quarta-feira, 15 de abril de 2009

Telescópio capta imagem espacial semelhante a mão humana

Os dedos azuis parecem tocar uma nuvem vermelha
Os dedos azuis parecem tocar uma nuvem vermelha

O telescópio Chandra da Nasa conseguiu captar uma imagem no espaço que é semelhante a uma mão humana. Os dedos azuis parecem tocar uma nuvem vermelha.

A fotografia retrata a formação de uma estrela que se expande a 150 anos luz da Terra.

Com informações da EFE

Redação Terra

China lança satélite em busca de alternativa ao GPS americano

A China lançou hoje da base espacial de Xichang, no sudoeste do país, o segundo satélite para o desenvolvimento de seu sistema de posicionamento global Compass, uma alternativa ao GPS criado pelo Exército americano, informou a agência oficial de notícias local "Xinhua".

Um foguete propulsor pôs em órbita o satélite, após um lançamento que aconteceu às 0h16 de hoje (13h16 de terça em Brasília).

O sistema Compass é desenvolvido pela China para facilitar serviços de transporte, meteorologia, prospecções petrolíferas, controle de incêndios, prevenção de desastres, telecomunicações e segurança pública, como contaram seus responsáveis.

Os especialistas, citados pela "Xinhua", destacaram que o sistema só facilitará informação "da China e de regiões vizinhas", sem detalhar, porém, quais serão essas áreas.

Para seu completo desenvolvimento, a China precisa lançar outros 30 satélites, trabalho que espera completar ainda antes de 2015.

O primeiro satélite para o sistema Compass foi lançado em abril de 2007.

Apesar do empenho da China em ter seu GPS próprio, o país participa também em paralelo do projeto europeu Galileu.

Outros países, como Rússia, Japão e Índia, também estão desenvolvendo atualmente suas alternativas ao GPS, amplamente utilizado no mundo todo, inclusive na China.

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terça-feira, 14 de abril de 2009

Meteoritos que caíram na África vieram de "asteróide pai"

Fragmentos de possível asteróide criaram rastros brilhantes no céu do Sudão na madrugada de 7 de outubro de 2008
Fragmentos de possível asteróide criaram rastros brilhantes no céu do Sudão na madrugada de 7 de outubro de 2008


Os astrônomos conseguiram pela primeira vez rastrear meteoritos que se originam de um asteróide desde antes que este viesse a se espatifar contra a atmosfera da Terra - e as rochas espaciais em questão estão entre as mais raras que se conhece.

Os telescópios automatizados da Catalina Sky Survey, uma estação de observação astronômica localizada no Arizona, fizeram a primeira localização do asteróide 2008 TC3, um objeto celeste de dimensões semelhantes às de um caminhão, que estava se projetando na direção da Terra no começo de outubro de 2008.

Depois, astrônomos de todo o mundo orientaram seus telescópios de maneira a acompanhar a trajetória do asteróide, e seguiram seu percurso por cerca de 20 horas, até que ele desaparecesse sob a sombra do nosso planeta pouco antes do impacto. A previsão era de que o asteróide se precipitasse na direção da atmosfera nos céus por sobre o Sudão, e que o impacto o dissolvesse em uma nuvem de poeira a cerca de 37km de altitude sobre a Terra. Mas o astrônomo Peter Jenniskens, cuja especialidade é acompanhar meteoros, decidiu que tentaria determinar com exatidão o que aconteceria com o asteróide depois do impacto.

"Jamais foram recolhidos meteoritos de um objeto que se desintegrasse a uma altitude tão elevada na atmosfera", disse Jennisken, que trabalha no Instituto Seti, cuja missão é a busca de inteligências extraterrenas. "Não sabíamos se seria ou não possível encontrar alguma coisa", ele afirma.

Decidindo arriscar em uma idéia não muito provável, Jenniskens e o astrônomo Muawia Shaddad, da Universidade de Khartoum, no Sudão, conduziram alguns de seus alunos em uma busca pelos meteoritos resultantes. O grupo teve sorte, e localizou dezenas de rochas negras do tamanho de punhos ou ainda menores, feitas de um "material tão frágil que anteriormente não constava de qualquer das coleções de meteoritos existentes", disse Jenniskens.

A descoberta incomum vem de um tipo raro de asteróide e pode oferecer novas pistas sobre a origem do sistema solar. "Pela primeira vez, dispomos da cadeia completa de provas", disse Michael Zolensky, mineralogista cósmico do Centro Espacial Johnson, da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa), em Houston, em entrevista. "Esses meteoritos serão essenciais para uma compreensão muito mais ampla dos asteróides".

Interrupção cósmica
Tal como previsto, o 2008 TC3 iluminou os céus por sobre o norte do Sudão às 5h45min de 6 de outubro, pouco antes do início do horário matutino de oração dos muçulmanos. Diversos relatórios de observação foram enviados por pessoas que estavam posicionadas ao longo do rio Nilo, no norte do Sudão. Um desses homens informou a Jenniskens que suas orações havia sido interrompidas. "Toda a paisagem se iluminou", conta Jenniskens que o homem disse, "e ele correu para fora e viu uma grande nuvem". Outro observador, por medo de um ataque com foguetes, se lançou ao solo quando viu a nuvem.

O clarão luminoso inicial bastou para despertar um bilheteiro em uma estação ferroviária, e ele estava acordado quando surgiu um segundo clarão, de menor intensidade. Poucos minutos mais tarde, ele ouviu o ruído surdo de uma chuva de meteoritos atingindo as areias do deserto perto de onde estava.

