sexta-feira, 2 de outubro de 2009

vc repórter: astronauta Marcos Pontes faz palestra em Sorocaba

O engenheiro bauruense Marcos Pontes, primeiro cosmonauta e astronauta brasileiro, participou de uma palestra na noite desta quinta-feira na I Feira de Profissões, realizada no Parque dos Espanhóis, em Sorocaba (SP).

No evento, direcionado para estudantes do ensino médio, Pontes contou como conseguiu alcançar o seu grande sonho: ser astronauta. Para descrever sua realização, ele falou sobre a importância da persistência, da autoconfiança e da determinação na construção de uma carreira. Além disso, aspectos pessoais, como a estabilidade emocional e a criatividade, também fizeram parte do discurso.

O fotógrafo Iuri Fioravante acompanhou a apresentação. "Houve espaço para perguntas e muita interação entre os jovens e o palestrante", conta. De acordo com os organizadores, cerca de 400 pessoas assistiram à palestra e, após o término, Pontes ainda permaneceu por mais uma hora no local conversando com os estudantes.

A feira promovida pela Prefeitura, por meio das secretarias da Educação (Sedu) e da Juventude (Sejuv), tem o objetivo de ajudar os jovens a escolherem suas profissões. Para isso, profissionais de diversas áreas participam e tiram as dúvidas dos alunos.

Oficinas de reciclagem, mangá, silk screen, DJ e cinema fazem parte da programação, que além das palestras inclui workshops de entidades voltadas para a faixa juvenil.

Com entrada gratuita, o evento também acontece das 8h30 às 22h desta sexta-feira.

O internauta Iuri Fioravante, de Sorocaba (SP), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

O astronauta Marcos Pontes participou de palestra vocacional em Sorocaba, interior de São Paulo Foto: Iuri Fioravante/vc repórter O astronauta Marcos Pontes participou de palestra vocacional em Sorocaba, interior de São Paulo

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Fundador do Cirque du Soleil chega à Estação Espacial

O sétimo turista espacial da história, o canadense Guy Laliberté (dir.), fundador do Cirque du Soleil, sorri em imagem feita logo após a chegada da ... Foto: Reuters

O sétimo turista espacial da história, o canadense Guy Laliberté (dir.), fundador do "Cirque du Soleil", sorri em imagem feita logo após a chegada da tripulação à Estação Espacial Internacional (ISS)

A nave russa Soyuz TMA-16, que leva a bordo o sétimo turista espacial da história, o canadense Guy Laliberté, fundador do "Cirque du Soleil", se acoplou hoje com sucesso à Estação Espacial Internacional (ISS), segundo informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.

Além de Laliberté, de 50 anos, na Soyuz viajam também o cosmonauta russo Maxim Suráyev e o astronauta americano Jeff Williams. Na ISS serão recebidos pelos atuais seis tripulantes da estação: os russos Gennady Padalka e Román Romanenko, os americanos Michael Barratt e Nicole Scott, o canadense Robert Thirsk e o belga Frank de Winne.

Laliberté voltará à Terra em meados de outubro junto a Padalka e Barratt a bordo da nave Soyuz TMA-14, agora acoplada à plataforma espacial. O fundador do circo mais famoso do mundo pagou US$35 milhões para poder viajar à plataforma espacial, não realizará experimentos científicos durante sua estadia.

O empresário e artista circense aproveitará a aventura para promover sua faceta humanitária através da fundação "One Drop" ("uma gota"), que tenta conscientizar o mundo sobre o problema da escassez de água e sua relação direta com a pobreza em nosso planeta.

Laliberté dirigirá da ISS, no dia 9 de outubro, a 350 km da Terra, o espetáculo poético-social intitulado "Da Terra às Estrelas pela Água", no qual participarão estrelas da música, o cinema e outras celebridades desde quatorze cidades dos cinco continentes.

O canadense, o sétimo turista em viajar à ISS desde que, em 2001, o magnata da informática americano Dennis Tito, poderia ser o último neófito em viajar em uma Soyuz russa à estação espacial.

EFE
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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Nave Messenger transmite fotos da superfície de Mercúrio

A nave especial americana Messenger transmitiu nesta quarta-feira imagens da superfície de Mercúrio. As imagens foram feitas pela nave em sua última visita ao planeta.

