quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Obama promete manter exploração do espaço com astronautas

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse a astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (EEI) e do ônibus espacial Endeavour que está "comprometido" em continuar com a exploração espacial feita por seres humanos.

A declaração é dada semanas depois de Obama ter anunciado o fim do projeto Constellation, que pretendia levar os americanos de volta à Lua até 2020. Ele alegou falta de dinheiro para financiar as operações.

Obama conversou com os astronautas por telefone, juntamente com estudantes e professores de várias partes dos Estados Unidos. O Endeavour foi lançado há dez dias e seus especialistas tiveram como missão instalar uma nova extensão com sete janelas na EEI, batizada de Tranquility Module.

BBC Brasil
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Nasa divulga fotos do cosmos captadas pela sonda WISE

Na imagem, a galáxia de Andrómeda Foto: Nasa/Divulgação

Na imagem, a galáxia de Andrómeda

A agência espacial americana (Nasa) comemorou as primeiras conquistas da missão WISE e divulgou as primeiras imagens do cosmos, que mostram, entre outras, a galáxia de Andrómeda e um cometa com um rastro de mais de 16 milhões de quilômetros.

A sonda WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) começou a transmitir em 14 de janeiro e os cientistas da Nasa já receberam mais de 250 mil imagens, indicou a agência espacial americana em comunicado.

"WISE funcionou de maneira fabulosa", disse Ed Weiler, administrador adjunto do Diretório de Misiones Científicas da Nasa em Washington. "Estas primeiras fotografias estão demonstrando que a missão secundária da sonda de localizar asteróides, cometas e outros objetos será tão importante como observar todo o céu sob luz infravermelha", acrescentou.

Uma das imagens mostra um cometa batizado de "Siding Spring", cujo rastro parece uma mancha de pintura vermelha com uma estrela azul. Pelos cálculos dos cientistas, a missão de WISE deverá terminar em outubro deste ano, quando deve acabar o combustível que alimenta seus instrumentos para funcionar.

EFE
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Chile se oferece ao ESO para ter maior telescópio do mundo

O governo do Chile confirmou o interesse do país para que o mega telescópio E-ELT, considerado o maior do mundo, seja construído no país, provavelmente na região de Cerro Amazones, em Antofagasta. O governo já apresentou a proposta para receber o telescópio de 42 m de diâmetro para o Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês).

Os especialistas acreditam que "com o telescópio seria possível continuar a exploração sobre os mistérios do universo, não somente para descobrir se há vida em outros planetas, mas também para identificar a natureza da energia escura do universo". O custo para a instalação do E-ELT é de US$ 500 milhões.

Estrelas primitivas fora da Via Láctea são descobertas

  Foto: ESO/Divulgação

Nova técnica descobre estrelas primitivas

Depois de anos de disfarce, as estrelas mais "velhas" fora da Via Láctea foram descobertas. Novas observações feitas do telescópio do ESO (Observatório do Sul Europeu) foram utilizadas para resolver um importante quebra-cabeça astrofísico sobre essas estrelas primitivas em nossa vizinhança galáctica - o que é crucial para nosso entendimento referente a história das estrelas no Universo.

"Temos, de fato, encontrado falhas nos métodos usados até agora", disse Else Starkenburg, autor do estudo. "Nossa abordagem nos permite desvendar as estrelas primitivas escondidas entre as outras".

Acredita-se que as estrelas primitivas foram formadas a partir de um material forjado logo após o Big Bang, 13.7 bilhões de anos atrás. Elas normalmente têm menos de um milésimo da quantidade de elementos químicos mais pesados que o hidrogênio e hélio encontrado no Sol e são chamadas de "estrelas de metal extremamente pobre". Elas pertencem a uma das primeiras gerações de estrelas do Universo. Essas estrelas são muito raras e principalmente observadas na Via Láctea.

A equipe de astrônomos descobriu que existem diferenças sutis para distinguir a impressão digital química de uma estrela de metal pobre normal e de uma estrela de metal extremamente pobre, explicando o motivo pelo qual os métodos anteriores não conseguiam fazer a identificação. Eles confirmaram o status de diversas estrelas de metal extremamente pobre graças a um espectro muito mais detalhado obtido com o instrumento UVES no Telescópio da ESO.

"Em comparação com as impressões digitais que tínhamos antes, isso seria como se nós olhássemos a impressão digital atráves de um microscópio", explicou Vanessa Hill, membro da equipe. Infezmente apenas um pequeno número de estrelas pode ser abservado dessa maneira, pois é muito demorado", completou.

"Nosso trabalho não só revelou as primeiras estrelas da galáxia, mas também forneceu uma nova e poderosa técnica para descobrir mais estrelas", concluiu Starkenburg. "Agora não há mais onde se esconder".

