quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Morales aprova decreto que cria a Agência Espacial Boliviana

O presidente boliviano Evo Morales aprovou nesta quarta-feira por decreto a criação da Agência Espacial Boliviana para melhorar seus sistemas de comunicação, informou o ministro de Obras Públicas e Transporte, Wálter Delgadillo.

Para que o programa espacial comece a funcionar, o Tesouro Geral da Nação designou um orçamento de US$ 1 milhão, que permitirá, além disso, realizar a aquisição de um satélite de comunicação, cuja construção foi encomendada à China.

AFP
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Astronauta japonês da ISS confunde Salvador com Rio em foto

O astronauta japonês Soichi Noguchi, membro da estação espacial internacional (ISS), divulgou em seu twitter esta foto da região do Rio de Janeiro  Foto: Soichi Noguchi/ISS/Reprodução

Astronauta Soichi Noguchi se equivocou ao dizer que imagem publicada em seu Twitter era uma "região do Rio de Janeiro"

O astronauta japonês Soichi Noguchi se equivocou nesta quarta-feira ao dizer que uma imagem divulgada em seu Twitter era de uma "região do Rio de Janeiro". Na verdade, a foto trata-se de uma região da cidade de Salvador (BA).

O Terra publicou anteriormente a informação incorreta postada pelo astronauta Soichi Noguchi, como pode ser vista em seu Twitter.

A imagem foi captada de dentro da Estação Espacial Internacional (ISS), onde Noguchi e os outros quatro membros da plataforma orbital receberam nesta quarta os seis astronautas vindos na missão do ônibus espacial Endeavour.

Os astronautas residentes atualmente na ISS costumam a registrar impressionantes imagens de algumas das principais cidades da Terra à noite graças a anos de trabalho e aperfeiçoamento técnico. Geralmente, as fotos são tiradas de uma distância entre 350 e 400 km do planeta.

No início do projeto, os astronautas encontraram dificuldades para obter fotografias nítidas, já que as lentes precisam de um grande tempo de exposição, mas a ISS se move rapidamente. Eles então desenvolveram um tripé colocado sobre uma plataforma que pode ser movida lentamente, compensando a rotação da Terra e o deslocamento da Estação, o que possibilitou a captação de imagens com boa resolução.

Redação Terra

Com informações da BBC Brasil

Colaborou com esta notícia o internauta Osvaldo Lemes, de São Paulo (SP), que participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

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Tripulantes da ISS recebem os astronautas do Endeavour

Astronautas da Endeavour e da ISS posam juntos para foto Foto: AP

Astronautas da Endeavour e da ISS posam juntos para foto

Os astronautas do ônibus espacial Endeavour, acoplado hoje à Estação Espacial Internacional (ISS), entraram no laboratório orbital e abraçaram os tripulantes, informou a agência oficial russa Itar-Tass.

O primeiro a abrir a escotilha e entrar na estação foi o comandante do Endeavour George Zamka, que coordenou a operação de acoplamento com o complexo espacial que circunda a Terra a quase 400 quilômetros de altura.

Logo após Zamka, os demais expedicionários do Endeavour entraram na ISS: o piloto Terry Virts e os especialistas Nicholas Patrick, Robert Behnken, Stephen Robinson e Kathryn Hire.

Na Estação Espacial, os tripulantes deram as boas-vindas aos integrantes da atual missão permanente da plataforma: os cosmonautas russos Maxim Surayev e Oleg Kotov, os americanos Jeff Williams e Timothy Creamer, e o japonês Soichi Noguchi.

O encontro dos 11 astronautas ocorreu duas horas depois do acoplamento, tempo que ambas as tripulações precisaram para conferir o estado hermético do engate entre a ISS e o Endeavour, que transporta o módulo Tranquility.

Além do reabastecimento de rotina, o principal objetivo da missão é a instalação do Tranquility, que ampliará o espaço de trabalho dos astronautas, e de uma cúpula de seis amplas vidraçarias que permitirá uma vista panorâmica da Terra e do céu sem distorções atmosféricas.

Para a instalação serão necessárias três caminhadas espaciais, de seis horas e meia cada uma, durante a missão do Endeavour. O módulo Tranquility, construído na Itália, e a cúpula são uma contribuição da Agência Espacial Europeia.

