terça-feira, 15 de setembro de 2009

Crise na Nasa pode cancelar voos espaciais tripulados

Segundo analistas, os voos do foguete Ares I, um dos dois necessários para levar cargas e astronautas para a Lua, precisariam ser cancelados
Segundo analistas, os voos do foguete Ares I, um dos dois necessários para levar cargas e astronautas para a Lua, precisariam ser cancelados


Um comitê de engenheiros aeroespaciais e cientistas entregou ao presidente americano Barack Obama uma avaliação pessimista do programa espacial de voo tripulado da Nasa. O relatório do painel elencou as decisões extremas que Obama enfrentará, que podem incluir o cancelamento de um novo sistema de foguetes lunares e de todos os outros projetos exceto a exploração da órbita baixa onde se encontra a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

"No fim das contas, eles concluíram que não há dinheiro suficiente no atual orçamento para fazer qualquer coisa útil no voo espacial tripulado", diz Marcia Smith, presidente da Space and Technology Policy Group, consultoria com sede em Arlington, Virgínia, e ex-diretora do Quadro de Estudos Espaciais do Conselho Nacional de Pesquisa dos EUA.

Em maio, Obama ordenou ao comitê uma revisão da atual política espacial, desenvolvida pelo ex-presidente George W. Bush, a partir de sua "visão" de montar uma base lunar como preparação para o envio de pessoas a Marte. O comitê tinha a tarefa de avaliar novos cenários - inclusive o uso da ISS depois de seu fim programado para 2016 - seguindo rígidas diretrizes orçamentárias. Liderado pelo ex-executivo aeroespacial Norman Augustine, o comitê de dez membros ainda não divulgou seu relatório, mas debates públicos no verão americano deixaram clara a opinião de alguns.

Considerando as restrições orçamentárias, as opções não são as melhores. No requerimento orçamentário de Obama para 2010, o programa de exploração da Nasa, conhecido como Constellation, receberia cerca de US$ 6 bilhões por ano - cerca de US$ 1 bilhão a menos do que o requisitado por Bush no orçamento de 2009 e vários bilhões a menos do que o estabelecido em orçamentos anteriores.

"O orçamento de Bush colocou pressão sobre o sistema, mas o orçamento de Obama, se deixado como está, vai acabar com ele", afirma Scott Pace, diretor do Instituto de Política Espacial da Universidade George Washington, em Washington, D.C. Uma análise do comitê revelou que, caso não haja mudanças no plano e orçamento atuais, os astronautas sequer sairão da órbita baixa da Terra até 2028.

Portanto, o grupo procurou alternativas para o presidente, reduzindo suas cerca de três mil escolhas possíveis para apenas algumas. Em diversos cenários, o foguete Ares I, um dos dois necessários para levar cargas e astronautas para a Lua, seria cancelado.

Ao invés disso, recursos seriam alocados para empresas espaciais comerciais, como a Space Exploration Technologies, de Hawthorne, Califórnia, e a Orbital Sciences, de Dulles, Virgínia, que já estão tentando construir foguetes para levar carregamento até a ISS. Segundo Smith, o comitê também parece inclinado a apoiar foguetes comerciais que possam levar pessoas até o espaço.

Para Michael Griffin, ex-gestor da Nasa, os riscos não se limitam a tornar o foguete tripulado comercial uma realidade, mas também em ceder a capacidade da viagem espacial - tradicionalmente do governo americano - ao setor privado.

"Não sou fã de esforços que confiam em capacidades de terceiros antes delas existirem de verdade", diz Griffin, hoje professor de engenharia aeroespacial da Universidade do Alabama, em Huntsville.

Ele afirma que também ficaria desapontado se o Ares I fosse cancelado, não só pelos US$ 6 bilhões já gastos no foguete e na cápsula tripulada Orion, mas porque ainda acredita que o Ares I é a forma mais barata de atravessar a órbita baixa quando comparada a seu companheiro de lançamento pesado Ares V.

O sistema, diz ele, "tem a única falha de custar mais do que o presidente Obama está disposto a oferecer no orçamento". O comitê descobriu que uma ampla exploração humana da Lua e uma viagem direta a Marte são inviáveis. Com uma pequena manobra orçamentária e com a alocação do dinheiro do Ares I para o desenvolvimento de um foguete de carga pesada, o comitê determinou que haveria ainda uma opção de 'espaço profundo'.

Tal possibilidade pode incluir visita a asteróides, sobrevoos na Lua e em planetas e viagens a pontos de Langrange, fontes gravitacionais no sistema Terra-Sol onde alguns telescópios estão situados.

O comitê encontrou diversas formas de estender as operações da ISS até 2020 de forma a cumprir acordos internacionais. O que não está claro é se, após gastar US$ 2,5 bilhões anuais no funcionamento da ISS nos próximos anos, haveria dinheiro para alguma outra coisa. "Não gosto de fingir que temos objetivos de longo alcance e de superação quando não estamos dispostos a reservar dinheiro para alcançá-los", diz Griffin.

