terça-feira, 21 de agosto de 2012

Nasa descobre que sensor da sonda Curiosity quebrou

Apesar da quebra de sensor, Nasa diz que está tudo bem com a sonda. Foto: Andrew Bodrov/Nasa/Divulgação

Apesar da quebra de sensor, Nasa diz que está tudo bem com a sonda
Foto: Andrew Bodrov/Nasa/Divulgação


A Nasa (a agência espacial americana) admitiu nesta terça-feira seu primeiro fracasso desde a chegada do Curiosity a Marte: a perda de um dos dois sensores para medir a velocidade do vento. Os dados do sensor, situado na extremidade do robô, chegam "saturados", disse Ashwin Vasavada, um dos responsáveis da estação meteorológica do Curiosity.

Aos 35 anos, sondas Voyager estão prestes a deixar o Sistema Solar

"Nossa equipe acredita que alguns filamentos da placa do circuito estão abertos, provavelmente rompidos, e depois de alguns dias de análise pensamos que se trata de um dano permanente". O sensor funcionou perfeitamente durante a viagem de oito meses a Marte e o dano foi causado durante ou após o pouso, disse Vasavada, destacando que o segundo sensor está "plenamente operacional". "Não detectamos qualquer outro problema com os instrumentos até o momento", concluiu Vasavada.

Pronta para circular em Marte
A pouco mais de duas semanas de sua chegada a Marte e após uma intensa série de testes, a sonda começará a dar suas primeiras voltas no planeta vermelho a partir de quarta-feira, anunciou a Nasa. A Curiosity, um robô de US$ 2,5 bilhões cuja missão é encontrar condições geológicas que indicam que Marte pode ter abrigado vida, chegou ao planeta em 6 de agosto passado e, desde então, é submetida a uma série de testes para garantir que seu equipamento - especialmente 10 instrumentos científicos a bordo - funciona corretamente.

Parece pronta, finalmente, para circular e iniciar sua missão científica, destacou a Nasa nesta quarta-feira. "Ontem (segunda), fizemos um teste de direção", disse Mike Watkins, um dos chefes da missão Curiosity no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês) de Pasadena (Califórnia).

O robô, do tamanho de um carro pequeno e com seis rodas, sendo quatro giratórias, tem o sistema de direção em perfeito funcionamento e já pode circular, destacou a Nasa. "Faremos nosso primeiro teste de deslocamento amanhã", disse Watkins. "Avançaremos uns três metros, vamos girar e depois retroceder um pouco...".

Se o teste, que deve durar "menos de meia hora", for bem sucedido, a Curiosity abandonará a zona onde pousou "em três ou quatro dias", disse Watkins. Curiosity avançará em direção a Glenelg, a cerca de 500 m de sua atual posição na cratera Gale, em direção oposta a seu objetivo final, o Monte Sharp. Seu alvo no momento é a confluência de três capas geológicas diferentes, de grande interesse para os cientistas.

Nos primeiros dias, a Curiosity deverá avançar em um ritmo moderado, a "10, 20 ou 30 m por dia", disse Watkins. "Depois, acredito que vamos andar mais de 100 m por dia".

AFP
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Curiosity movimenta seu braço robótico pela primeira vez em Marte

Nasa divulgou imagens do movimento do braço robótico. Foto: EFE

Nasa divulgou imagens do movimento do braço robótico
Foto: EFE


O robô Curiosity, que aterrissou há duas semanas em Marte, movimentou seu braço robótico pela primeira vez desde que foi lançado pela Nasa, em novembro de 2011.

O braço, de 2,1 metros de comprimento, inclui uma câmera, uma broca e um espectrômetro, e foi desenvolvido para recolher amostras de pó de rocha e terra através de um mecanismo especial.

O engenheiro-chefe de testes e operações do braço robótico do Curiosity, Matt Robinson, assinalou em comunicado que ver a manobra "foi um grande momento".

Sua equipe usou as duas primeiras semanas para testar outras partes do robô antes de chegar a vez do braço mecânico.

Trata-se de uma peça-chave para recolher amostras e levá-las aos instrumentos de análise instalados no robô. Os cientistas têm agora de calibrar os movimentos antes de o veículo explorador juntar as primeiras amostras.

A manobra feita nesta segunda-feira serviu para testar os motores e comprovar que as juntas do braço se estendem e se contraem corretamente.

