terça-feira, 21 de julho de 2009

Eclipse total do sol chega ao fim na China

O fenômeno foi observado por milhões de pessoas na Índia
O fenômeno foi observado por milhões de pessoas na Índia


A ilha chinesa de Yangshan viveu cinco minutos e 56 segundos de escuridão total na manhã desta quarta-feira, num dos pontos de maior duração do eclipse solar mais longo do século XXI.

O sol ficou completamente encoberto pela Lua entre as 9h38 e 9h43, horários locais (entre 23h38 e 23h43 de terça-feira em Brasília), para o deleite das centenas de observadores de 25 países reunidos na ilha, que fica a 130 quilômetros a leste de Xangai.

Apesar de as condições meteorológicas previstas não garantirem uma boa visualização do fenômeno, durante esses quase seis minutos, astrônomos amadores e funcionários do porto de águas profundas de Yangshan contemplaram e fotografaram o eclipse.

O eclipse permitiu que essas pessoas apreciassem a visão da chamada coroa solar, um anel de luz branca que se estende por cerca de um milhão de quilômetros acima da superfície do sol.

Após percorrer parte da Índia, Nepal, Bangladesh, Butão, Mianmar e China, o eclipse total do sol mais longo do século continuará rumo ao leste do planeta, até alcançar um ponto do Oceano Pacífico, a 100 km das ilhas Bonin, ao sul do Japão, onde vai durar seis minutos e 39 segundos.

O fenômeno ainda poderá ser visto em terra a partir do arquipélago de Ryukyu (Japão), assim como nas ilhas Marshall e Kiribati, cuja ilha de Nikumaroro será o último local de onde o eclipse poderá ser contemplado.

Enquanto isso, no leste da China, o céu continuará escurecido e vai recuperar sua iluminação habitual aos poucos, até que a silhueta lunar deixe de impedir o caminho da luz do sol por volta das 11h locais (0h de quarta-feira em Brasília).

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Mais longo eclipse solar total do século avança sobre a Ásia

O fenômeno também foi visto na cidade indiana de Varanasi
O fenômeno também foi visto na cidade indiana de Varanasi


O mais longo eclipse solar total do século 21 avançava nesta quarta-feira pela Ásia, passando por Índia e China, os dois países mais povoados do planeta. Até dois bilhões de pessoas poderão observar diretamente este "enorme" eclipse do Sol, um recorde na história da humanidade, segundo os astrofísicos.

A partir da 0h30 GMT (21h30 Brasília), a escuridão voltava a uma faixa de 15 mil km de comprimento por 258 km de largura, atravessando a Índia de oeste a leste, chegando ao Nepal, Butão, Bangladesh, Myanmar, China e às ilhas meridionais japonesas.

O eclipse chegou ao sudoeste da China a partir das 09h00 local (22h00 Brasília), e a província de Sichuan foi a primeira a ter o fenômeno visível, e bem visível, segundo imagens transmitidas pela TV estatal. Em Xangai, que recebeu milhares de turistas nos últimos dias, o tempo encoberto não permitiu observar plenamente o eclipse.

Na Índia, a agência Cox and Kings fretou um Boeing 737-700, que decolou de Nova Délhi antes do amanhecer para "interceptar" o eclipse total a uma altitude de 12,5 mil m, voando para o leste, em direção ao Estado de Bihar. Os 21 assentos do aparelho no lado do nascente foram vendidos a US$ 1,7 mil dólares cada.

Milhares de pessoas assistiram ao fenômeno na cidade santa hindu de Varanasi. O Sol ficará completamente encoberto pela Lua durante seis minutos e 39 segundos em uma região pouco habitada do Pacífico, um recorde que apenas será superado no ano de 2132.

superstição
O eclipse é envolto em grande superstição na Índia e na China. No evento de um eclipse, alguns hindus (80% dos 1,17 bilhão de indianos) acreditam que os demônios Rahu e Ketu tragam o Sol, fazendo com que seja impossível comer os alimentos e tornando a água impotável.

As indianas grávidas, que programaram cesariana para esta quarta-feira, decidiram reprogramar a cirurgia devido ao fenômeno, revelou Shivani Sachdev Gour, ginecologista do hospital Fortis de Nova Délhi.

Na China Imperial, os eclipses eram presságio de catástrofes naturais ou da morte de um imperador. Estas crenças e superstições ainda não desapareceram. Segundo um artigo do portal chinês Baidu, "a probabilidade de haver violência ou uma guerra após um eclipse total é de 95%".

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3886795-EI238-ABG,00.html
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Ausência de manchas solares intrigam cientistas

Os cientistas estão intrigados com a ausência de manchas solares durante os primeiros quatro meses do ano. No ano passado, o Sol passou 266 dias com apenas um sinal de imperfeição.

O aumento da atividade solar acompanha um ciclo de 11 anos de erupções, quando há uma troca de energia do pólo Sul para o pólo Norte e as manchas aparecem, indicando o início de um novo ciclo.

A tranquilidade solar implica, por exemplo, na menor ocorrência de tormentas solares - partículas energéticas que chegam à Terra e podem afetar negativamente os satélites de comunicações, entre outros equipamentos.

Os cientistas estão aproveitando este "silêncio" para avançar os estudos sobre outros fenômenos produzidos pelo Sol, como os modos de vibração e as ejeções de massa coronal. Segundo os pesquisadores, uma compreensão completa das forças que impulsionam a dinâmica solar estão muitas vezes fora de alcance.