As diretrizes orçamentárias de Obama para 2010 incluíam a condição de que recursos adicionais para o programa pudessem ser requeridos enquanto o relatório do comitê de Augustine estivesse pendente. O Congresso, que trabalha para determinar esses custos no outono americano, marcou para meados de setembro as audiências sobre o relatório. Portanto, apesar do comitê finalizar em breve seus trabalhos, ainda permanecem algumas decisões difíceis - reivindicar mais dinheiro ou aceitar um programa mais limitado.

"O trabalho mais difícil vai estar na mesa do presidente", diz Smith.

Traduções: Amy Traduções

Nature

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Tempestade mais longa do Sistema Solar atinge Saturno

Uma violenta tempestade, que começou em meados de janeiro de 2009 na atmosfera de Saturno para continuar ininterruptamente nos oito meses seguintes, é a de maior duração até agora registrada no Sistema Solar, anunciaram astrônomos. Esta tempestade é a nona observada pela sonda norte-americana Cassini, em órbita ao redor de Saturno desde 2004, segundo os resultados apresentados no Congresso Europeu de Ciência Planetária (ESPC, siglas em inglês) realizado esta semana em Potsdam, próximo a Berlim.

Estes fenômenos atmosféricos, que podem se estender em uma zona de 3 mil km de diâmetro, são registrados normalmente na região que os cientistas batizaram como "Avenida das tempestades", situada 35° ao sul do equador de Saturno. As descargas elétricas provocadas pelas tempestades de Saturno geram emissões de ondas de rádio dez mil vezes mais potentes do que as tempestades terrestres, indicaram os astrônomos em um comunicado.

"Essas tempestades não só são surpreendentes por sua intensidade e longevidade, como as ondas de rádio que emitem são igualmente úteis para se estudar a ionosfera de Saturno", ressalta Georg Fischer da Academia de Ciências da Áustria que participa das análises dirigidas por uma equipe de cientistas austríacos, norte-americanos e franceses.

Os níveis de ionização dessa camada da atmosfera, captados graças ao instrumento RPWS (que recolhe dados de ondas de rádio e de plasma) da Cassini, são cem vezes maiores sobre a face diurna do que sobre a face noturna de Saturno, o que confirma os dados captados pela sonda Voyager entre 1980 e 1981. A tempestade de grande duração anterior em Saturno, de sete meses e meio, ocorreu entre novembro de de 2007 e julho de 2008.

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Brasil prepara satélite para pesquisas sobre microgravidade

Cientistas do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), dependente do Ministério da Defesa, preparam um satélite destinado a servir para a pesquisa em ambientes de microgravidade, como informa hoje a Força Aérea Brasileira (FAB).

Trata-se do projeto Satélite de Reentrada Atmosférica (Sara), realizado nas instalações do IAE em São José dos Campos (SP).

O projeto Sara busca a criação de uma plataforma destinada a operar por um período máximo de dez dias em uma "órbita baixa", a cerca de 300 quilômetros de altura, para realizar experimentos em ambiente de gravidade reduzida.

"No futuro, o equipamento abrirá novas possibilidades na realização de projetos de pesquisa e desenvolvimento nas mais diversas áreas, como biologia, biotecnologia e medicina", diz o comunicado.

Outro dos objetivos do projeto é o desenvolvimento de estruturas que suportem o "severo ambiente de reentrada na atmosfera terrestre" pelas altas temperaturas que devem ser suportadas por objetos que voltam do espaço.

Com isso, procura o "desenvolvimento de tecnologias para a criação de aeronaves e veículos hipersônicos através da análise de veículos espaciais na atmosfera terrestre".

Essas aeronaves hipersônicas seriam capazes de fazer em poucas horas voos de longa distância, como por exemplo da cidade americana de Los Angeles até a australiana de Sydney.

O Sara também "pretende ser uma plataforma industrial orbital para a qualificação de componentes e equipamentos espaciais a baixo custo".

O IAE espera que o primeiro dos elementos desenvolvidos pelo Sara, um módulo suborbital de 350 quilos destinado a experimentos curtos, de oito minutos, com um sistema de recuperação por paraquedas, possa estar pronto para ser lançado ao longo de 2010.

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Astrônomos: cometa foi lua temporária de Júpiter por 12 anos

Um cometa foi há cerca de 60 anos e durante 12 anos uma lua temporária de Júpiter, anunciaram nesta segunda-feira os astrônomos reunidos no Congresso Europeu de Ciência Planetária (ESPC), que acontece esta semana em Potsdam, perto de Berlim.

O cometa 147P/Kushida-Muramatsu se manteve em órbita de Júpiter de 1949 a 1961, segundo uma equipe internacional dirigida por Katsuhito Ohtsuka (Tokyo Meteor Network), que criou um modelo das trajetórias de 18 cometas suscetíveis de se encontrar temporariamente atuando como satélites do maior planeta do Sistema Solar. Os cometas, pequenos corpos celestes compostos essencialmente de água congelada e rochas, se deslocam em órbitas muito elípticas e a maior parte do tempo a grandes distâncias do Sol.

