quarta-feira, 14 de outubro de 2009

ESO capta imagem de uma das galáxias mais próximas da Terra

A galáxia Barnard, também conhecida como NGC 6822, está localizada a uma distância relativamente curta da Terra, de cerca de 1,6 milhões de anos-luz Foto: ESO/Divulgação

A galáxia Barnard, também conhecida como NGC 6822, está localizada a uma distância relativamente curta da Terra, de cerca de 1,6 milhões de anos-luz

O Observatório Europeu do Sul (ESO) captou uma nova imagem da pequena galáxia Barnard, também conhecida como NGC 6822, vizinha da Terra. Barnard está localizada a uma distância relativamente curta do planeta azul, de cerca de 1,6 milhões de anos-luz, e é integrante do Grupo Local - arquipélago estelar onde também está situada a Via Láctea. As informações são do Terra Chile.

Para fotografá-la, os cientistas utilizaram a câmera especial do telescópio MPG/ESO, de 2,2 m, instalado no centro de observação astronômica de La Silla, em Coquimbo. Batizada com o nome do seu descobridor, o astrônomo americano Edward Emerson Barnard, os pesquisadores classificam a NGC 6822 como uma galáxia anã irregular devido à forma rara e ao tamanho relativamente pequeno em relação aos padrões galácticos.

Barnard tem um tamanho correspondente à décima parte da Via Láctea e possui 10 milhões de estrelas em seu redor, quantia abaixo das 400 milhões de estrelas que os astrônomos estimam que existam na galáxia da Terra.

As nebulosas avermelhadas presentes na imagem identificam zonas de ativa formação estelar, onde as nuvens de gás ao redor são esquentadas por novas estrelas quentes. Na parte superior esquerda da foto, também se destaca uma nebulosa em forma de bolha. No centro, encontram-se estrelas massivas quentes que geram a estrutura brilhante em forma de anel vista na imagem.

Agência espacial russa nega vender terrenos em planetas

A Agência Espacial Federal Russa, também chamada de Roscosmos, declarou nesta quarta-feira que não tem relação alguma com as companhias que vendem terrenos em diferente planetas do sistema solar e batizam estrelas em homenagem a seus ricos clientes.

"Por trás da venda de parcelas na Lua, Marte, Vênus e Mercúrio e da comercialização de nomes de estrelas estão companhias que nada têm a ver com a Roscosmos", segundo um comunicado publicado no site da entidade.

A nota adverte que "tais companhias com frequência manipulam o logotipo e o nome da Roscosmos, que é reproduzido com pequenas diferenças nas letras ou nas cores" para evitar possíveis processos judiciais. Segundo a agência russa, golpes semelhantes frequentemente induzem ao erro os visitantes dos sites destas empresas, insinuando falsamente que as vendas são realizadas pela Roscosmos.

"A gestão de tais companhias é legal segundo os critérios jurídicos, mas muito questionável do ponto de vista puramente humano", segundo a nota da agência russa.

EFE
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Após 4 séculos da condenação, Vaticano homenageia Galileu

O Vaticano presta uma homenagem ao astrônomo italiano Galileu, quatro séculos depois que a Inquisição o condenou por dizer que a Terra girava em torno do Sol, com uma exposição de instrumentos científicos que inclui o primeiro telescópio com que ele estudou as estrelas.

A exposição, que abrirá as portas na quinta-feira sob o nome de "Astrum 2009", foi organizada na sede dos Museus do Vaticano por ocasião do Ano Internacional da Astronomia.

"Trata-se de uma seleção de instrumentos que ilustram o percurso dos progressos feitos pela astronomia. Com uma especial atenção ao telescópio de Galileu", explicou Tommaso Maccacaro, presidente do Instituto Nacional Italiano de Astrofísica.

No total, 130 objetos estão expostos, entre instrumentos, mapas, maquetes, quadros, fotografias, códices, manuscritos e livros. Entre as peças mais importantes figura uma réplica do telescópio que Galileu usou em 1609 para observar pela primeira vez as estrelas e que marca o nascimento da astronomia moderna.

O original se encontra em Florença e foi construído com pedaços de madeira fina amarrados com couro e um sistema de lentes que permitem ampliar quase 20 vezes a imagem.

Galileu Galilei (1564-1642), nascido em Pisa (centro da Itália), começou a observar a Lua e as estrelas com esse telescópio e suas descobertas permitiram a ele confirmar a rotação da Terra em torno do Sol, teoria que já havia sido proposta por Copérnico.

Essas afirmações o fizeram ser perseguido pela Santa Inquisição, que o obrigou a negar suas teses. Somente em 1992 a Igreja Católica reconheceu que se equivocou em sua condenação e agora presta homenagem ao astrônomo com uma mostra no ano em que a ONU proclamou como o Ano Internacional da Astronomia para comemorar a primeira utilização de um telescópio por Galileu.

Boa parte da exposição é dedicada aos telescópios, desde o rudimentar de Galileu até os grandes e complexos empregados pelos observatórios do século XIX. Um magnífico astrolábio do século XVI, cercado por livros e escritos do mesmo período, assim como enormes globos celestes, um de 1567 e outro de 1696, ilustram os conhecimentos astronômicos da época.

A exposição, considerada uma das mais completas já realizadas na Itália sobre a história da astronomia, apresenta também uma série de valiosos manuscritos, entre eles o original do Sidereus Nuncius, com os resultados de Galileu sobre suas observações celestes.

