sábado, 25 de agosto de 2012

Nasa adia para quinta-feira o lançamento de duas sondas espaciais

A Nasa (agência espacial americana) adiou para a próxima quinta-feira o lançamento de um foguete Atlas V que deve pôr em órbita duas sondas espaciais para o estudo da influência do Sol sobre a Terra e os anéis de radiação que a rodeiam.

O lançamento no Cabo Canaveral (Flórida) estava previsto para hoje, mas inicialmente foi atrasado durante pelo menos 24 horas devido ao mau tempo.

Finalmente, e após uma avaliação das previsões meteorológicas desfavoráveis devido à tempestade tropical "Isaac" que castiga a região, a Nasa decidiu programar o lançamento para quinta-feira, segundo seu site oficial.

A partida do foguete estava prevista originalmente para ontem, sexta-feira, mas ficou postergada devido a uma falha em um dos monitores das condições meteorológicas.

A missão, denominada Radiation Belt Storm Probes (RBSP), tem como objetivo estudar os cinturões de Van Allen, dois anéis gigantes de plasma que envolvem a Terra.

Nestas zonas se concentram as partículas eletrificadas que além da atmosfera protetora da Terra dominam o Universo.

De fato, 99% do universo está composto por este gás eletrificado, conhecido como plasma.

Estes anéis de superfície toroidal são as áreas nas quais os prótons e elétrons circulam, em espiral e em grande quantidade, entre os pólos magnéticos da Terra.

As sondas RBSP foram desenvolvidas para analisar a forma como o Sol, e em particular as tempestades solares, afetam o entorno terrestre em várias escalas de espaço e tempo.

Outros satélites que orbitam na região estão programados para apagar seus sistemas ou proteger-se quando ocorrem intensas tempestades solares, mas os da missão RBSP seguirão colhendo informação e por isso foram construídos para suportar o bombardeio de partículas e radiação nos cinturões de Van Allen.

Os instrumentos das sondas proporcionarão as medições que os cientistas necessitam para compreender não só a origem das partículas eletrificadas, mas também os mecanismos que dotam essas partículas de grande velocidade e energia.

As duas sondas RBSP terão órbitas excêntricas quase idênticas, que cobrem toda a região dos cinturões de radiação, e os satélites se cruzarão várias vezes no curso de sua missão.

As sondas octogonais pesam mais de 635 quilos cada uma e medem 1,85 metros de largura e 90 centímetros de altura.

Os sensores de campo elétrico e magnético se estendem sobre varas que os afastam da sonda, que pode gerar seus próprios campos elétrico e magnético e distorcer as medições. EFE

llb/rsd

EFE
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Nasa adia novamente o lançamento de 2 sondas espaciais

A Nasa adiou para domingo o lançamento do foguete Atlas V que colocará em órbita duas sondas espaciais para o estudo da influência do Sol sobre a Terra e dos anéis de radiação que a cercam. O lançamento desde Cabo Canaveral (Flórida) estava programado para as 5h07 deste sábado (horário de Brasília), mas foi atrasado em 20 minutos devido ao mau tempo, que no fim das contas o impediu por pelo menos 24 horas.

A partida do foguete estava prevista originalmente para sexta-feira, mas foi postergada devido a um problema técnico em um dos monitores das condições meteorológicas. Os meteorologistas da Nasa esperam que a tempestade tropical Isaac, que se dirige rumo à Flórida, não interfira no lançamento amanhã.

A missão é denominada RBSP, a sigla em inglês das sondas para os anéis de radiação conhecidos como Cinturão de Van Allen, a zona da magnetosfera na qual se concentram as partículas eletrificadas que dominam o Universo junto à atmosfera protetora da Terra.

Os instrumentos das sondas proporcionarão as medições de que os cientistas necessitam para compreender não só a origem das partículas eletrificadas, mas também os mecanismos que dotam essas partículas de grande velocidade e energia.

As sondas Radiation Belt Storm Probes foram desenvolvidas para analisar a forma como o Sol, e em particular as tempestades solares, afeta o entorno terrestre em várias escalas de espaço e tempo.