"Tudo funcionou de acordo com o planejamento", informou Louise Jandura, engenheira-chefe do sistema de amostras do Curiosity, antes de assinalar que a telemetria das imagens recebidas "confirmam que o braço foi às posições indicadas".

Os cientistas da Nasa esperam que o veículo explorador realize sua primeira excursão já nesta semana e devem utilizar o sistema de recolhimento de amostras nas próximas semanas.

O Curiosity aterrissou há duas semanas na cratera Gale equipado com dez instrumentos de alta tecnologia para iniciar uma missão de dois anos na qual tentará determinar se há ou já houve condições ambientais necessárias para a vida microbiana.

EFE
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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Nasa anuncia a próxima sonda que explorará Marte

O robô é baseado na sonda Phoenix. Foto: Nasa/Divulgação

O robô é baseado na sonda Phoenix
Foto: Nasa/Divulgação


A Nasa anunciou nesta segunda-feira que a próxima sonda a explorar Marte vai estudar o interior do planeta vermelho para entender porque ele evoluiu de maneira tão diferente da Terra. A InSight deverá ser lançada em 2016, afirma a agência espacial americana.

Aos 35 anos, sondas Voyager estão prestes a deixar o Sistema Solar

O robô deverá usar instrumentos para determinar se o núcleo do planeta é líquido (como o da Terra) ou sólido e estudar as placas tectônicas de Marte. O estudo, afirma a agência, ajudará os cientistas a entender como os planetas rochosos se formam e evoluem.

"A exploração de Marte é um prioridade para a Nasa, e a escolha da InSight assegura que vamos continuar a revelar os mistério do planeta vermelho e preparar o terreno para uma futura missão humana para lá", diz o diretor da Nasa, Charles Bolden.

A missão, liderada pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês), da Nasa, terá cooperação do Centro Nacional de Estudos Espaciais da França (CNES) e do Centro Aeroespacial Alemão. A sonda deve pousar em solo marciano em setembro de 2016 e a missão primária deve durar dois anos.

A InSight venceu outras duas missões propostas à agência - uma para explorar a lua Titã (que pode abrigar vida) de Saturno, e a outra, um cometa. O robô será baseado na tecnologia usada na sonda Phoenix, que descobriu água próximo às regiões polares do planeta. O custo, excluindo-se o valor do lançamento e serviços relacionados, está orçado em US$ 425 milhões.

Terra

Cosmonautas instalam com sucesso escudo contra meteoros na ISS

Em caminhada espacial, russos instalam proteção na ISS


Os cosmonautas russos Gennady Padalka e Yuri Malenchenko concluíram com sucesso nesta segunda-feira a caminhada espacial que tiveram que adiar por uma hora após ocorrer uma fuga de ar em um dos módulos da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

Padalka e Malenchenko finalizaram sua missão às 18h28 (de Brasília) segundo informou o Centro de Controle de Missão em Houston, que indicou que no total a caminhada durou 5 horas e 51 minutos. O centro de controle de missão indicou que os cosmonautas, apesar do atraso inicial, completaram todas as tarefas programadas e inclusive anteciparam duas das previstas para a próxima saída ao espaço.

A principal tarefa desta excursão espacial era transferir o guindaste de carga do módulo de acoplamento Pirs ao módulo russo Zaria, para facilitar seu trabalho. Este movimento é outro passo em preparação para o desacoplamento e a eventual retirada do Pirs, a fim de deixar espaço para o novo laboratório russo.

Os cosmonautas também instalaram um escudo para proteger de meteoros o módulo de serviço Zvezda e puseram em órbita um pequeno satélite. Os cosmonautas completaram assim com sucesso a 163ª missão em apoio dos trabalhos de montagem e manutenção da Estação Espacial Internacional, uma missão na qual trabalham 15 países.

Esta foi a nona experiência de Padalka, que conta com mais de 27 horas de caminhadas espaciais. Enquanto isso, seu companheiro Yuri Malenchenko possui mais de 24 horas de experiência no exterior da plataforma e fez sua quinta caminhada.

No próximo dia 30 de agosto será a vez da Sunita Williams e do japonês Akihiko Hoshide, que substituirão uma unidade de distribuição de energia solar e colocarão cabos necessários para receber um novo módulo de laboratório russo no ano que vem.

