sábado, 21 de março de 2009

Astronautas da ISS iniciam caminhada espacial

A caminhada vai preparar a substituição de baterias na estação espacial
A caminhada vai preparar a substituição de baterias na estação espacial

Os astronautas Steve Swanson e Joseph Acaba iniciaram hoje, às 13h51 (de Brasília), uma caminhada espacial para preparar a substituição de baterias na Estação Espacial Internacional (ISS).

A caminhada, que começou com oito minutos de atraso, terá uma duração prevista de seis horas e meia, informou a Nasa.

Durante a caminhada, Swanson e Acaba devem preparar o posto Starboard 6 para uma troca de baterias durante uma missão posterior, em junho.

Além disso, instalarão uma antena GPS no exterior do módulo e fotografarão os radiadores outros setores do posto.

A antena GPS ajudará a guiar um veículo de carga HTV de fabricação japonesa que começará a funcionar este ano, e que fornecerá a um dos laboratórios da estação espacial, o Kibo, alimentos e material científico.

Na caminhada anterior, há dois dias, Swanson e o astronauta Richard Arnold instalaram um novo segmento da viga central da plataforma, que viaja em uma órbita terrestre a quase 400 quilômetros da Terra.

A terceira e última das caminhadas espaciais desta missão está prevista para a segunda-feira.

A nave espacial Discovery deve retornar à Terra no próximo dia 28, dois dias depois de uma nave Soyuz partir à ISS com uma tripulação de três pessoas.

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Plutão tem atmosfera "de cabeça para baixo"

As temperaturas no planeta anão sobem em vez de cair com a altitude
As temperaturas no planeta anão sobem em vez de cair com a altitude
20 de março de 2009

Ker Than

Estados Unidos


Plutão, o corpo celeste mais excêntrico do Sistema Solar, tem uma atmosfera que fica de cabeça para baixo se comparada à da Terra. As temperaturas sobem, em lugar de cair, com a altitude, no planeta anão, de acordo com um novo estudo.

Astrônomos conseguiram recentemente realizar as medições mais precisas já obtidas quanto à concentração do metano, um dos gases causadores do efeito-estufa, na atmosfera de Plutão, utilizando um telescópio de grandes dimensões do Observatório Meridional Europeu.

As medições demonstraram que o metano é o segundo mais abundante dos gases na atmosfera de Plutão, e que o gás na verdade sobe de temperatura à medida que a altitude se eleva com relação à gélida superfície plutônica. Como resultado, as camadas mais elevadas da atmosfera de Plutão são cerca de 50 graus mais quentes que a superfície do planeta.

A equipe de astrônomos, comandada pelo francês Emmanuel Lelouch, do Observatório de Paris, especula que é possível que exista uma fina camada congelada, ou porções congeladas, de metano e de outros gases na superfície de Plutão.

Quando a órbita de Plutão o conduz para mais perto do sol, os gases congelados se vaporizam. O processo, conhecido como sublimação, resfria a superfície de Plutão e aquece a atmosfera do planeta.

Leslie Young, é subdiretor científico de projeto da sonda New Horizons, da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa), que deve entrar em órbita em torno de Plutão por volta de 2015. Young disse que a nova descoberta é animadora, especialmente porque indica a possibilidade de futuras observações inesperadas pela New Horizons. "Sabemos agora que Plutão muda com o tempo, à medida que se desloca em torno do Sol", disse Young.

Assim, combinar observações realizadas da Terra com dados obtidos pela New Horizon em órbita do planeta anão oferecerá novas pistas sobre o comportamento desse corpo celeste. As descobertas foram anunciadas em artigo publicado pela revista científica Astronomy and Astrophysics Letters.

National Geographic

sexta-feira, 20 de março de 2009

ISS: astronautas concluem posicionamento de novos painéis

Com o posicionamento dos novos painéis solares, a ISS poderá duplicar a geração de energia
Com o posicionamento dos novos painéis solares, a ISS poderá duplicar a geração de energia

Os astronautas na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) concluíram nesta sexta-feira o posicionamento dos novos painéis solares que duplicarão a geração de energia para o complexo. "Não houve inconvenientes e a ruga que havia em uma região desapareceu de maneira natural", disse o controle da missão após o fim da operação, às 14h17 (pelo horário de Brasília).

Os painéis solares instalados hoje medem quase 73m de comprimento e, em conjunto, cobrem uma superfície equivalente a cerca de 4.050m². Quando começarem a funcionar, duplicarão a capacidade de geração de eletricidade na ISS e, no total, fornecerão até 120 quilowatts, suficientes para abastecer 42 casas com energia, explicou a Nasa.

