terça-feira, 14 de agosto de 2012

'Time estrangeiro' que trabalhou na Curiosity não leva crédito

A levada da Curiosity, jipe-robô da Nasa, a Marte se deve não só aos Estados Unidos, mas também a outros países que acabaram ficando sem o merecido crédito. O patriotismo dos americanos deixou alguns cientistas estrangeiros do projeto incomodados. Vários dos componentes do aparelho foram fabricados em outros países, como Espanha, França, Canadá, Alemanha e Rússia. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Além disso, as equipes americanas contaram com diversos cientistas estrangeiros, entre eles três brasileiros. De acordo com o jornal, a colaboração internacional foi crucial para o projeto, que correu o risco de ser cancelado por um estouro de orçamento nos Estados Unidos. Ainda não há uma conta oficial sobre quanto da missão é mérito americano. A Nasa investiu um total de US$ 2,5 bilhões no Curiosity, mas não divulga a soma investida nos instrumentos de fabricação estrangeira, cada qual com preço estimado na casa das "dezenas de milhões".

Terra

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Empresa holandesa prepara para 2023 viagem a Marte... só de ida

Empresa quer mandar pessoas a Marte antes da Nasa. Foto: AFP

Empresa quer mandar pessoas a Marte antes da Nasa
Foto: AFP


A partir de 2023 turistas poderão viajar a Marte com passagem de ida simples, que será financiada com a cobertura da aventura, promete uma empresa holandesa, enquanto o veículo-robô Curiosity da Nasa (a agência espacial americana) faz as primeiras explorações no planeta vermelho.

"A conquista de Marte é a etapa mais importante da história da humanidade", disse à AFP Bas Lansdorp, engenheiro mecânico de 35 anos que criou a empresa "Mars One", decidido a prosseguir com sua ideia, apesar do ceticismo dos especialistas.

Uma particularidade do projeto é que, por enquanto, não haverá viagem de volta, impossível do ponto de vista técnico, explicou Bas Lansdorp. O empresário avalia o custo da viagem em US$ 6 bilhões, mais de duas vezes os US$ 2,5 bilhões da missão da sonda Curiosity, que posou em Marte em 5 de agosto para investigar se o entorno do planeta foi propício à vida microbiana no passado.

A seleção de astronautas, sua vida diária em Marte e a viagem de sete meses serão material para programas de televisão destinados a financiar a aventura. Bas Lansdorp explicou ter tido a ideia do financiamento do projeto ao conversar com o compatriota Paul Römer, um dos criadores do reality show Big Brother, exibido pela primeira vez na Holanda, em 1999.

Alguns especialistas se questionam sobre a ética do projeto ou sua possibilidade técnica, embora outro holandês, Gerard't Hoofd, prêmio Nobel de Física em 1999, apoie a empresa holandesa e seja um de seus embaixadores.

"Sempre houve aventureiros para lançar viagens ao desconhecido. Pensemos nos vikings que foram para a América, em Cristóvão Colombo", argumentou, em declarações à AFP. O engenheiro Lansdorp, que trabalhou com energia eólica, admite que falta concretizar vários aspectos do projeto.

Só a metade das missões das grandes agências espaciais lançadas desde 1960 para pousar em Marte teve sucesso. Mas a Mars One prevê criar no planeta uma colônia a partir de 2023. O presidente americano, Barack Obama, estabeleceu como meta enviar homens a Marte antes de 2030.

Bas Lansdorp e sua equipe, formada por um físico, um desenhista industrial e um especialista de comunicação empresarial, contam em manter o controle sobre a "coordenação geral" do projeto. A realização técnica ficará a cargo de empresas privadas especializadas.

Possível... em teoria
A seleção e o treinamento dos candidatos astronautas deveriam começar, em 2013, e o envio dos módulos habitacionais, das provisões e dos veículos robotizados estão previstos entre 2016 e 2022.

Em abril de 2023, os quatro primeiros homens e mulheres pousarão em Marte. Outros astronautas (21 no total em 2033) se somarão. A temperatura média no planeta é de -55°C e a atmosfera é composta em 95% de dióxido de carbono.

Os astronautas instalarão a colônia e realizarão pesquisas científicas. Seu oxigênio será produzido a partir da água presente sob a forma de gelo no subsolo.

"Penso que restam perguntas que não têm sido examinadas em profundidade", avalia Chris Welch, professor de engenharia espacial da Universidade Internacional para o Espaço (ISU), sediada em Estrasburgo (nordeste da França).

"De um ponto de vista técnico, diria que é metade/metade", acrescentou Welch, explicando que a produção de oxigênio a partir do gelo é "possível em teoria", embora extremamente incerta.