A maioria dos cometas presos temporariamente por Júpiter o abandonam sem nem mesmo conseguir completar uma órbita em torno do planeta. Este cometa que conseguiu completar duas revoluções em torno de Júpiter figura agora entre os cinco que conseguiram realizar pelo menos uma órbita. E é um dos três que passaram mais tempo em torno do planeta gigante.

"Os resultados de nosso estudo sugerem que os impactos sobre Júpiter e a captura de satélites temporários podem acontecer mais assiduamente do que se pensava até agora", assinalou David Asher (Armagh Observatory, Gran Bretaña), que apresentou os dados em Potsdam. Os asteroides ou cometas podem ser vítimas dos efeitos de maré gerados pela forte gravidade de Júpiter, como ocorreu com o cometa Shoemaker-Levy 9, que se partiu em 21 pedaços sobre a superfície de Júpiter em 1994.

Os rastros de um novo impacto sobre Júpiter, descobertos em julho passado por um astrônomo amador e confirmados pela Nasa, podem corresponder, segundo Asher, a um objeto da mesma categoria que este cometa.

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China começa construção de seu quarto centro espacial

A China começou a construção do seu quarto centro espacial na cidade de Wenchang, no norte da ilha tropical de Hainan (sul do país). A previsão de término do centro é 2013, segundo informou a agência oficial Xinhua.

O Centro de Lançamento de Satélites Espaciais de Hainan será o de mais baixa latitude da China, situado a apenas 19 graus ao norte do equador, o que permitirá ao país asiático participar de lançamentos espaciais comerciais internacionais, segundo explicou Wang Weichang, diretor do projeto do Centro Espacial de Hainan.

Segundo os especialistas, este centro barateará o custo dos lançamentos, já que no equador a velocidade de rotação da Terra é maior que em outros pontos de mais latitude. Quanto mais perto se está dessa linha geográfica, mais se pode aproveitar tal velocidade no lançamento de satélites ou outros veículos espaciais.

Os aparelhos espaciais lançados ali sobrevoariam durante sua trajetória o Mar da China Meridional antes de sair da órbita terrestre, com o que praticamente ficaria eliminado o risco de que algumas de suas partes pudessem cair sobre regiões habitadas.

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domingo, 13 de setembro de 2009

Japão estuda construir uma central de energia solar no espaço

O Japão, país que apesar de não ter muitos recursos naturais ocupa a dianteira no desenvolvimento de tecnologia de ponta, planeja construir uma central solar espacial para enviar energia à Terra através de raios laser ou microondas.

Ao fim de uma licitação lançada neste semestre, o Estado japonês escolheu esta semana as empresas e organismos que deverão desenvolver o dispositivo futurista, que o poder público já chama de essencial. O objetivo, para 2030, é colocar em órbita geoestacionária (a 36 mil km da Terra) um artefato equipado com vários painéis fotovoltáicos que transformem a energia solar em eletricidade, com capacidade anual de cinco a 10 vezes superior aos painéis utilizados na Terra.

Esta eletricidade, por sua vez, será transformada em fluxos energéticos transmitidos por raios ou microondas até a Terra, onde serão captados por uma antena parabólica gigante que os transformará novamente em eletricidade.

"Como se trata de uma forma de energia limpa e inesgotável, acreditamos que este sistema pode contribuir para resolver os problemas de insuficiência energética e do aquecimento da Terra devido aos gases causadores do efeito estufa", explicam os pesquisadores da Mitsubishi Heavy Industries (MHI), grupo diversificado especialista em técnicas aeroespaciais. "A luz do sol é abundante no espaço", destacam.

O gigantesco desafio científico e industrial coordenado pela Agência Espacial Japonesa (JAXA) parece saído da ficção científica, mas o Japão iniciou seus estudos para o projeto em 1998. Ao todo, 130 pesquisadores divididos em grupos de trabalho participam da iniciativa, e este número deve crescer a partir de agora.

No dia 1º de setembro, os ministérios da Economia, Comércio e Indústria (METI) e de Ciências e Técnicas (MEXT) confiaram o desenvolvimento do projeto à MHI e ao Instituto de Pesquisa de Dispositivos Espaciais Inabitados, que reúne 17 empresas, entre elas os grupos de eletrônica Mitsubishi Electric, NEC, Fujitsu e Sharp.

De acordo com os planos atuais, haverá várias etapas de desenvolvimento até o lançamento do dispositivo, previsto para 2030. Primeiro, "um satélite de testes destinado à experimentação da transmissão por microondas deve ser colocado em órbita baixa por um foguete japonês" nos próximos anos, explicou um dos coordenadores do projeto na JAXA, Tatsuhito Fujita.

