quinta-feira, 5 de junho de 2008

Astronautas instalam câmeras em laboratório japonês

Os astronautas do ônibus espacial Discovery Mike Fossum e Ron Garan instalaram hoje duas câmeras de vídeo no laboratório japonês Kibo, que foi levado por eles para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), em órbita a cerca de 350 quilômetros da Terra.

A jornada de trabalho extraveicular começou às 12h04 (de Brasília), quando a ISS e o Discovery se movimentavam acoplados a cerca de 27 mil km/h sobre Barcelona, na Espanha.

Segundo a Nasa (agência espacial americana), o tempo de duração desta caminhada, a segunda das três que foram programadas para a atual missão da nave americana - da qual participam sete astronautas -, deverá ser de sete horas.

Esta é a 111ª jornada de trabalhos fora da ISS, onde estão instalados outros três astronautas. Além disso, é a quinta caminhada de Fossum e a terceira de Garan.

Uma hora depois de terem saído do compartimento Quest, Fossum e Garan começaram a instalação de duas câmeras nas laterais do laboratório japonês.

"O módulo de trabalhos científico Kibo agora tem olhos", disse o comentarista da Nasa Rob Navias, quando a tarefa, que durou uma hora e 22 minutos, foi concluída.

A atividade seguinte na ordem do dia de Fossum e Garan era a remoção de uma série de coberturas térmicas que envolviam os dez metros de comprimento do braço robótico do Kibo.

O trabalho é delicado porque as coberturas não são muito flexíveis e, ao movimentá-las, é preciso ter cuidado com as articulações do braço do laboratório.

"É como lutar com uma nuvem", disse Fossum enquanto ele e Garan trabalhavam tirando, dobrando e guardando as seis coberturas sobre as juntas do Kibo e uma sétima localizada na extremidade do braço robótico.

Na terça-feira, em sua primeira caminhada espacial na atual missão, Fossum e Garan instalaram o laboratório "Kibo" ("Esperança") na estrutura da ISS.

O Kibo, com quase 12 m de comprimento, é maior que os laboratórios americano e europeu acoplados à plataforma. O módulo japonês também tem um par de braços robóticos, o maior dos que já chegaram à órbita no bagageiro do Discovery.

Depois de uma inspeção do mecanismo de ligação no lado esquerdo do módulo "Harmony" e da abertura da cobertura de uma janela, Fossum e Garan removeram as proteções das superfícies em que o "Kibo" foi acoplado.

Fossum, além disso, desligou os cabos de calefação e retirou os mecanismos de fechamento das cortinas na janela dianteira do laboratório japonês.

Os astronautas também limparam uma junta rotatória de uma das asas de painéis solares que tinha se danificado, e recolheram o braço robótico da nave que tinha ficado na ISS desde uma missão do "Endeavour", em março.

A Nasa deixou o braço robótico na ISS para que houvesse espaço suficiente no bagageiro do Discovery para o transporte do módulo pressurizado japonês Kibo.

Durante os trabalhos finais dessa jornada, os dois astronautas foram para o painel solar no lado direito da ISS, onde, desde o fim de 2007, uma junta rotatória vinha registrando vibrações e um aumento no consumo de energia.

Garan fez a substituição de algumas peças da junta, enquanto Fossum inspecionou uma área potencialmente danificada no mesmo local e testou diferentes técnicas de limpeza na superfície do mecanismo.

Os astronautas da ISS também tiveram ontem uma missão diferente, porém, igualmente importante: reparar o único vaso sanitário da ISS, que há semanas estava com problemas.

O mau funcionamento do vaso sanitário, que fica na parte russa da ISS, era uma dor de cabeça para os ocupantes da plataforma e para os técnicos da Nasa, que não conseguiam resolver o problema.

A peça necessária para o reparo foi levada pela tripulação do Discovery, que partiu no último domingo em uma missão de 14 dias. Segundo a Nasa, o dispositivo de resíduos sólidos funcionava bem, mas o coletor de urina dava problemas. Com isso, os astronautas precisavam utilizar água extra que era armazenada para o consumo dos astronautas.

Astronautas iniciam segunda caminhada fora da ISS

Os astronautas Mike Fossum e Ron Garan saíram hoje da Estação Espacial Internacional (ISS) para a segunda dos três dias de trabalhos exteriores, que incluem a instalação do laboratório japonês Kibo na estrutura orbital.

A excursão começou com uma antecipação de 30 minutos sobre a hora programada, às 13h04 de Brasília, quando a ISS e o ônibus espacial Discovery acoplados orbitavam a 340 km sobre Barcelona, e terminará cerca de sete horas depois.

Os dois astronautas instalarão duas câmeras sobre o laboratório Kibo da agência espacial japonesa, e prepararão o laboratório para receber a seção menor do módulo.

Esta é a 111ª jornada de trabalhos de astronautas fora da ISS enquanto a estação orbita a Terra a mais de 27 mil km/h, além de ser a quinta excursão para Fossum e a segunda para Garan.

Para a tarefa final do dia de hoje Garan se aproximará de Fossum sobre a viga esquerda para retirar uma câmera de TV no exterior da ISS que teve falhas no fornecimento de eletricidade.

Os astronautas levarão a câmera dentro da ISS onde terá sua fonte de energia substituída, e voltarão a instalá-la no terceiro dia de trabalhos exteriores programada para domingo.

Astronauta Ron Garan Jr. instala uma câmera de TV no lado de fora do módulo Kibo
Astronauta Ron Garan Jr. instala uma câmera de TV no lado de fora do módulo Kibo

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Phoenix recolhe material que pode ser gelo ou sal

A sonda Phoenix recolheu em Marte uma segunda amostra de material que poderia conter sal ou gelo, informaram engenheiros da Universidade do Arizona.

A Phoenix pousou no domingo passado sobre uma região próxima ao pólo norte do planeta, com o objetivo de estudar o gelo que se encontra sob sua superfície e buscar elementos orgânicos.

As amostras foram recolhidas pelo braço robótico da sonda, que funcionou sem problemas, segundo os cientistas. De acordo com a pesquisadora Carol Stokes, o material corresponde a uma camada branca, que é visível da sonda.

"Estivemos discutindo sobre do que se tratava. Se era gelo, sal ou algum material muito mais estranho", disse Peter Smith, pesquisador da missão da Phoenix, que deve durar três meses. Segundo os cientistas da Nasa, a concentração de sal pode ser um indicador da existência de condições de umidade em Marte, no passado.

