quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Nasa divulga imagem de lago brasileiro captada do espaço

O lago Erepecu (metade superior da imagem) corre paralelo ao rio Trombetas, um traçado ondulante ao longo da metade inferior da foto Foto: Nasa/Reprodução

O lago Erepecu (metade superior da imagem) corre paralelo ao rio Trombetas, um traçado ondulante ao longo da metade inferior da foto
23 de setembro de 2009

A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta quarta-feira uma imagem do Erepecu, um lago com cerca de 38 km de comprimento localizado na floresta amazônica (norte do Brasil), captada por um astronauta na Estação Espacial Internacional (ISS). O Erepecu corre paralelo ao baixo rio Trombetas que, na fotografia, serpenteia ao longo da metade inferior.

Segundo a agência, as massas de água na Amazônia muitas vezes são tão escuras que podem ser difíceis de distinguí-las do verde uniforme da floresta. No entanto, a fotografia captada na última segunda-feira identifica os reservatórios de água detalhadamente devido ao reflexo da luz do sol sobre a superfície da água.

No canto inferior direito da imagem (onde aparece o solo avermelhado da Amazônia), também pode ser visto o aeródromo de Porto Trombetas, na margem sul do rio. O Trombetas é um rio com cerca de 710 km e tem como principais afluentes o rio Cafuini, na Guiana, e o rio Anamu, na fronteira entre Guiana e Suriname.

Redação Terra

Pesquisadores falam sobre as novas descobertas em Saturno

 Mimas, uma das luas de Saturno, lança uma sombra longa e escura sobre os anéis do planeta Foto: The New York Times

Mimas, uma das luas de Saturno, lança uma sombra longa e escura sobre os anéis do planeta

Em Saturno, é hora do crepúsculo. As sombras se alongam por milhares de quilômetros sobre os famosos anéis do planeta, à medida que estes se inclinam lentamente na direção do Sol, o que fazem a cada 15 anos, e a luz expõe com a máxima clareza cada dobra, curva e calombo nas finas e lisas faixas que oferecem a mais popular das atrações cênicas do Sistema Solar.

De sua posição metafórica na ponte de comando da nave Cassini, que está em órbita de Saturno há cinco anos, Carolyn Porco, responsável pela equipe de controle de câmera do aparelho, se sente inspirada pela visão. "É mais uma daqueles coisas que me levam a me congratular pela sorte de viver na época em que vivo", disse Porco. "Pela primeira vez em 400 anos, estamos vendo os anéis de Saturno em três dimensões".

Na segunda-feira, Porco e a equipe da Cassini divulgaram imagens grandiosas dos anéis em toda sua enrugada glória, que inclui cristas, caroços, ondulações e ondas de quatro quilômetros de altura na beira de um dos anéis.

"Nós sempre soubemos que as imagens seriam boas; mas na verdade são extraordinárias", diz Porco sobre os excelentes resultados que a colocaram em posição de destaque à qual ela está se acostumando cada vez mais, no mundo da ciência. "Sinto-me parte de uma grande aventura da humanidade", diz. O trabalho pode ser executado por robôs, ela afirma, "mas somos todos exploradores". "É uma emoção", acrescenta, "e eu gostaria que todos percebessem o quanto emociona".

Porco, 56, pesquisadora sênior no Instituto de Ciência Espacial de Buolder, Colorado, é líder da equipe de câmera na missão Cassini, um projeto de US$ 3,4 bilhões, e também professora adjunta da Universidade do Colorado e um dos nomes na lista compilada pela revista Wired de pessoas que deveriam estar assessorando o presidente Obama. Mas também se orgulha de suas raízes nos anos 60, e jamais abandonou a exuberância daquela era em que o presidente John Kennedy declarou que "nem o céu é o limite".

Os textos que ela posta no site que exibe as imagens da Cassini ecoam o espírito do capitão James T. Kirk, de "Jornada nas Estrelas"."2001: Uma Odisseia no Espaço", de Stanley Kubrick, continua a ser o filme favorito de Porco, e ela ainda adora os Beatles. Em uma visita à Inglaterra, em 2001, ela e seus colegas recriaram a foto da capa do disco "Abbey Road", com Porco à frente, vestida de branco, como John Lennon.

Porco nasceu e cresceu em uma família do Bronx, com quatro irmãos homens, e atribuiu a isso parte de seu sucesso subsequente na astronomia. "Estava acostumava a brigar e discutir com o sexo masculino", conta. O pai dela, imigrante italiano, era motorista de caminhão, e a mãe cuidava da casa. Porco estudou na Cardinal Spellman High School, a mesma frequentada por Sonia Sotomayor, a nova juíza da Corte Suprema dos Estados Unidos.

Mais tarde, quando aluna da Universidade Estadual de Nova York em Stony Brook, ela conta que foi budista durante dois anos, enquanto se preparava para o futuro que havia vislumbrado aos 13 anos de idade, ao contemplar Saturno no telescópio de um vizinho. Em sua pós-graduação, no Instituto de Tecnologia da Califórnia, ela inicialmente enfrentou dificuldades mas logo conseguiu emprego como analista dos dados transmitidos pelas duas espaçonaves Voyager, que visitaram os planetas exteriores do Sistema Solar, de Júpiter a Netuno, entre 1978 e 1989.

