quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Nave de carga russa se acopla à Estação Espacial

A nave de carga russa Progress M-65, lançada em 11 de setembro do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, acoplou-se nesta quarta-feira à Estação Espacial Internacional (ISS), informou a agência de notícias russa Interfax. O acoplamento aconteceu de maneira automática, acrescentou a agência.

Os astronautas a bordo da ISS devem abrir a câmara da Progress, na quinta-feira, completou a Interfax.

Inicialmente, o acoplamento da Progress M-65 estava previsto para 13 de setembro, mas foi adiado por vários dias por causa do furacão Ike, que provocou a evacuação do pessoal do centro da Nasa, a agência espacial americana, em Houston, responsável pelo controle de vários sistemas de vôo e pelo funcionamento da ISS.

A nave transporta 2,5 t de carga, principalmente combustível, água, oxigênio, comida, equipamentos científicos e um novo escafandro para a equipe da ISS, além dos russos Serguei Volkov e Oleg Kononenko e o americano Greg Chamitoff.

Hubble flagra alinhamento de galáxias

A Nasa divulgou ontem uma fotografia de um raro alinhamento entre duas galáxias espirais. A imagem foi capturada pela lente do Telescópio Espacial Hubble. As informações são da agência AFP.

Na foto, a silhueta da borda exterior da galáxia em primeiro plano pode ser percebida na frente da grande galáxia que se abre ao fundo.

Dos telescópios da Terra, não é possível distinguir as duas galáxias na imagem pois elas parecem uma só. Mas a poderosa lente do Hubble mostra com perfeição as fronteiras entre as galáxias catalogadas como 2MASX J00482185-2507365.

A imagem foi capturada em 19 de setembro de 2006.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

China anuncia nomes dos astronautas de próxima missão

A China anunciou nesta terça os nomes dos três astronautas que embarcarão na terceira missão espacial tripulada do país, cujo lançamento está previsto para o dia 25 de setembro, segundo informou a imprensa estatal.

Zhai Zhigang, Liu Boming e Jing Haipeng serão os três homens a bordo do foguete Shenzhou VII.

Os três astronautas têm 42 anos, são pilotos do Exército de Libertação Popular (ELP), membros do Partido Comunista e fizeram parte da equipe de apoio da missão Shenzhou VI no ano passado, no qual dois astronautas viajaram pelo espaço durante cinco dias.

Zhai nasceu na província noroeste de Heilongjiang, se incorporou ao Exército em 1985 e acumula mil horas de vôo.

A tripulação está ocupada com os últimos preparativos e todos se encontram em boas condições físicas e mentais, segundo a rede de televisão chinesa CFTV.

O primeiro passeio de um astronauta chinês no espaço será transmitido ao vivo por um pequeno satélite equipado com câmeras instaladas na nave.

A China deu início a seu programa espacial tripulado em 1999 e em 2003 pôs seu primeiro astronauta, Yang Liwei, em órbita a bordo do Shenzhou V. Dois anos mais tarde, Fei Junlong e Nie Haisheng voaram durante cinco dias no Shenzhou VI.

Se as condições climáticas forem adequadas, o lançamento será no próximo dia 25 deste mês às 9h (22h de Brasília), do centro de lançamento de satélites Jiuquan, situado na província noroeste de Gansu.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Nasa anuncia nova missão não tripulada para estudar atmosfera de Marte

A Nasa enviará uma missão robótica a Marte para recolher informação sobre a atmosfera do planeta, anunciou hoje a agência espacial americana.

A missão não tripulada, que se chamará "Maven" (Atmosfera de Marte e Evolução Volátil, em inglês), também fará um estudo da história atmosférica e da habitabilidade do planeta, disse a Nasa em comunicado.

Segundo Doug McCuistion, diretor do Programa de Prospecção de Marte, a missão que partirá no final de 2013 "proporcionará as primeiras medições diretas com o objetivo de responder a dúvidas científicas chave sobre a evolução do planeta".

A "Maven" chegará a Marte no segundo semestre de 2014 e usará seu sistema de propulsão para ingressar em uma órbita elíptica que oscilará entre os 150 quilômetros aos quase seis mil quilômetros do planeta.

A nave contará com oito instrumentos científicos e também será utilizada como enlace nas comunicações de outras missões robóticas que estejam na superfície do planeta, disse o comunicado.

Em seu passado remoto, a atmosfera marciana, muito mais densa que a atual, apoiou a existência de água em forma líquida na superfície e "Maven" fará medições sobre a perda desta, que oferecerão algumas pistas sobre a evolução do planeta, afirmou.

Segundo McCuistion, o virtual desaparecimento da atmosfera foi há muito tempo um mistério que os cientistas não puderam resolver e "''Maven'' nos ajudará a elucidá-lo".