Segundo um comunicado da instituição, a nave passou menos de 142 milhas acima da superfície rochosa do planeta, que lhe permita entrar em órbita em 2011.

Segundo a Nasa, a Messenger tem o objetivo de se tornar a primeira nave espacial a entrar na órbita do planeta. Se isso acontecer, ela deve ajudar os cientistas a compreender a composição da superfície de Mercúrio recolhendo informações sobre o meio ambiente e a geoquímica do planeta.

Hawking deixa cadeira de Matemática em Cambridge nesta 5ª

O astrofísico britânico Stephen Hawking, 67 anos, autor de "Uma breve história do tempo", deixa formalmente nesta quinta-feira o cargo de titular da cadeira Lucasiana de Matemática da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, informou nesta quarta um porta-voz da instituição.

No entanto, Hawking, portador de esclerose lateral amiotrófica - um mal neurodegenerativo progressivo que o impede de se mover e falar -, continuará trabalhando na instituição. Segundo o porta-voz, o motivo da saída é que o cientista chegou à idade limite para permanecer no cargo (67 anos), que também foi ocupado por Isaac Newton, Charles Babbage, Joseph Larmor e James Lighthill.

O cientista dedicou toda sua vida para desmembrar os mistérios das leis que controlam o universo. Ao lado do colega Roger Penrose, mostrou que a Teoria da Relatividade de Albert Einstein implica em um princípio para o espaço e o tempo, denominado "Big Bang", e um final dentro dos buracos negros.

Stephen Hawking começou a trabalhar em Cambridge em 1962 e é professor Lucasiano desde 1979. Seu sucessor ainda não foi nomeado.

EFE
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China cria mapa tridimensional com objetivo de pousar na Lua

Os cientistas chineses criaram um mapa tridimensional da Lua que asseguram ser o de melhor resolução no seleto clube de países que alcançaram um planisfério do satélite, informou nesta quarta-feira a academia de perícia e cartografia da China.

Com este passo, o país asiático se aproxima do objetivo de pousar na lua, primeiro em 2012 em um veículo lunar e depois em 2020 com uma missão tripulada. Em 2003, a China se transformou no terceiro país depois da Rússia e Estados Unidos a realizar um voo espacial tripulado. O mapa, inclusive, foi traçado a partir dos dados obtidos por meio de uma câmera da primeira sonda lunar chinesa, a Chang'e 1.

O responsável da equipe de cartógrafos lunares, Liu Xianlin, detalhou à agência de notícias Xinhua que o mapa será de grande ajuda para estudar as características, a origem e a geologia da Lua, assim como sua evolução. "Também servirá de base para outros estudos científicos lunares.

A sonda lunar Chang'e 1 foi colocada em órbita em outubro de 2007, e a próxima está prevista o final de 2011, com o objetivo de finalizar os preparativos da missão não tripulada, segundo os planos da Administração Espacial Nacional da China.

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Fundador do Cirque du Soleil é 7º turista espacial da história

O multimilionário canadense Guy Laliberté, fundador do Cirque du Soleil se tornou hoje o sétimo turista, e o primeiro palhaço, a pôr os pés na ... Foto: AP

O multimilionário canadense Guy Laliberté, fundador do Cirque du Soleil se tornou hoje o sétimo turista, e o primeiro palhaço, a pôr os pés na plataforma orbital

O multimilionário canadense Guy Laliberté, fundador do Cirque du Soleil se tornou nesta quarta-feira o sétimo turista, e o primeiro palhaço, a pôr os pés na plataforma orbital. "Sim, quero ser o primeiro palhaço no cosmos e também chamar a atenção do povo sobre o problema de água", afirmou Laliberté, que pagou US$ 35 milhões para realizar o sonho de viajar ao espaço.

Laliberté, 50 anos, tem poucas semelhanças com os outros seis viajantes que estiveram na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) desde 2001, quando o magnata americano Dennis Tito tornou-se o primeiro a pagar pelo passeio em uma Soyuz russa.

"Eu faço cosquinhas para que se preparem", comentou em relação aos dois companheiros de viagem, o cosmonauta russo Maxim Suráyev e o astronauta americano Jeffrey Williams, horas antes de partir à base de Baikonur, de onde será lançada a nave.