AFP
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Obama liga para equipe da Nasa e elogia missão da Curiosity

Presidente americano elogiou equipe da Nasa por trabalho feito com a sonda Curiosity. Foto: Nasa/Divulgação

Presidente americano elogiou equipe da Nasa por trabalho feito com a sonda Curiosity
Foto: Nasa/Divulgação


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, parabenizou nesta segunda-feira a equipe da Nasa responsável pelo robô explorador Curiosity que aterrissou com sucesso há uma semana em Marte e brincou com seu diretor pedindo que, caso contatem marcianos, avisem-no "imediatamente".

Em telefonema ao Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês) da Nasa em Pasadena (Califórnia), Obama destacou o árduo trabalho realizado durante anos por engenheiros, cientistas e por toda a equipe da agência para que a sonda Curiosity, que explorará durante dois anos o planeta vermelho, tenha se tornado realidade.

"Não podíamos estar mais emocionados com o que fizeram" disse o presidente que garantiu que "com sua conquista, personificaram o espírito americano e que sua paixão e seu compromisso farão a diferença". O líder agradeceu à equipe, reunida no centro de controle, por ter tornado possível a missão que considerou um símbolo do compromisso dos EUA com o progresso e a inovação no espaço, e antes de concluir fez um pedido: "Se contatarem marcianos, por favor, me avisem imediatamente", disse rindo.

Entre risos dos engenheiros, Obama, em plena campanha para as eleições de novembro, garantiu que tem muito trabalho "mas posso garantir que (falar com um marciano) seria a tarefa número um em minha lista, inclusive se for microscópico seria muito emocionante".

Obama agradeceu aos parceiros internacionais (Espanha, Rússia, França, Alemanha, Itália, Canadá e Japão) por sua contribuição para equipar o Curiosity com os instrumentos tecnológicos mais avançados para que possa concluir sua missão.

O robô aterrissou na madrugada da segunda-feira passada na cratera Gale, de onde começou a enviar fotografias preto e branco e coloridas da superfície marciana, e durante dois anos recolherá provas para tentar detectar se alguma vez houve vida em Marte ou se há condições para que exista.

Obama destacou que a complicada manobra de aterrissagem capturou a atenção e a imaginação de milhões de pessoas "não só de nosso país, mas de todo o mundo". "É admirável o que fizeram". O mandatário destacou que as descobertas do Curiosity darão material para novas pesquisas e futuras viagens a Marte. "Outro dia alguém me perguntou se tinham encontrado marcianos e eu disse que ainda tinham que dar algum tempo", brincou.

Obama também fez referência ao penteado de um dos diretores de voo da missão, Bobak Ferdowsi, que ficou popular nos últimos dias pelo corte de cabelo moicano que exibiu durante a aterrissagem de Curiosity.

"Eu também tinha pensado em fazer um moicano mas minha equipe me desaconselhou", disse o presidente, arrancando de novo outra gargalhada da equipe. Em seguida emendou: "os cientistas da Nasa estão muito mais modernos do que costumavam ser".

O diretor do JPL, Charles Elachi agradeceu pelo telefonema do chefe de Estado e desejou que a aterrissagem do Curiosity tenha inspirado milhões de crianças e jovens a seguirem os passos da ciência.

EFE
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Estudo impulsiona física experimental de neutrinos no Brasil

Em março, o experimento internacional Double Chooz publicou na Physical Review Letters seus primeiros resultados, que incluíram uma importante descoberta relacionada à chamada oscilação de neutrinos. A descoberta foi considerada como um passo importante em direção à compreensão de fenômenos que poderão ajudar a explicar a origem da assimetria entre matéria e antimatéria no Universo.

De acordo com os cientistas brasileiros que contribuíram com o artigo, a participação brasileira no Double Chooz permitirá que o país desenvolva, no Brasil, a Física Experimental de Neutrinos, considerada uma das mais importantes áreas de pesquisa da atualidade.

Com o sucesso obtido nas primeiras medições, o Double Chooz, que começou a obter dados em 2011, continuará a aprimorar as pesquisas. Um novo artigo acaba de ser submetido à Physical Review Letters, também com participação da equipe brasileira, que envolve cientistas do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), da Universidade Federal do ABC (UFABC) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Um dos coautores do artigo que descreve os primeiros resultados do Double Chooz, Ernesto Kemp, professor do Departamento de Raios Cósmicos e Cronologia da Unicamp, explica que o experimento procura medir oscilações de neutrinos com precisão sem precedentes, ao observar antineutrinos produzidos em um reator nuclear em Chooz, na região das Ardenas, na França.

