domingo, 15 de novembro de 2009

Ônibus Atlantis está pronto para última missão do ano

A Nasa informou neste domingo que está tudo pronto para o lançamento, em menos de 24 horas, do ônibus espacial Atlantis em direção à Estação Espacial Internacional (ISS), na quinta e última missão do ano.

"A contagem regressiva avança sem problemas e no momento estamos nos horários previstos", informou Steve Payne, diretor de testes da Nasa, em entrevista coletiva no Centro Espacial Kennedy, de onde o Atlantis deve partir às 14h28 local (17h28 de Brasília).

As previsões meteorológicas, geralmente o maior fator de incerteza para um lançamento, são muito positivas, com 90% de possibilidade, segundo Kathy Winters, principal especialista em meteorologia de Cabo Canaveral, na Flórida.

O abastecimento do tanque de combustível externo, com cerca de dois milhões de litros de hidrogênio líquido, começará por volta das 5h (8h de Brasília).

Esta missão (STS-129), de 11 dias, será a quinta e última de um ônibus espacial e entregará a maior quantidade possível de peças de reposição para a ISS, antes do fim dos voos com este tipo de aeronave.

A tripulação, de seis astronautas, é comandada por Charlie Hobaugh, um coronel dos fuzileiros.

AFP
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Água na Lua amplia horizontes do homem, dizem especialistas

Nasa acha o equivalente a 12 baldes de água na Lua

O anúncio da existência de água congelada em uma cratera da Lua feito pela Nasa, agência espacial americana, nesta sexta-feira, entusiasmou astrônomos e especialistas no tema. De acordo com os pesquisadores, a descoberta, realizada após o impacto da sonda espacial LCROSS (Lunar Crater Observation and Sensing Satellite, em inglês) em 9 de outubro, pode abrir um novo capítulo na história lunar, além de ampliar os horizontes de sobrevivência para os seres humanos.

"Há muito tempo, outros pensadores - até mesmo os que não tinham nada a ver com astronomia - já diziam que, um dia, a Terra ia se desgastar, assim como nosso organismo envelhece e morre, e teríamos que encontrar outros lugares no espaço", comentou Ivandel Lourenço, responsável pelo Laboratório de Astronomia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Segundo ele, com toda tecnologia existente atualmente, a possibilidade de se construir uma base na Lua está cada vez mais próxima de acontecer. "Antigamente, o objetivo era encontrar ETs, mas isso deixou de ser prioridade. A comunidade científica está mais preocupada em descobrir zonas habitáveis que tenham água", analisou. "A LCROSS é a evidência de que a preocupação da humanidade é de expandir a exploração humana no Sistema Solar", concluiu Lourenço.

A Lua é uma testemunha preciosa da história e dos segredos do nosso Sistema Solar desde o seu nascimento, há 4,5 bilhões de anos, bem como uma importante reserva de recursos naturais, como oxigênio, hidrogênio, silício e hélio. "Ela tem um grande potencial de informações científicas para serem descobertas que se relaciona diretamente com o nosso entendimento da história da Terra e de outros planetas", resume o geologista Harrison Schmitt.

O único satélite natural da Terra, situado a 384.402 km de distância, continua sendo misterioso apesar das seis missões americanas que tocaram o solo lunar, realizadas no âmbito do programa Apollo, entre 1968 e 1972.

"Em nenhuma outra parte podemos contemplar com tanta clareza a época em que a Terra e os outros planetas do nosso sistema solar se formaram", destacou em um estudo recente a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. "O interior da Lua conservou intacta a história das primeiras etapas da evolução planetária e sua superfície sem ar também dá um testemunho contínuo da história terrestre e da ação solar", acrescentou.

"Somente voltando à Lua poderemos fazer novas explorações científicas e sanar as lacunas em nossa compreensão do sistema solar", concluiu a Academia, que recomenda a volta das missões tripuladas à Lua. Além das informações preciosas que contém sobre nossa origem, a Lua apresenta em sua superfície, na camada de poeira denominada regolito, com vários metros de espessura e produzida pelo impacto de meteoritos, oxigênio de fácil extração. Também há hidrogênio em quantidade menor.

O oxigênio e o hidrogênio podem ser utilizados para fabricar combustível para motores de foguetes, o que poderia reduzir consideravelmente os custos da exploração espacial, permitindo lançar naves além da atmosfera terrestre. O regolito lunar também contém silício, que pode ser utilizado para fabricar painéis solares. Várias empresas estudam a possibilidade de produzi-los na Lua com o propósito de fornecer eletricidade às colônias que se estabeleceriam ali no futuro.

O solo lunar também tem importantes reservas de hélio-3, um isótopo não-radioativo de hélio muito raro na Terra e buscado na fusão nuclear. A Lua conteria um milhão de t de hélio-3, quando apenas 25 t seriam suficientes para satisfazer as necessidades dos Estados Unidos e da União Européia.

LCROSS e LRO
Antes da colisão, a LCROSS lançou com sucesso um foguete sobre a cratera Cabeus A, que se encontra na região do pólo sul, na face oculta da Lua. O primeiro impacto do foguete vazio provocou uma coluna de poeira que subiu sobre o alto da cratera e foi seguido minutos depois pela sonda, que recolheu informação da esteira antes de cair.

A sonda espacial partiu da Terra em junho passado, a bordo de um foguete Atlas V, junto à sonda LRO (Lunar Reconaissance Orbiter). Os dois artefatos integram a primeira missão do programa Constellation, que prevê a volta do homem à Lua a partir de 2020.

Com informações da agência AFP

Nasa começa contagem regressiva para lançamento da Atlantis

A Nasa iniciou nesta sexta-feira a contagem regressiva para o lançamento da nave espacial Atlantis que, com seis astronautas a bordo, deve iniciar na segunda-feira uma missão de 11 dias. A contagem regressiva começou às 18h no horário local (16h de Brasília) de hoje e o lançamento está programado para as 19h28 local (17h28h de Brasília) de segunda-feira.

Os diretores da missão, em entrevista coletiva no Centro Espacial Kennedy, no sul da Flórida, revelaram que a nave, os tripulantes e a carga que será levada à Estação Espacial Internacional (ISS), estão prontos para a missão. O diretor de Provas da Nasa, Charlie Blackwell-Thompson, informou que todos os trabalhos foram concluídos conforme o cronograma para a 31ª missão do Atlantis, que levará um tripulante e outras equipes à estação que orbita a 385 km da Terra.

O diretor de Carga da missão, Scott Higginbotham, disse que o processamento da carga foi difícil e uma "corrida contra o relógio" para sua equipe, "mas hoje todos estamos sorridentes porque alcançamos o objetivo e sobrevivemos". A meteorologista da Nasa, Kathy Winters, informou que a previsão é propícia para o dia do lançamento para a carga dos combustíveis no tanque exterior do Atlantis.