Nasa adia lançamento de telescópio espacial Glast

O lançamento do telescópio espacial Glast, da base militar de Cabo Canaveral, na Flórida, foi adiado mais uma vez, para domingo, 8 de junho, anunciou um porta-voz da Nasa.

Rob Gutro explicou que a decisão se deve a um problema técnico, sem divulgar mais detalhes. A agência espacial americana havia informado na segunda-feira passada que o lançamento aconteceria no sábado, 7, já que a equipe envolvida na operação precisava de mais tempo para solucionar problemas de engenharia de maneira satisfatória.

O GLAST - Gamma-ray Large Area Space Telescope, (Telescópio de Raios Gama de Ampla Superfície) - será lançado por um foguete Delta II. O telescópio espacial permitirá jogar luz sobre os numerosos mistérios envolvendo as fontes conhecidas de raios gama no universo.

Astronautas abrem comporta do laboratório japonês

A tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS) abriu nesta quarta-feira a comporta do laboratório japonês Kibo, inaugurando assim o maior módulo do complexo orbital, segundo imagens da TV da Nasa.

"Este é um grande momento para os japoneses", disse o astronauta Akihiko Hoshide ao abrir a comporta, diante do olhar dos demais tripulantes. "O módulo Kibo está aberto", declarou em seguida.

Astronauta russo conserta banheiro da ISS

O cosmonauta-encanador Oleg Kononenko encarregou-se nesta quarta-feira da difícil missão de consertar o banheiro da Estação Espacial Internacional (ISS) e o fez, aparentemente, com sucesso, de acordo com a Reuters.

"O banheiro, ao que parece, foi consertado e já está pronto para ser usado novamente", afirmou Rob Navias, da Nasa, depois das duas horas e meia de trabalho de Kononenko.

O cosmonauta, principal engenheiro de vôo da estação, substituiu uma bomba usada para filtrar a urina. O banheiro de fabricação russa vinha funcionando de forma precária nos últimos dez dias, requerendo descargas manuais e demoradas entre quatro a cinco vezes por dia.

Banheiro integra módulo russo da ISS
Banheiro integra módulo russo da ISS

Astronautas da ISS tentam consertar privada

Astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) aguardam pelo resultado do conserto da única privada da Estação, que havia parado de funcionar há duas semanas. O problema, no equipamento utilizado para a urina, fez com que os três astronautas que vivem na nave, um americano e dois russos, dessem descargas manuais com mais água que o normal várias vezes ao dia.

Segundo a agência AP, o ônibus espacial Discovery levou à ISS uma nova bomba d´água, para testar a privada, assim como o mais novo cômodo da estação, o laboratório japonês Kibo.

A tarefa de instalar a bomba d´água e mangueiras de 35 pound foi delegada a Oleg Kononenko, nesta quarta-feira pela manhã. calucla-se que o trabalho dure duas horas.

"Nós vamos ver pela tarde se vai funcionar ou se precisaremos encontrar outra solução", disse Emily Nelson, membro da diretoria da ISS.

Além de consertar a privada, as equipes do ônibus espaxcial e da ISS devem fazer conexões de energia, dados, ar e água no recém-instalado Kibo. O astronauta japonês Akihiko Hoshide instalou o laboratório de 37-foot na terça-feira. O módulo será ligado pela primeira vez nesta quarta-feira.

ISS pode ser evacuada se não funcionar conserto do banheiro
ISS pode ser evacuada se não funcionar conserto do banheiro

terça-feira, 3 de junho de 2008

Astronautas do Discovery concluem primeiros trabalhos

Os astronautas Mike Fossum e Ron Garan retornaram hoje à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), depois de concluírem a primeira de três caminhadas espaciais para instalar o laboratório japonês "Kibo" (que significa "esperança") na plataforma.

O passeio terminou às 20h01 (de Brasília), quando Fossum e Garan entraram na cabine de descompressão antes de retornarem à estação "Alfa".

"O ''Kibo'' já está em seu lugar. Seu acoplamento à estrutura foi concluído com sucesso", disse o controle da missão no Centro Espacial Johnson, em Houston (Texas), quando a ISS cruzava os céus de Madagascar.

"Foi um prazer trabalhar com vocês hoje. Parabéns. Temos uma nova ''esperança'' na estação espacial", acrescentou o controle, referindo-se à tradução do nome do laboratório japonês.

A excursão começou às 12h23 (Brasília), quando a ISS e o ônibus espacial "Discovery", acoplados desde ontem, sobrevoavam o sudeste da Ásia, e deve terminar sete horas mais tarde.

A saída teve que ser atrasada em cerca 50 minutos porque os dois astronautas, que descansavam no compartimento de despressurização, escutaram um chiado no sistema de comunicações do capacete do traje espacial de Fossum e decidiram substituí-lo.

O porta-voz da Nasa Rob Navias disse que a mudança não gerou problemas às tarefas, mas resultou em um atraso no começo da excursão.

"Temos pela frente um belo dia e uma jornada excitante para a instalação do ''Kibo''", disse o astronauta japonês Akihiko Hoshide, que ajudará a movimentar o laboratório de seu país com o braço robótico da ISS.

O "Kibo", com quase 12 metros de comprimento, é maior que os laboratórios americano e europeu instalados na estação, um projeto de US$ 100 bilhões que tem participação de 16 nações.

O laboratório japonês também possui um par de braços robóticos, o maior que já chegou ao Discovery.

Fossum, que tem em seu currículo outras três jornadas de trabalhos extraveiculares, e Garan, que realiza sua primeira, vão instalar o laboratório "Kibo" à estrutura da ISS, que está em órbita a cerca de 380 quilômetros da Terra.

Depois da inspeção do mecanismo de sujeição no lado esquerdo do módulo italiano Harmony e da abertura da cobertura de uma janela, Fossum e Garan trabalharam juntos para remover as proteções onde o "Kibo" foi atracado.

Fossum, além disso, desligou os cabos de calefação e tirará os mecanismos de fechamento das cortinas na janela dianteira do laboratório japonês.

Também foi limpa uma junta rotatória de uma ala de painéis solares que emperrou, e será recuperado o braço robótico da nave que estava na ISS desde a missão da nave "Endeavour", em março.

A Nasa deixou o braço robótico na ISS para que houvesse espaço suficiente no bagageiro do "Discovery" para o transporte do módulo pressurizado Japonês "Kibo".