Um dos principais objetivos da atual missão da ISS é realizar um experimento científico para prevenir os desastres naturais em nosso planeta. O programa em questão leva o nome de "Huracan" e tem como objetivo fazer com que os habitantes da plataforma orbital coloquem a prova novos sistemas de previsão e prevenção de catástrofes naturais.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6091385-EI301,00-Cosmonautas+instalam+com+sucesso+escudo+contra+meteoros+na+ISS.html

EFE
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Há 37 anos, Nasa lançava sonda Viking 1 rumo a Marte

Imagem de 21 de agosto de 1997 mostra a sonda Viking 1 registrando o pôr-do-sol visto do planeta vermelho. Foto: Nasa/Divulgação

Imagem de 21 de agosto de 1997 mostra a sonda Viking 1 registrando o pôr-do-sol visto do planeta vermelho
Foto: Nasa/Divulgação


Há 37 anos, em 20 de agosto de 1975, a Nasa entrou para a história com o lançamento da sonda Viking 1 rumo a Marte. Esse foi o primeiro teste da agência espacial de uma nave enviada da Terra para pousar no planeta vermelho. Mais tarde, a agência enviaria a Viking 2 ao espaço. As duas missões foram responsáveis pelas primeiras imagens em alta resolução de terras marcianas.

Aos 35 anos, sondas Voyager estão prestes a deixar o Sistema Solar

"A equipe do Viking não conhecia a atmosfera marciana muito bem, não tínhamos ideia sobre o terreno ou as rochas, e ainda tentamos fazer um pouso suave na superfície", conta Gentry Lee, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês), na Califórnia, Estados Unidos. "Estávamos apavorados e entusiasmados. Todos explodiram de alegria e orgulho quando vimos que havíamos de fato pousado com segurança", conta.

A Viking 1 pousou no planeta vermelho em 19 de junho de 1976. A segunda sonda, Viking 2, foi lançada em 9 de setembro de 1975 e entrou em órbita marciana em 7 de agosto de 1976. Elas foram originalmente criadas para uma função de apenas 90 dias, mas continuaram coletando dados por mais de seis anos. Cerca de 4,5 imagens de Marte foram acumuladas pelas sondas, sem contar com as mais de 50 mil fotos obtidas pelos satélites que acompanhavam as sondas, mapeando 97% do planeta.

As primeiras medidas da atmosfera e superfície do planeta vermelho também foram providenciadas pela sonda. Até 2006, esses dados ainda estavam sendo analisados e interpretados. As informações sugeriam que Marte era bem diferente do planeta atual.

Terra

Cosmonautas instalam painéis para proteger ISS de meteoros

Em caminhada espacial, russos instalam proteção na ISS


Os cosmonautas russos Gennady Padalka e Yuri Malenchenko iniciaram nesta segunda-feira uma caminhada espacial para, entre outras coisas, proteger a Estação Espacial Internacional (ISS) de uma possível colisão com meteoros. "A duração aproximada da missão será de cerca de sete horas", informou o Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia à agência Interfax.

Os cosmonautas russos colocarão, no módulo de serviço Zvezda, cinco painéis e escudos especiais cuja função será proteger a estrutura da plataforma orbital em caso de uma chuva de meteoros.

Além disso, os russos lançarão um microssatélite e tentarão mover o guindaste manipulador de carga Strela-2 do módulo Pirs ao módulo Zarya, a fim de facilitar o trabalho.

Se restar tempo, os cosmonautas russos também recolherão no módulo Pirs vários computadores dentro do experimento Biorisk, que devem ser enviados de volta à Terra e tem como objetivo o estudo do impacto da radiação cósmica.

Esta será a nona experiência de Padalka, que conta com mais de 27 horas de caminhadas espaciais. Enquanto isso, seu companheiro Yuri Malenchenko conta com mais de 24 horas de experiência no exterior da plataforma e fará sua quinta caminhada.

No próximo dia 30 de agosto será a vez da Sunita Williams e do japonês Akihiko Hoshide, que substituirão uma unidade de distribuição de energia solar e colocarão cabos necessários para receber um novo módulo de laboratório russo no ano que vem.