"A esta hora há só 10% de probabilidade de as condições meteorológicas interfirirem no lançamento de segunda-feira", disse Winters.

EFE
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Nível de água descoberto na Lua enche 12 baldes, diz Nasa

Nasa acha o equivalente a 12 baldes de água na Lua

A Nasa, agência espacial americana, confirmou nesta sexta-feira a existência de água congelada em uma cratera da Lua após a análise dos dados enviados pela sonda espacial LCROSS (Lunar Crater Observation and Sensing Satellite, em inglês), que se chocou com o satélite terrestre no último dia 9 de outubro. Segundo a agência, a quantidade do recurso natural encontrado no buraco, com profundidade de cerca de 20 m, é equivalente a 12 baldes de água.

Em comunicado, a agência espacial informou que a descoberta abre um novo capítulo na história que compreende a Lua. "Estamos descobrindo os mistérios do nosso vizinho mais próximo e, por consequência, do Sistema Solar", afirmou Michael Wargo, cientista-chefe da missão, na sede da Nasa, em Washington. "A lua abriga muitos segredos e a LCROSS acrescentou um novo ingrediente para nossa compreensão", disse.

Antes da colisão, a LCROSS lançou com sucesso um foguete sobre a cratera Cabeus A, que se encontra na região do pólo sul, na face oculta da Lua. O primeiro impacto do foguete vazio provocou uma coluna de poeira que subiu sobre o alto da cratera e foi seguido minutos depois pela sonda, que recolheu informação da esteira antes de cair.

Um porta-voz da Nasa explicou nesta sexta que "provavelmente a água está congelada e misturada a outras substâncias". "A água só foi vista após o impacto, o que indica que ela não estava disponível na superfície", disse. No entanto, o porta-voz afirmou que "ainda não é possível determinar que tipo de água é essa".

Segundo ele, o foco agora é em estudar as informações obtidas para atingir novas descobertas. "Agora temos que dar um passo para trás e pensar no que mais pode haver lá. A Lua é viva", acrescentou.

Os cientistas têm investigado há tempos a origem de quantidades significativas de hidrogênio que foram detectadas nos pólos lunares. De acordo com a agência, os dados coletados pela LCROSS podem indicar ainda uma quantidade de água maior do que se suspeitava anteriormente.

Se a água realmente se formou ou permaneceu em depósitos em bilhões de anos, isto seria a chave para os especialistas entenderem a história e a evolução do Sistema Solar. Além disso, a água e outros compostos são recursos potenciais que poderiam sustentar o sonho humano de fixar uma base no solo lunar futuramente.

A sonda espacial partiu da Terra em junho passado, a bordo de um foguete Atlas V, junto à sonda LRO (Lunar Reconaissance Orbiter). Os dois artefatos integram a primeira missão do programa Constellation, que prevê a volta do homem à Lua a partir de 2020.

Sonda espacial Rosetta sobrevoa a Terra de olho em cometa

Concepção artística da sonda Rosetta, que passará perto da Terra nesta sexta para ganhar impulso e se aproximar de um cometa em 2014 Foto: AFP

Concepção artística mostra a sonda espacial europeia Rosetta

A sonda europeia Rosetta sobrevoou a Terra nesta sexta-feira, utilizando a gravidade do planeta para ganhar velocidade e ir mais longe no espaço, ao encontro de um cometa em 2014. Às 7h45 GMT (5h45 de Brasília), Rosetta passou pelo ponto de seu trajeto mais próximo da Terra, segundo o centro de operações da Agência Espacial Europeia (ESA) em Darmstadt (Alemanha).

A sonda sobrevoou o Oceano Índico ao sul da ilha indonésia de Java a 2,5 mil km de altitude e com uma velocidade de 48 mil km/h. Lançada em 2 de março de 2004, Rosetta, que percorreu quase 4,5 bilhões de km em várias voltas ao redor do Sol, já havia utilizado em outras três ocasiões a ajuda gravitacional de um planeta para modificar sua velocidade e trajetória.

Em março de 2005 e novembro de 2007 se aproximara da Terra e em fevereiro de 2007 sobrevoou Marte. A sonda passou sobre a Terra a uma velocidade de 13,3 km/s, ou seja, 47,8 mil km/h. A ajuda da gravidade tinha o objetivo de aumetar a velocidade da nave em 3,5 km/s (12.960 km/h) para que seguisse a viagem em torno do Sol.

Em maio de 2014, pouco mais de 10 anos depois do lançamento, Rosetta deve se encontrar com seu objetivo final, o cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko, sobre o qual lançará um módulo científico que analisará a composição da rocha em busca de pistas sobre o passado do sistema solar.

ah/fp

AFP
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Astronautas do "Atlantis" chegam à Flórida para lançamento

Os seis astronautas do ônibus espacial "Atlantis" chegaram hoje ao Centro Espacial Kennedy, no sul da Flórida, para iniciar os preparativos para o lançamento programado para a próxima segunda-feira, que dará início a uma missão de 11 dias.

Segundo o comandante da missão, Charles O. Hobaugh, com os trabalhos que agora se iniciam terminam "quase nove meses de preparação".

"Nos transformamos em uma equipe. Aprofundamos nossa instrução e desenvolvemos todos os nossos requisitos individuais para a conquista dos objetivos dessa missão", afirmou.

Pouco depois de chegarem ao centro de lançamento, os astronautas se dirigiram ao alojamento de tripulantes no Edifício de Operações e Inspeções Kennedy.

A contagem regressiva oficial começa nesta sexta-feira às 16h (Brasília) e o lançamento está programado para as 17h28 de segunda-feira.

Os técnicos da Nasa completaram hoje seus trabalhos de preparação dos sistemas de propulsão da nave "Atlantis".

A nave e seus seis astronautas empreenderão uma missão de 11 dias para o transporte de carga à Estação Espacial Internacional (ISS), que orbita a cerca de 385 quilômetros da Terra.

EFE
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Próxima à Terra, sonda espacial Rosetta fotografa atmosfera

Imagem feita hoje pela câmera Osiris mostra a Terra de uma distância de 633 mil km Foto: AFP

Imagem feita hoje pela câmera Osiris mostra a Terra de uma distância de 633 mil km

A ESA, agência espacial europeia, divulgou nesta quinta-feira uma imagem da Terra captada pela sonda espacial Rosetta a apenas 633 mil km de distância. O telescópio se aproximou da Terra nesta sexta-feira com o objetivo de ganhar impulso e velocidade para realizar o encontro com um cometa em 2014.

Durante 24 horas, a Rosetta captará uma série de imagens da atmosfera terrestre por meio do seu sistema de vídeo, chamado Osiris, enquanto completa uma rotação completa ao redor do planeta azul. Na imagem, o Pólo Sul pode ser visto na parte inferior (ao Sul), assim como o contorno da Antártida está visível sob as nuvens que se formam também no Sul. Os pontos brilhantes em destaque são resultado do forte reflexo do gelo litorâneo.

