domingo, 15 de fevereiro de 2009

Universo tem bilhões de planetas como a Terra, diz cientista

Existem pelo menos 100 bilhões de planetas semelhantes à Terra, afirmou no sábado um cientista dos Estados Unidos durante a conferência anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência (AAAS), em Chicago.

Alan Boss, do Carnegie Institution of Science, de Washington, disse ainda que muitos desses astros podem ser habitados por formas de vida simples. Até hoje, os telescópios disponíveis conseguiram detectar pouco mais de 300 planetas fora do nosso Sistema Solar. No entanto, apenas alguns deles seriam capazes de abrigar a vida.

A maioria são "gigantes de gases", como Júpiter, enquanto outros orbitam tão perto de seu "sol" que qualquer organismo teria que sobreviver a temperaturas elevadíssimas.

Bactérias
Baseado na quantidade limitada de planetas descobertos até agora, Boss estimou que todos os corpos celestes semelhantes ao nosso Sol têm em média, em sua órbita, um astro com características semelhantes às da Terra.

"Não só esses planetas são provavelmente habitáveis, como também eles provavelmente serão habitados", disse o cientista à BBC. "Mas creio que o mais provável é que essas 'Terras' próximas de nós sejam habitadas por seres que eram mais comuns na Terra há 3 ou 4 bilhões de anos, como as bactérias".

Segundo Boss, a missão Kepler da Nasa, prevista para ser lançada em março, deve começar a encontrar alguns desses planetas dentro de poucos anos. Recentemente, um estudo da Universidade de Edimburgo, na Escócia, tentou quantificar quantas civilizações inteligentes viveriam no espaço e chegou à conclusão de que pode haver milhares delas.

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sábado, 14 de fevereiro de 2009

Nasa reprograma lançamento do Discovery

Os diretores da Nasa adiaram na sexta-feira pela terceira vez a data de lançamento do ônibus espacial Discovery, agora previsto para 27 de fevereiro, em uma missão de construção na Estação Espacial Internacional.

O lançamento estava previsto inicialmente para a última semana, mas a Nasa queria tempo para revisar as análises e testes de válvulas que poderiam provocar problemas e que são necessárias para manter o tanque de combustível do ônibus a uma pressão adequada durante os 8min30 que requer a viagem ao espaço.

"Era necessário mais tempo para completar as análises e testes", disse Allard Beutel, um porta-voz do Centro Espacial Kennedy da Nasa, na Flórida.

O ônibus espacial levará o último grupo de painéis solares construídos nos Estados Unidos até o complexo orbital, para que este funcione com sua potência completa.

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Tráfego espacial é "colméia de satélites", diz Nasa

A ESA, agência espacial européia, divulgou nesta quinta-feira uma simulação computadorizada do intenso tráfego espacial ao redor da Terra, algo que a Nasa, agência espacial americana, batizou hoje em seu site de "colméia de satélites". O trânsito espacial - formado por sondas em operação e desativadas, propulsores de foguetes usados e entulhos - não fica atrás das grandes metrópoles mundiais, abrigando cerca de 6 mil satélites colocados em órbita desde 1957.

Os satélites e o lixo registrados na imagem são baseados na densidade real dos objetos, mas de acordo com a Nasa, foram representados em tamanho exagerado e são bem menores em comparação com o planeta. Em órbitas mais distantes, a montagem da ESA também identificou que a movimentação desses equipamentos também é grande.

Segundo as agências espaciais, existem aproximadamente 18 mil objetos feitos pelo homem acima da atmosfera terrestre. A Rússia (antiga União Soviética) foi a primeira a utilizar o espaço como atividade comercial e científica durante a corrida espacial - disputa travada com os Estados Unidos em meio à Guerra Fria.

Apesar do esforço de segurança das agências espaciais em rastrear todo e qualquer fragmento que circule ao redor do nosso planeta, a medida não impediu a colisão entre dois satélites - um militar desativado da Rússia e um de comunicação dos EUA - na última terça-feira.

O choque provocou o lançamento de ao menos 600 fragmentos para o espaço, afirmaram as autoridades, aumentando o risco de outros satélites serem atingidos e danificados. Especialistas afirmam que embora o risco de colisões entre satélites seja muito pequeno, agora que aconteceu um, é maior a probabilidade de que outro ocorra.

A própria Estação Espacial Internacional (ISS), atualmente com três astronautas, está em estado de alerta. A Nasa informou que o risco de bater em resquícios dos dois satélites é pequeno, já que ela orbita a Terra em uma distância de 435 km abaixo da rota da colisão.