Um dos principais objetivos da atual missão da ISS é realizar um experimento cientista para prevenir os desastres naturais em nosso planeta. O programa em questão leva o nome de "Huracan" e tem como objetivo fazer com que os habitantes da plataforma orbital coloquem a prova novos sistemas de previsão e prevenção de catástrofes naturais.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6090376-EI301,00-Cosmonautas+instalam+paineis+para+proteger+ISS+de+meteoros.html

EFE
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Prestes a deixar o Sistema Solar, Voyager 1 e 2 chegam aos 35 anos

Aos 35 anos, Voyager 2 segue em sua missão pelo espaço. Foto: Nasa/Divulgação

Aos 35 anos, Voyager 2 segue em sua missão pelo espaço
Foto: Nasa/Divulgação


As sondas gêmeas mais famosas (e talvez as mais importantes) da conquista espacial chegam aos 35 anos - pelo menos a mais velha delas. No final dos anos 70, a Voyager 2 e, depois, a 1 deixavam a Terra rumo à próxima estrela no caminho.

35 anos de história: conheça as sondas Voyager

Lançadas para aproveitar uma conjuntura de planetas para fazer um impulso gravitacional, as duas registraram pela primeira vez de perto muitos planetas e descobriram diversas luas pelo caminho.

A missão ficou tão famosa que acabou no cinema e suas imagens históricas inspiraram um dos mais famosos astrônomos - Carl Sagan. Hoje, as duas estão no limite do Sistema Solar e ainda mandam dados para a Nasa.

A potência de suas baterias nucleares deve manter a missão (hoje chamada pela Nasa de interplanetária) viva por mais alguns anos. Mas, mesmo depois de não ter mais energia para falar com a mãe Terra, as irmãs Voyager já escreveram seu nome na eternidade.

GHX Comunicação
GHX Comunicação

domingo, 19 de agosto de 2012

Robô Curiosity utiliza laser em rocha de Marte pela primeira vez

Curiosity utilizou laser da chamada ChemCam na rocha N165, apelidada como Coroação . Foto: Divulgação

Curiosity utilizou laser da chamada ChemCam na rocha N165, apelidada como "Coroação"
Foto: Divulgação


Antes dar início a sua primeira missão de prospecção em Marte, o robô Curiosity utilizou neste domingo pela primeira vez seu raio laser para destruir uma rocha do tamanho de um punho e testar a funcionalidade do aparato.

Segundo a Nasa, o Curiosity utilizou o laser da chamada ChemCam na rocha N165, apelidada como "Coroação". Neste teste, o robô Curiosity disparou 30 vezes seu laser por um período de 10 segundos.

O objetivo era aquecer a rocha até um ponto que suas moléculas se transformassem em uma bola de fogo (um plasma ionizado, brilhante) para que o telescópio e os três espectrômetros do Curiosity pudessem analisar os elementos que compõe a mesma.

Segundo o investigador principal da ChemCam, Roger Wiens, do Laboratório Nacional Los Alamos, no Novo México (EUA.), a missão conseguiu alcançar um grande espectro de elementos, que já estão sendo analisados.

"Nossa equipe está entusiasmada e trabalhando duro para analisar os resultados obtidos", assinalou Wiens, que destacou que oito anos depois de terem construído o instrumento, agora chegou o momento de analisar seus resultados.

Com esta primeira prova, a equipe queria comprovar como funciona o instrumento e também fazer algumas práticas de disparo, mas, ao mesmo tempo, o teste também seria usado para estudar se houve alguma mudança na composição da rocha à medida que os disparos eram feitos.

A Nasa explica que se os cientistas detectarem que houve mudanças, isso poderia indicar que o pó ou qualquer outro material poderia ter penetrado na rocha e se ocultado sob a superfície.

O diretor adjunto do projeto cientista da ChemCam, Sylvestre Maurice, do Instituto de Pesquisa Astrofísica e dos Planetas (IRAP) em Toulouse (França), também fez questão de ressaltar a nitidez dos sinais recebidos.

"É surpreendente que os dados (recebidos) são inclusive melhor dos que tinham recebido antes, durante as provas na Terra", indicou Maurice, que espera grandes descobrimentos na missão do Curiosity.

"Podemos esperar grandes descobrimentos científicos investigando os milhares de alvos da ChemCam nos próximos dois anos", assegurou o cientista.

O Curiosity++, um robô explorador de uma tonelada, chegou a Marte no último dia 6 de agosto com uma missão de dois anos, a qual percorrerá parte do planeta vermelho para analisar sua composição e determinar se o local possui condições de vida. EFE

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Foguete russo coloca em órbita satélite americano de telecomunicações

Um foguete russo-ucraniano colocou em órbita neste domingo um satélite americano que prestará serviços de telecomunicações à América Latina, anunciou a empresa.

