sexta-feira, 3 de abril de 2009

Governo dos EUA quer revitalizar produção de satélites

Funcionários do governo em Washington estão trabalhando para revitalizar ainda outro setor da economia norte-americano que anda claudicando: a produção dos satélites de comunicação que flutuam em órbita da Terra e permitem que o planeta se integre como comunidade global.

Mas esse resgate talvez não custe centenas de bilhões de dólares aos contribuintes. Na verdade, poderia ser sair virtualmente de graça, caso os democratas do Congresso consigam suspender os controles de exportação que classificam a tecnologia de satélites como bélica, e vem prejudicando os fabricantes norte-americanos desde o final do governo Clinton.

A Câmara iniciará audiências sobre os controles na quinta-feira. Os defensores de uma mudança estão otimistas, e apontam para uma promessa de campanha do presidente Barack Obama, e para o apoio de figuras respeitadas como Brent Scowcroft, assessor de segurança nacional dos presidentes Gerald Ford e George Bush pai.

Mas a revisão do status de exportação não tem de forma alguma resultado garantido. Os argumentos de segurança nacional utilizados para impor os limites continuam a se fazer sentir entre os conservadores que acreditam que regulamentação severa seja necessária para impedir que a China e outros países roubem tecnologia sigilosa.

Desde que as regras entraram em vigor, em 1999, as complicações legais envolvidas na venda de satélites de comunicação comercial e seus componentes a outros países contribuíram para uma queda abrupta na participação de mercado das empresas norte-americanas, de quase 90% a cerca de 50%. A queda nas vendas coincidiu com uma reversão no balanço norte-americano de comércio tecnológico, que entrou no vermelho em 2002 e nunca mais saiu.

Agora, o novo governo convocou uma das principais proponentes de uma reforma nas restrições de exportação, a deputada Ellen Tauscher, democrata da Califórnia, presidente da Nova Coalizão Democrata, uma aliança centrista que conta com 67 parlamentares. Tauscher anunciou recentemente que deixaria a Câmara para se tornar subsecretária de Estado para controle de armas e segurança internacional ¿um posto crucial que comanda a burocracia das exportações de materiais sensíveis.

Antes da indicação, Tauscher disse que a questão era uma de suas prioridades. "Trata-se de um assunto altamente importante", ela declarou em entrevista. Mas alguns legisladores ainda hesitam em colocar satélites nas mãos dos adversários de Washington, especialmente Pequim. "No ambiente político em que operamos, a China é a questão crucial", disse Thomas Moore, especialista em exportações de tecnologia de satélites no Comitê de Relações Exteriores do Senado, durante uma conferência em Washington em novembro.

"Alguns senadores que sabem que a China testa armas no espaço não desejam ser acusados de lhe prestar qualquer assistência". Os defensores de um relaxamento das regras de exportação dizem que na verdade elas prejudicaram a segurança nacional, em lugar de protegê-la, e agrilhoaram um setor que no passado era visto como orgulhoso símbolo da capacidade de inovação norte-americana.

O primeiro satélite de comunicações a ser disparado para uma órbita geoestacionária foi criado por Harold Rosen, então engenheiro da Hughes Space and Communications, e foi lançado em 1964. Originalmente pequenos como uma banheira, alguns dos satélites mais modernos agora podem ter o tamanho de caminhões e custo da ordem dos US$ 200 milhões. No espaço, seus painéis solares se estendem por até 100 metros. Entre 10 e 30 deles são vendidos a cada ano.

De altitudes de 35,9 mil quilômetros, os satélites transmitem sinais por vastas distâncias, intermediando trilhões de telefonemas e conectando navios à costa e soldados às suas famílias. Eles enviam lições eletrônicas a escolas na África, transmitem ao vivo os eventos olímpicos para todo o planeta e respondem pela transmissão de programas de TV. Os satélites já foram definidos como forças silenciosas de promoção do desenvolvimento e dos valores democráticos.

Jonathan McDowell, astrônomo da Universidade Harvard que rastreia satélites, diz que os Estados Unidos construíram 428 dos aparelhos que foram colocados com sucesso em órbita-a vasta maioria. Um terço destes foram vendidos a outros países, que tipicamente utilizaram os modelos comprados como base para desenvolver seus próprios satélites.

Depois de 1984, quando um satélite norte-americano foi lançado por um foguete europeu, os lançamentos começaram a se internacionalizar, e isso originou o problema com a China, que oferece lançamentos a preço baixo em seus foguetes. Uma das principais questões sempre foi determinar se era possível confiar em que a China lançasse os satélites sem investigar o que continham.

Em 1999, depois de acusações de que empresas norte-americanas estavam assessorando os chineses em seus satélites militares, e não só de comunicações, os controles de exportação foram adotados por ordem do Congresso.

Em 2003, quando as exportações norte-americanas de tecnologia para satélites caíram a US$ 215 milhões, ante 1,05 bilhão em 1998, o Departamento do Comércio reportou que o balanço comercial de alta tecnologia dos Estados Unidos estava no vermelho pela primeira vez. Scowcroft, co-autor de um relatório sobre as exportações de tecnologia de satélites publicado em janeiro, diz que o governo deveria presumir que exportações de tecnologia são inofensivas a não ser que haja prova em contrário. "Nossa posição básica deveria ser a abertura", afirma.