O posicionamento do sexto painel de boreste precisou ser interrompido por alguns instantes para permitir que o Sol aquecesse as peças, a fim de impedir que os materiais colassem. A operação foi dirigida pelo astronauta John Phillips, sob a observação de outros nove tripulantes da ISS e da nave Discovery.

A ISS é um projeto de US$ 100 bilhões com a participação de 16 nações, e a instalação dos novos painéis de energia solar permitirá que permaneçam no posto, que orbita a cerca de 385 quilômetros da Terra, até seis astronautas.

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Ozônio poderá quase desaparecer até 2065, diz Nasa

Estudo prevê desaparecimento do ozônio em 60 anos (cor azul representa aumento da área desprotegida)
Estudo prevê desaparecimento do ozônio em 60 anos (cor azul representa aumento da área desprotegida)

A Nasa, agência espacial americana, divulgou esta semana uma simulação que identifica as condições da camada de ozônio e projeta as possíveis conseqüências de um planeta Terra sem o seu filtro solar dentro de 60 anos. De acordo com o estudo, cerca de dois terços do ozônio terão desaparecido em 2065, permitindo que os raios ultravioleta (UV) sejam fortes o bastante para causar queimaduras em apenas cinco minutos e câncer de pele. As informações são do jornal espanhol El Mundo.

Liderados pelo pesquisador Paul Newman, do Centro de Vôo Espacial Goddard, da Nasa, os cientistas obtiveram um modelo completo dos efeitos químicos sobre a atmosfera, as variações no padrão dos ventos e mudanças na radiação. Os resultados foram divulgados na revista Atmospheric Chemistry and Physics.

O modelo de circulação atmosférica prevê como as variações na estratosfera influem nas mudanças da troposfera (massas de ar próximas à superfície do planeta). A diminuição do ozônio modifica a temperatura em partes diferentes da atmosfera e as variações alavancam ou suprem as reações químicas.

Para montar a linha do tempo, os cientistas incrementaram as emissões de clorofluorcarboneto (CFC) e compostos similares em 3% ao ano - índice que representa somente a metade do que se emitia nos anos 70.

Segundo a pesquisa, em 2020, 17% de todo o ozônio desaparecerão em nível global e um novo buraco passará a se formar a cada ano sobre o Ártico. Em 2040, o índice de radiação alcançará o nível 15 nas horas de calor máximo - atualmente um índice de 10 é considerado extremo -, produzindo queimaduras em cerca de dez minutos.

Já em 2065, os níveis do ozônio caírão para 67% em relação aos anos 1970, dobrando a intensidade dos raios ultravioleta. Os efeitos serão pesados para os seres vivos, principalmente os homens, provocando queimaduras em somente cinco minutos e câncer de pele.

Filtro terrestre
A camada de ozônio é uma espécie de capa de gás que funciona como filtro solar da Terra, absorvendo e bloqueando quase toda a radiação do Sol. O gás se desenvolve de forma natural em resposta a uma reação fotoquímica na parte alta da atmosfera, onde os raios UV rompem as moléculas de oxigênio (O2), deixando átomos individuais que se recombinam em moléculas de três átomos (O3).

Redação Terra

Começa posicionamento de novos painéis solares na ISS

Posicionamento dos novos painéis solares terá capacidade de duplicar a geração de energia da ISS
Posicionamento dos novos painéis solares terá capacidade de duplicar a geração de energia da ISS

Os astronautas na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) iniciaram nesta sexta-feira o posicionamento dos novos painéis solares que duplicarão a geração de energia para o complexo. A Nasa, agência espacial americana, afirmou que a colocação dos painéis começou às 10h06 de Brasília e durará cerca de cinco horas.

A essa hora, foi enviado o comando para o começo do posicionamento do sexto painel de boreste. Quando se tinha colocado 49% do painel, a operação parou para permitir que o Sol aquecesse os componentes, a fim de impedir que os materiais, dobrados como um acordeão, "colem".

A operação é dirigida pelo astronauta John Phillips, e os outros nove tripulantes da ISS e do ônibus espacial Discovery observam os trabalhos.

A ISS é um projeto de US$ 100 bilhões com a participação de 16 nações, e a instalação dos novos painéis de energia solar permitirá que permaneçam no posto, que orbita a cerca de 385km da Terra, até seis astronautas.