Terra Peru

Roupas espaciais da Apollo 11 estão se desintegrando

Esta coleção de roupas espaciais está em exposição na Galeria de tesouros da Apollo em Cabo Canaveral, Flórida
Esta coleção de roupas espaciais está em exposição na Galeria de tesouros da Apollo em Cabo Canaveral, Flórida


Os trajes espaciais usados pelos astronautas da Apollo 11 eram capazes de suportar os rigores de uma missão lunar, como temperaturas que variam de 120 graus para até -150 graus, mas hoje sofrem uma gradual desintegração aqui mesmo na Terra. E, de acordo com o site Spiegelonline, não há nada que se possa fazer para deter a sua deterioração.

"Três fatores têm causado o problema - luz, umidade e temperatura", afirma Cathleen Lewis, curadora do Smithsonian Air and Space Museum em Washington, Estados Unidos, onde os trajes estão expostos.

Os verões úmidos na capital dos EUA causa mais danos do que o vácuo e as oscilações drásticas de temperatura aos quais eles foram expostos na Lua. A borracha sofre corrosão, as peças metálicas estão enferrujando e partes plásticas estão se desfazendo.

As roupas são constituídas de 21 camadas de diferentes materiais. Mais próximo ao corpo está um macacão com tubos plásticos para circulação da água. A próxima camada é feita de nylon com fendas para ventilação, seguido por uma roupa com muitas camadas de diversos materiais sintéticos para garantir a pressurização. A cintura, joelhos e cotovelos têm reforços com espuma de borracha. Os astronautas são protegidos do do calor por uma camada de Politereftalato de etileno (PET) combinado com materiais contra fogo. O revestimento externo é feito de teflon branco.

Poeira da Lua
Os trajes têm também peças metálicas, como fechos feitos de cobre e conexões de plástico para canos. Um outro componente que não fazia parte do desenho é a poeira lunar. "As roupas estão incrivelmente sujas", diz Lewis. "A poeira tornou-se profundamente enraizada no tecido - é uma poeira muito, muito dura."

Mas o principal problema são as peças plásticas, porque são corroídas ao longo do tempo, se expostas ao ar e luz ultravioleta. O plástico mais utilizado nas roupas espaciais é o Policloreto de Vinila, mais conhecido como PVC. Com ele são combinados amaciantes para tornar o material flexível o suficiente para se trabalhar com ele. O problema é que ao longo do tempo, o agente se infiltra amolecendo o PVC e tornando-o frágil e pegajoso. "Ele se liquefaz. E os amaciantes se grudam a outras camadas e não podem ser removidos facilmente," afirma a curadora.

Os componentes metálicos como o fecho bem como as peças de ligação sobre o pescoço e para as luva são um outro problema. A umidade relativa do ar, por si só, os enferruja. "E é preciso não esquecer que Armstrong, Aldrin e Collins suavam bastante em suas roupas", disse Lewis. O sal do suor é agressivo e por 40 anos vem contribuindo para a corrosão do metal.

Sem métodos de conservação
Não muito pode ser feito para travar a progressiva desintegração. "Mantemos a umidade, a luz e níveis de temperatura adequados nas redomas de vidro", afirma Lewis. "Mas nós temos de expor as roupas abertas para permitir que o ar circule por eles. Caso contrário, as roupas criam um microclima que provocaria mais rapidamente a corrosão." Como resultado, o capacete com o seu revestimento de ouro nas viseiras e as luvas com dedos de silicone têm de ser exibidos separadamente.

Não há um método único para a conservação de roupas espaciais porque cada missão tinham diferentes trajes feitos de materiais diferentes. "As roupas mais antigas do programa Mercury, por exemplo, tinham inscrições em metal. Isso está comendo no tecido", disse Lewis.

O maior problema das roupas da Apollo 11 é que eles estão expostos porque todos querem vê-las. Os trajes de nenhuma outra missão passaram tanto tempo submetidos à ação da luz e ao ar das salas de exposições como os usados por Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins. A corrosão não pode ser parada. "Só podemos tentar amenizar", diz Lewis.

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Redação Terra

Eclipse total esgota reservas na Ilha de Páscoa um ano antes

Um eclipse total de Sol em julho de 2010 deixará na mais completa escuridão a Ilha de Páscoa, localizada em meio ao oceano Pacífico, um pequeno território insular chileno onde os hotéis já se encontram lotados faltando um ano para o evento astronômico.

"Não temos mais vagas disponíveis, estão todos reservadas. Estamos aceitando reservas há cinco ou seis anos", conta Sabrina Atamu, do Serviço Nacional de Turismo. O eclipse de 11 de julho de 2010 escurecerá durante 4 minutos e 45 segundos a parte oriental da Polinésia, onde está situada a Ilha de Páscoa.

O acontecimento astronômico, parecido com o que poderá ser observado nesta quarta em alguns pontos da Ásia, agita os turistas e as comunidades científicas de todo o mundo, que já reservaram as apenas 1,5 mil camas oferecidas pela hotelaria da ilha. A Ilha de Páscoa, ou Rapa Nui no idioma dos antigos taitianos, recebe cerca de 50 mil turistas por ano, que chegam atraídos pela paisagem vulcânica, as praias e os míticos "moais", as enormes estátuas de pedra alinhadas frente ao mar e que os nativos consideram seus guardiães.

Localizada a 3,5 mil km a oeste do território chileno, a Ilha de Páscoa tem 4 mil habitantes, em sua maioria da etnia Rapa Nui. Para chegar à ilha, é preciso usar a companhia chilena LAN, que possui o monopólio da rota. Na baixa temporada, a passagem para a Ilha de Páscoa fica em torno dos US$ 360, mas na alta temporada o preço supera os US$ 1 mil.