O Endeavour chegou à ISS em momentos em que quatro naves russas estão acopladas à estação orbital: as tripuladas Soyuz TMA-16 e TMA 17 e os cargueiros Progress M-3M e M-04.

EFE
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Nave Endeavour se acopla à Estação Espacial Internacional

EUA - 5h20  - NASA divulga imagem do ônibus espacial Endeavour chegando à Estação Espacial Internacional para acoplar ao laboratório orbital Foto: Reuters

Nave conseguiu se acoplar à Estação Espacial Internacional


O ônibus espacial americano Endeavour se acoplou hoje à Estação Espacial Internacional (ISS), onde seus tripulantes instalarão nos próximos dias o módulo Tranquility, que acrescentará mais espaço ao complexo.

A operação foi dirigida pelo comandante George Zamka junto ao piloto Terry Virts, que guiou a nave até seu encontro com o complexo espacial que orbita ao redor da Terra a quase 400 quilômetros de altura.

"O Endeavour se uniu à ISS. Muito bom trabalho", assinalou o controle da missão no Centro Espacial Johnson, em Houston (Texas), depois que a operação foi complementada às 3h06, pelo horário de Brasília, momento em que o complexo orbitava sobre Portugal.

EFE
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Astronautas terminam inspeção e preparam volta à ISS

Os seis astronautas do ônibus espacial americano Endeavour terminaram nesta terça-feira uma inspeção da coberta térmica da nave e foram dormir cedo, antes do acoplamento do ônibus com a Estação Espacial Internacional (ISS).

Segundo a agência espacial americana (Nasa), os tripulantes iniciaram seu período de descanso às 14h15 GMT (12h15 pelo horário de Brasília), e serão acordados pelo controle da missão às 22h14 GMT (22h14 de Brasília), quando o Endeavour completará sua 30ª volta em torno da Terra desde sua decolagem, no último domingo, no Centro Espacial Kennedy, localizado no sul do estado da Flórida.

Antes do descanso, o comandante George Zamka, o piloto Terry Virts e os especialistas de missão Kay Hire, Stephen Robinson, Nicholas Patrick e Robert Behnken fizeram a inspeção dos painéis térmicos que, como escamas, cobrem a parte inferior, as bordas e o "nariz" do Endeavour. Zamka, Hire e Patrick usaram o braço robótico da nave e sua extensão de "sensor orbital" como um guindaste com câmeras em seu extremo para verificar a parte da frente da nave.

EFE
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Sonda indica novos sinais de mar subterrâneo em lua de Saturno

A sonda Cassini enviou mais dados que reforçam as suspeitas de que a lua Enceladus, de Saturno, abriga um mar subterrâneo sob o solo gelado, segundo um estudo publicado na revista científica Icarus. Na última passagem pela Enceladus, a sonda detectou moléculas de água com carga negativa na atmosfera do satélite.

Esse seria um forte indício da presença de água já que, na Terra, esses íons são encontrados em lugares onde existe água em movimento, como cachoeiras ou arrebentações de ondas no mar. Não há ondas em Enceladus, mas o satélite possui uma região de grande atividade perto do seu pólo sul, onde vapor de água e partículas de gelo espirram por rachaduras na superfície e são projetados para o céu a grandes altitudes.

As novas medições, feitas com o espectrômetro Cassini Plasma Spectrometer (Caps), foram feitas quando a sonda mergulhou na névoa que cerca Enceladus em um voo rasante em 2008. A Cassini já detectou sódio na névoa - um indício dos sais dissolvidos que poderia ser encontrado em qualquer massa de água em forma líquida que tenha estado em contato com rochas nas profundezas de um corpo celeste por um longo período.

"Embora a existência de água ali não seja uma surpresa, esses íons de vida curta são evidência extra de água sob a superfície", disse Coates. "E onde há água, carbono e energia, estão presentes alguns dos ingredientes mais importantes para que haja vida", acrescentou. O Caps encontrou não apenas íons de água carregados negativamente mas também indícios de hidrocarbonetos carregados negativamente.

Anteriormente, já foram identificados hidrocarbonetos carregados positivamente em Enceladus pelo espectrômetro Ion and Neutral Mass Spectrometer (INMS). O projeto Cassini é uma colaboração entre a agência espacial americana (Nasa), a agência espacial européia (ESA) e a agência espacial italiana (ASI).