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Estudantes tiram fotos do espaço em projeto escolar

Quatro estudantes espanhóis, munidos com uma câmera digital barata e um balão de látex, conseguiram tirar fotografias da estratosfera a 30 mil metros sobre a Terra em um projeto de ciências da escola. O experimento, criado por estudantes de 18 e 19 anos, consistiu no lançamento de um balão meteorológico unido a uma caixa que levava a máquina fotográfica e sensores para medir as condições de pressão, umidade, temperatura e velocidade.

O balão inflado com hélio era controlado da Terra. "Quando o balão alcançou os 30 mil metros de altura ele se desinflou e o equipamento retornou à Terra em um pequeno pára-quedas", contou à BBC Gerard Marull, um dos criadores do projeto, batizado de Meteotek.

"Como a sonda transmitia a posição, fomos seguindo o balão de carro, até chegar ao local onde ele caiu", disse Marull. Os estudantes se surpreenderam quando descobriram que a câmera tirou as fotos, apesar de ter sido exposta a condições extremas.

A experiência, que custou cerca de U$ 100, mostrou que não é necessário um grande orçamento para bater fotos do espaço.

O projeto começou em fevereiro de 2008, quando os alunos da escola IES La Bisbal, na Catalunha, começaram a construir os sensores eletrônicos. Sob a supervisão de um professor, os quatro estudantes tinham a tarefa de completar um projeto na área de tecnologia.

"Eu gosto muito do tema de eletrônica e informática", disse Gerard Marull, "outros dos alunos gostam de meteorologia." "Decidimos procurar um projeto que relacionasse esses temas e optamos por criar esta sonda."

Os estudantes passaram um ano trabalhando no projeto que ficou pronto em fevereiro deste ano, quando foi lançado ao espaço. O balão, que mede cerca de dois metros e pesa 1,5 kg, transportou sonda com os sensores e a câmera. "É uma caixa que contém vários componentes eletrônicos, inclusive os sensores, e que leva a câmera no exterior", explicou Marull.

"Fizemos pequenas alterações na câmera (uma câmera digital comum) para poder controlá-la a partir do computador de bordo transportado pela sonda." Este computador programado pelos estudantes, além de controlar os sensores e a câmera, também transmitia à Terra, por ondas de rádio, a posição do balão. Desta forma, os estudantes acompanharam seu progresso e sua localização o tempo todo.

Mas além de levar em conta todos os fatores e variáveis, os estudantes também tiveram que contar com a sorte. Apesar de os globos meteorológicos criados para este tipo de projeto serem calibrados para chegar a até 30 mil metros de altura, muitos não passam dos 10 mil.

Além de Marull, participaram do projeto Sergi Saballs, Martí Gasull e Jaime Puigmiquel. Os quatro estudantes agora cursam a universidade e planejam inscrever o projeto em um concurso de meteorologia.

Estudantes mostram que não é preciso um grande orçamento para fotografar o espaço

Estudantes mostram que não é preciso um grande orçamento para fotografar o espaço

BBC Brasil

Astronauta japonês testa cueca espacial que reduz mau cheiro

O astronauta Koichi Wakata só pode trocar de cueca uma vez por semana
O astronauta Koichi Wakata só pode trocar de cueca uma vez por semana

O astronauta japonês Koichi Wakata, que chegou à Estação Espacial na última terça-feira, tem, entre as tarefas que terá que executar, uma missão fora do comum: testar uma nova cueca desenvolvida para diminuir o mau cheiro e absorver o suor. Wakata, de 48 anos, está proibido de trocar as roupas íntimas - que incluem camiseta, cueca e meias - mais do que uma vez por semana.

As novas peças - fabricadas em material que contém fios de polímeros anti-bactericida - foram criadas por pesquisadores da Universidade Feminina do Japão em conjunto com outras cinco fabricantes de roupas locais. Segundo a Agência de Investigações Aeroespaciais do Japão, elas também absorvem o suor e outros líquidos, separando-os do corpo humano e secando em questões de minutos.

Em geral, os astronautas trocam de roupa apenas a cada três dias no espaço, porque não há água suficiente para lavar as peças. Os "banhos" são tomados com a ajuda de esponjas umedecidas. Mas com as missões espaciais cada vez mais longas, cientistas estão buscando formas de fazer com que as roupas da tripulação possam ser usadas por mais tempo.

Segundo a mídia japonesa, as empresas que criaram as peças também pensam em usar a mesma tecnologia para desenvolver roupas para quem vive na Terra. Wakata será o primeiro japonês a ficar tanto tempo no espaço - serão três meses no total - e sua principal missão será concluir a construção do Módulo Experimental Japonês, chamado de Kibo.

