quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Extinção em massa não foi causada por cometa, diz pesquisa

O impacto de um cometa não deu início a uma frente fria que durou 1.300 anos e extinguiu a maior parte da vida na América do Norte, cerca de 12,9 mil anos atrás. Ainda que ninguém conteste a ocorrência desse período de frio intenso, conhecido como "Dryas recente", mais e mais pesquisadores vêm encontrando dificuldades para confirmar um avaliação conduzida em 2007, segundo a qual uma colisão teria deflagrado a mudança.

O estudo anterior afirma que a queda na temperatura, e mais incêndios causados pelo suposto impacto, extinguiram os tigres de dentes de sabre, mastodontes e outros animais gigantescos, e podem ter causado o declínio de uma civilização anterior conhecida como "cultura Clóvis".

A pesquisa de 2007 combinava artefatos arqueológicos e grãos magnéticos extraterrestres encontrados em amostras de solo recolhidas de uma fina camada de sedimento encontrada em toda a América do Norte. A equipe responsável pela pesquisa, liderada por Richard Firestone, químico nuclear do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, também descobriu o que ele define como traços de carvão e pedaços microscópicos de carbono, de intensos incêndios causados pela colisão.

No entanto, novas pesquisas cujos resultados foram apresentados em uma reunião da Sociedade Geológica da América, esta semana, em Portland, Oregon, contestam todas essas constatações.

Terras úmidas e minimeteoritos
Nicholas Pinter, geólogo da Universidade do Sul de Illinois, argumentou que as camadas negras descritas como carvão pela pesquisa de 2007 não constituem efetivamente carvão. Em lugar disso, são uma forma muito antiga e escura de terra formada em terras úmidas do passado, afirmou Pinter.

"É uma interpretação equivocada daquilo que essas camadas representam", ele disse. Da mesma forma, as pequenas quantidades de carbono "não estão unicamente associadas a incêndios de alta intensidade", ele disse. Quanto aos grãos magnéticos, eles podem bem ter vindo do espaço exterior. Mas é provável que os grãos provenham das cerca de 30 mil toneladas de minúsculos meteoritos que caem na Terra a cada ano.

Ele encontrou grãos semelhantes em concentrações iguais ou ainda maiores em diversas outras camadas, datadas de períodos diferentes.

Evolução de estilo
Vance Holliday, arqueólogo da Universidade do Arizona, acrescentou que não existe sinal de que a extinção da cultura Clóvis esteja relacionada a uma colisão de cometa com a Terra. Por volta da época em que surgiu a frente fria, o estilo das pontas de pedra usadas nas lanças dessa cultura mudou, e segundo Firestone e seus colegas isso representaria indicação de que os povos da cultura Clovis teriam declinado devido ao impacto do cometa.

Mas Holliday disse que isso reflete uma evolução normal de preferências. Ele comparou os desenhos das pontas de lança à aparição - e desaparição -de rabos-de-peixe nos automóveis clássicos. "Não sabemos ao certo o que o estilo representa em termos de registro arqueológico", ele afirmou. O gosto "vai e vem, e não sabemos por quê". Mas "um impacto extraterrestre representa uma solução desnecessária para um problema arqueológico que nem mesmo existe".

Firestone defende suas constatações
O proponente original da teoria sobre o cometa, Richard Firestone, defende sua tese. Ainda que ninguém seja capaz de provar que a cultura Clóvis tenha desaparecido naquela época, ou como, o número total de pontas de lança identificadas cai muito depois do período em questão, ele afirmou em mensagem de e-mail.

Da mesma forma, outras pesquisas demonstraram um hiato de mais de uma centena de anos entre os traços finais da cultura Clóvis identificados na América do Norte e os traços iniciais da cultura que a sucedeu na região, a cultura Folsom, apontou Firestone.

Quanto a outros indícios, a camada deixada pelo impacto do cometa é muito fina, ele declarou à revista australiana ¿Cosmos¿, e é fácil ignorá-la sem querer caso as amostras tenham sofrido diluição por terra proveniente de camadas adjacentes.

Pinter, da Universidade do Sul do Illinois, também está errado sobre o carvão e sobre os fragmentos de carbono, ele acrescentou. Essas substâncias não estão dispersas da mesma maneira que a terra, e só podem ser localizadas em uma banda estreita de sedimentos.

Além disso, os grãos magnéticos não têm a mesma composição dos que costumam ser encontrados nos pequenos meteoritos típicos, ele disse.

Tradução: Paulo Migliacci ME

Imagem de satélite dos Grandes Lagos, nos Estados Unidos, atingidos por uma frente fria que durou 1.300 anos Foto: National Geographic

Imagem de satélite dos Grandes Lagos, nos Estados Unidos, atingidos por uma frente fria que durou 1.300 anos

National Geographic
National Geographic

Cientistas criam novo modelo do universo com supercomputador

Pesquisadores do Laboratório Nacional de Los Alamos (LANL), Estados Unidos, criaram um modelo espacial com uma das maiores simulações da distribuição de matéria no universo, usando o Roadrunner, o supercomputador mais rápido do mundo.

Em nota à imprensa, o cientista Salman Habib, do Laboratório Nuclear e Física de Partículas, Astrofísica e Cosmologia afirmou que o modelo de universo criado pelo Roadrunner fornecerá uma descrição mais completa e mais precisa do universo observável, auxiliando na elaboração de futuros experimentos e na interpretação das pesquisas já em curso.