No entanto, um impacto até mesmo com pequenos fragmentos poderia ser fatal para a tripulação da ISS ou para futuras viagens de ônibus espaciais. Por isso, a necessidade das autoridades em controlar o tráfego no espaço.

Simulação computadorizada representa intenso tráfego de satélites e lixo espacial ao redor da Terra

Simulação computadorizada representa intenso tráfego de satélites e lixo espacial ao redor da Terra

Com informações da BBC Brasil e agências internacionais

Redação Terra

França põe satélites de telecomunicações e defesa em órbita

O foguete Ariane 5 pôs em órbita, com sucesso, nesta quinta-feira, dois satélites de telecomunicações e outros dois microssatélites da defesa francesa, da base de Kuru, na Guiana Francesa, território francês da costa norte da América do Sul.

O lançamento, com uma carga útil total de 7.420 kg, aconteceu às 22h09 GMT (20h09 de Brasília).

O satélite Hot Bird 10, construído pelo grupo europeu EADS Astrium para o operador Eutelsat, divulgará durante 15 anos programas de TV para lares equipados para a recepção direta, ou por cabo.

O outro satélite, o NSS-9, construído pela Orbital Sciences Corporation para a SES New Skies, também divulgará, pelo mesmo período, programas de televisão e rádio, além de transmitir dados.

Os microssatélites Spirale A e B, construídos pela EADS Astrium e Thalès Alenia Space, por conta da Direção Geral do Armamento (DGA), obterão imagens infravermelhas para um futuro programa de alerta.

O lançamento foi o primeiro de um foguete Ariane em 2009, dos seis a oito previstos para este ano.

O foguete foi lançado com uma carga útil total de 7.420 kg às 22h09 GMT (20h09 de Brasília)

O foguete foi lançado com uma carga útil total de 7.420 kg às 22h09 GMT (20h09 de Brasília)

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Inpe e Nasa estudam tempestades geomagnéticas severas

As tempestades geomagnéticas severas são objeto de estudo no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) há quatro anos. Resultados importantes destas investigações serão apresentados de 4 a 10 de outubro, em Ubatuba (SP), durante um congresso que trará ao Brasil os mais importantes cientistas da área. O evento é coordenado em conjunto pelo Inpe e pela Nasa, agência espacial americana.

Walter Gonzalez, da Divisão de Geofísica Espacial do INPE, que estuda as tempestades geomagnéticas há mais de duas décadas, conta que atualmente os pesquisadores estão mais atentos às perturbações consideradas como 'severas' devido a repercussões tecnológicas, como os danos nas telecomunicações.

Tempestades geomagnéticas acontecem quando partículas muito energéticas e campos magnéticos muito intensos emitidos pelo Sol atravessam o meio interplanetário e interagem com o campo geomagnético da Terra, podendo causar danos no espaço e na superfície terrestre. Dependendo da intensidade, o fenômeno pode causar graves prejuízos nas telecomunicações e na estabilidade de grandes sistemas, como usinas nucleares.

"Durante as tempestades geomagnéticas ocorrem auroras nas regiões polares e a aceleração de partículas carregadas. A intensificação de correntes elétricas na magnetosfera e na superfície terrestre causa prejuízos em satélites e danos ao Sistema de Posicionamento Global (GPS), nas telecomunicações e até mesmo perigo para astronautas", explicou o pesquisador do Inpe.

Atualmente é possível prever esse tipo de acontecimento com apenas uma hora de antecedência, o que tem ajudado um pouco a evitar acidentes e interrupções nas telecomunicações e no sistema nuclear. Para melhorar esta previsão, já foram lançadas missões com instrumentos capazes de medir campos bem próximos ao Sol e assim antecipar, de um a três dias, a ocorrência de tempestades geomagnéticas intensas.

Efeitos das erupções intensas observadas no Sol são percebidos pelos magnetômetros na superfície terrestre pelo menos 30 horas depois. Mas nem toda erupção solar significa ocorrência de tempestade geomagnética. Isto depende da direção do campo magnético solar/interplanetário, parâmetro de difícil medição.

Muito rara, uma tempestade geomagnética considerada severa fica entre 600 e 700 nT. Em 2003, por exemplo, aconteceram duas tempestades de 400 nT. Já o fenômeno de maior intensidade registrado ocorreu há 150 anos e atingiu 1.600 nanoteslas (nT).

"Naquele ano de 1859 não havia nada de especial no Sol. Então acreditamos que um fenômeno muito intenso possa acontecer a qualquer momento", disse o Dr. Walter Gonzalez.