O Kibo, que em japonês significa esperança, foi desenvolvido para conduzir pesquisas científicas em órbita. No compartimento cabem até quatro astronautas, que realizarão os experimentos. Wakata tem uma grande facilidade de manipular braços robóticos, essencial para seu trabalho no espaço.

Durante o treinamento na Nasa, a agência espacial norte-americana, ele também ajudou no desenvolvimento do aparelho que faz inspeção em busca de danos na aeronave. Mas o astronauta terá outras estranhas tarefas a cumprir, além de testar a roupa íntima espacial.

Entre os desafios está pingar colírio nos olhos em gravidade zero, "voar" num "tapete mágico", dobrar roupas e praticar queda-de-braço com outros astronautas.

No total, são 16 tarefas inusitadas, escolhidas entre 1.597 sugestões enviadas pelo público, que participou de uma promoção feita pela própria Agência de Investigações Aeroespaciais do Japão. Wakata chegou à Estação Espacial Internacional na última terça-feira, junto com a tripulação do Discovery, lançado ao espaço no dia 15.

O japonês vai substituir a também engenheira de bordo da estação, a norte-americana Sandra Magnus, em órbita desde novembro. Ela volta à Terra com o Discovery.

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quinta-feira, 19 de março de 2009

Astronautas do Discovery encerram 1ª caminhada espacial

Primeira saída da missão consiste em fixar uma viga à estrutura da ISS para as novas antenas solares
Primeira saída da missão consiste em fixar uma viga à estrutura da ISS para as novas antenas solares

Dois astronautas da tripulação do ônibus espacial americano Discovery encerraram nesta quinta-feira a primeira das três saídas espaciais previstas durante sua missão, que consiste em completar a instalação elétrica da Estação Espacial Internacional (ISS), indicou a Nasa.

Os astronautas Steve Swanson e Richard Arnold saíram da câmara de descompressão da Estação Espacial Internacional (ISS) às 17h16 GMT (14h16 de Brasília), três minutos depois do previsto, ressaltou a apresentadora de TV da agência espacial americana. Por volta das 17h06 de Brasília, eles deram fim aos primeiros trabalhos.

A principal missão do Discovery consiste em instalar na ISS seu último par de antenas solares, que permitirá à estação espacial dispor de toda a energia necessária para efetuar experiências científicas nos laboratórios Columbus (europeu) e Kibo (japonês), instalados no posto orbital em 2008.

Na primeira saída espacial, os astronautas fixaram à estrutura da ISS uma viga à qual está unido o par de antenas solares, o último grande elemento que será instalado na estação. A estrutura, que pesa 14t e que foi transportada pelo Discovery, foi retirada do compartimento de carga do ônibus espacial na quarta-feira com a ajuda de seu braço robótico e depois recuperado pelo braço robótico da ISS.

O próximo passo agora será o de efetuar as conexões elétricas e de climatização necessárias para ativar a antena. A nova estrutura também permitirá duplicar a tripulação permanente da ISS, atualmente de três membros, a partir de maio.

O Discovery decolou no domingo do Centro Espacial Kennedy, próximo a Cabo Cañaveral, na Flórida (sudeste dos Estados Unidos).

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quarta-feira, 18 de março de 2009

Discovery foi lançada com morcego agarrado à fuselagem

Morcego registrado pelas câmeras da plataforma de lançamento partiu para uma viagem sem volta
Morcego registrado pelas câmeras da plataforma de lançamento partiu para uma viagem sem volta

Parece que não foram somente os astronautas que pegaram uma carona no ônibus espacial Discovery até à Estação Espacial Internacional (ISS) no último domingo, segundo informações divulgadas pela Nasa, agência espacial americana. Registrado pelas câmeras de observação da plataforma de lançamento do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, um morcego também partiu rumo ao espaço em uma viagem sem volta.

O animal foi visto pela última vez agarrado ao tanque externo (cor laranja) da nave momentos antes do início da contagem regressiva e pode ter continuado preso logo após a saída do veículo. Segundo a Nasa, o morcego provavelmente morreu durante a rápida subida até a órbita terrestre, quando a temperatura do tanque externo atinge mais de 70 graus.

Um especialista em vida selvagem que trabalha no centro espacial explicou que possivelmente o mamífero tinha a asa esquerda quebrada ou algum problema no pulso ou ombro direito.

De acordo com a Nasa, antes de cada lançamento, sirenes de alerta são acionadas para impedir que qualquer tipo de animal se aproxime. Além disso, um radar também é utilizado para monitorar os pássaros que chegam perto da plataforma. No entanto, a tecnologia não conseguiu impedir que o morcego desse o último vôo da sua vida.

