quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Meteoro ilumina céu em Estado do oeste dos EUA

Câmeras de segurança na parte externa do observatório Milford, na Universidade de Utah, registraram momento em que o meteoro passou Foto: BBC Brasil

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Um meteoro iluminou partes do céu no Estado americano de Utah, no oeste dos Estados Unidos na última quarta-feira. As imagens foram capturadas por câmeras de segurança do lado de fora do observatório Milford, da Universidade de Utah, e mostram o momento em que o meteoro passou.

"O meteoro entrou na atmosfera da Terra e estava provavelmente a 160 km do solo," disse Seth Jarvis, diretor do Clark Planetarium em Salt Lake City, capital de Utah.

"É quase certo que ele tenha se despedaçado antes de atingir o solo." Cientistas usarão as imagens para estimar o tamanho e a trajetória do meteoro.

BBC Brasil
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Rússia procura fornecedores para simulação de voo a Marte

A Rússia procura fornecedores de alimentos, utensílios e roupas para os seis participantes de uma simulação de um voo a Marte, que a partir do primeiro semestre de 2010, permanecerão isolados do mundo em um módulo durante 520 dias. "Estamos buscando parceiros para fornecer alimentos para o café da manhã (mingaus e diversos tipos de cereais e produtos lácteos em pó)", afirmou um porta-voz do Instituto de Problemas Biomédicos (IPBM) da Academia de Ciências da Rússia, à agência "RIA Novosti".

Além disso, são necessárias empresas que forneçam diversos tipos de queijos, patês de carne e fígado, sobremesas de frutas, produtos de confeitaria e uma série de alimentos desidratados e em conserva para as refeições, guarnições, assim como bebidas, também desidratadas, acrescentou. Segundo o porta-voz, os alimentos dos participantes da simulação do voo ao "planeta vermelho" devem incluir uma grande variedade de produtos com datas de validade superiores a dois anos, devido ao tempo de duração do experimento.

"Devem ser produtos e alimentos prontos para o consumo, já que no simulador a comida só poderá ser preparada no micro-ondas ou acrescentando água quente ou fria aos produtos desidratados", detalhou. Além disso, a tripulação precisará de outros artigos como roupas esportivas e sapatos, roupas de camas, pratos, guardanapos, toalhas de papel e outros artigos de higiene pessoal.

Em 14 de julho, foi concluída a simulação de voo a Marte de 105 dias, considerada a ante-sala do projeto principal, o Marte-500. A experiência de 105 dias foi dividida em três partes: o voo da nave na órbita terrestre, o voo a Marte e a estadia em órbita marciana. A simulação foi idealizada para testar a compatibilidade psicológica e a tolerância dos integrantes da tripulação, e permitir aos cientistas estudar o dia a dia, e os efeitos do isolamento de longa duração.

Durante o projeto principal, os seis voluntários permanecerão no simulador por 520 dias. Este é o tempo real de uma viagem de ida e volta a Marte, mais uma estadia de 30 dias na superfície marciana.

EFE
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Teoria da relatividade resultou de dificuldade de aprendizagem

As noções clássicas de espaço e de tempo, intocáveis ao longo dos séculos, baseavam-se em conceitos de tempo e comprimento absolutos, isto é, o movimento não influenciava o tempo nem o comprimento linear dos objetos. A teoria da relatividade de Einstein surge como um novo estudo do espaço e do tempo, substituindo as noções ditas clássicas.

A criação da Relatividade
Durante sua permanência em Berna, Suiça, Einstein conheceu Michele Angelo Besso, engenheiro italiano, casado com Ana, cujo irmão, Paul Winteler, esposa mais tarde, Maja, irmã de Einstein. Além destas relações familiares, foi o trabalho conjunto de ambos, no Departamento de Patentes, que possibilitou a concretização de uma longa e profunda amizade, fácil de se comprovar pela correspondência que mantiveram no período de 1903 a 1955, e recentemente, publicada pela editora Hermann de Paris, em 1972.

Michele Besso, com quem Einstein gostava de trocar idéias, possuia profundos conhecimentos enciclopédicos em filosofia, sociologia, matemática e física. Segundo Einstein, Besso constituia o melhor banco de ensaio para as idéias novas em toda a Europa. Aliás, quando Einstein lhe expôs as suas idéias sobre a teoria da relatividade, Besso logo compreendeu a sua importância científica procurando atrair a atenção de Einstein para inúmeros outros pontos novos. Algumas dessas sugestões foram utilizadas, no desenvolvimento desta teoria, como consta nos primeiros artigos que Eintein publicou sobre a relatividade.

Numa das célebres reuniões de grupo de Berna, sugestivamente conhecido por Academia Olímpia, a irmã de Besso certa vez interrogou Einstein: "Porque Michele (Besso) não fez nenhuma descoberta importante em matemática?" Sorrindo, Einstein respondeu: "Isto é um bom sinal. Michele é um humanista, um espírito universal, muito interessado em diversos assuntos para se tornar um monomaníaco. Só os monomaníacos conseguem aquilo que denominamos de resultados."

Besso que se encontrava próximo, forçou uma explicação mais minuciosa, ao que juntou Eintein: "Persisto em acreditar que você poderia ter provocado o surgimento de idéias de grande valor, no domínio científico, se tivesse se tornado bastante monomaníaco. Uma borboleta não é uma toupeira mas nenhuma borboleta deve se lamentar."

Outra vez comentando sobre o aspecto revolucionário das suas teorias teria afirmado Eintein: "O que se aprende antes dos dezoito anos, acredita-se proveniente da experiência. Tudo o que aprendemos, mais tarde, tem muito de teoria e expeculações."

Na realidade, em suas conversas com James Flanck, vamos encontrar as próprias explicações de como havia chegado a sua tão original concepção de tempo e espaço: "Pergunto, às vezes, como se fez que fui o único a desenvolver a teoria da relatividade?" Segundo afirmava Eintein, a razão e que todo adulto normal não se preocupa com os problemas propostos pela conceituação de espaço e tempo. Tudo o que precisamos saber além sobre este assunto imaginamos já do nosso conhecimento desde a infância. "Para mim, dizia Einstein, ao contrário, como me desenvolvi muito lentamente, somente comecei a propor tais questões sobre o espaço e o tempo, quando já havia crescido. Em consequência, pude penetrar mais profundamente no interior do problema, o que uma criança de desenvolvimento normal não teria feito".

Esta surpreendente declaração contém uma valiosa crítica como um todo. Uma criança que se desenvolve normalmente, no processo educativo, assimila e ou aceita, como natural, um determinado número de conceitos e interpretações relativos ao que denominamos de realidade. Tal evolução educativa os tornam conformistas e submissos - o que os priva da possibilidade de questionar sobre os pressupostos, em geral implícitos, e sobre os quais se baseiam os conhecimentos a serem transmitidos.

Pode-se afirmar que o processo mental de inúmeras crianças e adolescentes repete, em determinado sentido, o desenvolvimento do pensamento humano em seu conjunto. Assim, as idéias sobre a realidade física uma vez aceitas são, imediatamente, substituídas por outros interesses mais específicos.

Depois destas considerações, é mais fácil deduzir como foi importante a monomania de Eintein, aliada a sua capacidade de olhar sempre o mundo sobre pontos de vista diferentes e novos. Aliás, estes parecem os grandes segredos dos pensadores e artistas que, não possuindo jamais uma firme convicção dos problemas fundamentais do mundo, os consideram ainda insolíveis.

Foi a dificuldade de aprendizagem (segundo afirmam na infância, deve ter tido muita dificuldade em aprender a falar) que permitiu que Eintein desenvolvesse a sua faculdade em adotar atitudes críticas, com relação aos problemas quase sempre aceitos como resolvidos.