O desenho da nave se baseará nos das sondas "Mars Reconnaissance Orbiter" e "Mars Odyssey", que estão operando em uma órbita em torno do planeta, disse a Nasa.

Fotografado planeta em estrela semelhante ao Sol

Cientistas obtiveram as primeiras imagens de um planeta extra-solar que orbita uma estrela muito parecida com o Sol. Quase todos os cerca de 300 planetas já descobertos fora do nosso Sistema Solar foram localizados por meios indiretos - como a oscilação gravitacional que eles exercem ao passar diante de suas estrelas.

Até que na segunda-feira a Universidade de Toronto anunciasse que seus cientistas usaram o telescópio Gemini North, em Mauna Kea (Havaí, EUA) para capturar imagens diretas do planeta, que tem o tamanho aproximado de Júpiter, mas cerca de oito vezes mais massa. Ele é também muito mais quente que Júpiter.

Esse planeta e sua provável estrela ficam na nossa galáxia, a Via Láctea, a cerca de 500 anos-luz da Terra, segundo os cientistas.

"Sempre foi uma meta tirar uma foto de um planeta em torno de outra estrela. O desafio, claro, é que os planetas são muito, muito mais pálidos que as estrelas", disse por telefone Ray Jayawardhana, um dos cientistas envolvidos.

De todos os planetas extra-solares conhecidos, este é o que orbita mais longe da sua estrela. Ele fica quase 11 vezes mais longe da sua estrela do que Netuno - o planeta mais "periférico" do nosso sistema. Agora, os cientistas estão trabalhando para confirmar se o planeta de fato orbita a estrela que parece orbitar, mas esse estudo ainda pode levar dois anos.

"A estrela é muito típica. É como o Sol, só que mais nova. Mas o planeta é bem raro. Está entre os que mais têm massa entre os planetas extra-solares já encontrados. E também está muito distante da sua estrela", acrescentou Jayawardhana.

Até agora, os únicos objetos semelhantes a planetas vistos diretamente fora do Sistema Solar estavam flutuando livremente, e não orbitando estrelas, ou então orbitavam anãs-marrons, estrelas "defeituosas" que não atingiram a massa necessária para desencadear a fusão nuclear típica das estrelas normais.

Os cientistas dizem ter se beneficiado de uma tecnologia que reduz distorções da turbulência na atmosfera terrestre. Jayawardhana afirmou que os cientistas encontraram evidências de água e monóxido de carbono na atmosfera do planeta. Mas o lugar não parece apto a ter vida, já que provavelmente é do tipo gigante gasoso, além de jovem demais.

A estrela em questão é uma recém-nascida, com seus cerca de 5 milhões de anos de idade. O Sol tem 4,5 bilhões de anos.

A estrela semelhante ao Sol, no centro, e o planeta extra-solar, no alto, à esquerda
A estrela semelhante ao Sol, no centro, e o planeta extra-solar, no alto, à esquerda

Nasa: reparos deixarão o Hubble ainda mais poderoso

A quinta e última viagem de uma tripulação de ônibus especial norte-americana com o objetivo de reparar e modernizar o Telescópio Espacial Hubble vai tornar o histórico telescópio ainda mais poderoso, anunciaram dirigentes da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa).

Uma missão do ônibus espacial marcada para a metade de outubro vai transportar novos componentes e conduzir extensos reparos espaciais - em um procedimento inédito - de alguns instrumentos quebrados que estão integrados ao observatório espacial orbital.

Com a aposentadoria da frota de ônibus espaciais da Nasa, a viagem será quase certamente a última oportunidade para que astronautas alterem e melhorem o telescópio que ajudou cientistas a determinar a idade do universo - 137 bilhões de anos - e popularizou imagens do espaço profundo.

"Caso consigamos de fato reparar os dois instrumentos quebrados (uma câmera e um espectrógrafo), estaremos na posição de dispor de cinco instrumentos plenamente funcionais pela primeira vez desde que o Hubble foi lançado", 18 anos atrás, disse Edward Weiller, diretor da divisão de ciência da Nasa. "Teremos o melhor Hubble de todos os tempos, não resta dúvida a respeito", disse Weiler a repórteres durante uma conversa em 8 de setembro no Centro de Vôo Espacial Goddard, da Nasa, em Greenbelt, Maryland.

A missão tem por meta estender a vida do telescópio espacial em cinco anos. Mas Weiler disse que os reparos talvez consigam mantê-lo em funcionamento por até uma década adicional.

Reparos no Hubble
Lançado em 1990, o Hubble foi construído com alças de apoio para mãos e barras de retenção para os pés, o que permite que astronautas trabalhem nele, no espaço. Mesmo assim, as missões anteriores de reparos e de modernização envolveram apenas a instalação de novos componentes e a remoção de outros.

O plano de reparar a câmera e o espectrógrafo defeituosos durante as caminhadas espaciais da missão do mês que vem é inédito para a Nasa, de acordo com dirigentes da organização.