Redação Terra

terça-feira, 17 de março de 2009

Água em Marte é salgada, diz estudo

Cientistas americanos disseram hoje que a água em forma líquida descoberta junto à sonda espacial "Phoenix", em Marte, é salgada e poderia estar presentes em outros lugares do planeta.

"Há muitas provas que mostram que a água salgada pode ser comum em Marte", disse Nilton Renno, professor do Departamento de Ciências Atmosféricas, Oceânicas e Espaciais da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

Renno, que integra o grupo de cientistas encarregado das operações da Phoenix, ressaltou que esta é a primeira vez que foi detectada e fotografada água líquida fora da Terra.

"A água líquida é um ingrediente essencial para a vida. Esta descoberta tem implicações importantes para muitas áreas, incluindo a possibilidade de haver vida em Marte", disse.

Até o momento, os cientistas achavam que a água existia no planeta apenas em forma de gelo ou vapor, devido às condições de temperatura e pressão.

O estudo revelou que foram feitas fotos que mostram gotas de orvalho em uma parte da estrutura da sonda.

A "Phoenix" chegou a Marte em maio de 2008 e transmitiu dados à Terra até o início de novembro. Os cientistas, no entanto, seguem analisando as informações.

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Discovery se acopla à Estação Espacial Internacional

A Discovery acoplou à ISS depois de uma manobra bem sucedida
A Discovery acoplou à ISS depois de uma manobra bem sucedida

A nave americana Discovery atracou nesta terça-feira na Estação Espacial Internacional (ISS) depois de uma manobra bem sucedida, anunciou a Nasa, agência espacial americana.

Ambas as naves se acoplaram às 21h19 GMT (18h19 no horário de Brasília) ao tempo em que passavam sobre o oeste da Austrália e com seis minutos de atraso. A aproximação aconteceu sem problemas.

A missão inclui a instalação de novos painéis solares no complexo e a troca de um dos membros de sua tripulação. O astronauta japonês Koichi Wakata, que viaja a bordo do Discovery, substituirá a colega Sandra Magnus. Ela voltará no ônibus espacial na semana que vem.

O comandante da estação, Michael Fincke, disse por rádio na segunda-feira que a tripulação está extremamente preparada para a missão. O Discovery decolou no último domingo com destino à ISS, onde completará a colocação de seus painéis solares, após um atraso de mais de um mês, devido a problemas nos dutos de combustível.

O lançamento foi um alívio para a Nasa, que tinha previsto a operação inicialmente para 12 de fevereiro. Problemas nas válvulas de combustível adiaram quatro vezes a decolagem.

Segundo a Nasa, a energia adicional proporcionada pelos novos painéis solares permitirá um maior aproveitamento dos dois novos laboratórios instalados no complexo, o europeu Columbus e o japonês Kibo.

Com informações das agências AFP e EFE

Redação Terra

Satélite europeu Goce entra em órbita

O satélite europeu Goce, lançado nesta terça-feira ao espaço a partir da base russa de Plesetsk com ajuda de um foguete Rokot, entreou em órbita, a 260km da Terra, informaram as Forças Espaciais da Rússia.

Um porta-voz das Forças Espaciais disse à imprensa que o foguete Rokot levou o satélite a uma órbita provisória de 215km de altura, e depois o satélite Goce e o bloco de aceleração russo Briz-KM se separaram.

Os propulsores do bloco de aceleração elevaram durante uma hora e meia o satélite até a órbita prevista e, então, o Briz-KM se separou do aparelho espacial europeu. O foguete Rokot com o satélite Goce foram lançados às 17h21 hora de Moscou (11h21 de Brasília).

O lançamento do satélite teve que ser adiado na véspera no último momento, quando só faltavam 7 segundos para a ignição de motores, devido a problemas na torre de serviço da rampa de lançamento.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Discovery será acoplada à Estação Espacial nesta terça

O ônibus espacial Discovery, que decolou no domingo da base americana de Cabo Canaveral, será acoplada nesta terça-feira à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) para iniciar os trabalhos da missão, que inclui a instalação de novos painéis solares no complexo e a troca de um dos membros de sua tripulação.

Após dois dias em órbita, a previsão é de que a operação ocorra às 18h13 de Brasília, o que permitirá aos três tripulantes atuais da ISS ver rostos novos. O astronauta japonês Koichi Wakata, que viaja a bordo do Discovery, substituirá a colega Sandra Magnus. Ela voltará no ônibus espacial na semana que vem.