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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

JPL fala sobre código morse que sonda deixa em Marte

Furos nas rodas da sonda Curiosity têm sua utilidade - mas formato não foi escolhido ao acaso. Foto: Nasa/Divulgação

Furos nas rodas da sonda Curiosity têm sua utilidade - mas formato não foi escolhido ao acaso
Foto: Nasa/Divulgação


O Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês) - que é ligado à Nasa, mas tem administração independente - falou sobre os símbolos nas rodas do robô Curiosity e outros detalhes que não envolvem necessariamente pesquisa científica. Quando a sonda circula por Marte, ela deixa no solo, em código morse, as letras J, P e L.

Ao jornal Daily Mail, Matthew Heverly um dos líderes da missão fala que realmente lá está o código morse. Procurado pelo Terra, o pesquisador brasileiro Nilton O. Rennó, que trabalha na equipe da Curiosity, disse em um primeiro momento não saber do código morse. Mas, depois, respondeu: "Chequei as marcas nas rodas da Curiosity. Você estava certo, os furos para fixá-la durante a viagem imprimem o nome do JPL em código morse."

"Nós colocamos intencionalmente aqueles furos nas rodas para deixar um rastro único em Marte", diz Heverly. Ele explica que as marcas servem também para calcular a distância percorrida e a posição do robô. Rennó afirma que os buracos, durante a viagem, foram usados para ajudar a prender a sonda na nave espacial.

Além disso, o JPL afirma que outras surpresas estão preparadas. Uma delas envolve marcas - códigos no corpo da sonda que serão usadas no futuro em um aplicativo de celular, mas o laboratório não dá mais detalhes sobre isso. Outras marcas, redondas e em preto e branco, são usadas para saber se as partes do robô se movimentaram e o quanto se mexeram.

Além disso, o relógio de sol tem escrito "para Marte, para explorar" em 16 línguas e, quando o jipe não conseguir mais circular pelo planeta, vai servir como uma espécie de monumento.

Um pequeno chip que o equipamento levou contém o nome de 1,24 milhão de pessoas que se cadastraram no site da missão. Além do nome de 20 mil visitantes do JPL e do Centro Espacial Kennedy.

A sonda também carrega dinheiro. Na verdade, apenas 1 centavo - uma moeda de 1909, de uma série que comemorava o centenário de Abraham Lincoln. Mas ela tem um propósito - serve para calibrar a câmera da Curiosity.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6101420-EI301,00-JPL+fala+sobre+codigo+morse+que+sonda+deixa+em+Marte.html#tphotos

Terra

Unesco publica site para reunir 'patrimônio da astronomia'

Observatórios britânicos ou franceses, os blocos de pedras de Stonehenge, templos egípcios ou vestígios pré-históricos integram a partir desta sexta-feira a lista do site "do patrimônio da astronomia", apoiada pela Unesco.

O site www.astronomicalheritage.net , colocado em funcionamento pela realização da Assembleia Geral da União Astronômica Internacional (UAI) em Pequim, se apresenta como uma base de dados, estudos e fórum de discussão sobre locais relacionados com a astronomia em todo o mundo, explicou a organização em um comunicado.

Seu objetivo é defender e promover esta herança astronômica da mesma forma que a lista do patrimônio mundial da Unesco, associada à UAI neste site.

AFP
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Brasileiros são eleitos para entidade americana de física

Os cientistas brasileiros Marcelo Gleiser e Márcia Barbosa foram eleitos para o Conselho da American Physical Society, uma das principais entidades de estudo de física do mundo. Fundada em 1899, reúne mais de 46 mil associados, publica 12 revistas e organiza encontros científicos.

Professor da universidade americana Dartmouth College, Gleiser ocupará o cargo de conselheiro-geral e Márcia, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o de conselheira internacional.

Ele trabalha com estudos sobre os cruzamentos da teoria de campo, a relatividade e cosmologia. É cientista premiado e participou de painéis organizados pela agência espacial dos Estados Unidos, a Nasa. Escreveu três livros, nos quais tenta popularizar o estudo da física.

Márcia estuda o comportamento termodinâmico de fluídos complexos. É diretora do Instituto de Física da universidade gaúcha. Faz parte do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia do Brasil.

"A comunidade científica tem que estar preparada para mostrar à sociedade que a física é muito importante, não só para restaurar o crescimento econômico, mas também para garantir um modo de vida sustentável e socialmente justo", disse Márcia Barbosa. Mais informações podem ser obtidas no site da entidade.