Os cientistas da ESA (ESA) se entusiasmaram com a perspectiva de ver de perto a Rosetta, lançada ao espaço em 2004. A sonda espacial fará uma viagem de 10 anos e 7,1 bilhões de km que deve levá-la a um encontro com um dos cometas que percorrem o sistema solar.

Segundo as previsões, Rosetta deve se encontrar com o cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko em maio de 2014, antes de lançar um pequeno laboratório, do tamanho de um frigorífico, batizado Philae, que vai se ancorar à superfície da rocha em busca de pistas sobre o passado do Sistema Solar. Depois, ela seguirá o cometa durante dois anos, estudando o mesmo na viagem ao redor do Sol.

Mas para isto, a sonda precisa primeiro ganhar velocidade e a gravidade da Terra, utilizada como um estilingue, é a chave. Às 7H46 GMT (5H46 de Brasília) de sexta-feira, era o prazo para Rosetta estar no ponto de seu percurso mais próximo do planeta. Neste momento, o aparelho deve sobrevoar o Oceano Índico a 2.480 km de altitude ao sul da ilha indonésia de Java.

A velocidade da nave é de 13,3 km por segundo, ou seja, 47.800 km/h, segundo a agência espacial. Com o "empurrão" da Terra, esse número deve subir para 3,5 km/s (12.960 km/h).

Novo módulo russo para experiências científicas chega à ISS

A nave de carga Progress-M, que contém o módulo de equipamentos para experiências científicas Poisk (MIM-2) chegou nesta quinta-feira à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia. O acoplamento da nave, lançada ao espaço na última terça-feira, aconteceu às 13h41 (horário de Brasília) em regime automático, apesar dos tripulantes da estação terem supervisionado a manobra para realizar o engate de forma manual em caso de algum imprevisto.

O módulo ampliará a capacidade da ISS para receber outras naves, pois conta com um porto de acoplamento próprio, além de uma escotilha para as missões dos astronautas fora dos aparelhos. A nave Progress, que também leva à ISS 850 kg de carga útil, entre equipamentos, alimentos e água, será desligada da ISS dentro de duas semanas.

Já o Poisk, que será utilizado como um laboratório científico, será o quarto módulo do segmento russo da ISS a servir como porto de engate, depois do Zaria, integrado à estação em 1998, o Zvezda (2000) e o Pirs (2001). Valeri Lindin, porta-voz do CCVE, disse que a Rússia retoma assim a construção de seu segmento na ISS, após um intervalo de oito anos, motivado pela catástrofe com o ônibus espacial americano "Columbia", em 2003, pela conseguinte suspensão dos voos das naves por mais de dois anos e pela falta de financiamento para o programa espacial russo no início da década.

Lindin antecipou que um módulo gêmeo do Poisk, o MIM-1, também russo, será enviado à ISS em uma nave americana em maio, e em 2011 será enviado outro laboratório espacial, o MLM polivalente. A construção do segmento russo deve terminar com a integração em 2014 e 2015 de outros dois módulos científicos, além de geradores de energia, que permitirão à Rússia alimentar seus laboratórios por conta própria.

Segundo o programa inicial, a construção da ISS deveria terminar em 2010, para que ela fosse utilizada até 2015, mas as agências espaciais dos países participantes estudam atualmente a possibilidade de ampliar sua operabilidade em mais cinco ou dez anos.

EFE
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Para cientista do Vaticano, pode existir vida extraterreste

"Extraterrestres poderiam existir, mas não há fortes evidências de que de fato existam", ponderou o principal astrônomo do Vaticano, o padre Gabriel Funes, por ocasião do fim de uma conferência sobre vida extraterrena. O evento, organizado pela Pontifícia Academia de Ciências Sociais do Vaticano, reuniu atraiu cientistas, químicos, astrônomos, biólogos e clérigos de todo o mundo durante os dias 6 e 11 de novembro para discutir as origens e a evolução da vida.

Funes considera válida para a Igreja Católica a pesquisa sobre as chances de vida alienígena. "Embora a astrobiologia seja um campo ainda novo e em desenvolvimento, questões concernentes às origens da vida e da presença de seres vivo fora da Terra são legítimas e merecem consideração. Faz sentido buscar por formas de vida que existam além da Terra, mas, até o momento, não há prova de que tais existam", considerou.

A conclusão da conferência é de que há, "plausivelmente", milhões de planetas habitáveis somente na Via Láctea, que é apenas uma entre as bilhões de galáxias estimadas no nosso universo.

Esta não é a primeira fez em que Funes, também diretor do Observatório do Vaticano, conjetura sobre a chance de vida extraterrestre. Em 2008, o padre concedeu uma entrevista ao jornal oficial do vaticano, o Osservatore Romano.

A entrevista foi entitulada "Os aliens são meus irmãos". Nela, Funes avaliou: "Isso (a chance de vida extraterrena) não entra em conflito com nossa fé, pois não pode-se delimitar a criativide criadora de Deus", acrescentando que os alienígenas talvez não precisassem ser "salvos" para entrar no Paraíso, especialmente se fossem "mais evoluídos" que humanos.

O fato de o Vaticano discutir a possibilidade de vida extraterrestre é considerado por muitos como uma forte mudança na sua posição em relação à ciência e à própria religão. Há cerca de quatro séculos, por exemplo, o astrônomo Galileu Galilei foi preso, acusado de heresia, ao propor que a Terra não se localizava no centro do universo. Também no início da idade moderna, o filósofo Giordano Bruno foi queimado por especular, justamente, que outros mundos poderiam ser habitados.

Com informações do Mail Online.

Sonda chega à Terra para ganhar impulso e encontrar com cometa

Concepção artística da sonda Rosetta, que passará perto da Terra nesta sexta para ganhar impulso e se aproximar de um cometa em 2014 Foto: AFP

Concepção artística da sonda Rosetta, que passará perto da Terra nesta sexta para ganhar impulso e se aproximar de um cometa em 2014

A sonda espacial europeia Rosetta, um projeto de um bilhão de euros (US$ 1,5 bilhão), passará perto da Terra nesta sexta-feira e, nessa passagem ganhará impulso e velocidade para realizar o encontro com um cometa no espaço remoto em 2014. Os cientistas da ESA, agência espacial europeia, se entusiasmam com a perspectiva de ver de perto Rosetta, lançada ao espaço em 2004.

A sonda espacial faz uma viagem de 10 anos e 7,1 bilhões de km que deve levá-la a um encontro com um dos cometas que percorrem o sistema solar. Segundo as previsões, Rosetta deve se encontrar com o cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko em maio de 2014, antes de lançar um pequeno laboratório, do tamanho de um frigorífico, batizado Philae, que vai se ancorar à superfície da rocha em busca de pistas sobre o passado do Sistema Solar.