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Imagens de estrelas e constelações são tema de livro

Essa Aurora Boreal foi fotografada por Arne Danielse em 8 de novembro 8 de 2004, na cidade de Langhus, na Noruega
Essa Aurora Boreal foi fotografada por Arne Danielse em 8 de novembro 8 de 2004, na cidade de Langhus, na Noruega


O livro Capturing the Stars: Astrophotography by the Masters, de Robert Gendler, reúne dezenas de imagens produzidas por 30 fotógrafos profissionais e amadores, especializados em registrar cometas, galáxias, nebulosas e astros do espaço.

Entre as imagens reunidas está uma do cometa com a cauda mais longa já vista - quase 600 milhões de quilômetros de comprimento - , o Hyakutake, descoberto pelo astrônomo amador japonês Yuji Hyakutake em 1996.

As imagens foram organizadas por um dos astrônomos amadores mais respeitados do mundo, Robert Gendler, que também escreveu uma introdução sobre a fotografia espacial.

O livro traz detalhes sobre cada fotógrafo, as técnicas utilizadas para capturar as imagens fantásticas, e experiências. Entre as imagens reunidas estão galáxias distantes, nebulosas e algumas das mais conhecidas constelações.

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Centro espacial soviético viu chegada à Lua em silêncio

A chegada dos astronautas americanos à Lua há 40 anos foi recebida com um silêncio sepulcral no Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da União Soviética, afirmou nesta terça uma das testemunhas que acompanhou dali o histórico acontecimento.

"Houve um silêncio geral. Naquela época, eram os militares que lidavam em grande medida com os assuntos espaciais. Havia ali muitos militares, generais, gente conservadora, dura. Todos eles estavam calados. Não houve sinais de admiração, nem aplausos", lembrou o acadêmico Mikhail Marov.

O cientista, que participou do programa lunar soviético, conta que seus sentimentos foram contraditórios, da mesma forma do que os de seus colegas, mas ninguém que estava no CCVE naquele momento demonstrou alguma emoção.

"Em primeiro lugar, evidentemente, senti admiração por ver um acontecimento histórico com o qual não era possível nem sonhar poucos anos antes. Também senti exaltação pelo fato de ter ocorrido na minha geração e por vê-lo com meus próprios olhos", disse.

Marov acrescenta que, ao mesmo tempo, foi tomado por um sentimento totalmente oposto: "E por que nós não conseguimos? Nós também poderíamos tê-lo alcançado".

"Tive a sorte de ver (a chegada à Lua) no CCVE, nos arredores de Moscou. Não foi transmitida pela televisão aberta, mas pela tela gigante do CCVE. Seguimos com atenção todos os estágios do voo, mas evidentemente o ponto alto foi o pouso", lembrou Marov em declarações à agência oficial RIA Novosti.

Segundo o acadêmico, já então um dos principais cientistas do Instituto Keldysh de Matemática Aplicada da Academia de Ciências da Rússia, os profissionais reunidos no CCVE eram perfeitamente conscientes do colossal trabalho e da enorme conquista de engenharia que a chegada do homem à Lua representou.

"Embora posteriormente tenha se sabido que os norte-americanos estiveram várias vezes literalmente à beira do fracasso, inclusive no primeiro voo, eles conseguiram um sistema de comando de grande flexibilidade, a tripulação estava muito bem preparada e cumpriu, é preciso dizer, o programa de maneira implacável", concluiu.

O presidente americano, Barack Obama, recebeu ontem na Casa Branca os três astronautas da missão Apolo 11, Neil Armstrong, Edwin "Buzz" Aldrin e Michael Collins, por ocasião da comemoração do 40º aniversário da chegada do homem à Lua.

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Impacto causa buraco do tamanho da Terra em Júpiter

A imagem, realizada pelo Telescópio de infravermelho Facility, da Nasa, mostra um grande impacto sobre a região polar sul de Júpiter
A imagem, realizada pelo Telescópio de infravermelho Facility, da Nasa, mostra um grande impacto sobre a região polar sul de Júpiter


Os restos de um corpo cósmico, possivelmente um cometa, atingiram a superfície de Júpiter, em área próxima ao polo sul do planeta, revelou nesta terça-feira o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês) da Nasa, a agência espacial americana. Segundo informa o site do The Guardian, o impacto criou um buraco do tamanho da Terra na atmosfera do planeta.

Se acordo com comunicado do JPL, a marca do impacto foi descoberta por um astrônomo amador e foi confirmada pelo telescópio infravermelho da Nasa que fica no monte Mauna Kea, no arquipélago do Havaí. A descoberta foi feita nesta terça, dia do 15º aniversário do impacto do cometa Shoemaker-Levy 9 sobre Júpiter e dos 40 anos da chegada do homem à Lua.

"Tivemos a extraordinária sorte de olhar para Júpiter no momento exato para presenciar o evento. Não poderíamos ter planejado melhor", disse Glenn Orton, cientista do JPL. "Pode ser o impacto de um cometa, mas ainda não temos certeza", acrescentou Orton.

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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Chegada do homem à Lua foi "modelo de excelência", diz Obama


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, elogiou nesta segunda-feira o "modelo de excelência" que foi a missão Apolo 11, em comemoração aos 40 anos da chegada do homem à Lua, embora não tenha dito se apoia novas operações de exploração. "Seu extraordinário trabalho inspirou uma geração inteira", afirmou o presidente americano em uma recepção na Casa Branca a Neil Armstrong, Edwin "Buzz" Aldrin e Michael Collins, assim como o atual administrador da Nasa (agência espacial americana), Charles Bolden.