Recentemente, a Nasa divulgou que uma tempestade geomagnética como a de 1859, considerando a tecnologia moderna, causaria nos Estados Unidos um prejuízo dez vezes maior que o relacionado ao furacão Katrina, principalmente pela extensão do colapso na energia elétrica.

Com informações do Inpe

JB Online

Nave russa Progress se acopla à ISS

A nave de carga russa Progress M-66 se acoplou nesta sexta-feira com sucesso à Estação Espacial Internacional (ISS), informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.

Um porta-voz do CCVE, citado pela agência oficial de notícias RIA Novosti, disse que a manobra de acoplagem, que aconteceu de forma automática, aconteceu às 5h18 (horário de Brasília).

A nave Progress M-66 foi lançada na terça-feira passada da base de Baikonur, no Cazaquistão, e seu bagageiro levava aproximadamente 2,5 toneladas de carga.

Como é habitual, a maior parte da carga da Progress é integrada por alimentos, água, combustível e equipamentos científicos. Segundo o CCVE, os trabalhos de descarga começarão nas próximas horas.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Lua contém pouca água, dizem pesquisadores

O mapa mais detalhado e mais recente da Lua confirmou que o satélite natural da Terra contém pouca água e mostrou crateras jamais detectadas nos polos, anunciou nesta quinta-feira uma equipe internacional de pesquisa. Este mapa mostrou também segredos do interior da Lua.

"A superfície lunar pode nos dizer muito sobre o que acontece no interior", explicou C.K. Shum, professor de Ciências da Terra na Universidade de Ohio, membro de um grupo internacional de pesquisadores que teve sua carta lunar publicada na revista americana Science na edição de 13 de fevereiro.

"Até então a topografia lunar era muito limitada e agora, com este novo mapa muito detalhado (com uma precisão de 15km), podemos confirmar que há muito pouca água na Lua, inclusive em profundidade", acrescentou.

"Podemos também usar estas informações para a pesquisa de água em outros planetas, entre eles Marte", segundo o professor.

Este é o primeiro mapa da Lua que vai do polo norte ao polo sul, com medidas detalhadas da topografia da superfície da face escondida e também da face visível.

O ponto mais alto fica a 11.000 metros de altitude na bacia de Dririchlet-Jackson perto de seu equador, enquanto que o ponto mais baixo fica no fundo da cratera de Antoniadi perto do polo sul a uma profundidade de 9 km.

Para fazer o mapa de alta precisão, os pesquisadores utilizaram um altímetro a laser (LALT) a bordo do satélite japonês SELENE (Japanese Selenological and Engineering Explorer).

O responsável principal do projeto é o japonês Hiroshi Araki do Observatório astronômico nacional do Japão.

Este novo mapa servirá em parte para orientar os futuros veículos utilizados para explorar a superfície da Lua à procura destes recursos geológicos.

Hiroshi Araki e sua equipe puderam da mesma forma medir a resistência da superfície da Lua e medir a consistência da crosta lunar.

Se a superfície da Lua já tivesse sido "lavada" pela água, a crosta seria mais flexível, porém isto nunca aconteceu. A superfície é muito rígida para que qualquer líquido tenha escorrido por ela, inclusive em profundidade, segundo os autores destes trabalhos.

A crosta terrestre é mais flexível, o solo sobe e desce de acordo com a circulação da água na superfície ou no subsolo.

Até o movimento tectônico das placas é em parte devido à lubrificação da crosta terrestre pela água, destacaram os pesquisadores.

A crosta de Marte fica numa escalda da flexibilidade e da consistência entre a da Terra e a da Lua, o que sugere que sua superfície já pode ter sido percorrida pela água no passado. Mas, hoje, a superfície de Marte é muito seca.

O mapa anterior da Lua estabelecido em 1994, graças à missão Clementina, oferece uma precisão de 20 a 60 km, mas somente em certos pontos e não em toda a superfície.

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Colisão entre satélites traz novo risco político

A colisão entre um satélite norte-americano e um russo sobre a Sibéria pode ter sido acidental e o primeiro incidente do tipo, mas especialistas afirmam que outras colisões inevitavelmente vão ocorrer e poderão ter conseqüências geopolíticas.

"Esse é um acontecimento que nos faz perceber de fato que as coisas não são tão simples como pensávamos", disse Francisco Diego, pesquisador nas áreas de física e astronomia da University College London.

"Eu não seria capaz de calcular a probabilidade de isso acontecer de novo, mas agora que aconteceu, isso muda muito as coisas e se torna uma preocupação."