Quando a Voyager passou da órbita de Netuno, em 1989, Porco era pesquisadora na Universidade do Arizona, e comandava uma equipe que tentava compreender os finos aneis que envolvem Saturno.

Porco conta que seu trabalho com a Voyager foi o melhor período de sua vida. "Tinha todos os elementos de uma lenda homérica", afirma - "uma odisseia de 12 anos pontuada por breves episódios de descoberta e conquista, e depois de cada um deles era preciso voltar ao barco, colocar os remos na água e atingir o próximo porto".

Consultora de filmes como "Contato" e o novo "Jornada nas Estrelas", de J. J. Abrams, o trabalho de Porco sobre Saturno a levou a sugerir ao produtor Abrams que uma cena na qual a espaçonave Enterprise se materializava em meio a nuvens tivesse por cenário Titã, uma das luas de Saturno. A cena se tornou capa da revista "Cinefex", sobre efeitos especiais no cinema.

"Em minha opinião", diz Porco, "a maioria das pessoas passa pela vida rejeitando suas melhores partes. Elas perdem o enriquecimento que até mesmo um conhecimento básico sobre o mundo físico pode propiciar. É como se existisse um mundo pulsante e oculto, regido por leis e princípios antigos, governando tudo que nos cerca - dos movimentos das cargas elétricas às órbitas planetárias-, e a maioria das pessoas escolhe ignorar esse fato". "Para mim, é uma vergonha", acrescenta.

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times
The New York Times

Astronautas da Nasa conversam com estudantes de Paraty

Um bate papo ao vivo, por telefone, entre astronautas da Nasa (a Agência Espacial Americana), em órbita, e cerca de 60 estudantes marcaram, nessa terça-feira o início das atividades educativas da Expedição Tocorimé na Trilha de Darwin.

Durante meia hora, dez alunos de Paraty, no sul fluminense, levantaram questões sobre meio ambiente e sobre a vida no espaço. As perguntas foram feitas em inglês e respondidas prontamente pelos astronautas, que já tinham recebido uma lista de questionamentos com antecedência.

A atividade, destinada a estimular o ensino de ciência entre os jovens, integra o roteiro educativo da expedição do Tocorimé, destinada a repetir o roteiro que o biólogo britânico Charles Darwin fez pela América do Sul há cerca de 180 anos. O barco vai partir em julho de 2010 de Fernando de Noronha (PE) com destino às Ilhas Galápagos, na altura do Equador.

Para a estudante Sabrina de Araújo, 12 anos, autora de uma das questões, fazer perguntas aos astronautas foi uma experiência "incrível" e faz com que as crianças gostem mais de ciências. Aluna da rede pública, filha de um marceneiro e de uma doméstica, ela também cobra laboratórios e estruturas que auxiliem o aprendizado na área e "deixem as crianças mais inteiradas"

"Eu não quero ser cientista. Quero ser advogada. Mesmo assim, sei que um laboratório na escola facilitaria o entendimento das crianças e a gente poderia aprender mais", defendeu.

Durante a viagem do Tocorimé pela América do Sul estão previstas atividades educativas nas paradas em 15 portos. Nesses momentos, o barco que abrigará pesquisas científicas com espécies marinhas ficará aberto para exposição. Estarão disponíveis na embarcação dois laboratórios para identificação de DNA em frutas, jogos e filmes sobre a viagem e as descobertas de Darwin pelo mundo.

O Instituto Sangari, uma organização não governamental, ficará responsável pelo projeto educativo e pela formação de professores e lideranças comunitárias, em cursos rápidos. "Precisamos de monitores no barco. Queremos trabalhar com estudantes locais, capacitando-os para que apresentem a mostra e tragam visitantes", explicou a gerente de Relacionamento, Juliana Estefano.

Também foram iniciadas as atividades científicas da expedição. Pesquisadores brasileiros e estrangeiros coletaram plânctons e identificaram o DNA de algumas espécies a bordo do veleiro. O trabalho encerrou a Conferência Internacional Darwin e a Aventura, com cerca de 20 cientistas, que buscava integrar pesquisas ao trajeto do Tocorimé.

Uma das principais articuladoras do projeto, a bióloga do Museu de História Natural de Londres Karen James, destacou que no barco, o laboratório e o campo de pesquisa estão muito próximos, acelerando os resultados e orientando novos trabalhos.

Agência Brasil

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Observatório europeu publica nova imagem do centro da Via Láctea

O Observatório Europeu Austral (ESO, na sigla em inglês) publicou hoje uma nova imagem do centro da Via Láctea formada a partir de 1.200 fotografias captadas a partir do norte do Chile com um telescópio amador.

A fotografia mostra a cor real do centro da galáxia na qual se situa o sistema solar, além da área entre a constelação de Sagitário e a de Escorpião.

A imagem foi composta pelo astrônomo e fotógrafo francês Stéphane Guisard a partir das fotografias feitas por um telescópio amador durante mais de 200 horas de exposição distribuídas por 29 noites no morro Paranal, a 1.100 quilômetros ao norte de Santiago.