Os instrumentos "não foram projetados de maneira a facilitar reparos... da maneira que pretendemos fazer", disse John Grunsfeld, um astronauta do programa do ônibus espacial da Nasa que já visitou o Hubble duas vezes, entre as cinco missões espaciais de que participou.

Em entrevista coletiva no dia 9 de setembro, ele brincou dizendo aos jornalistas que "eles vão me mandar de volta ao espaço porque esqueci uma ferramenta essencial dentro do telescópio e só eu sei como encontrá-la".

111 parafusos
Depois que o ônibus espacial, o Atlantis, se encontrar em órbita com o telescópio espacial, em outubro, o astronauta Mike Massimino substituirá o revestimento de um painel eletrônico em um espectrógrafo do Hubble que deixou de funcionar em 2004.

Espectrógrafos medem os comprimentos de onda e a cor da luz proveniente de objetos, revelando informações essenciais tais como a composição química de corpos celestes e dos gases que os cercam.

O elaborado trabalho de reparo do aparelho vai exigir que Massimino remova 111 parafusos, usando uma ferramenta especialmente criada para esse trabalho.

Entre os instrumentos adicionais que ao astronautas da Nasa instalarão no Telescópio Espacial Hubble durante a missão de reparos e modernização estão:

- Um novo espectrógrafo, mais sensível às faixas de onda do extremo ultavioleta, o que permitiria que o Hubble vasculhe de maneira mais profunda a estrutura em larga escala do universo.
- Novos giroscópios e baterias que manterão o satélite abastecido de energia e posicionado de maneira correta.
- Um mecanismo para que um foguete se acople ao Hubble e o conduza em segurança na direção da Terra, quando o telescópio enfim vier a ser desativado.

Segurança em primeiro lugar
O Hubble, que hoje orbita a cerca de 560 km acima da Terra, não recebe manutenção desde 2002. Preocupações de segurança causadas pela destruição do ônibus espacial Columbia, em 2003, retardaram a realização dessa missão final de reparos, que havia sido marcada inicialmente para 2004 e posteriormente adiada para 2006.

Durante a missão marcada para outubro, um segundo ônibus espacial - o Endeavor - estará pronto para lançamento em caso de necessidade, e poderá ser enviado ao espaço para socorrer os sete tripulantes da Atlantis em caso de problemas.

Depois do desastre da Columbia, todas as missões espaciais tripuladas norte-americanas contam com planos de resgate espacial em caso de necessidade.

As missões posteriores ao desastre do Columbia que o programa do ônibus espacial realizou até o momento se destinavam todas à Estação Espacial Internacional, que é considerada como um refúgio seguro para os astronautas caso algum problema impeça o retorno de sua espaçonave à Terra.

Mas a estação espacial fica longe demais do Hubble para que possa ser utilizada para fins de resgate, o que torna necessário manter preparado para lançamento o segundo ônibus espacial.

Tradução: Paulo Migliacci

Foguete russo chega à base de lançamento no Cazaquistão

O foguete russo Proton-M, que carrega o satélite canadense de comunicação Nimiq 4, foi transportado nesta segunda-feira para a base de lançamento na cidade de Baikonur, no Cazaquistão. O lançamento está previsto para acontecer no dia 18 de setembro, próxima quinta-feira. As informações são da agência AFP.

O Proton-M levará o satélite até a órbita geoestacionária onde será posto em funcionamento.

O Cosmódromo de Baikonur é uma das bases de lançamento de foguetes mais antiga do mundo. Inaugurado na década de 1950, ele é utilizado pela Rússia mediante pagamento de um aluguel anual de 115 milhões de dólares.

O foguete russo Proton-M carrega o satélite canadense de comunicação Nimiq 4
O foguete russo Proton-M carrega o satélite canadense de comunicação Nimiq 4

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Rússia ampliará orçamento espacial em US$ 1,7 bi

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, anunciou que o programa espacial russo receberá um financiamento adicional de 45 bilhões de rublos (aproximadamente US$ 1,75 bilhão). "Tenho sobre minha mesa para assinar o documento relativo ao financiamento adicional do programa espacial russo por um montante de 45 bilhões de rublos", declarou Putin depois de se reunir com o vice-primeiro-ministro Serguei Ivanov.

Durante a reunião, Ivanov disse que os meios adicionais serão destinados, "em primeiro lugar, ao projeto de uma nova base russa no leste do país, na região de Amur", aponta o serviço de imprensa do Governo russo.

"O segundo ponto é o cumprimento de todos os programas de vôo que a Rússia realiza no que concerne à cooperação internacional e de todos os nossos compromissos com a Estação Espacial Internacional (ISS) e a criação de novos segmentos" na plataforma orbital, comentou Ivanov. O terceiro aspecto se refere à fabricação de dispositivos espaciais destinados à pesquisa científica e ao exame por controle remoto a partir da Terra.