"Para fazer este tipo de estudo em tempo razoável é imprescindível o uso de uma máquina que funcione em escala 'peta', pelo menos", disse Habib.

O Roadrunner, produzido pelo laboratório em parceria com a IBM e a Nasa, foi o primeiro computador a quebrar a barreira do petaflop (um petaflop equivale a um quatrilhão de operações por segundo). Para se ter uma idéia da grandeza do projeto, a unidade básica do modelo é uma partícula com uma massa de cerca de um bilhão de sóis (uma galáxia possui a massa de cerca de um trilhão de sóis), e, ao todo, possui 64 bilhões ou mais dessas partículas.

O modelo ajudará ainda a entender a dinâmica e a distribuição da "matéria escura" e da "energia escura", responsável por 74% da massa total de energia do universo, de acordo com o modelo padrão da cosmologia.

O novo modelo do universo baseia-se em um algoritmo hierarquizado de rede/partícula que melhor corresponde aos aspectos físicos da simulação oferecidos pela arquitetura híbrida do Roadrunner.

A equipe de pesquisadores escreveu um código totalmente novo que explora de forma agressiva a arquitetura do supercomputador e faz pleno uso dos aceleradores computacionais 8i PowerXCell. Eles também criaram uma análise dedicada e um software de visualização para lidar com a enorme base de dados da simulação.

"Estou confiante de que o banco de dados final criado pelo Roadrunner será um componente essencial para o estudo do universo desconhecido nos próximos anos", aposta Habib.

O Roadrunner foi produzido nos EUA com a parceria da IBM e da Nasa

O Roadrunner foi produzido nos EUA com a parceria da IBM e da Nasa

Geek

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Cientistas do ESO registram "esqueleto cósmico" do universo

Uma gigantesca concentração de galáxias, que se localiza a sete bilhões de anos-luz da Terra, foi descoberta por uma equipe de pesquisadores do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês). As galáxias estão interligadas através de filamentos, com milhões de anos-luz de extensão, criando gigantescas estruturas que assemelham a formação a uma espécie de "esqueleto cósmico", segundo os astrônomos.

O achado foi possível graças à combinação de dados dos telescópios VLT, no deserto do Atacama (Chile), e do Subaru, no Observatório Mauna Kea (Japão).

De acordo com os cientistas, as galáxias estão encaixadas umas com as outras enquanto imensas agrupações cósmicas se formam em suas intersecções, alimentando-se de matéria escura. As dezenas de grupos de galáxias que rodeiam o cúmulo principal, cada uma delas é dez vezes mais maciça do que a Via Láctea, onde se encontra nosso planeta, e algumas até mil vezes mais.

"A matéria não está distribuída de forma uniforme no universo. Em nossa 'vizinhança cósmica', as estrelas formam galáxias e as galáxias formam as agrupações", explicou Masayuki Tanaka, responsável pelo estudo. "A teoria mais aceita é que a matéria também pode se acumular nas chamadas 'redes cósmicas'", afirmou.

Os cientistas tentam agora determinar como nascem estas agrupações. Apesar de grandes estruturas deste tipo terem sido observadas perto da Terra, ainda não existiam provas sólidas de sua existência em regiões distantes.

Conforme o ESO, a descoberta permitirá aos investigadores aprofundar o conhecimento da rede de galáxias no universo. Para esclarecer este "esqueleto cósmico", o grupo de astrônomos mediu a distância que separa a Terra de 150 galáxias, obtendo uma reconstrução tridimensional da estrutura.

O estudo foi publicado no Astronomy & Astrophysics Journal. Em nosso entorno cósmico, as estrelas se formam nas galáxias e estas, por sua vez, formam grupos e cúmulos de galáxias em forma de filamentos. O último filamento localizado está a cerca de 6,7 bilhões de anos-luz de distância da Terra e se estende por pelo menos 60 milhões de anos-luz.

A estrutura recém descoberta provavelmente se estende além do campo investigado pela equipe. Por isso, já foram planejadas novas observações para obter uma medida definitiva de seu tamanho, diz um comunicado do ESO.

Com informações do ESO, da EFE e do jornal espanhol El Mundo

As galáxias no interior do esqueleto cósmico aparecem em vermelho; os pontos azuis são galáxias que estão na frente ou atrás da estrutura Foto: Divulgação
As galáxias no interior do "esqueleto cósmico" aparecem em vermelho; os pontos azuis são galáxias que estão na frente ou atrás da estrutura

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Empresa diz que hotel espacial começará a funcionar em 2012

A empresa que pretende abrir o primeiro hotel no espaço diz que seus planos estão correndo dentro do prazo e que deve receber seus primeiros hóspedes pagantes em 2012, apesar de críticos terem questionado o investimento e o prazo de concretização do projeto de bilhões de dólares.

Os arquitetos, sediados em Barcelona, do hotel The Galactic Suite Space Resort dizem que os hóspedes pagarão 3 milhões de euros (US$ 4,4 milhões) para uma estadia de três noites no hotel. O preço vai incluir um curso de treinamento de oito semanas numa ilha tropical.

Durante sua estadia, os hóspedes verão o sol nascer 15 vezes por dia e percorrerão uma volta ao mundo a cada 80 minutos. Usarão roupas de velcro para que possam arrastar-se por seus quartos grudando-se às paredes.