A ESO é a principal organização astronômica intergovernamental da Europa e recebe apoio de 14 países: Áustria, Bélgica, República Tcheca, Dinamarca, França, Finlândia, Alemanha, Itália, Holanda, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido.

EFE

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Sonda Cassini capta irregularidades nos anéis de Saturno

A sonda registrou extensas ondulações e nuvens de poeira nos anéis do planeta Saturno Foto: Nasa/Divulgação

A sonda registrou extensas ondulações e nuvens de poeira nos anéis do planeta Saturno

A sonda Cassini registrou durante o equinócio do planeta Saturno, ocorrido no mês passado, extensas ondulações e nuvens de poeira nos anéis do planeta. Os astrônomos costumavam acreditar que os anéis eram perfeitamente planos. Novas imagens, divulgadas pela Nasa, mostram que a altitude de algumas irregularidades recém-descobertas é comparável as Montanhas Rochosas do oeste dos EUA. As informações são do ScienceDaily.

Durante o equinócio a luz do Sol atingiu diretamente a borda dos anéis de Saturno, causando um efeito óptico que fez com que eles praticamente desaparecessem. Neste período a luz do Sol gerou longas sombras de quaisquer objetos escondidos que mostrarem protuberâncias além dos 10 metros de largura dos anéis de Saturno.

Cientistas usaram a Cassini para observar elevações que se projetassem no brilho da iluminação paralela ao plano dos anéis. Os cientistas já sabiam das projeções verticais, mas não eram capazes de medir diretamente a altitude e largura das ondulações sem a ajuda das sombras projetadas pelo equinócio. A obstervação durou cerca de uma semana.

Em nota divulgada pela agência espacial, Bob Pappalardo, cientista do projeto Cassini disse que esse é um dos eventos mais importantes que a sonda já nos mostrou. "É como pôr óculos 3D e ver a terceira dimensão pela primeira vez", disse ele.

A sonda Cassini entrou em órbita do planeta Saturno em 2004, dede então tem observado detalhes do planeta, suas luas e anéis. Instrumentos da nave descobriram novos anéis e luas e têm melhorado nossa compreensão do sistema de anéis de Saturno.

Redação Terra

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Rússia adia por 2 anos lançamento de nave a Marte

A agência espacial russa (Roscosmos) adiou nesta segunda-feira por dois anos o lançamento da nave Fobos-Grunt a Marte, que deveria instalar uma estação automática em um satélite desse planeta. "Hoje, na reunião da Roscosmos, foi tomada a difícil decisão de adiar por dois anos o projeto Fobos-Grunt", assegurou Lev Zelinoy, diretor do Instituto de Pesquisas Cósmicas da Academia de Ciências russa, segundo a agência russa Interfax.

Dessa forma, acrescentou, a "'Fobos-Grunt' será lançada na próxima janela astronômica". "Queremos aumentar a confiabilidade da missão, reduzir os riscos e garantir o sucesso", afirmou. Segundo o plano inicial, o aparelho deveria partir em outubro a partir da base de Baikonur (Cazaquistão), impulsionado por um foguete Zenit-2SB. e alcançar a órbita de Marte 11 meses depois.

Depois, em torno de abril de 2011, um módulo da nave russa aterrissaria em Fobos, a lua marciana - que segundo alguns cientistas foi um asteroide capturado pela força de gravidade de Marte -, para retornar à Terra em julho de 2012. Na lua de Marte ficaria funcionando durante longo tempo uma estação automática que averiguaria o espaço e o clima do planeta.

O projeto Fobos-Grunt permitiria ensaiar as principais tecnologias das futuras expedições a Marte, como a tomada de provas de terreno em condições de falta de gravidade e, sobretudo, a operação de aterrissagem. Além disso, as mostras recolhidas deveriam servir para compreender como se formaram os planetas do sistema solar.

Recentemente, a Roscosmos e a Agência Espacial Europeia (ESA) assinaram um acordo para empregar os centros europeus de acompanhamento a fim de guiar a "Fobos-Grunt".

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Discovery volta à Flórida acoplado em avião 747

O Ônibus Espacial Discovery chegou ao Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, Estados Unidos acoplado a um avião 747 Foto: AFP

O Ônibus Espacial Discovery chegou ao Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, Estados Unidos acoplado a um avião 747

O Ônibus Espacial Discovery chegou acoplado à um avião 747 ao Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, Estados Unidos, no fim da manhã desta segunda-feira. A viagem do ônibus espacial de volta para a base da Nasa teve duração de dois dias. A Discovery estava na Base Aérea Americana de Edwards, na Califórnia, desde a sua reentrada na Terra, no dia 11 de setembro.

A Nave chegou à Califórnia depois de completar com sucesso a missão STS-128 cujo objetivo principal era extrair e substituir um tanque de amoníaco na viga central da ISS, que viaja em uma órbita a 385 quilômetros da Terra. O pouso deveria ter ocorrido diretamente no Centro Espacial Kennedy, mas foi na Califórnia devido às más condições climáticas na data.