Vasculhando o deserto
Em dezembro, Jenniskens, Shaddad e diversos de seus alunos vasculharam a remota área deserta perto da estação de trem. No total, sua série de buscas localizou 280 meteoritos que inicialmente eram parte do asteróide 2008 TC3. Os primeiros 47 meteoritos localizados, detalharam os astrônomos em artigo publicado pela revista Nature, representam apenas cerca de 4kg de material do asteróide original, cuja massa total foi estimada em cerca de 80t. As rochas espaciais foram encontradas espalhadas por uma área de 29km, o que indica que os fragmentos que sobreviveram do asteróide foram ejetados em alta velocidade quando da explosão.

Achados raros
Os meteoritos são "negros, escamados, escuros e têm aparência porosa", disse Jenniskens. As análises demonstram que estão revestidos de um material chamado olivina e que contêm diamantes microscópicos, o que sugere que sejam meteoritos de ureilite de um asteróide de classe F, um tipo que responde por cerca de 13% dos asteróides conhecidos.

A maioria dos asteróides existe até hoje mais ou menos como quando inicialmente formados, 4,6 bilhões de anos atrás. Ainda contam com muitos de seus componentes originais - grãos finos, partículas de poeira cósmica e pequenas gotículas derretidas. Outros tipos de asteróides "cresceram tanto, e foram tão abalados por colisões, que derreteram", diz Jenniskens. "O ferro afunda para o núcleo e os demais materiais flutuam para o topo".

Os asteróides da classe F são corpos celestes intermediários, parcialmente derretidos mas com outras áreas que revelam os materiais que os compõem. "Nossa rocha ainda continha larga proporção do carbono inicial, ali, ainda que cozinhada a temperaturas elevadas", diz Jenniskens.

Além disso, as cores dos asteróides também mudam com base na distância que eles mantêm do sol; os asteróides do cinturão interno tendem a ser mais brilhantes e contam com assinaturas de espectro que sugerem uma composição mineral que os difere daqueles que se localizam no limite externo do cinturão de asteróides.

No cenário mais simples, os asteróides mais escuros são interpretados como mais primitivos, aponta Lucy McFadden, da Universidade de Maryland em College Park. No entanto, a ureilite mais ou menos contradiz essa tendência, porque sabemos que foi aquecida e ainda assim é escura. McFadden acrescenta que os asteróides parecem representar fragmentos de um quase planeta que devia ter centenas de quilômetros de diâmetro antes de se desintegrar.

Economizando milhões
Porque o asteróide foi observado em sua aproximação, houve tempo mais que suficiente para que os astrônomos determinassem sua órbita. Descobriram que ele estava percorrendo órbita semelhante à de um outro asteróide classe F, muito mais amplo, o 1982 KU2, que talvez seja o antecessor original do 2008 TC3.

"Os astrônomos conseguiram, pela primeira vez, ligar inequivocamente os pontos que conectam as amostras de meteorito recolhidas e o asteróide", disse Harry McSween, geólogo e especialista em meteoritos da Universidade de Knoxville, no Tennessee. As informações assim obtidas, acrescentou, equivalem a "uma missão gratuita de pesquisa em asteróide, que teria custado muitos milhões de dólares à Nasa".

Tradução: Paulo Migliacci

National Geographic

Nova teoria tenta explicar surgimento de supernovas

Pesquisadores chineses elaboraram uma nova teoria sobre como algumas estrelas podem se transformar em supernovas em um período muito menor do que o normal.

A teoria existente explicava porque supernovas se formam em 100 milhões de anos, mas não esclarecia porque algumas supernovas - as do tipo 1a - surgem muito mais rápido. O segredo, segundo os pesquisadores, é que as estrelas anãs brancas sugam massa de "estrelas de hélio" até possuírem massa o suficiente para virarem uma supernova. A pesquisa foi publicada no periódico Monthly Noticesda Royal Astronomical Society.

Teoria anterior
As estrelas anãs brancas são "sobras" de estrelas como o Sol, em que o hidrogênio se transforma em hélio e depois o hélio vira carbono e oxigênio.

A teoria anterior afirmava que as estrelas anãs brancas feitas a partir de carbono e oxigênio conseguiam acumular a massa de uma outra estrela na sua proximidade, chamada de "estrela companheira".

Ao atingir um determinado tamanho (cerca de 40% do Sol), as duas estrelas - a anã branca e a companheira - passam por uma fusão. Em poucos segundos, o carbono das estrelas se transforma em elementos mais pesados, em um processo que libera quantidades gigantescas de energia. Esse processo é chamado de supernova.

Como esse processo acontece com uma quantidade constante de claridade, os astrônomos usam supernovas para determinar distâncias no espaço.

Teoria nova
A teoria anterior estabelecia que esse processo de acumulação de massa duraria até 100 milhões de anos. No entanto, ela não servia para explicar as supernovas do tipo 1a, que podem acontecer em até metade deste tempo.

O astrônomo chinês Bo Wang, do Observatório Nacional da Academia Chinesa de Ciências, investigou o fenômeno com cálculos que envolveram cerca de 2,6 mil pares de estrelas anãs brancas e estrelas companheiras.

A equipe de Wang descobriu que se a estrela companheira é uma "estrela de hélio", a estrela anã consegue sugar sua massa mais rapidamente, criando uma supernova em menos de 100 milhões de anos.