Trata-se "de uma série de dispositivos espaciais destinados a aumentar o rendimento de nossa economia, da meteorologia, da previsão do tempo e, é claro, das pesquisas científicas", ressaltou. Lembrou, além disso, que o programa russo Cosmos é "inteiramente civil".

Putin assinou uma disposição do Governo para o aumento em 67 bilhões de rublos (cerca de US$ 2,6 bilhões) do orçamento destinado ao sistema global russo de posicionamento e navegação Glonass, análogo ao GPS americano e ao Galileu europeu. Ivanov afirmou que este financiamento adicional será destinado especialmente à ampliação do número de artefatos cósmicos.

"Este ano seis novos aparelhos Glonass serão colocados em órbita, por isso, seu número já será de 22. E até 2012 temos intenção de que o sistema Glonass não só cubra a Federação da Rússia, mas todo o globo terrestre", declarou.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

ISS: furacão Ike adia acoplamento de nave russa

O acoplamento da nave russa não tripulada Progress à Estação Espacial Internacional (ISS), que estava programado para amanhã, foi adiado até a próxima quarta-feira devido ao furacão Ike, informou hoje a Nasa, a agência espacial americana.

Um comunicado da Nasa explicou que a medida foi tomada após ser ordenado o fechamento das instalações do Centro Espacial Johnson em Houston (Texas), diante da proximidade da tempestade. A maior parte das operações da ISS, que está em uma órbita a quase 400 km da Terra, é controlada a partir do Centro Espacial Johnson.

Esse controle foi transferido para as instalações da Nasa perto de Austin (Texas) e Huntsville (Alabama), com o acordo das autoridades espaciais russas, disse o comunicado. A Nasa acrescentou que os controles russos da missão transmitirão ordens às equipes da Progress para que a nave se instale em uma órbita segura.

China prepara o lançamento do "Shenzhou-VII"

O programa espacial da China, terceiro país que levou astronautas ao espaço, prepara os últimos detalhes para o lançamento de sua terceira nave, o "Shenzhou-VII", com três tripulantes que realizarão o primeiro "passeio espacial" de um cosmonauta chinês.

Equipes de resgate marítimo - estabelecidas no caso de a decolagem da nave falhar e os astronautas caírem em alto-mar - fizeram ontem, uma simulação de salvamento na foz do rio Yang Tsé (leste do país), informou a agência oficial Xinhua.

Estas equipes "já estão preparados para o lançamento", destacou o vice-ministro de Transporte chinês, Xu Zuyuan, que participou da simulação.

O lançamento da "Shenzhou VII" será feito a partir da base espacial de Jiuquan, na província nordeste de Gansu em um dia ainda não fixado entre 25 e 30 de setembro, dependendo das condições meteorológicas destes dias.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Poderosa explosão estelar é perceptível a olho nu

O satélite Swift, da Nasa, captou em março uma poderosa emanação de raios gama provenientes da explosão de uma estrela, cuja excepcional intensidade luminosa foi perceptível a olho nu, informou a agência americana.

Essa observação do Swift deu aos astronautas as imagens mais detalhadas, até hoje, de um evento cósmico dessa natureza. O fenômeno também foi capturado por outros satélites e telescópios na Terra.

Swift detectou a explosão da estrela a 7,5 bilhões de anos-luz, na constelação de Bouvier, às 6h13 GMT (3h13 de Brasília), de 19 de março. A emanação de raios gama esteve quase diretamente orientada para a Terra.

"Swift é conhecido por detectar explosões excepcionalmente potentes de raios gama e, com essa explosão, realmente capturamos uma grande quantidade", confirmou o astrônomo e principal cientista da missão, Neil Gehrels, do Centro de Vôos Espaciais Goddard, da Nasa, em Maryland (leste dos EUA).

Uma explosão dessa intensidade na direção da Terra é um evento raro, que acontece aproximadamente uma vez a cada década, disseram os astrônomos, que o nomearam GRB 080319B. Em um estudo que aparecerá na última edição da revista britânica Nature, nesta quinta-feira, a astrônoma Judith Racusin, da Universidade da Pensilvânia (leste), e uma equipe de 92 pesquisadores descrevem todas as observações do Swift iniciadas 30 minutos antes da explosão da estrela e durante os meses seguintes, para analisar seus efeitos.

Os cientistas concluíram que a extraordinária luminosidade resultou de uma emanação de materiais estelares projetados diretamente para a Terra, quase na velocidade da luz.