O executivo-chefe do Galactic Suite, Xavier Claramunt, ex-engenheiro aeroespacial, disse que o projeto colocará sua empresa na dianteira de uma indústria nascente que tem um futuro enorme pela frente. Para ele, as viagens espaciais se tornarão comuns no futuro. "É muito normal pensar que nossos filhos, possivelmente dentro de 15 anos, poderão passar um fim de semana no espaço", disse.

Uma indústria de turismo espacial está começando a tomar forma com a construção, no Novo México, do Spaceport America, a primeira instalação no mundo construída especificamente para clientes comerciais que vão viajar ao espaço e para passageiros pagantes.

A empresa de viagens comerciais espaciais do magnata britânico Richard Branson, Virgin Galactic, vai usar a instalação para impelir turistas no espaço suborbital, ao custo de US$ 200 mil por passeio.

Criada em 2007, a empresa Galactic Suite Ltd. espera iniciar seu projeto com uma única cápsula em órbita a 450 km acima da Terra, viajando a 30 mil km/h, com a capacidade de abrigar quatro passageiros e dois pilotos astronautas.

Os passageiros levarão um dia e meio para chegar à cápsula, que Claramunt comparou a um retiro nas montanhas, mas sem funcionários para receber os hóspedes. "Quando os passageiros chegarem ao foguete, vão passar três dias com ele, foguete e cápsula. Com isso criamos no turista a confiança de que não terá sido abandonado. Após três dias o passageiro retorna ao foguete de transporte e volta à terra", disse ele.

Mais de 200 pessoas já expressaram interesse em viajar para o hotel espacial, e pelo menos 43 pessoas já fizeram reservas. Os números são semelhantes no caso da Virgin Galactic, com 300 pessoas que já pagaram ou se comprometeram a fazer a viagem, mas, diferentemente de Branson, a Galactic Suite diz que usará foguetes russos para transportar seus hóspedes até o espaço, partindo de um porto espacial a ser construído em uma ilha do Caribe.

Críticos questionam o projeto, dizendo que o prazo fixado para sua conclusão não é razoável e indagando de onde virá o dinheiro para financiá-lo. Claramunt disse que um bilionário anônimo, entusiasta espacial, teria dado US$ 3 bilhões para financiar o projeto.

Reuters
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Rússia lança satélites europeus de estudo do clima

A Rússia lançou com sucesso um foguete Rokot com dois satélites europeos, SMOS e Proba-2, que terão como objetivo proporcionar dados sobre o aquecimento do planeta e outras mudanças climáticas, anunciou a agência russa RIA Novosti.

O lançamento aconteceu na base militar de Plesetsk.

p> O SMOS deve recolher sinais de rádio emitidos pelas águas e que permitirão determinar as mudanças produzidas no ciclo das águas pelo aquecimento do planeta e outras mudanças climáticas.

O SMOS fornecerá dados sobre a umidade do solo e medirá a salinidade dos oceanos.

O Proba-2 vai testar alguns equipamentos espaciais em condições reais de voo espacial.

AFP
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Nasa confirma lançamento da nave "Atlantis" para novembro

A Nasa (agência espacial americana) confirmou hoje 16 de novembro como data para o lançamento da nave "Atlantis" em uma missão de abastecimento à Estação Espacial Internacional (ISS).

A partida do ônibus espacial em uma missão de 11 dias será às 17h28 (Brasília) a partir do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral (Flórida).

O anúncio foi feito após uma reunião de engenheiros e técnicos da Nasa em que ficou determinado que todos os sistemas e equipamentos já estão prontos para a missão.

O ônibus "Atlantis" terá como objetivo instalar equipamentos na parte exterior da estação e, dentro da missão, estão incluídas três caminhadas para a colocação de duas plataformas na viga central do complexo.

As plataformas serão utilizadas para o armazenamento de peças que servirão às operações da ISS depois da retirada da frota de naves dos EUA, no final de 2010.

Em seu retorno, a nave "Atlantis" trará a bordo a astronauta Nicole Stott, que esteve na estação espacial nos últimos dois meses.

EFE
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Foguete Ariane-5 coloca dois satélites de televisão em órbita

Um foguete Ariane-5 colocou dois satélites de televisão em órbita depois de decolar da Guiana Francesa nesta quinta-feira, disseram autoridades espaciais.

O foguete decolou do centro de lançamento da Agência Espacial Europeia em Kourou às 17h (18h em Brasília).

Vinte e sete minutos depois, o foguete liberou o satélite NSS-12 da operadora de telecomunicações sediada em Luxemburgo SES Global.

O NSS-12 vai fornecer televisão e telecomunicações para a Europa, África, Oriente Médio, Ásia e Austrália. Foi construído nos EUA pela Space Systems/Loral.

Cinco minutos depois do primeiro lançamento, o Thor-6 da operadora norueguesa Telenor se separou do foguete.

O Thor vai transmitir imagens de televisão para a Escandinávia e para o leste da Europa.

O Thor foi construído pela fábrica de satélites franco-italiana Thales Alenia Space.