"Antes desta investigação, não havia modelo para explicar o surgimento de uma população tão jovem de supernovas do tipo 1a, e nenhum conhecimento de como isso acontecia em tantos números", disse um dos autores do estudo, Xuefei Chen, à BBC.

Chen disse que a sugação de massa de estrelas de hélio produz a maioria das supernovas do tipo 1a observadas, mas não todas. Mas ele diz que a descoberta pode ter impacto nos estudos sobre evolução química das galáxias e sobre distâncias cosmológicas. A equipe pretende estudar agora o surgimento em "alta velocidade" de estrelas de hélio, que seriam sobras das supernovas do tipo 1a.

Cientistas chineses têm nova teoria sobre formação de supernovas

Cientistas chineses têm nova teoria sobre formação de supernovas

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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Exibido 1º protótipo de estufa lunar para cultivar vegetais

Pó desidratado e macarrão em tubo: estes são dois dos itens que compõem o cardápio dos astronautas americanos em suas missões espaciais. Mas as condições das viagens ao espaço melhoraram, e é possível que, em breve, os exploradores do espaço tenham à sua disposição vegetais frescos, um luxo até então restrito aos terráqueos.

A companhia Paragon Space Development Corporation, que se associou à Nasa, agência espacial americana, em experiências com os ônibus espaciais e a Estação Espacial Internacional (ISS), anunciou um programa de cultivo de flores e alimentos na Lua. O "Oasis Lunar" ("Lunar Oasis") é uma estufa que lembra um pequeno sino tubular, sustentada por um tripé de alumínio. Sua função é fazer crescer plantas na superfície da Lua, onde a força da gravidade é seis vezes menor do que na Terra.

A estufa em miniatura será lançada ao espaço pela Odyssey Moon Ltd, uma empresa privada que investe no desenvolvimento de tecnologias para permitir a vida humana no espaço. O projeto participa de um concurso organizado pelo Google, o "Lunar X Prize", que oferecerá um prêmio de US$ 20 milhões a quem conseguir construir e lançar um robô para a Lua.

Os representantes da Paragon indicaram que serão feitos testes com o "Oasis Lunar" a partir de 2012. Quando for lançada, a estufa em miniatura levarã sementes de Brassica, uma planta crucífera da família das couves de Bruxelas e dos repolhos. Como esta planta é capaz de germinar e florescer em apenas 14 dias, este rápido ciclo é muito prático para uma experiência na Lua.

"Colonizar a Lua ou Marte pode parecer algo muito longe, mas é importante começar a pesquisa agora", disse a presidente da Paragon, Jane Poynter. "A pesquisa e colocar em prática sistemas confiáveis leva tempo", antes da instalação de colônias, acrescentou. A Nasa se comprometeu a enviar astronautas para a Lua até 2020, e para Marte até 2030.

O Oasis Lunar é uma estufa que lembra um pequeno sino tubular, sustentada por um tripé de alumínio

O "Oasis Lunar" é uma estufa que lembra um pequeno sino tubular, sustentada por um tripé de alumínio

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Estudo: maioria dos russos não conhece cosmonautas do país

Quarenta e oito anos depois da revolução criada com a conquista do espaço na corrida espacial do século XX, a maioria da população russa parece não ter mais interesse no tema. Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo Centro de Estudos da Opinião Pública (VTSIOM) indica que 81% dos russos não sabem o nome de nenhum dos cosmonautas russos em atividade. As informações são da agência EFE.

O quase total desconhecimento do povo sobre os protagonistas do programa espacial foi considerado decepcionante, segundo a agência russa de notícias Ria-Nóvosti. Apenas 1% das pessoas souberam citar algum dos astronautas atuais, como Alexandr Volkov, Georgui Grechko, Alexéi Leonov, Guennadi Padalka e Svetlana Savítskaya.

Neste domingo, a Rússia comemorou os 48 anos da chegada do primeiro homem ao espaço - Yuri Gagarin, em 12 de abril de 1961. Na oportunidade, o pesidente russo, Dmitri Medvédev, afirmou que "a conquista do espaço é uma das páginas mais brilhantes da história do século XX".

Outros 23% disseram desejar que os filhos se tornem cosmonautas - entre eles, 27% são homens e outros 27% disfrutam de uma boa situação econômica. Por outro lado, 64% dos entrevistados não têm o menor interesse em que os filhos viajem ao espaço, dos quais 70% são mulheres e 67% são pessoas de baixa renda.

O levantamento, realizado com 1,6 mil pessoas de todo o país entre 4 e 5 de abril, também registrou que um em cada cinco indivíduos querem voar alguma vez ao espaço. Além disso, outros 15% assinalaram que antes sonhavam com o feito, mas agora não possuem mais interesse. Cerca de 63% não expressaram o menor desejo de viajarem ao cosmos. No entanto, 48% dos russos têm uma opinião positiva a respeito do turismo espacial, frente aos 41% que se posicionaram contra.

Redação Terra

Projeto universitário difunde Astronomia em São Paulo

Seguindo princípios que norteiam o Ano Internacional da Astronomia (AIA 2009) - que entre outras metas pretende levar conhecimento atual da área, até o fim do ano, ao maior número possível de pessoas -, projetos como o Astronomia na Cidade das Estrelas da Universidade do Vale do Paraíba (Univap) vêm estimulando o interesse do público pela ciência.