"Às 11h25 (hora de Moscou; 4h25 de Brasília), o satélite Intelsat-21 se separou do foguete Zenit-3SL", indicou a empresa, de acordo com a agência ITAR-TASS.

O lançamento, inicialmente previsto para o dia 15 de agosto, foi adiado em várias ocasiões por problemas técnicos.

O foguete foi lançado de uma plataforma inaugurada em 1999 no Oceano Pacífico. Esta plataforma pertence à Sea Launch, uma empresa criada em 1995 pela russa RSC-Energuia, pelas ucranianas Yuzhnoye SDO e PO Yuzhmash, pela norte-americana Boeing Commercial Space Company e pela norueguesa Kvaerner.

AFP
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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Curiosity registra temperaturas superiores a 0ºC em Marte

Foto divulgada hoje pela Nasa mostra camadas de rochas das colinas cor de argila aos pés do Monte Sharp. Foto: AFP

Foto divulgada hoje pela Nasa mostra camadas de rochas das colinas cor de argila aos pés do Monte Sharp
Foto: AFP


A temperatura na cratera marciana Gale, local onde a Curiosity pousou que tem uma paisagem "parecida com a do Arizona", superou 0ºC, informou esta sexta-feira o chefe da missão. John Grotzinger, chefe científico da missão no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), em Pasadena (Califórnia), comemorou que os cientistas tenham novamente, graças à sonda, uma estação meteorológica em Marte.

"Posso dizer que a temperatura máxima de ontem na superfície de Marte perto do robô foi superior a 0ºC, disse Grotzinger em entrevista coletiva, afirmando que a medição exata era de "276 Kelvin", ou 2,85°C.

"Esta é uma referência muito importante para a ciência, pois a última estação meteorológica de longa duração em Marte remonta exatamente a 30 anos, quando a sonda Viking 1 deixou de se comunicar com a Terra em 1982", disse.

Grotzinger também apresentou novas fotos, em uma das quais se podem ver claramente as diferentes camadas de rochas das colinas cor de argila aos pés do Monte Sharp, que o robô deve subir durante seus dois anos de missão.

"A borda da cratera (Gale) se parece um pouco com o deserto de Mojave (na Califórnia) e agora o que veem é semelhante à região de Four Corners (cruz formada pelas quatro esquinas dos estados de Colorado, Arizona, Utah e Novo México), ou de Sedona, no Arizona, onde essas colinas e mesetas também são vistas", disse o cientista.

"Deve haver minerais hidratados em todas estas camadas", acrescentou. Os cientistas acreditam que a área da cratera de Gale tinha água no passado e as antigas formações geológicas do Monte de Sharp podem ter conservado vestígios da vida passada.

AFP
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Nasa define primeiro alvo do laser da Curiosity em Marte

Pedra N165 será atacada - mas pelo bem da ciência. Foto: Nasa/Divulgação

Pedra N165 será atacada - mas pelo bem da ciência
Foto: Nasa/Divulgação


Uma pequena pedra, que recebeu o nome de N165, será o primeiro alvo do laser da sonda Curiosity em Marte. Em uma conferência nesta sexta-feira, a Nasa - a agência espacial americana - anunciou os próximos passos da sonda que chegou no dia 6 ao planeta vermelho. Resumidamente, os instrumentos do robô estão passando (e continuarão) por uma série de testes.

A ChemCam e outros instrumentos foram testados com sucesso até agora. Uma das exceções é o laser da própria ChemCam. E, quando liga-lo, os cientistas farão "tiro ao alvo" com o equipamento, e a primeira "vítima" é exatamente a pedra N165. A sonda vai disparar cerca de 30 jatos de laser em dez segundos até formar gás ionizado (plasma) e a câmera vai analisar sua composição química.

"Nossa equipe esperou oito longos anos por este momento" disse Roger Wiens, do Laboratório Nacional de los Alamos, o pesquisador principal da ChemCam, que espera poder compartilhar no início da próxima semana os resultados dos primeiros disparos.

John Grotzinger, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), e cientista do projeto, diz que, se tudo der certo com os testes e ajustes, em cerca de dois dias a Curiosity vai se mover para o primeiro ponto a ser explorado - que ganhou o nome de Glenelg. O lugar foi escolhido por ser uma intersecção de três tipos de terreno e servirá para vários testes do equipamento e pode conter minerais hidratados (que surgem apenas na presença de água), um dos principais objetivos da Curiosity.

