sábado, 28 de junho de 2008

Descoberta de novos planetas encoraja busca por alienígenas

Para aqueles de nós que ainda lamentam o fim de Jornada nas Estrelas - e das séries dela derivadas, e de sua visão do cosmos como um delicioso, ainda que ocasionalmente mortífero, nightclub multicultural, o anúncio de que muitas das estrelas de tamanho semelhante ao Sol, em nossa galáxia, contam com planetas de proporções semelhantes às da Terra foi causa de inspiração.

Os mundos recentemente detectados ficam longe demais de seus sóis para que exista muita chance de que abriguem vida, mesmo que microbiana, quanto mais pessoas que pareçam atraentes em uniformes justíssimos. Mas a descoberta ainda assim serve para reanimar os astrônomos e aqueles que acreditam em vida extraterrestre.

Para começar, os planetas são compactos o bastante. Nos 10 anos passados, astrônomos haviam localizado diversos planetas fora do Sistema Solar, mas todos eles eram gigantescas massas de gás à moda de Júpiter, supostamente desprovidos de superfície sólida e centenas de vezes maiores que a Terra.

Em um novo relatório, Michel Mayor, do Observatório de Genebra, informou ter localizado 45 planetas com massa não muito superior à do nosso, o que significa que, como a Terra, eles provavelmente são feitos de rochas. É um resultado que impressiona também no sentido proporcional: cerca de um terço das estrelas pesquisadas dispunham de planetas rochosos, e outros pesquisadores envolvidos em estudos semelhantes afirmam que a proporção na verdade pode estar mais perto de 50%.

E ainda que os 45 planetas da lista de Genebra estejam todos perto demais de seus astros (com órbitas de entre dois e 50 dias), os pesquisadores confiam em que devam existir planetas que estejam tão distantes de suas estrelas quanto a Terra do Sol.

Sara Seager, especialista em teoria planetária do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), disse que os astrônomos procuram planetas por meio de oscilações reveladoras que eles induzem no percurso das estrelas, um método que costuma identificar preferencialmente os corpos muito grandes ou muito próximos dos sóis.

Mas ainda assim ela afirma que o importante é que "assim que os astrônomos começaram a procurar planetas de massa menor, descobriram muitos deles, o que representa verdadeiro avanço". Para alguns teóricos, esses resultados garantem que existam planetas semelhantes à Terra.

Douglas Lin, professor de astronomia e astrofísica da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, diz que a presença dos planetas muito grandes ou muito próximos implica que haja aglomerados de outros planetas nas proximidades. "Eu imaginaria que proporção significativa das estrelas comuns, parecidas com o Sol, disponham de planetas habitáveis em suas órbitas - talvez mais de 10% delas", ele afirma.

Habitáveis ou abomináveis, não se pode escapar dos planetas. "Se uma estrela existe, é provável que existam planetas", disse Seth Shostak, cientista sênior do Instituto Seti, na Califórnia. "São como as facas que você ganha de brinde ao encomendar um processador de alimentos".

Quando uma nuvem de poeira e gás se contrai e forma uma nova estrela, que gira mais e mais rápido à medida que seu tamanho diminui, as forças concorrentes da gravidade, pressão e rotação fazem que parte de sua porção central se contraia em forma de disco. Os planetas, por sua vez, se condensam com base na poeira, gás e gelo desse disco central, em seqüências que os pesquisadores mal começaram a modelar.

Na opinião de Lin, a evolução planetária tem algo de darwinista, com planetas embriônicos concorrendo para se ampliar com o "alimento" fornecido pelo disco em forma de metal pesado, enquanto lutam para não serem devorados por outros planetas ou atraídos para o sol.

Caso haja muitos planetas, os cientistas suspeitam que haja também vida abundante, ao menos da variedade microbiana. Afinal, disseram eles, a vida em nosso planeta surgiu com relativa rapidez, talvez 800 milhões de anos depois do nascimento da Terra por condensação - e depois se manteve, em forma unicelular, por mais três bilhões de anos, ou ainda mais tempo.

Os astrônomos querem identificar novos planetas, e depositam grande esperança na Kepler, uma espaçonave que será lançada em fevereiro e adotará abordagem diferenciada na busca por planetas. Seager diz que ela procurará não por oscilações mas sim por "pequenas quedas de brilho" nos sóis, possíveis sinais de que um planeta obscureceu por dado período a face do sol distante. A Kepler observará 100 mil estrelas em quatro anos.

"Será como a grande era do descobrimento, os navegadores do século XVI", disse Shostak. "Determinaremos a porcentagem de sóis dotados de planetas e, mais importante, que proporção desses planetas têm dimensões pequenas, terrestres".

Quando esse atlas planetário for compilado, podemos escolher os lugares mais merecedores de sondagem adicional: planetas relativamente próximos e do tipo que conhecemos melhor. Poderemos procurar por planetas rochosos com órbitas estáveis e nuvens de vapor de água que indiquem possíveis oceanos líquidos, bem como por presença de oxigênio em forma atmosférica, a assinatura de uma biosfera.

"O oxigênio é tão reativo que não se manteria na atmosfera a menos que esteja sendo produzido por algo como a fotossíntese", disse Seager. "O que representa um grande indicador de vida".

