quinta-feira, 31 de julho de 2008

Nasa: sonda confirma existência de água em Marte

A sonda Phoenix da Nasa confirmou que existe água em Marte, segundo informações divulgadas pela agência espacial norte-americana. De acordo com o comunicado da Nasa, ontem o braço robótico da sonda espacial depositou uma amostra em instrumentos que identificaram vapores de água. "Temos água", disse o cientista William Boynton, da Universidade de Arizona.

A agência especial explicou que a Phoenix havia "tocado e saboreado" o líquido, considerado essencial para o desenvolvimento de todas as formas de vida conhecidas. Para a Nasa, "a descoberta significa que as chances de encontrar vida em outras partes do sistema solar aumentaram bastante".

"Vimos evidência dessa água em forma de gelo antes, mas esta é a primeira vez que a água marciana foi tocada", acrescentou.

William Boynton, acrescentou que tinham sido detectados indícios de água congelada em observações feitas pela nave "Mars Odyssey" e em outros que se diluíram ao serem observados pela "Phoenix" em junho.

"Mas esta é a primeira vez que a água de Marte é testada", acrescentou.

A amostra na qual foi confirmada a presença de água foi extraída de uma perfuração de em torno de cinco centímetros no solo de Marte e onde o braço robótico se deparou com uma rígida camada de material congelado.

Na quarta-feira, a amostra tinha ficado dois dias exposta ao ambiente marciano e a água que continha começou a evaporar, o que facilitou a observação, disse o comunicado.

"Marte está trazendo algumas surpresas", disse Peter Smith, investigador principal da missão, ao se referir ao comportamento diferente do material marciano.

A missão de exploração de Phoenix que desceu em 25 de maio em um setor do pólo norte marciano devia durar três meses e terminaria em agosto.

No entanto, em vista dos sucessos obtidos, foi estendida até 30 de setembro, indicou o comunicado da Nasa.

Segundo a agência, a tarefa deixou de ser apenas procurar água para também explorar condições para um dia ter existido vida no planeta. "A Phoenix desfruta de boa saúde e as projeções no que se refere a sua energia solar são boas e queremos aproveitar este recurso em um dos pontos mais interessantes do planeta", disse Michael Meyer, cientista do Programa de Prospecção de Marte.

A prorrogação vai acrescentar cerca de 2 milhões de dólares a um orçamento de 420 milhões.

Com os novos prazos, os cientistas pretendem escavar duas trincheiras adicionais na sua busca por condições de vida, mesmo que microbiana.

Em junho, os cientistas já haviam anunciado que o solo marciano é mais alcalino do que se previa e continha traços de magnésio, sódio, potássio e outros minerais. Eles consideram a descoberta como "um enorme passo adiante".

Imagem divulgada pela Nasa mostra a sonda investigando o solo marciano
Imagem divulgada pela Nasa mostra a sonda investigando o solo marciano

Com agências internacionais

Cratera mexicana pode fornecer pistas sobre Marte

Uma cratera pré-histórica formada na colisão de um asteróide contra a península mexicana de Yucatán poderia fornecer pistas sobre como era Marte bilhões de anos atrás, afirmaram cientistas da Nasa (agência espacial dos EUA).

A geóloga planetária Adriana Ocampo, da Nasa, escava rochas enterradas a grandes profundidades no sul do México em busca de indícios que as crateras de impacto podem fornecer a respeito da formação de planetas. Segundo Ocampo, o trabalho poderia revelar dados sobre uma cratera gigantesca existente na superfície de Marte.

Há décadas, os astrônomos perguntam-se a respeito da enorme cavidade existente na superfície do planeta vermelho - a maior cratera conhecida do Sistema Solar - e descobertas feitas no mês passado sugerem que a formação pode ter sido resultado do impacto de um asteróide do tamanho da Lua.

A cratera mexicana, conhecida como Chicxulub, apareceu quando um asteróide colidiu contra a Terra 65 milhões de anos atrás, gerando uma catástrofe responsável por dizimar metade das espécies de seres vivos do planeta e por talvez provocar a extinção dos dinossauros.

Ao estudar os destroços esparramados pela colisão, os cientistas podem encontrar perguntas sobre as mudanças radicais na atmosfera que resultariam do impacto de asteróides gigantescos, disse Ocampo, uma colombiana que trabalha para o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. A pesquisadora estuda a cratera de Yucatán há uma década.