A colisão, entre uma espaçonave operada pelo grupo de comunicação norte-americano Iridium Satellite LLC e o satélite militar russo Cosmos-2251, aconteceu 780 quilômetros acima do Ártico russo na tarde de terça-feira.

A colisão provocou o lançamento de ao menos 600 fragmentos para o espaço, afirmaram as autoridades, aumentando o risco de outros satélites serem atingidos e danificados. Inclui-se entre deles a grande Estação Espacial Internacional, que está em órbita a 350 quilômetros de altura.

Há aproximadamente 18 mil objetos feitos pelo homem no espaço, incluindo satélites em operação e desativados, propulsores de foguetes usados e entulhos. Especialistas afirmam que embora o risco de colisões entre satélites como a ocorrida na terça seja muito pequeno, agora que aconteceu um, é maior a probabilidade de que outro ocorra.

"O problema com colisões como essa é que elas não destroem os satélites, apenas criam satélites menores, como armas em rápida movimentação, que podem causar muito mais danos", disse Diego.

Andrew Brookes, analista aeroespacial do Instituto Internacional para Estudos Estratégicos, afirmou que a área onde a colisão aconteceu ¿ chamada órbita baixa da Terra - é a parte mais repleta de objetos no espaço e também uma das mais importantes para as comunicações, para a ciência e os satélites meteorológicos.

A probabilidade de colisões aumenta nessa faixa pela densidade dos objetos e torna urgente que o mundo estabeleça um protocolo mais detalhado regulamentando os movimentos dos satélites, afirmou ele.

¿Isso vai acontecer mais e mais vezes porque, basicamente, há cada vez mais coisas, satélites e lixo espacial ali nessa órbita baixa da Terra¿, disse Brookes.

"Estamos pedindo algum tipo de regulamentação, mas as pessoas não estão compartilhando (informações), porque boa parte é confidencial. As grandes potências não estão querendo se sentar e resolver a questão de forma adulta."

Há dois anos a China fez uma experiência para destruir um satélite, formando milhares de fragmentos de entulho espacial. Embora alguns sejam pequenos, eles viajam a milhares de km/h e podem causar um enorme estrago.

O risco de um lixo espacial chinês destruir um satélite secreto norte-americano, por exemplo, ou de que entulho dos EUA atinja um satélite iraniano implica sérias conseqüências.

A colisão foi confirmada por autoridades russas e norte-americanas na quarta-feira. O Comando Estratégico dos EUA disse acreditar que essa tenha sido a primeiro do tipo entre satélites em órbita.

A União Européia pediu na quinta-feira que os países adotem um código de conduta para atividades civis e militares no espaço, parte de uma iniciativa para evitar emergências ambientais e o risco de o espaço se tornar uma nova fronteira de conflitos.

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Nebulosa fotografada pelo ESO é lar de estrelas gigantes

O Observatório Europeu do Sul (ESO) divulgou nesta quinta-feira em seu site a imagem de uma das maiores e mais brilhantes nebulosas, situada a 7,5 mil anos-luz da Terra. Conhecida como Carina, a nuvem de gás e poeira é constituída por poderosas estrelas massivas que convivem em cerca de 100 anos-luz de diâmetro.

Segundo o ESO, Carina é quatro vezes maior que a famosa nebulosa de Orion - que tem 25 anos-luz de diâmetro -, além do brilho muito mais intenso. A nebulosa abriga mais de uma dúzia de estrelas gigantes que podem ter entre 50 e 100 vezes a massa do Sol. Os pesquisadores estimam que estes grandes corpos celestes tenham uma vida curta, de apenas alguns milhões de anos, enquanto o Sol tem uma previsão de dez bilhões de anos.

O brilho intenso da nebulosa é o resultado da interação entre o hidrogênio e os raios ultravioleta, identificada pela coloração vermelha e púrpura na foto. Na região mais escura, corredores de poeira e gás superaquecidos circundam os aglomerados de estrelas.

A nebulosa é o lar de Eta Carinae, uma das estrelas mais massivas e luminosas já encontradas na Via Láctea. A gigante tem 100 vezes a massa do Sol e é quatro milhões de vezes mais brilhante.

De acordo com o ESO, apesar de ser altamente instável e propensa à violentas explosões, Eta Carinae sobreviveu até agora. Porém, os cientistas acreditam que ela deva explodir em breve, se transformando em uma potente supernova.

Nebulosas
As nebulosas são espécies de nuvens de gás, poeira e plasma geradas pelos resquícios da morte de uma estrela. Possuem uma intensa formação de estrelas e desaparecem gradualmente ao longos de dezenas de milhares de anos.