Depois, os japoneses testarão a possibilidade de uma montagem automatizada no espaço (em órbita conjunta com a Estação Espacial Internacional, ISS) das peças para construir uma grande estrutura fotovoltáica flexível com potência de 10 megawatts (MW). Isto está previsto para 2020.

Posteriormente, será colocado em órbita geoestacionária um protótipo com 250 MW de potência, que servirá para testar o conjunto do dispositivo e estudar sua viabilidade financeira.

A missão final consiste em produzir eletricidade a um custo que seja competitivo em relação a outras fontes de energia. Os pesquisadores têm como principal objetivo desenvolver um sistema definitivo de mil MW, que produziria energia a um custo de 8 ienes (0,085 dólares) por quilowatt/hora, mesmo custo da produção de energia solar na Terra em 2030, e aproximadamente seis vezes menos que o custo atual.

No entanto, até que as tarifas se tornem atraentes será preciso convencer a população: segundo um estudo da JAXA realizado em 2004 com mil pessoas, a segurança é o primeiro motivo de preocupação em relação ao projeto, e palavras como "laser" e "microondas" provocam medo.

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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

"Discovery" aterrissa na Califórnia após missão na ISS

O ônibus espacial "Discovery" terminou nesta sexta-feira uma bem-sucedida missão de abastecimento e serviço na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), com uma impecável aterrissagem na pista da Base Aérea americana de Edwards, na Califórnia.

A nave tocou a pista às 00h53 locais, de sábado (21h53 de sexta, no horário de Brasília) depois que o mau tempo obrigou dois cancelamentos de sua aterrissagem no Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

"Em casa. Felicitações após uma nova bem-sucedida missão", disse o controle da missão no Centro Espacial Johnson, da Nasa (agência espacial americana), em Houston, no estado americano do Texas A aterrissagem aconteceu sob um céu aberto, que contrastou com o tempo fechado e que indicava chuva no Cabo Canaveral, na Flórida.

A missão STS-128 do "Discovery", que deveria durar 13 dias, se prolongou por mais um na quinta-feira, depois que as autoridades da Nasa cancelaram duas oportunidades de pouso, diante da ameaça de tempestades na zona do Cabo Canaveral.

As mesmas condições meteorológicas adversas obrigaram a Nasa cancelar o lançamento do ônibus espacial por um dia, seguido de outro, por um problema técnico.

O pouso na Base Aérea de Edwards seria um recurso de última instância para as autoridades da Nasa, já que o ônibus espacial terá que ser levado da Califórnia à Flórida, em uma operação que terá um custo de US$ 1,7 milhão.

A missão STS-128 teve o objetivo principal de extrair e substituir um tanque de amoníaco na viga central da ISS, que viaja em uma órbita a 385 quilômetros da Terra.

Esse tanque, que na Terra pesa em torno de 800 quilos, é o núcleo central do sistema de esfriamento do complexo e foi, até agora, o objeto de maior volume movido no ambiente sem gravidade pelos astronautas.

Essa tarefa foi liderada pelo astronauta mexicano americano Johnny Olivas, que participou das três etapas das da missão, acompanhado por Nicole Stott em uma ocasião, e pelo sueco Christer Fuglesang, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), nas outras duas.

Durante essas três etapas, Olivas, Nicole e Stott também analisaram o processamento no espaço de materiais como vidro, metais e cerâmica, incluindo a solidificação de cristais fora da influência da gravidade da Terra.

Além disso, recuperaram um experimento científico europeu instalado na parte exterior do laboratório "Columbus", da ESA, que também voltou à Terra com o "Discovery".

Também substituíram um dispositivo para determinar a posição da ISS em comparação com a Terra.

Nicole e Olivas fizeram, além disso, os preparativos para a chegada do módulo "Tranquility" ao complexo "Alfa", que será instalado na estação depois da chegada da missão STS-130, em fevereiro do ano que vem.

O "Discovery" levou mantimentos e equipamentos, além de um aparelho para os astronautas praticarem exercícios físicos durante a permanência no espaço.

Além disso, os astronautas transferiram uma geladeira até a estação "Alfa", que ajudará a preservar mostras biológicas, incluindo resíduos microbianos, plantas e urina, para sua análise na Terra.

A missão incluiu um teste para determinar o nível de vibração experimentado pelos astronautas durante o lançamento.

A informação será utilizada no desenho de novos assentos nas futuras naves espaciais da Nasa.

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Discovery pousa na Califórnia após desviar de tempestade


O ônibus espacial Discovery pousou nesta sexta-feira na base da Força Aérea dos EUA na Califórnia, após ter sido impedido pelo segundo dia consecutivo de pousar no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, devido ao mau tempo, informou a Nasa.

A nave e seus sete tripulantes chegaram à Base Aérea Edwards, no deserto do Mojave, às 20h53 (21h53 do horário de Brasília). O Discovery passou 14 dias no espaço, período em que entregou mantimentos para os seis tripulantes fixos da Estação Espacial Internacional e equipamentos para experimentos científicos.