"Esse é um laboratório natural por causa dos pontos em comum que podemos encontrar em relação a planetas aos quais o homem não consegue chegar, como Marte", disse Ocampo a respeito da cratera terrestre. A cratera de Marte, com 8.350 km de diâmetro, é tão grande que diminuiu a altitude de metade do planeta.

Já a cratera mexicana é muito menor, com 160 km de diâmetro e cerca de 800 m de profundidade, e encontra-se atualmente tampada por rochas e terra acumuladas ao longo de milhões de anos. Os dados coletados em Chicxulub poderiam fornecer pistas ainda sobre se havia ou não água na superfície de Marte muito depois de o planeta ter sido atingido pelo imenso asteróide.

Cientistas encontraram água congelada na superfície do planeta vermelho. Os mares de Marte podem ter desaparecido quando o planeta viu-se bombardeado por meteoros menores responsáveis por mudar sua atmosfera, secando aqueles mares, disse Ocampo.

A cientista procura por pontos em comum entre a cratera de Yucatán, formada quando o sul do México estava submerso, e crateras menores de Marte para ver se consegue detectar padrões semelhantes deixados pela água. Os geólogos espaciais acreditam que o asteróide que atingiu Yucatán provocou um imenso tsunami.

Missão espacial 'fotografa de perto' lua de Marte

Uma missão da Agência Espacial Européia conseguiu fotografar de perto a lua Phobos, que gira em torno do planeta Marte. A espaçonave Mars Express ficou distante apenas 93 quilômetros do astro conseguindo capturar imagens que revelam um corpo celeste parecido com a forma de uma batata.

A lua mede 27 quilômetros em sua maior extensão e acredita-se que ela seja um asteróide capturado ou remanescente do material que formou os planetas.

As fotos mostram ranhuras e crateras em sua superfície que podem ter sido formadas a partir de materiais lançados de Marte após impactos com objetos espaciais. Outros pesquisadores, no entanto, sugerem que elas sejam resultado da sua superfície de regolito - uma camada sólida e rochosa que se forma de restos de materiais compactos e fragmentos de rochas e de solo - ou do próprio solo.

Sua maior cratera tem 10 quilômetros de diâmetro e deve ser resultado de um impacto gigantesco, afirmam especialistas. Segundo a Agência Espacial Européia, as fotos deverão auxiliar uma missão espacial russa que pretende enviar uma nave a Phobos para retirar amostras de sua superfície para exames.

As primeiras imagens da lua em alta resolução foram feitas em 1971. No início do ano, uma sonda da Nasa fotografou o astro a milhares de quilômetros de distância. Phobos foi descoberta pelo astrônomo americano Asaph Hall, em 1877. Sua órbita em torno de Marte diminui 1,8 metro a cada 100 anos, o que significa que, em 50 milhões de anos, o astro poderá colidir com o planeta.

Missão espacial 'fotografa de perto' Lua de Marte
Missão espacial 'fotografa de perto' Lua de Marte

BBC Brasil

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segunda-feira, 28 de julho de 2008

CORREÇÃO: Empresa apresenta nave que fará vôos ao espaço

Diferente do que foi publicado anteriormente pelo Terra na notícia da BBC Brasil Empresa apresenta nave que fará vôos ao espaço, no dia 28 de julho, às 13h18, a SpaceShipOne só tem a capacidade de levar oito pessoas (seis passageiros e dois tripulantes), e não 250. Duzentos e cinqüenta é o número de pessoas que já estão com a passagem reservada para ir ao espaço. A informação foi corrigida na terça-feira, às 7h53.

Empresa apresenta nave que fará vôos ao espaço

A empresa britânica Virgin Galactic inaugurou nesta segunda-feira a WhiteKnightTwo (WK2), a aeronave que levará ao espaço, no ano que vem, sua primeira espaçonave comercial, a SpaceshipTwo.

» Veja mais fotos da nave

Batizada de Eve, em homenagem à mãe do dono da empresa, Richard Branson, a WhiteKnightTwo foi desenvolvida durante quatro anos no Deserto de Mojave, no Estado americano da Califórnia.

De acordo com a Virgin Galactic, a aeronave terá como função transportar a espaçonave a uma altura de 15 km, de onde a lançará para o espaço.

Em questão de segundos, os turistas espaciais vão voar a uma velocidade três vezes superior à do som até que a nave atinja uma distância de 110 km da Terra.