Tradução: Paulo Migliacci

The New York Times

Sol entra em maior período de calmaria em anos, diz Nasa

O ciclo das manchas solares de 1995 até o presente
O ciclo das manchas solares de 1995 até o presente

A Nasa informou que o Sol entrou em um estranho processo de calmaria, com ausência de manchas em sua superfície, e de intensidade nas labaredas e nas tempestades. A agência espacial americana tinha informado em setembro que a pressão média do vento solar - a corrente de partículas carregadas que atinge a atmosfera terrestre e impulsiona os raios cósmicos em direção aos limites do sistema planetário - tinha caído 20% desde meados da década de 1990.

Na metade do século XIX, o astrônomo alemão Heinrich Schwabe descobriu que os ciclos se completavam com bastante regularidade a cada 11 anos, e isso seguiu assim durante mais de 200 anos. Mas, este ano, a situação mudou um pouco e a intensidade diminuiu bastante. Apesar de os especialistas acreditarem que o fundo do poço tinha sido em 2008, a força continuou diminuindo.

Em 2008 não foram observadas manchas solares durante 266 dias, isto é, por 73% do período, e, por isso, os especialistas acreditaram que o ciclo chegava ao fundo do poço e começaria a se reativar. No entanto, no último trimestre não foram observadas manchas em 78 dias, isso é, em 87% dos dias.

"Este é o sol mais tranqüilo que vimos desde 1913", disse David Hathaway, especialista em manchas solares do Centro Marshall de Vôo Espacial, em Huntsville, Alabama. Naquele ano não foram observadas manchas no sol durante 311 dias.

O assunto preocupa os cientistas, porque eles queriam prever quando chegará a próxima "máxima solar", um auge de atividade que dura de três a quatro anos. As tempestades solares podem causar perturbações nas redes de distribuição de eletricidade e nas comunicações na Terra.

Um relatório recente da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos indicou que uma tempestade forte durante esse período poderia ter conseqüências catastróficas durante as quais os Governos poderiam perder o controle da situação. A fraqueza dos ventos solares poderia permitir uma irrupção maior de raios cósmicos no sistema solar, com perigos crescentes para a saúde dos astronautas, e menos tempestades geomagnéticas e auroras na Terra.

Também se registrou o nível mais baixo de irradiação solar em 55 anos, o que indica um enfraquecimento do campo magnético global do Sol. E, além disso, várias cápsulas espaciais da Nasa descobriram que o brilho do Sol desceu 0,02% nas ondas visíveis desde 1996, e até 6% nos raios ultravioletas.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Exoplaneta é descoberto em imagens de arquivo do Hubble

Concepção artística de exoplaneta, que permaneceu oculto nos arquivos de dados do telescópio espacial por dez anos
Concepção artística de exoplaneta, que permaneceu oculto nos arquivos de dados do telescópio espacial por dez anos

A Nasa, agência espacial americana, anunciou nesta quinta-feira a descoberta de um exoplaneta (planeta extra-solar) cujo registro da existência permaneceu oculto durante dez anos nos arquivos de dados do telescópio espacial Hubble. Ele foi identificado graças a uma nova técnica de processamento de imagens que omite o brilho da estrela-mãe, facilitando a visualização de planetas até dez vezes menos brilhantes. As informações são do jornal espanhol El Mundo.

O objeto celeste, que pode ter a massa sete vezes maior que a de Júpiter, orbita a estrela HR 8799 (situada a mais de 130 anos-luz) junto com outros dois exoplanetas. Os três foram detectados em novembro de 2008 pelas câmeras em infravermelho dos telescópios Gemini e Keck. Porém, o planeta interior somente foi registrado após análises de imagens captadas pelo Hubble em 1998.

Avaliamos as imagens arquivadas para ver se encontrávamos algo que não tivesse sido visto até agora, explicou Christian Maroisof, representante do Instituto de Astrofísica de Victoria, no Canadá. Durante os últimos dez anos, o Hubble observa os arredores de 200 estrelas, com o objetivo de descobrir exoplanetas.

Segundo os pesquisadores da Universidade de Toronto, liderados por David Lafrenière, são necessários alguns anos de estudo para que os objetos detectados pelo novo sistema sejam realmente exoplanetas. É difícil determinar claramente a órbita do planeta porque ele se move em períodos de 400 anos e a fotografia feita em 1998 não oferece uma medida exata da sua localização atual, explicaram os astrônomos. No entanto, os cientistas estimam que outros 100 exoplanetas estejam escondidos nos arquivos do Hubble.

Redação Terra

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Estudo: laser gigante recriará condições do coração do Sol

Laser tentará recriar as condições do Sol por meio da fusão nuclear, com o objetivo de produzir energia limpa
Laser tentará recriar as condições do Sol por meio da fusão nuclear, com o objetivo de produzir energia limpa

Cientistas americanos pretendem recriar as possíveis condições de energia no coração do Sol, utilizando um laser gigante de grande potência que tem o objetivo de demonstrar o poder e a viabilidade do processo de fusão nuclear, informa nesta quarta-feira o jornal espanhol 20 minutos. Segundo os pesquisadores da National Ignition Facility (NIF) dos Estados Unidos, responsável pelo estudo, o processo "pode oferecer futuramente grandes quantidades de energia limpa".

O experimento consiste em provocar uma reação nuclear tranformando os raios de 192 laseres em apenas um raio de luz, que refle em uma pequena partícula de combustível hidrogênio situada na região central. De acordo com os especialistas, os efeitos possibilitarão a extração de mais energia do que é preciso para dar inicío à reação.

