segunda-feira, 15 de junho de 2009

Nasa lançará foguete para estudar condições de vida na Lua

A Nasa, agência espacial americana, lançará na próxima quinta-feira o foguete Atlas V, que levará dois novos equipamentos para a Lua, com o objetivo de estudar as condições de vida humana no satélite. "Estes robôs, que vão fazer as primeiras missões da Nasa na Lua em mais de uma década, são nossos exploradores para conhecer melhor o terreno e as condições do ambiente para a presença humana", disse o diretor de lançamentos da Nasa, Chuck Dovale, nesta segunda, em entrevista coletiva.

As missões coincidem com o aniversário de 40 anos da chegada do homem à Lua. A princípio, a sonda lunar deveria partir na quarta-feira, mas o lançamento foi atrasado um dia para que não coincidisse com a saída do ônibus espacial Endeavour, que não pôde ser lançada no sábado passado, devido a um vazamento de combustível em um encanamento do tanque exterior da nave.

O Orbitador de Reconhecimento Lunar (LRO, em sua sigla em inglês) ficará em órbita em torno da Lua e enviará seus equipamentos para o satélite para continuar os estudos. Uma das tarefas destes instrumentos é buscar lugares para futuros pousos de astronautas. A Bomba de Observação de Cratera Lunar (LCROSS, em sua sigla em inglês) conduzirá uma parte vazia do foguete a uma cratera que está permanentemente na sombra, em busca de provas da existência de água nos pólos lunares.

Os cientistas acreditam que se encontrarem gelo no satélite da Terra, a água poderia ser usada não somente para matar a sede dos astronautas e possíveis colonos, mas como fonte de combustível para explorações além da Lua. Eles afirmaram que há crateras profundas nos pólos da Lua que não recebem luz do Sol há dois bilhões de anos ou mais e, que se houvesse água no satélite, sob temperaturas de -200°C, poderia haver gelo na superfície.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Nasa programa lançamento do Endeavour para esta 4ª feira

A Nasa, agência espacial americana, anunciou nesta segunda-feira que tentará lançar o ônibus espacial Endeavour na quarta, após ter cancelado a decolagem de sábado passado devido a um vazamento de combustível.

O Endeavour deveria seguir, com sete astronautas a bordo, em uma missão de 16 dias rumo à Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês). Os técnicos da Nasa informaram hoje que os reparos necessários poderão ser concluídos a tempo para o lançamento da nave às 6h40 (horário de Brasília) de quarta-feira no Centro Espacial Kennedy, no sul do estado americano da Flórida.

Em março, um vazamento de combustível similar atrasou em quatro dias o lançamento do ônibus espacial Discovery. Embora a substituição das partes danificadas tenha resolvido o problema no passado, até agora os técnicos da Nasa não encontraram a causa real destes vazamentos de combustível.

Durante sua missão, os astronautas do Endeavour levarão à ISS, que orbita a cerca de 400 km da Terra, o segmento final do laboratório japonês Kibo e o astronauta Tim Kopra, que substituirá o japonês Koichi Wakata na estação.

Funcionários inspencionam ônibus espacial antes do lançamento no Centro Espacial Kennedy, na Flórida

Funcionários inspencionam ônibus espacial antes do lançamento no Centro Espacial Kennedy, na Flórida

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

"Menina-gênio" de 2 anos possui QI de Hawking e Bill Gates

Uma menina de Surrey, um condado perto de Londres, na Inglaterra, surpreendeu especialistas pela capacidade intelectual demonstrada com apenas 2 anos de idade. Karina Oakley obteve em um teste de inteligência o coeficiente de 160, semelhante ao de gênios famosos como o britânico Stephen Hawking, físico renomado, e do americano Bill Gates, fundador da Microsoft.

De acordo com especialistas, um coeficiente de 150 obtido aos 9 anos é considerado próprio de um gênio. No caso de Oakley, a tendência é de que a capacidade se mantenha quando ela crescer. "Possui muito boa memória e parece que sempre está atenta a tudo que ocorre ao redor", afirma a mãe, Charlotte Fraser. "Ela pergunta sempre por tudo, tudo lhe interessa", completa.

Por essas razões, a mãe decidiu submetê-la a um teste de inteligência logo depois de ver um documentário de crianças-prodígio na televisão. A menina realizou um exame de 45 minutos em que foi incentivada a completar desafios de habilidade verbal, memória, habilidade com lápis, números e formas. Ao final do teste, o professor Joan Freeman descobriu que a menina tinha um domínio especial das palavras, além de ser dotada de uma "maravilhosa imaginação".

Segundo Freeman, Karina possui respostas imaginativas para algumas perguntas. Por exemplo, quando a menina foi questionada sobre o que usar para os olhos, ela respondeu: "Você os fecha quando vai dormir", ou então "Você coloca as lentes de contato".