Fonte: Colégio Web

Astronautas do Atlantis começam 1ª caminhada espacial

O astronauta Robert Satcher começa a caminhada espacial Foto: Reuters

O astronauta Robert Satcher deu início à primeira caminhada espacial da missão

Os astronautas Mike Foreman e Robert Satcher, tripulantes do ônibus espacial Atlantis, saíram nesta quinta-feira ao espaço para instalar novas peças na Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês).

Foreman e Satcher abriram a escotilha às 12h24 de Brasília e, durante as seis horas e meia da caminhada, segundo a previsão, terão que colocar uma antena sobre a viga principal da estação e um suporte para os dutos de amoníaco de um de seus módulos.

"Isso é maravilhoso!", disse Satcher, ao sair para o espaço exterior. Para Satcher, é a primeira caminhada espacial, enquanto, para Foreman, que participou da missão STS-123 do "Endeavour" em março de 2008, é a quarta. A primeira tarefa na qual estão trabalhando é revisar o braço robótico da estação.

Os astronautas também colocarão um conjunto de cabos para o futuro acoplamento do laboratório Destiny. Também substituirão parte do módulo Unity e instalarão um duto que precisarão para fornecer amoníaco ao Destiny, que deve chegar à estação no próximo ano. Foreman e Satcher fazem parte dos seis membros da tripulação do Atlantis que partiu em 16 de novembro do Centro Espacial Kennedy da Nasa (agência espacial americana), no sul da Flórida.

A missão liderada pelo comandante Charles Hobaugh transportou até o complexo científico 12,371 mil kg de provisões e vários experimentos. O resto da tripulação é formado pelos especialistas Randy Bresnik, Leland Melvin e o piloto Barry Wilmore.

Bresnik ficará coordenando de dentro da nave as operações de seus colegas, enquanto o comandante da ISS, Frank De Winne, e o engenheiro de voo Jeff Williams continuam trabalhando nas conexões dos sistemas de eletricidade e refrigeração do módulo Tranquility. A Nasa deve realizar outras duas caminhadas espaciais para completar a instalação de duas plataformas externas e deixar tudo pronto para a implantação do último módulo americano da ISS.

No sábado, Foreman e Bresnik realizarão a segunda caminhada e, na próxima segunda-feira, Satcher voltará a sair, desta vez com Bresnik, que também tem primeira experiência espacial. A ISS, que orbita cerca de 360 km sobre a Terra, é um projeto internacional com a participação de 16 países que inclui membros da Agência Espacial Europeia, Rússia e Japão.

Este é o quinto e último voo da Nasa do ano e será o penúltimo que do "Atlantis" antes que a agência espacial retire suas naves, por isso quer enviar material suficiente para que a estação tenha autonomia. Entre as peças transportadas pelo ônibus espacial, há dois giroscópios, dois infladores, dois tanques de nitrogênio e de amoníaco, e uma peça para o braço robótico do orbitador.

EFE
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"Caçador de asteroides" da Nasa será lançado em dezembro

Telescópio Wise mapeará espaço em infravermelho para identificar asteroides ou meteoros que podem trazer riscos à Terra Foto: Nasa/Divulgação

Telescópio Wise mapeará espaço em infravermelho para identificar asteroides ou meteoros que podem trazer riscos à Terra

O telescópio espacial Wise (Wide-Field Infrared Survey Explorer, em inglês), conhecido como "caçador de asteroides" da Nasa, agência espacial americana, está pronto para investigar o espaço com seus equipamentos em infravermelho. O objetivo do Wise é mapear regiões próximas e distantes da Terra para descobrir objetos celestes ocultos em observações, como asteroides e meteoros, que podem trazer riscos à humanidade.

A Nasa espera lançar o telescópio no dia 9 de dezembro na plataforma da base aérea de Vandenberg, na Califórnia, Estados Unidos. "Encontraremos milhares de corpos cósmicos que jamais havíamos visto", alertou Edward Wright, principal pesquisador da missão na Universidade da Califórnia.

De acordo com a agência espacial, o Wise dará a volta na Terra sobre os pólos e explorará todo o céu uma vez e meia a cada nove meses. Sua tecnologia obterá informações em infravermelho superiores às das últimas medições, além de possuir sensibilidade centenas de milhares de vezes maior que os equipamentos anteriores.

Todos os dados registrados pelo Wise e os objetos celestes que forem descobertos servirão de ponto de partida para que os telescópios espaciais Hubble e Spitzer, da Nasa, Herschel, da ESA, agência espacial europeia, e Sofia e James Webb - que a Nasa lançará futuramente - aprofundem as pesquisas.

Com informações do jornal espanhol ABC

Redação Terra

Cientistas derrubam seis mitos sobre o fim do mundo

legenda Foto: AFP

O filme "2012" retrata o fim do mundo apontado pelo calendário maia

O fim do mundo está próximo - 21 de dezembro de 2012, para ser mais exato - segundo teorias baseadas na suposta antiga previsão maia e divulgadas pela máquina de marketing por trás do filme "2012". Mas será que a humanidade poderia realmente encontrar o seu fim em 2012, afogada em enchentes apocalípticas, atingida por um planeta secreto, tostada por um sol raivoso, ou lançada à deriva por continentes acelerados?

E será que a antiga civilização maia - cujo império teve seu apogeu entre 250 e 900 d.C. onde hoje é o México e a América Central - realmente previu o fim do mundo em 2012? Pelo menos um aspecto desse alarde sobre o fim do mundo em 2012, para algumas pessoas, é muito real: o medo.

O site da Nasa "Pergunte a um astrobiólogo", por exemplo, recebeu milhares de perguntas sobre a previsão do fim do mundo em 2012: algumas perturbadoras, segundo David Morrison, cientista sênior do Instituto de Astrobiologia da Nasa.

"Muitos dos (que enviaram as perguntas) estão genuinamente assustados", Morrison disse. "Houve dois adolescentes que estavam pensando em se matar, porque não queriam estar por aqui quando o mundo acabasse", ele disse. "Duas mulheres nas últimas duas semanas disseram que estavam pensando em matar seus filhos e elas mesmas para não terem que sofrer com o fim do mundo."

Felizmente, com a ajuda de cientistas como Morrison, a maioria dos cataclismos previstos para 2012 é facilmente explicada.

Mito 1 sobre 2012
Previsão maia do fim do mundo em 2012
O calendário maia não termina em 2012, como alguns afirmaram, e esse povo antigo nunca considerou tal ano como o tempo do fim do mundo, dizem arqueólogos. Mas 21 de dezembro de 2012, (um dia a mais ou a menos) foi, todavia, importante para os maias.

"É a época em que o maior ciclo do calendário maia - 1.872.000 dias ou 5.125,37 anos - acaba e um novo ciclo começa", disse Anthony Aveni, especialista em povo maia e arqueoastrônomo da Universidade Colgate em Hamilton, Nova York.

Os maias registravam o tempo em uma escala que poucas culturas consideraram. Durante o apogeu do império, os maias inventaram a Grande Contagem - um comprido calendário circular que "transplantava as raízes da cultura maia desde a criação do mundo em si", Aveni disse.

Durante o solstício de inverno de 2012, encerra-se a era atual do calendário da Grande Contagem, que começava no que os maias viam como o último período da criação do mundo: 11 de agosto de 3114 a.C. Os maias escreveram essa data, que precedeu sua civilização em milhares de anos, como o Dia Zero, ou 13.0.0.0.0.

Em dezembro de 2012, a longa era termina e o complicado calendário cíclico volta ao Dia Zero, iniciando outro grande ciclo.

"A ideia é que o tempo se renova, que o mundo se renova novamente - muitas vezes após um período de estresse - da mesma forma que renovamos o tempo no dia de Ano Novo ou mesmo na segunda-feira de manhã", disse Aveni, autor de "The End of Time: The Maya Mystery of 2012."