As informações são do Observatório do Sul Europeu (ESO).

Astronautas abrem "janelas" de mirante espacial

A janela em formato de cúpula se abriu, revelando pela primeira vez a Terra 320 quilômetros abaixo de si Foto: Nasa/Divulgação

A janela em formato de cúpula se abriu, revelando pela primeira vez a Terra 320 quilômetros abaixo de si

Astronautas deixaram na terça-feira a Estação Espacial Internacional para darem os últimos retoques na montagem de um mirante. Na última das três caminhadas espaciais previstas para os 14 dias de missão do ônibus Endeavour, os astronautas Robert Behnken e Nicholas Patrick removeram a película isolante que protegeu as sete janelas do mirante durante sua viagem até o espaço.

Em seguida, Patrick removeu os parafusos que mantinham as persianas fechadas, e a maior janela do deque de observação em formato de cúpula se abriu, revelando pela primeira vez a Terra 320 quilômetros abaixo de si.

"Isso nos dará uma visão de todo o globo", afirmou o astronauta Jeff Williams de dentro da cúpula. "Absolutamente incrível."

O mirante italiano de 27 milhões de dólares permitirá que os tripulantes da Estação vejam a Terra e naves de carga que se aproximarem. Atualmente, os operadores dos braços mecânicos na estação usam apenas câmeras, sem visão direta.

A construção principal da estação, um projeto de 100 bilhões de dólares e 16 países, está quase completa, após quase 12 anos de obras. Antes de aposentar sua frota de ônibus espaciais, no final de 2010, a Nasa planeja fazer mais quatro voos para o envio de peças de reposição e mantimentos. Depois disso, o transporte até a estação ficará a cargo das naves russas Soyuz.

O Endeavour e seus seis tripulantes decolaram no dia 8 para uma missão de 13 dias, à qual a Nasa incorporou um dia adicional para preparar os novos módulos da estação para o uso. O pouso do ônibus está previsto para o domingo no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Por causa do mau tempo na Flórida, a Nasa adiou de 18 de março para 5 de abril o lançamento do próximo ônibus, o Discovery.

Reuters
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Astronautas do Endeavour concluem última caminhada espacial

Os astronautas Nicholas Patrick e Robert Behnken concluíram hoje a terceira e última caminhada da missão do ônibus espacial Endeavour, concluindo a instalação do módulo Tranquility com um mirante panorâmico na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

Os astronautas entraram na cabine de descompressão às 06h03 (horário de Brasília), concluindo a caminhada espacial, segundo o coordenador da Nasa no Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia, Serguei Puzanov.

"Os últimos trabalhos tiveram uma duração de 5 horas e 48 minutos", destacou a fonte, citada pela agência russa Interfax, confirmando que todas as tarefas foram cumpridas.

Os astronautas conectaram a calefação e os cabos de transmissão de dados que unem a cabine de comando do complexo ao módulo Tranquility. Também foi aberto o segundo dos dois circuitos de amoníaco para permitir que o fluido de diminuição de temperatura circule pelo do novo módulo.

Além disso, foi retirado o isolamento térmico das sete janelas da cúpula de observação panorâmica e acertados os últimos ajustes para que os astronautas possam acionar o dispositivo.

EFE
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Astronautas da Endeavour iniciam última caminhada espacial

EUA - 3h54 -   O astronauta Nicholas Patrick trabalha nas janelas de observação do módulo Tranquility Foto: AP

Astronauta trabalha na escotilha do módulo

Os astronautas Nicholas Patrick e Robert Behnken iniciaram nesta quarta-feira a terceira e última caminhada da missão do ônibus espacial Endeavour, destinada a concluir a instalação do módulo Tranquility e de um mirante panorâmico na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

Os astronautas abandonaram a cabine de descompressão às 0h15 (de Brasília) na quarta-feira realizar atividades extraveiculares (EVA, sigla em inglês) da missão STS-130, informou o Centro de Controle da Nasa em Houston (no Estado americano do Texas).

Durante a atividade, os astronautas serão guiados pelo piloto Terry Virts e pela especialista Kathryn Hire, que permanecerão dentro da ISS. Na jornada de trabalho, que durará mais de seis horas, Patrick e Behnken vão conectar a calefação e os cabos de transmissão de dados que unem a cabine de comando do complexo com o módulo Tranquility. Também vão abrir o segundo dos dois circuitos de amoníaco para permitir que o fluido de esfriamento circule através do módulo.

O programa de trabalho inclui, além disso, o desligamento temporário dos cabos que transmitem energia elétrica e a retirada do isolamento térmico das sete janelas da cúpula.

Em sua segunda caminhada, os astronautas instalaram cobertas de isolamento térmico para evitar a condensação no interior do módulo, prepararam o espaço para acoplamento da cúpula e colocaram varandas que facilitarão o trabalho em futuras atividades fora da estação.