O canadense levou vários narizes de palhaço ao espaço para entreter os companheiros e não tem intenção de efetuar durante a estadia na ISS experimentos científicos que permitam contribuir à cura de doenças como o câncer. "Não sou cientista, médico ou engenheiro. Levarei à estação meu senso de humor", assinalou Laliberté, que acredita que o riso é o melhor antídoto contra a doença e a velhice.

No entanto, nem tudo será diversão, já que o criador circense também aproveitará a aventura espacial para promover sua faceta humanitária através da fundação "One drop" (Uma gota), que tenta conscientizar o mundo sobre o problema da escassez de água e sua relação direta com a pobreza no planeta.

Laliberté coordenará em 9 de outubro a partir da ISS - situada a cerca de 350 quilômetros da Terra - o espetáculo poético-social intitulado "Da Terra às Estrelas pela Água", no qual participarão astros da música, do cinema e outras celebridades em 14 cidades nos cinco continentes. Os cantores Bono Vox, Peter Gabriel, Shakira, a atriz Salma Hayek e o ex-vice-presidente americano Al Gore são algumas das personalidades que recitarão poemas sobre a água ou apresentarão seus próprios trabalhos artísticos em lugares como o México, Nova York, Mumbai, Paris, Rio de Janeiro, Marrakech, Tóquio e Johanesburgo.

"É algo muito grave. Se não alertarmos o mundo sobre o problema, em breve haverá uma grave crise pela escassez de água. Com ajuda da arte tentaremos chamar a atenção das pessoas sobre os problemas ecológicos, movimentar a humanidade", apontou.

Para participar dessa viagem, desde o dia 10 de maio Laliberté passa por 12 horas de treinamentos diários, na Cidade das Estrelas, nos arredores de Moscou. "Sei como me comportar na estação. Espero não fazer nada errado. É arriscado, mas não tenho medo. Meus companheiros de viagem me disseram que meu principal objetivo será ser capaz de cuidar de mim mesmo e não ser um peso a mais para eles", contou.

Laliberté, reconhecido mundialmente por ter revolucionado a arte circense, dedicou 60% do tempo da preparação durante os últimos cinco meses para estudar como reagir em caso de qualquer dano na plataforma orbital. Segundo o canadense, foi a sua compatriota, a astronauta Julie Payette, que despertou nele o interesse por comprar uma poltrona em uma nave espacial russa com destino à ISS, onde permanecerá durante oito dias.

Payette, que viajou à ISS em julho passado a bordo da nave americana Endeavour, acompanhará à família de Laliberté durante o lançamento em Baikonur. Outra pessoa que apoiou os planos de Laliberté desde o início foi o cantor de U2, o irlandês Bono Vox, a quem contou logo após tomar a decisão de se transformar em um turista espacial, solicitação apresentada em 2004 e que não foi aceita até maio passado.

Laliberté reconhece que viajar ao espaço não era um sonho de criança, mas se tornou uma magnífica oportunidade de divulgar os 25 anos da criação do Cirque du Soleil. No retorno à Terra, o circo vai fazer a sua primeira apresentação na Rússia, país com grande tradição circense que desde de 2008 tem uma filial permanente da companhia.

O sétimo turista espacial da história, cuja fortuna é estimada em US$ 2,5 bilhões, partiu hoje a bordo da Soyuz TMA-16 rumo à ISS. A chegada deve ocorrer dois dias depois da viagem, na sexta-feira.

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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Erupção de cometa maior lançou 'minicometas' no espaço

Na imagem de alta resolução podemos observar o cometa Holmes disparando múltiplos minicometas que viajaram a 451 km por hora Foto: National Geographic

Na imagem de alta resolução podemos observar o cometa Holmes disparando múltiplos "minicometas" que viajaram a 451 km por hora

Como um cogumelo atirando esporos, um conhecido cometa foi visto disparando múltiplos "minicometas" que viajaram a 451 km por hora, anunciaram astrônomos. Os fragmentos foram recentemente revelados em imagens de alta resolução do cometa Holmes, um corpo relativamente pequeno descoberto em 1892 que misteriosamente explodiu em 2007.

Ao longo de vários dias, astrônomos usando o telescópio Canadá-França-Havaí em Mauna Kea assistiram à nuvem de poeira de 3,5 km de diâmetro ao redor do cometa inchar e se tornar maior do que o Sol. Posteriormente, uma observação mais detalhada das imagens de alta resolução revelou que o cometa também lançou fragmentos, cada um com sua própria nuvem de poeira e cauda glacial, que se afastaram do corpo principal. Junto, o material extra fez com que o cometa brilhasse um milhão de vezes mais em menos de 24 horas, produzindo a maior erupção cometária da história.