Destaca-se também o atlas das estrelas de Johann Elert, realizado em 1801, e as fotos das expedições astronômicas italianas, em particular a realizada na Índia em 1874 para observar a passagem de Vênus diante do Sol, um fato muito raro, segundo Ileana Chinnici, comissária da exposição.

AFP
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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Hubble capta violenta colisão entre galáxias espirais

Telescópio espacial captou uma colisão em alta velocidade entre duas galáxias espirais semelhantes à Via Láctea Foto: Terra Chile/Reprodução

Telescópio espacial captou uma colisão em alta velocidade entre duas galáxias espirais semelhantes à Via Láctea

O telescópio espacial Hubble captou a imagem de uma colisão em alta velocidade entre duas galáxias espirais, semelhantes à Via Láctea, a cerca de 250 milhões de anos-luz da Terra. O impacto formou uma nova e grande galáxia batizada pelos cientistas como NGC 2623 ou Arp 243. As informações são do Terra Chile.

Estudos dizem que grandes quantidades de gás se desprendem de cada uma das galáxias em questão e se arrastam de uma para o centro da outra, formando a nova galáxia gigante. No momento em que a imagem foi captada, os cientistas registraram que a NGC 2623 está na reta final do processo, onde pode ser observada como os núcleos das galáxias originais se misturam.

Em uma colisão desta magnitude, o intercâmbio de massas e gases origina também um processo de formação estelar. Algumas fusões, como a fotografada, podem resultar em núcleos ativos. Neste caso, um buraco negro situado no centro das galáxias precipita a fusão.

A matéria é atraída até o buraco negro formando um disco em consequência do acúmulo de matéria. O disco ainda se esquenta devido o movimento frenético que ocorre no interior da fusão.

Com equipamentos em infravermelho, a NGC 2623 aparece tão brilhante que foi classificada no grupo de Galáxias Infravermelhas luminosas (Lirg) e está sendo estudada pelos grandes observatórios mundiais.

Experimento com ondas de rádio cria "ionosfera artificial"

Luz natural de uma aurora boreal no céu de Anchorage, no Alasca Foto: Nature

Luz natural de uma aurora boreal no céu de Anchorage, no Alasca

Um experimento que dispara poderosas ondas de rádio ao céu criou uma porção de "ionosfera artificial", mimetizando a área mais exterior da atmosfera da Terra. A pesquisa não só fez pontos brilhantes surgirem ao redor desses trechos, como também produziu uma nova forma de refletir sinais de rádio ao redor do planeta.

O Programa de Pesquisa de Aurora Ativa de Alta Frequência (Haarp, no acrônimo em inglês), realizado nas proximidades de Gakona, Alasca (Estados Unidos), há quase duas décadas usa ondas de rádio para investigar o campo magnético e a ionosfera da Terra. Um dos resultados mais evidentes dos experimentos é a possibilidade de criar luzes no céu semelhantes a auroras, cortinas brilhantes de luz que aparecem naturalmente nos céus polares quando elétrons e outras partículas carregadas emanam da magnetosfera protetora da Terra em direção à atmosfera mais alta.

Lá, a uma altitude de cerca de 250 km, as partículas carregadas colidem com moléculas de oxigênio e nitrogênio emitindo luz, processo semelhante ao que ocorre no interior de uma lâmpada fluorescente. As ondas de rádio de alta frequência do Haarp podem acelerar elétrons na atmosfera, aumentando a energia de suas colisões e criando um brilho. A técnica havia previamente provocado pontos de luz a uma potência de quase 1 megawatt.

Mas desde que o aparelho subiu para 3,6 MW - cerca de três vezes mais do que um transmissor radiodifusor típico -, auroras artificiais completas ficaram visíveis a olho nu.

Alvos
Mas em fevereiro do ano passado, o Haarp conseguiu induzir um estranho padrão de alvos na noite celeste. Ao invés da esperada mancha circular imprecisa, faixas luminescentes irregulares irradiaram surpreendentemente do centro do alvo, conta Todd Pedersen, físico do Laboratório de Pesquisa da Força Aérea Americana, em Massachusetts, que lidera a equipe que conduz o experimento.

A equipe fez modelos de como a energia enviada aos céus do conjunto de antenas do Haarp provocaria essas formas estranhas. Eles determinaram que as áreas do alvo com padrões de luz estranhos eram regiões de gás mais denso, parcialmente ionizado, da atmosfera, conforme indicou um radar de alta frequência usado para monitorar a ionosfera a partir do solo. Os cientistas acreditam que essas porções mais densas de plasma possam ser gás que foi ionizado pelas emissões do Haarp. "Essa é a parte realmente excitante ¿ conseguimos criar um pequeno pedaço artificial de ionosfera", diz Pedersen.

"A novidade não é ver a aurora, mas sim o fato de que podemos realmente criar elétrons de alta energia suficientes para formar plasma", afirma Mike Kosch, da cátedra de Ciência Espacial Experimental da Universidade Lancaster, Inglaterra, que já trabalhou com Pedersen, mas não esteve envolvido no experimento. "Isso mostra algo completamente diferente e novo, que não esperávamos. Não sabíamos o que era possível fazer com emissões de rádio a partir do solo." Os resultados da equipe estão publicados no periódico Geophysical Research Letters.

Aumento de potência
O sucesso do Haarp se deve ao fato de o mesmo operar a uma potência muito maior do que qualquer outro experimento similar em funcionamento, tal como a antena da Associação Científica Europeia de Radares de Dispersão Desconexa, que funciona na Noruega a 1,2 MW, explica Kosch. "Se isso tem ou não utilidade, já é outra história", acrescenta, brincando que talvez um dia empresas possam contratar físicos para usar a tecnologia para escrever anúncios brilhantes no céu noturno.