O clima não só alterou o local do pouso, mas também a duração da missão. A STS-128 deveria ter sido de 13 dias e se prolongou por mais um depois que as autoridades da Nasa cancelaram duas oportunidades de pouso, diante da ameaça de tempestades na zona do Cabo Canaveral.

As mesmas condições meteorológicas adversas obrigaram a Nasa cancelar o lançamento do ônibus espacial por um dia, seguido de outro, por um problema técnico.

O pouso na Base Aérea de Edwards seria um recurso de última instância para as autoridades da Nasa, já que o custo de transportar o ônibus espacial de volta à Flórida foi estimado em US$ 1,7 milhão.

Redação Terra

Salzburgo celebra centenário da Teoria da Relatividade

A Universidade de Salzburgo relembra nesta segunda-feira a primeira apresentação pública da Teoria da Relatividade de Albert Einstein, que ocorreu há exatos cem anos na cidade homônima à universidade. Na tarde de 21 de setembro de 1909, aos 30 anos, o jovem Einstein expôs a descoberta no colégio Andräschule, durante o 81º congresso da sociedade de pesquisadores e médicos alemães.

Entre os nomes presentes, destaque para os futuros prêmios Nobel Max Planck, Johannes Stark, Max Born, Wilhelm Wien e Max Laute. Nenhum deles, porém, soube valorizar a importância do que expunha o físico estreante.

Einstein apresentou o trabalho Über die Entwicklung unserer Anschauungen über dás Wesen und die Konstituttion der Strahlung" (Sobre o desenvolvimento de nossas ideias da essência e a constituição da radiação), e a hoje famosa fórmula E=mc2. Impressionada com a ideia ficou a física austríaca Lise Meitner (1878-1968).

"Einstein partiu de sua teoria e deduziu a fórmula energia é igual a massa multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado (E=mc2). Mostra que cada radiação tem que estar ligada a uma massa inerte. Estes dois feitos eram tão novos e surpreendentes para mim, que até hoje lembro do discurso", escreveu Meitner, em sua biografia. Hoje uma placa na escola lembra a conferência.

Segundo o cientista austríaco Anton Zeilinger "a teoria da relatividade já estava no ar, mas só Einstein teve a coragem de dizer que havia de mudar radicalmente nossa ideia do espaço e do tempo. Isso foi genial".

EFE

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Nave funcionará como laboratório antes de afundar no Pacífico

A nave de carga Progress M-67 se separou nesta segunda-feira da Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês) para liberar resíduos da plataforma orbital e funcionar durante uma semana como laboratório autônomo, antes de afundar no Pacífico, informou o Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia (CCVE). "A tripulação preparou a nave de carga para seu voo autônomo.

Após a ordem de desacoplar, o cargueiro se desajustou com sucesso e se separou da estação a uma distância segura", afirmou um porta-voz do CCVE, citado pela agência oficial RIA Novosti. A nave, a última da série antiga - que ainda funciona com um sistema de comando analógico, e não digital -, deixou livre o local de acoplamento do módulo de serviço da ISS, aonde em breve se acoplará a nave pilotada Soyuz TMA-16, cujo lançamento está previsto para o próximo dia 30.

Durante o voo da Progress, que deve durar até o dia 27, serão estudadas as características, tamanho e densidade do plasma que surge em consequência do funcionamento dos propulsores do aparelho. O experimento é realizado com ajuda de um radar especial situado na cidade siberiana de Irkutsk.

No próximo dia 27, a nave deixará sua órbita provisória e, após se incendiar na atmosfera, os destroços afundarão no "cemitério de naves espaciais" no Pacífico, um setor livre de navegação marítima a 3 mil km da Nova Zelândia.

EFE

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

sábado, 19 de setembro de 2009

Descoberta pode explicar origens de meteoritos e Sistema Solar

Imagens obtidas no deserto australiano podem trazer novas pistas sobre as origens de meteoritos Foto: Desert Fireball Network/Divulgação

Imagens obtidas no deserto australiano podem trazer novas pistas sobre as origens de meteoritos

Um raro meteorito que pode ter nascido em local próximo à Terra foi encontrado por um novo observatório australiano e poderia trazer novas pistas sobre as origens de alguns meteoritos em diferentes partes da nossa galáxia. Segundo os cientistas, a descoberta deste corpo cósmico pode ajudar os especialistas a compreenderem a formação do Sistema Solar. As informações são do site New Scientist.

"Tentar interpretar o que aconteceu no início do Sistema Solar sem saber de onde surgiram os meteoritos é como tentar analisar a geologia da Grã-Bretanha a partir de rochas encontradas no próprio jardim", disse Phil Bland, do Imperial College de Londres.

A equipe de Bland deu início à pesquisa no deserto da Austrália em 2006, constituindo uma rede experimental com quatro câmeras robóticas, distribuídas por cerca de 250 mil km², com tecnologia que expõe a película fotográfica a céu claro durante a noite. Se as câmeras conseguem registrar um meteoro brilhante, ou uma bola de fogo, caindo através da atmosfera da Terra, os cientistas podem calcular sua trajetória por triangulação, determinando o destino provável do corpo cósmico para então tentar localizá-lo.