A britânica Karina Oakley obteve em um teste de inteligência o coeficiente de 160, semelhante ao de Stephen Hawking e Bill Gates

A britânica Karina Oakley obteve em um teste de inteligência o coeficiente de 160, semelhante ao de Stephen Hawking e Bill Gates

Com informações do site do jornal britânico Daily Mail

Terra Chile

Diploma de doutorado de Einstein é vendido por 200 mil euros

O diploma de doutorado do físico e humanista alemão Albert Einstein foi adquirido por mais de 300 mil francos suíços (198 mil euros) em um leilão na cidade suíça de Lucerna. O documento, expedido pelo Departamento de matemática e ciências naturais da Universidade de Zurique, foi adquirido por um colecionador particular, comentou o diretor da Galeria Fischer Auktionen AG, Kuno Fischer, em comunicado.

Com data de 15 de janeiro de 1906, o preço do documento estava avaliado entre 20 mil e 30 mil francos suíços (13.254 e 19.882 euros). Naquele ano, o físico entregou uma tese sobre um novo método de medição das dimensões moleculares, na qual explicava como calcular o tamanho de um átomo.

A partir daí, Einstein terminou sua famosa teoria da relatividade e publicou o artigo sobre o efeito fotoelétrico que lhe deu o Prêmio Nobel de Física em 1921. O discurso de Einstein na cerimônia de entrega do título de doutor honoris causa da Universidade de Genebra, em 1909, também foi leiloado hoje, por 102 mil francos (67.579 euros).

Os trabalhos de Einstein (1879-1955) mudaram radicalmente a visão do mundo do ponto de vista da física.

Diploma de doutorado de Albert Einstein foi adquirido por um colecionador particular em Lucerna, na Suíça

Diploma de doutorado de Albert Einstein foi adquirido por um colecionador particular em Lucerna, na Suíça

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

domingo, 14 de junho de 2009

Nasa espera lançar Endeavour na próxima quarta-feira

A Nasa espera poder lançar o ônibus espacial Endeavour para a Estação Espacial Internacional (ISS) na próxima quarta-feira, mas a decisão final só sairá nesta segunda, informaram encarregados da missão neste domingo.

Apesar do reparo do vazamento de hidrogênio, que provocou o adiamento da missão no sábado, e de não haver mais problemas, a Nasa só dará a palavra final sobre o lançamento amanhã, disse LeRoy Cain, subdiretor do programa de ônibus espaciais.

Se a partida do ônibus espacial ocorrer na quarta-feira, o lançamento das sondas lunares LRO e LCROSS, por um foguete Atlas V, de Cabo Cañaveral, será adiado para dia 19 ou 20 de junho, destacou Cain.

AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

Bactéria pode dar pista sobre vida em outros planetas

Uma bactéria achada sob o gelo da Groenlândia abrigaria a chave sobre formas de vida em outros planetas, segundo um estudo publicado na revista International Journal of Systematic and Evolutionary Microbiology.

Segundo cientistas da Universidade da Pensilvânia, o micróbio Herminiimonas glaciei sobreviveu em estado dormente sob os gelos durante 120 mil anos em um ambiente similar ao de outros planetas.

O grupo liderado pela bióloga Jennifer Loveland-Curtze reviveu a bactéria incubando suas amostras a 2 graus centígrados durante sete meses e depois a 5 graus durante quatro meses.

A H. glaciei é de dez a 50 vezes menor que a bactéria que causa a gastrenterite e seu tamanho a ajudou a sobreviver nos veios líquidos que existem entre os cristais do gelo a mais de três quilômetros de profundidade.

Além disso, os cientistas consideram que seu tamanho a ajudou a usar seus nutrientes de maneira mais eficiente e como proteção dos depredadores.

Segundo o estudo, a maior parte da vida na Terra consistiu em microorganismos e, portanto, seria razoável pensar que isto também ocorre em outros planetas.

A análise destes microorganismos que sobrevivem sob condições extremas na Terra pode oferecer pistas acerca das formas de vida em outros lugares do sistema solar, acrescentou.

Jennifer afirmou que esses ambientes extremamente frios como a profundidade dos gelos da Groenlândia são os melhores análogos de possíveis habitat extraterrestres.

"As temperaturas excepcionalmente frias podem preservar as células e os ácidos nucleicos durante milhões de anos. A H. glaciei é um deles", acrescentou.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

sábado, 13 de junho de 2009

Vazamento de gás adia lançamento de ônibus espacial Endeavour

A NASA cancelou planos para lançar o ônibus espacial Endeavour em missão à Estação Espacial Internacional no sábado devido ao potencial perigo devido ao vazamento de hidrogênio.

O vazamento foi descoberto quando os técnicos se finalizavam o abastecimento de 500 mil galões (1,9 milhão de litros) de hidrogênio líquido e oxigênio líquido no tanque de combustível do ônibus para a tentativa de lançamento às 8h17, horário de Brasília.

"Não tínhamos como continuar", disse o diretor de lançamento da NASA, Mike Leinbach.

O problema é similar a um vazamento de hidrogênio que ocorreu quando o Discovery estava sendo preparado para lançamento em março.