Pode ser que jamais visitemos esses planetas fisicamente, mas seria possível "enviar algo do tamanho de uma bola de golfe", diz Shostak. "Um objeto com olhos, ouvidos, nariz e dedos robotizados, todos os sentidos que tornam as coisas interessantes. Não estaríamos no foguete mas mesmo assim viveríamos a aventura". Assim, poderemos viver e prosperar, com nossas cabeças substitutas nas estrelas mas nossos pés firmemente plantados no solo.

Ilustração artística mostra três planetas recentemente descobertos
Ilustração artística mostra três planetas recentemente descobertos

Tradução: Paulo Migliacci ME

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Sonda Cassini concluirá na segunda-feira missão ao planeta Saturno

A sonda Cassini, um projeto conjunto da Nasa e da Agência Espacial Européia, finalizará na segunda-feira uma missão de estudo enviada a Saturno e continuará sua longa viagem na busca de duas misteriosas luas do planeta: Titan e Enceladus.

O novo deslocamento da sonda durará dois anos e estará centrado principalmente na Enceladus, uma lua que pareceria ter um ambiente habitável similar ao da Terra, informou hoje o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL).

Ao divulgar as novas tarefas da sonda os cientistas da Nasa disseram que durante quatro anos cumpriu a Cassini cumpriu amplamente sua missão.

"Tivemos uma missão maravilhosa e muito agitada no que se refere a descobertas científicas", disse Bob Mitchell, diretor do programa da Cassini no JPL.

"Estamos muito orgulhos de ter completado todos os objetivos que prevemos antes do lançamento. Acabamos com velhas dúvidas e criamos outras. A viagem continua", acrescentou.

Durante sua nova missão, a Cassini observará as mudanças estacionais em ambas as luas, explorará a magnetosfera de Saturno e observará a geometria especial desses anéis durante o equinócio do planeta, em agosto de 2009.

A sonda partiu do Cabo Canaveral (Flórida) para Saturno em 15 de outubro de 1997 e em sua viagem rumo ao planeta percorreu 3,5 bilhões de quilômetros.

Segundo o JPL, a Cassini entrou na órbita de Saturno em 30 de junho de 2004 e começou quase imediatamente a transmitir "assombrosos" dados sobre os anéis.

A nave leva a bordo 12 instrumentos científicos que funcionam com a energia de três geradores termoelétricos radioisotópicos, acrescentou a fonte.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Cientistas: solo marciano poderia abrigar vida

Cientistas da Nasa, a agência espacial americana, disseram na quinta-feira que a primeira análise do solo marciano indica que ali parece haver condições necessárias para abrigar vida.

Os cientistas que trabalham na missão da sonda Phoenix afirmaram que uma análise preliminar de elementos de solo recolhidos pelo braço robótico do veículo mostra que é muito mais alcalino que o previsto.

"Basicamente encontramos o que parecem ser os requisitos, os nutrientes, para sustentar a vida, seja no passado, no presente ou no futuro", disse a jornalistas Sam Kounaves, o principal pesquisador do laboratório químico da sonda.

"É o tipo de solo que poderiam encontrar provavelmente no seu quintal, vocês sabem, de composição alcalina. Você poderia plantar aspargos ali muito bem... é muito emocionante para nós", disse o especialista.

A sonda já tinha encontrado gelo no planeta vermelho. "Ficamos atônitos diante dos dados que conseguimos", acrescentou Kounaves. Os cientistas não chegaram a dizer que agora crêem que a vida, ainda em forma de micróbios, exista definitivamente em Marte, alegando que os resultados são muito preliminares e que mais análise é necessária.

"Não há nada no solo que impeça a vida. De fato parece muito acolhedor...não há nada ali que seja tóxico", indicou Kounaves. A sonda Phoenix aterrizou em Marte em 25 de maio depois de uma viagem de 10 meses.

Universo é mais transparente do que pensavam cientistas

O Universo é mais transparente do que estabeleciam até agora os modelos científicos, o que obrigaria a buscar novos enfoques para explicar a formação e a evolução das galáxias, depois que um grupo de cientistas detectou uma radiação a mais de cinco bilhões de anos luz.

É o que diz um estudo baseado em observações do telescópio Magic, situado na ilha canária de La Palma, cuja conclusão principal é de que o Universo não é tão opaco como postulam os modelos atuais de luz extragaláctica de fundo.

Os resultados da pesquisa foram publicados no último número da revista científica americana Science. Até o momento, nunca havia sido detectada uma radiação gama proveniente de um quasar (núcleo brilhante de uma galáxia distante) tão distante da Terra, concretamente a mais de cinco bilhões de anos luz.

O estudo é baseado na emissão de raios gama do quasar 3C 279 registrado pelo telescópio Magic, uma instalação administrada por um consórcio internacional e localizada em La Palma.

De acordo com os modelos científicos estabelecidos, o Magic não deveria ter detectado tal quantidade de radiação gama de 3C 279. Os pesquisadores previam que esta forma de energia chegasse à Terra muito mais atenuada, dada a distância que devia percorrer.