Reuters
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Nasa divulga imagem com mapeamento da energia do universo

Mapa mostra detecção de raios gama do universo extremo feita pelo satélite espacial Glast Foto: Nasa/DOE/Fermi LAT Collaboration/Divulgação

Mapa mostra detecção de raios gama do universo extremo feita pelo satélite espacial Glast

A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta quarta-feira um mapa do universo distante construído a partir de um ano de observações de raios gama realizadas pelo satélite Glast (também conhecido como Fermi), que explora a energia que compõe o espaço. O mapa mostra a taxa na qual o observatório detecta os raios gama com energia acima dos 300 milhões de elétrons-volts - que equivalem a 120 milhões de vezes a energia da luz visível - em diferentes direções do céu.

Segundo a Nasa, durante seu primeiro ano de operações, o telescópio mapeou o céu distante com resolução sem precedentes e alta sensibilidade. O Glast identificou mais de mil fontes de raios gama, ajudando os cientistas a compreender melhor a estrutura de espaço e de tempo do universo.

As medições feitas pelo satélite levaram a Nasa a continuar acreditando nas previsões de Albert Einstein em que a radiação eletromagnética viaja no vácuo com a mesma velocidade. Por enquanto, a agência descartou a criação de novas teorias para o espaço-tempo.

O Glast foi lançado em 11 de Junho de 2008 em uma missão para estudar fenômenos astrofísicos e cosmológicos nos núcleos das galáxias, pulsares, matéria escura, além de outras fontes de alta energia.

Arianespace lançará 2 satélites para TV ao vivo

O consórcio espacial europeu Arianespace lançará nesta quinta-feira os satélites de telecomunicações NSS-12 e Thor-6, que oferecerão serviços de televisão ao vivo na Europa, Oriente Médio, África, Ásia e Austrália.

Os dois satélites, que serão colocados em órbita por um foguete Ariane-5 de mais de 50 m de altura a partir da base de Kuru, na Guiana francesa, terão uma vida útil mínima de 15 anos. O NSS-12 pertence ao operador Ses World Skies, uma filial do grupo Euronext.

O satélite estará equipado com 48 receptores de banda Ku e 40 de banda C, para oferecer televisão ao vivo na Europa, Oriente Médio, África, Ásia e Austrália. O outro satélite do Ariane-5, o Thor-6, é de propriedade da Telenor Satellite Broadcasting, filial do operador norueguês Telenor.

Com a missão de oferecer também serviços de televisão ao vivo nos países nórdicos e na Europa Central, o Thor-6 levará a bordo 36 receptores de banda Ku.

EFE
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Rússia desenvolverá naves espaciais movidas a energia nuclear

A Roscosmos, agência espacial russa, anunciou nesta quarta que planeja desenvolver naves espaciais movidas a energia nuclear a fim de manter a liderança na conquista do espaço.

"O projeto ajudará a impulsionar a indústria astronáutica nacional e a tecnologia espacial a um nível completamente novo, ultrapassando as descobertas de outros países", afirmou Anatoli Perminov, chefe da Roscosmos, segundo a agência Interfax.

Perminov explicou que as novas naves tripuladas permitirão pôr em prática ambiciosos programas espaciais, agora considerados inalcançáveis, como a prospecção da Lua e de Marte.

O desenho do novo foguete equipado com reatores de geração de energia atômica ficará pronto em 2012, previu Perminov, ao estimar em US$ 580 milhões o investimento necessário para o financiamento do projeto durante os próximos nove anos.

"É um projeto único", ressaltou Perminov, explicando que os reatores utilizados serão muito mais potentes do que os dos satélites soviéticos, que tinham autonomia de um ano.

Especialistas russos em cosmonáutica sustentam que a prospecção de Marte e a instalação de uma base permanente na Lua não será possível para a indústria espacial russa até que esta desenvolva um novo sistema de propulsão e de fornecimento de energia. O presidente russo, Dmitri Medvedev, disse hoje que "o projeto é muito sério" e pediu para que o Governo "encontre fundos" para financiá-lo.

A partir do momento em que os Estados Unidos aposentarem sua última nave espacial, o que está previsto para 2010, as naves russas Soyuz serão as únicas nas quais será possível viajar para a Estação Espacial Internacional.

Em princípio, a Nasa, agência espacial americana, deve concluir o desenvolvimento de sua nova nave para o final da próxima década.

EFE
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Detectada estrela mais distante e antiga do universo

Reconstrução artística da explosão gerada pela estrela gigante; ela morreu há 13 milhões de anos, mas seu último raio de luz chegou à Terra há seis ... Foto: Divulgação/Nasa/EFE

Reconstrução artística da explosão gerada pela estrela gigante; ela morreu há 13 milhões de anos, mas seu último raio de luz chegou à Terra há seis meses

Um grupo internacional de cientistas detectou a estrela mais distante e antiga encontrada até agora, confirmando que os corpos celestes já existiam quando o universo era apenas um jovem de 600 milhões de anos. Esta estrela supermassiva, centenas de vezes maior que o Sol, explodiu há 13 milhões de anos, gerando uma imensa radiação cujo último raio de luz chegou à Terra apenas seis meses atrás. As informações são da agência EFE.

A descoberta mostra que estrelas maciças começaram a se formar somente 630 milhões de anos depois do Big Bang - o instante do nascimento do Universo há 13,7 bilhões de anos. Uma forte emissão de raios gamas, o fenômeno mais violento e luminoso do universo, gerado por uma estrela ao final de sua vida, foi detectado pelo satélite americano Swift, da Nasa (agência espacial americana) e por telescópios terrestres, em abril passado.