Pequeno parentesco
A primeira observação de uma bola de fogo foi realizada em 20 de julho de 2007 com o corpo cósmico batizado de "Bunburra Rockhole". Entre 2008 e 2009, grupos de busca encontraram três fragmentos deste meteorito. Basicamente as rochas espaciais são feitas de basalto, um tipo mais comum de lava solidificada na Terra.

Os cientistas acreditam que os meteoritos basálticos sejam pedaços vindos de um asteroide gigante chamado Vesta. Este asteroide é tão grande - cerca de 530 km de diâmetro - que a gravidade em seu interior fazem seus componentes materiais se estabelecerem em diferentes camadas, formando novas rochas espaciais.

Rocha derretida
Cálculos orbitais sugerem que o asteroide pai, o Vesta, orbitava o Cinturão de Asteroides entre Marte e Júpiter até que uma colisão desprendeu o "Bunburra Rockhole" há 20 milhões de anos.

Os cientistas pensam que este tipo de asteroide represente parte do material que se agrupou à composição da Terra no início de sua formação. "A questão é: quais foram as rochas que contribuíram para a construção dos planetas? O 'Bunburra Rockhole' nos deixa um pouco mais perto desse conhecimento", conclui Phil Bland.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Cratera da Lua está entre locais mais frios do Sistema Solar

Dados coletados por uma missão da Nasa que está fazendo um mapeamento da superfície da Lua apontam que crateras que ficam na região do polo sul do satélite podem ser alguns dos locais mais frios de todo o Sistema Solar.

Segundo as primeiras informações coletadas pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), que foi lançado no último dia 18 de junho, as temperaturas em regiões que nunca recebem a luz do Sol no interior destas crateras podem chegar a -238º C, pouco acima do zero absoluto, -273,15 ºC.

"Estas temperaturas extremamente frias estão, até onde sabemos, entre as menores que já foram registradas em qualquer outro lugar do Sistema Solar", diz David Paige, responsável pelo Diviner Lunar Radiometer Experiment, um dos sete instrumentos a bordo da missão e que está fazendo um mapeamento térmico da Lua.

Gelo
Segundo os pesquisadores, o fato de existirem estes locais com temperaturas extremamente baixas na Lua aumenta a probabilidade de que haja água e outros componentes congelados no interior dessas crateras.

A eventual presença de gelo nelas pode ser de extrema importância para futuras missões tripuladas ou não à Lua, principalmente se elas durarem longos períodos. Isso porque a descoberta permitiria reduzir a quantidade de material que precisaria ser transportado da Terra em futuras missões.

O mapeamento térmico detalhado da Lua feito pelo Diviner Lunar Radiometer Experiment, além de localizar áreas extremamente frias, pode dar pistas sobre a composição de rochas e do solo, além de apontar regiões que podem ser perigosas para o pouso de veículos.

Os dados coletados apontam ainda que as variações de temperaturas na superfície da Lua estão entre as mais extremas do Sistema Solar. Segundo as informações, ao meio-dia, na região no equador lunar, as temperaturas na superfície ultrapassam os 106 °C. Durante a noite, no entanto, a temperatura cai a -183 °C.

BBC Brasil

BBC Brasil - BBC BRASIL.com - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da BBC BRASIL.com.

Telescópio estuda luz espacial para mapear universo primitivo

Imagem inédita enviada pelo Planck mostra o plano galáctico (faixa brilhante horizontal) e outras galáxias (pontos de luz fora da faixa) Foto: ESA/LFI & HFI Consortia (Planck)/Axel Mellinger/Divulgação

Imagem inédita enviada pelo Planck mostra o plano galáctico (faixa brilhante horizontal) e outras galáxias (pontos de luz fora da faixa)

Um telescópio espacial europeu projetado para capturar a luz do universo enviou suas primeiras imagens para a Terra, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira pelo site britânico Times Online. O observatório Planck capta radiação de apenas 300 mil anos após o Big Bang e pode permitir aos cientistas o mapeamento em imagens do que foi o universo logo após sua formação.

Integrantes da missão informaram que os instrumentos a bordo do telescópio estão funcionando em perfeitas condições, embora eles não esperem resultados científicos contundentes até antes da metade de 2010. "As imagens mostram que tudo está funcionando conforme o esperado. Estamos trabalhando há muito tempo nisso e agora finalmente recebemos dados reais", disse Dr. Jan Tauber, um dos cientistas do projeto, citado pelo Times Online.

Uma das imagens enviadas pelo telescópio mostra uma faixa do céu escuro vista de dentro da Via Láctea. Na faixa brilhante horizontal da fotografia está o plano galáctico e os pontos de luz fora dele correspondem à outras galáxias. A tentativa da missão é captar luz originada nos primeiros anos de vida do universo, conhecida como Radiação Cósmica de Fundo, e fornecer as imagens mais raras dessa fase inicial. "Esperamos que isto nos permita desmembrar uma série de cenários possíveis sobre as origens do universo", afirmou Tauber.

O Planck continuará mapeando o céu com suas câmeras durante os próximos seis meses. O observatório foi lançado em maio deste ano e atualmente encontra-se a cerca de 1,5 milhões de km da Terra.

