sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Rússia lança foguete com satélites para sistema Glonass

A Rússia lançou nesta sexta-feira com sucesso, após um adiamento de um dia por problemas técnicos, um foguete Protón-M com três satélites de navegação Glonass-M, informou a agência espacial russa Roscosmos.

Os Glonass-M devem integrar a pequena frota do sistema de navegação russo Glonass, análogo ao GPS americano, que em sua composição definitiva conta com 24 satélites operacionais, oito por cada plano de órbita, além de vários aparatos de reserva. O lançamento foi realizado a partir da base de Baikonur, às 9h42 no horário de Brasília, e "transcorreu sem novidade", disse um porta-voz da Roscosmos à agência Interfax.

Ele acrescentou que segundo o plano de voo o bloco acelerador do foguete deve situar os satélites em suas órbitas operativas a cerca de 19 mil km da Terra, às 16h41 no horário de Brasília. Na quinta-feira, a agência espacial russa teve que adiar o lançamento devido a falha de um comutador das equipes em terra.

O lançamento desta sexta-feira é o primeiro de três satélites Glosnass-M depois da perda de outros aparatos dessa série em 5 de dezembro de 2010, quando eles não conseguiram alcançar sua órbita programada e caíram no Oceano Pacífico. De acordo com a comissão investigadora, o acidente aconteceu por um erro na documentação, o bloco acelerador levava um excesso de 1,5 t de combustível.

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Astronautas da viagem simulada a Marte 'voltam' para a Terra

Os seis membros da tripulação saíram para o mundo exterior após 520 dias de missão simulada. Foto: AFP

Os seis membros da tripulação saíram para o mundo exterior após 520 dias de missão simulada
Foto: AFP

Seis voluntários saíram nesta sexta-feira do isolamento de um ano e meio em uma cápsula lacrada, ao final de uma experiência realizada por um centro de pesquisas em Moscou, na Rússia, sobre os efeitos que uma viagem real ao planeta Marte poderiam causar no organismo dos seres humanos.

Um pesquisador rompeu o lacre da cápsula e os seis membros da "tripulação" saíram para o mundo exterior, em bom estado físico, segundo as imagens da TV russa. "A tripulação internacional terminou sua missão de 520 dias", afirmou o comandante Alexei Sityov.

Os astronautas agora serão submetidos a uma bateria de exames médicos. Os seis homens ficaram 520 dias na cápsula colocada no estacionamento do Instituto de Moscou depois de ter sido lacrada no dia 3 de junho de 2010. A equipe foi formada por três russos (dois médicos e um engenheiro), um astronauta chinês em treinamento e dois engenheiros enviados pela Agência Espacial Europeia (ESA), um francês e um ítalo-colombiano.

O experimento simulou um "lançamento" em junho do ano passado e o "pouso" em Marte em fevereiro. Os voluntários realizaram "caminhadas espaciais" com o traje completo em um espaço preparado com areia antes de deixar o planeta vermelho e "voar" de volta para a Terra.

"Passar 520 dias com pessoas de diferentes grupos, diferentes nacionalidades e mentalidades não é nada fácil. Eles se comportaram de forma notável", disse na terça-feira Mark Belakovsky, vice-diretor do programa.

O projeto chegou a ser ridicularizado, já que a experiência não saiu do solo, sem a ausência de gravidade, como em um voo real. Mas os organizadores seguiram estritamente as regras de um voo real, inclusive com os 20 minutos de atraso nas comunicações.

As agências espaciais que se associaram ao projeto Marte 500 disseram que a experiência desempenhou um papel fundamental ao provar que pessoas são capazes de enfrentar a solidão e a frustração de uma longa viagem para Marte e retornar.

"Efetivamente, a tripulação pode sobreviver ao isolamento inevitável para uma missão a Marte e retornar", disse Patric Sundblad, cientista da ESA no site da entidade. "Do ponto de vista psicológico, podemos fazê-lo", acrescentou.