Para o professor Mike Dunne, que lidera um estudo parecido na Europa, se o experimento do NIF der certo, os efeitos serão semelhantes aos de um "evento sísmico".

O laser gigante, qualificcado como o maior do país após 12 anos de construção, deve entrar em funcionamento no próximo mês de junho. No entanto, os cientistas estimam que os primeiros resultados cheguem apenas entre 2010 e 2012. A fusão nuclear é considerada como o "santo gral" das fontes de energia, sendo capaz de fornecer energia limpa por causa da enorme potência.

Com informações da agência Europa Press

Redação Terra

Réplicas do sistema planetário são expostas na Alemanha

Visitante passa uma réplica do sol em exposição na Alemanha
Visitante passa uma réplica do sol em exposição na Alemanha

A Agência Espacial Alemã (DLR) apresenta uma mostra com belas imagens e réplicas do sistema planetário, instrumentos históricos e moderna tecnologia espacial. A exposição acontece no Gasômetro da cidade de Oberhausen, na Alemanha. As informações são da agência AP.

Na exposição, que segue até janeiro de 2010, os visitantes podem conferir uma réplica da Lua com 25 m de diâmetro que é considerada a maior representação do satélite exposta no mundo.

O Gasômetro da cidade de Oberhausen foi construído no ano de 1929 perto do canal Reno-Herne para armazenar gás, sendo naquele então o maior reservatório da Europa.

No ano de 1988, o grande tanque foi desativado e, em 1994, foi transformado em um centro cultural para abrigar exposições, concertos e performances de teatro. Hoje, o espaço tornou-se o símbolo da transformação estrutural da região.

Do alto dos 117 metros de altura do Gasômetro, onde se chega por meio de um elevador panorâmico de vidro, vê-se toda a parte leste da região do Ruhr.

Redação Terra

terça-feira, 31 de março de 2009

Seis são confinados por 105 dias para simular viagem a Marte

A tripulação sorriu e acenou para as câmeras antes de entrar no compartimento apertado que simula uma nave espacial
A tripulação sorriu e acenou para as câmeras antes de entrar no compartimento apertado que simula uma nave espacial

Seis voluntários embarcaram em uma viagem simulada de 105 dias a Marte nesta terça-feira, para testar como seres humanos enfrentam longos períodos de isolamento.

A tripulação masculina de quatro russos, um alemão e um francês sorriu e acenou para as câmeras antes de entrar em um compartimento apertado, uma imitação de nave espacial.

Um cadeado foi usado para trancar o espaço de metal, onde será desenvolvido um projeto em conjunto com a agência espacial da Rússia Roskosmos e a Agência Espacial Europeia.

"Para falar a verdade, eu estou muito feliz com a minha tripulação", disse a uma coletiva de imprensa no Instituto de Problemas Médicos e Biológicos de Moscou o chefe da tripulação, o russo Sergei Ryazansky.

"Eu acredito que esta equipe não terá problemas psicológicos", afirmou o cientista de 34 anos de idade, que é um astronauta treinado."Eu também quero que esta missão seja no mínimo um pouco parecida com um vôo espacial de verdade, que todos nós desejamos."

Chegar a Marte em uma nave espacial como as atuais levaria pelo menos 500 dias, sujeitando os astronautas a doses altas de radiação e a um custo de dezenas de bilhões de dólares. As autoridades russas disseram que um vôo como este deve acontecer em 2030.

O experimento, parte do projeto Marte-500, tem como objetivo avaliar como os seres humanos lidam com os efeitos psicológicos e físicos em períodos longos em compartimentos fechados.

A tripulação irá enfrentar especialmente emergências propositais e problemas como o atraso de mais de 20 minutos na comunicação com a torre de controle, assim como com os sinais de rádio pela enorme distância da Terra e de volta.

Os integrantes da equipe serão monitorados para avaliar o impacto do isolamento nos níveis de estresse, regulação dos hormônios e sono. Um outro experimento simulado de 520 dias está agendado para começar ainda este ano.

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Nasa reconhece descoberta feita por professores brasileiros

O satélite russo Konus-Wind, administrado pela Nasa, detectou no dia 15 de março uma explosão de raio gama (GRB), que são raios provenientes de supernovas - estrelas gigantes que explodem no fim da vida. Esses fenômenos são os mais luminosos que acontecem no universo.

Os professores Carlos Navia e Carlos Roberto Alves Augusto, do Instituto de Física da Universidade Federal Fluminense (UFF), analisando os dados registrados pelo Telescópio Tupi do Laboratório da instituição, encontraram um excesso de muons (partículas subatômicas produzidas pelos raios gama) exatamente no mesmo horário registrado pelo satélite russo. Os professores calcularam as coordenadas registradas pelo Tupi que mostram o local do céu onde ocorreu o fenômeno.

O professor Navia entrou em contato com os líderes do projeto Konus-Wind, Kevin Hurley e Valentin Palshin, e passou as coordenadas deste evento. Após cálculos realizados por Hurley por meio do Interplanetary Network (IPN), elas foram confirmadas. Pela primeira vez, esse cálculo foi feito baseado em dados obtidos no solo e confirmados. Dessa forma, os professores da UFF foram precursores no mundo desta descoberta. Hurley convidou, no dia 19, a equipe do Tupi para assinar a circular anunciando a descoberta. (GCN Circular 9009). O endereço da circular é http://gcn.gsfc.nasa.gov.gcn3_archive.html.