Ausência de gravidade
Durante cerca de cinco minutos, os turistas vão poder deixar seus assentos para viver a experiência da ausência de gravidade e observar o espaço através de grandes janelas circulares situadas nas paredes e no teto da fuselagem.

A nave iniciará em seguida o retorno à Terra. Serão vôos suborbitais, que atingem o espaço, mas não chegam a realizar uma volta completa em torno do planeta.

O primeiro vôo deve transportar 250 turistas espaciais, que pagaram 200 mil dólares para garantir um lugar a bordo. Entre eles está o brasileiro Bernardo Hartogs, de 53 anos.

A Virgin Galactic promete aos turistas espaciais uma experiência "intensa, maravilhosa e verdadeiramente inesquecível".

A SpaceshipTwo ainda está sendo fabricada. A Virgin espera operar os primeiros testes com a WhiteKnightTwo na segunda metade deste ano.

A nave WhiteKnightTwo (WK2) tem capacidade para 250 pessoas
A nave WhiteKnightTwo (WK2) tem capacidade para 250 pessoas

BBC Brasil

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quinta-feira, 24 de julho de 2008

Nasa descobre mistério das auroras boreais

A Nasa diz ter descoberto o mistério das auroras boreais, graças à frota de cinco satélites da missão americana Themis, que conseguiu observar, há um ano, como esses fenômenos se deflagram. Os pesquisadores descobriram que explosões de energia magnética, que ocorrem a um terço da distância Terra-Lua, eram responsáveis por esses fenômenos luminosos, de cores vivas, com predominância do verde, e que se produzem nas regiões próximas aos pólos.

Um processo de "reconexão" entre as cordas magnéticas gigantes que unem a Terra ao Sol e que armazenam a energia dos ventos solares provoca essas tempestades de luzes polares. "A reconexão magnética permite liberar a energia armazenada nessas cordas, dispersando partículas eletrificadas para a atmosfera terrestre", explicou o responsável científico da missão da Nasa, David Sibeck.

"É uma maneira de liberar a energia do Sol absorvida pela Terra", disse ele, em uma teleconferência, mais de um ano depois do lançamento da missão Themis (Time History of Events and Macroscale Interactions during Substorms).

Por um motivo ainda não esclarecido, que será objeto da continuação da missão por mais um ano, as cordas magnéticas, comumente paralelas, aproximam-se, tocam-se para formar um "U" e arrebentam, explicou Vassilis Angelopoulos, um dos cientistas.

"Essas cordas se encontram em um estado de estresse aumentado, como tiras elásticas bastante esticadas. E a energia liberada pode ser tão poderosa quanto um forte terremoto e atravessar uma região polar em 60 segundos", completou o pesquisador. Essas tormentas boreais intensas também podem provocar interrupções nas comunicações por rádio, perturbações nos sistemas GPS e cortes de energia.

O objetivo final da missão é permitir o desenvolvimento de modelos seguros para prever a ocorrência, o lugar e a intensidade dessas auroras polares.

Segundo a Nasa, as explosões de energia magnética eram responsáveis por esses fenômenos luminosos, de cores vivas, com predominância do verde
Segundo a Nasa, as explosões de energia magnética eram responsáveis por esses fenômenos luminosos, de cores vivas, com predominância do verde

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Veículo espacial altera órbita da ISS

O veículo espacial europeu "Julio Verne" alterou hoje em sete quilômetros a órbita da Estação Espacial Internacional (ISS), segundo informou o Centro de Controle de Vôos Espaciais (CCVE) da Rússia.

O escritório da Agência Espacial Européia (ESA) em Moscou afirmou que os propulsores de Julio Verne foram ativados para elevar a altura da ISS em 7,2 quilômetros e situar a plataforma a 351 quilômetros da superfície terrestre.

"Segundo as primeiras informações, tudo ocorreu como previsto. Os dados exatos da nova órbita serão conhecidos dentro de várias horas, quando a ISS terá dado várias voltas ao planeta", disse o representante da ESA na Rússia, Serguei Suvorov.

A órbita da ISS é elevada três ou quatro vezes por ano, em uma manobra de correção que até pouco tempo utilizava as naves americanos e russas.

Makemake é o 4º planeta anão do Sistema Solar

O mais novo membro da família de planetas anões do Sistema Solar, batizado de Makemake pela União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês), se localiza um pouco adiante de Netuno, em uma região conhecida como transnetuniana, informou a agência AFP.