"Normalmente, é preciso um grande telescópio para ver o cometa Holmes, mas durante a explosão ele ficou visível a olho nu", disse um dos membros da equipe, Rachel Stevenson, da Universidade da Califórnia, Los Angeles.

Pressão Interna do Cometa
Holmes é um dos chamados cometas da Família Júpiter, cuja órbita cruza tão perto da de Júpiter que o cometa é afetado pela gravidade massiva do planeta. A maioria de tais cometas está condenada a se partir ou se chocar com um planeta ou o Sol.

Por exemplo, o cometa Shoemaker-Levy 9 se partiu em 1994 e seus pedaços se chocaram com Júpiter. Pelo menos outro cometa, Kushida-Muramatsu, foi brevemente capturado pelo gigante gasoso em 1949 e se tornou uma lua jupteriana por 12 anos.

Em outubro de 2007, um astrônomo amador relatou pela primeira vez que o cometa Holmes havia brilhado inesperadamente. Ao ouvir a notícia, Stevenson e seus colegas rapidamente direcionaram o telescópio Canadá-França-Havaí para o objeto em erupção.

Com base no que observou, a equipe acredita que a explosão tenha começado provavelmente cinco meses antes de ser vista, quando a órbita elíptica do cometa o aproximou ao máximo do sol, ficando a cerca de 300 milhões de quilômetros de distância.

"Acreditamos que o interior do cometa tenha sido aquecido, evaporando o gelo e criando um acúmulo de gás pressurizado internamente", Stevenson disse. Em outubro, a pressão se tornou tão grande que o cometa explodiu, lançando seu gás de uma vez só.

Stevenson apresentou as descobertas da equipe no recente Congresso Europeu de Ciência Planetária de 2009, em Potsdam, Alemanha. Apesar do drama, o cometa sobreviveu à explosão, Stevenson acrescentou, e agora voltou a rumar em direção a Júpiter. Ele se aproximará novamente do sol em 2014.

Tradução: Amy Traduções

National Geographic
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Asteroide está bem perto da Terra, diz astrônomo

Asteroide de quase mil metros de diâmetro está a cerca de 600 mil quilômetros da Terra ¿ distância equivalente a menos de duas vezes a que separa a Terra da Lua. "É a menor distância já constatada no que diz respeito a um asteroide", disse o astrônomo espanhol Josep Maria Bosch em entrevista ao jornal espanhol El País.

O corpo celeste acompanha a Terra por uma órbita paralela. Ele foi batizado por cientistas como 2009 ST19, e vai acompanhar a Terra por mais uma semana, até que suas órbitas se separem. O astro foi observado pela primeira vez no dia 16 de setembro e foi incluído na lista de asteroides potencialmente perigosos, cujas órbitas se cruzam com a da Terra.

Os primeiros cálculos indicam que a aproximação mais perigosa do ST19, que dá uma volta pelo Sol a cada 3,6 anos, se produzirá aproximadamente em 2038. O registro foi feito pelo Centro de Observación del Universo de Ager, em Lérida, na Catalunha (Espanha).

A Nasa ¿ agência espacial americana ¿ não tem verba para observar todos os asteroides que rondam a Terra, segundo relatório da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

O Congresso dos Estados Unidos nunca aprovou o financiamento para a construção dos telescópios necessários ao monitoramento dos corpos celestes, que podem causar catástrofes caso atinjam a Terra. Os asteroides deveriam ser identificados até 2020.

O Dia
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China completa mapa de mais alta resolução da superfície lunar

Especialistas chineses anunciaram a conclusão do mapa de mais alta resolução da Lua, cobrindo toda a superfície do satélite e elaborado com as imagens tomadas pela primeira sonda lunar chinesa, "Chang E I", informou hoje a agência oficial Xinhua.

As imagens foram recolhidas por uma câmera do satélite artificial chinês, lançado em outubro de 2007, e o mapa será utilizado pelos especialistas do país asiático para estudar as leis de formação geológica da superfície lunar e sua evolução.

O mapa "fixa as bases para o estabelecimento de futuros projetos científicos" da China na Lua, destacou o acadêmico Liu Xianlin, chefe da equipe de especialistas que há completado o trabalho cartográfico.