Os responsáveis pela descoberta são os astrofísicos Javier Gorosabel e Alberto Castro-Tirado, do Instituto de Astrofísica de Andalucía, do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC, na sigla em espanhol), e Alberto Fernández Soto, do Instituto de Física da Cantabria. A equipe publicou um estudo na revista científica britânica Nature com as conclusões da observação espacial.

Outras duas equipes de astrônomos, dirigidas respectivamente por Nial Tanvir (Universidade de Leicester, Reino Unido) e Ruben Salvaterra (Instituto Nacional de Astromia, Itália) conseguiram medir a defasagem do espectro do violeta ao vermelho para calcular a extensão das ondas de raios luminosos.

Essa forte defasagem, que os astrônomos designam pelo termo em inglês "redshift", alcançou 8,2 nessa emissão gama (chamada "GRB 090423"), um recorde jamais registrado até então. O "redshift" foi se incrementando em função da viagem dos fótons antes de alcançar a Terra, uma vez que enquanto a luz se deslocava no espaço-tempo, a expansão do universo prosseguia.

Essa emissão de raios gama "aconteceu quando o universo era nove vezes menor que agora", explica o astrônomo Bing Zhang, da Universidade de Nevada, nos Estados Unidos. Até agora, o objeto astronômico mais velho detectado era uma galáxia com um "redshift" de 6,96, isto é, originada 150 milhões de anos depois que a emissão de raios gama começasse sua longa viagem para marcar um novo recorde.

Com informações do jornal espanhol El Mundo e da agência AFP

Nasa realiza teste "bem-sucedido" de protótipo de foguete

A Nasa (agência espacial americana) qualificou nesta quarta-feira como bem-sucedida a prova do protótipo do foguete Ares I, que alcançou uma altura de 45,6 metros em seis minutos de teste, com um custo de US$ 445 milhões.

O lançamento de Ares I-X, com quase 100 metros de comprimento, foi realizado às 13h30 (horário de Brasília) da rampa 39B do Centro Espacial Kennedy, no sul da Flórida, e subiu rumo à direção leste até que alcançou uma velocidade 4,6 vezes maior que a do som.

Dois minutos depois do lançamento e quando o aparelho estava a quase 42 mil metros sobre a superfície do mar, o tanque de combustível sólido se separou, acionou seus paraquedas e desceu no Oceano Atlântico, a 240 quilômetros a leste da Flórida, onde será recuperado por navios americanos para inspeção.

O segundo segmento do protótipo - que no foguete real também estará carregado de combustível - e uma seção que simulou a cabine na qual viajarão astronautas continuaram em trajetória parabólica até 45 mil metros de altura, mas não serão recuperados após sua queda perto de uma região a cerca de 250 quilômetros a leste da Flórida, também no mar.

"Este foi um passo enorme rumo às metas de prospecção da Nasa", disse o diretor de sistemas de missão da agência, Douglas Cooke. "A prova do Ares I-X proporciona à Nasa uma grande quantidade de dados que serão usados para melhorar o desenho e a segurança da próxima geração de veículos espaciais americanos, que poderão levar os seres humanos novamente além das órbitas baixas da Terra", disse Cooke.

O Ares I, que é o segundo foguete mais alto fabricado pelos Estados Unidos desde o Saturn V, que levaram as cápsulas tripuladas do programa Apolo na exploração da Lua há quatro décadas, é crucial para os planos de prospecção da Nasa.

A agência retirará de serviço em 2010 o restante de sua frota de naves espaciais que estiveram à frente das missões orbitais nas últimas décadas, e a Nasa retornará ao sistema de lançamento de cápsulas com foguetes descartáveis.

A princípio, o Ares I colocará em órbita as cápsulas "Orion" em missões de órbita baixa da Terra e visitas à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), um complexo de mais de US$ 100 bilhões no qual participam 16 nações.

O Ares I também faz parte dos planos da Nasa para retomar a prospecção humana na Lua para o ano 2020.

A prova do protótipo Ares I-X foi efetuada com um dia de atraso, já que a Nasa precisava de boas condições de visibilidade para que os técnicos fotografassem e filmassem todos os detalhes do lançamento e trajetória do foguete. Durante dois dias as condições meteorológicas foram instáveis.

O lançamento foi adiado seis vezes no primeiro dia, e outras cinco no segundo, até que os meteorologistas encontraram um período propício, de alta visibilidade e de baixos ventos.

A presença de nuvens altas também era causa de preocupação da Nasa, já que quando um foguete atravessa esse tipo de formação pode causar um fenômeno no qual a eletricidade estática pode danificar os instrumentos a bordo.

Depois do teste bem-sucedido, a Nasa ainda aguardará as decisões do Congresso e do Governo do presidente Barack Obama sobre o futuro da prospecção americana no espaço.

Alguns críticos da agência sustentam que a Nasa deveria dar por terminado todo o programa "Ares" e buscar foguetes propulsores no setor privado.