Agência Brasil

Nasa adia lançamento de sondas espaciais por problemas técnicos

A Nasa adiou nesta sexta-feira o lançamento do foguete Atlas V que colocaria em órbita duas sondas espaciais para o estudo da influência do Sol sobre a Terra e dos anéis de radiação que a cercam.

O lançamento desde Cabo Canaveral (Flórida) estava programado para as 5h07 de Brasília, mas seis minutos antes, durante a revisão dos sistemas, foi detectado um problema técnico em um dos monitores das condições meteorológicas. Com isso, o controle da missão decidiu adiá-la pelo menos até este sábado, e não espera que a tempestade tropical "Isaac", que se dirige à Flórida, interfira no lançamento.

A missão é denominada RBSP, a sigla em inglês das sondas para os anéis de radiação conhecidos como Cinturão de Van Allen, a zona da magnetosfera na qual se concentram as partículas eletrificadas que dominam o universo junto à atmosfera protetora da Terra.

Os instrumentos das sondas proporcionarão as medições de que os cientistas necessitam para compreender não só a origem das partículas eletrificadas, mas também os mecanismos que dotam essas partículas de grande velocidade e energia.

As sondas Radiation Belt Storm Probes foram desenvolvidas para analisar a forma como o Sol, e em particular as tempestades solares, afeta o entorno terrestre em várias escalas de espaço e tempo.

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

"Óvnis" registrados em Marte seriam defeitos de câmera

Três pontos escuros no céu de Marte levaram a suspeita de registro de óvnis. Foto: Nasa/Divulgação

Três pontos escuros no céu de Marte levaram a suspeita de registro de óvnis
Foto: Nasa/Divulgação


Uma imagem registrada pela sonda Curiosity em Marte levou a rumores de que o robô tinha capturado óvnis no céu do planeta vermelho. Contudo, um especialista afirma que os pontos não estão no céu marciano, mas no sensor da câmera - é apenas um erro que ocorre frequentemente. As informações são do site Huffington Post.

Até em 3D: veja panoramas 360° de Marte
Sondas Voyager chegam aos 35 anos prestes a deixar o Sistema Solar

O usuário do YouTube StephenHannardADGUK chegou a postar um vídeo em que usa uma série de filtros na imagem para destacar os estranhos pontos. "Após ver o vídeo, fica bem claro que essas anomalias têm um pixel de tamanho", diz Marc Dantonio, analista que faz efeitos especiais e estuda vídeos de óvnis.

"Eu concordo plenamente que são pixels mortos", diz Dantonio ao site. "Todos os CCDs (sensores das câmeras digitais) têm eles, e em uma atmosfera branda como a de Marte, eles ficam bem óbvios, ao contrário de uma atmosfera ativa como a da Terra, onde podem ficar escondidos por um longo tempo antes de alguém notar."

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6098707-EI301,00-Ovnis+registrados+em+Marte+seriam+defeitos+de+camera.html#tphotos

Terra

Fabricante de espaçonave abre loja na Flórida

A XCOR Aerospace, uma das poucas empresas americanas que desenvolvem espaçonaves, planeja construir seus veículos e fazer voos com turistas, pesquisadores e carregamentos comerciais a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, Estados Unidos, anunciaram autoridades nesta quinta-feira.

A empresa privada, atualmente com sede em Mojave, na California, está desenvolvendo um avião espacial de dois lugares chamado Lynx, que deve ser lançado no começo de 2013.

A empresa espera fazer quatro voos por dia, a um custo de US$ 95 mil por pessoa. Os voos do Lynx são similares aos do que estão sendo oferecidos pelo SpaceShipTwo, um veículo de dois pilotos, capaz de levar seis passageiros, de propriedade da Virgin Galactic, braço americano do Virgin Group, de Richard Branson, com sede em Londres.

A Virgin Galactic, que vende voos ao preço de US$ 200 mil por pessoa, planeja lançar seus voos a partir de um novo "espaçoporto" perto de Las Cruces, no Novo México. Seu primeiro veículo está sendo testado em Mojave pela fabricante Scaled Composites, subsidiária da Northrop Grumman.