Redação Terra

Irã quer enviar astronauta ao espaço em 12 anos

Após colocar em órbita seu primeiro satélite na semana passada, o Irã pretende agora enviar um homem ao espaço em 12 anos, anunciou o presidente da Organização Aereoespacial Iraniana, Reza Taqipour.

"Os programas prévios já foram desenvolvidos e foram realizados os estudos preliminares. A China e a Índia conseguiram isso em 15 anos, tentaremos que seja em três a menos", disse Taqipour, citado hoje por uma agência local.

O Irã celebrou na semana passada como um grande marco o lançamento ao espaço de seu primeiro satélite de telecomunicações, um pequeno aparelho de 25 quilos batizado como "Omid" (esperança, em persa). O lançamento causou preocupação na comunidade internacional, não tanto pela natureza do satélite, mas pela tecnologia usada para enviá-lo, semelhante à utilizada para os mísseis balísticos de longo alcance.

Os Estados Unidos impuseram nos anos 80 um estrito embargo militar e tecnológico ao regime islâmico iraniano. Mesmo assim, o Irã iniciou, em 1992, um programa de armamento próprio com o qual conseguiu desenvolver inclusive mísseis de longo alcance, que podem alcançar alvos a mais de 2.000 quilômetros de distância.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Colisão entre satélites é primeira da história, diz Nasa

A colisão entre os dois satélites de comunicação - um da Rússia e um dos Estados Unidos - ocorrida na última terça-feira no espaço é a primeira registrada na história, informou a Nasa, agência espacial americana. O choque se deu a cerca de 780 km acima do território da Sibéria, na Rússia. As informações são da BBC Brasil.

Um dos equipamentos pertencia à companhia americana Iridium, e orbitava em alta velocidade quando bateu em um satélite militar russo desativado. A empresa americana e as autoridades russas explicaram que o acidente é bastante incomum. Este tipo de colisão a centenas de quilômetros da Terra é "extremamente raro" e "muito pouco provável", destacou a Iridium.

A companhia americana comunicou que adotará "as medidas necessárias para substituir o satélite danificado" e garantiu que o acidente não foi provocado por uma eventual falha de seu satélite. A Iridium possui uma frota de 66 satélites de telecomunicações.

Riscos
O impacto produziu uma gigantesca "nuvem" de escombros, que poderiam atingir e até destruir outros satélites, informou a Nasa, citada pela BBC Brasil. No entanto, o risco para a Estação Espacial Internacional (ISS) e seus três astronautas é pequeno, já que ela orbita a Terra a uma distância de 435 km abaixo da rota da colisão. O acidente também não deve interferir nos planos da agência de lançar um ônibus espacial no final de fevereiro.

O satélite russo que estaria desativado foi lançado em 1993 e pesava 950 kg, enquanto o Iridium pesava 560 kg e foi lançado em 1997. A Nasa acredita que ainda vai levar algumas semanas para conhecer melhor a magnitude da colisão. Mas as centenas de destroços já estariam sendo rastreadas.

Segundo o correspondente da BBC na Flórida, Andy Gallacher, espera-se que a maior parte desses escombros acabe se queimando na atmosfera terrestre. As agências espaciais monitoram dezenas de objetos no espaço rotineiramente. Cerca de 6 mil satélites já foram colocados em órbita desde 1957.

A agência espacial russa, Roscosmos, declarou hoje que os restos dos dois satélites que se chocaram não representam um perigo real à ISS. "A Roscosmos não registrou a perda de nenhum de seus aparatos cósmicos operacionais", disse o porta-voz da agência, Aleksandr Vorobiov.

Animação computadorizada simula colisão entre os satélites americano e russo

Animação computadorizada simula colisão entre os satélites americano e russo

Com informações da AFP e EFE
Redação Terra

Irã está fabricando mais 7 satélites, afirma ministro

Um ministro iraniano disse na quinta-feira a uma agência de notícias local que o país está produzindo mais sete satélites, menos de duas semanas depois de ter lançado o primeiro deles ao espaço.

Potências ocidentais viram com preocupação o lançamento do satélite de pesquisas e comunicações Omid, no dia 3, já que o foguete usado para isso pode eventualmente servir também para transportar ogivas nucleares. O Irã, no entanto, nega a intenção de desenvolver armas atômicas, e diz que tanto seu programa nuclear quanto o programa de satélites são pacíficos.