Depois, Rosetta seguirá o cometa durante dois anos, estudando o mesmo na viagem ao redor do Sol. Mas para isto, a sonda precisa primeiro ganhar velocidade e a gravidade da Terra, utilizada como um estilingue, é a chave.

Às 7h46 GMT (5H46 de Brasília) de sexta-feira, a Rosetta se encontrará no ponto de seu percurso mais próximo do planeta. O aparelho sobrevoará o Oceano Índico a 2.480 km de altitude ao sul da ilha indonésia de Java. Passará sobre a Terra a uma velocidade de 13,3 km por segundo, ou seja, 47,8 mil km/h, segundo a agência espacial. A ajuda da gravidade aumentará a velocidade da nave em 3,5 km/s (12.960 km/h).

A sonda dirigirá seu sistema de vídeo, Osiris, para a Lua em busca de água. Outros instrumentos vão escanear a atmosfera terrestre e a magnetosfera em busca de auroras, a espetacular colisão entre o campo magnético de nosso planeta e as partículas procedentes do Sol. Antes de se aproximar em 2014 do cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko, a sonda passará perto de outro asteróide, o 21 Lutetia, em julho de 2010.

Os astrônomos acreditam que conhecer mais os cometas, formados por destroços que datam de quando nasceu o Sistema Solar, ajudará a compreender a formação dos planetas e o início da vida na Terra.

AFP
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Sonda da Nasa mostra detalhes da superfície de Marte

A imagem mostra a diversidade das formas e texturas na superfície do planeta Foto: BBC Brasil

A imagem mostra a diversidade das formas e texturas na superfície do planeta

Imagens recentes da sonda da Nasa (agência espacial americana) que percorre a órbita de Marte para análises, o Mars Reconnaissance Orbiter (MRO, na sigla em inglês, ou satélite de reconhecimento de Marte, em tradução livre), mostram detalhes da superfície do planeta.

As imagens feitas em agosto mostram a diversidade das formas e texturas na superfície do planeta. As fotos foram capturadas por uma câmera da imagens de alta resolução da Universidade do Arizona.

A câmera captou as imagens enquanto a sonda orbitava as regiões sul e leste de Marte. As imagens mostram grandes dunas, vestígios de minerais, sulfatos nos quais o ferro está presente, além de outros minerais.

O Mars Reconnaissance Orbiter está estudando Marte com uma série de instrumentos avançados desde 2006. A sonda já enviou mais informações a respeito do planeta do que todas as sondas prévias da Nasa juntas, de acordo com a agência.

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Astrônomos buscam a "teoria de tudo" em raio intergaláctico

Por enquanto, duas teorias dominam o mundo da física. A relatividade geral explica o movimento de objetos grandes como os como planetas e galáxias, ... Foto: Nature

Por enquanto, duas teorias dominam o mundo da física. A relatividade geral explica o movimento de objetos grandes como os como planetas e galáxias, enquanto a mecânica quântica explica o comportamento de coisas muito pequenas

Astrônomos usaram uma rajada de luz de alta energia de uma galáxia distante para testar o tecido do espaço e do tempo. O trabalho é o melhor teste até agora entre tentativas de criar uma "teoria de tudo". Por enquanto, duas teorias separadas dominam o mundo da física. A relatividade geral explica a gravidade e o movimento de objetos grandes como planetas, estrelas e galáxias, enquanto a mecânica quântica explica o comportamento de coisas muito pequenas como átomos.

As duas teorias funcionam bem para explicar seus mundos respectivos, mas não se integram matematicamente. O problema não pode ser mais fundamental: ambas entendem o espaço e o tempo de forma muito diferente, segundo Giovanni Amelino-Camelia, físico teórico da Universidade de Roma La Sapienza, Itália. "O estudo da estrutura do espaço-tempo numa forma que faz sentido na gravidade quântica começou."

A diferença é semelhante a aquela entre um oceano e uma praia. A relatividade geral vê o espaço-tempo como um fluido vasto e contínuo, enquanto a mecânica quântica sugere que o mesmo é granuloso como a areia. Algumas versões quânticas da gravidade sugerem que os "grãos" de espaço-tempo, caso existam, seriam pequenos a ponto de quase desaparecerem, medindo cerca de 10-35 metros. Isso tornaria sua detecção quase impossível com instrumentos na Terra.

Mas partículas de luz de alta energia, conhecidas como raios γ, seriam capazes de mostrar a diferença. Os raios γ são fótons poderosos que, supõe-se, surgiram de eventos astronômicos extremos, como colisões de estrelas de nêutrons. Altas energias correspondem a comprimentos curtos de onda, e alguns raios γ são tão curtos em comprimento de onda que poderiam distinguir entre o espaço-tempo arenoso ou fluido.

Se o espaço-tempo for granuloso, então, raios γ de comprimento de onda mais curto podem se chocar com os grãos, que talvez os façam viajar um pouco mais lentos do que raios γ de comprimento de onda mais longos. "O que você precisa realmente é de uma corrida", afirma Amelino-Camelia.

Corrida Espacial
O estudo, publicado online em 28 de outubro na Nature, relata que um satélite de raios γ em órbita detectou essa corrida em ação. Em 10 de maio deste ano, o Telescópio Espacial de Raios Gama Fermi detectou uma rajada de raios γ vinda de uma galáxia a uma distância de cerca de dois bilhões de parsecs, ou sete bilhões de anos-luz, da Terra. A rajada durou vários segundos, com os raios γ de comprimento de onda mais curtos chegando em torno de 0,829 segundo depois dos primeiros raios terem sido detectados.

Isso é um atraso, mas não o suficiente para sustentar as teorias quânticas mais simples, de acordo com Jonathan Granot, um membro da equipe do telescópio Fermi na Universidade de Hertfordshire, em Hatfield, Reino Unido. Em outras palavras, por enquanto, o espaço-tempo parece ser liso em vez de arenoso.

Granot afirma que está um pouco desapontado pela corrida apenas ter confirmado as teorias existentes. "Se pudéssemos detectar claramente um efeito desse tipo, isso valeria um Prêmio Nobel", afirma. Mas, acrescenta, qualquer teste de ideias avançadas sobre gravidade quântica é "extremamente proveitoso". A física fundamental está "se desprendendo muito das observações", acrescenta. "O mero fato de poder restringir de forma significativa alguns (...) modelos é muito bom."

O resultado não significa que os melhores esforços para unir a gravidade à mecânica quântica estejam errados. Ainda existem muitas versões da gravidade quântica que não mudariam a velocidade da luz da rajada recente, de acordo com Lee Smolin, físico teórico do Instituto Perimeter, em Waterloo, Ontário, no Canadá.