O antigo 2005 FY9, classificado como o quarto planeta anão, recebeu a nova nomenclatura em homenagem ao criador polinésio da humanidade e Deus da fertilidade.

Segundo os astrônomos, o planeta é menor que Plutão (também considerado um planeta anão), possui um brilho mais fraco e coloração avermelhada. Os especialistas acreditam que a sua superfície está coberta por uma camada de gás metano.

Makemake (pronúncia é "maki-maki") foi descoberto em 2005 por uma equipe do Instituto Tecnológico da Califórnia, nos Estados Unidos, chefeada por Mike Brown, e apresentada oficialmente no último dia 15 de julho, na sede da IAU em Paris. Os outros três planetas anões são Ceres, Plutão e Éris.

O planeta anão recebeu o nome de Makemake em homenagem ao criador polinésio da humanidade e Deus da fertilidade
O planeta anão recebeu o nome de Makemake em homenagem ao criador polinésio da humanidade e Deus da fertilidade

Artista divulga 1ª imagem de nave russa que vai à Lua

A primeira imagem oficial de uma espaçonave russa com capacidade para transportar tripulação à Lua foi divulgada por um artista gráfico russo. A nave foi elaborada para substituir a Soyuz, atualmente em uso pela Rússia, e, se um acordo entre as agências russa e européia for fechado, poderá permitir que a Europa participe diretamente do transporte de tripulação ao espaço.

O veículo de 18 a 20 toneladas foi concebido para levar quatro pessoas para a Lua, competindo com o sistema americano Ares/Orion. O artista gráfico Anatoly Zak elaborou as imagens com base em um desenho divulgado pela fabricante russa EKK Energia na Grã-Bretanha, na semana passada, durante o Farnborough Air Show.

Em alguns aspectos, a cápsula se parece com a próxima geração de espaçonaves americanas denominada Orion. Uma das características incomuns da nave parece ser um mecanismo que permitirá uma aterrissagem mais suave na volta à Terra.

A Agência Espacial Européia (Esa, na sigla em inglês) vem conversando com a agência russa Roscosmos sobre um projeto de colaboração no Sistema de Transporte Tripulação Espacial (CSTS, na sigla em inglês) desde 2006.

Cooperação
"Se a Esa e a agência russa chegarem a um acordo, a Europa irá fornecer o módulo de serviço da espaçonave", disse Zak. Esse módulo de serviço usurá tecnologia - como sistemas de propulsão - desenvolvida para o Veículo de Transferência Mecanizado (ATV, na sigla em inglês) da Europa, um veículo não tripulado usado recentemente para enviar suprimentos para a Estação Espacial Internacional.

A Rússia, por sua vez, poderá fornecer o lançador para a nova espaçonave tripulada, que poderá ser um veículo completamente novo ou um foguete já existente modificado.

Segundo Zak, nas negociações com a Europa, a Rússia está insistindo que todas missões tripuladas futuras tenham base em Vostochny, um novo cosmódromo que está sendo desenvolvido na região de Amur, no leste da Rússia. O governo russo quer que o primeiro lançamento no local seja feito em 2018.

Atualmente, todos os lançamentos da Soyuz são feitos do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. Outra alternativa seria modificar o lançador europeu Ariane 5, em Kourou, na Guiana Francesa. Para isso, o local teria que ser modificado para oferecer infra-estrutura de apoio à tripulação.

Também é possível que os dois locais tenham um papel a desempenhar em qualquer projeto de colaboração entre as agências russa e européia. Se essa colaboração fracassar, a agência européia poderá desenvolver a sua própria espaçonave tripulada. O assunto será discutido em um encontro de representantes de países europeus em novembro deste ano.

BBC Brasil

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terça-feira, 22 de julho de 2008

Borda da Galáxia de Pinweehl não forma estrelas

Segundo informações publicadas nesta terça-feira pela agência AP, uma investigação do telescópio espacial Spitzer da NASA, mostrou que a zona externa da Galáxia de Pinwheel- também conhecida como Messier 101- não possui matéria orgânica, presente no resto da galáxia.

Esta matéria orgânica é uma espécie de pó formado por hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, que são moléculas que contêm carbono e ajudam na formação de estrelas. Os cientistas acreditam que este pó espacial tem potencial até para formar vida.