O ministro das Telecomunicações, Mohammad Soleimani, disse à agência Fars que os cientistas iranianos estão produzindo mais sete satélites, mas não disse quando eles podem ser lançados. "Desses satélites, quatro são para uso em baixa altitude e com peso inferior a 100 quilos. Três outros satélites capazes de operar um pouco abaixo dos 36 mil km (de altitude) também estão sendo construídos por cientistas iranianos."

O mesmo ministro disse na semana passada que mais quatro satélites estavam sendo desenvolvidos. Não ficou claro se os sete citados por ele agora incluem aqueles quatro da semana anterior. Solemani também disse à Fars que o Omid ("esperança", em farsi) está desempenhando bem a sua missão. A imprensa estatal antes dissera que o Omid voltaria à Terra com dados depois de passar um a três meses em órbita.

"O satélite Omid (...) é um dos maiores efeitos do país", disse o ministro. Reza Taghipour, diretor da agência espacial iraniana, disse à edição de quinta-feira do jornal Khorassan que o Irã também está dando os passos iniciais para lançar uma missão tripulada ao espaço, mas deixou claro que isso ainda vai demorar anos.

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Satélite russo que bateu em aparelho americano era militar

O chefe do Estado-Maior das Forças Espaciais da Rússia, general Aleksandr Yakushin, informou nesta quinta-feira que o satélite russo que bateu na terça-feira contra um aparelho particular americano era militar.

"Em 10 de fevereiro, às 19h56 de Moscou (14h56 de Brasília) ocorreu um choque entre o aparelho espacial Iridium-33 e o aparato militar russo Cosmos-2251 a uma altura de cerca de 800 km" da Sibéria, disse, citado pela agência Interfax. Em consequência da colisão, os fragmentos dos aparelhos espaciais se dispersaram a uma altura de entre 500 e 1,3 mil km, acrescentou Yakushin.

O chefe militar não precisou o número exato de fragmentos, mas disse que o sistema de controle russo do espaço faz um acompanhamento constante dos destroços de aparelhos espaciais. O satélite Cosmos-2251 foi lançado ao espaço em 1993 e, após dois anos, foi dado como baixa da frota orbital russa, disse, enquanto o aparelho americano Iridium-33 foi colocado em órbita em 1997.

A Roscosmos, agência espacial russa, declarou que os destroços dos dois satélites não representam um perigo para a Estação Espacial Internacional (ISS) nem para sua tripulação. A Nasa (agência espacial americana) informou ontem à noite que o choque produziu uma nuvem de escombros e advertiu que a mesma representa risco para a ISS, que se encontra em uma órbita de cerca de 400 km de altura.

Segundo a Nasa, é a primeira vez que acontece um incidente deste tipo entre dois satélites.

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'Cometas escuros' seriam ameaça à Terra, diz revista

O planeta Terra pode estar sob a ameaça de ser atingido por milhares de cometas que circulam nos arredores do sistema solar e não podem ser detectados pelos cientistas, afirma uma reportagem publicada na edição desta semana da revista britânica New Scientist.

A revista entrevistou dois astrônomos britânicos que afirmam que, apesar de todo trabalho de monitoramento desses corpos celestes feitos por agências espaciais, muitos deles não poderiam ser detectados por serem o que eles chamam de "cometas escuros". Segundo Bill Napier, da Universidade de Cardiff, no País de Gales, e David Asher, do Observatório de Armagh, na Irlanda do Norte, estes cometas escuros podem ser uma ameaça à Terra.

"Cometas escuros, dormentes, são uma significativa, mas muitas vezes invisível, ameaça ao planeta", disse Napier à revista. Segundo os cientistas, pelos cálculos sobre a entrada de cometas no sistema solar, é possível que haja pelo menos 3 mil desse corpos celestes próximos à região, mas apenas 25 deles são conhecidos.

Napier e Asher afirmam que muitos desses cometas não podem ser vistos "simplesmente porque são muito escuros". Isto acontece quando o gelo de um cometa "ativo" - que reflete a luz do sol - se evapora, deixando para trás somente uma crosta que reflete apenas uma fração de luz.

Os cientistas citam como exemplo o cometa IRAS-Araki-Alcock, que passou a uma distância de 5 milhões de quilômetros da Terra em 1983 - a menor registrada em 200 anos. Segundo eles, o cometa foi detectado apenas duas semanas antes de sua aproximação. "Ele tinha apenas 1% de suas superfície ativa", diz Napier.

De acordo com os pesquisadores, quando uma sonda da Nasa pousou no cometa Borrelly, em 2001, também teria registrado várias manchas "negras" em sua superfície. Outro cientista entrevistado pela revista, no entanto, se mostrou mais cético sobre a ameaça.