Para o coordenador do projeto, o professor Cassio Leandro Barbosa, do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Univap, a iniciativa tem como diferencial a forte penetração social, por atingir um público-alvo que normalmente não frequentaria atividades dessa natureza.

"Desde fevereiro, participaram do projeto mais de 500 pessoas que, devido à sua condição social, até o momento estavam à margem desse tipo de evento de difusão e popularização da ciência. A nossa meta é que as atividades, que são gratuitas, possam ser experimentadas por até 7 mil alunos, professores e cidadãos comuns até o fim do ano" disse Barbosa à Agência FAPESP.

O AIA 2009 é uma iniciativa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e da União Astronômica Internacional (UAI), no ano em que se comemoram os quatro séculos desde as primeiras observações telescópicas do céu feitas por Galileu Galilei (1564-1642), que desencadearam uma série de importantes descobertas na área. Mais de 130 países participam do evento.

Segundo Barbosa, os trabalhos de divulgação científica da Univap têm sido realizados não apenas para alunos de escolas públicas e comunidades carentes de São José dos Campos, considerada a capital aeroespacial brasileira, mas também de dezenas de outras cidades do Vale do Paraíba, do litoral Norte de São Paulo, de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.

O objetivo do projeto da Univap, apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), é promover a divulgação da astronomia e das ciências correlatas por meio de atividades gratuitas, como as noites de observação pública do céu com telescópios profissionais, palestras, minicursos, oficinas, preparação de alunos para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e distribuição de material didático.

Computadores e outros materiais permanentes e de consumo utilizados nos trabalhos de divulgação junto ao público foram adquiridos com apoio da FAPESP por meio do Programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes, em projeto de pesquisa conduzido por Barbosa.

"O céu e a humanidade não são distintos e é isso que estamos tentando passar ao público com uma linguagem simples. O céu é um imenso laboratório e a vida na Terra está intimamente ligada às estrelas por meio de elementos químicos que elas produziram e da energia que fornecem. Uma das propostas desses eventos de popularização da ciência é mostrar que os átomos que compõem o corpo humano, por exemplo, há muito tempo já estiveram no interior das estrelas" disse.

A Univap participou ainda do evento '100 Horas de Astronomia', organizado pela coordenação mundial do Ano Internacional da Astronomia de 2 a 5 de abril, quando milhares de pessoas estiveram reunidas para a observação simultânea do céu em todo o planeta.

JB Online

Fotógrafo francês transforma monumentos em "planetas"

A Torre Eiffel foi um dos lugares usados pelo engenheiro
A Torre Eiffel foi um dos lugares usados pelo engenheiro

Um engenheiro em informática francês desenvolveu um trabalho artístico usando uma técnica fotográfica que permite captar imagens de 360 por 180 graus de monumentos, ruas ou áreas geográficas e seus arredores e representá-las em imagens planas, semelhantes à planetas.

Alexandre Duret-Lutz, professor da Escola de Engenheiros em Informática (Epita, na sigla em francês) em Paris, disse que usa a técnica conhecida como projeção estereográfica, em que todas as imagens colhidas em um círculo horizontal completo e um semi-círculo vertical em torno e acima do fotógrafo são projetadas em uma tela plana.

Em entrevista à BBC Brasil, Duret-Lutz afirmou ter iniciado o trabalho há três anos. O engenheiro em informática já criou centenas de "pequenos planetas" com imagens dos lugares mais variados. Entre eles, a Torre Eiffel, avenidas e jardins em Paris, além de igrejas e praças de pequenas cidades do interior da França.

Vários planetas também foram criados com imagens da natureza, como campos, praias e montanhas. "Para criar imagens de 360 por 180 graus, é preciso tirar fotos em todas as direções, incluindo o céu e o solo, para poder reconstruir a esfera", afirma.

"Dê uma volta e olhe ao redor. Você pode ver o ambiente em 360 graus horizontalmente. Você também precisa considerar a dimensão vertical. A cobertura de 180 graus vertical é feita a partir do ponto no céu acima de você até o ponto logo abaixo", diz Duret-Lutz.

Duret-Lutz afirma proceder em duas etapas. Primeiro, ele fotografa a vista ao seu redor horizontalmente e em arco vertical. Depois ele monta, digitalmente, um panorama, distorcendo e juntando as fotos colhidas. Na última fase, ele converte o panorama em "planetas", usando um software especial.

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domingo, 12 de abril de 2009

Presidente russo lembra Dia da Cosmonáutica

O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, felicitou hoje os especialistas da indústria espacial russa pelo Dia da Cosmonáutica e qualificou a viagem do primeiro homem ao espaço há 48 anos de "nova era no desenvolvimento da civilização".

"A conquista do espaço é uma das páginas mais brilhantes e inesquecíveis da história do século XX", afirmou Medvedev, e acrescentou que "a viagem de Yuri Gagarin ao espaço em 12 de abril de 1961 abriu uma nova era no desenvolvimento da civilização".

"Dar o primeiro passo no espaço foi conseguido graças ao talento de nossos projetistas e a coragem de nossos cosmonautas. Estamos, com todo o direito, orgulhosos de que este progresso científico e técnico tenha sido alcançado precisamente em nosso país", assinalou.

Em uma nota de felicitação divulgada pelo serviço de imprensa do Kremlin e citada pelas agências russas, Medvedev ressaltou que "o desenvolvimento da indústria espacial foi e continuará sendo uma prioridade da política do Estado".