Os quasares abrigam um disco de gás quente e nuvens moleculares que giram a uma grande velocidade em torno de um buraco negro super massivo, que suga parte do material do disco, o que gera emissões muito energéticas.

Da mesma forma que em outros fenômenos astrofísicos de grande intensidade, parte da energia que esses quasares emitem toma a forma de raios gama, um tipo de radiação eletromagnética muito forte.

Segundo o astrônomo Francisco Prada, um dos participantes do trabalho através do Centro Superior de Pesquisas Científicas da Espanha (CSIC), os dados do telescópio Magic sobre a radiação gama do quasar 3C 279 provam que o Universo é mais transparente do que se pensava.

Inclusive a hipótese mais conservadora, que se baseia na recontagem de galáxias e no cálculo da luz emitida ao longo de suas vidas, parte de uma densidade de luz de fundo dificilmente compatível com o limite máximo descoberto pelo recente estudo.

O Magic é um telescópio de raios gama com um espelho de 17 metros de diâmetro, o de maior tamanho do mundo, e detecta os raios graças aos curtos brilhos de luz produzidos quando interagem com as partículas da atmosfera terrestre, conhecidos como radiação de Cherenkov.

Entre os objetos de estudo do Magic figuram os fenômenos mais violentos do Universo, como supernovas, explosões de raios gama e quasares. A gestão do Magic depende de uma colaboração internacional com cerca de 150 pesquisadores de Alemanha, Itália, Suíça, Polônia, Finlândia, Bulgária, Estados Unidos e Espanha.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Nasa e ESA se aliam para descobrir segredos dos buracos negros

As agências espaciais americana, Nasa, e européia, ESA, destinarão mais de US$ 2 bilhões e 15 anos de trabalho para tentar detectar as ondas gravitacionais previstas por Albert Einstein na Teoria da Relatividade e revelar, assim, os segredos que se escondem por trás dos buracos negros.

A aliança das agências espaciais americana e européia se materializará no projeto LISA, que tentará comprovar, pela primeira vez na história, a existência da radiação gravitacional, ou seja, as ondas geradas em grandes cataclismos astrofísicos.

As ondas são geradas, por exemplo, na colisão de duas estrelas, de dois buracos negros ou na explosão de uma supernova.

A medição dessas ondas abrirá uma janela até hoje inexplorada na observação do universo.

Além disso, ajudará a compreender o mistério dos buracos negros que produzidos "no início do universo quando as galáxias eram muito jovens", explicou à Agência Efe o físico canadense Clifford Martin Will, pesquisador do Instituto de Astrofísica de Paris e da universidade Pierre et Marie Curie.

O projeto LISA consta de três naves espaciais que orbitarão ao redor do Sol, configurando um triângulo equilátero, a cem milhões de quilômetros entre elas.

Cada nave enviará as outras duas um feixe de luz que permitirá detectar qualquer ínfimo movimento que experimentem, inclusive se for do tamanho do núcleo de um átomo.

Embora estivesse previsto que estes três satélites fossem enviados ao espaço em 2011, a data de lançamento foi adiada, por enquanto, até 2018, devido ao alto custo da operação, que necessitará de um investimento de mais de US$ 2 bilhões, e ao "grande desafio técnico" que representa um projeto como esse.

"O dia chegará, pode ser que tarde, mas chegará", ressaltou Clifford Martin Will, que, no ano passado, foi eleito membro da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

Há quase cem anos o alemão Albert Einstein elaborou a Teoria da Relatividade, na qual predizia a existência das ondas gravitacionais que se propagam à velocidade da luz e que são alterações da geometria espaço-tempo.

As ondas ainda não puderam ser detectadas diretamente, apesar de a teoria de Einstein ter sido verificada empiricamente por muitos pesquisadores de todo o mundo.

"O fato de as ondas não serem detectadas também seria uma descoberta muito importante, já que teríamos que começar do zero, mas isso é muito pouco provável, já que muitos experimentos provaram que a teoria de Einstein é correta", disse Will.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Phoenix: microscópio analisa amostra do solo de Marte

O microscópio da nave de prospecção Phoenix analisa hoje uma amostra de solo de Marte recolhida pelo braço robótico em uma superfície onde as câmeras tinham identificado o que seria gelo, informou a Nasa.

A Phoenix também movimentará seu dispositivo de escavação para que deposite parte da mesma amostra de solo para seu primeiro experimento de química úmida no planeta vermelho, que será realizado em um ou dois dias.

Os cientistas derreteram ontem o gelo para a realização do primeiro experimento químico com água da Phoenix. O laboratório, que até hoje não foi utilizado em Marte, é desenhado para a análise do solo na busca de sais, ácidos e outras características.

O laboratório de química úmida de Phoenix é parte de um conjunto de instrumentos denominado Analisador de Microscopia, Eletroquímica e Condutividade (Meca, na sigla em inglês).

"A água na célula de química úmida está gelada e antes que façamos um experimento temos que ter certeza de que está totalmente líquida", disse Sam Kounaves, da Universidade Tufts, um dos cientistas na equipe do laboratório.

"É preciso usar toda a água para que o experimento funcione", comentou. "Estamos prontos para começar", disse Michael Hecht do Laboratório de Propulsão da Nasa, e cientista principal do instrumento MECA para Phoenix.