A Nasa "fará tudo o que puder nas próximas décadas para continuar essa missão inspiradora", afirmou Obama, que se lembrou de quando era menino, no Havaí, sentado nos ombros de seu avô e como fica impressionado "diante da maravilha que era o trabalho dos astronautas", naquele dia 20 de julho de 1969.

Obama disse ainda que "o modelo de excelência será sempre representado pelos homens da missão Apollo 11" e reiterou seu compromisso com voltar a fazer da ciência "algo interessante", que poderá ser escolhida como carreira profissional para os universitários de amanhã. No entanto, o presidente americano não quis detalhar seus planos para a Nasa para os próximos anos ou se apoia uma missão tripulada a Marte, como pediram Aldrin e Collins.

Seu antecessor, George W. Bush, anunciou, em 2004, planos para voltar a enviar o homem à Lua em 2020, depois que essas viagens foram suspendidas por motivos orçamentários em 1972, e mencionou a ambição de chegar a Marte, embora nenhum projeto tenha sido aprovado. Após sua chegada à Casa Branca, Obama ordenou uma revisão desses projetos, a cargo de uma comissão presidida pelo ex-diretor da empresa de tecnologia Lockheed Martin Norman Augustine e que deve apresentar suas conclusões no final de agosto.

Uma das preocupações é o custo do programa. A Nasa já deve pôr fim no final do próximo ano aos voos de suas naves espaciais e desenhar um novo veículo, capaz de levar o homem à Lua, ao longo dos próximos dez anos, em um programa com um orçamento de US$ 35 bilhões. Uma operação para levar o homem a Marte foi calculada em torno de US$ 150 bilhões, um custo muito alto no melhor dos casos, levando em consideração a atual crise econômica enfrentada pelos EUA.

Mesmo assim, os astronautas que viajaram nas diferentes missões Apollo à Lua acreditam que esse objetivo, hoje em dia considerado ficção científica, deve se tornar realidade. Em entrevista coletiva hoje na sede da Nasa em Washington, em comemoração ao aniversário, os astronautas se mostraram unânimes na necessidade de viajar a Marte.

Aldrin, que nos últimos dias repetiu essa mensagem em numerosas aparições públicas, assegurou hoje que "talvez haja vida em Marte e se houver, certamente temos que ir lá e dar uma olhada". "Quando chegarmos lá, se não havia vida antes, haverá a partir de então, porque a levaremos, seja em forma de germes, o que seja", afirmou.

Por sua parte, Walter Cunningham, da missão Apollo 7, disse que os EUA não podem se transformar em uma sociedade que fuja do risco e renuncie a enviar expedições espaciais, porque não há uma "rede de segurança" para caso algo dê errado. "Há coisas pelas quais vale a pena arriscar a vida", afirmou o astronauta.

Seu colega James Lovell, da missão Apollo 13 que retornou à Terra em condições arriscadas, após um grave problema técnico, e que se tornou um célebre filme, considerou que ir para Marte pode devolver ao público a ilusão da exploração espacial.

As comemorações pelos 40 anos da chegada do homem à Lua se estenderão nos EUA ao longo da semana, para lembrarem o momento em que cerca de 500 milhões de pessoas no mundo todo viram Armstrong e Aldrin pisarem na Lua e darem um "pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade".

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Google Earth 5.0 chega à Lua

A Google atualizou hoje seu famoso programa Google Earth 5.0, que agora permitirá seus usuários a explorarem crateras, pontos onde as naves Apollo pousaram na Lua e até as andanças dos astronautas sobre a superfície do satélite natural da Terra.

O programa pode ser descarregado gratuitamente e, uma vez instalado, "a viagem" à Lua começa pressionando o ícone "Moon" na barra de instrumentos.

O programa é similar ao Google Earth, que permite seus usuários a localizarem no planeta desde uma cidade turística até sua própria casa.

"Imaginem ter uma ampla seleção de imagens das missões Apollo na ponta dos dedos e quando quiser", afirmou Eric Schmidt, atual diretor-executivo da Google, quando anunciou o projeto em 2005.

O novo aplicativo do programa, lançado hoje em comemoração aos 40 anos da chegada do homem à Lua, é mais que simples fotos em preto e branco, afirmou Jared Newman, da revista especializada "PC World".

O programa também apresenta roteiros guiados conduzidos por Buzz Aldrin, o terceiro homem a pisar na Lua, depois de Neil Armstrong e Jack Schmitt, tripulante do Apollo 17.

Outra parte do programa são vídeos que não tinham sido divulgados até agora, além de mapas históricos e artefatos humanos na Lua, incluindo a bandeira dos Estados Unidos que parece flamejar no ambiente sem ar do satélite.

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Astronautas consertam banheiro da Estação Espacial

Astronautas David Wolf e Tom Marshburn realizaram a segunda caminhada espacial dentro da missão do Endeavour
Astronautas David Wolf e Tom Marshburn realizaram a segunda caminhada espacial dentro da missão do Endeavour

A Nasa liberou nesta segunda-feira a utilização de um banheiro da Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês), depois que os astronautas consertaram o local. "A tripulação foi liberada" para voltar a usar o banheiro, inutilizável desde a manhã de domingo devido a peças defeituosas, anunciou a agência espacial americana no site Twitter.

As obras encerradas nesta segunda-feira começaram domingo, dois dias depois de os sete astronautas do ônibus espacial Endeavour terem atracado na ISS. No total, a ISS tem 13 pessoas a bordo.