"O experimento obteve uma indicação de desaparecimento de antineutrinos do elétron durante sua propagação entre o reator nuclear de Chooz e um detector situado a 1 km de distância. Esse resultado nos permitiu estabelecer uma primeira medida do chamado ângulo de mistura theta13", disse Kemp.

A participação brasileira teve apoio da Fapesp na modalidade Auxílio à Pesquisa - Regular, com o projeto "Medidas de neutrinos em usinas nucleares", coordenado por Pietro Chimenti, da UFABC. João dos Anjos coordenou a equipe do CBPF.

Chimenti e Anjos também são coautores do artigo, que teve participação de cientistas da França, Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido, Japão e Rússia. Kemp é um dos pesquisadores principais do Projeto Temático "Estudo dos raios cósmicos de mais altas energias com o Observatório Pierre Auger", coordenado por Carola Chinellato, também professora do Instituto de Física da Unicamp.

A medida do ângulo de mistura theta13, segundo Kemp, é crucial para futuros experimentos destinados a medir a diferença entre oscilações de neutrinos e antineutrinos e a verificação de fenômenos que poderiam vir a explicar a origem da assimetria entre matéria e antimatéria no Universo.

"A grande conquista já foi realizada, ao provar que o ângulo theta13 tem valor diferente de zero. Havia muita especulação sobre a medida desse ângulo e, caso o valor fosse zero - indicando a ausência da mistura de neutrinos -, isso teria inúmeras implicações na física, especialmente em cosmologia e astrofísica de partículas. As próximas etapas da missão consistem em refinar cada vez mais esse valor, aumentando a precisão da medição do ângulo", afirmou Kemp.

A contribuição brasileira consistiu no desenvolvimento e construção de uma eletrônica capaz de medir a energia dos múons cósmicos que cruzam o detector - os múons são partículas da família dos léptons, como os elétrons e os taus.

"Isto possibilitará identificar e rotular múons altamente energéticos e candidatos a produzir nêutrons por espalação, uma das fontes mais importantes de ruído para eventos de neutrinos", afirmou Kemp.

A eliminação desse ruído permitirá reduzir os erros sistemáticos na medida de theta13. A eletrônica foi projetada no CBPF e os módulos para o detector mais distante estão sendo construídos em cooperação com indústrias brasileiras e serão adicionados ao detector central em 2012 por ocasião de uma parada para manutenção, segundo Kemp.

Caminho aberto para novas descobertas
O próximo passo das pesquisas no Double Chooz consistirá em aprimorar a precisão da medida do ângulo de mistura para estabelecer um valor definido.

De acordo com Kemp, a principal consequência da descoberta de que o ângulo é diferente de zero está associada ao que os cientistas chamam de "fase de CP". De acordo com Kemp, "C" é uma transformação de carga das partículas e "P" é uma transformação de paridade.

"Uma transformação de CP inverte o comportamento espacial das partículas, como em um espelho. 'C' troca a carga elétrica das partículas envolvidas na interação. A fase de CP determina quanto existe de assimetria nas interações fundamentais que levam à criação de matéria e antimatéria", explicou Kemp.

A medida do ângulo de mistura theta13 é crucial para futuros experimentos que verifiquem a existência de violação de CP no setor leptônico. "A compreensão desse fenômeno nos abrirá as portas para explicar por que, quando se tem interações fundamentais gerando léptons, ocorre uma assimetria que leva o surgimento de matéria a superar o de antimatéria", disse.

As observações científicas até hoje mostram que há muito mais matéria que antimatéria no Universo, mas até agora os pesquisadores não conseguiram explicar esse fato. As novas descobertas proporcionam condições para que se chegue a uma teoria mais efetiva sobre esse problema. "Se o valor do ângulo theta13 fosse zero, jamais teríamos acesso a uma medida para medir a fase de CP. Seria definitivamente impossível desvendar um dia o mistério da desproporção entre matéria e antimatéria que observamos na natureza", disse Kemp.

"Com nossos resultados, poderemos estabelecer critérios e experimentos para elaborar medidas e ter acesso experimental ao número de violação da fase de CP. Não será fácil, mas agora sabemos que não estamos em um beco sem saída científico", disse.

Com informações da Agência Fapesp

Terra

sábado, 11 de agosto de 2012

Nasa divulga imagem de 'filamento em forma de chicote' no Sol

Chicote é formado por nuvens frias que aderem ao Sol. Foto: NASA/Divulgação

"Chicote" é formado por nuvens frias que aderem ao Sol
Foto: NASA/Divulgação


A Nasa divulgou nesta sexta-feira uma imagem do Sol em que aparece um filamento longo com formato de chicote em sua superfície.

Os filamentos são nuvens frias que são "amarradas" ao astro, atraídas a ele por forças eletromagnéticas instáveis.