O comandante da estação, Michael Fincke, disse por rádio na segunda-feira que a tripulação está extremamente preparada para a missão. O Discovery decolou no último domingo com destino à ISS, onde completará a colocação de seus painéis solares, após um atraso de mais de um mês, devido a problemas nos dutos de combustível.

O lançamento foi um alívio para a Nasa (agência espacial americana), que tinha previsto a operação inicialmente para 12 de fevereiro. Problemas nas válvulas de combustível adiaram quatro vezes a decolagem.

Segundo a Nasa, a energia adicional proporcionada pelos novos painéis solares permitirá um maior aproveitamento dos dois novos laboratórios instalados no complexo, o europeu Columbus e o japonês Kibo.

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Satélite europeu Goce é lançado com foguete russo

As forças espaciais da Rússia lançaram nesta terça, a partir da base de Plesetsk, um foguete Rockot para pôr em órbita o satélite europeu Goce.

O canal de televisão russo Vesti transmitiu ao vivo o lançamento do satélite, ocorrido às 17h21 de Moscou (11h21 de Brasília).

O lançamento deveria ter acontecido ontem, mas foi adiado quando faltavam apenas sete segundos para ligar os motores, devido a problemas na rampa de lançamento.

O lançamento do Goce já sofreu outros contratempos. A primeira tentativa estava programada para 10 de setembro de 2008 também a partir da base de Plesetsk, que fica a cerca de 800 quilômetros a noroeste de Moscou, na região russa de Arkhangelsk.

Depois, o lançamento foi adiado em um mês e depois para uma data indeterminada, devido a problemas no funcionamento de um dos elementos de comando do bloco de aceleração russo Briz-KM.

O satélite Goce, cuja principal função será determinar uma cartografia da gravidade da Terra, servirá também para medir as variações nas correntes oceânicas e no nível do mar.

O satélite foi concebido por um consórcio de 45 empresas e tem um equipamento capaz de medir variações do campo magnético em três dimensões.

Os dados recolhidos por esse instrumento permitirão a elaboração de um mapa de alta resolução da superfície de referência do planeta e das anomalias da gravitação.

A expectativa é que isso possibilite conhecer melhor a estrutura interna do planeta, com mais dados para estudar terremotos, vulcões, oceanos, clima e, em particular, correntes oceânicas.

A Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês) destacou as diversas aplicações práticas do Goce - cuja vida útil é de 20 meses - nos campos da habitação, do urbanismo e da topografia.

O custo do projeto chega a 350 milhões de euros (US$ 453,5 milhões), incluídos na soma o lançamento e as despesas de exploração.

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vc repórter: meteoro se torna espetáculo no céu catarinense

Um espetáculo de curta duração foi visto por poucos em Santa Catarina na madrugada de sábado. Ao cruzar o céu do município de Porto Belo (SC), um meteoro deixou um rastro de luz que ficou visível por um período de aproximadamente 15 segundos.

O fenômeno, popularmente conhecido como estrela cadente, trata-se da entrada de pedaços de rocha que vagam pelo sistema solar na atmosfera da Terra. Esses corpos, chamados de meteoróides no espaço, passam a se chamar meteoros ao atingir a atmosfera terrestre.

Em contato com os gases da atmosfera, o meteoro atinge a temperatura de 650°C e começa a queimar, tornando-se luminoso. Na maioria dos casos, a queima resulta na sua desintegração completa. "Quando o rastro luminoso termina, a queima se encerrou", explica o físico Marcomede Rangel, do Observatório Nacional do Rio de Janeiro.

Se a atmosfera da Terra não é suficiente para queimar integralmente o meteoro, ele cai no solo e passa a ser chamado de meteorito. O maior já encontrado no Brasil é o Bendegó, com peso de 5 t, composto por ferro e níquel. Ele foi achado por um garoto em 1784, próximo a Monte Santo, no interior da Bahia. O maior do mundo está na Namíbia e pesa 60 t.

O meteoro visto no município do litoral de Santa Catarina no fim de semana possuía 20 cm de diâmetro e peso de 30 kg, conforme estimativas do físico do Observatório Nacional, que lançará em abril um livro sobre o maior meteorito já achado em território brasileiro.

O mês de agosto é o mais propício para a visualização de meteoros. É quando a Terra entra na órbita de um antigo cometa onde ainda restam partículas de sua cauda. Essas partículas entram na atmosfera e se transformam em meteoros.

Na noite de domingo, por volta das 21h, um morador de São Paulo avistou um meteoro no município de Agudos. A linha retilínea que ele disse ter observado no céu é semelhante à fotografada um dia antes em Santa Catarina.