A Nasa ainda pretende fazer seis voos com seus três ônibus espaciais para concluir a montagem da Estação, um projeto de 16 países e US$ 100 bilhões. Depois disso, deve aposentar essa frota e passar a desenvolver um novo veículo espacial, composto de cápsula e foguete, que poderá levar tripulantes à Estação e também à Lua.

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Sonda LCROSS e seu foguete cairão sobre a Lua em outubro

A sonda LCROSS (sigla para Lunar Crater Observation and Sensing Satellite) da Nasa lançará no mês que vem a etapa superior de seu foguete Centauro sobre uma cratera da face oculta da Lua, informou nesta sexta-feira a agência espacial americana. A operação terá como objetivo provocar um impacto que levante uma nuvem de pó e rochas sobre a cratera Cabeus A que se encontra sobre uma região do polo sul e da face oculta da Lua.

A nuvem será cruzada pela sonda para analisar a composição de seus materiais e, especialmente, a possível presença de moléculas de água, antes de fazer seu próprio impacto na Lua, informou a Nasa. Será o último ato da sonda após uma viagem de quase nove milhões de quilômetros pelo espaço, incluindo várias voltas na órbita da Terra e da Lua.

As duas colisões deverão acontecer uma após a outra, disse a Nasa após assinalar que a cratera foi escolhida como ponto ótimo para determinar se existe água em regiões próximas ao polo austral do satélite natural da Terra. "A escolha de Cabeus A foi resultado de um ativo debate dentro de nossa comunidade científica o qual incluiu os últimos dados de observações desde a Terra assim como de outras missões lunares", incluindo a do Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), disse Anthony Colaprete, cientista da LCROSS.

"A equipe está ansiosa para ver os impactos e analisar a riqueza de informação que esta singular missão produzirá", acrescentou. Mas os impactos do foguete e da sonda sobre a Lua não serão observados somente pelos cientistas encarregados da missão.

A nuvem será analisada também por telescópios de todo o mundo, incluindo os do Havaí, os do Novo México e Arizona, assim como o telescópio espacial Hubble e o orbitador lunar LRO. "Estas observações múltiplas complementarão os dados da LCROSS e ajudarão a determinar se existe ou não água em forma de gelo na cratera Cabeus A", disse Jennifer Heldmann, no Laboratório Ames de Pesquisas da Nasa, na Califórnia.

Em um último relatório sobre a missão, seu diretor Daniel Andrews, informou hoje que a nave não tem problemas e tem combustível suficiente para completar todos seus objetivos. A sonda LCROSS e o orbitador lunar foram lançados no dia 18 de junho deste ano a bordo de um foguete Atlas V a partir de Cabo Canaveral (Flórida).

"A equipe da LCROSS esteve se preparando desde então para este objetivo final e esperamos ansiosos o dia 9 de outubro", indicou Andrews.

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Mau tempo na Flórida forçará "Discovery" a descer na Califórnia

O ônibus espacial "Discovery" descerá hoje na pista da base Edwards da Força Aérea, na Califórnia, devido ao mau tempo na Flórida, onde duas aterrissagens já haviam sido adiadas.

A medida, que segue aos dois cancelamentos de descida na Flórida feitos também pelo mau tempo, foi anunciada depois que os meteorologistas da Nasa (agência espacial americana) informaram serem mínimas as possibilidades de melhora nas próximas horas.

Segundo a Nasa, no momento as condições meteorológicas são ideais para a descida na base Edwards.

A nave acenderá os motores para abandonar sua órbita às 20h47 (Brasília), e espera-se que toque a pista de aterrissagem às 21h53.

Em caso de algum problema, o acendimento dos motores para uma segunda tentativa se iniciaria às 22h23, com uma aterrissagem prevista para 23h28.

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Retorno do Discovery à Terra será na noite desta sexta

A Nasa (agência espacial americana) decidiu atrasar o retorno à Terra do ônibus espacial Discovery para as 23h23 locais (20h23, no horário de Brasília), depois de duas tentativas abortadas na quinta-feira, devido ao mau tempo.

O retorno hoje estava previsto para as 21h54 locais (18h54, no horário de Brasília), no Centro Espacial Kennedy, no estado americano da Flórida.

Se as condições meteorológicas não melhorarem, a Nasa poderia optar por desviar a aterrissagem do Discovery para a Base Aérea de Edwards, na Califórnia.

No entanto, a agência espacial prefere que a aterrissagem aconteça na Flórida, já que os custos de transporte do Discovery de uma costa para outra poderiam chegar a US$ 1,7 milhão. A demora do retorno acrescentou um dia mais aos 13 previstos para a missão STS-128.