A sonda lunar filmou mais de nove milhões de unidades de informação, com as quais os especialistas elaboraram um planisfério lunar de três quilômetros por píxel de resolução.

O programa espacial lunar do país asiático se prepara para sua segunda fase, que inclui a colocação de um veículo na Lua para recolher amostras de solo e pedras.

EFE
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Queda de suposto meteorito causa explosão na Argentina

Moradores disseram ter visto uma bola de fogo cruzando o horizonte e causando um estrondo ao cair Foto: Diário Los Andes/Reprodução

Moradores disseram ter visto uma bola de fogo cruzando o horizonte e causando um estrondo ao cair

Um suposto meteorito surpreendeu os moradores do pequeno povoado de Santa Isabel, na província de La Pampa, Argentina, após causar uma explosão e iluminar o céu no final da tarde deste domingo. O impacto foi tão grande que também foi sentido em General Alvear, na província de Mendoza, a 40 km de Santa Isabel. As informações são do jornal argentino Clarín.

Roberto Trigues, chefe da Defesa Civil de General Alvear, disse ao diário MDZ que a explosão "poderia se tratar de um meteorito". Segundo ele, análises de rádio determinaram que o ponto de impacto está dentro do triângulo formado pelas localidades de Punta del Agua, Agua Escondida e Cochi-co, uma zona desabitada de 300 mil hectares.

Moradores afirmaram ter visto um objeto cair do céu. "Era dia e se via, no horizonte, uma bola de fogo como se fosse um refletor, caindo. Antes de chegar ao solo, vimos uma explosão que formou nuvens. Algo mais continuou caindo e, em poucos segundos, só se via fumaça", disse José Luis Cuadrado ao Diário Textual, de La Pampa. No início, algumas pessoas chegaram a pensar que fosse um terremoto, mas logo se descartou a possibilidade.

As autoridades não se preocuparam com o risco de incêndio porque nevou o dia inteiro na região, além de haver muita umidade. Também não há registros de feridos.

Meteoritos
Os meteoritos, chamados incialmente de meteoroides até penetrarem a atmosfera terrestre, são formados por fragmentos de asteroides, cometas ou restos de planetas em desintegração. Estas rochas espaciais podem variar de comprimento, tendo quilômetros de diâmetro ou apenas o tamanho de uma partícula de poeira.

ESA quer fabricar pão e cerveja no espaço

A Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês) enviará nesta semana à Estação Espacial Internacional (ISS) fermento para estudar como o produto se comporta na falta de gravidade e tentar elaborar no cosmos cerveja e pão. "Queremos realizar a experiência em estado de microgravidade para saber o efeito do crescimento do fermento e conferir também se nestas condições se pode conseguir proteína" explicou hoje Ronnie Willaert, um dos autores do projeto.

As mostras de fermento serão enviadas à ISS na nave russa Soyuz TMA-16 que parte na quarta-feira e na sexta-feira chegará ao laboratório orbital com um cosmonauta russo, um astronauta americano e o turista espacial canadense Guy Laliberté, o fundador do famoso "Cirque du Soleil" (Cirque du Soleil). Se o experimento der certo, os cientistas poderiam desenvolver tecnologias para produzir no espaço pão e cerveja para os astronautas, disse à imprensa Willaert, professor de bioengenharia da Universidade Aberta de Bruxelas, na base de Baikonur (Cazaquistão).

O cientista detalhou que se trataria de uma cerveja especial, cuja presença de álcool não seria danoso, mas inclusive útil, para a saúde dos astronautas. "Em princípio, a finalidade da experiência é fabricar alimentos e bebidas em condições de falta de gravidade terrestre, o que seria benéfico para as tripulações da estação espacial", disse o especialista, segundo a agência russa RIA Novosti.

Além disso, os resultados permitirão estudar novas possibilidades para fabricar em terra cerveja e pão de longa conservação.

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sábado, 26 de setembro de 2009

Nasa escolhe projeto argentino para habitat na Lua

Os humanos poderão viver na Lua dentro de um cilindro de três metros de diâmetro por dez de comprimento, entre outras características do projeto do argentino Pablo de León, escolhido pela Nasa (agência espacial americana) para que as missões possam ficar seis meses no ambiente lunar, o que deve acontecer até 2020.