Os internautas Paulo Varella, de Porto Belo (SC), e Vagner Cano, de São Paulo (SP), participaram do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

Rastro luminoso gerado pela queima da rocha ao entrar na atmosfera se tornou espetáculo

Rastro luminoso gerado pela queima da rocha ao entrar na atmosfera se tornou espetáculo

vc repórter

segunda-feira, 16 de março de 2009

Nasa capta momento que antecede colisão entre galáxias

Spitzer e o Hubble observaram a fusão entre o par de galáxias denominado NGC 6240 em uma galáxia única e de maior tamanho
Spitzer e o Hubble observaram a fusão entre o par de galáxias denominado NGC 6240 em uma galáxia única e de maior tamanho

A Nasa, agência espacial americana, divulgou uma imagem nesta segunda-feira em que mostra os momentos que antecedem a fusão entre o par de galáxias denominado NGC 6240. A representação é o resultado da combinação de fotos captadas pela câmera infravermelha do telescópio espacial Spitzer e da luz visível do Hubble. As informações são da agência Reuters.

Segundo a Nasa, a rara fase que antecede a colisão completa termina em uma única galáxia de tamanho redobrado. O choque alterou drasticamente a aparência das duas aglomerações estelares e criou enormes quantidades de calor, tornando a NGC 6240 uma galáxia ativa com "luminosidade infravermelha".

Redação Terra

Nasa pode mudar rumo da ISS para evitar colisão com detritos

A Nasa, agência espacial americana, pensa em modificar o rumo da Estação Espacial Internacional (ISS) para tirá-la da rota de destroços procedentes de um satélite soviético abandonado, informaram nesta segunda-feira fontes russas.

Caso o rumo da plataforma orbital seja modificado, a mudança seria mínima e seria realizada antes da chegada da nave Discovery, que se acoplará à ISS nesta terça-feira, segundo informa a agência oficial russa Itar-Tass.

Aparentemente, o pequeno fragmento do satélite soviético Kosmos que se desintegrou após ser lançado, em 1981, deveria passar perto da ISS nas próximas horas. Se a trajetória da estação for alterada, também seria preciso mudar o rumo da nave, que, durante sua missão de quase duas semanas, deve concluir a instalação de painéis solares na ISS.

A decisão definitiva, que dependerá também do rumo do fragmento de lixo espacial, será tomada pela Nasa nas próximas horas. No dia 12, os três tripulantes da Estação Espacial Internacional tiveram que se refugiar por dez minutos em uma nave russa Soyuz encostada à plataforma orbital devido ao risco de choque com restos de um satélite abandonado.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Astrônomos descobrem carbono em estrelas da Via Láctea

A NGC 6543 é um exemplo estudado, esses objetos são os restos brilhantes de poeira e gás expulsos das estrelas durante a última fase da vida
A NGC 6543 é um exemplo estudado, esses objetos são os restos brilhantes de poeira e gás expulsos das estrelas durante a última fase da vida

Uma dúvida que há tempos intriga os astrônomos: por que seus telescópios nunca detectaram carbono em estrelas no centro da Via Láctea, apesar de muitas outras terem sido identificadas com o elemento químico básico da vida em outras regiões da galáxia?.

O mistério acaba de ser resolvido. Sim, há estrelas ricas em carbono no centro da galáxia. A indicação vem de observação feita por pesquisadores da Europa e dos Estados Unidos com o telescópio espacial Spitzer e publicada em artigo na revista Astronomy & Astrophysics.

A descoberta é importante por ampliar o conhecimento a respeito de como as estrelas formaram e formam elementos pesados, como oxigênio, carbono e ferro, e depois os liberam pelo Universo. Processo esse que tornou possível o desenvolvimento da vida.

"A poeira em torno das estrelas emite um sinal muito forte na frequência da radiação infravermelha. Com ajuda da espectrografia do Spitzer, pudemos determinar se o material que a estrela devolve ao meio interestelar é rico em carbono ou oxigênio" disse Pedro García-Lario, do Centro de Astronomia Espacial da Agência Espacial Européia.

Os pesquisadores analisaram as luzes emitidas por 40 nebulosas planetárias, espécie de bolha de poeira e gás que envolve estrelas. Foram estudadas 26 nebulosas no centro e 14 em outras partes da Via Láctea.

O grupo encontrou sinais de grande quantidade de silicatos cristalinos e de hidrocarbonetos, ou seja, duas substâncias que indicam a presença de oxigênio e carbono.