No entanto, ele afirma que o artigo "é o melhor teste até agora de uma hipótese geral sobre espaço-tempo quântico". Medições futuras nos próximos anos podem orientar teóricos enquanto tentam unir a gravidade à mecânica quântica. "O estudo da estrutura do espaço-tempo de uma forma significativa na gravidade quântica começou", afirma Amelino-Camelia.

Tradução: Amy Traduções

Nature
Nature

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Nasa inicia cruzada contra profetas do apocalipse

O mundo não vai terminar no dia 21 de dezembro de 2012, garantiu nesta segunda-feira a Nasa, agência espacial americana, em uma curiosa campanha para dissipar os temores provocados pelos profetas do apocalipse na internet e pelo filme "2012", que será lançado em breve por Hollywood. O filme, dirigido por Roland Emmerich, com estreia prevista para o próximo final de semana, relata o fim da humanidade no solstício do inverno boreal de 2012, exatamente no dia 21 de dezembro, após uma série de catástrofes naturais.

A data estaria ligada a um alinhamento dos planetas do sistema solar, algo de mau presságio, segundo a crença popular. Segundo vários profetas do apocalipse, o fim do mundo chegará quando um obscuro planeta, chamado de Nibiru e supostamente descoberto pelos sumérios, colidir com a Terra. Alguns sites acusam a Nasa de ocultar a verdade, mas a agência espacial qualifica estas histórias de "engodo da internet".

"Não há qualquer evidência para estas afirmações", destaca a Nasa em seu site. Se esta possibilidade de colisão fosse real, os astrônomos teriam detectado este objeto "ao menos durante a última década, e agora seria visível a olho nu. Obviamente, não existe".

"Nenhum cientista sério do mundo conhece alguma ameaça para 2012", insiste a Nasa, recordando que a Terra existe há mais de 4 bilhões de anos. Um colisão com nosso planeta foi prevista inicialmente por alguns profetas para 2003, mas a data foi adiada para 21 de dezembro de 2012, que corresponde ao fim de um ciclo do calendário Maia.

A agência destacou que as colisões catastróficas da Terra com corpos celestes são muito raras, e que a última ocorreu há 65 milhões de anos.

AFP
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Rússia retoma construção de segmento na ISS com novo módulo

A Rússia lançou nesta terça-feira um novo módulo científico para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), com o qual retomará a construção do segmento russo na plataforma orbital após uma pausa de oito anos. O foguete Soyuz-U, que levou a nave de carga Progress-M ao espaço com o módulo Poisk (MIM-2), foi lançado às 12h22 (horário de Brasília) da base de Baikonur, no Cazaquistão, informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.

A nave com o módulo deve se acoplar à ISS às 13h43 (horário de Brasília) de quinta-feira em regime automático, mas os tripulantes da estação supervisionarão a manobra para realizar o engate manual caso haja algum imprevisto, segundo a agência Interfax. O módulo, que contém equipamentos para experimentos científicos, também ampliará a capacidade da ISS para receber outras naves, pois conta com um porto de acoplamento próprio, além de uma escotilha para as missões dos astronautas fora dos aparelhos.

A nave Progress, que também leva à ISS 850 kg de carga útil, entre equipamentos, alimentos e água, será desligada da ISS dentro de duas semanas. Já o Poisk, que será utilizado como um laboratório científico, será o quarto módulo do segmento russo da ISS a servir como porto de engate.

Valeri Lindin, porta-voz do CCVE, disse que a Rússia retoma assim a construção de seu segmento na ISS, após um intervalo de oito anos, motivado pela catástrofe com o ônibus espacial americano Columbia, em 2003, pela conseguinte suspensão dos voos das naves por mais de dois anos; e pela falta de financiamento para o programa espacial russo no início da década.

Lindin antecipou que um módulo gêmeo do Poisk, o MIM-1, também russo, será enviado à ISS em uma nave americana em maio, e em 2011 será enviado outro laboratório espacial, o MLM polivalente. A construção do segmento russo deve terminar com a integração em 2014 e 2015 de outros dois módulos científicos, além de geradores de energia, que permitirão à Rússia alimentar seus laboratórios por conta própria.

Segundo o programa inicial, a construção da ISS deveria terminar em 2010, para ser utilizada até 2015, mas as agências espaciais dos países participantes estudam atualmente a possibilidade de ampliar sua operabilidade em mais cinco ou dez anos.

EFE
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Sonda Mars envia imagens de erosão causada pela água em Marte

A imagem mostra a área entre Kasei Valles e Fossae Sacra, com uma cratera de 35 km  Foto: ESA/Divulgação

A imagem mostra a área entre Kasei Valles e Fossae Sacra, com uma cratera de 35 km

A agência espacial europeia (ESA) divulgou imagens do relevo de Marte obtidas pela sonda Mars Express. As imagens mostram fotos panorâmicas do terreno caótico da região de Kasei Valles e Sacra Fossae. Segundo os especialistas, as rachaduras foram causadas por água.

As imagens são de uma região localizada 12 graus ao norte do Equador e apresentam uma resolução da superfície de 21 metros por pixel. Elas cobrem uma área de 21.375 km quadrados.

A parte superior da imagem mostra a margem oriental de Kasei Valles com o planalto de Lunae Planum, além da Sacra Fossae. Kasei Valles é um dos maiores canais de Marte, com um comprimento de cerca de 3 mil km, que compreendem desde a bacia Chryse Planitia, ao norte, até a Echus Chasma, ao sul. Sacra Fossae é um sistema de falhas que se estende por 1 mil km com centenas de metros de profundidade. Fica entre Kasei Valles sul e oeste de Lunae Planum.

A imagem mostra uma cratera de 35 km de diâmetro ao norte. A borda sudoeste do anel está muito desgastada pela erosão, causada principalmente pelas correntes de água. A fonte de origem desta água foi localizada em Ecgus Rabble, que fica 850 km ao sudoeste.

O fundo da cratera e a parte noroeste da região mostrada na foto é plano e foi formado por fluxos de lava basáltica e sedimentos originários da região vulcânica de Tharsis. A parte inferior da imagem mostra claramente a planície com numerosas crateras e a que apresenta rachaduras.

É provável que toda a região esteja passando por atividades tectônicas, bem como uma 'sub-erosão', um processo no qual as rochas do subsolo são dissolvidas pela água causando um colapso parcial e rachaduras na superfície. Várias dessas zonas de fratura são visíveis a oeste.

sábado, 7 de novembro de 2009

Conheça as 10 previsões catastróficas mais interessantes

O filme 2012, que estreia no próximo dia 13 de novembro, retrata o fim do mundo apontado pelo calendário maia Foto: Divulgação

O filme "2012", que estreia no próximo dia 13 de novembro, retrata o fim do mundo apontado pelo calendário maia

O filme "2012", que estreia nos cinemas no próximo dia 13 de novembro, traz à tona novamente a discussão sobre o fim do mundo. Durante séculos, as pessoas se acostumaram a conviver com perspectivas catastróficas tratadas desde o calendário maia até previsões de profetas mais atuais. No entanto, estes cenários apocalípticos partilham algo em comum: eles nunca ocorrem. Por causa disso, o site científico Live Science resolveu escolher as 10 premonições mais interessantes que nunca aconteceram.