Os técnicos conseguiram substituir o equipamento defeituoso e o ônibus espacial foi lançado com sucesso quatro dias depois.

A NASA remarcou a tentativa de lançamento do Endeavour para quarta-feira, mas com isso a agência terá que adiar o lançamento de sua sonda robótica lunar, que marcaria o início da missão de uma nova exploração que tem o objetivo de levar astronautas de volta à lua até 2020.

(Por Irene Klotz)

Reuters - Reuters Limited - todos os direitos reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

Nasa suspende lançamento do Endeavour

A Nasa suspendeu o lançamento do ônibus espacial Endeavour, previsto para este sábado para uma missão de 16 dias à Estação Espacial Internacional (ISS), após detectar um vazamento de hidrogênio.

Em comunicado, a Nasa explicou que o vazamento de combustível, descoberto na madrugada (local) deste sábado durante a operação de reabastecimento, é similar ao que atrasou uma viagem do Discovery há alguns meses.

Os diretores da missão "se reunirão esta manhã para decidir os próximos passos, entre eles fixar uma nova data de lançamento". O Endeavour tinha previsto entregar e instalar os últimos módulos do laboratório científico Kibo durante cinco caminhadas espaciais, levar novos equipamentos ao complexo e substituir um dos ocupantes da ISS.

Trata-se do engenheiro japonês Kohichi Wakata, que voltará à Terra como tripulante do Endeavour depois de permanecer quatro meses na ISS.

O ônibus espacial Endeavour  teve seu lançamento cancelado depois de um vazamento de hidrogênio combustível

O ônibus espacial Endeavour teve seu lançamento cancelado depois de um vazamento de hidrogênio combustível
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Poeira das galáxias esconde nascimento de estrelas

Este ilustração mostra uma rajada de raios gama em uma região cheia de poeira e com intensa formação estelar
Este ilustração mostra uma rajada de raios gama em uma região cheia de poeira e com intensa formação estelar

Algumas das mais poderosas explosões no universo são invisíveis, mas os astrônomos são incansáveis. Por monitoramento de raios-X e raios gama, eles são capazes de ver o que está acontecendo no espaço. Esta semana, um grupo de cientistas afirmou que um certo tipo de explosão de raios gama, a mais enérgica das explosões no Universo, pode acender áreas de galáxias revelando intensa formação e morte de estrelas.

Um levantamento das chamadas rajadas escuras de raios gama, que mostram apenas uma centelha de luz visível, considerou que elas podem lançar luz sobre os cantos empoeirados de galáxias onde as estrelas estão nascendo.

"Nosso estudo fornece evidências convincentes de que uma grande fração de estrelas em formação no universo está escondida por poeira de galáxias", disse o membro da equipe de astrônomos da Universidade da Califórnia, em Berkeley, Joshua Bell em entrevista para o site Livescience.

As conclusões foram anunciadas na última quarta-feira na 214ª reunião da American Astronomical Society.

A formação estelar ocorre quando uma estrela mais massiva envelhece e explode criando densas nuvens de poeira e lançando elementos recém-criados para o meio interestelar. Este processo inicia a formação da segunda geração de estrelas.

Mas medir quanta poeira foi criada neste processo nas galáxias mais distantes é a tarefa mais difícil. Segundo os cientistas, as rajadas de raios gama poderiam ajudar nessa contagem.

As rajadas de raios gama são geradas a partir da explosão de estrelas massivas, criando feixes de luz tão brilhantes que podem ser vistos a uma distância de 13 bilhões de anos-luz, perto dos limites do universo observável.

Porém, algumas rajadas de raios gama têm um brilho abaixo do espectro visível, parecendo que lhes falta esta característica, o que deixou os pesquisadores perplexos durante os últimos 10 anos.

Alguns especularam que estas rajadas "escuras" de raios gama foram simplesmente tão longe que os seus rastros visíveis teriam se deslocado para fora do alcance óptico através de um processo chamado Redshift: enquanto se afastam, a luz dos objetos desloca-se para a extremidade vermelha do espectro conforme o comprimento de onda é esticado. A mudança, conhecida como o fenômeno Doppler, é experimentada na Terra, quando as ondas sonoras de uma ambulância mudam de tom quando a ambulância se desloca em direção a uma pessoa e, em seguida, para longe dela.

Mas o novo estudo descobriu que cada um desses feixes teve a sua galáxia receptora perfeitamente visível aos telescópios ópticos. Se o chamado processo Redshifts estava fazendo com que as rajadas parecessem escuras, os telescópios ópticos também não seriam capazes de ver quais as galáxias que os receberam.

O estudo mostrou também que as rajadas escuras de raios gama têm brilho como quaisquer outras, mas que as manchas de poeira nas galáxias obscurecem os feixes.

"Nós acreditamos ter resolvido a maior parte do mistério sobre o que as torna realmente escuras", disse o pesquisador chefe do estudo, Daniel Perley.