Mito 2 sobre 2012
Continentes em ruptura vão destruir a civilização
Em algumas profecias do fim do mundo em 2012, a Terra se torna uma armadilha mortal ao passar por um "deslocamento de pólos".

A crosta e o manto do planeta irão de repente se deslocar, girando em torno do núcleo externo de ferro líquido da Terra como a casca de uma laranja gira em torno de sua suculenta fruta.

"2012", o filme, imagina um deslocamento polar previsto pelos maias, desencadeado por uma força gravitacional extrema sobre o planeta, graças a um raro ¿alinhamento galáctico" - e por uma radiação solar massiva que desestabiliza o centro da Terra ao aquecê-lo.

A ruptura de oceanos e continentes despeja cidades no mar, arrasta palmeiras para os pólos e gera terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas e outros desastres.

Os cientistas descartam cenários tão drásticos, mas alguns pesquisadores têm especulado que um deslocamento mais sutil poderia ocorrer, por exemplo, se a distribuição de massa sobre ou dentro do planeta mudasse radicalmente, devido a, digamos, o derretimento das calotas polares.

O geólogo da Universidade de Princeton Adam Maloof, que estudou extensivamente os deslocamentos polares, disse que a evidência magnética nas rochas confirma que os continentes passaram por um rearranjo drástico, mas o processo levou milhões de anos - lento o bastante para a humanidade não sentir o movimento.

Mito 3 sobre 2012
Alinhamento galáctico revela perdição
Alguns observadores do céu acreditam que 2012 irá se encerrar com um "alinhamento galáctico", que ocorrerá pela primeira vez em 26.000 anos.

Nesse cenário, o trajeto do sol pelo céu pareceria cruzar o que, da Terra, é visto como o ponto médio da nossa galáxia, a Via Láctea, que em boas condições de observação aparece como uma faixa de neblina no céu noturno.

Alguns temem que esse alinhamento de alguma forma exponha a Terra a poderosas e desconhecidas forças galácticas que irão precipitar o seu fim - talvez através de um "deslocamento polar" ou movimento do supermassivo buraco negro do coração da nossa galáxia.

Outros veem o suposto evento sob uma luz positiva, como o prenúncio do despertar de uma nova era na consciência humana. Morrison, da Nasa, tem uma visão diferente. "Não existe nenhum 'alinhamento galáctico' em 2012", ele disse, "ou pelo menos nada fora do comum."

Ele explicou que um tipo de "alinhamento" ocorre durante todos os solstícios de inverno, quando o sol, visto da Terra, aparece no céu próximo do que parece ser o ponto médio da Via Láctea.

Astrólogos podem se entusiasmar com alinhamentos, Morrison disse. "Mas a realidade é que os alinhamentos não são de interesse para a ciência. Eles não significam nada", ele disse. Eles não modificam a força gravitacional, a radiação solar, as órbitas planetárias, ou qualquer coisa que tenha impacto na vida da Terra.

Mas a especulação sobre alinhamentos não é surpreendente, ele afirma. "Fenômenos astronômicos comuns são imbuídos de um senso de ameaça por pessoas que já acreditam que o mundo vai acabar."

Em relação aos alinhamentos galácticos, David Stuart, especialista em povo maia da Universidade do Texas, escreve em seu blog que "nenhum texto ou arte dos antigos maias faz referência a qualquer coisa do tipo."

Mesmo assim, a data final do atual ciclo da Longa Contagem - o solstício de inverno de 2012 - pode ser evidência da habilidade astronômica dos maias, disse Aveni, o arqueoastrônomo. "Não descarto a probabilidade de que a astronomia desempenhou um papel" na escolha de 2012 como o término do ciclo, ele disse.

Astrônomos maias construíram observatórios e, através da observação dos céus noturnos e usando a matemática, aprenderam a prever com precisão eclipses e outros fenômenos celestiais. Aveni observa que a data de início do atual ciclo foi provavelmente associada a uma passagem do zênite solar, quando o sol cruza diretamente sobre nossas cabeças, e sua data de término cairá no solstício de dezembro, talvez intencionalmente.

Essas escolhas, ele disse, podem indicar que o calendário maia está ligado aos ciclos sazonais de agricultura, centrais para a sobrevivência dos povos antigos.

Mito 4 sobre 2012
O Planeta X está em rota de colisão com a Terra
Alguns dizem que ele está por aí: um misterioso planeta X, também conhecido como Nibiru, em rota de colisão com a Terra - ou pelo menos a caminho de uma passagem de raspão destruidora.

Dizem que uma colisão direta iria destruir a Terra. Mesmo uma passagem de raspão, alguns temem, poderia gerar uma chuva de asteróides de impacto mortal, arremessados em nossa direção pelo turbilhão gravitacional do planeta.

Será que esse planeta desconhecido realmente poderia estar vindo em nossa direção em 2012, mesmo passando de raspão? Bem, não. "Não há objeto nenhum por aí", disse Morrison, o astrobiólogo da Nasa. "Essa provavelmente é a coisa mais clara a se dizer."

As origens dessa teoria na verdade antecedem o amplo interesse em 2012. Popularizado em parte por uma mulher que alega receber mensagens de extraterrestres, o fim do mundo relacionado a Nibiru foi originalmente previsto para 2003.

"Se houvesse um planeta ou uma anã marrom ou qualquer objeto que fosse estar no interior do sistema solar daqui a três anos, os astrônomos o teriam estudado na última década e ele seria visível a olho nu hoje." "Não há nada."

Mito 5 sobre 2012
Tempestades solares irão devastar a Terra
Em alguns cenários de desastre para 2012, nosso próprio sol é o inimigo. Nossa amigável estrela vizinha, segundo rumores, irá produzir erupções letais de labaredas solares, que aumentarão o calor sobre os terráqueos.

A atividade solar cresce e diminui segundo aproximadamente ciclos de 11 anos. Grandes labaredas podem de fato danificar as comunicações e outros sistemas da Terra, mas os cientistas não têm indicações de que o sol, pelo menos no curto prazo, irá lançar tempestades fortes o suficiente para fritar o planeta.

"Ao que parece, o sol não está seguindo a programação mesmo", afirmou Morrison, o astrônomo da Nasa. "Esperamos que esse ciclo provavelmente não seja concluído em 2012, mas um ou dois anos depois."

Mito 6 sobre 2012
Os maias tinham previsões claras para 2012
Se os maias não esperavam o fim do mundo em 2012, o que exatamente eles previram para esse ano? Muitos estudiosos que se aprofundaram na evidência dispersa em monumentos maias dizem que o império não deixou um registro claro prevendo que qualquer coisa específica aconteceria em 2012.

Os maias retrataram de fato um desagradável - embora não datado - cenário do fim do mundo, descrito na página final de um texto de aproximadamente 1100, conhecido como Códice de Dresden. O documento descreve um mundo destruído pela enchente, um cenário imaginado em muitas culturas e provavelmente vivenciado, em uma escala menos apocalíptica, por povos antigos. Aveni, o arqueoastrônomo, disse que o cenário não deve ser interpretado literalmente - mas como uma lição sobre o comportamento humano.

Ele associa os ciclos ao nosso próprio período de Ano Novo, quando a conclusão de uma era é acompanhada por atividades frenéticas e estresse, seguidas de um período de renascimento, quando muitas pessoas fazem uma reflexão e resolvem começar a viver de uma maneira melhor. Na verdade, Aveni diz, os maias não eram muito chegados a previsões.

"Toda a escala de registro do tempo é muito direcionada ao passado, não ao futuro", ele disse. "O que é lido nesses monumentos da Longa Contagem são eventos que ligavam os governantes maias a ancestrais e ao divino."

"Quanto mais você planta suas raízes no passado do tempo profundo, melhor você pode argumentar que é legítimo", Aveni disse. "E acho que é por isso que esses governantes maias usavam o tempo da Longa Contagem". "Não se trata de uma previsão fixa sobre o que vai acontecer."