BBC Brasil
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Nasa lança nova sonda para explorar o Sol nesta 4ª feira

A Nasa, agência espacial americana, realiza os últimos ajustes para o lançamento da nova sonda espacial cuja missão será a de transmitir fotografias do Sol para desvendar seus mistérios. O Observatório Dinâmico Solar (SDO, na sigla em inglês) será lançado a bordo de um foguete Atlas V nesta quarta-feira, do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida, às 13h26 de Brasília (10h26 local e 15h26 GMT).

A missão, que deve durar cinco anos e custar US$ 848 milhões, vai permitir o fornecimento contínuo de uma massa de dados e de imagens do Sol sem precedentes, que possibilitará desvendar o seu complexo funcionamento interno e, em particular, o de seu campo magnético.

Segundo os cientistas, o Sol é a próxima fronteira para a pesquisa espacial e o SDO será especialmente útil para observar como as alterações nos níveis de radiação e energia deste astro podem afetar o Sistema Solar.

"O observatório SDO é a base das pesquisas solares da próxima década", ressalta Richard Fisher, diretor da divisão de heliofísica da Nasa. O satélite de 3,2 t, que será colocado em órbita geossincronizada a cerca de 35 mil km da Terra, deverá permitir determinar a duração do próximo ciclo do sol - que é em média de 11 anos - e saber se é possível prever quando os ventos solares violentos carregados de partículas de forte energia afetarão o nosso planeta.

Esses ventos podem perturbar o funcionamento dos satélites, dos sistemas de distribuição de energia elétrica, e podem também ser perigosos para os astronautas no espaço. "O sol afeta nossa vida quotidiana cada vez mais, já que dependemos muito de diversas tecnologias" como os sistemas de transmissões de rádio em alta frequência e o GPS para a navegação, explica Dean Pesnell, cientista do Centro de Voos Espaciais Goddard da Nasa.

"A maior parte dos efeitos provenientes do campo magnético do sol, que muda constantemente, e os instrumentos a bordo do satélite SDO foram concebidos para estudar esse campo magnético e a maneira como afeta a Terra", acrescenta. Três instrumentos vão permitir analisar e medir as atividades solares.

O telescópio Atmospheric Imaging Assembly (AIA) vai produzir imagens em alta resolução do Sol e de sua atmosfera. O Helioseismic and Magnetic Imager (HMI) é capaz de ver o interior do Sol para medir os movimentos de plasma que geram os campos magnéticos.

Já o Extreme Ultraviolet Variability Experiment (EVE) medirá a quantidade de energia emitida pelo sol em seus raios ultravioletas extremos, que são absorvidos pela atmosfera terrestre e não podem ser medidos a partir do sol. Esses instrumentos permitirão estudar as relações entre a atividade magnética interna do sol e os efeitos em sua superfície, assim como em nosso planeta, indica Madhulika Guhathakurta, diretor científico do SDO da Nasa.

"Esses avanços produzirão dados científicos que permitirão compreender melhor o funcionamento do sol e vão conduzir à elaboração de instrumentos capazes de prever seu comportamento", acrescenta Liz Citrin, do Centro de Voos Espaciais Goddard. O SDO poderá também ajudar a saber se uma longa inatividade solar corre o risco de mergulhar a Terra em um período prolongado de resfriamento.

De 1645 a 1715, a Europa e a América do Norte registraram invernos muito frios. Durante esse período, poucos registros solares foram gerados e os cientistas se perguntam se essa "pequena era glacial" poderá ser o sinal de uma relação entre uma inatividade solar prolongada e variações no clima terrestre.

Com informações da agência AFP

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ônibus espacial Endeavour parte em nova missão

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Endeavour é lançada para estação espacial

O ônibus espacial Endeavour partiu nesta segunda-feira em direção à Estação Espacial Internacional (ISS) em uma missão de 13 dias, durante a qual será instalado o Tranquility, módulo que ampliará o espaço de trabalho na plataforma. Embora o céu estivesse um pouco nublado antes do lançamento, a nave decolou normalmente, às 4h14 (7h14 de Brasília), do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

O lançamento desta segunda-feira deve ter sido o último feito durante a noite da frota de ônibus espaciais da Nasa, que deve ser aposentada após completar cinco missões neste ano. O Endeavour permanecerá dois dias em órbita da Terra. Só depois será preparado para se acoplar à ISS, a cerca de 400 quilômetros da superfície terrestre.