"As conquistas econômicas e a competitividade de nosso país, o desenvolvimento da ciência e a segurança da Rússia dependem de forma direta de seu eficiente trabalho", disse.

Segundo o presidente, "é preciso destinar grande atenção à modernização da indústria espacial, à renovação de seu potencial técnico-científico e ao desenvolvimento da pesquisa fundamental e aplicada".

"Estou convencido de que a experiência única e o conhecimento de nossos especialistas, a implementação de programas nacionais e internacionais consolidarão o papel principal da Rússia na prospecção do espaço e nos vôos pilotados, e multiplicará as conquistas no mercado internacional dos serviços espaciais", disse.

Os tripulantes da 19ª missão na Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês), o russo Gennady Padalka, seu colega da Nasa Michael Barratt e o astronauta japonês Koichi Wakata também receberam felicitações, em uma sessão direta com a Terra.

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sábado, 11 de abril de 2009

Formato da lua Titã de Saturno intriga cientistas

Na imagem, aparece a lua Titã  na cor alaranjada. A Titã  é a maior lua de Saturno
Na imagem, aparece a lua Titã na cor alaranjada. A Titã é a maior lua de Saturno

Graças à missão Cassini, cientistas descobriram nos últimos anos muito sobre Titã, a maior lua de Saturno. Entre outras coisas, eles sabem agora que ela possui dunas de areia, lagos de metano líquido e, talvez, vulcões glaciais.

Eles também sabem algo sobre seu formato. Usando dados de instrumentos do radar da Cassini, Howard A. Zebker, da Universidade de Stanford, e colegas determinaram que Titã é levemente saliente ao redor do seu centro e achatada nos pólos.

O grau de achatamento é pequeno, relatam os pesquisadores em um artigo publicado online na Science. Também não é algo surpreendente, Zebker disse, "porque Titã rotaciona de forma parecida à Terra" (e a Terra também é achatada). Titã sempre tem a mesma face voltada para Saturno e a poderosa força gravitacional do planeta gera grandes marés na lua, aumentando a deformação.

Mas o formato de Titã não é exatamente o que seria esperado na teoria. Uma possível explicação para isso, Zebker disse, é a distribuição irregular de calor no núcleo de Titã. Ou talvez a lua estivesse mais perto de Saturno no passado, quando seu formato teria se formado e "congelado."

O achatamento de Titã também pode ajudar a explicar o motivo de seus lagos de metano estarem concentrados perto dos pólos. Se existe um "lençol de metano" (análogo a um lençol d'água na Terra), então seria mais provável que o líquido alcançasse a superfície em uma área de baixa elevação, como os pólos.

The New York Times

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Nasa capta estrela de nêutrons em "mão cósmica gigante"

Os raios mais fracos (vermelho), intervalo médio (verde) e demais emanações de energia (azul)
Os raios mais fracos (vermelho), intervalo médio (verde) e demais emanações de energia (azul)

A Nasa, agência espacial americana, divulgou em seu site a imagem de um pulsar - estrela de nêutrons pequena e densa - situado na região central de uma nebulosa planetária que possui um formato semelhante a uma grande mão, conforme os cientistas. O PSR B1509-58 foi fotografado pelo telescópio espacial Chandra X-ray em uma zona ocupada pela grande nuvem de gás e poeira, com mais de 150 anos-luz de extensão.

Mesmo sendo pequeno (em torno de 19km de diâmetro), o pulsar emite uma poderosa energia composta por íons e elétrons que é capaz de criar estruturas intrigantes e complexas ao seu redor, como a "mão cósmica" da fotografia. A análise da estrela de nêutrons foi realizada a partir de fotos captadas pelo Chandra X-ray: raios X mais fracos (vermelho), intervalo médio (verde) e demais emanações de energia (azul).

Os pulsares são os restos de estrelas que entraram em colapso, fenômeno também conhecido como supernova. Na maioria das vezes, estas estrelas de nêutrons possuem um campo gravitacional até 1 bilhão de vezes superior ao da Terra. No entanto, o PSR B1509-58 surpreende os astrônomos pela gigantesca energia - a força gravitacional é cerca de 15 trilhões de vezes maior que a do nosso planeta.

De acordo com os cientistas, a combinação de uma rápida rotação com o forte campo magnético do PSR B1509-58 fazem com que ele seja um dos geradores eletromagnéticos mais potentes da galáxia.

Redação Terra

Cazaquistão desiste de enviar cosmonauta ao espaço

A Roscosmos, agência espacial russa, anunciou nesta quarta-feira que, devido a problemas econômicos, o Cazaquistão não enviará um de seus cosmonautas como membro da expedição permanente à Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês).

Citado pela agência oficial RIA Novosti, o diretor da Roscosmos, Anatoly Perminov, disse ter recebido "uma notificação oficial por parte da agência espacial do Cazaquistão na qual, devido a motivos econômicos, pede para suspender os preparativos para o vôo de seu cosmonauta", que estava previsto para setembro.

Perminov acrescentou que a Roscosmos estudará alternativas para substituir o representa cazaque, que pode ser a incorporação de outro cosmonauta russo ou a de outro turista espacial. O chefe do programa de vôos espaciais da Roscosmos, Alexei Krasnov, declarou que, "caso seja um turista, ainda terá tempo de se preparar".