As duas espaçonaves decolam horizontalmente e depois viajam a 100 km acima da superfície do planeta, antes de voltar à atmosfera. A viagem proporciona aos que estão a bordo alguns minutos na microgravidade e a visão da Terra contra a escuridão do Espaço.

Reuters
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Estudo descobre uma das origens das explosões estelares

Animação mostra como explosão estelar ocorre


Um estudo envolvendo pesquisadores de países como Estados Unidos, Chile, Reino Unido, Israel, Alemanha e Japão observou pela primeira vez a explosão de uma supernova do tipo Ia e descobriu uma causa para esse tipo de evento - e também que ele pode ter várias causas. A pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira na revista Science, da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês).

Nova, supernova, anã branca, gigante vermelha, luminosidade: saiba isso e muito mais

As supernovas Ia são ótimas para se medir distâncias cósmicas porque são brilhantes o suficiente para serem registradas através do universo e têm relativamente a mesma luminosidade em qualquer lugar - ou seja, quanto mais brilhante, mais próxima ela está. Foi com elas, por exemplo, que cientistas descobriram que a expansão do universo está acelerando (e ganharam o Nobel por isso). Os astrônomos criaram diversas teorias para como elas se formam, mas nunca observaram como uma dessas explosões começa.

Agora, o time internacional conseguiu essa observação e coletou evidências de que essas supernovas são formadas por um sistema que contêm uma estrela gigante vermelha e uma anã branca. Além disso, eles afirmam que o sistema começa como uma nova antes de terminar sua vida como uma destrutiva supernova.

Eles registraram a supernova que chamaram de PTF 11kx, que explodiu a 600 milhões de anos-luz da Terra na constelação do Lince. Apesar dessas evidências, outras observações (indiretas) não indicam a presença de uma gigante vermelha nas origens de explosões Ia, o que indica que essas supernovas têm diversas formas de serem geradas.

"Nós sabemos que as supernovas do tipo Ia variam muito pouco de galáxia para galáxia (...) mas esta observação da PTF 11kx provê a primeira explicação de como isso ocorre", diz Peter Nugent, do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Universidade de Berkeley (Califórnia), coautor do estudo. "Esta descoberta nos dá a oportunidade de refinar e aprimorar a exatidão de nossas medições cósmicas."

"É uma surpresa total descobrir que supernovas termonucleares, as quais parecem tão similares, vem de diferentes tipos de estrelas", diz Andy Howell, do observaótio Las Cumbres, também na Califórnia. A teoria mais aceita até agora era de que esse tipo de evento originava de um sistema com duas anãs brancas. "Como esses eventos podem parecer tão iguais se eles têm origens diferentes?"

A explosão
Nugent destaca que observar a origem de uma supernova Ia é algo muito raro, já que esse tipo de explosão, por si só, já é considerado raro - em uma galáxia, costuma ocorrer apenas uma ou duas vezes a cada século. Para isso, os cientistas usaram um telescópio robótico montado no Observatório Palomar, no sul da Califórnia. Quando ele faz um registro, a informação percorre uma rápida rede de fibra ótica com mais de 600 km até o laboratório de Berkeley. Lá, supercomputadores analisam os números e identificam eventos importantes para os pesquisadores.

Em 16 de janeiro de 2011, o laboratório recebeu um aviso. O pesquisador Jeffrey Silverman fez observações do evento e achou fortes sinais de cálcio no gás e poeira que o cercavam, o que é extremamente incomum. Os dados eram tão estranhos que Nugent e os colegas Alex Filippenko e Joshua Bloom fizeram um pedido e conseguiram interromper outras observações no telescópio Keck, no Havaí, para ver a supernova.

Os registros no observatório havaiano indicavam nuvens de gás e poeira que eram lentas demais para serem de uma supernova - mas muito rápidas para serem ventos estelares. Eles suspeitaram que essas nuvens eram os restos de erupções de uma anã branca que de tempos em tempos explodia como uma nova e teria tido sua última erupção décadas atrás.

Os cientistas então criaram a hipótese de que essa anã branca estaria recebendo material de uma gigante vermelha próxima e teria chegado a um ponto crítico, no qual explodiu - se destruindo - como uma supernova. Se a hipótese estivesse correta, a onda de explosão acertaria em algum momento o material emitido pelas erupções de nova. Foi exatamente o que eles observaram.