Tradução: Amy Traduções

National Geographic
National Geographic

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Segundo homem a pisar na Lua não sonhava em ser astronauta

Buzz Aldrin participou ao lado do astronauta brasileiro Marcos Pontes de visita às novas instalações da empresa Lego, em São Caetano do Sul (SP) Foto: Reinaldo Marques/Terra

Buzz Aldrin participou ao lado do astronauta brasileiro Marcos Pontes de visita às novas instalações da empresa Lego, em São Caetano do Sul (SP)

É comum garotos sonharem em ser bombeiros, médicos ou policiais. No entanto, o sonho mais difícil de se concluir é o de se tornar um astronauta. O americano Buzz Aldrin, segundo homem a pisar na Lua na histórica viagem de 20 de julho de 1969, tinha perspectivas mais modestas quando criança. Aos 79 anos, Buzz disse nesta quarta-feira durante visita às novas instalações da empresa Lego, em São Caetano do Sul, no Grande ABC (SP), que sonhava mesmo em se tornar piloto das Forças Armadas americanas.

"Nem existia essa perspectiva no meu tempo de criança. Lembro que tinha alguma vontade de ser piloto de avião, que era o máximo que se podia fazer naquele momento", disse. Buzz conta que voou pela primeira vez aos 21 anos e participou de uma missão mais importante para seu país durante a Guerra da Coreia, travada entre junho de 1950 e julho de 1953.

Ser astronauta foi se tornar um sonho para ele já depois de ter se formado em Engenharia e iniciado seu doutorado. "O presidente (John F.) Kennedy desafiou o nosso país a por um homem na Lua, trazê-lo de volta, e eu fui um desses homens", contou antes de ser cortado pelos aplausos.

Por sua vez, Marcos Pontes, o único brasileiro a ser tripulante em uma viagem espacial, afirmou que prometeu ao irmão que seria astronauta. "Quando vi as imagens do homem chegando à Lua ainda era garoto e não acreditei. Mas meu irmão, que era mais velho e ligado nessas coisas, disse que era verdade. Aí falei assim para ele: Se eles estão na Lua, um dia vou estar lá também", disse Pontes, que, no entanto, ainda não pisou em território lunar.

Aldrin voltou a dizer nesta manhã que o governo americano deve fazer investidas mais incisivas e tentar viagens tripuladas com maior frequência. Para ele, o objetivo deve ser a conquista do "planeta vermelho". "Com a nova direção da Nasa, agência espacial americana, o presidente Obama (Barack Obama) e as minhas ideias pensamos não só em voltar para lá (Lua) como, gradativamente, explorar o espaço e chegar a Marte", conta Edwin Eugene Aldrin Júnior, que carrega preso à sua gravata um broche do único satélite da Terra e do primeiro caça que pilotou na vida.

Perguntado sobre como é ter um personagem de desenho animado inspirado nele (Buzz Lightyear, o brinquedo-astronauta da animação 'Toy Story'), o companheiro de Neil Armstrong na missão Apolo 11 não nega a satisfação. "Ele estabeleceu uma bela ligação minha com as crianças e gosto disso. Também me ajudou ter feito um rap com o Snoop Dogg", conta o astronauta, que chegou a gravar um vídeo em que "ensinava truques" ao personagem homônimo da Disney para uma viagem da Nasa.

Questionado se é melhor pisar na Lua ou viver entre os terrestres, o velho astronauta não teve dúvidas para responder. "Só posso dizer que depois de andar na Lua é ótimo estar de volta à Terra", completou.

Redação Terra

Ônibus espacial Atlantis completa acoplamento à ISS

O comandante Charlie Hobaugh e o piloto Barry Wilmore lideraram a manobra de acoplamento da nave Foto: Reuters

O comandante Charlie Hobaugh e o piloto Barry Wilmore lideraram a manobra de acoplamento da nave

A tripulação do ônibus espacial Atlantis completou nesta quarta-feira com sucesso as manobras de acoplamento à Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês), aonde chegaram com 12,371 mil kg de provisões.

O comandante Charlie Hobaugh e o piloto Barry Wilmore, que iniciaram as manobras às 12h05 de Brasília, aproximaram o ônibus espacial em modo manual no último trecho, para alinhar os sistemas de acoplamento, e concluíram a operação com sucesso às 14h51 de Brasília, dois minutos antes do previsto.

As duas naves espaciais voavam a 354 km da Terra sobre a Austrália no momento em que se acoplaram. "Vamos invadir sua festa" disse o comandante Hobaugh por rádio à tripulação da Estação Espacial quando o Atlantis estava se aproximando. "Queremos vê-los", respondeu Jeff Williams, astronauta da ISS.

Após uma série de operações de controle, que devem durar ao redor de duas horas, as escotilhas entre os dois veículos se abrirão e as duas tripulações iniciarão as operações conjuntas. Em seguida, a engenheira Nicole Stott, que ficou três meses na estação espacial, se unirá à tripulação do Atlantis, com quem voltará para a Terra em 27 de novembro.

A tripulação da missão STS-129, que ficará em órbita por 11 dias, é completada por Leland Melvin, Randy Bresnik, Mike Foreman e Robert Satcher. A ISS, que orbita a cerca de 360 km da Terra, é um projeto internacional com a participação de 16 países, entre eles o Brasil. Este é o quinto e último voo da Nasa em 2009 e o penúltimo do Atlantis antes de a agência espacial americana suspender as atividades de seus ônibus espaciais, o que acontecerá no ano que vem.

As naves restantes, Discovery e Endeavour, serão substituídas em 2015 pelas Orion, desenhadas também para viajar à Lua e ampliar o alcance das viagens espaciais.

EFE
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Fim dos tempos não acontecerá em 2012, diz Nasa

O filme 2012, que estreia no próximo dia 13 de novembro, retrata o fim do mundo apontado pelo calendário maia Foto: Divulgação

O filme "2012" retrata o fim do mundo apontado pelo calendário maia

Dennis Overbye

Na semana passada, a Agência Espacial Americana (Nasa) anunciou que o mundo não ia acabar - pelo menos não em curto prazo. No ano passado, o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern), declarou a mesma coisa, o que se pode imaginar, seja uma boa notícia para aqueles dentre nós que costumam se assustar com qualquer coisa. Quando é que duas instituições científicas desse grau de competência já haviam garantido à humanidade que tudo ficaria bem?

Por outro lado, a notícia é um tanto deprimente para aqueles que estavam planejando deixar de lado os pagamentos da prestação da casa própria para gastar tudo em uma última farra. Os pronunciamentos do Cern tinham por objetivo atenuar a preocupação quanto à possibilidade de que seu novo acelerador de partículas, o Large Hadron Collider (LHC), viesse a criar um buraco negro capaz de devorar o planeta.

Já os anúncios da Nasa, feitos em forma de uma série de posts em seu site e de um vídeo postado no YouTube, eram resposta à preocupação quanto à possibilidade de que o mundo acabe em 21 de dezembro de 2012, quando um ciclo de 5.125 anos conhecido como "Contagem Longa", no calendário maia, supostamente deve chegar ao fim.

Os rumores sobre o fim do mundo atingiram o ponto de fervura esta semana com o lançamento de '2012', novo filme de Roland Emmerich, que no passado já havia infligido previsões catastróficas ao planeta, em forma de ataque alienígena e era glacial, nos longas 'Independence Day' e 'O Dia Depois de Amanhã'.

Em seu novo trabalho, um alinhamento entre o Sol e o centro da galáxia, em 21 de dezembro de 2012, faz com que o Sol enlouqueça e cause ferozes tempestades em sua superfície, que lançam ao espaço partículas subatômicas difíceis de detectar conhecidas como neutrinos. De alguma forma, os neutrinos se transmutam em outras partículas, o que resulta em aquecimento do núcleo planetário da Terra.