A imagem foi obtida pelo Observatório Solar Dinâmico (SDO na sigla em inglês) entre os dias 6 e 8 deste mês.

Terra

Após Curiosity, incertezas rondam programa da Nasa em Marte

Curiosity faz um auto-retrato em 360ºC, tirada de uma das câmeras localizada no mastro vertical do robô. Foto: Nasa/Divulgação

Curiosity faz um auto-retrato em 360ºC, tirada de uma das câmeras localizada no mastro vertical do robô
Foto: Nasa/Divulgação


A chegada da nave da NASA em Marte, levando o robô Curiosity nesta semana, preparou o terreno para uma potencialmente mudança na missão para saber se o planeta mais parecido com a Terra já teve a chance de desenvolver vida, embora as missões de acompanhamento só existam em rascunhos.

Os Estados Unidos havia planejado uma equipe com a Europa em um trio de missões a partir de 2016 que culminaria com o retorno de amostras de rochas de Marte para a Terra, um esforço que o Conselho Nacional de Pesquisa considera prioridade máxima em ciência planetária para a próxima década.

Citando preocupações com o orçamento, a administração de Obama colocou um fim na participação da Nasa no programa europeu ExoMars no início do ano, levando a agência espacial dos EUA a reexaminar suas opções antes que mais uma oportunidade de voo apareça. Terra e Marte se alinham favoravelmente para lançamentos a cada 26 meses.

Um relatório da NASA, que deverá ser divulgado neste mês, deverá destacar alternativas de menor custo para as missões em Marte que poderão ser lançadas em 2018 e 2020.

Uma segunda missão espacial para acompanhar as descobertas do Curiosity ou para explorar outros três locais de aterrissagem identificados originalmente para o Curiosity poderiam ser "o próximo passo lógico", disse o chefe do programa de exploração em Marte, Doug McCuistion. Mas ele duvida que terá o dinheiro para isso.

Reuters
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Astronomia: descoberta de Deimos completa 135 anos

Deimos seria mais parecida com asteroides do que com outras luas do Sistema Solar. Foto: Nasa/ESA/Divulgação

Deimos seria mais parecida com asteroides do que com outras luas do Sistema Solar
Foto: Nasa/ESA/Divulgação


Neste domingo, enquanto a sonda Curiosity explora o solo marciano e investiga a possibilidade de vida no planeta vermelho, completam-se 135 anos de uma grande descoberta: em 11 de agosto de 1877 (no horário dos Estados Unidos, dia 12 no GMT), o astrônomo americano Asaph Hall identificou o primeiro satélite natural de Marte, denominado Deimos. Uma semana depois, ele descobriria o segundo satélite, Fobos. A presença de satélites naturais suscitou a ideia de que poderia existir vida naquele planeta, hipótese remota que o robô da Nasa tenta averiguar agora.

INFOGRÁFICO:Astronomia de A a Z: saiba o que é hipernova, ano-luz e quasar

Para o astrônomo Fernando Roig, do Observatório Nacional, do Rio de Janeiro, a descoberta dos satélites Deimos e Fobos foi muito significativa na época e gerou bastante expectativa na comunidade. "Até então, apenas os planetas gigantes gasosos tinham luas conhecidas orbitando em volta deles, além da Terra, claro. Marte tornou-se o primeiro planeta terrestre a ter um sistema de luas", explica o pesquisador.

Descoberta não foi por acaso Hall não deslindou os satélites naturais de Marte de forma acidental. Segundo o astrônomo Ronaldo Mourão, fundador do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), a descoberta constituiu uma das mais belas conquistas da ciência astronômica, justamente por não ter sido resultado do mero acaso. Hall realizava buscas sistemáticas dos satélites, os quais já haviam sido motivo de especulações por parte do astrônomo alemão Johannes Kepler. Conforme Naelton de Araújo, astrônomo da Fundação Planetário do Rio de Janeiro, além de Kepler, outros dois escritores citaram a existência de duas luas marcianas em suas obras antes da descoberta científica: o inglês Jonathan Swift, em Viagens de Gulliver, e o francês Voltaire, emMicromegas.

Mas a concretização dessa busca só aconteceu em 1877, quando Hall utilizou o telescópio refrator de 26 polegadas do Observatório Naval, em Washington, considerado o maior telescópio do mundo então. O astrofísico Enos Picazzio, professor e pesquisador do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG/USP), justifica o porquê do tamanho: "Quanto maior for a abertura do telescópio, maior será a sua capacidade de observar objetos pequenos".