"Há um candidato, mas os preparativos técnicos desse vôo ainda estão sendo discutidos", acrescentou Krasnov. Hoje, aterrissou no Cazaquistão o módulo de descenso da nave russa Soyuz TMA-13 com três tripulantes a bordo, entre eles o turista espacial Charles Simonyi, magnata do ramo da informática.

Americano de origem húngara e que, segundo a imprensa russa, pagou US$ 35 milhões para ir à ISS pela segunda vez, Simonyi era considerado até hoje o último turista espacial a viajar para a plataforma orbital até que uma nova Soyuz seja construída especialmente para fins turísticos.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Nave Soyuz aterrissa com sucesso no Cazaquistão

Na imagem, o astronauta americano Michael Fincke
Na imagem, o astronauta americano Michael Fincke
08 de abril de 2009

O módulo especial para aterrissagem da nave russa Soyuz TMA-13, com três tripulantes a bordo, chegou nesta quarta-feira com sucesso ao Cazaquistão, informou o Centro de Controle de Vôos da Rússia (CCVE).

O módulo, que trouxe de volta da Estação Espacial Internacional (ISS) o cosmonauta russo Yuri Lonchakov, o astronauta americano Michael Fincke e o turista espacial Charles Simonyi, tocou a terra na hora programada, 4h16 (Brasília).

Lonchakov e Fincke permaneceram 177 dias na ISS, enquanto o turista espacial ficou a bordo da plataforma orbital dez dias. "Segundo os relatórios dos grupos de busca, o módulo aterrissou no lugar previsto. O estado de todos os cosmonautas é normal", disse um porta-voz do CVVE, citado pela agência de notícias russa Interfax.

O retorno da Soyuz precisou ser adiado 24 horas devido à mudança no local de aterrissagem, já que o estipulado inicialmente era uma região pantanosa que dificultaria o acesso aos tripulantes.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Com 3 a bordo, nave Soyuz inicia retorno à Terra

A nave russa Soyuz TMA-13, com três tripulantes a bordo, se desprendeu com sucesso da Estação Espacial Internacional (ISS) e começou seu retorno à Terra, informou o Centro de Controle de Voos da Rússia (CCVE).

A manobra aconteceu na hora programada, às 0h53 (Brasília), e transcorreu sem inconvenientes, como informou o porta-voz do CCVE, Valeri Lyndin, às agências de notícias russas.

"Às 11h16 em Moscou (4h1, Brasília), o módulo de descida, a bordo do qual se encontra o cosmonauta russo Yuri Lonchakov, o astronauta americano Micheal Fincke e o turista espacial Charles Simonyi, deve aterrissar nas estepes do Cazaquistão", disse Lyndin.

Segundo cálculos do CCVE, o módulo aterrissará cerca de 145 quilômetros a nordeste da cidade cazaque de Dzhegazkán.

Lonchakov e Fincke permaneceram 177 dias na ISS, enquanto o turista espacial esteve a bordo da plataforma por dez dias.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Astronauta vai relatar experiências no Twitter

A Nasa, que já utilizou o popular Twitter para relatar as atividades da sonda Phoenix em Marte, anunciou nesta terça-feira que o astronauta Mike Massimino usará o site de microblogs para relatar sua experiência durante seu treinamento para uma missão espacial.

O astronauta, que viajará em 12 de maio a bordo do ônibus espacial Atlantis, enviará textos de no máximo 140 caracteres, como é a norma do Twitter, usando o nome @Astro_Mike.

A Nasa não informou se Mike Massimino enviará mensagens do espaço durante a missão de reparo e manutenção do telescópio Hubble, durante a qual deve realizar uma saída orbital.

O Twitter, criado em 2006, se tornou famoso em todo o mundo com o conceito de mensagens curtas, que permitem "seguir" outros membros que respondem à pergunta "o que você está fazendo?".

AFP

Cosmonauta russo assume comando da ISS

O cosmonauta russo Gennady Padalka assumiu o comando da 19ª expedição permanente na Estação Espacial Internacional (ISS), com o que se completa o revezamento de tripulações, informa hoje a Roscosmos (agência espacial russa).

Padalka substituiu como comandante da ISS o astronauta americano Michael Fincke, que retorna nesta quarta-feira à Terra a bordo da nave russa Soyuz TMA-13, junto ao cosmonauta Yuri Lonchakov e o turista espacial Charles Simonyi, dos Estados Unidos.

Simonyi, milionário americano de origem húngara, é o primeiro turista espacial a viajar duas vezes à ISS.

Padalka permanecerá à frente da tripulação da ISS, que em maio se tornará a 20ª expedição após sua ampliação a seis integrantes, até novembro próximo, quando cederá o comando ao belga Frank de Winne, o primeiro astronauta da Agência Espacial Europeia (ESA) a assumir a liderança na plataforma orbital.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Nasa registra constante redução do gelo no Ártico

As últimas imagens dos satélites indicam que as geleiras marítimas e a plataforma gelada do Ártico continuam se reduzindo como resultado do aquecimento global, informou nesta segunda-feira a Nasa.

O gelo espesso e antigo começou a diminuir e vai sendo substituído por uma camada nova e mais fina, também muito mais vulnerável, indicou a agência espacial americana.

O anúncio da redução da massa de gelo ártico foi divulgado três dias após o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS) informar que a mudança climática está derretendo as geleiras antárticas muito mais rápido do que se achava até agora.