Antes de concluíram os trabalhos, Garan e Fossum foram para o painel solar no lado direito da ISS, onde a junta rotatória começou a mostrar vibrações e um aumento no consumo de energia desde o final de 2007.

Garan fez a substituição de algumas peças da junta, enquanto Fossum inspecionou uma área potencialmente danificada no mesmo local e testou diferentes técnicas de limpeza na superfície da peça.

Enquanto Fossum e Garan trabalhavam fora do "Discovery" e da ISS, os especialistas da missão Karen Nyberg e Akihiko Hoshide usaram o braço robótico da estação para instalar o módulo japonês de forma definitiva.

Os dois astronautas, que flutuaram sujeitos às estruturas orbitais, puseram à prova as novas luvas espaciais que incluem remendos de uma tela resistente nos dedos polegar e indicador, em uma tentativa de diminuir o nível de desgaste apresentados nas luvas anteriores.

Nasa: Via Láctea possui apenas dois braços espirais

A Via Láctea, galáxia que abriga o planeta Terra, possui dois braços espirais e não quatro, como achavam até agora os astrônomos, segundo identificam as imagens captadas pelo telescópio espacial Spitzer, da Nasa, a agência espacial americana.

Até então, era impossível confirmar a teoria dos quatro braços espirais devido à posição da Terra. No entanto, o Spitzer proporcionou uma nova base para reconsiderar toda a estrutura da Via Láctea, segundo Robert Benjamin, astrônomo da Universidade de Wisconsin, durante uma entrevista à imprensa, em Saint Louis, Missouri.

"Agora prosseguiremos corrigindo nosso quadro (galático) da mesma forma como os primeiros exploradores que navegavam pelo mundo corrigiam seus mapas", afirmou em um relatório apresentado para a Sociedade Astronômica dos Estados Unidos.

Desde 1950, os astrônomos contavam com modelos baseados em observações dos gases cósmicos da galáxia, que sugeriam uma estrutura em espiral com quatro braços, formados pelas estrelas, chamadas Norma, Scutum-Centaurus, Sagitário e Perseu.

Graças ao Spitzer, os astrônomos conseguiram obter um quadro muito mais amplo da galáxia, com o registro de 110 milhões de estrelas. De acordo com Benjamin, um software desenvolvido por ele permitiu a contagem das estrelas e medição da densidade estelar.

Quando o grupo decidiu observar o Scutum-Centauro, constatou-se um aumento no número de estrelas, como já se esperava. Já entre Sagitario e Norma, não houve essa elevação. Perseo fica no extremo oposto da galáxia e não pôde ser visto nas imagens do Spitzer.

"Esse descobrimento confirmou que a Via Láctea não tem dois braços, Scutum-Centauro e Perseo, que têm enormes densidades com estrelas jovens e brilhantes, assim como estrelas velhas", destacou o astrônomo. Segundo ele, "agora poderemos unir estes braços, estabelecendo sua estrutura, posição e tamanho pela primeira vez.

Nova descoberta põe em cheque a teoria dos quatro braços espirais em que os astrônomos acreditavam
Nova descoberta põe em cheque a teoria dos quatro braços espirais em que os astrônomos acreditavam

Astronautas do "Discovery" iniciam primeiros trabalhos fora da ISS

Os astronautas Mike Fossum e Ron Garan saíram hoje da Estação Espacial Internacional (ISS) para a primeira das três jornadas de trabalhos exteriores destinadas a instalar o laboratório japonês "Kibo" na estrutura orbital.

A excursão começou às 12h23 (Brasília), quando a ISS e o ônibus espacial "Discovery", acoplados desde ontem, sobrevoavam o sudeste da Ásia, e deve terminar sete horas mais tarde.

A saída teve que ser atrasada em cerca 50 minutos porque os dois astronautas, que descansavam no compartimento de despressurização, escutaram um chiado no sistema de comunicações do capacete do traje espacial de Fossum e decidiram substituí-lo.

O porta-voz da Nasa Rob Navias disse que a mudança não gerou problemas às tarefas, mas resultou em um atraso no começo da excursão.

"Temos pela frente um belo dia e uma jornada excitante para a instalação do ''Kibo''", disse o astronauta japonês Akihiko Hoshide, que ajudará a movimentar o laboratório de seu país com o braço robótico da ISS.

O "Kibo", com quase 12 metros de comprimento, é maior que os laboratórios americano e europeu instalados na estação, um projeto de US$ 100 bilhões que tem participação de 16 nações.

O laboratório japonês também possui um par de braços robóticos, o maior que já chegou ao Discovery.

Fossum, que tem em seu currículo outras três jornadas de trabalhos extraveiculares, e Garan, que realiza sua primeira, vão instalar o laboratório "Kibo" à estrutura da ISS, que está em órbita a cerca de 380 quilômetros da Terra.

Depois da inspeção do mecanismo de sujeição no lado esquerdo do módulo italiano Harmony e da abertura da cobertura de uma janela, Fossum e Garan trabalharão juntos para remover as proteções onde será atracado o "Kibo".

Fossum, além disso, desligará os cabos de calefação e tirará os mecanismos de fechamento das cortinas na janela dianteira do laboratório japonês.

Também será limpa uma junta rotatória de um asa de painéis solares que se atolou, e será recuperado o braço robótico da nave que estava na ISS desde a missão da nave Endeavour, em março.

A Nasa deixou o braço robótico na ISS para que houvesse espaço suficiente na adega do "Discovery" para o transporte do módulo pressurizado Japonês "Kibo".

Para as tarefas finais desta jornada Garan e Fossum vão para o painel solar em boreste (lado direito) da ISS, onde a junta rotatória começou a mostrar vibrações e um aumento no consumo de energia desde o final de 2007.

Garan fará a substituição de algumas peças da junta, enquanto Fossum inspecionará uma área potencialmente danificada no mesmo local e provará diferentes técnicas de limpeza na superfície dessa junta rotatória.

Enquanto Fossum e Garan trabalham fora do "Discovery" e da ISS, os especialistas da missão Karen Nyberg e Akihiko Hoshide usarão o braço robótico da estação para instalar o módulo japonês de forma definitiva.

Os dois astronautas, que flutuam sujeitos às estruturas orbitais, põem a toda prova as novas luvas espaciais que incluem remendos de uma tela resistente nos dedos polegar e indicador, em uma tentativa de diminuir o nível de desgaste apresentados nas luvas anteriores.