Mas os custos de se criar uma aurora artificial seriam astronômicos, afirma - os gastos com energia para manter o Haarp funcionando em potência máxima ficam em mais de US$ 4 mil a hora. Aplicações mais sérias incluiriam criar uma camada de plasma artificial que possa refletir as comunicações de um submarino, por exemplo. A Força Aérea Americana, que financia o Haarp com a Força Aérea Britânica e outros, pode usar o plasma para refletir transmissões de rádio, estendendo-as a distâncias maiores ao redor do globo sem perda de potência, sugere Pedersen.

"Ao invés de depender totalmente da ionosfera natural para refletir ondas de rádio ou transmissões de ondas curtas", diz Pedersen, "estamos agora alcançando a capacidade de produzir nossa própria pequena ionosfera". Os resultados do experimento de fevereiro de 2008 "fazem esses conceitos parecerem possíveis".

Tradução: Amy Traduções

Nature
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Turista espacial descreve viagem como "assombrosa"

O milionário canadense e fundador do Cirque du Solei, Guy Laliberté se declarou nesta terça-feira "entusiasmado" ao retornar de um programa turístico pelo espaço, considerando a viagem "assombrosa". "Absolutamente tudo nesta viagem foi assombroso e voltaria agora mesmo para fazer tudo outra vez", disse, em inglês, em entrevista à imprensa na Cidade das Estrelas, perto de Moscou.

Laliberté, de 50 anos, voltou domingo a Terra, após ter passado duas semanas no espaço a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS). Ele havia iniciado a viagem em uma nave Soyuz no dia 30 de setembro. Sorridente, estava ao lado do astronauta americano Michael Barratt e do cosmonauta russo Guennady Padalka, com quem fez a viagem de volta.

O ex-saltimbanco descreveu a viagem como uma "experiência espiritual e emocional", embora "aterrorizante". O retorno à Terra foi igualmente cheio de emoções. "Ao descer pelas camadas azuis, a gente se dá conta de que está de volta na atmosfera. Há faíscas e depois todas estas cores, é um espetáculo assombroso", descreveu.

Guy Laliberté disse também que, durante seus primeiros momentos sem gravidade, foi muito, muito prudente a bordo da ISS, pois temia danificar os equipamentos, mas que se acostumou rapidamente e que conseguiu brincar um pouco. O canadense entrou dia 2 de outubro na ISS.

O Cirque du Soleil, fundado por Laliberté em 1984, mistura acrobacias e shows. Seu fundador ocupa o 261º lugar entre as maiores fortunas do mundo, com um capital de 2,5 bilhões de dólares, segundo a revista Forbes.

AFP
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Garoto de dois anos tem QI igual ao de Einstein

Um garoto de dois anos e cinco meses, morador de Reading, a 40km de Londres, obteve em um teste de QI (coeficiente de inteligência) uma pontuação equivalente a dos físicos Albert Einstein e Stephen Hawking.

Os testes de vocabulário e com números comprovaram que Oscar Wrigley faz parte dos 2% da população com QI mais alto. Com isso, Wrigley se tornou o mais jovem garoto a fazer parte da Mensa, a sociedade que reúne pessoas com QI alto.

O membro mais jovem da Mensa é a garota Elise Tan Roberts, de Edmonton, no norte de Londres, aceita no início deste ano à idade de dois anos e quatro meses.

Joe Wrigley, o pai do garoto, disse à BBC que através da Mensa espera poder encontrar outros pais de crianças com QI alto que os "ajudem" com a criação do filho.

Por ora, ele afirmou, o menino "que é muito jovem para frequentar a escola" será educado em casa. A mãe de Oscar, Hannah, disse que, no início, pensou que seu filho era apenas "uma criança muito inteligente", mas que, aos 18 meses, o garoto já se sobressaía.

"Aos 18 meses eles devem conhecer por volta de 20 palavras. Nós começamos a fazer uma lista e paramos no número 600. Eram resmas e resmas de papel", disse.

QI de Oscar está entre os 2% mais altos da população Foto: BBC Brasil

QI de Oscar está entre os 2% mais altos da população

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União Europeia e Coreia do Sul irão cooperar em matéria espacial

A Agência Espacial Europeia (ESA) cooperará com Coreia do Sul nas áreas de prospecção espacial e observação terrestre, segundo disse hoje o diretor-geral da agência espacial da União Europeia, Jean-Jacques Dordain.

"A cooperação estaria centrada no uso das estações terrestres para o acompanhamento dos lançamentos europeus desde à Guiana francesa e a troca de dados obtidos de satélites orbitais", revelou o chefe da ESA no Congresso Internacional de Astronáutica realizado na Coreia do Sul.

Esta seria a primeira vez que se chega a um acordo similar com um país asiático e permitiria o acompanhamento desde a Coreia do Sul do lançamento do foguete europeu Ariane.

Dordain lembrou que por enquanto os únicos centros não europeus que seguem a trajetória do Ariane uma vez lançado desde o centro espacial de Korou (a Guiana Francesa) estão no Peru e África do Sul.

Além disso, o diretor-geral da ESA disse que compartilhar dados obtidos de satélites de observação nos campos de mudança climática e pesquisa de desastres naturais seria beneficente para ambas as partes.