Se há 135 anos as descobertas eram feitas apenas por telescópios em solo, limitados em tamanho e qualidade óptica, hoje existem muito mais recursos para observar e desvendar novos satélites de planetas do Sistema Solar. Inicialmente, o olhar atento do astrônomo era fundamental, entretanto, ao final do século 19 e início do século 20, a fotografia se tornou uma aliada e passou a ser utilizada para obter imagens dos astros. Roig explica que, atualmente, as imagens são captadas por dispositivos eletrônicos chamados CCD (em inglês, Charge-Coupled Device; em português, Dispositivo de Carga Acoplada), semelhantes aos que vêm nas câmeras digitais.

Conforme Araújo, esses dispositivos são acoplados a gigantescos telescópios em terra ou a bordo de naves espaciais não tripuladas. "Várias luas dos planetas gigantes foram descobertas desta forma desde as primeiras sondas espaciais", esclarece. Mesmo com o recurso das sondas espaciais, Roig argumenta que o procedimento para a descoberta de um satélite é basicamente o mesmo. "Tomam-se imagens de diversas partes do céu, em volta do planeta, e procura-se por objetos que estejam se movendo em volta deste", pontua o astrônomo.

Fobos e Deimos: a origem
O Sistema Solar possui, atualmente, 171 desses corpos, cada qual com suas características e particularidades. Mas todos possuem algo em comum, a definição de satélite: "Nome dado a um corpo celeste que gira ao redor de outro", afirma Araújo. Eles são classificados como "naturais" para distingui-los dos satélites artificiais, criados e colocados em órbita pelo homem. "Os satélites naturais podem se originar por formação simultânea com o corpo que orbitam, por captura gravitacional ou por colisão", esclarece Picazzio.

Apesar disso, existe ainda muito debate e controvérsia no que se refere à origem de Deimos e Fobos. Um dos motivos é que nenhum outro planeta terrestre, além da Terra e Marte, possui satélites naturais. Roig explica que Vênus e Mercúrio não os possuem e, no caso da Terra, o tamanho da Lua é muito atípico se comparado aos outros satélites do Sistema Solar. Outro fato levado em consideração são as características dos satélites de Marte, que levam a crer que eles sejam asteroides capturados pelo campo gravitacional do planeta vermelho.

Claudia Vilega Rodrigues, pesquisadora da Divisão de Astrofísica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), esclarece que Fobos e Deimos, ao contrário da maior parte dos satélites do Sistema Solar, não têm forma esférica. "Eles são pequenos e de forma irregular, como batatas, e são similares a asteroides presentes no Cinturão de Asteroides entre as órbitas de Marte e Júpiter", justifica. Picazzio aponta ainda outras características que fomentam essa teoria: "Eles apresentam figuras de superfície típicas de colisão (crateras, fraturas etc.) e composição química parecida com a crosta dos planetas, isto é, a parte mais superficial", exemplifica. Além disso, o astrofísico argumenta que a composição química deles é muito semelhante à dos asteroides tipo C (ricos em carbono).

Existe ainda outra teoria para a formação desses satélites, semelhante à formação da Lua. "Essa teoria supõe que Marte tenha sido atingido por um corpo relativamente grande. Essa colisão ejetaria material de Marte que se recombinaria em corpos menores em torno do planeta", elucida. Independente da origem dos satélites, ainda há muito a ser descoberto. Existem planos de exploração espacial dos satélites Fobos e Deimos. De acordo com Picazzio, pensa-se, inclusive, que missões futuras a Marte possam utilizá-los como bases para exploração tripulada de Marte.

Investigação marciana
A descoberta de Fobos e Deimos contribuiu para o estudo de Marte e a busca por respostas. Neste momento, essa investigação é materializada na sonda Curiosity, em solo marciano desde a última segunda-feira. Para Araújo, as informações sobre os satélites de um planeta ajudam a entender vários detalhes importantes. "Sabendo como os satélites se movem, podemos saber mais precisamente a massa e a forma do planeta. Por outro lado, saber onde estão as luas marcianas no momento da chegada de qualquer sonda é fundamental, pois há a possibilidade de colisão", explica o astrônomo.

Outra questão levantada pela descoberta dos satélites, conforme Mourão, é que ela originou as histórias sobre os marcianos e a preocupação dos astrônomos sobre a possibilidade de haver vida na superfície de Marte. A presença do robô Curiosity em solo marciano tem justamente esse objetivo. "Essa sonda poderá fazer análises que nunca foram feitas antes. Poderá percorrer distâncias maiores por quase dois anos. Instrumentos poderosos vão revelar muito do passado e do presente de Marte", afirma Araújo.