O professor Navia esclarece que o fenômeno já ocorreu há milhões de anos, mas só agora esses raios estão sendo detectados, como a luz das estrelas que vemos no céu e que chegam até nós depois de milhões de anos.

JB Online

Russos estão proibidos de usar banheiro de americanos na ISS

Um cosmonauta russo reclamou a um jornal do país que não tem permissão para usar um banheiro dos astronautas americanos a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS). Gennady Padalka, de 50 anos, disse ao diário Novaya Gazetaque cada vez menos os tripulantes dos dois países compartilham dos mesmos recursos na ISS - diferentemente do que ocorria no passado.

Ele conta que não conseguiu autorização para utilizar aparelhos de ginástica americanos e ainda recebeu a instrução de que cada tripulação deve consumir sua própria ração de alimentos. Segundo ele, isso estaria derrubando o moral de todos a bordo.

Comercial
Padalka fez sua primeira missão espacial em 1998, no mesmo ano em que foi inaugurada a ISS. O veterano afirmou que nos primeiros anos da Estação, russos e americanos trabalhavam em "total harmonia".

Para ele, as mudanças ocorreram depois que as missões espaciais se tornaram mais "comerciais", em 2003, quando o governo russo começou a cobrar dos Estados Unidos para mandar seus astronautas ao espaço.

"Isso está tendo um efeito negativo no nosso trabalho", disse Padalka. "Os cosmonautas estão tentando ficar acima dessa disputa. São os políticos e os burocratas que não conseguem chegar a um acordo."

Turista
A situação na ISS pode piorar com o aumento no número de astronautas convivendo no local. Até agora, apenas três deles permaneciam a bordo ao mesmo tempo. Mas no último sábado, Padalka e outros dois cosmonautas aterrissaram na Estação.

Entre eles está o bilionário americano Charles Simonyi, de 60 anos, que pagou US$ 35 milhões pela viagem. Ele vai passar 13 dias a bordo da ISS, onde deve ajudar em projetos de pesquisa e participar de transmissões ao vivo para escolas. Padalka será o novo comandante da Estação, nesta que é sua terceira viagem ao espaço.

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segunda-feira, 30 de março de 2009

Empresa quer cultivar primeira planta na Lua

Uma empresa de engenharia americana declarou ao site New Scientist que planeja levar sementes de mostarda à Lua, se tornando a primeira a cultivar uma planta no inóspito território. A Paragon Space Development pretende chegar ao satélite natural da Terra "pegando carona" em uma nave que está sendo projetada e construída por outra empresa, a Odyssey Moon.

A Odyssey está concorrendo ao Google Lunar X Prize, concurso que dará US$ 30 milhões para projetos que provarem poder levar um robô à superfície da Lua. O Odyssey Moon pretende ganhar o primeiro prêmio, de US$ 20 milhões, já em 2011.

O prêmio será reduzido em 2013 para US$ 15 milhões, caso ninguém consiga o feito até essa data. O segundo a chegar na lua receberá US$ 5 milhões e há ainda mais US$ 5 milhões a serem distribuídos a quem atingir objetivos parciais ou desenvolver tecnologia de apoio.

O objetivo é testar em quais condições as plantas podem crescer e como se comportam na Lua. A nave verde servirá, de início, como incubadora para as sementes de mostarda que deverão ser enviadas à superfície lunar. "Queremos criar lá uma paisagem inspiradora", disse Taber MacCallum, CEO da Paragon. Ele mesmo foi um dos habitantes da Biosphere 2, uma nave ecológica que hospedou oito habitantes no começo da década de 90. A empresa também considera esse o primeiro projeto em busca do desenvolvimento sustentável na superfície lunar.

"Imagine uma flor brilhante em uma câmara de crescimento transparente como cristal na superfície da Lua, com a Terra surgindo ao fundo; são essas idéias que me fazem interessada no espaço", disse Jane Poynter, presidente da Paragon.

Segundo noticiou o site MSNBC, o atual protótipo tem apenas 37,5cm e possui uma redoma de vidro reforçado com 18cm de altura ¿ embora a New Scientist divulgue números e formato muito diferentes: 9cm de diâmetro e 30cm de altura, "espaço suficiente para cultivar mais ou menos seis espécimes".

O que ambos os sites concordam é que serão empregadas sementes de ciclo rápido, para que a planta cresça antes do fim do dia lunar (que dura duas semanas terrestres, seguido de mais duas semanas de escuridão). As sementes poderão ser plantadas junto com um punhado de solo terrestre ou, alternativamente, um substrato nutriente feito com algas.

Ainda faltam reparos na sonda, que precisa suportar alguns obstáculos pelo caminho, como a variação térmica entre -170ºC e 100ºC. A data de lançamento do projeto ainda não está marcada. Porém, para vencer o desafio Google Lunar X Prize, é necessário ser o primeiro a chegar na Lua.

Além disso, a sonda também deverá caminhar por 500m de distância e enviar fotos, tudo até 2014. Vencer o desafio é interesse direto apenas da Odyssey Moon, mas a Paragon se beneficiará da "pressa" de sua parceira. Porém, Bob Richards, fundador da Odyssey, adverte: "Não estamos em uma corrida. Estamos tentando trazer um negócio comercial viável para que possamos começar a popular a Lua com mais e mais missões", disse.