EFE
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Nasa lança com sucesso foguete experimental Ares 1-X

Veja lançamento do foguete Ares 1-X

A Nasa, agência espacial americana, lançou com sucesso o protótipo do foguete experimental Ares 1-X às 13h30 (hora de Brasília) do Centro Espacial Kennedy, no sul da Flórida, Estados Unidos. O foguete é crucial para os planos de prospecção espacial da Nasa porque substituirá os ônibus espaciais que serão retirados de serviço no próximo ano.

O voo de apenas dois minutos e meio permitirá aos cientistas ter uma primeira ideia sobre a estabilidade e a segurança do lançador. Apenas o primeiro módulo do Ares 1-X (X significa experimental), derivado dos dois foguetes de apoio, será testado; o segundo módulo e a carga útil são réplicas que cairão no oceano Atlântico após o lançamento.

Os dados que interessam à Nasa serão coletados por mais de 700 captores espalhados por todo o Ares 1-X, que tem 99,6 m de altura. Serão necessários meses de análises para chegar a uma conclusão concreta.

Com informações da agência AFP e EFE

Nasa se prepara para 2ª tentativa de lançamento do Ares 1-X

Veja como foi construído o foguete Ares 1-X

A Nasa, agência espacial americana, completou a remoção do andaime rotatório em torno do protótipo de foguete Ares 1-X, que ficou pronto para uma segunda tentativa de lançamento em um teste de dois minutos que custará mais de US$ 435 milhões.

Os meteorologistas da Nasa previram que haverá apenas 40% de probabilidades de condições favoráveis ao lançamento, que foi marcado para as 11h08 de Brasília, no Centro Espacial Kennedy, no sul da Flórida.

O período favorável para o lançamento do Ares 1-X se estende até as 14h de Brasília. Os técnicos revisaram todos os sistemas do protótipo de foguete, após uma noite de tempestades na região que incluiu pelo menos 154 raios em um raio de cerca de oito quilômetros da rampa 39B de Cabo Canaveral.

O foguete Ares é crucial para os planos de prospecção espacial da Nasa e substituirá as naves que serão retiradas de serviço no próximo ano. A principal preocupação - e causa das demoras e adiamento do lançamento ontem - continua sendo as condições meteorológicas. Esta manhã, havia sobre o Centro Espacial Kennedy muitas nuvens.

As normas da Nasa proíbem os lançamentos de foguetes nessas condições, já que a passagem do foguete através do manto de nuvens pode causar a criação de eletricidade estática, o que pode danificar os instrumentos do míssil.

EFE
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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Asteroide explode sobre a Indonésia, diz Nasa

Um asteroide de 5 a 10 m de diâmetro explodiu na atmosfera sobre o território da Indonésia com uma potência de 50 quilotons, três vezes maior que a da bomba atômica lançada sobre Hiroshima, informou nesta terça-feira a Nasa, agência espacial americana).

O asteroide impactou a atmosfera com uma velocidade de 65 mil km/h e a uma altura de 15 a 20 km. A explosão, que aconteceu no dia 8 de outubro, causou pânico na população da região indonésia de Bone, em Sulawesi do Sul, acrescentou a Nasa. "A geolocalização por infrassom não é suficientemente precisa para determinar se o corpo explodiu sobre água ou terra, mas foi relativamente perto do litoral", segundo a agência.

A imprensa indonésia informou no dia 8 de outubro sobre "um poderoso estampido perto das 11h locais", e outros relatórios posteriores sugeriram que poderia se tratar de um meteorito. Os meios de comunicação locais identificaram com mais detalhe o meteoro ígneo brilhante, acompanhado por uma explosão e uma nuvem de pó, e "finalmente apareceu no YouTube um vídeo que mostra uma grande nuvem que corresponde a um corpo brilhante", continuou o relatório da Nasa.

Posteriormente, todas as estações de infrassom do Sistema Internacional de Vigilância (IMS, na sigla em inglês), que fazem parte do Tratado para a Proibição Completa dos Testes Nucleares, examinaram a informação científica disponível. Onze estações mostraram "sinais prováveis de uma poderosa explosão perto da latitude 4,5 sul, 120 leste, com uma hora de origem aproximadamente às 1h (no horário de Brasília) de 8 de outubro".

A Nasa apontou que era notável que muitas estações do IMS, incluindo cinco que estão a mais de 10 mil km do local e uma a quase 18 mil km, tenham detectado o fenômeno. Estas observações "indicam que a fonte da explosão foi de uma energia total muito alta", acrescentou. Os especialistas calcularam depois que a potência da explosão foi de cerca de 50 quilotons, ou seja, três vezes maior que a energia liberada pela bomba atômica lançada sobre Hiroshima (Japão), em 1945.

EFE
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Nasa adia lançamento do foguete Ares 1-X para quarta

Veja como foi construído o foguete Ares 1-X

A Nasa (agência espacial americana) adiou para quarta-feira o lançamento do protótipo de foguete Ares 1-X, devido a problemas técnicos menores e a condições meteorológicas pouco favoráveis. Antes do cancelamento de hoje, a Nasa teve que adiar várias vezes o lançamento a partir do Centro Espacial Kennedy, que serviria como um teste de um futuro propulsor de naves.

O período propício para o lançamento começou às 10h de Brasília e, quase três horas e meia depois, os técnicos e diretores de missão decidiram deixar a operação para amanhã, quando deve haver melhores condições meteorológicas.