Segundo Picazzio tudo indica que o planeta já teve condições ambientais (água líquida, temperatura amena, atmosfera, estufa, etc) propícias à formação de uma biosfera - embora tenha sido um período muito curto, quando comparado à Terra. "Será que há outras vidas além da Terra? Será que a vida terrestre surgiu apenas aqui ou veio de fora e aqui se desenvolveu? Será que Marte tem alguma coisa a ver com isso?", questiona o professor da USP.

Colonização
Por enquanto, a sonda Curiosity é a melhor aposta para trazer respostas a esses e outros questionamentos. "Espero de verdade que possamos responder muitas perguntas sobre a existência de água e até vida. Vivemos num momento brilhante da exploração marciana", aponta Araújo. As pesquisas desenvolvidas pela Curiosity poderão, também, servir de base para o planejamento de uma futura missão tripulada a Marte, conforme Roig.

Se existe ou algum dia existiu vida em Marte, ainda é difícil dizer. Mas é provável que, daqui a algum tempo, não será mais. "Não tenho dúvidas de que iremos colonizar Marte e que já existe um projeto de terraformação (processo biológico e geológico segundo o qual seria possível tornar qualquer planeta habitável, à semelhança do que ocorreu na Terra antes do aparecimento da vida)", diz Mourão. Em seu livro, Marte - da Imaginação à realidade, ele ainda questiona: "Será que a presença dos primeiros robôs já não é um início de colonização?".

GHX Comunicação
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Nasa resolve mistério de foto tirada por robô Curiosity em Marte

Mancha misteriosa (esq.) desapareceu em outra imagem. Foto: Nasa/Divulgação

Mancha misteriosa (esq.) desapareceu em outra imagem
Foto: Nasa/Divulgação


A Nasa identificou a misteriosa mancha que apareceu em uma foto enviada pelo robô Curiosity logo após o pouso em Marte, concluindo que se tratava do impacto no solo da nave que transportou o veículo. Desde segunda-feira, a foto intrigava cientistas e entusiastas da astronomia e começava a ser motivo de especulações.

Água, 'árvores' e 'ET': veja as melhores imagens de Marte

Todos se perguntavam sobre a pequena mancha, similar a uma nuvem de poeira, que apareceu no horizonte marciano em uma foto enviada pelo Curiosity logo após o pouso em Marte, às 05h31 GMT de segunda-feira (02h31, hora de Brasília).

Nesta sexta-feira, durante entrevista coletiva celebrada no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês), da Nasa em Pasadena (Califórnia, oeste), que controla a missão do Curiosity, um dos cientistas assegurou que a nuvem não era numa mancha na lente da câmera ou uma nuvem de poeira, como arriscaram alguns observadores. Tratava-se, disse, do impacto no solo da "grua" que acabava de colocar o Curiosity em Marte.

"Temos duas fotos de duas câmeras diferentes em que a nuvem aparece, tiradas 40 segundos depois da aterrissagem", disse à AFP Steve Sell, um dos chefes da equipe EDL (sigla em inglês para Entrada na atmosfera, descida e pouso do Curiosity), durante entrevista coletiva.

"E em cada uma das câmeras, 40 minutos depois, a mancha não aparece mais", disse, acrescentando que as duas câmeras apontavam na "direção exata" do ponto de queda da nave transportadora, manchada nas fotos tiradas pelos satélites americanos em órbita ao redor de Marte.

Levando em conta que os engenheiros da Nasa não tinham nenhuma forma de prever o local exato, nem o eixo no qual o robô pousaria, ter um panorama do impacto da grua é "uma maravilhosa coincidência", assegurou Sell. A grua da nave transportadora, equipada com retrofoguetes, teve a difícil tarefa de pousar suavemente o Curiosity na superfície marciana, usando longos cabos de nylon. Separou-se do robô ao cumprir o objetivo e caiu a uma distância segura. "Bateu no chão muito forte, a uma velocidade de 160 160 km/h", disse Sell.

A foto em si não tem nenhum valor científico, admitiu Sell, mas é "interessante para os engenheiros". Também demonstra que "nossas projeções (sobre a ejeção da nave transportadora) eram corretas e que desenvolvemos bem nossos modelos", disse.

Na sexta-feira, a equipe de cientistas do EDL atualizou a informação sobre o Curiosity. Assim, informou a hora exata de chegada às 05H31 GMT (e não às 05h32 como tinha sido anunciado logo depois da chegada do robô), bem como o local onde pousou.

O Curiosity tocou o solo a "2,25 km do local previsto, um pouco mais ao leste, na verdade muito perto", disse àAFP Gavin Mendeck, outro cientista responsável. A equipe do EDL trabalha atualmente em parte dos dados enviados pelo robô, recuperando um total de 100 megabytes, "um tesouro", segundo Mendeck.