Coreia do Sul tem em órbita um satélite de observação de alta-resolução e planeja lançar vários mais nos próximos anos, enquanto a ESA tem previstos três lançamentos para o próximo ano.

No 60º Congresso Internacional de Astronáutica realizado até na sexta-feira na cidade sul-coreana de Daejon (164 quilômetros ao sul de Seul), os participantes coincidem na importância de monitorar as mudanças na atmosfera e no clima pelo aquecimento global.

EFE
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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Especialistas defendem ciência espacial contra mudança climática

A ciência espacial é uma importante ferramenta na luta contra a mudança climática, além de motor de crescimento através da cooperação internacional, segundo as ideias defendidas no 60º Congresso Internacional de Astronáutica, que começou hoje na Coreia do Sul com a participação de 3 mil especialistas.

O presidente da Federação Internacional de Astronáutica (IAF, em inglês), Berndt Feuerbacher, disse na inauguração que, apesar das dificuldades econômicas, ficou comprovado que a indústria espacial provou ter um grande potencial e pode contribuir ao crescimento sustentável.

Além disso, destacou a importância da ciência espacial para combater a mudança climática, e para isso pediu cooperação entre os organismos presentes, informou a agência "Yonhap".

Feuerbacher lembrou o papel cada vez mais importante dos satélites para controlar os níveis de CO2 na atmosfera terrestre e outros gases do efeito estufa, assim como a necessidade de cooperar e compartilhar informação neste sentido.

A cidade sul-coreana de Daejeon reunirá durante cinco dias importantes cientistas, empresários e representantes de Governos das principais potências espaciais e dos novos países emergentes.

Entre os presentes, estão os diretores das principais agências espaciais do mundo, como a Agência Espacial Europeia (ESA), a americana Nasa, a russa Roscosmos, a japonesa Jaxa, a chinesa CNSA e a indiana ISRO.

Este encontro é o mais importante do campo da ciência aeroespacial e, este ano, estará orientado a oferecer ideias sobre a luta contra o aquecimento global, para promover o uso civil do espaço e promover a cooperação.

Na cerimônia de inauguração, o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, fez hoje uma chamada à comunidade internacional para cooperar no desenvolvimento espacial, depois que seu país conseguiu lançar seu primeiro foguete no mês passado, com ajuda russa.

A Coreia do Sul e seu Instituto de Pesquisa Aeroespacial da Coreia (Kari, em inglês), propuseram hoje a criação de um grande grupo regional Ásia-Pacífico para aumentar a cooperação em matéria espacial e que tem a intenção de estender seus laços à América Latina e À África.

No mês passado, a Coreia do Sul deu os primeiros passos de seu programa espacial de foguetes ao lançar o "Naro-1", que foi qualificado como "um êxito médio", já que não conseguiu pôr em órbita o satélite que levava.

A Coreia do Sul conta com a cooperação da Rússia, que contribuiu para a construção do "Naro-1" em seu programa espacial, mas espera poder construir seus próprios foguetes até 2018 e enviar uma sonda à Lua em 2025.

O satélite natural da Terra será uma dos temas presentes no encontro, depois que na sexta-feira passada a Nasa conseguiu realizar um impacto controlado em uma cratera do pólo sul lunar para provar a existência de vapor de água.

Esta missão é similar à "Chandrayaan-1", que a Índia realizou durante o último ano e que provou a existência de água na Lua, graças à cooperação americana, no mês passado.

Com um objetivo a longo prazo, as grandes economias emergentes da Ásia, China e Índia querem também se unir na conquista da Lua, com o objetivo de estabelecer bases permanentes no futuro e realizar a exploração de recursos, como o hélio-3, um composto que poderia ser vital para a fusão nuclear.

O cada vez maior protagonismo da Ásia na pesquisa espacial ficou demonstrado com a importância crescente da China, que enviou seu primeiro homem ao espaço há seis anos e, em 2008, realizou seu primeiro passeio espacial.

Assim, o presidente da IAF pediu para aumentar a cooperação internacional e indicou que os países que ainda têm um programa espacial em suas primeiras fases podem fazer valer as áreas nas quais são pioneiros.

Feuerbacher deu como exemplo a Coreia do Sul e sua importância no setor das tecnologias da informação, e lembrou que os problemas de financiamento, como os que aparecem em épocas de crise, fomentarão a colaboração internacional.

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domingo, 11 de outubro de 2009

Nave Soyuz aterrissa no Cazaquistão trazendo turista espacial

Guy Laliberte (esquerda) é amparado pela equipe da agência espacial russa Foto: Reuters

Guy Laliberte (esquerda) é amparado pela equipe da agência espacial russa

A nave Soyuz TMA-14, que levava a bordo o cosmonauta russo Gennady Padalka, o astronauta americano Michael Barratt e ao turista espacial canadense Guy Laliberté, fundador do Cirque du Soleil, retornou neste domingo à Terra.

A Soyuz aterrissou sem contratempos nas estepes do Cazaquistão, na Ásia Central, após viagem de três horas e meia desde a Estação Espacial Internacional (ISS), informou o Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia.

Helicópteros militares russos detectaram a nave quando descia em paraquedas e a acompanharam até o local de aterrissagem para recolher a tripulação e transportá-la primeiro à base cazaque de Baikonur e depois à Rússia.

"Segundo os serviços de resgate, a nave com os cosmonautas aterrissou com sucesso no setor previsto, a uns 100 km da cidade cazaque de Arkalyk", disse um porta-voz do Centro russo.