Um comunicado da Nasa indicou que o gelo ártico é especialmente importante porque esfria as massas de ar e água, influencia a circulação oceânica e reflete a radiação solar.

Gelo espesso e antigo (vermelhos escuro e claro) passou a diminuir, sendo substituído por uma camada nova (amarelo) e vulnerável

Gelo espesso e antigo (vermelhos escuro e claro) passou a diminuir, sendo substituído por uma camada nova (amarelo) e vulnerável

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Busca por partícula pouco densa atrasará sucesso de colisor

O bóson de Higgs pode ser mais leve - e a corrida para encontrá-lo mais difícil - do que os físicos esperavam, de acordo com os últimos resultados do acelerador de partículas Tevatron no Laboratório Nacional do Acelerador Fermi, em Batavia, Illinois. No dia 13 de março, cientistas do laboratório anunciaram que tinham descartado uma parte crucial das possibilidades de procura pela "partícula de Deus", que se acredita ser responsável por conferir massa a toda matéria. Os resultados mostram que o bóson de Higgs não é uma partícula de massa relativamente alta, e os físicos precisam continuar procurando por evidências do bóson de Higgs nos resíduos de massa mais baixa que resultam de colisões entre partículas dentro do Tevatron. Isso significa que os cientistas do Grande Colisor de Hádrons (LHC), no CERN, o laboratório europeu de física de partículas próximo a Genebra, na Suíça, não terão um caminho rápido até o sucesso. O LHC foi projetado para colidir partículas com cinco vezes mais energia do que o Tevatron, e teria sucesso na procura por uma partícula com massa alta.

"Se o Higgs existisse em alguma dessas massas altas, eles teriam antecipado sua descoberta muito rapidamente", diz Darien Wood, físico de partículas da Universidade Northeastern, em Boston, Massachusetts, e porta-voz do DZero, um dos dois principais experimentos do Tevatron. Os resultados baseiam-se em todos os dados coletados desde 2001 pelo DZero e por seu experimento-irmão, o Detector de Colisões do Fermilab (CDF), que estuda os resíduos de colisões próton-antipróton.

Busca restringida
Lyn Evans, líder do projeto no LHC - que está sendo reparado após os danos que sofreu durante testes iniciais em setembro de 2008 - diz que o regime de alta massa era o lugar "óbvio" tanto para o LHC quanto para o Tevatron começarem a avançar. Isso porque existem poucos resíduos de partícula com energia tão alta, facilitando a filtragem das informações para encontrar um rastro da partícula de Higgs.

"O fato de terem descartado o Higgs nessa faixa dificultará as coisas para todo mundo", diz Evans. Os resultados do Tevatron demonstram ser muito improvável que o bóson de Higgs tenha energia entre 160 e 170 giga elétron-volts (os giga elétron-volts são a medida da energia de uma partícula proporcionalmente a sua massa).

Os empiristas vêm trabalhando com a suposição de que o bóson de Higgs fica em algum lugar entre os 114 e 185 GeV. O limite mais baixo de energia foi estabelecido pelo Grande Colisor de Elétrons e Pósitrons no CERN na década de 1990, enquanto o limite mais alto é um valor menos preciso, estabelecido por meio de evidências indiretas, como as massas do quarc de topo e do bóson de W.

Os resultados recentes, além de outras evidências, sugerem que o bóson de Higgs esteja escondido no lado mais baixo dessa escala energética. Mas, em energias mais baixas, o trabalho de filtrar outros resíduos e encontrar o raro Higgs torna-se ainda mais difícil. Mesmo que o Tevatron funcione até 2011 - algo ainda não previsto nos orçamentos anuais dos EUA - haveria uma chance de apenas 30% de encontrar evidências de um Higgs de massa baixa, segundo as palestras do Fermilab apresentadas em fevereiro na reunião da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Chicago, Illinois.

Ajustando o modelo
Encontrar "provas" de alguma coisa, no jargão da física de partículas, está muito longe de "descobrir" alguma coisa. Se o LHC começar a funcionar no fim de 2009, ele deve rapidamente alcançar e superar a quantidade de informações reunidas pelo Tevatron, o que aumenta suas chances de fazer uma "descoberta" real - com um nível de segurança de 99,9999%.

Existe também a possibilidade de que o Tevatron e o LHC excluam o bóson de Higgs de todo o espectro de energias esperadas. Podem existir energias maiores do que 185 GeV, uma região que apenas o LHC pode explorar. Ou a partícula pode simplesmente não existir. De qualquer forma, os teóricos terão que voltar à prancheta e começar a ajustar o modelo padrão da física de partículas que, além de prever o Higgs, explica o comportamento de três das quatro forças fundamentais do universo.

E, ainda que reduzir a área de procura pelo Higgs seja importante, diz Robert Roser, porta-voz do experimento CDF, "preferimos achá-lo, e não excluí-lo".

O bóson de Higgs é pouco denso e o LHC foi projetado para colidir partículas com grande energia

O bóson de Higgs é pouco denso e o LHC foi projetado para colidir partículas com grande energia

Tradução: Amy Traduções

The New York Times

domingo, 5 de abril de 2009

Cientistas descobrem nova partícula subatômica

A nova partícula subatômica foi chamada Y (4140)
A nova partícula subatômica foi chamada Y (4140)

Cientistas anunciaram recentemente a descoberta de uma partícula subatômica inesperada no desintegrador de átomos do Fermilab, em Illinois. A nova partícula pode invalidar todas as regras conhecidas para a criação de matéria, disseram os pesquisadores que criaram a esquisitice.