"Quando tivermos recebido os dados, em umas duas semanas, levaremos meses para estudá-los", acrescentou. O Curiosity pousou com sucesso em Marte na segunda-feira, depois de mais de oito meses de viagem espacial. Durante sua missão de pelo menos dois anos de duração, este laboratório móvel se dedicará a procurar vestígios de vida passada em Marte.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6070644-EI301,00-Nasa+resolve+misterio+de+foto+tirada+por+robo+Curiosity+em+Marte.html#tphotos

AFP
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Europa se prepara para chuva de meteoros a partir desta sexta

Meteoro passa pelo céu noturno em El Torcal, reserva natural da na cidade espanhola de Antequera, em 2011. Foto: Reuters

Meteoro passa pelo céu noturno em El Torcal, reserva natural da na cidade espanhola de Antequera, em 2011
Foto: Reuters


A partir desta sexta-feira, muitos europeus aguardam com ansiedade a chuva de meteoros das Perseidas. O fenômeno é mais visível entre 10 e 12 de agosto e se reserva para madrugadores ou para os dispostos a virar a noite: no Hemisfério Sul a observação será melhor por volta das 6h, e no norte, das 2h.

Saiba a diferença entre meteoro, meteorito, meteoroide, asteroide...

O grande espetáculo ocorre mesmo para quem vive no Hemisfério Norte. Estima-se que se possa ver de 10 a 100 meteoros por hora. "Cem 'estrelas cadentes' com muita sorte, em um cenário extremamente favorável. O mais usual é vermos de 20 a 50", afirma o astrônomo Jan Cuypers, do Observatório Real da Bélgica, em Bruxelas.

O cientista explica que todos os dias e todas as noites do ano, meteoros do Sistema Solar passam pela atmosfera da Terra. Algumas destas partículas cósmicas entram na atmosfera terrestre e se incendeiam, causando o efeito "estrela cadente". No entanto, é no mês de agosto que a Terra passa por um ponto do espaço sideral repleto destas partículas, razão da "chuva" no Hemisfério Norte. Quando um meteoro sobrevive e chega ao solo, ele passa a ser cientificamente denominado "meteorito".

Para ver os meteoros ou as popularmente chamadas estrelas cadentes não é necessário nenhum instrumento especial. "Tudo depende de quão bons são os seus olhos e de quão escura está a noite para observar este espetáculo", diz Cuypers. Segundo o astrônomo, este ano a observação será favorável, porque não há lua cheia. "A noite estará mais escura, facilitando ver as chamadas 'estrelas'", detalha.

Segundo Cuypers, os meteoros de 12 de agosto são chamados de Perseiades (ou Perseidas) porque o observador na Terra tem a ilusão de que elas provêm da constelação de Perseu. A História conta que foram os chineses os primeiros a descrever fenômeno em 36 d.C., mas foi um belga que registrou no século XIX que a chuva de meteoritos se repetia todo mês em agosto: Adolphe Quételet, de Bruxelas.

A cada ano, muitos belgas organizam uma festa chamada Nuit des Étoiles (Noite das Estrelas). É o caso do guarda de segurança da União Europeia, Eric Snow, 50 anos, e astrônomo amador desde os 16. Cerca de 20 integrantes de seu clube de astronomia "Caminho das Estrelas" já confirmaram a presença na reunião programada para hoje à noite e amanhã. "É realmente um fenômeno muito bonito que nos encanta sempre. Esperamos que o céu esteja limpo", diz Snow.

Estrelas lentas
Algumas estrelas cadentes dão a impressão de deslizarem em câmera lenta pelo céu, ao contrário das que adentram rapidamente em um feixe de luz. Cuypers explica que tudo depende de como "elas chegam", isto é, do ângulo e da direção de suas órbitas em relação à da Terra. "Se você está correndo e alguém está correndo ao seu lado, o movimento relativo é de que ele vai mais devagar do que outra pessoa que correu diretamente em sua direção", compara o astronômo do Observatório Real.

Na edição de A Estrela Misteriosa, um jornalista belga famoso - o personagem Tintim dos quadrinhos de Hergé - vai ao mesmo observatório astronômico de Bruxelas temendo que um gigantesco meteoro se encaminhe em direção à Terra e provoque o fim do mundo. Mas não há razão para recear o evento atual. "Algumas partículas que possuem mais massa podem resistir à atmosfera terrestre, mas é raro", diz Cuypers.