Os resultados sugerem que as rajadas de raios gama podem ser capazes de ajudar a monitorar a taxa na qual as estrelas formam-se e morrem em distantes galáxias, e confirmar as estimativas anteriores de que "25% das vezes em que estrelas massivas se formam é em locais repletos de poeira de estrelas", disse Perley. "A poeira se forma provavelmente nas nuvens ao redor de estrelas em formação", acrescentou.

O estudo indica que pode haver muito mais poeira do que se suspeitava e que os "raios gama escuros poderiam fornecer uma maneira de descobrir a quantidade de formações estelares que estão acontecendo no universo", disse Perley.

Redação Terra

Japão conclui com sucesso primeira missão de observação lunar

A agência espacial japonesa JAXA e a comunidade científica do Japão comemoraram nesta sexta-feira o sucesso de sua primeira missão de observação lunar, que fornecerá ao país um mapa mais completo e em alta resolução da superfície da Lua.

O satélite Kaguya chegou na madrugada de quinta-feira (local) ao pólo sul lunar dando por concluído, segundo o planejado, a missão de 19 meses que permitiu à agência espacial japonesa realizar uma extensa cartografia da Lua que será conhecida em novembro, segundo a JAXA.

Desde que o módulo Kaguya entrou na órbita lunar enviou dados sobre a composição mineral do satélite terrestre, os níveis de gravidade e fotografias e vídeos da Lua, alguns deles já acessíveis na internet.

O Kaguya, que estava acompanhado de dois pequenos satélites, forneceu à comunidade científica o mais completo mapa das diferenças de gravitação lunares e os primeiros vídeos de alta resolução.

Durante a missão, o satélite se alinhou várias vezes com as órbitas terrestre e lunar para obter imagens da aparição da Terra no horizonte da Lua, e conseguiu imagens que não eram vistas desde as missões Apolo da Nasa.

A missão custou 55 bilhões de ienes (400 milhões de euros) e começou em setembro de 2007, com o lançamento do Kaguya a bordo do foguete H-2A.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Encontrada partícula mutante que pode ser energia escura

Na Terra, a partícula camaleônica seria pesada demais para criar qualquer força notável, mas, nos confins do espaço, seu efeito seria imenso
Na Terra, a partícula camaleônica seria pesada demais para criar qualquer força notável, mas, nos confins do espaço, seu efeito seria imenso


Cosmologistas não costumam extrair pistas do reino animal. Mas um modelo que postula a existência de uma partícula "camaleônica" - que mudaria sua massa de acordo com seu ambiente - está ganhando atenção.

Um novo artigo alega ter encontrado sinais dessa partícula elusiva, cuja existência foi postulada pela primeira vez em 2003 para explicar a expansão acelerada do universo, atribuída a uma "energia escura" desconhecida. A massa em mutação de uma partícula camaleônica modificaria o alcance de atuação de sua força, possivelmente explicando, assim, o motivo da causa da aceleração do universo não ter sido detectada na Terra. Na Terra, a partícula camaleônica seria pesada demais para criar qualquer força notável, mas, nos confins do espaço, seu efeito seria imenso.

Em teoria, fótons que viajam através de campos magnéticos podem se tornar camaleões, reduzindo a quantidade de luz que chega à Terra de fontes distantes. A redução do brilho depende da freqüência da luz. Ao comparar a luz emitida através do alcance de freqüências dos centros luminosos de 77 galáxias ativas, Douglas Shaw, da Universidade Queen Mary de Londres, e seus colegas descobriram o que eles chamam de "boa evidência" de que alguns fótons se perderam no percurso.

"É uma maneira absolutamente interessante de olhar para as (exóticas) partículas e os resultados são certamente intrigantes", diz Frank Wilczek, físico de partículas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, em Cambridge, Estados Unidos, que não esteve envolvido no trabalho. Mas é muito cedo para interpretar as descobertas como sendo uma detecção inequívoca das partículas camaleônicas, ele diz.

Desaparecidas
Por si só, as observações de diminuição da luz feitas por Shaw e seus colegas não são capazes de diferenciar modelos baseados em partículas camaleônicas de modelos nos quais os fótons se transformam em outras partículas "parecidas com áxions". Ambas seriam "uma descoberta interessante", diz Shaw.

No entanto, apenas o modelo camaleônico prevê que as polarizações dos fótons deveriam estar alinhadas aos campos magnéticos que as partículas atravessam. Até agora, a equipe estudou dados de luzes vindas de três estrelas na Via Gáctea e em cada caso encontraram a polarização necessária.

"É uma técnica engenhosa e original", diz o astrônomo Malcolm Fairbairn da King's College London. Mas ele acrescenta que os astrônomos ainda não compreendem completamente como a luz é produzida nessas fontes distantes, por isso é difícil prever os sinais esperados na ausência das partículas camaleônicas.