Imagem artística da European Southern Observatory (ESO) mostra a exepcional emanação de raios gama com a maior intensidade luminosa já vista
Imagem artística da European Southern Observatory (ESO) mostra a exepcional emanação de raios gama com a maior intensidade luminosa já vista

Turista espacial faz treinamento para viagem à ISS

O americano Richard Garriott, próximo turista espacial, está realizando uma série de treinamentos no centro espacial Star City, perto de Moscou, na Rússia, antes da viagem que fará ao espaço no próximo mês de outubro, informa a agência Reuters. Em parceria com o Centro Educacional de Ciência Espacial Challenger, Garriott terá a missão de retomar atividades educacionais na passagem pela Estação Espacial Internacional (ISS).

» Veja mais fotos do turista

A missão espacial da qual Richard participará, na nave espacial Soyuz TMA-13, estarão também o astronauta americano Michael Fincke e o cosmonauta russo Yury Lonchakov.

Em órbita, Garriot terá uma série de atividades de ensino programadas para interagir com estudantes espalhados por todo o mundo, como entrevistas e conferências ao vivo. Os alunos poderão aprender importantes conceitos da física e o que ocorre na microgravidade do ambiente espacial.

Além disso, sua passagem será registrada em webcasts, podcasts, blogs e vídeos, que estarão disponíveis no Youtube.

Fora o trabalho educacional, Garriott também levará ao espaço um material que está reunindo para uma cápsula do tempo, com mostras de DNA, textos com a história das maiores conquistas da humanidade e mensagens pessoais. O objetivo é, segundo o americano, possibilitar que "a raça humana seja ressuscitada com o DNA, no caso pouco provável de a Terra e a humanidade serem destruídas".

Soyuz
A expedição número 18, integrada pelo cosmonauta russo Yuri Lonchakov e pelo americano Michael Fink, partirá para o espaço do cosmódoromo de Baikonur, no Cazaquistão, no dia 12 de outubro. O astronauta americano Richard Garriott é o membro da tripulação número 15.

A expedição, que permanecerá seis meses na plataforma orbital, realizará uma caminhada para instalar um novo equipamento científico na superfície da ISS.

O americano Richard Garriott retomará atividades educacionais na viagem ao espaço, marcada para outubro
O americano Richard Garriott retomará atividades educacionais na viagem ao espaço, marcada para outubro

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Divulgadas imagens do satélite que estudará a Terra

A Agência Espacial Européia (ESA) divulgou nesta terça-feira imagens do projeto do satélite GOCE, que irá investigar o campo gravitacional da Terra e mapear sua forma com resolução e precisão sem precedentes. A missão é considerada a mais sofisticada já realizada em pesquisas sobre o nosso planeta. As informações são do site da ESA.

Os dados resultantes da investigação do GOCE, poderão fornecer um mapa de alta resolução da superfície do planeta e de suas de anomalias gravitacionais. Segundo especialistas, este tipo de mapa não só irá melhorar muito o conhecimento sobre a estrutura interna da Terra, mas também será utilizado como referência para uma melhor compreensão à respeito da circulação dos oceanos, incluindo alterações do nível do mar, do clima e das calotas polares.

O lançamento, que estava previsto para acontecer no dia 10 de setembro, será adiado devido a problemas verificados em um dos subsistemas de navegação. Segundo informações da ESA, será necessário substituir a unidade defeituosa.

O lançamento foi remarcado para o dia 5 de outubro na mesma base, Plesetsk, no norte de Rússia. De acordo com a Agência, o satélite e a sua missão não serão prejudicados pelo atraso no lançamento.

O satélite GOCE tem como missão investigar o campo gravitacional da Terra e mapear sua forma com resolução e precisão sem precedentes
O satélite GOCE tem como missão investigar o campo gravitacional da Terra e mapear sua forma com resolução e precisão sem precedentes

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Lixo se torna o maior perigo para astronautas em missão no "Hubble"

Os restos de satélites e de outros materiais que orbitam em torno da Terra serão o principal perigo para os astronautas que realizarão no mês que vem tarefas de reparação e serviço do telescópio espacial "Hubble", revelou hoje a Nasa, a agência espacial americana.

"Esse é nosso maior perigo", disse John Shannon, diretor do programa de naves, em entrevista coletiva do Centro Espacial Johnson, da Nasa, em Houston (Texas).

Segundo Shannon, as possibilidades matemáticas de que um desses pedaços de material em órbita atinja algum dos astronautas são de 1 em 185.

Quando se trata de tarefas realizadas ao redor da Estação Espacial Internacional (ISS), essas possibilidades são de 1 em 300, acrescentou.

A órbita do "Hubble" está a aproximadamente 560 quilômetros da Terra onde é maior a quantidade de materiais de outras naves ou de foguetes. A órbita da ISS é inferior a 400 quilômetros.

As tarefas de reparação e serviço do "Hubble" serão realizadas em uma missão de 11 dias que feita pelo "Atlantis" no próximo mês.

A nave, que foi instalada na plataforma de lançamento no fim de semana passado, partirá no dia 10 de outubro em direção ao observatório espacial.