Além do Tranquility, os astronautas usarão parte dos 13 dias da missão para instalar uma cúpula envidraçada que permitirá aos ocupantes da estação ter uma vista panorâmica da Terra e do céu sem distorções atmosféricas.

Para a instalação da peça, serão necessárias três caminhadas espaciais, de seis horas e meia cada uma. Tanto o Tranquility, construído pela Itália, como a cúpula são uma contribuição da Agência Espacial Europeia (ESA) ao projeto da ISS.

Da atual missão do Endeavour, participam o comandante americano de origem colombiana George Zamka, o piloto estreante Terry Virts e os especialistas Nicholas Patrick, Robert Behnken, Stephen Robinson e Kathryn Hire.

Com informações das agências Efe e Reuters

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Nasa adia lançamento do ônibus espacial Endeavour

A agência espacial americana (Nasa) adiou, devido ao mau tempo, o lançamento previsto para este domingo da nave Endeavour à Estação Espacial Internacional (ISS).

O ônibus espacial faria uma missão de 13 dias para instalar um módulo que ampliará o espaço de trabalho na ISS.

Em comunicado, a Nasa informa que, de acordo com as condições climáticas, a tentativa poderá ser repetida já amanhã, às 7h14 (Brasília).

EFE
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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Nasa convida internautas a questionar astronautas pelo Twitter

Depois de permitir aos astronautas enviar mensagens diretamente à rede social Twitter do espaço, a Nasa convida agora os internautas a fazer perguntas à tripulação do Endevour, que decola no domingo para a Estação Espacial Internacional (ISS), através do microblog.

A agência espacial americana informou que o astronauta Mike Massimino, no Controle da Missão em Houston, Texas, transmitirá as perguntas enviadas nos próximos dias à tripulação do ônibus espacial Endeavor.

As respostas serão conhecidas durante uma sessão de vídeo aovivo, de 20 minutos, que será transmitida pela internet e pelo canal de TV da Nasa a partir das 8h24 GMT (6h24 de Brasília) do dia 11 de fevereiro.

As perguntas devem ser enviadas para a conta de Mike Massimino no Twitter: @astro_Mike

O lançamento do Endeavour está previsto para domingo. Outros dois astronautas da missão, o americano Timothy "TJ" Creamer, engenheiro de voo das Nasa (@Astro_TJ), e o japonês Soichi Noguchi (@Astro_Soichi), já enviam mensagens ao Twitter regularmente.

AFP
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Plutão muda de cor e seu hemisfério norte é mais brilhante

As últimas imagens de Plutão transmitidas pelo telescópio Hubble mostram que o planeta anão muda de cor, de intensidade luminosa, e que sua camada de gelo de azoto flutua, segundo as observações apresentadas, que permitem melhor compreender este astro celeste.

As imagens tomadas pelo Hubble indicam que Plutão, que perdeu seu estatuto de planeta do sistema solar em 2006 devido a seu pequeno tamanho, está 20% mais vermelho, comparado às últimas décadas.

Além disso, seu hemisfério norte é muito mais brilhante. Estas mudanças são, provavelmente, consequência do derretimento do gelo do polo norte, exposto ao sol e ao retorno da glaciação no polo sul mais sombrio, enquanto Plutão realiza seu próximo ciclo sazonal que dura 248 anos.

As análises das diferentes imagens indicam que uma mudança drástica de cor se produziu entre 2000 e 2002.

As imagens do Hubble confirmam que Plutão não é uma bola de gelo e rochas, mas um mundo em movimento que passa por mudanças atmosféricas importantes.

As variações sazonais são explicadas por sua órbita elíptica de 248 anos em torno do sol mais do que pelas variações em torno de seu eixo de rotação que tornam as estações assimétrica. É assim que uma estação pode durar 120 anos em Plutão.

Observações feitas a partir de vários telescópios em terra, em 1988 e 2002, mostram que a atmosfera de Plutão dobrou de volume durante este período devido ao aquecimento do hemisfério norte que fez fundir o gelo de azoto.