Como a sonda deve ter que passar duas vezes por esse ponto (na ida e na volta do monte Sharp, o principal local a ser explorado), os cientistas escolheram o nome Glenelg - um palíndromo.

Outros instrumentos
A Curiosity ligou nesta sexta-feira o gerador de nêutrons que carrega em uma de suas laterais. "Todos os instrumentos que estamos testando estão funcionando e estamos orgulhosos de anunciar que o instrumento DANfoi ligado hoje e operou com sucesso", anunciou Grotzinger.

O aparelho realizou vários disparos de nêutrons sobre a superfície marciana enquanto o sistema de radiação foi ativado quando "escutou" DAN e confirmou que estava funcionando. Grotzinger afirmou ainda que também realizaram testes com o instrumento REMS, estação ambiental fornecida pela Espanha, e adiantou que esperam poder divulgar os primeiros dados científicos na próxima semana.

Os cientistas estimam que, em cerca de um ano, o Curiosity chegará às encostas do monte Sharp, mas antes passará pelas marcas que os motores dos quatro propulsores deixaram ao aterrissar.

Com informações da agência EFE.

Terra

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Cientistas descobrem um dos maiores conjuntos de galáxias

Imagem combina registros do conjunto de galáxias. Foto: Nasa/Divulgação

Imagem combina registros do conjunto de galáxias
Foto: Nasa/Divulgação


A Agência Espacial Americana (Nasa) anunciou nesta quarta-feira o descobrimento de um aglomerado de galáxias apelidado Fênix, pela constelação na qual se encontra, e que segundo os pesquisadores é um dos maiores e mais ativos objetos descobertos até agora no universo.

Conheça aqui os tipos de galáxias e mais sobre astronomia

Michael McDonald, do Instituto Tecnológico de Massachusetts em Cambridge, destacou em conferência telefônica que se trata de um objeto único que contém "a maior taxa de formação de estrelas jamais vista no centro de um conjunto de galáxias".

O descobrimento foi possível pelas observações do observatório de raios-X Chandra, da Nasa, o Telescópio da Fundação Nacional de Ciências do Polo Sul e outros oito observatórios internacionais. O aglomerado de galáxias, localizado a 5,7 bilhões de anos-luz da Terra, pode levar os astrônomos a repensar a forma destas estruturas colossais e das galáxias. McDonald informou que a superestrutura é também o maior produtor de raios-X de qualquer grupo conhecido e um dos mais sólidos.

Além disso, segundo os dados colhidos, a velocidade de esfriamento de gás quente nas regiões centrais do agrupamento é a maior já observada, o que pode fornecer informação sobre como se formam as galáxias. "Apesar da galáxia central da maioria dos grupos ter estado inativa durante bilhões de anos, a galáxia central nesse grupo parece ter voltado à vida com uma nova explosão de formação estelar", explica McDonald, principal autor de um artigo que será publicado no número desta semana da revista britânica Nature.

Como outros aglomerados de galáxias, Fênix contém uma enorme reserva de gás quente, que por sua vez tem mais matéria que todas as galáxias do conjunto combinadas, detectaram com o observatório de raios-X Chandra.

O gás quente emite grande quantidade de raios-X, esfriando rapidamente o centro do aglomerado, o que provoca um fluxo de gás para o interior e a formação de um grande número de estrelas, o que não é muito habitual.

Os astrônomos acham que o buraco negro supermassivo que costuma ser encontrado na galáxia central destes conjuntos bombeia energia ao sistema, o que evita que um esfriamento do gás ocasione uma explosão de formação de estrelas.

No entanto, no caso de Fênix, os jatos de energia desprendidos do buraco negro gigante da galáxia central não são suficientemente potentes para prevenir o esfriamento, daí o grande nível de atividade. Os dados de Chandra e também das observações em outras longitudes de onda, apontam que o buraco negro supermassivo está crescendo muito rapidamente, cerca de 60 vezes a massa do Sol a cada ano.

Uma taxa que os cientistas acham "insustentável", segundo Bradford Benson da Universidade de Chicago e coautor do estudo, já que o buraco negro é muito grande, com uma massa de aproximadamente 20 bilhões de vezes a massa do Sol.

"Esse ritmo de crescimento não pode durar mais de 100 milhões de anos. Caso contrário, a galáxia e o buraco negro voltariam muito maiores que seus pares no universo próximo", aponta Bradford.