Contudo, a análise do grupo parece ter sido impulsionada por um estudo independente de um fluxo excepcionalmente alto de fótons de alta energia vistos pelo telescópio MAGIC em La Palma, e pelo telescópio Veritas no Arizona. Os resultados deixaram os astrônomos perplexos, porque os fótons de alta energia deveriam ser impedidos de chegar até a Terra por interações com a radiação de microondas cósmicas. No entanto, Miguel Sanchez-Conde, do Instituto de Astrofísica de Andaluzia, Espanha, e seus colegas mostraram que, se os fótons se convertem em partículas parecidas com áxions durante parte de seu percurso, eles poderiam alcançar a Terra sem perturbações.

Bernard Sadoulet, astrônomo envolvido em buscas pela matéria escura da Universidade da Califórnia, Berkeley, diz que uma comunidade mais ampla provavelmente precisa de mais convencimento. "O correto próximo passo", ele diz, "deveria ser a obtenção de dados de apoio no laboratório".

Tempo para mudança
Amanda Weltman da Universidade de Cambridge, Reino Unido, e uma das criadoras da idéia camaleônica, está tentando fazer exatamente isso com o grupo GammeV no Laboratório do Acelerador Nacional Fermi, em Batávia, Illinois.

Eles estão irradiando luz de laser através de um tubo com janelas em cada ponta imerso em um campo magnético. O modelo camaleônico prevê que alguns fótons deveriam se converter em partículas camaleônicas. Quando o laser é desligado, as partículas camaleônicas deveriam lentamente voltar à forma de fótons e gerar uma enfraquecida fosforescência.

O experimento completou sua primeira fase sem constatar nenhum sinal de partículas camaleônicas; no entanto, a equipe ainda não procurou pelas partículas com os parâmetros que correspondem aos possivelmente vistos pela equipe de Shaw. O grupo GammeV está agora se preparando para testar a existência de camaleões nesse "interessante âmbito", disse Weltman.

Com outros testes planejados para buscar por camaleões, Weltman acredita que a partícula será confirmada ou descartada dentro da próxima década. O satélite Microscope da Agência Espacial Européia, que deverá ser lançado em 2012, irá procurar por desvios induzidos por partículas camaleônicas através do estudo do movimento relativo de duas massas em órbita.

A partícula camaleônica poderia também afetar a maneira como as estrelas e as nuvens de gás de hidrogênio se movem em relação umas às outras sob a influência da gravidade nas galáxias, diz Lam Hui da Universidade de Columbia, Nova York. "Esses dados já foram coletados por astrônomos, por isso é uma questão de analisá-los".

Qualquer que seja o resultado, o acúmulo de estranhas observações astrofísicas sinalizam "tempos excitantes", diz Sanchez-Conde. "Tudo parece apontar para algo novo acontecendo na física".

Tradução: Amy Traduções

The New York Times

Coreia do Sul inaugura seu primeiro centro espacial

O presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, inaugurou hoje o primeiro centro de lançamentos espaciais do país, de onde prevê colocar em órbita um satélite científico no dia 30 de julho, informou a agência local "Yonhap".

O chamado Centro Espacial Naro, administrado pela agência espacial sul-coreana (Kari), está situado no sul do país, na província de Jeollanam-do, tem uma superfície de 507 hectares e custou US$ 178 milhões.

O centro está equipado com uma plataforma de lançamento e instalações de controle, e é a pedra angular do programa espacial sul-coreano, que pretende ampliar o lançamento de foguetes e iniciar missões de prospecção espacial.

A primeira missão importante realizada pelo Kari no novo centro espacial será o lançamento do foguete KSLV-1 (Korean Space Launch Vehicle-1) com um pequeno satélite a bordo.

Esta primeira versão do KSLV, que foi construída com ajuda russa, é a primeira fase de um desenvolvimento que, segundo o Governo da Coreia do Sul, desembocará no primeiro foguete 100% sul-coreano em menos de nove anos.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

ESA elogia colaboração com Nasa em missão em Marte

O diretor-geral da Agência Espacial Europeia (ESA), Jean-Jacques Dordain, assegurou nesta quinta-feira que há uma sintonia muito boa com a Nasa (agência espacial americana) na missão Exomarte, que ficará encarregada de explorar o planeta vermelho em 2016.

Dordain, que assistiu hoje em Barcelona (nordeste) a uma reunião do Conselho da ESA, assegurou que a missão foi o centro do debate, já que busca a cooperação internacional necessária, e que foram feitos "progressos importantes".

Neste sentido, afirmou que existem alicerces sólidos para desenvolver a missão, na qual a ESA se ocupará da aterrissagem, dos movimentos por superfície e da perfuração em Marte, enquanto a Nasa se encarregará do lançamento e da circulação em órbita ao redor do planeta.

"É um bom acordo, porque é uma tarefa compartilhada", afirmou Dordain, que confia em que a missão manterá o ritmo com o dinheiro alocado até agora, entre 850 e 870 milhões de euros de um projeto global de 1,3 bilhão de euros.

Quanto à Estação Espacial Internacional (ISS), ele falou sobre a nova tripulação de seis astronautas de cinco nacionalidades, que representará um aumento da atividade científica.