AFP
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Nasa divulga imagem inédita de pequena galáxia com cauda

A fotografia da Pequena Nuvem de Magalhães mostra o corpo principal da galáxia (à esq.), com uma cauda que se estende para a direita Foto: Nasa/Divulgação

A fotografia da Pequena Nuvem de Magalhães mostra o corpo principal da galáxia (à esq.), com uma cauda que se estende para a direita (região avermelhada)

A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta sexta-feira uma imagem da galáxia Pequena Nuvem de Magalhães, a 200 mil anos-luz da Terra, de uma forma nunca antes observada, pois identifica estrelas e poeira em seu interior. A fotografia, captada pela câmera do telescópio espacial Spitzer, mostra o corpo principal da galáxia (à esq.), com uma cauda que se estende para a direita.

Segundo a agência, o corpo da Pequena Nuvem de Magalhães é composto por duas estrelas velhas (cor azul) e estrelas jovens que iluminam a escuridão do espaço com poeira cósmica (verde e vermelho). Enquanto o lado esquerdo da pequena galáxia é formado por estrelas jovens, a cauda é repleta de gás, poeira e também estrelas recém formadas.

A partir dos dados registrados pelo Spitzer, os astrônomos confirmaram que a região da cauda foi recentemente arrancada do corpo principal da galáxia. Dois dos grupos da cauda, ainda incorporados às nuvens onde nasceram, podem ser vistos nos pontos vermelhos da imagem.

Estas observações estão sendo usadas pelos cientistas para estudar o ciclo de vida da poeira cósmica em toda a galáxia: a partir da formação em atmosferas estelares, ao reservatório contendo o atual meio interestelar e ao pó consumido na formação de novas estrelas. Atualmente, a poeira interestelar é pesada, medindo a intensidade e a cor da emissão de comprimentos de onda infravermelhos longos. A Pequena Nuvem de Magalhães, e sua companheira, a Grande Nuvem de Magalhães, são duas galáxias onde este tipo de pesquisa é possível.

Imagem divulgada pela Nasa mostra mudança de cor em Plutão

legenda Foto: Divulgação

Plutão é um planeta dinâmico, que passa por mudanças atmosféricas dramáticas

A superfície do planeta anão Plutão fica mais vermelha de acordo com suas mudanças da estação, afirmam cientistas da Nasa. De acordo com as fotografias mais detalhadas já tiradas pelo telescópio espacial Hubble, o planeta ficou 20% mais vermelho do que costumava ser, no período entre os anos 2000 e 2002.

Segundo a Nasa, isso se deve a mudanças no gelo da superfície de Plutão, no momento em que o planeta iniciava uma nova translação em volta do sol - que dura 248 anos, bem mais longa que da Terra, que dura um ano.

As novas imagens mostrariam nitrogênio congelado brilhando no norte do planeta, e escurecendo no sul. "Essas mudanças, provavelmente, são consequência do gelo derretendo na superfície no polo iluminado pelo sol (norte), e congelando novamente no polo oposto", declarou o Instituto de Ciência Telescópica Espacial da Nasa.

As fotos do Hubble confirmam que Plutão é um planeta dinâmico, que passa por mudanças atmosféricas dramáticas, e não apenas uma bola de gelo e rocha, afirma a Nasa.

Essas mudanças são causadas não apenas pela órbita elíptica do planeta em torno do sol, como também pela inclinação de seu eixo. Na Terra, as mudanças de estação são causadas pela inclinação do planeta em relação ao sol. Em Plutão as estações são assimétricas por conta de sua órbita elíptica.

Mas alguns astrônomos se mostraram surpresos com o fenômeno. "É uma surpresa ver essas mudanças tão grandes ocorrendo tão rapidamente", disse Marc Buie, do Southwest Research Institute, dos Estados Unidos. "Isso não tem precedentes".

Em 2006, astrônomos rebaixaram a classificação de Plutão, que deixou de ser um planeta para se tornar um planeta anão. O planeta mais distante em nosso sistema solar, e consideravelmente menor do que os outros planetas, Plutão, com diâmetro de cerca de 2.390 quilômetros, é menor do que muitas luas.

Mas aparentemente, a cor não representa uma mudança na temperatura do planeta anão: apesar da vermelhidão, a temperatura média da superfície continua extremamente gelada, de 233º Celsius negativos.

BBC Brasil
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Nave de carga russa se acopla com sucesso à ISS

A nave de carga russa Progress M-04M se acoplou com sucesso à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.