"Para nosso experimento fizemos água líquida pela primeira vez em Marte", afirmou. Na semana passada, a Nasa informou que, em uma fundação escavada pela pá robótica da Phoenix, as câmeras mostraram um material branco e brilhante que quatro dias depois desapareceu. Os cientistas concluíram que poderia se tratar de gelo.

A pá robótica recolheu amostras de solo e agora com diferentes instrumentos a Phoenix analisará a estrutura e as características desse material, que poderia dar provas da existência de água em Marte.

Imagem mostra uma concepção artística da Phoenix em Marte
Imagem mostra uma concepção artística da Phoenix em Marte

Buracos negros se alimentam todos da mesma forma

Um novo estudo, usando dados do observatório Chandra e telescópios terrestres combinados com modelos teóricos detalhados, mostra que o buraco negro supermassivo na galáxia M81 se alimenta como os buracos negros de massa estelar, com massas de apenas aproximadamente dez vezes a do Sol.

Esta descoberta corrobora a teoria da relatividade de Einstein, que afirma que buracos negros de todos os tamanhos têm propriedades similares. O buraco negro da galáxia espiral M81 é cerca de 70 milhões de vezes mais massivo que nosso Sol.

Ele puxa gás da região central da galáxia para dentro de si em alta velocidade. Já os buracos negros de massa estelar puxam gás de uma estrela companheira de órbita.

Segundo o site Space.com, nos dois casos, quando eles se alimentam, o material entra em espiral e superaquece, lançando raios-X e outras formas de radiação.

A imagem combina raios-X do Observatório Chandra, em azul, dados ópticos do Hubble, infravermelho do Spitzer e dados de ultravioleta do GALEX. A galáxia M81 está a aproximadamente 12 milhões de anos-luz da Terra.

Buraco negro da galáxia M81 é cerca de 70 milhões de vezes mais massivo que nosso Sol
Buraco negro da galáxia M81 é cerca de 70 milhões de vezes mais massivo que nosso Sol

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Nova imagem da Nasa mostra melhor gelo em Marte

A nave de prospecção Phoenix encontrou gelo na superfície de Marte, e os cientistas saberão sua composição química e se há material orgânico nas próximas semanas, anunciou hoje a agência espacial americana, Nasa, que divulgou uma nova imagem, colorida e com mais detalhes, para evidenciar o desaparecimento da substância.

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"É muito emocionante que tenhamos encontrado gelo embaixo do lugar onde desceu" a cápsula Phoenix, afirmou, em entrevista coletiva, Peter Smith, da Universidade do Arizona, que dirige o aspecto científico da missão.

"Temos certeza que encontramos uma superfície com gelo", acrescentou. A escavadeira da Phoenix abriu um pequeno buraco no qual, segundo as fotos tiradas pela câmera quatro dias atrás, aparecia um material branco e brilhante. Ontem, a Nasa anunciou que esse material tinha
desaparecido.

Imagem à esquerda foi tirada no dia 15 de junho, e a da direita, no dia 18
Imagem à esquerda foi tirada no dia 15 de junho, e a da direita, no dia 18

Cientistas esperam dados sobre gelo encontrado em Marte

A sonda "Phoenix" encontrou gelo na superfície da região ártica de Marte e, nas próximas semanas, os cientistas conhecerão sua composição química e saberão se há plantas de material orgânico, anunciou hoje a Nasa, a agência espacial americana.

"É muito emocionante que tenhamos encontrado gelo debaixo do lugar onde desceu" a cápsula "Phoenix", afirmou em entrevista coletiva Peter Smith, da Universidade do Arizona, que dirige o aspecto científico da missão.

"Temos certeza de que encontramos uma superfície com gelo", acrescentou. A "Phoenix" pousou, sem colchões de amortecimento, em uma região de alta latitude de Marte no dia 25 de maio.

A pá escavadeira da nave abriu um pequeno buraco no qual, segundo as fotografias tiradas pela câmera da sonda quatro dias atrás, era possível ver um material branco e brilhante.

A equipe de cientistas da "Phoenix" passou o dia todo de quinta-feira analisando os dados mais recentes e as novas imagens e descobriu que algumas porções do material branco, do tamanho de dados, tinham desaparecido.

Os cientistas da universidade e da Nasa descartaram a possibilidade de que se trate de dióxido de carbono líquido ou de sal na superfície do planeta, que orbita cerca de 230 milhões de quilômetros da Terra.

A próxima tarefa é coletar uma amostra do material branco, o qual necessitaria que a pá escavadeira voltasse a arranhar o solo marciano. O exemplar recolhido será levado, em um movimento de 30 minutos, até um pequeno forno na ponte da "Phoenix".

Os cientistas deverão esperar "poucas semanas" antes que os instrumentos do laboratório na sonda mostrem a composição química do gelo marciano e revelem o mistério que fascinou a humanidade: a presença ou ausência de material orgânico em outro planeta.

A missão da "Phoenix" tem o objetivo de investigar se as planícies árticas de Marte podem ter abrigado formas microscópicas de vida. A água é um ingrediente essencial para a vida.