Sol expele rajadas contra Terra mesmo em períodos de 'calma'

Ventos em 1996 (esq) eram mais fracos do que os de 2008 (dir) Foto: Ilustração de Janet Kozyra/BBC Brasil

Ventos em 1996 (esq) eram mais fracos do que os de 2008 (dir)

O sol bombardeia a Terra com rajadas de partículas - o chamado vento solar - mesmo quando sua atividade parece estar em baixa, afirmaram cientistas do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica (NCAR, na sigla em inglês) e da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

Segundo os cientistas, a conclusão vai de encontro à noção de que a atividade solar pode ser medida apenas pelas manchas em sua superfície - nos ciclos de aproximadamente 11 anos, os períodos em que a atividade solar parece mais "quieta" coincidem com a fase em que há menos manchas na superfície.

Até agora, essas manchas eram usadas para medir as mudanças de impacto do sol sobre a Terra durante esses ciclos de 11 anos. Nas fases de maior atividade, o número de manchas aumenta. Neste período, o sol lança intensas chamas diariamente e tempestades geomagnéticas atingem a Terra frequentemente, derrubando satélites e interrompendo redes de comunicações.

"O sol continua a nos surpreender", disse a líder da pesquisa Sarah Gibson, do Observatório de Alta Altitude do NCAR. "O vento solar pode atingir a Terra como uma mangueira de fogo, mesmo quando não há praticamente nenhuma mancha em sua superfície."

O estudo, financiado pela Nasa e pela Fundação Nacional da Ciência, está sendo publicado nesta sexta-feira no Journal of Geophysical Research.

Manchas Há séculos os cientistas se baseiam nas manchas solares - áreas de campos magnéticos concentrados que aparecem como manchas escuras na superfície solar - para determinar o ciclo de aproximadamente 11 anos.

Desta vez, Gibson e sua equipe se concentraram em outro processo pelo qual o sol libera energia, analisando rajadas de vento solar de alta velocidade, que carregam turbulentos campos magnéticos para fora do sistema solar.

Quando essas rajadas chegam perto da Terra, elas intensificam a energia no cinturão de radiação em torno do planeta. Isso aumenta a pressão no topo da atmosfera e pode afetar satélites de meteorologia, navegação e comunicação, em órbita nessa região, além de ameaçar os astronautas da Estação Espacial Internacional.

Os cientistas analisaram informações coletadas por instrumentos espaciais e baseados na Terra durante dois projetos, um em 1996 e outro em 2008. O ciclo solar estava em sua fase de atividade mínima durante os dois períodos.

No passado, cientistas acreditavam que essas rajadas de vento praticamente desapareciam nos períodos de quietude do sol, mas quando a equipe comparou o efeito do vento solar de agora com o de 1996, último período de calmaria do astro, concluiu que a Terra continuou sendo intensamente afetada no ano passado.

Apesar de o sol apresentar menos manchas em sua superfície do que em qualquer período de baixa dos últimos 75 anos, o efeito do astro sobre o cinturão de radiação em torno da Terra - medido pelos fluxos de elétrons - foi mais do que três vezes maior no ano passado do que em 1996.

Os cientistas também concluíram que, apesar de o Sol apresentar ainda menos manchas atualmente do que em seu período de calmaria de 1996, os ventos solares eram mais fracos 13 anos atrás.

Impacto
No momento de pico, o impacto acumulado das rajadas de vento durante um ano pode injetar tanta energia na Terra como as erupções maciças da superfície solar durante um ano no período de alta atividade do sol, afirma a co-autora do estudo Janet Kozyra, da Universidade de Michigan.

Segundo Gibson, as observações deste ano mostram que os ventos parecem finalmente ter diminuído, quase dois anos depois de as manchas terem chegado ao mínimo deste último ciclo.

Os cientistas, no entanto, afirmam que são necessários mais estudos para entender os impactos dessas rajadas de vento sobre o planeta. Para Gibson, o fato de que o sol continua afetando intensamente as atividades magnéticas na Terra nestes períodos de calma pode ter implicações para satélites e outros sistemas tecnológicos.

"Isso deve manter os cientistas ocupados tentando juntar todas as peças", afirma ela.

BBC Brasil

BBC Brasil - BBC BRASIL.com - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da BBC BRASIL.com.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Sonda da Nasa inicia busca por água no polo sul da Lua

A sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) iniciou a prospecção cartográfica do polo sul da Lua com o objetivo de encontrar água e outros recursos que podem servir para a presença humana no satélite natural, informou hoje a Nasa, a agência espacial americana.

Mesmo antes do início das tarefas, os instrumentos da LRO já haviam detectado o que seriam moléculas de água e átomos de hidrogênio em alguns setores da face oculta da Lua, disse a Nasa em comunicado.

"A missão da LRO já começou a enviar dados que ajudarão a criar o mapa mais detalhado possível em benefício da prospecção humana e do interesse científico", disse Richard Vondrak, cientista do projeto.

A Nasa prevê uma missão de um ano para a sonda, que se manterá em órbita a cerca de 50 quilômetros da superfície lunar.