Astronautas fazem 1º passeio fora da ISS

Dois astronautas saíram da Estação Espacial Internacional (ISS), na terça-feira, para recuperar uma haste de inspeção necessária para investigar a eventual presença de danos no ônibus espacial Discovery. Eles também preparam um novo laboratório de pesquisa do Japão para ser instalado no entreposto orbital.

Depois de passar a noite na câmera de descompressão da ISS a fim de preparar seus corpos para a ida ao espaço, o veterano Michael Fossum e seu parceiro Ronald Garan flutuaram para fora por volta das 11h30 (13h30 em Brasília) enquanto a estação trafegava a uma velocidade de 338 quilômetros por hora, passando por cima do sudeste da Ásia.

Os dois atrasaram cerca de uma hora devido a um problema no equipamento de comunicação. "OK, garotos, chegou a hora do rock and roll", afirmou o astronauta Ken Ham, da Discovery, quando Fossum e Garan finalmente ficaram prontos para dar início à saída, que deve durar seis horas e meia.

A principal meta da missão da Discovery, iniciada no sábado ao partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, é entregar o laboratório japonês Kibo, de 1 bilhão de dólares e principal resultado dos 20 anos de esforços do Japão para figurar como peça permanente da exploração e pesquisa do espaço.

"Esse será um dia realmente importante para o Japão", afirmou a diretora de vôo da ISS, Emily Nelson. Com 11 m de comprimento e pouco mais de 4,4 metros de largura, o Kibo, que significa "esperança", é tão grande que a Discovery não conseguiu acomodar em seu compartimento de carga a sua haste de inspeção - um equipamento que dobra a extensão do braço-robô da ISS, com 15 metros de comprimento, a fim de que, com câmeras e sensores, consiga inspecionar as asas e o nariz do ônibus espacial em busca de eventuais danos.

A haste consta das atualizações de segurança adotadas pela Nasa (agência espacial dos EUA) depois do acidente fatal com o Columbia, em 2003, provocado pelo impacto com destroços que danificaram o revestimento daquela espaçonave.

A tripulação anterior a visitar a ISS deixou a haste para trás, abrigada junto a uma parte da estrutura externa do estação. Agora a haste será recuperada pelos ocupantes da Discovery antes de regressarem para a Terra.

Fossum e Garan pretendem retirar os painéis de proteção do laser e da câmera da haste e desconectar os cabos a fim de que o equipamento possa ser recolocado no ônibus para uma inspeção posterior. O Discovery deve permanecer 14 dias em órbita.

Ainda na terça-feira, os astronautas Akihiko Hoshide e Karen Nyberg, que trabalham de dentro da ISS, usarão o braço-robô para tirar o laboratório Kibo, de 16 toneladas, de dentro do compartimento de carga do Discovery e ligá-lo ao módulo Harmony, que serve de nó de conexão para várias peças da estação.

Astronautas saíram da ISS para consertar antena
Astronautas saíram da ISS para consertar antena

Astronautas iniciam jornada de trabalho fora da ISS

Os astronautas Mike Fossum e Ronald Garan saíram hoje da Estação Espacial Internacional (ISS) para o primeiro de três dias de trabalhos no exterior que incluem a instalação do enorme laboratório japonês "Kibo" na estrutura orbital.

A excursão começou às 13h23 (em Brasília), quando a ISS e o ônibus espacial "Discovery" acoplados desde segunda sobrevoavam o Sudeste Asiático, e terminará em sete horas.

A saída demorou 50 minutos em relação ao horário previsto porque os dois astronautas, que tinham passado seu descanso no compartimento de despressurização, escutaram um chiado no sistema de comunicações do traje espacial de Fossum e decidiram substituí-lo.

EFE

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ISS pode ser evacuada por problema nos banheiros

Um dano nos banheiros da Estação Espacial Internacional (ISS) virou um sério problema para os técnicos e pode, inclusive, antecipar o regresso dos astronautas à Terra, afirmou hoje um funcionário russo das missões espaciais, Vladimir Soloviev. No entanto, ele disse que essa decisão ainda está longe de ser tomada, pois o sistema foi reparado parcialmente.

"Temos um problema com o sistema de drenagem. É um incidente sério. Nestas circunstâncias, inclusive, podemos proceder a uma evacuação de emergência da tripulação", alertou ele.

Há uma semana os dois astronautas russos e um americano, moradores permanentes da ISS, sofrem as conseqüências no sistema de evacuação dos banheiros.

O ônibus espacial americano Discovery se acoplou nesta segunda-feira à Estação Espacial Internacional para instalar o segundo e maior módulo do laboratório japonês Kibo e levar uma bomba indispensável para o conserto do banheiro com problemas.

A nave, que leva sete astronautas, seis americanos e um japonês, deixou a Terra no sábado e se uniu à estação orbital após uma delicada aproximação, realizada 338 km acima do Pacífico Sul, mostrou a televisão da Nasa.

Durante as manobras de aproximação, o comandante de Mark Kelly realizou uma delicada manobra para que os astronautas da ISS tirassem fotos do escudo térmico do ônibus espacial, em busca de eventuais danos provocados por pequenos pedaços de espuma isolante do tanque externo de combustível, que se soltaram durante o lançamento.

No sábado, a Nasa minimizou as conseqüências desse incidente, mas o tema sempre gera preocupação. Em fevereiro de 2003, o impacto de uma pedaço de espuma isolante provocou a desintegração do Columbia e a morte dos sete membros de sua tripulação em seu retorno à Terra.

Nesse vôo de 14 dias, estão previstas três saídas ao espaço, em dupla, com duração de seis horas e meia cada uma. A primeira, com Mike Fossum e Ron Garan, está programada para terça-feira.

Essas saídas serão dedicadas, basicamente, para a instalação do principal módulo do laboratório japonês Kibo, que se somará a uma primeira parte trasladada em março pela nave Endeavour.

Com Kibo, que significa esperança em japonês, o Japão se torna membro pleno da ISS, junto com Estados Unidos, Rússia e Europa. O país asiático dedicou 2,8 bilhões de dólares a esse programa.

O novo módulo é um grande cilindro de 11,2 m de comprimento por 4,4 m de diâmetro, com uma massa vazia de 15,9 t. Tem sistema próprio de manipulação por telecomando, com um braço articulado que também servirá para tarefas de manutenção na estação.