"O procedimento aconteceu em regime automático", explicou à agência "Interfax" o porta-voz do CCVE, Valeri Lindin, que destacou que, pela primeira vez na história da ISS, há quatro naves russas enganchadas à plataforma ao mesmo tempo: as Soyuz TMA-16 e TMA 17 e as Progress M-03M e M-04.

Lindin explicou que a abertura da escotilha entre a nave recém chegada e a ISS acontecerá por volta das 6h de Brasília, assim que for concluído o processo de equiparação de pressões entre os dois.

A nave de carga, que foi lançada na quarta-feira passada da base de Baikonur (Cazaquistão), levou à plataforma espacial 1,1 tonelada de combustível, 49 quilos de oxigênio, 363 quilos de água, 133 quilos de alimentos e 98 quilos de equipamentos médicos, roupas e artigos de higiene.

Atualmente, a tripulação da ISS é integrada pelos russos Maxim Surayev e Oleg Kotov, os americanos Jeff Williams e Timothy Creamer, e o japonês Soichi Noguchi.

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Galáxias viveram período de colisões há 6 bilhões de anos

Assim como nossa Via Láctea, cerca de três quartos das galáxias são de forma espiral Foto: Getty Images

Assim como nossa Via Láctea, cerca de três quartos das galáxias são de forma espiral

As galáxias viveram um período de turbulência há seis bilhões de anos, com numerosas colisões dando nascimento a outras, de formas estranhas, segundo estudo publicado nesta quinta-feira.

Com dados do telescópio espacial Hubble, François Hammer (Observatório de Paris) e sua equipe compararam a forma de 116 galáxias de nosso universo próximo, com a de 148 outras mais afastadas, cuja luz leva bilhões de anos para chegar até nós.

Assim como nossa Via Láctea, cerca de três quartos das galáxias são de forma espiral, com outras ditas "elípticas" e apenas 10% possuem uma forma estranha.

Há bilhões de anos, mais da metade das galáxias possuíam uma forma estranha, escapando a classificações habituais, devido a colisões. "Hoje estamos num universo no qual os objetos estão em equilíbrio, a gravidade explica bem todos os movimentos, conseguimos descrevê-los bem", graças a uma classificação proposta em 1926 pelo astrônomo Edwin Hubble, explica François Hammer.

No passado, as galáxias "tinham formas absolutamente caóticas", anormais, porque "o que se via eram objetos em colisão", precisou. Após o violento encontro entre estes gigantes do cosmo, foram necessários "dois a três bilhões de anos" para que a nova galáxia resultante de sua fusão encontrasse uma forma de equilíbrio.

"Anteriormente, acreditava-se que esta época de fortes colisões entre galáxias havia acontecido bem antes", isto é, há mais de 8 bilhões de anos, sublinha o astrônomo.

Os resultados publicados por sua equipe na revista científica Astronomy and Astrophysics estão, diz ele, em concordância com um cenário "hierárquico" da formação do universo.

Segundo este cenário, "começa-se por objetos menores, talvez até de galáxias e, na medida em que se reencontram, formam as maiores", resume Hammer. Às galáxias caóticas do passado sucedem-se as grandes galáxias espirais, como a Via Láctea.

Nossa galáxia é um "caso muito particular", precisa ele, porque a última colisão que diz respeito a ela remontaria a dez ou onze bilhões de anos, enquanto que nossa vizinha Andrômeda guarda traços de numerosas colisões num passado mais recente. Andrômeda, que se aproxima da Via Láctea a uma velocidade de 120 km/s, deverá entrar em rota de colisão em cerca de 4 bilhões de anos.

AFP
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Nasa desvenda mistério da estrela que 'desaparecia' no céu

Nesta concepção artística, a estrela Epsilon Aurigae emerge entre o um disco de poeira do objeto que a acompanha Foto: Nasa/Reprodução

Nesta concepção artística, a estrela Epsilon Aurigae emerge entre o disco de poeira do objeto que a acompanha

Astrônomos da Agência Espacial Americana (Nasa) encontraram a solução para um dos enigmas seculares da astronomia: a estela que desaparece a cada 27 anos. Usando o Telescópio Espacial Spitzer, eles descobriram que a nuvem de poeira que gira em torno do objeto que acompanha a estrela é a responsável por este "eclipse". As informações são da Nasa.