Astrônoma da Nasa conta segredos do Hubble e de planetas

Heidi Hammel, 48, astrônoma planetária formada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), tem duas missões profissionais. A primeira é aprender tudo que puder sobre Netuno e Urano, dois gigantes gelados. A segunda é comunicar os conhecimentos sobre o espaço aos cidadãos comuns.

Em 1994, quando o cometa Shoemaker-Levy 9 colidiu contra Júpiter, Hammel era a líder da equipe que analisou as fotos do evento obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble. Também servia como representante da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa), explicando o aspecto científico do caso a audiências televisivas em todo o mundo. Conversamos em sua casa, em Ridgefield, Connecticut, e mais tarde pelo telefone. Eis uma versão editada das conversações.

A Nasa está preparando uma missão que reparará o Hubble pela última vez. Depois, caso ele deixe de funcionar, será abandonado sem manutenção para morrer no espaço. Isso a incomoda?
Olha, por mais que eu ame o Hubble, é hora de construir novas ferramentas para observar as coisas.

Estou trabalhando com a equipe de planejamento do próximo grande telescópio espacial norte-americano, o James Webb, que deve ser lançado em 2013. O Webb conseguirá registrar imagens de regiões do universo que são simplesmente inacessíveis ao Hubble.

Ele será maior e poderá captar porções do espectro que o Hubble não enxerga. Com o Webb, temos o potencial de responder a perguntas sobre as origens de mais ou menos tudo no universo.

Por que é preciso escolher entre Hubble e Webb? Por que os astrônomos não podem ter os dois?
Não há dinheiro suficiente para tudo. O Hubble já durou muito mais do que a maioria das pessoas esperava. Não pretendíamos que ele durasse para sempre.

Vamos falar sobre a sua ciência. A senhora vê astrônomos como detetives ou como repórteres investigativos?
Creio que todo cientista é uma espécie de detetive. Ficamos felizes ao descobrir alguma coisa que não se enquadra às nossas expectativas.

Meu trabalho muitas vezes envolve analisar imagens de planetas obtidas pelo Hubble ou por telescópios instalados em Terra, como o Keck, no Havaí.

Se vejo algo que não se enquadra àquilo que já sabemos, a primeira coisa que experimento tento é tentar descobrir o que existe de errado com os dados. Se você o faz e a observação continuar a parecer errada, é aí que as coisas começam a ficar interessantes.

A senhora pode me contar um exemplo disso em suas pesquisas?
Em 1989, quando a Voyager 2 passou por Netuno, vimos pela primeira vez um grande ponto escuro no hemisfério sul do planeta. Eu recorri a um telescópio terrestre para observação em tempo real, e o ponto escuro não estava visível. Eu só conseguia ver três nuvens brilhantes no local em que ele deveria estar.

Depois, em 1993, observei Netuno de novo e os pontos brilhantes estavam todos nos hemisfério norte. Um ano mais tarde, o Hubble obteve imagens de Netuno, e nelas o ponto escuro do sul tinha claramente desaparecido. Não voltou ainda. Não sabemos o motivo.

Mas descobrimos algo importante: que Netuno era capaz de mudar dramaticamente em cinco anos.

Sua especialidade é Netuno e Urano, que muitos consideram como os planetas mais chatos do Sistema Solar. Por que escolher astros com tão pouco carisma?
Não são chatos. Mudam muito. Mas não podemos dizer que sejam os humoristas do sistema. Ninguém os respeita muito. São conhecidos como "gigantes gelados". Mas são ótimos para um pesquisador, porque ficam nos limites externos do sistema e são menos estudados que os planetas mais próximos. Por isso, sempre que faço uma observação, o que estou registrando é completamente novo.

Estamos reescrevendo os manuais sobre Urano. As observações recentes contrariam hipóteses do passado. Pensávamos na atmosfera de Urano como morta, mas ela não está morta.

Ainda que não seja um dos seus planetas, a senhora tem acompanhado as notícias recentes sobre Marte?
Sim. São muito animadoras. A terra é boa. Existe gelo. Pode haver lugares em que o gelo seja mais acessível. Significa que não existem motivos físicos que nos impeçam de colonizá-lo, se o destino da humanidade assim requerer.

Por fim somos capazes de detectar do que Marte é feito.

Tento acompanhar as descobertas em Marte porque, em certo nível, o Sistema Solar é uno. Coisas que acontecem em uma parte dele são relevantes para as demais. A química da superfície de Marte permite que conheçamos a química de outras partes do Sistema Solar.

Estamos nos aproximando de descobrir possível vida fora do Sistema Solar?
A questão se tornou divertida agora que estamos descobrindo planetas em órbita de outras estrelas. Meu computador tem um programa que computa quantos novos planetas foram localizados fora do Sistema Solar. O total já ultrapassa 300. A maioria deles foram localizados nos últimos anos, e o ritmo de descoberta vem se acelerando.