Nos dias seguintes, o sinal de cálcio caiu até desaparecer completamente. Contudo, 58 dias após a explosão, a quantidade de cálcio no sistema teve um aumento súbito, o que indicava que o material da supernova finalmente colidiu com o da nova.

"Esta foi o mais excitante estudo de uma supernova que eu já participei. Por meses, quase toda nova observação mostrava algo que eu nunca tinha visto, diz Ben Dilday, da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, líder do estudo.

Dilday destaca que um sistema parecido é bem conhecido dos astrônomos e está próximo de nós. Chamado de RS Ophiuchi, ele fica a "apenas" 5 mil anos-luz (na nossa própria galáxia). Isso permite que os astrônomos identifiquem que ele também é formado por uma anã-branca que orbita uma gigante vermelha. De tempos em tempos (cerca de 20 em 20 anos), a primeira estrela explode como uma nova enquanto recebe material (vento estelar) da segunda.

Contudo, em muitas novas (como em RS Ophiuchi), a anã-branca perde mais massa ao explodir do que ganha de sua companheira, por isso, a maioria dessas sistemas não deve acabar em uma explosão maior. "Como olhamos para milhares de sistemas e o PTF 11kx é o único que encontramos (que se transformou em uma supernova), nós pensamos que é provavelmente um fenômeno raro. Contudo, esses sistemas podem ser mais comuns, e a natureza está apenas escondendo suas assinaturas de nós", diz Silverman.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6096693-EI301,00-Estudo+descobre+uma+das+origens+das+explosoes+estelares.html

Terra

Nasa faz ajustes finais de missão que estudará influência do Sol na Terra

A Nasa anunciou nesta quinta-feira que está finalizando os últimos ajustes do lançamento das duas sondas espaciais, previsto para ocorrer amanhã, que entrarão em órbita para estudar a influência do Sol e de seus anéis de radiação sobre a Terra. O foguete propulsor Atlas V já se encontra na rampa 41 da Estação Cabo Canaveral da Força Aérea, mas o lançamento está programado para ocorrer somente amanhã, às 5h07 (horário de Brasília).

O Centro Espacial Kennedy (EUA) indicou que as condições meteorológicas no litoral atlântico da Flórida, com nuvens dispersas, temperaturas ao redor de 25 graus e ventos suaves, são favoráveis, com 70% de chances de lançamento. Apesar da aparente aproximação da tempestade tropical Isaac, a Nasa mantém sua previsão.

A missão, intitulada de Radiation Belt Storm Probes (RBSP, sigla em inglês das sondas para os anéis de radiação conhecidos como Cinturões de Van Allen), percorrerá as zonas da magnetosfera terrestre onde se concentram as partículas carregadas. O Cinturão de Allen interior se estende de mil quilômetros da superfície terrestre até aos 5 mil km, enquanto o exterior circula entre os 15 mil e os 20 mil km da superfície terrestre.

As sondas foram desenhadas para analisar a forma como o Sol, e em particular as tempestades solares, afetam o entorno terrestre em várias escalas de espaço e tempo. A missão é parte do programa "A vida com uma estrela", cujo objetivo é o estudo dos processos fundamentais que podem ter originado o Sol e que incidem no conjunto do sistema solar.

Segundo a Nasa, os dois satélites, com rotação estabilizada, se diferenciam por conseguir operar sob difíceis condições. Outros satélites que orbitam a região estão programados para apagar seus sistemas ou se proteger diante de intensas tempestades espaciais, mas os da missão RBSP continuarão colhendo informações na tempestade e, por isso, possuem condições de suportar o bombardeio de partículas e de radiação nos cinturões de Van Allen.

Os instrumentos das sondas proporcionarão as medições que os cientistas necessitam para caracterizar e quantificar os processos de plasma que produzem íons de alta energia e elétrons relativísticos. Especificamente, esses instrumentos medirão as propriedades das partículas carregadas que circulam nos anéis de radiação, as ondas de plasma que interagem com elas, os campos elétricos de grande escala que as transportam, e o campo magnético que guia às partículas.