Segundo Clark Chapman, do Southwest Research Institute, no Colorado, Estados Unidos, "estes cometas absorveriam bem a luz do sol, então poderiam ser detectados pelo calor que emitiriam".

Nasa pousou no cometa Borrelly, em 2001, e registrou manchas negras na composição do seu núcleo

Nasa pousou no cometa Borrelly, em 2001, e registrou manchas "negras" na composição do seu núcleo
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Rússia nega que colisão entre satélites ameace ISS

A agência espacial russa Roscosmos declarou, nesta quinta-feira, que os restos dos dois satélites que se chocaram não representam um perigo real à Estação Espacial Internacional (ISS). "A Roscosmos não registrou a perda de nenhum de seus aparatos cósmicos operacionais", disse o porta-voz da agência, Aleksandr Vorobiov.

Na terça-feira, um satélite americano da empresa privada Iridium Satellite e um russo, que estava fora de operação, colidiram no espaço a 780 km de altura.

A Nasa, agência espacial americana, havia informado que o choque produziu uma nuvem de escombros que ameaça a ISS, em órbita a cerca de 400 km de altura.

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Satélites da Rússia e dos EUA colidem no espaço

Um satélite americano da empresa privada Iridium Satellite e um russo, que estava fora de operação, colidiram no espaço nessa terça-feira. A informação foi divulgada ontem pelo tenente-coronel da Força Aérea do Comando Estratégico dos EUA, Les Kodlick.

"Acreditamos que foi a primeira vez que dois satélites colidiram em órbita", afirmou. O comando do Centro de Operações Espaciais Conjuntas está rastreando entre 500 e 600 pedaços de destroços, alguns com cerca de 10 cm.

Kodlick acrescentou que a colisão aconteceu a 780 km de altura, onde geralmente os satélites monitoram o clima e realizam serviços de comunicação telefônica. "É uma órbita muito importante para vários satélites", concluiu.

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Nasa divulga nova imagem de galáxia Pinwheel

A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta terça-feira em seu site uma nova imagem da galáxia espiral Messier 101, conhecida como Pinwheel (Catavento, na tradução em inglês), produzida a partir de fotos captadas pelos telescópios espaciais Hubble e Spitzer e o observatório Chandra X-ray. A Pinwheel fica a cerca de 22 milhões de anos-luz de distância da Terra, próxima à constelação de Ursa Maior, e possui mais de 170 mil anos-luz de diâmetro.

O trabalho em conjunto entre as três ferramentas da Nasa é especial e integra as comemorações do Ano Internacional da Astronomia. Em homenagem ao aniversário do astrônomo italiano Galileu Galilei, que ocorre no próximo dia 15 de fevereiro, a agência está distribuindo as fotografias do Hubble, Spitzer e Chandra para mais de 100 planetários, museus, centros e escolas dos Estados Unidos.

A Pinwheel é maior do que a Via Láctea, a galáxia da Terra - que tem aproximadamente 100 mil anos-luz de extensão -, mas apresenta alguns fatores semelhantes.

Na percepção do Hubble (amarelo na imagem), é possível identificar os redemoinhos de estrelas brilhantes e gás que deixam a galáxia parecida com um "catavento". O infravermelho do Spitzer (vermelho na imagem) permite aos cientistas estudar o interior dos braços espirais, registrando o brilho do colapso entre densas nuvens de poeira, que produzem novas estrelas. Já os raios-X do Chandra (azul na imagem) revelam as características de alta energia da Pinwheel, como restos de estrelas que explodiram e vestígios de matéria em torno de buracos negros.

De acordo com a Nasa, além de apresentar diferentes visões sobre a Pinwheel, a combinação óptica fornece dados aprofundados da galáxia que são importantes para os astrônomos. "É como usar os olhos, óculos de visão noturna e raio-X todos ao mesmo tempo", disse o cientista Hasan Hashima.

O público em geral também pode entender um pouco mais do funcionamento dos telescópios e das observações, explicou ainda a agência espacial.

Nova foto foi constituída a partir de imagens captadas pelo Hubble (amarelo), Spitzer (vermelho) e Chandra X-ray (azul)

Nova foto foi constituída a partir de imagens captadas pelo Hubble (amarelo), Spitzer (vermelho) e Chandra X-ray (azul)


Redação Terra

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Agência Espacial Européia prolonga três missões espaciais

A Agência Espacial Européia (ESA) anunciou nesta terça-feira, através de um comunicado, que prolongará até o dia 31 de dezembro três missões espaciais de observação de Marte (Mars Express), Vênus (Venus Express) e do campo magnético terrestre (Cluster).