O principal objetivo da missão, que incluiu três atividades fora do ônibus espacial, foi substituir um enorme tanque de amoníaco que faz parte do sistema de esfriamento da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

Os sete membros da missão do Discovery também levaram mantimentos e novos equipamentos à ISS, incluindo uma geladeira e um aparelho para os astronautas fazerem exercícios físicos.

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Imagem da Nasa mostra ataque de 11/9 visto do espaço

Imagem de satélite registrou o rastro de fumaça deixado pelos ataques de 11 de Setembro, em Nova York
Imagem de satélite registrou o rastro de fumaça deixado pelos ataques de 11 de Setembro, em Nova York


A Nasa divulgou nesta sexta-feira uma imagem do ataque terrorista ao World Trade Center, capturada por Frank Culbertson, comandante da Estação Espacial Internacional na época. Suas palavras naquele dia foram: "nossas orações e pensamentos a todas as pessoas que estão lá, e em todo lugar".

Há oito anos, o mundo parou quando 19 membros da Al-Qaeda assumiram o controle de quatro aviões e provocaram uma série de atentados nos Estados Unidos, com saldo de aproximadamente 3 mil mortos. Menos de dois meses depois, George W. Bush e seus aliados decidiram invadir o Afeganistão e, em 2003, o Iraque, no que o então presidente chamou de "guerra contra o terrorismo".

Gizmodo

Corredores gravitacionais podem baratear viagens espaciais

Corredores formados pelas forças gravitacionais entre planetas e outros astros podem baratear o custo de viagens espaciais, afirmou o físico Shane Ross, da Universidade Virginia Tech, dos Estados Unidos, durante o Festival de Ciências Britânico.

Segundo Ross, os corredores gravitacionais funcionam como "correntes marinhas", pemitindo às naves espaciais "surfar" pelo espaço gastando pouco ou nenhum combustível.

Cientistas americanos agora tentam mapear esses corredores no espaço. De acordo com Ross, esta técnica poderia ser particularmente útil para explorar luas em órbita em torno de planetas.

Os chamados tubos gravitacionais conectam os Pontos de Lagrange - pontos específicos em que forças gravitacionais e órbitas de astros se contrabalançam no espaço.

"Basicamente, a ideia é de que há caminhos com baixo nível de energia ligando planetas e luas, o que iria diminuir drasticamente a necessidade de combustível", disse Ross.

"Seriam caminhos de ''queda livre'' no espaço, em torno e entre corpos gravitacionais. Em vez de simplesmente cair, como na Terra, você cai por esses ''tubos''. Cada um deles começa estreito e pequeno e, a medida que se afasta, se amplia e, às vezes, se divide."

"Gosto de pensar que eles são semelhantes a correntes marinhas, mas são correntes gravitacionais", afirmou Ross. Segundo o físico, viajar nos tubos gravitacionais é diferente de explorar o efeito "estilingue"da gravidade de um planeta ou uma lua, uma técnica rotineira nas viagens espaciais.

"O efeito estilingue não o coloca na órbita de uma lua", diz ele, "esta técnica sim". De acordo com Ross, apenas uma missão espacial americana explorou esta técnica. A nave Gênesis foi lançada em 2004 para capturar partículas de vento solar e trazê-las de volta à Terra.

O uso dos corredores gravitacionais permitiu que a nave carregasse dez vezes menos combustível. A missão acabou fracassando porque o paraquedas não abriu na hora do pouso.Os corredores gravitacionais são especialmente úteis nas viagens entre luas de um planeta, disse o físico.

"Uma vez que você chega a outro planeta que tem seus próprios ''tubos'', você pode usá-los para explorar suas luas", afirmou Ross. "Você poderia viajar entre as luas de Júpiter essencialmente de graça. Tudo o que você precisaria seria um pouco de combustível para corrigir a rota."

Mas segundo ele, o baixo custo também implica em maior demora, e uma viagem entre um sistema de luas poderia levar meses. O físico também ressaltou que sempre será necessário o uso de combustível nas viagens espaciais, e que tentar chegar da Terra a Marte por um desses corredores levaria milhares de anos.

'Tubos' de baixa energia conectam planetas e outros astros, permitindo às naves 'surfar' no espaço

'Tubos' de baixa energia conectam planetas e outros astros, permitindo às naves 'surfar' no espaço

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Foguete Ares 1 é testado com sucesso

O teste do primeiro estágio do foguete Ares 1, destinado a lançar a cápsula Orion, que deve suceder os ônibus espaciais, foi um sucesso, informou a Nasa nesta quinta-feira.

A prova estática foi realizada no centro de testes da agência espacial americana em Promontory, no estado de Utah, e durou cerca de dois minutos.

O Ares 1 experimental deve realizar seu primeiro voo a partir do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Cañaveral (Flórida), no dia 31 de outubro.

Apesar do sucesso do teste, o destino do Ares 1, no qual a Nasa já investiu 7 bilhões de dólares, ainda é incerto.