Galinha profeta de Leeds, 1806
A história tem inúmeros exemplos de pessoas que proclamam o retorno iminente de Jesus Cristo, mas nenhuma mensagem é mais estranha do que a da galinha de um inglês na cidade de Leeds, em 1806. O que contam é que a "galinha profeta" começou a botar ovos com a frase "Cristo está chegando". As notícias deste milagre se espalharam e muitas pessoas se convenceram de que o juízo final estava à mão. Até que alguém descobriu que tudo não se passava de uma farsa.

Os millerites, 23 de abril de 1843
Um fazendeiro da Nova Inglaterra chamado William Miller, após ter feito durante vários anos um estudo muito cuidadoso de sua Bíblia, concluiu que o tempo escolhido por Deus para destruir o mundo poderia ser adivinhado a partir de uma interpretação estritamente literal da escritura.

Ele explicou para quem quisesse ouvir que o planeta chegaria ao seu fim em algum momento entre 21 de março de 1843 e 21 de março de 1844. O fazendeiro pregou e espalhou a notícia o suficiente para que milhares de seguidores - conhecidos como Millerites - decidissem que a data efetiva seria em 23 de abril de 1843.

Muitas pessoas venderam ou deram seus bens, admitindo que eles não seriam mais necessários, mas quando chegou o esperado 23 de abril, e Jesus Cristo não veio, o grupo finalmente se dissolveu - com alguns integrantes formando o que hoje são os adventistas do Sétimo Dia.

Mórmon e o Armageddon, 1891
Joseph Smith, fundador da Igreja Mórmon, convocou uma reunião de líderes de sua igreja em fevereiro de 1835 para contar que tinha falado com Deus recentemente e, que durante a conversa, tinha ouvido que Jesus Cristo retornaria nos próximos 56 anos. Nesta data, o fim do mundo seria iniciado imediatamente.

Cometa Halley, 1910
Em 1881, um astrônomo descobriu por meio da análise espectral que as caudas dos cometas eram compostas por um gás mortal chamado cianogênio, conhecido também como cianeto. Esta foi apenas uma notícia de interesse passageiro até que alguém alertou que a Terra poderia passar pela cauda do cometa Halley em 1910.

Será que todos no planeta seriam atingidos por um gás tóxico mortal? A especulação foi reproduzida nas primeiras páginas do jornal americano The New York Times e outros periódicos, gerando um pânico em massa no próprio país e no exterior. No entanto, os cientistas conseguiram explicar que não havia nada a temer.

Pat Robertson, 1982
Em maio de 1980, um televangelista e fundador da Coalização Cristã, Pat Robertson, assustou e alarmou a população - ao contrário de Mateus 24:36 ("Ninguém sabe que dia ou hora, nem os anjos no céu") - ao informar em seu programa de TV que ele sabia que o mundo ia acabar. "Eu garanto que até o final de 1982 o mundo terá o juízo final", disse Robertson.

Heaven's Gate, 1997
Quando o cometa Hale-Bopp surgiu em 1997, surgiram rumores de que uma nave alienígena estaria seguindo o cometa - encoberto, é claro, pela NASA e pela comunidade astronômica. Embora a alegação tenha sido refutada por astrônomos - e poderia ser refutada por qualquer pessoa com um bom telescópio - os rumores foram espalhados por um reconhecido programada de rádio.

A partir de então, uma seita que cultuava a ufologia em San Diego, chamada Heaven's Gate, concluiu que o mundo iria acabar em breve. O mundo realmente teve um fim, mas apenas para os 39 membros do grupo, que se suicidaram em 26 de março de 1997.

Nostradamus, agosto de 1999
As escritas ofuscadas e metafóricas de Michel de Nostrdame têm intrigado as pessoas por mais de 400 anos. Seus textos, cuja precisão depende muito de interpretações flexíveis, foram traduzidas e retraduzidas em dezenas de versões diferentes. Um dos mais famosos dizia: "No ano de 1999, sétimo mês, do céu virá um grande rei do terror".

Bug do Milênio, 1º de janeiro de 2000
No início do século passado, muita gente ficou preocupada que os computadores poderiam causar o fim da Terra. O problema, referido pela primeira vez no início dos anos 1970, era de que muitos computadores não seriam capazes de diferenciar as datas entre 2000 e 1900.

Ninguém estava realmente certo sobre o que aconteceria, mas muitos acreditaram que um holocausto nuclear pudesse destruir o planeta. Nada disso ocorreu e o novo milênio começou com apenas algumas falhas.

Gelo e o fim do mundo, 5 de maio de 2000
No caso do Bug do Milênio não vir efetivamente, uma catástrofe global foi assegurada por Richard Noone, autor do livro "5/5/2000 Ice: the Ultimate Disaster" ("5/5/2000 Gelo: A Catástrofe final", na tradução do inglês). Segundo Noone, a massa de gelo da Antártida ficaria com 3 km de espessura em 5 de maio de 2000 - data em que os planetas seriam alinhados no céu, de algum modo, resultando no degelo global.

Pastor da Igreja de Deus, 2008
Segundo o pastor da Igreja de Deus, Ronald Weinland, o fim dos tempos está sobre nós - mais uma vez. Em seu livro "2008: God's Final Witness" ("2008: O testemunho final de Deus", na sigla em inglês), ele afirma que centenas de milhões de pessoas vão morrer e, até o final de 2006, "haverá um prazo máximo de dois anos para o restante do mundo mergulhar no pior momento de toda a história humana". No outono de 2008, os Estados Unidos não seria mais uma potência mundial e deixaria de existir como nação independente.

Fim do mundo na telinha do cinema
"Presságio" -
A história começa ainda na década de 1950, com um simples exercício de escola. As crianças devem fazer desenhos sobre como imaginam que será a vida no futuro. Estes seriam guardados em uma espécie de cápsula do tempo, para serem abertos 50 anos mais tarde, em uma comemoração do tal colégio. Ao contrário de seus colegas de classe, a jovem Lucinda Embry (Lara Robinson) preenche sua folha com números aparentemente desconexos. O fato de a menina ouvir vozes e ficar praticamente em transe enquanto anota os números já anuncia que nada de bom sairá do papel.

Cinco décadas depois, quem encontra o trabalho de Lucinda é Caleb (Chandler Canterbury), filho de John (Nicolas Cage). Com um toque de sorte e oportuno conhecimento matemático, o astrofísico John desvenda o enigma: cada trecho de número remete à data, local e número de mortos das maiores tragédias enfrentadas pela humanidade nos últimos 50 anos (terremotos, enchentes, incêndios, ataques terroristas, guerras etc).