A Tranquility acrescentará à Estação Alfa - que orbita a quase 400 km de distância da Terra - um volume de aproximadamente 800 m³, além de nove dormitórios.

Depois do Endeavour, a Nasa pretende realizar outras quatro missões das naves americanas antes que sejam aposentadas para serem substituídas nas tarefas gerais da ISS pelas naves russas Soyuz.

A próxima missão está prevista para março e será de 13 dias, com três caminhadas para entregar à ISS um módulo logístico de múltiplas funções.

EFE
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Após corte de verba, Nasa determina novas metas espaciais

Desde o voo à Lua da Apollo há quatro décadas, forças-tarefa de especialistas e líderes políticos, de tempos em tempos, ponderam sobre o próximo passo do voo espacial tripulado. Eles determinaram novas direções, novos olhares, estabeleceram novas metas.

Parte de sua esperança recaiu sobre máquinas que nunca chegaram à base de lançamento. Outra parte levantou voo, mas nunca realmente vingou. Agora, o governo Obama se inclui na jornada de manter humanos voando pelo espaço. Mas será que suas moderadas propostas, anunciadas na semana passada, encontrarão sucesso onde tantas outras fracassaram? Pode ainda ser cedo para dizer, mas a história nos fornece previsões cinzentas.

Enquanto astronautas davam saltos gigantes em planícies lunares, a Nasa (agência espacial americana) presumia que a Apollo era apenas o início de uma era de vasta exploração espacial. O sucesso trouxe confiança, mobilizando habilidades e infraestrutura para conquistas maiores. A lista de desejos da agência incluía uma base permanente na Lua, uma estação espacial em órbita com capacidade para 12 pessoas e atendida por naves reutilizáveis e, enfim, expedições humanas a Marte, possivelmente até o final dos anos 1980.

Somente o ônibus espacial recebeu a aprovação do governo Nixon, em 1972. Os ônibus continuam voando, mas confinados à órbita baixa e com promessas não cumpridas de confiabilidade e economia. Eles são uma tecnologia que envelhece do início da era espacial.

Em 1986, o programa espacial foi abalado, mas não significativamente reorientado, pelo desastre da Challenger. Naquele ano, a administração Reagan deu seu apoio à estação espacial. Ela já tinha um nome, Freedom, mas ninguém parecia concordar sobre sua utilidade ou mesmo seu desenvolvimento.

Com fraco apoio no Congresso, o projeto patinou até que a gestão Clinton o repensou como um esforço internacional que incluiria a Rússia pós-Guerra Fria. A estação agora tem um propósito, embora mais político do que científico ou tecnológico. Ônibus espaciais e espaçonaves russas regularmente transportam suprimento e tripulação para visitas de longa duração. Mas os humanos continuam empacados na órbita baixa.

Enquanto isso, dois governos tentaram repetir a coragem vagamente reminiscente do desafio proposto pelo presidente John F. Kennedy em 1961, de levar homens à Lua "antes que esta década termine".

Em 1989, o presidente George Bush estabeleceu novas metas para tirar o programa espacial de sua letargia forçada. Uma frota de foguetes de lançamento de carga pesada seria desenvolvida para missões robóticas e humanas além da órbita baixa. Astronautas retornariam à Lua para estabelecer postos permanentes e depois voariam para Marte, talvez até 2019. A resposta, quase imediata, foi a inação.

O presidente George W. Bush fez apelo similar. Após o desastre com o Columbia em 2003, ele introduziu um "novo olhar" para tirar do apuro o programa espacial. Ele incluía sistemas de propulsão pós-ônibus espacial e veículos tripulados. O objetivo era levar astronautas de volta à Lua até 2020. Algum tempo depois, a Marte.

Mas os custos de guerras e cortes de impostos deixaram pouco dinheiro para apoiar o empreendimento. Embora vários bilhões de dólares já tenham sido investidos em equipamento avançado, as metas parecem ilusórias, e o apoio popular, pequeno.

Novamente, a lição da experiência, tantas vezes ignorada, diz que a Apollo não é um modelo realista para esforços futuros na exploração espacial. Chegar à Lua foi, acima de tudo, uma campanha na Guerra Fria. A União Soviética era o adversário temido, ainda mais após a surpresa representada pelo Sputnik e o voo de Yuri Gagarin que fez dele o primeiro homem no espaço, na primavera russa de 1961.

O cientista político John M. Logsdon, da Universidade George Washington, fez um estudo sobre o processo de tomada de decisão até a Apollo. Logsdon concluiu que a Apollo foi ¿um produto de uma época específica da história¿ e um programa intensivo singular que respondeu a uma ameaça percebida pelo país. O programa não representou um compromisso forte da sociedade com a exploração do espaço aberto.