Durante esse tempo, a agência produzirá um mapa completo e detalhado da superfície da Lua, além de buscar recursos e locais seguros para o pouso de naves tripuladas.

EFE

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Cientistas apontam superfície rochosa em "super-Terra"

Dados detalhados sobre o menor planeta já encontrado fora do nosso sistema solar sugerem que se trata de uma "super-Terra" com superfície rochosa, muito parecida com a nossa, disseram astrônomos europeus nesta quarta-feira. Os exoplanetas, planetas que orbitam uma estrela que não seja o Sol, são chamados assim por pertencerem a sistemas planetários diferentes do nosso.

O chamado exoplaneta, cuja descoberta foi anunciada em fevereiro, tem cinco vezes a massa da Terra, o que, combinado com seu raio, sugere que tenha uma superfície sólida e uma densidade semelhante ao do nosso planeta. "Isso é ciência no que ela tem de mais excitante e incrível", disse o astrônomo suíço Didier Queloz, chefe da equipe que fez as observações.

Cerca de 330 exoplanetas já foram achados orbitando outras estrelas além do Sol. A maioria são gigantes gasosos com características semelhantes a Netuno, que tem 17 vezes a massa da Terra.

Mas o planeta citado no estudo de quarta-feira, chamado CoRoT-7b - é diferente. Ele completa uma órbita a cada 20 horas, a uma distância de apenas 2,5 milhões de km da sua estrela. Sua temperatura oscila entre 1.000C e 1.500C, o que significa que não pode abrigar vida. Seu raio é cerca de 80% maior que o da Terra.

Em artigo na revista Astronomy and Astrophysics, os cientistas disseram que suas conclusões colocam o CoRoT-7b na categoria das "super-Terras". Cerca de 12 delas já foram localizadas, mas é a primeira vez que se mensura com relativa precisão a densidade e a massa de um exoplaneta tão pequeno, disseram eles.

Para fazer essas medições, eles usaram um dispositivo chamado "procurador de planetas por velocidade radial de alta precisão" (Harps, na sigla em inglês), que é um espectrógrafo ligado ao telescópio do Observatório Europeu Meridional, em La Silla, no Chile.

De acordo com os cientistas, esse é "o melhor dispositivo caçador de exoplanetas no mundo." "Embora o Harps seja certamente imbatível quando se trata de detectar exoplanetas pequenos, as medições do CoRoT-7b se mostraram tão exigentes que tivemos de reunir 70 horas de observações," disse François Bouchy, outro integrante da equipe europeia de astrônomos.

Artiz Hatzes, que também faz parte da equipe, disse que o trabalho representou um "tour de force" das medições astronômicas.

Reuters

Reuters - Reuters Limited - todos os direitos reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Papa inaugura sede do Observatório Astronômico do Vaticano

O papa Bento XVI inaugurou nesta quarta-feira, em Castelgandolfo, no sudoeste da Itália, a nova sede do Observatório Astronômico do Vaticano, conhecido como a "Specola". Na cerimônia inaugural, o diretor do centro, o argentino José Gabriel Funes, disse que o objetivo do novo Observatório Astronômico é "estar na fronteira da Igreja" e "em diálogo com o mundo da ciência e da cultura".

"Estamos na fronteira da Igreja, em diálogo com o mundo da ciência e da cultura. Por um lado, estamos muito contentes por estar perto do papa e da Santa Sé, já que somos um observatório confessional. Por outro, dialogamos e colaboramos com cientistas e astrônomos de outras religiões, de outras culturas e com aqueles que não acreditam em Deus", afirmou Funes à Rádio Vaticano e ao L'Osservatore Romano, o jornal da Santa Sé.

Funes, que no ano passado virou notícia ao afirmar que é possível crer em Deus e nos extraterrestres, disse hoje que "não mudou" de ideia. No entanto, ao ser perguntado se está perto o dia em que o homem conseguirá se encontrar com os extraterrestres, o religioso não se mostrou muito confiante nesse contato.

"Embora não se possa excluir a priori essa possibilidade, acho que dificilmente será possível estabelecer um contato desse tipo. Temos como obstáculo quase insuperável as distâncias do universo e também a evolução do desenvolvimento científico. Basta considerar que, com a atual tecnologia, nos custa muito ir além do Sistema Solar", afirmou.

EFE

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Concurso premia melhores fotos amadoras do espaço; veja

Um concurso realizado pelo Observatório Real Britânico, em Greenwich, em Londres, premiou as melhores fotografias amadoras de astronomia de 2009.

O britânico Martin Pugh foi o grande vencedor do ano, conseguindo registrar a chamada Nebulosa do Cavalo. Para conseguir a imagem, Pugh passou dois meses analisando e registrando fotos do céu, a partir de seu jardim, com um telescópio e uma câmera digital.

O concurso recebeu 540 inscrições de pessoas em 25 países, e as fotos foram realizadas com câmeras, telescópios e até telefones celulares. "A variedade e a qualidade das imagens que recebemos foram de tirar o fôlego", disse Marek Kukula, astrônomo do Observatório Real. "Isso mostra que mesmo 400 anos anos depois das primeiras observações de Galileu com um telescópio, a astronomia ainda é uma ciência viva, que qualquer pessoa pode curtir."