Além desse módulo, os astronautas do Discovery devem inspecionar o mecanismo de rotação danificado de uma das antenas solares da ISS e substituir um tanque de nitrogênio para o sistema de climatização da estação.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Ônibus espacial Discovery se acopla à ISS

O ônibus espacial americano Discovery se acoplou hoje à Estação Espacial Internacional (ISS), onde seus tripulantes instalarão a segunda parte do laboratório japonês Kibo (Esperança, em japonês).

O Discovery atracou na plataforma orbital às 15h03 (Brasília), nove minutos mais tarde que o previsto, informou o Centro de Controle de Vôos Espaciais (CCVE) da Rússia, citado pela agência de notícias oficial russa Itar-Tass.

A bem-sucedida manobra de acoplamento foi efetuada manualmente pelo comandante da nave, o americano Mark Kelly. Antes da acoplagem, a nave fez um giro de 360 graus, quando os astronautas da ISS tiraram fotografias de alta resolução da cobertura térmica do Discovery para detectar possíveis danos ocorridos durante o lançamento.

A manobra, que se prolongou por oito minutos, tornou-se rotina nas missões espaciais desde o desastre em fevereiro de 2003 do "Columbia", que explodiu quando retornava à atmosfera.

Na ocasião, um dano na cobertura térmica do Colúmbia permitiu a entrada de gases tórridos, resultando na morte dos sete tripulantes da nave. Os astronautas do "Discovery", seis americanos e o japonês Akihiko Hoshide, entrarão na ISS por volta de 17h (Brasília), após as devidas inspeções de segurança.

O laboratório japonês Kibo, que se somará ao módulo Columbus da Agência Espacial Européia, tem 11 m de comprimento, pesa 14,5 t e tem duas janelas, um braço robótico e seu próprio compartimento de pressurização.

O Kibo conta com 23 plataformas para pesquisas sobre medicina espacial, biologia, observações da Terra, produção de materiais, biotecnologia e comunicações.

O Discovery também leva para a ISS um acessório para bombear a água do vaso sanitário da estação, que está quebrado há uma semana.

Durante esse tempo, os três ocupantes da estação tiveram que bombear a água manualmente várias vezes ao dia.

A Nasa acredita que o acessório, que foi enviado de Moscou para a Flórida, permita que o banheiro volte a funcionar normalmente. A missão do Discovery inclui três dias de trabalhos extraveiculares para instalar a segunda parte do Kibo, trabalhar no sistema de refrigeração da plataforma e fazer reparos em vários dos painéis solares da estação.

As tarefas serão realizadas sob o comando do astronauta Mike Fossum e do especialista Ron Garan. Além de Fossum, Garam e Hoshide, os outros tripulantes da missão são os astronautas Greg Chamitoff, Ken Ham, Karen Nyberg e o comandante Mark Kelly, que realiza sua terceira missão à ISS.

Chamitoff deve permanecer na estação espacial durante seis meses, substituindo Garrett Reisman, que voltará à Terra abordo da nave. Quando o laboratório Kibo estiver totalmente montado, 71% dos trabalhos da ISS estarão completos. Feito isso, restarão sete missões de construção na estação espacial.

A Nasa quer que a ISS esteja totalmente acabada até setembro de 2010, quando pretende retirar sua frota de naves. Segundo os planos da Nasa, o abastecimento e a troca de tripulações do complexo em órbita serão realizados pelas cápsulas russas Soyuz até sua substituição pelas novas naves americanas do programa Constellation a partir de 2015.

Discovery leva laboratório japonês Kibo
Discovery leva laboratório japonês Kibo

Sonda Phoenix começa a explorar território marciano

A sonda americana Phoenix, que pousou no ártico de Marte no dia 25 de maio, começou no sábado a explorar o solo do planeta vermelho para retirar amostras e pode ter detectado gelo, informou a Nasa.

Ao tocar o solo de Marte, o braço articulado da Phoenix deixou na região marciana "King of Hearts" um rastro que lembra uma pegada, o que valeu o apelido de "Yeti", acrescentou a agência espacial americana em comunicado.

Este primeiro contato com o solo de Marte "nos permite utilizar o braço articulado com precisão. Temos as condições corretas para a coleta das mostras e sua transferência", disse David Spencer, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena (Califórnia).

Imagens feitas pela câmera instalada no braço robótico permitem pensar que pode existir gelo debaixo da sonda Phoenix. "O que vemos nestas imagens corresponde a idéia, talvez, de gelo e suspeitamos que tornaremos a vê-lo na zona de escavação", destacou o comunicado.

O braço mecânico da Phoenix tem quatro articulações que permitem movimentos laterais e verticais, além da possibilidade de escavar o solo e retirar amostras.

Esta é a primeira etapa de uma série de experimentos, que tem por objetivo retirar porções do solo marciano que serão estudadas na Terra. Esta exploração sem precedentes pode permitir descobrir indícios de vida primitiva passada no planeta.

Ovnis: fenômenos não provam visitas de ETs, diz governo inglês

Tinham forma de charuto, disco, caixão ou não passavam de borrões reluzentes. Flutuavam de modo ameaçador, viajavam em velocidades impossíveis e desapareciam nas trevas do desconhecido ou, em certo caso, dentro de um arbusto na Cornualha. Alguns poucos deles transportavam formas de vida humanóides, ou assim parecia. Outros se materializaram por conta do fato de que as pessoas que os avistaram talvez tenham bebido algumas doses a mais, como no caso de um grupo de luzes avistadas se movendo no céu pelos fregueses de um pub em Kent.

O que quer que fossem esses fenômenos reportados ao Ministério da Defesa britânico ao longo dos anos e revelados este mês, quase certamente não eram veículos aéreos extraterrestres pilotos por seres alienígenas. "O governo disse a verdade o tempo todo", declarou David Clarke, professor de jornalismo na Universidade Sheffield Hallam que nas horas vagas pesquisa sobre os Objetos Voadores não Identificados (ovnis). "Há muita coisa estranha no céu, e algumas delas não temos como explicar ¿ mas não existe uma sombra de prova de que alienígenas nos tenham visitado alguma vez".

O que, francamente, chega a deprimir um pouco ¿ mais ou menos como as explicações prosaicas do governo para as décadas de meticuloso registro de relatórios sobre a presença de ovnis. "Nós só verificamos essas informações sob a perspectiva de garantir que o nosso espaço aéreo militar não tenha sido penetrado, e praticamente nunca acontecem penetrações em nosso espaço aéreo", disse uma porta-voz do Ministério da Defesa.