O telescópio Spitzer descobriu que a concentração de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos diminui gradativamente do núcleo até o exterior da Galáxia de Pinwheel, até não ser mais detectada na borda.

Segundo os astrônomos, o material orgânico contido na parte exterior da galáxia está sendo destruído pelas fortes radiações provenientes das estrelas.

As manchas vermelhas e azuis aparentes na imagem registrada pelo telescópio fora da galáxia, podem ser novas estrelas ou galáxias distantes.

Imagem do Spitzer mostra manchas vermelhas e azuis fora da galáxia de Pinwheel, que podem ser novas estrelas ou galáxias distantes
Imagem do Spitzer mostra manchas vermelhas e azuis fora da galáxia de Pinwheel, que podem ser novas estrelas ou galáxias distantes

segunda-feira, 21 de julho de 2008

AEB explica como será teste do novo foguete brasileiro

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, anunciou em Brasília (DF) como será o teste do motor do novo veículo lançador de satélites nacional (VLS-1B). A tentativa significa a retomada do projeto de desenvolvimento de um foguete brasileiro.

O teste ocorrerá no próximo dia 6 de agosto, na cidade de São José dos Campos, interior de São Paulo. A duração será de 1 minuto e o custo é de US$ 1 milhão. Quase cinco anos depois do trágico acidente que matou 21 técnicos do Programa Espacial Brasileiro, o projeto do foguete foi totalmente reformulado, a começar pelo motor, origem da explosão ocorrida em 2003.

"Será um teste de bancada, que não faz nenhuma movimentação, a não ser uma simulação do tiro desse motor. Permitirá que nós verifiquemos a quantas andam os aperfeiçoamentos com vistas ao futuro lançamento desse foguete em bases reais, que deve se dar em 2012. Vários requisitos de segurança foram trabalhados, com o fim de atingir melhor performance e uma atualização do escopo técnico do projeto", afirmou Carlos Ganem.

Na supervisão das adequações técnicas está o coordenador de veículos lançados da AEB, Ulisses Côrtes Oliveira. Ele informou que o projeto do VLS-1B passa por uma "revisão crítica" de todos os seus principais componentes. "A parte de proteção térmica estrá sendo testada. Outra alteração foi o aumento do espaço vazio para a expansão dos gases e a mudança mais significativa no sistema de ignição, dispositivo mecânico de segurança, que evita que a energia transite por circuitos de forma indesejada", explicou Oliveira.

Segundo o presidente da AEB, um valor compatível com o alvo tecnológico mirado pelo projeto do lançador de satélites. "Os números em um programa espacial surpreendem pela magnitude, mas surpreendentes também são os benefícios que se gera para toda a sociedade brasileira. Não há mais programas de telecomunicações que não se possam apoiar em satélites; você não faz monitoramento convincente de tráfego aéreo sem satélites, não se faz comunicações diplomáticas e governamentais com segurança sem satélites", argumentou Ganem.

O cronograma do governo prevê dois laçamentos experimentais antes do procedimento completo e oficial estimado para 2012. Em 2010 seria lançada um primeira versão do VLS-1B sem carga, parcialmente abastecida, e no ano seguinte uma segunda versão, com tanques cheios. "É um passo importante para testar, além dos motores, toda a geometria da rede elétrica e das torres", ressaltou o coordenador Oliveira.

Carlos Ganem explicou como será o teste do motor do novo foguete brasileiro (VLS-1B)
Carlos Ganem explicou como será o teste do motor do novo foguete brasileiro (VLS-1B)

França propõe à UE criação de um centro de pesquisa sobre mudança climática

A ministra de Pesquisa e Educação Superior francesa, Valérie Précresse, propôs aos países da UE e da Agência Espacial Européia (ESA) a criação de um centro de pesquisa sobre a mudança climática e de uma estação de monitoração espacial para assuntos de segurança.

Segundo a ministra da França, país que ocupa a Presidência rotativa da União Européia (UE), a Europa está em "um momento-chave" no desenvolvimento da política espacial.

A afirmação é similar a que Précresse havia feito antes da reunião que começou esta manhã entre os ministros da UE responsáveis pelo espaço, para avançar no objetivo de uma política espacial européia.

Sobre esta reunião informal, que é preparatória para o Conselho da UE de ministros do espaço, que será realizada em setembro, em Bruxelas, a ministra francesa se mostrou convencida de que o encontro "oferecerá a possibilidade de levar uma política espacial audaz, autônoma e coerente".