Norman R. Augustine, executivo da indústria espacial, reconheceu a situação quando liderou a força-tarefa que contribuiu para as propostas do primeiro presidente Bush. "O grande condutor do programa espacial costumava ser a competição com os soviéticos", disse Augustine na época. "Hoje, não existe mais aquela competição clara, mas os valores fundamentais da exploração que nos impelem. Eles são menos tangíveis, mas não menos importantes."

Se existe algo de claro e encorajador nas propostas do presidente Barack Obama é o reconhecimento da excepcionalidade da Apollo. Augustine também participou do comitê que aconselhou Obama, e seu ponto de vista sobre mudar a matriz política aparentemente amadureceu.

"Temos tentado reviver a Apollo há 40 anos, sem sucesso", disse o vice-gestor da Nasa, Lori B. Garver, em entrevista com editores e repórteres do New York Times. "Por tempo demais a Nasa prometeu muito e entregou pouco, e agora vamos fazer as coisas diferente."

Veremos. Os comitês do Congresso não começaram a examinar as propostas e os modestos aumentos de orçamento para a Nasa. O plano do governo talvez seja "corajoso e transformador", nas palavras de Garver, mas vários aspectos provavelmente gerarão controvérsias ou pelo menos exigirão um estudo mais profundo.

Em contraste com o passado, o novo plano não estabelece em definitivo calendários, estimativas de custo ou destinos. Também não existe uma retórica extravagante sobre conhecimento e aventura. A eloquência de Kennedy sobre navegar "nesse novo oceano" foi efetiva primeiramente porque a nação sentia a necessidade de demonstrar sua superioridade tecnológica na guerra e na paz.

Não ter metas e alvos específicos traz o risco de fazer o programa perder o rumo. Como primeiro passo, o governo propôs abandonar o atual plano de retornar à Lua até 2020. O desenvolvimento do foguete e da cápsula de tripulação para esses voos seria interrompido, embora parte da pesquisa possa seja usada em veículos futuros.

Funcionários da Nasa afirmam que as projeções mostram que, dependendo do financiamento e do progresso no desenvolvimento de novas tecnologias, a próxima aventura com astronautas pode acontecer em cinco ou seis anos. O primeiro objetivo nesse "caminho flexível" é apenas recuperar a capacidade de voar além da órbita baixa, perdida anos atrás com a desativação do foguete lunar Saturn 5. No final, quando os meios estiverem disponíveis e o espírito nacional estiver em consonância, Lua, asteroides e Marte serão os destinos mais prováveis.

Alguns elementos do novo plano podem ser populares. Um compromisso de tornar outros países parceiros deve distribuir custos. Essa prática tem sido encorajadora na Estação Espacial Internacional.

A proposta de terceirizar o desenvolvimento e a propriedade de novos equipamentos de voo deve ganhar o apoio de conservadores. Isso também levanta perguntas. A Nasa vai ser capaz de manter o controle de qualidade e segurança dos novos veículos que, na prática, vai alugar para suas missões com astronautas? Será que o governo está transferindo para mãos privadas uma influência indevida sobre a busca de metas nacionais no espaço?

O programa espacial conseguiu alguns grandes sucessos desde a chegada à Lua. Não devem jamais ser esquecidas as explorações robóticas da família de planetas do Sol e as imagens cósmicas capturadas por instrumentos de visão longínqua como o Telescópio Espacial Hubble.

Embora os substitutos robóticos possam ir mais longe e fazer descobertas a um menor custo, o plano espacial de Obama ao menos nos lembra, se nada mais, de que o fogo arrefecido ainda arde e pode até mesmo iluminar o caminho para terras distantes. Os humanos provavelmente não descansarão até voltarem a viajar eles mesmos em suas tecnologias.

Tradução: Amy Traduções

The New York Times
The New York Times

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Astronautas do Endeavour instalam mirante espacial na ISS

Em imagem da Nasa TV, mirante é instalado com a ajuda de um braço robótico Foto: EFE

Em imagem da Nasa TV, mirante é instalado com a ajuda de um braço robótico

Os astronautas do ônibus espacial Endeavour a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) instalaram nesta segunda-feira, com a ajuda de um robô, o módulo Cupola - uma espécie de mirante do espaço - no módulo Tranquility, indicou a Nasa.

Apesar de algumas dificuldades com os pernos que devem fixá-lo, os astronautas do Endeavour, que estão na ISS desde quarta-feira, utilizaram o braço robótico da estação para ligar o Cupola ao Tranquility.

Dezesseis pernos no total mantêm o Cupola fixado ao Tranquility, o último módulo pressurizado habitável transportado pelo Endeavour e que foi integrado à ISS durante as duas primeiras saídas da missão (de três previstas). A última será realizada na noite de terça para quarta-feira a partir das 02h09 GMT (00h29 de Brasília).