Os voluntários, vestidos com uniformes azuis, passaram todo o tempo, exceto na "aterrissagem" a Marte, em um complexo hermeticamente fechado de quartos minúsculos, acompanhando ordens dos líderes do projeto e se alimentando das reservas especialmente planejadas.

Nos últimos dias do experimento, os voluntários estiveram simulando a "trajetória em espiral em direção ao campo de gravidade terrestre", explicou o site oficial do experimento. Os seis cientistas permanecerão em quarentena até o dia 8 de novembro, disse Belakovsky, já que especialistas expressaram preocupações sobre sua eventual vulnerabilidade a doenças de inverno, embora testes indiquem que se encontram em bom estado de saúde.

A Rússia e a ESA consideram que uma viagem tripulada a Marte pode tornar-se realidade no ano 2040.

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Austrália: calendário reúne fotos de fenômenos meteorológicos

O Departamento de Meteorologia da Austrália e a Associação Meteorológica divulgaram as fotos que farão parte do seu calendário de 2012. Acima, um .... Foto: Matt Smith/Cortesia do Australia´s National Meteorological Service /BBC Brasil

O Departamento de Meteorologia da Austrália e a Associação Meteorológica divulgaram as fotos que farão parte do seu calendário de 2012. Acima, um arco-íris duplo na praia de Wombarra, em New South Wales
Foto: Matt Smith/Cortesia do Australia´s National Meteorological Service /BBC Brasil

Em sua 28ª edição, o Calendário do Clima Australiano traz as melhores imagens de fenômenos meteorológicos feitas por pessoas de todo o país.

O calendário é produzido pelo Departamento de Meteorologia da Austrália e pela Associação Meteorológica e Oceanográfica Australiana, com fotos selecionadas em um concurso nacional.

As melhores imagens ilustram os meses do ano. Em 2012, elas incluem um arco-íris duplo em uma praia de New South Wales, uma tempestade que anunciava um dos maiores ciclones que já passaram pela região de Queensland e o reflexo das nuvens no maior lago de sal do país.

O calendário é a publicação mais popular do Departamento, com 50 mil cópias vendidas anualmente.

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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Cientistas descobrem a mais brilhante estrela de nêutrons

Uma equipe internacional de pesquisadores descobriu, com a colaboração do telescópio Fermi, o pulsar de milissegundo mais brilhante detectado até agora dentro de um grupo de centenas de milhares de estrelas que orbita nossa galáxia, segundo publicou nesta quinta-feira a revista Science. O professor Paulo Freire, do departamento de radioastronomia do Instituto Max Planck em Bonn (Alemanha), e sua equipe detectaram o pulsar J1823-3021A girando em um grupo globular situado na constelação de Sagitário, a aproximadamente 27 mil anos-luz da Terra.

O pulsar é uma estrela formada por nêutrons que emite radiação periódica e possui um campo gravitacional até um bilhão de vezes maior que o campo gravitacional terrestre. Trata-se do pulsar de milissegundo mais jovem e com o maior campo magnético registrado até agora, além do mais distante detectado com raios gama, afirmou Freire em declarações à Agência Efe.

A princípio, Freire e seus colegas acreditavam que as intensas emissões de raios gama estavam emanando de uma população de pulsares de milissegundo, que só haviam sido detectados antes em ondas de longitude de rádio, localizadas dentro do grupo globular. No entanto, após uma inspeção mais próxima com o telescópio espacial de raios gama Fermi, se deram conta que a emissão de raios gama do grupo estava dominada apenas por este pulsar. "Os pulsares normalmente brilham muito nos telescópios de ondas de rádio, mas agora com o telescópio Fermi descobrimos vários como este em raios gama", explicou Freire.

De acordo com o professor, eram conhecidos cerca de dois mil pulsares em rádio. Antes do lançamento de Fermi, eram conhecidos apenas seis pulsares em raios gama e agora foram detectados mais de 100.

Muitos das descobertas do Fermi usam os dados dos telescópios de rádio para saber qual é o tempo de rotação do pulsar para detectá-lo em raios gama. Seus achados sugerem que "estes pulsares de milissegundo podem ser muito mais energéticos do que indicam as teorias que tínhamos até agora" e podem existir mais pulsares com estas características no resto da galáxia. "Temos uma teoria de como se forma (um pulsar), mas não nos permite explicar porque é tão energético e tem um campo magnético tão intenso" declarou Freire.