Padalka e Barratt retornam após trabalhar na plataforma orbital 198 dias, enquanto o sétimo turista espacial da história viajou ao espaço no dia 30 de setembro e chegou à ISS em 2 de outubro.

EFE
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sábado, 10 de outubro de 2009

Dono do Cirque du Soleil faz show a partir do espaço

O empresário circense canadense Guy Laliberte, dono da companhia Cirque du Soleil, apresentou uma performance artística global na madrugada deste sábado a partir da Estação Espacial Internacional. Laliberte, que vestiu um nariz vermelho e foi "o primeiro palhaço no espaço", introduziu artistas e especialistas de 14 países em um show de duas horas, com o objetivo de chamar a atenção para a escassez de água no mundo.

O ex-vice-presidente americano Al Gore, o cantor Bono e a atriz Salma Hayek estavam entre os envolvidos. Laliberte está chegando ao fim de uma viagem de dez dias como turista para a estação espacial, pela qual ele teria pagado U$ 35 milhões (cerca de R$ 61 milhões).

O show, chamado Moving Stars and Earth for Water (Estrelas em Movimento e Terra pela Água, em tradução-livre), começou com imagens do empresário na estação. O evento foi classificado pelos organizadores como uma Missão Social Poética. Ele introduziu então Gore, que faz campanha pelo meio-ambiente e disse que "para resolver a crise climática e salvar nosso planeta e sua beleza é preciso esforço global".

Estrelas
Durante as duas horas do show, atores, políticos, músicos e ativistas de 14 países - incluindo Brasil, África do Sul, Índia, Japão e Austrália - deram suas mensagens. Cada artista leu um pedaço de um poema de Tann Martel - que fala da necessidade do acesso à água limpa - e em seguida fez sua performance.

O cantor Bono, do U2, falou ao vivo via satélite com Laliberte durante o show da banda irlandesa em Tampa, na Flórida. Bono perguntou ao empresário, que ele chamou de "o primeiro palhaço no espaço", qual sua perspectiva da Terra a partir da estação espacial. "Eu vejo estrelas,eu vejo escuridão e vazio. Mas o planeta Terra é tão lindo, e também tão frágil", disse Laliberte.

"Nós não deveríamos esquecer que temos o grande privilégio de viver na Terra." Laliberte embarcou rumo ao espaço a partir do Casaquistão no dia 30 de setembro, acompanhado do astronauta russo Maksim Surayev e do americano Jeffrey Williams.

Ele é a sétima pessoa a fazer uma viagem turística ao espaço. Antes de partir, ele disse que queria usar sua visita para fazer "algo originalmente criativo". "Eu espero que tenhamos o resultado de sensibilizar as pessoas para a situação da água no mundo", disse.

BBC Brasil
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Após impacto na Lua, Nasa diz que espera grandes resultados

Imagem da Lua capturada pela câmera da sonda LCROSS antes do impacto nesta sexta-feira  Foto: Nasa/Divulgação

Imagem da Lua capturada pela câmera da sonda LCROSS antes do impacto nesta sexta-feira

A equipe da Nasa que lançou a sonda Lcross (Lunar Crater Observation and Sensing Satellite), nesta sexta-feira, afirmou em entrevista coletiva, duas horas depois da missão ser concluída, que foram coletados mais dados que o esperado, fazendo da missão um "tremendo sucesso".

"Tudo indica que obteremos grandes resultados. É um dia histórico para a Nasa", disse Pete Worden, diretor do Centro de Pesquisa Ames da Nasa. Apesar de não ter sido possível ver uma imagem espetacular da explosão causada pelos dois impactos, como havia sido prometido pela Nasa ao público que se reuniu no museu de notícias Newseum, em Washington, para assistir imagens ao vivo da missão, a equipe diz não estar decepcionada.

A meta era atingir a cratera Cabeus A duas vezes - primeiro com um foguete vazio e, quatro minutos depois, com uma sonda - para determinar se há agua congelada nesta área do pólo sul da Lua.

"Posso garantir que houve impacto e que foram obtidos os dados necessários para responder às nossas perguntas", afirmou Anthony Colaprete, cientista da Lcross e principal investigador do Centro de Pesquisa Ames da Nasa.

A equipe diz que foi observada a presença de sódio, significando que a cratera reagiu aos choques. No entanto, a Nasa ainda não confirmou se há sinais de água na Lua. Esta informação está prevista para ser divulgada ao público somente em dezembro deste ano.

"Não vou dizer se encontramos ou água ou não, mas posso dizer que estou empolgado com os dados promissores que coletamos, e que não encontramos apenas escuridão", disse Colaprete.

Segundo Mike Wargo, cientista lunar chefe da Nasa, os dados coletados pela Lcross serão fatores determinantes para os próximos planos da agência espacial no sentido de explorar o espaço, devendo oferecer uma riqueza de novas informações aos pesquisadores.

"Costumávamos pensar na Lua como um lugar estagnado, mas agora vemos que ela é dinâmica e está em constante transformação", afirmou Wargo.

A sonda foi transportada pelo foguete Atlas V. O foguete foi lançado em 18 de junho deste ano e viajou 5,6 milhões de milhas rumo à cratera Cabeus A. Estima-se que a cratera atingida não vê a luz solar há aproximadamente dois bilhões de anos.