Além disso, avançou que a estação está se preparando para uma fase posterior à ISS que significará um primeiro passo antes de dar o salto a uma possível estação lunar.

Em outra ordem de coisas, Jean-Jacques Dordain também se referiu ao calendário do novo sistema de navegação por satélite Galileu, para o qual foram alocados 3,4 bilhões de euros para seu desenvolvimento.

Ele explicou que os primeiros quatro satélites da constelação Galileu estarão em órbita em 2010, aos quais se acrescentarão outros em 2012, mas não quis se comprometer a que toda a constelação funcione um ano mais tarde.

No entanto, o objetivo final é que esteja operacional em 2014.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Terra passará 3 bilhões de anos sem colidir com planetas

A humanidade pode respirar um pouco mais aliviada: nem Mercúrio, nem Marte, nem Vênus devem se chocar com a Terra pelos próximos 3,5 bilhões de anos, segundo um estudo sobre a evolução do Sistema Solar publicado pela revista científica britânica Nature.

Com a ajuda de um computador, os astrônomos Jacques Laskar e Mickael Gastineau, do Observatório de Paris, simularam 2.501 cenários possíveis de evolução das trajetórias destes planetas, concluindo de que há 99% de chances de que a Terra e seus três vizinhos mais próximos continuem girando ao redor do Sol sem colidir durante os próximos 3,5 bilhões de anos.

Os astrônomos já sabem calcular o movimento dos planetas com bastante precisão há muito tempo, com centenas e até milhares de anos de antecedência - é assim que são calculadas as datas dos eclipses, por exemplo.

Mas olhar tão adiante no futuro da mecânica celestial com exatidão ainda está além de nosso alcance, afirmou Laskar. "As mais precisas soluções de longo prazo para o movimento orbital do Sistema Solar não valem para muito além de algumas dezenas de milhões de anos", estimou.

O Sol, que tem cerca de cinco bilhões de anos de idade, deve continuar brilhando com a mesma intensidade de hoje por pelo menos mais cinco bilhões de anos, antes de se transformar em um gigante vermelho que começará a crescer até "engolir" Mercúrio, Vênus, Terra e Marte.

Até este momento, as colisões entre planetas parecem bastante improváveis.

Baseando-se no estudo da Lua e na teoria geral da relatividade desenvolvidos por Albert Einstein, Jacques Laskar e sua equipe do Instituto de Mecânica Celeste (IMCCE) realizaram simulações que terminavam com uma colisão entre planetas ou entre um planeta e o Sol em apenas 1% dos casos, explicou o Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS).

"Em um destes cenários, Marte passa muito perto da Terra", a 794 km, mas apenas dentro de 3,34 bilhões de anos, indicou Laskar. "Quando um planeta passa tão perto, é quase o mesmo que uma colisão", acrescentou, destacando que um evento como este seria devastador para a Terra.

A equipe fez outras 200 simulações com várias outras trajetórias diferentes de Marte.

Com exceção de cinco casos, nos quais Marte sai para fora do sistema solar, o resto terminava em choques entre planetas ou entre um deles e o Sol, dentro de 3,34 bilhões de anos.

Em 29 casos, a Terra colidia com Marte, ennquanto em outros 18 se chocava com Vênus e em apenas um com Mercúrio.

Este pequeno planeta, o mais próximo do Sol, tem um papel determinante na desestabilização das órbitas do resto dos planetas do sistema solar.

AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.

Tripulantes da ISS concluem caminhada de apenas 12 minutos

Dois tripulantes da Estação Espacial Internacional (ISS), o russo Gennady Padalka e o americano Michael Barratt, concluíram hoje em apenas 12 minutos uma caminhada na qual permaneceram no interior do módulo russo Zvezda, temporariamente despressurizado.

"Às 11h07 horário de Moscou (4h07 de Brasília), Padalka e Barratt concluíram sua caminhada e voltaram a pressurizar a estação", indicou o porta-voz oficial do Centro de Controle de Vôos Espaciais (CCVE) da Rússia, Valeri Lindin, citado pela agência oficial Itar-Tass.

Em princípio, estava previsto que a caminhada, que começou às 10h55 horário de Moscou (3h55 de Brasília), durasse aproximadamente 40 minutos, mas em apenas 12 os astronautas concluíram os trabalhos que tinham como finalidade acondicionar o porto de acoplamento para receber em novembro o módulo científico MIM-2.

Durante esta caminhada, Padalka e Barratt substituíram a tampa da escotilha de saída por um mecanismo de acoplamento, destinado ao engate em novembro do novo módulo russo.

Os trabalhos dos dois astronautas foram supervisados do interior da ISS pelos outros quatro membros da tripulação: o japonês Koichi Wakata, o russo Roman Romanenko, o canadense Robert Thirsk e o belga Frank De Winne.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Cientistas buscam explicações para redução de estrela gigante

A estrela supergigante vermelha Betelgeuse, uma das brilhantes do céu, diminuiu nos últimos 15 anos, sem que os cientistas saibam o porquê, segundo pesquisadores da universidade americana de Berkeley.