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Asteroide de 400 m passará perto da Terra na próxima terça

Um asteroide com 400 m de largura passará perto da Terra na próxima terça-feira, dia 8 de novembro, em uma aproximação rara que não representa risco de impacto para o planeta, segundo cientistas americanos que esperam ansiosos a oportunidade de observá-lo. "Não é potencialmente perigoso, é apenas uma boa oportunidade para estudar um asteroide", garantiu o astrônomo da Fundação Nacional de Ciências (NSF, na sigla em inglês), Thomas Statler.

O asteróide circular, chamado 2005 YU55, ficará mais perto da Terra do que a Lua, a 325.000 km de distância, informou a agência espacial americana. Segundo previsões, o horário em que o asteroide estará mais próximo da Terra será às 21h28 de terça-feira, horário de Brasília.

A aproximação será a maior de um asteroide deste tamanho em mais de 30 anos e um evento similar não voltará a ocorrer até 2028. No entanto, quem desejar ver o corpo celeste precisará de um telescópio.

O asteroide "será visto muito distante quando passar por aqui", afirmou Scott Fisher, diretor da Divisão de Astronomia da NSF. "Não será perceptível a olho nu. Será preciso um telescópio com lente de mais de 15 cm para vê-lo. Para tornar a observação ainda mais complicada, se moverá muito rápido no céu quando passar", acrescentou.

Os astrônomos que estudam este objeto, classificado como um asteroide de classe C, dizem que é muito escuro, cor de carvão, e bastante poroso. O 2005 YU55 foi descoberto em 2005 por Robert McMillan, do projeto Spacewatch, grupo de cientistas que observa o sistema solar perto de Tucson, no Arizona.

O objeto faz parte de um conjunto de 1.262 asteroides grandes, que giram ao redor do Sol e têm mais de 150 m de largura, que a Nasa qualifica como "potencialmente perigosos". "Queremos estudar estes asteroides, de forma que se algum dia formos atingidos, saibamos o que fazer com ele", disse Statler.

A passagem mais próxima que um asteroide fará da Terra será em 2094, a uma distância de 269.000 km, segundo as previsões.

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Novo veículo da Nasa chega a base de lançamento para Marte

O Mars Science Laboratory da Nasa, um veículo de 2,5 bilhões de dólares projetado para avaliar a adequação de Marte para a vida, chegou à sua plataforma de lançamento na Flórida nesta quinta-feira. O veículo está em preparação para o lançamento, previsto para 25 de novembro, afirmou a agência espacial norte-americana.

A espaçonave, que tem aproximadamente o tamanho de um carro pequeno, deve ser içada por um guindaste até o topo de um foguete não tripulado Atlas 5 em uma estação da força aérea em Cabo Canaveral, disse a porta-voz da Nasa Lisa Malone.

Alimentado pelo calor emitido pelo plutônio radioativo, o veículo deve passar um ano marciano - ou 687 dias da Terra - explorando uma enorme cratera na qual há uma montanha de 5 km de altura. Isso equivale a cerca de duas vezes a altura das camadas de rocha exposta do Grand Canyon.

Os cientistas não sabem como a montanha foi formada, mas ela pode ser o remanescente erodido de sedimentos que uma vez preencheram completamente a cratera. Com seus 10 instrumentos científicos, incluindo duas ferramentas que podem analisar quimicamente a rocha pulverizada, o veículo, chamado Curiosity, é projetado para determinar se o local, conhecido como Gale Crater, tem ou já teve os componentes orgânicos necessários para o desenvolvimento da vida.

O Curiosity se juntará ao robô menor Opportunity, que tem explorado uma outra região de Marte desde 2004, e várias sondas, incluindo a europeia Mars Express.