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Nasa adia aterrissagem do Discovery para sexta-feira

A Nasa adiou nesta quinta-feira a aterrissagem do ônibus espacial Discovery até sexta-feira devido ao mau tempo em sua base na Flórida.

O Discovery e seus sete astronautas estão retornando de uma missão de abastecimento à Estação Espacial Internacional (ISS) e agora ficarão mais um dia em órbita.

O ônibus teve duas oportunidades de aterrissagem nesta quinta-feira, mas os temporais provocaram o adiamento de ambas as chances.

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Clima provoca adiamento de pouso do Discovery

A primeira opção de pouso do ônibus espacial Discovery, prevista para esta quinta-feira, foi adiada diante das más condições climáticas na Flórida, informou a Nasa. "Vamos abortar esta tentativa", disse Eric Boe, porta-voz da missão do ônibus espacial, no momento em que os astronautas esperam para regressar à Terra após 13 dias de missão na Estação Espacial Internacional.

Uma segunda tentativa de pouso do Discovery, no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, está programada para a noite de hoje, às 20h40 local (21h40 Brasília), caso o tempo melhore.

A tripulação do Discovery conta com provisões suficientes e se esta segunda tentativa fracassar, será acionado um plano alternativo, com um pouso na sexta-feira na base da Força Aérea Edwards, na Califórnia, destacou a Nasa.

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Discovery manobra no espaço para evitar objeto desconhecido

O ônibus espacial Discovery realizou nesta quinta-feira uma manobra para modificar sua trajetória e evitar ume eventual colisão com um objeto não identificado, anunciou a Nasa, agência espacial americana.

A manobra foi efeutada às 16h02 GMT e os astronautas precisaram para isso ativar um dos pequenos motores orbitais da nave. Os coordenadores da missão acreditam que o objeto não identificado pode ter se perdido durante a terceira e última saída espacial dos dois astronautas, indicou a Nasa em um comunicado.

Se o tempo estiver bom, a Discovery e sua tripulação devem retornar à Terra nesta quinta-feira, após 13 dias no espaço.

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Nasa divulga imagem de aglomerado estelar

A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta quinta-feira uma imagem panorâmica de um aglomerado de estrelas gigantes. O aglomerado possui uma variedade colorida com cerca de 100 mil estrelas.

A fotografia foi uma das primeiras captadas pela nova câmera Wide Field Camera 3, instalada no telescópio espacial Hubble na última manutenção realizada pela Nasa.

As aglomerações estelares são formadas por milhares de corpos celestes que se mantêm juntos pela ação da gravidade. Nelas, residem algumas das estrelas mais velhas do universo - provavelmente nasceram antes da Via Láctea - e por isso são mais antigas do que qualquer uma das existentes na nossa galáxia.

O aglomerado possui uma variedade colorida com cerca de 100 mil estrelas

O aglomerado possui uma variedade colorida com cerca de 100 mil estrelas


Redação Terra

Confirmada tripulação principal da próxima missão à ISS

As tripulações principal e suplente da próxima missão à Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês) estão capacitadas para viajar, anunciou hoje a comissão encarregada de avaliar os cosmonautas.

Assim, em 30 de setembro, às 11h17 de Moscou (4h17 de Brasília), partirão para a plataforma orbital o russo Maxim Surayev, seu colega da Nasa (agência espacial americana) Jeff Williams e o turista espacial canadense Guy Laliberté, fundador do Cirque du Soleil, integrantes da tripulação principal.

O grupo suplente é formado pelo russo Aleksandr Skvortsov, a americana Shannon Walker e a turista espacial americana Barbara Barrett, esposa do ex-presidente do conselho da Intel Craig Barrett, informaram as agências russas.

As equipes superaram ontem com sucesso os dois dias de exames no simulador terrestre do segmento russo da ISS e da nave pilotada Soyuz TMA, no Centro de Treinamento de Cosmonautas Yuri Gagarin, situado nos arredores de Moscou.

Surayev, que viaja pela primeira vez ao espaço, e Williams, para quem este será o terceiro voo de sua carreira e o segundo à ISS, permanecerão meio ano na plataforma orbital como integrantes da 21ª expedição.

Laliberté, que, segundo dados de alguns meios de comunicação, pagou cerca de US$ 50 milhões pela viagem, permanecerá 12 dias no espaço com o objetivo de chamar a atenção sobre os problemas dos recursos da água.

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Engenheiros da Nasa estudam segurança de pouso em Marte

O veículo de exploração terá de atravessar a fina atmosfera de Marte em velocidade supersônica e a temperaturas elevadíssimas
O veículo de exploração terá de atravessar a fina atmosfera de Marte em velocidade supersônica e a temperaturas elevadíssimas


Antes que o Mars Science Laboratory, da Agência Espacial Americana (Nasa) dos Estados Unidos, chegue ao planeta vermelho, em 2012, o veículo de exploração de uma tonelada terá de atravessar a fina atmosfera de Marte em velocidade supersônica e a temperaturas elevadíssimas. Cada centímetro da espaçonave precisa estar protegido por uma fuselagem aerodinâmica que arcará com o atrito na porção mais rápida da descida, antes que os paraquedas e retrofoguetes sejam acionados para controlar o pouso.