Como há algumas desgraças que ainda não ocorreram, John tentará impedi-las, especialmente a última, cujos números estão incompletos. Para a tarefa, ele contará com a ajuda da filha de Lucinda, Diana Wayland (papel de Rose Byrne). Enquanto John busca respostas, Caleb e Abby (Lara Robinson), filha de Diana, começam a ouvir vozes, ter visões e ser perseguidos por homens estranhos e assustadores. Misteriosos, eles parecem ser os responsáveis por tudo o que se vê na tela.

"Apocalypto"
O filme não fala sobre o fim do mundo, mas conta a história da queda de uma das civilizações mais importantes da América Central pré-colombiana: os maias. O calendário maia, que aponta para o fim do mundo no dia 12 de dezembro de 2012, ainda assusta as pessoas até hoje. A civilização encerra a contagem do dia e das noites nesta data porque depois dela não haverá mais dias para contar.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Sujeira quase atrasa início do acelerador de partículas

O acelerador de partículas do Laboratório Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN) começará a trabalhar em meados deste mês, como estava previsto, apesar de um pequeno incidente causado nesta semana por um pedaço de pão que caiu sobre seu transformador elétrico.

Uma porta-voz do CERN informou hoje à Agência Efe que, na terça-feira passada, "um pedaço de pão, que achamos que era levado por um pássaro, caiu sobre o transformador elétrico do acelerador".

Isso provocou um curto-circuito no equipamento, que fica na superfície - ao contrário do acelerador em si, que está situado em um túnel circular de 27 quilômetros sob a fronteira entre França e Suíça -, causando o aquecimento de dois de seus setores.

Além disso, o incidente provocou uma interrupção do sistema de resfriamento do acelerador de partículas, acrescentou a porta-voz, a qual destacou que os dois setores afetados já foram resfriados até sua temperatura operacional.

Segundo porta-vozes do CERN, o incidente não alterou os planos para iniciar novamente, por volta de meados de novembro, o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), o maior acelerador de partículas já construído.

O LHC ficou mais de um ano parado devido a uma grave avaria ocorrida dez dias depois de começar seus trabalhos em setembro de 2008. Após o vazamento do incidente do pedaço de pão, o CERN quis minimizar o ocorrido e lidou com a situação com bom humor.

Em um curto comunicado emitido hoje sobre o assunto, intitulado "Incidente Pão-Pássaro no LHC", o CERN explica que "o pássaro saiu ileso, embora tenha perdido seu pão".

EFE
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Nave Messenger transmite imagens da superfície de Mercúrio

A agência espacial americana, Nasa, divulgou imagens da superfície de Mercúrio feitas pela nave espacial Messenger em sua mais recente passagem pelo planeta. Segundo a agência, esta região parece ter experimentado um elevado nível de atividade vulcânica.

A imagem, de cores aprimoradas, foi criada com uma técnica que realça variações sutis de cores vista nos 11 filtros de câmera da nave. Segundo a agência, as imagens mostram, pela primeira vez, uma visão quase completa da superfície do planeta.

De acordo com os cientistas, na imagem, a área amarela (parte superior) mostra forte atividade vulcânica explosiva. No centro, a bacia de 29 km de diâmetro tem um interior liso que pode ser o resultado de vulcanismo efusivo. Planícies suaves, que podem ser resultados de episódios anteriores de atividade vulcânica, cobrem grande parte da área.

Segundo um comunicado da instituição, a nave passou menos de 142 milhas acima da superfície rochosa do planeta, que lhe permita entrar em órbita em 2011. A Messenger tem o objetivo de se tornar a primeira nave espacial a entrar na órbita do planeta. Se isso acontecer, ela deve ajudar os cientistas a compreender a composição da superfície de Mercúrio recolhendo informações sobre o meio ambiente e a geoquímica do planeta.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Energia escura causa disputa entre agências espaciais

A NGC 4258 é uma das galáxias usadas pelos astrônomos para estudar o quão rápido o universo está se expandindo graças à energia escura Foto: The New York Times

A NGC 4258 é uma das galáxias usadas pelos astrônomos para estudar o quão rápido o universo está se expandindo graças à energia escura

Uma sonda espacial que estudaria a energia escura está enfrentando dificuldades para sair do chão, devido às disputas entre três agências norte-americanas e europeias sobre os detalhes da possível missão internacional.

A ascensão e queda do projeto Joint Dark Energy Mission (JDEM), um satélite que teria por objetivo determinar com exatidão de que consiste a força repulsiva que acelera a expansão do universo, se deve em certa medida à disputa surgida este ano entre duas agências do governo norte-americano, a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) e o Departamento de Energia, e um terceiro potencial parceiro, a Agência Espacial Européia (ESA).

Além disso, os cientistas que estão desenvolvendo os projetos do JDEM não formaram uma frente unificada, devido a desacordos quanto ao melhor método de observação a ser empregado, em um momento no qual um influente painel de astrofísica está trabalhando para definir a prioridade das melhores e mais organizadas missões da próxima década.

"Temos aqui um exemplo de um satélite que explodiu antes até de ser construído", disse Bob Nichol, astrofísico da Universidade de Portsmouth, Inglaterra, que está trabalhando no conceito de design europeu.

Energia negra é a denominação dada a uma força que sobrepuja a da gravidade e força o Universo a se acelerar em ritmo permanente de expansão. O efeito foi anunciado em 1998, depois que os astrônomos se tornaram capazes de medir com precisão as distâncias que nos separam de supernovas em outras galáxias. Mas a causa continua a ser um enigma.

"Esse talvez seja o maior mistério de nossa era", disse Neil Gehrels, cientista do projeto JDEM no Centro Espacial de Voo Espacial Goddard, da Nasa, em Greenbelt, Maryland. "Ela determina o destino do universo". A depender de que potência ela venha a atingir, a energia escura poderia dissipar o universo na escuridão, dilacerá-lo em um "big rip" ou até mesmo se reverter e formar uma aliança com a gravidade e criar um "big crunch".

A missão JDEM tinha por objetivo determinar em que consiste a energia escura, e inicialmente ela demonstrou ímpeto considerável. Em 2007, recebeu um empurrãozinho político de um estudo co Conselho Nacional de Pesquisa norte-americano que definiu uma sonda de estudo da energia escura como principal prioridade de estudo entre as questões cosmológicas profundas. Depois, para criar um consenso, a Nasa e o Departamento de Energia em setembro de 2008 estabeleceram três equipes de pesquisa que vêm competindo para dar forma a uma missão que possa acomodar a todas as necessidades.

Passados dois meses, as agências assinaram um acordo que concederia à Nasa o comando da missão. O Departamento da Energia anunciou que cobriria cerca de um quarto dos custos.

Mas os custos representam um problema. As três equipes, trabalhando em separado, desenvolveram estimativas de preço superiores a US$ 1 bilhão para a missão; o projeto combinado é igualmente dispendioso, ou talvez ainda mais. A divisão de astrofísica da Nasa sempre quis algo menor e mais barato.