A porta-voz, que solicitou que seu nome não fosse divulgado em respeito a regras governamentais, disse que o ministério havia começado a divulgar os arquivos em público porque a Lei de Liberdade de Informação que está em vigor no Reino Unido havia levado a grande número de pedidos de dados sobre os supostos ovnis.

Os arquivos referentes ao período 1978-2002 estão sendo divulgados este mês. Alguns dos arquivos mais antigos já estavam abertos ao público, e os restantes serão divulgados nos próximos anos. Disponíveis via Internet no site ufos.nationalarchives.gov.uk, eles cobrem centenas de episódios. Boa parte do material consiste de formulários de uma página que oferecem detalhes como a dimensão do suposto aparelho e o que ele aparentava estar fazendo, se alguma coisa.

Uma cidadã descreve seu choque e espanto diante de um pequeno "objeto em forma Vulcan" flutuando no céu. Outra testemunha conta que foi acordada pela luz brilhante que emanava de um ovni "do tamanho de uma base de garrafa de leite".

E, da Cornualha, um motorista de 28 anos informa sobre uma luz amarela que "oscilava e se agitava" por sobre uma estrada, uma imagem que traz à mente o modo de deslocamento da fada Sininho, em "Peter Pan". "A luz mudou de cor, para um tom de púrpura, antes de desaparecer em um arbusto", informa o relatório.

Os arquivos incluem recortes aleatórios de jornais, com artigos que definitivamente não são notáveis pelo rigor jornalístico. Uma reportagem publicada em1986 pelo Daily Mirror informava que a luz de "um objeto vermelho incandescente" havia invadido o posto de pilotagem de um jato da Real Força Aérea que transportava o príncipe Charles, enervando seriamente o piloto. O jornal comenta que "o príncipe Philip vem acompanhando atentamente as notícias sobre os ovnis já há 36 anos".

Existem muitas cartas longas repletas de perguntas sérias. "Quando um disco voador não é um disco voador?", pondera um dos missivistas. "E a nave-mãe é obra do homem ou veio de um planeta distante?" Alguns entusiastas dos ovnis dizem acreditar que o governo britânico não tenha divulgado todos os arquivos, e que continua a esconder a verdade sobre uma imensa operação de acobertamento destinada a iludir o público do país.

Mas Joe MacGonagle, que se descreve como pesquisador de ovnis em Londres, disse que na verdade os documentos, em lugar de ocultar alguma coisa, simplesmente revelam que o governo não havia investigado as informações corretamente, para começar.

"Muita gente imaginava que houvesse esse imenso projeto sobre ovnis, com muita gente trabalhando nisso, quando na verdade era só um funcionário público que cuidava do assunto, e dedicava talvez 25% de seu tempo a arquivar informações", ele disse.

As autoridades nem sempre encararam como brincadeira as denúncias sobre ovnis. Nos anos 50, o governo criou um comitê secreto, o Grupo de Trabalho sobre Discos Voadores, para investigar as denúncias sobre ovnis. A conclusão foi a de que as supostas aparições eram ilusões de ótica, fenômenos climáticos, aviões vistos de ângulos estranhos, ou coisas semelhantes, e essa vem sendo a posição do governo desde então.

Em 1919, a Câmara dos Lordes debateu a questão, a pedido do conde de Clancarty, que acreditava que o homem descendesse de alienígenas que chegaram à superfície vindos do núcleo da Terra por meio de túneis especiais, ou que tivessem chegado ao planeta em espaçonaves 65 mil anos atrás. Ele não era o único nobre a acreditar nesse tipo de teoria.

Mas nenhum dos relatos aristocráticos era tão detalhado quanto o de um soldado reformado de 78 anos, morador de Aldershot. Ele contou que estava pescando em 1983 e foi abordado por dois seres de um metro de altura, vestidos em uniformes verdes e com grandes capacetes. Eles o conduziram à nave em que vieram e, depois de refletir sobre se deveriam ou não submetê-lo a experiências científicas, disseram que podia partir, porque era velho e frágil demais para servir aos seus propósitos de pesquisas.

O homem não fez perguntas, por medo de ofender, e voltou à pescaria. Seu chá tinha esfriado. "Ele relutou em contar a história à família", afirma o relatório. "E disse que sabia que sua mulher não o deixaria mais pescar, se o fizesse".

Desenho foi criado por homem de 78 anos, que diz ter entrado no disco e conversado com ETs
Desenho foi criado por homem de 78 anos, que diz ter entrado no disco e conversado com ETs

domingo, 1 de junho de 2008

Astronautas realizam inspeção no Discovery

Os astronautas do Discovery completaram uma inspeção da coberta térmica do ônibus espacial e se preparam para a acoplagem com a Estação Espacial Internacional (ISS) amanhã.

O Discovery, que leva um novo laboratório japonês e um suplente para a tripulação da ISS, deverá chegar à instalação orbital às 14h54 de segunda (em Brasília).

A inspeção só cobriu uma área da superfície da nave protegida com painéis térmicos já que, nesta oportunidade, o Discovery não leva um guindaste que permita uma revisão mais detalhada com raios laser.

A razão disto é que o módulo japonês Kibo é tão grande que o Discovery, lançado ontem do Centro Espacial Kennedy (sul da Flórida), não teve espaço para levar o instrumento de pesquisa.

Para a inspeção de hoje os sete tripulantes usaram uma câmera que fica na ponta do braço robótico da nave, de cerca de 15 metros de comprimento.

"Isto nos deu uma boa idéia da situação em que nos encontramos antes do acoplamento com a ISS", declarou o piloto Ken Ham. Antes que o ônibus espacial atraque na ISS, a nave realizará uma volta de 360 graus durante a qual os habitantes da estação orbital tirarão fotos de alta resolução da cobertura térmica do Discovery para detectar possíveis danos ocorridos durante o lançamento.

Esta manobra se tornou rotineira nas missões de ônibus espaciais após o desastre do Colúmbia em fevereiro de 2003, quando a nave explodiu matando seus sete tripulantes por causa de uma rachadura em sua cobertura térmica.

Ônibus espacial Discovery chega à estação espacial

O ônibus espacial Discovery aproximou-se da Estação Espacial Internacional para deixar um novo tripulante na estação e entregar um laboratório de pesquisas japonês e um kit para reparar o banheiro da estação, que apresenta problemas.

A nave espacial estava prevista para chegar à estação pouco antes das 14h na segunda-feira. O ônibus espacial, levando sete astronautas a bordo, partiu do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, no sábado, para uma missão de 14 dias.