Temos de avançar passo a passo. O primeiro passo é encontrar um planeta com tamanho semelhante ao da Terra, à distância correta de sua estrela para que água tenha existido em forma líquida por período suficiente para permitir vida na forma como a conhecemos.

A próxima questão seria determinar como podemos dizer se existe vida presente, se o planeta estiver distante demais para que o possamos fotografar. Teremos de estudar a química atmosférica e procurar sinais de que ela foi modificada presença de vida. Essa seria a pista.

Como a senhora desenvolveu seu talento para explicar ciência a leigos?
Meu tio Larry foi meu modelo de teste. Quando eu era estudante, ia para casa nos feriados e, nos intervalos do jogo de futebol americano ele me perguntava em que eu estava trabalhando. Sabia que só dispunha de 30 segundos para explicar àquele cara que trabalhava em uma fábrica de caminhões o que eu fazia.

Ele queria só o quadro geral. E eu respondia rapidamente que usava grandes telescópios para localizar planetas e descobrir do que eles são feitos. Todo cientista deveria ser capaz disso.

A senhora faz astronomia trabalhando de casa. Como consegue?
Basta ter computadores e uma rede rápida. Eu tenho um computador conectado à Internet e outro isolado. Um é para análise de dados e outro para e-mails.

Como a senhora impede que seus três filhos atrapalhem seu trabalho?
Eles e meu marido tiveram de aprender que, quando fecho a porta, fica fechada. E eu tive de aprender a priorizar. É preciso organizar o tempo e antecipar os problemas inevitáveis que as crianças encontram.

Se uma proposta precisa chegar à Nasa na sexta, melhor completá-la na quarta, porque quinta alguém pode aparecer com febre ou piolhos.

domingo, 7 de setembro de 2008

China se prepara para seu 3º vôo espacial tripulado

Três astronautas chineses serão levados ao espaço no final deste mês, na terceira missão tripulada do país, que inclui um passeio espacial.

Segundo publica neste domingo o jornal oficial China Daily, a nave Shenzhou-7 será lançada entre os dias 25 e 30 de setembro, do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, na província noroeste de Gansu.

Em outubro de 2003, a China se transformou no terceiro país do mundo, após os EUA e a extinta União Soviética, a enviar um cosmonauta ao espaço, façanha que repetiu dois anos depois com um vôo tripulado por dois astronautas.

"Os principais sistemas envolvidos no lançamento estão agora em sua fase final de preparação. Os testes essenciais para a nave, o foguete propulsor II-F, os trajes para o passeio no espaço e o satélite que acompanha o vôo também foram finalizados", disse um porta-voz do centro.

Acrescentou que a tripulação, que está em "boa" condição física e mental, fez testes nos quais mostrou controlar "com destreza" o sistema.

Quando o Shenzhou-7 entrar em órbita, um dos três "taikonautas" - termo para se referir aos cosmonautas chineses, já que "taikong" significa espaço em mandarim - fará um passeio espacial, segundo tinha explicado Zhao Changxi, um dos cientistas responsáveis pelo projeto.

O vôo, que estava previsto a princípio para outubro, faz parte do ambicioso programa espacial chinês, no qual se inclui a prospecção da Lua.

sábado, 6 de setembro de 2008

Asteróide Steins é cinza e tem cadeias de crateras

As primeiras imagens transmitidas pela sonda européia Rosetta mostram que o asteróide Steins é de cor cinza e tem cadeias de até sete crateras seguidas.

A Agência Espacial Européia (ESA) apresentou hoje, em entrevista coletiva, as primeiras imagens do asteróide Steins, pelo qual a sonda Rosetta passou na sexta-feira a uma distância mínima de 800 quilômetros, em sua viagem em direção ao cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.

No centro de controle de operações da ESA em Darmstadt (oeste da Alemanha), o diretor de Ciência e Prospecção Robótica da ESA, David Southwood, disse que "é um grande passo para chegar à superfície do cometa" e destacou as exigências técnicas desta missão a 360 milhões de quilômetros.

O encontro com o Steins - asteróide 2867 - à distância mínima aconteceu às 15h58 de Brasília de ontem, disse o diretor de operações da sonda Rosetta, Andrea Accomazzo.

A nave parou de se comunicar com a Terra naquele momento e o primeiro sinal chegou às 17h14 de Brasília.

A Rosetta enviou à Terra os primeiros dados e imagens recopilados na noite de 5 para 6 de setembro.

Em 2 de março de 2004, a ESA lançou a sonda Rosetta ao espaço a partir da base européia em Kuru (Guiana Francesa), para acompanhar pela primeira vez na história o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko em sua órbita e encontrar-se com ele em novembro de 2014.