Impacto de sonda com a Lua foi um sucesso, diz Nasa

Imagem mostra sonda LCROSS partindo em direção à Lua Foto: Nasa/Divulgação

Imagem mostra sonda LCROSS partindo em direção à Lua

A sonda Lcross (Lunar Crater Observation and Sensing Satellite) da Nasa lançou nesta sexta-feira um foguete sobre a cratera Cabeus A, que se encontra na região do polo sul, na face oculta da Lua. Segundo Benjamin Neuman, diretor de ciência da Nasa, o impacto da sonda com a Lua foi um sucesso. Os cientistas pretendem determinar se há água congelada no fundo da cratera, que jamais recebe a luz solar e tem temperaturas médias de 240 graus negativos.

O primeiro impacto do foguete vazio provocou uma coluna de poeira que subiu sobre o alto da cratera, e foi seguido minutos depois pela sonda, que recolheu informação da esteira antes de cair. "Êxito da missão. Recebemos confirmação de que o impacto ocorreu", disse o controle da missão no Centro de Pesquisas Ames da Nasa. "Os instrumentos funcionaram como estava previsto", acrescentou.

"Não sabemos o que veremos nem o que vai acontecer, mas esperamos ver um grande espetáculo", diziam os cientistas da Nasa, antes do impacto. Nesta sexta-feira, às 11h (horário de Brasília), a Nasa vai organizar uma coletiva para falar sobre a missão.

A sonda, chamada de LCROSS (Lunar Crater Observation and Sensing Satellite), partiu da Terra em junho passado, a bordo de um foguete Atlas V, junto à sonda LRO (Lunar Reconaissance Orbiter), encarregada de elaborar uma carta detalhada do único satélite natural do nosso planeta.

Os dois artefatos integram a primeira missão do programa Constellation, que prevê a volta do homem à Lua a partir de 2020. A sonda LCROSS viajou para a Lua durante três meses, carregada por um estágio do foguete Atlas chamado Centauro.

Veja as fotos

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Nasa divulga imagem de labirinto negro em Marte

Imagem do Labyrinthus Noctis (Labirinto da Noite), região de Marte composta por cânions e vales com paredões íngremes, foi captada pela Mars ... Foto: Nasa/Divulgação

Imagem do Labyrinthus Noctis (Labirinto da Noite), região de Marte composta por cânions e vales com paredões íngremes, foi captada pela Mars Reconnaissance Orbiter

A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta quinta-feira uma imagem de Labyrinthus Noctis (Labirinto da Noite, na tradução livre), uma região de Marte composta por cânions e vales com paredões íngremes. A fotografia foi captada pela câmera de alta resolução Imaging Science Experiment (Hirise) da sonda espacial Mars Reconnaissance Orbiter.

Para os cientistas, a zona é considerada notável pelo formato em labirinto que se estende abaixo da superfície em grande profundidade. Em algumas partes da formação, a terra é mais dura devido a deslizamentos de terras e há regiões onde o solo parece ter afundado.

Os pesquisadores acreditam que o Labyrinthus Noctis tenha sido formado pela atividade vulcânia na região de Tharsis, situada no equador do planeta vermelho.

Para encontrar água, Nasa vai bombardear a Lua nesta 6ª

A missão da sonda LCROSS (Lunar Crater Observation and Sensing Satellite) na Lua pretende encontrar água na região do polo sul, na face oculta do ... Foto: Nasa/Divulgação

A missão da sonda LCROSS (Lunar Crater Observation and Sensing Satellite) na Lua pretende encontrar água na região do polo sul, na face oculta do satélite

A sonda Lcross (Lunar Crater Observation and Sensing Satellite) da Nasa lançará nesta sexta-feira um foguete sobre a cratera Cabeus A, que se encontra na região do polo sul, na face oculta da Lua. A missão tem como objetivo provocar um impacto que levante uma nuvem de pó e rochas sobre a cratera.

A missão é composta de dois módulos que serão separados algumas horas antes do impacto. Um deles é o Centauro, o segundo estágio do foguete Atlas-5 que levou a missão ao espaço, e o outro é a sonda de sensoriamento LCROSS, responsável pela análise dos dados. O primeiro a se chocar contra a Lua será o Centauro. Esse choque provocará uma explosão que levantará uma nuvem de material lunar. Quatro minutos depois, após penetrar na nuvem de fragmentos e estudá-la, é a vez da sonda LCROSS ser lançada contra a superfície do satélite da Terra.

Enquanto estiver em meio à nuvem, a LCROSS analisará a composição de seus materiais e, especialmente, a possível presença de moléculas de água. Será o último ato da sonda após uma viagem de quase nove milhões de quilômetros pelo espaço, que incluiu várias voltas na órbita da Terra e da Lua.

Segundo a Nasa, a cratera Cabeus A foi escolhida por ser considerada ponto "ótimo" para determinar se existe água em regiões próximas ao polo austral do satélite natural da Terra. "A escolha de Cabeus A foi resultado de um ativo debate dentro de nossa comunidade científica, o qual incluiu os últimos dados de observações realizadas desde a Terra e de outras missões lunares, incluindo a do Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO)", disse Anthony Colaprete, cientista da equipe da Lcross.

"A equipe está ansiosa para ver os impactos e analisar a riqueza de informação que esta singular missão produzirá", acrescentou. Mas os impactos do foguete e da sonda sobre a Lua não serão observados somente pelos cientistas encarregados da missão.

A nuvem será analisada também por telescópios de todo o mundo, incluindo os do Havaí, os do Novo México e Arizona, assim como o telescópio espacial Hubble e o orbitador lunar LRO. "Estas observações múltiplas complementarão os dados da LCROSS e ajudarão a determinar se existe ou não água em forma de gelo na cratera Cabeus A", disse Jennifer Heldmann, no Laboratório Ames de Pesquisas da Nasa, na Califórnia.