A nave perdeu cerca de cinco pedaços de espuma isolante de seu tanque de combustível durante a decolagem - o mesmo problema que desencadeou a perda do ônibus espacial Columbia, em 2003, no qual morreram sete astronautas.

Os detritos perdidos durante o lançamento do Discovery estão sendo analisados, mas o gerente chefe de operações espaciais da Nasa disse a jornalistas que não há motivos para preocupação.

A Nasa gastou mais de US$ 1 bilhão e dois anos para adaptar o tanque de combustível de modo a minimizar os fragmentos que se desprendem, e acrescentou um conjunto de ferramentas de inspeção para verificar se ocorreram danos após a decolagem.

Devido ao desenho do ônibus espacial, a Nasa disse que nunca conseguirá resolver o problema dos fragmentos por completo, mas prevê que os pedaços de espuma que se descolarem serão pequenos demais e se separarão tarde demais durante a ascensão do ônibus para causarem danos reais.

À medida que o ônibus ascende, há menos atmosfera para carregar detritos e menos energia para estes causarem impacto à nave. Pelo fato de o laboratório japonês carregado no compartimento de cargas do Discovery ser tão grande, o ônibus espacial partiu sem uma ferramenta de inspeção empregada rotineiramente desde o Columbia para vasculhar os ônibus espaciais para verificar possíveis danos.

O último ônibus a visitar a estação espacial deixou sua ferramenta ali para ser usada pela tripulação do Discovery, que a levará de volta à Terra.

No domingo os astronautas do Discovery iniciaram uma inspeção limitada das asas e do cone frontal da nave, usando uma câmera presa ao final do braço robótico do ônibus, de 15 metros de comprimento.

O braço tem comprimento suficiente apenas para os tripulantes fazerem imagens das superfícies superiores das partes frontais das asas. A ferramenta de inspeção acrescenta outros 15 metros de espaço para manobra. Uma inspeção mais completa está prevista para mais tarde na missão.

O astronauta japonês Akihiko Hoshide carrega um equipamento na nave espacial Discovery
O astronauta japonês Akihiko Hoshide carrega um equipamento na nave espacial Discovery

sábado, 31 de maio de 2008

Discovery parte rumo à Estação Espacial Internacional

O ônibus espacial Discovery e seus sete tripulantes partiram do Cabo Canaveral, na Flórida, em uma missão de 14 dias até a Estação Espacial Internacional (ISS).

O lançamento aconteceu às 17h (18h em Brasília), como estava previsto. O Discovery leva em seu compartimento a segunda parte do laboratório espacial japonês "Kibo" (Esperança), que será montado, junto com seu braço robótico, na estrutura do complexo em órbita no curso de três dias de atividades fora da nave.

O transporte do "Kibo" para a ISS faz parte de um acordo firmado há duas décadas entre os EUA e vários países para construir e operar uma estação espacial.

O laboratório japonês é integrado por três partes e sua montagem terminará apenas no ano que vem. A última parte incluirá um setor externo onde poderão ser realizadas experiências de exposição ao ambiente espacial.

Uma vez em órbita, os astronautas do Discovery realizarão três caminhadas para instalar a segunda parte do laboratório japonês, trabalhar no sistema de refrigeração da ISS e solucionar um problema em vários dos painéis solares da estação.

As atividades extraveiculares estarão a cargo do astronauta Mike Fossum e do especialista Ron Garan, que contarão com a ajuda do japonês Akihiko Hoshide.

Além de Fossum, Garam e Hoshide, os outros tripulantes da missão são os astronautas Greg Chamitoff, Ken Ham, Karen Nyberg e o comandante Mark Kelly, que realiza sua terceira missão à ISS.

Quando o "Kibo" estiver totalmente ajustado terá se completado 71% do trabalho da ISS e restarão sete missões de construção. A Nasa deseja que a estação espacial esteja totalmente acabada até o final de setembro de 2010, quando prevê retirar sua frota de naves.

O "Kibo", que tem o tamanho de um ônibus, se juntará ao módulo "Columbus" da Agência Espacial Européia, instalado em fevereiro deste ano.

O laboratório japonês, que é quatro metros mais longo que o "Columbus" e que tem uma extensão dois metros maior que a do laboratório "Destiny", dos EUA, conta com 23 plataformas para pesquisas de medicina espacial, biologia, observações da Terra, produção de materiais, biotecnologia e comunicações.

O ônibus espacial Discovery é lançada do centro espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida
O ônibus espacial Discovery é lançada do centro espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida

Ciência busca respostas para a energia escura

Tudo que sobe precisa descer. Pouca gente na Terra discutiria essa lei fundamental da gravidade. Mas há exatos 10 anos, em maio, a revista científica Astronomical Journal aceitou para publicação um estudo teórico que revelava a existência do lado escuro da força. Por décadas, existia entre os físicos a convicção de que a gravidade deveria estar fazendo com que o ritmo de expansão do universo se retardasse.

"Quando lanço minhas chaves para o alto, a gravidade da Terra faz primeiro com que sua velocidade de ascensão se reduza, e depois que caiam de novo em minha não", disse Mario Livio, físico teórico no Instituto de Ciência do Telescópio Espacial (STScI), em Baltimore, Maryland, Estados Unidos.

Mas o estudo, acompanhado por um segundo trabalho que propunha a mesma idéia independentemente e foi publicado no mesmo ano, demonstrava que o ritmo de expansão do universo estava na verdade se acelerando. A observação, de acordo com Livio, propunha um cenário no qual era como "se as chaves subitamente disparassem com velocidade cada vez maior na direção do teto". Os cientistas atribuíram esse fenômeno à ação de uma energia escura, uma força que supostamente repele a gravidade. Ainda mais surpreendente, medições demonstram que a energia escura parece responder por cerca de 74% da substância do universo.

Passada uma década, um novo conjunto de experiências pode servir para dirimir as dúvidas sobre as propriedades da energia escura e resolver aquilo que alguns especialistas classificam como "o mais profundo problema" da física moderna.

"Estamos falando de um trabalho científico que é capaz de mudar completamente a maneira pela qual o jogo da ciência vem sendo travado", disse Michael Turner, cosmologista da Universidade de Chicago, a uma platéia repleta de estudiosos, durante o Simpósio "Uma Década de Energia Escura", promovido pelo STScI. "Nós estamos avançando de estabelecer a existência do fenômeno para averiguar sua causa subjacente", ele disse. "Não estamos nem perto do ponto em que seria possível começar a ignorar as pesquisas sobre a energia escura".