O habitáculo lunar terá "um esqueleto metálico" que permitirá dividi-lo em diversas partes, "para diversas funções, e que concederão privacidade", afirmou De León, em entrevista publicada hoje pelo jornal "Página/12".

"A intenção final do novo projeto lunar da Nasa é, na realidade, chegar a Marte", disse.

Este engenheiro dirige o Laboratório de Roupas Espaciais da Universidade de Dakota do Norte (EUA) e também foi designado pela Nasa para desenhar os futuros veículos lunares.

"Como a Lua fica relativamente perto da Terra, o projeto permitirá colocar em prova todos os sistemas que depois serão usados na expedição tripulada a Marte", afirmou.

A viagem a Marte "durará cerca de um ano, portanto, é importante ter tudo testado, caso haja alguma emergência", acrescentou.

Para prevenir os danos à saúde causados pela forte radiação solar recebida na Lua, o habitáculo será coberto com poeira lunar, como isolante, disse De León.

"Faremos simulações deste procedimento em uma zona desértica dos Estados Unidos", especificou.

Disse que o novo veículo lunar "será parecido" com o utilizado nas viagens das missões Apolo, "mas com a diferença de que levará um módulo pressurizado, para que seus ocupantes não precisem usar roupas espaciais".

"Isso permitirá explorações que se afastem bastante da base lunar, inclusive será possível dormir no veículo. As roupas espaciais só precisarão ser usadas para sair ao exterior", afirmou.

A nova nave para viajar à Lua começará a ser testada em 2015, a fim de realizar uma expedição de seis meses de duração até 2020.

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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Imagem divulgada pela Nasa registra água na superfície lunar

Os cientistas da Nasa descobriram moléculas de água nas regiões polares da Lua Foto: Nasa/Divulgação

Os cientistas da Nasa descobriram moléculas de água nas regiões polares da Lua

A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta quinta-feira uma imagem captada pelo Mapeador de Mineralogia Lunar, equipamento americano carregado pela sonda indiana Chandrayann-1, que mostra a forte absorção de água no solo do satélite. Os cientistas da Nasa descobriram moléculas de água nas regiões polares da Lua.

A descoberta foi feita por instrumentos a bordo de três naves separadas que identificaram as moléculas de água em quantidades maiores do que o previsto, mas ainda relativamente pequenas.

A substância hidroxila, uma molécula composta por um átomo de oxigênio e um átomo de hidrogênio, também foi encontrada no solo lunar. Os resultados foram publicados na edição de quinta-feira da revista Science.

Nas imagens da superfície lunar realizadas com infravermelho pelo Mapeador de Mineralogia lunar na sonda Chandrayaan-1, aparece uma cratera muito jovem do lado da Lua que não é visível da Terra.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Nasa divulga foto da Terra captada por sonda indiana na Lua

Na fotografia, a Austrália é visível no canto inferior esquerdo da Terra, os oceanos aparecem em azul escuro, as nuvens em branco e a vegetação em ... Foto: Nasa/Divulgação

Na fotografia, a Austrália é visível no canto inferior esquerdo da Terra, os oceanos aparecem em azul escuro, as nuvens em branco e a vegetação em verde forte

A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta quinta-feira uma imagem da Terra fotografada pela sonda espacial indiana Chandrayaan-1 a 200 km da superfície da Lua. A foto foi captada no último dia 22 de julho pelo Mapeador de Mineralogia Lunar, um dos dois instrumentos americanos que o observatório indiano carrega em missão no satélite.

Na fotografia, a Austrália é visível no canto inferior esquerdo da Terra, os oceanos aparecem em azul escuro, as nuvens em branco e a vegetação em verde forte. O Mapeador de Mineralogia Lunar é um espectômetro projetado para fornecer o primeiro mapa de toda a superfície lunar nas resoluções espacial e espectral.

Os cientistas vão utilizar os dados fornecidos pela Chandrayaan-1 para responder às perguntas sobre a origem da Lua e o desenvolvimento e evolução dos planetas terrestres no Sistema Solar. No mês passado, os cientistas indianos perderam contato com a Chandrayaan-1 e abandonaram a missão, mas o telescópio já havia coletado e transmitido dados suficientes sobre as novas descobertas de água na Lua.