O acompanhamento realizado na estrela durante 15 anos com o interferômetro espacial infravermelho (ISI) que a universidade tem sobre o monte Wilson, no sul da Califórnia, indica que Betelgeuse, que é tão grande que no sistema solar se estenderia até a órbita de Júpiter, sofreu uma redução de 15% em seu diâmetro desde 1993.

"Observar esta mudança é espantoso", afirmou o professor emérito de física Charles Townes, de Berkeley, que, junto com seu colega Edward Wishnow, publica a descoberta no último número da "The Astrophysical Journal Letters".

Os resultados do estudo serão debatidos hoje na reunião da Sociedade Astronômica Americana em Pasadena, Califórnia.

"Não sabemos por que a estrela encolhe", explicou o professor, que afirmou que, apesar disso, a luminosidade de Betelgeuse não diminuiu de forma significativa.

Os astrofísicos disseram que Betelgeuse se transformará em uma supernova de tipo II e explodirá no final de sua vida.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.

Astronautas iniciam preparativos para missão do Endeavour

Os sete astronautas realizam os últimos ajustes antes do lançamento, que ocorre neste sábado
Os sete astronautas realizam os últimos ajustes antes do lançamento, que ocorre neste sábado


A tripulação do ônibus espacial Endeavour iniciou os preparativos para a missão de 16 dias na Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês), com previsão de lançamento para este sábado, às 8h17 de Brasília. A Nasa informou em seu site nesta terça-feira que os astronautas já estão no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, realizando os últimos ajustes antes do embarque.

A decisão pelo lançamento do Endeavour foi tomada depois que os técnicos da Nasa indicaram que o ônibus espacial estava pronto para a missão, que incluirá cinco caminhadas espaciais. A bordo da nave, viajarão sete astronautas: os especialistas de missão Tim Kopra, Tom Marshburn, Christopher Cassidy, Julie Payette (da agência espacial canadense) e Dave Wolf, o comandante Mark Polansky e o piloto Doug Hurley.

Os engenheiros da agência espacial instalaram o Endeavour em sua plataforma de lançamento neste sábado. Segundo William Gerstenmaier, diretor de Operações Espaciais da Nasa, a missão STS-127 será uma das mais difíceis, com cinco caminhadas que incluem um complexo trabalho robótico feito na falta de gravidade do espaço.

Com informações da agência EFE

Redação Terra

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Sol rouba a atmosfera da Terra, diz estudo

Um novo estudo afirma que o Sol está lentamente roubando a atmosfera da Terra
Um novo estudo afirma que o Sol está lentamente "roubando" a atmosfera da Terra

Diferente da atmosfera de Marte e Vênus, acreditava-se que a atmosfera terrestre era intocável dentro da proteção de nosso campo magnético. Mas um novo estudo afirma que o Sol está lentamente "roubando" nossa atmosfera - e a uma taxa maior do que em Marte ou Vênus. Talvez o mais surpreendente seja que a principal defesa de nosso planeta contra o Sol possa ser um agente duplo, auxiliando e cooperando com o roubo.

Marte, por exemplo, provavelmente começou com uma atmosfera densa semelhante à da Terra. Mas sem a proteção de um campo magnético, o vento solar - na verdade um fluxo de partículas carregadas que vem do sol - está erodindo a atmosfera marciana.

Vênus também não tem uma magnetosfera e está sendo destituído de sua cobertura atmosférica. Atualmente, sua taxa de perda superou a de Marte. Normalmente saudada como um escudo protetor contra a energia brutal do sol, a magnetosfera terrestre na verdade está ajudando as partículas energizadas do sol a eliminar uma fração minúscula da atmosfera da Terra, afirma o novo estudo.

"Estamos, na verdade, perdendo mais oxigênio e hidrogênio do que Vênus atualmente", disse Chris Russell, professor de física espacial da Universidade da Califórnia em Los Angeles. "Normalmente, dizemos a nossos colegas e a nós mesmos que temos sorte de viver neste planeta, porque temos esse escudo magnético que nos protege."

"Ele certamente ajuda", explicou, "mas entendemos agora que, quando se trata da atmosfera, isso não é verdade."

Sem pânico
Uma equipe internacional de pesquisadores tem monitorado atmosferas planetárias usando a missão Mars Express, da Agência Espacial Européia, para Vênus e Marte, e a missão Small Explorer (ou SMEX), da NASA, para a Terra. A SMEX também possui instrumentos para medir a atividade magnética terrestre.

"Na Terra, a magnetosfera funciona como um coletor energético que interage com o material que vem do sol e pode absorver a energia do vento solar", disse Russel.

Mas, então, o campo magnético da Terra canaliza e orienta essa energia para a atmosfera superior, aquecendo a atmosfera e permitindo que ela escape através dos mesmos canais que possibilitaram a entrada da energia.