A sonda Mars-Express, lançada em junho de 2003, estuda desde 2004 a atmosfera e a superfície do planeta vermelho, transmitindo imagens de paisagens marcianas em três dimensões.

Segundo a ESA, a sonda já transmitiu "um tesouro de descobertas", em especial a revelação da existencia de depósitos de gelo no subsolo de Marte.

Esta missão já havia sido prolongada duas vezes.

A Venus Express, por sua vez, analisa desde 2006 a atmosfera de Vênus, planeta do qual obteve, pela primeira vez, uma imagem tridimensional, para tentar compreender fenômenos como o aquecimento climático na Terra. A missão já havia sido prolongada uma vez.

Já a missão Cluster, formada por quatro satélites lançados em 2000 e estendida em duas ocasiões, está ajudando na elaboração de um mapa da magnetosfera, a bolha magnética que envolve a Terra e serve de escudo contra as partículas ionizantes do Sol.

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Instituições assinam acordo para criar telescópio gigante

O consórcio do Telescópio Gigante Magalhães (GMT na sigla em inglês) anunciou as nove instituições que assinaram oficialmente o acordo para construção e operação do maior telescópio já produzido. Localizado no Observatório Las Campanas, nos Andes chilenos, o GMT terá um espelho principal com resolução de 24,5 metros.

Os maiores telescópios ópticos em operação atualmente são bem menores: o Gran Telescopio Canarias (10,4 metros), na Espanha, e os dois Keck (10 metros cada), no Havaí.

As nove instituições que participam do projeto do GMT são as universidades Harvard, Texas A&M, do Texas e do Arizona, e as instituições Carnegie e Smithsonian, nos Estados Unidos, a Universidade Nacional Australiana, a Astronomy Australia Limited e o Instituto de Astronomia e Ciência Espacial da Coréia do Sul.

O GMT, composto por sete segmentos primários com 8,4 metros e 20 toneladas cada um, deverá fornecer possibilidades inéditas em astronomia óptica e em infravermelho.

Os organizadores esperam 'abrir novas janelas no Universo' e responder a questões que não podem ser abordadas pelos instrumentos atuais. Entre os temas a serem investigados com a ajuda do GMT estão a natureza da matéria e da energia escura que permeiam o Universo, a origem das primeiras estrelas e galáxias, formação dos planetas e buracos-negros. Também será usado na detecção de planetas em órbita de estrelas próximas ao Sol.

O telescópio está previsto para entrar em operação em 2019. A construção deverá se iniciar em 2012. De um total de estimados US$ 700 milhões necessários para a construção, US$ 130 milhões já foram levantados. O Observatório de Las Campanas, onde será instalado, pertence e é operado pela Instituição Carnegie.

"As oportunidades científicas para o GMT são extraordinárias. Ele deverá ajudar a iluminar não apenas a natureza do Universo, mas também as leis fundamentais da física que governam sua evolução. É especialmente significativo que o acordo que viabilizará sua construção tenha sido assinado no Ano Internacional de Astronomia e no 400º aniversário do primeiro uso astronômico de um telescópio, feito por Galileu" disse Patrick McCarthy, diretor interino do GMT.

JB Online

Rússia lança nave "Progress" com destino à ISS

A Rússia lançou nesta terça-feira, da base de Baikonur, no Cazaquistão, uma nave da série "Progress", com 2,5 toneladas de carga, para a Estação Espacial Internacional (ISS).

O lançamento da nave de carga, a "Progress M-66", foi feito com ajuda de um foguete "Soyuz-U" às 3h49 (Brasília), declarou o porta-voz do Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia, Valeri Lindin, citado pela agência de notícias "Interfax".

O acoplamento com a ISS está previsto para às 10h19 em Moscou (5h19, Brasília) da próxima sexta-feira.

Segundo o CCVE, dez minutos depois do lançamento, a uma altura de 200 quilômetros, a "Progress" se separou do foguete e iniciou voo autônomo.

O cargueiro leva alimentos, água, combustível, equipamentos científicos, um traje espacial, assim como presentes para os tripulantes da estação.

A atual missão permanente na ISS é integrada pelos americanos Michael Fincke e Sandra Magnus e o russo Yuri Lonchakov.

O lançamento da nave de carga, a Progress M-66, foi feito com ajuda de um foguete Soyuz-U às 3h49 (Brasília)

O lançamento da nave de carga, a "Progress M-66", foi feito com ajuda de um foguete "Soyuz-U" às 3h49 (Brasília)

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