Engenheiros da Nasa estão confiantes em que a espaçonave será capaz de sobreviver aos esforços requeridos para essa missão. Mas em caso de missões nas quais a carga a amortecer venha a ser muito mais pesada, será necessário um sistema melhor. "Estamos de certa maneira no limite daquilo que é possível realizar com a atual tecnologia", disse Neil Cheatwood, do Centro de Pesquisa Langley, da Nasa, em Hampton, Virgínia.

A solução? Inflar a fuselagem aerodinâmica como se fosse um balão. Por meio de materiais leves, flexíveis e resistentes ao calor, a Nasa está desenvolvendo crostas infláveis que, ao serem expandidas para um tamanho diversas vezes maior que o de sua carga, propiciam maior arrasto e desaceleram uma espaçonave de maneira mais eficiente que uma fuselagem rígida.

Os engenheiros, com isso, não teriam de comprimir as estruturas dentro de foguetes, que estão limitados a cerca de cinco metros de diâmetro. Em algumas das versões propostas para o projeto, a estrutura inflável seria arrastada por trás da carga como um "balaquedas", mistura entre balão e paraquedas. Em outras, a estrutura seria simplesmente substituída por uma gigantesca carapaça flexível em forma de cogumelo.

Em 17 de agosto, a Nasa testou uma estrutura inflável que Cheatwood, o cientista encarregado de testar os projetos, previu poderia servir como confirmação de princípio para a futura incorporação dessa tecnologia em novas missões a Marte - quer uma missão não tripulada que recolheria amostras do planeta e as traria de volta à Terra, quer missões tripuladas. Nos dois casos, as missões teriam de levar ao planeta os meios e o peso adicional necessários para garantir o retorno à Terra.

O lançamento de teste, conduzido na Wallops Flight Facility, uma base aérea experimental na costa da Virgínia, disparou a estrutura inflável com o uso de um foguete experimental Black Brant 9. Menos de quatro minutos após o lançamento, a carga atingiu sua altitude máxima de cerca de 208 quilômetros. Um minuto depois, um cartucho de hidrogênio inflou a estrutura em forma de disco até um tamanho de cerca de três metros - cerca de sete vezes o diâmetro do foguete.

Cheatwood explicou que apenas recentemente foram desenvolvidos materiais capazes de sobreviver ao calor experimentado durante uma reentrada na atmosfera. A estrutura testada tinha um exterior tecido com cerâmica resistente ao calor, encimando células construídas com fortes fibras de Kevlar.

Ideia à prova de balas
A ideia de usar estruturas infláveis está em debate há décadas. Foi considerada como alternativa aos paraquedas na missão Viking, que conduziu espaçonaves gêmeas a Marte em 1976. Em 1996, a Rússia utilizaria um sistema inflável para o pouso de sua missão Marte 96, mas a espaçonave não conseguiu chegar à órbita da Terra. Diversos outros voos de teste, entre os quais um conduzido pela Nasa em 2007, registraram defeitos. "Nós parecíamos estar amaldiçoados", diz Steve Hughes, um dos engenheiros envolvidos no projeto, no centro Langley.

O progresso lento significa que os engenheiros no Programa Marte da Nasa, no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), em Pasadena, Califórnia, optaram pelos sistemas mais garantidos, ainda que a tecnologia existente já esteja esbarrando em suas limitações. Com o aumento de peso do Mars Science Laboratory, por exemplo, os engenheiros tiveram de migrar para um novo tipo de revestimento contra o calor na fuselagem rígida.

Mas mesmo com o novo revestimento, algumas porções de Marte estariam excluídas como local de pouso, entre as quais uma área na qual foi observado metano. Há menos atmosfera a atravessar nos locais de maior elevação - uma proposta arriscada para um sistema de ingresso que precisa de cada quilômetro de arrasto que conseguir. Com o arrasto adicional gerado pela estrutura inflável, as missões poderiam desacelerar mais rápido e o planeta inteiro estaria aberto a exploração, diz Cheatwood.

Adam Steltzner, gerente dos sistemas de ingresso, descida e pouso do Mars Science Laboratory no JPL, disse conhecer a tecnologia de estruturas infláveis, e que estava ansioso por seu rápido desenvolvimento, ainda que o Programa Marte do JPL não esteja programando mudar de tecnologia em curto prazo.

O sistema existente, ele afirmou, bastaria para uma missão não tripulada que retornasse de Marte com amostras. Mas para recuperar missões tripuladas em Marte - que teriam de pousar veículos de dezenas de toneladas na superfície do planeta-, o sistema de ingresso precisaria de reforço. "Acima das duas toneladas", ele diz, "precisaremos de ajuda".

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