O funcionamento físico exato ainda precisa ser compreendido, mas não há motivos para alarde, disse Russell. No ritmo atual, nosso estoque atmosférico pode durar pelo menos até o sol - hoje na metade de sua vida - se tornar uma gigante vermelha e engolfar a Terra, disse Russell.

"Quando chegarmos a isso", disse, "a perda de atmosfera se tornará irrelevante."

As descobertas foram apresentadas recentemente em um encontro da American Geophysical Union, em Toronto, Canadá.

Traduções: Amy Traduções

National Geographic

domingo, 7 de junho de 2009

Nasa comemora 50 anos do 1º macaco a sobreviver no espaço

A Nasa, agência espacial americana, comemorou no final do mês de maio uma data pouco lembrada na história entre o homem e o espaço. Há 50 anos, em 28 de maio de 1959, os primeiros macacos foram lançados ao espaço em pesquisas para simular as possíveis reações de sobrevivência em vôos espaciais. As informações são da National Geographic.

Muito antes do homem chegar pela primeira vez ao espaço em 12 de abril de 1961, com o russo Yuri Gagarin, e à Lua em 20 de julho de 1969, com o americano Neil Armstrong, dois primatas abriram caminho para que os Estados Unidos aprimorassem a tecnologia espacial e lançassem missões tripuladas por humanos: as fêmeas de macaco-esquilo e de macaco-rhesus Baker e Able.

Os animais foram lançados em uma biocápsula a bordo de um foguete Jupiter AM-18, tornando-se os primeiros primatas a sobreviver a uma viagem dessa magnitude. O vôo histórico durou cerca de 15 minutos. Able morreu durante uma cirurgia para remover um eletrodo infectado alguns dias mais tarde. Miss Baker, como passou a ser carinhosamente chamada a macaco-esquilo, viveu no Centro Espacial de Huntsville, no Estado do Alabama, onde morreu de causas naturais em 1984, aos 27 anos.

Apesar da notabilidade do feito e da contribução dada à evolução espacial, Miss Baker e Able não foram os primeiros animais a orbitarem a Terra. Em 14 de junho de 1949, o macaco-rhesus Albert II foi lançado pelos EUA em um vôo suborbital - em que a nave sobe a uma altitude que alcança o espaço, sem ter velocidade suficiente para entrar em órbita -, mas acabou morrendo no impacto do retorno ao planeta. O objetivo foi estudar os efeitos da gravidade zero no organismo animal.

Em 3 de novembro de 1957, a cadela Laika partiu rumo ao espaço a bordo da nave russa Sputnik 2 para que os cientistas investigassem se um animal era capaz de permanecer na órbita da Terra. Laika conseguiu atingir o objetivo, se tornando o primeiro animal a gravitar ao redor do planeta, mas morreu entre cinco e sete horas depois do lançamento. Para os pesquisadores, as causas da morte teriam sido estresse e superaquecimento, causado por uma possível falha no sistema de controle térmico da nave.

Caso curioso
O macaco-rhesus Sam foi lançado em dezembro de 1959 para seguir os passos das primatas Baker e Able e também testar um sistema de escape artesanal da tecnologia espacial americana. Um minuto de vôo depois, a 82 km acima do solo terrestre, uma explosão no foguete que carregava Sam obrigou sua cápsula a ejetar. Por sorte, o compartimento aterrissou no oceano Atlântico, onde Sam foi resgatado ileso pela Nasa.

Baker (foto) e Able sobreviveram a uma viagem ao espaço em 28 de maio de 1959

Baker (foto) e Able sobreviveram a uma viagem ao espaço em 28 de maio de 1959


Redação Terra

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Dois tripulantes da ISS iniciam caminhada espacial

Dois tripulantes da Estação Espacial Internacional (ISS), o russo Gennady Padalka e o americano Michael Barratt, começaram hoje uma caminhada espacial para instalar uma série de equipamentos na plataforma, informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.

A saída ao exterior da ISS, que estava programada para as 10h45 de Moscou (3h45 de Brasília), aconteceu com um atraso de 1h7min devido a uma verificação adicional, declarou o porta-voz do CCVE, Valeri Lindin, à agência oficial "Itar-Tass".

Padalka e Barratt têm como missão instalar várias antenas e equipamentos para o sistema de engate automático Kurs no porto de acoplamento do módulo russo Zvezda.

Além disso, deverão fixar vários cabos elétricos no casco da plataforma, e fotografar os resultados de seu trabalho para que os especialistas em terra possam verificar se as antenas ficaram na posição correta.

Estes trabalhos, com uma duração programada de pouco mais de cinco horas e meia, têm como objetivo acondicionar o porto de acoplamento para receber o módulo científico MIM-2.

Os trabalhos de Padalka e Barrat são supervisados no interior da ISS pelos outros quatro membros da tripulação: o japonês Koichi Wakata, o russo Román Romanenko, o canadense Robert Thirsk e o belga Frank de Winne.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.