Gennady Padalka e Frank De Winne, os dois tripulantes encarregados de consertar o banheiro, "tinham as peças necessárias", explicou Kylie Clem, uma porta-voz do centro espacial Johnson em Houston (Texas, sul dos EUA).

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Cientistas detectam possível magnetar na Via Láctea

Imagem detalhada de telescópio nas Canárias mostra área com grande emissão de raios X produzidos pela estrela de nêutrons
Imagem detalhada de telescópio nas Canárias mostra área com grande emissão de raios X produzidos pela estrela de nêutrons

O Grande Telescópio Canárias (GTC), instalado no Instituto de Astrofísica das Canarias (IAC), na Espanha, captou a imagem mais profunda da zona onde reside um fenômeno cósmico que surpreendeu os cientistas no início do mês. Trata-se de um magnetar - estrela de nêutrons com alto valor de campo magnético e responsável por grandes explosões de raios X e raios gama - que, segundo os pesquisadores, estaria localizado dentro da Via Láctea, a galáxia da Terra.

O magnetar observado pela equipe do Instituto de Astrofísica de Andalucía (IAA) permaneceu em estado letárgico por mais de 30 anos. A intensa luz da estrela que pode ser vista atualmente foi provocada, conforme o estudo, por um reajustamento do seu campo magnético. Os especialistas acreditam que este magnetar esteja na Via Láctea porque o telescópio GTC não detectou nenhuma galáxia anfitriã nas proximidades da estrela de nêutrons.

Ainda assim, os astrônomos não descartam a possibilidade de que esta fonte de energia resida em uma das galáxias mais distantes do espaço, a cerca de bilhões de anos-luz da Via Láctea.

Redação Terra

Nasa envia secretamente fragmento de rocha lunar à ISS

A Nasa, agência espacial americana, enviou confidencialmente à Estação Espacial Internacional (ISS) no último mês de março um pequeno fragmento de rocha lunar de 21 g. O objetivo, segundo divulgou o site Space.com, é anunciar a rocha como grande surpresa em meio às comemorações dos 40 anos da chegada do homem à Lua na ISS e simbolizar a intenção da Nasa de regressar ao satélite da Terra até 2020. As informações são do jornal espanhol El País.

O fragmento lunar foi transportado em segredo pelo ônibus espacial Discovery, em 15 de março, seguindo rigorosos procedimentos padrões. A previsão é de que o objeto espacial retorne à Terra na futura missão de um ônibus espacial.

Os doze astronautas do programa Apollo (Apollo 11 a 17), que pisaram na Lua entre 1969 e 1972, trouxeram à Terra um total de 382 kg de rochas e amostras do solo.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3884632-EI238-ABM,00.html
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Redação Terra

vc repórter: homem na Lua deixou incrédulos e maravilhados

Há 40 anos, a mítica missão Apollo 11 foi acompanhada por espectadores que, da Terra, ficaram entre encantados e incrédulos. No Brasil, o episódio causou nervosismo no bairro Água Santa, subúrbio do Rio de Janeiro. "Ficamos com muito medo mas, mesmo assim, assistimos pela nossa TV Telefunken preto e branco", lembra o contador José Carlos Pereira de Carvalho.

Aos treze anos, entre as análises que ele ouviu naquele 20 de julho estão a "profecia" de uma vizinha dizendo que o mundo iria acabar e a afirmação do próprio pai de que as pegadas de Armstrong eram uma grande mentira. "Meu pai dizia que não passava de uma montagem. Faleceu sem acreditar que o homem foi à Lua", diz.

Para o professor aposentado José Roberto Andrade, de Guaratinguetá (SP), o marco da astronomia teve efeitos no quintal de casa. Ele visitava uma irmã em Terra Roxa (SP) quando os noticiários brasileiros falavam sobre a missão. Naquele dia, seus filhos Marco Antonio e Carlos Roberto percorreram o jardim da residência em um triciclo, renomeado "módulo lunar" em função do contexto. O "reconhecimento de terreno" era observado por outro irmão, Cláudio.

De férias pelas Great Smoky Mountains, no leste dos Estados Unidos, o tradutor americano Douglas Smith acompanhou o desembarque na Lua através de um radinho a pilhas. Ele estava acampando com a mulher nas férias de verão quando ficou sabendo que o feito se daria na noite de 20 de julho. "Comprei o rádio especialmente para isso. Naquela época, era a tecnologia mais moderna que poderia encontrar", diz.

De fora de sua barraca, Smith ouviu a transmissão enquanto observava o astro. Ele tinha 26 anos e, dois anos depois, se mudaria para o Brasil.

Carlos e Marco Antonio Andrade fingem pilotar um módulo lunar em um jardim de Terra Roxa (SP) em 20/7/1969

Carlos e Marco Antonio Andrade fingem pilotar um "módulo lunar" em um jardim de Terra Roxa (SP) em 20/7/1969

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3884415-EI238-ABM,00.html
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3884415-EI238-ABI,00.html

Os internautas José Carlos Pereira de Carvalho, do Rio de Janeiro (RJ), José Roberto Andrade, de Guaratinguetá (SP), e Douglas Smith, de São Paulo (SP), participaram do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

vc repórter

Chegada à Lua não teve emoção, diz astronauta Buzz Aldrin

Buzz Aldrin afirmou que expedição à Lua não foi nada emotiva em entrevista à imprensa Foto: Ligia Hougland/Especial para Terra
Buzz Aldrin afirmou que expedição à Lua não foi nada emotiva em entrevista à imprensa


Buzz Aldrin, o segundo astronauta a pisar na Lua, há 40 anos, disse nesta segunda-feira, na sede da Nasa, em Washington, que a missão Apollo 11 não foi nada emotiva. "Estávamos apenas cumprindo nosso trabalho. Não foi uma experiência que nos emocionou na ocasião". Segundo Aldrin, ele e seu parceiro de missão, Neil Armstrong, se congratularam muito brevemente ao pousar na Lua e, em seguida, começaram o trabalho de pesquisa. O astronauta admite, no entanto, que o modo como ele vê o satélite terrestre mudou. "Antes a Lua era uma desconhecida e, depois da missão Apollo 11, virou uma amiga", compartilhou ele.