Geek

EUA: Nasa exibe nova cápsula lunar em pleno Parque Nacional

Público pôde conferir a nova cápsula Orion, na Praça Nacional, em Washington
Público pôde conferir a nova cápsula Orion, na Praça Nacional, em Washington

Uma réplica da nova cápsula Orion - que deve levar os astronautas de volta à Lua até 2020 - foi exibida ao público e aos jornalistas no Parque Nacional, em frente ao Capitólio, em Washington. O módulo integra o programa Constellation, que será responsável por substituir os já desgastados ônibus espaciais em 2010 e pelo retorno ao solo lunar quatro décadas depois do primeiro pouso.

Presa à ponta de um foguete, do qual se desprende em órbita, a cápsula Orion permitirá o transporte de tripulação e carga para estações espaciais e missões no satélite. Um vôo experimental está previsto para o segundo semestre deste ano.

A bordo, serão utilizadas tecnologias computadorizadas, novos sistemas de propulsão, proteção térmica, ejeção de tripulantes e escape em caso de emergência, o que garante maior segurança aos astronautas. Também serão incorporados painéis solares para permitir a permanência em órbita durante longos períodos.

A Orion levará astronautas até a superfície lunar enquanto o foguete Ares V ficará em órbita à espera do reembarque da equipe para o retorno à Terra. A cápsula deverá levar até seis astronautas para a Estação Espacial Internacional (ISS) e de dois a quatro tripulantes para a Lua.

Transportador em solo lunar
Um novo veículo de transporte lunar também já está sendo testado desde o início do ano no deserto ao sudoeste do Arizona para entrar em ação logo após a aterrissagem no satélite. O transportador é muito mais tecnológico e seguro que o frágil Eagle - utilizado por Neil Armstrong e Buzz Aldrin no histórico 16 de julho de 1969.

O módulo tem o tamanho aproximado de uma grande caminhonete, com 12 rodas, e infra-estrutura suficiente para abrigar dois astronautas por até 14 dias. Ali dentro, a tripulação encontrará alimentação e instalações sanitárias, além dos computadores e outros equipamentos científicos.

Com informações da agência Reuters

Redação Terra

Nasa divulga imagens de erosão na superfície de Marte

As linhas são formadas pela poeira que é deslocada da camada abaixo do gelo enquanto o gás evapora durante a sublimação
As linhas são formadas pela poeira que é deslocada da camada abaixo do gelo enquanto o gás evapora durante a sublimação

A Nasa divulgou nesta segunda-feira uma imagem da erosão da camada de dióxido de carbono que recobre o planeta Marte. O material apresenta modificações sazonais no planeta sofrendo sublimação, ou seja, passando diretamente do estado sólido para o gasoso.

A região foi fotografada pela câmera que produz imagens em alta resolução para experimentos científicos da Nasa, a Hirise (High Resolution Imaging Science), instalada na sonda Mars Reconnaissance Orbiter.

A imagem mostra linhas com inúmeras ramificações que, segundo cientistas, são formadas por poeira que é deslocada da camada abaixo do gelo enquanto o gás evapora durante a sublimação.

Redação Terra

Turismo espacial é suspenso até 2012

Os multimilionários que quiserem comprar um bilhete de ida e volta com destino a uma plataforma espacial terão que esperar até que se construa uma nova nave russa Soyuz, projetada especialmente para turistas espaciais.

O magnata americano do mercado da informática Charles Simonyi, que se encontra agora a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) foi o último felizardo a viajar para "a cidade das estrelas" como visitante.

Além disso, Simonyi, que pagou US$ 35 milhões por uma passagem para a Soyuz, foi o único turista dos seis que pisaram na ISS desde 2001 que pôde repetir a experiência.

Quando retornar à Terra, no dia 7 de abril, a Estação Espacial será fechada por vários anos para os curiosos por este excêntrico tipo de turismo, não importa quantos milhões paguem.

"O turismo espacial é uma atividade complicada. Sinto, mas temos que construir a ISS não para os turistas, mas para satisfazer as necessidades dos habitantes da Terra", disse Vitali Lopota, presidente da firma aeroespacial Energuia.

A Rússia recorreu ao turismo espacial no início desta década devido à grave crise de financiamento que afetou seu programa especial após a queda da União Soviética, primeira potência a enviar um homem ao espaço, em 1961.

No início, a decisão russa de enviar turistas para o espaço foi muito mal recebida pela agência espacial americana, Nasa, que achava que a presença de turistas na plataforma distrairia os astronautas.

Agora, porém, segundo o diretor da Agência Espacial Russa (Roscosmos), Anatoli Perminov, a razão para suspender as visitas é a falta de espaço.

Perminov explicou que, "segundo os acordos internacionais, quando se lançarem os módulos japoneses e europeus, a tripulação (da ISS) deverá ser de seis pessoas (...), por isso não há lugar para turistas espaciais".

Em maio, três novos astronautas se juntarão à atual expedição número 19 da ISS para formar a primeira tripulação ampliada de seis pessoas.

A decisão de ampliar o pessoal da estação deve-se aos atrasos na construção da plataforma, projeto iniciado em 2000, com a participação de 16 países.

Além disso, também se duplicarão os lançamentos de foguetes Soyuz, de dois para quatro por ano, já que ela será o único veículo de revezamento de tripulações da ISS depois que as naves americanas saírem de serviço, em 2010.