Mas a combinação é incomum. Na galáxia da qual a Terra faz parte, poeira que reúne oxigênio e carbono é rara e é encontrada geralmente apenas em torno de um sistema de estrelas binárias. Segundo os autores da pesquisa, a presença da dupla no centro da galáxia indica uma recente e radical mudança na estrutura da estrela.

Os pesquisadores estimam que à medida que uma estrela central de uma nebulosa planetária envelhece e morre, seus elementos mais pesados não seguem para suas camadas mais exteriores, como ocorre com outras estrelas.

Somente nos últimos momentos da vida da estrela central, quando ela se expande e, então, expele violentamente quase todos os seus gases remanescentes, é que o carbono é lançado e se torna possível se der detectado.

"O carbono somente se torna visível quando a estrela está prestes a morrer" disse García-Lario.

O artigo The mixed chemistry phenomenon in Galactic Bulge Pne, de Pedro García-Lario, pode ser lido no site da Astronomy & Astrophysics em www.aanda.org.

JB Online

domingo, 15 de março de 2009

Discovery parte para ISS após um mês de atraso

A nave Discovery decolou neste domingo com destino à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), após um atraso de mais de um mês por problemas nos dutos de combustível.

A nave ficará no espaço 13 dias, um menos que o previsto inicialmente, e seus tripulantes reliazarão três caminhadas, em vez de quatro.

Os foguetes que lançaram o ônibus espacial se separaram, como o previsto, dois minutos após a decolagem, e o Discovery utilizou seus três motores criogênicos para entrar em órbita, seis minutos e 34 segundos depois.

No total, o ônibus espacial levou 8 minutos e 34 segundos para entrar em órbita.

Este foi o primeiro lançamento de um ônibus espacial em 2009, para uma missão cujo objetivo de transportar e instalar o quarto e último par de painéis solares da Estação Espacial Internacional.

Este quarto par de painéis fornecerá a energia elétrica necessária para os experimentos científicos nos laboratórios europeu e japonês instalados em 2008, além de responder, também, às necessidades de uma tripulação permanente que passará de três pessoas a seis a partir de maio.

A energia disponível da ISS passará, então, a 120 kilowatts, contra os 90 atuais.

O ônibus espacial também leva uma peça para o reparo da máquina que recicla a urina dos astronautas em água potável, que foi entregue na missão precedente, do Endeavour, e ainda não funcionou bem.

O japonês Koichi Wakata permanecerá na ISS e substituirá o americano Sandy Magnus, que chegou à estação em dezembro de 2008, no Endeavour, e voltará no Discovery.

Inicialmente, o lançamento do Discovery estava previsto para a quarta-feira passada, mas foi adiado quando os engenheiros da Nasa descobriram um vazamento de hidrogênio no tanque externo da nave, poucas horas antes da decolagem.

Discovery parte para Estação Espacial após um mês de atraso

Discovery parte para Estação Espacial após um mês de atraso

Com AFP.

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Astronautas se preparam para lançamento da Discovery

Os sete astronautas do Discovery embarcaram no ônibus espacial na tarde deste domingo, a espera do lançamento da nave, previsto para às 19h43 local (20h43 Brasília).

Vestidos com macacões laranja, os astronautas foram levados de seu alojamento, no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral (Flórida), para a plataforma de lançamento 39A, a 15 quilômetros de distância, a bordo de um micro-ônibus escoltado por carros e um helicóptero.

A escotilha de acesso ao ônibus espacial deverá ser fechada às 17H38 (18H38 Brasília). Após o fechamento da escotilha, a tripulação deverá realizar uma série de testes, especialmente para verificar a vedação da cabine e as comunicações com o centro de Houston (Texas), encarregado do controle da missão.

Cerca de dez minutos antes da decolagem, o diretor de lançamento, Mike Leinbach, consultará todos os responsáveis da missão para avaliar, pela última vez, os parâmetros técnicos e as condições meteorológicas.

Este será o primeiro lançamento de um ônibus espacial em 2009, para uma missão de 14 dias com o objetivo de transportar e instalar o quarto e último par de painéis solares da ISS, a Estação Espacial Internacional.

Este quarto par de painéis fornecerá a energia elétrica necessária para os experimentos científicos nos laboratórios europeu e japonês instalados em 2008, além de responder, também, às necessidades de uma tripulação permanente que passará de três pessoas a seis a partir de maio. A energia disponível da ISS passará, então, a 120 kilowatts, contra os 90 atuais.

Vestidos com seus uniformes laranjados, os sete astronautas do Discovery embarcaram no ônibus espacial neste domingo

Vestidos com seus uniformes laranjados, os sete astronautas do Discovery embarcaram no ônibus espacial neste domingo

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