Segundo informações de agências internacionais, para visualizar o impacto e a poeira será necessário um telescópio de médio porte. O choque ocorrerá por volta das 08h30 (horário de Brasília) não sendo visível do Brasil.

Com informações de agências internacionais

Veja as fotos

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Nasa registra fusão de buracos negros próxima à Terra

Na imagem, o ponto brilhante no centro representa os buracos negros interagindo e a poeira cósmica (em vermelho, laranja e amarelo) são os dados ... Foto: NASA/Divulgação

Na imagem, o ponto brilhante no centro representa os buracos negros interagindo e a poeira cósmica (em vermelho, laranja e amarelo) são os dados captados pelos instrumentos do Chandra X-ray

A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta quarta-feira a imagem de uma fusão entre dois buracos negros a apenas 3 mil anos-luz de distância da Terra. A interação no sistema NGC 6240 foi registrada a partir de fotos captadas pelo observatório espacial Chandra X-ray e pelo telescópio Hubble.

Na imagem, o ponto brilhante no centro representa os buracos negros e a poeira cósmica (em vermelho, laranja e amarelo) são os dados captados pelos instrumentos do Chandra X-ray.

Segundo os cientistas, os buracos negros estavam próximos um do outro e se atraíram por estarem no meio de um espiral durante um processo que começou há cerca de 30 milhões de anos. A estimativa dos astrônomos é que os dois devam se fundir em algumas dezenas ou centenas de milhões de anos, gerando um buraco negro muito maior.

A Nasa informou que encontrar e estudar a fusão de buracos negros é um campo muito ativo da pesquisa em astrofísica. Desde 2002, tem havido grande interesse no prosseguimento das observações com o NGC 6240, assim como a busca por outros sistemas semelhantes. No entanto, entender o que acontece quando estes objetos espaciais interagem ainda intriga os cientistas.

Os especialistas acreditam que a formação de múltiplos sistemas de buracos negros é comum no universo, uma vez que muitas galáxias sofrem colisões e se fundem. Na opinião dos cientistas, a fusão entre buracos negros pode ser a mais poderosa fonte de ondas gravitacionais existente no universo.

Astrônomos descobrem anel gigante em torno de Saturno

O Telescópio Espacial Spitzer detectou um anel gigante e quase invisível em torno de Saturno  Foto: Nasa/Divulgação

O Telescópio Espacial Spitzer detectou um anel gigante e quase invisível em torno de Saturno

Cientistas da Nasa (Agência Espacial americana) descobriram um anel gigante em torno de Saturno, em cujo diâmetro caberiam alinhados 1 bilhão de planetas do tamanho da Terra. Sua parte mais densa fica a cerca de 6 milhões de km de Saturno e se estende por outros 12 milhões de quilômetros, o que o torna o maior anel de Saturno. A altura do halo é 20 vezes maior que o diâmetro do planeta.

"Trata-se de um anel superdimensionado", definiu a astrônoma Anne Verbiscer, da Universidade da Virgínia em Charlottesville e uma das autoras de um artigo sobre a descoberta publicado na revista científica Nature. "Se ele fosse visível a partir da Terra, veríamos o anel com a largura de duas luas cheias, com Saturno no meio", comparou a cientista.

Quase invisível
Verbiscer e seus colegas utilizaram uma câmera de infravermelho a bordo do telescópio espacial Spitzer para fazer uma "leitura" de uma parte do espaço dentro da órbita de Phoebe, uma das luas de Saturno. Segundo a astrônoma, o anel é praticamente invisível por telescópios que utilizam luz, já que é formado por uma fina camada de gelo e por partículas de poeira bastante difusas.

"As partículas estão tão distantes umas das outras que mesmo se você ficasse em pé em cima do anel, não o veria", disse Verbiscer. Os cientistas acreditam que a lua Phoebe é que contribuiu com o material para a formação do anel gigante, ao ser atingida por cometas. A órbita do anel está a 27 graus de inclinação do eixo do principal e mais visível anel de Saturno.

Mistério
Os cientistas acreditam que a descoberta do anel poderá ajudar a desvendar um dos maiores mistérios da astronomia - a lua Iapetus, também de Saturno. A lua foi descoberta pelo astrônomo Giovanni Cassini em 1671, que percebeu que ela tinha um lado claro e outro bastante escuro, como o conhecido símbolo yin-yang.

Segundo a equipe de Verbiscer, o anel gira na mesma direção de Phoebe e na direção oposta a Iapetus e às outras luas e anéis de Saturno.

Com isso, o material do anel colide constantemente com a misteriosa lua, "como uma mosca contra uma janela".

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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Nobel de Física achou que notícia do prêmio era trote

O americano-canadense Willard Boyle, um dos três premiados com o Nobel de Física 2009, contou nesta terça-feira que, num primeiro momento, achou que a notícia dada por sua mulher, que o acordou às 5h15 da manhã para dizer que estavam ligando de Estocolmo, era uma brincadeira. "Eu pensei: aposto que é um dessas pessoas que fazem trote ao telefone e dizem que você ganhou o Prêmio Nobel ou coisa assim", comentou o físico de 85 anos, sorridente, ao ser entrevistado ao vivo em sua casa na Nova Escócia pela televisão pública canadense CBC.

"Atendi a ligação e não era uma piada", acrescentou. O Prêmio Nobel de Física de 2009 foi atribuído nesta terça-feira a três "mestres da luz" anglo-saxões, Boyle, o britânico-americano Charles Kao e o americano George E. Smith.