O consórcio russo Energuia, o encarregado da construção dos foguetes Soyuz, apontou em 2008 que se o programa espacial russo recebesse o financiamento necessário, já não teria que recorrer ao turismo como fonte de renda.

No entanto, a crise financeira também afetou a pesquisa espacial, motivo pelo qual a Energuia se mostra agora disposta a assumir um novo pedido.

O chefe do programa de voos da Roscosmos, Alexei Krasnov, afirmou - após o acesso, no sábado, de Simonyi à plataforma - que a nova Soyuz para turistas espaciais poderia estar pronta "em 2012 ou 2013", segundo a agência Interfax.

Por sua vez, Lopota estimou que a Energuia poderia construir a nova Soyuz em "dois anos e meio, três anos", mas ponderou este prazo, devido à atual restrição de crédito.

Não em vão, cerca de 30% do dinheiro investido na construção das naves Soyuz e dos cargueiros Progress procede de créditos bancários, acrescentou.

Em qualquer caso, a Roscosmos cogita outras alternativas para os interessados: a compra de uma nave espacial.

"Se um multimilionário russo ou estrangeiro tiver um irresistível desejo de viajar pelo universo e morar por uma semana na ISS, pode adquirir uma Soyuz", assinalou Vitali Davidov, subdiretor da Roscosmos.

Davidov reconheceu que uma Soyuz custaria "muito dinheiro", por isso, além dos turistas, empresas e Governos também poderiam adquirir as naves com o objetivo de desenvolver seus respectivos programas espaciais.

O primeiro turista a viajar à ISS foi o americano Dennis Tito, antigo cientista da Nasa, que visitou a plataforma em maio de 2001, e confessou que não era preciso ser um "super-homem" para "voar pelo espaço".

Segundo uma pesquisa recente, 29% dos russos gostariam de viajar ao espaço como turistas, embora reconheçam que não têm dinheiro para pagar a passagem.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

domingo, 29 de março de 2009

Cientistas questionam danos de sondas na Lua

O Satélite de Observação e Sensoreamento de Crateras da Lua (LCROSS) criará um buraco de 30 metros de diâmetro na superfície da Lua
O Satélite de Observação e Sensoreamento de Crateras da Lua (LCROSS) criará um buraco de 30 metros de diâmetro na superfície da Lua


A poeira levantada pela colisão deliberada entre o veículo orbital lunar chinês Chang'e-1 e a superfície da Lua, em 1° de março, nem bem assentou. Mas cientistas da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) já estão preparando uma nova sonda que colidirá com o satélite da Terra, na esperança de desalojar a camada de gelo lunar.

A nova missão da Nasa, cujo lançamento está marcado para abril, vai levar adiante uma tradição criada décadas atrás, de perturbar a Lua em nome da ciência - e alguns especialistas estão pedindo mais cautela no futuro.

Conhecida como Satélite de Observação e Sensoreamento de Crateras da Lua (LCROSS), o veículo da Nasa criará um buraco de 30 metros de diâmetro na superfície da Lua, e a colisão deve desalojar 220 toneladas de material.

Impactos violentos como esses não são incomuns - a superfície lunar já está marcada pelos destroços de mais de duas dezenas de veículos orbitais, sondas e veículos lunares lançados desde os anos 60.

Mas à medida que a nova corrida espacial internacional se aquece, surge um crescente movimento cujo objetivo é procurar equilibrar a ambição científica e suas possíveis consequências. "Sempre que você provoca uma colisão, obviamente você destrói alguma área da superfície lunar ao conduzir seu estudo, e isso não é bom", disse Gary Lofgren, curador das amostras lunares da Nasa.

No ano passado, o comitê de pesquisa espacial do Conselho da Ciência impôs novos requerimentos de documentação para manter a credibilidade de futuras descobertas na Lua.

"É necessário compreender que materiais o veículo levou com ele, ante os materiais que foram depositados lá naturalmente", disse Catharine Conley, encarregada de proteção planetária da Nasa.

Simplesmente um ferimento superficial?
O Lunar Reconnaissance Orbiter, uma espaçonave do tamanho de um utilitário, deve ser lançado em 24 de abril, e ao final de sua missão deve enviar o veículo de colisão para se chocar contra a superfície da Lua no começo de agosto. Os telescópios mundiais estarão observando o ponto de impacto para obter imagens dos destroços, e existe uma chance de que os astrônomos amadores consigam ver a nuvem de poeira com seus telescópios caseiros.

Funcionários da Nasa dizem que o LCROSS tem uma função vital para determinar o futuro da exploração lunar. Caso a colisão confirme que existem reservatórios de gelo na Lua, esses recursos de água poderiam servir para sustentar bases que, no futuro, seriam usadas em programas espaciais que podem levar seres humanos a Marte ou mais além.

Quando ao lixo deixado pela colisão, a maior parte do veículo deve ser vaporizada no impacto, disse Grey Hautaluoma, um porta-voz da Nasa, e o combustível do veículo seria ejetado antes do impacto de modo a evitar contaminar os dados obtidos sobre a nuvem de detritos.

Vale o preço?
De acordo com Lofgren, o curador de amostras lunares, quaisquer danos que venham a ser infligidos contra a Lua seriam um preço pequeno a pagar por décadas de resultados propiciados pela ciência lunar.