Energia no vácuo
Até agora, um dos maiores desafios para os pesquisadores da energia escura é combinar o resultado das observações às formulações teóricas. "Nós temos duas explicações conhecidas, e completamente insatisfatórias", disse Turner.

Uma possibilidade é que não exista a energia escura, e que a gravidade funcione de maneira diferente da que os cientistas supõem. Mas "os físicos são conservadores. Não queremos jogar no lixo a nossa teoria da gravidade quando talvez ainda seja possível remendá-la", afirmou Adam Riess, cosmologista do STScI e principal autor de um dos estudos que indicavam a existência da energia escura.

"Em termos básicos, tudo se resume ao fato de que temos uma única equação, relativamente simples, com a qual trabalhamos para descrever o universo", disse Riess. "Porque descobrimos esse efeito a mais, podemos atribuir a responsabilidade por ele à porção esquerda da equação, e afirmar que não compreendemos a gravidade, ou à porção direita da equação, e afirmar que deve existir alguma coisa a mais que o explique".

"Essa coisa mais - e o principal candidato a uma explicação para a energia escura - é a energia do vácuo quântico. A idéia está vinculada à mecânica quântica, que prevê que mesmo no vácuo do espaço partículas constantemente piscam entre a existência e a inexistência, gerando energia", ele diz.

O problema é que ninguém até agora conseguiu unificar a matemática utilizada na mecânica quântica, que descreve as condições físicas do mundo do muito pequeno, com as equações da relatividade geral, que lida com interações em larga escala.

"As duas teorias operam com livros de regras diferentes, e sempre soubemos que os dois livros eram incompatíveis", afirma Riess. "A energia escura é um dos poucos casos existentes na natureza cujo estudo nos força a utilizar ambos os conjuntos de regras". O cálculo quântico, porém, prevê que a quantidade de energia de vácuo existente no universo deveria ser pelo menos 100 ordens de magnitude superior à que foi observada até o momento.

Luz distendida
Para ajudar a resolver o enigma, a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) e o Departamento da Energia dos Estados Unidos em breve anunciarão a primeira etapa da Missão Conjunta da Energia Escura, conhecida como JDEM, o primeiro programa projetado especificamente para estudar a energia escura. Um pedido de propostas para a construção de sondas espaciais será apresentado este ano, e uma decisão quanto ao modelo vencedor deve ser tomada em 2009, disse Michael Salamon, diretor científico do programa Física do Cosmos, na Nasa.

Salamon também enfatizou que as atuais missões da Nasa já vêm desempenhando papel importante na mensuração da energia escura. "Por exemplo, o Telescópio Espacial Hubble vem influenciando o estudo da energia escura ao conduzir medições sobre o comportamento das supernovas", ele afirma.

Os pesquisadores observaram inicialmente a aceleração no ritmo de expansão do universo por meio do estudo de supernovas do Tipo Ia ¿ as mortes explosivas de estrelas anãs brancas. Os astrônomos sabem que todas as explosões de estrelas Ia têm brilho semelhante. À medida que a luz das explosões mais distantes viaja em direção à Terra, ela se distende devido à expansão do universo, e isso faz com que pareça vermelha. O fenômeno é conhecido como desvio vermelho, e quanto maior for o desvio vermelho, mais longa terá sido a viagem da luz e mais distante no tempo a detonação da supernova.

Examinar o maior número possível de supernovas pode ajudar os pesquisadores a medir a velocidade com as galáxias se afastam umas das outras. Os estudos sobre supernovas permitiram que os cientistas percebessem que a energia escura vêm exercendo impacto sobre as galáxias já há nove bilhões de anos. Outros grupos estão à procura de pistas ainda mais antigas, no pano de fundo de radiação cósmica do universo, a radiação remanescente do Big Bang, que deu origem ao universo cerca de 13,7 bilhões de anos atrás. Em 2003, a Sonda Wilkinson de Isotropia de Microondas, da Nasa, produziu o primeiro mapa completo da presença inicial de microondas no firmamento, oferecendo detalhes sem precedentes. O trabalho da sonda revelou pequenas oscilações de densidade que são as sementes das galáxias atuais, disse Licia Verde, astrofísica do Instituto de Ciências Espaciais de Bellaterra, Espanha, durante o simpósio.

"Trata-se de uma sinfonia cósmica. Você na verdade está vendo som, e o som pode ajudar a compreender de que maneira o instrumento que o produz foi construído", disse Verde. E, em 2005, astrônomos descobriram que ondas sonoras que varreram o plasma primordial 400 mil anos depois do Big Bang deixaram suas impressões nas galáxias próximas modernas. Essas chamadas oscilações acústicas bariônicas oferecem outro parâmetro para avaliar o ritmo de expansão do universo ao longo do tempo, e para definir os limites quanto ao valor numérico da energia escura.

Novas janelas Em última análise, serão necessários dados obtidos por uma grande combinação de métodos a fim de ajudar a deslindar o mistério, dizem os especialistas.

"O nome do jogo é realizar mais mensurações sobre a história da expansão do universo, e tornar cada uma delas mais e mais precisa, adotando um modelo mais firme para a compreensão de como funciona a energia escura", disse Riess, do STScI.

Um dos objetivos essenciais das experiências que serão realizadas é medir a relação entre a densidade da energia e a pressão no universo, denotada pela letra w. Esse valor informa aos físicos "que espécie de gravidade tem um objeto", disse Riess. "Caso a energia escura seja a energia do vácuo quântico, então w será sempre, e exatamente, menos um", uma constatação que permitiria encontrar a equivalência matemática entre as previsões da mecânica quântica e a teoria da relatividade geral. De outra maneira, talvez tenha chegado a hora de redefinir as regras.

Lawrence Krauss, físico teórico na Universidade Case Western Reserve, apontou no simpósio o fato de que a maioria das observações, no momento, indica valor bem próximo de menos um para w. Para os teóricos, ele brincou "medir w... não vai, portanto, nos dizer nada que já não saibamos muito bem". Mas "novas janelas nos mostram novas surpresas. É preciso fazer tudo que se puder fazer, porque não há como determinar com antecedência de onde a resposta virá".

Supernova: medições sobre seu comportamento influenciam o estudo da energia escura
Supernova: medições sobre seu comportamento influenciam o estudo da energia escura

Tradução: Paulo Micgliacci ME