O astrônomo também se diverte com a tradição de se fazer um desejo ao ver um meteoro em chamas. "Desta vez, com sorte, poderemos fazer 50 desejos - para nós mesmos e até para os outros", brinca o cientista.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6069784-EI301,00-Europa+se+prepara+para+chuva+de+meteoros+a+partir+desta+sexta.html#tphotos

Especial para Terra

Nasa propõe noite de atividades durante chuva de meteoros

Meteoro passa pelo céu noturno em El Torcal, reserva natural da na cidade espanhola de Antequera, em 2011. Foto: Reuters

Meteoro passa pelo céu noturno em El Torcal, reserva natural da na cidade espanhola de Antequera, em 2011
Foto: Reuters


Os cientistas da Nasa - a agência espacial americana - passarão a noite acompanhando com diferentes atividades aqueles que queiram desfrutar de qualquer parte do mundo a chuva de meteoros conhecida como Perseidas, que acontecerá neste fim de semana.

Saiba a diferença entre meteoro, meteorito, meteoroide, asteroide...

O ponto alto da chuva de meteoros acontece na noite de 11 para 12 de agosto, quando se calcula que cairão até 100 meteoros por hora, alguns dos quais arderão ao entrar na atmosfera e provocarão as conhecidas como estrelas cadentes.

Pode ser que a lua minguante interfira um pouco no avistamento, adverte a Nasa, mas "o espetáculo definitivamente valerá a pena", assegura em seu site. Na noite de sábado para domingo, o astrônomo Bill Cooke e parte de sua equipe do Escritório de Meteoroides do Centro Espacial Marshall da Nasa estarão disponíveis para responder as perguntas do público sobre a chuva de meteoros através de um chat ao vivo no site da agência espacial.

Para participar do chat "Up All Night" ("Acordado a noite toda") os usuários têm que se registrar de maneira gratuita na internet e os especialistas estarão disponíveis a partir das 23h (horário local, 0h do sábado 11 em Brasília) até as 3h (4h de Brasília).

O primeiro registro das Perseidas tem quase 2.000 anos (na China) e elas estão vinculadas ao cometa Swift-Tuttle, que orbita o Sol uma vez a cada 133 anos. Todo ano em agosto, a Terra passa através de uma nuvem de restos do rabo e poeira do cometa que ardem ao entrar na atmosfera da Terra e provocam "a melhor chuva de meteoros do ano".

As Perseidas, que se chamam assim porque parecem vir da constelação de Perseu, podem ser vistas em todo o céu, embora a melhor oportunidade de vê-las ocorra nos países situados no hemisfério norte.

EFE
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Estudo indica que Marte tem placas tectônicas

Com 3 mil km, o Valles Marineris atravessa uma das faces de Marte. Foto: Nasa/Divulgação

Com 3 mil km, o Valles Marineris atravessa uma das faces de Marte
Foto: Nasa/Divulgação


Cientistas acreditam que o único local do Sistema Solar onde existem placas tectônicas é a Terra. Contudo, um estudo da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) indica que essas estruturas também estão presentes em um de nossos vizinhos.

"Marte está em um estágio primitivo de placas tectônicas. Isso nos dá um vislumbre de como a Terra pode ter parecido quando jovem e nos ajudar a entender como as placas tectônicas começaram aqui", diz An Yin, professor da UCLA e autor do estudo. Yin analisava imagens de dois satélites que orbitam Marte. O pesquisador observou cerca de 100 registro e cerca de uma dúzia indicava a presença das placas.

Yin já conduziu estudos nos Himalaias e no Tibet - onde duas das sete maiores placas tectônicas da Terra se encontram. "Quando eu estudei as imagens de satélite de Marte, muitas das características pareciam muito com os sistemas de falha que eu vi nos Himalaias e no Tibet, assim como na Califórnia."

O cientista cita uma região plana e lisa de um lado de um cânion e um tipo de precipício que só poderiam ter sido criados por uma falha geológica. Além disso, uma zona vulcânica linear - como em Marte - também só é produzida por ação das placas tectônicas.

O mais longo e profundo sistema de cânions do Sistema Solar fica em Marte (chamado de Valles Marineris, em homenagem à sonda Mariner 9) e por anos os cientistas discutem sobre como ele pode ter se formado. "No princípio, eu não esperava por placas tectônicas. Mas quanto mais eu estudava, mais eu notava que Marte não era tão diferente como outros cientistas pensavam", diz Yin, que acredita que os vales tenham se formado porque estão no limite dessas placas.

"A Terra é uma 'casca de ovo' muito quebrada e sua superfície tem muitas placas; Marte está levemente quebrado e pode estar no caminho de ficar muito mais, exceto por seu passo ser muito lento devido ao seu tamanho pequeno e, portanto, com menos energia termal para movimentá-lo", diz o pesquisador.

Yin diz ainda que acredita que o planeta vermelho tem apenas duas placas e que a chances de acharmos mais são muito pequenas. O artigo que descreve os achados do cientista será publicado na revista científicaLithosphere

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