AFP
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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Astronautas do Endeavour concluem 2ª caminhada espacial


Os astronautas Robert Behnken e Nicholas Patrick retornaram hoje da segunda caminhada espacial prevista na atual missão da nave Endeavour à Estação Espacial Internacional (ISS), durante a qual continuaram instalando o módulo "Tranquility", equipado com um grande mirante.

Durante o tempo em que ficaram fora da plataforma orbital, os astronautas concluíram a colocação das mangueiras de amoníaco que ligarão o novo módulo ao sistema de refrigeração da ISS. A dupla também instalou grades e ganchos para ajudar nas próximas caminhadas.

Segundo a Nasa, quando um dos astronautas conectava os dutos de refrigeração do módulo, que depois de instalados permitirão o funcionamento do "Tranquility", houve um pequeno vazamento de amoníaco.

"Patrick levantou o revestimento do conector do novo módulo e viu cristais de amoníaco", destacou a agência espacial americana. Apesar de o astronauta não ter detectado partículas de amoníaco em seu traje espacial, o estrito regulamento de voo estabelece que os astronautas, como medida de segurança, deverão permanecer um tempo adicional na eclusa / compartimento de embarque da ISS, a fim de que os sistemas eliminem possíveis restos do gás tóxico.

"Caso sejam encontradas partículas de amoníaco no traje espacial, Patrick tentará eliminá-las antes de voltar para dentro da estação", explicou a Nasa, referindo-se a um protocolo de segurança da ISS contra uma possível contaminação por gás tóxico.

A cúpula do "Tranquility", com seis janelas laterais e o teto envidraçado servirá como mirante para os astronautas, que terão uma visão panorâmica da Terra e do espaço.

Inicialmente, a despressurização da cúpula estava prevista para o término da segunda caminhada, mas a Nasa adiou a operação. Ontem, a agência espacial também decidiu estender em um dia a missão do ônibus espacial Endeavour, que agora deverá voltar à Terra em 21 de fevereiro.

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Tripulação do Endeavour inicia segunda caminhada espacial

EUA - 6h30 -    EUA   Astronauta Nicholas Patrick instala uma válvula no módulo Tranquility. A tripulação iniciou, neste domingo, a segunda caminhada ... Foto: Reuters

Astronauta Nicholas Patrick instala uma válvula no módulo Tranquility

A tripulação do ônibus espacial Endeavour iniciou, às 0h20 (de Brasília) de domingo sua segunda caminhada espacial, na qual devem completar a instalação dos cabos de alimentação do novo módulo Tranquility, que já está acoplado à Estação Espacial Internacional (ISS, pela sigla em inglês).

Os encarregados da segunda jornada de trabalhos no espaço, que se prolongará durante cerca de seis horas e meia, são os astronautas Nicholas Patrick e Bob Behnken.

Os dois são responsáveis por completar as conexões exteriores do módulo, que ficou acoplado à Estação na primeira caminhada, sexta-feira passada, também colocando varandas e agarras que facilitarão o trabalho em futuras caminhadas.

Dentro deste novo módulo, o piloto Terry Virts, a especialista Kathryn Hire, e dois dos habitantes da Estação Espacial, Jeff Williams e Soichi Noguchi, trabalham em paralelo em completar a configuração dos sistemas e os mecanismos internos.

Hoje, antes da caminhada, os astronautas puderam abrir pela primeira vez a porta do Tranquility para entrar no módulo. Este novo espaço acrescenta ao complexo orbital um volume de 800 m³. Além de um maior espaço, e novos dormitórios, o Tranquility, de construção europeia, fornece aos habitantes da Estação um pequeno luxo, uma cúpula de cristal que dá uma visão privilegiada do espaço e da Terra.

Hoje, a Nasa decidiu também estender por mais um dia a missão da nave Endeavour na Estação Espacial Internacional, que orbita a 400 km da Terra. Por isso, sua tripulação voltará à terra no dia 21 de fevereiro.

EFE
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sábado, 13 de fevereiro de 2010

Astronautas fazem nova saída ao espaço para modernizar a ISS

Dois astronautas do ônibus espacial Endeavour sairão neste sábado pela segunda vez ao espaço para completar os trabalhos de reforma em uma plataforma da Estação Espacial Internacional (ISS). Bob Behnken e Nicholas Patrick entraram nas últimas horas de sexta-feira no módulos Tranquility e na cúpula de observação Cupola, cujas janelas deverão ser abertas na terça, proporcionando assim a primeira visão panorâmica espetacular da Terra.

Os dois astronautas concluíram com êxito nesta sexta a primeira das três saídas orbitais da missão de 13 dias destinada a modernizar ISS. Behnken e Patrick trabalharam durante seis horas e 32 minutos, quando começaram a instalar os módulos Tranquility e Cupola.