As melhores fotos do concurso estão expostas no Observatório até 10 de janeiro de 2010.

BBC Brasil

BBC Brasil -
BBC BRASIL.com - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da BBC BRASIL.com.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

ESO divulga fotografia panorâmica da Via Láctea

Imagem panorâmica foi captada como se o observador estivesse fora da Via Láctea
Imagem panorâmica foi captada como se o observador estivesse fora da Via Láctea


O Observatório Europeu do Sul (ESO, sigla em inglês) divulgou nesta segunda-feira uma imagem que mostra um ângulo panorâmico da Via Láctea, a galáxia da Terra. A fotografia, tirada como se o observador estivesse fora da Via Láctea, foi captada pelos observatórios La Silla e Paranal, no Chile, e um observatório nas Canárias (Espanha), para comemorar o Ano Internacional da Astronomia em 2009.

Ela foi produzida pelo astrofotógrafo e escritor francês Serge Brunier e seu colega Frédéric Tapissier, em colaboração com o ESO. Para realizá-la, Brunier passou várias semanas nos observatórios La Silla e Paranal entre agosto de 2008 e fevereiro de 2009. Além disso, o pesquisador viajou para o observatório de las Palmas, nas Canárias, para fotografar o céu do Hemisfério Norte.

Depois de captadas 1,2 mil fotos, as imagens foram tratadas por Tapissier e especialistas do ESO que obtiveram a fotografia panorâmica original. Brunier utilizou uma câmera Nikon D3 digital equipada com um dispositivo de alta precisão para manter o foco em cada campo de estrelas a medida que se moviam devido à rotação terrestre.

Terra Chile

Rússia adia lançamento do primeiro satélite sul-africano

Devido ao mau tempo, a Rússia adiou nesta terça-feira o lançamento de um foguete Soyuz que deveria pôr em órbita seis satélites, entre eles o primeiro da África do Sul, informou a agência espacial russa Roscosmos. "O lançamento foi adiado para a data reserva, 17 de setembro, devido às condições meteorológicas adversas na base de Baikonur", no Cazaquistão, explicou Aleksandr Vorobiov, porta-voz da Roscosmos, citado pela agência oficial RIA Novosti.

O lançamento do Soyuz estava previsto para esta terça-feira, às 19h55 de Moscou (12h55 de Brasília). Além do satélite sul-africano ZA-002 SumbandilaSat, o foguete deveria pôr em órbita outros quatro aparatos menores - Sterkh, UGATU-SAT, o Universitetsky-Tatyana-2 e Blits -, além de um novo satélite meteorológico, o Meteor-M.

Avaliado em US$ 3,5 milhões, o SumbandilaSat orbitará a cerca de 500 km acima da Linha do Equador e passará sobre a África do Sul quatro vezes ao dia. O Governo sul-africano utilizará o satélite para fazer imagens que serão utilizadas para a agricultura, gestão de água e planejamento urbano, entre outros fins.

O SumbandilaSat deveria ter sido lançado ao espaço em 2006 também com a ajuda de um foguete russo, mas a operação foi adiada por "problemas geopolíticos", segundo porta-vozes da SunSpace, a empresa que construiu o satélite. Aparentemente, os Estados Unidos não aceitaram que um foguete russo fosse posto em órbita passando por cima de seu território nacional. Por isso, a Rússia teve que cancelar a operação, mas um novo acordo assinado entre os dois países solucionou a situação em meados de 2008, quando o processo de lançamento foi reiniciado.

Cientistas e engenheiros preparam o satélite, na base de Baikonur, no Cazaquistão

Cientistas e engenheiros preparam o satélite, na base de Baikonur, no Cazaquistão

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

ESO divulga imagem do menor e mais rápido exoplaneta conhecido

Na criação artística, o CoRoT-7b aparece em primeiro plano em torno da estrela chamada CoRoT-7 que está localizada na constelação de Monoceros (o ...
Na criação artística, o CoRoT-7b aparece em primeiro plano em torno da estrela chamada CoRoT-7 que está localizada na constelação de Monoceros (o Unicórnio)


A Agência Espacial Europeia (ESO) divulgou nesta terça-feira uma imagem que recria o CoRoT-7b, o menor exoplaneta conhecido que também tem o título de ter a órbita mais rápida do universo. Na criação artística, o CoRoT-7b aparece em primeiro plano em torno da estrela chamada CoRoT-7 que está localizada na constelação de Monoceros (o Unicórnio). As informações são da agência AFP.

Os exoplanetas, planetas que orbitam uma estrela que não seja o Sol, são chamados assim por pertencerem a sistemas planetários diferentes do nosso.

A imagem é o resultado de um conjunto de medições feitas pela ESO que descobriram que o CoRoT-7b tem uma massa equivalente a cinco vezes a da Terra. Combinados com informações já conhecidas do exoplaneta, os novos dados permitem aos cientistas afirmar que a densidade do CoRoT-7b é bastante semelhante à da Terra, sugerindo um planeta sólido e rochoso.

O conjunto de dados também revela a presença de outro planeta dos chamados 'super-Terra', neste sistema solar alienígena.

Redação Terra