O foguete, de 100 metros de altura e pronto para um teste que custará US$ 445 milhões, consiste em dois segmentos, um real e com combustível sólido e outro oco para configurar o tamanho e peso do Ares I real, no qual a Nasa coloca suas esperanças para o transporte de astronautas em baixas órbitas depois da era das naves.

O adiamento de hoje foi devido, em parte, às condições meteorológicas em transformação na área da Flórida onde fica o centro Kennedy, com ventos fortes e nuvens altas. A passagem de um foguete deste tipo através das nuvens pode causar transtornos elétricos que prejudicam os instrumentos a bordo.

Também houve dificuldades para rasgar a cobertura plástica no teto do foguete, o propulsor mais longo do mundo, apesar dos repetidos puxões com uma corda que, finalmente, arrebentou. A princípio, o lançamento de amanhã acontecerá a partir das 10h de Brasília.

EFE
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Lançamento do foguete Ares 1-X é atrasado por mau tempo

O primeiro lançamento nesta terça-feira do protótipo do foguete experimental americano 1-X foi atrasado 29 minutos devido ao mau tempo, anunciou a Nasa. As previsões meteorológicas anunciavam 40% de possibilidades de que as condições meteorológicas eram boas.

O lançamento do foguete, de 99,6 metros de altura, estava previsto para as 12h00 GMT da plataforma 39B do Centro Espacial Kennedy, perto de Cabo Canaveral (Flórida, sudeste).

Apenas o primeiro módulo do Ares 1-X (X significa experimental), derivado dos dois foguetes de apoio do ônibus espacial, será testado; o segundo módulo e a carga útil são réplicas que cairão no oceano Atlântico após o lançamento.

O voo de apenas dois minutos e meio permitirá aos cientistas ter uma primeira ideia sobre a estabilidade e a segurança do lançador. Os dados que interessam à agência serão coletados por mais de 700 captores espalhados por todo o Ares 1-X. Serão necessários meses de análises para chegar a uma conclusão concreta.

AFP
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Nasa se prepara para teste do foguete Ares 1 nesta terça

Veja como foi construído o foguete Ares 1-X

A Nasa fará o primeiro voo de teste do foguete Ares 1, que até 2015 será usado para levar ao espaço a cápsula Orion, sucessora do ônibus espacial, num momento de incertezas sobre que rumo tomará o programa espacial tripulado americano. O lançamento do foguete, de 99,6 metros de altura, está previsto para terça-feira às 12h00 GMT da plataforma 39B do Centro Espacial Kennedy, perto de Cabo Canaveral (Flórida, sudeste).

Apenas o primeiro módulo do Ares 1-X (X significa experimental), derivado dos dois foguetes de apoio do ônibus espacial, será testado; o segundo módulo e a carga útil são réplicas que cairão no oceano Atlântico após o lançamento.

O voo de apenas dois minutos e meio permitirá aos cientistas ter uma primeira ideia sobre a estabilidade e a segurança do lançador. Os dados que interessam à agência serão coletados por mais de 700 captores espalhados por todo o Ares 1-X. Serão necessários meses de análises para chegar a uma conclusão concreta.

"O lançador está em perfeito estado, não há nenhum problema técnico", indicou na sexta-feira Bob Ess, coordenador do programa Ares 1-X, explicando que as equipes da Nasa trabalham há três anos neste projeto. A meteorologia, no entanto, pode comprometer o teste de terça-feira, provocando um adiamento.

Mas o céu não é responsável pela única incerteza que ronda o Ares 1 e o programa Constellation, lançado em 2004 pelo então presidente George W. Bush após a catástrofe do ônibus espacial Columbia em 2003. A comissão de especialistas criada pelo presidente americano, Barack Obama, pouco depois de sua posse, enviou na última quinta-feira seu relatório final à Casa Branca, que deve agora decidir se dará continuidade ao programa.

Um resumo das principais conclusões e das cinco grandes opções propostas pela comissão já haviam sido divulgadas em agosto e debatidas no Congresso.

A principal constatação é que o orçamento dedicado à Nasa para o Constellation não é suficiente. A comissão estima que a agência espacial precisa de pelo menos mais três bilhões de dólares por ano para realizar missões tripuladas além da órbita terrestre, onde se concentrou nos últimos 30 anos com a construção da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

O projeto Constellation prevê o retorno dos americanos à Lua em 2020 e missões tripuladas para Marte. Para isso, está prevista a construção da cápsula Orion, o foguete Ares 1 para levá-la e um lançador mais potente, o Ares 5, para colocar em órbita equipamentos pesados destinados a missões na Lua, como um aterrissador lunar.

Os membros da comissão sugerem ainda um cenário alternativo, chamado de "flexible path" (caminho flexível, numa tradução livre) que, ao invés de chegar ao solo lunar, propõe voos tripulados até asteróides e sobrevoos próximos à Lua e Marte que não precisem de aterrissagens complicadas.

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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Cratera de meteorito na Letônia é armação, confirmam geólogos

Segundo os geólogos, a suposta queda de um meteorito foi uma armação protagonizada por um grupo que desejava atrair turistas com o fato Foto: AFP

Segundo os geólogos, a suposta queda de um meteorito foi uma armação protagonizada por um grupo que desejava atrair turistas com o fato

Geólogos da Letônia confirmaram nesta segunda-feira que a suposta queda de um meteorito ontem à noite em um fazenda foi uma armação protagonizada por um grupo que desejava atrair turistas com o fato. "Nos limites da cratera, é possível ver rastros de pás e que recentemente ervas daninhas foram arrancadas. Esta é a versão oficial a que chegamos", assegurou Girts Stinkulis, chefe do departamento de geologia da Faculdade de Geografia da Universidade da Letônia, à agência Baltic News Service (BNS).