Os cientistas souberam durante muito tempo que há abundante gelo de água nos cascos polares de Marte, e há indícios fortes da existência desse debaixo da superfície longe dos pólos, segundo as observações por satélite.

A descoberta da "Phoenix" é a primeira prova firme de que esse gelo se encontra sob a superfície longe dos cascos polares.

Os cientistas deram às diferentes tarefas da "Phoenix" os nomes de personagens de contos infantis.

Smith explicou que essa escolha responde ao objetivo da Nasa de atrair e manter o interesse de meninos e meninas na exploração espacial.

Na quinta-feira, na fundação chamada "Branca de Neve 2" o braço robótico fez outra descoberta promissora: a pá se deparou com uma superfície dura, que também poderia ser gelo, explicou Ray Arvidson, da Universidade Washington em St. Louis, um dos cientistas a cargo do programa.

"Escavamos uma fundação e descobrimos uma camada dura na mesma profundeza que a camada de gelo na outra fundação", acrescentou.

Antes da descoberta, a "Phoenix" teve alguns inconvenientes, incluindo a perda de memória recente do computador da sonda e uma obstrução em um dos fornos.

As descobertas fizeram com que a Nasa e os cientistas considerem já bem-sucedida a missão da "Phoenix" e merecedora de uma extensão de um mês em sua tarefa prevista para 90 dias.

Cientistas estão certos de que há de gelo em Marte

Cientistas que trabalham na missão Phoenix Mars Lander, da Nasa (agência espacial dos EUA), relataram ter encontrado provas supostamente contundentes de que um dispositivo robótico achou gelo ao escavar a superfície de Marte.

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A Nasa deve fornecer maiores detalhes sobre a descoberta durante uma entrevista coletiva a ser realizada na sexta-feira. Uma pequena sonda de exploração pousou em segurança, no mês passado, em um deserto gélido do pólo norte do planeta a fim de procurar por água e avaliar as condições de sustentabilidade de vida ali.

Pequenas porções de um material brilhante que teriam o tamanho de dados desapareceram de uma valeta onde haviam sido fotografadas pelo aparelho da Nasa nesta semana, disse a agência espacial em um comunicado divulgado na noite de quinta-feira.

Isso convenceu os cientistas de que se tratava de gelo ¿água congelada¿ que virou vapor após a atividade de escavação ter exposto o material, afirmou a Nasa.

"Deve ser gelo," disse o principal cientista da missão, Peter Smith, da Universidade do Arizona. "Esses pequenos torrões desapareceram completamente no período de alguns dias. Isso é uma prova perfeita de que se trata de gelo. Houve algumas especulações sobre a possibilidade de o material brilhante ser sal. O sal não consegue fazer isso."

A presença de água em Marte é um assunto intrigante dentro da comunidade científica. Nos últimos anos, pesquisadores apresentaram indícios convincentes sobre a existência de grandes depósitos de água congelada nos pólos de Marte e interpretam alguns dos aspectos geológicos do planeta como um sinal de que grandes massas de água flutuaram na superfície dele em um passado distante.

A água é um elemento fundamental para saber se já houve vida, ainda que na forma de meros micróbios, em Marte. Na Terra, a água é um elemento indispensável para a vida.

Os pedacinhos de material foram deixados no fundo de uma vala chamada de "Dodo-Goldilocks" quando o braço-robô do Phoenix alargou aquela vala, no dia 15 de junho. Várias porções do material tinham desaparecido quando o Phoenix inspecionou novamente a vala, na quinta-feira, disse a Nasa.

A agência espacial norte-americana também afirmou que a sonda, ao cavar em uma outra trincheira, usou seu braço-robô para entrar em contato com uma superfície rígida que os cientistas suspeitam ser gelo. A sonda de 420 milhões de dólares, cerca de R$ 673,8 bilhões, passou dez meses viajando da Terra até Marte.

Material branco brilhante foi detectado no interior de uma trincheira escavada pela Phoenix
Material branco brilhante foi detectado no interior de uma trincheira escavada pela Phoenix

Sonda da Nasa acha prova da presença de gelo em Marte

Cientistas que trabalham na missão Phoenix Mars Lander, da Nasa (agência espacial dos EUA), relataram ter encontrado provas supostamente contundentes de que um dispositivo robótico achou gelo ao escavar a superfície de Marte.

A Nasa deve fornecer maiores detalhes sobre a descoberta durante uma entrevista coletiva a ser realizada na sexta-feira.

Uma pequena sonda de exploração pousou em segurança, no mês passado, em um deserto gélido do pólo norte do planeta a fim de procurar por água e avaliar as condições de sustentabilidade de vida ali.

Pequenas porções de um material brilhante que teriam o tamanho de dados desapareceram de uma valeta onde haviam sido fotografadas pelo aparelho da Nasa nesta semana, disse a agência espacial em um comunicado divulgado na noite de quinta-feira.

Isso convenceu os cientistas de que se tratava de gelo —água congelada— que virou vapor após a atividade de escavação ter exposto o material, afirmou a Nasa.

"Deve ser gelo," disse o principal cientista da missão, Peter Smith, da Universidade do Arizona. "Esses pequenos torrões desapareceram completamente no período de alguns dias. Isso é uma prova perfeita de que se trata de gelo. Houve algumas especulações sobre a possibilidade de o material brilhante ser sal. O sal não consegue fazer isso."