"Mas que volume de energia escura é possível comprar com US$ 600 milhões?", questionou Jon Morse, diretor da divisão de astrofísica da Nasa, em reunião do conselho consultivo da agência no mês passado. "Ninguém parece querer responder a essa pergunta". Por isso, a Nasa procurou a EDA, que vem estudando essa abordagem, em um projeto conhecido como "Euclid", há anos. Em janeiro, parecia que a ESA e seus recursos orçamentários participariam da missão.

Versão modesta
Mas quando a Nasa informou aos dirigentes do Departamento da Energia que europeus produziriam instrumentos científicos que o departamento havia planejado criar, eles hesitaram. O acordo entre a Nasa e o departamento dispunha que este construiria "um importante instrumento cientifico¿ para a missão. Mas em negociações que ocuparam o primeiro trimestre deste ano, foram oferecidas ao departamento apenas tarefas menores, e alguns de seus funcionários entenderam a decisão como insulto. "Não discordo que existam cientistas insatisfeitos em todas as três organizações envolvidas", diz Gehrels.

Mas não havia uma divisão de tarefas imutável, àquela altura, afirma. E aponta que poucas das missões que envolvem múltiplas agências transcorrem de forma suave. Por exemplo, o telescópio espacial de raios gama Fermi, um projeto de US$ 700 milhões para o qual a Nasa e o Departamento da Energia contribuem, passou por um difícil processo de gestação que levou mais de uma década, antes que fosse lançado, no ano passado. Em recente reunião do conselho consultivo de física, em Washington, este ano, William Brinkman, diretor do gabinete científico do Departamento da Energia, disse, sobre a missão JDEM, que "não se trata de um projeto sem controvérsias".

Funcionários e cientistas do Departamento da Energia estão tão insatisfeitos com a situação que, por alguns meses este ano, chegaram a abandonar as negociações. Alguns, do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Califórnia, propuseram em lugar dela um projeto de observação de energia escura de base terrestre, conhecido como BigBOSS. Em apresentações conduzidas em junho, a equipe afirmou que o projeto BigBOSS poderia apresentar resultados comparáveis ao JDEM mas a um custo de apenas US$ 85 milhões.

Enquanto isso, a Nasa e a ESA levavam adiante um projeto que se tornou conhecido como Pesquisa Internacional de Cosmologia da Energia escura, ou Idecs. Em abril, a parceria entre as duas organizações também caducou, porque as negociações estavam demorando demais. Na Europa, a equipe do projeto Euclid foi instruída a retomar o trabalho em seu telescópio espacial de 1,2 metro, diz Nichol, em preparação para uma triagem em fevereiro de 2010, com parte do concurso científico "Cosmic Visions", da ESA.

Do lado norte-americano, três conceitos de projeto continuam em debate. O projeto Idecs, com custo de US$ 1,6 bilhão, conta com dois tipos de detectores e usaria todos os três metros de observação em um telescópio de 1,5 metro. O projeto "Omega", de US$ 1,2 bilhão, empregaria apenas um detector e sacrificaria certas capacidades. Gehresls diz que sua equipe agora foi solicitada a estudar um terceiro conceito, com limite de custos de US$ 850 milhões, que vai requerer telescópio menor e reduzir as capacidades da sonda.

Enquanto isso, diante do impasse quanto à missão espacial, os astrônomos que operam em terra estão fazendo avanços na determinação de algumas das incertezas quanto a um parâmetro de energia escura capaz de informar se a força é uma constante ou se altera com o tempo. Um dos muitos estudos recentes, que acrescentaram mais de 100 supernovas observadas recentemente ao total existente, sugere que se trata de uma constante com precisão de 7%.

Simon White, diretor do Instituto Max Planck de Astrofísica, em Garching, Alemanha, questiona se é válido investir US$ 1 bilhão apenas para demonstrar com mais precisão que a energia escura é uma constante. "Não existe nada a procurar", disse White. "A força está bem perto de ser uma constante cosmológica, e a questão no que tange ao projeto JDEM seria apenas: ela está muito, muito próxima de uma constante cosmológica?"

Mas todos os recentes estudos que parecem indicar uma constante fazem a suposição de que ela seja constante no tempo, diz Rocky Kolb, teórico da Universidade de Chicago, no Illinois.

Para obter precisão e determinar de que maneira a energia escura variou no tempo, diz Kolb, é necessário ir ao espaço. Ambas as possibilidades -uma constante ou uma força mutável - acarretam problemas incômodos para os teóricos, que não dispõem de explicações para qualquer dos cenários.

Kolb aponta que existe um terceiro resultado possível. Diversos telescópios terrestres de micro-ondas, como o Telescópio do Polo Sul, estão acompanhando o crescimento das estruturas de aglomerados galácticos no começo do universo, sob a influência da gravidade. Caso esses resultados, que estão sendo aguardados para breve, não concordem com as medidas da história de expansão do espaço, as medidas feitas pelos métodos usados no JDEM poderiam indicar que existe algo de errado com a teoria geral da relatividade.

Mas o JDEM pode não ter a oportunidade de fazer essas comparações. A Nasa e o Departamento da Energia só vão decidir quanto a um dos projetos quando os resultados de uma pesquisa entre cientistas forem anunciados, no segundo trimestre de 2010.

The New York Times
The New York Times

Equipe ganha US$ 1 mi em competição que simula pouso na Lua

Uma equipe da Califórnia ganhou um prêmio de US$ 1 milhão ao vencer um concurso realizado pela Nasa, agência espacial americana, que simulou uma operação de pouso na Lua. A Masten Space Systems obteve uma melhor precisão na aterrissagem e venceu a competição, realizada no deserto de Mojave, enquanto a Armadillo Aerospace, de Dallas, no Texas, ficou com a segunda colocação, recebendo US$ 500 mil. As informações são do jornal britânico The Independent.

Durante a prova, os foguetes robóticos tinham que subir mais de 49 m, ficar no ar por pelo menos 180 s, se deslocar para um bloco rochoso onde ocorria o desembarque e depois retornar ao ponto de partida. O perfil do voo simula como é a descida da órbita lunar, a aterrissagem na Lua e a decolagem para retornar à órbita do satélite da Terra.

A Nasa investe até US$ 2 milhões em prêmios no Northrop Grumman Lunar Lander Challenge como forma de incentivar o desenvolvimento tecnológico espacial.

Protótipo da Masten Space Systems, da Califórnia, que obteve a melhor precisão na aterrissagem do concurso Northrop Grumman Lunar Lander Challenge Foto: Masten Space Systems/Reprodução

Protótipo da Masten Space Systems, da Califórnia, que obteve a melhor precisão na aterrissagem do concurso Northrop Grumman Lunar Lander Challenge