O Tranquility terá o sistema de suporte de vida mais sofisticado instalado até agora no espaço, incluindo um sistema de saneamento e controle atmosférico, assim como um compartimento de banheiros para a tripulação. Cupola, com seis janelas laterais e uma central, todas elas com obturadores de proteção contra micrometeoritos, oferecerá uma vista incomparável da Terra para os moradores da ISS.

Também terá uma função chave com sua estação de trabalho robotizada, de onde serão controladas as operações de manutenção da ISS e a instalação de outras estruturas no futuro. Este foi o último lançamento noturno de um ônibus espacial. A Nasa aposentará sua frota de três ônibus espaciais no final deste ano, após outros quatro voos programados.

AFP
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Imagem mostra silhueta do Endeavor sobre horizonte da Terra

  Foto: Nasa/Divulgação

Na imagem, a silhueta do Endeavour no horizonte da Terra

A Agência Espacial Americana, Nasa, divulgou uma imagem da silhueta do ônibus espacial Endeavour sobre o horizonte colorido da Terra. A imagem foi capturada por um membro da expedição a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), enquanto o ônibus se aproximou de sua acoplagem em 9 de fevereiro.

Além do reabastecimento de rotina, o principal objetivo da missão é a instalação do Tranquility, que ampliará o espaço de trabalho dos astronautas, e de uma cúpula envidraçada que permitirá uma vista panorâmica da Terra e do céu.

Para a instalação serão necessárias três caminhadas espaciais, de seis horas e meia cada uma, durante a missão do Endeavour. O módulo Tranquility, construído na Itália, e a cúpula são uma contribuição da Agência Espacial Europeia.

O Endeavour chegou à ISS em momentos em que quatro naves russas estão acopladas à estação orbital: as tripuladas Soyuz TMA-16 e TMA 17 e os cargueiros Progress M-3M e M-04.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Sonda Cassini sobrevoa "Estrela da Morte" de Saturno

A sonda espacial Cassini, que desde 2004 realiza pesquisas em Saturno, fará nos próximos dias a sua maior aproximação de Mimas, uma das grandes luas do planeta que os cientistas consideram semelhante à "Estrela da Morte" - gigantesca estação espacial esférica chefiada pelo vilão Darth Vader na primeira trilogia da saga 'Star Wars'. O objetivo da Cassini agora é fotografar a apenas 9,5 mil km uma imensa cratera de 140 km de diâmetro, conhecida como Cratera Herschel (em homenagem ao astrônomo William Herschel, seu descobridor), que Mimas ostenta desde um gigantesco impacto ocorrido no passado.

Os cientistas acreditam que a observação vai ajudar a explicar as razões pelas quais a lua não explodiu em pedaços quando a colisão aconteceu. Além disso, o espectômetro infravermelho da sonda tentará determinar a composição térmica e da superfície de Mimas. A aproximação da Cassini envolve riscos e exige habilidade porque a nave passará por uma região de intensa interação de poeira cósmica.

A Cratera Herschel possui cerca de um terço do tamanho de Mimas, que é de cerca de 396 km de diâmetro. As paredes do buraco alcançam 5 km de altura enquanto sua profundidade é de 10 km. O período orbital de Mimas é de 0,94 dias e a lua tem uma rotação síncrona, mantendo sempre o mesmo hemisfério virado para Saturno.

Novo telescópio poderá substituir o Hubble em 2013

Um novo telescópio ultravioleta que entrará em órbita a 42.164 km da Terra e permitirá observações astronômicas sem interferências da atmosfera será o sucessor do Hubble a partir de 2013, quando será lançado.

A Universidade Complutense de Madri (UCM) apresentou nesta sexta-feira o projeto World Space Observatory - Ultraviolet (WSO-UV), liderado pela agência espacial russa Roscosmos e que conta com participação de Espanha, Alemanha, Ucrânia e China.

A missão WSO-UV cobrirá o espaço deixado pelo telescópio espacial Hubble ao final de sua missão e será o único observatório astronômico para imagem e espectroscopia ultravioleta do planeta entre 2013 e 2023, informou a UCM em comunicado.

Lançado em 1990, o Hubble foi o primeiro telescópio no espaço e conseguiu captar imagens de fenômenos nunca antes observados. Os dois centros que controlarão o novo telescópio espacial serão instalados no Instituto de Astronomia da Academia de Ciências Russa e na Escola de Estatística da universidade madrilena.

Com o novo telescópio, os astrônomos pretendem conhecer a composição e distribuição do material intergaláctico, descobrir a evolução química do Universo desde sua composição original e analisar as atmosferas de outros planetas e estrelas.