A presença de água em Marte é um assunto intrigante dentro da comunidade científica. Nos últimos anos, pesquisadores apresentaram indícios convincentes sobre a existência de grandes depósitos de água congelada nos pólos de Marte e interpretam alguns dos aspectos geológicos do planeta como um sinal de que grandes massas de água flutuaram na superfície dele em um passado distante.

A água é um elemento fundamental para saber se já houve vida, ainda que na forma de meros micróbios, em Marte. Na Terra, a água é um elemento indispensável para a vida.

Os pedacinhos de material foram deixados no fundo de uma vala chamada de "Dodo-Goldilocks" quando o braço-robô do Phoenix alargou aquela vala, no dia 15 de junho. Várias porções do material tinham desaparecido quando o Phoenix inspecionou novamente a vala, na quinta-feira, disse a Nasa.

A agência espacial norte-americana também afirmou que a sonda, ao cavar em uma outra trincheira, usou seu braço-robô para entrar em contato com uma superfície rígida que os cientistas suspeitam ser gelo.

A sonda de 420 milhões de dólares passou dez meses viajando da Terra até Marte.

(Reportagem de Will Dunham)

Nasa acredita ter encontrado provas de presença de gelo em Marte

Pedaços de material brilhante, do tamanho de dados, fotografados há quatro dias em Marte pela sonda "Phoenix", desapareceram e isto convenceu os cientistas de que se tratava de gelo, revelou hoje a agência espacial americana.

O material tinha ficado exposto em uma pequena fundação escavada pela sonda "Phoenix".

A agência espacial oferecerá uma conferência às 14h (horário de Brasília) de hoje para apresentar as novidades mais recentes da missão.

"Estes pequenos pedaços de material desapareceram completamente em poucos dias, e isto é uma prova perfeita de que se trata de gelo", disse o cientista Peter Smith, da Universidade do Arizona, uma instituição que participa da missão em Marte.

"Surgiram algumas dúvidas se esse material branco e brilhante poderia ser sal", acrescentou. Ele esclareceu que o sal não evapora assim.

A cápsula "Phoenix" explora a região ártica de Marte e usa um braço robótico para escavar mostras do solo que depois é submetido a análise.

O material ficou à vista no fundo de uma pequena fundação que o braço escavador da "Phoenix" alargou no dia 15 de junho, mas quando a câmera focou novamente a região ontem o que se percebe é que o gelo tinha desaparecido.

Enquanto isto, o braço da "Phoenix" encontrou uma superfície dura enquanto escavava outra fundação ontem e os cientistas acham que será descoberta também uma camada de gelo, afirmou a Nasa.

Cientistas estão certos de que há de gelo em Marte

Uma análise comparativa das últimas imagens tiradas pela sonda Phoenix convenceu os cientistas da presença de gelo perto da superfície do pólo ártico de Marte, de acordo com um comunicado publicado nesta sexta-feira no site da Nasa.

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Pedaços de material branco brilhante, do tamanho de um dado, desapareceram do interior de uma trincheira escavada pelo braço mecânico da Phoenix, quatro dias após terem sido fotografados pelas câmeras da sonda, explicam.

De acordo os pesquisadores, esses materiais seriam água congelada que se evaporou após ter sido exposta ao sol pela Phoenix. "Deve ser gelo", disse Peter Smith, da Universidade do Arizona, responsável pela equipe científica da Phoenix, explicando que "esses pequenos pedaços desapareceram totalmente nos últimos dias, o que constitui uma perfeita indicação que se tratava de gelo".

"Havia um debate na equipe sobre esse material, se seria gelo ou sal", acrescenta o cientista, explicando que "o sal não pode derreter". Esses pedaços de material branco foram retirados basicamente de uma espécie de trincheira batizada "Dodo-Goldilocks" pelas equipes de pesquisa, que o braço mecânico da Phoenix havia alargado em 15 de junho.

Vários destes pequenos blocos sumiram quando a Phoenix fotografou outra vez esta trincheira na quinta-feira. Os cientistas tentam encontrar indícios da existência de água e materiais orgânicos.

Material branco brilhante foi detectado no interior de uma trincheira escavada pela Phoenix
Material branco brilhante foi detectado no interior de uma trincheira escavada pela Phoenix

quinta-feira, 19 de junho de 2008

EUA aprova orçamento de R$ 32,5 bi para Nasa

A Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou hoje um orçamento de US$ 20,2 bilhões, cerca de R$ 32,5 bilhões, para o orçamento fiscal de 2009 da Agência Espacial americana (Nasa). Fontes legislativas indicaram que o novo orçamento da Nasa para o ano fiscal que se inicia em outubro foi aprovado com 409 votos a favor e 15 contra.

A agência espacial americana tem previstas 10 missões a mais para as naves, a maioria para continuar com a construção da Estação Espacial Internacional (ISS).

Entre os anos de 2010 e 2015, as operações de abastecimento e substituição de tripulantes da ISS passarão a ser realizadas pela nave Soyuz, da Rússia.