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Cientistas encontram galáxias com elementos mais pesados que o Sol

Impressão de um artista mostra duas galáxias no Universo primitivo. A explosão brilhante à esquerda é uma explosão de raios gama. Foto: ESO/L. Calçada/Divulgação

Impressão de um artista mostra duas galáxias no Universo primitivo. A explosão brilhante à esquerda é uma explosão de raios gama
Foto: ESO/L. Calçada/Divulgação

Uma equipe internacional de astrônomos utilizou a breve e brilhante luz de uma explosão de raios gama distante para investigar a composição de galáxias muito distantes. As informações obtidas com o Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), revelaram duas galáxias no Universo primordial mais ricas em elementos pesados que o Sol. Os novos resultados apoiam também a ideia de que as explosões de raios gama podem estar associadas a formação estelar intensa.

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As observações do VLT mostram que a luz brilhante emitida pela explosão de raios gama passou através da própria galáxia hospedeira e também de outra galáxia próxima. Estas galáxias estão sendo observadas tal como eram há 12 bilhões de anos. Galáxias tão distantes estão raramente envolvidas neste tipo de fenômenos.

"Quando estudamos a radiação emitida por esta explosão de raios gama não sabíamos o que iríamos encontrar. Foi surpreendente descobrir que o gás frio existente nestas duas galáxias do Universo primitivo tem uma composição química tão inesperada", explica Sandra Savaglio, do Instituto Max-Planck para a Física Extraterrestre, na Alemanha, autora principal do artigo científico que descreve este estudo. "Estas galáxias têm mais elementos pesados do que o observado em qualquer galáxia do Universo primordial. Não esperávamos que o Universo já estivesse tão evoluído em termos químicos."

Quando a radiação da explosão de raios gama passou através das galáxias, o gás ali contido atuou como um filtro e absorveu parte desta radiação em certos comprimentos de onda. Sem a explosão de raios gama estas galáxias tênues seriam completamente invisíveis. Ao analisar cuidadosamente as impressões digitais dos diferentes elementos químicos, a equipe de cientistas conseguiu determinar a composição do gás frio destas galáxias muito distantes e, em particular, descobriu o seu rico conteúdo em elementos pesados.

A pesquisadora explica que é esperado que as galáxias no Universo primitivo tenham menor quantidade de elementos pesados do que as galáxias no Universo atual, tais como a Via Láctea, pois os elementos pesados são produzidos ao longo da vida e morte de várias gerações de estrelas, que gradualmente vão enriquecendo o gás das galáxias. Os astrônomos utilizam o enriquecimento químico das galáxias para determinar em que período das suas vidas estas se encontram. No entanto, estas novas observações revelaram que algumas galáxias são muito ricas em elementos pesados numa altura correspondente a menos de dois bilhões de anos depois do Big Bang, algo inimaginável até agora.

O par de galáxias jovens descoberto deve estar formando estrelas a uma taxa extremamente elevada, de modo a poder enriquecer tanto e tão depressa o gás frio. Uma vez que as duas galáxias estão tão próximas uma da outra, é possível que se encontrem em processo de fusão, o que dará origem a formação estelar quando as nuvens de gás colidem entre si.

Explosões de raios gama
Estas são as explosões mais brilhantes do Universo. Uma destas explosões, chamada GRB 090323, foi inicialmente detectada pelo Telescópio Espacial Fermi Gamma-ray da Nasa, a agência espacial americana. Pouco tempo depois, o sinal emitido foi observado pelo detector de raios X do satélite Swift da Nasa e pelo sistema GROND do telescópio MPG/ESO instalado no Chile. Esta explosão foi estudada detalhadamente pelo VLT do ESO, apenas um dia depois da explosão inicial.

"Tivemos muita sorte em observar a GRB 090323 quando ainda estava suficientemente brilhante, de tal modo que foi possível obter observações muito detalhadas com o VLT. As explosões de raios gama permanecem brilhantes apenas por curtos espaços de tempo, por isso conseguir dados de boa qualidade é muito difícil. Esperamos poder observar novamente estas galáxias num futuro não muito longínquo, quando tivermos disponíveis instrumentos mais sensíveis", afirmou Savaglio.