Agora, Aldrin acredita que a Lua deve ser explorada por outros países, enquanto que os EUA devem se concentrar em Marte. "Abrimos a porta da Lua para as outras nações, mas agora temos de continuar como pioneiros ao explorar Marte", afirmou o famoso astronauta. "Temos de chegar a Marte antes que outros o façam. Não há motivo para esperar", afirmou Aldrin com convicção.

Outros astronautas contemporâneos de Aldrin afirmam que a Lua ainda tem muito a oferecer para que os EUA a deixem de lado e se dediquem exclusivamente a Marte. "Já sabemos que não há vida na Lua, mas está na hora de descobrirmos se há vida em Marte. Caso não haja, com a nossa visita, traremos vida a Marte, nem que seja por meio dos nossos germes", falou Aldrin.

Astronautas veteranos das missões Apollo vieram esta semana à capital americana não somente com o objetivo de celebrar conquistas passadas, mas com a meta específica de convencer o governo de Barack Obama a investir nos programas da Nasa.

Aldrin acha que o investimento em programas espaciais pode ter um grande impacto positivo sobre a economia mundial. "Há muitas oportunidades comerciais na exploração espacial que podem oferecer retorno em novas tecnologia por muitos anos", lembra ele.

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Especial para Terra

Google Moon leva a uma viagem em 3D pela Lua

Como uma homenagem aos 40 anos da chegada do homem à Lua, comemorada nesta segunda-feira, o Google anunciou um novo recurso, integrante da versão 5.0 do Google Earth, que permite explorar a paisagem lunar. O Google Moon tem como objetivo oferecer mais informações sobre a Lua em uma viagem em 3D.

» Veja fotos da Lua exibidas pelo Google Moon

Funcionando como um atlas interativo, com acervo formado a partir dos dados capturados pelo altímetro a laser Kaguya, o Google Moon permite que o internauta faça passeios guiados pelos astronautas Buzz Aldrin (da missão Apollo 11) e Jack Smith (Apollo 17).

Fotos panorâmicas de alta resolução e gravações que nunca haviam sido divulgadas de imagens da superfície lunar integram o novo recurso. Outro destaque são as "viagens conceituais", criadas pelas equipes que participam do Google Lunar X-Prize, a competição internacional que vai premiar com US$ 30 milhões a equipe que conseguir pousar um robô na Lua, fazer com que ele viaje 500 metros e mande imagens e dados para a Terra.

"Estamos fornecendo acesso sem precedentes a uma apresentação interativa em 3D das missões Apollo para centenas de milhões de pessoas em todo o mundo", disse Michael Weiss-Malik, gerente do produto no Google, em comunicado da empresa.

O Google Moon resulta do acordo firmado entre o Google e a Nasa, em 2006. "O anúncio de hoje torna ainda mais ampla a relação entre o Google e o Centro de pesquisa Ames da NASA", disse S. Pete Worden, diretor da agência espacial americana.

Para acessar o Google Moon, é preciso abrir o Google Earth 5.0 e alterar o modo de "Earth" (Terra) para "Moon" (Lua) na barra de ferramentas, na parte superior da tela. O Google Earth 5.0 pode ser baixado do site http://earth.google.com.br/moon.

O recurso funciona como um atlas interativo, permitindo explorar a paisagem da Lua

O recurso funciona como um atlas interativo, permitindo explorar a paisagem da Lua

Redação Terra

Astronautas do Endeavour iniciam 2ª caminhada espacial

Os astronautas David Wolf e Tom Marshburn iniciaram a segunda caminhada espacial dentro da missão atual do ônibus Endeavour
Os astronautas David Wolf e Tom Marshburn iniciaram a segunda caminhada espacial dentro da missão atual do ônibus Endeavour


Os astronautas David Wolf e Tom Marshburn iniciaram nesta segunda a segunda caminhada espacial dentro da missão atual do ônibus Endeavour. O segundo dia de trabalhos fora da Estação Espacial Internacional (ISS) teve como primeiro objetivo o conserto de um dos três banheiros. A dupla saiu pelo módulo Quest às 12h27 de Brasília, em missão que coincide com os 40 anos da chegada do homem à Lua.

Os trabalhos no sexto dos 16 dias da missão deverão durar cerca de seis horas e meia. Wolf e Marshburn também transportarão mantimentos à plataforma de armazenamento III e instalarão uma câmera na plataforma do laboratório japonês Kibo.

Wolf ficou preso ao extremo do braço robótico da ISS, enquanto Marshburn se dirigiu para o lado direito da estação para mudar a localização de uma garra que será utilizada pelos astronautas em uma missão planejada para novembro. Essa foi a segunda das cinco jornadas de trabalhos programadas para a missão do Endeavour.