Segundo o congressista democrata Nick Lampson, se não destinar fundos extras para o desenvolvimento espacial, os Estados Unidos correm o risco de perder sua liderança em ciência e tecnologia, perante o avanço de Rússia, China e Japão.

Cargueiro europeu Julio Verne eleva órbita da ISS

O cargueiro espacial europeu Julio Verne elevou hoje em 7 km a órbita da Estação Espacial Internacional (ISS), com a força de seus motores, informou o Centro de Controle de Vôos Espaciais da Rússia (CCVE).

Os propulsores do cargueiro europeu estiveram acesos durante 1.206 segundos (pouco mais de 20 minutos), disse um porta-voz do CCVE, citado pela agência russa Interfax.

Ele acrescentou que a ISS, tripulada atualmente pelos russos Serguei Vólkov e Oleg Kononenko e pelo americano Greg Chamitoff, ficou a uma altura de cerca de 345 quilômetros.

Habitualmente, a altura de órbita média do laboratório espacial oscila entre 360 e 330 quilômetros.

O engenho perde entre 100 e 150 metros de altura a cada dia devido à gravitação terrestre, à atividade solar e a outros fatores.

A órbita da plataforma é elevada regularmente vários quilômetros, manobra de correção para a qual, até muito pouco atrás, eram utilizadas naves americanas e russas, e à qual agora se uniu o cargueiro europeu.

O porta-voz do CCVE informou que nos próximos dois meses a órbita da Estação Espacial será objeto de três novas correções.

Com seus propulsores, as naves acopladas à plataforma também podem modificar a orientação da ISS com relação ao sol, sua inclinação em relação ao eixo terrestre, seu período de rotação em torno da Terra e sua velocidade de vôo.

A órbita da plataforma espacial também foi corrigida em várias ocasiões, para evitar possíveis colisões com meteoritos, lixo espacial ou satélites.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Estrelas gêmeas podem apresentar diferenças

Ao contrário dos bebês humanos, as estrelas gêmeas idênticas não nascem ao mesmo tempo, o que permite que suas características se diferenciem em seu desenvolvimento, diz um estudo publicado hoje pela revista científica britânica Nature.

Duas estrelas gêmeas idênticas são aquelas que têm a mesma massa e se formaram a partir da mesma nuvem de gases e poeira, duas características que determinam suas outras propriedades: raio, temperatura e luminosidade.

Diante disto, este tipo de estrelas deveria ser igual em todos os sentidos, mas cientistas da Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos, descobriram o contrário.

Enquanto estudavam duas estrelas gêmeas de um jovem sistema binário eclipsado (aquele em que duas estrelas se ofuscam enquanto orbitam) da nebulosa de Orion, observaram que, apesar de terem a mesma massa, se diferenciavam em 10% na temperatura, em 50% na luminosidade e entre 5% e 10% no raio.

Os especialistas afirmam que estas diferenças indicam que uma das estrelas gêmeas nasceu cerca de 50 mil anos antes da outra, o que gerou diferenças em seus desenvolvimentos.

Para o professor de astronomia Keivan Stassun esta descoberta permitirá que se explique a história das estrelas jovens (como as estudadas, que têm cerca de um milhão de anos).

Esta pesquisa obrigará os cientistas a reavaliarem os modelos de formação de estrelas existentes para reajustarem a forma de medição da massa e da idade dos jovens corpos celestes.

Cientistas descobrem segunda aurora em Saturno

Pesquisadores da Universidade de Leicester (Inglaterra) descobriram uma segunda aurora em Saturno bem menos luminosa que a principal, anunciam hoje em artigo na revista científica britânica Nature.

As auroras polares dos planetas são formadas quando partículas carregadas de energia fluem pelos campos magnéticos de sua atmosfera superior vindas dos arredores do planeta.

Até agora, só era conhecida uma única aurora em Saturno - que foi localizada em imagens do telescópio Hubble há uma década - e em outros planetas como a Terra ou Júpiter.

No entanto, os pesquisadores descobriram uma segunda aurora de Saturno que é formada por causa das interações na magnetosfera média. Esta "nova" aurora tem uma luminosidade equivalente a um quarto da luz da principal e suas propriedades são semelhantes às da maior de Júpiter, formada a partir das interações com sua lua vulcânica Io.

No entanto, a fraqueza da luz da segunda aurora de Saturno se deve ao fato de ela não ter uma fonte de íons tão grande como a proporcionada pelo satélite de Júpiter.

Esta descoberta sugere que os processos de formação das auroras de Saturno e Júpiter são muito parecidos, mas com diferenças de escala e aparência.

Cosmonautas russos examinarão nave "Soyuz" antes de retorno à Terra

Os cosmonautas russos da Estação Espacial Internacional (ISS) realizarão em julho uma saída não prevista para o espaço para examinar a nave "Soyuz", que está acoplada à plataforma orbital e na qual retornarão à Terra.

"No dia 10 de julho haverá uma quinta saída ao espaço, que será para inspecionar a ''Soyuz''", afirmou um porta-voz do setor aeroespacial russo citado pela agência "Interfax".

Ele disse que os trabalhos no espaço aberto serão realizados após as aterrissagens balísticas ou em queda livre das duas naves tripuladas da Rússia.