No momento, restos de naves espaciais ocupam apenas uma pequena porção da superfície da Lua. Além disso, meteoros em geral se chocam com a Lua em velocidade de cerca de 25 quilômetros por segundo, o que causa danos à superfície lunar. Em sua maior parte, os impactos causados por seres humanos atingem a Lua com um décimo dessa velocidade.

"A colisão vai simplesmente espalhar coisas", ele disse. "Não haverá vaporização de materiais. Não haverá derretimento de rochas". E porque a Lua não tem atmosfera ou vento, os detritos não se deslocarão e contaminarão outros locais. "Serão apenas pedaços de metal repousando na superfície", ele disse.

Conley, a encarregada de proteção planetária, apontou que a proteção contra contaminação na Lua - onde nenhuma forma conhecida de vida poderia sobreviver - jamais seria tão severa quanto em planetas potencialmente habitáveis, a exemplo de Marte.

As espaçonaves da Nasa que se dirigem a Marte são meticulosamente esterilizadas, e já estão sendo desenvolvidos planos para quarentena rigorosa de quaisquer amostras marcianas que possam no futuro vir a ser trazidas à Terra.

Tradução: Paulo Migliacci

National Geographic

sábado, 28 de março de 2009

Turista espacial americano já está na ISS

O turista espacial americano, Charles Simonyi, e os demais membros da nave Soyuz subiram a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), depois de um acoplamento manual por causa de uma avaria, anunciou o centro de controle de vôos espaciais (TSOUP).

Os três homens - o astronauta americano Michael Barratt, o russo Guennadi Padalka e Simonyi - entraram às 16h30 GMT na ISS, tendo sido recebidos pelo americano Michael Fincke e o cosmonauta Yuri Lontchakov, segundo as agências russas. Horas antes o foguete Soyuz se acoplou manualmente à ISS, depois de desconectado o piloto automático por um problema em um motor.

"Houve uma falha em um dos motores que o computador de bordo considerou importante e que afastava a Soyuz da ISS à velocidade de um metro por segundo", declarou, citado pela agência Ria Novosti, um dos dirigentes do TSOUP, Vladimir Soloviov.

"O comandante (de voo) estimou que o motor funcionava normalmente e o autorizamos a aproximar-se de forma manual (da ISS), o que fez com sucesso", acrescentou. O turista espacial americano de origen húngara, Charles Simonyi, pagou US$ 35 milhões por passar suas segundas férias a bordo da ISS, depois de uma primeira estada há alguns anos que lhe custou dez milhões de dólares a menos.

Permanecerá a bordo 12 dias e deixará a ISS no dia 7 de abril, junto com Fincke e Lontchakov, para regressar à Terra. Simonyi, Michael Barratt e o comandante de vôo, Guennadi Padalka, decolaram quinta-feira a bordo da nave Soyuz TMA-14 da base espacial russa de Baikonur, no Cazaquistão.

Charles Simonyi é festejado ao chegar à Estação Espacial

Charles Simonyi é festejado ao chegar à Estação Espacial
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Discovery pousa sem problemas na Flórida

Discovery não teve problemas para aterrissar no Centro Espacial Kennedy
Discovery não teve problemas para aterrissar no Centro Espacial Kennedy

O ônibus espacial Discovery pousou com sucesso neste sábado no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, Estados Unidos. A nave americana, com tripulação de sete astronautas, não teve problemas ao aterrisar às 19h14 GMT (16h14 de Brasília) na pista de Cabo Canaveral.

A espaçonave encerra, assim, uma missão de 13 dias, nove dos quais esteve atracado à Estação Espacial Internacional (ISS).

Três minutos antes de pousar, o comandante de bordo, Lee Archambault, realizou manualmente um giro de 205 graus para a esquerda, alinhando a nave com a pista.

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Discovery empreende regresso à Terra

O ônibus espacial americano Discovery já saiu de sua órbita terrestre e empreendeu o retorno ao Centro Espacial Kennedy na Flórida (sudeste). O comandante de bordo da nave, Lee Archambault, acionou os pequenos motores orbitais do Discovery para conseguir freá-lo enquanto avança a mais de 26 mil km/h, isto é, 25 vezes a velocidade do som.

A Nasa desistiu, neste sábado, de realizar uma primeira tentativa de retorno do ônibus espacial Discovery à Flórida, com seus sete tripulantes a bordo, devido ao mau tempo que logo se dissipou, segundo comunicações ao vivo entre o centro de controle espacial da agência americana e a nave.

A tripulação deverá começar a sentir os efeitos da entrada na atmosfera meia hora depois da saída orbital, quando a parte inferior da nave, a beirada anterior de suas asas e o nariz comecem a esquentar devido a um atrito à grande velocidade com camadas de ar densas. Em algumas partes, a temperatura pode alcançar 1.500 graus centígrados.

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Nasa atrasa retorno da nave "Discovery" à Terra

A Nasa (agência espacial americana) atrasou em uma hora e meia o retorno da nave "Discovery" à Terra, com sete astronautas a bordo, devido às condições climáticas no Centro Espacial Kennedy, no sul da Flórida.

A presença de nuvens a uma altura maior que a prevista e de fortes ventos fizeram com que o Centro Espacial Johnson, em Houston, Texas, onde o controle da missão opera, indicasse a demora quando faltava meia hora para ligar os motores que diminuem a velocidade da nave.

A "Discovery", que realizou uma missão de 13 dias na Estação Espacial Internacional (ISS), se encontrava na órbita 201 de sua travessia quando os tripulantes receberam a ordem de não ligar os motores.