Quatro décadas depois do pouso na Lua, a Nasa (agência espacial americana) explora a Lua com cápsulas e robôs e seus astronautas estão ocupados consertando um vaso sanitário no laboratório americano "Destiny", que faz parte da ISS. Os engenheiros em terra e os astronautas brigaram para ver quem ia consertar o desagradável estrago em um dos banheiros da ISS, utilizado atualmente pelas 13 pessoas que vivem e trabalham no complexo orbital.

Há outro vaso sanitário no Endeavour, mas a Nasa prefere limitar seu uso, já que os resíduos não podem ser jogados fora, por poluírem uma nova plataforma para experimentos instalada na ISS no sábado. Enquanto Wolf e Marshburn permanecem fora do ônibus espacial, o piloto do Endeavour, Doug Hurley e os especialistas da missão Julie Payette e Koichi Wakata, operarão o braço robótico da ISS.

Este trabalho é essencial, porque Wolf chegará ao carrinho de carga enquanto estiver suspenso pelo braço Canadarm2. Já Marshburn simplesmente flutuará, enquanto completa suas tarefas, que serão finalizadas às 18h58 (horário de Brasília).

Durante uma entrevista antes da missão, Wolf explicou que as partes que serão instaladas hoje são vitais. "Se as unidades atuais da estação espacial falhassem e estas partes não estivessem ali, a ISS perderia a possibilidade de usar um segundo sistema de comunicação", afirmou. "Por isso, o equipamento da estação espacial com estes componentes é essencial para a vida da ISS e sua produtividade, além da retirada das naves", acrescentou.

Os Estados Unidos retirarão suas naves de serviço em 2010, assim que a maior parte da construção da ISS for completada. Os primeiros aparelhos da operação foram lançados em 1981. A nova antena que será instalada hoje por Wolf e Marshburn será usada em um sistema de comunicações entre o espaço e a Terra. O mecanismo de bombeamento ajudará o funcionamento do sistema de esfriamento do aparelho e o novo motor operará uma plataforma móvel sobre a viga que serve de coluna vertebral da ISS.

Wolf é um veterano dos trabalhos no espaço, mas essa foi a primeira saída de Marshburn. Quando ambos concluírem suas tarefas separadamente, serão transferidos para a nova plataforma de experimentos no laboratório japonês Kibo, no sábado. Lá instalarão um novo sistema de câmeras focalizadas na plataforma, de modo que os astronautas dentro da ISS possam observar os experimentos.

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Astrólogos alertam para os perigos do eclipse total do Sol

O mais longo eclipse solar total do século XXI é um momento muito perigoso no Universo, advertem astrólogos, que predizem guerras, atentados, rebeliões e catástrofes naturais. "Se o Sol, o senhor das estrelas, adoece, então algo de grave ocorrerá no mundo", advertiu Raj Kumar Sharma, astrólogo de Mumbai que se gaba de ter lido nos astros, em 2008, a crise financeira mundial e a vitória presidencial de Barack Obama.

Na próxima quarta-feira, um 'eclipse monstro', segundo os astrofísicos, deixará no escuro durante alguns minutos os territórios de China e Índia, os dois países mais povoados do planeta. Nestes dois gigantes da Ásia, contos e mitologias se referem ao fenômeno astronômico como um anúncio de boa sorte, mas também fonte de maus presságios.

Sharma, por exemplo, prevê "atentados perpetrados no território indiano pelo grupo (separatista da Caxemira) Jaish-e-Mohammad ou pela Al Qaeda", além de uma terrível catástrofe natural no sudeste asiático. O astrólogo também acredita que um dirigente político indiano poderá ser assassinado, e que o exército americano estaria ameaçado no Afeganistão, no Oriente Médio e na Europa.

Sem esquecer do Irã e do Ocidente, entre os quais as tensões devem continuar aumentando até uma intervenção militar americana a partir de 9 de setembro. Nesta data, "Saturno passa da constelação de Leão para a de Virgem", e "nestes últimos 200 anos, com cada entrada de Saturno em Virgem, houve guerras", afirma Sharma.

A astrologia dos vedas serve para quase tudo na Índia: desde escolher o nome de um recém-nascido até decidir a compra de uma casa ou montar um negócio. No evento de um eclipse, alguns hindus (80% dos 1,17 bilhão de indianos) acreditam que os demônios Rahu e Ketu "tragam" o Sol, fazendo com que seja impossível comer os alimentos e que a água se torne impotável.

Mulheres indianas prestes a dar à luz, que haviam programado uma cesárea para o dia 22 de julho, decidiram adiar o parto, informa Shivani Sachdev Gour, ginecologista do hospital Fortis de Nova Déli. "É uma crença profundamente arraigada na sociedade indiana. Os casais fazem de tudo para que seu bebê não nasça neste dia", explicou o médico.

Na China imperial, os eclipses eram sinal de catástrofes naturais ou da morte do imperador. Mas estas crenças e superstições não desapareceram. "A probabilidade de que haja violência ou uma guerra durante um eclipse total é de 95%", indica um artigo do portal chinês Baidu.com.

Siva Prasad Tata, que dirige o site especializado Astro Jyoti, é mais otimista: "não há muitas razões para se alarmar demais em relação ao eclipse. É um fenômeno natural", disse.

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Eclipse solar mais longo do século acontece na quarta

O eclipse solar total mais longo do século XXI na quarta-feira mergulhará em completa escuridão a China e a Índia, os dois países mais povoados do planeta e onde os contos e as mitologias evocam este fenômeno tanto como o anúncio de bons augúrios como de maus presságios.

O astrofísico americano Fred Espenak definiu este eclipse do Sol como um fenômeno gigante, que poderá ser observado por nada mais nada menos que 2 bilhões de pessoas, um recorde na história da Humanidade.