As duas sondas RBSP terão órbitas excêntricas quase idênticas, que cobrem toda a região dos cinturões de radiação, e os satélites se cruzarão várias vezes durante o curso de sua missão. As sondas octogonais pesam mais de 635 kg cada uma e medem 1,85 m de cumprimento e uns 90 cm de altura. Os sensores de campo elétrico e magnético se estendem sobre varas que se afastam da sonda, a qual pode gerar seus próprios campos elétricos e magnéticos e distorcer as medições.

O foguete propulsor Atlas V já se encontra na rampa 41 da Estação Cabo Canaveral da Força Aérea. Foto: Dimitri Gerondidakis/Nasa/Divulgação

O foguete propulsor Atlas V já se encontra na rampa 41 da Estação Cabo Canaveral da Força Aérea

EFE
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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Curiosity realiza primeiro percurso e deixa marcas em Marte

Animação mostra como foi 1º 'passeio' de sonda em Marte


A sonda Curiosity deu nesta quarta-feira seus primeiros "passos" em Marte e já deixou marcas sobre a superfície do Planeta Vermelho, após um percurso de aproximadamente 4,5 m, indicaram os engenheiros da Nasa (a agência espacial americana).

Até em 3D: veja panoramas 360° de Marte
Sondas Voyager chegam aos 35 anos prestes a deixar o Sistema Solar

"A missão está funcionando extremamente bem. Aqui vocês têm um diretor da missão sorridente", descreveu Peter Theisenger, diretor da missão em entrevista no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês), em Pasadena (Califórnia).

O equipamento se deslocou aproximadamente 4,5 m esta madrugada e realizou vários giros de entre 90 e 180 graus sobre a superfície de Marte, nos quais se comportou como esperado, confirmou Theisenger. Para as manobras, o explorador precisou de cerca de 16 minutos, e enviou, em seguida, novas fotografias em preto e branco.

Pouco antes, o engenheiro da missão, Allen Chen, havia afirmado pelo Twitter: "Marcas de roda em Marte. A equipe de entrada, descida e aterrissagem concluiu seu trabalho. Parabéns às equipes de mobilidade e superfície!".

A Curiosity, que aterrissou na superfície de Marte na madrugada de 6 de agosto, enviou centenas de fotografias em preto e branco e coloridas que proporcionaram a visão de Marte mais nítida conhecida até agora.

O robô, do tamanho de um pequeno carro e com 1 t de peso, chegou com uma missão primária de dois anos na qual percorrerá parte do planeta para analisar sua composição para encontrar condições geológicas para a vida no planeta.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI6096096-EI301,00-Curiosity+realiza+primeiro+percurso+e+deixa+marcas+em+Marte.html

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vc repórter: conjunção planetária é registrada no céu do RS

Marte (acima), Saturno (à direita) e a estrela Espiga (à esquerda) formam uma conjunção planetária que só se repetirá daqui 30 anos. Foto: Jean Vignatti/vc repórter

Marte (acima), Saturno (à direita) e a estrela Espiga (à esquerda) formam uma conjunção planetária que só se repetirá daqui 30 anos
Foto: Jean Vignatti/vc repórter


Quem olhar para o céu até o final de agosto em todo o País poderá assistir a olho nu um fenômeno chamado conjunção planetária. Os planetas Marte e Saturno e a estrela Espiga podem ser vistos alinhados e em boas condições de observação.

"Uma conjunção ocorre quando os astros estão angularmente próximos no céu, ou seja, quase na mesma direção. Eles poderão ser vistos no horizonte poente, isto é, no lado oeste, onde o Sol se põe" - explica o professor Jair Barroso, do Observatório Nacional.

Com um tom avermelhado, Marte aparece como o mais alto dos três, em imagem registrada na última terça-feira em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul. Com um tom amarelado, Saturno fica à direita, e tem brilho de intensidade parecida. À esquerda, ao lado da Lua crescente, está a estrela Espiga, a principal da constelação de Virgem. "Ela apresenta cintilação, que, em geral, os planetas não mostram. A cintilação de sua luz é devido às turbulências da atmosfera terrestre", explica Barroso.

Na bandeira brasileira, a Espiga é a única estrela localizada acima da faixa de 'Ordem e Progresso', representando o estado do Pará.