A crosta terrestre perde sua estrutura e começa a enfraquecer e deslizar. Los Angeles desliza para dentro do oceano; o vulcão Yellowstone entra em erupção, o que recobre a América do Norte de cinzas negras. Maremotos gigantescos varrem o Himalaia, onde os governos do planeta haviam construído secretamente uma frota de navios que permitirão a 400 mil pessoas seletas sobreviver à calamidade.

Mas essa é apenas uma das versões de apocalipse em circulação. Em outras variações, um planeta chamado Nbiru colide com a Terra, ou o campo magnético de nosso planeta se inverte. Existem centenas de livros dedicados a 2012, bem como milhões de sites, a depender de que combinação entre '2012' e 'juízo final' você digite no Google.

E tudo isso é pura bobagem, dizem os astrônomos
"A maior parte do que é alegado quanto a 2012 depende de uma imensa credulidade, de sandices pseudocientíficas, de uma completa ignorância quanto à astronomia e de um nível de paranoia digno de um filme sobre zumbis", escreveu Ed Krupp, diretor do Observatório Griffith, em Los Angeles e especialista em astronomia do passado, em artigo para a edição de novembro da revista Sky & Telescope.

Em termos pessoais, as histórias sobre o fim do mundo me apaixonam desde que comecei a consumir ficção científica, em meio a uma infância de desajuste. Apavorar o público vem sendo a principal ferramenta desse segmento desde que Orson Welles transformou "A Guerra dos Mundos" em um programa de rádio que narrava uma falsa invasão marciana a Nova Jersey, em 1938.

Mas a tendência passou dos limites, sugeriu David Morrison, astrônomo do Centro de Pesquisa Ames, da Nasa, em Moffett Field, Califórnia, o responsável pelo vídeo que a organização veiculou no YouTube e principal representante da organização quanto às profecias apocalípticas dos maias. "Fico zangado com a maneira pela qual as pessoas estão sendo manipuladas e submetidas a medos, com o objetivo único de propiciar lucros a terceiros", disse Morrison. "Não existe direito ético a assustar crianças a fim de gerar lucro".

Morrison diz que tem recebido em média 20 cartas e mensagens de e-mail diárias, algumas de lugares distantes como a Índia, enviadas por interlocutores apavorados. Em uma mensagem de e-mail, ele me enviou uma amostra que incluía um e-mail de uma mulher que imaginava se o melhor não seria se matar, bem como à sua filha e seu bebê ainda não nascido. Outra pessoa perguntava se não seria melhor sacrificar já o seu cachorro, para evitar que o animal viesse a sofrer em 2012.

Tudo isso me lembrou das cartas que recebi no ano passado sobre o suposto buraco negro do Cern, outro problema que existia mais como ficção científica do que como fato científico. No entanto, aparentemente não existe nada tão capaz de tornar a morte presente quanto os abstratos reinos da física e da astronomia. Em situações como essas, quando a Terra ou o universo estão tentando descartar a pessoa e seus entes queridos deste plano mortal, questões cósmicas claramente se tornam pessoais.

Morrison diz que não atribui a culpa por isso ao filme, e sim aos muitos outros vulgarizadores da predição maia, bem como à aparente incapacidade de muita gente para distinguir realidade de ficção "tendência bastante perceptível em diversas outras áreas de nossa vida nacional. Ele ressalva, quanto a isso que "meu doutorado é em astronomia, não psicologia".

Em uma troca de e-mails, Krupp afirmou que "estamos sempre incertos quanto ao futuro e sempre consumimos representações dele. Sempre nos deixamos atrair pelo romance do passado distante e pela escala exótica do cosmos. Quando as duas coisas se combinam, ficamos hipnotizados".

Um porta-voz da Nasa, Dwayne Brown, afirmou que a agência não comenta sobre filmes, e que isso é tarefa para críticos de cinema. Mas quando o assunto é ciência, disse Brown, "consideramos que seria prudente oferecer uma base de recursos".

Se você deseja se preocupar, afirmam os cientistas, deveria pensar sobre a mudança no clima mundial, asteróides em trajetórias imprevisíveis ou guerra nuclear. Mas caso seu interesse seja a especulação sobre passadas profecias, eis alguns fatos que Morrison e outros estudiosos acreditam você deva conhecer.

Para começar, concordam os astrônomos, não existe nada de especial em um alinhamento celeste entre o Sol e o centro da galáxia. Isso acontece a cada mês de dezembro, e as consequências físicas não vão além do consumo excessivo de perus de Natal. E, de qualquer forma, o Sol e o centro galáctico não coincidirão exatamente nem mesmo em 2012.

Se existisse outro planeta em rota de colisão com o nosso, todo mundo já o teria avistado, a essa altura. E quanto às ferozes tempestades solares, o próximo ponto máximo de atividade solar não acontecerá antes de 2013, e mesmo assim não será muito intenso, de acordo com os astrônomos.

O apocalipse geológico é uma aposta mais plausível. Já aconteceram grandes terremotos na Califórnia, e é provável que voltem a acontecer. Esses abalos poderiam destruir Los Angeles, tal como o filme mostra, e Yellowstone poderia entrar em erupção mais uma vez, e com força cataclísmica, mais cedo ou mais tarde. Os seres humanos e aquilo que constroem são de fato ocupantes temporários e frágeis do planeta. Mas, no caso em questão, "mais cedo ou mais tarde" quer dizer um prazo de centenas de anos, e haveria alertas consideráveis antes do evento.

Os maias, cuja astronomia e capacidade de medição do tempo eram avançadas o suficiente para permitir que previssem a posição do planeta Vênus 500 anos no futuro, mereciam tratamento melhor.

O tempo maia era cíclico, e especialistas como Krupp e Anthony Aveni, astrônomo e antropólogo da Universidade Colgate, dizem não haver provas de que os maias imaginassem que algo de especial aconteceria quando o hodômetro zerasse de novo em 2012, depois da Contagem Longa.

Existem referências, nas inscrições maias, a datas tanto anteriores quanto posteriores à atual Contagem Longa, eles afirmam, da mesma maneira que o seu próximo aniversário e o dia 15 de abril ficam depois do dia de Ano-Novo, no calendário do ano que vem. Por isso, é melhor manter em dia o pagamento das prestações da casa própria.

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times
The New York Times

Astrônomos estudam forma misteriosa de galáxia

A NGC4710 apresenta uma fraca, quase imperceptível, estrutura em forma de X que se desenvolve a partir do centro do corpo da galáxia Foto: Nasa/AP

A NGC4710 apresenta uma fraca, quase imperceptível, estrutura em forma de "X" que se desenvolve a partir do centro do corpo da galáxia

Ainda um mistério para astrofísicos, a evolução das formas das galáxias espirais leva os astrônomos a estudar a estrutura da galáxia NGC4710. Fora dos padrões convencionais de galáxias, a NGC4710 apresenta uma fraca, quase imperceptível, estrutura em forma de "X" que se desenvolve a partir do centro do corpo da galáxia. As informações são da agência AP.

Essa característica - que os astrônomos chamam de "protuberância em forma de amendoim" - ocorre devido aos movimentos verticais das estrelas na borda da galáxia e só é evidente quando a galáxia é vista de lado.

Este formato curioso é muitas vezes observado em galáxias espirais com pequenos corpos e grandes braços, mas é menos comum em galáxias com braços menores e 'barriga' mais proeminente, como a NGC4710.

Buzz Aldrin: "robôs podem criar base na lua de Marte"

Edwin Eugene "Buzz" Aldrin Jr, piloto do módulo lunar Eagle da missão Apolo 11 e segundo homem a pisar na Lua, chegou terça-feira ao Brasil. Há 40 anos, em julho de 1969, Aldrin e Armstrong passaram 21 horas na superfície lunar. Buzz Aldrin, que está de passagem rápida pelo Brasil, conversou nesta terça-feira sobre a "magnífica desolação" da Lua e o futuro das explorações espaciais.