A brilhante estrela Epsilon Aurigae é acompanhada por um pequeno objeto cercado por um denso disco de poeira que, a cada 27 anos, a encobre por um período de dois anos.

A descoberta aconteceu graças à visão infravermelha do Spitzer que revelou o verdadeiro tamanho do disco de poeira e da estrela que antes se acreditava ser supergigante. Em vez disso, a Epsilon Aurigae é uma estrela brilhante com muito menos massa do que se imaginava.

Vídeo inédito de amador mostra explosão da nave Challenger

Sequencia mostra explosão da nave Challenger em 15 de fevereiro de 1986 Foto: AFP

Sequência da Nasa mostra explosão do ônibus espacial Challenger em 28 de janeiro de 1986

Um vídeo amador jamais visto, que mostra em ângulo inédito a explosão do ônibus espacial Challenger, com sete tripulantes a bordo, veio à tona duas décadas depois da tragédia nos Estados Unidos. As imagens foram captadas pelo aposentado Jack Moss em Winter Garden, a poucos quilômetros do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na manhã do dia 28 de janeiro de 1986. As informações são do jornal britânico The Guardian.

No vídeo de quase quatro minutos, Jack Moss acompanhava ao lado da família o lançamento do Challenger, que se desintegrou no céu apenas 73 segundos após o lançamento. Depois da explosão, é possível ouvir o aposentado especulando sobre o que teria acontecido, já que uma cortina de fumaça havia se formado no céu.

A fita foi esquecida no porão da casa da família Moss e Jack somente voltou a falar sobre ela quando conheceu Marc Wessels, diretor do Arquivo de Exploração Espacial, que arquiva registros espaciais para fins educacionais no país, durante uma reunião de sua igreja. O aposentado prometeu doá-la ao amigo quando morresse. Em dezembro do ano passado, Jack Moss não resistiu a um câncer.

A explosão do ônibus espacial Challenger ocorreu por causa de um defeito nos tanques de combustível. Todos os sete tripulantes morreram: Mike Smith, Dick Scobee, Ron McNair, Ellison Onizuka, Christa McAuliffe (professora e primeira civil a participar de um voo espacial), Greg Jarvis e Judith Resnik.

O desastre paralisou o programa espacial americano durante meses e uma uma extensa investigação foi realizada no processo de controle de qualidade da fabricação das peças. A nave foi a segunda a ser construída depois do ônibus espacial Columbia - que também explodiu com sete tripulantes em 2003, quando reingressava à atmosfera terrestre. A Challenger fez sua missão inaugural em 4 de abril de 1983.

Site francês permite buscar dados sobre partículas radioativas

Um site da Autoridade de Segurança Nuclear (ASN) permite ao internauta conhecer a radioatividade presente no departamento da França, informou hoje o jornal Libération. Pelo portal, é possível buscar dados sobre partículas radioativas no ar, água, plantas e animais.

Segundo o diretor-geral da ASN, Jean-Christophe Niel, o www.mesure-radioactivite.fr/public foi criado com o objetivo de "recuperar a confiança do público" danificada pela gestão da comunicação após o acidente de Chernobyl.

A base de dados inclui 200 mil medidas e aumenta em 15 mil novos acessos ao site, composto pelos laboratórios reunidos pelo Instituto de Radioproteção e Segurança Nuclear (IRSN).

Inaugurada na terça-feira, a página será atualizada uma vez por mês e deseja abordar o tema da energia nuclear ao público de maneira pedagógica com gráficos e explicações sobre o que é a radioatividade.

EFE

Nova técnica permite examinar atmosfera de planetas distantes

Reprodução de um exoplaneta gasoso que gira em torno de uma estrela fora do Sistema Solar Foto: Getty Images

Reprodução de um exoplaneta gasoso que gira em torno de uma estrela fora do Sistema Solar

A busca por planetas de outros sistemas solares onde possa existir vida deve ser facilitada por uma nova técnica que permite a utilização de pequenos telescópios em terra, segundo o estudo publicado nesta quinta-feira pela revista científica britânica Nature.

Cerca de 430 planetas que giram em torno de estrelas que não o Sol foram descobertos desde 1995, mas a maioria é de gigantes gasosos como Júpiter e não planetas rochosos como a Terra. Até agora, para analisar a composição química da atmosfera destes corpos celestes chamados exoplanetas, assim como buscar moléculas que mostraram presença de vida, era necessários telescópios espaciais ou grandes telescópios em terra.