EFE
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Hubble captura imagem rara de auroras gêmeas em Saturno

O brilho das auroras gêmeas de Saturno foi registrado pelo telescópio espacial Hubble Foto: Nasa/Esa/Reprodução

O brilho das auroras gêmeas de Saturno foi registrado pelo telescópio espacial Hubble

O telescópio espacial Hubble da Agência Espacial Americana (Nasa) capturou o brilho das auroras gêmeas de Saturno. O fenômeno acontece em ambos os polos do planeta simultaneamente. As imagens foram capturadas durante o equinócio do planeta quando o Hubble dirigia suas lentes para os dos anéis do planeta. As informações são do site do jornal britânico The Guardian.

As raras imagens mostram pequenas diferenças entre as auroras, com as luzes brilhantes do norte menores, porém mais intensas que as do sul. O efeito é causado pelo fato de que o campo magnético de Saturno é desigualmente distribuído por todo o planeta, sendo mais forte no polo norte.

Segundo o The Guardian, auroras em Saturno, como na Terra, são causadas quando partículas carregadas provenientes do Sol chegam ao campo magnético do planeta. As partículas se concentram nos polos onde o campo magnético é mais forte. O brilho de uma aurora é criado quando as partículas energéticas colidem com átomos na camada superior da atmosfera.

Um equinócio ocorre em cada um dos dois pontos na jornada de um planeta em torno do Sol, quando a luz da estrela incide perpendicularmente ao equador do planeta, resultando em dias e noites de comprimento aproximadamente igual. A órbita de Saturno produz apenas um equinócio a cada 30 anos.

ESO divulga imagem inédita de nebulosa Órion

O Observatorio Europeo Austral (ESO, na sigla em inglês), maior telescópio do mundo, instalado no Chile, divulgou nesta quarta-feira uma imagem inédita da nebulosa de Órion, distante 1.350 anos-luz da Terra. O telescópio conseguiu captar as interações que ocorrem nas profundezas desta nuvem de poeira que até o momento eram desconhecidas.

O Telescópio de Rastreamento Visível e Infravermelho para a Astronomia, que integra o ESO, é equipado com detectores altamente sensíveis, cartografa o céu em longitudes de ondas infravermelhas de forma mais ampla que os telescópios comuns que permitem penetrar na poeira cósmica.

Além de mostrar a forma semelhante a um morcego da nebulosa, como consideram os cientistas, o instrumento também registrou o grupo de estrelas jovens e ardentes que produzem grandes quantidades de radiação ultravioleta responsáveis por fazer brilhar o gás no interior da nebulosa.

A Órion também tem curiosas manchas avermelhadas que correspondem a estrelas em formação. Elas expulsam as correntes de gás com velocidades de até 700 mil km/h.

Nebulosa Orion Foto: EFE

Concepção artística da nebulosa de Órion, distante 1.350 anos-luz da Terra

Nasa lança com sucesso nova sonda que irá pesquisar o Sol

O Observatório de Dinâmica Solar (SDO) foi lançado às 13h20 (horário de Brasília) a bordo de um foguete Atlas V, de Cabo Canaveral, na Flórida Foto: Nasa/Divulgação

O Observatório de Dinâmica Solar (SDO) foi lançado às 13h20 (horário de Brasília) a bordo de um foguete Atlas V, de Cabo Canaveral, na Flórida

A Nasa, agência espacial americana, lançou com sucesso nesta quinta-feira a nova sonda que irá tentar decifrar os mistérios do Sol. O lançamento do Observatório de Dinâmica Solar (SDO, na sigla em inglês), a bordo de um foguete Atlas V, ocorreu às 13h20 (horário de Brasília), a partir do Cabo Canaveral, no Estado americano da Flórida.

O SDO vai captar imagens detalhadas da estrela para tentar compreender melhor seu comportamento e o impacto sobre a Terra. A sonda teve o custo de US$ 800 milhões. A missão, prevista para durar pelo menos cinco anos, tem como objetivo investigar o funcionamento interno, da superfície e da atmosfera em torno do Sol.

Os instrumentos da sonda SDO vão enviar imagens com resolução dez vezes melhor do que a média das câmeras de televisão de alta definição. O vídeo deve chegar à Terra em uma questão de segundos. O objetivo principal é analisar o funcionamento do chamado dínamo solar, uma rede profunda de corrente de plasma que gera o campo magnético solar.

É este dínamo que, em última análise, está por trás de todas as formas de atividade solar, desde explosões na atmosfera do Sol até manchas relativamente frias que percorrem a superfície da estrela durante dias ou até semanas.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Nasa adia lançamento de sonda para analisar atividade do Sol

A Nasa, agência espacial americana, adiou nesta quarta-feira o lançamento de uma sonda para análise do Sol a partir do Cabo Canaveral, no Estado americano da Flórida. Por causa dos fortes ventos, o foguete que levará para o espaço o Observatório de Dinâmica Solar (SDO, na sigla em inglês) deve ser lançado na quinta-feira.