Para se comunicar com a sonda e receber seus dados, a ESA utilizou nesta manobra as antenas de espaço distante de New Norcia (Austrália), a de Cebreros (Espanha) e a de Goldstone, da Nasa, na Califórnia. Esta última não funcionou durante pouco mais de duas horas, mas a ESA conseguiu receber os dados através da antena em território espanhol.

Rita Schulz, cientista do projeto Rosetta, disse que, "investigando os corpos do Sistema Solar, é possível elucidar os diferentes estágios de sua formação e evolução".

Os corpos menores, como o asteróide Steins, são interessantes para os cientistas porque não foram alterados por processos térmicos.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Módulo europeu Julio Verne se desprende da ISS

O Veículo de Transferência Automatizado (ATV, na sigla em inglês) europeu Julio Verne se desprendeu hoje da Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês), ao término de uma missão de abastecimento e prestação de serviços.

"O desacoplamento foi realizado com êxito" às 18h29 (Brasília), disse um porta-voz do Centro Espacial Johnson, da Nasa, em Houston, no estado americano do Texas.

O módulo europeu se manterá em órbita ao longo das três próximas semanas, durante as quais será realizada uma série de experimentos científicos programados pela Agência Espacial Européia (ESA).

Concluído esse período, em 29 de setembro, Julio Verne abandonará sua órbita para ser atraído pela gravidade terrestre até desintegrar-se em um choque com a atmosfera.

O porta-voz revelou que espera que os restos do ATV, que tem cerca de 10 metros de comprimento por três metros de largura e pesa 20 toneladas, cairão sobre uma área isolada no oceano Pacífico.

O módulo Julio Verne, não tripulado, se acoplou há cinco meses à ISS após partir rumo à estação internacional em 9 de março último a partir de um centro de lançamentos da ESA na Guiana francesa.

Tempestades tropicais obrigam Nasa a adiar missões

As tempestades que castigaram o sul da Flórida (Estados Unidos) fez hoje com que as autoridades da Nasa fossem obrigadas a adiar em dois dias o lançamento da nave Atlantis em uma missão em direção ao telescópio espacial Hubble.

Um comunicado da agência espacial afirmou que o lançamento, que estava previsto para 8 de outubro, será realizado no dia 10 desse mesmo mês. Essa missão de onze dias tem como objetivo efetuar uma série de consertos e operações de manutenção no Hubble.

O comunicado acrescentou que também foi decidido que o lançamento da nave Endeavour em uma missão à Estação Espacial Internacional (ISS) também seria adiado. Sua partida está prevista para 12 de novembro.

O anúncio foi feito 24 horas depois que o Atlantis fosse instalado na plataforma de lançamento no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Kennedy. Nos últimos dias, a zona central da península onde se encontra o centro espacial foi castigado pela tempestade tropical Fay, enquanto Hanna ameaça a costa leste americana.

O anúncio também coincidiu com a aproximação do furacão Ike, mas fontes da Nasa disseram que não acham que os preparativos de "Atlantis" serão alterados.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Nasa começa preparativos para lançar Atlantis

A nave Atlantis foi transferida hoje para a plataforma de lançamento do Centro Kennedy na Flórida, apesar da ameaça de três tempestades tropicais, a fim de iniciar os preparativos para sua próxima missão, prevista para 8 de outubro.

Nesse dia, segundo a Nasa, a Atlantis iniciará uma nova aventura espacial de 11 dias com a missão de renovar as instalações do telescópio espacial Hubble, que foi colocado em órbita pela nave Discovery a quase 500 km da superfície terrestre há 18 anos.

Desde então, girou mais de 97 mil vezes em torno do planeta e proporcionou uma visão das estrelas que até então não tinha sido possível devido à distorção atmosférica da Terra. Esses avanços obtidos pelo Hubble serão potencializados quando a Atlantis, com uma tripulação de sete astronautas, consertar e melhorar a maior parte de seus equipamentos durante as cinco caminhadas espaciais programadas.

Com estes trabalhos de renovação, a Nasa prevê que o observatório estará pronto para, pelo menos, outros cinco anos a mais de pesquisas. Os astronautas instalarão uma nova câmera de fotografias panorâmicas (WFC3), que transmitirá imagens com alta definição e em toda variedade de cores, e um novo espectrógrafo mais potente, para determinar as mudanças que a luz sofre ao atravessar os gases de galáxias distantes.

Resta aguardar as mudanças do tempo e o avanço da tempestade tropical Hanna e do furacão Ike, que ameaçam a costa da Flórida. A princípio, a Nasa mantém seus planos de lançamento, embora já o tivesse suspendido duas vezes por causa da tempestade Fay e do furacão Gustav.

Se o tempo permitir, está previsto que a nave Endeavour se una à Atlantis na plataforma do complexo da Flórida no dia 19 de setembro.