Mark Swain, da Nasa, e seus coelgas americanos, britânicos e alemães utilizaram em 2007 um telescópio terrestre de 3 metros, com base no Havaí, para analisar a pequena radiação infravermelho emitida pelo exoplaneta JD 189733b, um gigante gasoso situado a 63 anos-luz da Terra. Inclusive puderam observá-lo em longitudes de onda não acessíveis para telescópios espaciais.

Graças a uma técnica que permite evitar as turbulências da atmosfera terrestre, que podem interferir na imagem dos telescópios, os cientistas descobriram a presença de metano na atmosfrea deste exoplaneta. O exoplaneta JD 189733b, tal como se vê da Terra, passa às vezes diante de sua estrela ou se eclipsa atrás dela. Os astrônomos comparam seu espectro luminoso antes e depois de cada eclipse.

"Com a nova técnica de calibração, podemos distinguir as variações da luz devido ao eclipse do planeta, variações devidas as turbulências atmosféricas e aos próprios detectores", explicou um dos autores Jeroen Bouwman, do Instituto Max Planck para Astronomia (Alemanha), em um comunicado.

Os resultados obtidos com telescópios relativamente pequenos em terra são excitantes, segundo o Swain. "Isso significa que, com telescópios maiores em terra, utilizando essa técnica, será possível estudar a atmosfera de planetas similares na Terra", explicou Mark Swain.

AFP
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

"Máquina do Big Bang" pode revelar partícula misteriosa

Cientistas que operam o acelerador de partículas da Organização Europeia de Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em inglês) podem resolver o mistério sobre o que dá massa à matéria, durante uma atividade de quase dois anos ininterruptos que irá até o fim de 2011, disse um porta-voz nesta quarta-feira.

James Gillies informou à Reuters que a partícula chamada bóson de Higgs pode aparecer durante a experiência na chamada "máquina do Big Bang", maior e mais caro equipamento científico do mundo, que será religado neste mês. "Se ele estiver lá, teremos uma chance razoável de vê-lo", disse Gillies, referindo-se à partícula subatômica que o físico escocês Peter Higgs previu há três décadas que poderia explicar como a matéria se juntou para criar o universo e tudo que o compõe.

Gillies disse que a operação do Grande Colisor de Hádrons (LHC), que pertence à Cern e está instalada sob a fronteira franco-suíça, perto de Genebra, irá produzir uma enorme quantidade de informações. Se o bóson de Higgs não aparecer, não quer dizer que ele não exista. Após a primeira fase de operação estendida e um ano de paralisação para preparativos, o LHC voltará a ser ligado novamente com sua energia máxima.

"Pode ser que precisemos dessa intensidade para capturá-lo", acrescentou Gillies. O LHC foi ligado inicialmente em setembro de 2008, mas teve de parar por causa de uma violenta explosão dentro do túnel circular subterrâneo de 27 km. O foco do equipamento é a colisão de partículas que se deslocam em sentidos contrários com grande energia.

Bilhões de colisões, cada uma criando as condições que existiam numa fração de segundo depois do "Big Bang", quando o universo começou, há 13,7 bilhões de anos, irão produzir dados que cerca de 10 mil cientistas na Cern e em todo o mundo irão registrar e analisar. A matéria emitida pela explosão primordial do universo acabou dando origem aos planetas, às estrelas e à vida na Terra - mas a teoria de Higgs diz que isso só seria possível se algo como o bóson reunisse a matéria, dando-lhe massa.

O LHC funcionou por cerca de dois meses no fim do ano passado, realizando colisões de feixes de partículas com uma energia de até 2,36 tera-elétron volts (TeV), a maior já alcançada. A próxima atividade prolongada, sem uma pausa no inverno, foi decidida em uma reunião de físicos, engenheiros e administradores do Cern em Chamonix, na França, na semana passada. Gillies disse que a energia da colisão será elevada gradualmente até 7 TeV.

No fim do ano que vem, o colisor deve ser novamente desativado por até 12 meses para que engenheiros preparem o túnel e a enorme quantidade de equipamentos do local para colisões de até 14 TeV na próxima atividade, provavelmente a partir de 2013.

Reuters
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