O especialista acrescentou que "as dimensões da cratera não correspondem com as que costumam deixar os meteoritos". "O diâmetro e a profundidade são muito maiores", disse o geólogo, que acrescentou que sua opinião é unânime entre os experientes em meteoritos. Stinkulis opinou que o objeto incandescente que aparece nas imagens e fotografias reproduzidas pela imprensa pode ser pó de alumínio.

Quanto aos protagonistas, o professor universitário cogitou "que possivelmente tivessem a intenção de criar um escândalo ou outra coisa parecida". Com relação ao episódio, a ministra do Interior da Letônia, Linda Murnietse, afirmou à agência oficial russa Itar-Tass que os responsáveis pela piada de mau gosto devem ser castigados e terão de pagar uma grande multa.

"Se ficar provado que foi uma brincadeira terá que pagar e muito, já que por causa do incidente polícia, equipes de salvamentos e cientistas foram mobilizados, além de outras estruturas e da utilização de equipamentos muito caros", assinalou. A agência oficial russa RIA Novosti e diversos canais de televisão informaram nesta segunda-feira sobre a suposta queda meteorito ontem à noite no norte da Letônia, próximo da fronteira com a Estônia.

O meteorito teria caído em uma fazenda nos arredores da localidade de Mazsalaca e gerado uma cratera de 20 m de diâmetro. As autoridades locais, que no primeiro momento não puderam afirmar se de fato era um meteorito ou um fragmento de um satélite artificial, isolaram o local.

O russo Vladimir Svetsov, cientista do Instituto de Dinâmica de Geosferas da Academia de Ciência da Rússia, explicou hoje que os meteoritos de rocha em regra não chegam à superfície da Terra, normalmente se dissipam antes da chegada à atmosfera. Ele destacou que os meteoritos de um 1 m de diâmetro colidem com a Terra uma vez ao ano.

Svetsov detalhou que cerca de 10% do total dos meteoritos são de ferro e lembrou que há dez anos um corpo desse tipo caiu na república russa de Baskortostán, junto à localidade de Sterlimatak, e deixou uma cratera de dez metros de diâmetro.

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Nasa se prepara para voo de teste de foguete Ares 1

A Nasa fará o primeiro voo de teste de seu novo lançador de foguetes Ares 1, que até 2015 será usado para levar ao espaço a cápsula Orion, sucessora do ônibus espacial, num momento de incertezas sobre que rumo tomará o programa espacial tripulado americano. O lançamento do foguete, de 99,6 metros de altura, está previsto para terça-feira às 12h00 GMT da plataforma 39B do Centro Espacial Kennedy, perto de Cabo Canaveral (Flórida, sudeste).

Apenas o primeiro módulo do Ares 1-X (X significa experimental), derivado dos dois foguetes de apoio do ônibus espacial, será testado; o segundo módulo e a carga útil são réplicas que cairão no oceano Atlântico após o lançamento.

voo de apenas dois minutos e meio permitirá aos cientistas ter uma primeira ideia sobre a estabilidade e a segurança do lançador. Os dados que interessam à agência serão coletados por mais de 700 captores espalhados por todo o Ares 1-X. Serão necessários meses de análises para chegar a uma conclusão concreta.

"O lançador está em perfeito estado, não há nenhum problema técnico", indicou na sexta-feira Bob Ess, coordenador do programa Ares 1-X, explicando que as equipes da Nasa trabalham há três anos neste projeto. A meteorologia, no entanto, pode comprometer o teste de terça-feira, provocando um adiamento.

Mas o céu não é responsável pela única incerteza que ronda o Ares 1 e o programa Constellation, lançado em 2004 pelo então presidente George W. Bush após a catástrofe do ônibus espacial Columbia em 2003. A comissão de especialistas criada pelo presidente americano, Barack Obama, pouco depois de sua posse, enviou na última quinta-feira seu relatório final à Casa Branca, que deve agora decidir se dará continuidade ao programa.

Um resumo das principais conclusões e das cinco grandes opções propostas pela comissão já haviam sido divulgadas em agosto e debatidas no Congresso.

A principal constatação é que o orçamento dedicado à Nasa para o Constellation não é suficiente. A comissão estima que a agência espacial precisa de pelo menos mais três bilhões de dólares por ano para realizar missões tripuladas além da órbita terrestre, onde se concentrou nos últimos 30 anos com a construção da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

O projeto Constellation prevê o retorno dos americanos à Lua em 2020 e missões tripuladas para Marte. Para isso, está prevista a construção da cápsula Orion, o foguete Ares 1 para levá-la e um lançador mais potente, o Ares 5, para colocar em órbita equipamentos pesados destinados a missões na Lua, como um aterrissador lunar.

Os membros da comissão sugerem ainda um cenário alternativo, chamado de "flexible path" (caminho flexível, numa tradução livre) que, ao invés de chegar ao solo lunar, propõe voos tripulados até asteróides e sobrevoos próximos à Lua e Marte que não precisem de aterrissagens complicadas.

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