O SDO vai captar imagens detalhadas da estrela para tentar compreender melhor seu comportamento e o impacto sobre a Terra. A sonda de US$ 800 milhões (quase R$ 1,5 bilhão) será posta em órbita pelo foguete Atlas. A missão, prevista para durar pelo menos cinco anos, tem como objetivo investigar o funcionamento interno, da superfície e da atmosfera em torno do Sol.

Os instrumentos da sonda SDO vão enviar imagens com resolução dez vezes melhor do que a média das câmeras de televisão de alta definição. O vídeo deve chegar à Terra em uma questão de segundos. O objetivo principal é analisar o funcionamento do chamado dínamo solar, uma rede profunda de corrente de plasma que gera o campo magnético solar.

É este dínamo que, em última análise, está por trás de todas as formas de atividade solar, desde explosões na atmosfera do Sol até manchas relativamente frias que percorrem a superfície da estrela durante dias ou até semanas. "O SDO é a missão da variabilidade solar", afirmou Lika Guhathakurta, uma das cientistas do programa da Nasa.

"Vai revolucionar nossa visão do Sol e vai revelar como a atividade solar afeta nosso planeta, além de nos ajudar a antecipar o que vem pela frente". "Ela vai observar o Sol mais rapidamente, profundamente e mais detalhadamente do que qualquer outra observação já feita, quebrando as barreiras do tempo, escala e claridade que prejudicavam o progresso na física solar", acrescentou.

Atividade
Um Sol muito ativo pode prejudicar o funcionamento de satélites, comunicações e sistemas de fornecimento de energia na Terra - especialmente quando libera partículas carregadas na direção do planeta. Com este projeto, os cientistas vão tentar também melhorar as previsões do "clima espacial".

A sonda está sendo lançada depois de anos de baixa atividade solar, e o SDO deve monitorar a estrela quando ela começar a apresentar uma atividade maior. "O Sol tem estado dramaticamente inativo", afirmou Richard Harrison, um dos pesquisadores do programa SDO do Laboratório Rutherford Appleton na Grã-Bretanha.

"Os últimos dois anos registraram mais de 250 dias sem nenhuma mancha solar. Acreditamos que isto vai acabar; todos os sinais estão lá. Estamos vendo novas regiões ativas (...). Estamos vendo as primeiras grandes explosões solares", disse.

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UE aprova criação de novo satélite para monitorar oceanos

A Europa aprovou o desenvolvimento de uma nova espaçonave para continuar o monitoramento da elevação do nível do mar nos oceanos do planeta. O programa Jason-3 acaba de ser aceito pelos países membros do European Organisation for the Exploitation of Meteorological Satellites (Eumetsat), somando-se ao trabalho já realizado pelo satélite Jason-2 na meteorologia, oceanografia operacional e na monitoração dos padrões de nível do mar ¿ que demostrou um aumento na média global anual, nos últimos 15 anos, de cerca de 3,3 mm.

Os 19 estados membros disseram que estão preparados para contribuir com 63,6 milhões de euros (R$ 163 milhões) para viabilizar o orçamento do programa Jason-3, que é de 252 milhões de euros (cerca de R$ 646 milhões). As contribuições vêm em um momento difícil para a economia no velho mundo, com países-membros tendo déficits projetados do PIB maiores que os 3% permitidos pelas normas da União Européia.

A Grécia, por exemplo, terá um déficit de 12,7% este ano. Espanha chega perto, com 11,4%, seguido de portugal com 9,3%, e em toda a zona do euro a situação é semelhante. O momento é de ajustes que se traduzem em corte de gastos dos governos e aumento das taxas de juros - as contribuições para o programa Jason-3, que num momento desses pode ser considerado supérfluo, são um indicativo da importância que os países europeus dão a estes estudos.

O diretor geral da Eumetsat, Dr. Lars Prahm, elogia a decisão, afirmando que o fato de 80% dos membros do Eumetsat - incluindo os maiores Estados - estarem participando mostra a relevância de continuar a missão realizada com sucesso pelo Jason-2 e que a solidariedade entre os países continua a prevalecer.

O programa Jason-3 é dirigido pela Eumetsat e pela US National Oceanic and Atmospheric Administration (Noaa). A Noaa já garantiu a liberação de fundos de 100 milhões de euros (R$ 256 milhões), explica o site do jornal TG Daily. Além disso, o Centre National d¿Etudes Spatiales (CNES), a agência especial francesa, prometeu atuar como coordenadora do sistema, disponibilizando a plataforma de satélite Jason-3 Proteus, suas instalações e recursos humanos associados.

A Nasa também participa, apoiando as atividades, que incluem o lançamento do satélite, provisão de instrumentos e apoio operacional.

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