Qual a sensação que o senhor teve ao pisar na Lua? Como era a Terra vista de lá?
Da Lua, a Terra era quatro vezes o tamanho de uma lua cheia vista da Terra. Era uma joia brilhante no céu de veludo. No entanto, estava a uma grande distância, o que nos fazia pensar nos desafios da viagem de volta. Devido à radiação do Sol, nenhuma estrela era visível. Usei a frase "magnífica desolação" para descrever a superfície da Lua assim que voltei para a Terra e acho que resumi bem o que senti naquele momento.

Com isso, queria traduzir a magnificência da façanha do ser humano de chegar ao espaço, mas também revelar a Lua como a vimos, um lugar desolado que não havia mudado em centenas de milhares de anos. Passamos duas horas numa escuridão gelada, sem água ou ar. Tudo era muito seco.

Qual a importância de se ter encontrado água na Lua?
Não fiquei surpreso com o fato de terem descoberto água na Lua e não acho que isso seja tão importante quanto se pensa. Há mais de 30 anos suspeitávamos que resquícios de cometas que colidiram com a Lua estariam preservados dentro de crateras escuras do satélite, que não são expostas a raios de sol.

Certamente, sabíamos da grande possibilidade de essas crateras geladas conterem a água congelada dos cometas e, de fato, muitas missões já haviam confirmado isso. Acho que a missão recente da Nasa confirmou o que todos já sabiam. De todo o modo, a existência de água na Lua não vai fazer com que haja uma multidão querendo ir para lá. Ninguém quer morar na Lua.

Então, como o senhor vê o projeto da Nasa de estabelecer uma base permanente na Lua a partir de 2020?
Não acho que EUA e Nasa deveriam investir seus recursos levando astronautas norte-americanos de volta à Lua para estabelecerem bases lá. Por termos sido os primeiros a pisar na Lua há 40 anos, temos experiência e liderança e acho que devemos usar isso para ajudar outros países a chegarem até lá. Enquanto isso, os EUA devem investir na robótica.

Hoje, com robôs operados remotamente podemos fazer muitas das coisas que astronautas fazem, mas a um custo muito mais baixo. Hoje podemos controlar robôs com um tempo de resposta de apenas um segundo e meio. Acho ainda que devemos reservar nossos recursos para uma missão que vá além da Lua, para outros planetas, ou que permita que aterrissemos em alguns asteróides durante breve excursões.

Podemos fazer isso primeiro e eventualmente estabelecer uma base em Fobos, uma das luas de Marte. Acho que poderemos estabelecer bases robóticas em Fobos até 2022 e ocupá-la entre 2025 e 2029. Isso nos permitirá criar uma infraestrutura para astronautas em Fobos a partir de 2031, com a possibilidade de começar a habitá-la em 2035, o que permitiria excursões frequentes a Marte, uma das mais importantes fronteiras a ser explorada agora.

Qual sua expectativa e o objetivo de vir ao Brasil?
Vim a Campos (no Norte do Estado do Rio) conversar com alguns astrônomos sobre as missões Apolo e fazer uma apresentação aos estudantes sobre minha visão para o futuro da exploração espacial. Estou muito contente de poder voltar ao Brasil, mesmo que seja numa viagem curta.

Já visitei Rio, São Paulo, Brasília e Manaus, onde cheguei até a pescar no rio Amazonas e dormir num hotel sob palafitas. Naquela mesma viagem, fui até São Luís, onde visitei a plataforma de lançamento de foguetes em Alcântara. Estou muito feliz de estar de volta.

Quando prevê a publicação aqui no Brasil de seu livro de memórias recém-lançado nos EUA, "Magnífica desolação"?
Não tenho previsão ainda, mas gostaria muito de publicá-lo aqui e encorajo aqueles que queiram traduzir meu livro para o português.

As missões atuais são tão arriscadas quanto a missão Apolo? Havia mais romantismo?
Não era tão romântico assim. Antes de conseguirmos um lançamento de sucesso, perdemos de maneira trágica uma equipe de três astronautas devido a um incêndio dentro de um módulo que não conseguiu nem sair no chão.

Apesar disso, acho que as missões Apolo foram realizadas com margens de segurança significativas. As naves de hoje são máquinas enormes e é uma grande conquista conseguir levar com sucesso sete pessoas mais uma carga bastante pesada num só módulo. Infelizmente, a Nasa decidiu pela tecnologia de acoplar dois módulos juntos, um para a carga outro para os astronautas, o que acaba sendo muito mais caro.

O que o senhor acha do turismo espacial?
Acho que eleva o interesse público e a busca por informações sobre a exploração espacial. As pessoas que já participaram tiveram o privilégio de experimentar a aceleração de um foguete subindo para o espaço, enquanto se distanciavam da força da gravidade. Isso não tem preço.


JB Online
JB Online

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Nasa e Microsoft anunciam portal de pesquisas sobre Marte

A Nasa (agência espacial americana) e a Microsoft, gigante do setor de informática, anunciaram nesta terça-feira a criação de um portal sobre Marte, que ajudará os internautas a conhecer e ajudar mais nas pesquisas sobre o Planeta Vermelho.

O site, chamado "Be a Martian" ("Seja um Marciano", em inglês), permitirá que o público participe para melhorar os mapas de Marte e ajudar os cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, em inglês).

"Estamos em um momento da história em que todos querem ser exploradores", comentou Doug McCuistion, diretor do programa de exploração de Marte, no escritório da agência espacial americana em Washington.

"Com tantos dados das missões enviadas a Marte e que estão à disposição de todos, explorar o planeta virou uma tarefa conjunta de todos os seres humanos", completou.

McCuistion informou que colaborações são esperadas de todas as partes do mundo. "Isto ajudará no trabalho de um grupo de cientistas especializados", ressaltou.

O JPL deu como exemplo a criação de mapas que permitirão interpretar as mudanças na superfície marciana. "Líderes da indústria, como Nasa e Microsoft, têm uma responsabilidade social, assim como um interesse particular em impulsionar a ciência e a educação tecnológica", afirmou Walid Abu Hadba, vice de desenvolvimento de plataformas da firma.

Além de ajudar nas pesquisas, os internautas poderão participar de salas de bate-papo, sugerindo perguntas e temas de discussão. "Explorar Marte inspira pessoas de todas as idades. Estamos especialmente ansiosos para estimular os jovens a descobrirem mais sobre o planeta", afirmou Charles Elachi, diretor do JPL em Pasadena, no estado da Califórnia.

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Tripulação revisa "Atlantis" em seu 1º dia no espaço

A tripulação do ônibus espacial "Altantis" revisou hoje o aparelho um dia após seu lançamento e realizou os preparativos para o acoplamento à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), previsto para a quarta-feira.

O piloto Barry Wilmore, o comandante Charles Hobaugh e os especialistas Leland Melvin e Randy Bresnik comprovaram que o aparelho não sofreu nenhum dano ao ultrapassar a atmosfera.

Para isso, utilizaram o braço robótico e seu acessório de 15 metros de comprimento no qual têm instaladas câmeras para obter uma análise sobre a situação do "Atlantis".

Durante a inspeção, que durou cerca de cinco horas, foram tirada fotografias e foram instalados raios no final do braço que dá aos especialistas imagens em três dimensões sobre o estado do escudo térmico do ônibus espacial.

As fotografias, assim como outras tiradas em diferentes momentos da missão, servirão para que a Nasa (agência espacial americana) assegure-se de que o "Atlantis" não sofreu nenhum dano durante o lançamento que possa afetar sua volta.