Nasa divulga imagem de formação incomum no espaço

Nesta imagem, especialistas da Nasa reproduzem a formação incomum na nuvem de gás e poeira que a cerca a estrela LRLL 31 - localizada na região da ... Foto: Nasa/Divulgação

Nesta imagem, especialistas da Nasa reproduzem a formação incomum na nuvem de gás e poeira que a cerca a estrela LRLL 31 - localizada na região da constelação de Perseus

Observando a estrela LRLL 31 - localizada na região da constelação de Perseus, a cerca de mil anos-luz - com a visão infravermelha do telescópito espacial Spitzer, astrônomos da Nasa encontraram um padrão incomum na nuvem de gás e poeira que a cerca. Segundo os cientistas, esse padrão diferenciado poderia significar que a estrela tem um pequeno planeta - ou outra estrela - como companheiro.

Os dados mostram também que o comprimento de onda da luz emanada pelo disco de poeira se altera de semana a semana, o que é considerado um curtíssimo espaço de tempo para os fenômenos espaciais e que, segundo os astrônomos, é muito incomum.

Os cientistas afirmam que essa alteração poderia ser causada pelo 'companheiro' da estrela (representado na imagem como um pequeno planeta). Se o companheiro girasse em torno da estrela, a gravidade dele poderia empurrar a parte interna do disco e formar uma deformação como uma parede.

Essa parede também giraria em torno da estrela, provocando uma sombra na parte externa do disco. Quando a parede está na parte do disco mais próxima ao Telescópio, mais luz infravermelha de curto comprimento de onda deve ser observada. E foi esta variação que o Spitzer observou.

Nasa observa camadas de gelo de grande pureza em Marte

Os pesquisadores da Nasa observaram pela primeira vez em Marte a existência de uma camada de gelo de grande pureza abaixo da superfície a meia distância entre o Polo Norte e o equador do planeta vermelho, segundo estudo publicado nesta quinta-feira.

"Sabíamos que havia gelo abaixo da superfície de Marte em latitudes elevadas, mas descobrimos que acontecia o mesmo muito mais perto do equador do que pensávamos", explica Shane Byrne, da Universidade do Arizona (sudoeste), um dos membros da equipe de pesquisa.

Esta descoberta foi realizada graças a imagens de alta definição feitas por uma câmera a bordo da sonda americana Marte Reconnaissance Orbiter (MRO).

"Outra descoberta surpreendente é a grande pureza do gelo que está no fundo das crateras", acrescentou, explicando que estas crateras foram recentemente feitas por impactos de meteoritos. "Achávamos que o gelo estava misturado com a rocha".

O estudo foi publicado na revista Science.

AFP

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Observatório dos EUA divulga imagem artística de nebulosa

A nebulosa Pelicano, também conhecida como IC 5067, está localizada na constelação Cygnus (Cisne, na tradução em inglês) Foto: Noao/Divulgação

A nebulosa Pelicano, também conhecida como IC 5067, está localizada na constelação Cygnus (Cisne, na tradução em inglês)

O Observatório Astronômico Nacional (Noao, na sigla em inglês) dos Estados Unidos divulgou recentemente a concepção artística de uma estrela em formação conhecida como nebulosa Pelicano. A estrela, também registrada como IC 5067, está localizada na constelação Cygnus (Cisne, na tradução do inglês).

A foto original da nebulosa Pelicano foi captada em 24 de maio deste ano pelo astrônomo Gregor Rothfuss com a ajuda de um programa de observação avançada do Noao.

A nebulosa Pelicano divide uma mesma área com a nebulosa NGC 7000, também conhecida como América do Norte, por trazer semelhanças com o contorno do continente terrestre. Elas são separadas apenas por faixas de poeira cósmica.

Estudos revelam existência de água em Marte e na Lua

A Lua e Marte, corpos do sistema solar que se acreditava eram absolutamente áridos, na realidade contêm água, segundo revelam estudos baseados em observações de instrumentos da Nasa divulgados hoje pela revista Science.

No caso de Marte, os instrumentos e câmaras da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (++MRO++) indicam que em crateras de meteoritos entre o polo norte e o equador marciano poderia haver sob sua superfície água que é em 99% pura, assinalou um dos estudos.

"Sabíamos que havia água sob a superfície nas latitudes altas de Marte, mas esta se estende muito mais próxima do equador que o que se achava", indicou Shane Byrne, cientista da Universidade do Arizona.