EFE
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Índia anuncia projeto para enviar missão a Marte em 2013

O primeiro-ministro indiano Manmohan Singh afirmou, nesta quarta-feira, que o país planeja enviar uma missão especial para Marte já em 2013, com o objetivo de coletar informações científicas sobre o planeta. " "Nossa sonda espacial se aproximará de Marte e coletará informações científicas", declarou. A missão custará de 70 a 90 milhões de dólares.

Singh aproveitou as cerimônias do 65º aniversário da independência do país para exaltar os avanços tecnológicos indianos. Apesar de não divulgarem o nome da missão, cientistas projetaram que o veículo espacial levaria aproximadamente 11 meses para se aproximar do solo marciano.

A missão abre uma nova etapa na ambiciosa corrida espacial da Índia, que projeta o primeiro voo espacial tripulado para 2016. Para o lançamento da sonda será utilizado um foguete de 320 toneladas, que partirá da base da Organização Indiana para a Pesquisa Espacial (ISRO) em Sriharikota, no estado de Andhra Pradesh (sul). O lançamento pode acontecer a partir de novembro de 2013, segundo a agência Press Trust of India.

Em 1963 um programa espacial para reduzir sua dependência de outros países no lançamento de satélites. O país entrou no mercado internacional de lançamentos comerciais com a entrada em órbita, em 2007, de um satélite italiano. Em janeiro de 2008, um foguete indiano lançou um satélite espião israelense. Na última semana, a Nasa concluiu com sucesso o envio da sonda Curiosity a Marte, feito pioneiro no estudo do planeta.

Com informações da AFP e do jornal Daily Mirror.

Terra

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Curiosity deve realizar movimentos de teste em uma semana

A Nasa divulgou nesta terça uma imagem feita pela câmera HiRISE, a bordo do satélite Mars Reconnaissance Orbiter, que mostra a sonda Curiosity na .... Foto: Nasa/Divulgação

A Nasa divulgou nesta terça uma imagem feita pela câmera HiRISE, a bordo do satélite Mars Reconnaissance Orbiter, que mostra a sonda Curiosity na superfície de Marte, mas é preciso zoom para ver melhor
Foto: Nasa/Divulgação


O robô explorador Curiosity começará a se movimentar pela superfície de Marte em menos de uma semana, enquanto os especialistas seguirão analisando as imagens de alta resolução enviadas para determinar sua rota, informou a Nasa nesta terça-feira.

Em uma semana, o robô deverá começar a se movimentar sobre a superfície de Marte em caráter de teste. No entanto, dentro de um mês, o Curiosity já deverá ter condições de utilizar seus instrumentos e braços mecânicos para analisar a composição do solo de Marte.

Segundo os cientistas, o Curisosity deverá demorar um ano até chegar às encostas do monte Sharp (Agudo). "Vamos girar as rodas um pouco em Sol 13 e dirigir uns metros para frente, girar e voltar para trás em Sol 15", indicou em uma teleconferência Michael Watkins, chefe da missão MSL do Curiosity. A palavra Sol e o número seguinte indicam os dias das operações do Curiosity desde sua aterrissagem em Marte na última semana. Hoje, por exemplo, a missão se encontra em Sol 9.

Segundo os responsáveis pela missão, o robô deverá percorrer uma média de distância equivalente a um campo de futebol por dia e, por isso, necessitaria de cerca de 100 dias para chegar ao monte Sharp. Uma vez no local, o plano é subir alguns metros do monte Sharp, situado à beira da cratera Gale.

Em pouco mais de uma semana na superfície de Marte, o robô explorador continua emitindo suas surpreendentes imagens, como as que foram publicadas hoje pela Nasa, as quais mostra o entorno que rodeia o robô em alta resolução, assim como as imagens vindas do satélite Mars Reconnaissance Orbiter, em órbita marciana, que marcam com grande precisão o lugar onde o Curiosity se encontra.

As imagens mostram um novo panorama das dunas de Marte, o terreno composto por pequenas pedras e o horizonte de montes onde se encontra o robô, o que ajuda os pesquisadores a planejar as rotas de aproximação ao Monte Sharp, o principal objeto de estudo do Curiosity.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6079063-EI301,00-Curiosity+deve+realizar+movimentos+de+teste+em+uma+semana.html#tphotos

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