A nave, que viaja cerca de 27 mil km/h, completará outra órbita cerca de 385 km/h à espera de que a brisa afaste as nuvens em Cabo Canaveral e possa ocorrer a aterrissagem, prevista agora para as 16h14 (de Brasília).

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"Discovery" fecha escotilhas e se prepara para voltar à Terra

Os tripulantes da nave "Discovery" fecharam as escotilhas do ônibus, o que indica que o controle da missão confia em que a nave aterrissará, como está programado, na tarde de hoje, informou a Nasa (agência espacial americana).

O diretor de voo Richard Jones, no Centro Espacial Johnson de Houston, Texas, deu a autorização para que os tripulantes fecharam as escotilhas, às 10h56 (de Brasília).

As comportas estavam abertas desde que a "Discovery" chegou à órbita, em 15 de março, para irradiar o calor da nave no espaço.

Enquanto a "Discovery" fechava suas escotilhas, a Nasa e a agência espacial da Rússia se congratulavam pela bem-sucedida acoplagem de uma nave "Soyuz" às 10h06 (de Brasília) na Estação Espacial Internacional (ISS), que leva o novo comandante da plataforma, Gennady Pedalka.

Quando a "Discovery" entrar na atmosfera terrestre, cerca de 120 mil metros de altura, o atrito rodeará a nave em temperaturas de mil graus Celsius.

O pouso no Centro Espacial Kennedy, do sul da Flórida, está previsto para as 14h39 (de Brasília).

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Nave russa com turista espacial americano se acopla à ISS

A nave "Soyuz TMA-14", que leva a bordo a nova tripulação permanente da Estação Espacial Internacional (ISS) e o magnata da informática Charles Simonyi, que faz turismo espacial, se acoplou neste sábado com sucesso à plataforma orbital.

A nave se acoplou às 16h05 (10h05 de Brasília) em regime manual e aproximadamente dentro de uma hora e meia os astronautas abrirão a escotilha e passarão ao laboratório orbital, informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.

Ali, serão recebidos pela tripulação que deixa o complexo espacial, formada pelo russo Yuri Lonchakov, o americano Michael Fincke e o astronauta japonês Koichi Wakata, que chegou há poucos dias a bordo da nave americana "Discovery".

A "Soyuz" não conseguiu se acoplar em regime automático, como é habitual, após uma falha no sistema. Por isso, o CCVE ordenou, a partir da Terra, ao comandante da nave, o astronauta russo Gennady Padalka, que fizesse a operação manualmente.

Os novos tripulantes da 19ª expedição são Padalka, Simonyi, que faz sua segunda viagem à ISS e permanecerá dez dias na estação, e o astronauta americano Michael Barratt.

A "Soyuz TMA-14" foi lançada na quinta-feira a partir da base de Baikonur, no Cazaquistão.

Em sua estadia na plataforma orbital, o turista espacial, que viajou à ISS em abril de 2007, deve fazer uma série de experiências científicas, entre elas a de medir a contaminação radioativa da estação espacial através de um dosímetro.

Padalka, Barratt e Wakata ficarão mais seis meses no espaço, o primeiro deles como comandante da plataforma, enquanto seu colega da Nasa (agência espacial americana) atuará como engenheiro da bordo.

Durante a missão, a nova tripulação da ISS fará duas caminhadas, segundo o programa russo, receberá dois cargueiros "Progress" e outras naves pilotadas "Soyuz" e ônibus espaciais, assim como o primeiro aparelho de carga japonês HTV, e realizará 43 experiências científicas.

Aos três integrantes da expedição número 19 se somarão, em maio, outros três astronautas para formar a primeira tripulação ampliada de seis pessoas, o que coloca fim, ao menos por enquanto, à presença de turistas espaciais na plataforma orbital.

Além disso, as naves "Soyuz" serão o único veículo de rodízio de tripulação da ISS depois que as naves americanas foram retiradas de serviço, em 2010.

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Ônibus da Discovery deve voltar à Terra neste sábado

O ônibus Discovery aterrissa, neste sábado, na pista do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, depois de finalizar sua missão à Estação Espacial Internacional (ISS), onde completou a instalação de painéis solares e pôs um novo segmento na plataforma.

A Nasa (agência espacial americana) disse que a descida do ônibus ocorrerá depois que o Discovery deixar a órbita terrestre e seus sete tripulantes fecharem as comportas do bagageiro. No bagageiro, o Discovery levou à ISS os painéis solares que duplicarão a capacidade de geração de energia na estação, um projeto de US$ 100 bilhões.

De acordo com o programa da Nasa, às 13h33 (Brasília) serão ligados os motores do Discovery que frearão seu deslocamento de modo que, atraído pela força da gravidade, vá rumo à atmosfera a cerca de 400 km/h.

Quando o Discovery ingressar na atmosfera, a cerca de 120 mil metros de altura, o atrito submeterá a nave a temperaturas de 1 mil graus Celsius e a tripulação ficará incomunicável por quase 30 minutos.

Se tudo der certo, às 14h25 (Brasília) a estação Flórida de rastreamento, na ilha Merritt, captará a nave em suas telas e o Discovery aterrissará no Centro Espacial Kennedy 14 minutos depois.

O serviço meteorológico da Nasa informou que as condições de tempo são aceitáveis para o retorno do ônibus, após uma missão de 13 dias em que foram feitas três caminhadas espaciais.

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