A Y (4140)- como foi batizada a nova partícula - não poderia ter sido formada a partir de nenhum dos dois modelos conhecidos para criação de matéria. Os pesquisadores nem mesmo têm certeza sobre do que é constituída a Y (4140).

Aceita-se há muito tempo que seis "formas" diferentes de partículas chamadas quarks se combinam para formar partículas subatômicas maiores. Em um método, um quark se une a um de seus opostos, um antiquark, para criar um tipo de matéria chamado méson. No segundo método, três quarks se juntam para formar bárions, como os prótons e nêutrons.

"A surpresa dessa nova partícula que encontramos é que ela não está prevista em nenhuma dessas regras", disse Jacobo Koningsberg, da Universidade da Flórida. "Pelo que sabemos, se você tentasse colocar um conjunto de quarks ou antiquarks juntos, não conseguiria construir essas partículas."

Sucessos Esmagadores
Físicos de partículas exploram as origens da matéria colidindo dois grupos de partículas um contra o outro quase na velocidade da luz, e selecionando as partículas exóticas e efêmeras que são produzidas.

"A idéia é que você colida prótons e antiprótons em um ponto muito restrito no espaço e libere grande quantidade de energia - equivalente à que existia no universo nos estágios iniciais de seu surgimento", explicou Koninsberg. "Então a natureza cria o que puder criar", disse o físico, co-autor de um artigo sobre a nova partícula, enviado para o periódico Physical Review Letters.

"A parte legal é decodificar as possibilidades quando você encontra coisas muito raras a partir daquele ponto de energia." A Y (4140) surgiu enquanto os cientistas filtravam as informações de trilhões de colisões entre prótons e antiprótons no Laboratório do Acelerador Nacional Fermi, do Departamento de Energia, em Illinois.

Uma classe totalmente nova
A descoberta é uma entre vários achados que fizeram os físicos repensarem as regras para a formação de matéria. "Aparentemente existem muito mais formas de juntar as coisas do que pensávamos", disse o físico da Universidade de Syracuse, Sheldon Stone, que realiza experimentos baseados nas informações do Grande Colisor de Hádrons (LHC), na Europa. "A Y (4140) faz parte de uma classe de objetos que as pessoas não entendem direito", disse Stone, que não participou da equipe de pesquisa do Fermilab.

Outros pesquisadores sem dúvida tentarão identificar a partícula em seus próprios dados de colisões, disse Stone. Deve haver muitas oportunidades para confirmar que a Y (4140) é real, mesmo que rara, acrescentou.

De acordo com Rob Roser, do Fermilab, a Y (4140) foi encontrada apenas cerca de 20 vezes em bilhões e bilhões de colisões. Mas com planos para triplicar o enorme conjunto de dados do Fermilab nos próximos anos, mais descobertas emocionantes devem emergir. "Temos que aprender mais sobre as propriedades dessa partícula", disse Roser, "e também esperamos encontrar muitas coisas novas".

Tradução: Amy Traduções

National Geographic

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Telescópio usado há 400 anos por Galileu é exposto nos EUA

Telescópio de 91cm é um dos dois únicos instrumentos ainda existentes utilizados por Galileu Galilei há 400 anos
Telescópio de 91cm é um dos dois únicos instrumentos ainda existentes utilizados por Galileu Galilei há 400 anos

Um telescópio de pouco mais de 91cm usado pelo astrônomo italiano Galileu Galilei, cujas descobertas revolucionaram a astronomia, é a principal atração de uma exposição no Franklin Institute. Em sua primeira viagem para fora da Itália, o telescópio de 400 anos é um dos dois únicos instrumentos ainda existentes usados por Galileu para comprovar a teoria copernicana de que a Terra e outros planetas giram ao redor do Sol, e não o contrário.

"Não haverá uma segunda vez nos Estados Unidos", disse Paolo Galluzzi, diretor do Instituto e Museo Nationale di Storia della Scienza de Florença, na Itália, que emprestou o telescópio, ao comentar a turnê nos EUA. A exposição "Galileu, os Médici e a Era da Astronomia", que começa no sábado e ocorre até 7 de setembro, é o evento inaugural do Ano Internacional da Astronomia, que marca o 400° aniversário das descobertas de Galileu.

O telescópio de 1610 inclui uma inscrição em uma das extremidades onde Galileu registrou a capacidade de ampliação do instrumento de 20. Depois da estada na Filadélfia, a exposição viajará a Estocolmo por cerca de uma semana antes de voltar a Florença.

Dennis Wint, presidente do Franklin Institute, disse que a exposição examina o impacto de Galileu sobre a ciência, a relação entre arte e ciência na Renascença da família Médici, a relação de Galileu com a Igreja e a relevância do astrônomo hoje. "Seus feitos transformaram o curso da história humana", disse Wint em uma entrevista coletiva.

A exposição também inclui instrumentos astronômicos e matemáticos do século XVI, assim como livros científicos contemporâneos, mapas e retratos dos duques de Médici da Toscana que governaram a região italiana entre os séculos XV e XVIII.

Galileu dedicou o livro registrando suas descobertas ao duque de Médici Cosmo II, aumentando ainda mais o prestígio e a influência da família nas cortes da Europa, de acordo com a exposição. Muitos dos instrumentos científicos em exposição mostram a intersecção entre arte e ciência, como defendido pela família Médici.

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