Sobre o centro de pesquisa sobre a mudança climática, a França propõe que sirva para fornecer dados e para a prestação de serviços aos cientistas sobre simulação digital.

Além disso, a França propõe a criação, neste mesmo âmbito ambiental, de uma rede européia de referência para a mudança climática, para elaborar relatórios sobre o tema em nível regional e sub-regional.

Na reunião, Précresse também apresentará aos ministros europeus a proposta de criação de uma estação espacial européia de monitoração, que garanta a segurança na Europa, tanto em assuntos de Defesa e segurança militar, como de proteção cidadã frente a possíveis ameaças derivadas do lixo espacial.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Governo retoma projeto de foguete nacional

O Comando Geral de Tecnologia da Aeronáutica está prestes a testar o motor de um novo veículo lançador de satélites nacional (VLS). Com isso, o governo retoma o projeto de desenvolvimento de um foguete brasileiro, o VLS-1B.

Quase cinco anos depois do trágico acidente que matou 21 técnicos do Programa Espacial Brasileiro, o projeto do foguete foi totalmente reformulado, a começar pelo motor, origem da explosão ocorrida em 2003.

Segundo a assessoria de imprensa da Agência Espacial Brasileira (AEB), o motor será testado na cidade de São José dos Campos (SP), no próximo dia 6.

De acordo com informações apuradas pela TV Brasil, o custo do teste, que vai durar apenas um minuto, é de 1 milhão de dólares.

Se tudo correr bem, uma primeira versão do VLS-1B será lançada em 2010, sem carga e parcialmente abastecida. Em 2011, uma segunda versão do foguete será testada, desta vez com os tanques cheios.

O lançamento oficial com o veículo completo está previsto para 2012.

Agências querem prorrogar permanência da ISS

Algumas das principais parceiras responsáveis pela estação espacial internacional (ISS) vão propor a seus Governos que seja prolongada a permanência na mesma para depois de 2015, segundo informaram hoje em entrevista coletiva.

"Todos estamos de acordo de que é tecnicamente viável prorrogar sua permanência", afirmou o chefe da agência espacial russa Roscosmos, Anatoli Perminov.

A declaração foi feita após uma reunião em Paris que contou com chefes das cinco agências espaciais dos Estados Unidos (Nasa), do Canadá (CSA), do Japão (JAXA), da Rússia e européia (ESA) para avaliar o estado da missão e seu futuro.

O responsável da Nasa, Michael Griffin, expressou sua esperança de que a estação continue sendo utilizada enquanto for produtiva.

"Ter uma data fixa de expiração não é realista", disse.

O transporte para a estação foi outro dos temas que foram destacados, já que a Nasa deixará de utilizar seus ônibus espaciais em 2010, por isso, dependerá dos vôos das naves russas Soyuz e Progress.

Na opinião de Griffin, uma das lições aprendidas com a ISS é que o mundo necessita de outro sistema de transporte espacial.

"Necessitamos de um sistema de transporte robusto, confiável e múltiplo", disse.

A chegada em janeiro do "Columbus" e do módulo de experimentação japonês "Kibo" permitiu às cinco agências serem sócias não só na Terra, mas também no espaço, destacou o responsável da ESA, Jean-Jacques Dordain.

O projeto da ISS "levará inexoravelmente a uma próxima etapa, a de contar com um posto avançado sobre a lua", declarou Griffin, que reconheceu que a construção da estação demorou e custou mais do que o previsto.

Francesa ganha viagem espacial recolhendo lixo

A francesa Mathilde Epron será um dos turistas espaciais pioneiros da Europa. Ao recolher uma embalagem de chocolate que estava fora do cesto de lixo, Mathilde encontrou o número vencedor em um concurso que tinha como prêmio uma passagem para os mais altos limites da atmosfera terrestre.

O porta-voz da Nestlé na França confirmou que Epron ganhou o prêmio e que ela tem direito a um dos quatro lugares do avião.

A aeronave foi construída pela Rocketplane, uma empresa que fabrica aviões destinados a proporcionar vôos baratos para o espaço.

A francesa Mathilde Epron ganhou uma viagem espacial ao recolher uma embalagem  de chocolate fora do lixo
A francesa Mathilde Epron ganhou uma viagem espacial ao recolher uma embalagem de chocolate fora do lixo

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Estudo: campo magnético cresce rápido em galáxia

Os campos magnéticos crescem dentro das galáxias com uma rapidez que até agora não se conhecia, segundo um estudo publicado na revista científica "Nature".