Boyle e Smith foram premiados pela invenção de um circuito semicondutor de imagens, o sensor CCD (charge-coupled device), que hoje em dia se transformou em um olho eletrônico para ser utilizado em todas as áreas da fotografia. A invenção do CCD está na origem do desenvolvimento das centenas de milhões de câmeras digitais vendidas nos últimos anos em todo o mundo.

"Eu me vejo todos os dias quando dou um passeio e vejo todas estas pessoas utilizando estes pequenos aparelhos de fotos digitais", explicou em uma mensagem enviado ao Comitê Nobel pouco depois do anúncio dos premiados. "Apesar de não serem exatamente CCD, estão na origem. Assim, acredito que nós somos os que estão na origem da profusão destas pequenas câmeras utilizadas em todo mundo".

"A parte mais importante de nosso invento, que me toca pessoalmente, foi quando a sonda que foi a Marte usou uma máquina como a nossa e vimos pela primeira vez a superfície do planeta", disse ainda. Mas comentou que a proliferação de câmeras de vídeo "tem um lado bom e um lado ruim".

"Gosto de pensar no lado bom, no fato de que as pessoas possam ver o que acontece em nossa sociedade e alertar a opinião sobre os problemas potenciais. Acho que é útil que os oficiais de polícia saibam que as pessoas controlam suas atividades", acrescentou.

AFP
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Fibras-óticas garantem Nobel de Física a chinês e americanos

Um pioneiro das fibras óticas e dois cientistas que descobriram como transformar a luz em sinais eletrônicos - o que abriu caminho para a era da Internet - ganharam na terça-feira o Prêmio Nobel de Física de 2009. Charles Kao, cientista anglo-americano nascido em Xangai, receberá metade do prêmio de 10 milhões de coroas suecas (1,4 milhão de dólares) por sua pesquisa que mostrou como a luz poderia ser transmitida a longas distâncias por meio de fibras óticas de vidro.

O canadense-americano Willard Boyle e o norte-americano George Smith dividirão a outra metade, por inventarem a primeira tecnologia bem-sucedida de formação de imagens usando um sensor digital.

"O Prêmio Nobel em Física deste ano é concedido a dois feitos científicos que ajudaram a moldar os fundamentos das sociedades em rede de hoje em dia", disse o comitê do Nobel em nota. "Eles criaram muitas inovações práticas para a vida cotidiana e forneceram novas ferramentas para a exploração científica."

Boyle, tirado da cama para participar de uma entrevista coletiva por telefone na sede do Nobel em Estocolmo, disse que ainda não havia entendido muito bem o fato de ter ganhado o prêmio.

"Ainda não tomei minha xícara de café da manhã, então ainda estou me sentindo um pouco fora disso. Mas tenho essa adorável sensação em todo o meu corpo, tipo, 'uau, isso é realmente excitante, mas é real?'", afirmou.

Cominicação Ultrapura
O trabalho de Kao sobre fibras óticas, de 1966, lançou as bases para a produção da primeira fibra "ultrapura", apenas quatro anos depois, o que por sua vez permite a era da informação em que vivemos hoje. "Essas fibras de vidro com baixo brilho facilitam a comunicação global em banda larga, como a Internet", disse a comissão. "Texto, música, imagens e vídeo podem ser transferidos pelo globo em uma fração de segundo."

Grande parte desse tráfego se compõe de imagens, que é onde Boyle e Smith entram. Em 1969, eles inventaram o primeiro dispositivo bem sucedido de formação de imagens com base em sensores digitais. "Isso revolucionou a fotografia, já que a luz pode ser capturada eletronicamente em vez de sobre um filme", disse o comitê.

O trabalho de Boyle e Smith, que trabalhavam para os Laboratórios Bell, dos EUA, antes de se aposentarem, há mais de 20 anos, levou a um progresso em áreas tão diversas quanto a microcirurgia e a exploração espacial. "Quando a sonda Mars estava sobre a superfície de Marte e usou uma câmera como a nossa - isso não teria sido possível sem a nossa invenção", disse Boyle.

Mas a invenção também teve outras repercussões, algumas consideradas menos positivas por pessoas preocupadas com a privacidade. "Somos nós que começamos esta profusão de camerinhas funcionando no mundo todo", acrescentou Boyle.

Os Prêmios Nobel, instituídos em 1895 no testamento do inventor e milionário sueco Alfredo Nobel, são entregues desde 1901 para grandes feitos nos campos das ciências, da paz e da literatura. O Banco Central da Suécia concede também um Nobel de Economia.

Reuters
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Sonda da Nasa descobre novo meteorito no solo de Marte

A sonda espacial Opportunity, que explora a superfície de Marte desde 2004, descobriu uma nova rocha espacial na superfície do planeta vermelho que os cientistas da Nasa, agência espacial americana, acreditam tratar-se também de um meteorito. O novo meteorito tem 47 cm de comprimento e foi batizado de "Shelter Island".

Para estudá-la de perto, a Opportunity ficou a 28,5 m da rocha e avaliar sua composição. Há três semanas, um grande meteorito, batizado de "Block Island", com 60 cm de diâmetro, foi localizado e examinado pelos instrumentos da Opportunity.

Nova rocha espacial descoberta em Marte foi batizada de Shelter Island e possui 47 cm de comprimento Foto: NASA/JPL-Caltech/Divulgação

Nova rocha espacial descoberta em Marte foi batizada de "Shelter Island" e possui 47 cm de comprimento