A próxima conjunção entre Marte, Saturno e a Espiga ocorrerá daqui 30 anos, tempo que Saturno levará para dar uma volta completa em torno do Sol. A partir daí, será preciso que Marte passe pela mesma direção para formar o alinhamento. No mês passado, uma conjunção entre a Lua, Vênus, Júpiter e a estrela Aldebaran, da constelação de Touro, também foi registrada por internautas no céu brasileiro.

Um outro fenômeno, denominado 'Lua Azul', também está previsto para acontecer em agosto. Segundo o professor Dr. João Batista Garcia Canalle, coordenador nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), "não se trata da alteração da cor do nosso satélite. É uma coincidência astronômica, quando, no mesmo mês, temos duas Luas cheias. A primeira foi no dia 1º e a segunda será no dia 31. Esse fenômeno só ocorrerá novamente em 2015", explica.

O internauta Jean Vignatti, de Bento Gonçalves (RS), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

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Soprano britânica é cotada para ser a próxima turista espacial

Sarah já teria realizado alguns testes prévios e foi considerada apta para dar início ao curso de preparação. Foto: AFP

Sarah já teria realizado alguns testes prévios e foi considerada apta para dar início ao curso de preparação
Foto: AFP


A soprano, atriz e dançarina britânica Sarah Brightman poderá se transformar na próxima turista espacial, afirmou nesta quarta-feira uma fonte da indústria espacial russa. "Em aproximadamente um mês será anunciado oficialmente o nome da próxima turista espacial, que, segundo as previsões, voará à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) em 2015", disse a fonte à agência russa Interfax.

De acordo com a mesma fonte, Sarah, que acaba de completar 52 anos, já teria realizado alguns testes prévios e foi considerada apta para dar início ao curso de preparação no Centro de Treinamento de Cosmonautas Yuri Gagarin, situado nos arredores de Moscou.

Em março, o diretor da Roscomos, agência espacial russa, Vladimir Popovkin, declarou que a Rússia poderia retomar em 2014 o programa de turismo espacial que iniciou em 2001. Os voos turísticos à ISS a bordo das naves russas Soyuz, suspensos em 2009, foram organizados pela companhia Space Adventures (SA).

No período em que esteve ativo, o programa da Roscomos levou à ISS sete turistas espaciais, os quais pagaram entre US$ 20 milhões e US$ 30 milhões pela viagem. O americano Denis Tito (2001) foi o primeiro a viajar ao espaço, seguido do sul-africano Mark Shuttleworth, também conhecido como "afronauta" (2002), e do norte-americano Gregory Olsen (2005).

A americana de origem iraniana Anousha Ansari foi a primeira mulher a realizar essa viagem em 2006. Depois, vieram o americano Charles Simonyi (2007) e Richard Garriott, filho do ex-astronauta Owen Garriott (2008). Simonyi, que já havia feito a viagem em 2007, voltou a repetir essa experiência em março de 2009, enquanto o fundador do "Cirque du Soleil", o canadense Guy Laliberté, foi o último a se alojar na ISS, onde dirigiu um espetáculo para alertar ao mundo sobre o problema da escassez da água.

EFE
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Brasileiros são eleitos para conselho de entidade científica americana

Dois cientistas brasileiros foram eleitos para o Conselho da American Physical Society (APS), dos Estados Unidos, segunda maior entidade na área de Física do mundo. Marcia Barbosa, professora no Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), deve assumir o posto de conselheira internacional. Marcelo Gleiser, professor de Física e Astronomia no Dartmouth College, Estados Unidos, foi escolhido para o cargo de conselheiro geral e terá como prioridade melhorar a comunicação entre a academia e o público.

Recentemente, Barbosa também foi eleita vice-presidente da International Union of Pure and Applied Physics (IUPAP). Sam Aronson, do Laboratório Nacional Brookhaven, foi eleito vice-presidente e, pelas regras da sociedade, deve assumir a presidência em dois anos (o vice fica um ano na função para a qual foi eleito, depois um ano na função de presidente-eleito e um na presidência). Paul L. McEuen, da Universidade Cornell, tornou-se chefe-eleito do comitê de indicações.

