa uma bomba nuclear para salvar a Terra do impacto de um asteroide gigante. A ideia tem muito de ficção e pouco de ciência, portanto não funcionaria na vida real, afirmaram cientistas em um estudo publicado nesta terça-feira.

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A bomba de Willis teria tanto impacto na rocha quanto uma bombinha de São João e seria usada tarde demais, quando o planeta já estaria condenado, acrescentaram. "O nível da nossa tecnologia atual não é nem de perto suficiente para proteger a Terra de um asteroide como aquele usando este tipo específico de defesa de meteoros", destacaram os estudantes da Universidade de Leicester (centro da Inglaterra) no artigo intitulado "Bruce Willis poderia salvar o mundo?".

No filme campeão de bilheteria de 1998, Willis interpreta um perfurador de petróleo escalado pela Nasa para deter um asteroide do tamanho do Texas em rota de colisão com a Terra. Ele pousa no asteroide e fixa um dispositivo nuclear que, uma vez detonado, divide a rocha em dois pedaços que passam raspando de cada lado da Terra.

Os pesquisadores explicaram que explodir um asteroide daquele tamanho, com cerca de 1 mil km de diâmetro, exigiria usar uma bomba 1 bilhão de vezes mais forte do que a maior bomba já detonada na Terra, a soviética "Big Ivan", que explodiu em um campo de testes em 1961. De qualquer forma, o asteroide teria que ser detectado muito mais cedo do que no filme, escreveram os cientistas no periódico da universidade, intitulado Journal of Special Physics Topics.

Os 18 dias de prazo de Armageddon "não daria tempo para Bruce viajar ao asteroide e perfurá-lo até o núcleo, nem mesmo para partilhar momentos significativos com Ben Affleck ou Liv Tyler pelo caminho", destacou o estudo.

No filme, Liv Tyler interpreta a filha de Willis, e Affleck, seu namorado. Na verdade, o asteroide teria que ser detectado e explodido a 13 bilhões de km da Terra, ou seja, nos limites do Sistema Solar, para dar às duas metades tempo suficiente para alterar o curso e não caírem no planeta.

No entanto, nem tudo é negativo neste estudo. Se o fim do mundo está previsto para 12 de dezembro de 2012, data supostamente indicada no calendário maia, teríamos alguns meses de vantagem para fazer algo a respeito.

"Um método alternativo possível seria mover o asteroide com dispositivos de propulsão presos a ele", explicou Ben Hall, 22 anos, coautor do estudo. "O que é certo é que a maior parte dos métodos exigiriam uma detecção muito precoce de um asteroide deste tipo e um planejamento muito cuidadoso para se chegar à solução", concluiu.

AFP
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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

CORREÇÃO: Satélite registra pouso de sonda de US$ 2,5 bi em Marte

Diferentemente do que foi publicado pelo Terra na notícia Satélite registra pouso de sonda de US$ 2,5 bi em Marte, no dia 6 de agosto de 2012, o nome da personagem interpretada por Nichelle Nichols na série Star Trek era Uhura, e não O'Hara. A informação foi corrigida no mesmo dia, às 19h52.

Terra

Pouso em Marte foi "milagre de engenharia", dizem cientistas

Satélite Mars Reconnaissance Orbiter registra a chegada da sonda em Marte. Foto: Nasa/Divulgação

Satélite Mars Reconnaissance Orbiter registra a chegada da sonda em Marte
Foto: Nasa/Divulgação


Cientistas da Nasa qualificaram nesta segunda-feira de "milagre de engenharia" o impecável pouso em Marte da sonda Curiosity, que já começou a enviar imagens de uma antiga cratera, como parte da sua missão de descobrir se o Planeta Vermelho já teve condições de abrigar vida.

O jipe-robô, que tem seis rodas e pesa uma tonelada, realizou uma complexa e arriscada operação para entrar na atmosfera marciana e pousar no local escolhido, na madrugada de segunda-feira (hora de Brasília), para alívio e alegria de cientistas e engenheiros da Nasa.

"Nós nos treinamos durante oito anos para pensar no pior o tempo todo", disse o engenheiro chefe Miguel San Martín. "Você nunca consegue desligar isso". Essa é a primeira missão de astrobiologia da Nasa desde o envio da sonda Viking, na década de 1970, e é também o primeiro laboratório analítico completo a operar em outro mundo.

Engenheiros da Nasa disseram que esse feito foi um dos mais desafiadores e complexos na história dos voos espaciais robóticos e que abrirá as portas para uma nova era da exploração interplanetária.

O presidente americano, Barack Obama, disse que o pouso da Curiosity representa um histórico "ponto de orgulho nacional". O pouso é também um marco importante para a agência espacial americana, afetada nos últimos anos por cortes orçamentários e pela recente aposentadoria da sua frota de ônibus espaciais.

Por causa da demora nas comunicações por rádio entre a Terra e Marte, todo o processo de descida e pouso precisou ser autoguiado, sem a interferência dos técnicos.

Após uma viagem de oito meses e 566 milhões de km, a sonda tocou a tênue atmosfera marciana a quase 21 mil km/h - 17 vezes a velocidade do som -, antes de iniciar a descida controlada.

Para reduzir sua velocidade, a sonda contou com um paraquedas especial, com uma mochila a jato e com um inédito "guindaste aéreo" que auxiliou no pouso, ocorrido na cratera Gale, no hemisfério sul marciano, perto do equador desse planeta.

A Nasa divulgou que o pouso aconteceu às 2h32 de segunda-feira (hora de Brasília). Momentos após o pouso, a Curiosity enviou suas três primeiras imagens do solo marciano. Numa delas, uma roda do veículo e a sombra do jipe apareciam à frente do terreno pedregoso.

O jipe, do tamanho de um carro esportivo pequeno, está agora no fundo da gigantesca cratera Gale, aberta na superfície de Marte pelo impacto de um corpo celeste, e ao lado da imponente montanha rochosa chamada monte Sharp.

Três sondas orbitais monitoraram a descida, que foi apelidada pelos técnicos da Nasa como "sete minutos de terror". O sucesso do pouso foi recebido com um misto de comemoração e alívio.

"Quando você vê uma foto da superfície do planeta com a nave espacial nela, esse é o milagre da engenharia", disse o cientista-chefe John Grotzinger a jornalistas nesta segunda-feira.

Com o sol do fim de tarde se pondo atrás da beirada da cratera, a Curiosity ainda enviou outras seis fotos, além do resultado dos testes iniciais dos seus 10 instrumentos científicos. Durante a noite marciana, a sonda é desligada.

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