Neste estudo, tenta-se lançar luz sobre a origem e a evolução dos campos magnéticos das galáxias atuais.

A pesquisa, dirigida pelo cientista Francesco Miniati, do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, demonstra que os mecanismos dinâmicos que atuam mediante as turbulências interestelares são os responsáveis pelo crescimento dos campos magnéticos dentro das galáxias.

O estudo também demonstra que a zona de uma galáxia onde há quásares - corpos celestes de pequeno diâmetro e grande luminosidade, que emitem grandes quantidades de radiação em todas as freqüências e que constituem o astro mais afastado no universo - está separada dos campos magnéticos que existem nessa mesma galáxia.

Nasa pede urina para testes em novo banheiro

A agência espacial americana, Nasa, está incentivando funcionários do Centro Especial Johnson, em Houston, no Estado do Texas, a doarem amostras de urina para os testes que serão realizados com o banheiro da nova cápsula especial Orion, informa a agência AP. A espaçonave, ainda em fase de construção, levará os astronautas à nova missão na Lua, prevista para 2020.

Segundo John Lewis, um dos engenheiros responsáveis pelo projeto, são necessários 30 litros de urina por dia - cerca de 8 galões -, inclusive nos finais de semana, para testar um novo sistema de tratamento de resíduos que será utilizado durante os seis meses em que os astronautas estiverem em solo lunar.

Lewis explicou que "a urina é um problema porque é muito sólida e pode entupir o sistema de ventilação". Para ele, manter o sistema de ventilação limpo é "realmente um desafio".

A impossibilidade de produzir urina falsa para os testes com os banheiros das naves espaciais é uma das razões para a Nasa manter a longa tradição de recolher amostras dos funcionários. A Hamilton Sundstrand, construtora contratada pela Nasa para o projeto, realizará o recolhimento entre os dias 21 e 31 de julho.

A urina recolhida será usada em testes do banheiro da cápsula espacial Órion, que fará nova viagem à Lua em 2020
A urina recolhida será usada em testes do banheiro da cápsula espacial Órion, que fará nova viagem à Lua em 2020

Novas provas apontam que Marte foi coberto por água

Pesquisadores dos Estados Unidos afirmam que minerais encontrados no solo de Marte mostram que o planeta já esteve coberto por lagos, rios e outros ambientes hídricos capazes de abrigar vida, segundo a agência Reuters. Em junho, a sonda Mars Phoenix Lander encontrou gelo na superfície marciana, mas o material está muito congelado e coberto de poeira vermelha.

Em artigo na revista Nature, um grupo de cientistas mostra que esse gelo é um resquício de uma época mais quente e úmida. "Isso é realmente animador, porque estamos encontrando dezenas de locais onde futuras missões podem pousar para tentar entender se Marte já foi habitável e, em caso positivo, procurar sinais de vida passada", disse John Mustard, participantes do estudo, da Universidade Brown, de Providence, Rhode Island.

"Os minerais presentes na antiga crosta de Marte mostram uma variedade de ambientes úmidos", acrescentou Mustard. A equipe usou um equipamento chamado Crism ("espectrômetro compacto de reconhecimento por imagens para Marte", na sigla em inglês) e outros instrumentos da Mars Reconnaissance Orbiter para avaliar as cores refletidas na luz do Sol. Isso ajuda a determinar que minerais há ali.

Os minerais argilosos teriam de ter sido formados a temperaturas relativamente baixas, disseram os pesquisadores. "O que isso significa para a habitabilidade? É muito forte", disse Mustard. "Não era um caldeirão tão quente, fervente. Era um ambiente benigno, temperado, rico em água durante um longo período".

Segundo informações publicadas pela agência AFP, os resultados demonstram uma rica diversidade no solo de Marte, o que permitiria eventualmente a vida no planeta, na era Noachiana, entre 4 bilhões e 600 milhões e 3 bilhões e 800 milhões de anos atrás.

Estas conclusões se encaixam na análise da missão Phoenix Mars Lander, que, além de gelo, encontrou também solo alcalino, que poderia ter abrigado vida. "A grande surpresa desses novos resultados é como a água de Marte foi impregnante e duradoura, e como os ambientes úmidos eram diversos", disse Scott Murchie, pesquisador-chefe do Crism no Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, em Laurel, Maryland.