As eleições ocorrem anualmente na APS, mas não sempre para os mesmos cargos. Os conselheiros, por exemplo, são eleitos paulatinamente. Além de oito conselheiros gerais e um conselheiro internacional, há os representantes das diversas divisões, o chefe do comitê de indicações, o chefe do painel de relações públicas e dois representantes das seções geográficas.

Com informações da Agência Fapesp

Terra

Planeta 'engolido' alimenta hipóteses sobre possível fim da Terra

Pesquisadores descobriram planeta engolido ao analisarem composição da estrela hospedeira. Foto: Nasa/BBC Brasil

Pesquisadores descobriram planeta engolido ao analisarem composição da estrela hospedeira
Foto: Nasa/BBC Brasil


Astrônomos encontraram evidências de um planeta que teria sido "devorado" por sua estrela, dando fôlego a hipóteses sobre qual poderia ser o destino da Terra dentro de bilhões de anos. A equipe descobriu indícios de um planeta que teria sido "engolido" ao fazer uma análise sobre a composição química da estrela hospedeira.

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Eles também acreditam que um planeta sobrevivente que ainda gira em torno dessa estrela poderia ter sido lançado a uma órbita incomum pela destruição do planeta vizinho. Os detalhes do estudo estão na publicação científica Astrophysical Journal Letters.

A equipe, formada por americanos, poloneses e espanhóis fez a descoberta quando estava estudando a estrela BD 48 740 - que é um de uma classe estelar conhecida como gigantes vermelhas. As observações foram feitas com o telescópio Hobby Eberly, no Observatório McDonald, no Texas.

Concentração de lítio
O aumento das temperaturas próximas aos núcleos das gigantes vermelhas faz com que essas estrelas se expandam, destruindo planetas próximos. "Um destino semelhante pode aguardar os planetas do nosso sistema solar, quando o Sol se tornar uma gigante vermelha e se expandir em direção à órbita da Terra, dentro de cerca de cinco bilhões de anos", disse o professor Alexander Wolszczan, da Pennsylvania State University, nos EUA, co-autor do estudo.

A primeira evidência de que um planeta teria sido "engolido" pela estrela foi encontrada na composição química peculiar do astro. A BD 48 740 continha uma quantidade anormalmente elevada de lítio, um material raro criado principalmente durante o Big Bang, há 14 bilhões de anos.

O lítio é facilmente destruído no interior das estrelas, por isso é incomum encontrar esse material em altas concentrações em uma estrela antiga. "Além do Big Bang, há poucas situações identificadas por especialistas nas quais o lítio pode ser sintetizado em uma estrela", explica Wolszczan. "No caso da BD 48 740, é provável que o processo de produção de lítio tenha sido desatado depois que uma massa do tamanho de um planeta foi engolida pela estrela, em um processo que levou ao aquecimento do astro".

Órbita incomum
A segunda evidência identificada pelos astrônomos está relacionada a um planeta recém-descoberto que estaria desenvolvendo uma órbita elíptica em torno da estrela gigante vermelha. Esse planeta tem pelo menos 1,6 vezes a massa de Júpiter.

Segundo Andrzej Niedzielski, co-autor do estudo da Nicolaus Copernicus University em Torun, na Polônia, órbitas com tal configuração não são comuns nos sistemas planetários formados em torno de estrelas antigas. "Na verdade, a órbita desse planeta em torno da BD 48 740 é a mais elíptica já detectada até agora", disse.

Como as interações gravitacionais entre planetas são em geral responsáveis por órbitas incomuns como essa, os astrônomos suspeitam que a incorporação da massa do planeta "engolido" à estrela poderia ter dado a esse outro planeta uma sobrecarga de energia que o lançou em uma órbita pouco comum.

"Flagrar um planeta quando ele está sendo devorado por uma estrela é improvável por causa da rapidez com a qual esse processo ocorre", explicou Eva Villaver da Universidade Autônoma de Madri, na Espanha, uma das integrantes da equipe de pesquisadores. "Mas a ocorrência de tal colisão pode ser deduzida a partir das alterações químicas que ela provoca na estrela".

"A órbita muito alongada do planeta recém-descoberto girando em torno dessa estrela gigante vermelha e a sua alta concentração de lítio são exatamente os tipos de evidências da destruição de um planeta".

BBC Brasil
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