Byrne, encarregado da câmara de alta resolução instalada em MRO, indicou que "o outro descobrimento surpreendente é a pureza do gelo exposto nas crateras causados pelo impacto dos meteoritos".

O cientista explicou que devido a que a água se acumula sob a superfície se pensou que esta seria uma mistura de pó e líquido.

"Mas pudemos determinar, dado o tempo que demorou o gelo em desaparecer, que a mistura é de 1% de pó e 99% de gelo", indicou.

Há 40 anos, quando os astronautas das missões Apolo da Nasa trouxeram pedras lunares as puseram em caixas que tinham filtragens.

Isto levou aos cientistas acreditarem que o ar da Terra tinha contaminado os contêineres e a descartar a ideia que pudesse haver água no satélite natural.

No entanto, Larry Taylor, da Universidade do Tennessee, assinalou no estudo que as últimas provas e experimentos científicos indicaram que essa suposição era errônea.

"Nos enganamos. Como havia filtragens nos contêineres supusemos que a água provinha do ar terrestre", assinalou.

Taylor e sua equipe de cientistas usaram um instrumento da Nasa montado no satélite indiano Chandrayyan-1 para analisar a luz que reflete na superfície lunar a fim de determinar seus materiais.

Esse instrumento detectou longitudes de onda que indicariam um enlace químico entre dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio para formar a molécula de água (H20).

Segundo o estudo, na Lua existiriam dois tipos de água: exogênica, proveniente de objetos externos como meteoritos ou cometas que fizeram impacto na superfície, ou endogênica, ou seja, proveniente de seu interior.

Taylor e sua equipe assinalam que é muito possível que a água que se detectou na lua tenha uma origem endogênica.

"Os isótopos de oxigênio que existem na Lua são iguais aos da Terra, por isso seria difícil, se não impossível, estabelecer a diferença entre a água da Lua e a água da Terra", manifestou Taylor no estudo.

EFE

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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Missões encontram evidências de água na lua

Três missões lunares encontraram claras evidências de água, que está aparentemente concentrada nos pólos e foi possivelmente formada por ventos solares. As informações, que devem ser publicadas no jornal Science, na sexta-feira, mostram que a água pode estar se movendo, se formando e se reformando como partículas misturadas na poeira na superfície da lua.

Carle Pieters, da Brown University, em Rhode Island, e colegas analisaram dados da missão indiana Chandrayaan-1 "a primeira missão indiana à lua" e encontraram evidências espectográficas de água. A água parece mais densa nas proximidades dos pólos, afirmaram.

"Quando falamos 'água na lua', não estamos falando em lagos, oceanos ou até mesmo poças. Água na lua significa moléculas de água e hidroxila (hidrogênio e oxigênio) que interagem com moléculas de rochas e poeira especificamente nos milímetros mais altos da superfície lunar", disse Pieters em comunicado.

Jessica Sunshine, da Universidade de Maryland, e colegas usaram mapeamento infravermelho da nave espacial Deep Impact para mostrar água em toda a lua, enquanto Roger Clark, do Serviço Geológico dos EUA, e colegas, usaram um espectrômetro da sonda Cassini para identificar a água.

"Essas informações de água na superfície lunar coincidem com um grande interesse em água nos pólos da lua", disse Paul Lucey, da Universidade do Havaí, que não esteve envolvido nas pesquisas, em um comentário escrito.

Reuters

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Índia lança sete satélites com sucesso

A agência espacial indiana (ISRO, na sigla em inglês) lançou com sucesso sete satélites nesta quarta-feira no Centro Espacial Satish Dhawan, em Sriharikota, segundo informações da agência AFP. O lançamento sublinha as ambições da Índia nos negócios espaciais já que seis dos sete satélites são estrangeiros - quatro da Alemanha, um da Suíça e um da Turquia.

Os satélites foram colocados em uma órbita a 720 km acima da Terra cerca de um mês depois que o país abortou a primeira missão à Lua.

A agência informou que a Índia vai utilizar um dos satélites, o Oceansat-2, para monitorar o oceano e indetificar padrões de zonas de pesca, aumentando a capacidade do Oceansat-1, que foi lançado em 1999.

A agência espacial indiana lançou sete satélites nesta quarta-feira  Foto: AFP

A agência espacial indiana lançou sete satélites nesta quarta-feira