Os especialistas na Terra estão preocupados com alguns mecanismos do sistema que fazem com que a cápsula de aterrissagem se separe da "Soyuz".

Além disso, afirmou que os cosmonautas russos da ISS, Sergei Volkov e Oleg Kononenko, estiveram preparando nestes últimos dias suas roupas espaciais e se comunicaram com o Centro de Controle de Vôos Espaciais da Rússia para acertarem os detalhes de sua saída para o exterior da plataforma orbital.

A agência espacial russa "Roscosmos" revelou recentemente que a causa da aterrissagem descontrolada da "Soyuz TMA-11" com três tripulantes a bordo em abril passado foi a separação inesperada de um dos módulos da nave.

"Um dos mecanismos não funcionou e a separação dos módulos aconteceu no momento de ingresso na camada exterior da atmosfera terrestre, quando deveria ter acontecido antes", declarou.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Descobertos três planetas maiores que a Terra

Equipe de astrônomos europeus anunciou, em uma conferência internacional, a descoberta de três planetas maiores que a Terra, em torno da estrela HD 40307.

Eles utilizaram o instrumento Harps, do observatório de La Silla, no Chile, que integra o complexo ESO (Observatório Europeu do Sul) e tem capacidade para detectar variações mínimas na movimentação das estrelas, que pode indicar a existência de um planeta ao seu redor. Os novos astros têm 4.2, 6.7 e 9.4 vezes a massa da Terra.

Esses novos planetas são chamados pelos cientistas de "superterras" porque não se encaixam nas definições de terrestres (os planetas rochosos) nem de gigantes gasosos.

Na mesma conferência, os cientistas anunciaram também a descoberta de outros dois sistemas planetários, informa a agência Reuters.

Ilustração artística mostra os planetas descobertos
Ilustração artística mostra os planetas descobertos

sábado, 14 de junho de 2008

Discovery completa missão que instalou laboratório japonês na ISS

O ônibus espacial Discovery e seus sete astronautas aterrissaram hoje na Flórida após uma missão de duas semanas na Estação Espacial Internacional (ISS) e a instalação bem-sucedida do laboratório japonês Kibo.

Após uma viagem de mais de nove milhões de quilômetros e 218 órbitas na Terra, o veterano comandante Mark Kelly e o piloto Ken Ham guiaram à nave em sua entrada na atmosfera, durante a qual o atrito deixa a nave em temperaturas de mais de 2.000 graus Celsius.

A descida começou quando a nave orbitava a cerca de 27.000 km/h, e foram ligados por dois minutos e 35 segundos os foguetes que diminuíram sua velocidade.

A nave e seus tripulantes entraram nas camadas superiores da atmosfera a cerca de 120 quilômetros sobre o sul do Oceano Pacífico.

O ônibus espacial seguiu para o norte através do México, América Central, Península de Iucatã e o oeste de Cuba, até descer em direção à Flórida.

O céu estava parcialmente nublado sobre a zona de aterrissagem quando o Discovery, de 92 toneladas, tocou a pista às 8h15 de Brasília no Centro Espacial Kennedy, no 15º dia da missão da nave.

A tripulação do Discovery incluiu o engenheiro de vôo Ronald Garan, que realizou as primeiras caminhadas espaciais, e os especialistas de missão Karen Nyberg e Michael Fossum.

Além disso, participaram o astronauta Akihiko Hoshide, da agência espacial japonesa, a Jaxa, e o engenheiro de vôo Garrett Reisman, que retornou à Terra após 95 dias de estadia na ISS.

Durante a aterrissagem, Reisman permaneceu em um assento especial, que o manteve em posição reclinada para aliviar os efeitos no corpo do retorno à gravidade terrestre.

A volta do Discovery marcou a 69ª aterrissagem de uma nave no Centro Espacial Kennedy e a quinta missão consecutiva que termina no sul da Flórida.

Os sete membros da tripulação da nave e os três astronautas que permaneceram na ISS se despediram na terça-feira, depois de as duas naves terem orbitado juntas, a cerca de 385 quilômetros da Terra, durante oito dias, 17 horas e 39 minutos.

Durante a missão, que incluiu três caminhadas espaciais, os astronautas Fossum e Garan instalaram a segunda parte do laboratório científico japonês Kibo, que se uniu ao laboratório Columbus, da Agência Espacial Européia (ESA), e ao Destiny, dos Estados Unidos.

No sábado passado, os astronautas Hoshide e Nyberg testaram e movimentaram pela primeira vez o braço robótico do Kibo, de dez metros de comprimento.

Essa primeira manobra do braço, que consistiu em movimentar ligeiramente duas de suas seis peças rotatórias, foi realizada com sucesso, segundo a Nasa.

A utilização plena do braço só deve acontecer após instalada a terceira e última parte do laboratório japonês, uma espécie de "alpendre" para experimentos fora da ISS e outro braço robótico menor, que serão colocados no próximo ano.

Quando o Kibo estiver totalmente montado, estarão completos 71% dos trabalhos da ISS, um projeto com a participação de 16 nações, e ficarão sete missões de construção pendentes.

A Nasa quer que a ISS esteja totalmente construída até o final de setembro de 2010, quando tem previsão de retirar sua frota de naves.