Em relação ao desaparecimento dos rios e lagos, que teriam recoberto alguns planaltos de Marte, os cientistas estimam que foi por culpa da degradação da atmosfera e da conseqüente evaporação da água no espaço.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Cosmonautas russos concluem caminhada espacial

Os cosmonautas russos Serguei Volkov e Oleg Kononenko completaram hoje sua segunda caminhada em torno da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

"Os dois concluíram com sucesso todas as tarefas do dia", indicou a transmissão televisiva da atividade extraveicular, minutos antes de os cosmonautas fecharem a escotilha da nave Soyuz, às 20h04 (de Brasília), após quase seis horas de trabalho.

"Todos em terra estão muito felizes com o trabalho feito, tudo foi muito profissional", acrescentou.

Durante a incursão, a quase 400 quilômetros da superfície terrestre, Volkov e Kononenko recolheram um experimento científico e instalaram novos equipamentos na fuselagem do módulo russo.

Os dois também deram continuidade à instalação de um sistema de acoplamento no módulo de serviço "Zvezda", para que este receba um laboratório móvel no ano que vem.

A instalação do sistema de acoplamento havia sido deixada de lado na caminhada espacial que os dois cosmonautas fizeram na quinta-feira passada para retirar um dos eixos explosivos do mecanismo da nave "Soyuz".

A falha desse eixo explosivo, que será levado à Terra para ser examinado pelos especialistas, provocou um problema no módulo de separação no retorno da Soyuz em abril deste ano e no ano passado.

O plano de trabalho da caminhada de hoje incluiu ainda a instalação de um aparelho que será utilizado em um experimento relacionado à previsão de tremores de terra e de uma plataforma que permitirá a fixação dos pés dos cosmonautas, para que estes possam ficar com as mãos livres.

Cosmonautas da ISS têm nova missão espacial

Os tripulantes russos da Estação Espacial Internacional (ISS), Serguei Volkov e Oleg Kononenko, iniciaram nesta terça-feira uma caminhada espacial para instalar novos equipamentos científicos no segmento russo da plataforma.

» Veja mais fotos dos cosmonautas

Os cosmonautas abriram a escotilha de saída da porta Pirs às 14h08 do horário de Brasília, como estava programado, disse um porta-voz do Centro de Controle de Vôos Espaciais da Rússia à agência Interfax.

Está previsto que esta caminhada espacial, a quase 400 quilômetros da superfície terrestre, tenha uma duração aproximada de seis horas, o tempo assegurado pelas reservas de oxigênio dos escafandros.

Volkov e Kononenko devem colocar no casco do segmento russo Zvezda um mecanismo de referência para o acoplamento de um módulo científico que será enviado à estação no próximo ano. Esta tarefa ficou pendente da caminhada espacial que os dois astronautas realizaram na última sexta-feira, no curso da qual retiraram um dos eixos explosivos do mecanismo de descida da nave "Soyuz", ao lado da plataforma orbital.

O objeto será levado à Terra para ser examinado pelos especialistas. Segundo a Roscomos, a agência espacial russa, a ativação errada de um desses eixos causou a descida descontrolada, em queda livre, das duas últimas naves "Soyuz", em outubro de 2007 e abril deste ano.

O plano de trabalho da nova missão inclui a instalação de um aparelho chamado Vsplesk, que será utilizado em um experimento relacionado ao prognóstico de tremores de terra, e de uma plataforma que permitirá fixar os pés dos cosmonautas para que tenham as mãos livres.

Além disso, Volkov e Kononenko retirarão um contêiner do equipamento Biorisk, empregado nas experiências para estudar o impacto do espaço cósmico nos microorganismos. Como é comum nestes casos, o terceiro tripulante da ISS, o americano Greg Chamitoff, supervisionará o trabalho dos companheiros da nave "Soyuz".

Essas naves acopladas à ISS ficam à espera do final de cada expedição e da chegada da substituta e servem também de salva-vidas. Assim, no caso de qualquer imprevisto, Chamitoff estará pronto para recolher os colegas e voltar à Terra.

Cosmonautas Serguei Volkov e Oleg Kononenko trabalham para instalar novos equipamentos no segmento russo da ISS
Cosmonautas Serguei Volkov e Oleg Kononenko trabalham para instalar novos equipamentos no segmento russo da ISS