Enquanto isso, os astronautas Mike Foreman e Robert Satcher, que completam a equipe da missão, realizaram, com a ajuda de Bresnik, uma prova dos dois trajes espaciais que serão usados durante a primeira das três caminhadas fora do aparelho previstas para a missão de 11 dias.

A tripulação completou os preparativos para configurar a câmera central e o anel do sistema "Orbiter" que serão utilizados durante o acoplamento de "Atlantis" à ISS.

A previsão é de que Bresnik, Foreman e Satcher realizem três caminhadas espaciais para instalar duas plataformas e deixar tudo preparado para a próxima missão, na qual será instalado o último módulo americano na ISS.

EFE
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Mistério sobre supernova Cassiopeia A é resolvido

A estrela de nêutrons pode estar no centro da supernova Cassiopeia A Foto: Nature

A estrela de nêutrons pode estar no centro da supernova Cassiopeia A

Dois astrofísicos acreditam que tenham resolvido o mistério que cercava um objeto que ocupa posição central entre os restos de uma supernova distante. Cerca de 330 anos atrás, explodiu uma grande estrela na constelação de Cassiopeia. Esta supernova - como são conhecidos corpos celestes surgidos após as explosões de estrelas - talvez tenha sido registrada por John Flamsteed, astrônomo real da Inglaterra, que observou, naquele ano, uma "estrela" que não corresponde a qualquer objeto registrado nas cartas celestes hoje conhecidas quanto àquela constelação.

Os restos da supernova, conhecida como Cassiopeia A, sempre representaram um certo mistério para os astrônomos. As supernovas normalmente deixam para trás um objeto de extrema densidade, como um buraco negro ou estrela de nêutrons. Mas ao longo de décadas de observação não foi avistado um objeto desse tipo no centro de Cassiopeia A.

Em 1991, o Observatório de Raios-X Chandra por fim identificou um objeto compacto na área. No entanto, aquilo que foi avistado "não correspondia ao que os astrônomos imaginavam quanto à aparência de uma estrela de nêutrons", disse Craig Heinke, astrofísico da Universidade de Alberta, no Canadá.

As estrelas de nêutrons costumam apresentar fortes campos magnéticos, em rotação, que geram a impressão de que elas pulsam, mas o objeto identificado no centro de Cassiopeia A queima em ritmo constante. Além disso, a energia no espectro de raios-X que ele emite não se enquadra aos padrões esperados pelos astrônomos.

Agora, Heinke e seu colega Wynn Ho, da Universidade de Southampton, no Reino Unido, acreditam ter uma explicação para o misterioso objeto. Eles propõem a interpretação de que Cassiopeia A contenha uma estrela de nêutrons, e que essa estrela esteja envolta em uma atmosfera de carbono.

A presença de uma atmosfera como essa faria com que os restos da estrela morta parecessem emitir um brilho azul profundo nas faixas de ondas da luz visível, o que explicaria as energias incomuns captadas pelos cientistas na banda de raio-X. O trabalho dos cientistas sairá esta semana pela Nature.

Heinke diz que a aparência incomum de Cassiopeia A pode se dever à juventude da estrela. Com o tempo, afirma, a estrela pode acumular hidrogênio e hélio e desenvolver uma rotação perceptível. Isso a tornaria mais parecida com outras estrelas de nêutrons conhecidas, e mais antigas.

"Acredito que seja uma interpretação interessante", disse Harvey Tananbaum, diretor do Centro de Raios-X Chandra, no Centro Harvard Smithsonian de Astrofísica, em Cambridge, Massachusetts.

Tanambaum afirma que o seu estudo não oferece provas irrefutáveis de que uma estrela de nêutrons envolta por uma atmosfera de carbono esteja posicionada no centro de Cassiopeia A, e observação posteriores poderão oferecer indicações melhores quanto à natureza do objeto. Mas, acrescenta ele, o estudo que redigiu "talvez seja a melhor explicação disponível".

Nature
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"Vermes espaciais" partem para ISS a bordo de nave Atlantis

Vermes da espécie  Caenorhabditis elegans  ajudarão os cientistas a investigar os efeitos da gravidade zero nos músculos do corpo Foto: Universidade de Nottingham/Divulgação

Vermes da espécie Caenorhabditis elegans ajudarão os cientistas a investigar os efeitos da gravidade zero nos músculos do corpo

Vermes enviados pela Universidade de Nottingham, no Reino Unido, são a nova companhia dos astronautas instalados na Estação Espacial Internacional (ISS), segundo informações divulgadas nesta terça-feira pelo jornal britânico Telegraph. Os seres vivos foram lançados a bordo do ônibus espacial Atlantis nesta segunda e podem ajudar os cientistas a investigar os efeitos da gravidade zero nos músculos do corpo humano e as razões que provocam a atrofia muscular no espaço.

A diminuição dos tecidos do corpo é uma das principais preocupações das agências espaciais com a saúde dos astronautas. A espécie Caenorhabditis elegans foi a escolhida por sofrer perda muscular em condições parecidas com a dos seres humanos.

Os cerca de quatro mil exemplares do Caenorhabditis elegans permanecerão por pelo menos duas semanas no laboratório japonês Kibo, a bordo da Estação Espacial.

O ônibus espacial Atlantis, com seis tripulantes a bordo, partiu nesta segunda-feira, de Cabo Canaveral, na Flórida (Estados Unidos), rumo a uma das missões finais para equipar a ISS, de modo que ela continue em órbita por muito mais tempo depois de a frota atual de naves da Nasa ser aposentada.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Nasa tenta recuperar robô "Spirit" atolado em Marte

A Nasa (a agência espacial americana) retomou hoje as tentativas para recuperar o robô "Spirit" que a agência espacial americana enviou ao planeta vermelho em 2004 e ficou atolado na areia desde abril passado.

Nos últimos meses, os responsáveis pela missão têm tentado buscar uma solução para retirar o robô do local onde ficou preso, conhecido como "Tróia".

Os cientistas fizeram experimentos na Terra com uma réplica do robô à qual submeteram as condições similares no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, ma sigla em inglês) da agência espacial, mas reconheceram que não será fácil.

"Será um processo longo e a probabilidade de fracasso é alta" disse o diretor do programa de prospecção de Marte da agência espacial, Doug McCuistion.

As rodas do "Spirit" estão afundadas na terra desde 23 de abril e ficaram presas em uma camada de areia.

Além disso, o "Spirit" tem as rodas dianteiras da parte direita bloqueadas desde 2006 devido a uma falha elétrica.

Na semana passada, a Nasa anunciou que dará ordem a partir da Terra para que o robô vá girando as rodas até conseguir recuperar o movimento de marcha à ré. Uma tarefa que poderá levar semanas.

"A mobilidade em Marte é difícil e qualquer que seja o resultado da operação de resgate do "Spirit" aumentará nosso conhecimento sobre como analisar o terreno e melhorar os robôs que serão enviados a Marte no futuro", acrescentou McCuistion.

O "Spirit" foi colocado em Marte em janeiro de 2004 junto com outro robô gêmeo, o "Opportunity", que foi deslocado para uma região oposta do planeta vermelho.

Inicialmente, os pesquisadores deram três meses de vida ativa.

Apesar de terem sofrido com o desgaste dos materiais e registrado problemas de funcionamento, ambos os veículos continuaram percorrendo Marte e transmitindo milhares de fotografias e informações sobre sua geologia e atmosfera.

Além de ter confirmado que em algum momento de sua história Marte abrigou água em forma líquida, os veículos exploradores de seis rodas já percorreram mais de 20 quilômetros da superfície do planeta.

Enquanto a Nasa redobra os esforços para salvar o "Spirit", o "Opportunity" segue em direção a uma grande cratera chamada "Endeavor".