A partir das 00H53 GMT - 06H23 na Índia-, a noite voltará a cair um pouco depois do amanhecer no estado de Gujarat (oeste).

Depois, a escuridão se irradiará por um corredor de 15 mil km de extensão e 200 km de largura, atravessando a Índia, o Nepal, o Butão, Bangladesh, Mianmar e China, e alcançando também as ilhas meridionais japonesas de Ryukyu.

"Será o eclipse mais longo do século. Nenhum de nós vivirá o suficiente para ver outro igual", afirmou, estusiasmado, Federico Borgmeyer, diretor da agência de viagens alemã Eclipse City.

O Sol ficará completamente bloqueado pela Lua durante seis minutos e 39 segundos em uma zona pouco habitada do Pacífico, um recorde de duração para um eclipse que só será quebrado em 2132.

A escuridão, no entanto, durará menos na Índia (entre três e quatro minutos) e em Xangai (cerca de cinco minutos). O sexto eclipse total do século tomou conta da atividade comercial e turística no Extremo Oriente, a região geográfica ideal para aproveitar este fenômeno astronômico.

O Parque das Esculturas de Xangai, o melhor lugar de observação da cidade, anunciou que vendeu 2.000 entradas para 22 de julho, com óculos especiais incluídos e camisetas comemorativas. Os hotéis estão lotados.

Na Índia, a agência Cox and Kings fletou um Boeing 737-700 que decolará de Nova Délhi antes do amanhacer, "interceptará" o eclipse total a uma altitude de 41 mil pés (12 mil metros) e voará para o leste, até o estado de Estados de Bihar.

Os 21 lugares do avião do lado do Sol foram vendidos por 1,2 mil euros (1,7 mil dólares). Enquanto isso, na cidade santa de Kurukshetra, norte da Índia, espera-se a chegada de um milhão e meio de de peregreinos para se banhar durante o eclipse nas águas purificadas e contribuir assim para a libertação da alma.

Na Índia e na China, os contos e mitologias evocam nos eclipses o anúnco de boas fortunas, mas também de maus presságios. O eclipe dessa quarta é "um momento muito perigoso no universo", adverte Raj Kumar Sharma, um astrólogo de Mumbai. "Se o Sol, o senhor das estrelas, está doente, então acontecerá algo de grave no mudno", prevê.

Na Índia, as mulheres grávidas, que programaram uma cesariana para quarta-feira, ao saberem do eclipse, decidiram reprogramar a cirurgia, explica Shivani Sachdev Gour, ginecologista do hospital Fortis de Nova Délhi.

Na China Imperial, os eclipses eram presságio de catástrofes naturais ou da morte de um imperador. Estas crenças e superstições ainda não desapareceram. Astrônomos e meteorologistas temem principalmente que as nuvens desta época de chuvas de monção no subcontinente indiano arruinem o espetáculo.

Se o tempo estiver bom, assim que o disco solar estiver coberto, o resplender da coroa solar será visível. Veremos, inclusive, protuberâncias ou jatos de gás incandescentes projetados a milhares de quilômetros do Sol.

Mas se o céu estiver encoberto, a queda das temperaturas e a repentina escuridão serão as únicas manifestaçõe tangíveis do esperado eclipse.

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Nasa volta olhar à Lua, desta vez com intenção de ficar

Quase quatro décadas depois da última visita, a Nasa voltou mais uma vez sua atenção à Lua, e iniciou a busca de locais para instalar no futuro uma base que sirva de escala para viagens mais distantes. No entanto, os objetivos podem ir além. John Olson, diretor de exploração da Nasa, fala sobre os planos da agência para viagens ao espaço com um bilhete só de ida. As informações são do jornal Guardian.

Segundo Olson, as agências espaciais do mundo, ou as empresas comerciais poderão emitir um bilhete de ida para o espaço, com viajantes voluntários que não queiram voltar.

A perspectiva de passar anos em uma nave espacial não vai dissuadir as pessoas de participar do projeto. "Você vai encontrar muitos voluntários", disse Olson.

Em maio de 1961, o então presidente John F. Kennedy desafiou os EUA a colocar um homem na Lua até o final da década e devolver-lhe com segurança à Terra. A Apollo 11 levou os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin à Lua em 20 de julho de 1969. Agora, a Nasa espera interesse nos voos tripulados e conquistar apoio para um investimento maciço em novas viagens ao espaço.

Se, como afirma Olson, o homem pode chegar Marte até meados deste século, engenheiros e astronautas podem, então, definir as suas vistas sobre os planetas, estrelas e luas.

"Estamos indo para usar a lua como um trampolim para Marte e vamos olhar para outros lugares interessantes, como asteróides", disse ele. Desde o discurso do Kennedy, os EU perdeu 17 astronautas. Três moreram em um incêndio durante o início dos testes para o programa Apollo e 14 morreram nos destroços do ônibus espacial Challenger e Columbia.

Nasa está atualmente vinculada ao discurso do então presidente de trazer os astronautas de volta para casa, disse Olson. No entanto, existe outras nações com programas em rápido desenvolvimento. "Espaço não é mais por poder e prestígio, é verdadeiramente para benefício econômico", disse o diretor de voo da Apollo 11, Eugene Kranz.

Com a tecnologia atualmente previsível, uma viagem de ida e volta para Marte lançado a partir de um posto avançado lunar poderá ser realizada em dois a três anos - uma viagem de seis a nove meses em cada sentido e um ano de missão na superfície.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3883769-EI301-ABM,00.html
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3883769-EI301-ABI,00.html

Redação Terra