EFE
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Atlantis é lançada para última missão do ano na ISS

A nave Atlantis é lançada no Centro Espacial Kennedy Foto: Nasa/Divulgação

A Atlantis, com seis tripulantes a bordo, partiu com sucesso rumo a uma das missões finais para equipar a ISS antes da aposentadoria dos ônibus espaciais

O ônibus espacial Atlantis, com seis tripulantes a bordo, partiu com sucesso nesta segunda-feira rumo a uma das missões finais para equipar a Estação Espacial Internacional (ISS) de modo que ela continue em órbita por muito mais tempo depois de os ônibus espaciais serem aposentados. O lançamento ocorreu às 17h26 (no horário de Brasília), dois minutos antes do horário previsto inicialmente, do Centro Espacial Kennedy, na Flórida (Estados Unidos).

A missão STS-129, comandada por Charles Hobaugh, é formada pelos astronautas Mike Foreman, Leland Melvin, Robert Satcher, Randy Bresnik e o piloto Barry Wilmore. É a primeira viagem ao espaço destes três últimos.

Bresnik, Foreman e Satcher devem fazer três caminhadas espaciais para instalar duas plataformas e deixar tudo pronto para a próxima missão, durante a qual o último módulo dos EUA na ISS será instalado. Os astronautas da atual missão do Atlantis conviverão com os seis tripulantes da ISS, que há meses enfrentam um problema com o sistema que processa a urina para transformá-la em água potável.

A Nasa não conseguiu resolver este problema que, segundo um porta-voz da agência espacial, Kelly Humphries, obrigará os astronautas a utilizar bolsas plásticas para depositar a urina. No entanto, Humphries esclareceu que a estação espacial tem água suficiente para mais seis meses. Ao final da missão, os seis tripulantes voltarão à Terra junto com a astronauta Nicole Scott, engenheira de voo na ISS.

A Nasa pretende encerrar no próximo ano o programa de ônibus espaciais, lançado há 30 anos, em função de preocupações de longa data com a segurança e os custos ligados à manutenção e os voos do Atlantis e dos outros dois ônibus espaciais, Discovery e Endeavour.

O programa de ônibus espaciais custa à Nasa cerca de US$ 5 bilhões por ano e já provocou a morte de 14 astronautas. A primeira tripulação de sete astronautas morreu em acidente ocorrido durante o lançamento de um ônibus em 1986, e a segunda morreu durante tentativa de aterrissagem em 2003, devido a uma falha no escudo anticalor do aparelho.

A Nasa vem trabalhando para substituir os ônibus espaciais por uma espaçonave capsular, parcialmente reutilizável, chamada Orion, para levar tripulantes à Lua e outros destinos no Sistema Solar, além da Estação Espacial, que orbita a Terra a 360 km de altitude.

No projeto de US$ 100 bilhões, que reúne 16 países e está em construção há mais de uma década, a estação está prevista para ficar pronta em 2010. Após a missão do Atlantis, faltarão outras cinco missões para concluir a construção e o equipamento da base espacial.

O Atlantis está carregado com cerca de 13.610 kg de equipamentos. É um volume grande demais para ser transportado pelas naves de carga russas, europeias e japonesas que vão manter a estação abastecida de alimentos, combustível e outros suprimentos depois de os ônibus espaciais saírem de linha.

Com informações das agências EFE e Reuters

Redação Terra

Nasa realiza últimos preparativos para lançamento da Atlantis

A nave espacial Atlantis está pronta para o lançamento, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida Foto: Nasa/Divulgação

Técnicos preparam nave espacial Atlantis para o lançamento, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida

Técnicos da agência espacial americana (Nasa) realizaram com sucesso o abastecimento do tanque externo do ônibus espacial Atlantis. Em uma operação que durou oito horas, o tanque de 14 andares de altura foi carregado com cerca de 535 mil litros de hidrogênio e oxigênio líquidos que alimentarão os motores propulsores do ônibus durante o lançamento. As informações são da Nasa.

No início da tarde, a equipe de inspeção final realiza os últimos procedimentos para o lançamento do ônibus espacial e procura por sinais de resíduos ou acúmulo de gelo na nave enquanto a tripulação se prepara para a missão.

O lançamento da Atlantis está programado para 17h28 de Brasília e as condições meteorológicas são favoráveis em torno do Centro Espacial Kennedy, no sul da Flórida. A nave e seis astronautas partirão para uma missão de 11 dias na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

No domingo, foram armazenadas as bagagens pessoais dos astronautas junto com um assento adicional que acomodará o retorno à Terra de Nicole Scott, que permaneceu como engenheira de voo na ISS.

Missão de ônibus espacial vai estender vida da ISS

A nave espacial Atlantis é posicionada na rampa de lançamento 39ª do Centro Espacial Kennedy, na Flórida Foto: AFP

A nave espacial Atlantis é posicionada na rampa de lançamento 39ª do Centro Espacial Kennedy, na Flórida

O ônibus espacial Atlantis deve ser lançado nesta segunda-feira em uma das missões finais para equipar a Estação Espacial Internacional, de modo que a estação possa continuar em órbita muito tempo depois de os ônibus espaciais serem aposentados.

A decolagem do Atlantis e de seus seis tripulantes na última missão do ano do ônibus espacial está prevista para as 17h28 (horário de Brasília) do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Os serviços meteorológicos preveem 70 por cento de chances de que as condições do tempo estejam favoráveis para o lançamento.

A Nasa pretende encerrar no próximo ano o programa de ônibus espaciais, lançado há 30 anos, em função de preocupações de longa data com a segurança e os custos ligados à manutenção e os voos do Atlantis e dos outros dois ônibus espaciais, Discovery e Endeavour.

O programa de ônibus espaciais custa à Nasa cerca de 5 bilhões de dólares por ano e já provocou a morte de 14 astronautas. A primeira tripulação de sete astronautas morreu em acidente ocorrido durante o lançamento de um ônibus em 1986, e a segunda morreu durante tentativa de aterrissagem em 2003, devido a uma falha no escudo anticalor do aparelho.

A agência espacial norte-americana vem trabalhando para substituir os ônibus espaciais por uma espaçonave capsular, parcialmente reutilizável, chamada Orion, para levar tripulantes para a Lua e outros destinos no sistema solar, além de para a estação espacial, que orbita a Terra a 360 quilômetros de altitude.

Projeto de 100 bilhões de dólares que reúne 16 países e está em construção há mais de uma década, a estação está prevista para ficar pronta em 2010. Após a missão do Atlantis, faltarão outras cinco missões para concluir a construção e o equipamento da estação.

O Atlantis está carregado com cerca de 13.610 quilos de equipamentos. É um volume grande demais para ser transportado pelas naves de carga russas, europeias e japonesas que vão manter a estação abastecida de alimentos, combustível e outros suprimentos depois de os ônibus espaciais serem aposentados.

Reuters
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Nasa prepara nave Atlantis para lançamento nesta segunda

A nave espacial Atlatis é preparada na rampa de lançamento 39A, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida Foto: Reuters

A nave espacial Atlatis é preparada na rampa de lançamento 39A, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida

A agência espacial americana (Nasa) deverá completar na manhã desta segunda-feira os preparativos para o lançamento da nave Atlantis, programado para 17h28 de Brasília. A nave e seis astronautas partirão para uma missão de 11 dias na Estação Espacial Internacional (ISS, na silga em inglês).

As condições meteorológicas são favoráveis em torno do Centro Espacial Kennedy, no sul da Flórida. Às 7h começa o abastecimento dos dois compartimentos no tanque exterior, de 14 andares de altura, com oxigênio e hidrogênio líquidos, os combustíveis do motor propulsor que levará a Atlantis em sua 31ª missão.

Ontem à tarde, foram armazenadas as bagagens pessoais dos astronautas junto com um assento adicional que acomodará o retorno à Terra de Nicole Scott, que permaneceu como engenheira de voo na ISS.

EFE
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